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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Riddick 3 / É o Fim

Nome original: Riddick
Duração:
2hs  --  Ano: 2013  --  Trailer
De: David Twohy (de Warlock - O Demônio e Waterworld)
Com: Vin Diesel (de O Resgate do Soldado Ryan, Triplo X e Velozes e Furiosos), Jordi Mollà (de Elizabeth: A Era de Ouro e Bad Boys II), Matt Nable (de Os Especialistas), Katee Sackhoff (de Battlestar Galactica e Plantão Médico) e Dave Bautista (de Guardiões da Galáxia e O Escorpião Rei 3), uma ponta de Karl Urban (de Dredd, RED e Doom) e um tipo de hiena-lince-cão digital.

Iu-rrú! HIENAS! Eu gosto de hienas!

Isto posto, vamos lá!
Descrição: Riddick está num planeta desértico, a escuridão se aproxima e, com ela, animais assassinos virão. Ele precisa conhecer melhor seu inimigo, escapar do caçador de recompensas que tem um distintivo de xerife no peito, e depois correr contra o tempo para conseguir dar energia para a nave que pode tirá-lo do planeta. Ah, e tem uma cena com uma mulher correndo e aí ela morre no meio da corrida.

Acabei de descrever o 3º filme? Não. Esse foi o primeiro. Pensando bem, menti, foi o terceiro. Façamos o seguinte, a gente fecha que foram os dois e não se fala mais nisso!

Eu sacaneio, mas a pura verdade é que isto é justamente o ponto positivo do filme: Riddick 3 é Riddick old school!
E nada daquele mundo repentinamente super-tecnológico que foi o 2º filme, que parecia algo saído de George Lucas, esse está de volta ao esquema "parece o mesmo universo de Alien". O filme tem bem mais similaridades com o 1º ainda, dava até vontade de fazer uma tabela completa, mas não vou ficar me esticando [porque é 1:20 da madrugada]. E apesar de ser um filme sem surpresas, não darei spoiler assim de bobeira sempre. É um bom filme para você fingir que o As Crônicas de Riddick não existiu [outra coisa que me irrita no 2º filme é o uso da palavra Crônicas descrevendo uma história que dura alguns dias...]. Basicamente, Riddick 3 é o Highlander 3 do Eclipse Mortal.

O que temos é uma aventura isolada do sujeito, nada de proporções grandiosas, muitos cenários, o destino de muitos planetas, raças e, quiçá!, do universo na balança... Nada disso. Há uma rápida introdução de como ele foi parar ali, temos 2 cenários o filme inteiro ("deserto" e "dentro da casinha no deserto") e no final o sujeito está de volta à estaca zero: livre pela galáxia, ainda com vontade de matar o novo Dr. McCoy e ainda sem encontrar o seu planeta natal Furya. Uma boa comparação para esse filme seria o Dredd [que nunca resenhei, mas achei o filme excelente]: não é um filme de origem, não tem nenhuma reviravolta para a vida do personagem, ele não salva o mundo nem rompe paradigmas... Foi apenas: mais um dia de trabalho - e amanhã tem mais.

Por falar nisso, Riddick 4 e 5 já estão na mira.

Ah, e não é só o Riddick de Eclipse que está de volta. A boa e velha Starbuck também! Nada daquela dramática Starbuck mística e musical ['Kara Remembers' é muito boa] do final da série, é a durona e sacana das primeiras temporadas, que todos nós amamos.

Se você gostou de Eclipse Mortal é grande a chance de você se divertir com Riddick 3, ainda que este seja um pouco mais voltado para ação e menos para o suspense. E não precisa ter gostado nem ter assistido ao segundo [é até um favor que você se faz]. Se muito, você não saberá quem são os emos de armadura que aparecem nos primeiros 3 minutos. Mas isso não importará do 4º minuto em diante. [talvez importe no 4º filme?]

Li várias boas resenhas sobre o filme, são tantas que resolvi nem ficar escolhendo. Seguem só duas: o Screenrant gostou com pequenas ressalvas: Despite (...) Riddick offers a solid action-horror experience. Já a moça da Tor.com detestou de coração: Riddick came back wrong.


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E novamente aproveitando uma resenha sobre um bom filme para desovar outra sobre um nem tanto... É o Fim! (This Is The End)
De: Evan Goldberg e Seth Rogen  --  1h47min  -- Trailer
Com: Seth Rogen (de Besouro Verde), James Franco (Tristão & Isolda), Jay Baruchel (Aprendiz de Feiticeiro), Jonah Hill (Superbad), Craig Robinson (Hot Tub Time Machine), Danny McBride (Sua Alteza?) e, dentre as muitas participações especiais, Emma Watson (a Hermione) [e que está gatíssima no filme] é a que mais tem alguma pequena relevância na trama.

Eu vi, me diverti, até gostei, mas... isso era para ter sido um filme direto para DVD, não de cinema. Não sei se sou muito chato ou só se a média da população que está muito idiota, mas eu NÃO me acabava de rir só porque alguém fez um comentário jocoso envolvendo esperma ou apareceu o pênis de um demônio em cena - que era a situação padrão para o restante da sala. [com exceção de duas velhinhas que assim que eu entrei na sala me controlei para não perguntar o que diabos elas estavam fazendo ali!! Na cena em que jogam futebol com uma cabeça humana ainda sangrando - meia hora de filme apenas talvez - uma delas tirou os óculos e desistiu de acompanhar. Só ficava olhando para os lados, horrorizada com as pessoas rindo e tentando imaginar se seria possível sair dali sem quebrar a bacia no escuro, e as vezes reclamando algo com a outra velhinha... Na hora isso estava me irritando profundamente - já que eu estava na cadeira ao lado - mas agora até que estou achando bastante graça. O pior é que as duas ficaram até o final mas saíram antes das luzes acenderem... Porra!, podiam ter saído antes então! E claro, saíram reclamando horrores do pior filme da vida delas.]

Voltando ao filme, o que temos de história é: são vários atores, interpretando eles mesmos, mas sem medo de se sacanearem das piores formas possíveis, presos em uma casa e tentando sobrevivar ao apocalipse católico, após o arrebatamento ter acontecido. Então eles sabem que estão ferrados.

O problema é que o filme perde muito tempo com piadas internas ou fazendo referências à filmes pouco conhecidos por aqui. É um filme de nicho. Deve ter sido absurdamente engraçado para quem acompanha a carreira destes caras e conhece um pouco de suas biografias [ou das fofocas sobre eles]. Imaginaria fácil o filme enchendo salas numa Mostra Rio. Também é um filme para quem acha que humor de banheiro, um pênis em tela e algumas piadas chulas já valeu o ingresso.
Eu rio de vulgaridades também, claro [praticamente o único tipo de piada na minha família], mas eu sempre espero um pouco mais que isso; e o filme teve pouco deste 'pouco mais'.

Para contrabalançar, uma resenha do Cinema com Rapadura. Eles gostaram mais:
Seth Rogen realiza um dos trabalhos mais hilários do ano.

domingo, 24 de março de 2013

Battlestar Galactica: Blood & Chrome

Passaram-se quase 2 anos desde a postagem sobre Caprica. E hoje, finalmente, assisti a Blood & Chrome. Agora recompilada como telefilme. E... Não é tudo de bom, mas tinha potencial. Se Caprica durou 1 temporada inteira, esta podia também.

Se tivessem desde o começo planejado como uma história isolada, mostrando a primeira missão do Adama, também estaria bem, essa é a sinopse da minissérie. E depois do que vimos, não sei bem o que eles tinham em mente para a frente, já que o filme termina com o Adama, o Husker, finalmente ganhando o seu Viper (o avião de caça espacial do seriado). Só que o episódio inteiro foi focado na relação dele com o seu copiloto, num Raptor (um tipo de nave-transporte com o mínimo de armas, mas também usado para bombardeios).

Mas se ele termina o episódio trocando de turminha... Saindo da banda e indo para o time de futebol... Dali para frente a dinâmica seria outra. Talvez com o copiloto só servindo de mentor eventualmente. Mas bem pouco, porque, na teoria, o cara deixaria as forças armadas dali a poucas semanas. Ou seja, depois de nos mostrarem algo... Eles partiriam para algo, talvez, completamente diferente.
A série provavelmente iria para o lado Top Gun da coisa, bem mais militar que a horripilância que foi Caprica, e sem o lado místico/político da BSG.

Talvez se tornasse uma nova Space: Above & Beyond.

Mas então, o que temos: é uma versão Galactica do primeiro [o primeiro de verdade, o IV] Guerra nas Estrelas. Com a diferença que ao invés de salvar a mocinha do covil do vilão, eles têm que levá-la até lá. Temos um cadete novato, o Adama (o Luke da vez), levando uma mulher mandona que já estava participando da guerra faz tempo (a nossa Leia), e ambos sendo, a contra-gosto, ajudados por um veterano cínico, o co-piloto (assumindo o papel de Han Solo), numa nave que Adama acha uma banheira velha.

Belas batalhas espaciais, um monstro numa caverna de um planeta gelado (opa! O Impéria Contra-Ataca), efeitos ruins em algumas partes, algumas reviravoltas, novas naves, algumas antigas do seriado clássico.
E a Cylon-rascunho, de uma das imagens conceitos originais aparece. Mas não gostei muito do rosto dela, ficou boneca demais. E temos alguns cylons-robôs novos, mas também não gostei muito deles não.

Destaque para a nave base-cylon, em que tentaram um criativo meio-termo entre a clássica e a do seriado de 2003. [Putz, já tem 10 anos!! Putz duplos e triplos!]

Mas é isso. Caprica foram 18 horas de sofrimento. Blood & Chrome tem lá seus momentos ruins, mas foram 2 horas de diversão bem aproveitada. Não é nota 10. Mas para isso, teria que ir para um universo paralelo onde a nBSG não tivesse envolvido seres do além nem tornado metade dos personagens em cylons (sendo 2 deles novos na trama, ficou com muita cara de remendo). Se a nBSG foi nota 8,5 ou 9, e Caprica nota 2, B&C é um 6,5 bem justo, quase 7.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Caprica

Caprica. O pomposo e grandioso seriado derivado [ou, como se diz em português: spin-off] da Battlestar Galactica (2003)...
Que fiasco!
Finalmente assisti ao final da série. Faltavam 5 episódios que deixei parado até não ter nada para ver na TV. Já cansara da série por volta do 3º episódio... aquela historinha de terrorismo nunca desceu bem. Coisa de americano traumatizado querendo fazer terapia em grupo com o telespectador. E ainda tinha um "núcleo adolescente" com a ruivinha e amiguinhos-bomba... Que m*.

"Mas ok, vamos ver onde isso vai dar.", pensei. Como todo bom nerd, quando eu gosto de algo, eu gosto de conhecer melhor o tal algo... [é por isso que nerds dão ótimos namorados! Ouviram meninas?] Mesmo que espere com grande certeza de que vá ser uma desgraça flórida, não custa nada checar. Estou eu aqui, de tempos em tempos lendo as porcarias que o Brian Herbert escreve por causa disto. [se bem que depois de Duna 7 e 8... em que o cara atingiu o fundo da esmerdalhização de Duna... eu me imunizei e parei de ler. Talvez bata a curiosidade depois. Veremos.]

Pois bem... Caprica são 18 horas da minha vida que nunca voltarão. Se parar para pensar, já gastei mais tempo do que isso fazendo coisas piores, mas se você não viu ainda, só veja se você for mesmo MUITO fã de Galactica.
Eu não gostei do rumo que a BSG teve no final, com todo aquele papo místico, Chosen One, 'Starbuck, A Fantasminha Camarada' e etc. Mas BSG era BSG. Depois da primeira temporada eu assistiria BSG até se o seriado virasse um musical sobre os males da gravidez adolescente em meninas drogadas de baixa renda.

Pô, um seriado tem que ser muito ruim para não haver nenhum personagem que eu goste. Achava todos escrotos. Não me identificava com ninguém. Ok, para não ser exagerado... O Samuel era um cara legal. Mas no começo da série ele era só o irmão bandido quase sem falas do pai do moleque que viria a ser personagem da BSG. E esse *nada* era o único personagem que eu não detestava.

E surpresa! [SPOILER!] O tal moleque nem era quem achávamos o tempo todo. :-D
Quando ele morreu no penúltimo episódio achei que no último alguém ia arrancar o holoband da cara (versão Caprica do "desligar o holodeck") e dizer 'putz, tem um erro no programa, não foi assim que aconteceu'.

A série poderia ter corrido bem se tirassem toda a coisa monoteísta com adolescentes problemáticas e começasse onde terminou. Com robôs sendo lançados no mercado, gente pregando sobre direitos iguais, robôs ficam putos, robôs começam a guerra.
Transformem cada oração acima em uma temporada de 12 episódios e temos 4 bons anos de série. Ou 3, se considerarmos "robôs começam a guerra" como a cena final da série. Teria sido o ideal.

Agora é torcer para Blood & Chrome vingar, senão deverá ser o triste fim deste universo. Pelo menos até o próximo reboot em 20 anos. Lembrando que o The Plan também não ficou legal.

Mas voltando ao papo de terrorismo... Não dava para engolir aquilo. Ok, 12 planetas com implicâncias entre si, isso é fácil de acreditar. Todo vizinho implica com o outro. Brasileiro sacaneia argentino. Carioca sacaneia paulista. E assim vai... Coloque numa escala maior e temos o que se chama 'política externa' nos casos pacíficos, 'gafe internacional' nos brandos, e 'guerras mundiais' nos piores.

Mas transformar toda a sociedade planetária numa versão de talibãs capitalistas. C*! Se eu bater em cada porta do meu prédio tenho certeza que com menos de 100 moradores eu consigo achar umas 20 religiões. Quando criança eu convivia com um terreiro de Ubanda do outro lado da rua, uma igreja Metodista na mesma calçada, amigos católicos, um que era Testemunha de Jeová, pais crentes não-praticantes, parentes Kardecistas, e sempre que ia ao Centro, esbarrava com Hare Krishnas [sinto falta deles...].

Gente maluca existe em qualquer lugar, estão aí grupos de cristãos americanos e muçulmanos fundamentalistas. Mas a grande maioria da humanidade, compostas de pessoas normais, são como a minha velha rua e seguem a minha filosofia principal, mandamento nº1 no dia que eu fundar a Igreja Universal do Ranzinza de Deus: "Se não atrapalham ninguém, que se danem!" [é por isso que sou a favor de casamento gay, aborto, pagodeiros, e o que mais vier... desde que não venham pagodar na minha casa nem queiram comer a minha bunda, estejam a vontade!]

Mas lá... numa sociedade futurista... quem não segue a religião oficial é criminoso e um terrorista automático? Coisa de americano assustado! E mesmo que a série seja feita para passar nos EUA e a platéia global seja só brinde, nunca uma merda dessa serviria de premissa convincente. Mal. Muito mal.

Quem tiver curiosidade, faça o seguinte:
● Assista ao primeiro episódio, para saber quem são os personagens. (ou nem isso!)
● Se assistir, ignore quase todo o sub-enredo religioso. (por quase todo entenda: basta lembrar que a mulher de cabelo preto comprido é monoteísta! fará diferença.)
● Ignore qualquer menção ao Mundo Virtual.
● Ignore qualquer sub-enredo adolescente.
● Ignore qualquer sub-enredo da máfia.
● Ignore qualquer sub-enredo empresarial.
● Ignore qualquer sub-enredo familiar.
● Ignore a mente da garota no corpo do robô (serviu para nada!).
● Assista aos últimos 10 minutos do último episódio.
● E ignore qualquer coisa que você acha que não entendeu porque envolvia as ignorâncias acima.

Agora ignore tudo que você viu no pouco que falei para ver, considere a série um péssimo fan-movie, e imagine que a guerra começou do jeito que você tinha imaginado antes de criarem Caprica. Fanfic por fanfic, fique com a sua. Eles só tiveram orçamento maior que você. Seu nerd pobre!

[é assim que eu suporto ler os livros do Brian e suportei a nova trilogia de Guerra nas Estrelas... é tudo fan-fic. Quero nem saber se quem escreveu é o pai da criança ou o filho do pai. Fan-fic! Fan-fic! Fan-fic! Lálálálálálálá! Não estou te ouvindo.]