O site está parado [e eu devia estar dormindo] mas eu tinha que repostar isso. Sou eu. [tirando a parte sobre roupas e de não ser uma garota].
Roubado de Sarah's Scribbles.
(Via: Nerd Approved)
[Mudei-me faz 1 ano e minha sala até hoje não tem sofá (nem TV, nem mesinha), mas tem 2 estantes de livros - e tem outra no meu quarto. Leio uns 4 livros por mês e, nesse ritmo, tenho livros não-lidos para os próximos 15 anos. Só ano passado comprei 130. Metade importados. Esse ano já comprei 24. Já abstraí. Não tem moral da história.]
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Anáguas vs Evil Dead and Morty
Duas [viraram 4] recomendações rápidas [que estou tentando* ressuscitar o blog e não posso (ainda) me dar ao luxo de perder 3 horas (ou mais) fazendo uma só postagem].
[* = fiz 4 postagens essa semana, mas 2 estão em rascunho ainda... isso que mata]
Título: Anáguas a Bordo (Operation Petticoat)
Duração: 2h04min -- Ano: 1959 -- Em cores.
[sem link pra trailer, que trailer americano antigo é quase tão ruim quanto trailer brasileiro.]
De: Blake Edwards (de Um Convidado Bem Trapalhão, os filmes da Pantera Cor-de-Rosa e vários outros clássicos)
Com: Cary Grant, Tony Curtis, Joan O'Brien, Dina Merrill e Arthur O'Connell.
De bobeira no sofá pela manhã, sento para ler o jornal e ligo a TV para fazer trilha sonora - e de repente teria algo interessante passando [reprise de algum Trato Feito que eu não tivesse visto?] e eu leria o jornal durante os comerciais. Esbarro numa cena de filme velho, piadinha boba mas boa... sorrisinho nos lábios. Seguro o olhar mais um pouco, outra piadinha boba. E o sorrisinho besta continua. E parecia ser num submarino... e eu costumo gostar [e digo isso como margem de erro, porque não estou lembrando de nenhum que não tenha gostado] de filmes de submarino. Olho que horas começou o filme... menos de 10 minutos antes... resolvo segurar a atenção mais um pouco.
E puta que pariu! Gostei. E depois de ter visto o filme, fui pesquisar, e não é uma opinião desbocada exclusivamente minha. O filme fez tanto sucesso de público e crítica, que virou até série de TV - mas com menos sucesso neste caso, mesmo tendo no elenco o Gomez Addams, agora em cores.
A história: submarino precisando de consertos acaba tendo que levar, a tiracolo, um oficial almofadinha e trambiqueiro. Este por sua vez, na próxima parada, promete para 5 enfermeiras militares que o submarino as daria carona também. Dada a situação delas (únicas ocidentais na ilha), o capitão reclama, mas aceita. E daí em diante vemos a viagem do submarino problemático, com o capitão sério, o oficial engomadinho e uma tripulação de homens com 5 mulheres num espaço apertado.
E esta provavelmente é a descrição mais sem graça que já fiz de um filme. [mas não quero pensar muito nisso, para não perder muito tempo e não postar] Mas é uma comédia, podem acreditar. Tem até um porco a bordo uma hora. [não que eu tenha alguma predileção por piadas envolvendo porcos...] [por falar nisso, no dia seguinte estava passando os dois Babe - O Porquinho na TV também... filmes absurdamente bons! Coloquem suas crianças para ver!]
O Anáguas não é um filme maravilhoso, claro, mas não é como as merdas de comédias atuais, que tentam te fazer gargalhar com uma piada que fracassa absurdamente, e aí ficam sem assunto até a piada miserável seguinte. [mas existem comédias boas atualmente, claro, e ruins em todas as épocas também] Foram duas horas extremamente agradáveis, em que eu não queria perder nenhuma cena.
Nada no filme foi bombástico, divertidaço, nem nada estrondoso... Mas foram duas horas com um sorrisinho bobo na cara, despreocupado com o mundo, vendo um filme sem encheções de lingüiça. Só um monte de piadinhas bem comportadas (ok, um bem leve machismo em algumas, mas o filme é velho e os personagens estão em plena 2ª Guerra Mundial e numa força armada) sem parar por toda a duração. E, para melhorar, muita coisa ali foi baseada em fatos reais. Como o submarino ser pintado na cor que foi numa dada cena. Ou a cena em que o torpedo erra o alvo. Se bem que esta, no mundo real, o torpedo não subiu a areia. Mas um pouco de absurdo não afeta, é uma comédia. (quem quiser só ver esta cena para entender, está na abertura do seriado). E fica aqui a primeira recomendação, com um texto que ficou muito mais longo do que estava planejado. [putz, 40 minutos gastos até aqui - ok, com parada para salvar o cartaz, ver trailer no Youtube e etc, mas a idéia era levar tudo isso na postagem inteira... E enquanto digito isso, ainda nem coloquei os dados do filme (atores, ano, etc), então considera aí que só daqui para cima foi-se 1 hora de postagem...]
Por falar em cartaz... Tenho que comentar... Isso acima é a frente do DVD e cacetes voadores!!!, quem foi o estagiário de merda que fez aquela nuvem da direita? E quem foi o chefe duplamente fecal que aprovou?? Caso não tenha entendido, olhe melhor... A imagem está pequena mas o absurdo é gigante. Se continuou sem entender, olhe esta imagem aqui. O sujeito até conseguiu disfarçar bem recriando o topo do quepe do cara mais novo. Notei que era montagem só depois de ter visto e capa do DVD americano e visto que lá a imagem era cortada, aí voltei e prestei atenção - e a águia era idêntica, no brilho e tudo. E ficou ruim a nuvem de baixo, mas ela eu só reparei depois... Porque a nuvem de cima é tão absurdamente ruim, que abafa todo o resto. O cara só repetiu o pedaço e foda-se! Piorando... Existe a imagem completa, naturalmente mais larga. Se queriam mais espaço por algum motivo... Era só pegar a porcaria da imagem original, com o resto da nuvem! [ou fazer direito!] Mas ok, ok... Só queria desabafar. Passou. [e lá se foram mais 15 minutos...]
PS: não aparecem anáguas no filme.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Título: Ash vs. Evil Dead
Duração: 10 episódios de 25 min (1ª temporada)
Ano: 2015 -- Trailer
Com: Bruce Campbell (de Bubba Ho-Tep, este comercial e My Name Is Bruce), Ray Santiago (de O Preço do Amanhã), Dana DeLorenzo (de nada que eu conheça), Jill Marie Jones (idem) e Lucy Lawless (de Xena, a Princesa Guerreira e Battlestar Galactica).
Lembram do meu desgosto pela porcaria de 2 anos atrás? Então... Usando uma falsa-expressão (porque não existe em português real, apenas em filmes mal dublados): "É disso que eu estava falando!" [muito pior que essa é quando dublam "no final do dia, o que importa etc, etc" sendo que em português a expressão é "no final das contas", nunca "do dia". Nenhum ser humano brasileiro jamais falou "no final do dia" neste sentido] [e se falou não é mais humano! pode matar e acabar com o sofrimento dele.]
Mas voltando ao assunto, Ash vs Evil Dead é uma seqüência à altura aos filmes originais! Eles tiveram que ignorar o 3º filme por alguma questão legal, mas se você considerar o final alternativo dele (o do mercadinho, do "Hail to the King, Baby!"), a série continua encaixando perfeitamente na trilogia. É a mesma quantidade de sangue e humor cretino que tanta falta fizeram no episódio final de Suburgatory. Aproveitando, para quem nunca viu, o Evil Dead 3 teve um outro final (que hoje chamam de alternativo, mas foi o primeiro que eu vi, não sei como) mais ao estilo "Seus maníacos!": final original.
A história... Bem, não precisa realmente. Se você viu os filme originais, já tem uma idéia. E se não viu, veja e depois se preocupe com a série. Mas digamos que você queira ver a séria e realmente não quer ver os filmes, se seu inglês estiver +/- em dia, tem um resumo dos 3 filmes aqui. Tem outros mais curtos, tem até feito em massinha com gatos... Mas ok, vamos lá: "certo alguém" cai na besteira de ler algumas passagens de um certo Necronomicon, e começa a ser visitado pelos nossos risonhos amigos das profundezas marmorizados do inferno! E ele agora precisa resolver a parada. Junta-se a ele o amigo "mexicano" e a colega gatinha (os três trabalham numa espécie de Casa & Vídeo). E atrás dele vão uma policial (que acha que ele é o culpado pelas mortes que acontecem) [bem... tecnicamente, é sim] e pela Xena por motivos só (não assim tão bem) explicados no final.
Não vou dizer que a série é de altos e baixos... Porque não teve baixos. Até as partes não tão boas, foram, na pior hipótese, medianas. Não sou grande fã do personagem da Lawless no seriado, e acho que no final da temporada deixaram um gancho grande demais. Mas a série foi renovada no meio (se bem que não sei se os episódios já estavam prontos ou não), então estou, tecnicamente, apreensivo sobre como eles vão seguir dali em diante. Mas na prática, como eles não me deixaram na mão nesta temporada, não espero ser decepcionado na próxima. E se o episódio final foi feito depois da renovação, eles têm um plano. [putz... que saudades de Galactica!] [e Babylon 5...] [saudades de ver uma série decente de FC que dure vários anos, na verdade...] [diga-se de passagem, eu não vi todos os episódios das primeiras temporadas de Stargate SG-1. Talvez seja uma idéia rever...]
Mas então, voltando às recomendações... Podem ver. Episódios rápidos e ligeiros de 25 minutos. Muito sangue e Bruce Campbell no alto de sua canastrice.
O que me lembra que acabei nunca fazendo a postagem (nem lembro se está em rascunho ou se não escrevi nada mesmo), mas fica a recomendação também pelo livro ao lado.
"Make Love! The Bruce Campbell Way" é muito divertido e "todo baseado em
fatos reais - exceto as partes que não são". Dele também tenho o "If Chins Could Kill: Confessions of a B Movie Actor", mas não li ainda. E parece ser mais focado no mundo real que o ao lado.
E fechando, só mais dois comentários adicionais. Um deles totalmente irrelevante. Algo que eu não entendi foi o cordão do Pablo (o latino), porque parecia que seria de alguma ajuda, e só ferrou o sujeito... E a menina, ela tem um sotaque parecido com a secretária do Brooklyn Nine-Nine (outra ótima série). Não consegui descobrir de onde é o tal sotaque, mas eu gosto dele. Sei lá.
Por falar nisso [que é só um jeito de começar a frase, porque não tem nenhuma relação com nada e não lembro o que estava pensando entre esses dois parágrafos], lembrei de algo agora... Cacete!! Cancelaram Gravity Falls! Ia até fazer uma postagem no dia que fiquei sabendo... Achei que o encerramento da temporada estava meio estranho, fui pesquisar e ao invés do gancho naquele episódio, terá mais um, fechando tudo. Descobri faz pouco tempo até que Phineas e Ferb também acabou (no começo do ano, até), mas pelo menos durou bastante. Gravity Falls merecia pelo menos mais um ano para fechar redondo a ainda ter alguma folga.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Por falar nisso [AHA! agora faz sentido!], Rick and Morty é espetacular. Tive que me controlar para só ver no máximo 2 episódios por dia. E isso porque só fiquei sabendo que o desenho existia devido a uma abertura dos Simpsons e só lembrei de pesquisar o que era uns meses depois (isso faz uns 2 ou 3 meses). Legal também que comecei a assistir sem pesquisar nada e nem saber o nível de absurdo, FC, referências e até algum drama que a série teria.
E ele é também é uma fonte de boas músicas. Poderia ouvir o "For the Damaged Coda" em loop tranquilamente. [na verdade, ouvi algumas vezes seguidas já sim, inclusive a não-coda, que também toca no link]. E de vez em quando comentário do Youtube serve para alguma coisa... Tu achando "poxa, que legal, gente atual fazendo música de qualidade..." [exagero] e vem o sujeito lá e explica que a música tem 170 ANOS!! :-D
[a tal banda é boa sim, mas essa chupada do Chopin é a melhor deles mesmo]
Outros exemplos [na verdade, essas foram as 3 que me chamaram atenção, e a última eu já conhecia, mas é tudo questão de gosto, vocês podem encontrar outras que prefiram no desenho]: Mazzy Star - Look on Down from the Bridge [o link é para a 2ª melhor cena final do desenho, a primeira é da música acima, mas lá não linkei de propósito, para não entregar a surpresa, nesta aqui não entrega]; e DMX - X Gon Give It To Ya [esta também não entregaria nada, mas a cena com a música é curta].
E é isso, estou me alongando. O desenho tem duas temporadas até agora. Vejam. Vou parar por aqui. Fui! E feliz ano novo para vocês!
[perdi a conta do tempo, porque parei para jantar e ver TV... mas comecei 20:45 e agora são 02:25. "Vou só fazer uma postagem rapidinha..." ele disse. Desgraçado!]
[* = fiz 4 postagens essa semana, mas 2 estão em rascunho ainda... isso que mata]
Título: Anáguas a Bordo (Operation Petticoat)
Duração: 2h04min -- Ano: 1959 -- Em cores.
[sem link pra trailer, que trailer americano antigo é quase tão ruim quanto trailer brasileiro.]
De: Blake Edwards (de Um Convidado Bem Trapalhão, os filmes da Pantera Cor-de-Rosa e vários outros clássicos)
Com: Cary Grant, Tony Curtis, Joan O'Brien, Dina Merrill e Arthur O'Connell.
De bobeira no sofá pela manhã, sento para ler o jornal e ligo a TV para fazer trilha sonora - e de repente teria algo interessante passando [reprise de algum Trato Feito que eu não tivesse visto?] e eu leria o jornal durante os comerciais. Esbarro numa cena de filme velho, piadinha boba mas boa... sorrisinho nos lábios. Seguro o olhar mais um pouco, outra piadinha boba. E o sorrisinho besta continua. E parecia ser num submarino... e eu costumo gostar [e digo isso como margem de erro, porque não estou lembrando de nenhum que não tenha gostado] de filmes de submarino. Olho que horas começou o filme... menos de 10 minutos antes... resolvo segurar a atenção mais um pouco.
E puta que pariu! Gostei. E depois de ter visto o filme, fui pesquisar, e não é uma opinião desbocada exclusivamente minha. O filme fez tanto sucesso de público e crítica, que virou até série de TV - mas com menos sucesso neste caso, mesmo tendo no elenco o Gomez Addams, agora em cores.
A história: submarino precisando de consertos acaba tendo que levar, a tiracolo, um oficial almofadinha e trambiqueiro. Este por sua vez, na próxima parada, promete para 5 enfermeiras militares que o submarino as daria carona também. Dada a situação delas (únicas ocidentais na ilha), o capitão reclama, mas aceita. E daí em diante vemos a viagem do submarino problemático, com o capitão sério, o oficial engomadinho e uma tripulação de homens com 5 mulheres num espaço apertado.
E esta provavelmente é a descrição mais sem graça que já fiz de um filme. [mas não quero pensar muito nisso, para não perder muito tempo e não postar] Mas é uma comédia, podem acreditar. Tem até um porco a bordo uma hora. [não que eu tenha alguma predileção por piadas envolvendo porcos...] [por falar nisso, no dia seguinte estava passando os dois Babe - O Porquinho na TV também... filmes absurdamente bons! Coloquem suas crianças para ver!]
O Anáguas não é um filme maravilhoso, claro, mas não é como as merdas de comédias atuais, que tentam te fazer gargalhar com uma piada que fracassa absurdamente, e aí ficam sem assunto até a piada miserável seguinte. [mas existem comédias boas atualmente, claro, e ruins em todas as épocas também] Foram duas horas extremamente agradáveis, em que eu não queria perder nenhuma cena.
Nada no filme foi bombástico, divertidaço, nem nada estrondoso... Mas foram duas horas com um sorrisinho bobo na cara, despreocupado com o mundo, vendo um filme sem encheções de lingüiça. Só um monte de piadinhas bem comportadas (ok, um bem leve machismo em algumas, mas o filme é velho e os personagens estão em plena 2ª Guerra Mundial e numa força armada) sem parar por toda a duração. E, para melhorar, muita coisa ali foi baseada em fatos reais. Como o submarino ser pintado na cor que foi numa dada cena. Ou a cena em que o torpedo erra o alvo. Se bem que esta, no mundo real, o torpedo não subiu a areia. Mas um pouco de absurdo não afeta, é uma comédia. (quem quiser só ver esta cena para entender, está na abertura do seriado). E fica aqui a primeira recomendação, com um texto que ficou muito mais longo do que estava planejado. [putz, 40 minutos gastos até aqui - ok, com parada para salvar o cartaz, ver trailer no Youtube e etc, mas a idéia era levar tudo isso na postagem inteira... E enquanto digito isso, ainda nem coloquei os dados do filme (atores, ano, etc), então considera aí que só daqui para cima foi-se 1 hora de postagem...]
Por falar em cartaz... Tenho que comentar... Isso acima é a frente do DVD e cacetes voadores!!!, quem foi o estagiário de merda que fez aquela nuvem da direita? E quem foi o chefe duplamente fecal que aprovou?? Caso não tenha entendido, olhe melhor... A imagem está pequena mas o absurdo é gigante. Se continuou sem entender, olhe esta imagem aqui. O sujeito até conseguiu disfarçar bem recriando o topo do quepe do cara mais novo. Notei que era montagem só depois de ter visto e capa do DVD americano e visto que lá a imagem era cortada, aí voltei e prestei atenção - e a águia era idêntica, no brilho e tudo. E ficou ruim a nuvem de baixo, mas ela eu só reparei depois... Porque a nuvem de cima é tão absurdamente ruim, que abafa todo o resto. O cara só repetiu o pedaço e foda-se! Piorando... Existe a imagem completa, naturalmente mais larga. Se queriam mais espaço por algum motivo... Era só pegar a porcaria da imagem original, com o resto da nuvem! [ou fazer direito!] Mas ok, ok... Só queria desabafar. Passou. [e lá se foram mais 15 minutos...]
PS: não aparecem anáguas no filme.
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Título: Ash vs. Evil DeadDuração: 10 episódios de 25 min (1ª temporada)
Ano: 2015 -- Trailer
Com: Bruce Campbell (de Bubba Ho-Tep, este comercial e My Name Is Bruce), Ray Santiago (de O Preço do Amanhã), Dana DeLorenzo (de nada que eu conheça), Jill Marie Jones (idem) e Lucy Lawless (de Xena, a Princesa Guerreira e Battlestar Galactica).
Lembram do meu desgosto pela porcaria de 2 anos atrás? Então... Usando uma falsa-expressão (porque não existe em português real, apenas em filmes mal dublados): "É disso que eu estava falando!" [muito pior que essa é quando dublam "no final do dia, o que importa etc, etc" sendo que em português a expressão é "no final das contas", nunca "do dia". Nenhum ser humano brasileiro jamais falou "no final do dia" neste sentido] [e se falou não é mais humano! pode matar e acabar com o sofrimento dele.]
Mas voltando ao assunto, Ash vs Evil Dead é uma seqüência à altura aos filmes originais! Eles tiveram que ignorar o 3º filme por alguma questão legal, mas se você considerar o final alternativo dele (o do mercadinho, do "Hail to the King, Baby!"), a série continua encaixando perfeitamente na trilogia. É a mesma quantidade de sangue e humor cretino que tanta falta fizeram no episódio final de Suburgatory. Aproveitando, para quem nunca viu, o Evil Dead 3 teve um outro final (que hoje chamam de alternativo, mas foi o primeiro que eu vi, não sei como) mais ao estilo "Seus maníacos!": final original.
A história... Bem, não precisa realmente. Se você viu os filme originais, já tem uma idéia. E se não viu, veja e depois se preocupe com a série. Mas digamos que você queira ver a séria e realmente não quer ver os filmes, se seu inglês estiver +/- em dia, tem um resumo dos 3 filmes aqui. Tem outros mais curtos, tem até feito em massinha com gatos... Mas ok, vamos lá: "certo alguém" cai na besteira de ler algumas passagens de um certo Necronomicon, e começa a ser visitado pelos nossos risonhos amigos das profundezas marmorizados do inferno! E ele agora precisa resolver a parada. Junta-se a ele o amigo "mexicano" e a colega gatinha (os três trabalham numa espécie de Casa & Vídeo). E atrás dele vão uma policial (que acha que ele é o culpado pelas mortes que acontecem) [bem... tecnicamente, é sim] e pela Xena por motivos só (não assim tão bem) explicados no final.
Não vou dizer que a série é de altos e baixos... Porque não teve baixos. Até as partes não tão boas, foram, na pior hipótese, medianas. Não sou grande fã do personagem da Lawless no seriado, e acho que no final da temporada deixaram um gancho grande demais. Mas a série foi renovada no meio (se bem que não sei se os episódios já estavam prontos ou não), então estou, tecnicamente, apreensivo sobre como eles vão seguir dali em diante. Mas na prática, como eles não me deixaram na mão nesta temporada, não espero ser decepcionado na próxima. E se o episódio final foi feito depois da renovação, eles têm um plano. [putz... que saudades de Galactica!] [e Babylon 5...] [saudades de ver uma série decente de FC que dure vários anos, na verdade...] [diga-se de passagem, eu não vi todos os episódios das primeiras temporadas de Stargate SG-1. Talvez seja uma idéia rever...]
Mas então, voltando às recomendações... Podem ver. Episódios rápidos e ligeiros de 25 minutos. Muito sangue e Bruce Campbell no alto de sua canastrice.
O que me lembra que acabei nunca fazendo a postagem (nem lembro se está em rascunho ou se não escrevi nada mesmo), mas fica a recomendação também pelo livro ao lado.
"Make Love! The Bruce Campbell Way" é muito divertido e "todo baseado em
fatos reais - exceto as partes que não são". Dele também tenho o "If Chins Could Kill: Confessions of a B Movie Actor", mas não li ainda. E parece ser mais focado no mundo real que o ao lado.E fechando, só mais dois comentários adicionais. Um deles totalmente irrelevante. Algo que eu não entendi foi o cordão do Pablo (o latino), porque parecia que seria de alguma ajuda, e só ferrou o sujeito... E a menina, ela tem um sotaque parecido com a secretária do Brooklyn Nine-Nine (outra ótima série). Não consegui descobrir de onde é o tal sotaque, mas eu gosto dele. Sei lá.
Por falar nisso [que é só um jeito de começar a frase, porque não tem nenhuma relação com nada e não lembro o que estava pensando entre esses dois parágrafos], lembrei de algo agora... Cacete!! Cancelaram Gravity Falls! Ia até fazer uma postagem no dia que fiquei sabendo... Achei que o encerramento da temporada estava meio estranho, fui pesquisar e ao invés do gancho naquele episódio, terá mais um, fechando tudo. Descobri faz pouco tempo até que Phineas e Ferb também acabou (no começo do ano, até), mas pelo menos durou bastante. Gravity Falls merecia pelo menos mais um ano para fechar redondo a ainda ter alguma folga.
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Por falar nisso [AHA! agora faz sentido!], Rick and Morty é espetacular. Tive que me controlar para só ver no máximo 2 episódios por dia. E isso porque só fiquei sabendo que o desenho existia devido a uma abertura dos Simpsons e só lembrei de pesquisar o que era uns meses depois (isso faz uns 2 ou 3 meses). Legal também que comecei a assistir sem pesquisar nada e nem saber o nível de absurdo, FC, referências e até algum drama que a série teria. E ele é também é uma fonte de boas músicas. Poderia ouvir o "For the Damaged Coda" em loop tranquilamente. [na verdade, ouvi algumas vezes seguidas já sim, inclusive a não-coda, que também toca no link]. E de vez em quando comentário do Youtube serve para alguma coisa... Tu achando "poxa, que legal, gente atual fazendo música de qualidade..." [exagero] e vem o sujeito lá e explica que a música tem 170 ANOS!! :-D
[a tal banda é boa sim, mas essa chupada do Chopin é a melhor deles mesmo]
Outros exemplos [na verdade, essas foram as 3 que me chamaram atenção, e a última eu já conhecia, mas é tudo questão de gosto, vocês podem encontrar outras que prefiram no desenho]: Mazzy Star - Look on Down from the Bridge [o link é para a 2ª melhor cena final do desenho, a primeira é da música acima, mas lá não linkei de propósito, para não entregar a surpresa, nesta aqui não entrega]; e DMX - X Gon Give It To Ya [esta também não entregaria nada, mas a cena com a música é curta].
E é isso, estou me alongando. O desenho tem duas temporadas até agora. Vejam. Vou parar por aqui. Fui! E feliz ano novo para vocês!
[perdi a conta do tempo, porque parei para jantar e ver TV... mas comecei 20:45 e agora são 02:25. "Vou só fazer uma postagem rapidinha..." ele disse. Desgraçado!]
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quinta-feira, 10 de setembro de 2015
O Mundo Sombrio, de Robert E. Howard
Bem, como eu sempre tento dar uma força para os lançamentos da Clock Tower (o site completo está fora do ar, tem o Facebook enquanto isso) [que são caros, mas com pouca tiragem não tem muito jeito] então, cá estamos, com mais um [que já comprei]. Mas é tarde e quero dormir, então vou só copiar-e-colar o email deles! [não deu certo... tive que acertar a formatação na mão, ficou tudo ferrado só colando direto... tentei reproduzir o melhor que deu o email original]
Eu sempre fui meio purista. Jornada ou Guerra nas Estrelas só vale o que passou na TV ou cinema, por ex. Conan só vale o que o Howard escreveu. E... mitos de Cthulhu só vale o que o Lovecraft botou a mão! Mas... Junta dois caras que eu tenho respeito... [e ainda por cima vindo da Clock Tower] eu tenho que ter esse livro. Vai para pilha... Vou acabar lendo só daqui a 10 anos... Mas já foi! Já paguei. [e podem confiar neles vocês também.]
Então, sem mais delongas, comercial gratuito:
(dúvidas, erros de português, vírus, roubo do cartão de crédito, extração de rins e acordar numa banheira de gelo, ou qualquer coisa... falem com eles! tem o email no texto, minha participação termina neste parêntese aqui: --->)
Olá! Tudo bem?
Ontem tive a oportunidade de fazer ao vivo, junto a alguns dos membros do time Clock Tower, o lançamento AO VIVO da nossa campanha do "O Mundo Sombrio" (você pode assistir aqui). Agora você já pode adquirir seus exemplares do livro!
Dentre os melhores de contos de Robert E. Howard sobre os Mitos de Cthulhu, esta é a lista de obras deste livro incrível (e inédito em português):
O livro contará ainda com uma série de EXTRAS, como é tradição nos livros produzidos pela Clock Tower. Dentre os principais, podemos citar:
Então, NÃO PERCA TEMPO! Adquira o seu livro o quanto antes (CLIQUE AQUI).
A campanha se encerrá no dia 08 de novembro, mas o quanto antes você puder adquirir, melhor! Como você bem sabe, e como foi todos os projetos da Clock Tower até aqui, é o dinheiro arrecado na pré-venda que nos permite produzir os livros sob demanda para nossos leitores. Assim, quanto mais rápido atingirmos nossa meta (1.000 livros vendidos! o/ ), mais rápido poderemos terminar o livro, produzirmos e enviarmos para todos os colaboradores.
Vale lembrar que nós trabalhamos produzindo livros "de fãs para fãs", então a sua ajuda é muito importante. Ajude a compartilhar esta novidade entre seus amigos, em seus sites e blogs, e da forma que puder. Toda a ajuda é bem vinda e muito necessária para que possamos alcançar mais pessoas.
Assim, se você ainda não adquiriu seus exemplares (recomendamos seriamente adquirir mais de um, pois não há garantia de uma segunda edição), aproveite AGORA:
Contamos com vocês!
Se tiverem qualquer dúvida ou qualquer problema, bastaresponder este e-mail, ok? [escreva para: editoraclocktower arroba gmail ponto com]
Grande abraço!
Edu Costa
Marketing - Editora Clock Tower
Eu sempre fui meio purista. Jornada ou Guerra nas Estrelas só vale o que passou na TV ou cinema, por ex. Conan só vale o que o Howard escreveu. E... mitos de Cthulhu só vale o que o Lovecraft botou a mão! Mas... Junta dois caras que eu tenho respeito... [e ainda por cima vindo da Clock Tower] eu tenho que ter esse livro. Vai para pilha... Vou acabar lendo só daqui a 10 anos... Mas já foi! Já paguei. [e podem confiar neles vocês também.]
Então, sem mais delongas, comercial gratuito:
(dúvidas, erros de português, vírus, roubo do cartão de crédito, extração de rins e acordar numa banheira de gelo, ou qualquer coisa... falem com eles! tem o email no texto, minha participação termina neste parêntese aqui: --->)
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Olá! Tudo bem?
Ontem tive a oportunidade de fazer ao vivo, junto a alguns dos membros do time Clock Tower, o lançamento AO VIVO da nossa campanha do "O Mundo Sombrio" (você pode assistir aqui). Agora você já pode adquirir seus exemplares do livro!
Aproveite e garanta seu livro agora mesmo:
|
Dentre os melhores de contos de Robert E. Howard sobre os Mitos de Cthulhu, esta é a lista de obras deste livro incrível (e inédito em português):
The Black Stone
The Children of the Night
The Haunter of the Ring
Arkham (poema)
Dig Me No Grave
The Fire of Asshurbanipal
The Thing on the Roof
"The Shadow Kingdom" (1929)
"The Gods of Bal-Sagoth" (1931)
"Worms of the Earth" (1936)
"People of the Dark" (1932)
Bell of Morni (poema)
The Little People
The Black Bear Bites
The Children of the Night
The Haunter of the Ring
Arkham (poema)
Dig Me No Grave
The Fire of Asshurbanipal
The Thing on the Roof
"The Shadow Kingdom" (1929)
"The Gods of Bal-Sagoth" (1931)
"Worms of the Earth" (1936)
"People of the Dark" (1932)
Bell of Morni (poema)
The Little People
The Black Bear Bites
O livro contará ainda com uma série de EXTRAS, como é tradição nos livros produzidos pela Clock Tower. Dentre os principais, podemos citar:
- Uma rica introdução de S.T. Joshi, considerado a maior autoridade hoje na obra de H. P. Lovecraft;
- Prefácio de Rochett Tavares, escritor e estudioso brasileiro da obra de Robert E. Howard;
- Biografia completa do Robert E. Howard escrita por Rusty Burke, principal biógrafo do autor;
- Ilustrações internas de Leander Moura, autor da capa de O Rei de Amarelo e aclamado ilustrador de temas relacionados aos Mitos de Cthulhu;
- Um raro texto do próprio H.P. Lovecraft em memória de Robert E. Howard;
- Seu nome no livro, como colaborador;
- E muito mais!
Então, NÃO PERCA TEMPO! Adquira o seu livro o quanto antes (CLIQUE AQUI).
A campanha se encerrá no dia 08 de novembro, mas o quanto antes você puder adquirir, melhor! Como você bem sabe, e como foi todos os projetos da Clock Tower até aqui, é o dinheiro arrecado na pré-venda que nos permite produzir os livros sob demanda para nossos leitores. Assim, quanto mais rápido atingirmos nossa meta (1.000 livros vendidos! o/ ), mais rápido poderemos terminar o livro, produzirmos e enviarmos para todos os colaboradores.
Vale lembrar que nós trabalhamos produzindo livros "de fãs para fãs", então a sua ajuda é muito importante. Ajude a compartilhar esta novidade entre seus amigos, em seus sites e blogs, e da forma que puder. Toda a ajuda é bem vinda e muito necessária para que possamos alcançar mais pessoas.
Assim, se você ainda não adquiriu seus exemplares (recomendamos seriamente adquirir mais de um, pois não há garantia de uma segunda edição), aproveite AGORA:
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Se tiverem qualquer dúvida ou qualquer problema, basta
Grande abraço!
Edu Costa
Marketing - Editora Clock Tower
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sábado, 9 de agosto de 2014
Estantes para livros x Brasil
Preciso comprar estantes para livros. Chega uma hora que não adianta mais colocar livros em 3 "camadas" (isto é: livros na frente de livros que já estavam na frente de livros), nem ocupar todas as prateleira da casa [enfeitinhos e fotos, foram todos para caixas de sapato], a parte de cima da torre do computador, a tábua de passar roupa, e a mesa da sala (mesmo porque, nesses últimos casos os livros ficam deitados, e eu não gosto disso, deforma).
Já faz algum tempo que estava pesquisando e não achava nada. NADA! Nem cara existe por aí. Estantes para MUITOS livros, eu quero dizer. Para poucos tem os modelos bobinhos de sempre [de quem tem 5 livros na estante, só leu 1, e não joga todos fora porque fica legal esteticamente]. Pelo jeito só mandando fazer. Ou se contentar em comprar várias padronizadas (e caras, mesmo sendo vagabundas e não ajustáveis) e ir colocando lado a lado. Ou comprar de metal ou aquelas coloridas de biblioteca pública.
Esbarrei com este texto agora, de 2012:
Triste realidade brasileira: não há estantes de livros à venda - porque as pessoas não têm livros em casa.
Pois é. Não tem. E aí eu resolvi fazer o teste que o cara fez e fui na IKEA. E estava lá, na primeira página, entre os primeiros resultados, uma estante lisa, alta, de madeira e com prateleiras ajustáveis. Simples e eficiente. Do tipo que qualquer dono de livro pensaria como o modelo óbvio. Se eu morasse nos EUA, teria comprado agora, na mesma hora, 2 ou 3 delas (provavelmente duas + prateleiras adicionais, e mais umas duas sem esquina, para colocar ao lado).
Se alguém quiser trazer na bagagem, de presente, é essa abaixo. Ou pelo menos fica a recomendação. Estante Billy (cód. 290.204.70) [putz, aqui é impossível achar uma boa estante para comprar, já lá é algo tão desdenhoso, que a estante se chama BILLY!, como se fosse um molequinho remelento...]
Tem horas que é chato ser do terceiro-mundo... [e nem somos thundercats nem nada...]. Porra IKEA! Site nacional!! [chequei, e não seria impossível comprar lá para entregar aqui... a Ikea não faz, mas teria como... O problema é que eu já sinto um aperto no peito quanto preciso pagar mais de $20 dólares de envio de livros que custam $5... Pagar $415 na estante + $660 no envio... x3! Estou sentindo o miocárdio fechar só de digitar isso. Não vai acontecer. Terei que comprar algum modelo vagabundo e criar novos buracos nela eu mesmo...]
Bem, essa postagem é 90% inútil, mas eu precisava desabafar.
Já faz algum tempo que estava pesquisando e não achava nada. NADA! Nem cara existe por aí. Estantes para MUITOS livros, eu quero dizer. Para poucos tem os modelos bobinhos de sempre [de quem tem 5 livros na estante, só leu 1, e não joga todos fora porque fica legal esteticamente]. Pelo jeito só mandando fazer. Ou se contentar em comprar várias padronizadas (e caras, mesmo sendo vagabundas e não ajustáveis) e ir colocando lado a lado. Ou comprar de metal ou aquelas coloridas de biblioteca pública.
Esbarrei com este texto agora, de 2012:
Triste realidade brasileira: não há estantes de livros à venda - porque as pessoas não têm livros em casa.
Pois é. Não tem. E aí eu resolvi fazer o teste que o cara fez e fui na IKEA. E estava lá, na primeira página, entre os primeiros resultados, uma estante lisa, alta, de madeira e com prateleiras ajustáveis. Simples e eficiente. Do tipo que qualquer dono de livro pensaria como o modelo óbvio. Se eu morasse nos EUA, teria comprado agora, na mesma hora, 2 ou 3 delas (provavelmente duas + prateleiras adicionais, e mais umas duas sem esquina, para colocar ao lado).
Se alguém quiser trazer na bagagem, de presente, é essa abaixo. Ou pelo menos fica a recomendação. Estante Billy (cód. 290.204.70) [putz, aqui é impossível achar uma boa estante para comprar, já lá é algo tão desdenhoso, que a estante se chama BILLY!, como se fosse um molequinho remelento...]
Tem horas que é chato ser do terceiro-mundo... [e nem somos thundercats nem nada...]. Porra IKEA! Site nacional!! [chequei, e não seria impossível comprar lá para entregar aqui... a Ikea não faz, mas teria como... O problema é que eu já sinto um aperto no peito quanto preciso pagar mais de $20 dólares de envio de livros que custam $5... Pagar $415 na estante + $660 no envio... x3! Estou sentindo o miocárdio fechar só de digitar isso. Não vai acontecer. Terei que comprar algum modelo vagabundo e criar novos buracos nela eu mesmo...]
Bem, essa postagem é 90% inútil, mas eu precisava desabafar.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
All You Need Is Kill & No Limite do Amanhã
Filme do Tom Cruise chegando... E um bom tempo atrás eu já lera que era baseado num livro japonês. Pesquisei, achei interessante e ficou na minha cabeça de pensar melhor no assunto algum dia. Geralmente é sempre melhor ler o livro antes. Se é para um estragar as surpresas do outro, que seja o melhor estragando as do pior. [ou, pelo menos, mais longo, já que um livro demora mais que 2 horas] [esse talvez não, caso você leia rápido]
Se bem que eu não esperava grandes surpresas. Feitiço do Tempo + Tropas Estelares é como 90% da internet descreve o livro.
Mas sei lá, de repente haveria alguma reviravolta... [até tinha, mas o filme mudou isso, então não teria estragado] e com a data do filme já bem perto, resolvi decidir logo de uma vez por todas se leria ou não.
Fui no Skoob ver se tinha alguma opinião [além do Google, agora peguei esse hábito] e estava lá um cara dizendo que se você gostou de Tropas Estelares, Scalzi e Guerra Eterna, esse livro era para você. Só livro que gostei! Foi o suficiente. Comecei a ler o dito cujo 15 minutos depois.
Foi o tempo de comprar o livro [sim, eu COMPREI o livro em papel na mesma hora - eu REALMENTE gosto de ter os livros que eu leio na estante] e achar um epub dele para começar a leitura. [só acho um absurdo pagar duas vezes para ser dono de uma coisa, então não entrarei em detalhes sobre a origem da versão digital.] [que li em inglês, para não precisar confiar em tradução de fã brasileiro. As vezes é boa, as vezes... não.]
Título: All You Need Is Kill
Título original: オール ユー ニード イズ キル
Autor: Hiroshi Sakurazaka
Editora: Haikasoru -- Ano livro / história: 2014 / 2004
Tradução para o inglês: Joseph Reeder e Alexander Smith
Páginas: 202 -- ISBN: 978-1-4215-2761-1
A história: moleque entre exército para lutar contra alienígenas que estão dominando a Terra, mais como uma praga do que como uma força invasora; mas eles têm lá alguma inteligência. E aí morre na primeira batalha. E acorda deste sonho super-realista que teve. Fica com uma baita sensação de déjà-vu ao longo do dia, vai para uma batalha igualzinha, e morre. E de novo. E aí ele começa a ficar bolado.
Cedo ou tarde ele percebe em que merda se meteu (mas não como) e, eventualmente, uma outra militar percebe que está acontecendo com esse sujeito o que já acontecera com ela antes, e o ajuda a entender e, também, a planejar como ele pode tirar proveito disso na batalha (assim como ela fez, na vez dela).
Opinião: realmente, um excelente livro rasteiro. Ação e humor (várias passagens divertidas), personagens legais (até os de apoio, que não têm tanto espaço) e, ao mesmo tempo, todo um enredo militar e do treinamento do cara, que ficou legal.
Ah, e caso você não conheça [eu nunca ouvira falar] umeboshi é esse treco aqui. É um tipo de ameixa do capeta de sabor bem ácido. Perto do final do livro tem uma cena em que voce ficará curioso sobre o assunto. Dá para entender o contexto perfeitamente, mas saber o que é o treco é sempre melhor.
E a "viagem no tempo" até tem uma explicação questionável, mas que tem sua lógica. Dá sentido para o cara ficar entrando nesse loop. Isso leva depois à uma reviravolta no final da história que achei meio confusa, mas serviu para não acabar num mero "e viveram felizes para sempre, matando alienígenas ao pôr-do-sol" [mas eu até que estava torcendo exatamente para isso...]
Ótimo livro. Leiam sem medo se gostam de FC militar e com uma pegada mais leve. A opinião sobre o livro está curta, mas ele também é bem fino [li num final de semana], não dá para falar muito.
Agora falemos do filme também.
Título: No Limite do Amanhã
Título original: Edge of Tomorrow
Duração: 1h53min -- Ano: 2014 -- Trailer [com legendas de Portugal, porque "Procure-me quando acordares" é muito mais foda que "Me procure quando acordar" (sim, eu tenho uma queda por português correto mesmo em situações em que isso não ocorreria. rs!)]
De: Doug Liman (de Sr. e Sra. Smith, Jumper e episódios de Eu Só Quero Minhas Calças de Volta)
Com: Tom Cruise (que tu já conhece), Emily Blunt (de Os Agentes do Destino, Looper e Os Muppets), Brendan Gleeson (de Tróia e de 3 dos filmes Harry Potter) e Bill Paxton (de U-571 e Aliens, O Resgate) [ele é o cara do "Game over, man! Game over!"] [e por falar nisso, faz tempo que não sai um bom filme de submarino].
Então... Simplificação, seu nome é Hollywood! Mas... eu gostei. Menos papo e mais porrada. Até um pouco de humor também no meio. Tem uma mudança absurda no final. Duas na verdade. Isso ignorando o fato de que não tem um olho puxado sequer o filme inteiro. Mas estou ok com tudo, a gente releva. E para quem leu o livro, até foi legal ver esse "universo alternativo" do cinema, em que você tem um final fofinho e feliz. [mas não vou entregar como acaba o livro]
A história: é a mesma do livro. Mais ou menos. Eles estão na Inglaterra, não no Japão, a garota é loira ao invés de ruiva, praticamente não temos personagens secundários (tem, mas sem desenvolvimento algum), o herói é um quarentão covarde ao invés de um moleque voluntário, e o extra-terrestre que precisam matar para interromper os ciclos não é só um 'líder de pelotão' aleatório, é um super cérebro responsável, aparentemente, pela coordenação de *todos* os bichos no planeta. [backup que é bom, nada!]
E aí um monte de cena de batalha, troca de olhares, algumas piadas, alguns furos [porque fazer uma baita perseguição policial para espetar o treco na perna? espetava ali mesmo, no sofá do escritório!!! Depois dava um tiro na cabeça e contava para a mulher no ''dia seguinte'': "Opa! Eles estão na França."] Mas esse não foi um filme feito pra ser complexo, foi para ser divertido, então tudo bem. Foi.
Leitura recomendada: a resenha do Omelete [mesmo que eu não tenha visto nada de toda a crítica social à guerra que o cara percebeu...]
Quanto ao livro versus filme... Bem, mudou tanta coisa que o livro virou só uma inspiração. Dá nem para começar a comparar. Tem um monte de site por aí com listas tão grandes, que é mais fácil ler logo o livro. Eu não me incomodo com as adaptações de forma tão raivosa. Eu só teria feito a roupa da garota ser bem mais vermelha, ao invés de só um pedacinho. Pô, ela não venceu só uma batalha e ficou famosa, ela virou uma lutadora realmente absurda depois daquilo [Verdun! gostei!], então a roupa arrogantemente chamativa faria sentido. Se bem que no começo do filme ela morreu de bobeira, fazendo pose pra câmera. Vai entender...
E o filme tinha que dar jeito de ter, ainda que poucas, as explicações para o que estava acontecendo, para poder abrir caminho para a solução. O que estava no livro daria trabalho para colocar rapidamente em cena. Explicar a "reviravolta" do livro então, de forma corrida não ia dar certo (já ficou meio corrido no livro até).Então aceito de boa a quantidade absurda de adaptações e simplificações.
O filme até consegue dar boas soluções visuais para deixar o andamento corrido (como é no livro) e com várias "explicações" subentendidas. No livro, por ex., você precisa que alguém te diga que a Rita faz parte de um pelotão de elite. No filme: o pelotão tem caveiras desenhadas na roupa. Pronto. Em 1 décimo de segundo está perfeitamente explicado.
E o livro ainda tem todo um capítulo sobre a moça, para nos fazer gostar mais dela e deixar o final do livro mais interessante. No filme... Sem ter a luta final = sem infância da Rita menina indo comprar café.
Mas falando do final, eu só não teria dado uma solução tão simplista. Ou, se fosse para ser, que não fosse TÃO simplista.
Não vou dar spoiler abaixo, mas pode ficar meio estranho. Se preferir nem ter dica de como acaba o filme (como se num filme americano a fôssemos ter alguma dúvida), pule o parágrafo seguinte.
No filme, no final, do nada, pela primeira e única vez, algo é afetado fisicamente quando eles voltam no tempo (no filme, pelo que parece, eles realmente voltam no tempo). Pô, qual foi a lógica da almôndega gigante (o tal "Ômega") ter pifado no passado? Ok, o cara ter voltado ainda mais no tempo porque tinha muito mais sangue azul nele... Ou porque ganhou o "poder" *de novo*, mas num horário mais cedo... Solução safada, mas não foi ruim (deixaria sem explicação do porque a almôndega, que tem MUITO mais sangue não conseguir voltar então meses ou anos, mas não importa), o que eu teria achado melhor, já que ele não precisaria fazer todo aquele rolo de escapar do sargento e ainda seria um major respeitado, seria ele chegar para Rita, naquela última cena (com a guerra *ainda* rolando) e ao invés de só sorrir, mandar um: "Primeiro, eu gostaria de agradecer toda a sua ajuda e convidá-la para um café, com 3 cubos, assim que terminarmos essa guerra. Segundo, vem comigo. Estamos indo para Paris. Temos uma guerra para terminar." Minha idéia é CLICHÊ FEITO O CARALHO! [inspirada numa cena do Jet Li em The One, por falar nisso] (*) mas seria fofinha sem a almôndega ter misteriosamente pifado sem ter sido atacada (e ninguém vai saber que o cara que fez aquilo, ele continuará com a fama de babaca covarde). O final como foi, foi um final legal e divertido para um filme completamente descompromissado. Mas parafraseando as sábias palavras de Doc Brown, "Eles não estavam pensando quadridimensionalmente!"
(*) [essa postagem ficou em rascunho tanto tempo (hoje é 27/julho/2015), que fiquei com vontade de rever o The One só para relembrar de que cena estou falando... eu não lembro mais.]
E... safadeza final: minha cena permitiria continuações! :-D [nesse aspecto, é legal ter acabado como acabou, fica um filme chupeta ali, isolado, sem ser estragado com caça-níqueis posteriores] [mas que podem ser feitos... basta cair outro asteróide almôndegado. Ou... quem disse que já não caíram vários?]
No final, recomendo o filme também. Bem divertido, com alguns momentinhos chatos no meio, mas nada demais. E bem hollywoodiano, feito para entreter com explosões, romance e final feliz. Tem o Tom Cruise e uma loira no cartaz, usando armaduras. Ninguém esperava nada diferente mesmo.
Resenhas alternativas do livro:
Prose and Postulations: "Any story that includes oodles of killing, funny one-liners, giant alien frogs, and names like: Full Metal Bitch, will hold my attention any day."
[curta e divertida, e achei legal que também colocaram uma imagem do Bill Murray na mesma cena que eu usei. É uma boa cena.]
SF Signal: "I couldn’t put this fast-paced story down."
E essa aqui, que o cara deu nota 7 pro livro, mas achei divertida também:
The Crusades of a Critic: "It is far better written than you would imagine for a war novel about Mole Man aliens." [e gostei deste site, acabei de ler uma longa resenha deles sobre o Fallout 3 e já marquei aqui para voltar lá outras vezes]
E resenhas do filme são fáceis de achar, vou deixar vocês procurarem e ficar só com duas, dos meus sites-padrão: [e depois de mais de um ano em rascunho, quero terminar esta postagem logo. rs!]
Screen Rant: "In the end, Edge of Tomorrow is impressive enough for what it is, with trace hints that it could’ve been something a little bit greater."
Cinema com Rapadura: "outro exemplar digno do gênero, embora entregue um final covarde e artificial que não faz justiça ao restante da projeção"
E pronto! Levou só 15 meses, mas a postagem está no ar! :-D
Se bem que eu não esperava grandes surpresas. Feitiço do Tempo + Tropas Estelares é como 90% da internet descreve o livro.
"Veja, um alien! Vamos pegá-lo!"
Mas sei lá, de repente haveria alguma reviravolta... [até tinha, mas o filme mudou isso, então não teria estragado] e com a data do filme já bem perto, resolvi decidir logo de uma vez por todas se leria ou não.
Fui no Skoob ver se tinha alguma opinião [além do Google, agora peguei esse hábito] e estava lá um cara dizendo que se você gostou de Tropas Estelares, Scalzi e Guerra Eterna, esse livro era para você. Só livro que gostei! Foi o suficiente. Comecei a ler o dito cujo 15 minutos depois.
Foi o tempo de comprar o livro [sim, eu COMPREI o livro em papel na mesma hora - eu REALMENTE gosto de ter os livros que eu leio na estante] e achar um epub dele para começar a leitura. [só acho um absurdo pagar duas vezes para ser dono de uma coisa, então não entrarei em detalhes sobre a origem da versão digital.] [que li em inglês, para não precisar confiar em tradução de fã brasileiro. As vezes é boa, as vezes... não.]
Título: All You Need Is Kill
Título original: オール ユー ニード イズ キル
Autor: Hiroshi Sakurazaka
Editora: Haikasoru -- Ano livro / história: 2014 / 2004
Tradução para o inglês: Joseph Reeder e Alexander Smith
Páginas: 202 -- ISBN: 978-1-4215-2761-1
A história: moleque entre exército para lutar contra alienígenas que estão dominando a Terra, mais como uma praga do que como uma força invasora; mas eles têm lá alguma inteligência. E aí morre na primeira batalha. E acorda deste sonho super-realista que teve. Fica com uma baita sensação de déjà-vu ao longo do dia, vai para uma batalha igualzinha, e morre. E de novo. E aí ele começa a ficar bolado.
Cedo ou tarde ele percebe em que merda se meteu (mas não como) e, eventualmente, uma outra militar percebe que está acontecendo com esse sujeito o que já acontecera com ela antes, e o ajuda a entender e, também, a planejar como ele pode tirar proveito disso na batalha (assim como ela fez, na vez dela).
Opinião: realmente, um excelente livro rasteiro. Ação e humor (várias passagens divertidas), personagens legais (até os de apoio, que não têm tanto espaço) e, ao mesmo tempo, todo um enredo militar e do treinamento do cara, que ficou legal.
Ah, e caso você não conheça [eu nunca ouvira falar] umeboshi é esse treco aqui. É um tipo de ameixa do capeta de sabor bem ácido. Perto do final do livro tem uma cena em que voce ficará curioso sobre o assunto. Dá para entender o contexto perfeitamente, mas saber o que é o treco é sempre melhor.
E a "viagem no tempo" até tem uma explicação questionável, mas que tem sua lógica. Dá sentido para o cara ficar entrando nesse loop. Isso leva depois à uma reviravolta no final da história que achei meio confusa, mas serviu para não acabar num mero "e viveram felizes para sempre, matando alienígenas ao pôr-do-sol" [mas eu até que estava torcendo exatamente para isso...]
Ótimo livro. Leiam sem medo se gostam de FC militar e com uma pegada mais leve. A opinião sobre o livro está curta, mas ele também é bem fino [li num final de semana], não dá para falar muito.
Agora falemos do filme também.
Título: No Limite do Amanhã
Título original: Edge of Tomorrow
Duração: 1h53min -- Ano: 2014 -- Trailer [com legendas de Portugal, porque "Procure-me quando acordares" é muito mais foda que "Me procure quando acordar" (sim, eu tenho uma queda por português correto mesmo em situações em que isso não ocorreria. rs!)]
De: Doug Liman (de Sr. e Sra. Smith, Jumper e episódios de Eu Só Quero Minhas Calças de Volta)
Com: Tom Cruise (que tu já conhece), Emily Blunt (de Os Agentes do Destino, Looper e Os Muppets), Brendan Gleeson (de Tróia e de 3 dos filmes Harry Potter) e Bill Paxton (de U-571 e Aliens, O Resgate) [ele é o cara do "Game over, man! Game over!"] [e por falar nisso, faz tempo que não sai um bom filme de submarino].
Então... Simplificação, seu nome é Hollywood! Mas... eu gostei. Menos papo e mais porrada. Até um pouco de humor também no meio. Tem uma mudança absurda no final. Duas na verdade. Isso ignorando o fato de que não tem um olho puxado sequer o filme inteiro. Mas estou ok com tudo, a gente releva. E para quem leu o livro, até foi legal ver esse "universo alternativo" do cinema, em que você tem um final fofinho e feliz. [mas não vou entregar como acaba o livro]
A história: é a mesma do livro. Mais ou menos. Eles estão na Inglaterra, não no Japão, a garota é loira ao invés de ruiva, praticamente não temos personagens secundários (tem, mas sem desenvolvimento algum), o herói é um quarentão covarde ao invés de um moleque voluntário, e o extra-terrestre que precisam matar para interromper os ciclos não é só um 'líder de pelotão' aleatório, é um super cérebro responsável, aparentemente, pela coordenação de *todos* os bichos no planeta. [backup que é bom, nada!]
E aí um monte de cena de batalha, troca de olhares, algumas piadas, alguns furos [porque fazer uma baita perseguição policial para espetar o treco na perna? espetava ali mesmo, no sofá do escritório!!! Depois dava um tiro na cabeça e contava para a mulher no ''dia seguinte'': "Opa! Eles estão na França."] Mas esse não foi um filme feito pra ser complexo, foi para ser divertido, então tudo bem. Foi.
Leitura recomendada: a resenha do Omelete [mesmo que eu não tenha visto nada de toda a crítica social à guerra que o cara percebeu...]
Quanto ao livro versus filme... Bem, mudou tanta coisa que o livro virou só uma inspiração. Dá nem para começar a comparar. Tem um monte de site por aí com listas tão grandes, que é mais fácil ler logo o livro. Eu não me incomodo com as adaptações de forma tão raivosa. Eu só teria feito a roupa da garota ser bem mais vermelha, ao invés de só um pedacinho. Pô, ela não venceu só uma batalha e ficou famosa, ela virou uma lutadora realmente absurda depois daquilo [Verdun! gostei!], então a roupa arrogantemente chamativa faria sentido. Se bem que no começo do filme ela morreu de bobeira, fazendo pose pra câmera. Vai entender...
E o filme tinha que dar jeito de ter, ainda que poucas, as explicações para o que estava acontecendo, para poder abrir caminho para a solução. O que estava no livro daria trabalho para colocar rapidamente em cena. Explicar a "reviravolta" do livro então, de forma corrida não ia dar certo (já ficou meio corrido no livro até).Então aceito de boa a quantidade absurda de adaptações e simplificações.
O filme até consegue dar boas soluções visuais para deixar o andamento corrido (como é no livro) e com várias "explicações" subentendidas. No livro, por ex., você precisa que alguém te diga que a Rita faz parte de um pelotão de elite. No filme: o pelotão tem caveiras desenhadas na roupa. Pronto. Em 1 décimo de segundo está perfeitamente explicado.
E o livro ainda tem todo um capítulo sobre a moça, para nos fazer gostar mais dela e deixar o final do livro mais interessante. No filme... Sem ter a luta final = sem infância da Rita menina indo comprar café.
Mas falando do final, eu só não teria dado uma solução tão simplista. Ou, se fosse para ser, que não fosse TÃO simplista.
Não vou dar spoiler abaixo, mas pode ficar meio estranho. Se preferir nem ter dica de como acaba o filme (como se num filme americano a fôssemos ter alguma dúvida), pule o parágrafo seguinte.
No filme, no final, do nada, pela primeira e única vez, algo é afetado fisicamente quando eles voltam no tempo (no filme, pelo que parece, eles realmente voltam no tempo). Pô, qual foi a lógica da almôndega gigante (o tal "Ômega") ter pifado no passado? Ok, o cara ter voltado ainda mais no tempo porque tinha muito mais sangue azul nele... Ou porque ganhou o "poder" *de novo*, mas num horário mais cedo... Solução safada, mas não foi ruim (deixaria sem explicação do porque a almôndega, que tem MUITO mais sangue não conseguir voltar então meses ou anos, mas não importa), o que eu teria achado melhor, já que ele não precisaria fazer todo aquele rolo de escapar do sargento e ainda seria um major respeitado, seria ele chegar para Rita, naquela última cena (com a guerra *ainda* rolando) e ao invés de só sorrir, mandar um: "Primeiro, eu gostaria de agradecer toda a sua ajuda e convidá-la para um café, com 3 cubos, assim que terminarmos essa guerra. Segundo, vem comigo. Estamos indo para Paris. Temos uma guerra para terminar." Minha idéia é CLICHÊ FEITO O CARALHO! [inspirada numa cena do Jet Li em The One, por falar nisso] (*) mas seria fofinha sem a almôndega ter misteriosamente pifado sem ter sido atacada (e ninguém vai saber que o cara que fez aquilo, ele continuará com a fama de babaca covarde). O final como foi, foi um final legal e divertido para um filme completamente descompromissado. Mas parafraseando as sábias palavras de Doc Brown, "Eles não estavam pensando quadridimensionalmente!"
(*) [essa postagem ficou em rascunho tanto tempo (hoje é 27/julho/2015), que fiquei com vontade de rever o The One só para relembrar de que cena estou falando... eu não lembro mais.]
E... safadeza final: minha cena permitiria continuações! :-D [nesse aspecto, é legal ter acabado como acabou, fica um filme chupeta ali, isolado, sem ser estragado com caça-níqueis posteriores] [mas que podem ser feitos... basta cair outro asteróide almôndegado. Ou... quem disse que já não caíram vários?]
No final, recomendo o filme também. Bem divertido, com alguns momentinhos chatos no meio, mas nada demais. E bem hollywoodiano, feito para entreter com explosões, romance e final feliz. Tem o Tom Cruise e uma loira no cartaz, usando armaduras. Ninguém esperava nada diferente mesmo.
Resenhas alternativas do livro:
Prose and Postulations: "Any story that includes oodles of killing, funny one-liners, giant alien frogs, and names like: Full Metal Bitch, will hold my attention any day."
[curta e divertida, e achei legal que também colocaram uma imagem do Bill Murray na mesma cena que eu usei. É uma boa cena.]
SF Signal: "I couldn’t put this fast-paced story down."
E essa aqui, que o cara deu nota 7 pro livro, mas achei divertida também:
The Crusades of a Critic: "It is far better written than you would imagine for a war novel about Mole Man aliens." [e gostei deste site, acabei de ler uma longa resenha deles sobre o Fallout 3 e já marquei aqui para voltar lá outras vezes]
E resenhas do filme são fáceis de achar, vou deixar vocês procurarem e ficar só com duas, dos meus sites-padrão: [e depois de mais de um ano em rascunho, quero terminar esta postagem logo. rs!]
Screen Rant: "In the end, Edge of Tomorrow is impressive enough for what it is, with trace hints that it could’ve been something a little bit greater."
Cinema com Rapadura: "outro exemplar digno do gênero, embora entregue um final covarde e artificial que não faz justiça ao restante da projeção"
E pronto! Levou só 15 meses, mas a postagem está no ar! :-D
domingo, 20 de abril de 2014
The Chessmen of Mars
Autor: Edgar Rice BurroughsArte da capa: Michael Whelan
Editora: Del Rey Books
Ano livro / história: 1987 / 1921
Páginas: 220 -- ISBN: 0-345-35038-3 -- Tamanho: de bolso
Tradução para o português: não existe [poxa, Aleph...]
◄ Clique na capa para arte maior e completa.
Yes!! Menos um livro para a meta de ler todos os 11. Vamos lá!
Feriadão, ótimo para pôr a leitura em dia. Mas o plano de ler todos até final de 2014 eu posso considerar furado. O último, antes deste, eu li em jan/2013. Faz mais de um ano! Eu ia escrever que a minha desculpa é que, de lá para cá, eu li 2 dos livros de Guerra dos Tronos e dois da Torre Negra: ou seja, 4 tijolos e, pelo mero volume trambolhal dos dito cujos, isso segurou minhas outras leituras... Mas seria mentira. Porque depois de começar a escrever isso eu olhei melhor (*) e vi que os li em 2012, não em 2013.
[(*), sim, eu tenho uma planilha. Eu gosto de lembrar quando eu li o quê e ajuda a localizar autores e contos quando preciso, além de evitar comprar livros repetidos.]
Em 2013 eu apenas mantive minhas leituras bem variadas mesmo. Pegando para ler vários livros fora do meu padrão de FC antiga e, com exceção dos 3 primeiros livros da Haruhi, não li nenhum que fosse da mesma série que outro. Foi um ano divertido e bem variado, e acho que não li nada de Barsoom por mero acaso. Acontece.
Como esses livrinhos são bons, vou colocar o 6º da série na minha lista mental para breve. Quero ver se começo a ler os livros do Hugh Howey finalmente, então lá vem mais um tijolo. Mas tentarei ler o nº 6 até o meio de ano.
Já perdi a conta, mas acho que, até o momento, já temos uns 8 seqüestros ou aprisionamentos de princesas:
Livro 1: a Dejah
Livro 2: a Dejah de novo e, no meio do caminho, o Carter encontra outra princesa (Thuvia) prisioneira, que havia sido seqüestrada antes.
Livro 3: a Dejah é re-seqüestrada.
Livro 4: a Thuvia é seqüestrada 3 vezes na mesma história.
Livro 5: e cá estamos, a Tara (filha do Carter) sai pra passear, perde-se, e é feita prisioneira. Aí vem o sujeito salvá-la e, durante a fuga... Ela é feita prisioneira na cidade seguinte. A foge e... pegam ela de novo. E apesar de não aparecer diretamente na história, ficamos sabendo que a esposa de um cara desta cidade era uma princesa na cidade do mocinho principal - antes, claro, de ter sido seqüestrada.
Acho que estou notando uma certa preferência temática pelo autor. Mas pode ser só impressão minha. Que tolice.
Mas até fui bondoso na minha contagem. Reencontrei um site que visitei faz muito tempo, com resenhas de todos os livros e... a contagem de seqüestros/resgates caso a caso. E de acordo com eles, até o 5º livro temos 19! E acho que eles nem contam os seqüestros que aconteceram antes de cada livro começar, como eu fiz com 2 dos acima.
Por falar nisso, para quem gosta de FC e Fantasia, em livros ou filmes, o tal site (Black Gate - Adventures in Fantasy Literature) merece uma visita bem demorada.
Agora, falemos sério, porque dizendo assim parece que eu não gostei do livro. E eu gostei! Claro, eu não consigo ter um olhar muito crítico, não sou professor de literatura nem nada, então o que me importa é que, ao ler o livro, ele me divirta. Eu falei isso lá na resenha da Trilogia Thraw: os livros eram cheios de forçadas e coincidências exageradas, mas... eu teria adorado ver tudo aquilo numa Sessão da Tarde. E o "As Peças de Xadrez de Marte" é isso, assim como os livros anteriores. É uma aventura meio-velho-oeste / meio capa-e-espada que, praticamente, só é ficção científica porque está em Marte.
Trocando alguns termos, daria para fazer a história se passar todo no mundo de Aladim, por exemplo. Seria num deserto. A pouca tecnologia apresentada poderia ser mágica (ou alquimia). Os seres sem cabeça poderiam ser zumbis. E as naves voadores poderiam ser tapetes. Putz, eu consigo facilmente imaginar a Jasmine nos livros do Burroughs.
Por falar nisso, eu imaginei a Tara como a Amanda Seyfried (de O Preço do Amanhã), mas de cabelos longos e escuros - e pele vermelha, claro. Sei lá. Combinou.
Mas paremos de viajar de novo [eu juro, eu não faço essas postagens nem mamado nem fumado], e falemos da história.
A história: menina gosta de menino. Menino diz que gosta da menina. Menino é visto apenas conversando com outra menina. E a menina original fica chateada. Para piorar, o pai dela resolve apresentá-la a um moço de outra cidade, rapaz de futuro, com carreira. O que a deixa ainda mais fula da vida. E o fato do sujeito ser todo garboso e engomadinho a irrita ainda mais profundamente. E aí ele apaixona-se a primeira vista por ela, e pronto, a garota fica puta de vez.
Qualquer um que assistiu novela nos últimos 30 anos: você já sabe como isso termina.
Mas, incrivelmente, vindo do Burroughs, eu tive uma surpresa. Eu tinha certeza de que o amigo de infância (o cara que conversa com outra moça) iria acabar se redimindo com a menina e o sujeito garboso (líder de outra cidade marciana) iria acabar sequestrando-a.
Na verdade, ele era mesmo um bom moço, e ficamos sabendo disso logo nas primeiras páginas. Isso atiçou minha curiosidade. Aparentemente a história não teria nenhuma princesa sequestrada desta vez. Ser feita prisioneira 3 ou 4 vezes na mesma história? Sim. Mas não foi sequestrada!
Voltemos. Tudo acima aconteceu numa festa no palácio, logo no começo da história. A garota se retira e, no dia seguinte logo cedo, resolve passear sozinha em sua pequena nave. [eu nunca consigo imaginar direito o que o Burroughs tinha em mente com essas naves dele. No começo parece ser um tipo de jet-ski aéreo, mas depois dá a impressão de ter o tamanho de uma lancha, mas sem cadeiras, e grandes tanques embaixo.]
Está lá ela, passeando no céu, fazendo algumas coisas mais arriscadas, típicas de adolescente... E ela é pega numa tempestade. Não uma qualquer, mas a mais assustadora já vista em muitos anos. Chega a derrubar uma das duas torres de Helium (a cidade capital) - o que é um detalhe importante vindo do autor, já que ele sempre menciona a cidade como tendo duas torres. Bem... agora só tem uma.
Ela não chega a ser arrastada como uma vaca num tufão [ou como tubarões num tornado] [onde esse mundo vai parar?], mas a nave dela não tem potência suficiente para vencer as correntes de ar e só sobra acompanhar a tempestade. De forma relativamente segura, mas ainda assim ela vai parar bem longe. E depois do sufoco de dois dias sem comer e dormir, controlando a navezinha, ela avista algo que parece um vinhedo com alguns silos em volta, e resolve descer; para descansar e talvez encontrar água e comida.
Como se ela não tivesse crescido ouvindo histórias horríveis, contadas pelos pais, sobre povos estranhos e violentos por toda a parte, que adoravam sequestrar a mãe dela. Adolescentes...
Se bem que em Marte não existe bússola nem GPS... Então descer e procurar ajuda talvez fosse mesmo a única opção. [mas cacete! Na Terra, mesmo antes de inventarem os dois, você não podia sair navegando ou pilotando sem aprender a se localizar pelas estrelas ou qualquer coisa! E aí, o "rei" de Marte deixa a neta aprender a pilotar sem saber isso?] [e putz... acabei de lembrar que 1 ou 2 livros atrás o irmão da garota inventou o piloto automático! Já era hora de todas as naves terem isso. Ainda mais a droga da nave da PRINCESA!!!, mas vou parar de divagar sobre isso... no dia que eu for rei de outro planeta eu penso em formas melhores de proteger a família real.]
Obviamente, descer num lugar desconhecido nunca dá certo em Marte.
Corta de volta para o palácio. Algumas horas depois da princesa ter saído para passear no céu e a tempestade ter mostrado que não era bolinho, fica óbvio para todos o que ela fez e o problema que ela deve ter arranjado. Mas nas ruas a situação é pior, o governo precisa de toda força de trabalho para ajudar a população no meio de uma calamidade, e também mal dá para decolar com naves para busca.
Mas eis que o líder da outra cidade, cuja nave ainda estava lá estacionada, resolve partir atrás da mulher amada (que ele conheceu por apenas uns 30 minutos). Todavia, a nave é boa mas não é mágica. E depois deles viajarem por algum tempo, ao salvar um outro tripulante de cair da nave, cai ele. E descrevi as primeiras 15 páginas do livro.
Na primeira cidade (a dos "vinhedos") a garota encontra uns seres sem cabeça (se entendi corretamente, no topo do pescoço descabeçado há um buraco, por onde eles se alimentam e, provavelmente, respiram). Ela fica assustada, espera anoitecer, bebe água, come umas frutinhas e aí... Fica presa no lugar, porque tem leões famintos vagando por ali. No dia seguinte, seres com cabeça a encontram e, claro, não eram pessoas de bem. A garota tenta fugir e, por acaso, "arranca" a cabeça de um deles. E aí descobre que a cabeça tem perninhas e que são seres em separado. Basicamente: tem as mulas de carga (que são os corpos sem cabeça, usados para serviços braçais, proteção e como alimento) e você tem seres que são basicamente... a cabeça. Um antigo povo que de tanto buscar o intelecto, evoluiu até quase só sobrar o cérebro. Claro... Porque não?
História vai, história vem. O sujeito que tinha ido atrás dela (Gahan) a encontra, salva e ainda fazem um amigo (Ghek) entre o "povo-cabeça" (kaldanes). Aí eles pegam a navinha dela que estava escondida e seguem sem rumo. Porque não só a droga da princesa não aprendeu nada sobre navegação, mas a porcaria do líder de outro povo e capitão da própria nave também não sabe se localizar. E a porcaria do sujeito que deveria ser puro intelecto passou a vida inteira só tomando conta de seres sem cabeça colhendo amoras! Cacete! O Burroughs também tá de sacanagem, né?
Ah, e a Tara não reconhece o sujeito, já que ela só a viu, a contragosto, por pouco tempo e com ele todo emperequetado, e neste ponto da história ele está usando um roupa qualquer e maltrapilho. E ele, para tentar conquistá-la sem ela já desdenhar logo de partida, entra na onda, inventa outro nome e não conta quem é.
E encontram uma nova cidade. Resumindo, porque a postagem está gigante, todo mundo é feito prisioneiro. O líder maligno da cidade acha a Tara linda e resolve casar com ela, ela o esculhamba de todas as formas, e ele decide matá-la. E depois decide casar com ela de novo. O Gahan vai parar num jogo de xadrez que é jogado com pessoas, que lutam até a morte para tomar cada casa. Detalhe divertido: o Burroughs escreveu as regras deste "xadrez marciano" e elas estão no final do livro.
E claro, como acontece todas as vezes em todos os livros, eles fazem um amigo na cidade inimiga. E o Ghek dá uma ajuda aqui e ali. E tem um velhinho que empalha os desafetos do vilão. E uma outra cidade. E algumas reviravoltas. E fantasmas. [não exatamente] E ratos gigantes. [ok, do tamanho de gatos]
E boa parte do final da história envolve corredores escuros, porque além de não terem inventado a bússola, nenhuma droga de marciano pensa em pegar um pedaço de madeira e fazer uma tocha nessas horas. [Putz... eu me empolgo nessas postagens... Falo, falo, falo... Se deixar rolar eu resumo a história inteira] [e não durmo].
Mas então, apesar do Burroughs repetir à exaustão seus temas preferidos, parece que ele sempre fica pensando numa nova forma de repetir a história, então até que não cansa. Eu achei o livro bem divertido, mesmo sendo bem episódico (que é como foi originalmente lançado). Dos livros da série até o momento, esse é o que melhor viraria um seriado para TV. De X em X páginas algo acontece de errado, como se porque você NÃO pode deixar o mocinho e a mocinha viverem felizes para sempre em 3 episódios. Tem que parecer que vai dar certo, e aí dá problema. E repita. São quase dois livros em 1 porque depois que eles fogem da primeira cidade, se não fosse pelo Ghek você até esqueceria que eles passaram por lá.
Por falar no Ghek, ele é responsável por uma das passagens mais divertidas, em que ele tira um baita sarro do guarda que estava cuidando do cativeiro dele, "mentindo" descaradamente, mas sem dizer nenhuma mentira. Achei engraçada. Podem me culpar. Outra coisa legal é o estilo das falas (lembrando que o livro é de 1921, está quase fazendo 100 anos!): as conversas são sempre totalmente educadas, corretas e arcaicas [lembrou-me os primeiros livros do Guerra dos Tronos, antes de perceberem que na verdade era 'erro' de tradução - mas eu gostei muito mais da tradução do Candeias como estava, de repente até mesmo por isso].
Acaba que o livro não termina da forma abrupta como eu pensei que aconteceria [possivelmente trauma do livro anterior], mas rolou um certo "problema de continuidade": como foi que acharam Helium tão fácil - e rápido - no final da história, se antes eles mal conseguiam se achar? E se é tudo tão perto, como foi que essa cidade ficou desconhecida tanto tempo?
No final, a história do livro passa-se em 1 ano. Eu não tinha imaginado tudo isso não, fiquei com a impressão de uns 4, talvez 6 meses. Mas, como eu já disse sobre outro livro, tudo para o Burroughs leva muito tempo. Acho que se ele descrevesse alguém escolhendo o jantar na geladeira, a frase seria "E tendo contemplando todas suas opções, três dias depois ele optou por apenas uma banana."
E lá atrás, numa das postagens anteriores, eu coloquei dois links para a arte das capas. Pois acabei de achar outro (Dana Mad) com as imagens em uma resolução ainda maior. Putz, sensacional. E vale muito a pena passear pelo resto do site, vendo outros artistas colecionados lá.
Ainda no tema, um passatempo: encontrar em todas as capas marcianas a assinatura do artista (é um círculo com um M e um W sobrepostos, é o logotipo no topo do site, no link lá no alto) [e alguém conseguiu achar a assinatura justamente na capa do Chessmen?]
Mas é isso. Essa postagem ficou em rascunho por 5 meses. Li o livro em abril e estou colocando isso no ar em setembro. [e para constar, ainda não li nenhum outro livro da série... e ainda estou devendo postagem sobre uns 3 ou 4 que li depois desse... já falei isso antes, mas... essa vida agitada de blogueiro ainda acaba comigo. rs!]
Para resenhas dos demais livros da série, clique no marcador John Carter abaixo:
segunda-feira, 17 de março de 2014
Way Station
Em português como: Estação de Trânsito, na coleção Argonauta, nº 130-A [nunca entendi esse "-A"]Autor: Clifford D. Simak
Editora: Old Earth Books -- Ano livro / história: 2004 / 1963
Páginas: 228 -- Capa dura, tamanho padrão.
ISBN: 978-1-882968-27-5
◄ clique na capa para o resto da paisagem.
Um clássico que demorei para ler. Se não me engano, ele só foi chamar minha atenção em conversas numa lista de e-mails de fãs portugueses sobre ficção-científica (essa aqui, que está meio morta faz tempo, mas já foi bem animada).
O próprio Simak em si nunca me chamou a atenção também, e o único livro que eu lera dele até este foi um tanto traumático. Foi o Boneca do Destino (Destiny Doll). A história prendia a atenção, alguns conceitos interessantes, mas meramente mediana e com um final tão ruim, que pôs todo o resto decente a perder. O pior é que parece que as pessoas não acharam assim tão ruim. Fiz, agora, uma média entre Amazon, Google Books, Goodreads e o Skoob [e acabei de descobrir que o site O Livreiro morreu! ok, eu não gostava dele, mas é chato. Que pena.] e o livro ficou com nota 3,6 de 5 (ou 7 de 10, se preferirem). Eu daria menos.
Acabei ficando com uma enorme curiosidade pelo Way Station por falarem tão bem dele, até com uma certe reverência. Mas... O trauma anterior me segurava. E vai que eu leio e acho uma bosta? É como diz o ditado "Expectativa é uma merda."
Bem, eu li. E é MUITO bom! :-D
Por algum motivo (apesar de não lembrar, certamente já li alguma sinopse do livro nestes anos todos), eu sempre tive aquela sensação de que seria um livro bucólico, o sujeito, na sua fazendinha e, assim como quem não quer nada, um bando de ETs papeando no celeiro. Imaginava algumas situações ou descrições meio psicodélicas (preconceito meu com livros dos anos 60), mas no geral, algo mais melancólico. A capa do meu livro, bem mais campestre que as antigas, também ajudou a sensação. A maioria das demais que vi eram meio malucas ou tecnológicas. A que eu esbarrei que mais tem o clima estilo da minha foi uma edição polonesa! [imagem melhor aqui] (mesmo assim, tem um treco que parece um balão high-tech em cima). Na minha cabeça, como o personagem principal era um ex-militar de guerras do velho oeste, achei até que a história passaria toda naquela época, com uma visão de alguém mais "primitivo" sobre todo esse rolo de sociedades interplanetárias.
Mas vamos à história: um ex-soldado da Guerra Civil Norte-Americana (aquela, do Sul contra o Norte) [e que gerou um dos poucos quadrinhos do Pato Donald que eu lembro até hoje] um dia é visitado por um sujeito meio estranho, que quer contratá-lo - pois após uma longa busca, ele pareceu a pessoa perfeita para o cargo que ele tem em mente.
O cargo: tomar conta de uma estação de transferência de viagens interplanetárias. Como quando o trem pára numa estação, aguardando liberar a linha à frente. Só que as pessoas viajam sozinhas ou em grupos pequenos, e não tem vagão, é por teletransporte. No universo do livro existem viagens por nave espacial também, mas são bem mais demoradas do que o transporte instantâneo, feito pelo maquinário que o nosso herói, Enoch Wallace, toma conta, e que fica mais ou menos escondido na casa dele, no interior dos EUA. Digo "+/-" porque a estação ocupa uns 90% do lugar, mas todo este resto da casa é inacessível por quem não sabe abrir a passagem para lá.
E nessas paradas, aguardando poderem continuar viagem, os alienígenas (de várias raças e planetas) ficam na casa do sujeito, fazendo hora, colocando o papo em dia com o guardião local e até deixando presentes. Tudo no mais absoluto segredo, pois o Enoch é o único humano que sabe que tudo isso acontece. [claro, se você parar para pensar, verá que é uma operação insana, mesmo que sejam muito poucas pessoas fazendo viagens interplanetárias, você multiplica isso pela quantidade de planetas, e pronto!, não rola de 1 só sujeito dar conta e nem do hub ser tão tranqüilo, mesmo sendo uma estação nova num canto pouco movimentado da galáxia, mas... se formos começar a procurar furos em livros de ficção científica, ferrou! E a idéia do livro não é promover as bases para um sistema viário espacial a ser implantado em breve pela NASA nem nada, então dane-se! Ignore e aproveite.]
Uma coisa legal em ser o encarregado da tal estação de trânsito: ele é praticamente imortal. Dentro das instalações ele não envelhece. Então fora a caminhada matinal, conversar com o carteiro, e algumas atividades rápidas no mundo externo, o tempo não passa para ele. [não lembro agora onde ele dorme, mas se for dentro da estação também, a cada 24 horas ele deve envelhecer umas duas ou três apenas]
E aí... começa a história... que se passa nos anos 60 e temos um tipo de agente do FBI (ou da CIA) dizendo que está investigando o sujeito. Aí tive a má sensação de "putz, vai acabar sendo um livreco, e o personagem, dono da tal estação, que eu tinha grandes esperanças, um coadjuvante." Acabou que não. Apesar do livro se passar 100 anos depois do que eu achava [eu não sabia disso da imortalidade até começar a ler], todo o climão que eu imaginara (ou já sabia, não lembro) estava lá sim. E a introdução, com os agentes, serve para não só te introduzir o Wallace mais rapidamente do que seria com ele sozinho e pensando consigo, como te dá um gancho de uma curiosidade que você só vai matar já quase no final do livro.
A propósito, algo legal no livro, sobre o teletransporte dos viajantes, é que ele não é do jeito estranho de Jornada nas Estrelas, onde a pessoa é mesmo "transmitida". Aqui eles fazem o que sempre fez mais sentido na minha cabeça: uma vez que a pessoa é toda "digitalizada", você passa a ter toda a informação necessária para criar uma cópia dela em outro lugar. E é o que é feito. Quando o passageiro chega numa estação, o corpo original ainda existe, morto, na estação original. [aguarde, já falo sobre isso!] Em Jornada nas Estrelas nunca fez sentido que existam replicadores que podem fazer quantas maçãs você quiser, porque a "receita" de uma maçã já está lá guardada, mas na hora de replicar uma pessoa, a "receita" não é e nem pode ser guardada. Porra, se é informação... dá para salvar num disquete! A pura verdade é que, cada vez que o Spock fosse transportado, do outro lado deveria sair uma cópia e o original ser assassinado (desmaterializado, ou o termo que você preferir), para não ficarem com dois. Vide o O Grande Truque. [que se você não viu, não releia a frase, esqueça o que eu disse - assista isto aqui para matar alguns neurônios em grande estilo - e aí depois veja o filme!]
Agora, voltando à parte do corpo morto na estação original, na história a razão das sobras não é nenhuma questão física, é devido a... hummm... eu esqueci o termo que eles usam, acho que é força espiritual (não estou com o livro aqui) mas simplifiquemos, é como se fosse a alma e pronto (sei lá, realmente esqueci o termo usado), o que nos leva à um dos conceitos do livro, importante em sua segunda metade. E que me deu uma certa ressalva, enfiando espiritualidade na história, mas já aviso logo, não compromete e nem afeta a trama, é um mero um MacGuffin (uma desculpa qualquer para fazer a história girar) do que algo que você precise pensar no assunto. [e no livro o personagem ainda qualifica tudo meramente como tecnologia avançada, vide a 3ª Lei de Clarke, então tudo bem, ninguém lá fala em vontade divina, anjos, nem nada assim]
O que acontece na segunda metade da história, que uma hora iria parar de só ficar filosofando e comentando sobre a vida, o universo e tudo o mais [que eu até estava gostando, e descobri que existe um negócio chamado Pastoral Science Fiction, pesquisarei mais a respeito depois], é que não só descobrimos o que era o tal gancho dado no começo da história (e aí o agente da CIA volta a aparecer na história) como ficamos sabendo que o universo aí fora não está tão fofinho quanto parecia. Roubaram uma máquina (irreproduzível) que levava o contato espiritual aos povos da galáxia. É como se o Papa andasse por aí levando uma máquina que fizesse as pessoas amarem uns aos outros. E a máquina foi roubada. E não tem mais Papa. Soa mal explicando porcamente assim mas, acreditem, isso é o que menos importa.
E o tal roubo é o mote para termos um pouco mais de ação e resolver também algumas das tramas paralelas. E o gancho dado lá no começo serve para complicar a vida do nosso herói, para ele não ficar só lendo o diário e relembrando visitas anteriores, preocupando-se se haverá uma nova guerra mundial, conversando amenidades com o carteiro, ou colhendo flores silvestres com a vizinha surda/muda. Que por sua vez também causa um pouco de complicação para a vida do sujeito, cujos vizinhos notam que ele não tem envelhecido, mas faziam vista grossa... Até então. Uma das tramas paralelas até envolve a possível destruição da Terra, mas a história é contada de um jeito... que você fica mais preocupado com os vizinhos caipiras do protagonista do que com isso. Ele próprio solta um suspiro de que tudo que podia dar errado, resolveu dar errado ao mesmo tempo.
Resumindo, eu não sei como recomendar esse livro direito. [normal isso] É uma excelente FC mais tranqüila, bucólica mesmo, com bons personagens, até um bom andamento, em que você acompanha o dia-a-dia do sujeito, mas com vários conceitos que beiram a fantasia [a cena com a borboleta! só entrego isso.] ou impraticabilidades tecnológicas mesmo, como a já mencionada tranqüilidade da estação, por ex. Ah, e ele tem um holodeck e amiguinhos virtuais.
Mas de novo, é um excelente livro, e eu quero que vocês leiam. É de um estilo mais inocente e otimista, com algumas soluções até um pouco ingênuas (e até previsíveis) e, se eu não soubesse que o livro é dos anos 60, facilmente acharia que ele é dos anos 20 ou 30, épocas de Uma Princesa de Marte ou dos Homens-Lente.
Terminando, para quem quiser um resumo decente da ambientação:
Hard SF.org [que me fez lembrar porque os 'frames' em sites morreram]
Ou para quem quiser ler mais elogios ao livro: Resenhas na Amazon
Tudo em inglês, porque não achei resenhas em português.
E se resolverem comprar e inglês não for um problema, tentem comprar a edição igual a minha, da Old Earth Books. Ficou muito bonita e bem acabada. Está em falta na Amazon (até tem, mas usada) mas, aparentemente, ainda tem no site da editora (link lá no alto da postagem). Já a edição em português é bem rara; mas tem a venda na AbeBooks (encontrada via AddAll, adoro esse site, já me ajudou muito), só que custando mais do que a capa dura (e nova) que indiquei.
Novamente, um excelente livro. Preciso ler mais Simak daqui por diante.
Vocês façam o mesmo!
terça-feira, 4 de março de 2014
A Trilogia Thrawn
Títulos: Heir to the Empire, Dark Force Rising e The Last Command
(sempre com um Star Wars: na frente, claro)
Todos já publicados no Brasil como Herdeiros do Império, O Despertar da Força Negra e A Última Ordem, pela antiga Editora Best Seller. [mas como viraram raridades, é mais barato ler em inglês mesmo]
Autor: Timothy Zahn (autor de vários livros de fc mais militar)
Editora: Bantam Spectra -- Anos: 1991, 1992 e 1993
Páginas: +/- 1.300 ao todo. Parece muito, mas são só umas 430 por livro e são de bolso, então uma página cabe menos texto que o normal.
[juntando os 3, deve dar menos texto que qualquer um dos livros de Guerra dos Tronos]
Disney vindo aí, sabe deus mais quantos filmes (estão até falando num 'O Jovem Han Solo'), e pessoal já dizendo que não vão se basear nos livros que vieram antes.
Então resolvi tomar vergonha na cara e finalmente ler a tão famosa Trilogia Thrawn, considerada pelos fãs a continuação oficial dos filmes. Veja bem... Até prova em contrário (ou seja, o George Lucas desdizer) tudo que acontece nos livros de Guerra nas Estrelas acontece "de verdade" no universo dos personagens. Então se o Lucas me autorizar a escrever um livro em que o Luke tem um cachorro de estimação chamado Fofucho, nenhum outro autor pode dizer depois que o Luke nunca teve um cachorro. Exceto o Lucas. Porém... existem livros e livros! Sempre tem aquela situação de "Todos os livros são bons, exceto da série tal." ou "Os livros deste autor eu não considero.", mas a Trilogia Thrawn sempre pareceu ser unanimidade.
E já que agora corremos o risco do Lucas estragar até isso, eu tinha que ler logo a "continuação de verdade" antes. E cá estamos.
A história: Cinco anos depois do O Retorno de Jedi, a Princesa Leia está grávida de gêmeos e é um tipo de embaixadora itinerante da Nova República, o Han Solo é general e o Luke... hummm... a profissão dele é ser Jedi, mas também ajuda. E apesar de termos um novo governo dos mocinhos, ainda existem muitos planetas reticentes com esse papo de refazer a antiga república, há muitas sobras do antigo império por aí, e naves de guerra de menos; então a vida não está mansa, mas está indo. Mas, eis que, de repente, um dos generais do Império que ainda sobraram, um Grande Almirante na verdade, finalmente começa a pôr em andamento um plano para reconquistarem terreno e derrotar de uma vez por toda a galera da antiga Rebelião. [para quem jogou Tie Fighter no PC, ele é o cara de uniforme branco e pele azul] O plano envolve um antigo armazém do Imperador, um Jedi maluco desgarrado (que em troca quer treinar o Luke, a Leia e os filhos dela como seus discípulos do mal), bichinhos que moram em árvores e, claro, uma campanha militar decente - ao contrário do que o imperador anterior fez.
E ainda temos também o Lando, tendo outra vez os negócios atrapalhados pelo império (vide O Império Contra-Ataca); uma guilda de contrabandistas (velhos amigos do Han) e uma ruiva raivosa que quer matar o Luke - e que todo fã de Guerra nas Estrelas sabe que será a futura esposa dele, mas na época do livro ainda não tinham pensado nisso.
Opinião: partindo logo para porrada, o primeiro livro é cheio de forçadas de barra, coincidências e conveniências. O segundo é muita conversa, não achei tão bom [sei lá, acho que falatório não combina muito com Guerra nas Estrelas]. E o terceiro volta a ser mais corrido e com mais ação, mas, novamente, com muitas coincidências fortuitas. Tudo isso com um Jedi surtado no meio, que eu achei um personagem bem irritante (não só pela personalidade dele, mas pela própria existência em si) e o vilão, o tal Thrawn, é inteligente até demais. Um bom vilão, claro, mas no terceiro livro, por exemplo, num momento temos a seguinte conversa.
_ Amigos da rebelião, descobrimos que o plano do vilão é X.
_ Mas espere, isso pode ser o que ele quer que a gente pense.
_ Então você acha que ele fará Y?
_ Ah, não ser que... Ele finge que fará X, para que pensemos que ele fará Y, mas na verdade é X mesmo! Claro!
_ Porra, meu filho, decida-se!
Ok, não foi bem assim. Mas foi quase. O princípio é o mesmo. Os próprios personagens já estavam tão assustados com a inteligência do cara, que já estavam pensando que, na verdade, TUDO era parte de um complicadíssimo plano dele que eles ainda não tinham captado por completo. Pelo menos a conversa acima terminou com um personagem mais sensato decidindo fazer X e dizendo que nem o vilão poderia ser assim tão inteligente e pensar em tudo.
Agora, vamos a parte boa. Acho que o autor conseguiu amarrar tudo que ele escreveu. Coisas feitas ou citadas no começo, lá no terceiro livro você entende a razão. Tem uma personagem até, que tem um dilema, por assim dizer, e lá no último do livro, com toda a ação correndo, você só percebe qual é a solução 1 linha antes do problema ser resolvido. Típico de filme, você de repente vai soltar um "Puta que pariu! Resolvi o mistério" mas só dá tempo para um "Puta..." antes da cena também entregar.
Os personagens ficaram muito bons, não só os novos, mas os conhecidos também. Em momento algum você pensa que eles estão diferentes do que estavam nos filmes. As personalidades estão inalteradas. Achei que reusar a frase "Eu sei!" do Han foi exagero (depois de 5 anos de casados, essa piada interna provavelmente já teria cansado entre eles), mas estão lá, todos os personagens dos filmes, sem serem só personagens quaisquer com os mesmo nomes. E até a inteligência sobrenatural do vilão teve lá sua graça, porque você também começa a duvidar de todos. Num certo momento da história descobre-se que há um espião infiltrado e, automaticamente, você lista mentalmente quais personagens poderiam sê-lo. Eu, por exemplo, cheguei numa conclusão que tornaria o plano do cara muito mais antigo e complicado; mas ao mesmo tempo que estava achando que o autor tinha exagerado na conta, causou um certo "quem espionou Odete Roitman?" na história. [e, no final, a minha teoria estava errada, então o cara não tinha exagerado tanto quanto eu pensara]
Mais coisas legais. A ação é bem cinematográfica. Coisa que tu até pensa "Ah, fala sério!" mas sabe que, se você visse aquilo num filme, não só não acharia nada demais, como até pensaria "Bem bolado...". Especificamente, para quem leu, estou pensando agora na cena da corda. Eu poderia pensar em vários fatores para ela não dar certo. No mínimo, duvidaria da capacidade do personagem de medir o comprimento da corda e da exata distância até onde ela iria assim, simplesmente, no olho e numa questão de segundos. Mas no final, eu tive que sorrir. Foi o tipo de solução cretina, criativa e divertida que eu esperaria de filme de ação espacial juvenil, que é o que o Guerra nas Estrelas é [mesmo que boa parte dos fãs agora tenham 50]. Então isso e mais as personalidade iguais, deu para matar saudades da série original e entrar bem no clima.
Outra coisa é que, apesar de eu ter dito que o autor amarrou as pontas, tem muita coisa que acontece ou planos que são feitos e, na hora H, não dá muito certo ou outros planos aparecem na frente. Eu até comentei sobre isso na postagem do Imperdoável, é legal quando você vê que nem tudo leva a algo ou funciona. Pode ter sido um jeito do autor encher páginas com tramas paralelas? Pode. Mas pode não ter sido também.
Entrando no terreno dos fãs, achei legal descobrir o quanto foi criação do Timothy Zahn no universo de Guerra nas Estrelas pós-filmes. Mara Jade, o Almirante Thrawn, clonagem de jedis, os filhos do Leia e do Han, tudo isso surgiu primeiro neste livro e foram sendo reusados depois. Eu sempre fui fã da série, mas nunca tinha lido nenhum dos livros nem dos quadrinhos. Sempre me mantive informado, tendo uma noção do que acontecia com os personagens ou o mundo deles, mas ler mesmo... Não. E nem pretendo ler mais, com uma rápida exceção que já menciono. Mas, de novo, foi divertido ler o livro e pensar "Então foi esse cara que teve essas idéias! E todas de uma vez!"
A rápida exceção que vou abrir são outros dois livros também do Timothy Zahn, a duologia Hand of Thrawn, que serve um pouco como continuação desta trilogia, e onde o Luke e a Mara começam a pensar em juntar os trapinhos. Esses dois livros já não parecem ser a unanimidade que foram esses três, mas fiquei curioso. O Zahn depois escreveu ainda mais livros envolvendo o Thrawn ou o casal, mas estes eu vou deixar passar, não pareceram tão interessantes assim.
Voltando à parte de ter entrado no clima, geralmente eu leio uns 3 livros ao mesmo tempo. Um principal e dois menores (de contos ou quadrinhos) que leio na hora de dormir ou se quero um livro comigo, mas sem precisar dar total atenção. Enquanto não terminei a trilogia, todos os outros eu parei. Li apenas ela em todas as oportunidades. Mesmo com todas as falhas (nem são tantas até), o livro te deixa curioso sem apelar para ganchos (cliffhangers) apelativos.
Ponto para trilogia como um todo: apesar dos clones e do jedi louco (preferia que o livro tivesse sido feito sem nehum dos dois) eu não queria largá-la.
Falando sobre o jedi louco, a sensação que eu tive é que o tal Joruus C'baoth só estava na história porque o Luke precisava de alguém com poderes da Força para enfrentar. Senão ele só ficaria andando pra lá e pra cá tendo vantagem competitiva sobre todo mundo - afinal, ele seria o único com poderes sobrenaturais. Bem... se era para ser, que fosse assim então, ainda seria melhor que ter o Jedi Beato Salu querendo dominar o universo. [na imagem do Wookiepedia ele me lembra o Charlton Heston em Moisés] E a solução para o Luke não ser o megamaster foi dada pelo próprio livro: os tais bichinhos que bloqueiam a Força de quem está por perto. Pronto. Nas horas em que fosse ser muita vantagem os poderes dele, bastaria ter os bichos nas redondezas - e eles estão por todos os lados mesmo, pois o vilão principal, tanto para se proteger do Luke como, principalmente, do seu 'aliado' (o Jedi Salu) tem sempre esses bichos por perto.
Ok, mas acabaríamos não tendo nenhuma luta de sabres... Mas verdade seja dita, pelo que vi nos filmes, o que liga um sabre-de-luz é um mero botão de liga-e-desliga, não é nenhuma checagem de DNA do usuário ou se ele tem mitocôndrias-mágicos [sim fãs, eu sei, "midichlorians", mas eu renego a existência da 2ª trilogia como sendo uma fanfic, então o nome certo não importa]. Solução para termos o combate: bastaria algum dos vilões saber lutar com espadas e ter um sabre. Simples! E com tanto Jedi que morreu na época antes do primeiro filme, devem ter um monte por aí sobrando.
Ok, ok, não seria a mesma coisa, e a luta final, no último livro, ficou bem legal... Mas realmente, o Jedi louco me incomodou. Não gostei dele. Então, dada a opção, aceitaria qualquer coisa que o escritor tivesse inventando que o eliminasse.
Terminando o assunto, acabei de descobrir que os tais bichinhos (ysalamir) são lagartos! Não vou lembrar mais como foi a descrição deles no livro, mas em algum momento alguém falou sobre eles ficarem bem parados, então na minha cabeça eles pareciam mais com pequenos bichos-preguiça. Mais especificamente, imaginei-os como tarsos! Ok, imaginei errado.
E é só. Essa postagem começou com plano de ter umas 10 linhas, e levou 4 horas... Melhor parar nos tarsos. Tarsos são muito maneiros!
domingo, 19 de janeiro de 2014
Winkie
Título original: também Winkie [que poderia ser traduzido como Piscadinha ou Piscadela]
Autor: Clifford Chase
Editora: Bertrand Brasil -- Ano livro / história: 2011 / 2006
Tradução de: Bruna Hartstein -- Páginas: 278
Tamanho: padrão, 14x21cm (+/- meia folha A4)
Acabamento: excelente, com direito a detalhes brilhantes e relevo na capa. -- ISBN: 978-85-286-1474-9
Pois é. As vezes eu também leio livros que não são de ficção-cientifica! Com tanto livro interessante no mundo, e com tão pouco tempo até o dia da minha morte, é preciso ter foco. Mas... Quando eu vi a capa do livro, numa andança aleatória pela livraria, não deu para não pegar e olhar melhor. Depois vi a foto da contra-capa (muito boa, mas estou sem nenhum scanner por perto e não a encontrei na internet) [achei a americana, mas é diferente] e, finalmente, não deu para resistir à descrição oficial na orelha do livro:
" Neste engraçadíssimo e surpreendente romance, um gentil ursinho de pelúcia ganha vida e vai parar no lado errado da guerra americana contra o terrorismo.
Após sofrer durante décadas a negligência das crianças que costumavam amá-lo, Winkie percebe que, para tomar as rédeas de seu destino, basta decidir fazê-lo. Então, atira-se da prateleira, pula a janela e segue para a floresta. Entretanto, tão logo começa a descobrir o prazer e as maravilhas da mobilidade, da autodeterminação e até mesmo do amor, sua sorte termina.
Pouco depois de encontrar a cabana de um professor solitário, o ursinho se vê cercado por um esquadrão da SWAT, que imediatamente conclui ser ele a mente maquiavélica por trás de dúzias de ataques terroristas rastreados até a floresta. Aterrorizado e confuso, Winkie é levado a julgamento, no qual a promotoria busca selar o destino do pequenino urso chamando para depor testemunhas dos julgamentos de Galileu, Sócrates, John Scopes, Oscar Wilde e das bruxas de Salém.
Com uma gama de personagens que varia de uma servente muçulmana lésbica a um advogado gago e uma filhote deurso que vive citando lacan, winkie apresenta uma crítica mordaz da paranoia em que vivemos atualmente. Num segundo plano, o romance de Chase é uma bela reflexão sobre as lembranças e o amor que nos remetem àquela época de nossa vida anterior à consciência, quando um brinquedo de pelúcia ou uma simples história podia nos garantir indiscútiveis consolo e sabedoria. "
E de novo, vocês viram a cara de maluco do urso? Eu tinha que ter esse livro. Ok, não li correndo logo em seguida, o livro ficou olhando para mim da estante por mais de 2 anos, mas uma hora todos serão lidos. Foi a vez dele.
Com uma descrição como a acima, apesar de soar bem poética em alguns pontos, eu esperava a história sendo mais corrida e humorística. Longe do escrachamento de um Ted, mas naquela linha. Uma espécie de Ted para quem passou dos 40 e lê a sessão de política internacional do jornal ou é capaz de reconhecer referências ao Julgamento do Macaco (pesquisem por O Vento Será Sua Herança). [claro, gente mais nova também pode entender tudo isso (e muito mais), mas era só para vocês entenderem o ponto.]
O que acabamos tendo é uma história muito mais lenta, com passagens para você se imaginar ali ou refletir nos pequenos detalhes que só um sujeito que acabou de aprender a andar e tem 40 cm de altura (na verdade, não sei a altura do personagem) prestaria atenção. Também são feitas muitas críticas sociais, chamando atenção para dezenas de hipocrisias ou insanidades com as quais convivemos. E claro, muitos momentos bem "viajantes", com passagens quase oníricas, ou outras dignas de Monty Python.
Mas também não pensem que o livro chega a ser psicodélico. Na verdade, o personagem começa o livro sendo preso e assim, num chutão, diria que metade dele são de flashbacks variados, e a outra metade é tomada pelo julgamento do urso, num tribunal.
O urso em si, principalmente no começo da história, nem sequer parecia ser o personagem principal. Como se ele estivesse ali apenas como um intermediário entre o leitor e os humanos com os quais ele convive. Cheguei a imaginar se o livro não seria um jeito disfarçado do autor escrever algum tipo de biografia familiar dele, ainda mais que num dado momento ele próprio é um personagem, mas perdi a impressão com o andamento da história.
Um detalhe, por exemplo, que me decepcionou no começo, mas que depois eu me acostumei, é que o urso praticamente não fala. Ele pensa muito, mas pouco fala com as pessoas e, quando o faz, normalmente não vemos. Há toda uma seqüência em que o urso relembra uma longa conversa que ele teve com o advogado, em que a cumplicidade entre ambos já estava tamanha, que um era capaz de completar as frases do outro... Mas vimos esta conversa? Não. Só o urso relembrando-a.
Cheguei a imaginar até se urso não era mudo, uma espécie de Haroldo (ou Hobbes, o tigre de pelúcia do Calvin) e que, com pessoas por perto, ele nunca se mexeria ou falaria [mas depois eu lembrei que a primeira "cena" do livro é dele sendo preso, andando e com as mãos erguidas]. Ficou só na impressão também, mas não esperem muitas conversas dele com as pessoas - o humor do livro está nas situações absurdas e no reconhecimento das piadas quando elas surgem [e certamente, eu perdi várias].
Na mesma semana em que terminei o livro, por acaso vi no cinema o Dr. Fantástico ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba e, apesar das histórias não terem nenhuma semelhança, durante o filme o livro me veio a mente. O esquema é parecido: as piadas vão sendo jogadas de qualquer jeito, algumas complexas e profundas, outras bem pastelão, e você vai pegando pelo caminho ou não, e não dá tempo de pensar muito no assunto porque a cena mudou. Aproveitando o Peter Sellers, se você for fã deste filme e também do Muito Além do Jardim, arrisco dizer que Winkie seja uma boa pedida.
Uma coisa também para vocês se prepararem é que o "vai dar merda" não é só extremamente demorado... Parece que o livro inteiro é feito para você ter essa sensação. São várias pequenas coisas ou acontecimentos, mas você *sempre* fica, o livro todo, com aquela sensação de crescendo [nerd musical!], de que a merda está se acumulando e uma hora a pilha vai virar.
E aí o livro termina e, se você começou a lê-lo com uma expectativa errada (meu caso), você fica com aquela sensação de que foi, de certa forma, enganado, de que a história foi por caminhos completamente diferentes do que a orelha me induziu [nem tanto, mas quando finalmente puxei o livro para ler mal lembrava mais da dela, lembrava só do terrorismo, da muçulmana lésbica e do advogado gago], mas, ao mesmo tempo, queria continuar ali, naquele mundo louco mais um pouco. Como se você juntasse as emoções conflitantes e, ao fechar o livro, as resumisse num lacônico: "Porra! Ué, acabou?" Ou, de forma melhor escrita, parafraseando [vulgo: roubando e alterando] uma moça ruiva [adoro ruivas!] que resenhou o livro no Skoob: "Eu não sei o que o autor quis dizer com o livro, mas eu gostei de ler".
Pois é. Foi isso. Mas não se preocupem, muita coisa lá dá sim para saber o que ele quis dizer, é só maneira de falar. É um livro estranho, esquisito, engraçado, e cheio de boas intenções. Uma boa leitura e dá um bom presente.
Agora, outras resenhas:
Começando pela ruiva: Nanie's World: "Ao mesmo tempo complexo e simples, cheio de significado e apenas mais um livro nonsense." [na foto dela no blog ela está loira, mas tudo bem... ruiva honorária, que seja!]
Paraíso em Papel: "Winkie é assim mesmo, doce, inocente, puro, intenso, tocante, irônico, malicioso e divertido. Como pode um livro ser tudo isso ao mesmo tempo?"
Cultivando a Leitura: "Recomendado a todos que gostam de uma história engraçada, diferente e comovente." [também gostei mais da capa nacional que da original]
E tá bom. Gostei dessas 3, são curtas e diretas. Achar outras resenhas é fácil. Procurem aí. [e, putz!, todas as resenhas que li foram feitas por garotas! será que nenhum blogueiro homem assume que gostou do livro? ou eu que sou muito menininha? rs!]
Numa nota solta, o livro virou até uma peça de teatro (mas, infelizmente, parece que não ficou boa) e, terminando, uma entrevista com o autor.
Autor: Clifford Chase
Editora: Bertrand Brasil -- Ano livro / história: 2011 / 2006
Tradução de: Bruna Hartstein -- Páginas: 278
Tamanho: padrão, 14x21cm (+/- meia folha A4)
Acabamento: excelente, com direito a detalhes brilhantes e relevo na capa. -- ISBN: 978-85-286-1474-9
Pois é. As vezes eu também leio livros que não são de ficção-cientifica! Com tanto livro interessante no mundo, e com tão pouco tempo até o dia da minha morte, é preciso ter foco. Mas... Quando eu vi a capa do livro, numa andança aleatória pela livraria, não deu para não pegar e olhar melhor. Depois vi a foto da contra-capa (muito boa, mas estou sem nenhum scanner por perto e não a encontrei na internet) [achei a americana, mas é diferente] e, finalmente, não deu para resistir à descrição oficial na orelha do livro:
" Neste engraçadíssimo e surpreendente romance, um gentil ursinho de pelúcia ganha vida e vai parar no lado errado da guerra americana contra o terrorismo.
Após sofrer durante décadas a negligência das crianças que costumavam amá-lo, Winkie percebe que, para tomar as rédeas de seu destino, basta decidir fazê-lo. Então, atira-se da prateleira, pula a janela e segue para a floresta. Entretanto, tão logo começa a descobrir o prazer e as maravilhas da mobilidade, da autodeterminação e até mesmo do amor, sua sorte termina.
Pouco depois de encontrar a cabana de um professor solitário, o ursinho se vê cercado por um esquadrão da SWAT, que imediatamente conclui ser ele a mente maquiavélica por trás de dúzias de ataques terroristas rastreados até a floresta. Aterrorizado e confuso, Winkie é levado a julgamento, no qual a promotoria busca selar o destino do pequenino urso chamando para depor testemunhas dos julgamentos de Galileu, Sócrates, John Scopes, Oscar Wilde e das bruxas de Salém.
Com uma gama de personagens que varia de uma servente muçulmana lésbica a um advogado gago e uma filhote deurso que vive citando lacan, winkie apresenta uma crítica mordaz da paranoia em que vivemos atualmente. Num segundo plano, o romance de Chase é uma bela reflexão sobre as lembranças e o amor que nos remetem àquela época de nossa vida anterior à consciência, quando um brinquedo de pelúcia ou uma simples história podia nos garantir indiscútiveis consolo e sabedoria. "
E de novo, vocês viram a cara de maluco do urso? Eu tinha que ter esse livro. Ok, não li correndo logo em seguida, o livro ficou olhando para mim da estante por mais de 2 anos, mas uma hora todos serão lidos. Foi a vez dele.
Com uma descrição como a acima, apesar de soar bem poética em alguns pontos, eu esperava a história sendo mais corrida e humorística. Longe do escrachamento de um Ted, mas naquela linha. Uma espécie de Ted para quem passou dos 40 e lê a sessão de política internacional do jornal ou é capaz de reconhecer referências ao Julgamento do Macaco (pesquisem por O Vento Será Sua Herança). [claro, gente mais nova também pode entender tudo isso (e muito mais), mas era só para vocês entenderem o ponto.]
O que acabamos tendo é uma história muito mais lenta, com passagens para você se imaginar ali ou refletir nos pequenos detalhes que só um sujeito que acabou de aprender a andar e tem 40 cm de altura (na verdade, não sei a altura do personagem) prestaria atenção. Também são feitas muitas críticas sociais, chamando atenção para dezenas de hipocrisias ou insanidades com as quais convivemos. E claro, muitos momentos bem "viajantes", com passagens quase oníricas, ou outras dignas de Monty Python.
Mas também não pensem que o livro chega a ser psicodélico. Na verdade, o personagem começa o livro sendo preso e assim, num chutão, diria que metade dele são de flashbacks variados, e a outra metade é tomada pelo julgamento do urso, num tribunal.
O urso em si, principalmente no começo da história, nem sequer parecia ser o personagem principal. Como se ele estivesse ali apenas como um intermediário entre o leitor e os humanos com os quais ele convive. Cheguei a imaginar se o livro não seria um jeito disfarçado do autor escrever algum tipo de biografia familiar dele, ainda mais que num dado momento ele próprio é um personagem, mas perdi a impressão com o andamento da história.
Um detalhe, por exemplo, que me decepcionou no começo, mas que depois eu me acostumei, é que o urso praticamente não fala. Ele pensa muito, mas pouco fala com as pessoas e, quando o faz, normalmente não vemos. Há toda uma seqüência em que o urso relembra uma longa conversa que ele teve com o advogado, em que a cumplicidade entre ambos já estava tamanha, que um era capaz de completar as frases do outro... Mas vimos esta conversa? Não. Só o urso relembrando-a.
Cheguei a imaginar até se urso não era mudo, uma espécie de Haroldo (ou Hobbes, o tigre de pelúcia do Calvin) e que, com pessoas por perto, ele nunca se mexeria ou falaria [mas depois eu lembrei que a primeira "cena" do livro é dele sendo preso, andando e com as mãos erguidas]. Ficou só na impressão também, mas não esperem muitas conversas dele com as pessoas - o humor do livro está nas situações absurdas e no reconhecimento das piadas quando elas surgem [e certamente, eu perdi várias].
Na mesma semana em que terminei o livro, por acaso vi no cinema o Dr. Fantástico ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba e, apesar das histórias não terem nenhuma semelhança, durante o filme o livro me veio a mente. O esquema é parecido: as piadas vão sendo jogadas de qualquer jeito, algumas complexas e profundas, outras bem pastelão, e você vai pegando pelo caminho ou não, e não dá tempo de pensar muito no assunto porque a cena mudou. Aproveitando o Peter Sellers, se você for fã deste filme e também do Muito Além do Jardim, arrisco dizer que Winkie seja uma boa pedida.
Uma coisa também para vocês se prepararem é que o "vai dar merda" não é só extremamente demorado... Parece que o livro inteiro é feito para você ter essa sensação. São várias pequenas coisas ou acontecimentos, mas você *sempre* fica, o livro todo, com aquela sensação de crescendo [nerd musical!], de que a merda está se acumulando e uma hora a pilha vai virar.
E aí o livro termina e, se você começou a lê-lo com uma expectativa errada (meu caso), você fica com aquela sensação de que foi, de certa forma, enganado, de que a história foi por caminhos completamente diferentes do que a orelha me induziu [nem tanto, mas quando finalmente puxei o livro para ler mal lembrava mais da dela, lembrava só do terrorismo, da muçulmana lésbica e do advogado gago], mas, ao mesmo tempo, queria continuar ali, naquele mundo louco mais um pouco. Como se você juntasse as emoções conflitantes e, ao fechar o livro, as resumisse num lacônico: "Porra! Ué, acabou?" Ou, de forma melhor escrita, parafraseando [vulgo: roubando e alterando] uma moça ruiva [adoro ruivas!] que resenhou o livro no Skoob: "Eu não sei o que o autor quis dizer com o livro, mas eu gostei de ler".
Pois é. Foi isso. Mas não se preocupem, muita coisa lá dá sim para saber o que ele quis dizer, é só maneira de falar. É um livro estranho, esquisito, engraçado, e cheio de boas intenções. Uma boa leitura e dá um bom presente.
Agora, outras resenhas:
Começando pela ruiva: Nanie's World: "Ao mesmo tempo complexo e simples, cheio de significado e apenas mais um livro nonsense." [na foto dela no blog ela está loira, mas tudo bem... ruiva honorária, que seja!]
Paraíso em Papel: "Winkie é assim mesmo, doce, inocente, puro, intenso, tocante, irônico, malicioso e divertido. Como pode um livro ser tudo isso ao mesmo tempo?"
Cultivando a Leitura: "Recomendado a todos que gostam de uma história engraçada, diferente e comovente." [também gostei mais da capa nacional que da original]
E tá bom. Gostei dessas 3, são curtas e diretas. Achar outras resenhas é fácil. Procurem aí. [e, putz!, todas as resenhas que li foram feitas por garotas! será que nenhum blogueiro homem assume que gostou do livro? ou eu que sou muito menininha? rs!]
Numa nota solta, o livro virou até uma peça de teatro (mas, infelizmente, parece que não ficou boa) e, terminando, uma entrevista com o autor.
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