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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Assassination Classroom

Eu adoro os japoneses! Sempre falo isso.
Não importa o quão bizarro soe, ou tão merda que pareça, eles fazem e que se dane!
E pelo que entendi o filme abaixo já tem até a continuação garantida.



Mas ok, assumo, não fui parar no trailer totalmente por acidente sem saber o que é isso... [mas o fato de ter um trailer live-action foi um susto, sim] Eu estou lendo o quadrinho [mangá, se preferirem. mas se reclamarem eu chamo de gibi] e está bem legal. O anime também, mas depois de testar com os primeiros episódios, resolvi que prefiro fazer o certo: primeiro o original, depois a adaptação. Então fico atrasando assistir porque já sei o que vai acontecer. Todavia... Foi ter visto o 1º episódio que me deu aquele estalo de "Ok... Fiquei intrigado... vou ler essa porra." [comercial gratuito para a Comix.com.br porque eles enviam muito bem embalado] [já a Panini... não sei, porque eles tiveram a idéia idiota de só poder assinar essa revista assinando outra junto...]

Ah, a história... Resumindo bem: o bicho amarelo acima destrói a Lua e fala que a Terra será a próxima em 1 ano. A não ser que consigam matá-lo. E aí ele resolve ser professor de uma turma de colégio onde, além de carinhosamente ensinar matemática, literatura, etc, para um bando de adolescentes problemáticos (que ele matará em 1 ano...) e "junto a essa turminha do barulho, se meter em incríveis confusões", ele também as ensina técnicas de assassinato, para que elas melhor tentem matá-lo (daí o nome da franquia).

Faz todo sentido do mundo.

OBS: o filme já foi até lançado, faz mais de mês! [eu tô virando um nerd de meia tijela... já não sei de nada que acontece]

E para dar créditos a quem é devido: Matando Robôs Gigantes nº 233 onde ouvi falar disto a primeira vez. Mas foi só pelo embalo de ouvir na seqüência, tanto que só este ano que resolvi dar uma olhada - e só lembrei porque estava no embalo de crianças assassinas após ter assistido o Angel Beats [que tem uma postagem curta ainda em rascunho...]. Podem assistir esse também, já fechou. Início, meio e fim em 13 episódios. Este não lembro onde conheci. Acho que foi no AMV Hell igual a Haruhi.

E é isso. Recomendações rápidas só para aproveitar o embalo do susto que levei com o trailer acima. Bom divertimento.

sábado, 14 de junho de 2014

Godzilla (2014) & Gojira

Nome original: Godzilla
Duração:
2h03min  --  Ano: 2014  --  Teaser / Trailer
[citação legendada do Oppenheimer aqui]
De: Gareth Edwards (de Monstros)
Com: Aaron Taylor-Johnson (o Kick-Ass), Ken Watanabe (de Cartas de Iwo Jima e O Último Samurai) [totalmente sub-aproveitado neste filme], Bryan Cranston (de Malcolm in the Middle, Breaking Bad, e Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira), Elizabeth Olsen (de Três é Demais [fico feliz de nunca ter assistido isso] e Os Vingadores 2) e uma rápida participação de Juliette Binoche (A Liberdade É Azul).


Uma porrada de postagem por aí falando sobre Godzilla...Por mais que eu faça um monte de postagem sobre coisa pop também (vide Malévola e Homem Aranha logo abaixo), eu sempre fico naquela de que não vou ter nada a adicionar [e geralmente não tenho mesmo]. Então pensei em algo... Eu estou devendo a mim mesmo ver o Godzilla original faz muito tempo (vi alguns aqui e ali, mas nunca o primeirão). Vou dar só uma palhinha sobre o novo, e vou falar do velho!

Vamos lá... O novo... Vou separar o filme em dois: o lado humano e o lado monstro.

O lado humano. Eu, sinceramente, acreditei quando falaram lá atrás que no filme teríamos o drama humano durante uma ataque de monstro. Beleza, o monstro está atacando. Mas o que isso significa para as pessoas que estão desviando dos destroços? Seria uma espécie de Marvels kaiju? E eu vi o outro filme do cara, o Monstros (já resenhado) onde, realmente, os monstros eram secundários. E eu adorei aquele filme. Por falar nisso, já saiu o trailer longo da continuação.

Aí veio o "lado humano" desse, na forma do pai do Malcolm in the Middle com aquele drama clichê de "Foi um alien/vampiro/monstro/fantasma/dingo/pé-grande/bruxa que <verbo> a <pessoa>!! Porque ninguém acredita em mim???" Mas ok, o cara é um bom ator, todos gostamos dele. E aí ele morre no começo. E o foco passa a ser o filho militar sem graça e a esposa mais ainda. Porém... Na verdade, acho que o cara (o pai) não teria mesmo muita utilidade dali em diante da forma com que o filme foi feito, então dane-se. Parece que tivemos essa amostra grátis de drama "e agora voltemos à nossa programação normal!". Mas pô... Foi promessa não cumprida. Até Cloverfield focou mais no lado humano. Mas eu não liguei muito para as pessoas. Nem o filme me fez ligar para elas. Podia falar várias páginas sobre a irrelevância deles. Falemos da parte boa.

O lado monstro. Mas para andar logo, só tenho 3 coisas para dizer.

1) Cacete!? Ninguém aprendeu nada em Transformers 2? NINGUÉM quer ver órgãos reprodutores gigantes. Mesmo que seja só algo que pareça um saco de água cheio de girinos. Aquela imagem mudou o clima da cena de monstrão bizarro "realista" para "Go, go, go, Power Rangeeeeeeeeeerrrss!"

Peraí até, aproveitando que estamos falando de anatomia, como assim o monstro fêmea cresceu numa base militar, naquela salinha, até aquele tamanho?? E apesar da referência óbvia dos nomes MUTO x Mothra, o bicho voador estava muito mais para o... [momento de ir no Google, porque fora o Mothra, Rodan e Guidora eu nunca sei o nome deles...] Megaguirus!, até mesmo pelos bracinhos de louva-deus na frente. Então a referência podia muito bem não ter sido feita (e ainda vai tirar o peso se depois realmente usarem a Mothra). E lendo mais sobre eles agora, aquela cabeça chata pode ter sido inspirada num tal de Gyaos (esse eu não conhecia).

2) O Godzilla desviando do navio... Pô... Ok, ele tinha que ser o herói e amigo da criançada, mas algo legal sobre o Godzilla é que, originalmente pelo menos, ele está pouco se ferrando para as pessoas. [originalmente MESMO ele está contra elas, mas falaremos sobre isso mais abaixo.] Eu aceito o Godzilla lutar contra os monstros no filme e nos salvar no processo, mas isso seria um mero acaso. Ele tinha que estar pouco se lixando para aquelas baratinhas humanas em volta dele. Ou se a idéia era essa, que tivesse ficado bem claro.

Eu até gostei da motivação que deram para ele nesta nova versão (onde nós somos irrelevantes). E provavelmente centenas de milhares de pessoas morreram enquanto ele lutava contra os carrapatões, mas no filme inteiro, à mostra, acho que não há nenhuma morte causada (indiretamente ou não) pelo Gojira Amigo-da-vizinhaça. [não lembro mas, se bobear, nem havia sangue no filme] E na única cena em que ele teria dado uma mera ombrada no navio, em linha reta, ele desvia! No Godzilla 2000 (+/- resenhado aqui), ele vai lá na cidade, luta contra o monstro da vez e, no final, só de sacanagem, começa a destruir tudo no caminho de volta. Se ele falasse, poderia muito bem ter dito "I saved your tiny asses! Your asses ARE MINE! HAHAHA! Vuuuuuuuuuuuuuushh! Onde está seu deus agora!?." [obs: "vuush" foi a primeira coisa que eu consegui pensar como sonoplastia do bafo atômico]. Eu preferia que o Godzilla atual, no mínimo, tivesse sido completamente indiferente às baratinhas correndo pelo chão.

Passeando pelo Wikizilla, eu esbarrei numa frase que eu gostei: "(...) Godzilla (...) in the Heisei series of films is depicted as a force of nature, neither good nor evil (...)" E é assim que tem que ser.

[cacete, eu não sei ser sucinto...]

3) BAFO ATÔMICO! Ha! Eu passei o filme todo imaginando "será que vai ter?". Muito maneiro. Eu sei que um filme tem que ser muito mais do que isso, e etc, e etc. Mas dane-se! Eu queria ver um Godzilla bem feito (por falar nisso, adorei o novo tamanho absurdo dele). Eu queria ver briga de monstro (que nem foi tanta, mas acho que foi na medida para você sair do cinema querendo ter visto mais - ao invés de reclamando do excesso). E queria um Godzilla que soltasse raios! MUITO BOM! E depois ainda faz de novo, num fatality que provavelmente levará anos até ser superado. "Tu aí, monstro! Eu... cansei... desta PORRA! KAVUUUUUUUUSSSSHHHHHHH!!!" Lindo!

E só terminando, espero que aproveitem na continuação aqueles buracões que estavam usando nos virais do filme. Seria interessante ver algo saindo de lá, eles são legais. Há outros virais envolvendo outros buracos também. Acabei de lembrar até, podiam sair deles o bicho do 1º trailer, que era a versão inicial do monstro vilão e que acabou não sendo aproveitada.

Agora deixa eu ver o filme antigo (acabou de sair em blu-ray) e depois eu volto.

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Nome original: ゴジラ (Gojira)
Duração: 1h36min  --  Ano: 1954  --  Trailer  --  País: Japão
De: Ishiro Honda  --  Com: Takashi Shimura, Akira Takarada, Momoko Kochi, Akihiko Hirata e Haruo Nakajima.
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De cara, uma surpresa interessante... Filme antigo costuma dar uma enrolada e ter cortes lentos. Todo aquele esquema de mostrar 'todo o caminho do personagem' ao invés de apenas mostrá-lo logo 'lá'. Aparentemente, o cinema japonês não recebeu esse memorando. São cortes bem rápidos, sem enrolação, correndo para contar a história.

Na verdade, o filme soa tão "atual" em seu estilo, que eu tive que ser trazido de volta à realidade quando uma personagem de uns 20 anos comenta sobre Nagasaki com a mesma naturalidade e proximidade com que americanos falam hoje em dia sobre o 11/9. É até uma boa lição de história, porque nos faz lembrar que duas cidades foram destruídas, mas todo o resto do país ainda estava intacto e funcionando. E fazendo filmes.

Algo que o contexto histórico deve ter influenciado é a cena da primeira perseguição. A trilha sonora na cena é legal [eu gosto de marchas militares, hinos e essas coisas], mas é completamente contrária ao que se esperaria da cena. Talvez aquilo seja alguma marcha real dos militares da época.

Todo o resto da trilha sonora de ação é meio bizarra também. Soa como um anime dos anos 70 [ou, novamente, uma marchinha militar animada]. Mas quando eles soltam o drama, fica muito bom. O coral das meninas perto do fim é espetacular (e tem uma lá que é a cara da Lucy Liu) e o tema final também é de deixar qualquer fã de raio atômico triste.

Por falar nisso, eles fizeram efeito especial para a "crina" [espigões ósseos? eu não sei como chamar aqueles trecos nas costas] do Godzilla acender, mas o raio em si... parecia gás saindo de um extintor com problema. Eu esperava algo um pouco mais mal feito, porém brilhante e espalhafatoso (tipo o que está no cartaz, por ex.).

A história: barcos começam a ser atacados e o único sobrevivente faz um relato estranho. Depois um velho pescador surge com uma lenda sobre um monstro marinho chamado Gojira. E o tal lagartão resolve dar as caras pouco após, em plena luz do dia. Mas só para dar um "oi". A destruição mesmo ele deixou para depois, em Tóquio. Antes disso um cientista explica que ele provavelmente vivia em uma caverna submarina desde tempos pré-históricos; e testes com bombas atômicas perturbaram o ecossistema do bicho. E aí temos este cientista, o casal de mocinhos e um "cientista maluco" (mas do bem também) tentando salvar o dia; enquanto repórteres, militares e passantes vão descobrindo se existe vida após a morte.

Depois da animação inicial e correria para chegarmos logo no monstro, o filme parece um pouco mais devagar. Mas ainda foi bem animadinho em comparação com outros filmes antigos que eu me lembre. Americanos pelo menos. Acho que esse foi o primeiro filme oriental em P&B que eu vi. [o que me faz lembrar que também estou me devendo assistir Os Sete Samurais.]

Alguns comentários soltos:

- o trio jovem do filme... Não são bons atores. A garota principalmente. Mas nada que perturbe. Perturba mais é o tapa olho do cientista jovem. E todo o drama exagerado em tudo que ele fala.

- A primeira aparição do Godzilla foi bizarra. No mal sentido mesmo. Parecia um boneco de meia. Com direito a olhos que pareciam bolotas de isopor e tudo. Não sei porque ficou tão ruim (vejam!). As demais aparições dele até que foram bem legais. Ah, mas o rugido! Muito bom! E não é ironia.

- Por falar nisso... Maquetes sendo pisoteadas! Senti saudades! Desde os anos 80 que não via uma.

Bem, mas aí depois de muito grito e maquete posta abaixo, eles fazem amizade com o monstro. Não acredita? Clica aqui. Tá, ok, não fazem. Na verdade o Godzilla morre. Eu até pesquisei depois e ao longo dos demais filmes acho que ele morre mais uma ou duas vezes. Uma delas acho que até foi salvando a vida do Godzuki. Ok, não era ele, mas tinha um Godzilla bebê (chamado Minizilla, é sério) que surgiu depois e foi crescendo ao longo dos filmes até virar o Godzilla principal.

E para quem ainda não tivesse entendido toda a indireta anti-horror atômico do filme, ele termina com o pai da mocinha dizendo: Eu não acredito que Gojira seja o último de sua espécie. Se os testes nucleares continuarem... Então, algum dia, em algum outro lugar do mundo, outro Godzilla pode aparecer.

Eu gostei bastante. Apesar de estar bem fora de época, foi um bom filme. Deu até saudades dos tempos toscos de ver Gorgo na TV e gostar! [é por isso que nem reclamo da criançada vendo Sharknado hoje em dia... Toda geração tem a sua tranqueira.]

E segue outra resenha interessante, que fala também um pouco sobre a história por trás do filme: Bad Movie Planet: Gojira. Apesar do nome do site, eles gostaram. A nota do filme foi "1 cerveja", ou seja, dá para ver sóbrio - e nesse site, isso é a nota máxima!

Mas é isso. Excelente sessão dupla (mesmo não tendo sido no mesmo dia). E apesar dos pesares, recomendo que vejam ambos.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Tai Chi 0 / Tai Chi Hero

Nomes originais: 太極之零開始 / 太極2 英雄崛起
Duração:
+/- 3h10min (somados)  --  Ano: 2012  --  Trailer
De: Stephen Fung (de Kung-Fu Hustle)
Com: Yuan Xiaochao (o mocinho), Angelababy (o interesse romântico), Tony Leung Ka Fai (o pai dela), Eddie Peng (o vilão), Mandy Lieu (a vilã), Feng Shaofeng (o irmão da mocinha) e Nikki Hsieh (sua esposa muda).

Antes de mais nada, o 1º trailer do filme que eu vi foi enganoso. Esperava algo mais tradicional para um filme de kung-fu, ainda que um tanto escrachado - afinal, tinha um cara queimando o cosmos dele com olhos acessos à lá avatar Aang e tudo. Mas não lembro mais qual foi o trailer que vi muito tempo atrás (há vários trailers, só perde para a quantidade de cartazes diferentes) [tenho 12 aqui na pasta de rascunho], mas foi essa a impressão que eu tive na época. Agora, isso posto, ainda que não tenha sido uma grande comédia, nem um grande romance, e nem um grande filme de kung-fu [não lembro se tinha romance, mas nos outros 2 pontos, os filmes do Jet Li foram melhores], ainda que não tenha sido grande coisa, foi bem divertido e uma agradável surpresa. Ah, e o filme tem um quê de steampunk também.

Achava que o trailer americano, que linkei outro dia, era meio que zuação, mas não, o filme é mesmo daquele jeito. Um dos trailers do filme, que vi depois do filme em si, o anuncia como uma cruza de Kung-Fu Hustle (bem legal) com Scott Pilgrim (muito bom). Acho que é foi uma comparação merecida.

Vejam, mas sem esperar muitas risadas nem lutas fantásticas. Apenas uma boa diversão para a hora do jantar. Ah, e saiba desde já, o filme não é exatamente parte de uma duologia (?), Tai Chi 0 e Tai Chi Hero são um filme só quebrado em dois. Porque eu digo isso? Porque uma coisa é o filme terminar em aberto... De Volta Para o Futuro 2 obviamente era parte de uma história maior. Não teria como terminar ali (como poderia ter sido feito com o 1º), porque significaria que o personagem principal morreria de velhice em outro tempo sem nunca voltar para casa. Mas a história daquele filme, aquela aventura em específico, fechou. Essa não fecha. Na verdade, extrapolando essa minha lógica, Senhor dos Anéis não é uma trilogia também, é apenas UM filme de 10 horas. [ok, então não sei bem o que estou querendo dizer...] Mas resumindo: você terá que ver o segundo filme e pronto! O primeiro terminou vago demais, praticamente no meio de uma cena, com uma luta prestes a começar e a mocinha com cara de triste. Aceite: é um único filme de 3 horas de duração.

SE o filme terminasse com a mocinha feliz, e aí as pessoas que iriam lutar apenas aparecessem se aproximando, e surgindo a cena do navio... Aí sim, daria a sensação de que aquela história fechou MAS... há uma segunda história que começará logo depois, caso você esteja interessado (novamente, vide De Volta Para o Futuro 2). Esse não, esse terminou com cara de filme quebrado em 2 para caber numa sessão de cinema. Eles foram até filmados simultaneamente.

Falemos algo mais... Os efeitos são bons e as lutas são bem coreogradas. Mas sim, o nem tão bom e nem tão velho Wire-Fu (não conheço uma tradução oficial... Cabo-Fu?) esta lá. Ou seja, as pessoas não caem, elas levitam até o chão. Se bem que isto numa comédia de luta a gente perdoa, nojo deu ver isso de forma muito mal feita em X-Men 3, que já era um filme ruim por si só...Mas não falemos dele. Mas já que o assunto surgiu, para quem gosta de filme de luta oriental e não gosta de gente pendurada em cabos, vejam Chocolate, filme de luta tailandês com um pouquinho de comédia, e tudo ali segue as leis da inércia e gravitação terrestre.

Já a trilha sonora... não se destaca, é boa, mas genérica de filme oriental. Chama só um pouco a atenção tocar tango em algumas cenas [ou é algo oriental que parece muito com tango] Ah, e destaque para o flashback da infância do herói, todo mudo.

A mocinha é bonitinha, mas também nada demais. Isso é legal, tiraria o clima bobinho se fosse algum mulherão (mas ela é modelo, e bem maquiada fica muito bem). Ela parece uma prima mais nova da Zhang Ziyi. A "vilã" é até bem mais bonita. Comentando logo até, ela (a vilã) é até responsável por uma cena que achei meio deslocada no climão comédia infantil quando estava vendo o filme, mas pelo menos deu uma boa motivação para o vilão. Bem, boa até certo ponto. O filme continua sendo só clichê e sem se incomodar com isso.

A história... Não falei da história. Molequinho nasce com o dom de aprender kung-fu só olhando os outros. E um chifre. Chifrinho. Mal aparece. Chamemos ele carinhosamente de... tumor. E quando batem nele, o cara luta muito melhor, mas o cara está gastando o dom dado pelo chifre (que no filme tem um nome pomposo, que já esqueci) [mas continue lendo, isso não faz sentido nenhum nem dentro do filme] e para não morrer, ele precisa aprender um Kung-Fu Interno [que de interno não tem nada, mas segue comigo] que só é ensinado no vilarejo de Chen. Ele vai para lá, e ninguém quer ensiná-lo. Nem é implicância, é que eles não ensinam para ninguém de fora e não se fala mais nisso. Mas o cara fica por lá, apanhando de todos de bom grado, esperando uma chance. Nisso ele acaba estando lá na hora certa, quando surge a chance de ajudar a cidade contra malignos ocidentais que querem passar um ferrovia pelo lugar. Comandados por ninguém menos... que o namorado da mocinha. É... Eu sei que você já sabe o que vai acontecer... [mas e quem disse que era um filme para termos surpresas?]

E aí tudo termina bem (na verdade, nem termina de fato, como disse) e eu só vou terminar essa resenha quando assistir o outro filme. E depois vou procurar o Detetive Dee, do mesmo pessoal, que acabei ficando curioso.

Uma resenha de outro site por enquanto, onde fiquei sabendo que o Shaolin Soccer, igualmente idiota porém legal, também é da mesma galera:
Tor.com: "popcorn fare without any pretentions - and that’s what makes it so much fun."


//*  Fade-in, fade-out. Som de galo fazendo cocoricó e legenda "5 dias depois..." *//


Issaí, pessoal! Urrú! Estamos de volta! Vamos continuar de onde paramos? A galera está animada!!! [meu deus... como eu odeio apresentadores de merda. não se preocupem, nunca repetirei isso. Foi só a 1ª coisa que me veio a mente para recomeçar o texto.]

Diga-se de passagem, talvez a melhor cena de O Cavaleiro Solitário seja o Tonto dizendo "Don't ever do that again!" (mas eu meio que gostei do filme, foi bem... beeeem... mediano, mas não me senti jogando fora 3 horas de vida).

Deixando o faroeste de lado, hora de falar da segunda parte do filme quebrado em dois. Mas temos um problema [bem, eu tenho, mas é você quem está lendo, então você se ferrou junto comigo]. Até a parte escrita "5 dias depois..." eu tinha escrito tudo ao final do 1º filme. Mas depois de começar a ver o 2º filme [que realmente foi 5 dias depois, eu sabia isto de antemão] eu tive que parar, depois fiquei enrolado no trabalho, aí saí de férias, voltei enrolado e, resumindo, hoje são na verdade 70 dias depois! [essa postagem iria entrar no ar em agosto...]

O que eu vi agora foi última hora do 2º filme, então não vou poder dizer muito e estou meio fora do clima. Essa segunda parte é um pouco mais focada na ação, porque a história precisa terminar e a vila onde a mocinha mora precisa ser salva pelo mocinho.

Dando uma olhada nas cenas iniciais agora consegui me localizar um pouco melhor. O sujeito que aparece no final do 1º filme acaba não sendo exatamente o que parecia ser na hora, mas fica sendo meio que um vilão intermediário nos primeiros 40 minutos até o vilão principal voltar para valer, com muito mais armas (e só não vemos uma carnificina em tela por causa do espírito de desenho animado do filme - mas não tem como muita gente não ter morrido ali); e enquanto isso o mocinho finalmente começa a aprender o estilo de luta que ninguém queria ensiná-lo (mas que ele estava aprendendo só de tanto apanhar); e somos apresentados à uma lenda envolvendo um sino que surge meio que do nada, só para dar assunto à primeira metade desta segunda metade da história.

Por falar nisso, acabei de descobrir que a idéia é (ou era) fazer uma trilogia [Ô, MANIA desgraçada!!!], o que pode explicar o final meio estranho que o vilão teve. Mas desta vez o filme termina, então se não tiver terceiro filme, fecha redondo. Tanto que eu vi o final do 2º sem saber disso e não senti falta de nada. Achei que o destino do vilão seria só uma forma mais escrachada de mostrar que ele não só se ferrou, mas se ferrou bonito! Já agora, acho que ele não se ferrou realmente, e está sendo preparado para voltar realmente à altura de encarar o mocinho no terceiro filme. [se houver]
O terceiro filme ainda não tem data mas, em tese, chamar-se-á Tai Chi Summit.
[depois de Tai Chi Zero e Hero, esperava mais um que rimasse]

Mas então, é isso. Temos menos humor e menos cenas com efeitos amalucados, mas temos mais romance e mais ação. E temos uma ótima luta dentro de uma cozinha. O final (?) é que pode soar meio abrupto, já que não teve nenhum sacrifício, nenhuma mega-luta entre o mocinho e seu antagonista, sem explosões à lá Michael Bay, nenhum giga-mecha-steampunk e nenhum beijo apaixonado... Na verdade, depois de tudo que aconteceu, o final foi bem rápido e "realista". Se você fizer muita questão de saber, foi isso: o príncipe é envolvido e acredita no mocinho após ter o caráter dele atestado por um homem de confiança, investiga o caso, liberta quem foi injustamente preso, a ferrovia passa por outro caminho e eles voltam para casa com a ficha limpa. Mas tudo acontece nos 3 minutos finais. Então você não se sentirá de repente assistindo a um episódio de Law & Order. [nunca vi essa joça, sou do tempo do Tiro Certo e Dama de Ouro]

E não lembro mais que fim levou a história do chifrinho mas, nesta 1 hora final que vi hoje, eu até tinha esquecido completamente que ele existia. Lembrei só quando revi os trailers e os cartazes para concluir a postagem.

O veredito final é que continuou sendo uma boa (mas não excelente) diversão descompromissada, que até pode não prender a atenção para quem estava atrás de só kung-fu, ou de um romance, ou comédia, ou steampunk, ou uma boa ambientação histórica... Falando assim, o filme não fez nada direito, mas é uma boa besteirinha (mesmo que tenha mais de 3 horas) para uma semana sem grandes planos cinematográficos.
E se você não entrar muito no clima mas não desistir de cara, assista como se fosse uma minissérie de repente. Uns 40 minutos por dia, antes de ir dormir, durante uma ou duas semanas. [só não faça como eu, que levei 2 meses e meio]

E agora, mais três resenhas para vocês.
Uma sobre o segundo filme, onde o sujeito elogia bastante o desenvolvimento dos personagens, as interpretações, e etc:

Twitch: "Fung has certainly scored as many hits as he has misses, if he can somehow filter those out for round three, the final instalment of Tai Chi could still prove to be something special."

E duas que achei bem legais, de um mesmo site, onde o sujeito esculacha tudo o que a acima elogia. Mas eu gostei delas, são bem escritas, embasadas, tudo faz sentido e, por mais que eu tenha gostado dos filmes, tive que concordar com quase tudo dito:

The Galactic Pillow:
"The Taichi series was certainly ambitious but the results are oh so dire that there really isn’t much to recommend in either film and I seriously doubt the planned third film will somehow redeem the entire trilogy."  --  Resenha do 1º filme  --  E do 2º.

Agora é com vocês. Decidam aí. ["Porque o final... VOCÊ DECIDE!"] [ô, citação ridícula e fora de hora... mas não teve como não lembrar dela agora]

Ah, esbarrei nisso. Um tipo de clipe musical / vide promocional / bastidores. Interessante:
《太極1從零開始》中文宣傳曲"太極不急" Lollipop F熱血獻唱!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

13 Assassinos

E Godzilla 2000 também.

Nome original: 十三人の刺客 / Jusan-nin no Shikaku
Duração: 2h6min (ou 2h21min, não sei qual versão eu vi)
País: Japão/Inglaterra  --  Ano: 2010  --  Trailer
De: Takashi Miike  --  Com: Koji Yakusho, Takayuki Yamada, Yusuke Iseya, Masachika Ichimura e Goro Inagaki.

Esse é um daqueles filmes que eu queria conseguir descrever direito ou falar demoradamente. Parece que meu cérebro é mais pop do que eu gostaria. Bem, na falta da capacidade de fazer referências e alusões à grandes clássicos de samurais em P&B, contexto histórico e etc... falemos rapidamente.

Importante: o filme começa devagar e de forma meio confusa. Até você se acostumar com quem é quem, e do que eles estão falando... eu levei algum tempo. E não ajuda todos terem o mesmo penteado e usarem roupas iguais na mesma cor. Mas eu também não me esforcei muito, sabia que o filme tinha mais de 2 horas e que talvez (talvez!) se eu deixasse passar algo logo nas primeiras conversas do filme, provavelmente não faria falta ou eu pegaria depois. Foi arriscado, mas deu certo. Mas evite ir ao cinema com sono (eu fui). Depois de 40 minutos o olho começou a pesar. Nem foi culpa do filme, mas ficar numa sala escura, com ar-condicionado, e com um filme ainda meio devagar, não ajudou. Só para saberem.

Mas se vocês não forem com sono nem se chatearem de não entender logo de cara as conversas, fiquem tranqüilos: tudo vai dar certo. Eu vi esse filme sem nem ter visto o trailer. Nem sabia que existia, aí li a vaga resenha do Bonequinho do O Globo e pensei "Ih, samurais. Legal! Vou ver." [meu cérebro é bem prático]

A história: o irmão do xogum (Lorde Naritsugu) anda por aí matando, estuprando e mutilando quando dá na telha. Sabe como é... tá um tédio... vamos amarrar e flechar algumas pessoas para passar o tempo. Sem conseguir uma solução dentro da lei e dos bons costumes, só sobra ao governante local (Doi Toshitsura) pedir a um amigo, samurai aposentado, que uma solução "paralela" seja tomada - simplificando: matar o filha-da-puta. Mas não é só de raivinha, eles sabem que se o sujeito algum dia chegar ao poder, ou simplesmente continuar agindo do jeito que age, em algum momento isso dará em guerra. O samurai (Shinzaemon) então pede ajuda a outros amigos, clãs, e subordinados, para formarem um grupo pequeno e elimarem o dondoco o quanto antes. No final, fica um grupo de... adivinhem quantos?! Ahá, erraram. De 12.
O 13º aparece depois, meio que por acaso, e se une ao grupo.

O filme leva cerca de 1 hora ambientando e na preparação, uns 30 minutos de "chegou a hora", e depois 40 minutos de luta sem parar. Parece muito, mas é muita gente para matar. Na hora você nem sente. É nessa parte do filme que alguns personagens meio mudos arranjam algo para falar até. E até a parte da preparação, por mais que pareça longo 1 hora e meia de planos e convites, passa rápido. O diretor desse filme é daqueles que fazem filmes sem parar, uns 3 ou 4 por ano (tenho que ver mais filmes dele por falar nisso), então o cara já deve ter a manha de como não te cansar.

E é isso, seguem resenhas dos outros, que sabem escrever melhor do que eu:
Café e Conversa - Crítica Daquele Filme - Adoro Cinema - PlayTV - Cinema na Rede

E uma entrevista rápida mas interessante com o diretor:
Eastern Kicks - Takashi Miike interview for 13 Assassins


E aproveitando a postagem sobre filme oriental, numa nota quase totalmente descorrelata, vi Godzilla 2000 no dia seguinte. Estava procurando uma cena de um filme no Youtube e, não achando, lembrei de um site anunciado no Jovem Nerd: o Crackle. Até vi depois que eles agora têm comercial na TV, mas na hora tive que ir no Google para lembrar o nome. Então, comentários rápidos sobre ambos:

- o site:
achei legal, não tem muitos filmes ainda, mas é extremamente prático de usar, sem nenhum tipo de cadastro ou anúncios. [como este site ganha dinheiro!?] É clicar e começar a ver. E vi o filme inteiro sem tremeliques na imagem nem paradas para carregamento fora de hora (o site tem algumas paradas programadas, mas foram tão rápidas que nem faziam diferença), e vi o filme assim não numa conexão absurda de 10 ou 20 megas [com S!!! o substituto segue a regra dos substituídos!] mas sim numa de 1 MB e, para piorar, numa conexão sem fio a 20 metros do transmissor capenga. Ainda não substitui uma TV a cabo, locadora ou cinema, mas é uma opção de passatempo.

- o filme:
sinceramente, é ruim. Pode ver você para checar. Comecei a ver achando que era o filme em que o Godzila japonês enfia a porrada no Godzila americano, mas logo no começo parei para pesquisar e esse seria o Godzilla Final Wars (e a tal cena nem é grande coisa, vejam aqui). Mas mesmo sendo ruim... sei lá... é o Godzila! Fazia tempo que não via um filme dele. Vi tranquilamente até o final sem sentir que estava fazendo um esforço. E a dublagem americana deu um certo humor ao filme também (geralmente involuntário, mas duvido que no original o editor do jornal tenha exclamando "Great Caesar's ghost!"). A história é a seguinte: tem um cientista que quer matar o Godzila e outro quer estudá-lo; mas, em paralelo, eles acham um antigo meteoro no fundo do mar que descobrem ser uma nave espacial. A nave obviamente é maligna e acaba gerando um monstro. E quem poderá nos salvar?! Espectr... Godzila!! (o fato dele, depois de salvar o mundo, destruir meia Tóquio só para mostrar "Eu sou O Cara!", é irrelevante)

Para quem se interessar, achei uma análise detalhada do filme aqui:
Toho Kingdom - Godzilla 2000: Millennium

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dragon Head

Post curto, é só para constar e ter mais um lugar em português falando sobre o filme.

Nome original: ドラゴンヘッド / Doragon Heddo
Trailer (não vejam ainda, continuem lendo)
Duração: 2h02min  --  Ano: 2003  --  País: Japão
De: Joji Iida (飯田譲治) --  Com: Satoshi Tsumabuki (妻夫木聡) e Sayaka Kanda (神田沙也加). E outros, mas você não vai nem lembrar o nome dos 2 principais mesmo...
Viu? Já esqueceu!
A propósito, a Sakaya é a cantora. A vivo aqui e aqui. [alguém aí que seja nerd de j-pop... me explica aí a outra cantora chorando no primeiro vídeo, e o que diabos é o segundo? super-fofo. rs!]

Resolvi ver o filme após esta postagem aqui: Cinema ao Sol Nascente: Doragon heddo [mas não lembro como fui parar lá...] Não li a resenha toda antes de ver o filme, para não estragar nenhuma surpresa, mas já fica aqui a recomendação que está lá: não veja o trailer. Parece feito por um brasileiro, a porcaria do trailer conta o filme todo, praticamente na mesma ordem. Só não parece totalmente um trailer brasileiro pois é curto. Mas fora isso...

Se querem entender o que eu digo, vejam o trailer do Vôo da Fênix. Não é um trailer, é um resumo do filme. [por mais que o próprio nome do filme já entregue o final, o trailer podia ter sido melhor] Na verdade, até o poster do Dragon Head é meio 'spoilerento', mas não queria deixar a postagem sem o poster... É bom pra chamar a atenção! E aí você lê a opinião do cara acima (em português), e resolve assistir o filme. Missão cumprida. [a propósito, caso alguém note, a imagem não é mesmo do poster, não achei uma boa imagem (só essa), então editei a capa do DVD para ficar parecido]

Comentários rápidos: Sim, é longo. Sim, é lento. Mas prende a atenção se você não for nenhum maníaco hiperativo. Vendo as imagens na postagem acima eu sabia que o filme teria cenas externas. Mas no começo do filme, com 40 minutos deles presos num túnel, eu achei que o filme inteiro se passaria ali... e estava tudo bem por mim. Cogitei que as cenas externas seriam ao final... aquela coisa meio final de episódio de Além da Imaginação: " Veja, surgiu uma abertura. Vamos sair. ESTAMOS SALVOS! Estamos salv..... Oh-oh, o mundo acabou. " 
Outra coisa interessante de se saber: o filme é baseado num quadrinho [ok, ok... num seinen mangá!, melhorou?] de mesmo nome (link). Que tem início, meio e fim, então pode dar seu jeito de ler também se você gostar muito da história. Mas já aviso que lá você não saberá muita coisa mais do que já soube no filme. Uma ou outra sobre a geopolítica, mas não sobre os personagens, e menos ainda sobre o final. [eu chequei! rs.] E ser baseado em quadrinho explica o estilo meio episódico da história.

Ah, resumo relâmpago da história: bando de alunos num trem e, ao passarem por um túnel, alguma desgraça acontece. O filme começa com o túnel desabado e 3 sobreviventes acordando: um casal e outro moleque que fica meio surtado. Depois de um tempo presos lá eles escapam para a superfície e descobrem que, seja lá o que aconteceu, não apenas derrubou o túnel onde passavam, mas destruiu boa parte do Japão (e talvez do mundo). Daí em diante eles precisam se virar para chegar a Tóquio, onde imaginam que a situação seja um pouco melhor, através de um ambiente apocalíptico e uma sociedade que rapidamente descambou.

Podem ler também a resenha que linkei no alto, concordo com quase tudo lá e fala um pouco mais sem entregar quase nada.

Vale o passatempo se estiverem no clima. Mas caso não, guardem o nome para depois.