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sábado, 9 de agosto de 2014

Estantes para livros x Brasil

Preciso comprar estantes para livros. Chega uma hora que não adianta mais colocar livros em 3 "camadas" (isto é: livros na frente de livros que já estavam na frente de livros), nem ocupar todas as prateleira da casa [enfeitinhos e fotos, foram todos para caixas de sapato], a parte de cima da torre do computador, a tábua de passar roupa, e a mesa da sala (mesmo porque, nesses últimos casos os livros ficam deitados, e eu não gosto disso, deforma).

Já faz algum tempo que estava pesquisando e não achava nada. NADA! Nem cara existe por aí. Estantes para MUITOS livros, eu quero dizer. Para poucos tem os modelos bobinhos de sempre [de quem tem 5 livros na estante, só leu 1, e não joga todos fora porque fica legal esteticamente]. Pelo jeito só mandando fazer. Ou se contentar em comprar várias padronizadas (e caras, mesmo sendo vagabundas e não ajustáveis) e ir colocando lado a lado. Ou comprar de metal ou aquelas coloridas de biblioteca pública.

Esbarrei com este texto agora, de 2012:
Triste realidade brasileira: não há estantes de livros à venda - porque as pessoas não têm livros em casa.

Pois é. Não tem. E aí eu resolvi fazer o teste que o cara fez e fui na IKEA. E estava lá, na primeira página, entre os primeiros resultados, uma estante lisa, alta, de madeira e com prateleiras ajustáveis. Simples e eficiente. Do tipo que qualquer dono de livro pensaria como o modelo óbvio. Se eu morasse nos EUA, teria comprado agora, na mesma hora, 2 ou 3 delas (provavelmente duas + prateleiras adicionais, e mais umas duas sem esquina, para colocar ao lado).

Se alguém quiser trazer na bagagem, de presente, é essa abaixo. Ou pelo menos fica a recomendação. Estante Billy (cód. 290.204.70) [putz, aqui é impossível achar uma boa estante para comprar, já lá é algo tão desdenhoso, que a estante se chama BILLY!, como se fosse um molequinho remelento...]


Tem horas que é chato ser do terceiro-mundo... [e nem somos thundercats nem nada...]. Porra IKEA! Site nacional!! [chequei, e não seria impossível comprar lá para entregar aqui... a Ikea não faz, mas teria como... O problema é que eu já sinto um aperto no peito quanto preciso pagar mais de $20 dólares de envio de livros que custam $5... Pagar $415 na estante + $660 no envio... x3! Estou sentindo o miocárdio fechar só de digitar isso. Não vai acontecer. Terei que comprar algum modelo vagabundo e criar novos buracos nela eu mesmo...]

Bem, essa postagem é 90% inútil, mas eu precisava desabafar.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Bienal do Livro 2013

Acho que não vou mais na Bienal. Por mais que eu goste de livros, nunca fui de ir lá. Fui numa muito tempo atrás, criança ou adolescente ainda, e fui nas duas últimas. O motivo de ir em tão poucas nem foi falta de vontade, só motivos aleatórios mesmo.

Porque a reclamação então? É que a última já não tinha me empolgado tanto. E essa agora empolgou menos. Vamos ao longo texto agora... [poder de síntese é algo que eu não tenho]

Minhas impressões sobre a Bienal do Rio 2013.

Variedade. Fiquei com a mesma sensação nas duas últimas que eu fui: com a impressão de que 1/3 de todo o lugar era de livros infantis, e mesmo os lugares genéricos ou baias do tipo "super saldão" o que mais tinha era coisa para criança - se muito, também para a geração Crepúsculo ou Rangers. O outro terço do lugar parecia tomado por livros religiosos [cacete! vi até um estande, pequeno, mas mesmo assim, específico para livros do L. Ron Hubbard, o pai daquela seita de retardados, chamada Cientologia] - e uma parte deste terço por algumas coisas muito específicas, que resolvi jogar no mesmo saco, como livros de Direito ou para concursos públicos. E finalmente, o que sobra... É aquilo que já vi ou vejo todo o tempo em todos os lugares. E geralmente por preços muito parecidos do mundo externo.

Agora... Escrevendo isso, eu comecei a me achar muito maléfico... Porque estou pensando aqui... E não teria como ser diferente. O que foi que eu não vi lá? Na verdade, acho que vi tudo que temos mesmo. O nosso mercado editorial é praticamente isso e acabou. Mas consigo pensar em algumas coisas que não vi por lá... Uma livraria que eu gosto no conceito, apesar de praticamente nunca comprar nada nela é a Blooks, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Muitos quadrinhos adultos, livros de arte, biografias, história mundial, política, até literatura de cordel já vi por lá. Eu me sinto até mais inteligente andando nela [e aí eu não compro nada e me lembro que de "cult" eu só tenho o jeitão, meu gosto é nerd do tipo menos popular, mas, não obstante, é pop]. Não vi nada parecido na Bienal. Até vi uns livros de arte lá e deu até pena das pessoas que estavam trabalhando ali. Deviam estar morrendo de tédio. Em compensação, nunca vi uma Saraiva tão cheia, e os preços mal tinham desconto...

A Livraria da Travessa ou a Livraria Cultura, por exemplos, a primeira até estava lá, mas praticamente invisível e sem a variedade costumeira, e a Cultura, que eu nem gosto tanto, mas sempre tem excelentes livros importados, nem estava. Já o Submarino estava. Pô, como assim?, se vale qualquer coisa que venda livro, na próxima terá estandes das Lojas Americanas e das Casas Bahia.

Mas então... Nosso mercado editorial, no geral, é mesmo uma coisa muito sem graça. Livro para criançada e aborrecentes e um pouquinho genérico para o resto. Na de 2011 pelo menos eu batia o olho em muita coisa que eu nunca tinha visto, pegava, e aí não me interessava. Mas tinha um pouco de novidade. Anotei alguns nomes para conferir depois na Internet até (que não sou louco de comprar qualquer coisa, só porque a capa e a descrição são legais). Essa... Não aconteceu. Ou a coisa tá feia, ou eu estou ficando muito exigente.

Agora, eu continuo pensando aqui... [de vez em quando é bom] E acho que posso reclamar deles sim. Alguma coisa tem que ser repensada para não ficar só uma baita repetição de livros iguais em tudo que é canto. A desgraça é que para fazer como seria perfeito, teria que ser tudo uma única coisa gigante, e aí nenhum vendedor conseguiria separar os livros dele dos outros e não daria certo... [hummm... eles deveriam colar etiquetas, e depois, pelo código de barras a organização do evento saberia o valor a repassar de cada uma] Nunca vai acontecer. Como foi, foi só como ir em um monte de site, só que ao vivo, e toda hora olhar os mesmos livros. E nem dava vontade de ficar comparando, porque eu não iria reatravessar o lugar todo de novo por causa de uns R$ 3.

Chamarizes e afins. Eu achei que tinham poucos, e 90% só para crianças. Eram só um monte de baias com um monte de livro. Um das editoras tinha um boneco do God of War em tamanho quase natural. Eu não gosto, mas ok, that's what I'm talking about! [that's what she said] Outra exceção (que agora estou na dúvida e acho que foi no mesmo lugar) foi um cartaz anunciando um livro do jogo Bioshock (não sabia que tinha livro). Até dei uma olhada, se estivesse a mão teria folheado. Mas chamava a atenção pelo menos. Tem o 1º capítulo disponível em inglês no site da Tor, conferirei. Ponto para a Bienal. É para isso que ela deveria servir, e não só ser um shopping.
A Panini era chamativa, mas deve ter sido mais porque o logotipo dela é amarelo do que qualquer outra coisa. Tinham umas pessoas fantasiadas (uma garota de cabelo roxo, desconheço o personagem). Mas não achei suficiente. Tinha que ter um dinossauro com 8 metros de altura em algum lugar. Sei lá.

A Devir, que é uma das salvações nerds nacionais, com muita coisa de FC, eu não vi nenhum deles lá. Nenhum dos livros, nenhum cartaz que desviasse o olhar. Não sei. Pareceu tudo meio feito de má vontade. "Deixa tudo aí, que o pessoal olha e se quiserem eles compram." (estou falando das exposição como um todo, e não da Devir).

Falando em FC até, senti falta da galera alternativa (ou tinha, mas estava escondido ou já tinha acabado). Cadê os livros da Estronho? Putz! Taí... Livraria Cultura nada, eu vou começar a olhar a Bienal com bons olhos de novo no dia que a Estronho tiver um estande. Porque as meninas precisam ler Instrumentos Mortais? Porque não Insanas... elas matam! ou SteamPink? Pelo menos os Kaori da Giulia Moon estavam lá.
E ao lado da Estronho, outro estande com os livros da Editora Draco (que acho que tinha em 2011) e da Argonautas. Eu nem gostei de nada do que li até agora da Não Editora, mas é outra que também poderia estar por lá. E não vi livros da Editora 34 desta vez. (mas neste caso, é até possível que estivesse lá sim, escondido em algum canto dos estandes tediosos).

Outra exceção, o estande da Zahar. Esse tinha muita coisa legal e BEM ARRUMADA, de forma que você batia o olho e pensava "Opa, deixa eu ver que parede é aquela." Só comprei 2 livros na Bienal, um deles eu já sabia que iria comprar, para pelo menos aproveitar o preço, e outro eu comprei na Zahar, completamente de surpresa, nem conhecia o livro - Contos de Fadas, Edição comentada e ilustrada - que estava numa promoção absurda (na verdade, o preço normal dele é que é absurdamente caro, mas isso é reclamação para outro dia). Fará par com a minha edição comentada do Alice, que lá também custava 3 vezes menos do que paguei...

Mudando de assunto, lembrar da Zahar (a melhor surpresa) me fez lembrar de uma decepção. O estande da Estante Virtual. Ok, nada no site dizia que teria livros lá. E, como o próprio nome diz, é uma livraria VIRTUAL. Mas cacete... Você está no site da Estante Virtual, e tem um anúncio te convidando para conhecer o estande deles lá, e aí você chega lá, e são computadores para visitar o site!! Traças me mordam! No site eu já estava!!! Eu não devia ter imaginado que teriam livros lá [virtual! virtual!], mas imaginei. Meu cérebro não concebeu a possibilidade do convite ser completamente ilógico.
Não sei, de repente eles podiam ter feito alguma parceria com alguns sebos e, pelo menos 1 vez por ano, não serem virtuais. Há muitos livros que os sebos têm que não estão cadastrados no site. Seria a chance de achar um desses.
Tinha uma fila lá, com um desafio: você tinha 1 minuto para achar um livro que eles não tinham. Se fosse menor, eu teria entrado. Nem precisaria de prêmio (não sei se tinha, e fiquei com preguiça de perguntar), mas justamente torcendo para eles terem livros ao vivo, ou mesmo algum outro estande-sebo (tinha 1), eu já tinha na minha carteira uma relação de 6 livros antigos, nacionais, que eu não acho a venda. Nem com eles. Seria legal, nem que fosse para ver a desculpa que seria criada ("ah, cof, cof, é que o desafio é para livros... a partir do ano tal! É isso! Pronto."). Mas fica chateado não, Estante Virtual, eu ainda amo vocês. [eles não têm culpa de eu ter imaginado algo contrário ao próprio nome deles. rs!]

E o sebo que tinha, infelizmente, era bem pequeno com bem pouca coisa. Tinham uns outros saldões lá, com alguns livros usados até, mas só coisa recente. E se algum dia alguém me vir comprando A Cabana ou 50 Tons de Cinza, chama o padre e me amarra... Que é possessão!

Por falar em sebo, os preços. Se você vai comprar muita coisa, algumas editoras tinham bons descontos, então, ok, vale mesmo a pena. Mas no final, eu comprei só 2 livros por falta de coisa interessante (ou que tenha me interessado na hora) e o que eu gastei com ingresso [ah, tenho que falar dele depois], pedágio, gasolina e estacionamento, zerou a vantagem e acabou ficando só pelo passeio. Isso pensando nos livros que tinham desconto. Um conhecido meu viu livro velho do Harry Potter por quase R$ 60. Na Devir eu vi Astro City por quase R$ 50 (tecnicamente, esse não está caro, é o velho problema acima, o preço normal é que é alto), mas o divertido deste é que eu vi a mesma revista lá em 2011. Ou seja, até hoje eles têm Astro City parcialmente (porque não são todos os volumes) em estoque mas ainda tentam vender pelo preço de coisa nova. Se ainda estivesse completo ou fosse uma raridade muito procurada... Mas pelo jeito não é. Vendessem por R$ 15 e eu comprava [eu tenho as americanas, não tenho a nacional justamente porque não quero ter pelo meio. Ou tudo ou nada.]. Mas dois gibis por R$ 100? Nem pensar.

Agora, o ingresso. Eu fui num momento menos tumultuado (2ª feira, depois do almoço), mas mesmo assim fiquei com medo de pegar fila, e resolvi comprar pela internet. Já começa que o site de vendas [que eu esqueci o nome e não vou pesquisar, só de birra com eles] já é meio estranho. Depois de comprar o ingresso eu fiquei sem saber "E agora?". A tela nem dizia que eu ia receber um email nem nada. Estava esperando que o que eu tinha que imprimir fosse aparecer ali. E não ir no email ou voltar para a tela inicial e pesquisar pedidos feitos. Tive que ir no FAQ e por um rápido momento até achei que eles mandariam pelos Correios... Não foi não, o site funciona, mas é meio esquisitinho.

Então, malandro..., comprei pela internet, fui na entrada com o treco impresso e aí... Mandam-me para um canto, que eu disse que lá era a entrada para professores, mas me mandaram para lá mesmo assim. Lá me mandaram para o lado oposto, ao guichê preferencial para a troca dos ingressos comprados pela internet [porra, eu compro um 'evitador de fila', para então ter que entrar numa vila, para trocar o meu papel por outro, que eles rasgam e pronto?]; lá não tinha ninguém, mas do lado era o guichê dos idosos. Bem, preferencial é preferencial, então fiquei lá. Mas os velhinhos estavam demorando e o cara que me mandou para o 2º lugar me viu ali e falou para ir numa caixa normal. Eu fui, eles não podiam me atender, porque isso de ingresso pela internet era com a pessoa que tratava disso. E me explicaram onde era. Lá fui eu pro 4º lugar. Que era o lugar errado, a mulher mandou eu voltar e explicar para eles que eu tinha comprado pela internet. Quando eu disse para ela que isso eu já tinha feito, ela mandou eu procurar a encarregada. Que aí me levou mesmo para a fila dos idosos.

Eu fui bem atendido por todos. Nenhuma reclamação quanto ao tratamento. Mas PQP! Se o evento te dá a opção de comprar pela internet e imprimir o treco, não é para eu ter que ficar procurando guichê e entrar numa fila. Num canto. Sem ninguém atendendo. Pelo menos expliquem no site o que é para você fazer. Eu teria entrado mais rapidamente no lugar pegando a fila normal - que até que estava curta.

Ah, não vá com fome. Isso eu já esperava - por isso que fui depois do almoço, contudo, um pastel de carne por R$ 6? Eu tive que rir. Com o dobro do tamanho e da carne, e se bobear até com menos óleo, isso custa R$ 1,50 em qualquer chinês. Com mais R$ 1 ainda bebe-se caldo-de-cana. [ok, eu posso estar meio defasado de valores, mas uma coisa é certa, pastel + caldo, juntos, custam menos que R$ 6, eu como isso com relativa freqüência, e se não lembro o preço é porque é mesmo barato]

Com todos os problemas, para a garotada jovem ainda é um baita negócio. [eu ainda tenho alguns livros da minha primeira ida na Bienal] Acho que nem para eles a variedade de coisas era boa, mas qualquer coisa que incentive a leitura é bem-vinda. Mas se você passou dos 30 e é nerd... Buscapé, Bookfinder (ou o AddALL), Google e o Estante Virtual [no site, e não lá] valem mais a pena.
Veredicto: vou passar a dar ênfase às Feiras da Providência. Comprar carrancas, doces esquisitos, quem sabe até um CD de música típica andina...
Sairei do Riocentro mais satisfeito.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Últimas Compras - as primeiras de 2013

Essa série de postagens "Últimas Compras", que também poderia ser chamada de "Não sei quando vou ler e se algum dia vou resenhar, isso se o blog ainda existir até lá. Então deixem eu comentar umas besteiras logo!" estava parada faz muito tempo. Tenho várias postagens em rascunho pelo meio... Mas vou tentar ressuscitar isso em 2013.

Então vamos nessa! Janeiro e Fevereiro:

:: LIVROS

Coleção SOS Ficção Científica, de vários autores - Cedibra
Essa já teve uma postagem-introdução, uma postagem-ócio e em breve [sabe deus quando] uma postagem-homenagem. Então não falarei dela. Mas a busca continua! Faltam poucos livros para completar os 87!

Trilhas do Tempo, de Jorge Luiz Calife - Devir
Eu li os 2 primeiros livros da Trilogia Padrões de Contato. Nunca li o terceiro porque não vi por acaso em nenhum sebo, e também acabei não indo atrás. Não lembro muito do segundo, mas o primeiro foi só legal. Gostei dos saltos temporais da história. Mas como também não foram ruins, então estava no plano terminar de lê-los algum dia. Quando saiu a trilogia pela Devir, comprei. E quando saiu o Ângela Entre Dois Mundos, comprei também. Não li ainda, mas algo que me chateou no Ângela é que o visual puramente sci-fi da primeira capa, ficou com um jeitão de quadrinho, com a menina desenhada. Não me entendam mal, super bem desenhado, gostei da nave e a Ângela é bonitinha!, mas sei lá... não sou muito fã de capas de FC com rostos. E se é para ser desenhado, prefiro algo mais rabiscado ou num estilo mais Alex Ross.

Tudo isso foi para dizer que... Se não fosse do Calife... "O Clarke brasileiro"... Eu talvez não comprasse um livro com a capa deste Trilhas. Foi mal Vargas! (o desenhista)
São a Trinity, a Buffy e a Bloodrayne [estou zuando, mas lembrou] naquela tradicional pose de "Quero mostrar o rosto, mas saca só a minha bunda!", as três esperando por um gigantesco pênis voador.

DEPOIS... descobri que foi proposital (Diário do Vale). Ok... Então... Bom trabalho! rs!
Então, galerinha, desabafo posto, se você também olhou torto pra capa erótica/juvenil, saibam que não foi por apelação pura! E, ora!, é o Calife, cacetes siderais! Isso é o suficiente para validar a compra.

A propósito, depois do escrito acima li esse link no Europa SF. Texto do Roberto de Sousa Causo. Fui parar num site europeu para ler algo de um brasileiro, mas ok, tá valendo. Talvez até valendo mais do que se fosse de um europeu que eu não tenha motivos para respeitar. O Causo tem moral. E ele acabou confirmando a razão do por que eu gosto do Calife mas nem tanto das histórias dele: o cara parece mesmo o Clarke! Não era só impressão minha. E eu não sou muito fã do Clarke. Gostava do cara... Mas as histórias dele nunca deram aquele tcham no meu cérebro que o Asimov, Brown ou Lovecraft conseguiram com certa facilidade. Mas que venham mais. [e eu tenho que achar o Sereias para comprar]

Mutts, os Vira-Latas, de Patrick Mcdonnell - Devir
Porque nem só de tirinhas do Dilbert, Garfield, Calvin, Get Fuzzy, Lenore, XKCD ou Dork Tower vive um homem.
O problema é só que a Devir nunca lançou o resto da coleção. Só esse primeiro. São tirinhas mostrando o dia-a-dia de um cão normal (Duque) e um gato sacana (Chuchu). O humor das tirinhas é bem... clássico! Old School, se preferir. Não sei como chamar de antiquado sem parecer uma reclamação. Entre ter começado essa postagem e a revisão do texto [que estou fazendo agora, aumentando várias coisas também], já li. E é bom. Não tem o cinismo ou a nerdice das outras tirinhas que citei, mas é bem legal, só podia ser mais grosso também. [o "também" fará sentido lendo o livro seguinte]

Níquel Náusea: Com Mil Demônios, de Fernando Gonsales - Devir
Adoro essas tirinhas. Estava lá na Devir, comprando o Calife... E além do Mutts comprei a 1ª coletânea delas. O problema: eu sempre achei elas meio caras... Então fiquei enrolando até agora para comprar. E agora que comprei... Putz! É muito fina! Míseras 48 páginas. Colorido, de excelente qualidade, mas são cerca de 230 tirinhas por R$ 24. Um livro do Dilbert, que só muda que o papel é fosco ao invés de brilhante (mas dane-se), sai por US$ 11, com 50% mais tirinhas. Ou o "Custo Brasil" pegou pesado... Ou o bateu olho grande por lucro forte! Na mesma Devir, Sin City ou Astro City [foda! e mega-foda!] custam menos que o dobro. Tem algo errado nessa matemática.
Acho que vou esperar o Gonsales morrer e comprar o capa-dura, com a obra completa.
Dica para a Devir: impressão colorida sim, mas não precisa ser papel-couchê.

Ficção de Polpa: Aventura!, org. por Samir Machado - Não Editora
Acabei nunca voltando na série (e também nunca terminei as Imaginários), mas mesmo não tendo ficado muito fã dos livros do Samir [bem, só li 1 até agora], e mesmo aventura não sendo muito meu estilo... Eu detesto não ter a série completa. Deve ser algum tipo de TOC. [eu prefiro o termo "colecionador"] E nunca se sabe, pode ser bom.
Parafraseando o comercial... "FC não tem. Tem aventura. Pode ser?" [mas nesse caso em específico... se só tiver Pepsi, eu peço uma Soda] [até Simba seria melhor]

O Cordeiro - O Evangelho Segundo Biff, o Brother de Infância de Cristo
(Lamb: The Gospel According to Biff, Christ's Childhood Pal), de Christopher Moore - Bertrand Brasil
Não sei o que esperar desse livro. Estava na dúvida sobre comprá-lo faz muito tempo. Zuações com o Cristianismo são sempre bem-vindas (e com outras religiões também) [pô, eu respeito todas, mas não quer dizer que não ache graça de quando sacaneiam suas falhas e dogmas mal-explicados], mas as vezes as piadas são complexas demais, feitas para pessoas que passaram anos estudando teologia [e só serão entendidas por cátedras religiosos]; ou dignas de um Zorra Total [tão ruins que você se arrepende de ter televisão em casa]. Minha esperança é que o livro fique num meio-termo decente.
O título do livro é tudo que sei da história dele.

Alice - Edição Comentada (The Annotated Alice: The Definitive Edition), de Lewis Carroll, comentado por Martin Gardner - Ed. Zahar
Esse ano vou jogar o American McGee's Alice 2: Madness Returns... Mas resolvi que vou ler o livro antes. Não só para finalmente pegar todas as referências à história original, como também para tomar vergonha na cara, porque eu já devia ter lido isso. Achei o livro meio caro e, sendo da Zahar, esperava que fosse capa dura, mas é a minha velha lógica para esses casos: "Já gastei mais que isso para coisas que valiam menos!". E com todas as vantagens dessa edição (comentários, ilustrações, etc - exceto a capa, que é muito feia), eu me recusaria a comprar qualquer outra versão agora de qualquer jeito.
A história... Pô, me recuso. Fica só o comentário de que além do "As Aventuras de Alice no País das Maravilhas" o livro também inclui o "Alice Através do Espelho e O Que Ela Encontrou Por Lá".

14, de Peter Clines - Permuted Press
O enredo me fez pensar rapidamente no Delicatessen, mas acho que só porque é um prédio com gente esquisita em algo pós-apocalíptico. Acho que o que me convenceu a ler foi a parte da chamada que fala em baratas mutantes! Você precisa de mais do que isso? São baratas! Mutantes!
Vamos ver no que dá.

Pesadelos e Paisagens Noturnas (Nightmares & Dreamscapes), de Stephen King - Objetiva
Nunca me interessei muito em ler Stephen King. Mas milhões de pessoas não podem estar assim tão erradas. E até que a série Torre Negra (que ainda não terminei) é bem interessante. Então resolvi comprar esse, que saiu em 2 volumes, que são vários contos curtos do cara. Se a maioria me agradar, de repente começo a comprar mais livros dele.

Third Shift: Pact, de Hugh Howey
Ainda nem comecei a ler Wool, mas o que li sobre os livros até o momento me convenceu. Estou comprando todos os livros desse cara no mesmo universo. Quatro até o momento (8, se levar com conta que o meu 1º é na verdade a coletâneas dos 5 primeiros originais) e ainda faltam mais 3 para o cara completar. Torcer para eu gostar da bagaça depois. Mas até que tenho me dado bem com essa galera que começou só fazendo os livros digitalmente e agora imprime por demanda. Muita coisa boa.
A história da série gira em torno de uma galera que vivo em silos sob a terra (imagino que o nome silo seja mais um apelido do que uma descrição exata, senão seria muita pouca gente), numa Terra destruída. Os 3 livros da série Shift passam-se antes da série Wool. E depois virão mais 3, da série Dust, unindo as duas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Últimas Compras - Abril

Mês calmo. Bom para poupar dinheiro. :-)

:: LIVROS

Triplanetária (Triplanetary, Argonauta 259)
Heróis Galácticos (Gray Lensman, Argonauta 275)
A Lei do Espaço (Second Stage Lensman, Argonauta 288)
Os Filhos do Cosmos (Children of the Lens, Argonauta 302), todos de E.E. "Doc" Smith
E pronto, com esses 4 eu completo a série de 7 dos Lensman do Doc Smith. (os outos 3 eu comprei em fevereiro, vá lá para ler mais). Tecnicamente ainda faltaria o New Lensman, mas este não é do Doc, é de um William B. Ellern. Vou analisar melhor. E esse não saiu na Argonauta, só importanto em dólar... Tem que valer a pena. AINDA MAIS AGORA... Que os Correios se esculhambaram de vez. Anos e anos comprando coisa lá fora e nunca tive problema. Já nos últimos 6 meses, 3 compras (bem espaçadas entre si, de um total de 11 compras) nunca chegaram [Atualização maio: nova estatística, de um total de 11 compras, QUATRO não chegaram. PQP! Vou ter que parar de comprar livro lá fora??]. Cerca de R$ 150 que foram pro brejo. Num dos casos, na época em que deveria chegar um CD, foi até notícia o roubo à caminhões de cartas e encomendas. Com "sorte" o meu disco foi neste bolo, com azar... [bem, prefiro não ser processado ao fazer suposições maldosas sobre a índole de funcionários públicos, então nada conjecturarei. Fiquemos na Posição de Lótus e tenhamos pensamentos agradáveis para esquecer o assunto... auuuuummmmm.... Bolo de Fubá com Coca-Cola... Dia frio... Rodízio árabe... Samara Felippo...]

Steampunk - Histórias de um Passado Extraordinário, org. por Gianpaolo Celli - Tarja
Este é o que eu acabei coprando por ter comprado também o Vaporpunk. Descrição aqui.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Últimas Compras - Março

:: CDs

ABBA Gold: Greatest Hits
Só repondo, eu tinha esse CD mas perdi. Não posso me considerar fã do Abba já que tenho só 2 discos (este e o More Abba Gold), mas considero estes dois uma obrigação que toda casa tenha, são clássicos.
Comprei num sebo de discos em SP (Augusta Discos, na rua de mesmo nome na Consolação). Muito bons (o disco e o sebo).

Songs from 'My Country' - Folk songs from Yugoslavia
Bom. Mas esperava mais. Você ouve o CD inteiro e tem a quase impressão de que foi uma única longa música. Menos mal que a música podia ser ruim, mas preferia 15 músicas ruins e 15 boas, diferentes entre si, do que "uma só" de 60 minutos.

The Definitive Collection: 50 Million Sellers
Pena, depois de ouvir tanta musica legal dos anos 30/40 nas trilhas de Fallout, Bioshock, e vasculhando a internet, comprei um disco dos grande sucessos de antanho... Frank Sinatra, Peggy Lee, Ella Fitzgerald, Ella Mae, Bing Crosby... 50 músicas em 2 CDs.... e nada realmente marcante.
Sorte que comprei no mesmo sebo do Abba, saiu por R$ 10.
Mas para não dizer que foi uma perda total (que exagero), a versão americana de McNamara's Band, por Bing Crosby foi um achado.

The Definitive Collection: Patsy Cline
Agora... Esse eu quase não comprei. Peguei, recoloquei, mas só para não perder a viagem, tava barato mesmo, levei. E para quem só conhecia Patsy Cline da trilha sonora de Space: Above & Beyond e Obrigado por Fumar... Esse disco compensou o fiasco do anterior. Gostei muito. Patsy Cline tem voz de cantora country que largou o estilo mas mantém ainda aquela sensualidade roceira, sei lá. [quando escrevi a frase não sabia que ela fora mesmo uma cantora country] Peguem uns MP3 por aí e vão ouvir. Estou com preguiça de escolher uma preferida e achar um link do Youtube.


:: LIVROS

The Rediscovery of Man
: The Complete Short Science Fiction of Cordwainer Smith
Eu sabia, não tinha jeito... Vou dar muito dinheiro ainda pra NESFA com eles publicando os grandes mestres dos contos de FC da Era de Ouro. Mifu.

The Savage Tales of Solomon Kane, de Robert E. Howard
Estava conversando no trabalho sobre a bosta que foi o Van Helsing e que o Solomon Kane era o que primeiro deveria ter sido... Aí lembrei que gostei muito dos contos do Conan do Howard, e que Solomon Kane não tinha tantos contos assim, e que talvez estivessem todos num mesmo livro... Rodei a cadeira, Firefox, Amazon, Search, Buy! Maldita tecnologia e isenção de impostos... rs!

Armas, Germes e Aço - Os Destinos das Sociedades Humanas (Guns, Germs, and Steel: The Fates of Human Societies), de Jared Diamond - Ed. Record
Comprado após ouvir o Nerdcast 249 – Evolução artificial da Seleção Natural.

O Horror Sobrenatural em Literatura, de H.P. Lovecraft - Ed. Iluminuras
Quando fiz a postagem sobre o Dark Corners of Earth eu fui na internet para ver ao certo em que livro estava o conto que queria mencionar... E dei de cara com o site de Iluminuras e este livro. Como assim?! Eu achei que tinha comprado tudo do Lovecraft deles! Bizarro. Anos sem perceber isso. O livro não tem contos, são ensaios do autor sobre a literatura de horror, origens e estilos. Longa resenha no Rascunho.

Hoshi no Koe - Vozes de uma estrela distante, de Makoto Shinkai - Panini
Reclamação: porque colocar o título em inglês na capa? É para ficar chique? Português é lingua de pobre? Quem é fã vai reconhecer pelo nome em JAPONÊS logo de cara. Quem não é e não sabe ingles, não vai ficar curioso com o titulo. Pior pra vocês. Bem, como esse eu quero ler logo não vou escrever nada meu sobre o assunto (resenha em breve), e para os preguiçosos que não lerão o link dado, vou roubar logo a frase. Saca a opinião do Mangás da Panini - Fansite: « (...) eu recomendo a qualquer um que compre esse mangá, é raro ver um one-shot que realmente valha a pena comprar, mas The Voices of a distant star é um mangá lindo, poético, profundo. »  Sentiram, né? Já vi o desenho, mas tenho que ler logo.

O Início e o Fim (The beginning and the end), de Isaac Asimov - Ed. Círculo do Livro
Ensaios do Asimov sobre vários assuntos. Comprei por acaso passeando no sebo. Asimov é sempre bem-vindo. Ok, tem coisa ruim, mas o dia que eu não tiver um Asimov pendente de leitura, será um dia triste. [mas fico tranqüilo porque o Asimov escreveu tanta coisa, que vou morrer sem ler tudo dele.]
Resenha do Enigma de Jade.

O Homem que Vendeu a Lua (The Man Who Sold the Moon), de Robert A. Heinlein - Francisco Alves
Vários contos. O principal é sobre um empresário que sonha ir à Lua e controlá-la. Falando assim parece algo bem tosco dos anos 50, mas putz... É um Heinlein. Não achei nenhuma resenha decente em português, vão na Amazon ou na Wikipedia.

Tono-Bungay, de H. G. Wells  - Francisco Alves
Crítica social com sarcasmo, típico do Wells. Rápido resumo aqui. Ou uma versão de outro site, traduzida pelo Google para ficar divertido:
" A história de um aprendiz de farmácia, cujo tio medicina inúteis se torna um sucesso de marketing espetacular, 'Tono-Bungay' ganhou aclamação HG Wells imediata quando apareceu em 1909. Resta uma crônica espumantes da chicana e da credulidade humana, e é hoje considerado por muitos como o maior romance de Wells.

["
crônicas espumantes!", muito bom! Fica a dica, isso daria um bom nome para um blog e a expressão dá zero resultados no Google. rs!]

Ficção Científica: Ficção, Ciência ou uma Épica da Época?, de Raul Fiker - L&PM
Um estudo sobre a ficção científica escrito por um brasileiro. Ou seja, achar uma resenha disto é impossível.
O mais próximo que consegui foi num site de Jornada nas Estrelas (Star Trek é o cacete!). Mas reparem só, procurando isso no Google o que mais aparece é este livro na bibliografia de estudos e outros textos sobre FC. Pode-se dizer então que seja leitura obrigatória para um fã.

Nós, Os Marcianos (The Martian Way), de Isaac Asimov - Hemus
Comprado no mesmo embalo do O Início e o Fim acima. São 4 contos. A capa da Hemus é meio assustadora mas depois de ler a resenha do Outro Universo, eu fiquei curioso. Deve subir alguns degraus na pilha de leitura.

Os Melhores Contos Fantásticos, org. por Flávio Moreira da Costa - Ed. Nova Fronteira
Olhei o índice apesar de não reconhecer quase nada (se reconhecesse, já tinha lido, se lido já tivera, não comprá-lo-ia [bizarro será se esta frase não contiver nenhum erro]) gostei a variedade apresentada. O ruim é que é tijolo, não dá pra carregar por aí. Mas são contos relativamente curtos, irão para a classificação mental de 'livros de cabeceira'. Gostei que antes dos contos há uma apresentação rápida dos autores. E gostei também (mais uma curiosidade divertida e que foi primeira coisa que me chamou a atenção), é que o livro, de CONTOS FANTÁSTICOS, começa com A BÍBLIA! [Toma essa, cristão xiita! Toma-te, to-to-ma!] Mas a introdução do conto é o autor jogando panos quentes, falando que "veja bem, ficção não quer dizer mentira, por favor, não queime meu livro". Ah... Covarde! Pense, irmão, WWJD? Ok, brincadeirinha. O cara parece ter feito um trabalho de primeira no livro. Precisamos de mais desses. Daqui a alguns anos, quando ler, digo o que achei.

Vaporpunk: Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades,
org. por Gerson Lodi-Ribeiro e Luis Filipe Silva - Ed. Draco
Longa resenha do livro aqui (explica também um pouco o que é steampunk) e (que legal!) achei até uma resenha em inglês no site da TOR. Agora, steampunk nunca foi meu forte... A estética da coisa é divertida, mas ficava por isso mesmo. Já lera sobre o livro até bem antes do lançamento e era só mais um livro que ia passar reto. Todavia... esbarrei com ele ao vivo. Não ia comprar. Mas bate aquela coisa de querer incentivar autores de FC nacionais... e vi o título de um dos contos: "Os primeiros astecas na Lua". Tava caro, pensei um pouco, fiz que não ia comprar... Mas a verdade é que a decisão já estava tomada.


E agora não tive escapatória... Escrever este post me fez relembrar (li num dos links acima) de um outro mais antigo sobre o tema. É.... Comprei. Vai aparecer na próxima lista de compras. rs!

As Crônicas de Gelo e Fogo - A Fúria dos Reis (A Song of Ice and Fire - A Clash of Kings), de George R.R. Martin - Ed. LeYa
Segundo livro na série (de sete) no universo fantástico-medieval do Martin. Uma coisa meio Senhor dos Anéis Reloaded (menos juvenil, já que quase todos os personagens são meio fdp em algum momento). Resenha do Cabaré das Ideias [ainda acho esquisito olhar "ideias" sem o acento]. E outra resenha do primeiro.
Agora, vou nem falar nada de que ao invés de Fúria eu teria usado Embate... Deixei este livro por último na postagem para poder soltar um palavrão. Porra! Como assim os livros têm tamanhos diferentes?!? Este livro é mais alto que o Livro Um. Virou bagunça? Se tu vai lançar uma série de livros... Eles têm que ter o mesmo tamanho, arte e impressão; eles precisam manter uma unidade. A LeYa feito um bom serviço em manter o mesmo tipo de papel na capa e folhas, seguir o mesmo estilo artístico, tanto nos desenhos de capa, grafismos e fonte, etc. Os livros podem ser mais gordos, claro, mas têm que ter a mesma altura. Ao completar a série e todos estiverem lado a lado na estante vai ficar estranho. Duna, por exemplo, dos 6 livros, 5 tem um estilo de capa e o outro tem uma fotografia. 5 tem lombadas brancas e 1 tem lombada preta. Mas você nem sente, a fonte das lombadas é a mesma e... todos tem a mesma altura. [e eu gosto do último ser preto, ficou legal]
Mas ok, não dá pra fazer nada. Só se eu serrar um pedaço do livro novo, o que não vai acontecer. Faltam 5 livros. Veremos o que acontece.
Como diria o Fantástico: "Estamos de olho."
[não poderemos fazer absolutamente nada se cada livro tiver um tamanho diferente, mas... pelo menos podemos reclamar.]

[ATUALIZAÇÃO SETEMBRO: o livro 3 tem *quase* o mesmo tamanho que o dois, mas ainda é maior que o 1. e detalhe, já vi a venda o 2 com a altura do 1... que zona!!!]

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Últimas Compras

Deu-me o estalo outro dia de como recomendar livros e CDs antes de lê-los e resenhá-los (coisa que pode levar alguns anos). Seguem abaixo as minhas ÚLTIMAS COMPRAS!

São todas relativas aos últimos 3 meses (o blog começou em janeiro, devia incluir só 2 meses, mas comprei tanta coisa em dezembro que seria uma pena deixar de fora).
Alguns eu já li antes de começar o site, logo não devo resenhá-los nunca, e outros não tenho idéia de quando o farei; então, para os livros nacionais, estou dando links de resenhas em outros sites (as vezes comentários detalhados, as vezes só a descrição); para os em inglês, vocês olhem na Amazon.

:: LIVROS

From These Ashes: The Complete Short SF of Fredric Brown
Martians and Madness: The Complete SF Novels of Fredric Brown
Fredric Brown é um dos grandes nomes da FC clássica e um dos mais famosos escritores de contos bem curtos. Li uns 3 assim que tirei da caixa e já conhecia alguns outros dele. Muito bom. O tipo de criatividade simples e eficiente que o pessoal parece ter perdido. Muitos devem conhecer pelo menos 1 história dele e não saber - a resposta do conto "Resposta" é extremamente famosa e citada.
Minha única reclamação dos livros é que as capas são aquelas papéis de enfeite por cima e não a capa em si; a capa mesmo, por baixo, é totalmente azul. Porque eles fazem isso ao invés de fazer a "capa visual" na "capa dura real" (como o Batalha do Apocalipse, por ex.) eu nunca vou entender.
A NESFA está lançando muita FC da Era Campbell. Eles acabaram de lançar mais 2 tijolos no mesmo estilo, mas agora do Lester Del Rey. Também em acabamento impecável e capas belíssimas (só é pena que seja neste esquema de papel-enfeite). 

Engineering Infinity, org. por Jonathan Strahan
Contos de FC hard. Não se julga um livro pela capa, mas que essa ficou maneira, ficou.
Diga-se de passagem, esse cara é bom para escolher capas, vejam as de The Starry Rift e Life on Mars (o primeiro eu já tenho, o segundo não - porque ainda não lançou).

Stealing Light
, de Gary Gibson
Space opera. Humanos tentam fugir do monopólio de viagens FTL por uma outra raça e fazem algumas descobertas chocantes. Tenho minhas dúvidas se este é mesmo recomendável.

White Flag of the Dead, de Joseph Talluto
Zumbis. Vamos ver no que dá, zumbis estão ficando populares demais agora, tem muita porcaria saindo.
[ATUALIZAÇÃO 24/ABRIL: Esse é um dos que nossos maravilhos Correios perderam. Nunca chegou. Vou ter que comprar de novo.]

I'm Tempted to Stop Acting Randomly, de Scott Adams
Tirinhas do Dilbert.

Meu pai fala cada m*rda, de Justin Halpern - Ed. Sextante
Humor. Já resenhado.

Outros Brasis, de Gerson Lodi-Ribeiro - Ed. Mercuryo
Contos de história-alternativa. Comprado após ler a resenha no Além das Estrelas.

Half Share, de Nathan Lowell
Continuação do Quarter Share.

A Guerra dos Tronos - As Crônicas de Gelo e Fogo - Vol. 1 (A Game of Thrones - A Song of Ice and Fire), de George R. R. Martin - Ed. LeYa
Já ouvira falar deste muito antes de lançarem aqui e nunca me interessou. Mas não resisti à tentação após ouvir o RapaduraCast 205: Séries da HBO e A Guerra dos Tronos. O problema é que não vou querer ver a série até ter lido o livro - que é um baita tijolo e não dá para carregar por aí para ler no ônibus ou fazendo hora antes do cinema.
Reclamação: o nome do escritor ser maior do que o nome do livro. Ok, o cara tá famoso, mas é por causa do livro, não o inverso. Que colocassem o nome dele gigante DEPOIS, numa nova série ou ao lançar os livros antigos, onde aí sim, o nome dele seria o chamariz, não o inverso.
E mania de brasileiro de querer ser pomposo ou ter medinho de "ah, as pessoas podem achar que é um livro invantil" ou sei lá o que passa nas cabeças dos marketeiros. Repitam comigo: Um JOGO de Tronos - Uma CANÇÃO de Gelo e Fogo. Jogo dá um sentido mais fdp-político à situação, o que até onde entendi da história, se encaixa melhor, e Crônicas não tem a poesia de Canção. Ok, usassem Guerra, é só o nome de um dos livros mesmo, mas achei infeliz não usarem Canção no título de toda a série.

Anjos Mutantes e Dragões, de Ivanir Calado - Devir
Contos de FC nacionais. Descrição aqui.

A Batalha do Apocalipse - Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo (Edição Especial), de Eduardo Spohr - Ed. Verus
Um anjo renegado e uma bruxa imortal contra uma casta de anjos corruptos que querem acabar com o mundo. Falando assim, nem eu leria, nunca gostei de anjos, mas depois de ouvir o Nerdcast sobre o assunto, resolvi comprar naquela de "vamos ver no que dá" e "vamos incentivar os escritores nacionais". No final, gostei bastante. Tem um quê de Highlander na forma como a história é contada. O livro tem uma história interessante por trás também. E quem quiser, o Spohr foi no Jô (Youtube: parte 1, parte 2).

Duna, de Frank Herbert - Ed. Aleph
Sou grande fã de Duna e do Frank, então não resisti, comprei a nova edição mesmo achando meio cara. Não gostei de alguns detalhes da tradução mas outros, a contra-gosto, tenho que admitir que estão mais corretos do que antes. Descrição grande aqui (Wikipedia) ou menor aqui (Aleph).

Schaum's Outline of Russian Grammar
Yeah! Vamos ler FC russa no original! (só daqui a alguns anos... mas eu chego lá!)
[Ok, isso não devia estar na relação, mas é divertido estar cursando russo. Tinha que comentar. rs!]

Imaginários 3, org. por Erick Santos - Ed. Draco.
Contos de fantasia, ficção científica e terror. Comentado aqui.

Extraneus Volume 1: Medieval Sci-Fi, org. por Estronho e Esquésito - Ed. Estronho
Volume 1 de 3, cada livro em volta de um mesmo tema. Apresentado aqui, comentado aqui. Detalhe divertido, é a primeira vez que ao comprar um livro... EU GANHO UM BOTOM! O site até fala isso, mas eu não vi, fui pego de surpresa. rs!

Zomblog II, de T.W. Brown
Mais zumbis. Ainda nem li o primeiro, mas tenho confiança de que seja bom; então comprei logo o 2º. O estilo dele me lembra o do Day by Day Armageddon, que foi o livro que me fez gostar de livros de zumbi. Quem quiser conhecer este, há um capítulo de amostra grátis no site oficial. E 2º Zomblog nada, eu quero é ler o 3º Day by Day...
[ATUALIZAÇÃO 5/MAIO]: li os livros, resenha aqui.

Planet of the Apes, de Pierre Boulle
O livro que deu origem aos filmes e ao desenho. Detalhe: é tanto livro que eu esqueci que eu já tinha comprado e lido este (e em português!) faz alguns anos... bem, se algum dia eu fizer um sorteio aqui no site, já sei qual será o prêmio.

E fazendo hora para o cinema, no sebo ao lado do local... SURTO CONSUMISTA!
(ok, exagero, mesmo porque tudo abaixo junto custou R$ 27):

O Planeta Secreto (First Lensman, Argonauta 265),
Patrulha Galáctica (Galactic Patrol, Argonauta 270), e
Os Senhores do Vórtice (Masters of the Vortex, Arg. 313), todos de E.E. "Doc" Smith
Space Opera pulp clássica. Estes são 3 dos 7 livros da série Lensman ("Homens Lente" ou "Os Portadores da Lente"), escritos nos anos 30 e 40. Na verdade, apesar de sempre ter ouvido falar do "Doc." Smith, nunca pesquisara a respeito. Mas... fazendo hora no sebo, li a introdução de um dos livros, falava que era desta série, fiquei curioso e peguei tudo que eles tinha do escritor. Já estava mesmo na hora de comprar algo do "Doc". Só depois é que fui pesquisar melhor e descobri que essa série concorreu ao Prêmio Hugo de Melhor Série de Todos os Tempos em 1966 (e olhando a lista de concorrentes, era coisa de peso), virou um desenho animado japonês brega (detestado pelos herdeiros do escritor) e estava para virar filme na mão do J. Michael Straczynski (pai de Babylon 5 e de um dos melhores quadrinhos que eu já li, Midnight Nation). Não é bolinho não. Assim que achar os outros 4 livros, eu começo a ler.
Ah, já ia esquecer de comentar a parte divertida... A cara-de-pau da editora Livros do Brasil, responsável pelas Argonautas. Vejam a CAPA de um deles, foi ter achado graça na situação que me fez abrir e ler a introdução. E não satisfeitos, uma das continuações teve a mesma cara-de-pau.
Detalhe: não tenho idéia do que se tratam os livros.

Os Caçadores do Espaço (Spacehounds of IPC, Argonauta 337), de E.E. "Doc" Smith
Outra space opera pulp. Não sei nada da história também. As vezes é mais divertido ler livros assim. Como ver um filme de surpresa na TV, onde você nem viu trailer, nem comercial, nem nada, só tava de bobeira, achou a atriz bonitinha e foi ficando no sofá. (já vi 2 filmes da Heather Graham assim). Sei que o Doc escreveu este tentando ser cuidadoso com a parte científica, ao contrário dos seus livros anteriores em que haviam alguns absurdos. Mas foi escrito em 1930... Estamos quase 100 anos depois disto, provavelmente até eu vou encontrar alguns absurdos.

Para Além do Futuro (The Best Science Fiction of C.M. Kornbluth, Argonauta 250)
Esse eu já li, são vários contos dos anos 40 que me lembraram o estilo do Frank Herbert quando escreve algo mais bem humorado. Nunca ouvira falar do sujeito, mas não resisto a comprar um "the best of" de algum escritor de contos antigos de f.c.. Foi assim que conheci Stanley G. Weinbaum (e que é muito bom).

E os 4 livros seguintes eu sei menos ainda que os anteriores, darei só um comentário rápido baseado em alguma frase mal lida na internet:

Trombetas da Revolução (The Still, Small Voice of Trumpets, Argonauta 174),
de Lloyd Biggle Jr.
Alguma coisa sobre uma ONU espacial fazendo maquinações políticas em um planeta não membro [eles não tem a 1ª Diretriz] e algo sobre o povo local não ser artístico.

Depois da Derrocada
(These Savage Futurians, Argonauta 193), de Philip E. High
Alguma coisa envolvendo o fim da civilização, nanotecnologia (o livro é de 1967, nem existia isso ainda) e uma civilização de micróbios.

Batalha Amarga
(Drunkard's Walk, Argonauta 185), de Frederik Pohl
Crítica social com humor, envolvendo um professor no futuro que cisma em tentar o suicídio, mesmo sem querer se matar, e aí ele descobre algum tipo de conspiração global.

A Última Arma (The Falling Torch, Argonauta 199), de Algis Budrys
Um cara do governo em exílio vem à Terra para salvá-la dos "Invasores", mas o povão não está reclamando de terem sido invadidos, e o sujeito fica bolado. Aparentemente escrito como crítica social à antiga dominação soviética na Lituânia (terra natal do escritor).


:: CDs


The Golden Age of the Andrews Sisters
CD Quádruplo. A capa é feia, parece uma foto em P&B colorizada pelo estagiário, mas fora isso, muito bom. Os 3 primeiros discos são os maiores sucessos, o 4º é de gravações raras. Pena, porque dei pela falta de algumas músicas que deveriam ter feito parte deste The best of, mas tudo bem. E se você é nerd gamer deve ter imaginado e acertado a razão da compra: influência de Fallout 3 e Bioshock. rs! Eu sabia quem elas eram, mas nunca parara para ouvir algo delas. Após o jogo, fui atrás, reconheci algumas, gostei de outro tanto... E voilá, 4 CDs e mais uma pilha de MP3.
E para quem não as conhece, provavelmente vocês já viram algum tipo paródia ou homenagem ao trio de irmãs. Elas são um clássico. Mais recentemente, no clip da Christina Aguilera.

Edith Piaf - Hymne à l'amour
NÃO, não foi por causa do Inception ("A Origem"). Comecei a gostar de Edith Piaf no O Resgate do Soldado Ryan (é a música da vitrola, pouco antes da cena com tanques).
  [EDIÇÃO JULHO/2012: reparei que mais de uma vez apareceram aqui procurando o nome dessa música. Para saberem então, no filme tocam duas músicas dela: a que todo mundo quer saber é a "Tu es partout" - é a que toca na cena que falei. Mas no filme também toca "C'était une histoire d'amour" - mas sinceramente, não lembro onde... O Google que me disse.]

Scott Pilgrim Contra o Mundo, trilha sonora
Metade da trilha não é grande coisa, mas a outra metade compensa.


:: DVDs


Jornada nas Estrelas (2010) ("Star Trek" é o cacete!), de J. J. Abrams
O reboot da franquia. Achei a nave branquinha, lisinha e brilhante demais, parecia projetada pelo Steve Jobs. Mas fora isso, que é irrelevante, gostei do filme.

Distrito 9, de Neill Blomkamp
Refugiados alienígenas vivendo em regime de apartheid após a nave estacionar sobre a África do Sul. Baseado no curta Alive in Joburg (Ao Vivo, de Johannesburgo), que pode ser visto no site oficial ou legendado. No site oficial há outros curtas e comerciais, deste e de outros diretores. Lembram daquele comercial do Citroën Transformer dançando? Pois é, é de lá.

Macross Frontier Galaxy Tour Final in Budokan
Show das músicas do Macross Frontier. Ok, esse eu não comprei... *ainda*, mas é que primeiro quero ver se o encontro mais barato em algum evento de anime ou parecido. Mas tive que mencioná-lo logo porque o show é bem legal. Putz, eu não tenho paciência de assistir show, menos ainda em DVD, mas neste eu vi amarradão 7 minutos de agradecimentos e "kira!" sem entender uma palavra. [bem legal o agradecimento deles à Yoko Kanno]. E onde mais veríamos um show lotado de adultos onde o refrão de uma das principais músicas é "A cenoura ama você"?  Japoneses são seres bizarros - e isso os tornam um povo foda. É como se eles tivessem decidido "Danem-se todos vocês, vou fazer o que eu quiser." Yatta!