O site está parado [e eu devia estar dormindo] mas eu tinha que repostar isso. Sou eu. [tirando a parte sobre roupas e de não ser uma garota].
Roubado de Sarah's Scribbles.
(Via: Nerd Approved)
[Mudei-me faz 1 ano e minha sala até hoje não tem sofá (nem TV, nem mesinha), mas tem 2 estantes de livros - e tem outra no meu quarto. Leio uns 4 livros por mês e, nesse ritmo, tenho livros não-lidos para os próximos 15 anos. Só ano passado comprei 130. Metade importados. Esse ano já comprei 24. Já abstraí. Não tem moral da história.]
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
domingo, 27 de dezembro de 2015
Singularidade & Fuga
Título: Astronauta: Singularidade
Continuação de: Astronauta: Magnetar
Autor: Danilo Beyruth -- Editora: Panini
Com personagens de: Maurício de Sousa
Coleção: Graphic MSP (nº 6)
Páginas: 80 -- Ano: 2014
ISBN: 978-85-8368-087-1 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
Pô, entre a última postagem que fiz de uma Graphic MSP e essa, eu li o Lições, e as revistas do Penadinho e do Piteco. [e lembrei que li o Louco outro dia, mas vou aproveitar e tentar falar dele também ao final]. O primeiro é muito bom, o segundo é legal e o terceiro foi um passatempo ok - mesmo porque, não sabia absolutamente nada dos personagens pré-históricos do Maurício, só sabia que existia um casal de gordinhos da época das cavernas, e só.
Mas então, resolvi que ia terminar de ler todos esse ano ainda. São tão finos, que só não li ainda por falta de vergonha na cara. Não quer dizer que vou fazer postagens de todos [é só olhar pra barra lateral que vocês verão que o site tá, assim... como direi... meio parado], mas já que falei do 1º Astronauta, me senti na obrigação de falar do 2º.
E duas coisas que falei na época parece que se confirmaram. Na época, quando estavam saindo as primeiras MSPs, eu achei que cada personagem teria só UMA revista a pronto. Isso tornaria a revista especial. Ou sei lá, não tinha pensado então, mas se fosse o caso ter outra com o mesmo personagem, que fosse outro escritor e desenhista, e sem continuidade. Bem, eu falei lá que aquilo parecia uma "edição nº0", algo para introduzir uma nova revista. E cá estamos, essa é a nº 2 do personagem nesta versão ultimate dele e já sei que vai sair a nº 3. Putz, isso desmerece a coleção na minha cabeça. De novo, se fossem 3 revistas, que fossem com 3 autores e 3 desenhistas e que não fossem seqüênciais.
Outra coisa, realmente, não são quadrinhos para adultos. Claro, "Pavor Espaciar" do Chico Bento não passa nem perto disso, mas nem deveria mesmo. Mas as do Astronauta tentam dar esse ar, sei lá, mas não cola. Confirmando, o Astronauta deste coleção é uma versão dele para pré-adolescentes. A história desse Singularidade eu achei muito fraquinha, sem nada demais para qualquer pessoa que já passou por algumas dezenas de filmes ou livros. [o que eu espero que já ter sido feito por pessoas dos 16 em diante]
A história: o Astronauta está passando por uma avaliação psicológica (devido ao que aconteceu na primeira revista) e a psicóloga está achando que o cara está beirando o colapso. Mas devido a necessidade do enredo o sujeito precisa decolar numa missão conjunta com um americano (o óbvio vilão) e a psicóloga a tiracolo (a óbvia futuro interesse romântico). Aí lá o vilão "descobre" que onde eles foram (pesquisar outra coisa, a tal singularidade do título) tinha uma nave abandonada que ele "por coincidência" resolve ficar estudando. E claro, sendo o vilão [e burro, num nível não esperado para um astronauta treinado - mas a história só tinha 80 páginas para terminar], resolve usar para o mal, com direito à uma armadura meio Doutor Octopus no processo. E depois de uma luta e um beijo, tudo termina bem.
Não é (muito) ruim, mas... Se você não está comprando a coleção inteira por algum tipo de TOC literário [culpado], pode comprar a primeira (que é cheia de clichês, mas bem legal) e pular esta (meramente passável, com clichês no mal sentido). Eles até tentam se redimir com o "discurso" final da doutora, mas meia dúzia de frases a mais não salvam a revista. Depois vou até reouvir o MRG sobre o assunto, que lembro ter ouvido na época, mas não lembro a opinião deles. [ouvi enquanto revisava o texto, eles gostaram.]
Não vou nem colocar links para resenhas externas. São fáceis de achar. O legal é que abri as primeiras 5 ou 6 que o Google me deu e só 1 deles gostou, dando nota máxima. Nas outras, uma diz que a qualidade da revista termina na arte, e outra diz que o que funcionou em Magnetar falhou miseravelmente nesta. Bem, leiam aí, e vejam o que vocês acham, mas achei que foi o ponto fraco de todas as MSPs até o momento. Não li ainda Caminho, Muralha e Lições, mas sei que estarão acima.
Título: Louco: Fuga
Autor: Rogério Coelho -- Editora: Panini
Com personagens de: Maurício de Sousa
Páginas: 80 -- Ano: 2015 -- Graphic MSP nº 10
ISBN: 978-85-4260-289-0
◄ clique na capa para arte completa.
Essa agora... Geralmente quando faço uma postagem falando bem pouco de algo no final, é que o algo é ruim. Desta vez a razão é outra. Fuga é muito bom. Mas eu sou incapaz de discorrer sobre ela. Está acima do meu nível. A história, como é explicada na introdução do Maurício, não é para ser muito bem explicada mesmo, e eles (felizmente) conseguiram. É algo simples, mas bem artístico e fofinho, cheio de metáforas e metalinguagem. Você sente todo um carinho com o personagem que você não sente (mesmo que tenha tido) na revista acima. Se tiverem que comprar apenas uma dessas duas, não pensem duas vezes e comprem Louco: Fuga em dobro.
A história: o sujeito, que circula entre o mundo "real" (do personagens da Turma da Mônica, eu quero dizer) e o mundo da fantasia (vamos dizer assim), precisa libertar um passarinho porque... bem, porque sim. [infelizmente, não estou com a revista por perto agora, mas acho que realmente não é explicado] O pássaro foi preso pelos Guardiões do Silêncio, que são algum tipo de inimigos da imaginação, criados por um autor qualquer anterior. No processo de fugir dos guardiões, saltando entre mundos imaginados, ele encontra a turminha e ainda presta homenagem a algumas outras versões. Isso tudo em meio a uma história que, quando não é composta apenas pelas belíssimas imagens, é basicamente um monólogo.
É uma história meio maluca (louca, se preferirem), mas combinou perfeitamente. Aquele tipo de coisa que você não precisa entender tudo, mas gosta de tudo que leu e termina feliz por tê-lo feito. A arte está maravilhosa e o enredo é de uma graça e delicadeza que, enquanto não lançarem uma MSP do Horácio (que eu torço que tenha algum dia e terei gigantescas expectativas caso aconteça), talvez seja o ponto alto da série.
[ATUALIZAÇÃO em 1/Jan/16]: Pronto! Li todas. Laços, Lições e Louco são as melhores realmente (ordem alfabética). E a Singularidade é mesmo a mais fraca. Com boa margem.
Continuação de: Astronauta: Magnetar
Autor: Danilo Beyruth -- Editora: Panini
Com personagens de: Maurício de Sousa
Coleção: Graphic MSP (nº 6)
Páginas: 80 -- Ano: 2014
ISBN: 978-85-8368-087-1 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
Pô, entre a última postagem que fiz de uma Graphic MSP e essa, eu li o Lições, e as revistas do Penadinho e do Piteco. [e lembrei que li o Louco outro dia, mas vou aproveitar e tentar falar dele também ao final]. O primeiro é muito bom, o segundo é legal e o terceiro foi um passatempo ok - mesmo porque, não sabia absolutamente nada dos personagens pré-históricos do Maurício, só sabia que existia um casal de gordinhos da época das cavernas, e só.
Mas então, resolvi que ia terminar de ler todos esse ano ainda. São tão finos, que só não li ainda por falta de vergonha na cara. Não quer dizer que vou fazer postagens de todos [é só olhar pra barra lateral que vocês verão que o site tá, assim... como direi... meio parado], mas já que falei do 1º Astronauta, me senti na obrigação de falar do 2º.
E duas coisas que falei na época parece que se confirmaram. Na época, quando estavam saindo as primeiras MSPs, eu achei que cada personagem teria só UMA revista a pronto. Isso tornaria a revista especial. Ou sei lá, não tinha pensado então, mas se fosse o caso ter outra com o mesmo personagem, que fosse outro escritor e desenhista, e sem continuidade. Bem, eu falei lá que aquilo parecia uma "edição nº0", algo para introduzir uma nova revista. E cá estamos, essa é a nº 2 do personagem nesta versão ultimate dele e já sei que vai sair a nº 3. Putz, isso desmerece a coleção na minha cabeça. De novo, se fossem 3 revistas, que fossem com 3 autores e 3 desenhistas e que não fossem seqüênciais.
Outra coisa, realmente, não são quadrinhos para adultos. Claro, "Pavor Espaciar" do Chico Bento não passa nem perto disso, mas nem deveria mesmo. Mas as do Astronauta tentam dar esse ar, sei lá, mas não cola. Confirmando, o Astronauta deste coleção é uma versão dele para pré-adolescentes. A história desse Singularidade eu achei muito fraquinha, sem nada demais para qualquer pessoa que já passou por algumas dezenas de filmes ou livros. [o que eu espero que já ter sido feito por pessoas dos 16 em diante]
A história: o Astronauta está passando por uma avaliação psicológica (devido ao que aconteceu na primeira revista) e a psicóloga está achando que o cara está beirando o colapso. Mas devido a necessidade do enredo o sujeito precisa decolar numa missão conjunta com um americano (o óbvio vilão) e a psicóloga a tiracolo (a óbvia futuro interesse romântico). Aí lá o vilão "descobre" que onde eles foram (pesquisar outra coisa, a tal singularidade do título) tinha uma nave abandonada que ele "por coincidência" resolve ficar estudando. E claro, sendo o vilão [e burro, num nível não esperado para um astronauta treinado - mas a história só tinha 80 páginas para terminar], resolve usar para o mal, com direito à uma armadura meio Doutor Octopus no processo. E depois de uma luta e um beijo, tudo termina bem.
Não é (muito) ruim, mas... Se você não está comprando a coleção inteira por algum tipo de TOC literário [culpado], pode comprar a primeira (que é cheia de clichês, mas bem legal) e pular esta (meramente passável, com clichês no mal sentido). Eles até tentam se redimir com o "discurso" final da doutora, mas meia dúzia de frases a mais não salvam a revista. Depois vou até reouvir o MRG sobre o assunto, que lembro ter ouvido na época, mas não lembro a opinião deles. [ouvi enquanto revisava o texto, eles gostaram.]
Não vou nem colocar links para resenhas externas. São fáceis de achar. O legal é que abri as primeiras 5 ou 6 que o Google me deu e só 1 deles gostou, dando nota máxima. Nas outras, uma diz que a qualidade da revista termina na arte, e outra diz que o que funcionou em Magnetar falhou miseravelmente nesta. Bem, leiam aí, e vejam o que vocês acham, mas achei que foi o ponto fraco de todas as MSPs até o momento. Não li ainda Caminho, Muralha e Lições, mas sei que estarão acima.
Título: Louco: Fuga
Autor: Rogério Coelho -- Editora: Panini
Com personagens de: Maurício de Sousa
Páginas: 80 -- Ano: 2015 -- Graphic MSP nº 10
ISBN: 978-85-4260-289-0
◄ clique na capa para arte completa.
Essa agora... Geralmente quando faço uma postagem falando bem pouco de algo no final, é que o algo é ruim. Desta vez a razão é outra. Fuga é muito bom. Mas eu sou incapaz de discorrer sobre ela. Está acima do meu nível. A história, como é explicada na introdução do Maurício, não é para ser muito bem explicada mesmo, e eles (felizmente) conseguiram. É algo simples, mas bem artístico e fofinho, cheio de metáforas e metalinguagem. Você sente todo um carinho com o personagem que você não sente (mesmo que tenha tido) na revista acima. Se tiverem que comprar apenas uma dessas duas, não pensem duas vezes e comprem Louco: Fuga em dobro.
A história: o sujeito, que circula entre o mundo "real" (do personagens da Turma da Mônica, eu quero dizer) e o mundo da fantasia (vamos dizer assim), precisa libertar um passarinho porque... bem, porque sim. [infelizmente, não estou com a revista por perto agora, mas acho que realmente não é explicado] O pássaro foi preso pelos Guardiões do Silêncio, que são algum tipo de inimigos da imaginação, criados por um autor qualquer anterior. No processo de fugir dos guardiões, saltando entre mundos imaginados, ele encontra a turminha e ainda presta homenagem a algumas outras versões. Isso tudo em meio a uma história que, quando não é composta apenas pelas belíssimas imagens, é basicamente um monólogo.
É uma história meio maluca (louca, se preferirem), mas combinou perfeitamente. Aquele tipo de coisa que você não precisa entender tudo, mas gosta de tudo que leu e termina feliz por tê-lo feito. A arte está maravilhosa e o enredo é de uma graça e delicadeza que, enquanto não lançarem uma MSP do Horácio (que eu torço que tenha algum dia e terei gigantescas expectativas caso aconteça), talvez seja o ponto alto da série.
[ATUALIZAÇÃO em 1/Jan/16]: Pronto! Li todas. Laços, Lições e Louco são as melhores realmente (ordem alfabética). E a Singularidade é mesmo a mais fraca. Com boa margem.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Entardecer dos Mortos
Resumindo: vão lá e apoiem! Falta pouco tempo. Um amigo me mandou o link do Jovem Nerd/NerdNews (Entardecer dos Mortos é uma HQ sobre um zumbi vendedor de sabonetes), fiquei curioso... E aí... Ok, dei meu dinheiro. Na verdade não dei, porque não é doação. Se a revista não sair, o dinheiro volta. Então... Vão lá vocês também e comprem. Esse blog tem pouca visita, mas não custa nada tentar um comercialzinho aqui também. E sim, assumo, eu não sou um divulgador de projetos nacionais nem nada, é só porque eu estou apoiando e quero que ele termine a revista. (rs!) Mas ok, apoio é apoio. E o tempo tá passando. Ainda há várias opções, desde R$ 10 até R$ 150. Se você é fã de zumbis, quadrinhos [putz! e cadê o volume 2 do A Última Bailarina? Mas um problema de cada vez... ], ou só quer dar um apoio aos quadrinistas brasileiros... Clique no link acima ou em qualquer figura desta postagem!
[ATUALIZAÇÃO em 2/Jan/16]: a revista acabou saindo e li hoje. Legal. Não gostei do final ser tão em aberto quanto foi e acho que o cara conseguiria fácil o financiamento para uma futura edição nº 2 sem precisar ter apelado para uma reviravolta de última hora e um gancho barato. Mas ok, a revista foi legal, é bem acabada, a arte é boa e a história é divertida. Tudo pelo que paguei. Então estou tranquilo. Se virem vocês agora para conseguirem ler. (rs!)
domingo, 20 de julho de 2014
Recomendações
Títulos alternativos: "Mid-Season Nerd" ou "I want to lie, shipwrecked and comatose..."
Pois é, o site está meio parado mas, na verdade, tem é um monte de postagens que ficaram no "agora só falta revisar" [a parte divertida é escrever besteira; revisar e formatar nem tanto] [e o bizarro é que em breve surgirão várias postagens ANTES desta]. E não entremos em detalhes, mas foi um mês complicado em que só estava com tempo (e ânimo) de ficar vendo TV [até minhas leituras estão devagar]. Mas...
O que diabos ver na TV entre o fim das temporadas americanas e a volta de Doctor Who? Um nerd precisa se virar!
Tenho que voltar a assistir aos episódios de Capitão Harlock por falar nisso (saiu até filme faz pouco tempo). Mas então, fora Falling Skies (que já era uma merda e agora piorou um pouco - mas eu assisto) [mas não falemos dela, é meu segredo sujo], eu acabei começando a ver duas coisas. [e que virou quatro, porque essa postagem também travou no rascunho]
Gravity Falls! (trailer / abertura)
Subtítulo nacional: Um Verão de Mistérios
Criado por: Alex Hirsch -- Canal: Disney -- Ano: 2012 em diante
Episódios: 20 até o momento + 17 curtas de 2 min.
Eu não tenho problema em ver desenho animado e assumir. Eu vejo Phineas & Pherb sempre que noto que é um episódio que eu não vi, o mesmo para Kung-Fu Panda e Os Pingüins de Madagascar, estou esperando a nova temporada de A Lenda de Korra (que parece que voltará um pouco ao estilo da primeira série, com viagens pelo globo - trailer), e não tenho nenhum problema em dizer que assistia Guerreiras Mágicas de Rayearth e Meninas Super-Poderosas quando já não era mais o público alvo disso (se é que fui algum dia). Isso posto... Assisto Gravity Falls. E é muito bom.
A história: dois irmão vão passar as férias com o tio-avô mutreteiro no interior, que tem um lojinha para vender tranqueira para turista. A menina é maluquete, cada episódio veste um casaco diferente e arranja um porco (num episódio muito bom, com viagens no tempo). Já ele usa sempre a mesma roupa, é mais interessado nos mistérios do local, que tenta desvendar com um livro doido que ele encontra no primeiro episódio, e é a fim da ruiva que trabalha para o tio. E o próprio tio, quando ninguém está olhando, é um cara misterioso. Bem, isso vai servir como sinopse.
Algo divertido no desenho é que todos os episódios tem alguma coisa em código para os fãs desvendarem, ou descaradamente (créditos finais) ou em cenas rápidas de páginas do livro (e aí, só pausando a imagem). E tem mais um monte de dicas malucas, referências escondidas e o diabo. A internet está cheia de teorias a respeito (eu na verdade não notei nada, esbarrei nisso por acaso no meio da temporada e perdi algumas boas horas naquele dia lendo a respeito). As teorias vão das completamente malucas (o famoso "esse personagem é o Diabo") até coisas envolvendo o resgate de um irmão perdido em outra dimensão (o pior é que essa faz muito sentido).
Claro, podem ser tudo só detalhes malucos para divertir ou erros de produção. Talvez a placa do carro pareça ser de Stanley (o mítico irmão) e não Stanford (o nome do tio-avô) porque o personagem pode ter mudado de nome durante a produção. Há uma cena em que o porco está vestido de médico numa cena e na cena seguinte a roupa dele sumiu. Seriam dois porcos, um deles sendo um doppelgänger místico do futuro? Mais provável é só que tenham esquecido de desenhar a roupa mesmo. E essa pode ser a explicação para muita coisa. Mas... Eu, de minha parte, quero saber quem é a lhama.
E todos os episódios, por mais isolados que sejam, têm uma história maior por trás a ponto do último da temporada ter terminado num baita gancho. Gravity Falls é o verdadeiro sucessor de Lost.
Volta agora em agosto, junto de Doctor Who.
Agosto será um bom mês.
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E aproveitando o tempo que essa postagem ficou esperando revisão, mais algumas recomendações:
The Last Ship (trailer) foi uma ruim boa surpresa. Pior que eu só não passei reto pela chamada porque vi que o Eric Bana estava no elenco, só já assistindo o episódio é que notei que eu li errado (era Eric Dane). A surpresa foi boa porque a série passa o tempo sem você se arrepender realmente. Os personagens são caricatos, mas os episódios são bem feitinhos. Dá para levar numa boa. Mas é ruim porque cada episódio são como pequenos filmes do Steven Seagal de 45 min. E não dá para chamar algo que seja descrito assim de "bom". Mas eu não esperava nada demais realmente, posso viver com isso. Tem até o Jayne, de Firefly, no elenco!
A história: navio fica no pólo por 4 meses, incomunicável, praticando exercícios militares. Ao mesmo tempo dão carona para uma cientista (a verdadeira razão deles estarem lá, mas eles não sabiam) que foi estudar uns passarinhos. Quando a missão finalmente termina eles são atacados por russos que querem a pesquisa - e descobrem que a Terra está sendo devastada por um vírus mortal. A cientista sabia disso, a pesquisa dela é justamente pela cura. Agora eles precisam se virar sozinhos, boiando por aí, evitando serem contaminados e fugindo dos russos, até terem uma vacina e salvarem o mundo.
O ruim é que mal cheguei no terceiro episódio (dos 4 ou 5 que existem por enquanto) e já fiquei sabendo que a série foi renovada para mais uma temporada. Ou seja, a cientista super-foda, que tem certeza que faz e acontece e mapeia DNAs em 15 minutos... vai ficar enrolando pelo menos 2 anos para descobrir uma cura. Os canais de TV deviam realmente voltar a pensar em fazer minisséries com início, meio e fim, em 1 ou 2 anos e pronto! Se ficar bom, OK, deixa saudades, mas pelo menos não ficam enrolando, enrolando, enrolando e aí cancelam sem conclusão. Pelo menos as temporadas serão curtas, de +/- 12 episódios. Bom seriado para hora do jantar, mas nada que você precise apresentar para a namorada ou discutir episódios com amigos.
[ATUALIZAÇÃO 25/AGOSTO: ok, minha previsão foi errada. Leve spoiler a seguir: a cura foi encontrada. Agora é esperar pelo 2ª temporada, que deve ser bem mais urbana...]
E no tempo que levou até eu revisar esta postagem, Korra voltou! [na verdade, não conferi a data, mas acho que já tinha voltado e eu que não notara]
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Mudando um pouco de assunto, quadrinhos rapidamente. Agora que as coisa acalmaram eu estou lendo um tal de Enigma (de Peter Milligan e Duncan Fegredo). Esbarrei numa dessas listas de "10 QUADRINHOS QUE MUDARAM O UNIVERSO!" e esse tipo de exagero, e junto do tradicional (Sandman e Y, The Last Man, por ex., apesar de eu ter achado Y só legalzinho), tinha esse lá, único da lista que eu nunca nem ouvira falar. Resolvi conferir. Ainda estou na segunda edição (de 8), mas prendeu a atenção. Outro que eu comecei faz tempo e parei no meio, mas quero voltar nele ainda é o Blue Estate (12 edições). Conheci esbarrando numa imagem de uma dançarina de cabelo chanel e fui pesquisar se aquele desenho era de algo ou algum devianart aleatório. E era a capa de um dos encadernados desta revista. Foi o que me bastou [eu realmente não sou exigente na hora de ficar curioso com algo]. Estava legal até onde parei, fica a recomendação também. E acabei de descobrir que virou até jogo: trailer da história / trailer de ação / resenha (mas aí eu não recomendo nem nada, não joguei).
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E terminando a postagem, procurando um trailer para Gravity Falls acabei perdendo um bom tempo no Youtube, ouvindo versões alternativas do tema de abertura (um dos mais legais dos últimos tempos). Seguem as melhores:
Piano -- Rock -- RAP -- Rock outra vez -- Dramático -- Orquestra
Pois é, o site está meio parado mas, na verdade, tem é um monte de postagens que ficaram no "agora só falta revisar" [a parte divertida é escrever besteira; revisar e formatar nem tanto] [e o bizarro é que em breve surgirão várias postagens ANTES desta]. E não entremos em detalhes, mas foi um mês complicado em que só estava com tempo (e ânimo) de ficar vendo TV [até minhas leituras estão devagar]. Mas...
O que diabos ver na TV entre o fim das temporadas americanas e a volta de Doctor Who? Um nerd precisa se virar!
Tenho que voltar a assistir aos episódios de Capitão Harlock por falar nisso (saiu até filme faz pouco tempo). Mas então, fora Falling Skies (que já era uma merda e agora piorou um pouco - mas eu assisto) [mas não falemos dela, é meu segredo sujo], eu acabei começando a ver duas coisas. [e que virou quatro, porque essa postagem também travou no rascunho]
Gravity Falls! (trailer / abertura)Subtítulo nacional: Um Verão de Mistérios
Criado por: Alex Hirsch -- Canal: Disney -- Ano: 2012 em diante
Episódios: 20 até o momento + 17 curtas de 2 min.
Eu não tenho problema em ver desenho animado e assumir. Eu vejo Phineas & Pherb sempre que noto que é um episódio que eu não vi, o mesmo para Kung-Fu Panda e Os Pingüins de Madagascar, estou esperando a nova temporada de A Lenda de Korra (que parece que voltará um pouco ao estilo da primeira série, com viagens pelo globo - trailer), e não tenho nenhum problema em dizer que assistia Guerreiras Mágicas de Rayearth e Meninas Super-Poderosas quando já não era mais o público alvo disso (se é que fui algum dia). Isso posto... Assisto Gravity Falls. E é muito bom.
A história: dois irmão vão passar as férias com o tio-avô mutreteiro no interior, que tem um lojinha para vender tranqueira para turista. A menina é maluquete, cada episódio veste um casaco diferente e arranja um porco (num episódio muito bom, com viagens no tempo). Já ele usa sempre a mesma roupa, é mais interessado nos mistérios do local, que tenta desvendar com um livro doido que ele encontra no primeiro episódio, e é a fim da ruiva que trabalha para o tio. E o próprio tio, quando ninguém está olhando, é um cara misterioso. Bem, isso vai servir como sinopse.
Algo divertido no desenho é que todos os episódios tem alguma coisa em código para os fãs desvendarem, ou descaradamente (créditos finais) ou em cenas rápidas de páginas do livro (e aí, só pausando a imagem). E tem mais um monte de dicas malucas, referências escondidas e o diabo. A internet está cheia de teorias a respeito (eu na verdade não notei nada, esbarrei nisso por acaso no meio da temporada e perdi algumas boas horas naquele dia lendo a respeito). As teorias vão das completamente malucas (o famoso "esse personagem é o Diabo") até coisas envolvendo o resgate de um irmão perdido em outra dimensão (o pior é que essa faz muito sentido).
Claro, podem ser tudo só detalhes malucos para divertir ou erros de produção. Talvez a placa do carro pareça ser de Stanley (o mítico irmão) e não Stanford (o nome do tio-avô) porque o personagem pode ter mudado de nome durante a produção. Há uma cena em que o porco está vestido de médico numa cena e na cena seguinte a roupa dele sumiu. Seriam dois porcos, um deles sendo um doppelgänger místico do futuro? Mais provável é só que tenham esquecido de desenhar a roupa mesmo. E essa pode ser a explicação para muita coisa. Mas... Eu, de minha parte, quero saber quem é a lhama.
E todos os episódios, por mais isolados que sejam, têm uma história maior por trás a ponto do último da temporada ter terminado num baita gancho. Gravity Falls é o verdadeiro sucessor de Lost.
Volta agora em agosto, junto de Doctor Who.
Agosto será um bom mês.
De algo recente para uma velharia, comecei a ver, meio que por acidente (confundi com Blake's 7) a Red
Dwarf! (não achei trailer, fiquem com a musiquinha). É um treco bem... ruim. Mas de repente é o sotaque britânico, não sei, tu
assiste a piada tosca mas acha que na verdade ela tem um quê de Monty
Python, mesmo que, lá no fundo, saiba que está mais para Chaves (que detesto).
Com: Craig Charles (putz, ele fez uma ponta em Lexx), Chris Barrie (o mordomo da Angelina Jolie em Tomb Raider 1 e 2), Danny John-Jules (fez uma ponta em Blade II), Norman Lovett, Robert Llewellyn e Hattie Hayridge -- Criada por: Rob Grant e Doug Naylor
Canais: BBC 2 (até 1999) e Dave (2009 em diante).
Episódios até o momento: 61 (10 temporadas, a 11ª estréia em 2015)
Ok, ok... Não é assim, TOTALMENTE ruim. É ótimo para ver com sono e neurônios desligados. E revisando a história da Blake's 7, acho que no final era a Red Dwarf que eu pretendia ver mesmo. Eu sabia que uma das séries (ou a Blake's 7 ou a Red Dwarf) tinha uma premissa de gente que foi congelada por alguns milhões de anos na nave e, durante todo esse tempo, um dos gatos de estimação acabava ficando solto e dando origem a uma nova raça inteligente, que evoluiu no local ao longo deste tempo. Comecei a ver Red Dwarf sem saber direito qual era ela (na minha cabeça, as duas séries eram de comédia).
Mas resumindo a "história" rapidamente: temos dois técnicos da nave, do mais baixo escalão possível, um completamente desleixado, sujo e bagunceiro (Lister, o boa praça da dupla) e outro, todo metido a certinho e puxa-saco, mas igualmente incompetente (Arn, o babaca). Daí que o bagunceiro é punido e resolvem congelá-lo sem salário até chegarem na Terra. No meio tempo há um vazamento radioativo na nave e... todos morrem menos ele. O computador (Holly) resolve então esperar a radiação dissipar antes de acordá-lo. Isso leva 3 milhões de anos. Ao acordar, Lister descobre que as únicas companhias que ele têm são um homem-gato (chamado Cat), o antigo companheiro de quarto, agora revivido em forma de holograma, e o próprio Holly, o computador da nave, que aparece nas telas na forma de um cinquentão. E por algum motivo voltar para a Terra de forma rápida não é uma opção.
Sobre o gato, eu esperava alguém maquiado estilo uma peça de Cats com baixo orçamento. O que me surgiu foi uma versão magra do James Brown, com aqueles paletós coloridos, usando dentes de vampiro! E todos os trejeitos amalucados e exageradamente estereotipados da inspiração. Apavorem-se! Se o seriado fosse atual (ou americano), provavelmente chamariam de racista e seria cortado. Se bem que se o personagem continuar exatamente igual pelos 10 anos da série, talvez encha o saco. Todavia, cada temporada só teve 6 episódios. Se não fossem tão poucos, talvez nem começasse a ver.
E ficamos assim, 4 personagens sozinhos numa nave vivendo situações ridículas com efeitos especiais bem sofríveis.
Eu falei que a série é ruim, mas estou vendo... Porque isso? Estava pensando em como descrever a situação e ao mesmo tempo não parecer que ela é uma droga e eu sou masoquista. Cheguei numa boa solução: ela é hipnoticamente ruim! Bem, as duas primeiras temporadas pelo menos.
Na terceira temporada eles mudaram muita coisa. Começou aquele papo de monstro da semana, um personagem da 2ª temporada voltou como regular, mas com uma personalidade diferente (e meio irritante), e começaram aqueles famosos episódios "estamos sem grana, inventa uma desculpa e vamos filmar na Terra" (vide também toda a última temporada de Lexx). Aí eu comecei a temer que ela ficasse apenas ruim. Mas cheguei já no quarto episódio e ainda está no mesmo nível de diversão suficientemente aceitável. Estou evitando esbarrar com spoilers dos episódios futuros, mas pelo que li, só a oitava temporada é que é universalmente considerada ruim.
E eles arranjaram uma solução criativa (isto é: muito pilantra) para resolver os ganchos e alterações da segunda temporada para a terceira: eles colocaram um texto rolando, estilo Guerra nas Estrelas, em que eles explicam tudo o que aconteceu e como se resolveu depois e pronto!, aí eles podem continuar como se nada tivesse acontecido. E o letreiro passa tão rápido que eu tive que ir parando a imagem para ler. Muito safados.
Mas então... ficam as duas recomendações completamente opostas. Um seriado antigo perfeitamente aturável [principalmente para quem já passou por Lexx]. E um desenho moderno com zuações nerds e (talvez) mistérios mais elaborados que Lost (mas lembrando sempre que nerd é foda... bola teoria com qualquer coisa e vê detalhe onde nem o autor estava pensando nisso...).
Com: Craig Charles (putz, ele fez uma ponta em Lexx), Chris Barrie (o mordomo da Angelina Jolie em Tomb Raider 1 e 2), Danny John-Jules (fez uma ponta em Blade II), Norman Lovett, Robert Llewellyn e Hattie Hayridge -- Criada por: Rob Grant e Doug Naylor
Canais: BBC 2 (até 1999) e Dave (2009 em diante).
Episódios até o momento: 61 (10 temporadas, a 11ª estréia em 2015)
Ok, ok... Não é assim, TOTALMENTE ruim. É ótimo para ver com sono e neurônios desligados. E revisando a história da Blake's 7, acho que no final era a Red Dwarf que eu pretendia ver mesmo. Eu sabia que uma das séries (ou a Blake's 7 ou a Red Dwarf) tinha uma premissa de gente que foi congelada por alguns milhões de anos na nave e, durante todo esse tempo, um dos gatos de estimação acabava ficando solto e dando origem a uma nova raça inteligente, que evoluiu no local ao longo deste tempo. Comecei a ver Red Dwarf sem saber direito qual era ela (na minha cabeça, as duas séries eram de comédia).
Mas resumindo a "história" rapidamente: temos dois técnicos da nave, do mais baixo escalão possível, um completamente desleixado, sujo e bagunceiro (Lister, o boa praça da dupla) e outro, todo metido a certinho e puxa-saco, mas igualmente incompetente (Arn, o babaca). Daí que o bagunceiro é punido e resolvem congelá-lo sem salário até chegarem na Terra. No meio tempo há um vazamento radioativo na nave e... todos morrem menos ele. O computador (Holly) resolve então esperar a radiação dissipar antes de acordá-lo. Isso leva 3 milhões de anos. Ao acordar, Lister descobre que as únicas companhias que ele têm são um homem-gato (chamado Cat), o antigo companheiro de quarto, agora revivido em forma de holograma, e o próprio Holly, o computador da nave, que aparece nas telas na forma de um cinquentão. E por algum motivo voltar para a Terra de forma rápida não é uma opção.
Sobre o gato, eu esperava alguém maquiado estilo uma peça de Cats com baixo orçamento. O que me surgiu foi uma versão magra do James Brown, com aqueles paletós coloridos, usando dentes de vampiro! E todos os trejeitos amalucados e exageradamente estereotipados da inspiração. Apavorem-se! Se o seriado fosse atual (ou americano), provavelmente chamariam de racista e seria cortado. Se bem que se o personagem continuar exatamente igual pelos 10 anos da série, talvez encha o saco. Todavia, cada temporada só teve 6 episódios. Se não fossem tão poucos, talvez nem começasse a ver.
E ficamos assim, 4 personagens sozinhos numa nave vivendo situações ridículas com efeitos especiais bem sofríveis.
Eu falei que a série é ruim, mas estou vendo... Porque isso? Estava pensando em como descrever a situação e ao mesmo tempo não parecer que ela é uma droga e eu sou masoquista. Cheguei numa boa solução: ela é hipnoticamente ruim! Bem, as duas primeiras temporadas pelo menos.
Na terceira temporada eles mudaram muita coisa. Começou aquele papo de monstro da semana, um personagem da 2ª temporada voltou como regular, mas com uma personalidade diferente (e meio irritante), e começaram aqueles famosos episódios "estamos sem grana, inventa uma desculpa e vamos filmar na Terra" (vide também toda a última temporada de Lexx). Aí eu comecei a temer que ela ficasse apenas ruim. Mas cheguei já no quarto episódio e ainda está no mesmo nível de diversão suficientemente aceitável. Estou evitando esbarrar com spoilers dos episódios futuros, mas pelo que li, só a oitava temporada é que é universalmente considerada ruim.
E eles arranjaram uma solução criativa (isto é: muito pilantra) para resolver os ganchos e alterações da segunda temporada para a terceira: eles colocaram um texto rolando, estilo Guerra nas Estrelas, em que eles explicam tudo o que aconteceu e como se resolveu depois e pronto!, aí eles podem continuar como se nada tivesse acontecido. E o letreiro passa tão rápido que eu tive que ir parando a imagem para ler. Muito safados.
Mas então... ficam as duas recomendações completamente opostas. Um seriado antigo perfeitamente aturável [principalmente para quem já passou por Lexx]. E um desenho moderno com zuações nerds e (talvez) mistérios mais elaborados que Lost (mas lembrando sempre que nerd é foda... bola teoria com qualquer coisa e vê detalhe onde nem o autor estava pensando nisso...).
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E aproveitando o tempo que essa postagem ficou esperando revisão, mais algumas recomendações:
The Last Ship (trailer) foi uma ruim boa surpresa. Pior que eu só não passei reto pela chamada porque vi que o Eric Bana estava no elenco, só já assistindo o episódio é que notei que eu li errado (era Eric Dane). A surpresa foi boa porque a série passa o tempo sem você se arrepender realmente. Os personagens são caricatos, mas os episódios são bem feitinhos. Dá para levar numa boa. Mas é ruim porque cada episódio são como pequenos filmes do Steven Seagal de 45 min. E não dá para chamar algo que seja descrito assim de "bom". Mas eu não esperava nada demais realmente, posso viver com isso. Tem até o Jayne, de Firefly, no elenco!
A história: navio fica no pólo por 4 meses, incomunicável, praticando exercícios militares. Ao mesmo tempo dão carona para uma cientista (a verdadeira razão deles estarem lá, mas eles não sabiam) que foi estudar uns passarinhos. Quando a missão finalmente termina eles são atacados por russos que querem a pesquisa - e descobrem que a Terra está sendo devastada por um vírus mortal. A cientista sabia disso, a pesquisa dela é justamente pela cura. Agora eles precisam se virar sozinhos, boiando por aí, evitando serem contaminados e fugindo dos russos, até terem uma vacina e salvarem o mundo.
O ruim é que mal cheguei no terceiro episódio (dos 4 ou 5 que existem por enquanto) e já fiquei sabendo que a série foi renovada para mais uma temporada. Ou seja, a cientista super-foda, que tem certeza que faz e acontece e mapeia DNAs em 15 minutos... vai ficar enrolando pelo menos 2 anos para descobrir uma cura. Os canais de TV deviam realmente voltar a pensar em fazer minisséries com início, meio e fim, em 1 ou 2 anos e pronto! Se ficar bom, OK, deixa saudades, mas pelo menos não ficam enrolando, enrolando, enrolando e aí cancelam sem conclusão. Pelo menos as temporadas serão curtas, de +/- 12 episódios. Bom seriado para hora do jantar, mas nada que você precise apresentar para a namorada ou discutir episódios com amigos.
[ATUALIZAÇÃO 25/AGOSTO: ok, minha previsão foi errada. Leve spoiler a seguir: a cura foi encontrada. Agora é esperar pelo 2ª temporada, que deve ser bem mais urbana...]
E no tempo que levou até eu revisar esta postagem, Korra voltou! [na verdade, não conferi a data, mas acho que já tinha voltado e eu que não notara]
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Mudando um pouco de assunto, quadrinhos rapidamente. Agora que as coisa acalmaram eu estou lendo um tal de Enigma (de Peter Milligan e Duncan Fegredo). Esbarrei numa dessas listas de "10 QUADRINHOS QUE MUDARAM O UNIVERSO!" e esse tipo de exagero, e junto do tradicional (Sandman e Y, The Last Man, por ex., apesar de eu ter achado Y só legalzinho), tinha esse lá, único da lista que eu nunca nem ouvira falar. Resolvi conferir. Ainda estou na segunda edição (de 8), mas prendeu a atenção. Outro que eu comecei faz tempo e parei no meio, mas quero voltar nele ainda é o Blue Estate (12 edições). Conheci esbarrando numa imagem de uma dançarina de cabelo chanel e fui pesquisar se aquele desenho era de algo ou algum devianart aleatório. E era a capa de um dos encadernados desta revista. Foi o que me bastou [eu realmente não sou exigente na hora de ficar curioso com algo]. Estava legal até onde parei, fica a recomendação também. E acabei de descobrir que virou até jogo: trailer da história / trailer de ação / resenha (mas aí eu não recomendo nem nada, não joguei).
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E terminando a postagem, procurando um trailer para Gravity Falls acabei perdendo um bom tempo no Youtube, ouvindo versões alternativas do tema de abertura (um dos mais legais dos últimos tempos). Seguem as melhores:
Piano -- Rock -- RAP -- Rock outra vez -- Dramático -- Orquestra
às
18:13
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comédia,
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pós-apocalipse,
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thriller,
TV
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
O Espetacular Homem-Aranha 2
Nome original: The Amazing Spider-Man 2
Subtítulo nacional retardado: A Ameaça de Electro
Duração: 2h22min -- Ano: 2014 -- Trailer 1 e 2. (recomendo não verem nenhum deles, mas se virem, saibam que várias cenas e tramas acabaram não sendo aproveitadas)
De: Marc Webb (de (500) Dias com Ela)
Com: Andrew Garfield (de Doctor Who) [pode checar!], Emma Stone (de Zumbilândia), Sally Field, o Django, mais algumas pessoas e o Paul Giamatti, que só está sendo mencionado porque... é o Paul Giamatti.
OBS: postagem sem spoilers descarados, mas tem.
A história: o Peter Parker não sabe se termina ou não com a namorada e tenta descobrir o que aconteceu com os pais. Um bilionário que parece o DiCaprio descobre que tem uma doença. E um sujeito mal amado ganha superpoderes. [mas como ia pegar mal dizer que nerds mal amados automaticamente viram vilões, esse cara não só parece sofrer de alguma demência, como ainda fica maligno meio que por acaso]
Resumo do filme: 1º ato: Vaio Vaio Vaio! Vaio? Vaio. Vaio, Vaio e Vaio! E como Vaio! [ok, claro que se os personagens usam notebooks, eles terão marcas! E pode ser que seja um Sony Vaio, mas no mundo real todos terem a mesma marca, cacete!? O merchandising deslavado ficou ridículo e tirando a atenção.] Ah, e um cara vira um homem elétrico depois de .... Ok, aranhas radioativas também não dão câncer dentro da Marvel, então que se dane a Biologia.
2º ato: "Sem o DNA de minha LINHAGEM essa experiência não pode seguir em frente. Então vou fugir e me esconder. Mas... vou deixar o meu FILHO (sabe, aquela criança indefesa que tem parte do meu DNA, já que é da minha LINHAGEM) na casa desses dois idosos, que são parentes meus, então não é nenhum segredo nem um bom esconderijo, a vista de todos. Ok?" Ok, é um ótimo plano!
3º ato: aconteceu aquilo que todo mundo (que sabe um pouco da história do Aranha) esperava desde o 1º filme. E também, graças à um trailer merda [um dos dois no alto, não vou dizer qual], é possível deduzir, com perfeita exatidão, a última cena do filme e o exato ponto em que a imagem apagará. Ah, e surge o vilão nº 2.
Falando nisso... Pessoal dos trailers perdeu a linha. Teria sido muito mais divertido saber que o filme teria 2 personagens clássicos e na hora surgir um 3º; do que sabermos o tempo todo que eram 3, ver o filme notando que o 3º ainda não apareceu (e você VIU a cena dele no trailer), e aí """adivinhar""" (com muitas aspas) qual será a última cena do filme. Para quê fazer questão de anunciar que são 3 vilões?! Como se isso tivesse dado muito certo no 3º filme... E ainda estragou a cena final.
Opinião: tem altos e baixos, e se eu fosse um cara mais técnico, estaria reclamando. Mas... não sou. Sou um nerd no sentido menos profissional do termo, e ainda por cima nunca fui marvete, então sei só o básico deles. E, sendo assim, eu gostei muito! A história é meio mal amarrada, mas não chega a ser ruim. Seria ruim se não fosse um filme de quadrinho. Mas como era, foi um bom gibi em movimento. Uma história aceitável, intercalada com muita ação e algumas cenas feitas propositalmente para serem belos quadros. Eu lembro que disse isso sobre o Homem-de-Ferro 3 até: o filme foi uma desculpa para, de tempos em tempos, o Tony fazer uma nova pose, ou surgir uma cena num ângulo legal que teria dado um ótimo quadradinho numa graphic novel.
Esse Aranha 2 fez isso também. E ainda colocou estas cenas em câmera lenta, permitindo fazer no cinema o que você varia com a revista: dar aquela parada na história para olhar melhor a arte de um quadrinho em específico. Perfeito! Talvez o filme como um todo não seja. Talvez até esteja longe disso. E ainda detesto a sub-trama dos pais dele [e o "ainda" significa que eu reclamei disso numa postagem sobre o primeiro filme que está em rascunho até hoje...], mas foi um ótimo passatempo. [e resumindo a postagem que nunca foi ao ar: além de reclamar dos pais, achei que o personagem já era muito malandro e bem resolvido desde antes de virar super-herói, mas gostei muito do 1º também]
Fechando: que venha o terceiro. Que terá que ser MUITO bom para suprir uma certa lacuna, mas a gente torce. Por enquanto está valendo o ingresso.
PS: tem uma cena em que o Aranha diz "eu detesto esta música". Ela soou familiar, mas não a reconheci na hora. Para pegarem a piada, a música é a The Itsy Bitsy Spider (A Dona Aranha).
Subtítulo nacional retardado: A Ameaça de Electro
Duração: 2h22min -- Ano: 2014 -- Trailer 1 e 2. (recomendo não verem nenhum deles, mas se virem, saibam que várias cenas e tramas acabaram não sendo aproveitadas)
De: Marc Webb (de (500) Dias com Ela)
Com: Andrew Garfield (de Doctor Who) [pode checar!], Emma Stone (de Zumbilândia), Sally Field, o Django, mais algumas pessoas e o Paul Giamatti, que só está sendo mencionado porque... é o Paul Giamatti.
OBS: postagem sem spoilers descarados, mas tem.
A história: o Peter Parker não sabe se termina ou não com a namorada e tenta descobrir o que aconteceu com os pais. Um bilionário que parece o DiCaprio descobre que tem uma doença. E um sujeito mal amado ganha superpoderes. [mas como ia pegar mal dizer que nerds mal amados automaticamente viram vilões, esse cara não só parece sofrer de alguma demência, como ainda fica maligno meio que por acaso]
Resumo do filme: 1º ato: Vaio Vaio Vaio! Vaio? Vaio. Vaio, Vaio e Vaio! E como Vaio! [ok, claro que se os personagens usam notebooks, eles terão marcas! E pode ser que seja um Sony Vaio, mas no mundo real todos terem a mesma marca, cacete!? O merchandising deslavado ficou ridículo e tirando a atenção.] Ah, e um cara vira um homem elétrico depois de .... Ok, aranhas radioativas também não dão câncer dentro da Marvel, então que se dane a Biologia.
2º ato: "Sem o DNA de minha LINHAGEM essa experiência não pode seguir em frente. Então vou fugir e me esconder. Mas... vou deixar o meu FILHO (sabe, aquela criança indefesa que tem parte do meu DNA, já que é da minha LINHAGEM) na casa desses dois idosos, que são parentes meus, então não é nenhum segredo nem um bom esconderijo, a vista de todos. Ok?" Ok, é um ótimo plano!
3º ato: aconteceu aquilo que todo mundo (que sabe um pouco da história do Aranha) esperava desde o 1º filme. E também, graças à um trailer merda [um dos dois no alto, não vou dizer qual], é possível deduzir, com perfeita exatidão, a última cena do filme e o exato ponto em que a imagem apagará. Ah, e surge o vilão nº 2.
Falando nisso... Pessoal dos trailers perdeu a linha. Teria sido muito mais divertido saber que o filme teria 2 personagens clássicos e na hora surgir um 3º; do que sabermos o tempo todo que eram 3, ver o filme notando que o 3º ainda não apareceu (e você VIU a cena dele no trailer), e aí """adivinhar""" (com muitas aspas) qual será a última cena do filme. Para quê fazer questão de anunciar que são 3 vilões?! Como se isso tivesse dado muito certo no 3º filme... E ainda estragou a cena final.
Opinião: tem altos e baixos, e se eu fosse um cara mais técnico, estaria reclamando. Mas... não sou. Sou um nerd no sentido menos profissional do termo, e ainda por cima nunca fui marvete, então sei só o básico deles. E, sendo assim, eu gostei muito! A história é meio mal amarrada, mas não chega a ser ruim. Seria ruim se não fosse um filme de quadrinho. Mas como era, foi um bom gibi em movimento. Uma história aceitável, intercalada com muita ação e algumas cenas feitas propositalmente para serem belos quadros. Eu lembro que disse isso sobre o Homem-de-Ferro 3 até: o filme foi uma desculpa para, de tempos em tempos, o Tony fazer uma nova pose, ou surgir uma cena num ângulo legal que teria dado um ótimo quadradinho numa graphic novel.
Esse Aranha 2 fez isso também. E ainda colocou estas cenas em câmera lenta, permitindo fazer no cinema o que você varia com a revista: dar aquela parada na história para olhar melhor a arte de um quadrinho em específico. Perfeito! Talvez o filme como um todo não seja. Talvez até esteja longe disso. E ainda detesto a sub-trama dos pais dele [e o "ainda" significa que eu reclamei disso numa postagem sobre o primeiro filme que está em rascunho até hoje...], mas foi um ótimo passatempo. [e resumindo a postagem que nunca foi ao ar: além de reclamar dos pais, achei que o personagem já era muito malandro e bem resolvido desde antes de virar super-herói, mas gostei muito do 1º também]
Fechando: que venha o terceiro. Que terá que ser MUITO bom para suprir uma certa lacuna, mas a gente torce. Por enquanto está valendo o ingresso.
PS: tem uma cena em que o Aranha diz "eu detesto esta música". Ela soou familiar, mas não a reconheci na hora. Para pegarem a piada, a música é a The Itsy Bitsy Spider (A Dona Aranha).
domingo, 16 de março de 2014
Recruta Zero x Frank Miller
Bons tempos os anos 80, quando a imagem acima era perfeitamente válida numa revista direcionada à crianças de 6 à 12 anos [não sei a faixa oficial, mas era +/- nessa aí que eu lia Recruta Zero com regularidade]. OBS: cliquem nela para ampliar.
E para saberem, depois que a espada sai voando ela cai no peito do Sargento Tainha, que explode em sangue. [o peito, mas se tivesse sido o sargento inteiro também teria sido impressionante!]
A história acima é a Zeronin, "por Frank Milho", e está na edição nº1 do Almanaque do Recruta Zero, de novembro de 1989, pela Editora Globo. Encontrei-a hoje, fazendo uma limpeza de umas partes mais antigas e inóspitas da estante. Eu nunca fui de guardar revistinhas, mas esta mereceu. [outra, devidamente guardada junto, é a história onde o Homen-Animal encontra-se com o coiote das histórias do Papa-Léguas - aqui em inglês]
E para quem é ruim da cabeça e não pescou, o título e o autor são paródias com Ronin, de Frank Miller. Também está na edição outra história (apenas poucas páginas, na verdade, como a acima) parodiando a O Cavaleiro das Trevas ("O Sargento das Trevas"), mas onde o Tainha veste-se de Super-Homem ao invés de Batman. [também tem sangue, mas bem menos] E tem outra que é como seria se o Recruta Zero fosse desenhado pelo Maurício de Sousa. Para saberem, o mote da revista é que o desenhista do Zero sumiu e os editores estão tentando arranjar outro. E o detalhe interessante é que isso nunca apareceu em nenhuma revista americana do Beetle Bailey (o nome original do Recruta Zero), foi tudo idéia e desenhos de brasileiros, ambos devidamente aprovados pelo Mort Walker (o criador do personagem).
Fui procurar agora uma imagem da capa [preguiça de scannear eu mesmo novamente] e acabei de notar que até que essa revista não foi esquecida, encontrei uma postagem sobre ela de 2008 e saiu uma matéria na Universo HQ mal tem duas semanas até. [e mesmo correndo o risco de acharem que essa postagem aqui é imitação e não uma baita coincidência, não quero saber, a imagem no alto merece] Inclusive, cliquem lá para verem mais imagens da revista. Tem o Tainha de Super.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
R.I.P.D. - Agentes do Além
Nome original: R.I.P.D.
Duração: 1h36min -- Ano: 2013 -- Trailer
De: Robert Schwentke (de RED)
Com: Ryan Reynolds (de Arquivo-X) [é sério! que bizarro!], Jeff Bridges (de Tron e Bravura Indômita), Kevin Bacon ("Please, Louise, pull me offa my knees..."), Mary-Louise Parker (de RED e Tomates Verdes Fritos), Stephanie Szostak (de Homem-de-Ferro 3), James Hong (de Os Aventureiros do Bairro Proibido) e Marisa Miller.
Já aviso logo, o filme é quase uma droga, eu esperava algo um pouco menos pastelão, mas... sabe aquela merda que você fica com a consciência pesada, mas gosta? Pois então... Mais uma.
O filme não te acrescenta nada aos neurônios. Quiçá, você perde alguns. Ainda assim, não consegui não gostar da porcaria. [deve ser magia de camponês] Colocaria lado a lado com Besouro Verde.
A Mary-Louise está fofa como sempre. O Reynolds interpreta o mesmo papel de sempre. O Bridges está ali só por diversão. O Kevin Bacon precisa pagar as contas e interpreta um vilão genérico de Sessão da Tarde. O chinês você pode até não associar o nome, mas você o reconhecerá. E a francesinha é a minha nova mulher mais bonita do mundo; até eu esquecer que dela em 2 dias - contando com hoje. [e são 23:18] Ninguém ganhará o Urso do Ouro mas tampouco comprometem. Tudo certo então.
Não vou dizer que o filme é um pipocão, mas... pipoquinha talvez? Vale se você pagar meia entrada ou se o cinema for barato na sua cidade. No Rio o cinema é caro para cacete, ainda mais que o filme é - desnecessariamente - em 3D.
A história. Manterei a postagem curta e vou só falar "tudo" que eu sabia antes de ver o filme: um policial morre e vira policial no além. E isso é baseado num quadrinho. [que nunca li, mas conhecia de nome] E pronto.
Ou seja, fora a parte do quadrinho, eu só sabia o que estava no trailer. [por falar nisso, a DC e a Marvel colocam os logotipos delas em tudo. Porque a Dark Horse não?]
[ATUALIZAÇÃO: resolvi checar a cara do quadrinho e achei que o Reynolds até que ficou parecido com o sujeito de lá. E sobre o pastelão... Saibam que cliquei numa página aleatória e o que vi foi um gremlin vestido de carteiro trucidando um cara ao ritmo de Farmyard Hokey. Ok então...]
E é só. Saibam que o filme é bem bobo e sejam felizes. E por falar em Besouro Verde, que eu lembro que recomendei as músicas que ouvi no carro depois e que mantiveram o clima alegre, vou recomendar uma também de novo. Mas só uma, que foi a que tocou assim que entrei nele - era a pasta de músicas russas e logo depois o clima já estava dramático [ô, povo dramático!]: Краски - Раз-два-три-четыре (Kraski - 1-2-3-4). Bem legal. Podem ouvir. Só é pena que não tenha um clipe oficial.
A música tema do Bridges no filme também é muito legal. Só que levei um susto ao ver o clipe. Com tanto duplo sentido na letra, esperava algo bem mais... ousado! Assustem-se vocês também: Robyn - Konichiwa Bitches (Trentemøller Remix).
Duração: 1h36min -- Ano: 2013 -- Trailer
De: Robert Schwentke (de RED)
Com: Ryan Reynolds (de Arquivo-X) [é sério! que bizarro!], Jeff Bridges (de Tron e Bravura Indômita), Kevin Bacon ("Please, Louise, pull me offa my knees..."), Mary-Louise Parker (de RED e Tomates Verdes Fritos), Stephanie Szostak (de Homem-de-Ferro 3), James Hong (de Os Aventureiros do Bairro Proibido) e Marisa Miller.
Já aviso logo, o filme é quase uma droga, eu esperava algo um pouco menos pastelão, mas... sabe aquela merda que você fica com a consciência pesada, mas gosta? Pois então... Mais uma.
O filme não te acrescenta nada aos neurônios. Quiçá, você perde alguns. Ainda assim, não consegui não gostar da porcaria. [deve ser magia de camponês] Colocaria lado a lado com Besouro Verde.
A Mary-Louise está fofa como sempre. O Reynolds interpreta o mesmo papel de sempre. O Bridges está ali só por diversão. O Kevin Bacon precisa pagar as contas e interpreta um vilão genérico de Sessão da Tarde. O chinês você pode até não associar o nome, mas você o reconhecerá. E a francesinha é a minha nova mulher mais bonita do mundo; até eu esquecer que dela em 2 dias - contando com hoje. [e são 23:18] Ninguém ganhará o Urso do Ouro mas tampouco comprometem. Tudo certo então.
Não vou dizer que o filme é um pipocão, mas... pipoquinha talvez? Vale se você pagar meia entrada ou se o cinema for barato na sua cidade. No Rio o cinema é caro para cacete, ainda mais que o filme é - desnecessariamente - em 3D.
A história. Manterei a postagem curta e vou só falar "tudo" que eu sabia antes de ver o filme: um policial morre e vira policial no além. E isso é baseado num quadrinho. [que nunca li, mas conhecia de nome] E pronto.
Ou seja, fora a parte do quadrinho, eu só sabia o que estava no trailer. [por falar nisso, a DC e a Marvel colocam os logotipos delas em tudo. Porque a Dark Horse não?]
[ATUALIZAÇÃO: resolvi checar a cara do quadrinho e achei que o Reynolds até que ficou parecido com o sujeito de lá. E sobre o pastelão... Saibam que cliquei numa página aleatória e o que vi foi um gremlin vestido de carteiro trucidando um cara ao ritmo de Farmyard Hokey. Ok então...]
E é só. Saibam que o filme é bem bobo e sejam felizes. E por falar em Besouro Verde, que eu lembro que recomendei as músicas que ouvi no carro depois e que mantiveram o clima alegre, vou recomendar uma também de novo. Mas só uma, que foi a que tocou assim que entrei nele - era a pasta de músicas russas e logo depois o clima já estava dramático [ô, povo dramático!]: Краски - Раз-два-три-четыре (Kraski - 1-2-3-4). Bem legal. Podem ouvir. Só é pena que não tenha um clipe oficial.
A música tema do Bridges no filme também é muito legal. Só que levei um susto ao ver o clipe. Com tanto duplo sentido na letra, esperava algo bem mais... ousado! Assustem-se vocês também: Robyn - Konichiwa Bitches (Trentemøller Remix).
domingo, 29 de setembro de 2013
Agents of S.H.I.E.L.D
Ok, vi o piloto. É divertido, mas se não fosse no universo Marvel, eu consideraria só mais uma série bem meia-boca. No estilo - ainda que melhor - que coisas como Nikita ou Alias. Provavelmente eu veria, é só quebra galho mas não chega a ser ruim. Colocaria no nível de No Ordinary Family.
O mistério do retorno do Coulson, de quem são os pais do agente, do trabalho anterior da oriental de Stargate Universe, ou da identidade real da hacker... Não me atingiram. Não sei se eu que sou chato [é... não sei... tô sabendo...] ou se a culpa é deles de não conseguirem chamar realmente a minha atenção.
A melhor parte do episódio foi o "Desculpe, estava escuro naquele canto, não pude resistir! Acho que queimou uma lâmpada." (ou algo assim, segue a original: "Sorry, that corner was really dark and I couldn't help myself. I think there's a bulb out.")
Procurando a frase em inglês, bati nessa resenha aqui, de uma tal Flavorwire: Agentes da SHIELD não é o próximo grande show de Joss Whedon - Ainda!. Esse é o jeito - esperar. Nunca fui fã de Buffy, mas ele conseguiu muito crédito comigo com Firefly. E eu consegui ver Serenity no cinema, foi muito legal quando ele apareceu logo de cara, agradecendo os fãs. Eu gosto muito dele. Vamos torcer.
[ATUALIZAÇÃO EM JANEIRO/2014:]
Atenção, é SPOILER para quem não assistiu ao episódio 11 (The Magical Place).
Ok, a série se manteve naquele misto de bobinha com interessante o suficiente para assistir antes de dormir ou jantando. Continua não sendo grande coisa, mas não é ruim. Então vou vendo sem grandes expectativas ou torcida.
Mas eu tive que voltar aqui para fazer uma reclamação... Quer dizer então que, esse tempo todo, o grande mistério, a imensa mentira que a SHIELD contava para o Agente Coulson foi... Ele NÃO foi para o Taiti!! Uau! Que trágico!
Ah, e tem o detalhe de que ele não ficou morto por alguns segundos, foram dias. Grandes coisa! Maravilhas que a medicina faz por você! Antigamente, se você ficasse morto por 2 segundos sequer e o médico falasse que você voltou a vida, você seria apedrejado enquanto queimava vivo! "Isso é coisa do diabo!" e "Ele voltou com ajuda do capeta!" talvez fossem as coisas mais carinhosas que você ouviria ao acordar!
Então, o cara retornou a vida com ajuda da tecnologia médica avançada. [que é exatamente o que eu quero que façam se eu morrer e tiver alguma tecnologia de ressuscitação por perto!] E, durante o processo, por algum tipo de dor, confusão ou seqüela mental temporária!, o Coulson afirmava que queria morrer. Vamos combinar: ele não estava e em condições de fazer declaração alguma.
E aí, isso foi tão chocante psicologicamente para... Sei lá, os plantonistas do dia?, que eles acharam que quando o Coulson acordasse no hospital ele NÃO iria falar "Pô, galera! Obrigadão pelo esforço! Aquilo que eu disse, quando estava com o cérebro aberto e em dor, deixem para lá! Amo todos vocês!". Não... Eles acharam que o cara provavelmente iria querer morrer de novo, e aí hipnotizaram-no para ele achar que tirou férias!
Que monstros! Que gente horrível!
Não convenceu! Li por acaso, por aí e faz tempo, uma teoria que eu tinha gostado. De tanto o cara falar "É um lugar mágico!", a idéia é que ele teria sido trazido à vida por mágica, e seria a forma de introduzirem o Dr. Estranho no universo Marvel televisivo (e cinematográfico). E aí inventariam algum problema dramático para isso não poder ser revelado, de repente eles deram a alma do Coulson em troca, ou ao invés do Dr. Estranho, eles agora estivessem devendo um favor para algum vilão... Qualquer coisa que, dada a opção, o Coulson, em plenas faculdades mentais, diria "Assim não quero!", e não gritando durante uma operação com o cérebro aberto.
O pior é que até achei que o garçom do Taiti daria um ótimo ator para ser o Dr. Estranho, a cara dele ficou parecida. Na hora pensei que a tal teoria fosse estar certa. Não estava.
E agora teremos o trauma mais fajuto da história acompanhando a série: o cara está chateado porque foi ressuscitado pela tecnologia médica e o enganaram dizendo que ele foi pra praia!
Vou colocar na minha carteira, junto com o aviso de que sou doador, que se eu morrer e existir essa possibilidade, EU QUERO ESSE TRAUMA PARA MIM! :-D
O mistério do retorno do Coulson, de quem são os pais do agente, do trabalho anterior da oriental de Stargate Universe, ou da identidade real da hacker... Não me atingiram. Não sei se eu que sou chato [é... não sei... tô sabendo...] ou se a culpa é deles de não conseguirem chamar realmente a minha atenção.
A melhor parte do episódio foi o "Desculpe, estava escuro naquele canto, não pude resistir! Acho que queimou uma lâmpada." (ou algo assim, segue a original: "Sorry, that corner was really dark and I couldn't help myself. I think there's a bulb out.")
Procurando a frase em inglês, bati nessa resenha aqui, de uma tal Flavorwire: Agentes da SHIELD não é o próximo grande show de Joss Whedon - Ainda!. Esse é o jeito - esperar. Nunca fui fã de Buffy, mas ele conseguiu muito crédito comigo com Firefly. E eu consegui ver Serenity no cinema, foi muito legal quando ele apareceu logo de cara, agradecendo os fãs. Eu gosto muito dele. Vamos torcer.
[ATUALIZAÇÃO EM JANEIRO/2014:]
Atenção, é SPOILER para quem não assistiu ao episódio 11 (The Magical Place).
Ok, a série se manteve naquele misto de bobinha com interessante o suficiente para assistir antes de dormir ou jantando. Continua não sendo grande coisa, mas não é ruim. Então vou vendo sem grandes expectativas ou torcida.
Mas eu tive que voltar aqui para fazer uma reclamação... Quer dizer então que, esse tempo todo, o grande mistério, a imensa mentira que a SHIELD contava para o Agente Coulson foi... Ele NÃO foi para o Taiti!! Uau! Que trágico!
Ah, e tem o detalhe de que ele não ficou morto por alguns segundos, foram dias. Grandes coisa! Maravilhas que a medicina faz por você! Antigamente, se você ficasse morto por 2 segundos sequer e o médico falasse que você voltou a vida, você seria apedrejado enquanto queimava vivo! "Isso é coisa do diabo!" e "Ele voltou com ajuda do capeta!" talvez fossem as coisas mais carinhosas que você ouviria ao acordar!
Então, o cara retornou a vida com ajuda da tecnologia médica avançada. [que é exatamente o que eu quero que façam se eu morrer e tiver alguma tecnologia de ressuscitação por perto!] E, durante o processo, por algum tipo de dor, confusão ou seqüela mental temporária!, o Coulson afirmava que queria morrer. Vamos combinar: ele não estava e em condições de fazer declaração alguma.
E aí, isso foi tão chocante psicologicamente para... Sei lá, os plantonistas do dia?, que eles acharam que quando o Coulson acordasse no hospital ele NÃO iria falar "Pô, galera! Obrigadão pelo esforço! Aquilo que eu disse, quando estava com o cérebro aberto e em dor, deixem para lá! Amo todos vocês!". Não... Eles acharam que o cara provavelmente iria querer morrer de novo, e aí hipnotizaram-no para ele achar que tirou férias!
Que monstros! Que gente horrível!
Não convenceu! Li por acaso, por aí e faz tempo, uma teoria que eu tinha gostado. De tanto o cara falar "É um lugar mágico!", a idéia é que ele teria sido trazido à vida por mágica, e seria a forma de introduzirem o Dr. Estranho no universo Marvel televisivo (e cinematográfico). E aí inventariam algum problema dramático para isso não poder ser revelado, de repente eles deram a alma do Coulson em troca, ou ao invés do Dr. Estranho, eles agora estivessem devendo um favor para algum vilão... Qualquer coisa que, dada a opção, o Coulson, em plenas faculdades mentais, diria "Assim não quero!", e não gritando durante uma operação com o cérebro aberto.
O pior é que até achei que o garçom do Taiti daria um ótimo ator para ser o Dr. Estranho, a cara dele ficou parecida. Na hora pensei que a tal teoria fosse estar certa. Não estava.
E agora teremos o trauma mais fajuto da história acompanhando a série: o cara está chateado porque foi ressuscitado pela tecnologia médica e o enganaram dizendo que ele foi pra praia!
Vou colocar na minha carteira, junto com o aviso de que sou doador, que se eu morrer e existir essa possibilidade, EU QUERO ESSE TRAUMA PARA MIM! :-D
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Chico Bento: Pavor Espaciar
Autor: Gustavo Duarte -- Editora: Panini
Com personagens de: Maurício de Sousa
Páginas: 82 -- Ano: 2013
ISBN: 978-85-4260-018-6 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
A história: Chico Bento e o primo estão sozinhos em casa a noite quando, de repente, surge um ET na cozinha. O Chico tenta correr e descobre que o primo acabou de ser abduzido. Logo depois, ele, a galinha Giselda e o porco Torresmo acabam indo todos no mesmo embalo. Daí em diante a história segue na nave e mais não falo. Primeiro que é para não entregar muito, segundo porque a história é tão ligeira, que já contei 1/3 dela.
Vamos lá, novamente, mais um da série Graphic MSP. Eu nunca fui de ler Turma da Mônica, achava um pouco infantil demais mesmo quando era criança. Horácio eu gostava mais, ele era o mais "filosófico" deles. Mas, mesmo assim, sempre tive respeito pelos personagens e um certo carinho por eles... Pô, Mônica e Cebolinha são o Mickey nacional.
Chico Bento então, não sabia nada. E continuo sabendo pouco até. Ele é parente de algum dos personagens urbanos?, por exemplo, nem sei. Mas essa série em capa dura realmente foi uma ótima sacada, sempre uma agradável surpresa. E esse agora eu já li sabendo que não são exatamente quadrinhos adultos, como o Magnetar estava sendo induzido. São apenas quadrinhos excelentes, com histórias curtas, para crianças mais espertas. E claro, várias referências para os pais, saudosistas de plantão, ou gente como eu, que não sou nenhum dos dois mas fiquei interessado.
Lembram quando eu comentei que o Magnetar (já resenhado) lia-se muito rápido? HA! Pois Pavor Espaciar é quase um filme mudo. [ATUALIZAÇÃO: fui depois saber que isso é mesmo o estilo do autor] Muitos quadrinhos sem uma palavra sequer, feitos com maestria, mas ainda acho que as histórias podiam ser um pouquinho mais longas. Serem curtas te dá o gostinho de quero mais, como estou agora, e terminam ainda na curva ascendente, mas mesmo assim, se fossem o dobro do tamanho, ainda seriam tão curtas que terminariam do mesmo jeito.
E olha que eu li devagar porque foi tudo escrito em "caipirês" e ainda olhava com atenção cada quadrinho, não só porque eram super bem desenhados (como já dito), mas também para buscar as várias referências feitas a outros personagens do Maurício de Sousa, outras histórias de FC e miscelâneas aqui e ali.
Começou devagar, olhando a capa dos quadrinhos que o Chico e seu primo estavam lendo, mas aí, qual não foi minha surpresa ao notar um outro abduzido de peso! Mais a frente, vi algo que me lembrou muito o esqueleto das Meninas Superpoderosas (aqui) e de repente meu deu o estalo: "NÃO! É O <spoiler!>! Que maldade, rs!!!" Em outro momento apareceram uns aviões que eu já imaginei logo o que seriam (mas não tive o conhecimento para ter certeza, mas sim, acabei de confirmar que eram mesmo eles - spoiler aqui), e na seqüência, um navio, tornando a referência anterior ainda mais certa, mas que assim que eu vi o nome dele pensei, decepcionado, "Ah, tinha que ser o Cotopaxi..." (se você não conhece esse nome, veja o filme); mas quem é que me aparece na página seguinte? O próprio! :-D
Até referência à lendas urbanas da História mundial apareceram por lá. Não vou explicar, só dar a dica para quando aparecerem umas letras estranhas: usem a tabela aqui e rolem até a seção da Folha de São Paulo. E vão pesquisar sobre o nome que vocês acharem. [mas sim, preciso me gabar de que não precisei da tabela e - acho - entendi o chiste]
Uma das referências à FC eu só fui descobrir no texto ao final do livro e me senti uma besta por não ter olhado direito ali. Mas teve uma, ligada ao universo pop, que era tão manjada e usada à exaustão, que essa eu achei desnecessária. Foi fácil demais, vamos dizer assim. E não estou dizendo fácil reconhecer [eu teria que ser retardado para não fazê-lo], foi fácil demais o autor tê-la feito.
Mas pouco antes da história acabar, tive outro estalo de que um dos personagens não tinha recebido o foco em momento algum... Achei que a última cena seria esse personagem começando a cantar!! E, aí, a piada manjada teria tido uma baita utilidade. Passei perto. Acertei o foco da última cena, mas sem relação à tal referência - que ficou então só sendo clichê. Mas vão lá, tem muitas outras [por falar nisso... aquele asterico gigante tem algo de familiar] e a função aqui não é ficar contando.
[ATUALIZAÇÃO: lembrei de onde era o asterisco. Era daqui! Brincadeira, eu devia estar pensando neste aqui. Mas um asterisco não é exatamente algo raro ou único, pode ser referência à um milhão de outras coisas, ou à coisa nenhuma. É como dizer que as pirâmides são uma referência à bandeira de Minas Gerais...]
Nota 10 e que venha o próximo! [que será do Piteco, outro persnagem que eu acho que nunca li, mas sei que vou gostar da Graphic MSP dele] [na verdade, para mim o próximo será o Laços, que lerei esta semana ainda, resenha em breve]
Com personagens de: Maurício de Sousa
Páginas: 82 -- Ano: 2013
ISBN: 978-85-4260-018-6 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
A história: Chico Bento e o primo estão sozinhos em casa a noite quando, de repente, surge um ET na cozinha. O Chico tenta correr e descobre que o primo acabou de ser abduzido. Logo depois, ele, a galinha Giselda e o porco Torresmo acabam indo todos no mesmo embalo. Daí em diante a história segue na nave e mais não falo. Primeiro que é para não entregar muito, segundo porque a história é tão ligeira, que já contei 1/3 dela.
Vamos lá, novamente, mais um da série Graphic MSP. Eu nunca fui de ler Turma da Mônica, achava um pouco infantil demais mesmo quando era criança. Horácio eu gostava mais, ele era o mais "filosófico" deles. Mas, mesmo assim, sempre tive respeito pelos personagens e um certo carinho por eles... Pô, Mônica e Cebolinha são o Mickey nacional.
Chico Bento então, não sabia nada. E continuo sabendo pouco até. Ele é parente de algum dos personagens urbanos?, por exemplo, nem sei. Mas essa série em capa dura realmente foi uma ótima sacada, sempre uma agradável surpresa. E esse agora eu já li sabendo que não são exatamente quadrinhos adultos, como o Magnetar estava sendo induzido. São apenas quadrinhos excelentes, com histórias curtas, para crianças mais espertas. E claro, várias referências para os pais, saudosistas de plantão, ou gente como eu, que não sou nenhum dos dois mas fiquei interessado.
Lembram quando eu comentei que o Magnetar (já resenhado) lia-se muito rápido? HA! Pois Pavor Espaciar é quase um filme mudo. [ATUALIZAÇÃO: fui depois saber que isso é mesmo o estilo do autor] Muitos quadrinhos sem uma palavra sequer, feitos com maestria, mas ainda acho que as histórias podiam ser um pouquinho mais longas. Serem curtas te dá o gostinho de quero mais, como estou agora, e terminam ainda na curva ascendente, mas mesmo assim, se fossem o dobro do tamanho, ainda seriam tão curtas que terminariam do mesmo jeito.
E olha que eu li devagar porque foi tudo escrito em "caipirês" e ainda olhava com atenção cada quadrinho, não só porque eram super bem desenhados (como já dito), mas também para buscar as várias referências feitas a outros personagens do Maurício de Sousa, outras histórias de FC e miscelâneas aqui e ali.
Começou devagar, olhando a capa dos quadrinhos que o Chico e seu primo estavam lendo, mas aí, qual não foi minha surpresa ao notar um outro abduzido de peso! Mais a frente, vi algo que me lembrou muito o esqueleto das Meninas Superpoderosas (aqui) e de repente meu deu o estalo: "NÃO! É O <spoiler!>! Que maldade, rs!!!" Em outro momento apareceram uns aviões que eu já imaginei logo o que seriam (mas não tive o conhecimento para ter certeza, mas sim, acabei de confirmar que eram mesmo eles - spoiler aqui), e na seqüência, um navio, tornando a referência anterior ainda mais certa, mas que assim que eu vi o nome dele pensei, decepcionado, "Ah, tinha que ser o Cotopaxi..." (se você não conhece esse nome, veja o filme); mas quem é que me aparece na página seguinte? O próprio! :-D
Até referência à lendas urbanas da História mundial apareceram por lá. Não vou explicar, só dar a dica para quando aparecerem umas letras estranhas: usem a tabela aqui e rolem até a seção da Folha de São Paulo. E vão pesquisar sobre o nome que vocês acharem. [mas sim, preciso me gabar de que não precisei da tabela e - acho - entendi o chiste]
Uma das referências à FC eu só fui descobrir no texto ao final do livro e me senti uma besta por não ter olhado direito ali. Mas teve uma, ligada ao universo pop, que era tão manjada e usada à exaustão, que essa eu achei desnecessária. Foi fácil demais, vamos dizer assim. E não estou dizendo fácil reconhecer [eu teria que ser retardado para não fazê-lo], foi fácil demais o autor tê-la feito.
Mas pouco antes da história acabar, tive outro estalo de que um dos personagens não tinha recebido o foco em momento algum... Achei que a última cena seria esse personagem começando a cantar!! E, aí, a piada manjada teria tido uma baita utilidade. Passei perto. Acertei o foco da última cena, mas sem relação à tal referência - que ficou então só sendo clichê. Mas vão lá, tem muitas outras [por falar nisso... aquele asterico gigante tem algo de familiar] e a função aqui não é ficar contando.
[ATUALIZAÇÃO: lembrei de onde era o asterisco. Era daqui! Brincadeira, eu devia estar pensando neste aqui. Mas um asterisco não é exatamente algo raro ou único, pode ser referência à um milhão de outras coisas, ou à coisa nenhuma. É como dizer que as pirâmides são uma referência à bandeira de Minas Gerais...]
Nota 10 e que venha o próximo! [que será do Piteco, outro persnagem que eu acho que nunca li, mas sei que vou gostar da Graphic MSP dele] [na verdade, para mim o próximo será o Laços, que lerei esta semana ainda, resenha em breve]
sábado, 31 de agosto de 2013
Imperdoável e Incorruptível
Título original: Irredeemable /* Deixa eu já cortar aqui os dados técnicos e dizer, Irredimível seria uma tradução muito melhor. Imperdoável quer dizer que você não terá perdão. Mas você não precisa fazer nada depois do que você fez para ser perdoado.
[rezar algumas Ave-Marias talvez, se você for cristão]
Irredimível quer dizer que você não se redimirá. Para se redimir você precisa fazer algo. Por mais que ninguém vá perdoar o personagem pelo que ele fez também, a troca de títulos muda completamente a mensagem. */
Autor: Mark Waid (de Reino do Amanhã e Miss Hemoglobina)
Editora original: Boom! Studios (dos quadrinhos de Farscape)
Editora no Brasil: Devir (de Sin City e dos livros do Ender)
Edições/páginas: 37+1 / aprox. 840 -- Ano: 2009-2012
Podem ler, é sem spoilers. Pelo menos não descarado. Sei lá.
Pois então, vi outro dia a notícia que isso seria finalmente publicado no Brasil [achei que tinha sido ouvindo o MRG ou no Omelete, mas acabei de achar a notícia no JN, dever ter sido lá então] e resolvi checar a quantas andava o quadrinho.
Esbarrei nele muito tempo atrás, lendo algum outro do Mark Waid, achei a idéia interessante, li os primeiros, e como era uma minissérie, resolvi acompanhar. Na verdade, depois eu fiquei com a impressão de que em lugar nenhum eu li que isso era uma minissérie. Eu acho que concluí isso só porque a capa da primeira revista era "I", a da segunda tinha um "R", depois outro "R", e assim por diante, e meu cérebro racionalizou que a história acabaria quando completasse a palavra. Que tem 12 letras, uma quantidade normal de edições de minisséries, que assim duram 1 ano bonitinho.
Bem, não foi. Eu lembro que parei de ler quando vi que a história estava só se complicando e a "última" edição estava muito perto. Resolvi esperar... Chegou a 12... chegou a 13... a 14... Aí parei de prestar atenção, e de tempos em tempos eu checava se tinha acabado, para ler tudo de uma vez - ou se descobrisse que era mensal e nunca ia terminar, eu também nunca ia ler. Nem notei que não checava isso faz tempo, a revista acabou em MAIO... de 2012!!!Ok, eu acabo perdendo tempo falando essas inutilidades [mas agora que já digitei... ah, não apago!, digitar é muito chato] Falemos da história.
Se vai mesmo sair em português, daqui a pouco tem gente pesquisando para saber se vale a pena. Resumindo: vale! Mas com ressalvas.
A história, como originalmente vendida, é: e se o Super-Homem ficasse mau.
[Superman é o cacete!]
O que temos é um sujeito, que nada mais é que o Super-Homem com uma roupa diferente e loiro, chamado Plutoniano (lá perto das últimas edições o nome é explicado).
Um certo dia, o cara surta, destrói
Pois é.
A história segue daí, com os amigos tentando descobrir o que diabos aconteceu, como reverter, ou, se tudo o mais falhar, como pará-lo. Na verdade, nessa hora eles até percebem que o cara nunca foi muito de contar coisas pessoais.
E aí nessa parte, logo na primeira edição, já começa um problema da história. Ela não durou as 12 edições que imaginei, mas com tanto personagem, sub-enredos, etc, acho que 40 edições [já explico essa qtd] foi pouco.
Acho que 60 teria ficado um pouco melhor. Não para esticar o fim, mas para fazer tudo com mais calma desde o começo. Ou doze edições mesmo, estaria de bom tamanho se a história tivesse sido extremamente focada. Todas as 5 ou 6 revistas passadas na "prisão espacial" poderiam ser cortadas, por exemplo.O que aconteceu é que temos tantos personagens, com várias linhas, rixas, histórias pessoais, planos, até brigas de casal e etc, que muita coisa acabou sendo largada no meio. Ou ficamos curiosos e pronto, nada saiu dali.
Há coisas interessantes. Perto do final um grupo de super-heróis está buscando uma solução alternativa para o problema... Que não dá em nada. Outro herói simplesmente chega e diz "Opa, peraí, vocês não sabiam, mas eu estava bolando outra idéia". E pronto. Páginas e páginas de história "jogadas fora". O leitor acompanhou a outra idéia, estava nas outras páginas. Mas os outros personagens não. Eles não estavam acompanhando a história em forma de gibi.
Achei isso legal, aceitei na boa porque acontece no mundo real. Planos mudam e surpresas acontecem. Eu não quero explicações para tudo. Vi gente reclamando que o passado do "Lex Luthor" deles não foi explicado. Grandes coisa. Tem dois personagens, por exemplo, que usam uma máscara em parte do rosto, estilo Fantasma da Ópera, mas em todos os flashbacks eles não usam. Ó meu deus... Por que será?!?!
Dane-se! Foram anos combatendo o crime, isso deve machucar de vez em quando.
[ATUALIZAÇÃO: parece que na história foi, sim, mostrado a razão das máscaras - ou eu esqueci ou na hora não notei que aquilo era a causa. Mas tudo bem, o exemplo foi para o cacete, mas o princípio da coisa está valendo.]
Pô, imagina o tempo perdido se fossem explicar tudo... Eu lembro que Astro City resumiu toda a Crise nas Infitas Terras em 1 página dupla. E 70% da arte era uma só cena. Isso é coisa de profissional!
No link acima não tem a imagem que eu falei, que era o que eu estava procurando, mas explica +/- a história. Para quem não sabe o que é Astro City, não sabe o que é um quadrinho bom. Eu não lacrimejei como o cara do texto, mas senti um arrepio de emoção bem afeminado, isso eu senti. Putz, dois quadros, um cara de capuz que nem vemos o rosto. E duas frases. Cacete, muito foda. [e a boa notícia é que Astro City voltou!]
Nem preciso ir muito longe, com gibis que vocês não devem ter lido, o próprio Reino do Amanhã, clássico absurdo da DC e do mesmo sujeito, a gente não fica sabendo a origem de cada vilão ou herói do futuro. Estão lá e pronto.
...
Voltando... Mas sim, achei muito mal explicado as transformações que uma vilã mágica sofreu, por exemplo, e nem sei se ela terminou a história viva. Novamente, não temos que saber tudo, mas senti que daquele mato sairia mais cachorro... E foi apenas deixado de lado. O autor disse que a história estava planejada para terminar como terminou, mas que o miolo até lá, não. E muita coisa deu a impressão de que mudou mesmo.Ex.: 1ª revista; eles estão tentando juntar as peças do passado do Plutoniano; e uma das heroínas diz: "Ele mencionou uma vez uma namorada... uma tal de Ana... Alana..."
Algumas revistas depois vemos que o namoro do cara não era algo para ser lembrando do tipo "uma vez", "uma tal de". O namoro dele saiu em todas as TVs! A mulher virou sensação mundial! "A Lady Di da América" nas palavras do noticiário local e o cacete!
Ela até podia não lembrar o nome da sujeita, mas não ter uma vaga sensação de que ele namorou uma vez e falar isso para os outros como se eles não soubessem.
Ou o cara mudou de idéia sobre como tratar a namorada ""secreta"" no meio do caminho, ou ficou mal explicado. Seria como a Mulher-Maravilha (pré-Novos 52, não sei como está isso hoje) virar pro Batman e perguntar "Acho que o Super namorou uma tal de Lois Lane. Já ouviu falar dela?" e ele responder "Não."
Mais coisas estranhas: os poderes de um outro personagem sofreram DUAS reviravoltas... Na verdade, não sofreram, e aí que ficou duplamente mal explicado. A propósito, o que foi que o telepata leu na mente dele que o assustou tanto, e ainda assustou um dos mocinhos também?
Mas claro, há várias reviravoltas interessantes e muitas idéias legais aqui e ali. Não é algo muito cerebral - o termo reviravolta soa meio dramático demais e parece algo mais grandioso do que é - mas divertiu. Sentei o rabo e li todas as 68 revistas [já explico essa qtd] em 3 dias. [e entre elas eu joguei Civilization V, ô joguinho maldito para te fazer perder a noção do tempo.]
No geral, mesmo não tendo tido grande estima por nenhum personagem, e vários possíveis "furos", a história ficou bem construída. Com vários clichês aqui e ali para ninguém esquecer que ainda é um universo estilo DC/Marvel, com direito a gente empurrando coisas que não deveriam poder ser empurradas e tudo. Ah, mas a revista de quebra "explica" como é que o Super-homem consegue segurar um avião pelo nariz e ele simplesmente não quebrar, já que nenhum avião é construído para ser segurado por ali.Então... Se você esta lendo isso porque a Devir lançou, em sei lá quantos encadernados, possivelmente custando 49,99 e quer saber se vale a pena? Por esse preço, lembrando que provavelmente serão 4 ou 5 encadernados... Eu não compraria. Estou até hoje no dilema moral de comprar todos os Sin City, por causa do valor. [e ou eu compro todos, ou nenhum]. Mas a história prendeu a atenção, mesmo tendo ficado menos séria do que eu esperava e mesmo sendo muito mais longa do que deveria e, em sendo, ser mais curta do que deveria também.
Ah, e o final? Para quem já leu... Vamos dizer que seja arrogantemente poético por parte do escritor. O personagem imperdoável consegue o seu perdão, mas não das pessoas que ele esperava, e realmente estava complicado imaginar como terminaria a história sem foder com o sujeito ou sem ele ganhar uma estátua e uma tia levando um suco de limão enquanto ele ajudava com a reconstrução do mundo. "Toma aqui meu filho... Matar aquelas 15 milhões de pessoas foi feio, mas está muito calor hoje e pelo menos você está ajudando agora." Não. Qualquer final genérico para o sujeito seria um final ruim. Mas ao mesmo tempo... Mesmo gostando... A minha reação na hora foi "Ah, fala sério!"
Agora, explicando como é que eu li 40 edições de uma revista que durou 37, e não satisfeito, ainda disse que todas juntas somam 68.
A Irredeemable durou 37 edições mas teve também edição especial, com 3 histórias soltas de origens. Duas de personagens da série e uma terceira de outra revista. E há uma história em 4 partes, que 2 delas são na tal outra.
E aí entram as demais 30 das 68: a Incorruptível
Título original: IncorruptibleEdições/páginas: 30 / aprox. 670
No mundo do Plutoniano existe um vilão chamado Dano Máximo (Max Damage, e imagino que não vão traduzir os nomes no Brasil, mas se alguma coisa eu aprendi com Tom Cruise, foi dizer "Dane-se") [nã... mentira, não foi com ele não, mas lembrei disso agora e foi divertido fazer a referência], que, inicialmente, é talvez o único sujeito que consegue ir mano-a-mano com o ex-mocinho (ainda que não tão perigoso quanto o Modeus, o Lex Luthor deles).
Contudo, ele não chega a ser um supervilão, no sentido de que ele não tenta dominar o mundo. Ele é só um ladrão superforte e invulnerável. Mas também não é só um mocinho incompreendido, com amigos ruins, ele é um vilão filho-da-puta mesmo. Que mata inocentes e pronto, e também não vê problema em ajudar outros que o farão em escala ainda maior. E anda por aí com sua peituda parceira menor de idade que usa um colante preto, a Chave-de-Cadeia (Jailbait no original), que não tem poderes. E sim, ele comeu. Mas, talvez, para não ofender a sensibilidade dos leitores, em nada ela parece menor de idade. A única parte em que eu tive um leve "putz" foi na capa alternativa da primeira edição, em que o cara parece muito mais velho (quase 60) e ela parece muito menos (uns 13). A capa é essa. Em todo o resto ele parece ter uns 35 e ela uns 25.
E aí começa nossa história... O Plutoniano surta, destrói uma cidade inteira matando todo mundo... E o Max fica tão bolado, que "surta" no sentido oposto e resolve virar mocinho. Não mata mais, joga fora o dinheiro dos crimes (nem o usa para fazer o bem nem nada, porque aquele dinheiro estava sujo) e até para de comer sua parceira (que reclama repetidas vezes com ele por causa disso) por ela não ter 18 anos ainda.
E aí temos mais 30 revistas no mesmo universo, focando no Max tentando fazer o bem no microcosmos dele, a cidade Coalville, metendo a porrada em alguns antigos companheiros, ajudando pessoas que ele quase matou (umas das personagens do Irredeemable acaba realmente ficando útil nessa revista, ao invés de na outra), contando com a ajuda de um dos poucos policiais que restaram e fazendo alianças estranhas. Mas sempre pensando no bem da cidade e seguindo à risca (tentando pelo menos) seu recém adquirido código moral, até exagerando as vezes.
Algo que me incomodou um pouco foi a troca dos desenhistas. Foram 4 ou 5
ao todo, e isso ia aos poucos tirando o clima. Até a revista 4, por
exemplo, parece um quadrinho normal, uma Marvel qualquer, a 5 parece tirado
de um episódio de Três Espiãs Demais, e a 6 muda o estilo
novamente para algo estilo o antigo desenho do Batman. Você acostuma
rápido (exceto pela revista 5, que graças a deus só foi desenhada
daquele jeito um vez), mas na Imperdoável os artistas mudavam de forma muito mais suave.A quantidade de absurda de artistas fica legal nas capas. Muitas capas alternativas. Deu um baita trabalho escolher as das postagem. E de duas, passou para 4, depois para 7. Não resisti. E nem são as melhores, mas queria também variar, para não ficar Plutoniano demais. Se bem que as duas do Incorruptível ficaram parecidas, mas tinha que ter a primeira, claro, e a outra é uma das minhas preferias. Há outras muito boas, mas que na hora de reduzir a imagem ficavam ruim de entender.
Essa revista começou melhor e depois ficou mais confusa, com jeitão de revista mensal, só que sem muito tempo para as histórias serem trabalhadas. Algumas partes beiraram o incompreensível de tão corridas perto do final. E os vilões são mais galhofados também. Mas não é ruim, se você for ler a original, leia essa também. Na pior hipótese, estica a história. E os personagens fazem um rápido crossover mais para frente (ainda que não seja obrigatório ler as partes da história das duas revistas, melhora assim).
É divertida também, principalmente pela relação entre o sujeito e suas parceiras. Podem ler. Eu não vou recomprar traduzida nem encadernada, mas para quem não achar caro e não conhecer, está valendo e recomendo.
ATUALIZAÇÃO: resolvi ver se tinha algum podcast por aí falando da revista. Achei esse abaixo. Já terminei de ouvir e é bem legal. Eles leram a revista na época do lançamento pelo jeito, mas o podcast é de agora, de 2013, então muita coisa eles estão lembrando errado e não é exatamente como eles dizem, mas são detalhes bobos aqui e ali, outras coisas eles notaram que eu nem tinha percebido [foi lá que acabei de ouvir a explicação das máscaras que atualizei mais acima]. ComicPod #110 – Irredeemable
Mas atenção: o programa é spoiler do começo ao fim.
Para quem ficou curioso com as revistas, mas quer spoilers para decidir se lê ou não, fica a sugestão. Parece estranho, mas muito quadrinho, livro ou filme eu só fui ter vontade de ler ou ver depois de saber como a história terminava e, aí sim, eu dava algum crédito para ela e resolvia descobrir como ela chegou até ali. [e digitar isso deu espaço para mais uma capa. rs!! que não é das mais artísticas, mas eu gostei dela - tem o clima da revista e tem a Jailbait]
sábado, 11 de maio de 2013
Zen Pencils
Ficar de bobeira no micro de vez em quando dá bons resultados. [e de vez em quando eu passo 8 horas jogando] Estava pensando em Duna, avaliando se já fazia tempo suficiente desde a última porcaria que li do Brian - para poder ler a seguinte [não faz]; e lembrei da Litania Contra o Medo. E só por falta do que fazer digitei isso no Google. Apareceu o Wikipedia (obviamente) e surgiu um outro, que cliquei porque estava no alto:

O principal do site são tirinhas onde o sujeito (Gavin Aung Than) ilustra frases inspiradoras ou pequenas parábolas. Nem todas funcionaram para mim e o site perigosamente aproxima-se da auto-ajuda [o horror...], mas devo ter lido umas 20/25 tirinhas e é difícil não se emocionar com várias (se não a maioria) delas. [nota: mas eu falo só do texto das tirinhas, e não do que o cara escreve depois, que é irrelevante]
Quem preferir, há 24 tirinhas traduzidas para o português neste link (obs: o site original tem atualmente 115), mas eles descontinuaram a atividade porque o próprio site oficial passará a ter traduções em breve também.
Para os nerds, tem muita coisa lá que nós reconheceremos. Desde outras citações de escritores de FC, cientistas ou Bruce Lee, até mesmo só os desenhos. Deixo abaixo mais um link (clique na figura), para a minha preferida das que li hoje. Tem outras até mais 'bonitas', até o Pale Blue Dot apareceu lá, mas o texto abaixo eu não conhecia.
E todo mundo que já leu DC reconhecerá a inspiração do personagem.
"I would rather be ashes than dust!" (texto atribuído a Jack London)

O principal do site são tirinhas onde o sujeito (Gavin Aung Than) ilustra frases inspiradoras ou pequenas parábolas. Nem todas funcionaram para mim e o site perigosamente aproxima-se da auto-ajuda [o horror...], mas devo ter lido umas 20/25 tirinhas e é difícil não se emocionar com várias (se não a maioria) delas. [nota: mas eu falo só do texto das tirinhas, e não do que o cara escreve depois, que é irrelevante]
Quem preferir, há 24 tirinhas traduzidas para o português neste link (obs: o site original tem atualmente 115), mas eles descontinuaram a atividade porque o próprio site oficial passará a ter traduções em breve também.
Para os nerds, tem muita coisa lá que nós reconheceremos. Desde outras citações de escritores de FC, cientistas ou Bruce Lee, até mesmo só os desenhos. Deixo abaixo mais um link (clique na figura), para a minha preferida das que li hoje. Tem outras até mais 'bonitas', até o Pale Blue Dot apareceu lá, mas o texto abaixo eu não conhecia.
E todo mundo que já leu DC reconhecerá a inspiração do personagem.
"I would rather be ashes than dust!" (texto atribuído a Jack London)
sábado, 4 de maio de 2013
Homem-de-Ferro 3
Nome original: Iron Man 3 -- Trailer
Duração: 2h10min -- Ano: 2013
De: Shane Black (de Beijos e Tiros)
Com: Robert Downey Jr. (de Abaixo de Zero, Chaplin e O Outro Lado da Nobreza), Gwyneth Paltrow (de Shakespeare Apaixonado e Hook, A Volta do Capitão Gancho), Guy Pearce (de A Máquina do Tempo), Ben Kingsley (de Hugo e Príncipe da Pérsia), Don Cheadle (de House of Lies e Capitão Planeta), Rebecca Hall (a Vicky de Vicky Cristina Barcelona), Paul Bettany (ele é o Padre do filme Padre, como voz do mordomo-robô), Jon Favreau (de Friends) e Ty Simpkins.
Ok, essa será uma resenha curta. Como eu já disse outras vezes, nem gosto muito de resenhar blockbusters, acho que meu cérebro fica acanhado, sabendo que existem 500 mil resenhas e 20 mil podcasts sobre o assunto e eu não tenho nada para adicionar.
Então, simplificando logo: eu gostei do filme mas não gostei do vilão.
Um pouco sobre meus conhecimentos do Homem-de-Ferro... Eu nunca fui fã dele antes dos filmes. Com o Downey Jr. no cinema muita gente começou a ser fã do personagem desde criancinha, e aí cita umas 2 ou 3 histórias e age como se fosse um entendido. Ok, muitos realmente são, mas achar gente que não gostava do Homem-de-Ferro é igual achar eleitor do Collor - ninguém votou nele, mas ele ganhou de forma acachapante no 1º turno. Mistérios da vida. Devem ter sido alienígenas.
Pois bem, o que eu sabia do sujeito antes do 1º filme:
- ele era o Bruce Wayne da Marvel;
- como foi a primeira história, envolvendo a caverna;
- na Guerra Civil ele foi o primeiro a assumir a identidade secreta;
- ele tinha sido bêbado e, por algum tempo, o amigo militar assumiu o manto;
- dentro do Universo Marvel ele é uma das pessoas mais inteligentes do mundo;
- e eu conhecia a musiquinha do antigo desenho desanimado da Marvel.
Fora isso, não dava a mínima. Era só um personagem qualquer da Marvel que eu não ligava. Putz, eu conseguia ligar para ele até menos do que para o Quarteto Fantástico.
Com um conhecimento vastíssimo destes, a verdade é que qualquer coisa que me apresentem, se ficar legal, eu estou gostando. Eu não tenho como reclamar de nada do tipo "Mas isso NÃO aconteceu assim!" Bem, mesmo se eu soubesse, eu acharia errado, já que é uma adaptação e não dá para colocarem em tela 40 anos de histórias. Mas não sabendo, então o que vier é lucro.
Dragonball! O filme é um lixo. Mas eu nunca gostei do desenho, então não fiquei com vontade de matar os produtores nem salgar o terreno onde eu colocaria seus corpos desmembrados. Conheço gente que faltou pouco para isso. Eu vi, me diverti, e saí do cinema sabendo que era uma merda, mas sem me arrepender.
Homem-de-Ferro 3 é um filme com problemas, muitos se eu for me preocupar com tudo que ouvi ou li, mas, para mim, foi só um FILME PIPOCA! E como tal, um ótimo filme.
É talvez o mais engraçado dos 3 e talvez o com mais cenas cuja utilidade era terminar com o ator fazendo pose. Como se o filme tivesse sido montado como uma desculpa para unir vários frames isolados.
Aquela paradinha no ar com todas as armaduras, a queda da casa, o Tony arrastando a armadura na neve, a queda e a volta da Pimentinha... eu consegui ver o filme quase que quadro a quadro, cada uma dessas cenas dando um excelente retângulo numa revista. Foi um filme feito para ter, a cada 10 minutos, uma cena plasticamente bela.
Quadros legais unidos por fiapos de conversa: era uma revista em quadrinhos em movimento! Foi assim que meu cérebro interpretou o filme.
Ok, uma revista mais voltadas para explosões, uma leitura mais rasteira, mas beleza! Nem todo quadrinho foi feito para ser um Midnight Nation ou um Miracle Man.
Foi tudo muito bem amarrado? Não. Mas num nível bem gibi simplista, até que foi. Para mim, serviu. Os Vingadores, que todo mundo adorou, eu achei muito mais mal costurado. Lá era algo grandioso, era de se esperar um pouco mais de inteligência - deles ou do vilão. Aqui não, foi um one-shot perdido com a intenção de ser divertido.
Bem... Se os produtores queriam mais, falharam pateticamente. Mas se queriam só uma boa diversão, meus parabéns. Saí feliz da sala. Exceto pelo vilão (já falo dele).
Vou achar uma pena se não tiverem mais filmes do personagem, mas da maneira como fechou, e até os créditos bem anos 80, achei que a trilogia poderia parar ali. Infância, adolescência e amadurecimento do personagem, mesmo que tenha ficado meio forçado.
Putz, o Dark Night Rises é extremamente tosco e mal costurado também, e os nerds adoram Nolan como o segundo messias. Mas não que eu não tenha gostado também. Já ficou definido: eu sou um cara que não exige muito quando acho que não é pra exigir. O filme tem que atender aquilo que eu acho que ele queria ser. E eu acho que esse queria ser um pipocão.
Ok, já babei o ovo falando do que gostei. Agora vamos à parte ruim.
Qualé! O vilão é o loirinho que fica maligno porquê... Hummm... Porque mesmo? Ah é, o filme não conta. E aí ele sequestra o Tony porque... Hummm... Aparentemente ele achava que o Tony era tão esperto, que ia em 15 minutos descobrir qual era o problema na fórmula deles e resolver tudo, ali, assim, de mão beijada, e ao mesmo tempo achava que ele era tão burro que acreditaria que o vilão cumpriria com a palavra. E lembrem: esse era o mesmo vilão do primeiro filme. E teve influência no 2º também [essa parte eu não lembrava, li por aí].
E aí, descobrimos que depois do cara criar a maior organização criminosa do mundo, só porque ficou entendiado no alto de um prédio, ele morre porque resolveu ser espalhafatoso, ao invés de só fugir.
Isso eu sempre tive problema até nos gibis. O Flash sempre captura o Capitão Frio... Se sou ele vou então atacar em outra cidade, ao invés de ficar de birra com aquele herói em particular. Ser vilão na Ucrânia! Sem Flash! Depois que ficasse rico voltava e comprava minha mansão na Flórida. Dinheiro devidamente lavado. Tudo dentro da lei.
De que adiantaria toda a briga do loiro com o Stark se no universo Marvel existem outros 300 super-heróis que podem pegá-lo depois. Foge e pensa num plano melhor.
A cena final foi divertida, mas eu a teria trocado. Eu teria mostrado um esconderijo qualquer, e começaria a cena mostrando as mãos de alguém, com os 10 anéis que dão superpoderes para... o Mandarim! E subiria a câmera, mostrando o mesmo ator que fez o sujeito novamente. E talvez alguns clones dele pelo lugar, dando a entender que o que foi preso era só um sósia/clone, que o loiro estava mentindo para despistar (fidelidade a causa) e que o Mandarim real não só está obviamente solto, mas é muito mais foda que sabíamos - e ainda poderia ser usado num próximo filme. Ou não. Nem importa. Pelo menos não teriam estragado o vilão.
E aí sim, o vilão loiro teria alguma vaga motivação: era pau-mandado. Claro, não explicaria a birra deste meu "Mandarim-real" pelo Stark, mas aí sei lá... De repente ele era amigão do Obadiah e queria se vingar por ter matado o amigo. Se eu pudesse inventar boas explicações para tudo eu largava meu emprego, ia ser roteirista em Hollywood, e casava com a Jennifer Connelly.
Outro problema do filme: os trailers. Eu não gosto muito de ver trailers hoje em dia. Vejo o primeirão (o teaser) o seguinte (o trailer de fato, com mais cenas) e aí eu tento parar, para não ver o filme inteiro antes de ir ao cinema. E tudo que eles estavam mostrando era dramático demais. Pelos trailers eu até achava que a Pimenta ia morrer. Tinha gente dizendo que esse filme seria o Batman 3 do Homem-de-Ferro. Todos achavam (baseado no marketing do filme) que teria um baita drama do cara, agora sabendo que é só um ricaço numa roupa de metal, num mundo muito mais complicado que pode ser destruído por deuses e alienígenas.
Nenhum trailer mostrava que suas crises de pânico seriam meramente cômicas, e que ele ficaria fazendo piadas com um molequinho que ele conheceu depois de invadir a garagem da casa dele.
Ótimas cenas dos dois, por falar nisso. Mas a única coisa que o trailer mostrava era drama. Até foi legal, fui ver o filme sabendo muito menos do que geralmente sei, mesmo não lendo spoilers. Mas no final ficou estranho descobrir que o vilão era só um sujeito qualquer, que nem tinham nenhum bom motivo para nada.
O Mandarim-idoso do trailer era um bom vilão. O Mandarim-idoso do filme foi uma boa diversão de Sessão da Tarde. O Mandarim-loiro foi um vilão ridículo. Sim, sei que complicaria adaptar a ponto de tornar compreensível décadas de histórias do HDF, mas... continua ridículo mesmo asim.
Bem da verdade, do vilão ricaço-louco do segundo conseguiu ser pior. Conseguiu até a façanha de fazer o Chicoteador de Ferro parecer um bom vilão. [aviso aos nerds chatos: sim, eu sei que é Chicote Negro, aprendi a usar o Google quando ainda era o Altavista]
Pior que falei que ia escrever pouco, mas estou viajando, só para conseguir explicar que achei um ótimo filme, mas que ao mesmo tempo foi uma colcha de retalhos pipocada com algumas idéias muito merdas no meio.
Ah, e qualé... Humor também tem limite! Eu topo o Tony levar uma armadurada na bunda e nem me incomodam piadinhas cretinas em momentos dramáticos. Mas os pedaços da armadura voarem por 1.000 quilômetros em 20 segundos e serem capazes de arrebentar tudo no caminho, mas não uma porta de garagem de madeira velha... Gozação tem limite, galera! A cena do cara "se vestindo" na fuga da mansão ficou muito maneira, mas ali a forçada de barra atingiu o auge.
Mas... me divertiu. Isso que importa. Acho que vou até ver de novo. Assistir cenas grandiosas na tela do cinema é muito bom.
Dia que for milionário não vou ter Porsche nem nada disso. Quero só ter um bom espaço para ter a minha própria sala de cinema. Não vale TV de plasma gigante e assistir de perto, tem que ser uma tela absurdamente grande e assistir de longe.
Duração: 2h10min -- Ano: 2013
De: Shane Black (de Beijos e Tiros)
Com: Robert Downey Jr. (de Abaixo de Zero, Chaplin e O Outro Lado da Nobreza), Gwyneth Paltrow (de Shakespeare Apaixonado e Hook, A Volta do Capitão Gancho), Guy Pearce (de A Máquina do Tempo), Ben Kingsley (de Hugo e Príncipe da Pérsia), Don Cheadle (de House of Lies e Capitão Planeta), Rebecca Hall (a Vicky de Vicky Cristina Barcelona), Paul Bettany (ele é o Padre do filme Padre, como voz do mordomo-robô), Jon Favreau (de Friends) e Ty Simpkins.
Ok, essa será uma resenha curta. Como eu já disse outras vezes, nem gosto muito de resenhar blockbusters, acho que meu cérebro fica acanhado, sabendo que existem 500 mil resenhas e 20 mil podcasts sobre o assunto e eu não tenho nada para adicionar.
Então, simplificando logo: eu gostei do filme mas não gostei do vilão.
Um pouco sobre meus conhecimentos do Homem-de-Ferro... Eu nunca fui fã dele antes dos filmes. Com o Downey Jr. no cinema muita gente começou a ser fã do personagem desde criancinha, e aí cita umas 2 ou 3 histórias e age como se fosse um entendido. Ok, muitos realmente são, mas achar gente que não gostava do Homem-de-Ferro é igual achar eleitor do Collor - ninguém votou nele, mas ele ganhou de forma acachapante no 1º turno. Mistérios da vida. Devem ter sido alienígenas.
Pois bem, o que eu sabia do sujeito antes do 1º filme:
- ele era o Bruce Wayne da Marvel;
- como foi a primeira história, envolvendo a caverna;
- na Guerra Civil ele foi o primeiro a assumir a identidade secreta;
- ele tinha sido bêbado e, por algum tempo, o amigo militar assumiu o manto;
- dentro do Universo Marvel ele é uma das pessoas mais inteligentes do mundo;
- e eu conhecia a musiquinha do antigo desenho desanimado da Marvel.
Fora isso, não dava a mínima. Era só um personagem qualquer da Marvel que eu não ligava. Putz, eu conseguia ligar para ele até menos do que para o Quarteto Fantástico.
Com um conhecimento vastíssimo destes, a verdade é que qualquer coisa que me apresentem, se ficar legal, eu estou gostando. Eu não tenho como reclamar de nada do tipo "Mas isso NÃO aconteceu assim!" Bem, mesmo se eu soubesse, eu acharia errado, já que é uma adaptação e não dá para colocarem em tela 40 anos de histórias. Mas não sabendo, então o que vier é lucro.
Dragonball! O filme é um lixo. Mas eu nunca gostei do desenho, então não fiquei com vontade de matar os produtores nem salgar o terreno onde eu colocaria seus corpos desmembrados. Conheço gente que faltou pouco para isso. Eu vi, me diverti, e saí do cinema sabendo que era uma merda, mas sem me arrepender.
Homem-de-Ferro 3 é um filme com problemas, muitos se eu for me preocupar com tudo que ouvi ou li, mas, para mim, foi só um FILME PIPOCA! E como tal, um ótimo filme.
É talvez o mais engraçado dos 3 e talvez o com mais cenas cuja utilidade era terminar com o ator fazendo pose. Como se o filme tivesse sido montado como uma desculpa para unir vários frames isolados.
Aquela paradinha no ar com todas as armaduras, a queda da casa, o Tony arrastando a armadura na neve, a queda e a volta da Pimentinha... eu consegui ver o filme quase que quadro a quadro, cada uma dessas cenas dando um excelente retângulo numa revista. Foi um filme feito para ter, a cada 10 minutos, uma cena plasticamente bela.
Quadros legais unidos por fiapos de conversa: era uma revista em quadrinhos em movimento! Foi assim que meu cérebro interpretou o filme.
Ok, uma revista mais voltadas para explosões, uma leitura mais rasteira, mas beleza! Nem todo quadrinho foi feito para ser um Midnight Nation ou um Miracle Man.
Foi tudo muito bem amarrado? Não. Mas num nível bem gibi simplista, até que foi. Para mim, serviu. Os Vingadores, que todo mundo adorou, eu achei muito mais mal costurado. Lá era algo grandioso, era de se esperar um pouco mais de inteligência - deles ou do vilão. Aqui não, foi um one-shot perdido com a intenção de ser divertido.
Bem... Se os produtores queriam mais, falharam pateticamente. Mas se queriam só uma boa diversão, meus parabéns. Saí feliz da sala. Exceto pelo vilão (já falo dele).
Vou achar uma pena se não tiverem mais filmes do personagem, mas da maneira como fechou, e até os créditos bem anos 80, achei que a trilogia poderia parar ali. Infância, adolescência e amadurecimento do personagem, mesmo que tenha ficado meio forçado.
Putz, o Dark Night Rises é extremamente tosco e mal costurado também, e os nerds adoram Nolan como o segundo messias. Mas não que eu não tenha gostado também. Já ficou definido: eu sou um cara que não exige muito quando acho que não é pra exigir. O filme tem que atender aquilo que eu acho que ele queria ser. E eu acho que esse queria ser um pipocão.
Ok, já babei o ovo falando do que gostei. Agora vamos à parte ruim.
Qualé! O vilão é o loirinho que fica maligno porquê... Hummm... Porque mesmo? Ah é, o filme não conta. E aí ele sequestra o Tony porque... Hummm... Aparentemente ele achava que o Tony era tão esperto, que ia em 15 minutos descobrir qual era o problema na fórmula deles e resolver tudo, ali, assim, de mão beijada, e ao mesmo tempo achava que ele era tão burro que acreditaria que o vilão cumpriria com a palavra. E lembrem: esse era o mesmo vilão do primeiro filme. E teve influência no 2º também [essa parte eu não lembrava, li por aí].
E aí, descobrimos que depois do cara criar a maior organização criminosa do mundo, só porque ficou entendiado no alto de um prédio, ele morre porque resolveu ser espalhafatoso, ao invés de só fugir.
Isso eu sempre tive problema até nos gibis. O Flash sempre captura o Capitão Frio... Se sou ele vou então atacar em outra cidade, ao invés de ficar de birra com aquele herói em particular. Ser vilão na Ucrânia! Sem Flash! Depois que ficasse rico voltava e comprava minha mansão na Flórida. Dinheiro devidamente lavado. Tudo dentro da lei.
De que adiantaria toda a briga do loiro com o Stark se no universo Marvel existem outros 300 super-heróis que podem pegá-lo depois. Foge e pensa num plano melhor.
A cena final foi divertida, mas eu a teria trocado. Eu teria mostrado um esconderijo qualquer, e começaria a cena mostrando as mãos de alguém, com os 10 anéis que dão superpoderes para... o Mandarim! E subiria a câmera, mostrando o mesmo ator que fez o sujeito novamente. E talvez alguns clones dele pelo lugar, dando a entender que o que foi preso era só um sósia/clone, que o loiro estava mentindo para despistar (fidelidade a causa) e que o Mandarim real não só está obviamente solto, mas é muito mais foda que sabíamos - e ainda poderia ser usado num próximo filme. Ou não. Nem importa. Pelo menos não teriam estragado o vilão.
E aí sim, o vilão loiro teria alguma vaga motivação: era pau-mandado. Claro, não explicaria a birra deste meu "Mandarim-real" pelo Stark, mas aí sei lá... De repente ele era amigão do Obadiah e queria se vingar por ter matado o amigo. Se eu pudesse inventar boas explicações para tudo eu largava meu emprego, ia ser roteirista em Hollywood, e casava com a Jennifer Connelly.
Outro problema do filme: os trailers. Eu não gosto muito de ver trailers hoje em dia. Vejo o primeirão (o teaser) o seguinte (o trailer de fato, com mais cenas) e aí eu tento parar, para não ver o filme inteiro antes de ir ao cinema. E tudo que eles estavam mostrando era dramático demais. Pelos trailers eu até achava que a Pimenta ia morrer. Tinha gente dizendo que esse filme seria o Batman 3 do Homem-de-Ferro. Todos achavam (baseado no marketing do filme) que teria um baita drama do cara, agora sabendo que é só um ricaço numa roupa de metal, num mundo muito mais complicado que pode ser destruído por deuses e alienígenas.
Nenhum trailer mostrava que suas crises de pânico seriam meramente cômicas, e que ele ficaria fazendo piadas com um molequinho que ele conheceu depois de invadir a garagem da casa dele.
Ótimas cenas dos dois, por falar nisso. Mas a única coisa que o trailer mostrava era drama. Até foi legal, fui ver o filme sabendo muito menos do que geralmente sei, mesmo não lendo spoilers. Mas no final ficou estranho descobrir que o vilão era só um sujeito qualquer, que nem tinham nenhum bom motivo para nada.
O Mandarim-idoso do trailer era um bom vilão. O Mandarim-idoso do filme foi uma boa diversão de Sessão da Tarde. O Mandarim-loiro foi um vilão ridículo. Sim, sei que complicaria adaptar a ponto de tornar compreensível décadas de histórias do HDF, mas... continua ridículo mesmo asim.
Bem da verdade, do vilão ricaço-louco do segundo conseguiu ser pior. Conseguiu até a façanha de fazer o Chicoteador de Ferro parecer um bom vilão. [aviso aos nerds chatos: sim, eu sei que é Chicote Negro, aprendi a usar o Google quando ainda era o Altavista]
Pior que falei que ia escrever pouco, mas estou viajando, só para conseguir explicar que achei um ótimo filme, mas que ao mesmo tempo foi uma colcha de retalhos pipocada com algumas idéias muito merdas no meio.
Ah, e qualé... Humor também tem limite! Eu topo o Tony levar uma armadurada na bunda e nem me incomodam piadinhas cretinas em momentos dramáticos. Mas os pedaços da armadura voarem por 1.000 quilômetros em 20 segundos e serem capazes de arrebentar tudo no caminho, mas não uma porta de garagem de madeira velha... Gozação tem limite, galera! A cena do cara "se vestindo" na fuga da mansão ficou muito maneira, mas ali a forçada de barra atingiu o auge.
Mas... me divertiu. Isso que importa. Acho que vou até ver de novo. Assistir cenas grandiosas na tela do cinema é muito bom.
Dia que for milionário não vou ter Porsche nem nada disso. Quero só ter um bom espaço para ter a minha própria sala de cinema. Não vale TV de plasma gigante e assistir de perto, tem que ser uma tela absurdamente grande e assistir de longe.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Astronauta: Magnetar
Autor: Danilo Beyruth -- Editora: Panini
Com personagem de: Maurício de Sousa
Páginas: 80 -- Ano: 2012
ISBN: 978-85-65484-41-1 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
Eu devo ter sido uma criança estranha. Ouço por aí toda a adoração que galera um pouco mais nova, da minha idade, ou um pouco acima tem pelos quadrinhos da Turma da Mônica... E eles, na verdade, nunca me disseram nada. Sei lá, Turma da Mônica, Luluzinha, Riquinho, Pateta ou Tom & Jerry eram quadrinhos que eu lia se caísse na minha frente, mas mera falta do que fazer... Ou lia nas tirinhas de jornal. Nesse caso, Horácio bem mais que os da turminha em si.
Astronauta então... Sabia quem era, mas acho que nunca lera antes alguma história dele. [bem, e de certa forma continuei sem ler] [a propósito, só para comentar, o que eu mais lia eram Recruta Zero e Tio Patinhas]
De cara então... sobre o personagem original mesmo... um choque! Ele é adulto! Ou isso ou a distorção temporal dele viajando no espaço fez com que ele ficasse ainda criança enquanto seus conhecidos cresceram. Digo isso porque a Ritinha, que era namorada dele na Terra... Casou! Putz! Não sabia nada mesmo sobre o personagem. A Ritinha é essa aqui (tem bom gosto esse rapaz). É adulta a garota! Eu a estava confundindo com alguma outra personagem pelo jeito. Achei que só tinha adulto nas histórias do Rolo.
Tem algo mal contado nisso... Ou o cara então é bem baixinho.
Mas falemos sobre o quadrinho sendo resenhado e não de minhas burrices.
A história: o Astronauta, numa versão adulta [apesar de ter descoberto agora que ele sempre foi adulto], está sozinho em sua nave, como ele gosta, indo pesquisar um magnetar (resumindo absurdamente, é um tipo de estrela ferrada, bem complicada de conseguir estudar). No caminho ele fica pensando na vida, lembrando dos bons tempos. Aí sai para instalar uns equipamentos, não recebe a tempo o alerta da nave de que algo estava errado, tudo explode, estraga a nave, e aí o cara fica preso lá, sem poder sair e sem poder pedir socorro. E aí ele continua pensando na vida, agora de forma mais deprê.
Opinião: No final da revista é mostrado rapidamente um pouco do processo criativo, desenhos e idéias não aproveitadas, e então é mostrada a tirinha original. A 1ª aparição do personagem, que apresentou o Astronauta aos leitores. Uma única folha, com uma micro historinha em quadrinhos dizendo "Esse sujeito estudou e virou astronauta. E aí a namorada casou. E uns ETs deram uma roupa para ele. E agora vamos acompanhá-lo em incríveis aventuras". Bem, lá não está escrito assim, mas a idéia é essa.
E esse é o problema dessa revista. Ela é ótima. Mas muito curta. Terminei com aquela sensação de que faltou uma página anunciando "Você gostou desta edição nº 0? Então em março, nas bancas, não deixe de acompanhar a nova revista mensal de etc, etc, onde nosso personagen os levará à todos os cantos da galáxias, etc, etc." Essa revista ficou com muita cara de uma Edição 00. Aquela coisa de 8 páginas que geralmente sai em outra revista só para você ter aquele gostinho inicial e uma introdução ao herói.
Muitos dos clichês do gênero estão lá. Há o tédio do cara sozinho. A perda da sanidade. A recordação dos que ficaram (e achei bem legal nessa parte a Ritinha não ter rosto). A alucinação/fantasma dando lição de moral. Tudo muito bem amarrado em pouco páginas...
Mas deviam ter sido mais. Olhei agora a quantidade de páginas do último quadrinho parecido que eu li (o Independência ou Mortos) e do Lúcifer (na minha estante, no aguardo). E ambos têm 160 páginas.
Pronto. Definido então, o Astronauta: Magnetar tinha que ter tido do dobro de páginas.
O problema de dobrar a quantidade de páginas, é que teria que dobrar a quantidade de texto. Vejam bem, o problema mesmo nem é a quantidade de páginas, é que a história em si você lê muito rápido. Mesmo parando para apreciar as imagens (bonitas!), você atravessa a revista tão rápido que termina com a sensação de "Porra! Já acabou?" [melhor isto do que "Porra... isso não acaba nunca...", mas vocês entenderam!]
De tanto que ouvi falar, comparando a revista até ao filme Lunar, esperava reflexões bem mais profundas, sei lá, algo até meio depressivo, com bastante texto. Uma graphic novel ADULTA. E aí talvez seja a razão da revista não ser longa... O que temos não é uma revista adulta de fato, é uma "graphic novel para adolescentes". (ou pré-adolescentes... sei lá, uns 14 anos é o quê?) Avançaram a faixa etária do leitor do Astronauta, mas não tanto quanto imaginei. [ou me levaram a imaginar] Nada da complicação, política, ou implicações secundárias de antigas graphic novels do Batman ou X-Men, nada da depressão ou a arte de uma graphic novel do Demolidor ou Monstro do Pântano. É uma boa história, só não traz nada de novo para quem já passou dos 17.
Olhei algumas resenhas por aí, e essa aqui diz que Mônica é para as crianças, a Turma da Mônica Jovem para os adolescentes e a Graphic MSP para os adultos. Desculpe discordar... Mas a Mônica é para crianças, a Turma Jovem para débeis (ok, para PRÉ-adolescentes talvez), e a MSP é para adolescentes. Quando eu era era criança (ou pré-adolescente, ou tween, ou qualquer nome idiota da moda) eu via desenhos japoneses muito mais depressivos, com morte e drama. E lia tranquilamente graphic novels de primos mais velhos. E eu não era anormal [nerd? sim! ok] Pessoal agora tem a mania de tratar qualquer um abaixo de 15 como um idiota completo. A garotada de hoje até "amadurece" mais cedo para algumas coisas (como sexualidade ou tecnologia), mas de resto, os pais estão ficando tão assustados, que exageram na direção oposta, e acham que eles não podem ter contato com nada mais complicado antes dos 20. Porra, pais! Galera de 13 já pode ver desenho com morte e ler Batman com violência.
Mas voltando, eu falei antes que a revista não era assim tão artística. Aproveitem para dar um pulo nesse último link que lá tem algumas boas amostras das páginas. Elas são bonitas. Mas... Talvez por eu ter esperado algo mais adulto, esperava algo mais rabiscado e sujo. Uma pintura mais "fora das linhas". Não consigo pensar em nenhum exemplo explicativo. Não precisava parecer um Marvels, mas imaginara algo puxado para Hellboy ou mesmo Sandman (que é bem colorido). [se bem que eu gosto das histórias, mas nem tanto assim dos desenhos do Sandman]
Arrependo-me ou desrecomendo a compra? Claro que não. É uma excelente história. Uma boa iniciativa. Desenhos muito bem feitos. E foram só 20 ou 30 minutos lendo... Mas foram bons 20 ou 30 minutos. Só não valeu foi toda a preparação de "não vou ler agora não... vou deixar para ler com calma, com tempo, numa cadeira confortável, etc". E vou comprar as demais revistas da linha Graphic MSP. Mesmo nunca tendo grande afinidade com a Turma da Mônica (e Chico Bento menos ainda, e Piteco menos ainda que o Chico Bento), como eu disse, a iniciativa é bem interessante.
E são revistas isoladas (one-shots), então você lê e pronto. Não tem aquela coisa de ter que continuar lendo depois. Essa primeira edição teve mesmo a sensação de uma revista introdutória, mas pode ser só comigo. Sei lá. Uma outra forma de analisar é só entender como um final aberto otimista "Puxa, consegui escapar! Mas não vejo a hora de voltar ao batente outra vez."
Bem, já falei demais. Recomendação final: uma boa compra para uma criança de 13 ou 14 (esqueça esse papo de revista "adulta"), boa compra para os nostálgicos que gostavam do personagem quando criança (isso eu falo com base em tudo que li por aí, já que eu mesmo não lia) e bem legal para quem só quer ler algo nacional diferente do comum (agora sim, meu caso).
E se ainda estiverem na dúvida, tomem algumas resenhas de outros:
RPGista -- Universo HQ -- Melhores do Mundo -- UOL Entretenimento
Com personagem de: Maurício de Sousa
Páginas: 80 -- Ano: 2012
ISBN: 978-85-65484-41-1 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
Eu devo ter sido uma criança estranha. Ouço por aí toda a adoração que galera um pouco mais nova, da minha idade, ou um pouco acima tem pelos quadrinhos da Turma da Mônica... E eles, na verdade, nunca me disseram nada. Sei lá, Turma da Mônica, Luluzinha, Riquinho, Pateta ou Tom & Jerry eram quadrinhos que eu lia se caísse na minha frente, mas mera falta do que fazer... Ou lia nas tirinhas de jornal. Nesse caso, Horácio bem mais que os da turminha em si.
Astronauta então... Sabia quem era, mas acho que nunca lera antes alguma história dele. [bem, e de certa forma continuei sem ler] [a propósito, só para comentar, o que eu mais lia eram Recruta Zero e Tio Patinhas]
De cara então... sobre o personagem original mesmo... um choque! Ele é adulto! Ou isso ou a distorção temporal dele viajando no espaço fez com que ele ficasse ainda criança enquanto seus conhecidos cresceram. Digo isso porque a Ritinha, que era namorada dele na Terra... Casou! Putz! Não sabia nada mesmo sobre o personagem. A Ritinha é essa aqui (tem bom gosto esse rapaz). É adulta a garota! Eu a estava confundindo com alguma outra personagem pelo jeito. Achei que só tinha adulto nas histórias do Rolo.
Tem algo mal contado nisso... Ou o cara então é bem baixinho.
Mas falemos sobre o quadrinho sendo resenhado e não de minhas burrices.
A história: o Astronauta, numa versão adulta [apesar de ter descoberto agora que ele sempre foi adulto], está sozinho em sua nave, como ele gosta, indo pesquisar um magnetar (resumindo absurdamente, é um tipo de estrela ferrada, bem complicada de conseguir estudar). No caminho ele fica pensando na vida, lembrando dos bons tempos. Aí sai para instalar uns equipamentos, não recebe a tempo o alerta da nave de que algo estava errado, tudo explode, estraga a nave, e aí o cara fica preso lá, sem poder sair e sem poder pedir socorro. E aí ele continua pensando na vida, agora de forma mais deprê.
Opinião: No final da revista é mostrado rapidamente um pouco do processo criativo, desenhos e idéias não aproveitadas, e então é mostrada a tirinha original. A 1ª aparição do personagem, que apresentou o Astronauta aos leitores. Uma única folha, com uma micro historinha em quadrinhos dizendo "Esse sujeito estudou e virou astronauta. E aí a namorada casou. E uns ETs deram uma roupa para ele. E agora vamos acompanhá-lo em incríveis aventuras". Bem, lá não está escrito assim, mas a idéia é essa.
E esse é o problema dessa revista. Ela é ótima. Mas muito curta. Terminei com aquela sensação de que faltou uma página anunciando "Você gostou desta edição nº 0? Então em março, nas bancas, não deixe de acompanhar a nova revista mensal de etc, etc, onde nosso personagen os levará à todos os cantos da galáxias, etc, etc." Essa revista ficou com muita cara de uma Edição 00. Aquela coisa de 8 páginas que geralmente sai em outra revista só para você ter aquele gostinho inicial e uma introdução ao herói.
Muitos dos clichês do gênero estão lá. Há o tédio do cara sozinho. A perda da sanidade. A recordação dos que ficaram (e achei bem legal nessa parte a Ritinha não ter rosto). A alucinação/fantasma dando lição de moral. Tudo muito bem amarrado em pouco páginas...
Mas deviam ter sido mais. Olhei agora a quantidade de páginas do último quadrinho parecido que eu li (o Independência ou Mortos) e do Lúcifer (na minha estante, no aguardo). E ambos têm 160 páginas.
Pronto. Definido então, o Astronauta: Magnetar tinha que ter tido do dobro de páginas.
O problema de dobrar a quantidade de páginas, é que teria que dobrar a quantidade de texto. Vejam bem, o problema mesmo nem é a quantidade de páginas, é que a história em si você lê muito rápido. Mesmo parando para apreciar as imagens (bonitas!), você atravessa a revista tão rápido que termina com a sensação de "Porra! Já acabou?" [melhor isto do que "Porra... isso não acaba nunca...", mas vocês entenderam!]
De tanto que ouvi falar, comparando a revista até ao filme Lunar, esperava reflexões bem mais profundas, sei lá, algo até meio depressivo, com bastante texto. Uma graphic novel ADULTA. E aí talvez seja a razão da revista não ser longa... O que temos não é uma revista adulta de fato, é uma "graphic novel para adolescentes". (ou pré-adolescentes... sei lá, uns 14 anos é o quê?) Avançaram a faixa etária do leitor do Astronauta, mas não tanto quanto imaginei. [ou me levaram a imaginar] Nada da complicação, política, ou implicações secundárias de antigas graphic novels do Batman ou X-Men, nada da depressão ou a arte de uma graphic novel do Demolidor ou Monstro do Pântano. É uma boa história, só não traz nada de novo para quem já passou dos 17.
Olhei algumas resenhas por aí, e essa aqui diz que Mônica é para as crianças, a Turma da Mônica Jovem para os adolescentes e a Graphic MSP para os adultos. Desculpe discordar... Mas a Mônica é para crianças, a Turma Jovem para débeis (ok, para PRÉ-adolescentes talvez), e a MSP é para adolescentes. Quando eu era era criança (ou pré-adolescente, ou tween, ou qualquer nome idiota da moda) eu via desenhos japoneses muito mais depressivos, com morte e drama. E lia tranquilamente graphic novels de primos mais velhos. E eu não era anormal [nerd? sim! ok] Pessoal agora tem a mania de tratar qualquer um abaixo de 15 como um idiota completo. A garotada de hoje até "amadurece" mais cedo para algumas coisas (como sexualidade ou tecnologia), mas de resto, os pais estão ficando tão assustados, que exageram na direção oposta, e acham que eles não podem ter contato com nada mais complicado antes dos 20. Porra, pais! Galera de 13 já pode ver desenho com morte e ler Batman com violência.
Mas voltando, eu falei antes que a revista não era assim tão artística. Aproveitem para dar um pulo nesse último link que lá tem algumas boas amostras das páginas. Elas são bonitas. Mas... Talvez por eu ter esperado algo mais adulto, esperava algo mais rabiscado e sujo. Uma pintura mais "fora das linhas". Não consigo pensar em nenhum exemplo explicativo. Não precisava parecer um Marvels, mas imaginara algo puxado para Hellboy ou mesmo Sandman (que é bem colorido). [se bem que eu gosto das histórias, mas nem tanto assim dos desenhos do Sandman]
Arrependo-me ou desrecomendo a compra? Claro que não. É uma excelente história. Uma boa iniciativa. Desenhos muito bem feitos. E foram só 20 ou 30 minutos lendo... Mas foram bons 20 ou 30 minutos. Só não valeu foi toda a preparação de "não vou ler agora não... vou deixar para ler com calma, com tempo, numa cadeira confortável, etc". E vou comprar as demais revistas da linha Graphic MSP. Mesmo nunca tendo grande afinidade com a Turma da Mônica (e Chico Bento menos ainda, e Piteco menos ainda que o Chico Bento), como eu disse, a iniciativa é bem interessante.
E são revistas isoladas (one-shots), então você lê e pronto. Não tem aquela coisa de ter que continuar lendo depois. Essa primeira edição teve mesmo a sensação de uma revista introdutória, mas pode ser só comigo. Sei lá. Uma outra forma de analisar é só entender como um final aberto otimista "Puxa, consegui escapar! Mas não vejo a hora de voltar ao batente outra vez."
Bem, já falei demais. Recomendação final: uma boa compra para uma criança de 13 ou 14 (esqueça esse papo de revista "adulta"), boa compra para os nostálgicos que gostavam do personagem quando criança (isso eu falo com base em tudo que li por aí, já que eu mesmo não lia) e bem legal para quem só quer ler algo nacional diferente do comum (agora sim, meu caso).
E se ainda estiverem na dúvida, tomem algumas resenhas de outros:
RPGista -- Universo HQ -- Melhores do Mundo -- UOL Entretenimento
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