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domingo, 20 de julho de 2014

Recomendações

Títulos alternativos: "Mid-Season Nerd" ou "I want to lie, shipwrecked and comatose..."

Pois é, o site está meio parado mas, na verdade, tem é um monte de postagens que ficaram no "agora só falta revisar" [a parte divertida é escrever besteira; revisar e formatar nem tanto] [e o bizarro é que em breve surgirão várias postagens ANTES desta]. E não entremos em detalhes, mas foi um mês complicado em que só estava com tempo (e ânimo) de ficar vendo TV [até minhas leituras estão devagar]. Mas...

O que diabos ver na TV entre o fim das temporadas americanas e a volta de Doctor Who? Um nerd precisa se virar!

Tenho que voltar a assistir aos episódios de Capitão Harlock por falar nisso (saiu até filme faz pouco tempo). Mas então, fora Falling Skies (que já era uma merda e agora piorou um pouco - mas eu assisto) [mas não falemos dela, é meu segredo sujo], eu acabei começando a ver duas coisas. [e que virou quatro, porque essa postagem também travou no rascunho]


Gravity Falls! (trailer / abertura)
Subtítulo nacional: Um Verão de Mistérios
Criado por: Alex Hirsch  --  Canal: Disney  --  Ano: 2012 em diante
Episódios: 20 até o momento + 17 curtas de 2 min.

Eu não tenho problema em ver desenho animado e assumir. Eu vejo Phineas & Pherb sempre que noto que é um episódio que eu não vi, o mesmo para Kung-Fu Panda e Os Pingüins de Madagascar, estou esperando a nova temporada de A Lenda de Korra (que parece que voltará um pouco ao estilo da primeira série, com viagens pelo globo - trailer), e não tenho nenhum problema em dizer que assistia Guerreiras Mágicas de Rayearth e Meninas Super-Poderosas quando já não era mais o público alvo disso (se é que fui algum dia). Isso posto... Assisto Gravity Falls. E é muito bom.

A história: dois irmão vão passar as férias com o tio-avô mutreteiro no interior, que tem um lojinha para vender tranqueira para turista. A menina é maluquete, cada episódio veste um casaco diferente e arranja um porco (num episódio muito bom, com viagens no tempo). Já ele usa sempre a mesma roupa, é mais interessado nos mistérios do local, que tenta desvendar com um livro doido que ele encontra no primeiro episódio, e é a fim da ruiva que trabalha para o tio. E o próprio tio, quando ninguém está olhando, é um cara misterioso. Bem, isso vai servir como sinopse.

Algo divertido no desenho é que todos os episódios tem alguma coisa em código para os fãs desvendarem, ou descaradamente (créditos finais) ou em cenas rápidas de páginas do livro (e aí, só pausando a imagem). E tem mais um monte de dicas malucas, referências escondidas e o diabo. A internet está cheia de teorias a respeito (eu na verdade não notei nada, esbarrei nisso por acaso no meio da temporada e perdi algumas boas horas naquele dia lendo a respeito). As teorias vão das completamente malucas (o famoso "esse personagem é o Diabo") até coisas envolvendo o resgate de um irmão perdido em outra dimensão (o pior é que essa faz muito sentido).

Claro, podem ser tudo só detalhes malucos para divertir ou erros de produção. Talvez a placa do carro pareça ser de Stanley (o mítico irmão) e não Stanford (o nome do tio-avô) porque o personagem pode ter mudado de nome durante a produção. Há uma cena em que o porco está vestido de médico numa cena e na cena seguinte a roupa dele sumiu. Seriam dois porcos, um deles sendo um doppelgänger místico do futuro? Mais provável é só que tenham esquecido de desenhar a roupa mesmo. E essa pode ser a explicação para muita coisa. Mas... Eu, de minha parte, quero saber quem é a lhama.

E todos os episódios, por mais isolados que sejam, têm uma história maior por trás a ponto do último da temporada ter terminado num baita gancho. Gravity Falls é o verdadeiro sucessor de Lost.

Volta agora em agosto, junto de Doctor Who.

Agosto será um bom mês.


De algo recente para uma velharia, comecei a ver, meio que por acidente (confundi com Blake's 7) a Red Dwarf! (não achei trailer, fiquem com a musiquinha). É um treco bem... ruim. Mas de repente é o sotaque britânico, não sei, tu assiste a piada tosca mas acha que na verdade ela tem um quê de Monty Python, mesmo que, lá no fundo, saiba que está mais para Chaves (que detesto).

Com: Craig Charles (putz, ele fez uma ponta em Lexx), Chris Barrie (o mordomo da Angelina Jolie em Tomb Raider 1 e 2), Danny John-Jules (fez uma ponta em Blade II), Norman Lovett, Robert Llewellyn e Hattie Hayridge  --  Criada por: Rob Grant e Doug Naylor
Canais: BBC 2 (até 1999) e Dave (2009 em diante).
Episódios até o momento: 61 (10 temporadas, a 11ª estréia em 2015)

Ok, ok... Não é assim, TOTALMENTE ruim. É ótimo para ver com sono e neurônios desligados. E revisando a história da Blake's 7, acho que no final era a Red Dwarf que eu pretendia ver mesmo. Eu sabia que uma das séries (ou a Blake's 7 ou a Red Dwarf) tinha uma premissa de gente que foi congelada por alguns milhões de anos na nave e, durante todo esse tempo, um dos gatos de estimação acabava ficando solto e dando origem a uma nova raça inteligente, que evoluiu no local ao longo deste tempo. Comecei a ver Red Dwarf sem saber direito qual era ela (na minha cabeça, as duas séries eram de comédia).

Mas resumindo a "história" rapidamente: temos dois técnicos da nave, do mais baixo escalão possível, um completamente desleixado, sujo e bagunceiro (Lister, o boa praça da dupla) e outro, todo metido a certinho e puxa-saco, mas igualmente incompetente (Arn, o babaca). Daí que o bagunceiro é punido e resolvem congelá-lo sem salário até chegarem na Terra. No meio tempo há um vazamento radioativo na nave e... todos morrem menos ele. O computador (Holly) resolve então esperar a radiação dissipar antes de acordá-lo. Isso leva 3 milhões de anos. Ao acordar, Lister descobre que as únicas companhias que ele têm são um homem-gato (chamado Cat), o antigo companheiro de quarto, agora revivido em forma de holograma, e o próprio Holly, o computador da nave, que aparece nas telas na forma de um cinquentão. E por algum motivo voltar para a Terra de forma rápida não é uma opção.

Sobre o gato, eu esperava alguém maquiado estilo uma peça de Cats com baixo orçamento. O que me surgiu foi uma versão magra do James Brown, com aqueles paletós coloridos, usando dentes de vampiro! E todos os trejeitos amalucados e exageradamente estereotipados da inspiração. Apavorem-se! Se o seriado fosse atual (ou americano), provavelmente chamariam de racista e seria cortado. Se bem que se o personagem continuar exatamente igual pelos 10 anos da série, talvez encha o saco. Todavia, cada temporada só teve 6 episódios. Se não fossem tão poucos, talvez nem começasse a ver.

E ficamos assim, 4 personagens sozinhos numa nave vivendo situações ridículas com efeitos especiais bem sofríveis.

Eu falei que a série é ruim, mas estou vendo... Porque isso? Estava pensando em como descrever a situação e ao mesmo tempo não parecer que ela é uma droga e eu sou masoquista. Cheguei numa boa solução: ela é hipnoticamente ruim! Bem, as duas primeiras temporadas pelo menos.

Na terceira temporada eles mudaram muita coisa. Começou aquele papo de monstro da semana, um personagem da 2ª temporada voltou como regular, mas com uma personalidade diferente (e meio irritante), e começaram aqueles famosos episódios "estamos sem grana, inventa uma desculpa e vamos filmar na Terra" (vide também toda a última temporada de Lexx). Aí eu comecei a temer que ela ficasse apenas ruim. Mas cheguei já no quarto episódio e ainda está no mesmo nível de diversão suficientemente aceitável. Estou evitando esbarrar com spoilers dos episódios futuros, mas pelo que li, só a oitava temporada é que é universalmente considerada ruim.

E eles arranjaram uma solução criativa (isto é: muito pilantra) para resolver os ganchos e alterações da segunda temporada para a terceira: eles colocaram um texto rolando, estilo Guerra nas Estrelas, em que eles explicam tudo o que aconteceu e como se resolveu depois e pronto!, aí eles podem continuar como se nada tivesse acontecido. E o letreiro passa tão rápido que eu tive que ir parando a imagem para ler. Muito safados.


Mas então... ficam as duas recomendações completamente opostas. Um seriado antigo perfeitamente aturável [principalmente para quem já passou por Lexx]. E um desenho moderno com zuações nerds e (talvez) mistérios mais elaborados que Lost (mas lembrando sempre que nerd é foda... bola teoria com qualquer coisa e vê detalhe onde nem o autor estava pensando nisso...).

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E aproveitando o tempo que essa postagem ficou esperando revisão, mais algumas recomendações:

The Last Ship (trailer) foi uma ruim boa surpresa. Pior que eu só não passei reto pela chamada porque vi que o Eric Bana estava no elenco, só já assistindo o episódio é que notei que eu li errado (era Eric Dane). A surpresa foi boa porque a série passa o tempo sem você se arrepender realmente. Os personagens são caricatos, mas os episódios são bem feitinhos. Dá para levar numa boa. Mas é ruim porque cada episódio são como pequenos filmes do Steven Seagal de 45 min. E não dá para chamar algo que seja descrito assim de "bom". Mas eu não esperava nada demais realmente, posso viver com isso. Tem até o Jayne, de Firefly, no elenco!

A história: navio fica no pólo por 4 meses, incomunicável, praticando exercícios militares. Ao mesmo tempo dão carona para uma cientista (a verdadeira razão deles estarem lá, mas eles não sabiam) que foi estudar uns passarinhos. Quando a missão finalmente termina eles são atacados por russos que querem a pesquisa - e descobrem que a Terra está sendo devastada por um vírus mortal. A cientista sabia disso, a pesquisa dela é justamente pela cura. Agora eles precisam se virar sozinhos, boiando por aí, evitando serem contaminados e fugindo dos russos, até terem uma vacina e salvarem o mundo.

O ruim é que mal cheguei no terceiro episódio (dos 4 ou 5 que existem por enquanto) e já fiquei sabendo que a série foi renovada para mais uma temporada. Ou seja, a cientista super-foda, que tem certeza que faz e acontece e mapeia DNAs em 15 minutos... vai ficar enrolando pelo menos 2 anos para descobrir uma cura. Os canais de TV deviam realmente voltar a pensar em fazer minisséries com início, meio e fim, em 1 ou 2 anos e pronto! Se ficar bom, OK, deixa saudades, mas pelo menos não ficam enrolando, enrolando, enrolando e aí cancelam sem conclusão. Pelo menos as temporadas serão curtas, de +/- 12 episódios. Bom seriado para hora do jantar, mas nada que você precise apresentar para a namorada ou discutir episódios com amigos.

[ATUALIZAÇÃO 25/AGOSTO: ok, minha previsão foi errada. Leve spoiler a seguir: a cura foi encontrada. Agora é esperar pelo 2ª temporada, que deve ser bem mais urbana...]

E no tempo que levou até eu revisar esta postagem, Korra voltou! [na verdade, não conferi a data, mas acho que já tinha voltado e eu que não notara]

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Mudando um pouco de assunto, quadrinhos rapidamente. Agora que as coisa acalmaram eu estou lendo um tal de Enigma (de Peter Milligan e Duncan Fegredo). Esbarrei numa dessas listas de "10 QUADRINHOS QUE MUDARAM O UNIVERSO!" e esse tipo de exagero, e junto do tradicional (Sandman e Y, The Last Man, por ex., apesar de eu ter achado Y só legalzinho), tinha esse lá, único da lista que eu nunca nem ouvira falar. Resolvi conferir. Ainda estou na segunda edição (de 8), mas prendeu a atenção. Outro que eu comecei faz tempo e parei no meio, mas quero voltar nele ainda é o Blue Estate (12 edições). Conheci esbarrando numa imagem de uma dançarina de cabelo chanel e fui pesquisar se aquele desenho era de algo ou algum devianart aleatório. E era a capa de um dos encadernados desta revista. Foi o que me bastou [eu realmente não sou exigente na hora de ficar curioso com algo]. Estava legal até onde parei, fica a recomendação também. E acabei de descobrir que virou até jogo: trailer da história / trailer de ação / resenha (mas aí eu não recomendo nem nada, não joguei).

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E terminando a postagem, procurando um trailer para Gravity Falls acabei perdendo um bom tempo no Youtube, ouvindo versões alternativas do tema de abertura (um dos mais legais dos últimos tempos). Seguem as melhores:

Piano  --  Rock  --  RAP  --  Rock outra vez  --  Dramático  --  Orquestra

sábado, 19 de abril de 2014

Noé 2: Esta terra é minha!

Quando estava vendo Noé tive o estalo de "não sei o que vou escrever, mas já sei como terminar a postagem!". Que seria comentar que todo aquele plano de Deus de matar todo mundo para recomeçar direitinho só com o povo escolhido na terra escolhida... Não deu muito certo. E daria o spoiler dos 6.000 anos seguintes com o vídeo abaixo. Mas só fui lembrar disso 2 dias depois e não queria tirar a Jennifer Connely de ser a conclusão do texto porque... afinal... Jennifer Connelly! [e argumentos contrários são inválidos!]

Mas cá está, porque o vídeo e a música (e a aula de História) são bem legais.
This Land Is Mine
- de Ernest Gold and Pat Boone, por Nina Paley.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Eurovision

Faz alguns meses [o que na minha memória vaga pode significar até uns 2 anos atrás] esbarrei numa música legal, fui procurar o clipe no Youtube e descobri esse negócio (todo ano o logotipo muda, esse ao lado é o meu preferido).

O que é: é um concurso anual onde os países europeus (e mais alguns ali perto) escolhem 1 música do próprio país e todas concorrem entre si para ser a campeã do ano.

Agora, o que ele é na prática: é uma fonte inesgotável de boas músicas! [êêê!!!] E em uma penca de idiomas diferentes! [êêêêêê!!!]

E vejam bem... Com o Youtube em mãos não só conseguimos ver as músicas que entraram na final do concurso, como também uma porrada de outras músicas que nem passaram na seleção interna do próprio país. E a que ficou em 2º no concurso interno, ainda é a 2ª MELHOR música de um país inteiro [dentre só as que entraram na seleção, claro... mas não me deixem desmerecer meu próprio argumento] Tem música ruim, sim, mas tem coisa boa. E as vezes até a ruim é auditivamente divertida - desde que você não veja a tradução da letra (como a música austríaca sobre sacudir o popozão). Só é pena que com tanto idioma diferente, boa parte dos concorrentes acabe cantando em inglês mesmo, mas ainda assim sai coisa muito boa de países que mal temos contato.

Bem, eu tenho o plano de ouvir o máximo que conseguir destes concursos.
Outro plano, que comecei a fazer hoje, era de ir no Youtube e assistir os clipes das minhas preferidas. O da primeira música abaixo eu achei tão legal e ufanista que deu até vontade de ir para Moldávia. Como isso não vai rolar [nesse feriadão pelo menos, quem sabe algum dia...] resolvi que teria que postar. E se era para fazer isso, ia colocar uma trinca de clipes como tem virado "tradição" nas minhas postagens musicais.

Então, criançada, mais uma aula de educação musical com o Tio Ranzinza! E deu um trabalho escolher só 3... Acabei optando por só escolher dentre as mais alegres e que não fossem em inglês (foi mal, Inglaterra), e depois disso, as com melhores clipes.

1) Nelly Ciobanu - Hora din Moldova (Dança de Moldova)
    Participante do Eurovision de 2009. Tem uma tradução da letra aqui.



Tem outra versão do clipe, com menos cenas familiares e mais ênfase na cantora: link.
Ou caso vocês queiram praticar para a próxima festa em família, aprenda os passos.
E se vocês ainda estiverem no clima de ouvir mais música ufanista da Nelly Ciobanu sobre a Moldávia: Moldova Mea (essa não tem o clima de festa da acima, mas é boa também) [e não sei se é dela ou ela estava apenas cantando]
E sem nenhuma relação com ela, mas só com o país, isso aqui também é bem legal: apresentação do grupo de danças populares Joc.


2) Серебро - Песня №1 (Pesnia nâmeradín) / Serebro - Song #1
    Essa foi a 3ª colocada no Eurovision de 2007.
    Curiosidade: o título original da música é Бляди (prostitutas), mas pegava mal.



Tem uma versão com legendas em espanhol aqui (mas o som está um pouco pior e cortaram a parte à lá Michael Jackson). E, na verdade, a que participou da Eurovision foi a versão em inglês da música, mas dane-se, eu acho a versão russa melhor. Por falar em russo, o nome da banda não é Cérebro, "Siribró" significa Prata.

[ATUALIZAÇÃO: faz 3 meses que esta postagem está no ar e só hoje notei uma coisa... A versão do clipe acima também foi censurada! Achei que tinha sido só o nome. Entre 1:00 e 1:05 elas rimam "zad" com "cochk" (gatas). Notaram, né? Não rima. A versão original era "zad" e "bliad" (prostitutas), muito melhor. E lá em 3:24 ao invés de "bliad" colocaram um gemido no lugar. Quem quiser ouvir a original, está aqui. Mas vou deixar a acima mesmo, porque a imagem está muito melhor. Continuando a postagem agora...]

Essa eu nem precisei pensar para selecionar também, estava ouvindo-a outro dia no carro (a versão em inglês), crente que era uma Britney Spears qualquer, mas não reconhecia qual era a música [eu não tenho preconceitos... ouço Karen Elson e Selena Gomez na mesma seqüência]. Fui olhar o nome e aí... ha! era uma banda russa! Muito legal. Prova de que essas coisas só não fazem sucesso por aqui porque não tocam, não há diferença alguma delas para uma música pop qualquer americana.

Mas se vocês quiserem perder a boa impressão [ou vê-las de biquíni, que é sempre uma motivação válida], recomendo esta outra música delas: Mi Mi Mi [o pior é que eu gostei, rs!, mas é irritante. Essa só faria sucesso aqui se fosse por alguma versão do Latino]


3) Jessy Matador - Alllez Olla Olé
    Participante do Eurovision de 2010. Essa é para tirar a impressão de gente chata
    dos franceses. E reparem a camisa que ele use no meio do clipe!
    OBS: pule os primeiros 40 segundos.




4) Kuunkuiskaajat - Työlki ellääa
    Ok, eu disse que seriam 3 músicas, mas serão 4. Tradução da letra aqui.



Eu gosto de várias músicas finlandesas (ex.: Anssi Kela) e fiquei com a consciência pesada de não ter lembrado desta antes. Mas aí também não queria tirar nenhuma das três acima (que, digamos, têm mais apelo comercial). O clipe nem é isso tudo, mas adorei as moças. Uma delas ainda toca acordeom. E acabei de descobrir que elas já foram membros do Värttinä (banda de lá que eu tenho alguns CDs e que já veio até no Rock in Rio) e a música ainda é num dialeto da Carélia, que não é bem um país, mas cujo hino nacional é um dos meus preferidos. Depois de tanta coisa legal (além da música, claro), eu quis colocar o clipe e não só na relação abaixo.



Menções honrosas (outras boas músicas que conheci pela Eurovision):
[eu ia só recomendar 3 mesmo, mas olhei todas aquelas outras excelentes que ficariam de fora... deu muita pena. E aí... essa postagem levou 4 dias sendo feita, porque eu parava para ver mais clipes, e versões variadas, outras músicas do mesmo cantor, etc.]

Anmary - Beautiful Song
, da Letônia. Esta, a da Nelly mais acima e a Ruslana abaixo são as minhas preferidas do que eu já ouvi dos concursos até agora. [e a da dupla acima também] Divertido é que essa música foi escrita tão especificamente para concorrer, que faz até menção ao próprio concurso na letra. Infelizmente, apesar de eu adorá-la e todo o clima fofinho dela [e o jeito do bonequinha da cantora], ela apanhou de lavada no concurso de 2012. A letra cretina não ajudou, mas pô, a letra é muito bonitinha.

Ruslana - Дикі танці, campeã de 2004. Na verdade, a campeã foi a versão em inglês da música (Wild Dances), que também é ótima, mas eu prefiro em ucraniano [entenda a letra aqui]. Fiquei num dilema de colocar esta no lugar das Serebro acima, mas achei o clipe desta mais fraco. E não queria duas musicas "em russo" na seleção. Já se a música dela no concurso fosse a Давай, Грай! (Vamos, jogue!), aí as prostitutas perdiam o destaque. Eu adoro músicas feitas para terem esse jeitão de canção de torcida (essa foi usada na Eurocopa de 2012, que foi na terra da cantora).

Sieneke - Ik Ben Verliefd (Sha-la-lie), essa é em holandês [que eu considero um alemão que não é feio] e adoro a entradinha estilo música de circo. Não entrou acima porque não tem clipe oficial. E acho legal que ela fala algo que parece luftballons no meio. [isso sou eu, entregando a idade...]

Flor-de-lis - Todas as Ruas do Amor, de Portugal. Vou assumir: a primeira vez que ouvi essa música achei que era chinês ou algo para aqueles lados! Só quando ela falou "estrela" é que me deu o estalo de que era na minha língua! E assumo mais, ainda tem frases que eu não tenho idéia o que ela está falando. [depois de visitar a Moldávia, preciso passar em Portugal e me acostumar com o sotaque deles] Aproveitando, outra concorrente de lá muito boa: Vânia Fernandes - Senhora do Mar (Negras Aguas).

Can Bonomo - Love Me Back, participante da Turquia em 2012. Divertida. Eu só tiraria o Slash do clipe. E gostei dos casacos do cara. Taí, eu tenho que ouvir mais música pop turca algum dia. Essa não é a primeira música turca legal que eu ouço.

Buranovskiye Babushki (As vovós de Buranovo) - Party for Everybody
Eu achava que era só um nome engraçadinho... mas não, SÃO VELHINHAS CANTANDO! Ha! Que maneiro! Trilegal! Muito massa! Ou qualquer expressão que vocês usem nos seus estados! Tem uma apresentação em melhor qualidade aqui, mas na do link acima a menorzinha está muito fofa. Elas ficaram em 2º lugar no concurso de 2012 e vão usar o dinheiro para construir uma igreja na cidade delas. [e juro que a quantidade de músicas em russo na minha seleção é coincidência]

Les Fatals Picards - L'amour à la française, é boa, mas não tão alegre quanto à do Matador, que também tem um clipe melhor. E pô, música francesa, falando sobre a França e nostalgicamente sobre uma garota linda e... não aparece Paris e nem mulher!

Guri Schanke - Ven a Bailar Conmigo, música finlandesa com título em espanhol cantada em inglês. Como quase todas as recomendadas, é animada e bem legal.

Lena - Satellite, campeã de 2010. Música alemã cantada em inglês. Eu imaginava a cantora com uma cara bem mais madura, putz, é uma pirralha! [ela tinha 18 quando a música foi escolhida para participar] Eu estava ouvindo música teen esse tempo todo e não sabia. Deu toda uma nova interpretação mais light para a música: é só uma aborrecente reclamando do ficante da vez!

Engelbert Humperdinck - Love Will Set You Free
, da Inglaterra. Essa é para não ficar só com músicas alegres e dançantes. Esta é romântica e meio dramática (acho que o personagem da letra se ferrou com a garota que ele gostava). E diga-se de passagem, essa expressão "o amor te libertará" nunca fez sentido na minha cabeça. [e não me venham com interpretações poéticas malucas, porque elas também não fazem sentido.]

Andrea Demirović - Just Get Out Of My Life, de Montenegro. Dançante, mas em inglês e com clipe ruim. E a gente vai ficando velho e perde um pouco o bom gosto, porque eu achei legal o visual anos 80 das roupas dela. [ela até lembrou um pouco a Jennifer Beals, acho que por causa do cabelo]

OBS: todas as músicas que eu linkei nessa postagem não encheriam nem metade de um único dos concursos (cerca de 45 músicas), e acho que todas as acima abrangem só uns 4 ou 5 concursos diferentes. Tem muito mais coisa neles que eu nem ouvi ainda. De repente todas as minhas preferidas acima são pinto em comparação com as que ainda não conheço... [pouco provável, mas sempre possível] Então, vão atrás!

E mais algumas, que eu não resisto, e mesmo assim, ainda cortei várias, que se eu fosse ficar falando de todas que eu gosto, a postagem nunca terminava.

Charlotte Perrelli - Hero e Malena Ernman - La Voix, ambas da Suécia (que faz bom pop desde o Abba). Kaliopi - Crno i belo (Црно и бело), da Macedônia (drama com violinos e guitarras). Aisha - What For, da Letônia (o clipe é ruim e a música é meio deprimente, mas é boa). Eleftheria Eleftheriou - Aphrodisiac, da Grécia. Elena Gheorghe - The Balkan Girls, Romênia (com provavelmente a letra mais fútil de toda essa postagem). Eva Boto - Verjamem, da Eslovênia (música bem bonita). Ivi Adamou - La La Love, Chipre [ela parece uma versão mais carnudinha da Liv Tyler]. Joan Franka - You and Me, do Países Baixos (romântica e fofinha, com jeitão de anos 70). Marko Kon & Milan Nikolić - Cipela, da Sérvia. Outro sérvio, agora com cara de vilão de anime: Milan Stankovic - Ovo je Balkan. Pirates of the Sea - Wolves of the Sea, da Letônia (muita coisa legal vindo de lá também).

E para terminarmos onde começamos... Moldóvia: Pasha Parfeny - Lăutar [putz! é o Justin Timberlake!] [e adorei as backing-vocals, divertidas]

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Cacete!

MAS HEIN!? As que eu conhecia eram VERSÕES!? Putzgrila!! Chocante!

Bette Davis Eyes de... Jackie DeShannon (!?!):


A que eu conhecia era essa, da Kim Carnes.

"I Love Rock N Roll" dos... Arrows (!?!):


E neste caso, a que eu conhecia era essa, da Joan Jett.

Agradecimentos (?) ao Listverse pelas postagens abaixo:
Top 10 Famous Songs With Unknown Originals
10 More Famous Songs With Unknown Originals
E as duas acima talvez nem sejam as mais chocantes - mas foram para mim pelo menos. [e 3 das 20 listadas eu já sabia, então o trauma foi um pouco menor]

R.I.P.D. - Agentes do Além

Nome original: R.I.P.D.
Duração: 1h36min  --  Ano: 2013  --  Trailer
De: Robert Schwentke (de RED)
Com: Ryan Reynolds (de Arquivo-X) [é sério! que bizarro!], Jeff Bridges (de TronBravura Indômita), Kevin Bacon ("Please, Louise, pull me offa my knees..."), Mary-Louise Parker (de REDTomates Verdes Fritos), Stephanie Szostak (de Homem-de-Ferro 3), James Hong (de Os Aventureiros do Bairro Proibido) e Marisa Miller.

Já aviso logo, o filme é quase uma droga, eu esperava algo um pouco menos pastelão, mas... sabe aquela merda que você fica com a consciência pesada, mas gosta? Pois então... Mais uma.
O filme não te acrescenta nada aos neurônios. Quiçá, você perde alguns. Ainda assim, não consegui não gostar da porcaria. [deve ser magia de camponês] Colocaria lado a lado com Besouro Verde.

A Mary-Louise está fofa como sempre. O Reynolds interpreta o mesmo papel de sempre. O Bridges está ali só por diversão. O Kevin Bacon precisa pagar as contas e interpreta um vilão genérico de Sessão da Tarde. O chinês você pode até não associar o nome, mas você o reconhecerá. E a francesinha é a minha nova mulher mais bonita do mundo; até eu esquecer que dela em 2 dias - contando com hoje. [e são 23:18] Ninguém ganhará o Urso do Ouro mas tampouco comprometem. Tudo certo então.

Não vou dizer que o filme é um pipocão, mas... pipoquinha talvez? Vale se você pagar meia entrada ou se o cinema for barato na sua cidade. No Rio o cinema é caro para cacete, ainda mais que o filme é - desnecessariamente - em 3D.

A história. Manterei a postagem curta e vou só falar "tudo" que eu sabia antes de ver o filme: um policial morre e vira policial no além. E isso é baseado num quadrinho. [que nunca li, mas conhecia de nome] E pronto.
Ou seja, fora a parte do quadrinho, eu só sabia o que estava no trailer. [por falar nisso, a DC e a Marvel colocam os logotipos delas em tudo. Porque a Dark Horse não?]

[ATUALIZAÇÃO: resolvi checar a cara do quadrinho e achei que o Reynolds até que ficou parecido com o sujeito de lá. E sobre o pastelão... Saibam que cliquei numa página aleatória e o que vi foi um gremlin vestido de carteiro trucidando um cara ao ritmo de Farmyard Hokey. Ok então...]

E é só. Saibam que o filme é bem bobo e sejam felizes. E por falar em Besouro Verde, que eu lembro que recomendei as músicas que ouvi no carro depois e que mantiveram o clima alegre, vou recomendar uma também de novo. Mas só uma, que foi a que tocou assim que entrei nele - era a pasta de músicas russas e logo depois o clima já estava dramático [ô, povo dramático!]: Краски - Раз-два-три-четыре (Kraski - 1-2-3-4). Bem legal. Podem ouvir. Só é pena que não tenha um clipe oficial.

A música tema do Bridges no filme também é muito legal. Só que levei um susto ao ver o clipe. Com tanto duplo sentido na letra, esperava algo bem mais... ousado! Assustem-se vocês também: Robyn - Konichiwa Bitches (Trentemøller Remix).

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Elisabeth Schwarzkopf

Depois de musas de TV, cinema, e video-game, estava na hora de uma musa musical.

E quem é a sujeita? Elisabeth Schwarzkopf foi uma soprano de sucesso entre os anos 40 e 70. Nascida na Prússia, começou a fazer seu nome na Alemanha em plena 2ª Guerra Mundial e logo em seguida na Áustria, onde morreu em 2006. Ela é famosa, vão no Google para mais do que isso.

Bem, ela não é bem uma musa do site porque não sabia nada sobre ela, fora o rosto em 1 única foto (a ao lado) [clique para ver a original] até alguns instantes atrás. Mas está valendo, ela pareceu ser uma mulher interessante até onde li. [e na dúvida sobre se ela era nazista mesmo ou não, eu sempre primeiro confio no que a dama disser, e como ela morreu, eu não vou poder perguntar nada a ela... assunto encerrado]. E eu também não queria criar uma tag nova.

Contudo... Não foi por isso que resolvi que era hora de postar foto de mulher novamente. Falei muitas postagens atrás sobre uma viagem que eu fiz. Estava revendo as fotos [isto é, finalmente arrumando] e passei por uma foto que eu bati de uma outra foto num teatro de Viena (novamente, essa acima; que diga-se de passagem, encontra-se a venda, provavelmente bem menor, claro, a do museu tinha quase 1 metro). Também bati uma foto da plaquinha, dando o nome das duas cantoras e no que elas estavam participando (As Bodas de Fígaro, clique para a gravação da época). A outra é a Christa Ludwig, caso interesse. Tem uma foto melhor dela com a Elisabeth aqui.

Eu bati a foto pelo meu interesse em óperas? Queria dizer que sim, mas não foi não. [apesar de sim, eu apreciar um bom canto lírico] Eu bati só porque achei ela bem bonita. E quando joguei o nome dela no Google agora, mais de 1 ano depois de feita a fotografia, eu descobri o porquê! [e vi que sou um sujeito muito previsível mesmo...]

Então, unindo várias postagens minhas num gigantesco ciclo de falta do que fazer...
Temos a postagem sobre a viagem, a postagem onde elogio a beleza de uma atriz atual, a postagem onde eu digo que vou postar mais musas em P&B das antigas, e a postagem onde eu descubro algo parecido (e uma possível razão subliminar de achar uma outra atriz muito bonita).

Pois então... Descobri que a Elisabeth é a cara da Kirsten Dunst!



E não estou sozinho, porque achei pelo menos 2 sites (esse e esse) com outros achando a mesma coisa. Ok, dois sites em toda a Internet é uma amostragem de merda. E um deles fala isso baseado na mesma foto acima. [além das duas fotos nos links, ela parece também a Dunst na capa deste disco] [adendo: se você for atrás deste disco, de 1965, saiba que ele tem um tom mais dramático do que a gravação de 1953, recomendo esta segunda] Mas pouco me importa os poucos sites. A razão da postagem foi só porque foi divertido perceber a semelhança entre elas.
E foto de mulher bonita sempre enfeita o blog.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

I shall play you the song of my people

via: SpaceBattles.com / Cool Picture Thread 6

Não quero saber se a piada é velha (descobri que começou em 2007 tentando achar a fonte da imagem acima). O fato é que eu olho para isso e rio. E é melhor do que ficar olhando o cartaz do Depois da Terra como última postagem. [fui parar no link procurando imagens para a postagem do Into Darkness, e virou missão olhar o tópico inteiro]

terça-feira, 16 de abril de 2013

Oblivion

Nome original: Oblivion [detalhe curioso, "oblívio" existe em português]  --  Trailer [mas prefiro que não vejam]
Duração: 2h06min  --  Ano: 2013
De: Joseph Kosinski (de Tron 2: O Legado)
Com: Tom Cruise (de Negócio Arriscado e muitos outros), Morgan Freeman (de Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões), Olga Kurylenko (de 007: Quantum of Solace e Sete Psicopatas e um Shih Tzu) [e parecendo muito com a Zeta Jones nesse filme], Andrea Riseborough (de, e a própria, The Devil's Whore) [eu vi esse seriado, muito bom], Nikolaj Coster-Waldau (o Jaime Lannister e de Virtuality) e Melissa Leo (de Verônica Decide Morrer).

Sinopse: a Terra foi atacada por ETs faz uns 60 anos, os humanos venceram, mas o lugar ficou tão acabado que todo mundo que sobrou precisa se mudar para uma lua de Júpiter. Na Terra ficaram alguns técnicos e suas esposas, responsáveis por fazer a manutenção de robôs sentinelas, que protegem grandes geradores de energia (?) necessários para a colonização do satélite. Geradores que por sua vez precisam ser protegidos de alguns dos ETs que acabaram sobrando no planeta. Até que... o mocinho descobre que tem coisa mal contado. E o trailer já te estraga uma das principais.

OBS: daqui para baixo dou poucos spoilers, mas dou. Estejam avisados.

Opinião: vou logo assumir: eu queria não ter gostado.
Putz, é Tom Cruise [o retardado mór da Cientologia], metido numa FC bem pretensiosa, e onde metade do filme é o rosto dele em close. [obs: achei que ele estaria mais acabado até] Mas... Gostei. De repente estou virando um velho babão e sentimental, ou de repente foi só porque fui com expectativas tão baixas, que qualquer coisa era lucro, sei lá.

O filme é uma chupinhação tremenda de várias idéias antigas e recentes... Contudo... as referências ficaram naquele nível de forçada que você não sente sutileza, mas não sentia que eles estava sacudindo na sua cara "Vejam, estou fazendo uma referência! Referência! Lálálá!". Então tudo bem.
A propósito, aquele papo de que "Baseado numa graphic-novel" até onde vi, é balela. Primeiro, se nunca publicaram, nunca passou de uma idéia. E "Baseado numa idéia" é... digamos... tudo. [exceto documentários?] E ao que tudo indica, nem tinham mesmo a intenção de publicar. Mas nesse link dá para ler o texto e artes conceituais. Interessantes.

Mas voltando ao papo de chupinhação... Para quem já é fã de ficção-científica muitas coisas devem ter ficado óbvias, ou foram ficando em seqüência durante o filme, antes deles próprios fazerem cada revelação.
Poxa, na hora que ouvi alguém dizer pela 1ª vez "zona proibida", a primeira coisa que eu pensei foi "ho, ho, ho... tem coisa escondida lá". Muito, muito, manjado. Só faltou um orangotango dizendo "Você pode não gostar do que encontrará."

Mas o filme fez tudo isso tão calma e vagarosamente, que sei que depois de escrever a minha resenha e começar a ler a dos outros, verei gente reclamando da lentidão. Juventude alucinada, que não consegue desviar os olhos do celular por 15 minutos! Pô, vocês podem ter detestado o filme, mas não reclamem dele ser lento! Vão ver "2001", cacete! [vi pelo menos meia-dúzia de vezes e certamente muitos nerds viram mais]

Mas além de Planeta dos Macacos, senti ali - não posso afirmar que foram referencias diretas, porque é tanta gente se inspirando em tanta coisa, ou até fazendo igual de forma independente, que a inspiração deles pode ter sido algo mais antigo, ou mais recente, ou terem criado parecido por coincidência mesmo - mas senti no filme referencias à Jornada nas Estrelas: O Filme (a seqüência da entrada na V'Ger), Lunar (clones em estações diferentes), 2001 (as naves bolotas e o olho do Hal) e lembrei muito de algo que, na verdade, não é de filme nenhum, e sim uma zuação com vários - e a tal zuação ficou mais parecida com este filme que os zuados especificamente... Vou colocar no final da postagem. Ah, e claro, muito vagamente lembrei de Stargate. Coisas em forma de triângulo não são exclusividade humana, mas ter logo um nome (Tet) que parece egípcio (Set, Djet, Tausret, Sejemjet...)?! [mas ok, pode ter sido o ET escolhendo um nome marketeiro melhor do que, sei lá, Mxyplyzyk.]
Aproveitando, gostei muito da buzina de alerta dos drones. Lembrou-me bastante o som que faziam os marcianos no Guerra dos Mundos, quando queriam colocar todo mundo para correr só por diversão.

Acho que no futuro este filme terá mais reconhecimento do que ele deve estar tendo agora. Novamente, ainda não li opinião alguma a respeito, mas esse filme tem muita cara de que a maioria dos críticos vai reclamar. E boa parte das pessoas também. Até eu queria estar esculhambando... Mas... é, né? Cheio de buraco, mas gostei. Igual queijo suíço. [na verdade, eu não gosto de queijo suíço, mas não quis perder a piadinha ruim]

Na pior hipótese, o filme deve ser apreciado por um detalhe horrível... Nossa memória curta e o fato que é impossível saber tudo sobre tudo. Muitos marcos da minha infância foram filmes dentre os anos 50 e 70. Mas muitos desses filmes são inspirados em outros mais antigos, ou livros, ou as mesmas idéias foram aproveitadas antes em outros filmes. Mas eu não conheço esses. Eu mesmo sacaneei as versões anteriores de O Mágico de Oz algumas postagens atrás, dizendo que ninguém lembra ou liga para elas.

Para muitos, de hoje em dia, a TET foi a primeira vez que viram um computador maligno com um único olho vermelho. Alguns deles descobrirão, muito depois de agora, um tal de HAL, que apareceu num outro filme, um aí, pré-histórico, com uma nave em forma de cotonete. Acontece. Nem posso culpá-los.
Kurosawas me mordam!, eu vi Mercenários das Galáxias muito antes de Os Sete Samurais. Adivinhem qual deles é um marco para mim?

MUITO
(mas muito!) longe de mim querer induzir minimamente que esse filme seja o 2001 da geração atual. [mesmo porque a história está mais para A Ilha ou, até, Matrix, do que 2001] Mas já sei de pelo menos um sujeitinho de uns 13 anos que achou esse filme um dos melhores filmes que já viu (se não o melhor). Pobres diabos ignorantes... Mas novamente, acontece com todos nós.
Eu conheci primeiro A Hazy Shade of Winter pela versão das The Bangles, e não a original de Simon & Garfunkel. Adivinhem qual é minha preferida? Pois é... Acontece!

Agora, voltando ao filme, uma dúvida importante (um dos muitos buracos, mas esse foi o que me incomodou realmente): qual a necessidade de humanos nas estações de controle? Essa pirâmide espacial dos infernos não sobreviveria muito tempo sem outras naves que pudessem fazer sua manutenção. A porcaria sabe criar clones, mas não sabe criar um braço mecânico? Que consertasse ou rebocasse as naves para desmanche?
E com tantos drones no espaço, não poderia mandar mais alguns para Terra? Ou fabricar mais, já que tem, literalmente, um planeta inteiro de recursos à disposição?

Eu gostei do filme, mas esse é um daqueles "detalhezinhos" mal explicados que invalidam todo o enredo, mas você tem que aceitar, porque sem essa "pequena forçadinha" de barra... o filme nem existe.
E sejamos francos, a droga da nave devia estar se divertindo, porque para matar os humanos era só espalhar algum veneno na atmosfera. Ou ao invés de tirar água do mar logo ali, na praia, tirar no meio do Oceano Índico. Queria ver algum rebelde chegar lá remando...

Ah, e os outros (pelo menos, e sendo humilde) cinqüenta Jacks? Estão sendo avisados de tudo que aconteceu e sendo resgatados ou morrerão todos de fome em suas casinhas high-tech? E a Olga passará o resto da vida se escondendo deles?

E está aqui o que esse filme me lembrou:



E resenhas alheias:

Super Hero Hype: nota 7 (que lembra algo: o filme é bem bonito. Podendo, veja no IMAX)
The Verge: "Oblivion aspires to what sci-fi does best"
Cinema com Rapadura: "empolgante nos efeitos, mas maçante na história"
Omelete: "sem a capacidade de ir além dos filmes que o inspiraram."
Dimensão Cinema
: "uma declaração de amor à ficção científica. Contudo, isso não o isenta de falhas"

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Io Sono Paranza dei Cachi

Fiz faz algum tempo postagens sobre músicas em holandês (link) e em russo (link). Continuando agora a educação musical de vocês... Hoje é aula de italiano!

Antes de mais nada, histórico! Era uma noite fria e tempestuosa... Trovões clamavam a soberania dos céus... O sono se evadia... E aí eu fiquei vendo Jô Soares entrevistando um cantor nordestino bizarro e com músicas que não ficavam atrás! (parte da entrevista aqui) Mas o ritmo de algumas era legal, e as letras e a voz do cara tão... anômalas!, que eu tive que ir atrás e guardar algumas, para não esquecer daquilo.

A principal delas é esta: Hélio dos Passos - Nas Ondas da Vida (Fica Comigo Agora).
Ouça a música acima antes de continuar.

Pois bem... Sei lá como, fui parar outro dia no clipe abaixo: [adoro o Youtube e suas recomendações insanas] Gianluca Grignani - L'Aiuola
Para incentivar vocês a verem: as dançarinas vão tirando a roupa ao longo do clipe.
Se preferirem, link para uma versão ligeiramente techno.

E se você está pensando em pedir para sua namorada se vestir desse jeito, tenho uma sugestão melhor: Alex Gaudino & Crystal Waters - Destination Calabria. [não fugi do tema, o Gaudino é italiano] [e clipe em versão legendada só para implicar, para você não saber se lê ou se olha as dançarinas]

Ok, deixemos perversões de lado e continuemos... Depois e esbarrar nisso acima e levar um baita susto ouvindo Hélio dos Passos em italiano cantado pelo Skid Row... Resolvi dar uma pesquisada e acabei ouvindo mais músicas italianas em 1 semana que nos últimos muitos anos. [Boys, boys, boys, I'm looking for a good time...]. E duas eu achei tão legais, que resolvi fazer uma postagem. Abaixo estão 3, que uma outra também achei que merecia constar.


1) Daniele Silvestri - La Paranza
    Paranza, dentre outros significados, é uma fritada de peixes pequenos; mas aqui é o
    nome de um estilo de dança, então não dá para traduzir.



Essa é a minha preferida do trio.
Tomem também a versão ao vivo e até uma paródia: "A Pança".

E se ao invés de um cara que parece o irmão do Zeca Pagodinho, vocês preferirem uma versão em voz feminina, por uma bella ragazza, segue link:
Virginia Raffaele - La Paranza
Ela é uma atriz e comediante italiana, mas canta muito bem. Vale a pena seguir as sugestões do Youtube de outras músicas dela no Radio2 Social Club (site oficial: link). Por ora, recomendo essa aqui também: Papaveri e Papere.


2) Elio e le Storie Tese - La Terra dei Cachi (A Terra dos Caquis)
    Essa música é uma crítica bem humorada a vários dos problemas e escândalos
    italianos, por isso o nome. OBS: ela fica mais animada a partir de 1:10.



Nota: no meio da música eles falam mesmo de fantasma, mas não de ectoplasma (era o que eu ouvia antes de ler a letra, mas é de plasma do sangue mesmo que eles falam, criticando questões médicas do país). [esse é o 3º clipe, que entrou na repescagem]


3) Tricarico - Io sono Francesco (Eu sou Francisco)
    Esta é enganosa, a música soa como algo alegre e divertido, mas o clipe parece o
    pesadelo de alguém e a letra é até bem dramática. [foi um susto quando a traduzi]



Nota: sim, ele está xingando a professora. Mas para cortar um pouco o drama, esta música também tem paródia: Io sono Mister Max


[OBS: nessa postagem inteira os links externos abrem em outra aba... fiz para aprender como era, mas é muito chato ficar colocando a tag nos links e tem gente que não gosta. Além de irritar ainda mais se você usa o IE. (mas você não devia usar o IE para começo de conversa...) Não acontecerá novamente. Quem achou legal, aprenda a ter o mesmo efeito da forma antiga: clique no link segurando a tecla Ctrl. Porque eu, nunca mais faço isso. (igual postar usando tabelas, impraticável sem ajuda do Dreamweaver)]

E só para não terminar o texto numa OBS, mais alguns links:
Mina - Tintarella di Luna (essa os brasileiros conhecem!) [putz! ela dança igual a Morticia]
Rita Pavone - Datemi Un Martello (outra conhecida por aqui, e com legendas)
Milva - Bella Ciao (vale conhecer a história da música para quem "gosta" da 2ª Guerra)
E um pouco mais de Virginia Raffaele

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Vulgaris Magistralis

Clipe no começo da postagem porque comecei a divagar no texto.
E assim você pode ouvir enquanto lê. [na verdade, isso é uma idéia ruim, a graça do clipe é ler a tradução da letra e ver as imagens] [OBS: Woden e Doner são Odin e Thor. É aquela coisa tipo Zeus e Júpiter, basicamente o mesmo cara em panteões diferentes]



Heidevolk. Tenho ouvido esta banda ultimamente. Descobri-a por acaso no Youtube. Não lembro bem o que eu estava vendo, mas o Youtube recomendou vídeos sobre dragões... Abri, e vieram recomendações envolvendo o filme Beowulf... O que me fez lembrar a canção da festa do filme... Pesquisando fui parar numa peça teatral musical parodiando a lenda... E na seqüência de sugestões, esbarrei na tal banda.

Eu gosto de músicas que falam de dragões, vikings e etc, mas tenho uma certa birra quando a banda se veste desta forma! Mas se a música for boa, eles podem estar vestidos até de tamanduá.

O heavy "à sério" deles não é ruim, mas é normal. Vale pela vantagem de ser tudo em holandês e se a letra for ruim você nem ficou sabendo. Mas as músicas que não parecem ser para levar a sério, como a abaixo acima ou a Hulde Aan De Kastelein (Tributo ao Estalajadeiro), que agradece pela cerveja, ficaram muito boas.
OBS: Vulgaris Magistralis não é deles, mas o cover ficou muito melhor.

OBS 2: depois da frase acima, fui ouvir a banda original [é por isso que minhas postagens levam horas sendo escritas...] e a Normaal até que não é ruim, coisa muito boa. Parece uma versão country [como?? eles são holandeses!] do Puhdys (outra boa banda).
[crianças, não me deixem só... se você apareceu aqui e conhecia qualquer um deles, dê um Oi nos comentários] [se não conhecia e gostou, dê um Oi também]

[PS: postagem no ar faz 30 minutos, e ainda estou sofrendo as conseqüências... estava fechando as páginas abertas, e uma delas, de quando procurei imagem de tamanduás, me levou a isso: Dictionnaire Infernal. Estou me sentindo um personagem de Caça-Fantasmas ou Lovecraft, folheando um livro de nome maluco sobre seres obscuros. Ainda bem que não falo francês, seria capaz de resolver ler as 700 páginas.]

domingo, 3 de junho de 2012

Mirabile Futurum

Pessoal fica divulgando clipe de música do Neymar fantasiado... Tentemos subir o nível um pouco. Ou pelo menos variar radicalmente. Hoje estou musical. Três clips para vocês.
E já peço desculpas se travar o navegador de alguém, postagens com muitos vídeos incorporados fazem isso às vezes.

Este post chamaria-se Músicas Infantis Russas, mas não são bem isso, e Músicas de Filmes Infantis Russos dos Anos 80 ficaria muito longo. E ninguém ia clicar.
Mirabile Futurum chama muito mais a atenção! O título fará sentido mais abaixo. [e eu já tenho uma postagem com título em latim, e outra em rascunho, de repente começa uma tradição]

Pois bem... Enquanto, nos anos 80, nós tínhamos aqui "Nós gatos, já nascemos pobres...", depois disso os filmes da Xuxa, Mara e Angélica [que queda de nível...], e hoje em dia... sei lá, acho que nem existem mais, a infância musical russa parece ter sido bem mais interessante. Esbarrei nos vídeos abaixo nos últimos 2 meses. Deus abençoe o YouTube. [eu sou um péssimo futurista: achei que o Google e sites Wiki não vingariam... mas o YouTube... eu sabia que ia dar merda.]

1) Мама - первое слово (Mama, pervaiê islôva / Mamãe, a primeira palavra)
    Filme: Мама / Rock 'n Roll Wolf (1976)

Histórico: estava eu procurando o clip do A-Moe - Mom Is Home (banda que também conheci por acidente, pesquisando sobre Bubblegum Dance), quando, no meio das recomendações, surge algo parecido com um cosplay de pobre do Kiss... E voilà, mais uma filme para minha lista pendências! Ainda estou tentando descobrir se existe alguma versão em DVD do filme com legendas (enquanto isso, dá para assisti-lo inteiro no Youtube, com ou sem legendas, e acho que em inglês também).

Sem mais delongas...


Se preferir, a mesma música em inglês, em outra cena do filme. E aqui a letra.
Tanto em inglês como em russo, cantado por Ludmila Gurchenko. Interessante isso sobre o filme até, ele foi gravado em 3 línguas. Eles faziam a cena em uma, depois regravavam a mesma cena em outro idioma, e depois de novo.
Há coisas que só a União Soviética fazia por você!
E se você realmente ficou interessado: versão em desenho animado (não-musical), de 1957, da história infantil original. [esse nem eu assisti ainda]

2) Жил да был брадобрей (Era uma vez um barbeiro).
    Filme: Мэри Поппинс, до свидания / Mary Poppins, Goodbye (1983)

Essa é a mais fraquinha do trio. Acho que a conheci pelas recomendações na lateral do link acima. E não, não é uma versão soviética do filme da Disney - "Camarada, não podemos mostrar um filme capitalista para nossas crianças. Façamos o nosso!", bem... de repente até aconteceu isso mesmo, mas o filme na verdade é baseado nos livros infantis, não no filme americano, e até onde eu li, apesar do filme se passar na Inglaterra, em momento algum tentam demonizar ocidentais nem nada. Ponto para os soviéticos.



A Maria é a atriz Natalia Andreichenko, mas a voz é da Tatiana Voronina.
Ou seja, tenho nada de interessante para falar do filme. Musiquinha legal e só.

3) Прекрасное далёко (Pricrasnaiê dalhôca / A beleza distante*)
    Mini-série: Гостья из будущего / Guest from the Future (1985)



* Na verdade, não consegui pensar numa boa tradução... Não é bem a beleza que está distante, é o distante que é belo. Em inglês costumam usar Futuro Glorioso porque a letra fala justamente das maravilhas por vir, tanto no futuro em si (o seriado envolve viagem no tempo) como na vida dos personagens... É subtexto demais para tentar enfiar em 2 só palavras!

Nesse outro link é a mesma música, mas com cenas mais variadas do filme, ao invés de focar só na menina. Dá para ver um pouco mais da história também. [aqui a música também está um pouco mais longa]
Gostya Iz Budushego - Prekrasnoe Daleko
Mas o vídeo incorporado mais acima me deu mais curiosidade de assistir do que o vídeo "detalhado". Eu podia ter ficado sem ver o robô digno de um filme dos Trapalhões.

E agora a música não é de filme, é uma mini-série em 5 partes (na verdade, o da Mary Poppins acima também foi, mas só 2 episódios).

E algo que eu achei legal, nada a ver com nada, é que a garota (Natália Guseva) não ficou feia depois de velha... Isso costuma acontecer toda vez que eu vejo um filme antigo com criança e depois checo o que aconteceu com a pessoa. [sejamos sinceros, com a menina! que eu não fico vendo se homem ficou bonito com a idade]
Neste site dá para ver a evolução dela desde miúda (bem miúda e vestida de pokémon) até a terceira idade. E ela esteve muito bem em todas as fases. Uma versão menos fatal da Michelle Pfeiffer (foto 1 e foto 2). Muito bom. Na verdade, acabei de descobrir que ela ainda não está na terceira idade, acabou de fazer 40. Bem... Então ela envelheceu um pouco mais rápido do que deveria (aqui ela com 33 e aqui com 36), mas ainda assim, está muito bem - vou considerar que nas fotos onde ela parece ter 50 ou 60 a culpa é do fotógrafo e pronto. Tem mais fotos aqui (algumas no trabalho dela até, biotecnologia envolvendo coisas complicadas com química e vacinas).

Mas voltemos às músicas... Finalmente explico o nome da postagem! É que a música fez tanto sucesso lá na época, que acabaram fazendo versão até em latim! Nesse link abaixo tem a letra em latim e botão para ouvi-la cantada (está no meio da página).
Marco Binetti - Russian songs translations into Latin

Quem quiser ouvir outra versão em latim, um pouco mais estranha (mas bem cantada ainda assim), segue ela ao vivo por um coro vestido de alunos de Hogwarts (Harry Potter). [pô, mataram logo a ruiva!]


E quem quiser baixar a mp3 ou algum dos vídeos, recomendo, antes de qualquer coisa, usar o Firefox. Depois disso, um dos 2 add-ins abaixo:

Esse é mais fácil de usar: Download YouTube Videos as MP4 and FLV
E esse para as horas que o acima não se aplica (como baixar a mp3 do Mirabile Futurum ou vídeos fora do Youtube): Video DownloadHelper.
Se preferir, pode ficar só com este, mas para vídeos no Youtube o primeiro é tão ridículo de usar, que eu sempre o uso.

E terminando, Desafio Musical: nesta postagem há mais de 10 musicas linkadas.
Ouviram todas?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Melancolia de Haruhi Suzumiya

No original: 涼宮ハルヒの憂鬱, Suzumiya Haruhi no Yuutsu
Duração: aprox. 5h30min (14 episódios)
Da: Kyoto Animation  --  Ano: 2006  --  País: Japão
De: Nagaru Tanigawa (escr.) e Tatsuya Ishihara (dir.)
Site oficial e trailer: não achei...façam o seguinte: montagem de fã (a letra da música não tem nada a ver com a trama, mas é um bom jeito de ver muitas cenas de uma só vez e captou bem o clima hiperativo da protagonista) e God Knows (a 2ª música mais famosa do desenho; este link tem "só" meio milhão de visitas, gosto dele porque tem o som do desenho, não só da música, mas há no Youtube esta mesma cena com mais de 10 milhões de visualizações).

Como quase todos os animes que vi ultimamente, resolvi dar uma olhada neste baseado em praticamente nada: eu vi cenas dele no AMV HELL 5 e achei o nome interessante. [e sobre os AMV Hell, se você gosta de anime, amv's e não sabe do que estou falando... pare tudo e vai . há versão em DVD para download também]
Mas não foi nenhuma montagem em específico que me fez ficar curioso, foi só o fato deste desenho ter aparecido tantas vezes no pacote e parecer comédia com um título falando de tristeza profunda. Tive que anotar o nome para conferir do que se tratava.
E para quem não sabe o que são os AMV (Anime Music Video), a "montagem de fã" que eu linkei lá no alto é um exemplo. São vídeos com cenas de anime com música por cima. Geralmente músicas que não são do desenho, mas encaixam com a trama, cenas, ou de alguma forma. Os AMV Hell são AMVs bem curtos (alguns de meros segundos), em sua imensa maioria fazendo paródia.

Achei 2 exemplos envolvendo a Haruhi. Não são dos melhores, mas dá para ter uma idéia do que estou falando: Haruhi Suzumiya vs Dragonforce  e  Haruhi - Time Warp
OBS: tem o link para o 'clip' original do Time Warp na postagem sobre Mongrels.

Pois bem... começar a ver sem saber nada sobre o desenho é sempre divertido. O primeiro episódio desta série é tão bizarro, que eu tive que ir bolando teorias sobre o que era aquilo já nos primeiros segundos. Já começa tudo errado, que o primeiro episódio entra anunciado como Episódio 00: As Aventuras de Mikuru Asahina com uma musiquinha bizarra, que parece cantada num estilo meio rouco... mas depois você percebe: é só mal cantada mesmo.
E assim que o desenho começa, somos apresentados à personagem principal pelo narrador, que diz ser ela uma garçonete combatente do futuro! ["Garçonetes... Atacar!!" adoraria ver isso!], ah, e ela começa o desenho vestida de coelhinha da Playboy e vendendo vegetais. Mas o narrador não soa como um narrador... Nada de voz cavernosa dizendo "In a world where bunny dressed waitresses must fight...", o que o narrador faz logo de cara é dizer que ela ser do futuro ou ser garçonete são detalhes menores de um enredo estranho que foi jogado no nosso colo. Logo depois somos apresentados a outros personagens, como o par romântico dela, um sujeito com poderes ainda desconhecidos, e a vilã: uma maligna feiticeira alienígena!

E a história vai seguindo, com o narrador avacalhando a trama e os erros de continuidade; temos saltos temporais mostrando as várias lutas e "armas" especiais das inimigas; "explicações" sobre a mudança de tática da vilã e o enredo ter mudado para uma comédia envolvendo um triângulo amoroso; e coisas do gênero.

De repente, depois de uns 5/10 minutos de completo abobalhamento mental e pensando em negrito "o quê está acontecendo?", TUDO fez sentido: as cenas mal "filmadas" (obviamente, como é um desenho, foram feitas assim de propósito), a música mal cantada, o nome da personagem principal ser diferente, o fato do desenho mostrar partes da trama que deveriam acontecer mais para frente, e até comentários do tipo "essa cena, por exemplo, se fosse produzida como planejado...".
Como diria nosso amigo Neo: "UÔU!"

Ora, foi genial! Esse episódio 0 nada mais é que o "rascunho" da série. Algo que o criador fez para apresentar a idéia dele. Mas tudo com muito humor, como se fosse problema de baixo orçamento. Achei isso fantástico. O narrador funciona não só como o alter ego do criador, vendendo o peixe, mostrando os personagens ainda mal desenvolvidos, sem bons efeitos, e delineando algumas evoluções futuras da trama; mas também como produtor, citando os problemas técnicos, e também um telespectador, brincando e implicando com todos os muitos clichês apresentados, típicos do gênero.
E depois do cara ter conseguido o financiamento e ido em frente com a série - onde ele mostraria toda essa trama novamente, só que bem feita - não só ele entrou na curtição e resolveu não esconder isso, como foi macho suficiente para torná-lo o primeiro episódio, e não só um extra do DVD. UAU! Muito bom.

Mas... completamente errado. Foi uma boa teoria. Teria sido muito maneiro, mas não foi nada disso que aconteceu. Na última cena tive um daqueles momentos "Ih, cacete... errei tudo!". Aparece uma outra personagem, que não aparecera em momento algum antes e... Que audácia! Na verdade ela é a personagem principal da série! Como assim? Depois de 30 minutos nos acostumando com a menina ruiva como protagonista, vem outra e metaforicamente diz "Não! Sou eu!". E mostra ela desligando o projetor e falando que o filme que ela e os amigos fizeram será um sucesso durantes a feira do colégio.

Mesmo assim, um episódio excelente e ótima introdução à série. Ri e me diverti bastante tanto antes quanto depois de tê-lo (erroneamente) entendido.

O problema é que, mesmo com a tal cena final, o segundo episódio ainda foi um choque. É que mudou tudo e nenhuma menção é feita a coisa alguma do episódio acima. Cadê as "atrizes" da desajeitada garçonete do futuro e sua arqui-inimiga mágica? Ou, pelo menos... cadê a tal feira estudantil e a exibição do filme?
Pokémons me mordam! No 2º episódio os personagens ainda nem se conhecem!

Foi como se eu tivesse assistido o piloto de uma série, e depois descobrisse que ela mudou toda e eu ficasse pensando... "Pô, mas cadê aquela série?" O que nunca aconteceu antes, mas teria acontecido, por exemplo, se eu tive assistido The Cage antes de TOS ou o piloto original do The Big Bang Theory (que não ficou ruim não...).

/* comentário nada a ver com nada... tudo acima teve que ser reescrito... não entendi... o Blogger salva o rascunho a cada poucos segundos enquanto digito... aí a máquina travou, volto, e descubro que perdi uns 40 minutos de texto...e parece sacanagem, mas assim que eu escrevi a palavra "texto", essa logo aí, antes das reticências, o Firefox deu pane e fechou! e quando voltou, não perdi uma vírgula! mas na primeira travada (uma tela azul), nada! nada do que eu fiz voltou! 40 minutos e cadê? Não voltou sozinho ao abrir o navegador, não estava no cache em disco do Firefox, e não estava no rascunho do Blogger... Desgraça. Aí tento refazer tudo rápido, para reescrever antes de esquecer... Mas nunca fica igual e nem fica melhor. É, Ellen Feis... Sei como você se sentiu! */

Mas voltando... O que temos a partir do 2º episódio (o episódio 1)?

Na verdade, histórico rápido antes: esse anime [desenho animado japonês], como quase todos, é baseado em um mangá [gibi japonês], mas ao invés de parar aí... O mangá por sua vez é baseado numa série de "livros leves", como eles chamam, que são livros finos, direcionados para leitores mais jovens, mas não tanto (público Seinen, galera dos 18 aos 35 anos mais ou menos - se bem que o desenho é muito mais light do que um seinen permitiria ser, não há sexo, por ex.). Existem atualmente 11 livros e o anime é baseado em aprox. 5 deles (é baseado nos 4 primeiros livros e aproveita depois partes do 5º e do 6º). Alguns dos livros são uma só história longa, outros são de contos menores, e nos últimos a história ocupa mais de um livro. Infelizmente, até onde pesquisei, não foram publicados em português nem os livros nem os quadrinhos. Um bom lugar para ficar de olho, caso surjam novidades, é o S.O.S Dan Brasil, site nacional de fãs.
O desenho teve 2 temporadas, ainda sem notícias sobre uma eventual terceira, mas material para aproveitar é o que não falta.

Voltando à história... O que temos: uma garota ranzinza, hiper-ativa e com idéias incomuns começando em um novo colégio, e que, ao se apresentar para turma, basicamente diz que todos a sua volta são um tédio e que se você não for alienígena, viajante do tempo, de outra dimensão ou paranormal, melhor nem puxar assunto. Na verdade, "basicamente diz" não... Ela fala isso com todass as letras, raiva no coração e sangue nos olhos, já esperando que ninguém se manifestasse mesmo... Ô racinha tediosa. Humanos! Onde já se viu!?

Já não lembro bem como se desenrola, mas depois de alguns dias ela começa a conversar com o carinha que senta na frente dela na turma (acho que ele quem puxa o assunto, falando sobre o penteado dela, que muda o tempo todo), mesmo com os outros alunos desrecomendando a socialização. E depois dela ter tentado fazer parte de todos os clubes do colégio (Clube de Xadrez, atletismo, essas coisas) ela resolve formar o próprio clube. Batizado de Brigada SOS. "SOS Dan" em "japonês", de: Sekai wo Oini Moriagerutame no Suzumiya Haruhi no Dan - Grupo de Haruhi Suzumiya com o propósito de sobrecarregar o mundo com diversão (ou algo assim).
Aí ela arrasta o carinha para ser membro, rouba a sala do Clube de Literatura (tornando a única participante dele uma membro do novo clube), praticamente seqüestra uma aluna mais nova para ser membro também (ela precisava de alguém para ser o mascote e chamar a atenção pelo atributos físicos) e surge um outro cara (não lembro mais como).
O grupo não tem um propósito específico. A menina quer conhecer gente do tipo que ela já falou, resolver mistérios, descobrir coisas... Nem ela sabe muito bem o que farão. Basicamente, a função da "brigada" é ela matar o tédio e se divertir no processo.

OBS: como eu disse, vi o desenho sem saber nada... nem o básico do básico, que todo mundo já devia estar sabendo antes de começar a assistir mesmo sem ter lido o mangá ou os contos. Eu não vi trailers, não vi comercial de TV, cartazes ou anúncios de revista... Nunca ouvira falar da série e tudo que eu "sabia" do desenho foram paródias redubladas do AMV Hell! Então fui pego de surpresa pelo que vou contar a seguir. Se você prefere ver no susto também, pule o parágrafo seguinte. Será mais divertido.

--- MINI-SPOILERS COMEÇAM AQUI ---

No final, acabam fazendo parte do clube, sem que ela saiba, uma viajante no tempo (que teve um motivo específico para estar lá, mas não lembro), um tipo de paranormal (que tem a teoria de que a Haruhi criou o universo faz pouco tempo antes, e todos eles podem ser refeitos a qualquer momento) e um tipo de andróide (não é isso não, mas complicaria explicar) alienígena. E o que parecia que seria um desenho perfeitamente normal, com o dia a dia engraçado da 'turminha', acaba envolvendo seres interdimensionais, loops temporais, a reprogramação temporária das leis da física e a possibilidade do mundo acabar. Uma agradável surpresa!
Se quiserem, um pouco mais de detalhes.

--- E TERMINAM AQUI ---

A série intercala episódios completamente calmos (não veja Someday in the Rain com sono, você vai dormir) e bucólicos, com outros completamente malucos, envolvendo... (já disse acima, dentro dos SPOILERS). E o humor do "piloto", mesmo menos absurdo (agora não há mais erros de filmagem), continua lá, já que acompanhamos os pensamentos do Kyon (o verdadeiro protagonista da série), enquanto ele é abusado e arrastado para todos os cantos pelas idéias loucas da Haruhi.

Sobre os episódios, há os "principais" (as 6 partes chamadas The Melancholy of Haruhi Suzumiya), que giram em torno da trama mais doida, mas os demais... Você nem lembra que essa loucura toda está acontecendo por trás. Ou a loucura é pouca, e você consegue acompanhar. Nas loucuras maiores, até há algumas menções e flashbacks, mas você fica tão perdido com eles, que abstrai. Importante até... Como assim ficar perdido com os flashbacks? Eles não estão ali para te lembrar de algo que você já viu?

Pois bem, algo importante para saber: a série teve 3 ordens diferentes de episódios:

■ há a ordem original, como passou na TV. Que foi a que eu assisti. Idéia ruim. Ok se eu tivesse visto tudo rápido, mas lento como eu fiz, só servia para eu ficar perdido com partes importantes da trama. Em mais de um episódio eles fizeram menção ao que chamaram de "espaço fechado" (closed space). Fui entender o que era isso no penúltimo episódio só. Que teria sido o 6º episódio na ordem ideal, sem que ninguém tivesse mencionado o assunto antes. Veja bem... A ordem original não foi algo como os flashfowards de Lost: planejados [não vem ao caso se a série foi boa ou ruim]. Simplesmente passaram numa ordem louca e ponto final. Agora que vi tudo, não entendi o porquê. Nem foi assim no quadrinho nem nada!

Até achei em alguns momentos que ver nessa ordem, com flashbacks de coisa que eu não sabia ainda, ia servir para depois ter aquela coisa de "ah... então foi por isso..." mas não foi assim que eles fizeram. Não era uma dica de algo que aconteceu antes mas você só verá depois, para te deixar curioso... Você ficava era perdido mesmo, por não saber do quê diabos eles estavam falando. Eles jogavam essas referências e elas eram importantes para você acompanhar partes da trama. Ordem de bêbado... Muito errado. Ou de repente ficou confuso pela legendagem. Ou de repente japonês é muito mais esperto que eu e era capaz de lembrar tudo que aconteceu em 10 episódios anteriores e ter a tal sensação de "ah, agora entendi". Bem, não sou o Rain Man, só vou entender parte dos episódios passados reassistindo-os. O que não farei. Apesar disso, deram para divertir. E nem são todos que tiveram desse problema. Alguns ignoraram completamente as partes estranha da trama e foram só um desenho normal.

■ há a ordem cronológica. Ignorem-na. O motivo é a ordem a seguir.

■ e há ordem do DVD, que é igual a cronológica, com uma grande exceção: o primeiro episódio, que eu descrevi lá no alto, continua sendo o 1º episódio. Na ordem cronológica ele é o 11º, e isso tira todo o impacto do susto que ele causa. E como ele é mencionado no 12º, é mais interessante relembrar dele depois de vários episódios, de que ver uma referência a ele logo na sequência dele mesmo.

Vendo pela ordem original, a cena final do último episódio fica um bom final para a série. Mas você é obrigado a ficar meio perdido em outros episódios. A cena final do último na ordem do DVD já não é a mesma coisa, mas também não chega a ser ruim como fim. Se eu tivesse tempo [mais, pelo menos, já que estou aqui, marmanjo, escrevendo sobre desenho... ok, né?!] ia checar quais episódios te deixam perdido, e montar uma ordem alternativa...

Mas ainda tenho a 2ª temporada inteira para assistir e eu já levei uma eternidade para terminar a 1ª (12 episódios em 6 meses). [comecei essa postagem em 22/fev!] E tem também o anime do Black Rock Shooter para terminar... (depois do OVA, vi 2 episódios e esqueci do resto).

Sei lá, na dúvida, vejam na ordem do DVD. Melhor entender a história direito, do que ver uma ordem louca só para ter um episódio final melhor. E tem a 2ª temporada também... Então o episódio final nem será a última vez que você verá o desenho mesmo.

[ATUALIZAÇÃO: dei uma olhada agora neles... e do 5º para o 6º Melancolia [bom filme], a seqüência não é direta. Não é aquela coisa de um começar na cena seguinte ao final do outro. Na verdade, no início do 6º há até uma rápida recapitulação de quem são os personagens. Então, vocês podem fazer o seguinte:

- comecem a assistir na ordem do DVD: episódio 00 primeiro;
- depois os 5 primeiros Melancholy. Não vejam a sexta e última parte (detalhe, é o único episódio com epílogo, a ordem é maluca, mas realmente quiseram que este fosse o último a ser visto)
- assistam os seguintes... na ordem que quiserem.
- e finalmente assistam ao sexto The Melancholy of Haruhi Suzumiya. Pronto. Vocês terão uma boa conclusão e sem ficarem perdidos no meio da série.]


Então vou parar por aqui, essa é a resenha da 1ª temporada. Lá pro Natal eu falo da 2ª. Que não é bem a segunda... os episódios são cronologicamente misturados com os da 1ª... Argh! Que zona. Mas vale a pena assistir. De repente vejam logo a 1ª e a 2ª juntas, com todos os episódios na ordem cronológica e pronto. Vão lá no Wikipedia para ver a ordem "correta", lembrando que o episódio The Adventures of Mikuru Asahina deve ser visto primeiro, e sabendo que após o fim da série, há também o OVA The Disappearance of Haruhi Suzumiya (cronologicamente após as duas temporadas mesmo).

Bem, para terminar a postagem... O tema principal da série. Na verdade, é o tema de encerramento... mas é a música mais famosa do desenho. Sucesso absurdo no Japão, com talvez centenas de milhares de gente louca que sabem fazer a coreografia completa... [eu adoro os japoneses! já falei isso!]

Link para versão normal, com créditos, letra e tradução.
E abaixo a versão especial, sem texto e só com a dança:




E caso não tenham acreditado em mim antes... Toma!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Espelho, Espelho Meu

Nome original: Mirror, Mirror [bons tempos]
Duração: 1h46min  --  Ano: 2012  --  Trailer [obs: sim, é bem bobo, mas o trailer faz parecer muito pior do que é]
Diretor: Tarsem Singh (futuramente em Samurai Jack [!?]).
Baseado em conto dos Irmaõs Grimm.
Com: Lily Collins (de Phil Collins) [cacete! acabei de me tocar... era a menina de Padre!! quando fiz a resenha desse eu nem me dei ao trabalho de colocar o nome dela...vejam só! ficou famosa!]), Julia Roberts (de Flores de Aço [foi o filme mais desconhecido dela que consegui pensar]), Armie Hammer (de A Rede Social), Nathan Lane (um sujeito que você conhece e reconhecerá, mas olhando no IMDb vai perceber que não lembra dele em lugar nenhum! Um baita paradoxo!), Mare Winningham (mesmo caso, putz! ela esteve até em Torchwood, e eu não lembro dela), Michael Lerner (mesmo caso de novo), vários anões (um deles a cara do The Rock) e uma rápida participação do Sean Bean (Boromir!).

A história: num mundo que enfrenta fome, dívida pública e medo constante, uma rainha enfrenta dificuldades em ser mãe solteira de sua ente... Ah, fala sério se alguém acha que eu vou realmente resumir a história da Branca de Neve. Qualquer um sabe do que se trata. Pode ver o trailer acima ou o outro que está resolvido, você saberá as principais modificações e nada sobra para se explicar.

Bem, vamos ao filme. É bobo e divertido, e será uma típica Sessão da Tarde de época de férias escolares ou Dia das Crianças. E é simples assim. O filme é tão carnavalesco e abobalhado (a ponto de termos dentes brilhando a la comercial do Bond Boca e coraçõezinhos voando em volta da cabeça) que o 'espelho mágico' ficou até meio deslocado ali. Talvez para dar um contraste mais maligno, mas cabanas bizarras, num lago esquisito, e a Julia Roberts com cara de estátua de cera incompleta, ficaram, digamos, "assustadores demais" para o filme. Mas ainda assim, até essas cenas eram bobas. Basta notar o o senso de humor do espelho e a 'bola' de cristal que ficava junto. Então não veja o filme esperando nada além disso: diversão acéfala para crianças. E sem piadas para os pais. [no máximo as olhadas da rainha]

Há momentos em que abusaram da bobeira até, como quando o puxa-saco vira uma barata. Ou a cena em que tentam quebrar o feitiço do príncipe, literalmente, na porrada. Ou, muito pior que tudo isso junto, o feitiço em si. O filme podia ter exagerado um pouco menos nas piadas Os 3 Patetas, e ter ficado um pouco mais no estilo que foi a seqüência dela aprendendo a ser uma ladra.
Mas tudo perdoável. Os atores foram bem escalados. A Collins (que parece uma cruza da Audrey Hepburn e a Sandy) [no filme ela parece mais a primeira, mas no Google Imagens eu pensei direto na segunda também] começa o filme meio estranha, o sobrancelhão até me deu um susto, mas ao longo do filme, em que na teoria ela deveria ficar mais acabada, longe do castelo, até que ela ficou bem mais fofa. Proposital, talvez? Para ficar como um afloramento da sujeita? Não sei. De repente foi só eu que me acostumei com a cara dela aos poucos. A Julia Roberts é sempre uma graça. Gosto dela em comédias. E o Príncipe tinha o nível correto de canastrice para um papel desses.

Por falar nos personagens, o ajudante do príncipe não mostrou a que veio. Ficou esquisito: ele foi completamente inutilizado no meio do filme ("Vá buscar meu exército!") e não reapareceu. Podia pelo menos ter tido 5 segundos de cena no final ("Cheguei com o exército, meu príncipe. Ainda precisa?"). O punhal também parecia que teria algum significado, mas era só um punhal.

E por falar em mudanças no roteiro... Pô, eles perderam a chance de deixar o "monstro" vivo e usá-lo como gancho para fazer um Chapeuzinho Vermelho no mesmo universo. Acompanhem: o bicho tinha cara de lobo e no filme a Branca já tinha usado um vestilo amarelo estilo Chapeuzinho... eles podiam colocar uma cena pós-créditos dela e do marido soltando um "Ok, nos livramos da rainha má, mas ainda tem um monstro a solta" aí ela abre o armário, com vários vestidos iguais àquele, de várias cores... e puxa o vermelho! Se quisermos forçar um pouco mais, o príncipe podia estar com um machado no ombro!

Putz, já estou até pensando na trilogia. No terceiro a Julia Roberts volta e consegue envenenar a Collins... E pronto, temos também A Bela Adormecida. [e já tenho até a solução para ela não ficar de fora, dormindo durante o filme inteiro. Advogados da Disney, procurem-me para fecharmos negócio!]

Por falar em fim do filme... Produtoras... na próxima vez... é pra legendar a canção! Uma coisa é a porcaria de música dos créditos, geralmente ruim e feita só para concorrer ao Oscar (e que deveriam ser substituídas por esta). Outra é uma música que é cena do filme, que fala do enredo do filme, com os personagens do filme, cantada pela protagonista ainda encarnada como personagem do filme. Ok, foi no final, mas não foi uma mera droga de música dos créditos. Era para estar legendado.

E nada a ver com nada, mas mais alguém pensou no castelo de Agrabah vendo o do filme? É algo que eu veria... O Aladim da Disney em carne e osso (ou, como se diz em português moderno, em live-action). A Jasmine é a minha princesa Disney preferida. [momento camufla isso, hein!] E era gatinha. Só tinham era que colocar uma atriz árabe desconhecida no papel, para não ficar muito bizarro. O Aladim pode ser qualquer ator galã da vez. Na verdade, tentando bolar uma imagem mental agora, se esse link for uma boa representação, talvez uma atriz indiana ficasse mais parecida com a da Disney do que uma árabe.

Opinião final: Snow White and the Huntsman (trailer 1) se ferrou. A tentativa de pegada modernizada com a sem-gracinha do Crepúsculo não vai barrar essa sessão-da-tarde... Não vai mesmo. Os efeitos são muito bons (trailer 2) e eu devo gostar e me divertir mas... se fornicou legal.
E ainda mais depois dos fiascos de A Garota da Capa Vermelha e A Fera, esse papo de 'atualizar a história' vai ter que se esforçar muito para dar certo e tirar a má impressão.

Se bem que isso é só comigo, parece que ninguém gostou muito do filme:
Cinema Com Rapadura: Uma maçã bem indigesta
Adoro Cinema: 'apuro visual (...) sem uma história que consiga acompanhá-lo'
Screen Rant: eles na verdade gostaram, reclamações só parecidas com as minhas.
Omelete: 'desprovido de senso de perigo, de carisma, de graça, e de relevância'.

E dois clipes musicais no tema para vocês:
A música do filme, quase uma cena de Bollywood: I Believe in Love (Mirror Mirror Mix)
(e com legendas!)  [obs: essa música tem uma história interessante por trás até]
E outra que eu gosto faz muito tempo, mas só hoje vi o clip: Rammstein - Sonne