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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Ninji'n loves you, yeah!

Mil cacetes voadores!!

Eu já tinha ficado chocado outra vez, em descobrir que algumas músicas eram versões (postagem "Cacete!", em  Outubro de 2013), mas agora foi demais!

Estava a esmo no Youtube, depois de ver o tal fanime do Tie Figther (link) que foi assunto umas semanas atrás (que por sua vez é a versão longa de um que foi assunto uns anos atrás) [comentário: gostei mais da música da versão curta], fiquei rolando entre sugestões, apareceu Macross, resolvi reouvir a musiquinha da cenoura (o título desta postagem e primeiro vídeo abaixo) [e que vocês podem imaginar, com razão, que eu gosto, pois é a terceira vez que ela aparece no blog]; e aí resolvi clicar numa versão ao vivo dela (segundo vídeo); e por absoluta falta do que fazer numa Páscoa modorrenta... Resolvi ler os comentários!

<< Interrupção explicativa: "ニンジーン Loves you yeah!" ('a cenoura ama você!') é uma musiquinha que toca no desenho Macross Frontier, quando a personagem principal - que sonha ser cantora - só consegue emprego cantando o jingle de um horti-fruti. Macross Frontier é uma (a melhor) das continuações do Macross original, que é mais conhecido por aqui pela versão-crioulo-doido "Robotech". E voltando na musiquinha, todo mundo que gosta do desenha gosta dela. Eu adoro. Nas palavras de uma fã exagerada "Megumi singing Ninjin loves you ya! gave me diabetes XD" >>  Continuando com a postagem original agora...

Ainda estou chocado com o terceiro vídeo!

Parei tudo na hora para vir postar. [por "tudo" entendam "assistir Youtube sonolentamente"] Pior que eu conhecia a France Gall, já ouvi muita coisa dela, mas não essa! [hora de ouvir mais.] [e pensando agora, ela tem a maior cara de anime também.]

CHOCADO!

Seguem os vídeos. Primeiro os "originais" e depois a "revelação"!

1) Versão "comercial de TV" (curta):


Versão "ao vivo" no desenho (longa): link (letra e tradução aqui)

2) Versão ao vivo de verdade:
    (não consegui achar o link do show em Budokan, mas a versão abaixo é boa também)




3) France Gall, "Poupée de cire, poupée de son":


(curiosidade: essa música foi a campeã do Eurovision de 1965)


Ok... Mas aí, depois de ter feito a postagem e perdido um bom tempo procurando versões melhores dos vídeos - e aí vendo outros num ciclo quase sem fim [e feito umas experiências com o HTML da postagem que não deram certo também], é que eu descubro que a canção acima é baseada numa sonata de Beethoven, que talvez seja de onde realmente veio a idéia para a musiquinha da cenoura. A Yoko Kanno (responsável pela trilha de Macross) é pianista (dentre outros instrumentos, ela toca até acordeon) e deve ter uma excelente formação clássica.

Bem... Não sei e não achei nada conclusivo [e já perdi tempo demais nisso. rs!!!]. Mas ser inspirado por Beethoven é menos chocante do que ter tirado idéia de uma cantora francesa... (por mais que goste de ambos)

De qualquer jeito, ouvindo a sonata inteira enquanto terminava a postagem... Acho que ela pegou inspiração da France Gall mesmo, porque o máximo de vagamente parecido que achei foram rapidos pedacinhos entre 15 e 16 minutos e no começo do 18º.

Mas não deixa de ter sido interessante. E eu conheci novas músicas. E vocês ganharam uma postagem com 5 links musicais. [mais um de brinde] E um desenho de Guerra nas Estrelas. Nada mal. Todo mundo saiu lucrando.

sábado, 19 de abril de 2014

Noé 2: Esta terra é minha!

Quando estava vendo Noé tive o estalo de "não sei o que vou escrever, mas já sei como terminar a postagem!". Que seria comentar que todo aquele plano de Deus de matar todo mundo para recomeçar direitinho só com o povo escolhido na terra escolhida... Não deu muito certo. E daria o spoiler dos 6.000 anos seguintes com o vídeo abaixo. Mas só fui lembrar disso 2 dias depois e não queria tirar a Jennifer Connely de ser a conclusão do texto porque... afinal... Jennifer Connelly! [e argumentos contrários são inválidos!]

Mas cá está, porque o vídeo e a música (e a aula de História) são bem legais.
This Land Is Mine
- de Ernest Gold and Pat Boone, por Nina Paley.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

De vez em quando aqueles links que o pessoal fica mandando no Facebook servem para alguma coisa. Muito bom isso. Boas Festas e um Feliz Natal nerd-cinéfilo para vocês!:

O Natal, por diferentes cineastas:

fonte: Brainstorm9

sábado, 21 de dezembro de 2013

Eurovision

Faz alguns meses [o que na minha memória vaga pode significar até uns 2 anos atrás] esbarrei numa música legal, fui procurar o clipe no Youtube e descobri esse negócio (todo ano o logotipo muda, esse ao lado é o meu preferido).

O que é: é um concurso anual onde os países europeus (e mais alguns ali perto) escolhem 1 música do próprio país e todas concorrem entre si para ser a campeã do ano.

Agora, o que ele é na prática: é uma fonte inesgotável de boas músicas! [êêê!!!] E em uma penca de idiomas diferentes! [êêêêêê!!!]

E vejam bem... Com o Youtube em mãos não só conseguimos ver as músicas que entraram na final do concurso, como também uma porrada de outras músicas que nem passaram na seleção interna do próprio país. E a que ficou em 2º no concurso interno, ainda é a 2ª MELHOR música de um país inteiro [dentre só as que entraram na seleção, claro... mas não me deixem desmerecer meu próprio argumento] Tem música ruim, sim, mas tem coisa boa. E as vezes até a ruim é auditivamente divertida - desde que você não veja a tradução da letra (como a música austríaca sobre sacudir o popozão). Só é pena que com tanto idioma diferente, boa parte dos concorrentes acabe cantando em inglês mesmo, mas ainda assim sai coisa muito boa de países que mal temos contato.

Bem, eu tenho o plano de ouvir o máximo que conseguir destes concursos.
Outro plano, que comecei a fazer hoje, era de ir no Youtube e assistir os clipes das minhas preferidas. O da primeira música abaixo eu achei tão legal e ufanista que deu até vontade de ir para Moldávia. Como isso não vai rolar [nesse feriadão pelo menos, quem sabe algum dia...] resolvi que teria que postar. E se era para fazer isso, ia colocar uma trinca de clipes como tem virado "tradição" nas minhas postagens musicais.

Então, criançada, mais uma aula de educação musical com o Tio Ranzinza! E deu um trabalho escolher só 3... Acabei optando por só escolher dentre as mais alegres e que não fossem em inglês (foi mal, Inglaterra), e depois disso, as com melhores clipes.

1) Nelly Ciobanu - Hora din Moldova (Dança de Moldova)
    Participante do Eurovision de 2009. Tem uma tradução da letra aqui.



Tem outra versão do clipe, com menos cenas familiares e mais ênfase na cantora: link.
Ou caso vocês queiram praticar para a próxima festa em família, aprenda os passos.
E se vocês ainda estiverem no clima de ouvir mais música ufanista da Nelly Ciobanu sobre a Moldávia: Moldova Mea (essa não tem o clima de festa da acima, mas é boa também) [e não sei se é dela ou ela estava apenas cantando]
E sem nenhuma relação com ela, mas só com o país, isso aqui também é bem legal: apresentação do grupo de danças populares Joc.


2) Серебро - Песня №1 (Pesnia nâmeradín) / Serebro - Song #1
    Essa foi a 3ª colocada no Eurovision de 2007.
    Curiosidade: o título original da música é Бляди (prostitutas), mas pegava mal.



Tem uma versão com legendas em espanhol aqui (mas o som está um pouco pior e cortaram a parte à lá Michael Jackson). E, na verdade, a que participou da Eurovision foi a versão em inglês da música, mas dane-se, eu acho a versão russa melhor. Por falar em russo, o nome da banda não é Cérebro, "Siribró" significa Prata.

[ATUALIZAÇÃO: faz 3 meses que esta postagem está no ar e só hoje notei uma coisa... A versão do clipe acima também foi censurada! Achei que tinha sido só o nome. Entre 1:00 e 1:05 elas rimam "zad" com "cochk" (gatas). Notaram, né? Não rima. A versão original era "zad" e "bliad" (prostitutas), muito melhor. E lá em 3:24 ao invés de "bliad" colocaram um gemido no lugar. Quem quiser ouvir a original, está aqui. Mas vou deixar a acima mesmo, porque a imagem está muito melhor. Continuando a postagem agora...]

Essa eu nem precisei pensar para selecionar também, estava ouvindo-a outro dia no carro (a versão em inglês), crente que era uma Britney Spears qualquer, mas não reconhecia qual era a música [eu não tenho preconceitos... ouço Karen Elson e Selena Gomez na mesma seqüência]. Fui olhar o nome e aí... ha! era uma banda russa! Muito legal. Prova de que essas coisas só não fazem sucesso por aqui porque não tocam, não há diferença alguma delas para uma música pop qualquer americana.

Mas se vocês quiserem perder a boa impressão [ou vê-las de biquíni, que é sempre uma motivação válida], recomendo esta outra música delas: Mi Mi Mi [o pior é que eu gostei, rs!, mas é irritante. Essa só faria sucesso aqui se fosse por alguma versão do Latino]


3) Jessy Matador - Alllez Olla Olé
    Participante do Eurovision de 2010. Essa é para tirar a impressão de gente chata
    dos franceses. E reparem a camisa que ele use no meio do clipe!
    OBS: pule os primeiros 40 segundos.




4) Kuunkuiskaajat - Työlki ellääa
    Ok, eu disse que seriam 3 músicas, mas serão 4. Tradução da letra aqui.



Eu gosto de várias músicas finlandesas (ex.: Anssi Kela) e fiquei com a consciência pesada de não ter lembrado desta antes. Mas aí também não queria tirar nenhuma das três acima (que, digamos, têm mais apelo comercial). O clipe nem é isso tudo, mas adorei as moças. Uma delas ainda toca acordeom. E acabei de descobrir que elas já foram membros do Värttinä (banda de lá que eu tenho alguns CDs e que já veio até no Rock in Rio) e a música ainda é num dialeto da Carélia, que não é bem um país, mas cujo hino nacional é um dos meus preferidos. Depois de tanta coisa legal (além da música, claro), eu quis colocar o clipe e não só na relação abaixo.



Menções honrosas (outras boas músicas que conheci pela Eurovision):
[eu ia só recomendar 3 mesmo, mas olhei todas aquelas outras excelentes que ficariam de fora... deu muita pena. E aí... essa postagem levou 4 dias sendo feita, porque eu parava para ver mais clipes, e versões variadas, outras músicas do mesmo cantor, etc.]

Anmary - Beautiful Song
, da Letônia. Esta, a da Nelly mais acima e a Ruslana abaixo são as minhas preferidas do que eu já ouvi dos concursos até agora. [e a da dupla acima também] Divertido é que essa música foi escrita tão especificamente para concorrer, que faz até menção ao próprio concurso na letra. Infelizmente, apesar de eu adorá-la e todo o clima fofinho dela [e o jeito do bonequinha da cantora], ela apanhou de lavada no concurso de 2012. A letra cretina não ajudou, mas pô, a letra é muito bonitinha.

Ruslana - Дикі танці, campeã de 2004. Na verdade, a campeã foi a versão em inglês da música (Wild Dances), que também é ótima, mas eu prefiro em ucraniano [entenda a letra aqui]. Fiquei num dilema de colocar esta no lugar das Serebro acima, mas achei o clipe desta mais fraco. E não queria duas musicas "em russo" na seleção. Já se a música dela no concurso fosse a Давай, Грай! (Vamos, jogue!), aí as prostitutas perdiam o destaque. Eu adoro músicas feitas para terem esse jeitão de canção de torcida (essa foi usada na Eurocopa de 2012, que foi na terra da cantora).

Sieneke - Ik Ben Verliefd (Sha-la-lie), essa é em holandês [que eu considero um alemão que não é feio] e adoro a entradinha estilo música de circo. Não entrou acima porque não tem clipe oficial. E acho legal que ela fala algo que parece luftballons no meio. [isso sou eu, entregando a idade...]

Flor-de-lis - Todas as Ruas do Amor, de Portugal. Vou assumir: a primeira vez que ouvi essa música achei que era chinês ou algo para aqueles lados! Só quando ela falou "estrela" é que me deu o estalo de que era na minha língua! E assumo mais, ainda tem frases que eu não tenho idéia o que ela está falando. [depois de visitar a Moldávia, preciso passar em Portugal e me acostumar com o sotaque deles] Aproveitando, outra concorrente de lá muito boa: Vânia Fernandes - Senhora do Mar (Negras Aguas).

Can Bonomo - Love Me Back, participante da Turquia em 2012. Divertida. Eu só tiraria o Slash do clipe. E gostei dos casacos do cara. Taí, eu tenho que ouvir mais música pop turca algum dia. Essa não é a primeira música turca legal que eu ouço.

Buranovskiye Babushki (As vovós de Buranovo) - Party for Everybody
Eu achava que era só um nome engraçadinho... mas não, SÃO VELHINHAS CANTANDO! Ha! Que maneiro! Trilegal! Muito massa! Ou qualquer expressão que vocês usem nos seus estados! Tem uma apresentação em melhor qualidade aqui, mas na do link acima a menorzinha está muito fofa. Elas ficaram em 2º lugar no concurso de 2012 e vão usar o dinheiro para construir uma igreja na cidade delas. [e juro que a quantidade de músicas em russo na minha seleção é coincidência]

Les Fatals Picards - L'amour à la française, é boa, mas não tão alegre quanto à do Matador, que também tem um clipe melhor. E pô, música francesa, falando sobre a França e nostalgicamente sobre uma garota linda e... não aparece Paris e nem mulher!

Guri Schanke - Ven a Bailar Conmigo, música finlandesa com título em espanhol cantada em inglês. Como quase todas as recomendadas, é animada e bem legal.

Lena - Satellite, campeã de 2010. Música alemã cantada em inglês. Eu imaginava a cantora com uma cara bem mais madura, putz, é uma pirralha! [ela tinha 18 quando a música foi escolhida para participar] Eu estava ouvindo música teen esse tempo todo e não sabia. Deu toda uma nova interpretação mais light para a música: é só uma aborrecente reclamando do ficante da vez!

Engelbert Humperdinck - Love Will Set You Free
, da Inglaterra. Essa é para não ficar só com músicas alegres e dançantes. Esta é romântica e meio dramática (acho que o personagem da letra se ferrou com a garota que ele gostava). E diga-se de passagem, essa expressão "o amor te libertará" nunca fez sentido na minha cabeça. [e não me venham com interpretações poéticas malucas, porque elas também não fazem sentido.]

Andrea Demirović - Just Get Out Of My Life, de Montenegro. Dançante, mas em inglês e com clipe ruim. E a gente vai ficando velho e perde um pouco o bom gosto, porque eu achei legal o visual anos 80 das roupas dela. [ela até lembrou um pouco a Jennifer Beals, acho que por causa do cabelo]

OBS: todas as músicas que eu linkei nessa postagem não encheriam nem metade de um único dos concursos (cerca de 45 músicas), e acho que todas as acima abrangem só uns 4 ou 5 concursos diferentes. Tem muito mais coisa neles que eu nem ouvi ainda. De repente todas as minhas preferidas acima são pinto em comparação com as que ainda não conheço... [pouco provável, mas sempre possível] Então, vão atrás!

E mais algumas, que eu não resisto, e mesmo assim, ainda cortei várias, que se eu fosse ficar falando de todas que eu gosto, a postagem nunca terminava.

Charlotte Perrelli - Hero e Malena Ernman - La Voix, ambas da Suécia (que faz bom pop desde o Abba). Kaliopi - Crno i belo (Црно и бело), da Macedônia (drama com violinos e guitarras). Aisha - What For, da Letônia (o clipe é ruim e a música é meio deprimente, mas é boa). Eleftheria Eleftheriou - Aphrodisiac, da Grécia. Elena Gheorghe - The Balkan Girls, Romênia (com provavelmente a letra mais fútil de toda essa postagem). Eva Boto - Verjamem, da Eslovênia (música bem bonita). Ivi Adamou - La La Love, Chipre [ela parece uma versão mais carnudinha da Liv Tyler]. Joan Franka - You and Me, do Países Baixos (romântica e fofinha, com jeitão de anos 70). Marko Kon & Milan Nikolić - Cipela, da Sérvia. Outro sérvio, agora com cara de vilão de anime: Milan Stankovic - Ovo je Balkan. Pirates of the Sea - Wolves of the Sea, da Letônia (muita coisa legal vindo de lá também).

E para terminarmos onde começamos... Moldóvia: Pasha Parfeny - Lăutar [putz! é o Justin Timberlake!] [e adorei as backing-vocals, divertidas]

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Bitch Slap

Eu não vou resenhar este filme, já o vi faz muito tempo. Mas fica a sugestão como algo para verem sem absolutamente nenhuma expectativa (fora a de ser um filme extremamente cretino), quando você não tiver nenhuma idéia melhor e algo com mulheres peitudas e o Kevin Sorbo (você sabe quem é, assuma!) não soar uma sugestão ruim.

Eu lembro que me diverti. Lembrei deste filme agora pesquisando sobre a definição de dicionário da expressão e esbarrei no vídeo abaixo. Muito bom. Deu até vontade de rever o filme. Na pior hipótese, pelo menos vejam o vídeo, é divertido por si só.





E depois do vídeo abaixo, leiam as opiniões e resenhas dos usuários no IMDB (a maioria raivosa), e se depois disso tudo você não ficar curioso... [provavelmente significa que têm bom gosto para filmes ou mais o que fazer da vida, mas não isso vem ao caso]

Se preferirem o trailer de verdade, segue o link.

E alguns dados técnicos, só para manter a tradição das postagens cinematográficas:

Nome nacional [só descobri que tinha agora, na época que vi não existia]: Perigosas
O nome em Portugal é igualmente ruim: Mulheres Rebeldes
De: Rick Jacobson (de O Bebê Maldito 2 e Cleopatra 2525)
Com: Julia Voth (+/- de Resident Evil), Erin Cummings (+/- de Jornada nas Estrelas: Enterprise), America Olivo (de Sexta-Feira 13, parte 12: O Reboot e +/- de Homem de Ferro), Michael Hurst, Kevin Sorbo, Lucy Lawless e Renée O'Connor (todos de Hércules e/ou Xena), Zoë Bell (+/- de Django Livre e de Oblivion), Debbie Lee Carrington (+/- de Guerra nas Estrelas) e Minae Noji (do futuro As Tartarugas Ninjas 4).
Duração:
1h49min.  --  Ano: 2009

sábado, 2 de novembro de 2013

Doctor Who no cinema!

Só digo uma coisa: The Day of the Doctor no cinema!
E repito em negrito: The Day of the Doctor no cinema!
E aumento: The Day of the Doctor NO CINEMA EM 3D!
[ok, mas ser 3D é só um bônus divertido, não tenho essa tara]
E melhor ainda, na cadeira do centro na fila do meio! [obrigado engarrafamento pré-feriado e site do Ingresso.com com problemas! (que ficou uma merda depois da reformulação) vocês impediram os outros fãs de comprarem antes de mim]

É agora, universo! Eu não devo estar vivo no próximo aniversário de 50 anos [de 100] de Doctor Who, então esta é chance única! Mostre que sua implicância comigo é coincidência: eu não ficarei doente neste dia, nem nenhum parente morrerá, nem nenhuma ex-namorada aparecerá na porta com um bebê, nem as chuvas pararão o Rio: neste dia eu vou ao cinema! [levei 1 minuto para escrever o texto acima e depois, quando fui pegar o link do trailer abaixo, mais duas horas assistindo trailers do especial de aniversário e mais outras coisas que o Youtube ia sugerindo, desde nerdices de fã até uma excelente chamada de episódio que eu não conhecia].





O legal de Doctor Who é que eu não era um fã antigo da série - eu simplesmente nunca a assistira antes do recomeço em 2005. Mas de tanto ouvir falar e ver ao longo dos anos o carinho com que era tratada (e aproveito aqui para encaixar mais uma lembrança ao saudoso TopTV), sempre tive um certo respeito pela dita cuja.

E aí a série recomeçou, com um enredo envolvendo manequins (aqueles, de loja de roupa mesmo) assassinos. E claro, temos os Daleks, que basicamente são uma raça de lixeiras antigas com uma lanterna na testa e dois braços: um é um pá de batedeira e outro um desentupidor de pia - e eles são o principal vilão do seriado. Mas eles fazem isso com tanta seriedade e drama, e com atores tão bons, e ao mesmo tempo com tanto humor deslavado, que Doctor Who É a melhor de todas as séries de tv. Você assiste todas essas coisas bizarras, algumas com enredos bem ruins, mas eles te levam sem você perceber por tudo isso com tanto carisma, dando tanta credibilidade aos personagens, que cada episódio ruim é um ótimo episódio, e cada episódio bom é épico.

A frase citada num dos trailers abaixo (e parcialmente reproduzida a seguir) é de um episódio recente que foi um dos 'não grande coisa', mas a frase é tão impactante, com tanta história subentendida ainda que não fale nada na verdade, e dita com tanta emoção, que soa espetacular (e melhor ainda fora de contexto).

And I watched universes freeze and creations burn, I have seen thing you wouldn't believe, I have lost things you will never understand and I know things; secrets that must never be told, knowledge that must never be spoken, knowledge that will make parasite gods blaze!

OBS: no trailer, a parte sobre "the Could-Have-Been King with his army of Meanwhiles and Never-weres" é de outro episódio.

A cena em que o atual Doutor apresenta-se pela primeira vez para o vilão-da-semana (que era um ridículo globo ocular gigante num disco voador com cara de estrelinha ninja) é dita com muito menos raiva, enquanto o sujeito ainda escolhia qual gravata usar, e no entanto, quando ele simplesmente termina a fala com um "Olá! Eu sou o Doutor!", com a trilha sonora (o seriado tem excelentes trilhas) crescendo junto cada vez mais, ao final você já está torcendo pelo sujeito e achando tudo o máximo, quase fazendo aquela pose de dobrar o braço com punho e gritar YES! [fuck yeah!]

Outro episódio com uma história rala é o com o Vincent Van Gogh, mas ao final dele você precisa ter a alma negra e fria para não estar com os olhos nem um pouco úmidos. Toda a trama envolvendo a Pandorica eu achei meio confusa (até hoje não sei se deram reboot no universo ou não) mas junta todas as falas badass e discursos, e você esquece disso.

Isso é bom frisar: Doctor Who é no espaço [nem sempre, e bem pouco hoje em dia] e com alienígenas, mas é mais sobre os personagens do que qualquer outra coisa. E os extraterrestres, contexto, histórias de planetas e civilizações vão só sendo jogados e você acompanha se for rápido - e você fica com vontade de saber mais daquilo (e provavelmente nunca saberá, como o exército mencionado alguns itálicos atrás). Eu gosto disso, já elogiei isso em Frank Herbert várias vezes: ele só joga coisas ali como se você soubesse do que ele está falando e segue em frente. Ele não explica. Ele tem mais o que fazer, que é contar uma boa história. [mas não se enganem, a mitologia da série é grande e complicada o suficiente para agradar fãs mais maníacos] O episódio com Van Gogh, por exemplo, o monstro foi derrotado e ainda mal era metade do episódio, porque a história na verdade, não era sobre isso. O mesmo vale para o episódio escrito por Neil Gaiman (o próprio), por exemplo, o enredo em si é bem bobo e os vilões parecem de um livro infantil [vindo do Gaiman, é até possível que sejam], mas a principal história sendo contada, da camaradagem entre o Doutor e sua nave, é tocante. [o pior é que não dá para explicar sem estragar a surpresa, e ver esse episódio solto sem já ser um fã também não deve ter o mesmo impacto]

O fato de eu adorar a série e até hoje não ter uma postagem sequer sobre ela é que acho impossível fazer jus à obra. Ainda mais sendo um novato, que perde uma porrada de referências. Então deixa eu parar de falar, repetir que é a minha série preferida [Firefly em segundo lugar], colocar mais dois trailers sobre The Day of the Doctor, e começar a contar os dias.

Trailer de cinema para o especial:



E um fantástico megatrailer (7 min) de fã, juntando alguns trailers da BBC e mais algumas cenas da série:

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Cacete!

MAS HEIN!? As que eu conhecia eram VERSÕES!? Putzgrila!! Chocante!

Bette Davis Eyes de... Jackie DeShannon (!?!):


A que eu conhecia era essa, da Kim Carnes.

"I Love Rock N Roll" dos... Arrows (!?!):


E neste caso, a que eu conhecia era essa, da Joan Jett.

Agradecimentos (?) ao Listverse pelas postagens abaixo:
Top 10 Famous Songs With Unknown Originals
10 More Famous Songs With Unknown Originals
E as duas acima talvez nem sejam as mais chocantes - mas foram para mim pelo menos. [e 3 das 20 listadas eu já sabia, então o trauma foi um pouco menor]

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Jornada nas Estrelas: Além da Escuridão

Nome original: Star Trek Into Darkness
Duração: 2h12min  --  Ano: 2013
Trailers: 0, 1 e 2
De: J.J. Abrams e amigos (de Lost e Fringe: Roberto Orci, Alex Kurtzman e Damon Lindelof).
Com personagens de: Gene Roddenberry
Com: Chris Pine (de O Diário da Princesa 2), Zachary Quinto (de Heroes), Zoë Saldana (de Piratas do Caribe) [e com trema, por favor], Karl Urban (de Doom e Dredd), Simon Pegg (de Chumbo Grosso), John Cho (de Harold & Kumar), Anton Yelchin (de O Exterminador do Futuro: A Salvação), Benedict Cumberbatch (de A História de Stephen Hawking), Bruce Greenwood (de Rambo e Treze Dias Que Abalaram o Mundo), Peter Weller (o Robocop), Alice Eve (de Homens de Preto 3), Jason Matthew Smith (é bizarro, parece que todos os nomes que eu jogo no IMDB estiveram em Plantão Médico, CSI, ou ambos), Noel Clarke (de Doctor Who) [na hora do filme eu não conseguia lembrar de onde o conhecia], Nazneen Contractor (a esposa do personagem do cara anterior) [sim, ela está aqui na lista só porque é bonita, as seguintes também], Jodi Johnson (a loirinha sem nome que aparece em close no final do filme e que está no cantinho desta foto) [pior que essa não é a mesma loirinha de cabelo curto do 1º filme...depois vou descobrir o nome da outra também] e Katie Cockrell e Kellie Cockrell (as duas mulheres-gato) [elas são irmãs gêmeas e dançarinas... fiquei então curioso em vê-las sem maquiagem e dançando, mas não achei nada realmente linkável, contudo...  fui parar nesse vídeo que elas participam:  Thanks, Smokey! [bizarramente divertido!] que me levou à isso: Zoochosis. Com mais vídeos bem divertidos. Não vi todos, mas acabei de perder uma boa meia hora no site]

[e pronto! Essa foi a busca por nomes e referências mais longa da história do blog - mesmo estando tudo à mão no IMDb, eu acabo perdendo um bom tempo pesquisando por diversão. Acho que levou mais tempo que o texto abaixo]

-- A propósito, podem ler tranqüilos, texto SEM spoilers.

Ok, não consegui pensar numa tradução muito sonora para "Into". "Adentro"? Éééé... Não. Muito ruim. Então vou aceitar o "Além". Mas Star Trek em português é o cacete! Tínhamos que fazer igual os russos, que quase conseguiram mudar o nome do filme no país. Lá, ao invés de continuarem usando Звёздный Путь (Caminho Estelar, que é uma tradução até mais correta que a nossa), passaram a usar Стартрек, que seria como, aqui no Brasil, o filme ser chamado Estartrequi. Quase deu briga.
Mas a vida continua... Só queria, novamente, reclamar disso. [e aproveitando a deixa, do Super-Homem agora ser Superman também, e até o Ursinho Puf não é mais Puf!!!]

Mas vamos começar os trabalhos...

A história: atentado terrorista, matam um amigo do Kirk, e ele se oferece para partir para a porrada. E aí temos algumas reviravoltas, alguns personagens conhecidos aparecem, uma garota aparece em roupas íntimas por nenhum motivo [não que eu não tenha gostado, mas a cena poderia ser igual sem mostrar a garota, bastava mostrar a cara de safado dele virando e algo o atingindo], algumas falas são reaproveitadas dos filmes clássicos, e termina todo mundo feliz apesar das centenas de mortes.
Ok, eu sei que parece que eu estou de má vontade com essa introdução, mas isso é basicamente o que está no trailer. Se eu começar a explicar muito, deixa de ser sinopse e vira resumo.

Acho que não posso ser considerado um "fanboy". Não compro uniforme, não tenho maquete, não sei como funciona os motores da nave, nem quantos andares ela tem, e nem onde fica o banheiro. E justo eu, que adoro ler, os únicos livros que tenho que "abordam" vagamente o universo de Jornada, são todos paródias de alguma forma. Exemplo: link.
E mesmo levando em conta livros que eu li mas não tenho, só li 2 deles até hoje. "Crime em Vulcano", que pareceu um bom episódio da série clássica e outro, que li na mesma época (uns 15 ou 20 anos atrás), e pelo jeito não causou boa impressão, porque não lembro nada (acho que era da Nova Geração). E fui atrás também de ler um conto, sobre uma versão da Enterprise 1 milhão de ano no futuro (sim, o conto realmente se passa nessa época, por isso que fiquei curioso): o Our Million-Year Mission.
Pensando bem, agora em retrospecto, eu li os dois quadrinhos com encontros dos X-Men com Jornada nas Estrelas. E li os 2 prólogos em quadrinhos dos filmes novos.
Mas pronto! Pára aí.

Mas mesmo não sendo um fanático, sou um grande fã. E eu gosto do reboot. Já li muita coisa de fã das antigas revoltados, mas eu não consigo. Eu noto tudo que eles dizem também... Mas eu me divirto com os filmes, então está bom. Sendo assim, não iria conseguir resenhar o filme direito. Meu lado fanboy ia deixar a resenha toda de "E aí... Ele faz isso... E... Êêêêêê!... muito legal a cena. E aí, o cara fala aquilo... igual ao filme antigo... Êêêêê!... muito maneiro!"
Pois é, seria ridículo. Comprometedor mesmo.

E esse filme deve ter 2 trilhões de resenhas que vocês encontraram antes de chegar aqui. Não terei muito a acrescentar.

Então... Só me resta fazer rápidos comentários sobre rápidas coisas que não gostei. Que, todavia, não diminuem em nada o filme, pipocão de primeira qualidade.

Lensflare! Depois do primeiro filme eu ouvi muita gente reclamando disso. Mas fora eu ter achado a ponte muito brilhante, deixei passar. Bem da verdade, nem conhecia o termo antes de ver gente reclamando depois de já ter visto. Aula rápida do que é lens flare: esse vídeo. Se o vídeo tiver saído do ar, fiquem com essa imagem. Notaram algo de diferente nas cenas do vídeo ou da imagem? Pois é... É o dito cujo. O reflexo na lente, numa tradução que nem sei se está correta.
Pois bem... Desta vez eu não consegui não parar de notar tudo brilhando. Tudo brilhava! Brilhos de todos os lugares! Brilhos fortes! O sujeito podia estar coberto de piche, rolando sobre farofa, numa caverna, no lado escuro da Lua... E teria algo brilhando em cena.

Segunda vez que tem cena de mergulho no espaço. Pô, nem passou um filme e já estão fazendo referências ao primeiro! Pelo menos teve piadinha. Quase qualquer cena é perdoável se tiver piadinha ou ela se auto-sacanear. Mas cacete... Esse é o segundo e já estão "repetindo" cena!

Segunda vez que tem a nave saindo das nuvens. E a terceira também, se contarmos que no mesmo filme ela sai da água, que é bem parecido. Ok... Quem eu quero enganar? Eu quero cenas da Enterprise saindo de dentro de alguma coisa, subindo, ou aparecendo aos poucos em todos os filmes. É sempre uma cena muito bonita. Mas... come on!! É o segundo filme, e o cara não pára de roubar cenas do primeiro! Por falar nisso, porque a nave estava dentro da água mesmo?

Vai ser azarado e/ou bom de mira assim no inferno! Temos uma nave... Nos confins do espaço (ok, perto da Lua, mas é bem  longe), e aí ela começa a cair, de forma aleatória, na direção da Terra. Aí tem outra nave, toda ferrada, que resolve que não vai morrer sozinha e resolve se camicazear em cima da sede da Frota Estelar. Linha reta, eu presumo. Milhões e milhões de quilômetros... [mentira, 380 mil km daqui até a Lua] E adivinha quem a nave camicaze quase atropela?

Aproveitando essa cena... tem uma cena no filme que o cara diz que eles não detectaram nenhuma nave saindo do sistema solar. Note o negrito. Eles têm a capacidade de notar algo acontecendo em algum lugar do sistema solar, que é, assim... uma bolotinha no espaço... com só 18 TRILHÕES de quilômetros (o valor é esse mesmo!) de raio! RAIO! De diâmetro é o dobro! E aí tu faz a conta da área, que eu não lembro, e tenta conceber!! E eles não conseguem perceber (e nem mandar ajuda) 2 naves quebrando o pau em órbita! E não me venham com a desculpinha de que todas estava em missão! Planeta-Sede da Frota Estelar, a ONU do Espaço, tem que ter, no mínimo, uns guardinhas.

Explicação sobre o vilão. Achei muito corrida. Será que os não fãs entenderam o peso do personagem. Uma coisa é citarem o [spoiler]. Quem nunca ouviu falar, não viu TOS, ou nem leu a série em quadrinhos atual nem percebe. E nem faz diferença. É só um "Oi, fãs!" perdido lá no meio. Assim como a garota ser a Carol Marcus. [para quem não sabe, no universo pré-reboot, ela será a mãe do filho do Kirk]
Mas o vilão... Pedia uma cena um tiquinho mais longa ou mais dramática. Para dar o peso merecido. Não precisava entrar em detalhes... Mas sei lá... Achei corrida. É o máximo que posso dizer sem começar a entregar.

Por falar na série em quadrinhos, que foi feita para ser o prólogo do filme e ele, obviamente, deveria respeitá-la... O Kirk fala que não perdeu nenhum homem sob o comando dele. Hum... Lembro de 1 morrendo no quadrinho pelo menos. Eu vi, hein!

Muito fácil invadir uma nave espacial. A Carol Marcus ainda pode ter falsificado a documentação... Mas o Scotty? Chegou voando numa instalação secreta da "CIA" da Federação... E ninguém notou?! Que porcaria de segurança é essa? Depois ele simplesmente entra na fila indiana! E aí invade tudo, assim, mole mole? Imagino ele passando pela segurança da instalação super secreta! [que nem tem um radar!]:
"Ei, quem é você? E porque sua nave é diferente?"  "Eu sou o... John! E... minha esposa bateu a outra nave"  "Ah, claro, temos um John. E mulheres, né? hahahah"  "Hahahaha" "Próximo!" -- É, não rola. O pior é que eu sem querer acabei de "refilmar" uma cena de Jornada nas Estrelas VI. É... então de repente rolou.

Super-teletransporte. Ok, agora eu vou subir o nível de nerdice bem alto... Mas pô! Li por aí [Trekbrasilis] que isso é melhor explicado na novelização do filme, mas mesmo assim, putz!, abusaram! No primeiro filme uma das soluções de última hora é o Kirk se teletransportar para uma nave, voando no meio de espaço, acima da velocidade da luz...Soltaram o foda-se! E aí agora... nesse... o cara se teletransportou da Terra para... outro planeta... de OUTRO SISTEMA SOLAR! Putz... putz... Demais! Quero nem saber se no livro não foi bem assim... No filme, que é o que eles nos mostraram, foi! Eles podiam ter colocado o cara pousando uma nave, saindo de uma sala e olhando a paisagem... Mas nããããão... Façamos o cara se teletransportar e pimba! Está lá! Pra quê usar naves então? [a novelização não importa!]
No próximo filme qual será? Outro salto espacial, outra nuvem, e aí... teletransporte para outra galáxia!

A Engenharia. Sou só eu, ou mais alguém acha que a Seção de Engenharia da nave é absurdamente grande? Eu não consigo colocar, mentalmente, aquele cenário todo dentro da nave. E neste filme ainda descobri que a nave tem passarelas com abertura para você ver os andares de baixo, igual um shopping mall... É... depois terei que ir pro lado nerd da internet e procurar um mapa ou um corte lateral da nave (algo tipo isso ou isso). Acho que só não consegui ainda desapegar do tamanho da original, que essa chupinha, mas, oficialmente pelo menos, é muito maior. Ainda assim, ela não parece ter, por fora, a enormidade de espaço que os roteiristas dizem que ela tem por dentro. No próximo filme é capaz de ter um zoológico lá. Ou descobriremos que "It's bigger in the inside!" [não vou linkar essa referência não. se você não pegou, não merece!]

E é isso. Não vou nem linkar muitas resenhas, achei uma que eu concordei e pronto:
Vulture: Bombarded Into Happiness (OBS: tem spoilers!)
E ele chamou a atenção para um detalhe importante: realmente, no reboot, o Spock é tão emotivo, que o Dr. McCoy perdeu a utilidade. Só serve para soltar frases e mais nada.
Resumindo a resenha dele, o cara diz que o filme é desajeitado e não faz sentido, mas que ele foi "bombardeado até a felicidade". [ó a porcaria que é traduzir "Into" aí de novo...]
Pois então, o filme é isso mesmo.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Oblivion

Nome original: Oblivion [detalhe curioso, "oblívio" existe em português]  --  Trailer [mas prefiro que não vejam]
Duração: 2h06min  --  Ano: 2013
De: Joseph Kosinski (de Tron 2: O Legado)
Com: Tom Cruise (de Negócio Arriscado e muitos outros), Morgan Freeman (de Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões), Olga Kurylenko (de 007: Quantum of Solace e Sete Psicopatas e um Shih Tzu) [e parecendo muito com a Zeta Jones nesse filme], Andrea Riseborough (de, e a própria, The Devil's Whore) [eu vi esse seriado, muito bom], Nikolaj Coster-Waldau (o Jaime Lannister e de Virtuality) e Melissa Leo (de Verônica Decide Morrer).

Sinopse: a Terra foi atacada por ETs faz uns 60 anos, os humanos venceram, mas o lugar ficou tão acabado que todo mundo que sobrou precisa se mudar para uma lua de Júpiter. Na Terra ficaram alguns técnicos e suas esposas, responsáveis por fazer a manutenção de robôs sentinelas, que protegem grandes geradores de energia (?) necessários para a colonização do satélite. Geradores que por sua vez precisam ser protegidos de alguns dos ETs que acabaram sobrando no planeta. Até que... o mocinho descobre que tem coisa mal contado. E o trailer já te estraga uma das principais.

OBS: daqui para baixo dou poucos spoilers, mas dou. Estejam avisados.

Opinião: vou logo assumir: eu queria não ter gostado.
Putz, é Tom Cruise [o retardado mór da Cientologia], metido numa FC bem pretensiosa, e onde metade do filme é o rosto dele em close. [obs: achei que ele estaria mais acabado até] Mas... Gostei. De repente estou virando um velho babão e sentimental, ou de repente foi só porque fui com expectativas tão baixas, que qualquer coisa era lucro, sei lá.

O filme é uma chupinhação tremenda de várias idéias antigas e recentes... Contudo... as referências ficaram naquele nível de forçada que você não sente sutileza, mas não sentia que eles estava sacudindo na sua cara "Vejam, estou fazendo uma referência! Referência! Lálálá!". Então tudo bem.
A propósito, aquele papo de que "Baseado numa graphic-novel" até onde vi, é balela. Primeiro, se nunca publicaram, nunca passou de uma idéia. E "Baseado numa idéia" é... digamos... tudo. [exceto documentários?] E ao que tudo indica, nem tinham mesmo a intenção de publicar. Mas nesse link dá para ler o texto e artes conceituais. Interessantes.

Mas voltando ao papo de chupinhação... Para quem já é fã de ficção-científica muitas coisas devem ter ficado óbvias, ou foram ficando em seqüência durante o filme, antes deles próprios fazerem cada revelação.
Poxa, na hora que ouvi alguém dizer pela 1ª vez "zona proibida", a primeira coisa que eu pensei foi "ho, ho, ho... tem coisa escondida lá". Muito, muito, manjado. Só faltou um orangotango dizendo "Você pode não gostar do que encontrará."

Mas o filme fez tudo isso tão calma e vagarosamente, que sei que depois de escrever a minha resenha e começar a ler a dos outros, verei gente reclamando da lentidão. Juventude alucinada, que não consegue desviar os olhos do celular por 15 minutos! Pô, vocês podem ter detestado o filme, mas não reclamem dele ser lento! Vão ver "2001", cacete! [vi pelo menos meia-dúzia de vezes e certamente muitos nerds viram mais]

Mas além de Planeta dos Macacos, senti ali - não posso afirmar que foram referencias diretas, porque é tanta gente se inspirando em tanta coisa, ou até fazendo igual de forma independente, que a inspiração deles pode ter sido algo mais antigo, ou mais recente, ou terem criado parecido por coincidência mesmo - mas senti no filme referencias à Jornada nas Estrelas: O Filme (a seqüência da entrada na V'Ger), Lunar (clones em estações diferentes), 2001 (as naves bolotas e o olho do Hal) e lembrei muito de algo que, na verdade, não é de filme nenhum, e sim uma zuação com vários - e a tal zuação ficou mais parecida com este filme que os zuados especificamente... Vou colocar no final da postagem. Ah, e claro, muito vagamente lembrei de Stargate. Coisas em forma de triângulo não são exclusividade humana, mas ter logo um nome (Tet) que parece egípcio (Set, Djet, Tausret, Sejemjet...)?! [mas ok, pode ter sido o ET escolhendo um nome marketeiro melhor do que, sei lá, Mxyplyzyk.]
Aproveitando, gostei muito da buzina de alerta dos drones. Lembrou-me bastante o som que faziam os marcianos no Guerra dos Mundos, quando queriam colocar todo mundo para correr só por diversão.

Acho que no futuro este filme terá mais reconhecimento do que ele deve estar tendo agora. Novamente, ainda não li opinião alguma a respeito, mas esse filme tem muita cara de que a maioria dos críticos vai reclamar. E boa parte das pessoas também. Até eu queria estar esculhambando... Mas... é, né? Cheio de buraco, mas gostei. Igual queijo suíço. [na verdade, eu não gosto de queijo suíço, mas não quis perder a piadinha ruim]

Na pior hipótese, o filme deve ser apreciado por um detalhe horrível... Nossa memória curta e o fato que é impossível saber tudo sobre tudo. Muitos marcos da minha infância foram filmes dentre os anos 50 e 70. Mas muitos desses filmes são inspirados em outros mais antigos, ou livros, ou as mesmas idéias foram aproveitadas antes em outros filmes. Mas eu não conheço esses. Eu mesmo sacaneei as versões anteriores de O Mágico de Oz algumas postagens atrás, dizendo que ninguém lembra ou liga para elas.

Para muitos, de hoje em dia, a TET foi a primeira vez que viram um computador maligno com um único olho vermelho. Alguns deles descobrirão, muito depois de agora, um tal de HAL, que apareceu num outro filme, um aí, pré-histórico, com uma nave em forma de cotonete. Acontece. Nem posso culpá-los.
Kurosawas me mordam!, eu vi Mercenários das Galáxias muito antes de Os Sete Samurais. Adivinhem qual deles é um marco para mim?

MUITO
(mas muito!) longe de mim querer induzir minimamente que esse filme seja o 2001 da geração atual. [mesmo porque a história está mais para A Ilha ou, até, Matrix, do que 2001] Mas já sei de pelo menos um sujeitinho de uns 13 anos que achou esse filme um dos melhores filmes que já viu (se não o melhor). Pobres diabos ignorantes... Mas novamente, acontece com todos nós.
Eu conheci primeiro A Hazy Shade of Winter pela versão das The Bangles, e não a original de Simon & Garfunkel. Adivinhem qual é minha preferida? Pois é... Acontece!

Agora, voltando ao filme, uma dúvida importante (um dos muitos buracos, mas esse foi o que me incomodou realmente): qual a necessidade de humanos nas estações de controle? Essa pirâmide espacial dos infernos não sobreviveria muito tempo sem outras naves que pudessem fazer sua manutenção. A porcaria sabe criar clones, mas não sabe criar um braço mecânico? Que consertasse ou rebocasse as naves para desmanche?
E com tantos drones no espaço, não poderia mandar mais alguns para Terra? Ou fabricar mais, já que tem, literalmente, um planeta inteiro de recursos à disposição?

Eu gostei do filme, mas esse é um daqueles "detalhezinhos" mal explicados que invalidam todo o enredo, mas você tem que aceitar, porque sem essa "pequena forçadinha" de barra... o filme nem existe.
E sejamos francos, a droga da nave devia estar se divertindo, porque para matar os humanos era só espalhar algum veneno na atmosfera. Ou ao invés de tirar água do mar logo ali, na praia, tirar no meio do Oceano Índico. Queria ver algum rebelde chegar lá remando...

Ah, e os outros (pelo menos, e sendo humilde) cinqüenta Jacks? Estão sendo avisados de tudo que aconteceu e sendo resgatados ou morrerão todos de fome em suas casinhas high-tech? E a Olga passará o resto da vida se escondendo deles?

E está aqui o que esse filme me lembrou:



E resenhas alheias:

Super Hero Hype: nota 7 (que lembra algo: o filme é bem bonito. Podendo, veja no IMAX)
The Verge: "Oblivion aspires to what sci-fi does best"
Cinema com Rapadura: "empolgante nos efeitos, mas maçante na história"
Omelete: "sem a capacidade de ir além dos filmes que o inspiraram."
Dimensão Cinema
: "uma declaração de amor à ficção científica. Contudo, isso não o isenta de falhas"

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cavaleiros da Foditude

Ok, sei que essa acima não é a tradução oficial do título do Knights of Badassdom. Mas como parece ser o tipo de coisa que não lançará por aqui, vai acabar não tendo um nome traduzido oficial de qualquer jeito. E em português os equivalentes de "I'm a badass" e "Badass!" são "Sou foda" e "Muito foda!". Logo...

E traduzir o sufixo "dom" é problemático. Poderia ser "Fodalândia", mas o -dom também denota qualidade... então algo que ainda por cima remete à palavra 'atitude' me pareceu melhor. E o neologismo nem é meu, outros já usaram da mesma forma. [viram, criacinhas... o trabalho que tenho para fazer uma postagem! só o título tomou muitos minutos lendo sobre etimilogia inglesa! ah! porra! era só ter deixado o nome em inglês!]
Mas aprendi com o Kung-Fu Panda, que traduz "awesomeness" como "showdebolice".

Claro que esse nome em português jamais seria usado de qualquer jeito, porque badass em inglês nem sequer é um palavrão... Mas foi divertido "traduzir". rs!
Que fique "Loucademia de RPG" quando lançar por aqui. [taí... tenho real curiosidade de como fariam a tradução. "Cavaleiros da Aventura" seria algo bem ruim e perfeitamente possível...]

Li o Bleeding Cool News comentando que o trailer é de 2011 e ressurgiu agora, como se fosse alguma novidade. Ok, então não é... Mas se não fosse esta segunda vinda, não teria conhecido. Deus salve os blogs mal informados!

Site oficial: link  --  Lançamento: talvez, em algum momento de 2013.
De: Joe Lynch / Com: Peter Dinklage (o Tyrion Lannister de Game of Thrones), Summer Glau (a River Tam de Firefly), Steve Zahn (não consigo dizer nada dele, mas é conhecido), Danny Pudi (o indiano de Community), e mais uns que se bobear também são famosos, mas eu não conheço: Margarita Levieva, Jimmi Simpson e Ryan Kwanten.
História: veja o vídeo, é auto-explicativo.
Entrevista com o diretor e a Glau na Comic-Con: Youtube

[comentário pós postagem escrita: tenho o hábido de usar o Google.com ao invés do .br. Porque geralmente eu não quero "informações no meu país, mesmo que sejam ruins", eu quero é "as melhores informações sobre algo, dane-se o idioma". Pois bem, chequei agora no .br, e acabei de ver que eu não fui o único afetado pela segunda vinda por aqui. Omelete, Jovem Nerd, UOL e etc também anunciam o filme... Ok, se eu tivesse notado isso teria escrito menos e talvez nem tivesse postado. Mas agora é tarde. rs!]

Mas vamos ao trailer:



[ATUALIZAÇÃO 2017: pois então... lembrei dessa postagem e fui checar. O belíssimo título nacional é "Um Jogo Lendário". Quando você acha que não é possível piorar...
Por falar nisso, eu vi o filme muitos meses atrás, acho que nem rascunhei uma resenha nem nada. A premissa até que foi boa, mas podem deixar de lado. É bem ruinzinho. Procurem por "The Gamers" no lugar.]

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Eu assistiria!


Jane Austen's Fight Club

Não lembro onde vi a recomendação do link...Fica sem agradecimento então.
Nos outros vídeos do canal não achei nada de interessante... Mas esse vale!

sábado, 13 de outubro de 2012

Três Dedos: Um Escândalo Animado

Nome original: Three Fingers
Autor: Rich Koslowski
Editora: Gal Editora  --  Trailer
Ano original / no Brasil: 2002 / 2009
Páginas: 140  --  ISBN: 978-85-61780-02-9
Cores: P&B  --  Tamanho: A4 (1 cm a menos)

A história, bem, o trailer acima já (não) explica. Basicamente, é um mundo meio Uma Cilada Para Roger Rabbit (ou Quem Censurou Roger Rabbit?, se você for mais literário), onde desenhos animados vivem e interagem normalmente com as pessoas de carne e osso.
A revista conta o surgimento da amizade e das grandes produções animadas com Rickey Rat e seu amigo humano Dizzy Walters (paródias de Mickey Mouse e Walt Disney) e segue analisando o motivo por trás de outros personagens não terem feito o mesmo sucesso, e os sacrifícios que eles tiveram que fazer para conseguir um lugar ao sol.

A história é toda contada em formato de documentário, com entrevistas intercaladas, fotos e narrações. Tudo num estilo meio noir, já que estamos falando de coisas dos anos 30 aos 50 e a revista é toda em preto-e-branco. Mas já vi gente resumindo como só "é a história do porquê os personagens animados têm só 3 dedos", bem... dá para resumir assim mesmo. Mas soa um pouco de maldade, a história não é muito profunda nem nada, havia margem pouco aproveitada para englobarem muitos mais assuntos, mas dizer só isso parece pouco.

/* A propósito, Momento Biologia: sempre traduzimos fingers para dedos, e isso não está errado, mas há uma pegadinha... Em inglês não é errada a interpretação de que você tem "4 dedos e o polegar" (está assim no dicionário também, não é só opinião de um ou outro, sei lá, deve ser alguma forma mais antiga de falar) e se você quiser dizer que tem 5 'coisas' na mão, aí você diria "5 digits" [origem do verbo digitar?]. Não temos isso em português [que eu saiba]. É tudo dedo.

Lá também não é errado dizer que você tem 5 dedos/fingers. Se alguém te disser isso em inglês e você corrigir, provavelmente receberá o mesmo olhar de desdem que eu dava quando alguém me dizia que dedo do pé não era dedo, e sim artelho... ["Não, meu caro idiota pedante equivocado... É dedo também!", mas eu não podia dizer isso na cara, porque eu era criança e também não conhecia a palavra pedante]

Mas resumindo, isso é só para explicar porque a história toda fala sobre 3 dedos quando na verdade eles têm 4! É que o polegar não está contando. Na própria revista a editora fala que preferiu manter o nome americano, caso contrário teria que mexer muito no texto do autor, para adaptar.

Bem, esse comentário rápido se esticou em 3 parágrafos... voltemos! */

Não li o quadrinho de surpresa, eu já tinha alguma noção da história e o trailer acima já te coloca num pouco de suspense, mas como eu disse, eu esperava um pouco mais de profundidade. Não teria como fugir muito do humor negro, claro, são personagens de Disney e da Warner dando entrevistas!! Mas eles poderiam ter dado um tom mais sério ou se esticado em mais alguns assuntos. Ou simplesmente, se esticado.

O que me leva aos problemas: a revista teve só 2 na minha opinião, que não são grandes, mas poderiam ter transformando uma rápida e boa diversão em algo épico. [sim, eu exagero mesmo as coisas] Um dos problemas é que ela é curta. São 140 páginas, mas o desenho é muito espaçado. Quando eu comecei a ler achei que ia terminar a revista em 15 minutos, de tão pouco texto e figuras grandes em cada folha. Foi só um susto inicial, mas ainda assim, está longe de ser algo denso, literalmente. O texto não é compacto, há espaço de sobra nas páginas. Com mais texto (ou páginas), a história poderia ser esticada, detalhada, seguir outros caminhos ou focar em mais personagens. Da forma como ficou não está ruim, repito, mas queria mais. Terminei com a sensação de ter assistidos um daqueles mini-documentários de 30min do canal E!.

Ok, o problema acima é algo mais pessoal, quando eu gosto da história, quero que ela dure. O outro talvez possa dizer que é mais técnico. O texto todo, desde o começo, com o rato Rickey dizendo "Eu não sabia de nada... não tive culpa..." vai abrindo um certo suspense sobre porque alguns personagens conseguem sucesso e outros não, teorias de conspiração, menções à um certo ritual... (OBS: no link da editora, lá no alto, há essas primeiras páginas para leitura, e mais umas 2 ou 3 soltas do meio. Basta clicar na capa da revista. Não se preocupem, escolheram bem as páginas, você não ficará sabendo de nada de antemão). Mas aí quando finalmente é revelado para o leitor o que é que acontecia por trás dos panos... Ok, legal, mas pelo suspense que foi feito, eu esperava algo um pouco mais realista ou assustador.

Minha teoria inicial, antes de ler a revista, envolvia a Máfia. Achei que, para conseguir bons papéis no cinema, só através da benção dos chefões; e os personagens teriam que mostrar seu comprometimento dando um dedo. Após começar a ler, e a situação toda parecer mais terrível do que só algo meio yakuza de ser, e ainda usavam a palavra "ritual", comecei a achar que a reviravolta seria mais para o lado sobrenatural...
Não. Isso é tudo que entregarei da história, que já falo bem pouco: não envolve a Máfia nem Satã. [que pena, para ambos os casos!]

Mas ok, ficamos sabendo o que acontecia e vamos em frente. A história não fica ruim, mas perdeu toda aquela pegada inicial de você ficar doido querendo saber o que é que estava acontecendo. "Pronto, agora sabe, e vejamos mais entrevistas."

A revista não chega a ser fina mas, como eu disse, lê-se rápido, então não vou desrecomendá-la para ninguém. Não será cansativa nem exige muita atenção ou conhecimentos. Tendo a chance, podem pegar e ler. Dá para qualquer um se entreter e partir para a próxima. Não recomendo para criancinhas, mas a capa, com o "Mickey" fumando e bebendo tequila, já sugere isso.

Isso posto... Ao mesmo tempo, para curtir plenamente a revista, você precisa ter, sei lá, algo entre 25 e 35 anos. Pode ter mais, desde que você ainda assistisse desenhos animados até uns 10 anos atrás. Já sendo mais novo começa a perigar você não pegar as referências mais antigas. Com tanto Pokémon, Naruto e etc hoje em dia, se você tem 18 talvez não saiba quem foi 'Fritz, o Gato', Ligeirinho ou Frangolino. Eu mesmo, por ex., fiquei na dúvida se o macaco que aparece era paródia de algum personagem ou só um macaco qualquer. [nota: ao que parece, era paródia de um tal de Bosko, encontrei cada possível referência nesta página: Grand Comics Database - Three Fingers]

Já entre 25 e 35 de idade, fica mais fácil supor que você tenha assistido à todos aqueles desenhos antigos ainda, reprisados ad infinitum pela Globo e SBT [ou TVS! ha! seu velho!] ou até pela Cartoon Network, então deve ter crescido vendo Popeye, Pernalonga e Patolino, e até os menos pop, como os citados Frangolino ou Ligeirinho, ou ainda Droopy, Tartaruga Touché ou todos aqueles do Tex Avery; e, ao mesmo tempo, ainda ser novo o suficiente para ser da geração Animaniacs. E claro, sendo mais velho aumenta a chance de você reconhecer as várias paródias de fotos clássicas e saber quem foi Kennedy, Luther King ou até a Marylin Monroe [será um dia triste quando as pessoas perguntarem "Quem?", mas depois que vi gente confundir Lênin com Lenon, tudo é possível].

Na dúvida, para aproveitar bem a revista, é melhor ser mais velho do que mais novo.

Ah propósito, a César o que é de César. Como não dá para acompanhar tudo, quadrinhos nunca receberam muito minha atenção. Lia algo da DC, algum X-Men [xismêin!], Tio Patinhas e Recruta Zero, e depois de velho one-shots aqui e ali, ou séries como Planetary [ô, agonia entre as edições, 2 anos entre algumas] e Astro City [se não sabem o que é, descubram!, Planetary também.].
Três Dedos... nunca ouvira falar até 2 meses atrás. Conheci através do link abaixo:
matando-robos-gigantes/mrg-163-quadrinhos-virando-a-pagina-com-tres-dedos
Pela escolha do tema, ficam meus agradecimentos aos podcasteiros do MRG.
(quem for impaciente, sobre a revista é só dos 5 aos 22 min)

OBS: depois de terminar a postagem resolvi reouvir o programa. Só para vocês terem uma segunda opinião, não concordo com a parte de que a história tem que ser lida em partes ou cansa lendo de uma vez só. Você até pode ler em partes, se tiver autocontrole, mas só para fazê-la durar mais. Até mesmo por ter todo aquele jeitão de documentário televisivo, foi como assistir um Globo Repórter. Não li de uma vez só, mas só porque resolvi ler na hora de ir dormir e no meio bateu sono [mas não foi culpa da história, foi culpa de ser 2 da manhã], e no dia seguinte li o restante.

E para quem teve preguiça de clicar no trailer e ia acabar não assistindo, segue abaixo:

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Io Sono Paranza dei Cachi

Fiz faz algum tempo postagens sobre músicas em holandês (link) e em russo (link). Continuando agora a educação musical de vocês... Hoje é aula de italiano!

Antes de mais nada, histórico! Era uma noite fria e tempestuosa... Trovões clamavam a soberania dos céus... O sono se evadia... E aí eu fiquei vendo Jô Soares entrevistando um cantor nordestino bizarro e com músicas que não ficavam atrás! (parte da entrevista aqui) Mas o ritmo de algumas era legal, e as letras e a voz do cara tão... anômalas!, que eu tive que ir atrás e guardar algumas, para não esquecer daquilo.

A principal delas é esta: Hélio dos Passos - Nas Ondas da Vida (Fica Comigo Agora).
Ouça a música acima antes de continuar.

Pois bem... Sei lá como, fui parar outro dia no clipe abaixo: [adoro o Youtube e suas recomendações insanas] Gianluca Grignani - L'Aiuola
Para incentivar vocês a verem: as dançarinas vão tirando a roupa ao longo do clipe.
Se preferirem, link para uma versão ligeiramente techno.

E se você está pensando em pedir para sua namorada se vestir desse jeito, tenho uma sugestão melhor: Alex Gaudino & Crystal Waters - Destination Calabria. [não fugi do tema, o Gaudino é italiano] [e clipe em versão legendada só para implicar, para você não saber se lê ou se olha as dançarinas]

Ok, deixemos perversões de lado e continuemos... Depois e esbarrar nisso acima e levar um baita susto ouvindo Hélio dos Passos em italiano cantado pelo Skid Row... Resolvi dar uma pesquisada e acabei ouvindo mais músicas italianas em 1 semana que nos últimos muitos anos. [Boys, boys, boys, I'm looking for a good time...]. E duas eu achei tão legais, que resolvi fazer uma postagem. Abaixo estão 3, que uma outra também achei que merecia constar.


1) Daniele Silvestri - La Paranza
    Paranza, dentre outros significados, é uma fritada de peixes pequenos; mas aqui é o
    nome de um estilo de dança, então não dá para traduzir.



Essa é a minha preferida do trio.
Tomem também a versão ao vivo e até uma paródia: "A Pança".

E se ao invés de um cara que parece o irmão do Zeca Pagodinho, vocês preferirem uma versão em voz feminina, por uma bella ragazza, segue link:
Virginia Raffaele - La Paranza
Ela é uma atriz e comediante italiana, mas canta muito bem. Vale a pena seguir as sugestões do Youtube de outras músicas dela no Radio2 Social Club (site oficial: link). Por ora, recomendo essa aqui também: Papaveri e Papere.


2) Elio e le Storie Tese - La Terra dei Cachi (A Terra dos Caquis)
    Essa música é uma crítica bem humorada a vários dos problemas e escândalos
    italianos, por isso o nome. OBS: ela fica mais animada a partir de 1:10.



Nota: no meio da música eles falam mesmo de fantasma, mas não de ectoplasma (era o que eu ouvia antes de ler a letra, mas é de plasma do sangue mesmo que eles falam, criticando questões médicas do país). [esse é o 3º clipe, que entrou na repescagem]


3) Tricarico - Io sono Francesco (Eu sou Francisco)
    Esta é enganosa, a música soa como algo alegre e divertido, mas o clipe parece o
    pesadelo de alguém e a letra é até bem dramática. [foi um susto quando a traduzi]



Nota: sim, ele está xingando a professora. Mas para cortar um pouco o drama, esta música também tem paródia: Io sono Mister Max


[OBS: nessa postagem inteira os links externos abrem em outra aba... fiz para aprender como era, mas é muito chato ficar colocando a tag nos links e tem gente que não gosta. Além de irritar ainda mais se você usa o IE. (mas você não devia usar o IE para começo de conversa...) Não acontecerá novamente. Quem achou legal, aprenda a ter o mesmo efeito da forma antiga: clique no link segurando a tecla Ctrl. Porque eu, nunca mais faço isso. (igual postar usando tabelas, impraticável sem ajuda do Dreamweaver)]

E só para não terminar o texto numa OBS, mais alguns links:
Mina - Tintarella di Luna (essa os brasileiros conhecem!) [putz! ela dança igual a Morticia]
Rita Pavone - Datemi Un Martello (outra conhecida por aqui, e com legendas)
Milva - Bella Ciao (vale conhecer a história da música para quem "gosta" da 2ª Guerra)
E um pouco mais de Virginia Raffaele

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Simon's Cat

Eu tenho a impressão que conheci isso como animações em Flash (o bom e velho SWF) e não vídeos do Youtube.... Bem, não importa.

Postagem rápida, então nem vou pesquisar por site original, página do Wikipedia nem nada... [acabei não resistindo. Wikipedia e site oficial] Há alguns melhores que outros, mas quem tem experiência com gatos não terá como não rir de vários dos vídeos. Não vi todos ainda (ou vi anos atrás e não lembro), mas todos os 21 curtas (entre 1 e 3 min) estão nesta página. Os 3 abaixo são muito bons:

Catnap: Um gatinho sonolento quer um afago (já vi igualzinho)
Double Trouble: O gatinho aprende a defender a comida
Cat & Mouse: Você, um computador... E um gato! (ainda não puxaram a minha tomada, mas usar o teclado ou caçar a seta... é de lei.)

sábado, 30 de junho de 2012

Ask Justine

Mais uma postagem da série "Para passar o tempo". Mas eu estava pesquisando hinos nacionais... Juro que estava! Especificamente o Ij Io̧kwe Ļo̧k (o antigo hino das Ilhas Marshall). [sim, existem motivos que levam uma pessoa a isso!]

Mas no resultado (aqui a tela, salvei para ter provas, caso o resultado mude) apareceu a imagem de uma garota loira. Na verdade, praticamente todos os resultados foram com ela. Eu não reparara que no meio da tela o Youtube ignorou as palavras estranhas e procurou apenas por "Ij". 
"Será que ela é algum tipo de apresentadora nas Ilhas Marshall?"... Cliquei!
E lá se foram 2 horas assistindo besteiras. [não que eu esteja reclamando]

Com tantos vídeos da menina na internet, as miniaturas que o Youtube me mostrou foram provavelmente as mais infelizes, mas na hora eu realmente achei que tinha alguma relação com as ilhas e fiquei curioso.

Basicamente: a garota responde perguntas feitas para ela. Simples assim. Mas ela é bonitinha, faz tudo com humor [e ela não é uma mongolzinha que resolveu se postar na internet, ela é profissional de edição de vídeo e design gráfico], então daí para fazer sucesso, foi um pulo. E ela já era um tipo de celebridade da Internet antes [não pesquisei a fundo, que ócio tem limite], então também não começou tão do zero - e explica já ter gente fazendo pergunta desde o episódio 1. Ela tem outros canais e vídeos mais antigos, mas preferi me manter fiel e fiquei assistindo principalmente os de respostas.

E parando de enrolação... links:

Links informativos: Ela no Wikipedia  --  Who is Justine Ezarik
Vídeos: Ask Ij - vídeo nº 1 (obs: depois de algum tempo a vinheta irritante mudou)
E esses são os primeiros que eu vi, seguindo as "sugestões" do Youtube.
primeiro - segundo - terceiro - Ela não quer salmão!
(não me preocupo em linkar muitos ou escolher preferidos, porque se você entrar no embalo - ou detestar do fundo do coração - um dos links acima já será suficiente)


A parte preocupante é que, de acordo com as estatísticas, o principal público destes vídeos são garotas de 13 a 24 anos...
O que me leva a outro pensamento [agora preocupado com a sanidade mundial, e não só com a minha]: esses vídeos, com uma linda loira de quase 30, profissional de tecnologia, conhecedora de memes e um grande senso de humor... É assistida por meninas.
Até aí, ótimo. Mas vai você checar o principal público de danças cover de Seikan Hikou ou Caramelldansen, por exemplo, geralmente feitas por meninas japoneses de uns 14 anos... Pois é... que merda de mundo. Público principal: homens de 35 à 55. [obs: que fique claro, meu interesse é puramente musical/coreográfico. eu gosto de ver a precisão. estou nem linkando para ninguém reclamar de nada]

E que coisa... terminei a postagem sobre vídeos bem humorados com pensamentos depressivos. Então tomem esse clip, que é outro que envolve uma musica legal, coreografia, e eu também gosto. [e a dançarina tinha quase 40! então posso linkar. rs!]

[ATUALIZAÇÃO 4/AGO]: encontrei algo que é vagamente uma versão nacional da iJustine. Divertido também. É o 5inco Minutos da Kéfera Buchmann. Podem assistir.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Oito Infinito / O Desaparecimento de Haruhi

Keep Calm and wait, Endless Eight is not endless
Eu acabei vendo a 2ª temporada d'A Melancolia de Haruhi Suzumiya em pouco tempo. Fiquei curioso.
E putz... Cacete! Hahahahah. Malditos. Eu pelo menos estava preparado. Eu já tinha visto a lista de episódios e antes disso já sabia que havia algum tipo de trauma coletivo sobre eles. Bem... Eu sabia da repetição. E depois da 5ª vez fui checar se a próxima seria a última... Fiquei rindo sozinho...
Para quem sabe do que eu estou falando, os vídeos abaixo devem ser conhecidos. Para quem não sabe, talvez fiquem incompreensíveis. Mas vou colocá-los logo mesmo assim.  Resto da resenha depois. [e sim, o meme ao lado é velho, mas depois dessa, não pude resistir.]

Endless Eight Finally Gets to Hitler
Endless Eight pisses Hitler off
[sim, os vídeos são aquelas relegendagens do filme A Queda]

Bem, eu pelo menos não precisei esperar 3 anos, na antecipação, para então assistir à essa pegadinha. Eu e meu senso de humor anômalo até conseguiram se divertir com a desgraça que foi feita... Mas PQP! Isso é trauma para uma vida. Eu não me alimento muito bem, então acho que dá para morrer em uns 40 anos... Aí eu esqueço. hahahahaha C*lho! O pior é que ainda estou me divertindo com "aquilo". :-D

Tem uma boa frase, roubada aqui desta review:
(...) it was a very unique approach to dealing with a time-loop storyline. What better way to show how drastic the situation really is than stick the audience in a similar situation, making them go through what the characters are going through?
Quem quiser entender logo de cara o trauma, spoilers nesta postagem.

Antes de continuar, algo sem relação com coisa alguma, mas ficou legal. Cenas do anime parodiando o trailer de Matrix:



Muito bem, voltando...
Duração: novamente, 14 episódios, uns 25 minutos cada um.
Da: Kyoto Animation  --  Ano: 2009  --  País: Japão
De: Nagaru Tanigawa (escr.) e Tatsuya Ishihara (dir.)

A temporada tem 3 partes: o 1º episódio; os oito martirizantes Endless; e cinco episódios que mostram a gravação do filme que eles fizeram (o episódio "00", da 1ª temporada). Estes últimos têm ótimos momentos. O gato (sim!) discutindo fenomenologia (talvez?) com os personagens é impagável.

Eu ia recomendar ver os episódios desta temporada no meio das da 1ª, na ordem cronológica, como passou no Japão. É que não existiu uma 2ª temporada na verdade... O que eles fizeram foi reprisar a série, desta vez na ordem cronológica, e inserir novos episódios entre os antigos. Mas aí aconteceu algo legal. Na 1ª temporada eu falei que o final do 6º episódio, que originalmente passou em último, daria um melhor final para a série, mas que era melhor não ver assim, para poder entender. Pois bem, o último desta temporada, que cronologicamente aconteceu depois (se é que não me enganaram), meio que reprisa a cena e vemos o que acontece logo em seguida. Então você "volta" ao que seria o melhor final, e o conclui. Ficou bom. Assistam então a 1ª temporada na ordem que eu sugeri, e depois assista os novos à parte.

Se bem que ainda não é a última vez que vou resenhar a Haruhi. Agora falta ver o filme, que me deixou curioso por mostrar a "et-andróide" (não é andróide, mas explicar direito ia ficar muito longo) agindo como humana. Clique no link abaixo para ver cenas do filme com a música tema (e o comportamento estranho da sujeita).

O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya
Música: "Yasashii Boukyaku", por Minori Chihara

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WASURENAIDE!

Demorei tanto para desrascunhar esta postagem, que acabei vendo o filme também. Ok, mesmo conhecendo o desenho faz poucos meses, tornei-me grande fã dele, então a opinião seguinte é de fã, não necessariamente isenta nem imparcial:

O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya foi FODA!

Muito bom mesmo. Tem seus momentos monólogos, mas ele faz menção à vários episódio passados, rouba algumas idéias aqui e ali, mostra a Nagato completamente fofa agindo como humana, termina com uma música excelente nos créditos (uma versão mais trista do trailer acima, à capella. Clique aqui), e uma cena pós-créditos extramente bem pensada. [obs: não, ela muito provavelmente não fez o que todo mundo acha que ela fez nesta cena, mas parece que fez, e isso que importa, até mesmo ser vago faz parte da beleza da cena.]

Nome original: 涼宮ハルヒの消失 (Suzumiya Haruhi no Shoshitsu)
Nome em inglês: The Disappearance of Haruhi Suzumiya [é bom dar o nome em inglês porque se você quiser comprar por aqui... Não tem. Não entendo porque o mercado de desenhos e séries japonesas no Brasil é tão baixo. Eu cresci vendo desenho japonês e Espectreman, minha mãe via National Kid e Fantomas, amigos mais novos cresceram vendo Jaspion, Pokemon e outros desenhos que nem conheço, de brinde até temos a maior colônia japonesa do planeta... Nós deveríamos ser o maior mercado disto tudo no mundo!! Mas na prática...]
Duração:
2h44min  --  Ano: 2010  --  País: Japão

É pena que até agora não há noticias de uma 3ª temporada ou novo filme. O Desaparecimento compensa completamente pelo Endless Eigth. Então quando eles querem, eles conseguem fazer algo não só bom, mas espetacular. O jeito será ver se traduziram os livros e mangás para inglês ou português... Ou aprender japonês.

Rapidamente resumindo a história: dia normal na escola, final de ano, e a Haruhi está bolando com os companheiros (ou seja, disparando ordens e definindo tudo sem margem para discussão) como será a festa de Natal do clube. Dia seguinte e... algo de muito errado aconteceu com o mundo. A Haruhi desapareceu. Não só sumiu, mas ninguém nem sabe quem ela é, nunca ouviram falar, e os antigos integrantes do clube - que não existe - não reconhecem o Kyon. E não só isso, como eles também são pessoas normais. Ninguém ali é viajante no tempo, paranormal ou andróides alienígenas (notem o plural - só para deixar o nosso herói ainda mais preocupado). E cabe ao nosso mocinho não só resolver o mistério, como também aceitar de uma vez por todas algo que ele veio a série toda reclamando.

O grande trunfo (e destaque) do desenho é justamente a nossa adorável andróide Nagato. Como todos os personagens tiveram que virar pessoas normais, a única realmente alterada é ela, já que todos os demais já eram humanos para começo de conversa. E como seria a "conversão" de um robô sem emoções, que passa o tempo todo lendo num prédio afastado e morando sem companhia: uma garota tímida e solitária que não sabe lidar muito bem com outros e, ha!, com meninos!

De novo: muito bom!
Se você for fã, pelo menos. Não sei se teria o mesmo impacto como um filme isolado.
O que é um bom gancho para recomendar novamente: veja a série toda!

E uma resenha alternativa, com mais elogios:
Anikenkai: "...incrível e altamente recomendado para todos os fãs de animação..."
(mas de novo, ressalva de que será melhor se você assistiu antes a série - e se você não quiser encarar os oito infinitos, assiste só o 1º, o 2º e o último deles de repente)

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E novamente, desrascunhar tudo acima demorou tanto (hoje é 7/dez/2013) [essa vida agitada de blogueiro ainda acaba comigo. rs!], que acabei lendo os 4 primeiros livros [com um bom intervalo entre eles] dos que deram origem a série. Li esta semana justamente o livro do Desaparecimento. [e por isso que lembrei de terminar essa postagem, que estava 90% pronta faz quase 1 ano e meio]. Devo dizer que foi uma surpresa. Todo o humor está lá intocado e foram grandes diversões mesmo sem imagens ajudando (há uma ou outra apenas). Ter visto o anime antes facilita, já que você lembra das cenas e expressões, mas foi uma leitura extremamente agradável e divertida.

Podia ter lido em inglês, mas li pela tradução nacional de fãs (mas eu tenho todos os livros da Little, Brown Books também). Não dou o link porque, tecnicamente, não podiam existir. rs!, mas vai no Google que você encontra. Agradecimentos ao sujeito com nome que é trocadilho de remédio e jardim e toda sua equipe.

Sobre os livros, o primeiro segue a história principal da 1ª temporada, os episódios chamados "A Melancolia de Haruri Suzumiya" (que é o nome do livro).
O 2º livro (Os Suspiros de Haruri Suzumiya) são os últimos 5 episódios desta 2ª temporada (os da gravação do filme).
OBS: lembrando, os livros vieram ANTES do anime - eles não são uma novelização do desenho, o desenho é que é a animação deles.
O restante das duas temporadas (episódios soltos e O Oito Infinito) são os livros 3 e 5 - respectivamente: O Tédio e A Fúria (todos, sempre, de Haruri Suzumiya).
O 4º livro é O Desaparecimento.
Voltando para o 5º livro, nele começam as histórias que NÃO viraram desenho. [ainda, pelo menos, temos que manter as esperanças] Há um conto no 5º que não virou episódio da série e no 6º livro (A Hesitação) apenas um deles virou.
E daí em diante nada virou desenho e cada livro é uma história completa, e não contos como alguns dos anteriores. A última das histórias (até o momento) foi lançada originalmente em 2 livros até, de tão longa. São eles: As Intrigas (7º livro), A Indignação (8º) Os Distúrbios (9º) e A Surpresa (10º e 11º).
OBS: em inglês o 10º e o 11º foram publicados em 1 livro apenas.
E há dois contos soltos: Rainy Day e Random Numbers.

Sobre um eventual 12º livro, nada certo ainda, mas em entrevistas o autor dá a entender que existirá - e sem planos de parar.

No próximo eu já começo a ler material "inédito", mas será só um conto, volto aqui só quando chegar no 6º. Falaremos de Haruhi novamente lá para 2015 então. :-)