Eu costumo colocar as capas de livro e cartazes sempre +/- no mesmo tamanho [217 de altura, sem margens, que fica bem no Firefox, mas depois descobri que nem tanto no Chrome, no IE e no Comodo Dragon, ou seja, em lugar nenhum quase], mas esse livro agora não só eu não quero falar muito, porque ele é fino e não quero estragar a história toda, como ele ainda tem um nome e capa tão escrotamente divertidos, que será com ela que vou gastar o espaço hoje:
Autor: Bradley Sands
Editora: Lazy Fascist Press / Eraserhead Press
Páginas: 114 -- Ano: 2011 -- ISBN: 978-1-936383-47-4
Tamanho: A5 (metade de uma folha de papel normal)
A história: ... Opa! Aqui já entra um aviso, eu darei a sinopse do livro sem nenhum tipo de spoiler real, mas... eu li o livro sem saber NADA dele fora a chamada oficial (em itálico ao final da postagem ou no link da Lazy Fascist logo acima). A sinopse em si entrega algo que você fica sabendo já na 1ª linha da 7ª página [acabei de contar], então não é nenhum tipo de surpresa ou reviravolta final, mas... como eu li o livro sem saber nem isso, caso vocês também prefiram desta forma, pulem para a linha pontilhada.
Então...
A história: temos um ator (era essa a "surpresa"), famoso pelo papel de personagem musculoso, cabeludo e brucutu em vários filmes, que luta contra vilões que querem dominar o mundo. Uma boa comparação talvez fosse uma junção de Comando para Matar com 007. E certo dia o cara surta! Começa a achar que ele é o personagem, se irrita com praticamente tudo e todos a sua volta, e sai degolando gargantas, chutando mulheres e explodindo lojinhas. Mas...
Agora, outro aviso, o que vou dizer abaixo sim, pode ser considerado spoiler mas, novamente, você fica sabendo tão cedo na história, que talvez não seja na verdade... Bem, não querendo saber, de novo, fica a dica de ir para a linha pontilhada.
... não é bem assim.
Na passagem da lojinha, por exemplo, o sujeito fica puto com a atendente, volta para sua Ferrari e a joga através da vitrine, daí sai andando em câmera lenta enquanto o lugar explode, e empregados e clientes queimam. No capítulo seguinte acompanhamos o psicólogo do sujeito, e num dado momento é anunciado na TV que um careca mal vestido jogou o carro dentro de uma loja, mas, felizmente, não houveram feridos. A parte de ser uma Ferrari era verdade pelo menos.
Então uma coisa é a história que o personagem acredita estar vivendo em seu ataque de fúria nem tão furioso quanto ele acha. Outra é a historia real, que mesmo não sendo devaneio, é bastante bizarra por si só.
• • • • • • • • • o "não-spoiler" e o "mais ou menos spoiler" terminam aqui • • • • • • • • •
É um livro bem engraçado. Tanto os capítulos do Rico Slade, como os do psicólogo, que na prática é o co-protagonista, já que eles revesam capítulos e metade do livro é com o sujeito. Assim, de cabeça, dele me recordo do capítulo envolvendo o golfista e "comentários culturalmente insensíveis", por ex.
O lado ruim é que o livro é fino. Assim como o Shatnerquake, o livro inteiro é na verdade um conto. E nem todos irão querer pagar R$ 25 para ter um livro de 90 páginas (em letras grandes, e há um capítulo inteiro que é uma única palavra) [lá no alto eu digo que são 114 páginas, e são mesmo, mas há 12 só com anúncios de outros livros da editora, mas que, diga-se de passagem, ler os títulos e suas descrições é outra diversão], ou R$ 11 para só ler sem nem ter o livro de verdade. Mas pense assim: um ingresso de cinema custa algo entre R$ 20 e R$ 40 e te diverte (ou não) por duas horas. Esse livro faz o mesmo, mas você ainda passará a ter na sua estante uma capa como a acima. É um plano perfeito.
E dá fácil para imaginar o livro como um filme ao lê-lo, por mais que a história não tenha sido feita pensando no Arnold, ele encaixou como uma luva. Eu li o livro em 3 sentadas e, antes a última, assisti uma reprise de O Sexto Dia [um filme bem idiota, mas uma boa e bem feita diversão] e novamente, o jeitão brucutu bem humorado dele pareceu encaixar feito uma luva. Na minha cabeça, bem melhor que The Rock, como numa entrevista dada pelo autor. Sei lá, o Dwayne é novo demais ainda a meu ver, e não tem o jeito bonachão do Arnold. OBS: a entrevista que mencionei dá os mesmos "spoilers" que comentei acima, então se você os pulou, não a leia. Caso contrário...
Bradley Sands – The Man Who Created Rico Slade.
E para fechar, a sinopse oficial (onde o título passa a fazer mais sentido):
What the crap is Arnold Schwarzenegger doing on the cover of Rico Slade's book? This is Rico Slade's goddamn book. Rico Slade is not a body builder, an actor, or a governor. Rico Slade is an action hero.
Rico Slade doesn't care about the political climate. Rico Slade has an advanced degree in badassery. Rico Slade's favorite food is the honey-roasted peanut. Rico Slade can rip out a throat with his bare hands.
But Rico Slade has a problem. His arch-nemesis, Baron Mayhem, is threatening to drop a bomb on the Earth that will kill every human being except himself while leaving the world's currency intact. To save the planet, Rico Slade must journey across Hollywood to find Baron Mayhem. Unfortunately, Rico Slade's crime fighting style involves ripping out the throat of anyone who gets in his way, including grandmothers and Midwestern tourists.
As Rico Slade leaves Hollywood in ruins, the only person who can stop him from destroying the city is his Jewish psychologist, Harold Schwartzman. Until he does, Rico Slade will kill as many people as it takes to thwart Baron Mayhem's evil scheme. Rico Slade will fucking kill everyone.
RICO SLADE WILL FUCKING KILL YOU.
E terminando, 3 rápidas resenhas. Todas com vários spoilers, estejam avisados:
Mythos flavored blog: "(...) so brilliant and so fun you will not be able to stop reading it."
Dangerous Dan's book blog: "(...) a hilarious tale (...) isn't for everyone, though."
Sheldon Nylander: "Hillarious! (...) an enjoyable and downright fun read (...)"
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domingo, 10 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Bitch Slap
Eu não vou resenhar este filme, já o vi faz muito tempo. Mas fica a sugestão como algo para verem sem absolutamente nenhuma expectativa (fora a de ser um filme extremamente cretino), quando você não tiver nenhuma idéia melhor e algo com mulheres peitudas e o Kevin Sorbo (você sabe quem é, assuma!) não soar uma sugestão ruim.
Eu lembro que me diverti. Lembrei deste filme agora pesquisando sobre a definição de dicionário da expressão e esbarrei no vídeo abaixo. Muito bom. Deu até vontade de rever o filme. Na pior hipótese, pelo menos vejam o vídeo, é divertido por si só.
E depois do vídeo abaixo, leiam as opiniões e resenhas dos usuários no IMDB (a maioria raivosa), e se depois disso tudo você não ficar curioso... [provavelmente significa que têm bom gosto para filmes ou mais o que fazer da vida, mas não isso vem ao caso]
Se preferirem o trailer de verdade, segue o link.
E alguns dados técnicos, só para manter a tradição das postagens cinematográficas:
Nome nacional [só descobri que tinha agora, na época que vi não existia]: Perigosas
O nome em Portugal é igualmente ruim: Mulheres Rebeldes
De: Rick Jacobson (de O Bebê Maldito 2 e Cleopatra 2525)
Com: Julia Voth (+/- de Resident Evil), Erin Cummings (+/- de Jornada nas Estrelas: Enterprise), America Olivo (de Sexta-Feira 13, parte 12: O Reboot e +/- de Homem de Ferro), Michael Hurst, Kevin Sorbo, Lucy Lawless e Renée O'Connor (todos de Hércules e/ou Xena), Zoë Bell (+/- de Django Livre e de Oblivion), Debbie Lee Carrington (+/- de Guerra nas Estrelas) e Minae Noji (do futuro As Tartarugas Ninjas 4).
Duração: 1h49min. -- Ano: 2009
Eu lembro que me diverti. Lembrei deste filme agora pesquisando sobre a definição de dicionário da expressão e esbarrei no vídeo abaixo. Muito bom. Deu até vontade de rever o filme. Na pior hipótese, pelo menos vejam o vídeo, é divertido por si só.
E depois do vídeo abaixo, leiam as opiniões e resenhas dos usuários no IMDB (a maioria raivosa), e se depois disso tudo você não ficar curioso... [provavelmente significa que têm bom gosto para filmes ou mais o que fazer da vida, mas não isso vem ao caso]
Se preferirem o trailer de verdade, segue o link.
E alguns dados técnicos, só para manter a tradição das postagens cinematográficas:
Nome nacional [só descobri que tinha agora, na época que vi não existia]: Perigosas
O nome em Portugal é igualmente ruim: Mulheres Rebeldes
De: Rick Jacobson (de O Bebê Maldito 2 e Cleopatra 2525)
Com: Julia Voth (+/- de Resident Evil), Erin Cummings (+/- de Jornada nas Estrelas: Enterprise), America Olivo (de Sexta-Feira 13, parte 12: O Reboot e +/- de Homem de Ferro), Michael Hurst, Kevin Sorbo, Lucy Lawless e Renée O'Connor (todos de Hércules e/ou Xena), Zoë Bell (+/- de Django Livre e de Oblivion), Debbie Lee Carrington (+/- de Guerra nas Estrelas) e Minae Noji (do futuro As Tartarugas Ninjas 4).
Duração: 1h49min. -- Ano: 2009
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Riddick 3 / É o Fim
Duração: 2hs -- Ano: 2013 -- Trailer
De: David Twohy (de Warlock - O Demônio e Waterworld)
Com: Vin Diesel (de O Resgate do Soldado Ryan, Triplo X e Velozes e Furiosos), Jordi Mollà (de Elizabeth: A Era de Ouro e Bad Boys II), Matt Nable (de Os Especialistas), Katee Sackhoff (de Battlestar Galactica e Plantão Médico) e Dave Bautista (de Guardiões da Galáxia e O Escorpião Rei 3), uma ponta de Karl Urban (de Dredd, RED e Doom) e um tipo de hiena-lince-cão digital.
Iu-rrú! HIENAS! Eu gosto de hienas!
Isto posto, vamos lá!
Descrição: Riddick está num planeta desértico, a escuridão se aproxima e, com ela, animais assassinos virão. Ele precisa conhecer melhor seu inimigo, escapar do caçador de recompensas que tem um distintivo de xerife no peito, e depois correr contra o tempo para conseguir dar energia para a nave que pode tirá-lo do planeta. Ah, e tem uma cena com uma mulher correndo e aí ela morre no meio da corrida.
Acabei de descrever o 3º filme? Não. Esse foi o primeiro. Pensando bem, menti, foi o terceiro. Façamos o seguinte, a gente fecha que foram os dois e não se fala mais nisso!
Eu sacaneio, mas a pura verdade é que isto é justamente o ponto positivo do filme: Riddick 3 é Riddick old school!
E nada daquele mundo repentinamente super-tecnológico que foi o 2º filme, que parecia algo saído de George Lucas, esse está de volta ao esquema "parece o mesmo universo de Alien". O filme tem bem mais similaridades com o 1º ainda, dava até vontade de fazer uma tabela completa, mas não vou ficar me esticando [porque é 1:20 da madrugada]. E apesar de ser um filme sem surpresas, não darei spoiler assim de bobeira sempre. É um bom filme para você fingir que o As Crônicas de Riddick não existiu [outra coisa que me irrita no 2º filme é o uso da palavra Crônicas descrevendo uma história que dura alguns dias...]. Basicamente, Riddick 3 é o Highlander 3 do Eclipse Mortal.
O que temos é uma aventura isolada do sujeito, nada de proporções grandiosas, muitos cenários, o destino de muitos planetas, raças e, quiçá!, do universo na balança... Nada disso. Há uma rápida introdução de como ele foi parar ali, temos 2 cenários o filme inteiro ("deserto" e "dentro da casinha no deserto") e no final o sujeito está de volta à estaca zero: livre pela galáxia, ainda com vontade de matar o novo Dr. McCoy e ainda sem encontrar o seu planeta natal Furya. Uma boa comparação para esse filme seria o Dredd [que nunca resenhei, mas achei o filme excelente]: não é um filme de origem, não tem nenhuma reviravolta para a vida do personagem, ele não salva o mundo nem rompe paradigmas... Foi apenas: mais um dia de trabalho - e amanhã tem mais.
Por falar nisso, Riddick 4 e 5 já estão na mira.
Ah, e não é só o Riddick de Eclipse que está de volta. A boa e velha Starbuck também! Nada daquela dramática Starbuck mística e musical ['Kara Remembers' é muito boa] do final da série, é a durona e sacana das primeiras temporadas, que todos nós amamos.
Se você gostou de Eclipse Mortal é grande a chance de você se divertir com Riddick 3, ainda que este seja um pouco mais voltado para ação e menos para o suspense. E não precisa ter gostado nem ter assistido ao segundo [é até um favor que você se faz]. Se muito, você não saberá quem são os emos de armadura que aparecem nos primeiros 3 minutos. Mas isso não importará do 4º minuto em diante. [talvez importe no 4º filme?]
Li várias boas resenhas sobre o filme, são tantas que resolvi nem ficar escolhendo. Seguem só duas: o Screenrant gostou com pequenas ressalvas: Despite (...) Riddick offers a solid action-horror experience. Já a moça da Tor.com detestou de coração: Riddick came back wrong.
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E novamente aproveitando uma resenha sobre um bom filme para desovar outra sobre um nem tanto... É o Fim! (This Is The End)
De: Evan Goldberg e Seth Rogen -- 1h47min -- Trailer
Com: Seth Rogen (de Besouro Verde), James Franco (Tristão & Isolda), Jay Baruchel (Aprendiz de Feiticeiro), Jonah Hill (Superbad), Craig Robinson (Hot Tub Time Machine), Danny McBride (Sua Alteza?) e, dentre as muitas participações especiais, Emma Watson (a Hermione) [e que está gatíssima no filme] é a que mais tem alguma pequena relevância na trama.
Eu vi, me diverti, até gostei, mas... isso era para ter sido um filme direto para DVD, não de cinema. Não sei se sou muito chato ou só se a média da população que está muito idiota, mas eu NÃO me acabava de rir só porque alguém fez um comentário jocoso envolvendo esperma ou apareceu o pênis de um demônio em cena - que era a situação padrão para o restante da sala. [com exceção de duas velhinhas que assim que eu entrei na sala me controlei para não perguntar o que diabos elas estavam fazendo ali!! Na cena em que jogam futebol com uma cabeça humana ainda sangrando - meia hora de filme apenas talvez - uma delas tirou os óculos e desistiu de acompanhar. Só ficava olhando para os lados, horrorizada com as pessoas rindo e tentando imaginar se seria possível sair dali sem quebrar a bacia no escuro, e as vezes reclamando algo com a outra velhinha... Na hora isso estava me irritando profundamente - já que eu estava na cadeira ao lado - mas agora até que estou achando bastante graça. O pior é que as duas ficaram até o final mas saíram antes das luzes acenderem... Porra!, podiam ter saído antes então! E claro, saíram reclamando horrores do pior filme da vida delas.]
Voltando ao filme, o que temos de história é: são vários atores, interpretando eles mesmos, mas sem medo de se sacanearem das piores formas possíveis, presos em uma casa e tentando sobrevivar ao apocalipse católico, após o arrebatamento ter acontecido. Então eles sabem que estão ferrados.
O problema é que o filme perde muito tempo com piadas internas ou fazendo referências à filmes pouco conhecidos por aqui. É um filme de nicho. Deve ter sido absurdamente engraçado para quem acompanha a carreira destes caras e conhece um pouco de suas biografias [ou das fofocas sobre eles]. Imaginaria fácil o filme enchendo salas numa Mostra Rio. Também é um filme para quem acha que humor de banheiro, um pênis em tela e algumas piadas chulas já valeu o ingresso.
Eu rio de vulgaridades também, claro [praticamente o único tipo de piada na minha família], mas eu sempre espero um pouco mais que isso; e o filme teve pouco deste 'pouco mais'.
Para contrabalançar, uma resenha do Cinema com Rapadura. Eles gostaram mais:
Seth Rogen realiza um dos trabalhos mais hilários do ano.
sábado, 4 de maio de 2013
Homem-de-Ferro 3
Nome original: Iron Man 3 -- Trailer
Duração: 2h10min -- Ano: 2013
De: Shane Black (de Beijos e Tiros)
Com: Robert Downey Jr. (de Abaixo de Zero, Chaplin e O Outro Lado da Nobreza), Gwyneth Paltrow (de Shakespeare Apaixonado e Hook, A Volta do Capitão Gancho), Guy Pearce (de A Máquina do Tempo), Ben Kingsley (de Hugo e Príncipe da Pérsia), Don Cheadle (de House of Lies e Capitão Planeta), Rebecca Hall (a Vicky de Vicky Cristina Barcelona), Paul Bettany (ele é o Padre do filme Padre, como voz do mordomo-robô), Jon Favreau (de Friends) e Ty Simpkins.
Ok, essa será uma resenha curta. Como eu já disse outras vezes, nem gosto muito de resenhar blockbusters, acho que meu cérebro fica acanhado, sabendo que existem 500 mil resenhas e 20 mil podcasts sobre o assunto e eu não tenho nada para adicionar.
Então, simplificando logo: eu gostei do filme mas não gostei do vilão.
Um pouco sobre meus conhecimentos do Homem-de-Ferro... Eu nunca fui fã dele antes dos filmes. Com o Downey Jr. no cinema muita gente começou a ser fã do personagem desde criancinha, e aí cita umas 2 ou 3 histórias e age como se fosse um entendido. Ok, muitos realmente são, mas achar gente que não gostava do Homem-de-Ferro é igual achar eleitor do Collor - ninguém votou nele, mas ele ganhou de forma acachapante no 1º turno. Mistérios da vida. Devem ter sido alienígenas.
Pois bem, o que eu sabia do sujeito antes do 1º filme:
- ele era o Bruce Wayne da Marvel;
- como foi a primeira história, envolvendo a caverna;
- na Guerra Civil ele foi o primeiro a assumir a identidade secreta;
- ele tinha sido bêbado e, por algum tempo, o amigo militar assumiu o manto;
- dentro do Universo Marvel ele é uma das pessoas mais inteligentes do mundo;
- e eu conhecia a musiquinha do antigo desenho desanimado da Marvel.
Fora isso, não dava a mínima. Era só um personagem qualquer da Marvel que eu não ligava. Putz, eu conseguia ligar para ele até menos do que para o Quarteto Fantástico.
Com um conhecimento vastíssimo destes, a verdade é que qualquer coisa que me apresentem, se ficar legal, eu estou gostando. Eu não tenho como reclamar de nada do tipo "Mas isso NÃO aconteceu assim!" Bem, mesmo se eu soubesse, eu acharia errado, já que é uma adaptação e não dá para colocarem em tela 40 anos de histórias. Mas não sabendo, então o que vier é lucro.
Dragonball! O filme é um lixo. Mas eu nunca gostei do desenho, então não fiquei com vontade de matar os produtores nem salgar o terreno onde eu colocaria seus corpos desmembrados. Conheço gente que faltou pouco para isso. Eu vi, me diverti, e saí do cinema sabendo que era uma merda, mas sem me arrepender.
Homem-de-Ferro 3 é um filme com problemas, muitos se eu for me preocupar com tudo que ouvi ou li, mas, para mim, foi só um FILME PIPOCA! E como tal, um ótimo filme.
É talvez o mais engraçado dos 3 e talvez o com mais cenas cuja utilidade era terminar com o ator fazendo pose. Como se o filme tivesse sido montado como uma desculpa para unir vários frames isolados.
Aquela paradinha no ar com todas as armaduras, a queda da casa, o Tony arrastando a armadura na neve, a queda e a volta da Pimentinha... eu consegui ver o filme quase que quadro a quadro, cada uma dessas cenas dando um excelente retângulo numa revista. Foi um filme feito para ter, a cada 10 minutos, uma cena plasticamente bela.
Quadros legais unidos por fiapos de conversa: era uma revista em quadrinhos em movimento! Foi assim que meu cérebro interpretou o filme.
Ok, uma revista mais voltadas para explosões, uma leitura mais rasteira, mas beleza! Nem todo quadrinho foi feito para ser um Midnight Nation ou um Miracle Man.
Foi tudo muito bem amarrado? Não. Mas num nível bem gibi simplista, até que foi. Para mim, serviu. Os Vingadores, que todo mundo adorou, eu achei muito mais mal costurado. Lá era algo grandioso, era de se esperar um pouco mais de inteligência - deles ou do vilão. Aqui não, foi um one-shot perdido com a intenção de ser divertido.
Bem... Se os produtores queriam mais, falharam pateticamente. Mas se queriam só uma boa diversão, meus parabéns. Saí feliz da sala. Exceto pelo vilão (já falo dele).
Vou achar uma pena se não tiverem mais filmes do personagem, mas da maneira como fechou, e até os créditos bem anos 80, achei que a trilogia poderia parar ali. Infância, adolescência e amadurecimento do personagem, mesmo que tenha ficado meio forçado.
Putz, o Dark Night Rises é extremamente tosco e mal costurado também, e os nerds adoram Nolan como o segundo messias. Mas não que eu não tenha gostado também. Já ficou definido: eu sou um cara que não exige muito quando acho que não é pra exigir. O filme tem que atender aquilo que eu acho que ele queria ser. E eu acho que esse queria ser um pipocão.
Ok, já babei o ovo falando do que gostei. Agora vamos à parte ruim.
Qualé! O vilão é o loirinho que fica maligno porquê... Hummm... Porque mesmo? Ah é, o filme não conta. E aí ele sequestra o Tony porque... Hummm... Aparentemente ele achava que o Tony era tão esperto, que ia em 15 minutos descobrir qual era o problema na fórmula deles e resolver tudo, ali, assim, de mão beijada, e ao mesmo tempo achava que ele era tão burro que acreditaria que o vilão cumpriria com a palavra. E lembrem: esse era o mesmo vilão do primeiro filme. E teve influência no 2º também [essa parte eu não lembrava, li por aí].
E aí, descobrimos que depois do cara criar a maior organização criminosa do mundo, só porque ficou entendiado no alto de um prédio, ele morre porque resolveu ser espalhafatoso, ao invés de só fugir.
Isso eu sempre tive problema até nos gibis. O Flash sempre captura o Capitão Frio... Se sou ele vou então atacar em outra cidade, ao invés de ficar de birra com aquele herói em particular. Ser vilão na Ucrânia! Sem Flash! Depois que ficasse rico voltava e comprava minha mansão na Flórida. Dinheiro devidamente lavado. Tudo dentro da lei.
De que adiantaria toda a briga do loiro com o Stark se no universo Marvel existem outros 300 super-heróis que podem pegá-lo depois. Foge e pensa num plano melhor.
A cena final foi divertida, mas eu a teria trocado. Eu teria mostrado um esconderijo qualquer, e começaria a cena mostrando as mãos de alguém, com os 10 anéis que dão superpoderes para... o Mandarim! E subiria a câmera, mostrando o mesmo ator que fez o sujeito novamente. E talvez alguns clones dele pelo lugar, dando a entender que o que foi preso era só um sósia/clone, que o loiro estava mentindo para despistar (fidelidade a causa) e que o Mandarim real não só está obviamente solto, mas é muito mais foda que sabíamos - e ainda poderia ser usado num próximo filme. Ou não. Nem importa. Pelo menos não teriam estragado o vilão.
E aí sim, o vilão loiro teria alguma vaga motivação: era pau-mandado. Claro, não explicaria a birra deste meu "Mandarim-real" pelo Stark, mas aí sei lá... De repente ele era amigão do Obadiah e queria se vingar por ter matado o amigo. Se eu pudesse inventar boas explicações para tudo eu largava meu emprego, ia ser roteirista em Hollywood, e casava com a Jennifer Connelly.
Outro problema do filme: os trailers. Eu não gosto muito de ver trailers hoje em dia. Vejo o primeirão (o teaser) o seguinte (o trailer de fato, com mais cenas) e aí eu tento parar, para não ver o filme inteiro antes de ir ao cinema. E tudo que eles estavam mostrando era dramático demais. Pelos trailers eu até achava que a Pimenta ia morrer. Tinha gente dizendo que esse filme seria o Batman 3 do Homem-de-Ferro. Todos achavam (baseado no marketing do filme) que teria um baita drama do cara, agora sabendo que é só um ricaço numa roupa de metal, num mundo muito mais complicado que pode ser destruído por deuses e alienígenas.
Nenhum trailer mostrava que suas crises de pânico seriam meramente cômicas, e que ele ficaria fazendo piadas com um molequinho que ele conheceu depois de invadir a garagem da casa dele.
Ótimas cenas dos dois, por falar nisso. Mas a única coisa que o trailer mostrava era drama. Até foi legal, fui ver o filme sabendo muito menos do que geralmente sei, mesmo não lendo spoilers. Mas no final ficou estranho descobrir que o vilão era só um sujeito qualquer, que nem tinham nenhum bom motivo para nada.
O Mandarim-idoso do trailer era um bom vilão. O Mandarim-idoso do filme foi uma boa diversão de Sessão da Tarde. O Mandarim-loiro foi um vilão ridículo. Sim, sei que complicaria adaptar a ponto de tornar compreensível décadas de histórias do HDF, mas... continua ridículo mesmo asim.
Bem da verdade, do vilão ricaço-louco do segundo conseguiu ser pior. Conseguiu até a façanha de fazer o Chicoteador de Ferro parecer um bom vilão. [aviso aos nerds chatos: sim, eu sei que é Chicote Negro, aprendi a usar o Google quando ainda era o Altavista]
Pior que falei que ia escrever pouco, mas estou viajando, só para conseguir explicar que achei um ótimo filme, mas que ao mesmo tempo foi uma colcha de retalhos pipocada com algumas idéias muito merdas no meio.
Ah, e qualé... Humor também tem limite! Eu topo o Tony levar uma armadurada na bunda e nem me incomodam piadinhas cretinas em momentos dramáticos. Mas os pedaços da armadura voarem por 1.000 quilômetros em 20 segundos e serem capazes de arrebentar tudo no caminho, mas não uma porta de garagem de madeira velha... Gozação tem limite, galera! A cena do cara "se vestindo" na fuga da mansão ficou muito maneira, mas ali a forçada de barra atingiu o auge.
Mas... me divertiu. Isso que importa. Acho que vou até ver de novo. Assistir cenas grandiosas na tela do cinema é muito bom.
Dia que for milionário não vou ter Porsche nem nada disso. Quero só ter um bom espaço para ter a minha própria sala de cinema. Não vale TV de plasma gigante e assistir de perto, tem que ser uma tela absurdamente grande e assistir de longe.
Duração: 2h10min -- Ano: 2013
De: Shane Black (de Beijos e Tiros)
Com: Robert Downey Jr. (de Abaixo de Zero, Chaplin e O Outro Lado da Nobreza), Gwyneth Paltrow (de Shakespeare Apaixonado e Hook, A Volta do Capitão Gancho), Guy Pearce (de A Máquina do Tempo), Ben Kingsley (de Hugo e Príncipe da Pérsia), Don Cheadle (de House of Lies e Capitão Planeta), Rebecca Hall (a Vicky de Vicky Cristina Barcelona), Paul Bettany (ele é o Padre do filme Padre, como voz do mordomo-robô), Jon Favreau (de Friends) e Ty Simpkins.
Ok, essa será uma resenha curta. Como eu já disse outras vezes, nem gosto muito de resenhar blockbusters, acho que meu cérebro fica acanhado, sabendo que existem 500 mil resenhas e 20 mil podcasts sobre o assunto e eu não tenho nada para adicionar.
Então, simplificando logo: eu gostei do filme mas não gostei do vilão.
Um pouco sobre meus conhecimentos do Homem-de-Ferro... Eu nunca fui fã dele antes dos filmes. Com o Downey Jr. no cinema muita gente começou a ser fã do personagem desde criancinha, e aí cita umas 2 ou 3 histórias e age como se fosse um entendido. Ok, muitos realmente são, mas achar gente que não gostava do Homem-de-Ferro é igual achar eleitor do Collor - ninguém votou nele, mas ele ganhou de forma acachapante no 1º turno. Mistérios da vida. Devem ter sido alienígenas.
Pois bem, o que eu sabia do sujeito antes do 1º filme:
- ele era o Bruce Wayne da Marvel;
- como foi a primeira história, envolvendo a caverna;
- na Guerra Civil ele foi o primeiro a assumir a identidade secreta;
- ele tinha sido bêbado e, por algum tempo, o amigo militar assumiu o manto;
- dentro do Universo Marvel ele é uma das pessoas mais inteligentes do mundo;
- e eu conhecia a musiquinha do antigo desenho desanimado da Marvel.
Fora isso, não dava a mínima. Era só um personagem qualquer da Marvel que eu não ligava. Putz, eu conseguia ligar para ele até menos do que para o Quarteto Fantástico.
Com um conhecimento vastíssimo destes, a verdade é que qualquer coisa que me apresentem, se ficar legal, eu estou gostando. Eu não tenho como reclamar de nada do tipo "Mas isso NÃO aconteceu assim!" Bem, mesmo se eu soubesse, eu acharia errado, já que é uma adaptação e não dá para colocarem em tela 40 anos de histórias. Mas não sabendo, então o que vier é lucro.
Dragonball! O filme é um lixo. Mas eu nunca gostei do desenho, então não fiquei com vontade de matar os produtores nem salgar o terreno onde eu colocaria seus corpos desmembrados. Conheço gente que faltou pouco para isso. Eu vi, me diverti, e saí do cinema sabendo que era uma merda, mas sem me arrepender.
Homem-de-Ferro 3 é um filme com problemas, muitos se eu for me preocupar com tudo que ouvi ou li, mas, para mim, foi só um FILME PIPOCA! E como tal, um ótimo filme.
É talvez o mais engraçado dos 3 e talvez o com mais cenas cuja utilidade era terminar com o ator fazendo pose. Como se o filme tivesse sido montado como uma desculpa para unir vários frames isolados.
Aquela paradinha no ar com todas as armaduras, a queda da casa, o Tony arrastando a armadura na neve, a queda e a volta da Pimentinha... eu consegui ver o filme quase que quadro a quadro, cada uma dessas cenas dando um excelente retângulo numa revista. Foi um filme feito para ter, a cada 10 minutos, uma cena plasticamente bela.
Quadros legais unidos por fiapos de conversa: era uma revista em quadrinhos em movimento! Foi assim que meu cérebro interpretou o filme.
Ok, uma revista mais voltadas para explosões, uma leitura mais rasteira, mas beleza! Nem todo quadrinho foi feito para ser um Midnight Nation ou um Miracle Man.
Foi tudo muito bem amarrado? Não. Mas num nível bem gibi simplista, até que foi. Para mim, serviu. Os Vingadores, que todo mundo adorou, eu achei muito mais mal costurado. Lá era algo grandioso, era de se esperar um pouco mais de inteligência - deles ou do vilão. Aqui não, foi um one-shot perdido com a intenção de ser divertido.
Bem... Se os produtores queriam mais, falharam pateticamente. Mas se queriam só uma boa diversão, meus parabéns. Saí feliz da sala. Exceto pelo vilão (já falo dele).
Vou achar uma pena se não tiverem mais filmes do personagem, mas da maneira como fechou, e até os créditos bem anos 80, achei que a trilogia poderia parar ali. Infância, adolescência e amadurecimento do personagem, mesmo que tenha ficado meio forçado.
Putz, o Dark Night Rises é extremamente tosco e mal costurado também, e os nerds adoram Nolan como o segundo messias. Mas não que eu não tenha gostado também. Já ficou definido: eu sou um cara que não exige muito quando acho que não é pra exigir. O filme tem que atender aquilo que eu acho que ele queria ser. E eu acho que esse queria ser um pipocão.
Ok, já babei o ovo falando do que gostei. Agora vamos à parte ruim.
Qualé! O vilão é o loirinho que fica maligno porquê... Hummm... Porque mesmo? Ah é, o filme não conta. E aí ele sequestra o Tony porque... Hummm... Aparentemente ele achava que o Tony era tão esperto, que ia em 15 minutos descobrir qual era o problema na fórmula deles e resolver tudo, ali, assim, de mão beijada, e ao mesmo tempo achava que ele era tão burro que acreditaria que o vilão cumpriria com a palavra. E lembrem: esse era o mesmo vilão do primeiro filme. E teve influência no 2º também [essa parte eu não lembrava, li por aí].
E aí, descobrimos que depois do cara criar a maior organização criminosa do mundo, só porque ficou entendiado no alto de um prédio, ele morre porque resolveu ser espalhafatoso, ao invés de só fugir.
Isso eu sempre tive problema até nos gibis. O Flash sempre captura o Capitão Frio... Se sou ele vou então atacar em outra cidade, ao invés de ficar de birra com aquele herói em particular. Ser vilão na Ucrânia! Sem Flash! Depois que ficasse rico voltava e comprava minha mansão na Flórida. Dinheiro devidamente lavado. Tudo dentro da lei.
De que adiantaria toda a briga do loiro com o Stark se no universo Marvel existem outros 300 super-heróis que podem pegá-lo depois. Foge e pensa num plano melhor.
A cena final foi divertida, mas eu a teria trocado. Eu teria mostrado um esconderijo qualquer, e começaria a cena mostrando as mãos de alguém, com os 10 anéis que dão superpoderes para... o Mandarim! E subiria a câmera, mostrando o mesmo ator que fez o sujeito novamente. E talvez alguns clones dele pelo lugar, dando a entender que o que foi preso era só um sósia/clone, que o loiro estava mentindo para despistar (fidelidade a causa) e que o Mandarim real não só está obviamente solto, mas é muito mais foda que sabíamos - e ainda poderia ser usado num próximo filme. Ou não. Nem importa. Pelo menos não teriam estragado o vilão.
E aí sim, o vilão loiro teria alguma vaga motivação: era pau-mandado. Claro, não explicaria a birra deste meu "Mandarim-real" pelo Stark, mas aí sei lá... De repente ele era amigão do Obadiah e queria se vingar por ter matado o amigo. Se eu pudesse inventar boas explicações para tudo eu largava meu emprego, ia ser roteirista em Hollywood, e casava com a Jennifer Connelly.
Outro problema do filme: os trailers. Eu não gosto muito de ver trailers hoje em dia. Vejo o primeirão (o teaser) o seguinte (o trailer de fato, com mais cenas) e aí eu tento parar, para não ver o filme inteiro antes de ir ao cinema. E tudo que eles estavam mostrando era dramático demais. Pelos trailers eu até achava que a Pimenta ia morrer. Tinha gente dizendo que esse filme seria o Batman 3 do Homem-de-Ferro. Todos achavam (baseado no marketing do filme) que teria um baita drama do cara, agora sabendo que é só um ricaço numa roupa de metal, num mundo muito mais complicado que pode ser destruído por deuses e alienígenas.
Nenhum trailer mostrava que suas crises de pânico seriam meramente cômicas, e que ele ficaria fazendo piadas com um molequinho que ele conheceu depois de invadir a garagem da casa dele.
Ótimas cenas dos dois, por falar nisso. Mas a única coisa que o trailer mostrava era drama. Até foi legal, fui ver o filme sabendo muito menos do que geralmente sei, mesmo não lendo spoilers. Mas no final ficou estranho descobrir que o vilão era só um sujeito qualquer, que nem tinham nenhum bom motivo para nada.
O Mandarim-idoso do trailer era um bom vilão. O Mandarim-idoso do filme foi uma boa diversão de Sessão da Tarde. O Mandarim-loiro foi um vilão ridículo. Sim, sei que complicaria adaptar a ponto de tornar compreensível décadas de histórias do HDF, mas... continua ridículo mesmo asim.
Bem da verdade, do vilão ricaço-louco do segundo conseguiu ser pior. Conseguiu até a façanha de fazer o Chicoteador de Ferro parecer um bom vilão. [aviso aos nerds chatos: sim, eu sei que é Chicote Negro, aprendi a usar o Google quando ainda era o Altavista]
Pior que falei que ia escrever pouco, mas estou viajando, só para conseguir explicar que achei um ótimo filme, mas que ao mesmo tempo foi uma colcha de retalhos pipocada com algumas idéias muito merdas no meio.
Ah, e qualé... Humor também tem limite! Eu topo o Tony levar uma armadurada na bunda e nem me incomodam piadinhas cretinas em momentos dramáticos. Mas os pedaços da armadura voarem por 1.000 quilômetros em 20 segundos e serem capazes de arrebentar tudo no caminho, mas não uma porta de garagem de madeira velha... Gozação tem limite, galera! A cena do cara "se vestindo" na fuga da mansão ficou muito maneira, mas ali a forçada de barra atingiu o auge.
Mas... me divertiu. Isso que importa. Acho que vou até ver de novo. Assistir cenas grandiosas na tela do cinema é muito bom.
Dia que for milionário não vou ter Porsche nem nada disso. Quero só ter um bom espaço para ter a minha própria sala de cinema. Não vale TV de plasma gigante e assistir de perto, tem que ser uma tela absurdamente grande e assistir de longe.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
G.I. Joe: Retaliação
Nome original: G.I. Joe: Retaliation
Duração: 1h40min -- Ano: 2013 -- Trailer
De: Jon M. Chu (de Justin Bieber: Never Say Never) e dos escritores de Zombieland.
Com: The Rock (também conhecido como Dwayne Johnson) (o Escorpião Rei), Adrianne Palicki (bonitinha, mas parecia uma versão genérica da Eva Mendes), um outro carinha entre os mocinhos, Byung-hun Lee (de Herói), Jonathan Pryce (de C&C:Red Alert 3 e Brazil, O Filme) e Bruce Willis (interpretando o mesmo papel já faz uns 10 filmes).
Se você estava numa sessão do Barra Shopping e de repente notou alguém puxando uma caneta do bolso e fazendo anotações num saquinho de pão-de-queijo... Prazer! Nerd Ranzinza a seu dispôr!
É que depois de alguns instantes de filme, cheguei a conclusão de que não teria absolutamente nada para falar dele. Então resolvi fazer igual fiz num dos filmes do Crepúsculo e anotar algumas maluquices que fui notando. Ignorando, claro, a maluquice mór: a existência do filme em si.
O filme é até bem divertido. Sem pé nem cabeça, mas passa-se o tempo sem traumas. Mas também nunca brinquei de GI Joe [bonequinhos nunca foram meu forte. nem Thundercats, nem Falcon, nem nada disso. Os único bonecos que brinquei foram Playmobils] Então eles podem destruir toda a mitologia que não vou nem perceber ou saber o que mudou. Eu via o desenho e só.
Mas vamos lá...
Quer dizer, antes disso, um resumo da história desse Comandos em Ação 2 (o nome "verdadeiro" desse filme, odeio essa babaquice de que agora o Super-Homem é Superman...[como se alguém fosse confundi-lo com outro cara voador de azul com um pentágono nas cores do McDonald's no peito]). Mas bem... a história: o presidente dos EUA é um Cobra disfarçado, arma para cima dos "Joes", mata quase todos, e 3 sobreviventes, um ninja mudo, uma Elektra genérica, e o Bruce Willis, partem para cima para salvar o mundo no esquema de "É só sair atirando, que tudo se resolve." E não estou sendo maldoso. O filme é isso.
Agora comentemos besteiras aqui e ali...
1) Finalmente! O Comandante Cobra colocou uma máscara decente! Nunca entendi porque diabos no primeiro filme, na hora que ele resolve usar uma máscara, ele veste aquele treco que mais parecia uma Caveira de Cristal [Caveira de Cristal! Que me faz sonhar, Faz de mim estrela...] do que algo liso e prateado, que teria deixado a cena original muito mais interessante.
2) Mas não é Cobra sem a Baronesa! E a atriz do primeiro filme encaixou tão absurdamente bem, que foi pena não terem arranjado nada para ela fazer na seqüência. Ok, ela meio que virou mocinha no final do primeiro filme, mas eu teria aceitado ela numa boa no lugar do tal... sei lá, o cara era tão forçado que esqueci o nome do personagem... Estou tetando lembrar do cara que mete a porrada no The Rock e usa uma roupa estilo couro de cobra. Podiam ter colocado a Baronesa no lugar dele.
3) Começo do filme... 230 aviões chegando... turbinas gigantes... E aí um deles pára no topo de um prediozinho xexelento de 3 andares... E ninguém na calçada ouve!!!! Não! Eu já falei isso outras vezes: eu aceito absurdos necessários à trama, como o Ciclope disparar raios "concussivos" pelos olhos (bibliografia recomendada), mas não aceito absurdos do nosso mundo real! Aquela porra de avião maldito faria um barulho dos infernos, e ia sacudir até a alma de toda aquela galera armada, doida para atirar em alguém! Eles nunca chegariam ali em silêncio daquele jeito!
4) Cadê todo mundo do 1º filme? Morreram todos na cena inicial? Estavam todos ali no acampamento na hora do massacre? (isso não é spoiler, o trailer já dizia) Morreu o negão piadista, a ruivinha fantástica, o cara do bigodinho? A própria produtora do filme já tinha dito que você não precisaria ver o 1º para entender esse. Acho que foi a forma disfarçada deles tentarem dizer "É até melhor vocês nem terem visto o 1º, porque não daremos nenhuma explicação na história para o corte de orçamento que foi a contratação dos atores no mundo real."
E se não morreram, as únicas pessoas que os 3 podiam confiar eram um general aposentado e seus 2 amigos geriátricos? Mesmo??
5) E quem é o programador idiota que o Cobra contratou? Imagine o seguinte: você manda copiar uns arquivos no computador. Aí você muda de idéia e cancela! E nessa hora seu HD inteiro é reformatado. Como se fosse o Windows dizendo "Ah, é? Já que você não me deixou copiar os arquivos dessa vez, nunca mais vai copiar nenhum!!! HAHAHAHAHA!"
Porque é isso que acontece no final, o cara resolve cancelar o disparo da super-arma do inimigo. E ao invés dela ficar lá... Esperando ser usada outra dia... Ela EXPLODE!
E tem algo divertido nisso... Eles destruíram Londres inteira numa cena bem legal [e sem nenhuma lógica física], porque uma das munições da super-arma simplesmente e, literalmente, caiu ali. Uma das munições. Ok... E o que vai acontecer com todas as outras, flutuando de forma balística no espaço? Eééé... se preparem que vem chuva aí!
6) Ah, e a tal prisão de segurança máxima? Era de segurança máxima só porque tinha... um elevador?!? Irrelevante se o elevador era para o subsolo. Eram meia dúzia de guardas mal-treinados protegendo uma cerquinha vagabunda e um... elevador!?!? É sério?
Beleza, você vai dizer que desde que ela continuasse em segredo, para prender só duas pessoas estava muito bom. Mas se eles estavam tão preocupados a ponto de esconderem os caras no centro da Terra, contratassem seguranças melhores e fizessem paredes mais grossas.
7) Para quem ficou curioso, a música do Jay-Z que eles citam é a "Don't Let Me Die" (mas não achei grande coisa não) e a que toca na cena da cozinha com as armas é a "Back In Business Again", do The Four Horsemen. Na verdade, depois de pesquisar baseado nas letras que ouvi, descobri que o IMDB listava tudo muito mais facilmente... Ok. Acontece. Esqueci que eles tinham isso lá.
8) Não vejam em 3D. Não há nada ali que justifique esse filme ser em 3D. Enfiaram duas cenas com estrelinhas ninjas voando na direção da platéia e pronto... acham que podem nos cobrar o dobro do preço! [eu não vi em 3D, que sou macaco velho já]
E é isso. É ruim, mas como eu disse: diverte. Vale para assistir jantando, quando passar na TV, sem grande compromisso em usar o cérebro. Num sábado, se estiver sozinho, sessão das 22hs no Telecine... Aquele horário que é cedo demais para ir dormir, mas tarde demais para começar algo complicado... Uma macarronada a bolonhesa com muito queijo ralado... Estas condições preenchidas, o filme encaixa bem.
Duração: 1h40min -- Ano: 2013 -- Trailer
De: Jon M. Chu (de Justin Bieber: Never Say Never) e dos escritores de Zombieland.
Com: The Rock (também conhecido como Dwayne Johnson) (o Escorpião Rei), Adrianne Palicki (bonitinha, mas parecia uma versão genérica da Eva Mendes), um outro carinha entre os mocinhos, Byung-hun Lee (de Herói), Jonathan Pryce (de C&C:Red Alert 3 e Brazil, O Filme) e Bruce Willis (interpretando o mesmo papel já faz uns 10 filmes).
Se você estava numa sessão do Barra Shopping e de repente notou alguém puxando uma caneta do bolso e fazendo anotações num saquinho de pão-de-queijo... Prazer! Nerd Ranzinza a seu dispôr!
É que depois de alguns instantes de filme, cheguei a conclusão de que não teria absolutamente nada para falar dele. Então resolvi fazer igual fiz num dos filmes do Crepúsculo e anotar algumas maluquices que fui notando. Ignorando, claro, a maluquice mór: a existência do filme em si.
O filme é até bem divertido. Sem pé nem cabeça, mas passa-se o tempo sem traumas. Mas também nunca brinquei de GI Joe [bonequinhos nunca foram meu forte. nem Thundercats, nem Falcon, nem nada disso. Os único bonecos que brinquei foram Playmobils] Então eles podem destruir toda a mitologia que não vou nem perceber ou saber o que mudou. Eu via o desenho e só.
Mas vamos lá...
Quer dizer, antes disso, um resumo da história desse Comandos em Ação 2 (o nome "verdadeiro" desse filme, odeio essa babaquice de que agora o Super-Homem é Superman...[como se alguém fosse confundi-lo com outro cara voador de azul com um pentágono nas cores do McDonald's no peito]). Mas bem... a história: o presidente dos EUA é um Cobra disfarçado, arma para cima dos "Joes", mata quase todos, e 3 sobreviventes, um ninja mudo, uma Elektra genérica, e o Bruce Willis, partem para cima para salvar o mundo no esquema de "É só sair atirando, que tudo se resolve." E não estou sendo maldoso. O filme é isso.
Agora comentemos besteiras aqui e ali...
1) Finalmente! O Comandante Cobra colocou uma máscara decente! Nunca entendi porque diabos no primeiro filme, na hora que ele resolve usar uma máscara, ele veste aquele treco que mais parecia uma Caveira de Cristal [Caveira de Cristal! Que me faz sonhar, Faz de mim estrela...] do que algo liso e prateado, que teria deixado a cena original muito mais interessante.
2) Mas não é Cobra sem a Baronesa! E a atriz do primeiro filme encaixou tão absurdamente bem, que foi pena não terem arranjado nada para ela fazer na seqüência. Ok, ela meio que virou mocinha no final do primeiro filme, mas eu teria aceitado ela numa boa no lugar do tal... sei lá, o cara era tão forçado que esqueci o nome do personagem... Estou tetando lembrar do cara que mete a porrada no The Rock e usa uma roupa estilo couro de cobra. Podiam ter colocado a Baronesa no lugar dele.
3) Começo do filme... 230 aviões chegando... turbinas gigantes... E aí um deles pára no topo de um prediozinho xexelento de 3 andares... E ninguém na calçada ouve!!!! Não! Eu já falei isso outras vezes: eu aceito absurdos necessários à trama, como o Ciclope disparar raios "concussivos" pelos olhos (bibliografia recomendada), mas não aceito absurdos do nosso mundo real! Aquela porra de avião maldito faria um barulho dos infernos, e ia sacudir até a alma de toda aquela galera armada, doida para atirar em alguém! Eles nunca chegariam ali em silêncio daquele jeito!
4) Cadê todo mundo do 1º filme? Morreram todos na cena inicial? Estavam todos ali no acampamento na hora do massacre? (isso não é spoiler, o trailer já dizia) Morreu o negão piadista, a ruivinha fantástica, o cara do bigodinho? A própria produtora do filme já tinha dito que você não precisaria ver o 1º para entender esse. Acho que foi a forma disfarçada deles tentarem dizer "É até melhor vocês nem terem visto o 1º, porque não daremos nenhuma explicação na história para o corte de orçamento que foi a contratação dos atores no mundo real."
E se não morreram, as únicas pessoas que os 3 podiam confiar eram um general aposentado e seus 2 amigos geriátricos? Mesmo??
5) E quem é o programador idiota que o Cobra contratou? Imagine o seguinte: você manda copiar uns arquivos no computador. Aí você muda de idéia e cancela! E nessa hora seu HD inteiro é reformatado. Como se fosse o Windows dizendo "Ah, é? Já que você não me deixou copiar os arquivos dessa vez, nunca mais vai copiar nenhum!!! HAHAHAHAHA!"
Porque é isso que acontece no final, o cara resolve cancelar o disparo da super-arma do inimigo. E ao invés dela ficar lá... Esperando ser usada outra dia... Ela EXPLODE!
E tem algo divertido nisso... Eles destruíram Londres inteira numa cena bem legal [e sem nenhuma lógica física], porque uma das munições da super-arma simplesmente e, literalmente, caiu ali. Uma das munições. Ok... E o que vai acontecer com todas as outras, flutuando de forma balística no espaço? Eééé... se preparem que vem chuva aí!
6) Ah, e a tal prisão de segurança máxima? Era de segurança máxima só porque tinha... um elevador?!? Irrelevante se o elevador era para o subsolo. Eram meia dúzia de guardas mal-treinados protegendo uma cerquinha vagabunda e um... elevador!?!? É sério?
Beleza, você vai dizer que desde que ela continuasse em segredo, para prender só duas pessoas estava muito bom. Mas se eles estavam tão preocupados a ponto de esconderem os caras no centro da Terra, contratassem seguranças melhores e fizessem paredes mais grossas.
7) Para quem ficou curioso, a música do Jay-Z que eles citam é a "Don't Let Me Die" (mas não achei grande coisa não) e a que toca na cena da cozinha com as armas é a "Back In Business Again", do The Four Horsemen. Na verdade, depois de pesquisar baseado nas letras que ouvi, descobri que o IMDB listava tudo muito mais facilmente... Ok. Acontece. Esqueci que eles tinham isso lá.
8) Não vejam em 3D. Não há nada ali que justifique esse filme ser em 3D. Enfiaram duas cenas com estrelinhas ninjas voando na direção da platéia e pronto... acham que podem nos cobrar o dobro do preço! [eu não vi em 3D, que sou macaco velho já]
E é isso. É ruim, mas como eu disse: diverte. Vale para assistir jantando, quando passar na TV, sem grande compromisso em usar o cérebro. Num sábado, se estiver sozinho, sessão das 22hs no Telecine... Aquele horário que é cedo demais para ir dormir, mas tarde demais para começar algo complicado... Uma macarronada a bolonhesa com muito queijo ralado... Estas condições preenchidas, o filme encaixa bem.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Duro de Matar 5: Um Bom Dia para Morrer
Nome original: A Good Day to Die Hard
Duração: 1h38min -- Ano: 2013 -- Trailer
De: John Moore (Max Payne) e Skip Woods (Wolverine)
Com: Bruce Willis (de A Gata e o Rato [adorava essa série]), Jai Courtney (de Espártaco: Sangue e Areia [sim, eu traduzi o nome do cara! é babaquice não fazê-lo]), Sebastian Koch, Rasha Bukvic, Sergei Kolesnikov (os três de nada que eu conheça), Yuliya Snigir (Юлия Снигирь) (de Prisioneiros do Poder) e Mary Elizabeth Winstead (de Scott Pilgrim Contra O Mundo e Super Escola de Heróis).
Resumindo: é divertido. Podia ser melhor, mas não chegou a ser tempo desperdiçado. Mas até concordo com todos que dizem que o filme podia muito bem NÃO ter se chamado Duro de Matar. Chamassem só de "Um bom dia para morrer", "Inferno Vermelho 2", ou qualquer coisa, que continuaria sendo um filme divertido, mas sem precisar associá-lo à série. Mas fazê-lo também não me traumatizou.
Todo mundo reclama que nesse o McLane virou um super-herói mega-confiante, que metralha tudo e todos sem se preocupar em ser atingido, munição, e a certeza absoluta de que vai resolver. Complemente contrário ao policial todo ferrado que, se pudesse, não estava resolvendo nada no Nakatomi do 1º filme. Só teve que resolver a situação por que era ele ou ninguém, e ainda por cima a vida da esposa estava em risco.
Mas vejamos... Deixem-me dar uma idéia. E eu não gosto de ser do tipo que inventa uma explicação do tipo "isso aconteceu fora das telas" e pronto, buraco resolvido! Mas... Neste filme a filha dele é adulta, o filho um marmanjo meio Jason Bourne [sinceramente, nunca soube pelos outros filmes que ele tinha dois filhos. Foi dito e eu não percebi ou inventaram isso agora para esse?], e ele está careca e velho. Então é válido supor que esse filme NÃO se passa alguns meses depois do primeiro.
Na verdade, acabei de vasculhar a rede lendo várias irrelevâncias sobre os personagens, atrás das datas. Se concluí corretamente, passaram-se 24 anos entre o 1º filme e o último [e o filho aparentemente apareceu no 1º filme sim, ainda criança].
No segundo filme ele e a esposa brincam por terem se enfiado numa rabuda daquelas pela 2ª vez. E ele ainda se enfia em mais duas depois disso. Quem nos garante então... que aquilo não virou rotina pro cara? Quem nos diz que nos 20 anos entre o 1º e o último filme ele não se meteu em OUTRAS "incríveis aventuras com uma polícia da pesada"?
No primeiro filme ele estava na polícia faz uns 10 anos. Ele agora está na polícia a mais de 30! Até onde sabemos o cara pode muito bem ter passado anos pegando cada vez mais experiência naquele tipo de situação doida, de repente ele virou o cara da NYPD que sempre era chamado para os pepinos daquele calibre.
Sentado ou cuidando de travessia de crianças em frente ao colégio é que não foi.
Não lembro agora se foi no CCR ou no MRG que alguém comenta sobre, no 4º filme, ele não ter lançado um carro no helicóptero no desespero... ele fez aquilo com a certeza absoluta de que daria certo.
Poxa! Se eu tivesse a experiência que esse cara (hipoteticamente) teve, eu não ia chegar naquele ponto lançando carros em helicópteros... Eu ia me sentir o próprio Riddick! Eu ia parar na frente da aeronave, tirar uma caneca do bolso, apoiá-la do meu lado e dizer para o piloto "Está vendo isso? Eu vou te derrubar usando só esta caneca!" e ainda faria aquele movimento de mãos "vem nessa" à lá Bruce Lee.
Sim, eu sei, mandei para o cacete qualquer chance de realismo. Mas é por isso que eu concordo com todas as críticas. Esse 5º capítulo chutou o balde legal. Só de exemplo, por duas vezes no filme o McLane pula para a morte. Ele escapa vivo, claro, mas ele não tinha nenhuma noção do que aconteceria do outro lado do vidro da janela. Apenas resolve pular, para fugir. Vocês conseguem imaginar o personagem, lá no Nakatomi do filme 1, pulando da janela? É... e aqui ele faz isso duas vezes. E nem quebra nenhum osso. Só faltou estar passando na hora um caminhão aberto transportando travesseiros de penas.
Mudando de assunto, lindíssima vilã. Pior que eu já a conhecia mas não reconheci. Ela é a namoradinha do cara no The Inhabited Island (Обитаемый остров), que só hoje descobri que tem um nome em português (ok, é igual ao livro, então foi fácil batizar, mas nem sabia que já fora lançado oficialmente por aqui).
Mas é isso. Tenho nada para falar não. Só queria palpitar sobre o fato do McLane ter virado Super-Mega-McLane não ter me incomodado tanto. Pô, igual Pokémon: ele evoluiu!
Mas como sempre, fico com pena de quem veio aqui e descobriu que a postagem não ajudou muito, então tomem uma resenha alternativa para vocês. Sem ser dos sites de sempre, para variar um pouco. A resenha é meio pessimista, mas não há muito o que discordar não. Twitchfilm.com: A GOOD DAY TO DIE HARD is Dead on Arrival
Duração: 1h38min -- Ano: 2013 -- Trailer
De: John Moore (Max Payne) e Skip Woods (Wolverine)
Com: Bruce Willis (de A Gata e o Rato [adorava essa série]), Jai Courtney (de Espártaco: Sangue e Areia [sim, eu traduzi o nome do cara! é babaquice não fazê-lo]), Sebastian Koch, Rasha Bukvic, Sergei Kolesnikov (os três de nada que eu conheça), Yuliya Snigir (Юлия Снигирь) (de Prisioneiros do Poder) e Mary Elizabeth Winstead (de Scott Pilgrim Contra O Mundo e Super Escola de Heróis).
Resumindo: é divertido. Podia ser melhor, mas não chegou a ser tempo desperdiçado. Mas até concordo com todos que dizem que o filme podia muito bem NÃO ter se chamado Duro de Matar. Chamassem só de "Um bom dia para morrer", "Inferno Vermelho 2", ou qualquer coisa, que continuaria sendo um filme divertido, mas sem precisar associá-lo à série. Mas fazê-lo também não me traumatizou.
Todo mundo reclama que nesse o McLane virou um super-herói mega-confiante, que metralha tudo e todos sem se preocupar em ser atingido, munição, e a certeza absoluta de que vai resolver. Complemente contrário ao policial todo ferrado que, se pudesse, não estava resolvendo nada no Nakatomi do 1º filme. Só teve que resolver a situação por que era ele ou ninguém, e ainda por cima a vida da esposa estava em risco.
Mas vejamos... Deixem-me dar uma idéia. E eu não gosto de ser do tipo que inventa uma explicação do tipo "isso aconteceu fora das telas" e pronto, buraco resolvido! Mas... Neste filme a filha dele é adulta, o filho um marmanjo meio Jason Bourne [sinceramente, nunca soube pelos outros filmes que ele tinha dois filhos. Foi dito e eu não percebi ou inventaram isso agora para esse?], e ele está careca e velho. Então é válido supor que esse filme NÃO se passa alguns meses depois do primeiro.
Na verdade, acabei de vasculhar a rede lendo várias irrelevâncias sobre os personagens, atrás das datas. Se concluí corretamente, passaram-se 24 anos entre o 1º filme e o último [e o filho aparentemente apareceu no 1º filme sim, ainda criança].
No segundo filme ele e a esposa brincam por terem se enfiado numa rabuda daquelas pela 2ª vez. E ele ainda se enfia em mais duas depois disso. Quem nos garante então... que aquilo não virou rotina pro cara? Quem nos diz que nos 20 anos entre o 1º e o último filme ele não se meteu em OUTRAS "incríveis aventuras com uma polícia da pesada"?
No primeiro filme ele estava na polícia faz uns 10 anos. Ele agora está na polícia a mais de 30! Até onde sabemos o cara pode muito bem ter passado anos pegando cada vez mais experiência naquele tipo de situação doida, de repente ele virou o cara da NYPD que sempre era chamado para os pepinos daquele calibre.
Sentado ou cuidando de travessia de crianças em frente ao colégio é que não foi.
Não lembro agora se foi no CCR ou no MRG que alguém comenta sobre, no 4º filme, ele não ter lançado um carro no helicóptero no desespero... ele fez aquilo com a certeza absoluta de que daria certo.
Poxa! Se eu tivesse a experiência que esse cara (hipoteticamente) teve, eu não ia chegar naquele ponto lançando carros em helicópteros... Eu ia me sentir o próprio Riddick! Eu ia parar na frente da aeronave, tirar uma caneca do bolso, apoiá-la do meu lado e dizer para o piloto "Está vendo isso? Eu vou te derrubar usando só esta caneca!" e ainda faria aquele movimento de mãos "vem nessa" à lá Bruce Lee.
Sim, eu sei, mandei para o cacete qualquer chance de realismo. Mas é por isso que eu concordo com todas as críticas. Esse 5º capítulo chutou o balde legal. Só de exemplo, por duas vezes no filme o McLane pula para a morte. Ele escapa vivo, claro, mas ele não tinha nenhuma noção do que aconteceria do outro lado do vidro da janela. Apenas resolve pular, para fugir. Vocês conseguem imaginar o personagem, lá no Nakatomi do filme 1, pulando da janela? É... e aqui ele faz isso duas vezes. E nem quebra nenhum osso. Só faltou estar passando na hora um caminhão aberto transportando travesseiros de penas.
Mudando de assunto, lindíssima vilã. Pior que eu já a conhecia mas não reconheci. Ela é a namoradinha do cara no The Inhabited Island (Обитаемый остров), que só hoje descobri que tem um nome em português (ok, é igual ao livro, então foi fácil batizar, mas nem sabia que já fora lançado oficialmente por aqui).
Mas é isso. Tenho nada para falar não. Só queria palpitar sobre o fato do McLane ter virado Super-Mega-McLane não ter me incomodado tanto. Pô, igual Pokémon: ele evoluiu!
Mas como sempre, fico com pena de quem veio aqui e descobriu que a postagem não ajudou muito, então tomem uma resenha alternativa para vocês. Sem ser dos sites de sempre, para variar um pouco. A resenha é meio pessimista, mas não há muito o que discordar não. Twitchfilm.com: A GOOD DAY TO DIE HARD is Dead on Arrival
terça-feira, 17 de abril de 2012
A Toda Prova
E não é que dessa vez o cartaz está certo? Para tudo que é canto [até eu] gente colocando "À Toda Prova" com acento grave (vulgo "crase"). Mas não é para ter mesmo não!
Nome original: Haywire
Duração: 1h33min -- Ano: 2011 -- Trailer
De: Steven Soderbergh (Solaris) e Lem Dobbs.
Com: Gina Carano (de C&C: Red Alert 3) [eu tentei colocar alguma cena dela no jogo... mas na verdade, não lembro de nenhuma. Só dela em pé com sniper em punho e fazendo cara de má. Acho que ela aparece mais nos erros de gravação do que no jogo inteiro. é divertido ver o quanto parece que ela está se sentindo completamente deslocada. quase constrangida. Mas se esbaldando pelo menos. rs!], Ewan McGregor (o Obi-Wan Kenobi, irreconhecível para quem só lembra dele de barba), Channing Tatum (o pai), Michael Angarano (o inútil, que serve só para o filme não ser exatamente um flashback), Antonio Banderas (o Zorro), Michael Douglas e Michael Fassbender (o Magneto jovem).
Ok, é um filme legal, a Gina é uma graça, e torço para ela acabe mesmo sendo escolhida como uma futura Mulher-Maravilha no cinema. Eu pensei nisso quando vi o trailer: ela é bonita, corpão, tem um misto de estilo clássico com feições fortes, os músculos são de verdade, e você acreditaria nela batendo... porque é o que ela faz pra viver! E ela se parece com a MM dos quadrinhos!
A Linda Carter era linda, mas aquilo era a MM dos anos 50! O seriado de 2011 eu nem considero a existência. E Megan Fox... Como pensaram faz algum tempo? Deus me livre. O diabo da mulher é uma amazona! Que treinou luta a vida inteira! Semi-deusa! Que enfia a porrada nos vilões do Super-Homem! Você não pode colocar uma magrelinha como a MM... No mínimo os peitões têm que ser proporcionais ao corpo e não parecer que foram colocados ali depois. Antigamente, minha opção preferida era a Monica Belucci até. E parece que de lá (do trailer) pra cá, muito gente começou a pensar a mesma coisa, até no filme fazem uma referência rápida a isso. É torcer.
Voltando ao filme... Ele é legal, mas putz... Eu não era o público alvo. Isso pareceu um filme de matinê dos anos 80... E a trilha sonora?! Se a idéia foi fazer uma homenagem à época. Meus parabéns, funcionou. Mas... Eu não era o público alvo naquela época, continuo não sendo agora.
O filme é praticamente um blaxploitation, mas sem os mano 'blax'!! [Jesus Negão...]
Entre a Gina Carano e um Laurence Fishburne (o Morpheus), por ex., claro, sou mais ela. Mas ainda assim... O resgate em Barcelona, no começo do filme, com cortes malucos, cenas em P&B, anos 70 foda!
Novamente, meus parabéns para o Soderbergh em sua homenagem... Se foi a intenção, ele conseguiu! Mas o meu limite de referências aos anos 70 vai até um nível Kill Bill de ser, ou se chutarem logo o balde como o link anterior.
Outra coisa... Ok, é sempre bacana ver um rosto conhecido interpretando seus estereótipos, mas saca quando colocam o estagiário para fazer uma apresentação para os diretores. E ele sabe que todos em volta sabem tudo que será dito melhor do que ele, e você na platéia, sentindo pena do rapaz? Foi como pareceu a Gina no filme.
Para o filme que é, em que ela basicamente precisa ser fofa e meter a porrada (e ela consegue ambos com maestria) tá ótimo... Mas tinha horas que parecia um show do Michel Teló em que chamaram os Traveling Wilburys como a banda! P*rra! Empurra a loirinha deslumbrada para fora do palco e deixem o show começar!
Claro, isso é uma, digamos, "opinião técnica" minha... Porque não sou grade fã do Douglas, do Fassbender e da maioria dos famosos que apareceram ali. Se bem que outro no lugar do Banderas não teria o mesmo impacto. Mas tinha hora que ficava estranho ver a novata, no meio dos cachorros grandes, e ELA era a estrela.
Se a Gina Carano quer começar a ser atriz e mudar de ramo, eu dou todo o meu apoio. [para os deslocados... joguem o nome dela no Youtube. Amostra grátis aqui.], e já sendo famosa antes do filme, e ainda sendo escolhida por esse diretor agora (que não sou fã, mas o cara é um dos que metem respeito), isso deve ajudar a conseguir outros papéis... Mas nesse agora... Ela não estará na lista do Oscar. O que na verdade atrapalha a minha idéia dela ser a Mulher-Maravilha no cinema...É que a Carano tem duas expressões o filme inteiro: sorrindo e séria. Já a MM tem mais profundidade do que isso. [lendo a história certa, claro]
Mas é isso, talvez imperdível para a antiga platéia da Sessão Kickboxer da Bandeirantes. Possivelmente interessante para fãs de MMA. E passatempo não desgradável para o resto da humanidade, desde que vá sabendo que é a velha história do "Armaram pra cima de mim... Agora vou bater em todos até limpar o meu nome." Um lixo divertido.
E como sempre, para vocês não ficarem sem uma resenha que preste...
Segue resenha dos outros:
Cine Login (não conhecia esse site, fui parar aí porque foi de onde roubei o cartaz)
Screen Rant (curiosamente, adorando o filme) (na verdade, achei isso bizarro... a crítica parece que tem gostado!! mas hein!?!)
Omelete (o mundo está esquisito... O Screen Rant gostando e o Omelete, que é bonzinho com todos, reclamando)
E o Cinema com Rapadura.
Nome original: Haywire
Duração: 1h33min -- Ano: 2011 -- Trailer
De: Steven Soderbergh (Solaris) e Lem Dobbs.
Com: Gina Carano (de C&C: Red Alert 3) [eu tentei colocar alguma cena dela no jogo... mas na verdade, não lembro de nenhuma. Só dela em pé com sniper em punho e fazendo cara de má. Acho que ela aparece mais nos erros de gravação do que no jogo inteiro. é divertido ver o quanto parece que ela está se sentindo completamente deslocada. quase constrangida. Mas se esbaldando pelo menos. rs!], Ewan McGregor (o Obi-Wan Kenobi, irreconhecível para quem só lembra dele de barba), Channing Tatum (o pai), Michael Angarano (o inútil, que serve só para o filme não ser exatamente um flashback), Antonio Banderas (o Zorro), Michael Douglas e Michael Fassbender (o Magneto jovem).
Ok, é um filme legal, a Gina é uma graça, e torço para ela acabe mesmo sendo escolhida como uma futura Mulher-Maravilha no cinema. Eu pensei nisso quando vi o trailer: ela é bonita, corpão, tem um misto de estilo clássico com feições fortes, os músculos são de verdade, e você acreditaria nela batendo... porque é o que ela faz pra viver! E ela se parece com a MM dos quadrinhos!
A Linda Carter era linda, mas aquilo era a MM dos anos 50! O seriado de 2011 eu nem considero a existência. E Megan Fox... Como pensaram faz algum tempo? Deus me livre. O diabo da mulher é uma amazona! Que treinou luta a vida inteira! Semi-deusa! Que enfia a porrada nos vilões do Super-Homem! Você não pode colocar uma magrelinha como a MM... No mínimo os peitões têm que ser proporcionais ao corpo e não parecer que foram colocados ali depois. Antigamente, minha opção preferida era a Monica Belucci até. E parece que de lá (do trailer) pra cá, muito gente começou a pensar a mesma coisa, até no filme fazem uma referência rápida a isso. É torcer.
Voltando ao filme... Ele é legal, mas putz... Eu não era o público alvo. Isso pareceu um filme de matinê dos anos 80... E a trilha sonora?! Se a idéia foi fazer uma homenagem à época. Meus parabéns, funcionou. Mas... Eu não era o público alvo naquela época, continuo não sendo agora.
O filme é praticamente um blaxploitation, mas sem os mano 'blax'!! [Jesus Negão...]
Entre a Gina Carano e um Laurence Fishburne (o Morpheus), por ex., claro, sou mais ela. Mas ainda assim... O resgate em Barcelona, no começo do filme, com cortes malucos, cenas em P&B, anos 70 foda!
Novamente, meus parabéns para o Soderbergh em sua homenagem... Se foi a intenção, ele conseguiu! Mas o meu limite de referências aos anos 70 vai até um nível Kill Bill de ser, ou se chutarem logo o balde como o link anterior.
Outra coisa... Ok, é sempre bacana ver um rosto conhecido interpretando seus estereótipos, mas saca quando colocam o estagiário para fazer uma apresentação para os diretores. E ele sabe que todos em volta sabem tudo que será dito melhor do que ele, e você na platéia, sentindo pena do rapaz? Foi como pareceu a Gina no filme.
Para o filme que é, em que ela basicamente precisa ser fofa e meter a porrada (e ela consegue ambos com maestria) tá ótimo... Mas tinha horas que parecia um show do Michel Teló em que chamaram os Traveling Wilburys como a banda! P*rra! Empurra a loirinha deslumbrada para fora do palco e deixem o show começar!
Claro, isso é uma, digamos, "opinião técnica" minha... Porque não sou grade fã do Douglas, do Fassbender e da maioria dos famosos que apareceram ali. Se bem que outro no lugar do Banderas não teria o mesmo impacto. Mas tinha hora que ficava estranho ver a novata, no meio dos cachorros grandes, e ELA era a estrela.
Se a Gina Carano quer começar a ser atriz e mudar de ramo, eu dou todo o meu apoio. [para os deslocados... joguem o nome dela no Youtube. Amostra grátis aqui.], e já sendo famosa antes do filme, e ainda sendo escolhida por esse diretor agora (que não sou fã, mas o cara é um dos que metem respeito), isso deve ajudar a conseguir outros papéis... Mas nesse agora... Ela não estará na lista do Oscar. O que na verdade atrapalha a minha idéia dela ser a Mulher-Maravilha no cinema...É que a Carano tem duas expressões o filme inteiro: sorrindo e séria. Já a MM tem mais profundidade do que isso. [lendo a história certa, claro]
Mas é isso, talvez imperdível para a antiga platéia da Sessão Kickboxer da Bandeirantes. Possivelmente interessante para fãs de MMA. E passatempo não desgradável para o resto da humanidade, desde que vá sabendo que é a velha história do "Armaram pra cima de mim... Agora vou bater em todos até limpar o meu nome." Um lixo divertido.
E como sempre, para vocês não ficarem sem uma resenha que preste...
Segue resenha dos outros:
Cine Login (não conhecia esse site, fui parar aí porque foi de onde roubei o cartaz)
Screen Rant (curiosamente, adorando o filme) (na verdade, achei isso bizarro... a crítica parece que tem gostado!! mas hein!?!)
Omelete (o mundo está esquisito... O Screen Rant gostando e o Omelete, que é bonzinho com todos, reclamando)
E o Cinema com Rapadura.
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