Título original: Monsters: Dark Continent
E só. Vai ter mais dados do que isso não.
'bora resumir logo? Que filme merda!
Eu ouvi as pessoas reclamaram... Vi gente falando mal... Vi as poucas estrelinhas em tudo que é site, mas... Nerd teimoso duma figa... Com tanto filme para ver, resolve ver justo esse. [Nausicaä, seu FDP! até hoje tu não viu Nausicaä!!!]
[ATUALIZAÇÃO: não confundir com Universidade Monstros (o "Monstros S.A 2"), outra coisa que teria sido melhor ver do que este.]
Aprendam com meus erros criancinhas. Vejam o 1º. NÃO VEJAM o 2º.
Parece que o cara queria fazer um filme cabeça sobre traumas de guerra (dessas modernas, no deserto e com gente de turbante), mas viu que não ia prestar. E aí pensou: "Putz! Já sei!! ET's gigantes ao fundo!!!" Mas... Não... Não deu certo.
O trailer com o poeminha foi bem legal, o poster é interessante... E eu NÃO esperava um filme de montros, porque o 1º filme não era isso. Mas... Não foi. Não sei o que poderiam ter feito, mas para fazer aquilo... Não.... Nã-nã-nã-não!
E vejam bem, parece que estou usando psicologia reversa ou fazendo suspense para deixar vocês curiosos. Mas não. É só sono mesmo. O filme realmente foi ruim no sentido de ruim, chato e desperdício de tempo.
Monstros legais. Adorei o "passarinho". Muito cut-cut. E os gigantões ficaram interessantes. Mas se é só para ver monstros legais por 30 segundos, vai no Devianart.
É isso. Esse filme não me motiva a fazer uma postagem melhor não. Com tanta postagem rascunhada pelo meio de coisa muito melhor... Eu devia estar colocando uma delas no ar. Mas eu achei o filme tão ruim, que tive que comentar. [parece, mas o site não morreu! eu que troquei de emprego e estou com menos tempo ainda! porque desgraça nunca vem sozinha... mudança... reforma que só deu problema... e deu cupim... e aí emprego novo que, só de sacanagem, ficou mais longe ainda agora. HA!]
[ah, e nos finais de semana, no tempo que sobra, fico com preguiça de viver e fico jogando Dying Light (que não é tão bom quanto dizem ou parece, mas é bem legal para jogar quando você está com preguiça de pensar e só quer ficar de bobeira batendo em zumbi com a chave inglesa ou vendo quantos tu consegue incendiar de uma só vez - e aí tu vai fazendo as missões só como desculpa para correr no meio dos zumbis e recomeçar) ou Divinity: Original Sin! (esse sim, bem legal, cheguei a perder 1 hora só para matar 3 flores. É sério. Mas tinha virado pessoal. rs!!!) Muito bons!] [E FALLOUT 4 ANUNCIADO! IÚ-RRÚ!!! Agora falta o S.T.A.L.K.E.R. 3 também!!] [Half-Life 2 Episódio 3 eu já desisti...Virou o novo Duke Nukem Forever.]
[ATUALIZAÇÃO: é S.T.A.L.K.E.R. 2, e não 3. Ou até 4, se numerássemos todos os originais. Eu esqueci que o Clear Sky existia, foi o mais fraquinho deles.]
Voltando ao filme, nem falei da história... Toma, tem uma breve resenha aqui. Não fala muito da história também, mas é que é pouca mesmo.
E para verem como o filme foi ruim, perdi mais tempo agora no Youtube vendo vídeos com as músicas do Nausicaä (muito bom, pena que não achei um bom vídeo com a original) e metade da postagem é falando sobre jogos de computador... Filme muito ruim.
E com esse eloqüente testemunho cinematográfico fechando o texto, vou dormir agora!
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terça-feira, 9 de junho de 2015
sábado, 14 de junho de 2014
Godzilla (2014) & Gojira
Nome original: Godzilla
Duração: 2h03min -- Ano: 2014 -- Teaser / Trailer
[citação legendada do Oppenheimer aqui]
De: Gareth Edwards (de Monstros)
Com: Aaron Taylor-Johnson (o Kick-Ass), Ken Watanabe (de Cartas de Iwo Jima e O Último Samurai) [totalmente sub-aproveitado neste filme], Bryan Cranston (de Malcolm in the Middle, Breaking Bad, e Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira), Elizabeth Olsen (de Três é Demais [fico feliz de nunca ter assistido isso] e Os Vingadores 2) e uma rápida participação de Juliette Binoche (A Liberdade É Azul).
Uma porrada de postagem por aí falando sobre Godzilla...Por mais que eu faça um monte de postagem sobre coisa pop também (vide Malévola e Homem Aranha logo abaixo), eu sempre fico naquela de que não vou ter nada a adicionar [e geralmente não tenho mesmo]. Então pensei em algo... Eu estou devendo a mim mesmo ver o Godzilla original faz muito tempo (vi alguns aqui e ali, mas nunca o primeirão). Vou dar só uma palhinha sobre o novo, e vou falar do velho!
Vamos lá... O novo... Vou separar o filme em dois: o lado humano e o lado monstro.
O lado humano. Eu, sinceramente, acreditei quando falaram lá atrás que no filme teríamos o drama humano durante uma ataque de monstro. Beleza, o monstro está atacando. Mas o que isso significa para as pessoas que estão desviando dos destroços? Seria uma espécie de Marvels kaiju? E eu vi o outro filme do cara, o Monstros (já resenhado) onde, realmente, os monstros eram secundários. E eu adorei aquele filme. Por falar nisso, já saiu o trailer longo da continuação.
Aí veio o "lado humano" desse, na forma do pai do Malcolm in the Middle com aquele drama clichê de "Foi um alien/vampiro/monstro/fantasma/dingo/pé-grande/bruxa que <verbo> a <pessoa>!! Porque ninguém acredita em mim???" Mas ok, o cara é um bom ator, todos gostamos dele. E aí ele morre no começo. E o foco passa a ser o filho militar sem graça e a esposa mais ainda. Porém... Na verdade, acho que o cara (o pai) não teria mesmo muita utilidade dali em diante da forma com que o filme foi feito, então dane-se. Parece que tivemos essa amostra grátis de drama "e agora voltemos à nossa programação normal!". Mas pô... Foi promessa não cumprida. Até Cloverfield focou mais no lado humano. Mas eu não liguei muito para as pessoas. Nem o filme me fez ligar para elas. Podia falar várias páginas sobre a irrelevância deles. Falemos da parte boa.
O lado monstro. Mas para andar logo, só tenho 3 coisas para dizer.
1) Cacete!? Ninguém aprendeu nada em Transformers 2? NINGUÉM quer ver órgãos reprodutores gigantes. Mesmo que seja só algo que pareça um saco de água cheio de girinos. Aquela imagem mudou o clima da cena de monstrão bizarro "realista" para "Go, go, go, Power Rangeeeeeeeeeerrrss!"
Peraí até, aproveitando que estamos falando de anatomia, como assim o monstro fêmea cresceu numa base militar, naquela salinha, até aquele tamanho?? E apesar da referência óbvia dos nomes MUTO x Mothra, o bicho voador estava muito mais para o... [momento de ir no Google, porque fora o Mothra, Rodan e Guidora eu nunca sei o nome deles...] Megaguirus!, até mesmo pelos bracinhos de louva-deus na frente. Então a referência podia muito bem não ter sido feita (e ainda vai tirar o peso se depois realmente usarem a Mothra). E lendo mais sobre eles agora, aquela cabeça chata pode ter sido inspirada num tal de Gyaos (esse eu não conhecia).
2) O Godzilla desviando do navio... Pô... Ok, ele tinha que ser o herói e amigo da criançada, mas algo legal sobre o Godzilla é que, originalmente pelo menos, ele está pouco se ferrando para as pessoas. [originalmente MESMO ele está contra elas, mas falaremos sobre isso mais abaixo.] Eu aceito o Godzilla lutar contra os monstros no filme e nos salvar no processo, mas isso seria um mero acaso. Ele tinha que estar pouco se lixando para aquelas baratinhas humanas em volta dele. Ou se a idéia era essa, que tivesse ficado bem claro.
Eu até gostei da motivação que deram para ele nesta nova versão (onde nós somos irrelevantes). E provavelmente centenas de milhares de pessoas morreram enquanto ele lutava contra os carrapatões, mas no filme inteiro, à mostra, acho que não há nenhuma morte causada (indiretamente ou não) pelo Gojira Amigo-da-vizinhaça. [não lembro mas, se bobear, nem havia sangue no filme] E na única cena em que ele teria dado uma mera ombrada no navio, em linha reta, ele desvia! No Godzilla 2000 (+/- resenhado aqui), ele vai lá na cidade, luta contra o monstro da vez e, no final, só de sacanagem, começa a destruir tudo no caminho de volta. Se ele falasse, poderia muito bem ter dito "I saved your tiny asses! Your asses ARE MINE! HAHAHA! Vuuuuuuuuuuuuuushh! Onde está seu deus agora!?." [obs: "vuush" foi a primeira coisa que eu consegui pensar como sonoplastia do bafo atômico]. Eu preferia que o Godzilla atual, no mínimo, tivesse sido completamente indiferente às baratinhas correndo pelo chão.
Passeando pelo Wikizilla, eu esbarrei numa frase que eu gostei: "(...) Godzilla (...) in the Heisei series of films is depicted as a force of nature, neither good nor evil (...)" E é assim que tem que ser.
[cacete, eu não sei ser sucinto...]
3) BAFO ATÔMICO! Ha! Eu passei o filme todo imaginando "será que vai ter?". Muito maneiro. Eu sei que um filme tem que ser muito mais do que isso, e etc, e etc. Mas dane-se! Eu queria ver um Godzilla bem feito (por falar nisso, adorei o novo tamanho absurdo dele). Eu queria ver briga de monstro (que nem foi tanta, mas acho que foi na medida para você sair do cinema querendo ter visto mais - ao invés de reclamando do excesso). E queria um Godzilla que soltasse raios! MUITO BOM! E depois ainda faz de novo, num fatality que provavelmente levará anos até ser superado. "Tu aí, monstro! Eu... cansei... desta PORRA! KAVUUUUUUUUSSSSHHHHHHH!!!" Lindo!
E só terminando, espero que aproveitem na continuação aqueles buracões que estavam usando nos virais do filme. Seria interessante ver algo saindo de lá, eles são legais. Há outros virais envolvendo outros buracos também. Acabei de lembrar até, podiam sair deles o bicho do 1º trailer, que era a versão inicial do monstro vilão e que acabou não sendo aproveitada.
Agora deixa eu ver o filme antigo (acabou de sair em blu-ray) e depois eu volto.
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Nome original: ゴジラ (Gojira)
Duração: 1h36min -- Ano: 1954 -- Trailer -- País: Japão
De: Ishiro Honda -- Com: Takashi Shimura, Akira Takarada, Momoko Kochi, Akihiko Hirata e Haruo Nakajima.
◄ clique para ampliar.
De cara, uma surpresa interessante... Filme antigo costuma dar uma enrolada e ter cortes lentos. Todo aquele esquema de mostrar 'todo o caminho do personagem' ao invés de apenas mostrá-lo logo 'lá'. Aparentemente, o cinema japonês não recebeu esse memorando. São cortes bem rápidos, sem enrolação, correndo para contar a história.
Na verdade, o filme soa tão "atual" em seu estilo, que eu tive que ser trazido de volta à realidade quando uma personagem de uns 20 anos comenta sobre Nagasaki com a mesma naturalidade e proximidade com que americanos falam hoje em dia sobre o 11/9. É até uma boa lição de história, porque nos faz lembrar que duas cidades foram destruídas, mas todo o resto do país ainda estava intacto e funcionando. E fazendo filmes.
Algo que o contexto histórico deve ter influenciado é a cena da primeira perseguição. A trilha sonora na cena é legal [eu gosto de marchas militares, hinos e essas coisas], mas é completamente contrária ao que se esperaria da cena. Talvez aquilo seja alguma marcha real dos militares da época.
Todo o resto da trilha sonora de ação é meio bizarra também. Soa como um anime dos anos 70 [ou, novamente, uma marchinha militar animada]. Mas quando eles soltam o drama, fica muito bom. O coral das meninas perto do fim é espetacular (e tem uma lá que é a cara da Lucy Liu) e o tema final também é de deixar qualquer fã de raio atômico triste.
Por falar nisso, eles fizeram efeito especial para a "crina" [espigões ósseos? eu não sei como chamar aqueles trecos nas costas] do Godzilla acender, mas o raio em si... parecia gás saindo de um extintor com problema. Eu esperava algo um pouco mais mal feito, porém brilhante e espalhafatoso (tipo o que está no cartaz, por ex.).
A história: barcos começam a ser atacados e o único sobrevivente faz um relato estranho. Depois um velho pescador surge com uma lenda sobre um monstro marinho chamado Gojira. E o tal lagartão resolve dar as caras pouco após, em plena luz do dia. Mas só para dar um "oi". A destruição mesmo ele deixou para depois, em Tóquio. Antes disso um cientista explica que ele provavelmente vivia em uma caverna submarina desde tempos pré-históricos; e testes com bombas atômicas perturbaram o ecossistema do bicho. E aí temos este cientista, o casal de mocinhos e um "cientista maluco" (mas do bem também) tentando salvar o dia; enquanto repórteres, militares e passantes vão descobrindo se existe vida após a morte.
Depois da animação inicial e correria para chegarmos logo no monstro, o filme parece um pouco mais devagar. Mas ainda foi bem animadinho em comparação com outros filmes antigos que eu me lembre. Americanos pelo menos. Acho que esse foi o primeiro filme oriental em P&B que eu vi. [o que me faz lembrar que também estou me devendo assistir Os Sete Samurais.]
Alguns comentários soltos:
- o trio jovem do filme... Não são bons atores. A garota principalmente. Mas nada que perturbe. Perturba mais é o tapa olho do cientista jovem. E todo o drama exagerado em tudo que ele fala.
- A primeira aparição do Godzilla foi bizarra. No mal sentido mesmo. Parecia um boneco de meia. Com direito a olhos que pareciam bolotas de isopor e tudo. Não sei porque ficou tão ruim (vejam!). As demais aparições dele até que foram bem legais. Ah, mas o rugido! Muito bom! E não é ironia.
- Por falar nisso... Maquetes sendo pisoteadas! Senti saudades! Desde os anos 80 que não via uma.
Bem, mas aí depois de muito grito e maquete posta abaixo, eles fazem amizade com o monstro. Não acredita? Clica aqui. Tá, ok, não fazem. Na verdade o Godzilla morre. Eu até pesquisei depois e ao longo dos demais filmes acho que ele morre mais uma ou duas vezes. Uma delas acho que até foi salvando a vida do Godzuki. Ok, não era ele, mas tinha um Godzilla bebê (chamado Minizilla, é sério) que surgiu depois e foi crescendo ao longo dos filmes até virar o Godzilla principal.
E para quem ainda não tivesse entendido toda a indireta anti-horror atômico do filme, ele termina com o pai da mocinha dizendo: Eu não acredito que Gojira seja o último de sua espécie. Se os testes nucleares continuarem... Então, algum dia, em algum outro lugar do mundo, outro Godzilla pode aparecer.
Eu gostei bastante. Apesar de estar bem fora de época, foi um bom filme. Deu até saudades dos tempos toscos de ver Gorgo na TV e gostar! [é por isso que nem reclamo da criançada vendo Sharknado hoje em dia... Toda geração tem a sua tranqueira.]
E segue outra resenha interessante, que fala também um pouco sobre a história por trás do filme: Bad Movie Planet: Gojira. Apesar do nome do site, eles gostaram. A nota do filme foi "1 cerveja", ou seja, dá para ver sóbrio - e nesse site, isso é a nota máxima!
Mas é isso. Excelente sessão dupla (mesmo não tendo sido no mesmo dia). E apesar dos pesares, recomendo que vejam ambos.
Duração: 2h03min -- Ano: 2014 -- Teaser / Trailer
[citação legendada do Oppenheimer aqui]
De: Gareth Edwards (de Monstros)
Com: Aaron Taylor-Johnson (o Kick-Ass), Ken Watanabe (de Cartas de Iwo Jima e O Último Samurai) [totalmente sub-aproveitado neste filme], Bryan Cranston (de Malcolm in the Middle, Breaking Bad, e Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira), Elizabeth Olsen (de Três é Demais [fico feliz de nunca ter assistido isso] e Os Vingadores 2) e uma rápida participação de Juliette Binoche (A Liberdade É Azul).
Uma porrada de postagem por aí falando sobre Godzilla...Por mais que eu faça um monte de postagem sobre coisa pop também (vide Malévola e Homem Aranha logo abaixo), eu sempre fico naquela de que não vou ter nada a adicionar [e geralmente não tenho mesmo]. Então pensei em algo... Eu estou devendo a mim mesmo ver o Godzilla original faz muito tempo (vi alguns aqui e ali, mas nunca o primeirão). Vou dar só uma palhinha sobre o novo, e vou falar do velho!
Vamos lá... O novo... Vou separar o filme em dois: o lado humano e o lado monstro.
O lado humano. Eu, sinceramente, acreditei quando falaram lá atrás que no filme teríamos o drama humano durante uma ataque de monstro. Beleza, o monstro está atacando. Mas o que isso significa para as pessoas que estão desviando dos destroços? Seria uma espécie de Marvels kaiju? E eu vi o outro filme do cara, o Monstros (já resenhado) onde, realmente, os monstros eram secundários. E eu adorei aquele filme. Por falar nisso, já saiu o trailer longo da continuação.
Aí veio o "lado humano" desse, na forma do pai do Malcolm in the Middle com aquele drama clichê de "Foi um alien/vampiro/monstro/fantasma/dingo/pé-grande/bruxa que <verbo> a <pessoa>!! Porque ninguém acredita em mim???" Mas ok, o cara é um bom ator, todos gostamos dele. E aí ele morre no começo. E o foco passa a ser o filho militar sem graça e a esposa mais ainda. Porém... Na verdade, acho que o cara (o pai) não teria mesmo muita utilidade dali em diante da forma com que o filme foi feito, então dane-se. Parece que tivemos essa amostra grátis de drama "e agora voltemos à nossa programação normal!". Mas pô... Foi promessa não cumprida. Até Cloverfield focou mais no lado humano. Mas eu não liguei muito para as pessoas. Nem o filme me fez ligar para elas. Podia falar várias páginas sobre a irrelevância deles. Falemos da parte boa.
O lado monstro. Mas para andar logo, só tenho 3 coisas para dizer.
1) Cacete!? Ninguém aprendeu nada em Transformers 2? NINGUÉM quer ver órgãos reprodutores gigantes. Mesmo que seja só algo que pareça um saco de água cheio de girinos. Aquela imagem mudou o clima da cena de monstrão bizarro "realista" para "Go, go, go, Power Rangeeeeeeeeeerrrss!"
Peraí até, aproveitando que estamos falando de anatomia, como assim o monstro fêmea cresceu numa base militar, naquela salinha, até aquele tamanho?? E apesar da referência óbvia dos nomes MUTO x Mothra, o bicho voador estava muito mais para o... [momento de ir no Google, porque fora o Mothra, Rodan e Guidora eu nunca sei o nome deles...] Megaguirus!, até mesmo pelos bracinhos de louva-deus na frente. Então a referência podia muito bem não ter sido feita (e ainda vai tirar o peso se depois realmente usarem a Mothra). E lendo mais sobre eles agora, aquela cabeça chata pode ter sido inspirada num tal de Gyaos (esse eu não conhecia).
2) O Godzilla desviando do navio... Pô... Ok, ele tinha que ser o herói e amigo da criançada, mas algo legal sobre o Godzilla é que, originalmente pelo menos, ele está pouco se ferrando para as pessoas. [originalmente MESMO ele está contra elas, mas falaremos sobre isso mais abaixo.] Eu aceito o Godzilla lutar contra os monstros no filme e nos salvar no processo, mas isso seria um mero acaso. Ele tinha que estar pouco se lixando para aquelas baratinhas humanas em volta dele. Ou se a idéia era essa, que tivesse ficado bem claro.
Eu até gostei da motivação que deram para ele nesta nova versão (onde nós somos irrelevantes). E provavelmente centenas de milhares de pessoas morreram enquanto ele lutava contra os carrapatões, mas no filme inteiro, à mostra, acho que não há nenhuma morte causada (indiretamente ou não) pelo Gojira Amigo-da-vizinhaça. [não lembro mas, se bobear, nem havia sangue no filme] E na única cena em que ele teria dado uma mera ombrada no navio, em linha reta, ele desvia! No Godzilla 2000 (+/- resenhado aqui), ele vai lá na cidade, luta contra o monstro da vez e, no final, só de sacanagem, começa a destruir tudo no caminho de volta. Se ele falasse, poderia muito bem ter dito "I saved your tiny asses! Your asses ARE MINE! HAHAHA! Vuuuuuuuuuuuuuushh! Onde está seu deus agora!?." [obs: "vuush" foi a primeira coisa que eu consegui pensar como sonoplastia do bafo atômico]. Eu preferia que o Godzilla atual, no mínimo, tivesse sido completamente indiferente às baratinhas correndo pelo chão.
Passeando pelo Wikizilla, eu esbarrei numa frase que eu gostei: "(...) Godzilla (...) in the Heisei series of films is depicted as a force of nature, neither good nor evil (...)" E é assim que tem que ser.
[cacete, eu não sei ser sucinto...]
3) BAFO ATÔMICO! Ha! Eu passei o filme todo imaginando "será que vai ter?". Muito maneiro. Eu sei que um filme tem que ser muito mais do que isso, e etc, e etc. Mas dane-se! Eu queria ver um Godzilla bem feito (por falar nisso, adorei o novo tamanho absurdo dele). Eu queria ver briga de monstro (que nem foi tanta, mas acho que foi na medida para você sair do cinema querendo ter visto mais - ao invés de reclamando do excesso). E queria um Godzilla que soltasse raios! MUITO BOM! E depois ainda faz de novo, num fatality que provavelmente levará anos até ser superado. "Tu aí, monstro! Eu... cansei... desta PORRA! KAVUUUUUUUUSSSSHHHHHHH!!!" Lindo!
E só terminando, espero que aproveitem na continuação aqueles buracões que estavam usando nos virais do filme. Seria interessante ver algo saindo de lá, eles são legais. Há outros virais envolvendo outros buracos também. Acabei de lembrar até, podiam sair deles o bicho do 1º trailer, que era a versão inicial do monstro vilão e que acabou não sendo aproveitada.
Agora deixa eu ver o filme antigo (acabou de sair em blu-ray) e depois eu volto.
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Nome original: ゴジラ (Gojira)
Duração: 1h36min -- Ano: 1954 -- Trailer -- País: Japão
De: Ishiro Honda -- Com: Takashi Shimura, Akira Takarada, Momoko Kochi, Akihiko Hirata e Haruo Nakajima.
◄ clique para ampliar.
De cara, uma surpresa interessante... Filme antigo costuma dar uma enrolada e ter cortes lentos. Todo aquele esquema de mostrar 'todo o caminho do personagem' ao invés de apenas mostrá-lo logo 'lá'. Aparentemente, o cinema japonês não recebeu esse memorando. São cortes bem rápidos, sem enrolação, correndo para contar a história.
Na verdade, o filme soa tão "atual" em seu estilo, que eu tive que ser trazido de volta à realidade quando uma personagem de uns 20 anos comenta sobre Nagasaki com a mesma naturalidade e proximidade com que americanos falam hoje em dia sobre o 11/9. É até uma boa lição de história, porque nos faz lembrar que duas cidades foram destruídas, mas todo o resto do país ainda estava intacto e funcionando. E fazendo filmes.
Algo que o contexto histórico deve ter influenciado é a cena da primeira perseguição. A trilha sonora na cena é legal [eu gosto de marchas militares, hinos e essas coisas], mas é completamente contrária ao que se esperaria da cena. Talvez aquilo seja alguma marcha real dos militares da época.
Todo o resto da trilha sonora de ação é meio bizarra também. Soa como um anime dos anos 70 [ou, novamente, uma marchinha militar animada]. Mas quando eles soltam o drama, fica muito bom. O coral das meninas perto do fim é espetacular (e tem uma lá que é a cara da Lucy Liu) e o tema final também é de deixar qualquer fã de raio atômico triste.
Por falar nisso, eles fizeram efeito especial para a "crina" [espigões ósseos? eu não sei como chamar aqueles trecos nas costas] do Godzilla acender, mas o raio em si... parecia gás saindo de um extintor com problema. Eu esperava algo um pouco mais mal feito, porém brilhante e espalhafatoso (tipo o que está no cartaz, por ex.).
A história: barcos começam a ser atacados e o único sobrevivente faz um relato estranho. Depois um velho pescador surge com uma lenda sobre um monstro marinho chamado Gojira. E o tal lagartão resolve dar as caras pouco após, em plena luz do dia. Mas só para dar um "oi". A destruição mesmo ele deixou para depois, em Tóquio. Antes disso um cientista explica que ele provavelmente vivia em uma caverna submarina desde tempos pré-históricos; e testes com bombas atômicas perturbaram o ecossistema do bicho. E aí temos este cientista, o casal de mocinhos e um "cientista maluco" (mas do bem também) tentando salvar o dia; enquanto repórteres, militares e passantes vão descobrindo se existe vida após a morte.
Depois da animação inicial e correria para chegarmos logo no monstro, o filme parece um pouco mais devagar. Mas ainda foi bem animadinho em comparação com outros filmes antigos que eu me lembre. Americanos pelo menos. Acho que esse foi o primeiro filme oriental em P&B que eu vi. [o que me faz lembrar que também estou me devendo assistir Os Sete Samurais.]
Alguns comentários soltos:
- o trio jovem do filme... Não são bons atores. A garota principalmente. Mas nada que perturbe. Perturba mais é o tapa olho do cientista jovem. E todo o drama exagerado em tudo que ele fala.
- A primeira aparição do Godzilla foi bizarra. No mal sentido mesmo. Parecia um boneco de meia. Com direito a olhos que pareciam bolotas de isopor e tudo. Não sei porque ficou tão ruim (vejam!). As demais aparições dele até que foram bem legais. Ah, mas o rugido! Muito bom! E não é ironia.
- Por falar nisso... Maquetes sendo pisoteadas! Senti saudades! Desde os anos 80 que não via uma.
Bem, mas aí depois de muito grito e maquete posta abaixo, eles fazem amizade com o monstro. Não acredita? Clica aqui. Tá, ok, não fazem. Na verdade o Godzilla morre. Eu até pesquisei depois e ao longo dos demais filmes acho que ele morre mais uma ou duas vezes. Uma delas acho que até foi salvando a vida do Godzuki. Ok, não era ele, mas tinha um Godzilla bebê (chamado Minizilla, é sério) que surgiu depois e foi crescendo ao longo dos filmes até virar o Godzilla principal.
E para quem ainda não tivesse entendido toda a indireta anti-horror atômico do filme, ele termina com o pai da mocinha dizendo: Eu não acredito que Gojira seja o último de sua espécie. Se os testes nucleares continuarem... Então, algum dia, em algum outro lugar do mundo, outro Godzilla pode aparecer.
Eu gostei bastante. Apesar de estar bem fora de época, foi um bom filme. Deu até saudades dos tempos toscos de ver Gorgo na TV e gostar! [é por isso que nem reclamo da criançada vendo Sharknado hoje em dia... Toda geração tem a sua tranqueira.]
E segue outra resenha interessante, que fala também um pouco sobre a história por trás do filme: Bad Movie Planet: Gojira. Apesar do nome do site, eles gostaram. A nota do filme foi "1 cerveja", ou seja, dá para ver sóbrio - e nesse site, isso é a nota máxima!
Mas é isso. Excelente sessão dupla (mesmo não tendo sido no mesmo dia). E apesar dos pesares, recomendo que vejam ambos.
às
23:31
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terça-feira, 15 de abril de 2014
Noé
Nome original: Noah
Duração: 2h18min -- Ano: 2014 -- Trailer
De: Darren Aronofsky (de Cisne Negro e Fonte da Vida)
Com: Russell Crowe (de Gladiador e Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo) [pena nunca terem feito as continuações, adorei este filme], Jennifer Connelly (de Labirinto, Rocketeer, Réquiem Para um Sonho e Cidade das Sombras), Ray Winstone (um dos anões no Branca de Neve e o Caçador e o Sweeney Todd na versão para TV), Anthony Hopkins (de Nunca Te Vi, Sempre Te Amei, mais conhecido atualmente como o Dr. Hannibal Lecter ou Odin), algumas crianças e suas versões adultas e Emma Watson (de Sete Dias com Marilyn e As Vantagens de Ser Invisível, ah, quem eu quero enganar, é a Hermione e pronto!). [e todos com nomes bíblicos muitos legais]
A história: homem traumatizado tem pesadelos e, após consultar-se com um eremita louco, resolve plantar feijões mágicos para, com ajuda de gigantes de pedra, três crianças, um bebê e sua esposa gata, construir um barco e fundar o Greenpeace.
[desculpe, mas se você não sabe quem é o Noé, veio ao lugar errado para aprender]
Agora, vamos ao que interessa: reclamar e elogiar. OBS: com spoilers, por assim dizer.
Ô gente chata! Não sei porque todo o mimimi com esse filme. Ateus babacas [obs: nem todo ateu é babaca, o que eu quero dizer é: "ateus, e dentre eles, os que são babacas"] que não querem ir porque é da Bíblia e eles não acreditam nela, eu até entendo (mas não concordo, porque isso não faz sentido algum) [nas sábias palavras do Rapaduracast: "O Aragorn também não é de verdade!"]. Mas até os religiosos? Ah, porra! Vão se catar! Tinham mais é que gostar de alguém estar fazendo filme bíblico (*) [acho que o últimos que vi foram "Príncipe do Egito" e "Moisés" com Charlton Heston] e não ficar tendo ataque de "Mas não ficou igual à Bíblia", "Mas não foi assim!"...
Galera, também NÃO FOI igual está na Bíblia. Na verdade, NEM FOI! Aceitem: a Bíblia é um apanhado de contos e parábolas, para passar lições de moral e religiosidade. Algumas das lições são bem duvidosas, mas não entrarei no mérito. Procurem algum estudioso do Cristianismo e eles te dirão isso! Não é chatice minha. Grande parte do que está na Bíblia são adaptações de outras lendas mais antigas, retiradas de ouras religiões, porque o Cristianismo, para crescer e difundir-se, também precisava de marketing! [e claro, tem aqueles outros estudiosos que dizem que 100% da Bíblia é isso, inclusive todos os personagens principais. Mas também não entrarei neste mérito.]
(*) OBS: na verdade, são feitos filmes sobre cristianismo num ritmo maior do que as produções baratas e ridículas do SyFy, mas, infelizmente, com a mesma qualidade. Quando eu digo que não fazem filmes bíblicos eu quero dizer filmes BONS! E sim, digo "infelizmente" porque mesmo achando que é tudo mitologia reciclada, ainda assim daria pra fazer bastante coisa legal com aqueles personagens e tramas. E querendo ou não, eu sou ocidental, então cresci com a influência destes personagens aqui e ali, em todo lugar. O problema é que todo mundo fica querendo fazer coisas adocicadas, maniqueístas e respeitosas, ao invés de lembrar que o marketing e estilos de narrativa que funcionavam no ano 1.000, lá no séc. X, não funciona mil anos depois! E nesse aspecto, o Noé do Aronofsky dá mais certo hoje do que ler o Noé como está nas, perdoem meu sarcasmo, "escrituras sagradas".
Ou, nas palavras de Neil Gaiman, que é muito mais conciso do que eu: “We have the right, and the obligation, to tell old stories in our own ways, because they are our stories.”
Mas e porque os religiosos mimimentos me irritam? Porque eu, que sou um cético de nascença, pagão por vocação, e implicante por natureza. Vi, gostei, e aí... Fiquei curioso em saber o que aconteceu com os personagens depois daquilo. E vocês sabem onde está a continuação da história? Vocês sabem? VOCÊS SABEM!? NA BÍBLIA, cacete!
O filme fez um herege ter vontade de ler a Bíblia! Se o diretor não merece um tipo de "Oscar do Vaticano" pelo filme, esse mundo está muito errado.
Claro, não vou fazer isso, porque entre ler a Bíblia ou mais uma ficção científica, eu prefiro a segunda. Outro dia li no Skoob, justamente na página da Bíblia, uma frase fenomenal em sua concisão sacana e humor ácido. Merecia virar adesivo para carros: "Ficção por Ficção, prefiro Harry Potter". HA! É por aí! Mas não tira o mérito do filme. Na verdade, o principal motivo de eu não ir na Bíblia e dar uma lida no que aconteceu com a família de Noé é só porque já fiquei sabendo que, na versão oficial, boa parte daquilo foi diferente e que todos os filhos tinham suas próprias esposas - e minha curiosidade principal foi saber se o filho careca tinha encontrado algo andando pelo mundo e se voltou depois e casou com alguma das sobrinhas.
Agora vamos à alguns comentários mais rápidos...
A cena da montanha, com as pessoas tentando escapar do dilúvio, ficou muito legal. Parecia um daqueles quadros religiosos mais antigos. Mas que não vou dar nenhum exemplo, porque não sei os nomes dos pintores dos quadros que estou lembrando. [e jogar "pintura religiosa" no Google seriam horas e horas de buscas infrutíferas]
O cão-pangolim no começo do filme ficou bem legal. Ao contrário da casquinha de cobra, que foi a única coisa que eu mudaria no filme. Qual era a utilidade do couro brilhante, por falar nisso? Aproveitando que estamos falando dos animais, o filme perdeu uma boa chance. Mas que ficaria meio humorístico se tivessem feito, então é óbvio que nunca ia rolar: na hora que o vilão mata um bicho na arca, para atrair o Noé para uma armadilha (bicho que a partir dali não teriam 2 e seria o fim daquela raça), o bicho podia ter sido um unicórnio!
Por falar nisso, uma implicância minha com o filme é uma certa lerdeza dos personagens. Eles ficam na arca uns nove meses [ou mais] confinados... eu, ali, por puro tédio, passaria o tempo andando por cada centímetro. Em suma: ninguém esbarrou num velho manco esse tempo todo?? E a Hermione, em terra, levou vários meses pra conseguir pensar no argumento de 3 linhas que tirou o Noé da fossa!
Ah, e uma outra reclamação das pessoas em geral são os "monstros de pedra" (anjos caídos, na verdade). Eu achei que ficou muito bom. Só achei que eles não precisavam ter expressões faciais tão claras e carinhosas (no caso do "monstro" principal), podiam ser ainda mais pedregosos e sem rosto mesmo. Mas a maneira do diretor de colocar anjos ajudando (que é algo que está na Biblia, pipocas!, mesmo que não seja na parte sobre Noé) achei muito boa. E ainda deu mais "realismo" na construção da Arca, porque, do jeito que a igreja conta, o sujeito nunca ia conseguir. Mas já... com gigantes mágicos de 3 braços e super-fortes dando ajuda... Aí, até eu!
O trailer (que acabei de rever) é bem pilantra quanto a isso até. Pelo jeito os produtores notaram que as pessoas implicariam com eles e, no trailer, eles NÃO aparecem. No filme, quando o Noé diz que não está sozinho, você é induzido a achar que o sentido é "Deus está comigo!". Mas no filme, nesta cena, os gigantes se levantam de forma ameaçadora! E na cena do Matusalém enfiando a espada no chão e jogando fogo na graminha (o que não faz nenhum sentido no trailer), no filme vemos a cena completa, com um exército correndo e atacando justamente os tais gigantes. Malandros.
Ah, e elogio final, para fechar a resenha em grande estilo: Jeniffer Conelly! E tenho dito!
Duração: 2h18min -- Ano: 2014 -- Trailer
De: Darren Aronofsky (de Cisne Negro e Fonte da Vida)
Com: Russell Crowe (de Gladiador e Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo) [pena nunca terem feito as continuações, adorei este filme], Jennifer Connelly (de Labirinto, Rocketeer, Réquiem Para um Sonho e Cidade das Sombras), Ray Winstone (um dos anões no Branca de Neve e o Caçador e o Sweeney Todd na versão para TV), Anthony Hopkins (de Nunca Te Vi, Sempre Te Amei, mais conhecido atualmente como o Dr. Hannibal Lecter ou Odin), algumas crianças e suas versões adultas e Emma Watson (de Sete Dias com Marilyn e As Vantagens de Ser Invisível, ah, quem eu quero enganar, é a Hermione e pronto!). [e todos com nomes bíblicos muitos legais]
A história: homem traumatizado tem pesadelos e, após consultar-se com um eremita louco, resolve plantar feijões mágicos para, com ajuda de gigantes de pedra, três crianças, um bebê e sua esposa gata, construir um barco e fundar o Greenpeace.
[desculpe, mas se você não sabe quem é o Noé, veio ao lugar errado para aprender]
Agora, vamos ao que interessa: reclamar e elogiar. OBS: com spoilers, por assim dizer.
Ô gente chata! Não sei porque todo o mimimi com esse filme. Ateus babacas [obs: nem todo ateu é babaca, o que eu quero dizer é: "ateus, e dentre eles, os que são babacas"] que não querem ir porque é da Bíblia e eles não acreditam nela, eu até entendo (mas não concordo, porque isso não faz sentido algum) [nas sábias palavras do Rapaduracast: "O Aragorn também não é de verdade!"]. Mas até os religiosos? Ah, porra! Vão se catar! Tinham mais é que gostar de alguém estar fazendo filme bíblico (*) [acho que o últimos que vi foram "Príncipe do Egito" e "Moisés" com Charlton Heston] e não ficar tendo ataque de "Mas não ficou igual à Bíblia", "Mas não foi assim!"...
Galera, também NÃO FOI igual está na Bíblia. Na verdade, NEM FOI! Aceitem: a Bíblia é um apanhado de contos e parábolas, para passar lições de moral e religiosidade. Algumas das lições são bem duvidosas, mas não entrarei no mérito. Procurem algum estudioso do Cristianismo e eles te dirão isso! Não é chatice minha. Grande parte do que está na Bíblia são adaptações de outras lendas mais antigas, retiradas de ouras religiões, porque o Cristianismo, para crescer e difundir-se, também precisava de marketing! [e claro, tem aqueles outros estudiosos que dizem que 100% da Bíblia é isso, inclusive todos os personagens principais. Mas também não entrarei neste mérito.]
(*) OBS: na verdade, são feitos filmes sobre cristianismo num ritmo maior do que as produções baratas e ridículas do SyFy, mas, infelizmente, com a mesma qualidade. Quando eu digo que não fazem filmes bíblicos eu quero dizer filmes BONS! E sim, digo "infelizmente" porque mesmo achando que é tudo mitologia reciclada, ainda assim daria pra fazer bastante coisa legal com aqueles personagens e tramas. E querendo ou não, eu sou ocidental, então cresci com a influência destes personagens aqui e ali, em todo lugar. O problema é que todo mundo fica querendo fazer coisas adocicadas, maniqueístas e respeitosas, ao invés de lembrar que o marketing e estilos de narrativa que funcionavam no ano 1.000, lá no séc. X, não funciona mil anos depois! E nesse aspecto, o Noé do Aronofsky dá mais certo hoje do que ler o Noé como está nas, perdoem meu sarcasmo, "escrituras sagradas".
Ou, nas palavras de Neil Gaiman, que é muito mais conciso do que eu: “We have the right, and the obligation, to tell old stories in our own ways, because they are our stories.”
Mas e porque os religiosos mimimentos me irritam? Porque eu, que sou um cético de nascença, pagão por vocação, e implicante por natureza. Vi, gostei, e aí... Fiquei curioso em saber o que aconteceu com os personagens depois daquilo. E vocês sabem onde está a continuação da história? Vocês sabem? VOCÊS SABEM!? NA BÍBLIA, cacete!
O filme fez um herege ter vontade de ler a Bíblia! Se o diretor não merece um tipo de "Oscar do Vaticano" pelo filme, esse mundo está muito errado.
Claro, não vou fazer isso, porque entre ler a Bíblia ou mais uma ficção científica, eu prefiro a segunda. Outro dia li no Skoob, justamente na página da Bíblia, uma frase fenomenal em sua concisão sacana e humor ácido. Merecia virar adesivo para carros: "Ficção por Ficção, prefiro Harry Potter". HA! É por aí! Mas não tira o mérito do filme. Na verdade, o principal motivo de eu não ir na Bíblia e dar uma lida no que aconteceu com a família de Noé é só porque já fiquei sabendo que, na versão oficial, boa parte daquilo foi diferente e que todos os filhos tinham suas próprias esposas - e minha curiosidade principal foi saber se o filho careca tinha encontrado algo andando pelo mundo e se voltou depois e casou com alguma das sobrinhas.
Agora vamos à alguns comentários mais rápidos...
A cena da montanha, com as pessoas tentando escapar do dilúvio, ficou muito legal. Parecia um daqueles quadros religiosos mais antigos. Mas que não vou dar nenhum exemplo, porque não sei os nomes dos pintores dos quadros que estou lembrando. [e jogar "pintura religiosa" no Google seriam horas e horas de buscas infrutíferas]
O cão-pangolim no começo do filme ficou bem legal. Ao contrário da casquinha de cobra, que foi a única coisa que eu mudaria no filme. Qual era a utilidade do couro brilhante, por falar nisso? Aproveitando que estamos falando dos animais, o filme perdeu uma boa chance. Mas que ficaria meio humorístico se tivessem feito, então é óbvio que nunca ia rolar: na hora que o vilão mata um bicho na arca, para atrair o Noé para uma armadilha (bicho que a partir dali não teriam 2 e seria o fim daquela raça), o bicho podia ter sido um unicórnio!
Por falar nisso, uma implicância minha com o filme é uma certa lerdeza dos personagens. Eles ficam na arca uns nove meses [ou mais] confinados... eu, ali, por puro tédio, passaria o tempo andando por cada centímetro. Em suma: ninguém esbarrou num velho manco esse tempo todo?? E a Hermione, em terra, levou vários meses pra conseguir pensar no argumento de 3 linhas que tirou o Noé da fossa!
Ah, e uma outra reclamação das pessoas em geral são os "monstros de pedra" (anjos caídos, na verdade). Eu achei que ficou muito bom. Só achei que eles não precisavam ter expressões faciais tão claras e carinhosas (no caso do "monstro" principal), podiam ser ainda mais pedregosos e sem rosto mesmo. Mas a maneira do diretor de colocar anjos ajudando (que é algo que está na Biblia, pipocas!, mesmo que não seja na parte sobre Noé) achei muito boa. E ainda deu mais "realismo" na construção da Arca, porque, do jeito que a igreja conta, o sujeito nunca ia conseguir. Mas já... com gigantes mágicos de 3 braços e super-fortes dando ajuda... Aí, até eu!
O trailer (que acabei de rever) é bem pilantra quanto a isso até. Pelo jeito os produtores notaram que as pessoas implicariam com eles e, no trailer, eles NÃO aparecem. No filme, quando o Noé diz que não está sozinho, você é induzido a achar que o sentido é "Deus está comigo!". Mas no filme, nesta cena, os gigantes se levantam de forma ameaçadora! E na cena do Matusalém enfiando a espada no chão e jogando fogo na graminha (o que não faz nenhum sentido no trailer), no filme vemos a cena completa, com um exército correndo e atacando justamente os tais gigantes. Malandros.
Ah, e elogio final, para fechar a resenha em grande estilo: Jeniffer Conelly! E tenho dito!
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Walrus Tales - Table of Contents
I have all my books catalogued. [and I'm nerdly proud of that!]
When the book is an anthology of short-stories, they also get catalogued. Nothing fancy... all data are just an Excel file with four spreadsheets: one for books, one for the fiction inside of them (when it's a collection), a very smaller one for magazines I won't throw away [mostly old magazines about japanese animation, from the time before the Internet killed all the reasons for theirs existence], and a ridiculously small (about 15 lines) for ebooks (I do have more ebooks than that, but this spreadsheet is for ebooks I don't have the actual paper book - generally something old I got curious about, or something that probably will never appear in book form, or because it's just some short story I decided to read without buying a whole book I didn't want).
So... Although it took a bit of initial effort (the spreadsheets are just about 2 years old, and I had a lot of books already then), I will not have the trouble other people already had for me. That means: I just copied and pasted a lot of things already in The Internet Speculative Fiction Database (it's a lot easier just to adjuste the columns than to retype everything for every SF book in english I have). When I don't find it there, Google is my friend. And then... In some extremely rare cases, when no one bothered, not even the publishers' sites... Those ones I type myself. You can't win everytime [and most of my books are in portuguese anyway].
I will not start my own ISFDB nor will I post the contents of every one of that cases I discover... I just was astonished to discover no one posted the contents of Walrus Tales ANYWHERE! (they almost got it here, but you have to click for every author, and most of the tales names are missing). [and I can't accept an world wide net without the word "Illuminiwalri" in it! that's just too good a word and concept not to appear anyplace]
Ok, it's not Dickens. It's not Asimov. Heck!, for most of the human race it's probably not even a good book! But the table of contents alone is enough fun to not let it pass un-interneted. [true, I could just fill the data on it's own ISFDB page, but that place is not Wikipedia, they're a lot more serious about its editing] [and it's more fun to post it here!]
So, that's enough talk. I will stop abusing english language now. [sorry, my fellow Brazilians, but I do think you guys will be less likely to rummage the net for this book's contents] [and it was fun to write in english, I didn't do that for a long time]
Walrus Tales - Table of Contents:
Edited by Kevin L. Donihe / Eraserhead Press
The Illuminiwalri [*] -- Greg Beatty
We Are All Together -- Bentley Little
Night of the Long Tusk -- Paul A. Toth
The Rhinoceros and the Walrus -- Dave Fischer [2]
Meet the Tuskersons -- James Chambers
Naming Day -- John Sunseri
Walrus Skin -- Ekaterina Sedia [3]
Tattoo Burning Over Your Wasted Heart -- Andersen Prunty
Deadtime for Bonzo -- Violet LeVoit
Scapegoat -- Alan M. Clark
Coloring Book Exegesis -- Nicole Cushing
13 Ways of Looking at a Walrus -- Nick Mamatas
Medicine Song -- Mitch Maraude
The Legend of the Silver Tusk -- Jeffrey A. Stadt
Girl Gone Gray -- Gina Ranalli
The Walrus Master -- Carlton Mellick III [4]
The Walrus-Carpenter Murders -- R. Allen Leider
First Natural Bank -- John Skipp
Sirens of New Brunswick -- Mykle Hansen
The Walri Republic of Sea World [*] -- Bradley Sands
Gus -- A. D. Dawson
Lovespoons in Peril -- Rhys Hughes
Something Fishy -- Mo Ali
[*] = I do think it sounds better, but... I have to say it: technically, walrus is not from latin, so the walri plural does not exist. Octopi also do not. [note: I just saw that in the book's introduction the author makes a similar statement]
[2] = Couldn't find anything about this guy.
[3] = I think she is the only one here that got published in Brazil.
[4] = Easily the most famous of the bunch, so I decide not to link him. I linked his favorite cover artist. If I were crazy enough, I'd buy all the books this guy covers. [and I will buy whatever book uses the picture Nerd Rage]
Now, go buy the book. And then return and tell me if you liked. I didn't read it yet. [and I have mixed feelings about bizarro fiction. Sometimes I love it, sometimes... I really don't.] [you can find both situations in Die You Doughnut Bastards]
When the book is an anthology of short-stories, they also get catalogued. Nothing fancy... all data are just an Excel file with four spreadsheets: one for books, one for the fiction inside of them (when it's a collection), a very smaller one for magazines I won't throw away [mostly old magazines about japanese animation, from the time before the Internet killed all the reasons for theirs existence], and a ridiculously small (about 15 lines) for ebooks (I do have more ebooks than that, but this spreadsheet is for ebooks I don't have the actual paper book - generally something old I got curious about, or something that probably will never appear in book form, or because it's just some short story I decided to read without buying a whole book I didn't want).
So... Although it took a bit of initial effort (the spreadsheets are just about 2 years old, and I had a lot of books already then), I will not have the trouble other people already had for me. That means: I just copied and pasted a lot of things already in The Internet Speculative Fiction Database (it's a lot easier just to adjuste the columns than to retype everything for every SF book in english I have). When I don't find it there, Google is my friend. And then... In some extremely rare cases, when no one bothered, not even the publishers' sites... Those ones I type myself. You can't win everytime [and most of my books are in portuguese anyway].
I will not start my own ISFDB nor will I post the contents of every one of that cases I discover... I just was astonished to discover no one posted the contents of Walrus Tales ANYWHERE! (they almost got it here, but you have to click for every author, and most of the tales names are missing). [and I can't accept an world wide net without the word "Illuminiwalri" in it! that's just too good a word and concept not to appear anyplace]
Ok, it's not Dickens. It's not Asimov. Heck!, for most of the human race it's probably not even a good book! But the table of contents alone is enough fun to not let it pass un-interneted. [true, I could just fill the data on it's own ISFDB page, but that place is not Wikipedia, they're a lot more serious about its editing] [and it's more fun to post it here!]
So, that's enough talk. I will stop abusing english language now. [sorry, my fellow Brazilians, but I do think you guys will be less likely to rummage the net for this book's contents] [and it was fun to write in english, I didn't do that for a long time]
Walrus Tales - Table of Contents:
Edited by Kevin L. Donihe / Eraserhead Press
The Illuminiwalri [*] -- Greg Beatty
We Are All Together -- Bentley Little
Night of the Long Tusk -- Paul A. Toth
The Rhinoceros and the Walrus -- Dave Fischer [2]
Meet the Tuskersons -- James Chambers
Naming Day -- John Sunseri
Walrus Skin -- Ekaterina Sedia [3]
Tattoo Burning Over Your Wasted Heart -- Andersen Prunty
Deadtime for Bonzo -- Violet LeVoit
Scapegoat -- Alan M. Clark
Coloring Book Exegesis -- Nicole Cushing
13 Ways of Looking at a Walrus -- Nick Mamatas
Medicine Song -- Mitch Maraude
The Legend of the Silver Tusk -- Jeffrey A. Stadt
Girl Gone Gray -- Gina Ranalli
The Walrus Master -- Carlton Mellick III [4]
The Walrus-Carpenter Murders -- R. Allen Leider
First Natural Bank -- John Skipp
Sirens of New Brunswick -- Mykle Hansen
The Walri Republic of Sea World [*] -- Bradley Sands
Gus -- A. D. Dawson
Lovespoons in Peril -- Rhys Hughes
Something Fishy -- Mo Ali
[*] = I do think it sounds better, but... I have to say it: technically, walrus is not from latin, so the walri plural does not exist. Octopi also do not. [note: I just saw that in the book's introduction the author makes a similar statement]
[2] = Couldn't find anything about this guy.
[3] = I think she is the only one here that got published in Brazil.
[4] = Easily the most famous of the bunch, so I decide not to link him. I linked his favorite cover artist. If I were crazy enough, I'd buy all the books this guy covers. [and I will buy whatever book uses the picture Nerd Rage]
Now, go buy the book. And then return and tell me if you liked. I didn't read it yet. [and I have mixed feelings about bizarro fiction. Sometimes I love it, sometimes... I really don't.] [you can find both situations in Die You Doughnut Bastards]
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domingo, 6 de outubro de 2013
Monstros
Bem, como muitos na semana passada, eu também "parei tudo e vi agora o trailer de Godzilla" (via JovemNerd). Trailer muito bom. Depois resolvi ver de novo... mas tinha saído do ar. Fui no Google e 15 segundos depois eu o revia. Nessa, acabei abrindo alguns sites para ler sobre o filme... Se eu nem sabia que o trailer tinha "vazado" (claro, claro... "vazamentos" e "correria" para tirar do ar.. a gente finge que acredita se vocês continuarem "vazando") é porque eu não estava prestando atenção e estava na hora de saber o que andava rolando. Aí... num dos sites, vejo alguém falar "Fiquei otimista ao saber que o filme estaria na mão do diretor tal depois do que ele fez com Monstros". Nessa hora dei aquela congelada no lugar... "Mas hein? Cuma?" Quem é esse cara e, mais importante: O QUE ERA "MONSTROS"? (obviamente não eram os da sociedade anônima nem os que lutam contra alienígenas).
Pesquisei e... Caraca! Tenho ficado ocupado demais para continuar me considerando um nerd de respeito... Eu lembrava daquele trailer. Eu lembrava de ter lido sobre o filme antes de ver o trailer. Eu lembrei que estava doido para ver o filme quando saísse... E aí eu esqueci dele. Só agora, três anos depois, é que vi o sujeito. Lamentável.
Mas agora é minha fez de falar: estou otimista ao saber que Godzilla está nas mãos do Gareth Edwards depois do que ele fez com Monstros.
◄ clique para aumentar e ver outras versões legais
Nome original: Monsters
Duração: 1h34min -- Ano: 2010 -- País: Inglaterra
Não vejam, entregam muitas cenas: trailer legendado / outro em inglês / e em espanhol
De: Gareth Edwards (do novo Godzilla)
Com: Scoot McNairy (de My Name Is Earl e O Homem da Máfia) e Whitney Able (de nada interessante) [putz, ela tem até filme com Kevin Sorbo no currículo] Mas até onde vai minha falta de critério, os dois fizeram um bom serviço. Ele conseguiu me convencer como um sujeito ferrado forçado a ser legal e ela como uma menina rica bem intencionada e sem frescura, com leves dramas não tão dramáticos assim na vida.
Resumo povão: uma sonda é enviada ao espaço para pesquisar vida alienígena e cai na Terra na volta. Na região onde ela caiu novos bichos começam a surgir. A área é interditada e 6 anos depois metade do México já faz parte desta zona. Isso tudo você fica sabendo nos primeiros 30 segundos. E aí começa o filme. Há um ataque de monstro numa cidade e um ricaço americano pede para um empregado dele na região verificar se a filha, que estava lá também, está legal. E depois pede para que ele a coloque no caminho de casa de volta. De má vontade, ele topa. Só que para ferrar, quando finalmente eles chegam no barco para os EUA, dá rolo, e eles precisam fazer outro caminho, atravessando.... a ZONA PROIBIDA! [tchã-tchã-TCHAMMMM]
Avisos importantes: esse NÃO é um filme de terror e não é no esquema "gravação encontrada" (aquela coisa Bruxa de Blair).
Resumo nerd: achei o filme uma versão latina do Piquenique a Beira da Estrada (do livro ou do filme, não do jogo). Há muitas diferenças, a comparação é meio exagerada, mas me lembrou. Temos uma região interditada e ETs que não são bem invasores, eles apenas estão aqui e pronto. [no caso do Stalker, eles nem estão mais, mas o lugar também ficou 'estranho' depois da passagem deles] e temos pessoas já acostumadas com a situação, vivendo ali, na fronteira da merda, e ganhando a vida assim. E temos personagens atravessando o lugar. E aí você coloca um pouquinho bem poquito de Cloverfield e temos um filme. [numa das matérias que li comparavam com Distrito 9... aí não... não vi semelhança alguma, só um pouco do visual sujo e olhe lá]
Opinião: é um dos melhores filmes de monstros que já vi [e já vi muita coisa] e tudo que aparece em tela são alguns tentáculos e cogumelos. Ok, no final você tem uma boa visão de dois monstros - que são basicamente lulas. E aí elas se abraçam. Mas sinceramente, nem foi o ápice do filme nem nada. Acho que foi só para não terminar o filme de forma ainda mais abrupta. Se quiser, você até pode ter o pensamento piegas nessa de hora de "Afinal, quem são os monstros?" [são eles!]
O filme é bem devagar, mas tem um bom andamento e mantém o interesse. Lá no alto, por exemplo, quando dei uma introduzida e disse que aquela minha primeira frase era explicado no filme em 30 segundos... O que eu não disse é que a minha segunda parte do resumo leva 40 minutos! Quase metade do filme antes de qualquer personagem correr qualquer tipo de perigo. No máximo, o cara pode ter pegado uma doença venérea. Mas mesmo assim, comecei a ver o filme as 00:15 por falta de sono, apaguei a luz, assisti na cama, e estava quase que contando que o filme não conseguiria me manter acordado, e cá estou, as 3:10 da madrugada blogando sobre ele.
Não é um filme para quem quer ver sangue ou ação - para isso vejam Cloverfiled, Curtindo Godzilla Adoidado ou Círculo de Fogo (todos bons a seu modo). Monstros é quase uma aventura romântica. Diria até que é um bom filme de monstro para você ver com a namorada - serve até para apresentar o estilo.
Ou pode ver mesmo se você só ficou curioso em saber qualé a desse diretor e como é que ele gosta dos seus bichos gigantes. Na pior hipótese, você pode colocar o monóculo [ouvintes do Rapadura entenderão a referência] e tirar onda de "Porque eu já vi o filme de monstros anterior deste diretor menino, e tenho boas expectativas para a nova película do rapaz." [ele é novo mesmo, tem nem 40]
Outras resenhas para vocês:
Omelete, que achou mediano:
Filme de amor pode enganar quem espera um Cloverfield ou um Distrito 9
O ScreenRant gostou:
... this is one of those cinematic experiences that I feel is well worth the time invested.
E uma rápida resenha em espanhol, de um cara que detestou profundamente o filme:
Como en botica: No sirve ni para dormir. Es un truñazo. Los actores ni fu ni fa.
Ele diz algo certo (que o Omelete também cita) alguns diálogos são uma droga. O exemplo do sujeito é excelente: quando o cara vê que sua escolta está armada, escolta essa que o levará por uma zona de quarentena infectada com alienígenas assassinos, ele pergunta "Para quê as armas?" É sério, meu filho? Sério mesmo?
E já que estamos sacaneando, pergunta do milhão: porque a pressa?
Os personagens perderam o barco que seria o ideal... ok, mas se eles tinham dinheiro no bolso para subornar o sujeito, eles tinham dinheiro para ir na direção CONTRÁRIA. Ir até o Panamá, por exemplo, ligar pro papai milionário e pedir para ele mandar o jatinho. Ou qualquer coisa... Mas não atravessar uma zona de guerra infestada de monstros do espaço. Claro, sem isso não haveria filme... Mas faltou criarem uma *boa* desculpa para eles resolverem correr esse risco.
Mas agora, algo legal do filme, uma sacada interessante que eu não notei na hora. Só agora, no dia seguinte, revisando o texto, me deu o estalo. Esconderei o bloco porque é um BAITA spoiler, mas eu tinha que comentar. Só leia depois de ver o filme (marcando o texto), porque você pode ter uma baita surpresa. [ou não, se você não for lento como eu] Se por acaso a marcação não estiver funcionando, e você está conseguindo ler o texto, pule todo esse bloco até o seguinte, que começa com "Outra coisa".
No final, quando chega o soldado cantarolando Wagner, eu notei que era o mesmo sujeito do início do filme e pensei "legal, ele sobreviveu àquela cena" e me deu o estalo de que aquela cena no começo não era relativa ao prédio caído na cena seguinte do filme, e sim na recente invasão à fronteira, coisa que só ficamos sabendo no final do filme. Isso por si só já seria legal: a surpresa no final na verdade já tinha sido entregue no começo.
Daí que agora, quase 24 horas depois, a jurupoca mental piou: E SE aquilo não era a cena *anterior* e sim o que aconteceu depois e o filme era ele inteiro um flashback?
Revi a cena. PORRA! É isso mesmo. Estavam lá, quase descaradamente, os 2 personagens principais. E aí revi a cena mais uma vez, e os notei de novo, antes e ainda mais descaradamente. Você fica tão preocupado procurando o monstro (porque é o tipo de cena que você *sabe* que vai aparecer um), que você nem presta atenção nos coadjuvantes. Que triste... o filme então NÃO teve um final feliz. Ok, pode ter tido, não se sabe se eles escaparam ou não... mas... sejamos sinceros, diretores alternativos são bem mais propensos a criar finais infelizes e esse é um filme indie... 2+2...
Outra coisa que só descobri agora lendo o Wikipedia: já começaram a filmar a continuação [precisava mesmo?] que, pelo teaser (aqueles trailers de muito antes do filme lançar, que mostram muito pouco ou nada) pode parecer que envolverá muito mais ação militar do que este mas, felizmente, pelo enredo liberado, parece que não. Mas o diretor deste Monsters: Dark Continent já não será o mesmo cara, por exemplo. É esperar para ver.
E esperar o novo Godzilla também. O trailer ficou muito bom mesmo, e o que eu tinha lido já faz tempo - de que o filme terá aquele jeitão japonês de que o monstro é secundário - agora ficou com mais crédito na minha mente. Sete meses e contando....
Pesquisei e... Caraca! Tenho ficado ocupado demais para continuar me considerando um nerd de respeito... Eu lembrava daquele trailer. Eu lembrava de ter lido sobre o filme antes de ver o trailer. Eu lembrei que estava doido para ver o filme quando saísse... E aí eu esqueci dele. Só agora, três anos depois, é que vi o sujeito. Lamentável.Mas agora é minha fez de falar: estou otimista ao saber que Godzilla está nas mãos do Gareth Edwards depois do que ele fez com Monstros.
◄ clique para aumentar e ver outras versões legais
Nome original: Monsters
Duração: 1h34min -- Ano: 2010 -- País: Inglaterra
Não vejam, entregam muitas cenas: trailer legendado / outro em inglês / e em espanhol
De: Gareth Edwards (do novo Godzilla)
Com: Scoot McNairy (de My Name Is Earl e O Homem da Máfia) e Whitney Able (de nada interessante) [putz, ela tem até filme com Kevin Sorbo no currículo] Mas até onde vai minha falta de critério, os dois fizeram um bom serviço. Ele conseguiu me convencer como um sujeito ferrado forçado a ser legal e ela como uma menina rica bem intencionada e sem frescura, com leves dramas não tão dramáticos assim na vida.
Resumo povão: uma sonda é enviada ao espaço para pesquisar vida alienígena e cai na Terra na volta. Na região onde ela caiu novos bichos começam a surgir. A área é interditada e 6 anos depois metade do México já faz parte desta zona. Isso tudo você fica sabendo nos primeiros 30 segundos. E aí começa o filme. Há um ataque de monstro numa cidade e um ricaço americano pede para um empregado dele na região verificar se a filha, que estava lá também, está legal. E depois pede para que ele a coloque no caminho de casa de volta. De má vontade, ele topa. Só que para ferrar, quando finalmente eles chegam no barco para os EUA, dá rolo, e eles precisam fazer outro caminho, atravessando.... a ZONA PROIBIDA! [tchã-tchã-TCHAMMMM]
Avisos importantes: esse NÃO é um filme de terror e não é no esquema "gravação encontrada" (aquela coisa Bruxa de Blair).
Resumo nerd: achei o filme uma versão latina do Piquenique a Beira da Estrada (do livro ou do filme, não do jogo). Há muitas diferenças, a comparação é meio exagerada, mas me lembrou. Temos uma região interditada e ETs que não são bem invasores, eles apenas estão aqui e pronto. [no caso do Stalker, eles nem estão mais, mas o lugar também ficou 'estranho' depois da passagem deles] e temos pessoas já acostumadas com a situação, vivendo ali, na fronteira da merda, e ganhando a vida assim. E temos personagens atravessando o lugar. E aí você coloca um pouquinho bem poquito de Cloverfield e temos um filme. [numa das matérias que li comparavam com Distrito 9... aí não... não vi semelhança alguma, só um pouco do visual sujo e olhe lá]
Opinião: é um dos melhores filmes de monstros que já vi [e já vi muita coisa] e tudo que aparece em tela são alguns tentáculos e cogumelos. Ok, no final você tem uma boa visão de dois monstros - que são basicamente lulas. E aí elas se abraçam. Mas sinceramente, nem foi o ápice do filme nem nada. Acho que foi só para não terminar o filme de forma ainda mais abrupta. Se quiser, você até pode ter o pensamento piegas nessa de hora de "Afinal, quem são os monstros?" [são eles!]
O filme é bem devagar, mas tem um bom andamento e mantém o interesse. Lá no alto, por exemplo, quando dei uma introduzida e disse que aquela minha primeira frase era explicado no filme em 30 segundos... O que eu não disse é que a minha segunda parte do resumo leva 40 minutos! Quase metade do filme antes de qualquer personagem correr qualquer tipo de perigo. No máximo, o cara pode ter pegado uma doença venérea. Mas mesmo assim, comecei a ver o filme as 00:15 por falta de sono, apaguei a luz, assisti na cama, e estava quase que contando que o filme não conseguiria me manter acordado, e cá estou, as 3:10 da madrugada blogando sobre ele.
Não é um filme para quem quer ver sangue ou ação - para isso vejam Cloverfiled, Curtindo Godzilla Adoidado ou Círculo de Fogo (todos bons a seu modo). Monstros é quase uma aventura romântica. Diria até que é um bom filme de monstro para você ver com a namorada - serve até para apresentar o estilo.
Ou pode ver mesmo se você só ficou curioso em saber qualé a desse diretor e como é que ele gosta dos seus bichos gigantes. Na pior hipótese, você pode colocar o monóculo [ouvintes do Rapadura entenderão a referência] e tirar onda de "Porque eu já vi o filme de monstros anterior deste diretor menino, e tenho boas expectativas para a nova película do rapaz." [ele é novo mesmo, tem nem 40]
Outras resenhas para vocês:
Omelete, que achou mediano:
Filme de amor pode enganar quem espera um Cloverfield ou um Distrito 9
O ScreenRant gostou:
... this is one of those cinematic experiences that I feel is well worth the time invested.
E uma rápida resenha em espanhol, de um cara que detestou profundamente o filme:
Como en botica: No sirve ni para dormir. Es un truñazo. Los actores ni fu ni fa.
Ele diz algo certo (que o Omelete também cita) alguns diálogos são uma droga. O exemplo do sujeito é excelente: quando o cara vê que sua escolta está armada, escolta essa que o levará por uma zona de quarentena infectada com alienígenas assassinos, ele pergunta "Para quê as armas?" É sério, meu filho? Sério mesmo?
E já que estamos sacaneando, pergunta do milhão: porque a pressa?
Os personagens perderam o barco que seria o ideal... ok, mas se eles tinham dinheiro no bolso para subornar o sujeito, eles tinham dinheiro para ir na direção CONTRÁRIA. Ir até o Panamá, por exemplo, ligar pro papai milionário e pedir para ele mandar o jatinho. Ou qualquer coisa... Mas não atravessar uma zona de guerra infestada de monstros do espaço. Claro, sem isso não haveria filme... Mas faltou criarem uma *boa* desculpa para eles resolverem correr esse risco.
Mas agora, algo legal do filme, uma sacada interessante que eu não notei na hora. Só agora, no dia seguinte, revisando o texto, me deu o estalo. Esconderei o bloco porque é um BAITA spoiler, mas eu tinha que comentar. Só leia depois de ver o filme (marcando o texto), porque você pode ter uma baita surpresa. [ou não, se você não for lento como eu] Se por acaso a marcação não estiver funcionando, e você está conseguindo ler o texto, pule todo esse bloco até o seguinte, que começa com "Outra coisa".
No final, quando chega o soldado cantarolando Wagner, eu notei que era o mesmo sujeito do início do filme e pensei "legal, ele sobreviveu àquela cena" e me deu o estalo de que aquela cena no começo não era relativa ao prédio caído na cena seguinte do filme, e sim na recente invasão à fronteira, coisa que só ficamos sabendo no final do filme. Isso por si só já seria legal: a surpresa no final na verdade já tinha sido entregue no começo.
Daí que agora, quase 24 horas depois, a jurupoca mental piou: E SE aquilo não era a cena *anterior* e sim o que aconteceu depois e o filme era ele inteiro um flashback?
Revi a cena. PORRA! É isso mesmo. Estavam lá, quase descaradamente, os 2 personagens principais. E aí revi a cena mais uma vez, e os notei de novo, antes e ainda mais descaradamente. Você fica tão preocupado procurando o monstro (porque é o tipo de cena que você *sabe* que vai aparecer um), que você nem presta atenção nos coadjuvantes. Que triste... o filme então NÃO teve um final feliz. Ok, pode ter tido, não se sabe se eles escaparam ou não... mas... sejamos sinceros, diretores alternativos são bem mais propensos a criar finais infelizes e esse é um filme indie... 2+2...
Outra coisa que só descobri agora lendo o Wikipedia: já começaram a filmar a continuação [precisava mesmo?] que, pelo teaser (aqueles trailers de muito antes do filme lançar, que mostram muito pouco ou nada) pode parecer que envolverá muito mais ação militar do que este mas, felizmente, pelo enredo liberado, parece que não. Mas o diretor deste Monsters: Dark Continent já não será o mesmo cara, por exemplo. É esperar para ver.
E esperar o novo Godzilla também. O trailer ficou muito bom mesmo, e o que eu tinha lido já faz tempo - de que o filme terá aquele jeitão japonês de que o monstro é secundário - agora ficou com mais crédito na minha mente. Sete meses e contando....
segunda-feira, 17 de junho de 2013
I shall play you the song of my people
via: SpaceBattles.com / Cool Picture Thread 6
Não quero saber se a piada é velha (descobri que começou em 2007 tentando achar a fonte da imagem acima). O fato é que eu olho para isso e rio. E é melhor do que ficar olhando o cartaz do Depois da Terra como última postagem. [fui parar no link procurando imagens para a postagem do Into Darkness, e virou missão olhar o tópico inteiro]
Não quero saber se a piada é velha (descobri que começou em 2007 tentando achar a fonte da imagem acima). O fato é que eu olho para isso e rio. E é melhor do que ficar olhando o cartaz do Depois da Terra como última postagem. [fui parar no link procurando imagens para a postagem do Into Darkness, e virou missão olhar o tópico inteiro]
domingo, 24 de fevereiro de 2013
24 meses de jogos no PC
É isso aí... faz tanto tempo que não resenho jogo, que vou fazê-lo de uma só vez para tudo que joguei nos últimos 2 anos e que não tenha tido a própria postagem, como o Rage ou Duke Nukem Forever [que ainda está em rascunho]. OBS: tudo PC, não jogo video-game desde o Atari 2600.
Comentário making-off: comecei a postagem como "Doze meses de jogos", mas no meio vi que era muita coisa, e eu não jogo tanto assim (demoro bem para terminar cada um); chutei 2 anos então. Não tenho idéia do tempo real que levei.
The Walking Dead, Telltale
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: escapar vivo de um mundo dominado por zumbis e gente ruim. Importante: é jogo de aventura, você anda, conversa, resolve coisas, faz amizades (ou não). Não é só sair desmiolando mortos-vivos com sua bereta (mal tem isso no jogo).
Jogo ganhador de vários prêmios do tipo "o melhor do ano". E talvez tenham sido merecidos mesmo. É muito bom. Mesmo estilo do Sam & Max, mas com muito mais decisões morais. E todas tendo que ser tomadas sem tempo para pensar.
Só estejam com seu inglês em dia, por não ter percebido (na pressa) a nuance de uma frase no começo do jogo, escolhi uma opção que fez o cara de bigode me olhar torto metade do jogo. Pô, nem foi de propósito, e na hora não me ocorreu que eu podia ter voltado um pouco o jogo sem recomeçar a fase inteira. Mas atentem: não dá para ficar nessa de salvando, testando, voltando e refazendo não. O jogo salva quando ele quer e ponto final. Talvez para desmotivar esse tipo de malandragem.
Ótimo jogo, mesmo que você não seja fã de zumbis.
E joguem também Sam & Max!
The Elder Scrolls V: Skyrim, Bethesda
(wikipedia / trailer) [sem link para o site oficial pq ele é muito ruim]
História: salvar o mundo de dragões homicidas e vencer uma guerra, tudo isso enquanto passeia pelo lugar explorando e fazendo dinheiro para comprar armas e roupas melhores.
Gigante! Cacete... É muito grande! [uia!] Vejam essa musiquinha e esqueçam do mundo por muitas horas. Muitas! E olha que meio que desisti de fazer tudo. Não sou muito fã de jogar várias vezes, cada uma com um alinhamento ("Sou bonzinho, e só farei coisas caridosas e limparei o mal do mundo"). Não... A velhinha me pede para salvar o gatinho... Eu mato 50 orcs piratas mágicos e salvo o gatinho. [isso é um exemplo, não aconteceu no jogo] Mas a Guilda dos Assassinos me pede para matar uma noiva inocente, no seu discurso de casamento [isso aconteceu]... "Missão dada é missão cumprida!" E não é que eu seja um cara mal... É que sei que nunca terei o saco de recomeçar o jogo todo de novo, mas agora sendo bandido... Depois recomeçar sendo ninja... Depois rejogar sendo uma margarida! Não, já que o jogo permite, faço tudo de uma vez e pronto.
Em Fallout não dava, então eu seguia minha consciência. Até comecei a rejogar uma vez, sendo o maior dos filhas da puta... Mas matar todo mundo de forma inconseqüente é divertido por alguns minutos, não para refazer o jogo inteiro. Pelo menos vi o que acontece se você NÃO desarmar o explosivo na cidadezinha com uma bomba atômica encravada no meio.
Voltando ao Skyrim, pelo menos posso me orgulhar de não ter feito nenhuma missão de cortar madeira. Nem me pediram. Mas putz... O que eu tive que fazer de cordãozinho e anel, só para botar feitiço e depois vender (ou jogar fora), só para aumentar meu % de Encantamento...rs!!! [em compensação, fiquei com um arco foda quando finalmente pude colocar 2 feitiços nele] [alguém, me mate... por favor!]
Falemos de problemas. Algo que poderia mudar nesta série no futuro (ou voltar, não sei como era isso antes do Oblivion) seria justamente criar um senso de responsabilidade ou de urgência. Se a mocinha na floresta pede minha ajuda para achar o marido, eu até tenho a opção de responder "Vai se catar que tenho coisas mais importantes para fazer."
Mas isso é mentira. A opção está lá só para se você quiser ser babaca. Agora... Se eu resolvesse ajudar a mocinha e a história do jogo NÃO PARASSE enquanto isso, minhas decisões teriam peso.
De repente, no tempo que eu levei até descobrir que o cara morreu no fundo de uma caverna, só para avisar a garota que ela agora é viúva... Uma cidade inteira poderia ter sido destruída. Ou não. Ou a mulher pode ficar grata pela ajuda desinteressada e me dar algum poder único no jogo. Ou não também, e só ficar lá chorando. As decisões tinham que ter alguma utilidade e conseqüência. E não apenas "Num momento X do jogo você pode entrar no exército A ou B." e daí em diante algumas missões serão diferentes.
OBS: não terminei o jogo ainda, acabei de passar dessa parte acima. Não podia continuar o jogo e organizar uma reunião entre os 2 lados em guerra sem me juntar à algum deles (os Imperiais ou os insurgentes). Eu não queria fazer inimizades, mas as missões paralelas estavam cansando (missões de ladrões, de assassinos, e as da mocinha lobisomem que só fica me pedindo para matar bicho).
Voltando ao problema do tempo, se alguém me pede para entregar uma carta para o filho no outro lado do continente, numa viagem de dias, eu deveria me sentir compelido a NÃO fazer aquilo instantaneamente, e me programar para entregar a carta só quando eu estivesse passando pela região. Como o jogo é agora, eu posso gastar 5 dias (de dentro do jogo) para entregar o papel, voltar (mais 5 dias), avisar o cara "Tudo certo, entreguei o cartão de Boas Festas para o seu filho" só para ganhar 10 moedinhas, e, nesses 10 dias... O MUNDO PAROU. A guerra NÃO seguiu em frente e dezenas de pessoas NÃO morreram porque eu fui relapso em evitar ataques de dragões. E nem em momento algum irá aparecer na tela "VOCÊ PERDEU! Sua incompetência generalizada em salvar o mundo causou a destruição do planeta" Ok, até chegar ao ponto de aparecer essa mensagem você teria que ser muito ruim e já estar andando num cenário de cinzas. Mas deveria existir a possibilidade. Não existe.
Outra coisa é que o jogo entrega as coisas muito facilmente, não te deixa parar para pensar "O que eu faço agora?". Tem uma parte do jogo que eu prendo um dragão e preciso descobrir um endereço com ele. Ele responde: "O único jeito de você chegar lá é voando. Solte-me, que te levo. Pode confiar."
Novamente, o jogo me dá opções de respostas como estas:
A) "Nunca! Maldito lagarto voador!"
B) "Mas como eu posso acreditar em você, dragão?"
C) "Sério? Sempre quis voar. Partiu!"
Só que o computador atualiza minha missão para "Monte o dragão e vá até o lugar". Putz... Então É ÓBVIO que eu posso confiar nele. E toda a conversa é irrelevante.
Minha missão tinha que ser "Chegue no lugar" e aí... na conversa acima as opções realmente teriam utilidade. Eu podia matar o bicho e me ferrar procurando o lugar a pé (mas ter como chegar lá assim). Poderia tentar entrar num acordo. Ou poderia acreditar nele, e, aleatoriamente, ou o bicho me levar lá mesmo... Ou me soltar numa cratera com 5 dragões e sair rindo (ou seja, eu não devia ter confiado nele).
Além do jogo entregar muito facilmente o que tenho que fazer e não me dar nenhuma senso de dever, há também problemas técnicos. Muitos bugs aqui e ali (que eu vejo soluções pela internet, como um cara que me manda entrar na sala dele, mas não abre a porta, ou o computador me mandar ir perguntar algo para um sujeito e a pergunta não aparecer nas opções) [obs: os patches corrigem boa parte dos problemas, mas como sempre criam novos, eu prefiro ficar com os antigos e arranjar soluções paralelas, via console], e alguns problemas de, digamos, planejamento: há horas ou muito difíceis, que você precisa ficar maceteando, ou você é bem mais poderoso e vai de peito aberto sem nem se preocupar. E seus companheiros são idiotas. São bons só para você carregar mais coisas e depois vender, mas agora que já tenho dinheiro para cacete no jogo, deixo eles em casa. Até casei com a mocinha de rosto pintado estilo Coração Valente, mas larguei ela em casa também (assim a Lydia tem com quem conversar).
Sobre a burrice e ficar maceteando... A programação dos inimigos chega a irritar. Vejam esse vídeo. Isso acontece! O cara pode ter uma flecha encravada na testa, mas se você se esconder, o sujeito fala "Ah, deve ter sido minha imaginação..." e volta aos seus afazeres. Porra! É uma FLECHA! ENCRAVADA! NA TESTA! O sujeito pode até não te achar (já que você está escondido), você pode até flechá-lo novamente com direito ao bônus de furtividade (porque você está escondido), mas o cara voltar à comer o café da manhã [aconteceu!] é demais!
Mas falemos de algo mais importante. Os ursos! Ah, os ursos! Minha diversão no jogo: me esgueirar perto dos que dormem em montanhas, e dar o "grito empurrador" neles abismo ou barranco abaixo! Muito bom. Sempre divertido. Com tigres não tem a mesma graça, ursos são gordinhos e fofos. E pelo jeito, não sou o único maluco: link e link (o 1º é melhor, e depois desses, achei vários outros).
Por falar em diversão, para verem como é a jogabilidade, seguem abaixo os episódios do Nerdplayer sobre o tema. Talvez sejam mais engraçados para quem jogou, mas são muito bons: Episódio 1 -- Ep.2 -- Ep.3 -- Ep.4 -- Ep.5 -- Ep.6
Limbo, Playdead
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: Chegue ao final do... hummm... limbo (?) para... eeerr... e aí... E tem uma aranha gigante e lesmas brilhantes... E aí você chega na... onde tem água e engrenagens. O enredo oficial diz que você está em busca da sua irmã, mas nada no jogo te diz isso. Não importa. Quem aqui jogou Mario pensando no bem-estar da monarquia? Pois então...
Ouvi falar faz muito tempo do jogo. Lembro de Jovem Nerd falando disso em algum podcast, vi elogios por aí... Mas só fui jogar faz quase 1 ano. E levei uma eternidade (sei lá, meses), não por ser muito difícil, mas que estava tão bom, que não queria só acabar logo. Jogava. Resolvia um quebra cabeça, e parava ali. Ia dormir satisfeito, feliz com minha inteligência e com a sinistralidade do jogo.
Ou... Não resolvia o mistério, e ficava preso lá... Achando-me uma anta. Mas não vi nenhum solução via Youtube. Fiquei preso algumas semanas em algumas partes. (OBS: jogava só na hora de dormir e raramente mais de umas 2 vezes por semana). Olhando, olhando... E morrendo das mais dolorosas formas possíveis.
Jogo excelente. Lindo de ver. E com um final vago, mezzo-incompreensível mezzo-trágico, que pode deixar a história ainda mais bonita dependendo de como você o interprete.
Dishonored, Bethesda
(wikipedia / site oficial / trailer foda / trailer recente)
História: falsamente acusado de matar a imperatriz, você precisa escapar e resolver toda a situação. Ou matando todos em seu caminho, ou na moita, sem ninguém perceber. Isso tudo numa cidade steampunk, infestada de ratos, com pouca munição e alguns poderes mágicos.
Detalhe, quando vi o trailer acima (o com a música espetacular, e não o recente, adoro esses remixes macabros de temas infantis), achei que quem iria se vingar e matar todos fosse a garota, já adulta. Pô, "And up, SHE rises!", e encaixaria no tema e com a voz da cantora. Mas a verdade é que a canção já era com "she" muito antes do jogo. E eu sabia disso, mas teria ficado legal de qualquer jeito - e a vingança seria muito mais vingativa. Ao invés da história se passar toda em poucos dias e os poderes mágicos aparecerem do nada, teriam sido anos de treinamento, sacrifícios pessoais e acordos com o oculto para, só então, estar preparada.
Mas por falar nos remixes macabros, vale relembrar o antigo trailer do Dead Space. Se nunca conheceu ou esqueceu (faz 5 anos), veja.
Dishonored foi o último desta postagem que terminei [ontem]. Excelente! Joguei inteiro numa pausa do Skyrim. Tem lá suas falhas... Matei uma cortesã por acidente andando na direção dela. Eu só estava tentando fazê-la sair do caminho... E aí, sei lá... Acho que ela bateu com a cabeça na sacada ou tinha alguma condição cardíaca e infartou! Droga, quase consegui passar aquela fase inteira sem matar ninguém. Bug do jogo.
Mas muito legal. Para quem fica boa parte do tempo em Skyrim se encolhendo nos cantos, um jogo feito para - ou melhor, que dá a opção - de você passar o jogo inteiro assim... Pode parecer horripilante para quem quer ação... Mas eu me diverti bastante. Mas quem quiser só sair matando, o jogo oferece opções bem divertidas. Alguns exemplos aqui (veja o nº10 também) e tem muito mais no Youtube.
Claro, na fase dos assassinos no bairro alagado, bateu o Dia de Fúria... Pô, era eles ou eu! Soldados davam pena de matar... Eram só servidores públicos fazendo seu trabalho. Mas assassinos de uma gang... Quis nem saber que ia piorar meu % de caos... Mereciam. [e também era mais fácil] Matei a maior parte deles com flechas incendiárias por pura diversão. Burn, motherfucker, burn! Menos o chefe, esse eu não matei só para terminar a fase cumprindo a missão como Não-Letal. Mas isso deu trabalho.
Só foi pena que não vi como não matar a moça na festa... Se bem que pelo jeito ela não seria muito feliz da outra forma. (vi qual era a solução não-fatal no Youtube depois) Mas ok. Para quem matou uma mocinha no próprio casamento em Skyrim...
Ah, linkando o Nerdplayer no Skyrim, vi que tem um episódio desse aqui também lá. Não é tão bom, mas dei boas risadas. Tomem o link para vocês.
Call of Duty: World at War, Activision
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: mate soldados inimigos na Segunda Guerra Mundial.
Putz... Por duas vezes, ao entrar no jogo, descobri que todos os saves foram para o cacete! Na primeira eu vi um cheat na internet e voltei para onde estava. Na segunda... Estou nela até hoje, estou esperando ter saco de voltar no jogo. Nunca voltei porque ele é meio chatinho. Diverte, mas não dá aquele estalo de "putz, quero continuar jogando" que qualquer um dos jogos acima teve. Servia para entrar, dar uns tiros e matar alguns NPCs nazistas, e 30 minutos depois ir fazer algo útil. O mais fraco da série até o momento. Até o anterior (sei lá... sempre confundo esse com o Medal of Honor), que era guerra moderna foi melhor. O Airborne do MoH foi bem melhor.
OBS: sim, eu sei que estou desatualizado e que já estão no nono Call of Duty (esse aqui é o quinto), mas esse não me inspirou a experimentar os seguintes. Sei que vou jogá-los algum dia, mas não fiquei com pressa.
Project 6014, Cedric Horner e outros fãs
(wikipedia / site oficial / trailer / abertura)
História: salve a galáxia derrotando naves 2D, vendendo minérios e ouvindo muita zuação em conversas com aliens.
Eu amo esses caras! Uma continuação para um dos meus jogos preferidos e 17º melhor de todos os tempos pela IGN em 2005.
O Star Control foi um dos primeiros jogos que conheci no PC. Ele nem tinha uma história linear, lembro de várias pequenas missões em que você precisava escolher o melhor caminho, criar colônias para te ajudar, e então atacar. Resolvi jogar o Sins of a Solar Empire (jogo mais abaixo) justamente por ele me lembrar o 1º Star Control. E além disso, uma das opções do jogo era montar times rivais e partir logo para a porrada (na época eu tinha um esquema de cabeça, e sabia exatamente qual era a melhor nave para enfrentar qual).
Um tempo depois, em 1992, surgiu o Star Contro II, com uma liberdade de movimento e humor que não existiam em jogos da época. (ou nada que eu conhecesse pelo menos), e agora com uma história linear. Você simplesmente podia ir para onde quisesse. Claro, não chegava a ser um jogo de mundo aberto, e no final, se você não fizesse as coisas certas, perdia. Mas você podia fazer seu próprio caminho e... importante, com a história se desenrolando em paralelo. Nada de ficar passeando e o universo te esperar. [toma essa, Skyrim!] Numa das vezes que joguei, uma das raças foi aniquilada antes de eu conseguir falar com eles (e sobrou conversar com o parasita). Também perdi outra vez (ou seja, a Terra foi destruída) por não ter feito todos os contatos e descoberto tudo que precisava a tempo. E os contatos com os alienígenas era a melhor parte, era muita zueira dos criadores do jogo.
Bem, poderia ficar o dia todo tentando convencê-los da maravilha que o jogo é. Mas o jogo acabou deixando tantas viúvas além de mim, que 10 anos depois surgiu o The Ur-Quan Masters, que nada mais era que o mesmo jogo, refeito por fãs para rodar no Windows, que pode ser gratuitamente baixado. E acabaram de fazer uma nova versão deste, agora com gráficos de alta definição, gratuito também (site, trailer).
Isso tudo explicado, Project 6014 é a continuação, feitas por fãs, para Star Control II.
O jogo está sendo feito desde 2010 e até o momento só teve versões demo. Mas adorei a idéia. Já joguei a demo e gostei do que vi. Os gráficos estão melhores, mas nem tanto, então ainda tem o ar retrô do original. E tomara que permaneça na versão final, mas encontrei um planeta habitado por beholders de Doom. Pequenas coisas como essa aqui e ali são a graça da franquia. Esperarei ansioso pela conclusão do jogo.
Baixem gratuitamente no site oficial. E como o jogo mal existe e, dele mesmo, não tenho muito o que escrever, segue uma resenha de outro blog.
Ah, detalhe, até mesmo para vocês pegarem a piada no trailer. O Star Contro II *teve* uma continuação. Mas o Star Control 3 não foi criado pelos mesmos caras, e é simplesmente errado em tudo. É o Highlander 2 da série Star Control. Ignorem. É pior que isso até, porque Highlander 2 ainda dá para assistir. SC3 não deu para jogar.
Sins of a Solar Empire: Trinity, Stardock
(wikipedia / site oficial / cenas e review)
História: Minere, colonize, expanda sua esfera de influência, desenvolva tecnologias bélicas, sociais ou exploratórias, crie uma armada, e no final, através da força ou diplomacia, domine todos os planetas de um sistema solar.
Legal. Muito bonito. Interface boa e intuitiva. Mas depois de entender o esquema com algumas partidas experimentais [outra forma de dizer que fui massacrado por não ter lido o manual] e de umas três partidas decentes que levaram muitas horas para terminar... Não me interessei muito em jogar outras. O pecado do jogo foi as fases não irem se acumulando, com uma história que vá ficando cada vez mais difícil. Não. São todas fases soltas mas, diferente do Star Control 1 lá em cima, basicamente iguais e do mesmo nível de dificuldade. Acabou dando aquela sensação de "já joguei uma, agora daqui para frente é tudo igual". Pena.
O jogo tem até o momento 3 expansões: uma voltada mais para o lado diplomático, outra para a defesa, e a última para a guerra civil (o Trinity é o pacote com as duas primeiras embutidas). São várias raças com naves diferentes, cenários mais complicados e etc, há até modificações de fãs que permitem tudo ficar com cara de Guerra nas Estrelas, por ex., mas ainda assim, para mim, caiu no mesmo problema de rejogar Skyrim: não quero fazer a mesma coisa... de um jeito diferente, depois a mesma coisa outra vez de outro jeito, e entrar em loop. Voltarei a jogar Sins outras vezes ainda, mas esperarei mais alguns meses para a próxima partida. Mas não me entendam mal, recomendo. Tanto que ao invés do trailer lá em cima, coloquei um review apaixonado, que é para ver se não desanimava vocês.
Battle vs. Chess, TopWare Interactive
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: encurrale o rei inimigo.
Bonitinho para jogar xadrez padrão contra a máquina, e tinha uns quebra-cabeças de destruir pedrinhas coloridas em X movimentos que achei bem legais. Mas as animações, ainda que bem feitas, se levavam "a sério"; só que eu estava atrás de algo mais divertido, como o primeirão dos Battle Chess, lááááá da época do XT! Queria me divertir com as mortes, e não só ver bonecos genéricos à lá Diablo se matando de forma genérica. E simplesmente reinstalar o Battle Chess clássico ou o 4000 não teria nenhuma novidade.
Amnesia: The Dark Descent, Frictional Games
(wikipedia / site oficial e trailer)
História: você acorda numa masmorra, de um antigo casarão, descobre que não tem memória (e que foi você mesmo quem a apagou), e tem que se virar, porque... você... não está sozinho!
Não sei como defini-lo. Seria o jogo um FPH: First Person Horror? [na verdade, lendo os links, o estilo se chama Survival Horror]
Muito bom. Da mesma galera que fez o Penumbra. Mas dei uma parada e acabei esquecendo de voltar. Fica sendo meta para 2013 junto com Alice 2 e Farcry 3. Importante: influências lovecraftianas! E bom para jogar no escuro. Podem jogar o Penumbra também. É antigo e curto, mas bem interessante.
Ah, Angry Birds Star Wars e Piglantis foram só interessantes. Arremessar coisas é divertido (jogo isso desde Gorillas e Scorched Earth até o Camelot Smashalot), mas a empresa do Angry Birds está precisando inventar algo novo e bem diferente, senão, vai morrer estilo Arquivo X, com todo mundo cansado e desinteressado nas "novidades".
E o Bad Piggies, a não muito boa tentativa deles fazerem o que acabei de falar, com os porquinhos construtores, pecou por permitir todo tipo de solução "errada". Pô, eu nem me esforçava mais quando via que podia fazer algo errado, que explodiria ou simplesmente cairia, e faria eu chegar onde precisava. Eles tinham que ter nos forçado a bolar algo que funcionasse direito para cada desafio. Varias soluções possíveis, algumas melhores outras piores, claro, mas não ficar me despedaçando ou explodindo em diferentes ângulos (ou construindo a única coisa possível e acertando de primeira, sem nenhum esforço mental). Acabou que as melhores fases eram os desafios soltos, mas só pela zuação de ficar fazendo experiências, nem tanto pela solução do desafio.
E pronto! Deu mais trabalho do que pensei, mas terminei a postagem! Agora vou continuar jogando Skyrim (acho que levo mais uns 2 ou 3 meses nele) e arranjar algum outro menorzinho para jogar em paralelo. Alguma continuação de Luxor ou algo mais rápido e rasteiro no estilo. Talvez rejogar algum dos C&C de antes de estragarem a franquia no quarto jogo (muito, muito ruim). O Generals ou o terceiro de repente.
Comentário making-off: comecei a postagem como "Doze meses de jogos", mas no meio vi que era muita coisa, e eu não jogo tanto assim (demoro bem para terminar cada um); chutei 2 anos então. Não tenho idéia do tempo real que levei.
The Walking Dead, Telltale(wikipedia / site oficial / trailer)
História: escapar vivo de um mundo dominado por zumbis e gente ruim. Importante: é jogo de aventura, você anda, conversa, resolve coisas, faz amizades (ou não). Não é só sair desmiolando mortos-vivos com sua bereta (mal tem isso no jogo).
Jogo ganhador de vários prêmios do tipo "o melhor do ano". E talvez tenham sido merecidos mesmo. É muito bom. Mesmo estilo do Sam & Max, mas com muito mais decisões morais. E todas tendo que ser tomadas sem tempo para pensar.
Só estejam com seu inglês em dia, por não ter percebido (na pressa) a nuance de uma frase no começo do jogo, escolhi uma opção que fez o cara de bigode me olhar torto metade do jogo. Pô, nem foi de propósito, e na hora não me ocorreu que eu podia ter voltado um pouco o jogo sem recomeçar a fase inteira. Mas atentem: não dá para ficar nessa de salvando, testando, voltando e refazendo não. O jogo salva quando ele quer e ponto final. Talvez para desmotivar esse tipo de malandragem.
Ótimo jogo, mesmo que você não seja fã de zumbis.
E joguem também Sam & Max!
The Elder Scrolls V: Skyrim, Bethesda(wikipedia / trailer) [sem link para o site oficial pq ele é muito ruim]
História: salvar o mundo de dragões homicidas e vencer uma guerra, tudo isso enquanto passeia pelo lugar explorando e fazendo dinheiro para comprar armas e roupas melhores.
Gigante! Cacete... É muito grande! [uia!] Vejam essa musiquinha e esqueçam do mundo por muitas horas. Muitas! E olha que meio que desisti de fazer tudo. Não sou muito fã de jogar várias vezes, cada uma com um alinhamento ("Sou bonzinho, e só farei coisas caridosas e limparei o mal do mundo"). Não... A velhinha me pede para salvar o gatinho... Eu mato 50 orcs piratas mágicos e salvo o gatinho. [isso é um exemplo, não aconteceu no jogo] Mas a Guilda dos Assassinos me pede para matar uma noiva inocente, no seu discurso de casamento [isso aconteceu]... "Missão dada é missão cumprida!" E não é que eu seja um cara mal... É que sei que nunca terei o saco de recomeçar o jogo todo de novo, mas agora sendo bandido... Depois recomeçar sendo ninja... Depois rejogar sendo uma margarida! Não, já que o jogo permite, faço tudo de uma vez e pronto.
Em Fallout não dava, então eu seguia minha consciência. Até comecei a rejogar uma vez, sendo o maior dos filhas da puta... Mas matar todo mundo de forma inconseqüente é divertido por alguns minutos, não para refazer o jogo inteiro. Pelo menos vi o que acontece se você NÃO desarmar o explosivo na cidadezinha com uma bomba atômica encravada no meio.
Voltando ao Skyrim, pelo menos posso me orgulhar de não ter feito nenhuma missão de cortar madeira. Nem me pediram. Mas putz... O que eu tive que fazer de cordãozinho e anel, só para botar feitiço e depois vender (ou jogar fora), só para aumentar meu % de Encantamento...rs!!! [em compensação, fiquei com um arco foda quando finalmente pude colocar 2 feitiços nele] [alguém, me mate... por favor!]
Falemos de problemas. Algo que poderia mudar nesta série no futuro (ou voltar, não sei como era isso antes do Oblivion) seria justamente criar um senso de responsabilidade ou de urgência. Se a mocinha na floresta pede minha ajuda para achar o marido, eu até tenho a opção de responder "Vai se catar que tenho coisas mais importantes para fazer."
Mas isso é mentira. A opção está lá só para se você quiser ser babaca. Agora... Se eu resolvesse ajudar a mocinha e a história do jogo NÃO PARASSE enquanto isso, minhas decisões teriam peso.
De repente, no tempo que eu levei até descobrir que o cara morreu no fundo de uma caverna, só para avisar a garota que ela agora é viúva... Uma cidade inteira poderia ter sido destruída. Ou não. Ou a mulher pode ficar grata pela ajuda desinteressada e me dar algum poder único no jogo. Ou não também, e só ficar lá chorando. As decisões tinham que ter alguma utilidade e conseqüência. E não apenas "Num momento X do jogo você pode entrar no exército A ou B." e daí em diante algumas missões serão diferentes.
OBS: não terminei o jogo ainda, acabei de passar dessa parte acima. Não podia continuar o jogo e organizar uma reunião entre os 2 lados em guerra sem me juntar à algum deles (os Imperiais ou os insurgentes). Eu não queria fazer inimizades, mas as missões paralelas estavam cansando (missões de ladrões, de assassinos, e as da mocinha lobisomem que só fica me pedindo para matar bicho).
Voltando ao problema do tempo, se alguém me pede para entregar uma carta para o filho no outro lado do continente, numa viagem de dias, eu deveria me sentir compelido a NÃO fazer aquilo instantaneamente, e me programar para entregar a carta só quando eu estivesse passando pela região. Como o jogo é agora, eu posso gastar 5 dias (de dentro do jogo) para entregar o papel, voltar (mais 5 dias), avisar o cara "Tudo certo, entreguei o cartão de Boas Festas para o seu filho" só para ganhar 10 moedinhas, e, nesses 10 dias... O MUNDO PAROU. A guerra NÃO seguiu em frente e dezenas de pessoas NÃO morreram porque eu fui relapso em evitar ataques de dragões. E nem em momento algum irá aparecer na tela "VOCÊ PERDEU! Sua incompetência generalizada em salvar o mundo causou a destruição do planeta" Ok, até chegar ao ponto de aparecer essa mensagem você teria que ser muito ruim e já estar andando num cenário de cinzas. Mas deveria existir a possibilidade. Não existe.
Outra coisa é que o jogo entrega as coisas muito facilmente, não te deixa parar para pensar "O que eu faço agora?". Tem uma parte do jogo que eu prendo um dragão e preciso descobrir um endereço com ele. Ele responde: "O único jeito de você chegar lá é voando. Solte-me, que te levo. Pode confiar."
Novamente, o jogo me dá opções de respostas como estas:
A) "Nunca! Maldito lagarto voador!"
B) "Mas como eu posso acreditar em você, dragão?"
C) "Sério? Sempre quis voar. Partiu!"
Só que o computador atualiza minha missão para "Monte o dragão e vá até o lugar". Putz... Então É ÓBVIO que eu posso confiar nele. E toda a conversa é irrelevante.
Minha missão tinha que ser "Chegue no lugar" e aí... na conversa acima as opções realmente teriam utilidade. Eu podia matar o bicho e me ferrar procurando o lugar a pé (mas ter como chegar lá assim). Poderia tentar entrar num acordo. Ou poderia acreditar nele, e, aleatoriamente, ou o bicho me levar lá mesmo... Ou me soltar numa cratera com 5 dragões e sair rindo (ou seja, eu não devia ter confiado nele).
Além do jogo entregar muito facilmente o que tenho que fazer e não me dar nenhuma senso de dever, há também problemas técnicos. Muitos bugs aqui e ali (que eu vejo soluções pela internet, como um cara que me manda entrar na sala dele, mas não abre a porta, ou o computador me mandar ir perguntar algo para um sujeito e a pergunta não aparecer nas opções) [obs: os patches corrigem boa parte dos problemas, mas como sempre criam novos, eu prefiro ficar com os antigos e arranjar soluções paralelas, via console], e alguns problemas de, digamos, planejamento: há horas ou muito difíceis, que você precisa ficar maceteando, ou você é bem mais poderoso e vai de peito aberto sem nem se preocupar. E seus companheiros são idiotas. São bons só para você carregar mais coisas e depois vender, mas agora que já tenho dinheiro para cacete no jogo, deixo eles em casa. Até casei com a mocinha de rosto pintado estilo Coração Valente, mas larguei ela em casa também (assim a Lydia tem com quem conversar).
Sobre a burrice e ficar maceteando... A programação dos inimigos chega a irritar. Vejam esse vídeo. Isso acontece! O cara pode ter uma flecha encravada na testa, mas se você se esconder, o sujeito fala "Ah, deve ter sido minha imaginação..." e volta aos seus afazeres. Porra! É uma FLECHA! ENCRAVADA! NA TESTA! O sujeito pode até não te achar (já que você está escondido), você pode até flechá-lo novamente com direito ao bônus de furtividade (porque você está escondido), mas o cara voltar à comer o café da manhã [aconteceu!] é demais!
Mas falemos de algo mais importante. Os ursos! Ah, os ursos! Minha diversão no jogo: me esgueirar perto dos que dormem em montanhas, e dar o "grito empurrador" neles abismo ou barranco abaixo! Muito bom. Sempre divertido. Com tigres não tem a mesma graça, ursos são gordinhos e fofos. E pelo jeito, não sou o único maluco: link e link (o 1º é melhor, e depois desses, achei vários outros).
Por falar em diversão, para verem como é a jogabilidade, seguem abaixo os episódios do Nerdplayer sobre o tema. Talvez sejam mais engraçados para quem jogou, mas são muito bons: Episódio 1 -- Ep.2 -- Ep.3 -- Ep.4 -- Ep.5 -- Ep.6
Limbo, Playdead(wikipedia / site oficial / trailer)
História: Chegue ao final do... hummm... limbo (?) para... eeerr... e aí... E tem uma aranha gigante e lesmas brilhantes... E aí você chega na... onde tem água e engrenagens. O enredo oficial diz que você está em busca da sua irmã, mas nada no jogo te diz isso. Não importa. Quem aqui jogou Mario pensando no bem-estar da monarquia? Pois então...
Ouvi falar faz muito tempo do jogo. Lembro de Jovem Nerd falando disso em algum podcast, vi elogios por aí... Mas só fui jogar faz quase 1 ano. E levei uma eternidade (sei lá, meses), não por ser muito difícil, mas que estava tão bom, que não queria só acabar logo. Jogava. Resolvia um quebra cabeça, e parava ali. Ia dormir satisfeito, feliz com minha inteligência e com a sinistralidade do jogo.
Ou... Não resolvia o mistério, e ficava preso lá... Achando-me uma anta. Mas não vi nenhum solução via Youtube. Fiquei preso algumas semanas em algumas partes. (OBS: jogava só na hora de dormir e raramente mais de umas 2 vezes por semana). Olhando, olhando... E morrendo das mais dolorosas formas possíveis.
Jogo excelente. Lindo de ver. E com um final vago, mezzo-incompreensível mezzo-trágico, que pode deixar a história ainda mais bonita dependendo de como você o interprete.
Dishonored, Bethesda(wikipedia / site oficial / trailer foda / trailer recente)
História: falsamente acusado de matar a imperatriz, você precisa escapar e resolver toda a situação. Ou matando todos em seu caminho, ou na moita, sem ninguém perceber. Isso tudo numa cidade steampunk, infestada de ratos, com pouca munição e alguns poderes mágicos.
Detalhe, quando vi o trailer acima (o com a música espetacular, e não o recente, adoro esses remixes macabros de temas infantis), achei que quem iria se vingar e matar todos fosse a garota, já adulta. Pô, "And up, SHE rises!", e encaixaria no tema e com a voz da cantora. Mas a verdade é que a canção já era com "she" muito antes do jogo. E eu sabia disso, mas teria ficado legal de qualquer jeito - e a vingança seria muito mais vingativa. Ao invés da história se passar toda em poucos dias e os poderes mágicos aparecerem do nada, teriam sido anos de treinamento, sacrifícios pessoais e acordos com o oculto para, só então, estar preparada.
Mas por falar nos remixes macabros, vale relembrar o antigo trailer do Dead Space. Se nunca conheceu ou esqueceu (faz 5 anos), veja.
Dishonored foi o último desta postagem que terminei [ontem]. Excelente! Joguei inteiro numa pausa do Skyrim. Tem lá suas falhas... Matei uma cortesã por acidente andando na direção dela. Eu só estava tentando fazê-la sair do caminho... E aí, sei lá... Acho que ela bateu com a cabeça na sacada ou tinha alguma condição cardíaca e infartou! Droga, quase consegui passar aquela fase inteira sem matar ninguém. Bug do jogo.
Mas muito legal. Para quem fica boa parte do tempo em Skyrim se encolhendo nos cantos, um jogo feito para - ou melhor, que dá a opção - de você passar o jogo inteiro assim... Pode parecer horripilante para quem quer ação... Mas eu me diverti bastante. Mas quem quiser só sair matando, o jogo oferece opções bem divertidas. Alguns exemplos aqui (veja o nº10 também) e tem muito mais no Youtube.
Claro, na fase dos assassinos no bairro alagado, bateu o Dia de Fúria... Pô, era eles ou eu! Soldados davam pena de matar... Eram só servidores públicos fazendo seu trabalho. Mas assassinos de uma gang... Quis nem saber que ia piorar meu % de caos... Mereciam. [e também era mais fácil] Matei a maior parte deles com flechas incendiárias por pura diversão. Burn, motherfucker, burn! Menos o chefe, esse eu não matei só para terminar a fase cumprindo a missão como Não-Letal. Mas isso deu trabalho.
Só foi pena que não vi como não matar a moça na festa... Se bem que pelo jeito ela não seria muito feliz da outra forma. (vi qual era a solução não-fatal no Youtube depois) Mas ok. Para quem matou uma mocinha no próprio casamento em Skyrim...
Ah, linkando o Nerdplayer no Skyrim, vi que tem um episódio desse aqui também lá. Não é tão bom, mas dei boas risadas. Tomem o link para vocês.
Call of Duty: World at War, Activision(wikipedia / site oficial / trailer)
História: mate soldados inimigos na Segunda Guerra Mundial.
Putz... Por duas vezes, ao entrar no jogo, descobri que todos os saves foram para o cacete! Na primeira eu vi um cheat na internet e voltei para onde estava. Na segunda... Estou nela até hoje, estou esperando ter saco de voltar no jogo. Nunca voltei porque ele é meio chatinho. Diverte, mas não dá aquele estalo de "putz, quero continuar jogando" que qualquer um dos jogos acima teve. Servia para entrar, dar uns tiros e matar alguns NPCs nazistas, e 30 minutos depois ir fazer algo útil. O mais fraco da série até o momento. Até o anterior (sei lá... sempre confundo esse com o Medal of Honor), que era guerra moderna foi melhor. O Airborne do MoH foi bem melhor.
OBS: sim, eu sei que estou desatualizado e que já estão no nono Call of Duty (esse aqui é o quinto), mas esse não me inspirou a experimentar os seguintes. Sei que vou jogá-los algum dia, mas não fiquei com pressa.
Project 6014, Cedric Horner e outros fãs(wikipedia / site oficial / trailer / abertura)
História: salve a galáxia derrotando naves 2D, vendendo minérios e ouvindo muita zuação em conversas com aliens.
Eu amo esses caras! Uma continuação para um dos meus jogos preferidos e 17º melhor de todos os tempos pela IGN em 2005.
O Star Control foi um dos primeiros jogos que conheci no PC. Ele nem tinha uma história linear, lembro de várias pequenas missões em que você precisava escolher o melhor caminho, criar colônias para te ajudar, e então atacar. Resolvi jogar o Sins of a Solar Empire (jogo mais abaixo) justamente por ele me lembrar o 1º Star Control. E além disso, uma das opções do jogo era montar times rivais e partir logo para a porrada (na época eu tinha um esquema de cabeça, e sabia exatamente qual era a melhor nave para enfrentar qual).
Um tempo depois, em 1992, surgiu o Star Contro II, com uma liberdade de movimento e humor que não existiam em jogos da época. (ou nada que eu conhecesse pelo menos), e agora com uma história linear. Você simplesmente podia ir para onde quisesse. Claro, não chegava a ser um jogo de mundo aberto, e no final, se você não fizesse as coisas certas, perdia. Mas você podia fazer seu próprio caminho e... importante, com a história se desenrolando em paralelo. Nada de ficar passeando e o universo te esperar. [toma essa, Skyrim!] Numa das vezes que joguei, uma das raças foi aniquilada antes de eu conseguir falar com eles (e sobrou conversar com o parasita). Também perdi outra vez (ou seja, a Terra foi destruída) por não ter feito todos os contatos e descoberto tudo que precisava a tempo. E os contatos com os alienígenas era a melhor parte, era muita zueira dos criadores do jogo.
Bem, poderia ficar o dia todo tentando convencê-los da maravilha que o jogo é. Mas o jogo acabou deixando tantas viúvas além de mim, que 10 anos depois surgiu o The Ur-Quan Masters, que nada mais era que o mesmo jogo, refeito por fãs para rodar no Windows, que pode ser gratuitamente baixado. E acabaram de fazer uma nova versão deste, agora com gráficos de alta definição, gratuito também (site, trailer).
Isso tudo explicado, Project 6014 é a continuação, feitas por fãs, para Star Control II.
O jogo está sendo feito desde 2010 e até o momento só teve versões demo. Mas adorei a idéia. Já joguei a demo e gostei do que vi. Os gráficos estão melhores, mas nem tanto, então ainda tem o ar retrô do original. E tomara que permaneça na versão final, mas encontrei um planeta habitado por beholders de Doom. Pequenas coisas como essa aqui e ali são a graça da franquia. Esperarei ansioso pela conclusão do jogo.
Baixem gratuitamente no site oficial. E como o jogo mal existe e, dele mesmo, não tenho muito o que escrever, segue uma resenha de outro blog.
Ah, detalhe, até mesmo para vocês pegarem a piada no trailer. O Star Contro II *teve* uma continuação. Mas o Star Control 3 não foi criado pelos mesmos caras, e é simplesmente errado em tudo. É o Highlander 2 da série Star Control. Ignorem. É pior que isso até, porque Highlander 2 ainda dá para assistir. SC3 não deu para jogar.
Sins of a Solar Empire: Trinity, Stardock(wikipedia / site oficial / cenas e review)
História: Minere, colonize, expanda sua esfera de influência, desenvolva tecnologias bélicas, sociais ou exploratórias, crie uma armada, e no final, através da força ou diplomacia, domine todos os planetas de um sistema solar.
Legal. Muito bonito. Interface boa e intuitiva. Mas depois de entender o esquema com algumas partidas experimentais [outra forma de dizer que fui massacrado por não ter lido o manual] e de umas três partidas decentes que levaram muitas horas para terminar... Não me interessei muito em jogar outras. O pecado do jogo foi as fases não irem se acumulando, com uma história que vá ficando cada vez mais difícil. Não. São todas fases soltas mas, diferente do Star Control 1 lá em cima, basicamente iguais e do mesmo nível de dificuldade. Acabou dando aquela sensação de "já joguei uma, agora daqui para frente é tudo igual". Pena.
O jogo tem até o momento 3 expansões: uma voltada mais para o lado diplomático, outra para a defesa, e a última para a guerra civil (o Trinity é o pacote com as duas primeiras embutidas). São várias raças com naves diferentes, cenários mais complicados e etc, há até modificações de fãs que permitem tudo ficar com cara de Guerra nas Estrelas, por ex., mas ainda assim, para mim, caiu no mesmo problema de rejogar Skyrim: não quero fazer a mesma coisa... de um jeito diferente, depois a mesma coisa outra vez de outro jeito, e entrar em loop. Voltarei a jogar Sins outras vezes ainda, mas esperarei mais alguns meses para a próxima partida. Mas não me entendam mal, recomendo. Tanto que ao invés do trailer lá em cima, coloquei um review apaixonado, que é para ver se não desanimava vocês.
Battle vs. Chess, TopWare Interactive(wikipedia / site oficial / trailer)
História: encurrale o rei inimigo.
Bonitinho para jogar xadrez padrão contra a máquina, e tinha uns quebra-cabeças de destruir pedrinhas coloridas em X movimentos que achei bem legais. Mas as animações, ainda que bem feitas, se levavam "a sério"; só que eu estava atrás de algo mais divertido, como o primeirão dos Battle Chess, lááááá da época do XT! Queria me divertir com as mortes, e não só ver bonecos genéricos à lá Diablo se matando de forma genérica. E simplesmente reinstalar o Battle Chess clássico ou o 4000 não teria nenhuma novidade.
Amnesia: The Dark Descent, Frictional Games(wikipedia / site oficial e trailer)
História: você acorda numa masmorra, de um antigo casarão, descobre que não tem memória (e que foi você mesmo quem a apagou), e tem que se virar, porque... você... não está sozinho!
Não sei como defini-lo. Seria o jogo um FPH: First Person Horror? [na verdade, lendo os links, o estilo se chama Survival Horror]
Muito bom. Da mesma galera que fez o Penumbra. Mas dei uma parada e acabei esquecendo de voltar. Fica sendo meta para 2013 junto com Alice 2 e Farcry 3. Importante: influências lovecraftianas! E bom para jogar no escuro. Podem jogar o Penumbra também. É antigo e curto, mas bem interessante.
Ah, Angry Birds Star Wars e Piglantis foram só interessantes. Arremessar coisas é divertido (jogo isso desde Gorillas e Scorched Earth até o Camelot Smashalot), mas a empresa do Angry Birds está precisando inventar algo novo e bem diferente, senão, vai morrer estilo Arquivo X, com todo mundo cansado e desinteressado nas "novidades".
E o Bad Piggies, a não muito boa tentativa deles fazerem o que acabei de falar, com os porquinhos construtores, pecou por permitir todo tipo de solução "errada". Pô, eu nem me esforçava mais quando via que podia fazer algo errado, que explodiria ou simplesmente cairia, e faria eu chegar onde precisava. Eles tinham que ter nos forçado a bolar algo que funcionasse direito para cada desafio. Varias soluções possíveis, algumas melhores outras piores, claro, mas não ficar me despedaçando ou explodindo em diferentes ângulos (ou construindo a única coisa possível e acertando de primeira, sem nenhum esforço mental). Acabou que as melhores fases eram os desafios soltos, mas só pela zuação de ficar fazendo experiências, nem tanto pela solução do desafio.
E pronto! Deu mais trabalho do que pensei, mas terminei a postagem! Agora vou continuar jogando Skyrim (acho que levo mais uns 2 ou 3 meses nele) e arranjar algum outro menorzinho para jogar em paralelo. Alguma continuação de Luxor ou algo mais rápido e rasteiro no estilo. Talvez rejogar algum dos C&C de antes de estragarem a franquia no quarto jogo (muito, muito ruim). O Generals ou o terceiro de repente.
às
19:46
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sábado, 13 de outubro de 2012
Três Dedos: Um Escândalo Animado
Nome original: Three Fingers
Autor: Rich Koslowski
Editora: Gal Editora -- Trailer
Ano original / no Brasil: 2002 / 2009
Páginas: 140 -- ISBN: 978-85-61780-02-9
Cores: P&B -- Tamanho: A4 (1 cm a menos)
A história, bem, o trailer acima já (não) explica. Basicamente, é um mundo meio Uma Cilada Para Roger Rabbit (ou Quem Censurou Roger Rabbit?, se você for mais literário), onde desenhos animados vivem e interagem normalmente com as pessoas de carne e osso.
A revista conta o surgimento da amizade e das grandes produções animadas com Rickey Rat e seu amigo humano Dizzy Walters (paródias de Mickey Mouse e Walt Disney) e segue analisando o motivo por trás de outros personagens não terem feito o mesmo sucesso, e os sacrifícios que eles tiveram que fazer para conseguir um lugar ao sol.
A história é toda contada em formato de documentário, com entrevistas intercaladas, fotos e narrações. Tudo num estilo meio noir, já que estamos falando de coisas dos anos 30 aos 50 e a revista é toda em preto-e-branco. Mas já vi gente resumindo como só "é a história do porquê os personagens animados têm só 3 dedos", bem... dá para resumir assim mesmo. Mas soa um pouco de maldade, a história não é muito profunda nem nada, havia margem pouco aproveitada para englobarem muitos mais assuntos, mas dizer só isso parece pouco.
/* A propósito, Momento Biologia: sempre traduzimos fingers para dedos, e isso não está errado, mas há uma pegadinha... Em inglês não é errada a interpretação de que você tem "4 dedos e o polegar" (está assim no dicionário também, não é só opinião de um ou outro, sei lá, deve ser alguma forma mais antiga de falar) e se você quiser dizer que tem 5 'coisas' na mão, aí você diria "5 digits" [origem do verbo digitar?]. Não temos isso em português [que eu saiba]. É tudo dedo.
Lá também não é errado dizer que você tem 5 dedos/fingers. Se alguém te disser isso em inglês e você corrigir, provavelmente receberá o mesmo olhar de desdem que eu dava quando alguém me dizia que dedo do pé não era dedo, e sim artelho... ["Não, meu caro idiota pedante equivocado... É dedo também!", mas eu não podia dizer isso na cara, porque eu era criança e também não conhecia a palavra pedante]
Mas resumindo, isso é só para explicar porque a história toda fala sobre 3 dedos quando na verdade eles têm 4! É que o polegar não está contando. Na própria revista a editora fala que preferiu manter o nome americano, caso contrário teria que mexer muito no texto do autor, para adaptar.
Bem, esse comentário rápido se esticou em 3 parágrafos... voltemos! */
Não li o quadrinho de surpresa, eu já tinha alguma noção da história e o trailer acima já te coloca num pouco de suspense, mas como eu disse, eu esperava um pouco mais de profundidade. Não teria como fugir muito do humor negro, claro, são personagens de Disney e da Warner dando entrevistas!! Mas eles poderiam ter dado um tom mais sério ou se esticado em mais alguns assuntos. Ou simplesmente, se esticado.
O que me leva aos problemas: a revista teve só 2 na minha opinião, que não são grandes, mas poderiam ter transformando uma rápida e boa diversão em algo épico. [sim, eu exagero mesmo as coisas] Um dos problemas é que ela é curta. São 140 páginas, mas o desenho é muito espaçado. Quando eu comecei a ler achei que ia terminar a revista em 15 minutos, de tão pouco texto e figuras grandes em cada folha. Foi só um susto inicial, mas ainda assim, está longe de ser algo denso, literalmente. O texto não é compacto, há espaço de sobra nas páginas. Com mais texto (ou páginas), a história poderia ser esticada, detalhada, seguir outros caminhos ou focar em mais personagens. Da forma como ficou não está ruim, repito, mas queria mais. Terminei com a sensação de ter assistidos um daqueles mini-documentários de 30min do canal E!.
Ok, o problema acima é algo mais pessoal, quando eu gosto da história, quero que ela dure. O outro talvez possa dizer que é mais técnico. O texto todo, desde o começo, com o rato Rickey dizendo "Eu não sabia de nada... não tive culpa..." vai abrindo um certo suspense sobre porque alguns personagens conseguem sucesso e outros não, teorias de conspiração, menções à um certo ritual... (OBS: no link da editora, lá no alto, há essas primeiras páginas para leitura, e mais umas 2 ou 3 soltas do meio. Basta clicar na capa da revista. Não se preocupem, escolheram bem as páginas, você não ficará sabendo de nada de antemão). Mas aí quando finalmente é revelado para o leitor o que é que acontecia por trás dos panos... Ok, legal, mas pelo suspense que foi feito, eu esperava algo um pouco mais realista ou assustador.
Minha teoria inicial, antes de ler a revista, envolvia a Máfia. Achei que, para conseguir bons papéis no cinema, só através da benção dos chefões; e os personagens teriam que mostrar seu comprometimento dando um dedo. Após começar a ler, e a situação toda parecer mais terrível do que só algo meio yakuza de ser, e ainda usavam a palavra "ritual", comecei a achar que a reviravolta seria mais para o lado sobrenatural...
Não. Isso é tudo que entregarei da história, que já falo bem pouco: não envolve a Máfia nem Satã. [que pena, para ambos os casos!]
Mas ok, ficamos sabendo o que acontecia e vamos em frente. A história não fica ruim, mas perdeu toda aquela pegada inicial de você ficar doido querendo saber o que é que estava acontecendo. "Pronto, agora sabe, e vejamos mais entrevistas."
A revista não chega a ser fina mas, como eu disse, lê-se rápido, então não vou desrecomendá-la para ninguém. Não será cansativa nem exige muita atenção ou conhecimentos. Tendo a chance, podem pegar e ler. Dá para qualquer um se entreter e partir para a próxima. Não recomendo para criancinhas, mas a capa, com o "Mickey" fumando e bebendo tequila, já sugere isso.
Isso posto... Ao mesmo tempo, para curtir plenamente a revista, você precisa ter, sei lá, algo entre 25 e 35 anos. Pode ter mais, desde que você ainda assistisse desenhos animados até uns 10 anos atrás. Já sendo mais novo começa a perigar você não pegar as referências mais antigas. Com tanto Pokémon, Naruto e etc hoje em dia, se você tem 18 talvez não saiba quem foi 'Fritz, o Gato', Ligeirinho ou Frangolino. Eu mesmo, por ex., fiquei na dúvida se o macaco que aparece era paródia de algum personagem ou só um macaco qualquer. [nota: ao que parece, era paródia de um tal de Bosko, encontrei cada possível referência nesta página: Grand Comics Database - Three Fingers]
Já entre 25 e 35 de idade, fica mais fácil supor que você tenha assistido à todos aqueles desenhos antigos ainda, reprisados ad infinitum pela Globo e SBT [ou TVS! ha! seu velho!] ou até pela Cartoon Network, então deve ter crescido vendo Popeye, Pernalonga e Patolino, e até os menos pop, como os citados Frangolino ou Ligeirinho, ou ainda Droopy, Tartaruga Touché ou todos aqueles do Tex Avery; e, ao mesmo tempo, ainda ser novo o suficiente para ser da geração Animaniacs. E claro, sendo mais velho aumenta a chance de você reconhecer as várias paródias de fotos clássicas e saber quem foi Kennedy, Luther King ou até a Marylin Monroe [será um dia triste quando as pessoas perguntarem "Quem?", mas depois que vi gente confundir Lênin com Lenon, tudo é possível].
Na dúvida, para aproveitar bem a revista, é melhor ser mais velho do que mais novo.
Ah propósito, a César o que é de César. Como não dá para acompanhar tudo, quadrinhos nunca receberam muito minha atenção. Lia algo da DC, algum X-Men [xismêin!], Tio Patinhas e Recruta Zero, e depois de velho one-shots aqui e ali, ou séries como Planetary [ô, agonia entre as edições, 2 anos entre algumas] e Astro City [se não sabem o que é, descubram!, Planetary também.].
Já Três Dedos... nunca ouvira falar até 2 meses atrás. Conheci através do link abaixo:
matando-robos-gigantes/mrg-163-quadrinhos-virando-a-pagina-com-tres-dedos
Pela escolha do tema, ficam meus agradecimentos aos podcasteiros do MRG.
(quem for impaciente, sobre a revista é só dos 5 aos 22 min)
OBS: depois de terminar a postagem resolvi reouvir o programa. Só para vocês terem uma segunda opinião, não concordo com a parte de que a história tem que ser lida em partes ou cansa lendo de uma vez só. Você até pode ler em partes, se tiver autocontrole, mas só para fazê-la durar mais. Até mesmo por ter todo aquele jeitão de documentário televisivo, foi como assistir um Globo Repórter. Não li de uma vez só, mas só porque resolvi ler na hora de ir dormir e no meio bateu sono [mas não foi culpa da história, foi culpa de ser 2 da manhã], e no dia seguinte li o restante.
E para quem teve preguiça de clicar no trailer e ia acabar não assistindo, segue abaixo:
Autor: Rich Koslowski
Editora: Gal Editora -- Trailer
Ano original / no Brasil: 2002 / 2009
Páginas: 140 -- ISBN: 978-85-61780-02-9
Cores: P&B -- Tamanho: A4 (1 cm a menos)
A história, bem, o trailer acima já (não) explica. Basicamente, é um mundo meio Uma Cilada Para Roger Rabbit (ou Quem Censurou Roger Rabbit?, se você for mais literário), onde desenhos animados vivem e interagem normalmente com as pessoas de carne e osso.
A revista conta o surgimento da amizade e das grandes produções animadas com Rickey Rat e seu amigo humano Dizzy Walters (paródias de Mickey Mouse e Walt Disney) e segue analisando o motivo por trás de outros personagens não terem feito o mesmo sucesso, e os sacrifícios que eles tiveram que fazer para conseguir um lugar ao sol.
A história é toda contada em formato de documentário, com entrevistas intercaladas, fotos e narrações. Tudo num estilo meio noir, já que estamos falando de coisas dos anos 30 aos 50 e a revista é toda em preto-e-branco. Mas já vi gente resumindo como só "é a história do porquê os personagens animados têm só 3 dedos", bem... dá para resumir assim mesmo. Mas soa um pouco de maldade, a história não é muito profunda nem nada, havia margem pouco aproveitada para englobarem muitos mais assuntos, mas dizer só isso parece pouco.
/* A propósito, Momento Biologia: sempre traduzimos fingers para dedos, e isso não está errado, mas há uma pegadinha... Em inglês não é errada a interpretação de que você tem "4 dedos e o polegar" (está assim no dicionário também, não é só opinião de um ou outro, sei lá, deve ser alguma forma mais antiga de falar) e se você quiser dizer que tem 5 'coisas' na mão, aí você diria "5 digits" [origem do verbo digitar?]. Não temos isso em português [que eu saiba]. É tudo dedo.
Lá também não é errado dizer que você tem 5 dedos/fingers. Se alguém te disser isso em inglês e você corrigir, provavelmente receberá o mesmo olhar de desdem que eu dava quando alguém me dizia que dedo do pé não era dedo, e sim artelho... ["Não, meu caro idiota pedante equivocado... É dedo também!", mas eu não podia dizer isso na cara, porque eu era criança e também não conhecia a palavra pedante]
Mas resumindo, isso é só para explicar porque a história toda fala sobre 3 dedos quando na verdade eles têm 4! É que o polegar não está contando. Na própria revista a editora fala que preferiu manter o nome americano, caso contrário teria que mexer muito no texto do autor, para adaptar.
Bem, esse comentário rápido se esticou em 3 parágrafos... voltemos! */
Não li o quadrinho de surpresa, eu já tinha alguma noção da história e o trailer acima já te coloca num pouco de suspense, mas como eu disse, eu esperava um pouco mais de profundidade. Não teria como fugir muito do humor negro, claro, são personagens de Disney e da Warner dando entrevistas!! Mas eles poderiam ter dado um tom mais sério ou se esticado em mais alguns assuntos. Ou simplesmente, se esticado.
O que me leva aos problemas: a revista teve só 2 na minha opinião, que não são grandes, mas poderiam ter transformando uma rápida e boa diversão em algo épico. [sim, eu exagero mesmo as coisas] Um dos problemas é que ela é curta. São 140 páginas, mas o desenho é muito espaçado. Quando eu comecei a ler achei que ia terminar a revista em 15 minutos, de tão pouco texto e figuras grandes em cada folha. Foi só um susto inicial, mas ainda assim, está longe de ser algo denso, literalmente. O texto não é compacto, há espaço de sobra nas páginas. Com mais texto (ou páginas), a história poderia ser esticada, detalhada, seguir outros caminhos ou focar em mais personagens. Da forma como ficou não está ruim, repito, mas queria mais. Terminei com a sensação de ter assistidos um daqueles mini-documentários de 30min do canal E!.
Ok, o problema acima é algo mais pessoal, quando eu gosto da história, quero que ela dure. O outro talvez possa dizer que é mais técnico. O texto todo, desde o começo, com o rato Rickey dizendo "Eu não sabia de nada... não tive culpa..." vai abrindo um certo suspense sobre porque alguns personagens conseguem sucesso e outros não, teorias de conspiração, menções à um certo ritual... (OBS: no link da editora, lá no alto, há essas primeiras páginas para leitura, e mais umas 2 ou 3 soltas do meio. Basta clicar na capa da revista. Não se preocupem, escolheram bem as páginas, você não ficará sabendo de nada de antemão). Mas aí quando finalmente é revelado para o leitor o que é que acontecia por trás dos panos... Ok, legal, mas pelo suspense que foi feito, eu esperava algo um pouco mais realista ou assustador.
Minha teoria inicial, antes de ler a revista, envolvia a Máfia. Achei que, para conseguir bons papéis no cinema, só através da benção dos chefões; e os personagens teriam que mostrar seu comprometimento dando um dedo. Após começar a ler, e a situação toda parecer mais terrível do que só algo meio yakuza de ser, e ainda usavam a palavra "ritual", comecei a achar que a reviravolta seria mais para o lado sobrenatural...
Não. Isso é tudo que entregarei da história, que já falo bem pouco: não envolve a Máfia nem Satã. [que pena, para ambos os casos!]
Mas ok, ficamos sabendo o que acontecia e vamos em frente. A história não fica ruim, mas perdeu toda aquela pegada inicial de você ficar doido querendo saber o que é que estava acontecendo. "Pronto, agora sabe, e vejamos mais entrevistas."
A revista não chega a ser fina mas, como eu disse, lê-se rápido, então não vou desrecomendá-la para ninguém. Não será cansativa nem exige muita atenção ou conhecimentos. Tendo a chance, podem pegar e ler. Dá para qualquer um se entreter e partir para a próxima. Não recomendo para criancinhas, mas a capa, com o "Mickey" fumando e bebendo tequila, já sugere isso.
Isso posto... Ao mesmo tempo, para curtir plenamente a revista, você precisa ter, sei lá, algo entre 25 e 35 anos. Pode ter mais, desde que você ainda assistisse desenhos animados até uns 10 anos atrás. Já sendo mais novo começa a perigar você não pegar as referências mais antigas. Com tanto Pokémon, Naruto e etc hoje em dia, se você tem 18 talvez não saiba quem foi 'Fritz, o Gato', Ligeirinho ou Frangolino. Eu mesmo, por ex., fiquei na dúvida se o macaco que aparece era paródia de algum personagem ou só um macaco qualquer. [nota: ao que parece, era paródia de um tal de Bosko, encontrei cada possível referência nesta página: Grand Comics Database - Three Fingers]
Já entre 25 e 35 de idade, fica mais fácil supor que você tenha assistido à todos aqueles desenhos antigos ainda, reprisados ad infinitum pela Globo e SBT [ou TVS! ha! seu velho!] ou até pela Cartoon Network, então deve ter crescido vendo Popeye, Pernalonga e Patolino, e até os menos pop, como os citados Frangolino ou Ligeirinho, ou ainda Droopy, Tartaruga Touché ou todos aqueles do Tex Avery; e, ao mesmo tempo, ainda ser novo o suficiente para ser da geração Animaniacs. E claro, sendo mais velho aumenta a chance de você reconhecer as várias paródias de fotos clássicas e saber quem foi Kennedy, Luther King ou até a Marylin Monroe [será um dia triste quando as pessoas perguntarem "Quem?", mas depois que vi gente confundir Lênin com Lenon, tudo é possível].
Na dúvida, para aproveitar bem a revista, é melhor ser mais velho do que mais novo.
Ah propósito, a César o que é de César. Como não dá para acompanhar tudo, quadrinhos nunca receberam muito minha atenção. Lia algo da DC, algum X-Men [xismêin!], Tio Patinhas e Recruta Zero, e depois de velho one-shots aqui e ali, ou séries como Planetary [ô, agonia entre as edições, 2 anos entre algumas] e Astro City [se não sabem o que é, descubram!, Planetary também.].
Já Três Dedos... nunca ouvira falar até 2 meses atrás. Conheci através do link abaixo:
matando-robos-gigantes/mrg-163-quadrinhos-virando-a-pagina-com-tres-dedos
Pela escolha do tema, ficam meus agradecimentos aos podcasteiros do MRG.
(quem for impaciente, sobre a revista é só dos 5 aos 22 min)
OBS: depois de terminar a postagem resolvi reouvir o programa. Só para vocês terem uma segunda opinião, não concordo com a parte de que a história tem que ser lida em partes ou cansa lendo de uma vez só. Você até pode ler em partes, se tiver autocontrole, mas só para fazê-la durar mais. Até mesmo por ter todo aquele jeitão de documentário televisivo, foi como assistir um Globo Repórter. Não li de uma vez só, mas só porque resolvi ler na hora de ir dormir e no meio bateu sono [mas não foi culpa da história, foi culpa de ser 2 da manhã], e no dia seguinte li o restante.
E para quem teve preguiça de clicar no trailer e ia acabar não assistindo, segue abaixo:
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