Mostrando postagens com marcador mim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mim. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de maio de 2014

The Undiscovered

Rápida recomendação de conto para vocês lerem:
The Undiscovered
, por William Sanders (ou site oficial).

Estava de bobeira, assistindo uma maratona de Suburgatory [não sabia que já tinha a 3ª temporada e não vira ainda os 2 últimos episódios da anterior], quando resolvi fazer algo diferente. Só ficar no sofá vendo TV em pleno feriado era muita molenguice. E, por fazer algo diferente, meu cérebro entendeu: ler ficção científica! [pois é... mas não entremos no mérito do meu cérebro]

Mas queria ler algo curto, puxei o The Best of the Best: 20 Years of the Year's Best Science Fiction da estante e dei uma rápida folheada vendo os títulos. E aí fiquei curioso com o que é que não tinha sido descoberto. [na verdade, no final, não entendi o título] Na hora pensei em alienígenas em alguma cidade do interior, e quando li a introdução da história, falando sobre o autor, imaginei que seria alguma coisa estilo além da imaginação, e no final descobriríamos que os "homens brancos" na verdade eram aliens cabeçudos. Não. Eram europeus mesmo. E os índios eram mesmo índios. E você fica sabendo isso logo de cara, então não estou estragando nada.

A história: um dia normal na tribo, até que um grupo volta com alguns prisioneiros. Três de uma outra tribo e um homem branco (pele como a da barriga de um peixe e assustadores olhos como um céu sem nuvens), um náufrago que vivia com eles. E como ninguém conseguia falar com o homem branco, ele é posto sob os cuidados de Camundongo, um outro índio com facilidade de aprender idiomas. Eles se "apresentam" e ficamos sabendo que o "nome de guerra" do homem branco é Balança Lança. [pense neste nome... em inglês!]

E daí em diante temos uma curta (18 páginas) e divertida história de como foi a vida do Spearshaker vivendo numa tribo cherokee, e depois tentando adaptar uma de suas mais famosas obras para o universo indígena, com direito a ensaios e tudo. Tudo contado pelo ponto de vista do Camundongo. [uma diversão adicional é tentar entender os nomes e expressões inglesas que o índio não conseguiu traduzir, ou entender quem é Amaledi]

E, como sempre, enrolei demais numa postagem que deveria ter tido umas 5 linhas.
Vão atrás, que a história ficou muito legal.

O conto pode ser encontrado em algum destes livros ou, digamos, no Google [sem querer incentivar a pirataria, claro, mas eu fui lá testar agora e... achei! Sem precisar instalar nenhum programa, nem esperar 30 segundos, nem nada.] [na verdade, de zona, testei de novo, e o próprio Google Books deixou-me ler o conto inteiro!]

quinta-feira, 13 de março de 2014

Walla!, e o captcha em hebraico cursivo!

AHA! Venci! Toma essa WALLA!
Acabei de passar por uma situação tão bizarra, que eu resolvi postar o passo-a-passo do que PARECE que deu certo. Nunca se sabe, mais alguém pode estar passando por isso. [lá fora, pelo menos, tem um monte, gente perguntando isso em português, não procurei muito, mas não achei]

OBS: CAPTCHA são aquelas letras tortas ou manchadas, que costumam aparecer no final de cadastros na internet, para o site ter certeza que você é uma pessoa.

Mas vamos lá. O problema: eu tenho dois emails gratuitos no Walla. Um site israelense. Hoje em dia seria bem idiota você ir lá para criar um email, com o GMail do Google e seu espaço infinito por aí. Mas na época que o que tínhamos eram 250 MB de Hotmail ou 1 GB de Google, e lá eram 3 GB. Um exagero. Mas ok, criei o email lá. Outros criaram. Deve ter muito brasileiro com email lá até hoje. O legal é que passaram muitos e muitos anos e o e-mail tem a mesma cara e as funcionalidades ultra-simples dos tempos da internet lascada. Eu gosto.

Tenho outros, mas sempre usei esses de lá com alguma freqüência. Algum tempo atrás o site parou de ser em inglês e ficou todo em hebraico por padrão. Aí você sofria um pouco, mas achava a opção para colocar o email de volta em inglês lá dentro. Mole.

Ontem... O site me pede para atualizar a senha, que eu não trocava faz anos. "Pois não, meu senhor. Com prazer.", disse eu. Dou nova senha, defino e-mail alternativo, coloco o nome do meu bicho de estimação. Claro, abri a tela simultaneamente no idioma original, para preencher, e outra no Chrome, para ver a tradução.
E aí... :הקלד את המספר הכתוב למטה ("digite o número abaixo:")

 

O diabo do número era em HEBRAICO! CURSIVO! NUMA FIGURA!

Ou seja, não dava nem para ver como é o número 2 deles no Wikipedia é ir lá e digitar "2", e nem pedir para o Google traduzir. No começo eu nem entendi direito o que estava acontecendo, e como eles escrevem da direita para esquerda, achei que eram algarismos ocidentais invertidos misturados com rabiscos! Ô ignorância! [nisso que dá não nascer rico, viajar o mundo e conhecer todas as escritas!]

Vasculhei o Google Imagens, para ver os algarimos em letra cursiva (exemplo). Mas não deu muito certo.

Depois de vasculhar e ver pessoas colocando as figurinhas acima no Yahoo Respostas, e outras pessoas que sabem hebraico respondendo, mas nenhuma explicando, dizendo "aquela coisa que parece um K é o número tal", "a coisa que parece um 2 é ...." (eu ainda achavam que eram algarismos misturados com rabiscos nessa hora), finalmente, uma alma bondosa comentou algo do tipo "o problema é que você tem que traduzir".
Aí deu o estalo! Putz! Não eram algarismos! Está ESCRITO o valor ali.
Não vem 123 em números, vem escrito cento e vinte e três!
E depois confirmei isso esbarrando num fórum, com alguém resolvendo um dos captchas.

Mole então... Google Tradutor! E isso agora é para vocês fazerem aí.

O captcha é, basicamente, a centena na 1ª linha, a dezena na 2ª, e a unidade na 3ª. Alguns são mais complicados que outros (no exemplo acima, o segundo nem tem uma 3ª linha). E ainda estou na dúvida se há alguns riscos inúteis misturados ali ou se são algum sinal real.

Mas então... Hora do Google. Fui lá e digitei: cem, duzentos, trezentos... E vi como eram as centenas (1ª linha). Depois o mesmo para as dezenas e depois as unidades. Dica: parece que hebraico é como português e inglês, de 10 à 19 os números mudam bem, depois disso é  vinte e um, vinte e dois, etc. Ou seja, a dezena não muda. Pareceu. Então você não precisa digitar tudo de dez até noventa e nove.

Novo problema: o Google escreve tudo em letra de fôrma, e o captcha é numa letra manual bem torta. E a letra de fôrma do Google nem sempre parece com a versão tradicional dela. Vasculhei o Google Imagens novamente, mas nada de conseguir me entender. Mas, convenhamos, um "triângulo sem a base atravessado" e uma "bolinha com rabinho", também não têm nenhuma semelhança entre si, e eu acabei de descrever o nosso "A" maiúsculo de fôrma e o minúsculo cursivo.

E foi aí... Que veio a solução, que é razão da postagem inteira [que como sempre ficou mais longa do que devia]:

Passo 1: vá no Google Tradutor e digite os números por extenso.
Ao contrário do exemplo na figura abaixo, comece com as centenas, são só nove opções e é a 1ª linha do captcha.


Passo 2: escolha um deles aleatoriamente, clique com o direito na tradução, Copie, e cole no seguinte site: [o grande achado da noite!!]
Converting between Hebrew Print and Cursive in One Step, por Stephen P. Morse.


Na tela acima, eu peguei o três. Notem a incrível semelhança entre algo que parece um olho de desenho animado pela metade no Google, algo que parece um W no site, e algo que parece uma letra 'e' minúscula ao contrário no formato cursivo. Sim!! Aquilo que parece W17W e eibe são a mesma coisa. [eu fico aqui zuando, mas eu acho essas doideiras o máximo. E música hebraica soa bem, queria ter tempo de aprender]

E você vai assim... Escolha um qualquer, cole no site do Steve, veja como ele se parece em formato manual, olhe para a figurinha e pense "Não, eu preciso de uma centena que comece por algo que pareça um N". E depois "Preciso de uma dezena que tenha duas vezes o W". Em bem poucas tentativas você deve conseguir matar as 3 linhas.

Vale a pena recarregar o captcha até aparecerem os mais fáceis. As letras que parecem as letras "K", "N", "e" ou um "8 falhado no alto" eu achei as mais tranqüilas.

A figura abaixo foi o meu caso real: [um deles, falta resgatar o outro email ainda]

O texto colorido é do Walla, no meio o Google e ao final a versão cursiva do site.
Notem que há um traço no início* da última linha do Walla que não serviu para nada (?) e os "apóstrofos" parecem iguais, mas são letras (?) diferentes.


(*) lembrando que, como hebraico é da direita para esquerda, você vai se confundir algumas vezes apertando backspace e o cursor não apagar nada, ou tentar marcar o texto da esquerda para direita e não funcionar. Diversão adicional.

No final, a tradução do texto acima foi: cem, setenta, três.
Voilá!, "173" e entrei no meu email. OBS: em algarismos romanos mesmo!
Parece complicado, mas fazer esta postagem demorou muito mais que descobrir o número correto. Bem... depois de ter descoberto o site do Stephen pelo menos. [e meus agradecimentos, onde quer que esteja!]

Ah, mas isso tudo foi porque o Walla me forçou a trocar a senha, e eu precisava passar pelo captcha. Mesmo depois da nova senha resolvida, na tela de abertura do email o captcha continua aparecendo, mas você não precisa preenchê-lo todas as vezes. Basta colocar o login, a nova senha, e clicar no botão. Deixe o código em branco mesmo.


E, claro, relembrando... Isso tudo eu ACHO que faz sentido. Sempre existe a possibilidade de eu ter digitado algo errado e passado mesmo assim, por algum problema no site. E adoraria saber, de alguém que fale hebraico, se eu falei alguma sandice acima. [não seria a primeira. rs!]
Então vale a pena vocês tentarem entrar no email digitando qualquer coisa chutada, para ver se cola. Se não colar, tentem o acima. Mero acaso ou não, eu passei! :-D


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

[ATUALIZAÇÃO EM 28/março:]
Confirmado, não foi mero acaso. Acabei de ir lá agora de novo, ver se ia funcionar com o meu outro email. E foi até rápido. Também dei sorte de pegar um número fácil. Isso ajuda.

Mas antes de tentar, eu resolvi abrir o meu próprio blog - porque aqui tinha o link do site do Stephen. E qual não foi minha surpresa em descobrir 5 comentários!
DOBREI a quantidade de comentários no site em apenas 1 semana*, sendo que os outros 5 levaram 3 anos e 200 postagens para conseguir. Muito maneiro.
(*) a data da postagem está como 13/março, mas só coloquei no ar mesmo no dia 20.

Galera, fico muito feliz de ter conseguido ajudar. Mesmo que tenham sido poucos, não importa. Fico feliz.

Mas paremos a rasgação de seda [nunca rasguei seda, mas queria, só para testar o ditado] e vamos ao que interessa. Aula de hebraico com o Tio Ranzinza! [até parece]

Esse abaixo é o exemplo real do captcha que acabei de pegar:


A resposta é 828.




Importante:
eu ainda acho que há letras mais fáceis. Dêem preferência ao "K", "e", "N" e "8". O Walla tem um link abaixo da figura, com uma "?" no meio. Clique lá para trocar de captcha até achar um com elas. Várias vezes se possível.

Matar todas as letras é quase impossível, as 3 que eu marquei abaixo com uma seta vermelha são a mesma letra [que parece um D no site do Stephen] Eu nunca ia achar que aquele "J meio deitado" à esquerda da primeira linha fosse a "letra pi" à esquerda da última. Mas eu nem precisei chegar lá (já explico).

E o tracinho inútil (?) sempre aparece (vejam a seta rosa). Só que na primeira linha é ele. Na última, não. Ali é uma letra mesmo. Mas a "vírgula" (?) ao final pareceu inútil. Saber a diferença entre o tracinho e a vírgula inúteis e a letra "I" e o "apóstrofo"... Eu nem tento.
E acostumem-se que o "L minúsculo" e o "E minúsculo" são a mesma letra (seta verde).



Explicando porque eu nem precisei olhar tudo...O 828 foi rápido porque, por eliminação, não sobraram opções. Que se danassem as outras letras, depois de ter resolvido as primeiras, não tinha nenhum outro número com início igual. E eu olhei a minha figura lá no alto (a do 173) e já sabia que "e" do Walla no Google parece um "olho de desenho animado", e o "N" no Google parece um "morrinho"; e a única centena que começava com "olho + morrinho" (da direita para esquerda) era o 800. Resolvido.

E se você começar a reparar, verá que hebraico até simplifica o esquema do português. Aqui tem oitocentos, oitenta, oito. Lá eles têm DKN DJINe,  P'JINe e DJINe. [atenção: isso NÃO é hebraico, é só como as letras se parecem olhando o site do Stephen].
Então matando o quatro, por exemplo, 400 e 40 seriam "DKN quatro" e "P'uatro" [eu não entendi quando a primeira letra some ou não, aí também seria querer demais]

Em português tem leves diferenças, mas tem. É duzentos e não doiscentos, quinhentos e não cincocentos. Em hebraico a regra maluca acima do "DKN" para centena e "P'" nas dezenas funciona que é uma maravilha do trinta/trezentos até o noventa/novecentos, e o cem. Vale tentar ficar pedindo novos captchas até pelo menos 2 deles terem finais parecidos.

Lá no alto, no 173, notem que o 100 é o próprio "DKN" e 3 é "eibe". Se o captcha fosse "DKN eibe + P'eibe + eibe", advinhem qual seria a resposta? Exatamente! 333.
[correção: na verdade, no caso do trezentos, surge um novo D e fica "DKN Deibe", mas o que importa é que: se começa com DKN é centena, se termina com eibe é a terceira.]

E depois de entender essa "regra", descobri que é mais fácil, para resolver o captcha, digitar logo no Google todas as trincas. Coloque lá tudo de uma vez da seguinte forma, que ficará mais fácil para você ir se entendendo:

novecentos
noventa
nove

oitocentos
oitenta
oito

setecentos
setenta
sete

...


Ah, e claro, uma dica que eu não dei porque para mim não adiantou nada, mas... pode dar certo: vá no Google Imagens, digite walla captcha e veja o que aparece.
Se aparecer alguma com alguma das linhas igual à de vocês, clique, abra o site, e veja se alguém respondeu. Com sorte, em duas ou três vezes você descobre todos os valores.

E depois de olhar esse treco várias vezes, você até se acostuma com os rabiscos.
Na verdade, ao invés de dois, tenho três emails no Walla (mas o terceiro estava abandonado mesmo), mas só para testar, fui lá renovar a senha dele também.
Só de curtição.

Mas não queria ter trabalho. Acho que cliquei umas 20 vezes no botão para trocar o captcha até que apareceu "DKN DJINe + P'eibe + ee". Matei a centena e a dezena (800 e 30) só de olhar. E um número que é duas vezes a mesma letra - só existe um: o 6.

Tava começando a ficar divertido resolver isso até. Mas graças a deus acabou. Recuperei meus emails e, pouco a pouco... vou transferir todos meus cadastros pro GMail. Vai que algum dia o captcha é AUDITIVO!

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

[ATUALIZAÇÃO EM 21/abril:] Pensando agora... Estou dando trabalho à toa para vocês.
Se todas as dezenas (exceto 10 e 20) são P' + número [o 20 também começa com P', mas o que vem depois dele não é igual ao "dois"] e todas as centenas (exceto 200) começam com DKN [lembrando sempre, isso sou eu inventando uma transliteração louca para o formato das letras], vocês nem precisam colocar tudo no Google.
É bem interessante... mas desnecessário.

Resumindo: só importa identificar as letras do final e vocês só precisam digitar 11 números no Google para matar a charada (de 1 à 9, 10 e 20).

O 200 não entra porque é a única centena sem DKN (o que eu chamo de D muda toda hora, mas o KN é inconfundível). Reparem nos captchas acima, todos têm DKN, se vocês não tiverem, é o 200.

Tem leves pegadinhas, como o 40 que perde uma letra ou o 300 que ganha uma [corrigi isso agora lá em cima até], mas o "final" da palavra em si (o início dela, da direita para esquerda) não mexe. Pô, tá ficando cada vez mais fácil isso. rs!!

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

[ATUALIZAÇÃO EM 11/junho:] Estava lendo os novos comentários [e peço desculpas para os que eu não respondi ainda] e pensei em algo: e se o site do Stephen sair do ar? Pois então... Vou facilitar ainda mais a vida de vocês!

Seguem os números que interessam. Google, Stephen e um exemplo de cada caso:


Atenção: no número 4, o exemplo acima não tem o "D" na frente. Realmente, não apareceu no Walla nenhuma das vezes. E o Google traduz para quatro se você deixar sem também. É alguma coisa do idioma... Sei lá. Mas há vários "D" acima, se aparecer, vocês saberão como é. É bom para lembrar da pegadinha de alguns casos perderem ou ganharem novas letras. [e eu não sei quais são eles].

Interessante: não tinha notado antes, mas o vinte é o dez com o P' na frente [e por isso não botei exemplo do 20].

Pegadinha
: eu não apaguei os "tracinhos inúteis" de nenhum dos exemplos. 1º) para vocês se acostumarem a ignorá-los [e eu estava com medo de ser realmente algo do idioma e eu estaria fazendo besteira tirando-os de lá, e aí...] 2º) eu ACHO que finalmente descobri o que eles são! E putz, é muito idiota. Aquilo é o "e". Saca "Trinta e sete"? Pois é... É o êzinho do meio. Mas eu fiquei brincando com isso no Google e foram surgindo novas situações, letras, apóstrofos duplos... [e nerdice tem limite e eu não tenho planos de fazer contas em hebraico] Façam vista grossa para eles (como antes) e pronto!

E acho que, agora sim, esta postagem pára de aumentar! :-D

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Walrus Tales - Table of Contents

I have all my books catalogued. [and I'm nerdly proud of that!]
When the book is an anthology of short-stories, they also get catalogued. Nothing fancy... all data are just an Excel file with four spreadsheets: one for books, one for the fiction inside of them (when it's a collection), a very smaller one for magazines I won't throw away [mostly old magazines about japanese animation, from the time before the Internet killed all the reasons for theirs existence], and a ridiculously small (about 15 lines) for ebooks (I do have more ebooks than that, but this spreadsheet is for ebooks I don't have the actual paper book - generally something old I got curious about, or something that probably will never appear in book form, or because it's just some short story I decided to read without buying a whole book I didn't want).

So... Although it took a bit of initial effort (the spreadsheets are just about 2 years old, and I had a lot of books already then), I will not have the trouble other people already had for me. That means: I just copied and pasted a lot of things already in The Internet Speculative Fiction Database (it's a lot easier just to adjuste the columns than to retype everything for every SF book in english I have). When I don't find it there, Google is my friend. And then... In some extremely rare cases, when no one bothered, not even the publishers' sites... Those ones I type myself. You can't win everytime [and most of my books are in portuguese anyway].

I will not start my own ISFDB nor will I post the contents of every one of that cases I discover... I just was astonished to discover no one posted the contents of Walrus Tales ANYWHERE! (they almost got it here, but you have to click for every author, and most of the tales names are missing). [and I can't accept an world wide net without the word "Illuminiwalri" in it! that's just too good a word and concept not to appear anyplace]

Ok, it's not Dickens. It's not Asimov. Heck!, for most of the human race it's probably not even a good book! But the table of contents alone is enough fun to not let it pass un-interneted. [true, I could just fill the data on it's own ISFDB page, but that place is not Wikipedia, they're a lot more serious about its editing] [and it's more fun to post it here!]

So, that's enough talk. I will stop abusing english language now. [sorry, my fellow Brazilians, but I do think you guys will be less likely to rummage the net for this book's contents] [and it was fun to write in english, I didn't do that for a long time]

Walrus Tales - Table of Contents:
Edited by Kevin L. Donihe / Eraserhead Press

The Illuminiwalri [*] --  Greg Beatty
We Are All Together  --  Bentley Little
Night of the Long Tusk  --  Paul A. Toth
The Rhinoceros and the Walrus  --  Dave Fischer [2]
Meet the Tuskersons  --  James Chambers
Naming Day  --  John Sunseri
Walrus Skin  --  Ekaterina Sedia [3]
Tattoo Burning Over Your Wasted Heart  --  Andersen Prunty
Deadtime for Bonzo  --  Violet LeVoit
Scapegoat  --  Alan M. Clark
Coloring Book Exegesis  --  Nicole Cushing
13 Ways of Looking at a Walrus  --  Nick Mamatas
Medicine Song  --  Mitch Maraude
The Legend of the Silver Tusk  --  Jeffrey A. Stadt
Girl Gone Gray  --  Gina Ranalli
The Walrus Master  --  Carlton Mellick III [4]
The Walrus-Carpenter Murders  --  R. Allen Leider
First Natural Bank  --  John Skipp
Sirens of New Brunswick  --  Mykle Hansen
The Walri Republic of Sea World [*] --  Bradley Sands
Gus  --  A. D. Dawson
Lovespoons in Peril  --  Rhys Hughes
Something Fishy  --  Mo Ali

[*] = I do think it sounds better, but... I have to say it: technically, walrus is not from latin, so the walri plural does not exist. Octopi also do not. [note: I just saw that in the book's introduction the author makes a similar statement]
[2] = Couldn't find anything about this guy.
[3] = I think she is the only one here that got published in Brazil.
[4] = Easily the most famous of the bunch, so I decide not to link him. I linked his favorite cover artist. If I were crazy enough, I'd buy all the books this guy covers. [and I will buy whatever book uses the picture Nerd Rage]

Now, go buy the book. And then return and tell me if you liked. I didn't read it yet. [and I have mixed feelings about bizarro fiction. Sometimes I love it, sometimes... I really don't.] [you can find both situations in Die You Doughnut Bastards]

sábado, 7 de setembro de 2013

Nerds ranzinzas também fazem regime

Índice de Massa Corporal (IMC) alto (29,6, quase obesidade, calcule o seu aqui) e uma certa convexidade infratoráxica... Pois é... BARRIGUINHA! Mas não é nenhuma surpresa, ela vendo sendo gestada faz uns 10 anos. Acontece com os melhores.

E aí? Qual é a grande auto-ajuda que vou dar para vocês, a dieta-milagre, e o cacete? Nada disso. Vou só mencionar o que eu estou fazendo e esperançar algum eventual nerd que aqui venha.

Então... Férias! Longe de colegas de trabalho querendo ir almoçar em lugares que não são a quilo. Ou querendo ir em lugares que são a quilo. A verdade é que os dois são um problema. Num você não pode escolher a porção, no outro você quer colocar um pouco... de cada! Trabalhar é chato, comer é gostoso, então a hora do almoço é a hora de se "divertir", prazer em forma sólida e líquida. Mas aí... vem a banha.

Então... Férias. Resolvi que ia emagrecer e ponto. Eu lembro de um amigo que sempre foi quase gordinho, desde criança, e uma vez o encontrei e ele parecia um maratonista. Atentei e questionei [sei lá... ele podia estar com câncer...] e ele disse que só fechou a boca. Interessante.

Isso faz muitos anos já. Eu comecei as férias com 87 quilos e acho isso muito. Dane-se o IMC, danem-se os triglicerídeos... Eu sempre achei que uma pessoa de 80 quilos era uma pessoa pesada. Sei lá, 80 é um número "gordo". [todo redondinho] Chegar então em quase 90, é um absurdo.

Ok, tem gente que é alta ou musculosa e têm 80 superbem distribuídos. Não é o meu caso. Basicamente, eu tenho o físico do Dilbert.

E nem sou dos piores peguiçosos. Sou do tipo "sedentário ativo". Ou seja, não pratico esportes e nem faço exercícios, mas acho um absurdo ir de carro almoçar se o lugar fica apenas a 15 minutos de caminhada, ou se um amigo me chama para ir caminhar no mato com um grupo, vou sem me preocupar de ficar cansadinho ou qualquer nhé-nhé-nhém semelhante. História verídica: já fui numa caminhada no mato usando calça jeans. Todo mundo com calor [gente fresca, nem parecem que nasceram no Rio, como se aqui fosse frio] e quando perguntavam o motivo da "maluquice", eu dizia que ficar me coçando por causa de mosquitos ou mato roçando em mim era muito pior. E os shortinhos deles é que eram ridículos. Bem, isso não tem muita relação com perder peso, mas lembrei disso agora. E é bom para vocês terem uma noção dos meus hábitos, assim se você for como eu, essa postagem pode servir como um "Vai lá! Não desiste!" [putz... devia mudar o nome da postagem para "Nerd ranzinzas também são auto-ajuda"]

Voltemos ao assunto.

Antes de resolver cortar meus pratos pela metade (ou menos), resolvi passar um último dia normal e ver quantas calorias isso dava. Não comi mais como despedida, mas também não fiquei me segurando. Veredicto: 3480 calorias.
Estar na casa dos meus pais no dia deve ter ajudado o valor ser alto. Mas nem fiquei comendo besteira durante o dia, 3 refeições mais café com torradas no fim da tarde.

Repetindo, não vou dizer o que vocês devem comer nem nada nessa postagem, será só para compartilhar algumas coisas que eu achei interessantes.

No mesmo dia já montei uma planilha com algumas coisas que costumo comer, deixei pronto o gráfico e tudo. Isso é bom, para dar um valor. De certa forma, o que eu fiz foi a boa e velha contagem de calorias/pontos. O que NÃO é a melhor das coisas a se fazer. Mas... Quando você come quase 3500 calorias e devia estar comendo menos de 2000, é bom ficar de olho nesse somatório. E, principalmente, é bom para notar quando você fugiu da meta. Nada como uma boa consciência pesada para você voltar a linha.

Para pegar as calorias, usei basicamente 2 sites. Que não vou linkar, para ninguém achar que isso é postagem paga! [HA! algum dia eu chego lá...] Quando neles eu não acho, vou no Google mesmo, pego a informação de uns dois sites e tiro a média. E depois eu ajusto no olho, porque eu não tenho idéia do que é uma maçã média para eles. Exemplo real: bolinho de bacalhau médio. Achei dois valores e um era quase o dobro do outro. Eu tirei a média e aumentei um pouco, porque sei que isso é gordice então é bom deixar o valor mais alto para desmotivar.

E assim vai, critérios extremamente científicos. Mas ainda que a planilha esteja toda errada [na pior hipótese, não estará TÃO errada assim, e provavelmente será para cima], é bom. Façam.

Uma dica idiota agora. Coisas que nossos pais nos ensinam a não fazer e que não é para ninguém fazer em público mesmo. Mas, misture tudo no prato. Acho que a bagunça aumenta o volume. E aí você pensa "Cacete! Achei que tinha colocado menos."

Caso real: acabei de jantar. 4 colheres-de-sopa de feijão, 3 de arroz, uma pegada gorda de couve à mineira e 2 colheres de farofa. Praticamente uma feijoada, mas sem aquelas carnes típicas ou torresmo. [e sem laranja, que eu acho estranho comer junto]

Eu estava com fome, mas como sabia o que seria o jantar e sabia o quanto eu tinha já comido em calorias o resto do dia, tinha já planejado na planilha as quantidades - sem dispensar a farofa. Mas quando eu coloquei 2 colheres de feijão e uma de arroz, e olhei para aquele prato ridículo... Eu botei mais.

Resultado, depois de devidamente servido e misturado, o prato parecia imenso. Na metade dele eu já estava satisfeito. Não a ponto de fazer cara de baiacu sorridente, mas eu podia ter parado. [mas não parei e também não vou me flagelar por isso]



E para saberem, eu como em pratos Duralex (mas dos antigos, com borda reta, ao invés dos com dobrinha), que são menores, porém mais altos, que os pratos de um típico comida a quilo atual (que têm o tamanho de uma pizza média, para você sempre achar que está botando pouco).

Outra coisa, mais uma das minhas lógicas baseadas em anos de... humm... chute. Argumentação minha feita em vários almoços com colegas: você está menos errado (não vou dizer CERTO, porque sei que quantidade não é qualidade), quando sai do almoço COM FOME do que satisfeito.

Minha teoria é a seguinte: o ideal seria você comer exatamente o necessário (de coisas saudáveis, claro) e sair do almoço naquele exato ponto em que não se sinta um baiacu safado nem um etíope. Mas isso é como mirar numa régua de 30 cm e acertar exatamente no 15. A chance é muito maior de que você comer mais ou menos, nunca aquele ponto perfeito. Então... Se é para errar, melhor errar para baixo.

Agora a coisa interessante... No começo, eu não senti fome. Pela teoria acima, eu devia começar a me arrepender da dieta já no segundo ou, se muito, terceiro dia. Depois que tivesse consumido todo o excedente da "despedida". Nada. Achei que estava fazendo alguma coisa errada e comendo ainda mais do que devia [mesmo servindo porções bem menores]. O que significaria perder o foco, porque comer muito menos seria complicado. [um pouco menos, ainda daria para forçar]

Ou então eu era algum tipo de organismo super adaptável e já estava acostumado [o que faria de mim um x-man quase, eu sei que não é assim que a biologia funciona]. Mas então, ontem, finalmente aconteceu... Depois de 18 dias... FOME!

Hahahahaha! Consegui! Estou com fome!! Ontem e hoje, passei os dias com fome. Não passando mal nem nada, mas aquela vontadinha de dar uma beliscada. Alguns pães-de-queijo, um copão cheio de Sucrilhos, um pão-francês com fatias gordas de goiabada... Claro, a vontade passa depois das refeições, mas ao invés delas me sustentarem o dia inteiro, eu fico com fome algumas horas depois. [jantei cedo hoje, já se passaram quase 3 horas, e ficar escrevendo sobre comida não ajuda, rs!] Mesmo sendo as mesmas porções a quase 3 semanas.

Se muito, fora as "4" refeições diárias, dou-me o direito de 1 ou 2 biscoitos de maisena [com S], só para calar a boca da barriga; as vezes uma banana ou uma maçã, mas é só. Então saibam, se não for alguma dieta maluca da moda, o seu corpo (provavelmente) não reclamará muito rápido mesmo.

[E agora sim, vai acostumar, seu organismo safado, pilantra, com cérebro de gordo! De ontem em diante é que vamos testar a sua fé! Tá com fome? Vá consumir essa banha!]

Na verdade, a postagem inteira começou com essa "descoberta", e sei lá, achei interessante compartilhar.

E a quantas anda o resultado até o momento? Eu perdi um quilo em duas semanas. Não é nada chocante e, na minha opinião, nem visível, mas é algo. Sinto até que poderia ter sido mais, estou comendo menos mas, nos 14 dias até ter me pesado outra vez, minha média ficou em 2070 calorias [assumindo que a minha planilha esteja majoritariamente correta] e deveria estar no máximo em 1800. E geralmente me peso indo ou voltando do banho, então sei que não tem roupa afetando - e nunca vale uma pesada apenas.

Mas o que eu realmente achei interessante foi o tempo até a pança finalmente notar que estava faltando comida e reclamar. Então fiquem firmes e esperem.

Ah, e em nenhum dos dias nenhuma das refeições foi de salada com frango. [mas teve um dia que jantei 3 maçãs pequenas, porque era tudo que eu tinha em casa] Teve até ovo frito no meio [5 ovos em 3 semanas, entre fritos, mexidos e omelete]

E o peso, mesmo não tendo baixado muito, mantendo o ritmo significa que em menos de 6 meses dá para perder o equivalente a um engradado de açúcar União. [meu cérebro não funciona em medidas internacionais, líquidos são medidos em "copos de geléia" e "copos de requeijão", e peso e volume são medido em sacos de açúcar]. Para quem só engordava, 2 quilos em um mês é excelente.

E só fechando a boca. [nerds sedentários, regozijem-se!]

[agora é esperar duas semanas e descobrir se estou com 85, mantendo o ritmo, ou se estará marcando 87 de volta, e aí e vou ficar chateado - eu volto aqui e falo]

[ATUALIZAÇÃO: hoje é dia 13, estou pesando 85! Só tenho uma coisa a dizer!]

[ATUALIZAÇÃO: um amigo me relembrou de uma questão que rondou a mídia faz algum tempo. Basicamente, esta matéria aqui. Eu lembro dela. E lembrava antes disso tudo. Eu falei acima que isso NÃO é a melhor coisa a se fazer. Mas deixem-me responder essa falta de fé em 2 rápidos pontos:

1) contar calorias não é a solução dos problemas, é para você ter um acompanhamento e ter para onde olhar quando ficar na dúvida se está se mantendo na linha. Óbvio, e você teria que ser um idiota pensando de outra forma, que comer 1.500 calorias no McDonald's as 9:30 da manhã e ficar de jejum o resto do dia não é a mesma coisa que comer 1.500 calorias bem espaçadas ao longo do dia, divididas entre sucos, legumes, e duas fatias de pizza, que gordice é bom e todos nós gostamos. Matematicamente dá no mesmo, mas, infelizmente, não é assim que nosso corpo funciona.

2) 25/setembro: 84 quilos! Tomem essa, seus propontos!

PS: mas sendo sincero, só não fiz a minha planilha contando os pontos ao invés de calorias porque achar as calorias é muito mais fácil, já os pontos... Se der na telha, algum dia ajusto e vejo que bicho sai.]

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nerds ranzinzas também descansam

Dicas e comentários de viagens de alguém sem nenhuma experiência no ramo (fazia tempo que não viajava):

■ Não desdenhem do verão europeu dizendo "Ah, mas o verão deles não é como o nosso...". É sim. E sei lá, deve ter algo no ar deles... de repente é mais puro, com mais oxigênio, porque a desgraça parece que queima mais que o nosso. E não estou falando de bronzeamento [deus me livre], estou falando de sensação ao andar na rua mesmo. Pode ter sido também a falta de brisa, quase não ventava.

■ Em compensação, está explicado o hábito deles usarem pouca roupa. Aquilo de "Ah, eles estão acostumados com o frio" ou a versão inversa de "Lá é tão frio que qualquer solzinho eles morrem de calor"... tudo balela. O fato é que eles não sabem usar o ar-condicionado.
Vôo de ida: calor dos infernos. Hotel: na posição de frio máximo, o lugar ficava morno. [ok, sejamos sinceros, fiquei em 4 hotéis, e isso era ruim em 2] Restaurantes: quentes. Aeroporto: sauna. Bebidas: quase quentes. Ou seja, o pessoal não anda com pouca roupa porque está acostumado, é que é um alívio tão grande ir para rua, e sentir o vendo gélido (ou qualquer brisa morna mesmo), que até eu ficava com vontade de ter meu momento Hulk e rasgar minhas roupas ali mesmo.
Pessoal deve ser tão traumatizado com a época fria, que deixa tudo sempre quente. Gente doida. Nunca imaginei ter que dormir sem camisa, com ar-condicionado no máximo!, em pleno miolo da Europa. [eu podia ter tentado reclamar com a recepção, mas todo bom brasileiro sabe deixar de frescura e dormir em pleno verão durante um apagão. o que matava mesmo era não ter um ventilador]

Ruivas! Muitas ruivas! Era tanta ruiva, que eles se davam ao luxo de até terem ruivas feias. Mas estava adorando aquilo.

Nova Zembla (filme holandês) é um bom filme, apesar de toda a crítica ruim e erros históricos (trailer legendado em inglês, com alguns erros, mas é melhor que tentar entender holandês). E Anjos da Lei (vi no avião) é bem e melhor do que eu esperava, mas ainda não é isso tudo. E sabia que teria participação especial do Johnny Depp, mas não do Peter DeLuise (o Doug). Gostei. Só não gostei deles morrerem no filme. Sim, é spoiler, mas dane-se, o filme já até saiu de cartaz.

■ Lembre sempre de checar antes o valor da taxa de saque internacional do seu banco. [eu não fiz. rs!!!] Tem horas que não tem solução, você precisa de dinheiro vivo (cash, como é dito pelas crianças iletradas) e essa é a forma mais prática de ter moeda local (tem lugar que não usa o Euro), mas se esse não for o caso, pode acontecer que pagar os 6% de impostos no cartão ser muito melhor do que tirar dinheiro do banco.

■ Se passarem por Berlim, cuidado com a loja Dussmann das KulturKaufhaus. É MUITO CD! Você fica com vontade de comprar metade do lugar. Ok, exagero... no meu caso, a vontade foi só comprar um dos andares. São 4: um de música clássica, outro normal, o último eu não vi do que eram e o terceiro (que deu vontade de ficar o dia inteiro olhando) era só de músicas internacionais... país por país, tanto os pops locais, como músicas tradicionais, folclóricas, militares ou o que mais coubesse ali. Muita coisa.
Livro tem muito também, mas como a maioria é em alemão, a tentação nem foi grande. Depois descobri onde era a sessão de livros em inglês deles (uma segunda livraria inteira em separado nos fundos), mas felizmente a sessão de FC e Fantasia deles era de respeito, mas não muito grande, então comprei só 3.

■ Nunca vi tanta pizzaria na minha vida. Em todo lugar que eu ia a comida tradicional era porco de um jeito ou outro, mas a cada 2 passos era uma pizzaria e a cada 3 uma "kebaberia". [ou ambos no mesmo lugar] O bom disso é que nome de pizza é igual em todo o planeta. Eles podem não ter pepperoni (isso é invenção americana), mas você reconhecerá mais da metade delas, e arranjar uma que goste. Fatias grandes e baratas.
A propósito, para pedir café, basta pedir um "espresso", que todos entendem também. [iêi! idioma italiano reconquistando o mundo!] E você não corre o risco de beber o café deles, que é sempre ruim. O melhor café que bebi na Europa foi num posto de gasolina na Áustria. Mas se entendi corretamente a placa, era grão brasileiro - isso explicaria.

Por falar em posto de gasolina, se quiser comprar balinha e não souber qual escolher, Ricola é boa. Achei em todos os países e lembra a nossa Vita-C. Eles também têm Halls, mas vi muito menos.

■ Vá com o tênis mais confortável que tiver, daqueles de malhação se possível. Para passear durante o dia inteiro fará grande diferença. E se for mulher, compre um preto, para poder usar com seus vestidinhos a noite. Pode não ficar chique, mas é muito paralelepípedo. Nem tente usar salto alto (agulha menos ainda) em Praga.

É sério? Eu reparei isso lá, mas achei que era só para dar mais sobriedade à logomarca chamativa. O McDonald's realmente acha que as pessoas o acharão mais ecológico só porque o logo está com a cor verde no fundo? Eu sei que a humanidade é composta principalmente de gente burra, mas isso é querer demais.

■ Dica: KLM (volta) teve um serviço (opção de filmes, comida e temperatura do ar-condicionado) bem melhor que a Air France (ida). Como as duas são +/- a mesma empresa já faz algum tempo, esperava serviços parecidos. Será que foi porque daqui-para-lá eles assumem que é mais brasileiro do que estrangeiro no avião, e assim podem tratar pior, e no sentido de-lá-para-cá eles imaginam o inverso e tratam bem? Ou de repente a KLM é só melhor mesmo. Sempre confio um pouco mais em algo com "Real" no nome. A monarquia sempre é mais paparicada.

■ Se sua mala não estiver muito pesada, leve um ferro-de-passar-roupa. Já vi vários hotéis no Brasil com uma ferro e tábua no quarto, mas lá não vi isso em nenhum. Para não torrar fortunas com estética, eu fazia duas coisas: deixava a roupa no banheiro durante o banho (para o vapor dar uma desamassada) e deixava de frescura (ficava amassado mesmo!). [ou vista-se de lã, que não amarrota]

■ Ah, se você coleciona moedas, prepare-se para "gastar dinheiro" com isso. Eu guardei uma de cada valor de cada país que estive (mas limitado ao que aparecia em trocos, não corri atrás de ter realmente uma de cada valor). Guardei várias de países fora do Euro (e até algumas notas) mas o Euro, mesmo sendo a moeda mais usada, muda a traseira conforme o país e nada impede de você receber num país moedas cunhadas em outro... E aí você começa a guardar 1 de cada desenho diferente... No final das contas, a minha coleção, praticamente parada desde o colégio, aumentou em umas 50 moedas num golpe só. O que reconvertendo em R$ daria cerca de R$ 100. Ok, perto de uma passagem de avião, gastar mais R$ 100 é até pouco... Mas pô... 100 é 100... dá pena.

Garrafinhas de água: tampa rosa é água sem gás, tampas azuis são com gás. Não vi nenhum lugar que não seguisse essa "regra". Não sei se foi coincidência ou se é alguma norma européia, mas tá valendo.

■ Acorde cedo. Talvez também por trauma dos invernos, que ninguém deve gostar de sair a noite, tem lugar que o comércio/bares/etc fecha na hora que carioca está pensando em sair. E aceite que você irá para a noitada com sol na cara ainda, demora para ele se pôr no verão (o que eu acho excelente, é como um horário-de-verão mega plus extended!).

■ Máquina fotográfica: se for um dia claro, faça fotos em ISO 100 sem flash. Ficam melhores. Flash só quando realmente necessário e ISOs menores granulam menos (a imagem fica com menos pontinhos). Eu bati mais de 1000 fotos, sendo a maioria no esquema ninja de "ih, legal aquilo" seguido de tirar do bolso, ligar, meio que mirar, clicar, guardar. E a maioria ficou muito boa. E é uma dessas Sony de bolso, antiga já. Nada muito moderno. [DSC-W70] Até a noite as vezes, se o lugar for iluminado, é melhor ter uma foto com a pessoa um pouco mais escura, mas com todo o fundo aparecendo, do que a pessoa bem iluminada (pelo flash) e o fundo quase negro. Mas nesse caso você precisa manter a mão bem mais firme e o pessoal parado - a dica é não dizer para eles que você bateu a foto. Ajuda desligar os sonzinhos da máquina.

E é isso, se eu pensar em mais alguma sandice para comentar, volto aqui.

Voltei. Última coisa. ■ Tampas de bueiro: é a minha sugestão para se você quiser registrar em foto a cidade onde você estava. Fotografar uma placa com o nome do lugar é sempre melhor, claro, mas se você quiser algo diferente e não tiver nenhuma placa a mão... Coincidência ou não, todos os bueiros que vi eram bem específicos, isso quando não davam logo o nome do lugar ou alto-relevo de algum ponto turístico local.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Reboot da DC Comics



Mais alguém gostou do Reboot da DC? Não no sentido "gostou das histórias novas?" e sim no "gostou de terem rebootado?"
Eu parei de ler faz alguns anos por falta de tempo. Sempre pretendi voltar [e vou!] mas rolava aquele desânimo de "antes de terminar de ler a última crise, surgirá uma nova...".
Pois bem, facas Ginsu que me perdoem, mas MEUS PROBLEMAS ACABARAM!
Literalmente.

O que eu tinha pendente de leitura... agora tem fim!! Não é mais uma parte de um infinito meio... São as últimas edições da cronologia. E quando eu chegar na edição de agosto de 2011... ACABOU! The End. Eu gostei disso - e não é sarcasmo.

Claro, vou dar uma conferida no novo Super bad-boy que usa calça jeans, na Liga novata e na nova Maravilha de leggings e coleira, mas será só de curtição. A história que eu acompanhava, praticamente uma novela, passou a ter início (lá na Crise das Infinitas Terras), meio (e Crise "Infinita" [que agora confirmamos, era mentira. rs!]) e FIM (o tal do Flashpoint). [acho que para compensar que o Flash salvou o universo da outra vez, desta vez ele o destrói.]

Já dizia o Q: "All good things must come to and end".

Eu gostei. A nova geração começa a ler uma história (ainda) não tão confusa (vamos lá, quem tem saco para entender a existência de 478 Supergirls? Eu gostava daquela que se aposentou mandando uma carta para o Super, um pouco da última, mas só no início, e da Poderosa. Aquela feita de geleca nunca me convenceu).

Agora eu posso ler com calma, tranqüilo, que a história terá um "e viveram felizes para sempre". (*)
Baixa a cortina.
E platéia vai comer um cachorro-quente na calçada.

(*) ok, eu sei que não é assim (link) mas dane-se, eu não me incomodo com finais abertos.

Só espero é que sejam machos e não me venham daqui a 3 anos com uma "Crise das Terras Passadas" onde tudo volta ao que era. Querem reverter, que inventem uma desculpa para fazer o Super colocar a cueca por cima das calças e vão aos poucos igualando. E nem me venham com "socos na realidade" [isso não é uma expressão... os dcnautas sabem do que eu estou falando... ]. Não teremos um final digno para nenhum dos personagens, e ao que parece, Flashpoint não tem o peso da Crise de 1986...

Mas repito, estou feliz em saber que os personagens que eu lia foram para seu descanso. Há um ponto final.
Agora surgem outros, com mesmo nomes e logotipos. Mas são OUTROS. Para nova geração. Os "meus" terminam aqui. Acho que sou um dos pouco que estão zens a respeito, com o sentimento de alívio e let it go... Estou me repetindo. Não sei explicar.

Vou nem dar links de "leitura recomendada"... Se jogar "DC comics reboot" na net são páginas infinitas para ler. Desde fanboys revoltados até os newbies maravilhados. (já os "fanboys agradecidos", como eu, aí não sei...)

Videozinho: The DC Relaunch

Putz! Pensei na analogia perfeita: é como quando uma boa série de TV termina antes de se estragar. O sentimento que eu estou agora [se bem que ainda tenho 3 anos de gibis atrasados, talvez seja tudo uma bela merda neste período...] é igual à sensação de quando acabou Babylon 5. [dadas as devidas proporções, porque B5 foi top de linha!]
Uma outra possível analogia, é que me sinto como o Andy no final do Toy Story 3.

Para matar saudades: os últimos 5 minutos de B5. Nada a ver com o assunto, mas a trilha ainda é de arrepiar.

Voltando... Concordo que com bons escritores, não precisaria apagar tudo e recomeçar (Hitler Reacts to the DC Comics Reboot), mas que seja egoísmo, eu gostei.
Torço para as novas histórias serem bem escritas [e não a porradaria sem miolos do começo dos anos 90] e desejo a melhor das sortes para a DC e seus personagens que tanto nos divertiram e emocionaram. Que a nova galera possa ter as experiências que tivemos e ler coisas tão boas quanto eu li [perdido no meio. mas tinha...].

Vão que é tua, criançada. Eu paro aqui.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Atrasos, procrastinações e tempo

Ainda bem que não tenho leitores... Estava vendo agora que das 66 postagens do blog, 17 ainda são Rascunhos. E como eu gosto de colocar as coisas nas devidas datas, um visitante habitual ficaria endoidecido... Tenho livros e filmes que ainda não resenhei e, quando o fizer, a postagem será na data em que terminei de ler o livro ou ver o filme.

Comecei o blog em Janeiro com a idéia [dane-se o corretor do Firefox e a reforma, minhas idéias têm acento agudo!]... [voltando]... com a idéia inicial de resenhar 2 livros que acabara de ler. Só resenhei um até agora. Mas quero nem saber, quando resenhar o segundo postarei em fevereiro! [é que além de servir de blog, eu também o uso aqui para lembrar quando eu li ou assisti cada coisa...]

Mas tá ficando feia a coisa. Outro dia resolvi começar a ler um livro grosso só para demorar até terminar e usar o tempo para pôr em dia os posts atrasados. Não deu certo porque o livro era chato e comecei a ler outro bem legal. Que devo terminar rápido. [droga!]

A falta de tempo é um problema... Agora com o novo reboot (uma nova Crise?) na DC, fiz as contas por alto e acho que não leio nada deles faz uns 3 anos. E olha que foi só uma paradinha, pra deixar acumular. Parei de ler DC por volta da história de origem do Anel Vermelho. Quero nem pesquisar quando foi isso exatamente, que corre o risco de eu descobrir que faz mais tempo ainda do que imagino.

Já tô vendo... Nas férias vou ter que fazer igual fiz na última crise (última naquela época - era a Crise Infinita): montar uma planilha de Excel e anotar tudo que estava lendo, na ordem, e me atualizar (ou baixando o quadrinho antigo ou lendo no Wikipedia) tudo que acontecera de marcante nos últimas 15 anos.
É que só li a Crise nas Infinitas Terras depois de velho. Quando soube que ia acontecer outra, resolvi que essa eu ia acompanhar. Quando parei de ler já estava em processo de desintoxicação e parando de acompanhar vários personagens. A idéia nunca foi ler tudo mensalmente. Só acompanhar a crise. E depois ficar só nos fatos marcantes. Mas putz... Parei antes de da ressureição do Ajax e a volta decente (e não o Beato Salu dos Mares) do Aquaman! Se é que voltou. Não tenho certeza. Já todo o rolo da "morte" do Batman, isso provavelmente eu teria deixado passar direto de qualquer jeito...

Ok, esse post tá ficando longo e não fala nada de útil. E se eu tivesse tempo para post longo, era pra finalmente terminar um dos incompletos. Hora de publicar.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nerd também bebe...

... mas volta cedo porque não sabe quem foi o jerico que inventou que dia de beber é quinta-feira! Não obstante, aproveitando o embalo... Dica musical! Minha canção de bêbado preferida para vocês:

Here's a health to the King and a lasting peace
To faction an end, to wealth increase;
Come let's drink it while we have breath,
For there's no drinking after death,

And he that will this health deny, 

Down among the dead men, down among the dead men, 
Down, down, down, down,
Down among the dead men let him him lie.


Resto da letra e MP3 desta e outras em: Top Hits of 1776.
(OBS: "dead men" era uma gíria para garrafas vazias - não é gente morta)
Visitem, bem interessante, achei faz tempo pesquisando sobre a To Anacreon In Heaven, canção que deu origem ao hino americano (basicamente... outra canção de bar).