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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Assassination Classroom

Eu adoro os japoneses! Sempre falo isso.
Não importa o quão bizarro soe, ou tão merda que pareça, eles fazem e que se dane!
E pelo que entendi o filme abaixo já tem até a continuação garantida.



Mas ok, assumo, não fui parar no trailer totalmente por acidente sem saber o que é isso... [mas o fato de ter um trailer live-action foi um susto, sim] Eu estou lendo o quadrinho [mangá, se preferirem. mas se reclamarem eu chamo de gibi] e está bem legal. O anime também, mas depois de testar com os primeiros episódios, resolvi que prefiro fazer o certo: primeiro o original, depois a adaptação. Então fico atrasando assistir porque já sei o que vai acontecer. Todavia... Foi ter visto o 1º episódio que me deu aquele estalo de "Ok... Fiquei intrigado... vou ler essa porra." [comercial gratuito para a Comix.com.br porque eles enviam muito bem embalado] [já a Panini... não sei, porque eles tiveram a idéia idiota de só poder assinar essa revista assinando outra junto...]

Ah, a história... Resumindo bem: o bicho amarelo acima destrói a Lua e fala que a Terra será a próxima em 1 ano. A não ser que consigam matá-lo. E aí ele resolve ser professor de uma turma de colégio onde, além de carinhosamente ensinar matemática, literatura, etc, para um bando de adolescentes problemáticos (que ele matará em 1 ano...) e "junto a essa turminha do barulho, se meter em incríveis confusões", ele também as ensina técnicas de assassinato, para que elas melhor tentem matá-lo (daí o nome da franquia).

Faz todo sentido do mundo.

OBS: o filme já foi até lançado, faz mais de mês! [eu tô virando um nerd de meia tijela... já não sei de nada que acontece]

E para dar créditos a quem é devido: Matando Robôs Gigantes nº 233 onde ouvi falar disto a primeira vez. Mas foi só pelo embalo de ouvir na seqüência, tanto que só este ano que resolvi dar uma olhada - e só lembrei porque estava no embalo de crianças assassinas após ter assistido o Angel Beats [que tem uma postagem curta ainda em rascunho...]. Podem assistir esse também, já fechou. Início, meio e fim em 13 episódios. Este não lembro onde conheci. Acho que foi no AMV Hell igual a Haruhi.

E é isso. Recomendações rápidas só para aproveitar o embalo do susto que levei com o trailer acima. Bom divertimento.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Malévola

Nome original: Maleficent
Duração:
1h37min  --  Ano: 2014  --  Trailer
De: Robert Stromberg (primeiro filme que ele dirige)
Baseado em: A Bela Adormecida, da Disney
Com personagens +/- de: Charles Perrault e Irmãos Grimm.
Com: Isobelle Molloy [muito fofinha], Angelina Jolie (de Hackers - Piratas de Computador, O Colecionador de Ossos [é o filme que notei a existência dela], Tomb Raider e Sr. & Sra. Smith), Elle Fanning (de Compramos Um Zoológico e The Lost Room) [minissérie bem legal], Sharlto Copley (de Distrito 9, Esquadrão Classe A e Europa Report) e Sam Riley (de Na Estrada).

Eu sei que estou virando um velho sentimental e babão [mesmo continuando ranzinza], mas não aceito discussões neste caso: esse filme é uma das coisas mais fofas (se não for a mais) dos últimos tempos. E quem falar o contrário está errado. Sem papo que é tudo uma questão de opinião. Errado e ponto.

Não quero nem imaginar a quantidade de maquiagem ou efeitos especiais para deixar a Angelina com aquela cara lisinha e sem rugas, mas ela está fofíssima também. Até a Aurora, que é meio mongolzinha, não compromete em nada. É fofa. É tudo fofo! E eu sou o tipo do cara desalmado que não gostou nem de Goonies, nem daquele filme da Jennifer Connelly que tem gnomos e um cantor, e nem daquele filme que o garoto voa num cachorro com corpo de dragão chinês. Precisei ir no IMDb e jogar "dragon dog movie" no Google - os filmes são Labirinto e A História Sem Fim.

Eu só mudaria uma coisa... Que era para deixar a história um pouco mais paralela à "versão oficial dos fatos". E agora vem spoiler. Pule o bloco a seguir se não viu o filme.


SPOILERS COMEÇAM AQUI:

Eu teria matado a Angelina. Não a faria virar má de repente (até pensei que o filme faria isso) [e quem acompanha o blog, se é que existe, deve lembrar de meu trauma com a verdadeira mocinha do Oz], mas depois de tudo que aconteceu, se acontecesse algo um pouco mais dramático ali, ainda teria encaixado. Eu teria feito tudo igual, até a luta final. Aí criaria alguma situação para ela não só matar o rei, mas morrer salvando a princesa. O famoso "sacrifício final", "a maior prova de amor" e essas coisas. Claro, com um sorriso nos lábios de quem morre sabendo que fez um bom serviço.
E depois disso teríamos todas as cenas seguintes, com a narração, a coroação no mato, o príncipe, tudo igual, mas ao final, ao invés de termos a Angelina voando, veríamos (talvez imensa, digna de uma rainha, e no meio da floresta mágica) a lápide!

Trágico, mas de uma forma fofa. Mas ok, eu sei que minha mente é um pouco mais negra que o normal. Agora voltemos a nossa programação sem spoilers.

Ah, e claro, do meu jeito, um eventual bardo que ouvisse a história de terceiros, poderia perfeitamente criar a versão em que a bruxa má foi morta pelos valentes soldados que protegiam o rei e salvaram a princesa, sem precisar mentir descaradamente. E do ponto de vista de um soldado raso, teria sido exatamente o que aconteceu.

SPOILERS TERMINAM AQUI.


Outra coisa que eu talvez mudasse, e que não é spoiler, foi a tradução do nome do personagem Diaval. Se você não sabe inglês [ok, ok, hoje em dia "todo mundo" sabe, mas mesmo assim...] você pode deixar passar o trocadilho com a palavra devil (demônio),  que por sua vez é uma adaptação do "nome original" (isto é: o nome Disney) do personagem, que era, "sutilmente", Diablo. Sei lá, em português o caminho diabo, diabal, Diaval não pareceu linear o suficiente. [estou agora curioso em saber como é o nome dele na dublagem] O trocadilho em si não faz falta, o que eu achei legal foi a referência ao original.

E o filme é cheio destas rápidas referências, como a terceira fada que não concede nada à garota, por exemplo. O filme ficou um revisionismo histórico bem legal. Só que a "bela adormecida" dormiu tão pouco no filme, que duvido que ela ficaria famosa por este motivo lá no reino.

ATUALIZAÇÃO: pouco depois de terminar a postagem descobri porque fica tão destacada a cena da fadinha não ter dado o 3º dom para a menina. O plano inicial do filme era mesmo ter seguido o enredo da Disney, de ser o presente dela que não faria a Aurora morrer ao espetar o dedo. Então, por mais que no filme tenha ficado estranho a fada verde não ter dado nada (que eu achei que era só uma piadinha à toa, ao invés de ter sido uma cena cortada), sinceramente, gostei mais da solução do filme.
Porque (um último spoiler antes de continuarmos) esse papo de "amor à primeira vista" ser amor verdadeiro é complicado. No desenho animado original era ainda mais bizarro, porque o cara só via a mulher dormindo. Gostei do beijo do príncipe não ter dado em nada e ele mesmo ter dito pras fadas "Mas, cacete, eu só vi a sujeita UMA única vez!". Se bem que, como a postagem acima diz, explicaria melhor a questão da... vamos dizer... "hora em que tem uma luta entre chamas verdes e amarelas" não ter dado em nada.

Bem... E é isso.

Ah, tá, a história.... Humm... Fadinha boazinha [e alguém me explica, porque diabos os PAIS da menina a batizariam de Malévola?? A Fada-Mãe morreu no parto e a Fada-Pai ficou com raiva da recém-nascida? Bem... pelo menos não darem explicação alguma foi melhor do que ela começar o filme se chamando Benévola e depois termos uma cena do tipo "A partir de agora... Meu nome é MALÉVOLA. HAHAHAHAH"] Mas voltando ao assunto... Fadinha boazinha [relendo a postagem, acho que a minha descrição é spoiler também, então vou esconder quase tudo. Veja o trailer no alto, escolhido propositalmente por ser o único que não estraga cenas do filme, e seja feliz] namora garoto pobre. E como todo garoto pobre medieval, ele quer ser um cavaleiro, um nobre... Rei então? Putz! Já é! E aí  ele apronta feio com a Fadinha (agora já um mulherão).  Ela fica puta e amaldiçoa a filha dele. E aí...

E aí é a graça do filme. Então eu paro de contar. Na verdade, o filme já estava bem legal desde o começo. Eu disse: é um filme todo fofo. Não sou fã de seres mágicos com cara de brinquedo, mas eles aparecem menos de 2 minutos em cena e estavam legais. Por falar nisso, adorei os bichos perto do final, que pareciam um misto de beija-flores gigantes e tatus (!?). Também não fiquei grande fã das 3 fadas madrinhas, mas elas não comprometem em nada. O príncipe então, teve sorte de ter falas no filme. Mas também ficou fofo. E o reis malignos (que não eram fofos) pouco aparecem, então só sobrou cena fofa, fofices e afins. São duas horas de fofura non-stop. Podem ver. [ok, tem 30 segundos de uma cena triste, mas é rápido e, logo depois, a Angelina é tão charmosa que até com raiva ela é uma graça]

E como eu sempre gosto de colocar opiniões contrárias (o que foi fácil de achar para Malévola, muita gente não gostou) [nem o Screen Rant, com quem eu costumo empatar], vamos lá. Achei duas, de um mesmo site, que achei interessantes. Fiquemos com elas:

Badass Digest (1): Maleficent will test the patience of all but the most stultified moviegoer. (esculhamba o filme de todas as formas, mas tem bons argumentos)

Badass Digest (2): (...) a good Maleficent movie would let Maleficent be wicked.
(que relembra algo que, durante o filme, eu também fiquei curioso: o que a Malévola fez para passar o tempo nos 16 anos entre a maldição e a espetada de dedo? Teria sido legal vê-la malevolizando por aí) [mas isso estragaria toda a missão da Disney de nos fazer gostar da personagem] [e na verdade, fora vestir preto, ter um trono, e a maldição em si, não a vemos sendo malévola]

PS: mas o Omelete (nem tanto) e o Rapadura gostaram. Acho que nós brasileiros somos um povo mais... fofo.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Winkie

Título original: também Winkie [que poderia ser traduzido como Piscadinha ou Piscadela]
Autor: Clifford Chase
Editora: Bertrand Brasil --  Ano livro / história: 2011 / 2006
Tradução de: Bruna Hartstein  --  Páginas: 278
Tamanho: padrão, 14x21cm (+/- meia folha A4)
Acabamento: excelente, com direito a detalhes brilhantes e relevo na capa.  --  ISBN: 978-85-286-1474-9

Pois é. As vezes eu também leio livros que não são de ficção-cientifica! Com tanto livro interessante no mundo, e com tão pouco tempo até o dia da minha morte, é preciso ter foco. Mas... Quando eu vi a capa do livro, numa andança aleatória pela livraria, não deu para não pegar e olhar melhor. Depois vi a foto da contra-capa (muito boa, mas estou sem nenhum scanner por perto e não a encontrei na internet) [achei a americana, mas é diferente] e, finalmente, não deu para resistir à descrição oficial na orelha do livro:

   " Neste engraçadíssimo e surpreendente romance, um gentil ursinho de pelúcia ganha vida e vai parar no lado errado da guerra americana contra o terrorismo.

Após sofrer durante décadas a negligência das crianças que costumavam amá-lo, Winkie percebe que, para tomar as rédeas de seu destino, basta decidir fazê-lo. Então, atira-se da prateleira, pula a janela e segue para a floresta. Entretanto, tão logo começa a descobrir o prazer e as maravilhas da mobilidade, da autodeterminação e até mesmo do amor, sua sorte termina.

Pouco depois de encontrar a cabana de um professor solitário, o ursinho se vê cercado por um esquadrão da SWAT, que imediatamente conclui ser ele a mente maquiavélica por trás de dúzias de ataques terroristas rastreados até a floresta. Aterrorizado e confuso, Winkie é levado a julgamento, no qual a promotoria busca selar o destino do pequenino urso chamando para depor testemunhas dos julgamentos de Galileu, Sócrates, John Scopes, Oscar Wilde e das bruxas de Salém.

Com uma gama de personagens que varia de uma servente muçulmana lésbica a um advogado gago e uma filhote deurso que vive citando lacan, winkie apresenta uma crítica mordaz da paranoia em que vivemos atualmente. Num segundo plano, o romance de Chase é uma bela reflexão sobre as lembranças e o amor que nos remetem àquela época de nossa vida anterior à consciência, quando um brinquedo de pelúcia ou uma simples história podia nos garantir indiscútiveis consolo e sabedoria. "


E de novo, vocês viram a cara de maluco do urso? Eu tinha que ter esse livro. Ok, não li correndo logo em seguida, o livro ficou olhando para mim da estante por mais de 2 anos, mas uma hora todos serão lidos. Foi a vez dele.

Com uma descrição como a acima, apesar de soar bem poética em alguns pontos, eu esperava a história sendo mais corrida e humorística. Longe do escrachamento de um Ted, mas naquela linha. Uma espécie de Ted para quem passou dos 40 e lê a sessão de política internacional do jornal ou é capaz de reconhecer referências ao Julgamento do Macaco (pesquisem por O Vento Será Sua Herança). [claro, gente mais nova também pode entender tudo isso (e muito mais), mas era só para vocês entenderem o ponto.]

O que acabamos tendo é uma história muito mais lenta, com passagens para você se imaginar ali ou refletir nos pequenos detalhes que só um sujeito que acabou de aprender a andar e tem 40 cm de altura (na verdade, não sei a altura do personagem) prestaria atenção. Também são feitas muitas críticas sociais, chamando atenção para dezenas de hipocrisias ou insanidades com as quais convivemos. E claro, muitos momentos bem "viajantes", com passagens quase oníricas, ou outras dignas de Monty Python.

Mas também não pensem que o livro chega a ser psicodélico. Na verdade, o personagem começa o livro sendo preso e assim, num chutão, diria que metade dele são de flashbacks variados, e a outra metade é tomada pelo julgamento do urso, num tribunal.

O urso em si, principalmente no começo da história, nem sequer parecia ser o personagem principal. Como se ele estivesse ali apenas como um intermediário entre o leitor e os humanos com os quais ele convive. Cheguei a imaginar se o livro não seria um jeito disfarçado do autor escrever algum tipo de biografia familiar dele, ainda mais que num dado momento ele próprio é um personagem, mas perdi a impressão com o andamento da história.

Um detalhe, por exemplo, que me decepcionou no começo, mas que depois eu me acostumei, é que o urso praticamente não fala. Ele pensa muito, mas pouco fala com as pessoas e, quando o faz, normalmente não vemos. Há toda uma seqüência em que o urso relembra uma longa conversa que ele teve com o advogado, em que a cumplicidade entre ambos já estava tamanha, que um era capaz de completar as frases do outro... Mas vimos esta conversa? Não. Só o urso relembrando-a.

Cheguei a imaginar até se urso não era mudo, uma espécie de Haroldo (ou Hobbes, o tigre de pelúcia do Calvin) e que, com pessoas por perto, ele nunca se mexeria ou falaria [mas depois eu lembrei que a primeira "cena" do livro é dele sendo preso, andando e com as mãos erguidas]. Ficou só na impressão também, mas não esperem muitas conversas dele com as pessoas - o humor do livro está nas situações absurdas e no reconhecimento das piadas quando elas surgem [e certamente, eu perdi várias].


Na mesma semana em que terminei o livro, por acaso vi no cinema o Dr. Fantástico ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba e, apesar das histórias não terem nenhuma semelhança, durante o filme o livro me veio a mente. O esquema é parecido: as piadas vão sendo jogadas de qualquer jeito, algumas complexas e profundas, outras bem pastelão, e você vai pegando pelo caminho ou não, e não dá tempo de pensar muito no assunto porque a cena mudou. Aproveitando o Peter Sellers, se você for fã deste filme e também do Muito Além do Jardim, arrisco dizer que Winkie seja uma boa pedida.

Uma coisa também para vocês se prepararem é que o "vai dar merda" não é só extremamente demorado... Parece que o livro inteiro é feito para você ter essa sensação. São várias pequenas coisas ou acontecimentos, mas você *sempre* fica, o livro todo, com aquela sensação de crescendo [nerd musical!], de que a merda está se acumulando e uma hora a pilha vai virar.

E aí o livro termina e, se você começou a lê-lo com uma expectativa errada (meu caso), você fica com aquela sensação de que foi, de certa forma, enganado, de que a história foi por caminhos completamente diferentes do que a orelha me induziu [nem tanto, mas quando finalmente puxei o livro para ler mal lembrava mais da dela, lembrava só do terrorismo, da muçulmana lésbica e do advogado gago], mas, ao mesmo tempo, queria continuar ali, naquele mundo louco mais um pouco. Como se você juntasse as emoções conflitantes e, ao fechar o livro, as resumisse num lacônico: "Porra! Ué, acabou?" Ou, de forma melhor escrita, parafraseando [vulgo: roubando e alterando] uma moça ruiva [adoro ruivas!] que resenhou o livro no Skoob: "Eu não sei o que o autor quis dizer com o livro, mas eu gostei de ler".

Pois é. Foi isso. Mas não se preocupem, muita coisa lá dá sim para saber o que ele quis dizer, é só maneira de falar. É um livro estranho, esquisito, engraçado, e cheio de boas intenções. Uma boa leitura e dá um bom presente.

Agora, outras resenhas:
Começando pela ruiva: Nanie's World: "Ao mesmo tempo complexo e simples, cheio de significado e apenas mais um livro nonsense." [na foto dela no blog ela está loira, mas tudo bem... ruiva honorária, que seja!]
Paraíso em Papel: "Winkie é assim mesmo, doce, inocente, puro, intenso, tocante, irônico, malicioso e divertido. Como pode um livro ser tudo isso ao mesmo tempo?"
Cultivando a Leitura: "Recomendado a todos que gostam de uma história engraçada, diferente e comovente." [também gostei mais da capa nacional que da original]

E tá bom. Gostei dessas 3, são curtas e diretas. Achar outras resenhas é fácil. Procurem aí. [e, putz!, todas as resenhas que li foram feitas por garotas! será que nenhum blogueiro homem assume que gostou do livro? ou eu que sou muito menininha? rs!]

Numa nota solta, o livro virou até uma peça de teatro (mas, infelizmente, parece que não ficou boa) e, terminando, uma entrevista com o autor.

domingo, 10 de novembro de 2013

Rico Slade Will Fucking Kill You

Eu costumo colocar as capas de livro e cartazes sempre +/- no mesmo tamanho [217 de altura, sem margens, que fica bem no Firefox, mas depois descobri que nem tanto no Chrome, no IE e no Comodo Dragon, ou seja, em lugar nenhum quase], mas esse livro agora não só eu não quero falar muito, porque ele é fino e não quero estragar a história toda, como ele ainda tem um nome e capa tão escrotamente divertidos, que será com ela que vou gastar o espaço hoje:




Autor: Bradley Sands
Editora: Lazy Fascist Press / Eraserhead Press
Páginas: 114  --  Ano: 2011  --  ISBN: 978-1-936383-47-4
Tamanho: A5 (metade de uma folha de papel normal)

A história: ... Opa! Aqui já entra um aviso, eu darei a sinopse do livro sem nenhum tipo de spoiler real, mas... eu li o livro sem saber NADA dele fora a chamada oficial (em itálico ao final da postagem ou no link da Lazy Fascist logo acima). A sinopse em si entrega algo que você fica sabendo já na 1ª linha da 7ª página [acabei de contar], então não é nenhum tipo de surpresa ou reviravolta final, mas... como eu li o livro sem saber nem isso, caso vocês também prefiram desta forma, pulem para a linha pontilhada.

Então...

A história: temos um ator (era essa a "surpresa"), famoso pelo papel de personagem musculoso, cabeludo e brucutu em vários filmes, que luta contra vilões que querem dominar o mundo. Uma boa comparação talvez fosse uma junção de Comando para Matar com 007. E certo dia o cara surta! Começa a achar que ele é o personagem, se irrita com praticamente tudo e todos a sua volta, e sai degolando gargantas, chutando mulheres e explodindo lojinhas. Mas...

Agora, outro aviso, o que vou dizer abaixo sim, pode ser considerado spoiler mas, novamente, você fica sabendo tão cedo na história, que talvez não seja na verdade... Bem, não querendo saber, de novo, fica a dica de ir para a linha pontilhada.


... não é bem assim.

Na passagem da lojinha, por exemplo, o sujeito fica puto com a atendente, volta para sua Ferrari e a joga através da vitrine, daí sai andando em câmera lenta enquanto o lugar explode, e empregados e clientes queimam. No capítulo seguinte acompanhamos o psicólogo do sujeito, e num dado momento é anunciado na TV que um careca mal vestido jogou o carro dentro de uma loja, mas, felizmente, não houveram feridos. A parte de ser uma Ferrari era verdade pelo menos.

Então uma coisa é a história que o personagem acredita estar vivendo em seu ataque de fúria nem tão furioso quanto ele acha. Outra é a historia real, que mesmo não sendo devaneio, é bastante bizarra por si só.


• • • • • • • • • o "não-spoiler" e o "mais ou menos spoiler" terminam aqui • • • • • • • • •


É um livro bem engraçado. Tanto os capítulos do Rico Slade, como os do psicólogo, que na prática é o co-protagonista, já que eles revesam capítulos e metade do livro é com o sujeito. Assim, de cabeça, dele me recordo do capítulo envolvendo o golfista e "comentários culturalmente insensíveis", por ex.

O lado ruim é que o livro é fino. Assim como o Shatnerquake, o livro inteiro é na verdade um conto. E nem todos irão querer pagar R$ 25 para ter um livro de 90 páginas (em letras grandes, e há um capítulo inteiro que é uma única palavra) [lá no alto eu digo que são 114 páginas, e são mesmo, mas há 12 só com anúncios de outros livros da editora, mas que, diga-se de passagem, ler os títulos e suas descrições é outra diversão], ou R$ 11 para só ler sem nem ter o livro de verdade. Mas pense assim: um ingresso de cinema custa algo entre R$ 20 e R$ 40 e te diverte (ou não) por duas horas. Esse livro faz o mesmo, mas você ainda passará a ter na sua estante uma capa como a acima. É um plano perfeito.

E dá fácil para imaginar o livro como um filme ao lê-lo, por mais que a história não tenha sido feita pensando no Arnold, ele encaixou como uma luva. Eu li o livro em 3 sentadas e, antes a última, assisti uma reprise de O Sexto Dia [um filme bem idiota, mas uma boa e bem feita diversão] e novamente, o jeitão brucutu bem humorado dele pareceu encaixar feito uma luva. Na minha cabeça, bem melhor que The Rock, como numa entrevista dada pelo autor. Sei lá, o Dwayne é novo demais ainda a meu ver, e não tem o jeito bonachão do Arnold. OBS: a entrevista que mencionei dá os mesmos "spoilers" que comentei acima, então se você os pulou, não a leia. Caso contrário...
Bradley Sands – The Man Who Created Rico Slade.

E para fechar, a sinopse oficial (onde o título passa a fazer mais sentido):

What the crap is Arnold Schwarzenegger doing on the cover of Rico Slade's book? This is Rico Slade's goddamn book. Rico Slade is not a body builder, an actor, or a governor. Rico Slade is an action hero.

Rico Slade doesn't care about the political climate. Rico Slade has an advanced degree in badassery. Rico Slade's favorite food is the honey-roasted peanut. Rico Slade can rip out a throat with his bare hands.

But Rico Slade has a problem. His arch-nemesis, Baron Mayhem, is threatening to drop a bomb on the Earth that will kill every human being except himself while leaving the world's currency intact. To save the planet, Rico Slade must journey across Hollywood to find Baron Mayhem. Unfortunately, Rico Slade's crime fighting style involves ripping out the throat of anyone who gets in his way, including grandmothers and Midwestern tourists.

As Rico Slade leaves Hollywood in ruins, the only person who can stop him from destroying the city is his Jewish psychologist, Harold Schwartzman. Until he does, Rico Slade will kill as many people as it takes to thwart Baron Mayhem's evil scheme. Rico Slade will fucking kill everyone.

RICO SLADE WILL FUCKING KILL YOU.

E terminando, 3 rápidas resenhas. Todas com vários spoilers, estejam avisados:
Mythos flavored blog: "(...) so brilliant and so fun you will not be able to stop reading it."
Dangerous Dan's book blog: "(...) a hilarious tale (...) isn't for everyone, though."
Sheldon Nylander: "Hillarious! (...) an enjoyable and downright fun read (...)"

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Bitch Slap

Eu não vou resenhar este filme, já o vi faz muito tempo. Mas fica a sugestão como algo para verem sem absolutamente nenhuma expectativa (fora a de ser um filme extremamente cretino), quando você não tiver nenhuma idéia melhor e algo com mulheres peitudas e o Kevin Sorbo (você sabe quem é, assuma!) não soar uma sugestão ruim.

Eu lembro que me diverti. Lembrei deste filme agora pesquisando sobre a definição de dicionário da expressão e esbarrei no vídeo abaixo. Muito bom. Deu até vontade de rever o filme. Na pior hipótese, pelo menos vejam o vídeo, é divertido por si só.





E depois do vídeo abaixo, leiam as opiniões e resenhas dos usuários no IMDB (a maioria raivosa), e se depois disso tudo você não ficar curioso... [provavelmente significa que têm bom gosto para filmes ou mais o que fazer da vida, mas não isso vem ao caso]

Se preferirem o trailer de verdade, segue o link.

E alguns dados técnicos, só para manter a tradição das postagens cinematográficas:

Nome nacional [só descobri que tinha agora, na época que vi não existia]: Perigosas
O nome em Portugal é igualmente ruim: Mulheres Rebeldes
De: Rick Jacobson (de O Bebê Maldito 2 e Cleopatra 2525)
Com: Julia Voth (+/- de Resident Evil), Erin Cummings (+/- de Jornada nas Estrelas: Enterprise), America Olivo (de Sexta-Feira 13, parte 12: O Reboot e +/- de Homem de Ferro), Michael Hurst, Kevin Sorbo, Lucy Lawless e Renée O'Connor (todos de Hércules e/ou Xena), Zoë Bell (+/- de Django Livre e de Oblivion), Debbie Lee Carrington (+/- de Guerra nas Estrelas) e Minae Noji (do futuro As Tartarugas Ninjas 4).
Duração:
1h49min.  --  Ano: 2009

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Oh, yeaahh!


via: Fukung

O bizarro é que esses comerciais nunca passaram no Brasil e acho que nem a bebida existiu por aqui. Mas de tanto haver piadas com o jarro (o Kool-Aid Man), principalmente no Uma Família da Pesada, que já entrou para a família. E não há como não achar graça em cretinices como a acima. [que já estava aqui na pasta faz tempo, esperando dar na telha de colocar, e tinha texto demais agora na tela]

segunda-feira, 17 de junho de 2013

I shall play you the song of my people

via: SpaceBattles.com / Cool Picture Thread 6

Não quero saber se a piada é velha (descobri que começou em 2007 tentando achar a fonte da imagem acima). O fato é que eu olho para isso e rio. E é melhor do que ficar olhando o cartaz do Depois da Terra como última postagem. [fui parar no link procurando imagens para a postagem do Into Darkness, e virou missão olhar o tópico inteiro]

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Se Beber, Não Case! - Parte III

Nome original: The Hangover Part III
Duração: 1h40min  --  Ano: 2013  --  Trailer
De: Todd Phillips e Craig Mazin (ambos, sem nada de bom no currículo)  --  Com: Zach Galifianakis, Ken Jeong, Bradley Cooper, Ed Helms e John Goodman.

É nessas horas que eu penso "Devia usar o Twitter..." [mas nunca vou, porque tenho mais o que fazer da vida], é que essa postagem não deveria nem existir... Mereceria, se muito, uma tuítada.
No dia seguinte à ter visto o filme, conversando com minha mãe (que é mais chegada em filmes franceses, iranianos e esse tipo de coisa), ela perguntou o que foi que eu fora ver, eu disse, e ela comentou que não faz o estilo dela. Concordando, neste momento eu soltei a frase que servirá como toda a minha resenha sobre essa absoluta perda de tempo: "Eu não esperava que fosse bom, mas não esperava que fosse tão ruim." [podem contar, isso cabe em bem menos que 140 caracteres]

E é isso que achei do filme. Ficou só antes do Super Heróis - A Liga da Injustiça (Disaster Movie), sendo agora a 2ª pior comédia que já vi na vida. [e eu vi As Branquelas e a quase todos os filmes do Eddie Murphy depois que ele deixou de ser engraçado] Vejam bem... Existem comédias ruins, são aquelas em que você ri pouco. Mas precisa ser uma colossal porcaria para eu passar a duração do filme inteira SEM SORRIR! Rir mostrando os dentes já seria até demais... Mas nem sorrir eu consegui. Sabe... Aquele ligeiro espasmo pros lados da boca, que não salvaria o filme, mas pelo menos teria melhorado meu humor pela duração de 3 segundos... NADA! Nem isso. O filme tem apenas duas coisas boas: Heather Graham e Jamie Chung. É sempre bom revê-las. Mas é só! Dois minutos do Google Imagens também resolveria.

O pior é que na sessão em que eu estava teve até aplausos! O que essa gente têm na cabeça? Sei lá... o errado deve ser eu. O jeito é dar uma de Sheldon e torcer para algum dia aparecer uma Nave-mãe e eu descobrir que cresci neste mundo por acidente. [mas eu continuaria por aqui, tem coisas boas]

Eu não consegui achar o 1º filme a melhor coisa do mundo depois da invenção do pão francês, como meia internet (e praticamente todos que conheço) acharam. Mas tinha lá seu mérito. Achei o segundo bem fraco, só repetindo o 1º em outro cenário (e dessa vez pelo menos a humanidade concorda comigo, apesar de ainda terem achado engraçado), mas eu tinha alguma esperança que o terceiro acertasse. Mudasse o tom. Sei lá. Dessa vez nem tinha ressaca (o que meio que invalida o nome o original do filme...), então pelo menos tentaram inovar. Mas não deu certo. Muito ruim. São R$ 15 e 2 horas da minha vida que não tiveram propósito. Eu não consigo achar o personagem do gordo engraçado. E o Mr. Chang do Community até fica melhor nesse filme, quase sério e com um humor menos histriônico, mas eu também não sou grande fã dos papéis dele.

O pior é que eu tinha a opção de ter visto Faroeste Caboclo. Eram os dois únicos filmes (teoricamente) interessantes passando. Ainda bem que não freqüento o hipódromo, sou péssimo com apostas. Tinha também o Jornada nas Estrelas 2 (o "lindamente" traduzido como Além da Escuridão - Star Trek), mas só tinha ingresso bom para dois dias depois.

Esse filme é tão ruim, que perdeu até uma pequena chance de se redimir... O filme começa a girar com os amigos normais do gordo barbudo querendo que ele se comporte e aja como o quarentão que é, e não como uma criança mimada. No meio do filme eles conhecem uma gordinha mal-educada que não trata bem a própria mãe (beirando o desleixo criminoso contra o idoso) a ponto de ser banida dos cassinos; e rola um certo clima dela com o barbudo.
O filme anda e, no final, depois dele tomar um certo choque de realidade e aparentemente adquirir uma certa maturidade, ele resolve voltar à loja. Achei que nessa hora, quando a gordinha fosse toda feliz na direção dele, ele esticaria o braço e diria algo naquele estilo de "Não! Você é mal-educada e mal-agradecida! Você precisa começar a tratar a sua mãe como um ser humano! E precisa parar de comer esses pirulitos!" E aí sairia de lá com a cabeça erguida. Finalmente, agindo como um adulto.
Não. Ele a pede em casamento.

O que tivemos então foi um filme de humor onde nada é engraçado. E um filme sobre crescimento pessoal onde o personagem não cresce. Só me resta pedir desculpas ao Faroeste Caboclo por ele ter ficado em segundo lugar na hora da escolha. Desculpe.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

24 meses de jogos no PC

É isso aí... faz tanto tempo que não resenho jogo, que vou fazê-lo de uma só vez para tudo que joguei nos últimos 2 anos e que não tenha tido a própria postagem, como o Rage ou Duke Nukem Forever [que ainda está em rascunho]. OBS: tudo PC, não jogo video-game desde o Atari 2600.

Comentário making-off: comecei a postagem como "Doze meses de jogos", mas no meio vi que era muita coisa, e eu não jogo tanto assim (demoro bem para terminar cada um); chutei 2 anos então. Não tenho idéia do tempo real que levei.


The Walking Dead, Telltale
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: escapar vivo de um mundo dominado por zumbis e gente ruim. Importante: é jogo de aventura, você anda, conversa, resolve coisas, faz amizades (ou não). Não é só sair desmiolando mortos-vivos com sua bereta (mal tem isso no jogo).

Jogo ganhador de vários prêmios do tipo "o melhor do ano". E talvez tenham sido merecidos mesmo. É muito bom. Mesmo estilo do Sam & Max, mas com muito mais decisões morais. E todas tendo que ser tomadas sem tempo para pensar.
Só estejam com seu inglês em dia, por não ter percebido (na pressa) a nuance de uma frase no começo do jogo, escolhi uma opção que fez o cara de bigode me olhar torto metade do jogo. Pô, nem foi de propósito, e na hora não me ocorreu que eu podia ter voltado um pouco o jogo sem recomeçar a fase inteira. Mas atentem: não dá para ficar nessa de salvando, testando, voltando e refazendo não. O jogo salva quando ele quer e ponto final. Talvez para desmotivar esse tipo de malandragem.
Ótimo jogo, mesmo que você não seja fã de zumbis.
E joguem também Sam & Max!


The Elder Scrolls V: Skyrim, Bethesda
(wikipediatrailer) [sem link para o site oficial pq ele é muito ruim]

História: salvar o mundo de dragões homicidas e vencer uma guerra, tudo isso enquanto passeia pelo lugar explorando e fazendo dinheiro para comprar armas e roupas melhores.

Gigante! Cacete... É muito grande! [uia!] Vejam essa musiquinha e esqueçam do mundo por muitas horas. Muitas! E olha que meio que desisti de fazer tudo. Não sou muito fã de jogar várias vezes, cada uma com um alinhamento ("Sou bonzinho, e só farei coisas caridosas e limparei o mal do mundo"). Não... A velhinha me pede para salvar o gatinho... Eu mato 50 orcs piratas mágicos e salvo o gatinho. [isso é um exemplo, não aconteceu no jogo] Mas a Guilda dos Assassinos me pede para matar uma noiva inocente, no seu discurso de casamento [isso aconteceu]... "Missão dada é missão cumprida!" E não é que eu seja um cara mal... É que sei que nunca terei o saco de recomeçar o jogo todo de novo, mas agora sendo bandido... Depois recomeçar sendo ninja... Depois rejogar sendo uma margarida! Não, já que o jogo permite, faço tudo de uma vez e pronto.

Em Fallout não dava, então eu seguia minha consciência. Até comecei a rejogar uma vez, sendo o maior dos filhas da puta... Mas matar todo mundo de forma inconseqüente é divertido por alguns minutos, não para refazer o jogo inteiro. Pelo menos vi o que acontece se você NÃO desarmar o explosivo na cidadezinha com uma bomba atômica encravada no meio.

Voltando ao Skyrim, pelo menos posso me orgulhar de não ter feito nenhuma missão de cortar madeira. Nem me pediram. Mas putz... O que eu tive que fazer de cordãozinho e anel, só para botar feitiço e depois vender (ou jogar fora), só para aumentar meu % de Encantamento...rs!!! [em compensação, fiquei com um arco foda quando finalmente pude colocar 2 feitiços nele] [alguém, me mate... por favor!]

Falemos de problemas. Algo que poderia mudar nesta série no futuro (ou voltar, não sei como era isso antes do Oblivion) seria justamente criar um senso de responsabilidade ou de urgência. Se a mocinha na floresta pede minha ajuda para achar o marido, eu até tenho a opção de responder "Vai se catar que tenho coisas mais importantes para fazer."
Mas isso é mentira. A opção está lá só para se você quiser ser babaca. Agora... Se eu resolvesse ajudar a mocinha e a história do jogo NÃO PARASSE enquanto isso, minhas decisões teriam peso.
De repente, no tempo que eu levei até descobrir que o cara morreu no fundo de uma caverna, só para avisar a garota que ela agora é viúva... Uma cidade inteira poderia ter sido destruída. Ou não. Ou a mulher pode ficar grata pela ajuda desinteressada e me dar algum poder único no jogo. Ou não também, e só ficar lá chorando. As decisões tinham que ter alguma utilidade e conseqüência. E não apenas "Num momento X do jogo você pode entrar no exército A ou B." e daí em diante algumas missões serão diferentes.

OBS: não terminei o jogo ainda, acabei de passar dessa parte acima. Não podia continuar o jogo e organizar uma reunião entre os 2 lados em guerra sem me juntar à algum deles (os Imperiais ou os insurgentes). Eu não queria fazer inimizades, mas as missões paralelas estavam cansando (missões de ladrões, de assassinos, e as da mocinha lobisomem que só fica me pedindo para matar bicho).

Voltando ao problema do tempo, se alguém me pede para entregar uma carta para o filho no outro lado do continente, numa viagem de dias, eu deveria me sentir compelido a NÃO fazer aquilo instantaneamente, e me programar para entregar a carta só quando eu estivesse passando pela região. Como o jogo é agora, eu posso gastar 5 dias (de dentro do jogo) para entregar o papel, voltar (mais 5 dias), avisar o cara "Tudo certo, entreguei o cartão de Boas Festas para o seu filho" só para ganhar 10 moedinhas, e, nesses 10 dias... O MUNDO PAROU. A guerra NÃO seguiu em frente e dezenas de pessoas NÃO morreram porque eu fui relapso em evitar ataques de dragões. E nem em momento algum irá aparecer na tela "VOCÊ PERDEU! Sua incompetência generalizada em salvar o mundo causou a destruição do planeta" Ok, até chegar ao ponto de aparecer essa mensagem você teria que ser muito ruim e já estar andando num cenário de cinzas. Mas deveria existir a possibilidade. Não existe.

Outra coisa é que o jogo entrega as coisas muito facilmente, não te deixa parar para pensar "O que eu faço agora?". Tem uma parte do jogo que eu prendo um dragão e preciso descobrir um endereço com ele. Ele responde: "O único jeito de você chegar lá é voando. Solte-me, que te levo. Pode confiar."
Novamente, o jogo me dá opções de respostas como estas:
A) "Nunca! Maldito lagarto voador!"
B) "Mas como eu posso acreditar em você, dragão?"
C) "Sério? Sempre quis voar. Partiu!"

Só que o computador atualiza minha missão para "Monte o dragão e vá até o lugar". Putz... Então É ÓBVIO que eu posso confiar nele. E toda a conversa é irrelevante.

Minha missão tinha que ser "Chegue no lugar" e aí... na conversa acima as opções realmente teriam utilidade. Eu podia matar o bicho e me ferrar procurando o lugar a pé (mas ter como chegar lá assim). Poderia tentar entrar num acordo. Ou poderia acreditar nele, e, aleatoriamente, ou o bicho me levar lá mesmo... Ou me soltar numa cratera com 5 dragões e sair rindo (ou seja, eu não devia ter confiado nele).

Além do jogo entregar muito facilmente o que tenho que fazer e não me dar nenhuma senso de dever, há também problemas técnicos. Muitos bugs aqui e ali (que eu vejo soluções pela internet, como um cara que me manda entrar na sala dele, mas não abre a porta, ou o computador me mandar ir perguntar algo para um sujeito e a pergunta não aparecer nas opções) [obs: os patches corrigem boa parte dos problemas, mas como sempre criam novos, eu prefiro ficar com os antigos e arranjar soluções paralelas, via console], e alguns problemas de, digamos, planejamento: há horas ou muito difíceis, que você precisa ficar maceteando, ou você é bem mais poderoso e vai de peito aberto sem nem se preocupar. E seus companheiros são idiotas. São bons só para você carregar mais coisas e depois vender, mas agora que já tenho dinheiro para cacete no jogo, deixo eles em casa. Até casei com a mocinha de rosto pintado estilo Coração Valente, mas larguei ela em casa também (assim a Lydia tem com quem conversar).
Sobre a burrice e ficar maceteando... A programação dos inimigos chega a irritar. Vejam esse vídeo. Isso acontece! O cara pode ter uma flecha encravada na testa, mas se você se esconder, o sujeito fala "Ah, deve ter sido minha imaginação..." e volta aos seus afazeres. Porra! É uma FLECHA! ENCRAVADA! NA TESTA! O sujeito pode até não te achar (já que você está escondido), você pode até flechá-lo novamente com direito ao bônus de furtividade (porque você está escondido), mas o cara voltar à comer o café da manhã [aconteceu!] é demais!

Mas falemos de algo mais importante. Os ursos! Ah, os ursos! Minha diversão no jogo: me esgueirar perto dos que dormem em montanhas, e dar o "grito empurrador" neles abismo ou barranco abaixo! Muito bom. Sempre divertido. Com tigres não tem a mesma graça, ursos são gordinhos e fofos. E pelo jeito, não sou o único maluco: link e link (o 1º é melhor, e depois desses, achei vários outros).

Por falar em diversão, para verem como é a jogabilidade, seguem abaixo os episódios do Nerdplayer sobre o tema. Talvez sejam mais engraçados para quem jogou, mas são muito bons: Episódio 1  --  Ep.2  --  Ep.3  --  Ep.4  --  Ep.5  --  Ep.6


Limbo, Playdead
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: Chegue ao final do... hummm... limbo (?) para... eeerr... e aí... E tem uma aranha gigante e lesmas brilhantes... E aí você chega na...  onde tem água e engrenagens. O enredo oficial diz que você está em busca da sua irmã, mas nada no jogo te diz isso. Não importa. Quem aqui jogou Mario pensando no bem-estar da monarquia? Pois então...

Ouvi falar faz muito tempo do jogo. Lembro de Jovem Nerd falando disso em algum podcast, vi elogios por aí... Mas só fui jogar faz quase 1 ano. E levei uma eternidade (sei lá, meses), não por ser muito difícil, mas que estava tão bom, que não queria só acabar logo. Jogava. Resolvia um quebra cabeça, e parava ali. Ia dormir satisfeito, feliz com minha inteligência e com a sinistralidade do jogo.
Ou... Não resolvia o mistério, e ficava preso lá... Achando-me uma anta. Mas não vi nenhum solução via Youtube. Fiquei preso algumas semanas em algumas partes. (OBS: jogava só na hora de dormir e raramente mais de umas 2 vezes por semana). Olhando, olhando... E morrendo das mais dolorosas formas possíveis.

Jogo excelente. Lindo de ver. E com um final vago, mezzo-incompreensível mezzo-trágico, que pode deixar a história ainda mais bonita dependendo de como você o interprete.


Dishonored, Bethesda
(wikipedia / site oficial / trailer foda / trailer recente)

História: falsamente acusado de matar a imperatriz, você precisa escapar e resolver toda a situação. Ou matando todos em seu caminho, ou na moita, sem ninguém perceber. Isso tudo numa cidade steampunk, infestada de ratos, com pouca munição e alguns poderes mágicos.

Detalhe, quando vi o trailer acima (o com a música espetacular, e não o recente, adoro esses remixes macabros de temas infantis), achei que quem iria se vingar e matar todos fosse a garota, já adulta. Pô, "And up, SHE rises!", e encaixaria no tema e com a voz da cantora. Mas a verdade é que a canção já era com "she" muito antes do jogo. E eu sabia disso, mas teria ficado legal de qualquer jeito - e a vingança seria muito mais vingativa. Ao invés da história se passar toda em poucos dias e os poderes mágicos aparecerem do nada, teriam sido anos de treinamento, sacrifícios pessoais e acordos com o oculto para, só então, estar preparada.
Mas por falar nos remixes macabros, vale relembrar o antigo trailer do Dead Space. Se nunca conheceu ou esqueceu (faz 5 anos), veja.

Dishonored foi o último desta postagem que terminei [ontem]. Excelente! Joguei inteiro numa pausa do Skyrim. Tem lá suas falhas... Matei uma cortesã por acidente andando na direção dela. Eu só estava tentando fazê-la sair do caminho... E aí, sei lá... Acho que ela bateu com a cabeça na sacada ou tinha alguma condição cardíaca e infartou! Droga, quase consegui passar aquela fase inteira sem matar ninguém. Bug do jogo.
Mas muito legal. Para quem fica boa parte do tempo em Skyrim se encolhendo nos cantos, um jogo feito para - ou melhor, que dá a opção - de você passar o jogo inteiro assim... Pode parecer horripilante para quem quer ação... Mas eu me diverti bastante. Mas quem quiser só sair matando, o jogo oferece opções bem divertidas. Alguns exemplos aqui (veja o nº10 também) e tem muito mais no Youtube.

Claro, na fase dos assassinos no bairro alagado, bateu o Dia de Fúria... Pô, era eles ou eu! Soldados davam pena de matar... Eram só servidores públicos fazendo seu trabalho. Mas assassinos de uma gang... Quis nem saber que ia piorar meu % de caos... Mereciam. [e também era mais fácil] Matei a maior parte deles com flechas incendiárias por pura diversão. Burn, motherfucker, burn! Menos o chefe, esse eu não matei só para terminar a fase cumprindo a missão como Não-Letal. Mas isso deu trabalho.

Só foi pena que não vi como não matar a moça na festa... Se bem que pelo jeito ela não seria muito feliz da outra forma. (vi qual era a solução não-fatal no Youtube depois) Mas ok. Para quem matou uma mocinha no próprio casamento em Skyrim...

Ah, linkando o Nerdplayer no Skyrim, vi que tem um episódio desse aqui também lá. Não é tão bom, mas dei boas risadas. Tomem o link para vocês.


Call of Duty: World at War, Activision
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: mate soldados inimigos na Segunda Guerra Mundial.

Putz... Por duas vezes, ao entrar no jogo, descobri que todos os saves foram para o cacete! Na primeira eu vi um cheat na internet e voltei para onde estava. Na segunda... Estou nela até hoje, estou esperando ter saco de voltar no jogo. Nunca voltei porque ele é meio chatinho. Diverte, mas não dá aquele estalo de "putz, quero continuar jogando" que qualquer um dos jogos acima teve. Servia para entrar, dar uns tiros e matar alguns NPCs nazistas, e 30 minutos depois ir fazer algo útil. O mais fraco da série até o momento. Até o anterior (sei lá... sempre confundo esse com o Medal of Honor), que era guerra moderna foi melhor. O Airborne do MoH foi bem melhor.
OBS: sim, eu sei que estou desatualizado e que já estão no nono Call of Duty (esse aqui é o quinto), mas esse não me inspirou a experimentar os seguintes. Sei que vou jogá-los algum dia, mas não fiquei com pressa.


Project 6014, Cedric Horner e outros fãs
(wikipedia / site oficial / trailer / abertura)

História: salve a galáxia derrotando naves 2D, vendendo minérios e ouvindo muita zuação em conversas com aliens.

Eu amo esses caras! Uma continuação para um dos meus jogos preferidos e 17º melhor de todos os tempos pela IGN em 2005.
O Star Control foi um dos primeiros jogos que conheci no PC. Ele nem tinha uma história linear, lembro de várias pequenas missões em que você precisava escolher o melhor caminho, criar colônias para te ajudar, e então atacar. Resolvi jogar o Sins of a Solar Empire (jogo mais abaixo) justamente por ele me lembrar o 1º Star Control. E além disso, uma das opções do jogo era montar times rivais e partir logo para a porrada (na época eu tinha um esquema de cabeça, e sabia exatamente qual era a melhor nave para enfrentar qual).
Um tempo depois, em 1992, surgiu o Star Contro II, com uma liberdade de movimento e humor que não existiam em jogos da época. (ou nada que eu conhecesse pelo menos), e agora com uma história linear. Você simplesmente podia ir para onde quisesse. Claro, não chegava a ser um jogo de mundo aberto, e no final, se você não fizesse as coisas certas, perdia. Mas você podia fazer seu próprio caminho e... importante, com a história se desenrolando em paralelo. Nada de ficar passeando e o universo te esperar. [toma essa, Skyrim!] Numa das vezes que joguei, uma das raças foi aniquilada antes de eu conseguir falar com eles (e sobrou conversar com o parasita). Também perdi outra vez (ou seja, a Terra foi destruída) por não ter feito todos os contatos e descoberto tudo que precisava a tempo. E os contatos com os alienígenas era a melhor parte, era muita zueira dos criadores do jogo.

Bem, poderia ficar o dia todo tentando convencê-los da maravilha que o jogo é. Mas o jogo acabou deixando tantas viúvas além de mim, que 10 anos depois surgiu o The Ur-Quan Masters, que nada mais era que o mesmo jogo, refeito por fãs para rodar no Windows, que pode ser gratuitamente baixado. E acabaram de fazer uma nova versão deste, agora com gráficos de alta definição, gratuito também (site, trailer).

Isso tudo explicado, Project 6014 é a continuação, feitas por fãs, para Star Control II.
O jogo está sendo feito desde 2010 e até o momento só teve versões demo. Mas adorei a idéia. Já joguei a demo e gostei do que vi. Os gráficos estão melhores, mas nem tanto, então ainda tem o ar retrô do original. E tomara que permaneça na versão final, mas encontrei um planeta habitado por beholders de Doom. Pequenas coisas como essa aqui e ali são a graça da franquia. Esperarei ansioso pela conclusão do jogo.
Baixem gratuitamente no site oficial. E como o jogo mal existe e, dele mesmo, não tenho muito o que escrever, segue uma resenha de outro blog.

Ah, detalhe, até mesmo para vocês pegarem a piada no trailer. O Star Contro II *teve* uma continuação. Mas o Star Control 3 não foi criado pelos mesmos caras, e é simplesmente errado em tudo. É o Highlander 2 da série Star Control. Ignorem. É pior que isso até, porque Highlander 2 ainda dá para assistir. SC3 não deu para jogar.


Sins of a Solar Empire: Trinity, Stardock
(wikipedia / site oficial / cenas e review)

História: Minere, colonize, expanda sua esfera de influência, desenvolva tecnologias bélicas, sociais ou exploratórias, crie uma armada, e no final, através da força ou diplomacia, domine todos os planetas de um sistema solar.

Legal. Muito bonito. Interface boa e intuitiva. Mas depois de entender o esquema com algumas partidas experimentais [outra forma de dizer que fui massacrado por não ter lido o manual] e de umas três partidas decentes que levaram muitas horas para terminar... Não me interessei muito em jogar outras. O pecado do jogo foi as fases não irem se acumulando, com uma história que vá ficando cada vez mais difícil. Não. São todas fases soltas mas, diferente do Star Control 1 lá em cima, basicamente iguais e do mesmo nível de dificuldade. Acabou dando aquela sensação de "já joguei uma, agora daqui para frente é tudo igual". Pena.

O jogo tem até o momento 3 expansões: uma voltada mais para o lado diplomático, outra para a defesa, e a última para a guerra civil (o Trinity é o pacote com as duas primeiras embutidas). São várias raças com naves diferentes, cenários mais complicados e etc, há até modificações de fãs que permitem tudo ficar com cara de Guerra nas Estrelas, por ex., mas ainda assim, para mim, caiu no mesmo problema de rejogar Skyrim: não quero fazer a mesma coisa... de um jeito diferente, depois a mesma coisa outra vez de outro jeito, e entrar em loop. Voltarei a jogar Sins outras vezes ainda, mas esperarei mais alguns meses para a próxima partida. Mas não me entendam mal, recomendo. Tanto que ao invés do trailer lá em cima, coloquei um review apaixonado, que é para ver se não desanimava vocês.


Battle vs. Chess, TopWare Interactive
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: encurrale o rei inimigo.

Bonitinho para jogar xadrez padrão contra a máquina, e tinha uns quebra-cabeças de destruir pedrinhas coloridas em X movimentos que achei bem legais. Mas as animações, ainda que bem feitas, se levavam "a sério"; só que eu estava atrás de algo mais divertido, como o primeirão dos Battle Chess, lááááá da época do XT! Queria me divertir com as mortes, e não só ver bonecos genéricos à lá Diablo se matando de forma genérica. E simplesmente reinstalar o Battle Chess clássico ou o 4000 não teria nenhuma novidade.


Amnesia: The Dark Descent, Frictional Games
(wikipedia / site oficial e trailer)

História: você acorda numa masmorra, de um antigo casarão, descobre que não tem memória (e que foi você mesmo quem a apagou), e tem que se virar, porque... você... não está sozinho!

Não sei como defini-lo. Seria o jogo um FPH: First Person Horror? [na verdade, lendo os links, o estilo se chama Survival Horror]
Muito bom. Da mesma galera que fez o Penumbra. Mas dei uma parada e acabei esquecendo de voltar. Fica sendo meta para 2013 junto com Alice 2 e Farcry 3. Importante: influências lovecraftianas! E bom para jogar no escuro. Podem jogar o Penumbra também. É antigo e curto, mas bem interessante.


Ah, Angry Birds Star Wars e Piglantis foram só interessantes. Arremessar coisas é divertido (jogo isso desde Gorillas e Scorched Earth até o Camelot Smashalot), mas a empresa do Angry Birds está precisando inventar algo novo e bem diferente, senão, vai morrer estilo Arquivo X, com todo mundo cansado e desinteressado nas "novidades".

E o Bad Piggies, a não muito boa tentativa deles fazerem o que acabei de falar, com os porquinhos construtores, pecou por permitir todo tipo de solução "errada". Pô, eu nem me esforçava mais quando via que podia fazer algo errado, que explodiria ou simplesmente cairia, e faria eu chegar onde precisava. Eles tinham que ter nos forçado a bolar algo que funcionasse direito para cada desafio. Varias soluções possíveis, algumas melhores outras piores, claro, mas não ficar me despedaçando ou explodindo em diferentes ângulos (ou construindo a única coisa possível e acertando de primeira, sem nenhum esforço mental). Acabou que as melhores fases eram os desafios soltos, mas só pela zuação de ficar fazendo experiências, nem tanto pela solução do desafio.


E pronto! Deu mais trabalho do que pensei, mas terminei a postagem! Agora vou continuar jogando Skyrim (acho que levo mais uns 2 ou 3 meses nele) e arranjar algum outro menorzinho para jogar em paralelo. Alguma continuação de Luxor ou algo mais rápido e rasteiro no estilo. Talvez rejogar algum dos C&C de antes de estragarem a franquia no quarto jogo (muito, muito ruim). O Generals ou o terceiro de repente.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Eu assistiria!


Jane Austen's Fight Club

Não lembro onde vi a recomendação do link...Fica sem agradecimento então.
Nos outros vídeos do canal não achei nada de interessante... Mas esse vale!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ted

Nome original: Ted
Duração: 1h46min  --  Ano: 2012  -- Trailer 1 e Trailer 2
De: Seth MacFarlane (dentre outras coisas, criador do Frango Robô) [Burro pra cacete! Esse é o Seth Green! E para piorar, estava confundindo o Green com o Seth Rogen! Ok, agora vai certo:] (criador de Uma Família da Pesada) [obs: mas o link que coloquei no Frango ainda vale a visita]
Com: Mark Wahlberg (o ex-rapper Marky Mark do Marky Mark And The Funky Bunch) [se você é novinho e não sabia, isso é real], Mila Kunis (para quem viu o filme e ficou curioso, a ascendência dela é ucraniana - Мілена Куніс, Mila é apelido de Milena) [achava ela muito esquisita no That 70's Show, mas ficou muito gata depois de velha], Seth MacFarlane (além de diretor, ele é a voz do urso), Joel McHale (o cara de Community, que acabei de descobrir que NÃO ERA o Titus) [putz, são muito iguais], Giovanni Ribisi (de muitos seriados e filmes; ele fez o irmão da Phoebe em Friends, por exemplo), Jessica Barth (a namorada do urso, não conheço de nenhum lugar), Laura Vandervoort (a alien, filha da Morena Baccarin em V, que faz uma ponta mínima, mas ela é muito bonitinha, merecia ser citada) e mais alguns famosos em rápidas aparições (e a narração) que não vou entregar para não tirar as surpresas.

Vamos lá, primeiro o óbvio: quem gosta da Uma Família da Pesada (Family Guy) gostará do filme. Talvez não, nunca se sabe, mas a chance é muito grande. O senso de humor idiota e surreal está lá. O Ted é um misto do Stewie Griffin, do Brian e até do Roger (American Dad!, do mesmo criador). O que convenhamos, é uma comparação muito fácil de fazer. Mas está lá. Algo que eu não lembrei na hora, ainda bem, é que a Mila Kunis é a dubladora da Meg. Mas ela fala tão pouco nos episódios, que a voz não ficou na cabeça. Teria sido estranho imaginar a Meg ali.

A história: um garotinho sem amigos pede, para uma estrela cadente no Natal, um amigo para sempre. Na verdade, acho que ele pede especificamente para o ursinho de pelúcia que ele ganhou (e que só fala algumas frases gravadas) ser de verdade [não lembro bem, esse é o mal de escrever isso 2 semanas depois de ter visto o filme...]. A estrela (ou Deus, ou Gnomos do Além, não importa) atende o pedido. E o ursinho ganha vida. Depois disso o filme pula 20 anos e acompanhamos o sujeito tentando se acertar com a namorada e ainda vivendo com o ursinho como colega de quarto.

Comentário solto, se esse filme tivesse sido feito nos anos 80, imaginaria fácil o urso sendo substituído pelo Danny DeVito (só espero que não vestido de urso...). O urso me lembrou muito o tipo de papel que o DeVito costumava fazer.

Algo que eu achei legal é que, quando ele surge, quando o Ted ganha vida, as pessoas NÃO levam numa boa um urso de brinquedo falante, como se fosse corriqueiro e como ocorre nos desenhos (com animais). Os primeiros minutos do filme mostram justamente o espanto que ele causa no mundo; mas aí o tempo passa, a novidade passa, e ele leva uma vida normal na medida do possível.

Outra coisa interessante do filme é que ele realmente tem uma história. Surtada e cheia de piadas vulgares e drogas, mas tem. Não é só uma seqüência de piadas mal costuradas como eu imaginei. Tem momentos tristes até.
Já as piadas, atentem que a grande maioria são referenciais, só terão graça se você souber do que eles estão falando ou, quando não são, um senso de humor ruim da idéia é bem-vindo. É um filme adulto, e mesmo assim não é para todos. Mas como eu disse... agradará aos fãs de Uma Família da Pesada. [claro, há piadas ruins, eu, por exemplo, nunca ri de uma piada de gases ... não é nenhum trauma nem nada, mas flatulência é o tipo de humor que eu considero "coisa de americano" e espero a piada seguinte]

Há referências que só um americano para entender melhor, mas dá para se divertir bastante. Mas não sei qual seria o nível de divertimento de uma pessoa "comum", que não reconhecesse Flash Gordon logo de cara, por exemplo.

Bem, qualquer coisa deve ser melhor que o deputado [termo auto-censurado para eu não ser processado] que, depois de levar o filho de 11 anos para ver um filme com censura 16, resolveu que a opinião [censurado] dele é a única que importa e quis proibir o filme. [Censurado]! O mundo está cheio deles. Ele desistiu de tentar proibir o filme (adoraria tê-lo visto tentar, e ser avacalhado nacional e mundialmente), mas esse tipo de [censurado] não some só porque o cara viu que não conseguiria nada. A [censurado] dele está lá ainda, só esperando a chance. Guardem o nome (outro link), para nunca votar num sujeito com esse tipo de mentalidade.

Sim, é um filme agressivo... Mas também o são todas as piadas de humor negro do planeta. Seria meio difícil censurar todas elas.

Bem, não consigo imaginar muito o que escrever, e como estamos falando de um urso de pelúcia falante e desbocado, não dá para ficar filosofando ou buscando buracos no roteiro... Bem, uma falha do roteiro, sendo chato, é que no final, o cara deveria ser preso sim. Passaram-se 20 anos e o urso nunca exigiu reconhecimento de sua sapiência/senciência? Ok, ele não tem impressões digitais... Mas deveria ter sua cidadania já reconhecida. Mas esse tipo de coisa é complicar demais a lógica do filme, que é só uma excelente comédia cretina. Pode ver, mas não levem seus filhos pequenos.

E agora, como quase sempre, resenha dos outros: [sim, só boas. deu algum trabalho achar críticas ruins e, as que vi, não achei interessantes]
ScoreTrackNews: "(...) uma das mais agradáveis e inventivas comédias do ano."
Omelete: "Ted consegue arrancar do público boas gargalhadas."
CBS News: não é uma resenha, são várias rápidas críticas.
Daily Mail UK: "one-joke movie, but the joke is funny (...)"
Estação Geek: "(...) a melhor comédia do ano até o momento."

sábado, 30 de junho de 2012

Ask Justine

Mais uma postagem da série "Para passar o tempo". Mas eu estava pesquisando hinos nacionais... Juro que estava! Especificamente o Ij Io̧kwe Ļo̧k (o antigo hino das Ilhas Marshall). [sim, existem motivos que levam uma pessoa a isso!]

Mas no resultado (aqui a tela, salvei para ter provas, caso o resultado mude) apareceu a imagem de uma garota loira. Na verdade, praticamente todos os resultados foram com ela. Eu não reparara que no meio da tela o Youtube ignorou as palavras estranhas e procurou apenas por "Ij". 
"Será que ela é algum tipo de apresentadora nas Ilhas Marshall?"... Cliquei!
E lá se foram 2 horas assistindo besteiras. [não que eu esteja reclamando]

Com tantos vídeos da menina na internet, as miniaturas que o Youtube me mostrou foram provavelmente as mais infelizes, mas na hora eu realmente achei que tinha alguma relação com as ilhas e fiquei curioso.

Basicamente: a garota responde perguntas feitas para ela. Simples assim. Mas ela é bonitinha, faz tudo com humor [e ela não é uma mongolzinha que resolveu se postar na internet, ela é profissional de edição de vídeo e design gráfico], então daí para fazer sucesso, foi um pulo. E ela já era um tipo de celebridade da Internet antes [não pesquisei a fundo, que ócio tem limite], então também não começou tão do zero - e explica já ter gente fazendo pergunta desde o episódio 1. Ela tem outros canais e vídeos mais antigos, mas preferi me manter fiel e fiquei assistindo principalmente os de respostas.

E parando de enrolação... links:

Links informativos: Ela no Wikipedia  --  Who is Justine Ezarik
Vídeos: Ask Ij - vídeo nº 1 (obs: depois de algum tempo a vinheta irritante mudou)
E esses são os primeiros que eu vi, seguindo as "sugestões" do Youtube.
primeiro - segundo - terceiro - Ela não quer salmão!
(não me preocupo em linkar muitos ou escolher preferidos, porque se você entrar no embalo - ou detestar do fundo do coração - um dos links acima já será suficiente)


A parte preocupante é que, de acordo com as estatísticas, o principal público destes vídeos são garotas de 13 a 24 anos...
O que me leva a outro pensamento [agora preocupado com a sanidade mundial, e não só com a minha]: esses vídeos, com uma linda loira de quase 30, profissional de tecnologia, conhecedora de memes e um grande senso de humor... É assistida por meninas.
Até aí, ótimo. Mas vai você checar o principal público de danças cover de Seikan Hikou ou Caramelldansen, por exemplo, geralmente feitas por meninas japoneses de uns 14 anos... Pois é... que merda de mundo. Público principal: homens de 35 à 55. [obs: que fique claro, meu interesse é puramente musical/coreográfico. eu gosto de ver a precisão. estou nem linkando para ninguém reclamar de nada]

E que coisa... terminei a postagem sobre vídeos bem humorados com pensamentos depressivos. Então tomem esse clip, que é outro que envolve uma musica legal, coreografia, e eu também gosto. [e a dançarina tinha quase 40! então posso linkar. rs!]

[ATUALIZAÇÃO 4/AGO]: encontrei algo que é vagamente uma versão nacional da iJustine. Divertido também. É o 5inco Minutos da Kéfera Buchmann. Podem assistir.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Melancolia de Haruhi Suzumiya

No original: 涼宮ハルヒの憂鬱, Suzumiya Haruhi no Yuutsu
Duração: aprox. 5h30min (14 episódios)
Da: Kyoto Animation  --  Ano: 2006  --  País: Japão
De: Nagaru Tanigawa (escr.) e Tatsuya Ishihara (dir.)
Site oficial e trailer: não achei...façam o seguinte: montagem de fã (a letra da música não tem nada a ver com a trama, mas é um bom jeito de ver muitas cenas de uma só vez e captou bem o clima hiperativo da protagonista) e God Knows (a 2ª música mais famosa do desenho; este link tem "só" meio milhão de visitas, gosto dele porque tem o som do desenho, não só da música, mas há no Youtube esta mesma cena com mais de 10 milhões de visualizações).

Como quase todos os animes que vi ultimamente, resolvi dar uma olhada neste baseado em praticamente nada: eu vi cenas dele no AMV HELL 5 e achei o nome interessante. [e sobre os AMV Hell, se você gosta de anime, amv's e não sabe do que estou falando... pare tudo e vai . há versão em DVD para download também]
Mas não foi nenhuma montagem em específico que me fez ficar curioso, foi só o fato deste desenho ter aparecido tantas vezes no pacote e parecer comédia com um título falando de tristeza profunda. Tive que anotar o nome para conferir do que se tratava.
E para quem não sabe o que são os AMV (Anime Music Video), a "montagem de fã" que eu linkei lá no alto é um exemplo. São vídeos com cenas de anime com música por cima. Geralmente músicas que não são do desenho, mas encaixam com a trama, cenas, ou de alguma forma. Os AMV Hell são AMVs bem curtos (alguns de meros segundos), em sua imensa maioria fazendo paródia.

Achei 2 exemplos envolvendo a Haruhi. Não são dos melhores, mas dá para ter uma idéia do que estou falando: Haruhi Suzumiya vs Dragonforce  e  Haruhi - Time Warp
OBS: tem o link para o 'clip' original do Time Warp na postagem sobre Mongrels.

Pois bem... começar a ver sem saber nada sobre o desenho é sempre divertido. O primeiro episódio desta série é tão bizarro, que eu tive que ir bolando teorias sobre o que era aquilo já nos primeiros segundos. Já começa tudo errado, que o primeiro episódio entra anunciado como Episódio 00: As Aventuras de Mikuru Asahina com uma musiquinha bizarra, que parece cantada num estilo meio rouco... mas depois você percebe: é só mal cantada mesmo.
E assim que o desenho começa, somos apresentados à personagem principal pelo narrador, que diz ser ela uma garçonete combatente do futuro! ["Garçonetes... Atacar!!" adoraria ver isso!], ah, e ela começa o desenho vestida de coelhinha da Playboy e vendendo vegetais. Mas o narrador não soa como um narrador... Nada de voz cavernosa dizendo "In a world where bunny dressed waitresses must fight...", o que o narrador faz logo de cara é dizer que ela ser do futuro ou ser garçonete são detalhes menores de um enredo estranho que foi jogado no nosso colo. Logo depois somos apresentados a outros personagens, como o par romântico dela, um sujeito com poderes ainda desconhecidos, e a vilã: uma maligna feiticeira alienígena!

E a história vai seguindo, com o narrador avacalhando a trama e os erros de continuidade; temos saltos temporais mostrando as várias lutas e "armas" especiais das inimigas; "explicações" sobre a mudança de tática da vilã e o enredo ter mudado para uma comédia envolvendo um triângulo amoroso; e coisas do gênero.

De repente, depois de uns 5/10 minutos de completo abobalhamento mental e pensando em negrito "o quê está acontecendo?", TUDO fez sentido: as cenas mal "filmadas" (obviamente, como é um desenho, foram feitas assim de propósito), a música mal cantada, o nome da personagem principal ser diferente, o fato do desenho mostrar partes da trama que deveriam acontecer mais para frente, e até comentários do tipo "essa cena, por exemplo, se fosse produzida como planejado...".
Como diria nosso amigo Neo: "UÔU!"

Ora, foi genial! Esse episódio 0 nada mais é que o "rascunho" da série. Algo que o criador fez para apresentar a idéia dele. Mas tudo com muito humor, como se fosse problema de baixo orçamento. Achei isso fantástico. O narrador funciona não só como o alter ego do criador, vendendo o peixe, mostrando os personagens ainda mal desenvolvidos, sem bons efeitos, e delineando algumas evoluções futuras da trama; mas também como produtor, citando os problemas técnicos, e também um telespectador, brincando e implicando com todos os muitos clichês apresentados, típicos do gênero.
E depois do cara ter conseguido o financiamento e ido em frente com a série - onde ele mostraria toda essa trama novamente, só que bem feita - não só ele entrou na curtição e resolveu não esconder isso, como foi macho suficiente para torná-lo o primeiro episódio, e não só um extra do DVD. UAU! Muito bom.

Mas... completamente errado. Foi uma boa teoria. Teria sido muito maneiro, mas não foi nada disso que aconteceu. Na última cena tive um daqueles momentos "Ih, cacete... errei tudo!". Aparece uma outra personagem, que não aparecera em momento algum antes e... Que audácia! Na verdade ela é a personagem principal da série! Como assim? Depois de 30 minutos nos acostumando com a menina ruiva como protagonista, vem outra e metaforicamente diz "Não! Sou eu!". E mostra ela desligando o projetor e falando que o filme que ela e os amigos fizeram será um sucesso durantes a feira do colégio.

Mesmo assim, um episódio excelente e ótima introdução à série. Ri e me diverti bastante tanto antes quanto depois de tê-lo (erroneamente) entendido.

O problema é que, mesmo com a tal cena final, o segundo episódio ainda foi um choque. É que mudou tudo e nenhuma menção é feita a coisa alguma do episódio acima. Cadê as "atrizes" da desajeitada garçonete do futuro e sua arqui-inimiga mágica? Ou, pelo menos... cadê a tal feira estudantil e a exibição do filme?
Pokémons me mordam! No 2º episódio os personagens ainda nem se conhecem!

Foi como se eu tivesse assistido o piloto de uma série, e depois descobrisse que ela mudou toda e eu ficasse pensando... "Pô, mas cadê aquela série?" O que nunca aconteceu antes, mas teria acontecido, por exemplo, se eu tive assistido The Cage antes de TOS ou o piloto original do The Big Bang Theory (que não ficou ruim não...).

/* comentário nada a ver com nada... tudo acima teve que ser reescrito... não entendi... o Blogger salva o rascunho a cada poucos segundos enquanto digito... aí a máquina travou, volto, e descubro que perdi uns 40 minutos de texto...e parece sacanagem, mas assim que eu escrevi a palavra "texto", essa logo aí, antes das reticências, o Firefox deu pane e fechou! e quando voltou, não perdi uma vírgula! mas na primeira travada (uma tela azul), nada! nada do que eu fiz voltou! 40 minutos e cadê? Não voltou sozinho ao abrir o navegador, não estava no cache em disco do Firefox, e não estava no rascunho do Blogger... Desgraça. Aí tento refazer tudo rápido, para reescrever antes de esquecer... Mas nunca fica igual e nem fica melhor. É, Ellen Feis... Sei como você se sentiu! */

Mas voltando... O que temos a partir do 2º episódio (o episódio 1)?

Na verdade, histórico rápido antes: esse anime [desenho animado japonês], como quase todos, é baseado em um mangá [gibi japonês], mas ao invés de parar aí... O mangá por sua vez é baseado numa série de "livros leves", como eles chamam, que são livros finos, direcionados para leitores mais jovens, mas não tanto (público Seinen, galera dos 18 aos 35 anos mais ou menos - se bem que o desenho é muito mais light do que um seinen permitiria ser, não há sexo, por ex.). Existem atualmente 11 livros e o anime é baseado em aprox. 5 deles (é baseado nos 4 primeiros livros e aproveita depois partes do 5º e do 6º). Alguns dos livros são uma só história longa, outros são de contos menores, e nos últimos a história ocupa mais de um livro. Infelizmente, até onde pesquisei, não foram publicados em português nem os livros nem os quadrinhos. Um bom lugar para ficar de olho, caso surjam novidades, é o S.O.S Dan Brasil, site nacional de fãs.
O desenho teve 2 temporadas, ainda sem notícias sobre uma eventual terceira, mas material para aproveitar é o que não falta.

Voltando à história... O que temos: uma garota ranzinza, hiper-ativa e com idéias incomuns começando em um novo colégio, e que, ao se apresentar para turma, basicamente diz que todos a sua volta são um tédio e que se você não for alienígena, viajante do tempo, de outra dimensão ou paranormal, melhor nem puxar assunto. Na verdade, "basicamente diz" não... Ela fala isso com todass as letras, raiva no coração e sangue nos olhos, já esperando que ninguém se manifestasse mesmo... Ô racinha tediosa. Humanos! Onde já se viu!?

Já não lembro bem como se desenrola, mas depois de alguns dias ela começa a conversar com o carinha que senta na frente dela na turma (acho que ele quem puxa o assunto, falando sobre o penteado dela, que muda o tempo todo), mesmo com os outros alunos desrecomendando a socialização. E depois dela ter tentado fazer parte de todos os clubes do colégio (Clube de Xadrez, atletismo, essas coisas) ela resolve formar o próprio clube. Batizado de Brigada SOS. "SOS Dan" em "japonês", de: Sekai wo Oini Moriagerutame no Suzumiya Haruhi no Dan - Grupo de Haruhi Suzumiya com o propósito de sobrecarregar o mundo com diversão (ou algo assim).
Aí ela arrasta o carinha para ser membro, rouba a sala do Clube de Literatura (tornando a única participante dele uma membro do novo clube), praticamente seqüestra uma aluna mais nova para ser membro também (ela precisava de alguém para ser o mascote e chamar a atenção pelo atributos físicos) e surge um outro cara (não lembro mais como).
O grupo não tem um propósito específico. A menina quer conhecer gente do tipo que ela já falou, resolver mistérios, descobrir coisas... Nem ela sabe muito bem o que farão. Basicamente, a função da "brigada" é ela matar o tédio e se divertir no processo.

OBS: como eu disse, vi o desenho sem saber nada... nem o básico do básico, que todo mundo já devia estar sabendo antes de começar a assistir mesmo sem ter lido o mangá ou os contos. Eu não vi trailers, não vi comercial de TV, cartazes ou anúncios de revista... Nunca ouvira falar da série e tudo que eu "sabia" do desenho foram paródias redubladas do AMV Hell! Então fui pego de surpresa pelo que vou contar a seguir. Se você prefere ver no susto também, pule o parágrafo seguinte. Será mais divertido.

--- MINI-SPOILERS COMEÇAM AQUI ---

No final, acabam fazendo parte do clube, sem que ela saiba, uma viajante no tempo (que teve um motivo específico para estar lá, mas não lembro), um tipo de paranormal (que tem a teoria de que a Haruhi criou o universo faz pouco tempo antes, e todos eles podem ser refeitos a qualquer momento) e um tipo de andróide (não é isso não, mas complicaria explicar) alienígena. E o que parecia que seria um desenho perfeitamente normal, com o dia a dia engraçado da 'turminha', acaba envolvendo seres interdimensionais, loops temporais, a reprogramação temporária das leis da física e a possibilidade do mundo acabar. Uma agradável surpresa!
Se quiserem, um pouco mais de detalhes.

--- E TERMINAM AQUI ---

A série intercala episódios completamente calmos (não veja Someday in the Rain com sono, você vai dormir) e bucólicos, com outros completamente malucos, envolvendo... (já disse acima, dentro dos SPOILERS). E o humor do "piloto", mesmo menos absurdo (agora não há mais erros de filmagem), continua lá, já que acompanhamos os pensamentos do Kyon (o verdadeiro protagonista da série), enquanto ele é abusado e arrastado para todos os cantos pelas idéias loucas da Haruhi.

Sobre os episódios, há os "principais" (as 6 partes chamadas The Melancholy of Haruhi Suzumiya), que giram em torno da trama mais doida, mas os demais... Você nem lembra que essa loucura toda está acontecendo por trás. Ou a loucura é pouca, e você consegue acompanhar. Nas loucuras maiores, até há algumas menções e flashbacks, mas você fica tão perdido com eles, que abstrai. Importante até... Como assim ficar perdido com os flashbacks? Eles não estão ali para te lembrar de algo que você já viu?

Pois bem, algo importante para saber: a série teve 3 ordens diferentes de episódios:

■ há a ordem original, como passou na TV. Que foi a que eu assisti. Idéia ruim. Ok se eu tivesse visto tudo rápido, mas lento como eu fiz, só servia para eu ficar perdido com partes importantes da trama. Em mais de um episódio eles fizeram menção ao que chamaram de "espaço fechado" (closed space). Fui entender o que era isso no penúltimo episódio só. Que teria sido o 6º episódio na ordem ideal, sem que ninguém tivesse mencionado o assunto antes. Veja bem... A ordem original não foi algo como os flashfowards de Lost: planejados [não vem ao caso se a série foi boa ou ruim]. Simplesmente passaram numa ordem louca e ponto final. Agora que vi tudo, não entendi o porquê. Nem foi assim no quadrinho nem nada!

Até achei em alguns momentos que ver nessa ordem, com flashbacks de coisa que eu não sabia ainda, ia servir para depois ter aquela coisa de "ah... então foi por isso..." mas não foi assim que eles fizeram. Não era uma dica de algo que aconteceu antes mas você só verá depois, para te deixar curioso... Você ficava era perdido mesmo, por não saber do quê diabos eles estavam falando. Eles jogavam essas referências e elas eram importantes para você acompanhar partes da trama. Ordem de bêbado... Muito errado. Ou de repente ficou confuso pela legendagem. Ou de repente japonês é muito mais esperto que eu e era capaz de lembrar tudo que aconteceu em 10 episódios anteriores e ter a tal sensação de "ah, agora entendi". Bem, não sou o Rain Man, só vou entender parte dos episódios passados reassistindo-os. O que não farei. Apesar disso, deram para divertir. E nem são todos que tiveram desse problema. Alguns ignoraram completamente as partes estranha da trama e foram só um desenho normal.

■ há a ordem cronológica. Ignorem-na. O motivo é a ordem a seguir.

■ e há ordem do DVD, que é igual a cronológica, com uma grande exceção: o primeiro episódio, que eu descrevi lá no alto, continua sendo o 1º episódio. Na ordem cronológica ele é o 11º, e isso tira todo o impacto do susto que ele causa. E como ele é mencionado no 12º, é mais interessante relembrar dele depois de vários episódios, de que ver uma referência a ele logo na sequência dele mesmo.

Vendo pela ordem original, a cena final do último episódio fica um bom final para a série. Mas você é obrigado a ficar meio perdido em outros episódios. A cena final do último na ordem do DVD já não é a mesma coisa, mas também não chega a ser ruim como fim. Se eu tivesse tempo [mais, pelo menos, já que estou aqui, marmanjo, escrevendo sobre desenho... ok, né?!] ia checar quais episódios te deixam perdido, e montar uma ordem alternativa...

Mas ainda tenho a 2ª temporada inteira para assistir e eu já levei uma eternidade para terminar a 1ª (12 episódios em 6 meses). [comecei essa postagem em 22/fev!] E tem também o anime do Black Rock Shooter para terminar... (depois do OVA, vi 2 episódios e esqueci do resto).

Sei lá, na dúvida, vejam na ordem do DVD. Melhor entender a história direito, do que ver uma ordem louca só para ter um episódio final melhor. E tem a 2ª temporada também... Então o episódio final nem será a última vez que você verá o desenho mesmo.

[ATUALIZAÇÃO: dei uma olhada agora neles... e do 5º para o 6º Melancolia [bom filme], a seqüência não é direta. Não é aquela coisa de um começar na cena seguinte ao final do outro. Na verdade, no início do 6º há até uma rápida recapitulação de quem são os personagens. Então, vocês podem fazer o seguinte:

- comecem a assistir na ordem do DVD: episódio 00 primeiro;
- depois os 5 primeiros Melancholy. Não vejam a sexta e última parte (detalhe, é o único episódio com epílogo, a ordem é maluca, mas realmente quiseram que este fosse o último a ser visto)
- assistam os seguintes... na ordem que quiserem.
- e finalmente assistam ao sexto The Melancholy of Haruhi Suzumiya. Pronto. Vocês terão uma boa conclusão e sem ficarem perdidos no meio da série.]


Então vou parar por aqui, essa é a resenha da 1ª temporada. Lá pro Natal eu falo da 2ª. Que não é bem a segunda... os episódios são cronologicamente misturados com os da 1ª... Argh! Que zona. Mas vale a pena assistir. De repente vejam logo a 1ª e a 2ª juntas, com todos os episódios na ordem cronológica e pronto. Vão lá no Wikipedia para ver a ordem "correta", lembrando que o episódio The Adventures of Mikuru Asahina deve ser visto primeiro, e sabendo que após o fim da série, há também o OVA The Disappearance of Haruhi Suzumiya (cronologicamente após as duas temporadas mesmo).

Bem, para terminar a postagem... O tema principal da série. Na verdade, é o tema de encerramento... mas é a música mais famosa do desenho. Sucesso absurdo no Japão, com talvez centenas de milhares de gente louca que sabem fazer a coreografia completa... [eu adoro os japoneses! já falei isso!]

Link para versão normal, com créditos, letra e tradução.
E abaixo a versão especial, sem texto e só com a dança:




E caso não tenham acreditado em mim antes... Toma!