Título original: Monsters: Dark Continent
E só. Vai ter mais dados do que isso não.
'bora resumir logo? Que filme merda!
Eu ouvi as pessoas reclamaram... Vi gente falando mal... Vi as poucas estrelinhas em tudo que é site, mas... Nerd teimoso duma figa... Com tanto filme para ver, resolve ver justo esse. [Nausicaä, seu FDP! até hoje tu não viu Nausicaä!!!]
[ATUALIZAÇÃO: não confundir com Universidade Monstros (o "Monstros S.A 2"), outra coisa que teria sido melhor ver do que este.]
Aprendam com meus erros criancinhas. Vejam o 1º. NÃO VEJAM o 2º.
Parece que o cara queria fazer um filme cabeça sobre traumas de guerra (dessas modernas, no deserto e com gente de turbante), mas viu que não ia prestar. E aí pensou: "Putz! Já sei!! ET's gigantes ao fundo!!!" Mas... Não... Não deu certo.
O trailer com o poeminha foi bem legal, o poster é interessante... E eu NÃO esperava um filme de montros, porque o 1º filme não era isso. Mas... Não foi. Não sei o que poderiam ter feito, mas para fazer aquilo... Não.... Nã-nã-nã-não!
E vejam bem, parece que estou usando psicologia reversa ou fazendo suspense para deixar vocês curiosos. Mas não. É só sono mesmo. O filme realmente foi ruim no sentido de ruim, chato e desperdício de tempo.
Monstros legais. Adorei o "passarinho". Muito cut-cut. E os gigantões ficaram interessantes. Mas se é só para ver monstros legais por 30 segundos, vai no Devianart.
É isso. Esse filme não me motiva a fazer uma postagem melhor não. Com tanta postagem rascunhada pelo meio de coisa muito melhor... Eu devia estar colocando uma delas no ar. Mas eu achei o filme tão ruim, que tive que comentar. [parece, mas o site não morreu! eu que troquei de emprego e estou com menos tempo ainda! porque desgraça nunca vem sozinha... mudança... reforma que só deu problema... e deu cupim... e aí emprego novo que, só de sacanagem, ficou mais longe ainda agora. HA!]
[ah, e nos finais de semana, no tempo que sobra, fico com preguiça de viver e fico jogando Dying Light (que não é tão bom quanto dizem ou parece, mas é bem legal para jogar quando você está com preguiça de pensar e só quer ficar de bobeira batendo em zumbi com a chave inglesa ou vendo quantos tu consegue incendiar de uma só vez - e aí tu vai fazendo as missões só como desculpa para correr no meio dos zumbis e recomeçar) ou Divinity: Original Sin! (esse sim, bem legal, cheguei a perder 1 hora só para matar 3 flores. É sério. Mas tinha virado pessoal. rs!!!) Muito bons!] [E FALLOUT 4 ANUNCIADO! IÚ-RRÚ!!! Agora falta o S.T.A.L.K.E.R. 3 também!!] [Half-Life 2 Episódio 3 eu já desisti...Virou o novo Duke Nukem Forever.]
[ATUALIZAÇÃO: é S.T.A.L.K.E.R. 2, e não 3. Ou até 4, se numerássemos todos os originais. Eu esqueci que o Clear Sky existia, foi o mais fraquinho deles.]
Voltando ao filme, nem falei da história... Toma, tem uma breve resenha aqui. Não fala muito da história também, mas é que é pouca mesmo.
E para verem como o filme foi ruim, perdi mais tempo agora no Youtube vendo vídeos com as músicas do Nausicaä (muito bom, pena que não achei um bom vídeo com a original) e metade da postagem é falando sobre jogos de computador... Filme muito ruim.
E com esse eloqüente testemunho cinematográfico fechando o texto, vou dormir agora!
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terça-feira, 9 de junho de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
O Destino de Júpiter
Título original: Jupiter Ascending
Duração: 2h07min -- Ano: 2014 -- Trailer / outro trailer
De: Andy & Lana Wachowski (de Matrix, V de Vingança e A Viagem [cuja resenha acabei de descobrir que está em rascunho desde 2013! aqui no site! putz!]) [supermini resenha de A Viagem: mesmo não sendo kardecista, gostei muito]
Com: Mila Kunis (de That 70's Show, O Livro de Eli, Ted e Oz), Channing Tatum (do novo Anjos da Lei, A Legião Perdida, Magic Mike [ele é o Mike] e A Toda Prova), Sean Bean (o Boromir e o Ned Stark) [e aí? será que dessa vez ele morre de novo?], Eddie Redmayne (o Stephen Hawking no A Teoria de Tudo) [sorte dos filmes terem sido lançados quase ao mesmo tempo, que assim ninguém vai lembrar dele nesse aqui], Douglas Booth (um dos filhos do Noé), Tuppence Middleton (de várias séries de TV desconhecidas e pontas em filmes que não vi), Doona Bae (de A Viagem) e Charlotte Beaumont. [ok, essas duas últimas aparecem bem menos que outras pessoas no filme, mas eu tenho uma queda por olhos puxados e a filha do Sean Bean no filme é muito bonitinha.]
Taí! Fui esperando ver um filme bem space opera, com um quê kitsch [brega!] à lá Flash Gordon e... foi o que recebi!
Ainda não li resenhas do filme por aí, então essa não está contaminada... E depois de ter visto o filme não imagino qual seja a birra que se armou contra ele. Ou porque o filme foi atrasado e tudo. Eu gostei muito. Ok... Mila Kunis + Naves Espaciais... Eu não precisava de mais nada!
Voltando ao assunto, eu gostei do filme. Belíssimas naves, que me fizeram pensar muito no filme de Duna (e um pouco nos do Ridick). Um universo de "FC feudal" (novamente, estilo Duna) [eu também pensei na Casta dos Metabarões, mas a verdade é que não sei como o universo deles funciona. Nunca li nada a respeito, mas tinha vontade. De qualquer jeito, pensei neles.] [Indevidamente, provavelmente]. Talvez até um quê de Barbarella [assumo, pensei nisso só por causa das asas]. Não sei. Também pensei no Cidade das Sombras quando a cidade foi reformada.
Isso significa que o filme tem tanto clichê que você pode encontrar referências para qualquer coisa? Provavelmente!! E MUITO! Mas não necessariamente é uma coisa ruim. Desde que as referências tragam bos ou divertidas lembranças, tá valendo!
O filme criou um universo [ou fingiu criar, soltando palavras soltas e sem história por trás... mas, isso não importa de verdade - "assim é, se lhe parece"] que ao mesmo tempo que me deu uma vontade doida de saber muito mais sobre aqueles mundos, ler livros no mesmo universo ou mais filmes... a história é redonda e terminou muito bem ali.
Bem, muito bem não, eu podia ter ficado sem a última cena. Aqueles 2 segundinhos finais da mulher patinando na direção da tela. Que tivesse parado um instante antes, com ela patinando "pro pôr do sol". Melhor. Mas sim, isso sou eu fazendo picuinha com um detalhe ridículo de, realmente, 2 segundos num filme de 2 horas. Ok. Próximo assunto.
Continuação? Não pesquisei ainda se vai ter ou não [estou digitando isso no Bloco de Notas, porque se eu abrir o navegador, vou começar a querer pesquisar antes de terminar de digitar, e estou aproveitando que não fazia nada no site faz muito tempo, e digitando rápido, para não perder o embalo]. Mas então... Ganchos para isso, ficaram. Dois [e eles são parentes] Mas pela birra que tenho ouvido do filme [de repente foi mal nas exibições de teste, depois eu descubro] ele provavelmente foi um fracasso de renda. Mas, de novo, ao mesmo tempo que eu acharia divertido, não precisa. Foi um romancesinho espacial redondo. Tem lá seus buraquinhos de roteiro, e personagens que aparecem e somem à toa [a irmã e o trio de mercenários, senti falta deles novamente no filme], mas satisfez. Fico esperando pela versão do diretor, porque esse filme parece ter sido bem picotado na edição. [comentário solto: o planeta da irmã parece Naboo]
Dúvida solta: como diabos, num universo de humanos espalhados pela galáxia inteira, o cara (o Tatum) rastreou a mulher? Veja bem, se alguém tivesse dito "Vai na Terra, que com certeza está lá", eu até poderia entender. Mas, baseado no que vimos em tela, o cara precisou identificá-la entre todos os planetas DA GALÁXIA! (talvez várias, nem sei).
Ah, Robotech! Voltando a falar de possíveis referências e das naves, eu sempre imaginei como seria se fizessem um filme de Macross em respeito às naves pessoais. [tá, o link anterior foi zuação, esses dois são decentes: Macross original e Macross Frontier] Eu acho que filme resolveu isso muito bem, os "batalhóides" deles deram uma boa solução para algo que voa como caça e tem forma de robô com asas depois. Não fica num formato de F-15 [Strike Eagle II! joguinho divertido dos velhos tempos], mas ok, não se pode ter tudo. Gostei da solução do filme das coisas ficarem flutuando em volta ao invés de tudo ter dobradiça.
A arte do filme está muito boa. Novamente, o visual feudal no espaço de que tanto gosto. Lembrei agora da nave de vidro daquele filme da Disney. [Buraco Negro] O filme foi só passável para a época, mas a nave do vilão, voando no espaço como uma catedral.. era muito bonita. Quem fez a direção de arte desse filme... Quero num futuro filme de Duna! [sim, eu gosto muito de Duna] Só evitem fazer um novo "Planeta Museu de Bilbao". [era o que parecia o primeiro planeta que aparece no Júpiter]
E quer dizer que os dinossauros evoluíram para gárgulas? Então...
Próximo assunto.
A propósito, a história, né? Sempre bom, para quem não viu:
Rainha do espaço "reencarna"(*) numa terráquea e os filhos dela não querem que ela seja reconhecida como tal - para não perderem suas fatias da herança ou, o inverso, pegar eles a fatia que seria dela de volta - que é o nosso bom e velho planeta Terra. E aí temos mercenários espaciais tentando sequestrá-la ou matá-la. Um pouquinho de complexo de Estocolmo [na verdade não, isso eu achei divertido, dela ter partida pra cima. pô, mulherada também pode dar o primeiro passo].
(*) Como? Mas como diabos uma sociedade evoluída aceitaria coincidência genética como base legal para devolução de posses e títulos?!? Sim, porque se ainda fosse uma sociedade religiosa e a "reencarnada" tivesse direito à seus antigos bens porque "O Deus-do-Espaço falou assim!". Ok. Cada um segue a igreja alienígena que preferir. Mas... Não era o caso, era puramente genética mesmo no filme!
E claro, ela é reseqüestrada, temos batalha, depois outra. Muita ação sem câmera lenta [tem um pouco, mas na maioria tu fica meio atordoado mesmo, o que é bem legal] E aí beijinho e todo mundo feliz.
Sim, não é um filme com dramas e sacrifícios finais. Todo mundo termina bem. [quer dizer, menos o vilão] Sessão da Tarde! Romance, "ciência" sem sentido, visuais coloridos e malucos e muita explosão. Seus filhos podem ver. O máximo que aparece "de errado" é uma bunda. Tem também uma rápida traição no filme e ela é resolvido ao estilo Dolph Lundgren no Mercernários: "Porra cara, tu tentou me matar. Que vacilo", "Foi mal, aê.", "Beleza então. Vamos jantar." Sem grandes melodramas sobre quebra de confiança, tudo resolvido na amizade em 3 segundos a pronto. [quem é homem sabe: muitas discussões são resolvidas antes da DR-masculina sequer começar com um mero "Ah, foda-se. Vamos esquecer isso."]
E ela limpando banheiro no final do filme? Porra! Não faz sentido algum! A "reencarnação passada" deixou a Terra no testamento, mas nenhuma conta bancária? Nem sequer um mero colar de diamantes-espaciais que pudesse ser vendido? Sim, sim, tem toda aquela coisa fofinha de "E depois de toda essa aventura... Juju aprendeu a não reclamar da vida!". Não concordo, mas aceito. [mas ainda não faz muito sentido.]
O filme tem também piadas soltas e uma seqüência inteira (que não sei se encaixou realmente no filme, mas eu gostei) [eu sou estranho] da personagem e o protetor num tipo de "fórum espacial" cuja utilidade foi... nenhuma. Mero humor com um visual que parecia que eu estava num quadrinho do Moebius.
Eu recomendo. Visualmente muito bonito. A Mila melhora qualquer coisa. O Tatum com cara de elfo marciano... Errrr... bizarro, mas não incomoda. E a trama é uma clichêsada da boa. Duas horas divertidas com muita correria e explosão. [adorei a cena de batalha em volta da torre da igreja] Boa forma de fechar um dia.
[Atualização: sim, o filme foi um fracaso de bilheteria. Pena.]
[Outra atualização: cacilda! a cena do "fórum" é com o Terry Gilliam e é uma homenagem ao filme Brazil! Ha! Agora sim! Faz sentido. [ainda que continue achando a cena deslocada]]
E acabei de notar que eu gosto do estilo dos Wachowskis. Todos os últimos fracassos de bilheteria deles são filmes que eu sempre defendo. :)
Ah, e vi uma boa descrição do filme por aí: "conto de fadas sci-fi!". Encaixa.
E algumas resenhas alternativas:
Cinema com Rapadura: A rendição dos Wachowskis
-- Eu concordo com tudos que eles dizem, mas... gostei mesmo assim.
Tor.com: "Jupiter Ascending is a bad movie."
-- Que, educadamente, esculhamba o filme todo. Mas... mesmo caso acima.
Tor.com de novo, agora gostando: "We need more movies like this one!"
Ou, se você já ficou cansado de ter lido a minha resenha e está com saco apenas para mais uma, leia esta, que é curtinha e concorda comigo no esquema de "danem-se os furos, foi muito divertido":
FangirlNation: "As a whole, this movie was ridiculously entertaining."
Duração: 2h07min -- Ano: 2014 -- Trailer / outro trailer
De: Andy & Lana Wachowski (de Matrix, V de Vingança e A Viagem [cuja resenha acabei de descobrir que está em rascunho desde 2013! aqui no site! putz!]) [supermini resenha de A Viagem: mesmo não sendo kardecista, gostei muito]
Com: Mila Kunis (de That 70's Show, O Livro de Eli, Ted e Oz), Channing Tatum (do novo Anjos da Lei, A Legião Perdida, Magic Mike [ele é o Mike] e A Toda Prova), Sean Bean (o Boromir e o Ned Stark) [e aí? será que dessa vez ele morre de novo?], Eddie Redmayne (o Stephen Hawking no A Teoria de Tudo) [sorte dos filmes terem sido lançados quase ao mesmo tempo, que assim ninguém vai lembrar dele nesse aqui], Douglas Booth (um dos filhos do Noé), Tuppence Middleton (de várias séries de TV desconhecidas e pontas em filmes que não vi), Doona Bae (de A Viagem) e Charlotte Beaumont. [ok, essas duas últimas aparecem bem menos que outras pessoas no filme, mas eu tenho uma queda por olhos puxados e a filha do Sean Bean no filme é muito bonitinha.]
Taí! Fui esperando ver um filme bem space opera, com um quê kitsch [brega!] à lá Flash Gordon e... foi o que recebi!
Ainda não li resenhas do filme por aí, então essa não está contaminada... E depois de ter visto o filme não imagino qual seja a birra que se armou contra ele. Ou porque o filme foi atrasado e tudo. Eu gostei muito. Ok... Mila Kunis + Naves Espaciais... Eu não precisava de mais nada!
Voltando ao assunto, eu gostei do filme. Belíssimas naves, que me fizeram pensar muito no filme de Duna (e um pouco nos do Ridick). Um universo de "FC feudal" (novamente, estilo Duna) [eu também pensei na Casta dos Metabarões, mas a verdade é que não sei como o universo deles funciona. Nunca li nada a respeito, mas tinha vontade. De qualquer jeito, pensei neles.] [Indevidamente, provavelmente]. Talvez até um quê de Barbarella [assumo, pensei nisso só por causa das asas]. Não sei. Também pensei no Cidade das Sombras quando a cidade foi reformada.
Isso significa que o filme tem tanto clichê que você pode encontrar referências para qualquer coisa? Provavelmente!! E MUITO! Mas não necessariamente é uma coisa ruim. Desde que as referências tragam bos ou divertidas lembranças, tá valendo!
O filme criou um universo [ou fingiu criar, soltando palavras soltas e sem história por trás... mas, isso não importa de verdade - "assim é, se lhe parece"] que ao mesmo tempo que me deu uma vontade doida de saber muito mais sobre aqueles mundos, ler livros no mesmo universo ou mais filmes... a história é redonda e terminou muito bem ali.
Bem, muito bem não, eu podia ter ficado sem a última cena. Aqueles 2 segundinhos finais da mulher patinando na direção da tela. Que tivesse parado um instante antes, com ela patinando "pro pôr do sol". Melhor. Mas sim, isso sou eu fazendo picuinha com um detalhe ridículo de, realmente, 2 segundos num filme de 2 horas. Ok. Próximo assunto.
Continuação? Não pesquisei ainda se vai ter ou não [estou digitando isso no Bloco de Notas, porque se eu abrir o navegador, vou começar a querer pesquisar antes de terminar de digitar, e estou aproveitando que não fazia nada no site faz muito tempo, e digitando rápido, para não perder o embalo]. Mas então... Ganchos para isso, ficaram. Dois [e eles são parentes] Mas pela birra que tenho ouvido do filme [de repente foi mal nas exibições de teste, depois eu descubro] ele provavelmente foi um fracasso de renda. Mas, de novo, ao mesmo tempo que eu acharia divertido, não precisa. Foi um romancesinho espacial redondo. Tem lá seus buraquinhos de roteiro, e personagens que aparecem e somem à toa [a irmã e o trio de mercenários, senti falta deles novamente no filme], mas satisfez. Fico esperando pela versão do diretor, porque esse filme parece ter sido bem picotado na edição. [comentário solto: o planeta da irmã parece Naboo]
Dúvida solta: como diabos, num universo de humanos espalhados pela galáxia inteira, o cara (o Tatum) rastreou a mulher? Veja bem, se alguém tivesse dito "Vai na Terra, que com certeza está lá", eu até poderia entender. Mas, baseado no que vimos em tela, o cara precisou identificá-la entre todos os planetas DA GALÁXIA! (talvez várias, nem sei).
Ah, Robotech! Voltando a falar de possíveis referências e das naves, eu sempre imaginei como seria se fizessem um filme de Macross em respeito às naves pessoais. [tá, o link anterior foi zuação, esses dois são decentes: Macross original e Macross Frontier] Eu acho que filme resolveu isso muito bem, os "batalhóides" deles deram uma boa solução para algo que voa como caça e tem forma de robô com asas depois. Não fica num formato de F-15 [Strike Eagle II! joguinho divertido dos velhos tempos], mas ok, não se pode ter tudo. Gostei da solução do filme das coisas ficarem flutuando em volta ao invés de tudo ter dobradiça.
A arte do filme está muito boa. Novamente, o visual feudal no espaço de que tanto gosto. Lembrei agora da nave de vidro daquele filme da Disney. [Buraco Negro] O filme foi só passável para a época, mas a nave do vilão, voando no espaço como uma catedral.. era muito bonita. Quem fez a direção de arte desse filme... Quero num futuro filme de Duna! [sim, eu gosto muito de Duna] Só evitem fazer um novo "Planeta Museu de Bilbao". [era o que parecia o primeiro planeta que aparece no Júpiter]
E quer dizer que os dinossauros evoluíram para gárgulas? Então...
Próximo assunto.
A propósito, a história, né? Sempre bom, para quem não viu:
Rainha do espaço "reencarna"(*) numa terráquea e os filhos dela não querem que ela seja reconhecida como tal - para não perderem suas fatias da herança ou, o inverso, pegar eles a fatia que seria dela de volta - que é o nosso bom e velho planeta Terra. E aí temos mercenários espaciais tentando sequestrá-la ou matá-la. Um pouquinho de complexo de Estocolmo [na verdade não, isso eu achei divertido, dela ter partida pra cima. pô, mulherada também pode dar o primeiro passo].
(*) Como? Mas como diabos uma sociedade evoluída aceitaria coincidência genética como base legal para devolução de posses e títulos?!? Sim, porque se ainda fosse uma sociedade religiosa e a "reencarnada" tivesse direito à seus antigos bens porque "O Deus-do-Espaço falou assim!". Ok. Cada um segue a igreja alienígena que preferir. Mas... Não era o caso, era puramente genética mesmo no filme!
E claro, ela é reseqüestrada, temos batalha, depois outra. Muita ação sem câmera lenta [tem um pouco, mas na maioria tu fica meio atordoado mesmo, o que é bem legal] E aí beijinho e todo mundo feliz.
Sim, não é um filme com dramas e sacrifícios finais. Todo mundo termina bem. [quer dizer, menos o vilão] Sessão da Tarde! Romance, "ciência" sem sentido, visuais coloridos e malucos e muita explosão. Seus filhos podem ver. O máximo que aparece "de errado" é uma bunda. Tem também uma rápida traição no filme e ela é resolvido ao estilo Dolph Lundgren no Mercernários: "Porra cara, tu tentou me matar. Que vacilo", "Foi mal, aê.", "Beleza então. Vamos jantar." Sem grandes melodramas sobre quebra de confiança, tudo resolvido na amizade em 3 segundos a pronto. [quem é homem sabe: muitas discussões são resolvidas antes da DR-masculina sequer começar com um mero "Ah, foda-se. Vamos esquecer isso."]
E ela limpando banheiro no final do filme? Porra! Não faz sentido algum! A "reencarnação passada" deixou a Terra no testamento, mas nenhuma conta bancária? Nem sequer um mero colar de diamantes-espaciais que pudesse ser vendido? Sim, sim, tem toda aquela coisa fofinha de "E depois de toda essa aventura... Juju aprendeu a não reclamar da vida!". Não concordo, mas aceito. [mas ainda não faz muito sentido.]
O filme tem também piadas soltas e uma seqüência inteira (que não sei se encaixou realmente no filme, mas eu gostei) [eu sou estranho] da personagem e o protetor num tipo de "fórum espacial" cuja utilidade foi... nenhuma. Mero humor com um visual que parecia que eu estava num quadrinho do Moebius.
Eu recomendo. Visualmente muito bonito. A Mila melhora qualquer coisa. O Tatum com cara de elfo marciano... Errrr... bizarro, mas não incomoda. E a trama é uma clichêsada da boa. Duas horas divertidas com muita correria e explosão. [adorei a cena de batalha em volta da torre da igreja] Boa forma de fechar um dia.
[Atualização: sim, o filme foi um fracaso de bilheteria. Pena.]
[Outra atualização: cacilda! a cena do "fórum" é com o Terry Gilliam e é uma homenagem ao filme Brazil! Ha! Agora sim! Faz sentido. [ainda que continue achando a cena deslocada]]
E acabei de notar que eu gosto do estilo dos Wachowskis. Todos os últimos fracassos de bilheteria deles são filmes que eu sempre defendo. :)
Ah, e vi uma boa descrição do filme por aí: "conto de fadas sci-fi!". Encaixa.
E algumas resenhas alternativas:
Cinema com Rapadura: A rendição dos Wachowskis
-- Eu concordo com tudos que eles dizem, mas... gostei mesmo assim.
Tor.com: "Jupiter Ascending is a bad movie."
-- Que, educadamente, esculhamba o filme todo. Mas... mesmo caso acima.
Tor.com de novo, agora gostando: "We need more movies like this one!"
Ou, se você já ficou cansado de ter lido a minha resenha e está com saco apenas para mais uma, leia esta, que é curtinha e concorda comigo no esquema de "danem-se os furos, foi muito divertido":
FangirlNation: "As a whole, this movie was ridiculously entertaining."
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
The Last Rites of Ransom Pride
Duração: 1h22min -- Ano: 2010 -- Trailer / outro trailer
De: Tiller Russell (de nada interessante)
Com: Peter Dinklage. Isso mesmo, o Peter Dinklage! Eu disse PETER DINKLAGE! [Estou zuando o tom, claro, ele só faz uma ponta; mas acho que a única maneira de fazer alguém se interessar por este filme é falar que o Tyrion de Guerra dos Tronos está nele.] Falando sério agora...
Com: Lizzy Caplan (de Cloverfield - O Monstro e Hot Tub Time Machine), Dwight Yoakam (de Os Três Enterros de Melquiades Estrada, Bandidas e Adrenalina 2), Jon Foster (só filme ruim), Cote de Pablo (do seriado NCIS), Scott Speedman (o mocinho da trilogia Anjos da Noite), Kris Kristofferson (da trilogia Blade e... [eu estava olhando a lista de filmes deste cara, tentando lembrar onde eu o conheci e porque ele é famoso - porque a lista tinha muita porcaria - e aí o Wikipedia me ajudou: esse cara é um compositor de música country!, ser ator deve ser só um passatempo, então era daí que eu o conhecia!] [mas filme... continuo não lembrando qual o 1º onde o vi]), Peter Dinklage (de Vira-Lata, o Super Cão) e Blu Mankuma (de Mundos Opostos e do seriado Forever Knight [adorava essa série! e o texto do link está +/- errado, porque eu vi essa série foi é na TV aberta mesmo]).
A história: matam o pai da menina e a menina mata o cara que matou o pai. Anos depois, já adulta, o namorado da menina morre e ela promete a ele enterrá-lo na terra da família. Mas... o cara matou o irmão de outra sujeita (uma bruxa (?) mexicana) que não quer devolver o corpo. E temos a sujeita querendo se vingar da menina e vice-versa. O pai do namorado (que já foi matador e agora é pastor) querendo se vingar dela por ter descaminhado o filho. Um amigo do pai ajudando. E um anão no meio da história que também está se vingando de alguma coisa pelo jeito. E um militar aposentando. E gêmeos siameses moribundos.
Opinião: Esse filme estava na minha lista para ver a anos. Eu não lembro porque. Algo me fez ficar curioso na época. talvez tenha sido só a estética amalucada. Não sei. Provavelmente os mini-trailers de 20 segundos que saíram na época.
O filme é uma mistureba de paisagens legais e enquadramentos bonitos (apesar de eu não gostar da tonalidade usada) com a impressão que ter sido feito como um trabalho em grupo pra faculdade - mas tinha gente demais do departamente de arte e gente de menos na parte de redação.
E provavelmente alguém bem chato da parte de montagem, que não devia ter muito que fazer e insistiu em cortes abruptos que as vezes servem como flashbacks relâmpagos, e outras vezes só estão lá porque, pelo jeito, o cara precisava fazer alguma coisa para justificar o salário. Irrita depois de 10 minutos. Os tais cortes as vezes estão resumindo a cena que acabou de acontecer e que ainda lembramos com perfeição. Para que eu precisava de um resumo dela?
Sinceramente, se não fosse a atriz bonitinha [enquanto eu via ela me lembrou a que fez a Pekkala] eu talvez não tivesse suportado tanto tempo. Lá no começão, quando o filme ainda era só uma idéia, saiu um teaser com atores completamente diferentes e uma loirinha genérica como protagonista (mais um ponto a favor da minha teoria dele ser um tipo de projeto, e não algo perfeitamente planejado). Nada contra loiras que parecem ter saído de Coyote Ugly buscando vingança no México de 1911, mas... aquele trailer não inspirava nenhuma confiança. Os seguintes (tanto os longos como os de 20 segundos) foram mais divertidos e os atores pareciam finalmente terem sido escolhidos "direito".
Mas ainda é muita canastrice (exceto pelo Kristoferson, mas que aparece bem pouco), numa história bem rala, que é uma desculpa para vários tiroteios e a mocinha principal fazer cara de eu sou foda o tempo todo. Apesar da última cena dela ser uma luta de facas usando uma camisola das antigas, então a última aparição dela em cena nem é memorável. Mas o chapéu de maquinista dela é tao legal, dando um ar steampunk ao visual, que 10 minutos depois do filme você provavelmente só se lembrará dela desta forma. E no dia seguinte você nem mais lembrará do filme.
Bom para uma tarde modorrenta. Mas nem tanto, que se der sono, a preguiça falará mais alto e você preferirá tirar um cochilo. [foi exatamente o que aconteceu comigo, e eu optei pela soneca de meia hora. e só resolvi terminar o filme depois só porque eu realmente estava sem nada melhor para fazer - e se deixasse para ver outro dia corria o risco de nunca terminar].
E para ninguém falar que eu estou sendo mal com o coitado... Algumas opiniões de outros sites. [e eu juro que não induzi o Google, peguei as primeiras páginas que vieram colocando o nome do filme + "review"]
"A boring, one-dimensional film with an uninteresting plot" (Blog Critics), "falls well short of the mark" (Screen Daily), "what can go wrong? As it turns out; everything." (Cinema Blend) e, resumindo, "Well, it's a big pile of shit." (Den of Geek).
O pior é que a produtora desse filme começou com ambição (vide The Hollywood Reporter e Film School Rejects) [ah, a ironia...] como se fosse ser alguma revolução. Bem... Para cada história de sucesso há muitas de fracasso. Mais uma para pilha.
De: Tiller Russell (de nada interessante)
Com: Peter Dinklage. Isso mesmo, o Peter Dinklage! Eu disse PETER DINKLAGE! [Estou zuando o tom, claro, ele só faz uma ponta; mas acho que a única maneira de fazer alguém se interessar por este filme é falar que o Tyrion de Guerra dos Tronos está nele.] Falando sério agora...
Com: Lizzy Caplan (de Cloverfield - O Monstro e Hot Tub Time Machine), Dwight Yoakam (de Os Três Enterros de Melquiades Estrada, Bandidas e Adrenalina 2), Jon Foster (só filme ruim), Cote de Pablo (do seriado NCIS), Scott Speedman (o mocinho da trilogia Anjos da Noite), Kris Kristofferson (da trilogia Blade e... [eu estava olhando a lista de filmes deste cara, tentando lembrar onde eu o conheci e porque ele é famoso - porque a lista tinha muita porcaria - e aí o Wikipedia me ajudou: esse cara é um compositor de música country!, ser ator deve ser só um passatempo, então era daí que eu o conhecia!] [mas filme... continuo não lembrando qual o 1º onde o vi]), Peter Dinklage (de Vira-Lata, o Super Cão) e Blu Mankuma (de Mundos Opostos e do seriado Forever Knight [adorava essa série! e o texto do link está +/- errado, porque eu vi essa série foi é na TV aberta mesmo]).
A história: matam o pai da menina e a menina mata o cara que matou o pai. Anos depois, já adulta, o namorado da menina morre e ela promete a ele enterrá-lo na terra da família. Mas... o cara matou o irmão de outra sujeita (uma bruxa (?) mexicana) que não quer devolver o corpo. E temos a sujeita querendo se vingar da menina e vice-versa. O pai do namorado (que já foi matador e agora é pastor) querendo se vingar dela por ter descaminhado o filho. Um amigo do pai ajudando. E um anão no meio da história que também está se vingando de alguma coisa pelo jeito. E um militar aposentando. E gêmeos siameses moribundos.
Opinião: Esse filme estava na minha lista para ver a anos. Eu não lembro porque. Algo me fez ficar curioso na época. talvez tenha sido só a estética amalucada. Não sei. Provavelmente os mini-trailers de 20 segundos que saíram na época.
O filme é uma mistureba de paisagens legais e enquadramentos bonitos (apesar de eu não gostar da tonalidade usada) com a impressão que ter sido feito como um trabalho em grupo pra faculdade - mas tinha gente demais do departamente de arte e gente de menos na parte de redação.
E provavelmente alguém bem chato da parte de montagem, que não devia ter muito que fazer e insistiu em cortes abruptos que as vezes servem como flashbacks relâmpagos, e outras vezes só estão lá porque, pelo jeito, o cara precisava fazer alguma coisa para justificar o salário. Irrita depois de 10 minutos. Os tais cortes as vezes estão resumindo a cena que acabou de acontecer e que ainda lembramos com perfeição. Para que eu precisava de um resumo dela?
Sinceramente, se não fosse a atriz bonitinha [enquanto eu via ela me lembrou a que fez a Pekkala] eu talvez não tivesse suportado tanto tempo. Lá no começão, quando o filme ainda era só uma idéia, saiu um teaser com atores completamente diferentes e uma loirinha genérica como protagonista (mais um ponto a favor da minha teoria dele ser um tipo de projeto, e não algo perfeitamente planejado). Nada contra loiras que parecem ter saído de Coyote Ugly buscando vingança no México de 1911, mas... aquele trailer não inspirava nenhuma confiança. Os seguintes (tanto os longos como os de 20 segundos) foram mais divertidos e os atores pareciam finalmente terem sido escolhidos "direito".
Mas ainda é muita canastrice (exceto pelo Kristoferson, mas que aparece bem pouco), numa história bem rala, que é uma desculpa para vários tiroteios e a mocinha principal fazer cara de eu sou foda o tempo todo. Apesar da última cena dela ser uma luta de facas usando uma camisola das antigas, então a última aparição dela em cena nem é memorável. Mas o chapéu de maquinista dela é tao legal, dando um ar steampunk ao visual, que 10 minutos depois do filme você provavelmente só se lembrará dela desta forma. E no dia seguinte você nem mais lembrará do filme.
Bom para uma tarde modorrenta. Mas nem tanto, que se der sono, a preguiça falará mais alto e você preferirá tirar um cochilo. [foi exatamente o que aconteceu comigo, e eu optei pela soneca de meia hora. e só resolvi terminar o filme depois só porque eu realmente estava sem nada melhor para fazer - e se deixasse para ver outro dia corria o risco de nunca terminar].
E para ninguém falar que eu estou sendo mal com o coitado... Algumas opiniões de outros sites. [e eu juro que não induzi o Google, peguei as primeiras páginas que vieram colocando o nome do filme + "review"]
"A boring, one-dimensional film with an uninteresting plot" (Blog Critics), "falls well short of the mark" (Screen Daily), "what can go wrong? As it turns out; everything." (Cinema Blend) e, resumindo, "Well, it's a big pile of shit." (Den of Geek).
O pior é que a produtora desse filme começou com ambição (vide The Hollywood Reporter e Film School Rejects) [ah, a ironia...] como se fosse ser alguma revolução. Bem... Para cada história de sucesso há muitas de fracasso. Mais uma para pilha.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Transformers 4: A Era da Extinção
Eu nem ia fazer essa postagem. O filme não merece. Mas parece que ultimamente só tenho feito postagens longas e quando eu gosto de algo. Hora de voltar a fazer valer a parte ranzinza do título dessa bagaça.
E porra, que filme merda! [desculpem os termos, mas é a forma mais rápida de resumir toda a situação] Eu tinha esperanças. Achei que iam deixar de lado a parte mais infantilóide e dar um rumo decente. Não ia virar um drama oscarizável, claro, mas não ser vergonha alheia, do tipo que pré-adolescentes, depois de ver, renegariam, para não ficar mal entre os amiguinhos (mas todos teriam visto, claro) que foi esse.
Fiquei feliz só de pensar que os carros caipiras do 2º ou 3º filme estariam mortos nesse. E aí me colocam um robô usando saias! Outro samurai, com mais expressões faciais que os atores humanos! E o robô vilão tinha a cara do Esqueleto (vilão do He-Man)!
Tem horas que eu fico feliz em ver um filme sem história e muitas explosões. Mas precisa ser bem feito. Eu até me diverti com a porradaria do Líder Optimus no 3º filme. Ele puxando uma espada. Ele usando uma escopeta! Mas tudo tem limite... e esse filme não teve. Foi criado por uma criança sem noções de bom cinema. E eu não sabia que o filme tinha TRÊS HORAS!!
Bem, foi melhor que o segundo filme e sei que verei o quinto quando sair. Mas foi muito ruim. É até bom estar postando alguns dias depois de ter visto - no calor do momento eu teria muito mais reclamações, mas agora já estou de bom humor. [mas ficar relembrando o filme não está ajudando] Por falar nisso, cacete!, quer fazer a droga do robô vazar óleo para parecer sangue, OK!!!, mas não me faça a droga do ROBÔ tossir e babar!
Se der na telha depois eu coloco o cartaz na postagem, para manter a tradição. Talvez. Mas esse filme não merece nem uma postagem bem feita.
Um link para o Rapadura pelo menos, que também não gostou, mas sabe explicar que o filme é um fiasco com argumentos e boa educação: Tiro, porrada, bomba e tédio.
E porra, que filme merda! [desculpem os termos, mas é a forma mais rápida de resumir toda a situação] Eu tinha esperanças. Achei que iam deixar de lado a parte mais infantilóide e dar um rumo decente. Não ia virar um drama oscarizável, claro, mas não ser vergonha alheia, do tipo que pré-adolescentes, depois de ver, renegariam, para não ficar mal entre os amiguinhos (mas todos teriam visto, claro) que foi esse.
Fiquei feliz só de pensar que os carros caipiras do 2º ou 3º filme estariam mortos nesse. E aí me colocam um robô usando saias! Outro samurai, com mais expressões faciais que os atores humanos! E o robô vilão tinha a cara do Esqueleto (vilão do He-Man)!
Tem horas que eu fico feliz em ver um filme sem história e muitas explosões. Mas precisa ser bem feito. Eu até me diverti com a porradaria do Líder Optimus no 3º filme. Ele puxando uma espada. Ele usando uma escopeta! Mas tudo tem limite... e esse filme não teve. Foi criado por uma criança sem noções de bom cinema. E eu não sabia que o filme tinha TRÊS HORAS!!
Bem, foi melhor que o segundo filme e sei que verei o quinto quando sair. Mas foi muito ruim. É até bom estar postando alguns dias depois de ter visto - no calor do momento eu teria muito mais reclamações, mas agora já estou de bom humor. [mas ficar relembrando o filme não está ajudando] Por falar nisso, cacete!, quer fazer a droga do robô vazar óleo para parecer sangue, OK!!!, mas não me faça a droga do ROBÔ tossir e babar!
Se der na telha depois eu coloco o cartaz na postagem, para manter a tradição. Talvez. Mas esse filme não merece nem uma postagem bem feita.
Um link para o Rapadura pelo menos, que também não gostou, mas sabe explicar que o filme é um fiasco com argumentos e boa educação: Tiro, porrada, bomba e tédio.
sábado, 14 de junho de 2014
Godzilla (2014) & Gojira
Nome original: Godzilla
Duração: 2h03min -- Ano: 2014 -- Teaser / Trailer
[citação legendada do Oppenheimer aqui]
De: Gareth Edwards (de Monstros)
Com: Aaron Taylor-Johnson (o Kick-Ass), Ken Watanabe (de Cartas de Iwo Jima e O Último Samurai) [totalmente sub-aproveitado neste filme], Bryan Cranston (de Malcolm in the Middle, Breaking Bad, e Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira), Elizabeth Olsen (de Três é Demais [fico feliz de nunca ter assistido isso] e Os Vingadores 2) e uma rápida participação de Juliette Binoche (A Liberdade É Azul).
Uma porrada de postagem por aí falando sobre Godzilla...Por mais que eu faça um monte de postagem sobre coisa pop também (vide Malévola e Homem Aranha logo abaixo), eu sempre fico naquela de que não vou ter nada a adicionar [e geralmente não tenho mesmo]. Então pensei em algo... Eu estou devendo a mim mesmo ver o Godzilla original faz muito tempo (vi alguns aqui e ali, mas nunca o primeirão). Vou dar só uma palhinha sobre o novo, e vou falar do velho!
Vamos lá... O novo... Vou separar o filme em dois: o lado humano e o lado monstro.
O lado humano. Eu, sinceramente, acreditei quando falaram lá atrás que no filme teríamos o drama humano durante uma ataque de monstro. Beleza, o monstro está atacando. Mas o que isso significa para as pessoas que estão desviando dos destroços? Seria uma espécie de Marvels kaiju? E eu vi o outro filme do cara, o Monstros (já resenhado) onde, realmente, os monstros eram secundários. E eu adorei aquele filme. Por falar nisso, já saiu o trailer longo da continuação.
Aí veio o "lado humano" desse, na forma do pai do Malcolm in the Middle com aquele drama clichê de "Foi um alien/vampiro/monstro/fantasma/dingo/pé-grande/bruxa que <verbo> a <pessoa>!! Porque ninguém acredita em mim???" Mas ok, o cara é um bom ator, todos gostamos dele. E aí ele morre no começo. E o foco passa a ser o filho militar sem graça e a esposa mais ainda. Porém... Na verdade, acho que o cara (o pai) não teria mesmo muita utilidade dali em diante da forma com que o filme foi feito, então dane-se. Parece que tivemos essa amostra grátis de drama "e agora voltemos à nossa programação normal!". Mas pô... Foi promessa não cumprida. Até Cloverfield focou mais no lado humano. Mas eu não liguei muito para as pessoas. Nem o filme me fez ligar para elas. Podia falar várias páginas sobre a irrelevância deles. Falemos da parte boa.
O lado monstro. Mas para andar logo, só tenho 3 coisas para dizer.
1) Cacete!? Ninguém aprendeu nada em Transformers 2? NINGUÉM quer ver órgãos reprodutores gigantes. Mesmo que seja só algo que pareça um saco de água cheio de girinos. Aquela imagem mudou o clima da cena de monstrão bizarro "realista" para "Go, go, go, Power Rangeeeeeeeeeerrrss!"
Peraí até, aproveitando que estamos falando de anatomia, como assim o monstro fêmea cresceu numa base militar, naquela salinha, até aquele tamanho?? E apesar da referência óbvia dos nomes MUTO x Mothra, o bicho voador estava muito mais para o... [momento de ir no Google, porque fora o Mothra, Rodan e Guidora eu nunca sei o nome deles...] Megaguirus!, até mesmo pelos bracinhos de louva-deus na frente. Então a referência podia muito bem não ter sido feita (e ainda vai tirar o peso se depois realmente usarem a Mothra). E lendo mais sobre eles agora, aquela cabeça chata pode ter sido inspirada num tal de Gyaos (esse eu não conhecia).
2) O Godzilla desviando do navio... Pô... Ok, ele tinha que ser o herói e amigo da criançada, mas algo legal sobre o Godzilla é que, originalmente pelo menos, ele está pouco se ferrando para as pessoas. [originalmente MESMO ele está contra elas, mas falaremos sobre isso mais abaixo.] Eu aceito o Godzilla lutar contra os monstros no filme e nos salvar no processo, mas isso seria um mero acaso. Ele tinha que estar pouco se lixando para aquelas baratinhas humanas em volta dele. Ou se a idéia era essa, que tivesse ficado bem claro.
Eu até gostei da motivação que deram para ele nesta nova versão (onde nós somos irrelevantes). E provavelmente centenas de milhares de pessoas morreram enquanto ele lutava contra os carrapatões, mas no filme inteiro, à mostra, acho que não há nenhuma morte causada (indiretamente ou não) pelo Gojira Amigo-da-vizinhaça. [não lembro mas, se bobear, nem havia sangue no filme] E na única cena em que ele teria dado uma mera ombrada no navio, em linha reta, ele desvia! No Godzilla 2000 (+/- resenhado aqui), ele vai lá na cidade, luta contra o monstro da vez e, no final, só de sacanagem, começa a destruir tudo no caminho de volta. Se ele falasse, poderia muito bem ter dito "I saved your tiny asses! Your asses ARE MINE! HAHAHA! Vuuuuuuuuuuuuuushh! Onde está seu deus agora!?." [obs: "vuush" foi a primeira coisa que eu consegui pensar como sonoplastia do bafo atômico]. Eu preferia que o Godzilla atual, no mínimo, tivesse sido completamente indiferente às baratinhas correndo pelo chão.
Passeando pelo Wikizilla, eu esbarrei numa frase que eu gostei: "(...) Godzilla (...) in the Heisei series of films is depicted as a force of nature, neither good nor evil (...)" E é assim que tem que ser.
[cacete, eu não sei ser sucinto...]
3) BAFO ATÔMICO! Ha! Eu passei o filme todo imaginando "será que vai ter?". Muito maneiro. Eu sei que um filme tem que ser muito mais do que isso, e etc, e etc. Mas dane-se! Eu queria ver um Godzilla bem feito (por falar nisso, adorei o novo tamanho absurdo dele). Eu queria ver briga de monstro (que nem foi tanta, mas acho que foi na medida para você sair do cinema querendo ter visto mais - ao invés de reclamando do excesso). E queria um Godzilla que soltasse raios! MUITO BOM! E depois ainda faz de novo, num fatality que provavelmente levará anos até ser superado. "Tu aí, monstro! Eu... cansei... desta PORRA! KAVUUUUUUUUSSSSHHHHHHH!!!" Lindo!
E só terminando, espero que aproveitem na continuação aqueles buracões que estavam usando nos virais do filme. Seria interessante ver algo saindo de lá, eles são legais. Há outros virais envolvendo outros buracos também. Acabei de lembrar até, podiam sair deles o bicho do 1º trailer, que era a versão inicial do monstro vilão e que acabou não sendo aproveitada.
Agora deixa eu ver o filme antigo (acabou de sair em blu-ray) e depois eu volto.
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Nome original: ゴジラ (Gojira)
Duração: 1h36min -- Ano: 1954 -- Trailer -- País: Japão
De: Ishiro Honda -- Com: Takashi Shimura, Akira Takarada, Momoko Kochi, Akihiko Hirata e Haruo Nakajima.
◄ clique para ampliar.
De cara, uma surpresa interessante... Filme antigo costuma dar uma enrolada e ter cortes lentos. Todo aquele esquema de mostrar 'todo o caminho do personagem' ao invés de apenas mostrá-lo logo 'lá'. Aparentemente, o cinema japonês não recebeu esse memorando. São cortes bem rápidos, sem enrolação, correndo para contar a história.
Na verdade, o filme soa tão "atual" em seu estilo, que eu tive que ser trazido de volta à realidade quando uma personagem de uns 20 anos comenta sobre Nagasaki com a mesma naturalidade e proximidade com que americanos falam hoje em dia sobre o 11/9. É até uma boa lição de história, porque nos faz lembrar que duas cidades foram destruídas, mas todo o resto do país ainda estava intacto e funcionando. E fazendo filmes.
Algo que o contexto histórico deve ter influenciado é a cena da primeira perseguição. A trilha sonora na cena é legal [eu gosto de marchas militares, hinos e essas coisas], mas é completamente contrária ao que se esperaria da cena. Talvez aquilo seja alguma marcha real dos militares da época.
Todo o resto da trilha sonora de ação é meio bizarra também. Soa como um anime dos anos 70 [ou, novamente, uma marchinha militar animada]. Mas quando eles soltam o drama, fica muito bom. O coral das meninas perto do fim é espetacular (e tem uma lá que é a cara da Lucy Liu) e o tema final também é de deixar qualquer fã de raio atômico triste.
Por falar nisso, eles fizeram efeito especial para a "crina" [espigões ósseos? eu não sei como chamar aqueles trecos nas costas] do Godzilla acender, mas o raio em si... parecia gás saindo de um extintor com problema. Eu esperava algo um pouco mais mal feito, porém brilhante e espalhafatoso (tipo o que está no cartaz, por ex.).
A história: barcos começam a ser atacados e o único sobrevivente faz um relato estranho. Depois um velho pescador surge com uma lenda sobre um monstro marinho chamado Gojira. E o tal lagartão resolve dar as caras pouco após, em plena luz do dia. Mas só para dar um "oi". A destruição mesmo ele deixou para depois, em Tóquio. Antes disso um cientista explica que ele provavelmente vivia em uma caverna submarina desde tempos pré-históricos; e testes com bombas atômicas perturbaram o ecossistema do bicho. E aí temos este cientista, o casal de mocinhos e um "cientista maluco" (mas do bem também) tentando salvar o dia; enquanto repórteres, militares e passantes vão descobrindo se existe vida após a morte.
Depois da animação inicial e correria para chegarmos logo no monstro, o filme parece um pouco mais devagar. Mas ainda foi bem animadinho em comparação com outros filmes antigos que eu me lembre. Americanos pelo menos. Acho que esse foi o primeiro filme oriental em P&B que eu vi. [o que me faz lembrar que também estou me devendo assistir Os Sete Samurais.]
Alguns comentários soltos:
- o trio jovem do filme... Não são bons atores. A garota principalmente. Mas nada que perturbe. Perturba mais é o tapa olho do cientista jovem. E todo o drama exagerado em tudo que ele fala.
- A primeira aparição do Godzilla foi bizarra. No mal sentido mesmo. Parecia um boneco de meia. Com direito a olhos que pareciam bolotas de isopor e tudo. Não sei porque ficou tão ruim (vejam!). As demais aparições dele até que foram bem legais. Ah, mas o rugido! Muito bom! E não é ironia.
- Por falar nisso... Maquetes sendo pisoteadas! Senti saudades! Desde os anos 80 que não via uma.
Bem, mas aí depois de muito grito e maquete posta abaixo, eles fazem amizade com o monstro. Não acredita? Clica aqui. Tá, ok, não fazem. Na verdade o Godzilla morre. Eu até pesquisei depois e ao longo dos demais filmes acho que ele morre mais uma ou duas vezes. Uma delas acho que até foi salvando a vida do Godzuki. Ok, não era ele, mas tinha um Godzilla bebê (chamado Minizilla, é sério) que surgiu depois e foi crescendo ao longo dos filmes até virar o Godzilla principal.
E para quem ainda não tivesse entendido toda a indireta anti-horror atômico do filme, ele termina com o pai da mocinha dizendo: Eu não acredito que Gojira seja o último de sua espécie. Se os testes nucleares continuarem... Então, algum dia, em algum outro lugar do mundo, outro Godzilla pode aparecer.
Eu gostei bastante. Apesar de estar bem fora de época, foi um bom filme. Deu até saudades dos tempos toscos de ver Gorgo na TV e gostar! [é por isso que nem reclamo da criançada vendo Sharknado hoje em dia... Toda geração tem a sua tranqueira.]
E segue outra resenha interessante, que fala também um pouco sobre a história por trás do filme: Bad Movie Planet: Gojira. Apesar do nome do site, eles gostaram. A nota do filme foi "1 cerveja", ou seja, dá para ver sóbrio - e nesse site, isso é a nota máxima!
Mas é isso. Excelente sessão dupla (mesmo não tendo sido no mesmo dia). E apesar dos pesares, recomendo que vejam ambos.
Duração: 2h03min -- Ano: 2014 -- Teaser / Trailer
[citação legendada do Oppenheimer aqui]
De: Gareth Edwards (de Monstros)
Com: Aaron Taylor-Johnson (o Kick-Ass), Ken Watanabe (de Cartas de Iwo Jima e O Último Samurai) [totalmente sub-aproveitado neste filme], Bryan Cranston (de Malcolm in the Middle, Breaking Bad, e Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira), Elizabeth Olsen (de Três é Demais [fico feliz de nunca ter assistido isso] e Os Vingadores 2) e uma rápida participação de Juliette Binoche (A Liberdade É Azul).
Uma porrada de postagem por aí falando sobre Godzilla...Por mais que eu faça um monte de postagem sobre coisa pop também (vide Malévola e Homem Aranha logo abaixo), eu sempre fico naquela de que não vou ter nada a adicionar [e geralmente não tenho mesmo]. Então pensei em algo... Eu estou devendo a mim mesmo ver o Godzilla original faz muito tempo (vi alguns aqui e ali, mas nunca o primeirão). Vou dar só uma palhinha sobre o novo, e vou falar do velho!
Vamos lá... O novo... Vou separar o filme em dois: o lado humano e o lado monstro.
O lado humano. Eu, sinceramente, acreditei quando falaram lá atrás que no filme teríamos o drama humano durante uma ataque de monstro. Beleza, o monstro está atacando. Mas o que isso significa para as pessoas que estão desviando dos destroços? Seria uma espécie de Marvels kaiju? E eu vi o outro filme do cara, o Monstros (já resenhado) onde, realmente, os monstros eram secundários. E eu adorei aquele filme. Por falar nisso, já saiu o trailer longo da continuação.
Aí veio o "lado humano" desse, na forma do pai do Malcolm in the Middle com aquele drama clichê de "Foi um alien/vampiro/monstro/fantasma/dingo/pé-grande/bruxa que <verbo> a <pessoa>!! Porque ninguém acredita em mim???" Mas ok, o cara é um bom ator, todos gostamos dele. E aí ele morre no começo. E o foco passa a ser o filho militar sem graça e a esposa mais ainda. Porém... Na verdade, acho que o cara (o pai) não teria mesmo muita utilidade dali em diante da forma com que o filme foi feito, então dane-se. Parece que tivemos essa amostra grátis de drama "e agora voltemos à nossa programação normal!". Mas pô... Foi promessa não cumprida. Até Cloverfield focou mais no lado humano. Mas eu não liguei muito para as pessoas. Nem o filme me fez ligar para elas. Podia falar várias páginas sobre a irrelevância deles. Falemos da parte boa.
O lado monstro. Mas para andar logo, só tenho 3 coisas para dizer.
1) Cacete!? Ninguém aprendeu nada em Transformers 2? NINGUÉM quer ver órgãos reprodutores gigantes. Mesmo que seja só algo que pareça um saco de água cheio de girinos. Aquela imagem mudou o clima da cena de monstrão bizarro "realista" para "Go, go, go, Power Rangeeeeeeeeeerrrss!"
Peraí até, aproveitando que estamos falando de anatomia, como assim o monstro fêmea cresceu numa base militar, naquela salinha, até aquele tamanho?? E apesar da referência óbvia dos nomes MUTO x Mothra, o bicho voador estava muito mais para o... [momento de ir no Google, porque fora o Mothra, Rodan e Guidora eu nunca sei o nome deles...] Megaguirus!, até mesmo pelos bracinhos de louva-deus na frente. Então a referência podia muito bem não ter sido feita (e ainda vai tirar o peso se depois realmente usarem a Mothra). E lendo mais sobre eles agora, aquela cabeça chata pode ter sido inspirada num tal de Gyaos (esse eu não conhecia).
2) O Godzilla desviando do navio... Pô... Ok, ele tinha que ser o herói e amigo da criançada, mas algo legal sobre o Godzilla é que, originalmente pelo menos, ele está pouco se ferrando para as pessoas. [originalmente MESMO ele está contra elas, mas falaremos sobre isso mais abaixo.] Eu aceito o Godzilla lutar contra os monstros no filme e nos salvar no processo, mas isso seria um mero acaso. Ele tinha que estar pouco se lixando para aquelas baratinhas humanas em volta dele. Ou se a idéia era essa, que tivesse ficado bem claro.
Eu até gostei da motivação que deram para ele nesta nova versão (onde nós somos irrelevantes). E provavelmente centenas de milhares de pessoas morreram enquanto ele lutava contra os carrapatões, mas no filme inteiro, à mostra, acho que não há nenhuma morte causada (indiretamente ou não) pelo Gojira Amigo-da-vizinhaça. [não lembro mas, se bobear, nem havia sangue no filme] E na única cena em que ele teria dado uma mera ombrada no navio, em linha reta, ele desvia! No Godzilla 2000 (+/- resenhado aqui), ele vai lá na cidade, luta contra o monstro da vez e, no final, só de sacanagem, começa a destruir tudo no caminho de volta. Se ele falasse, poderia muito bem ter dito "I saved your tiny asses! Your asses ARE MINE! HAHAHA! Vuuuuuuuuuuuuuushh! Onde está seu deus agora!?." [obs: "vuush" foi a primeira coisa que eu consegui pensar como sonoplastia do bafo atômico]. Eu preferia que o Godzilla atual, no mínimo, tivesse sido completamente indiferente às baratinhas correndo pelo chão.
Passeando pelo Wikizilla, eu esbarrei numa frase que eu gostei: "(...) Godzilla (...) in the Heisei series of films is depicted as a force of nature, neither good nor evil (...)" E é assim que tem que ser.
[cacete, eu não sei ser sucinto...]
3) BAFO ATÔMICO! Ha! Eu passei o filme todo imaginando "será que vai ter?". Muito maneiro. Eu sei que um filme tem que ser muito mais do que isso, e etc, e etc. Mas dane-se! Eu queria ver um Godzilla bem feito (por falar nisso, adorei o novo tamanho absurdo dele). Eu queria ver briga de monstro (que nem foi tanta, mas acho que foi na medida para você sair do cinema querendo ter visto mais - ao invés de reclamando do excesso). E queria um Godzilla que soltasse raios! MUITO BOM! E depois ainda faz de novo, num fatality que provavelmente levará anos até ser superado. "Tu aí, monstro! Eu... cansei... desta PORRA! KAVUUUUUUUUSSSSHHHHHHH!!!" Lindo!
E só terminando, espero que aproveitem na continuação aqueles buracões que estavam usando nos virais do filme. Seria interessante ver algo saindo de lá, eles são legais. Há outros virais envolvendo outros buracos também. Acabei de lembrar até, podiam sair deles o bicho do 1º trailer, que era a versão inicial do monstro vilão e que acabou não sendo aproveitada.
Agora deixa eu ver o filme antigo (acabou de sair em blu-ray) e depois eu volto.
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Nome original: ゴジラ (Gojira)
Duração: 1h36min -- Ano: 1954 -- Trailer -- País: Japão
De: Ishiro Honda -- Com: Takashi Shimura, Akira Takarada, Momoko Kochi, Akihiko Hirata e Haruo Nakajima.
◄ clique para ampliar.
De cara, uma surpresa interessante... Filme antigo costuma dar uma enrolada e ter cortes lentos. Todo aquele esquema de mostrar 'todo o caminho do personagem' ao invés de apenas mostrá-lo logo 'lá'. Aparentemente, o cinema japonês não recebeu esse memorando. São cortes bem rápidos, sem enrolação, correndo para contar a história.
Na verdade, o filme soa tão "atual" em seu estilo, que eu tive que ser trazido de volta à realidade quando uma personagem de uns 20 anos comenta sobre Nagasaki com a mesma naturalidade e proximidade com que americanos falam hoje em dia sobre o 11/9. É até uma boa lição de história, porque nos faz lembrar que duas cidades foram destruídas, mas todo o resto do país ainda estava intacto e funcionando. E fazendo filmes.
Algo que o contexto histórico deve ter influenciado é a cena da primeira perseguição. A trilha sonora na cena é legal [eu gosto de marchas militares, hinos e essas coisas], mas é completamente contrária ao que se esperaria da cena. Talvez aquilo seja alguma marcha real dos militares da época.
Todo o resto da trilha sonora de ação é meio bizarra também. Soa como um anime dos anos 70 [ou, novamente, uma marchinha militar animada]. Mas quando eles soltam o drama, fica muito bom. O coral das meninas perto do fim é espetacular (e tem uma lá que é a cara da Lucy Liu) e o tema final também é de deixar qualquer fã de raio atômico triste.
Por falar nisso, eles fizeram efeito especial para a "crina" [espigões ósseos? eu não sei como chamar aqueles trecos nas costas] do Godzilla acender, mas o raio em si... parecia gás saindo de um extintor com problema. Eu esperava algo um pouco mais mal feito, porém brilhante e espalhafatoso (tipo o que está no cartaz, por ex.).
A história: barcos começam a ser atacados e o único sobrevivente faz um relato estranho. Depois um velho pescador surge com uma lenda sobre um monstro marinho chamado Gojira. E o tal lagartão resolve dar as caras pouco após, em plena luz do dia. Mas só para dar um "oi". A destruição mesmo ele deixou para depois, em Tóquio. Antes disso um cientista explica que ele provavelmente vivia em uma caverna submarina desde tempos pré-históricos; e testes com bombas atômicas perturbaram o ecossistema do bicho. E aí temos este cientista, o casal de mocinhos e um "cientista maluco" (mas do bem também) tentando salvar o dia; enquanto repórteres, militares e passantes vão descobrindo se existe vida após a morte.
Depois da animação inicial e correria para chegarmos logo no monstro, o filme parece um pouco mais devagar. Mas ainda foi bem animadinho em comparação com outros filmes antigos que eu me lembre. Americanos pelo menos. Acho que esse foi o primeiro filme oriental em P&B que eu vi. [o que me faz lembrar que também estou me devendo assistir Os Sete Samurais.]
Alguns comentários soltos:
- o trio jovem do filme... Não são bons atores. A garota principalmente. Mas nada que perturbe. Perturba mais é o tapa olho do cientista jovem. E todo o drama exagerado em tudo que ele fala.
- A primeira aparição do Godzilla foi bizarra. No mal sentido mesmo. Parecia um boneco de meia. Com direito a olhos que pareciam bolotas de isopor e tudo. Não sei porque ficou tão ruim (vejam!). As demais aparições dele até que foram bem legais. Ah, mas o rugido! Muito bom! E não é ironia.
- Por falar nisso... Maquetes sendo pisoteadas! Senti saudades! Desde os anos 80 que não via uma.
Bem, mas aí depois de muito grito e maquete posta abaixo, eles fazem amizade com o monstro. Não acredita? Clica aqui. Tá, ok, não fazem. Na verdade o Godzilla morre. Eu até pesquisei depois e ao longo dos demais filmes acho que ele morre mais uma ou duas vezes. Uma delas acho que até foi salvando a vida do Godzuki. Ok, não era ele, mas tinha um Godzilla bebê (chamado Minizilla, é sério) que surgiu depois e foi crescendo ao longo dos filmes até virar o Godzilla principal.
E para quem ainda não tivesse entendido toda a indireta anti-horror atômico do filme, ele termina com o pai da mocinha dizendo: Eu não acredito que Gojira seja o último de sua espécie. Se os testes nucleares continuarem... Então, algum dia, em algum outro lugar do mundo, outro Godzilla pode aparecer.
Eu gostei bastante. Apesar de estar bem fora de época, foi um bom filme. Deu até saudades dos tempos toscos de ver Gorgo na TV e gostar! [é por isso que nem reclamo da criançada vendo Sharknado hoje em dia... Toda geração tem a sua tranqueira.]
E segue outra resenha interessante, que fala também um pouco sobre a história por trás do filme: Bad Movie Planet: Gojira. Apesar do nome do site, eles gostaram. A nota do filme foi "1 cerveja", ou seja, dá para ver sóbrio - e nesse site, isso é a nota máxima!
Mas é isso. Excelente sessão dupla (mesmo não tendo sido no mesmo dia). E apesar dos pesares, recomendo que vejam ambos.
às
23:31
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terça-feira, 10 de junho de 2014
Malévola
Nome original: Maleficent
Duração: 1h37min -- Ano: 2014 -- Trailer
De: Robert Stromberg (primeiro filme que ele dirige)
Baseado em: A Bela Adormecida, da Disney
Com personagens +/- de: Charles Perrault e Irmãos Grimm.
Com: Isobelle Molloy [muito fofinha], Angelina Jolie (de Hackers - Piratas de Computador, O Colecionador de Ossos [é o filme que notei a existência dela], Tomb Raider e Sr. & Sra. Smith), Elle Fanning (de Compramos Um Zoológico e The Lost Room) [minissérie bem legal], Sharlto Copley (de Distrito 9, Esquadrão Classe A e Europa Report) e Sam Riley (de Na Estrada).
Eu sei que estou virando um velho sentimental e babão [mesmo continuando ranzinza], mas não aceito discussões neste caso: esse filme é uma das coisas mais fofas (se não for a mais) dos últimos tempos. E quem falar o contrário está errado. Sem papo que é tudo uma questão de opinião. Errado e ponto.
Não quero nem imaginar a quantidade de maquiagem ou efeitos especiais para deixar a Angelina com aquela cara lisinha e sem rugas, mas ela está fofíssima também. Até a Aurora, que é meio mongolzinha, não compromete em nada. É fofa. É tudo fofo! E eu sou o tipo do cara desalmado que não gostou nem de Goonies, nem daquele filme da Jennifer Connelly que tem gnomos e um cantor, e nem daquele filme que o garoto voa num cachorro com corpo de dragão chinês. Precisei ir no IMDb e jogar "dragon dog movie" no Google - os filmes são Labirinto e A História Sem Fim.
Eu só mudaria uma coisa... Que era para deixar a história um pouco mais paralela à "versão oficial dos fatos". E agora vem spoiler. Pule o bloco a seguir se não viu o filme.
SPOILERS COMEÇAM AQUI:
Eu teria matado a Angelina. Não a faria virar má de repente (até pensei que o filme faria isso) [e quem acompanha o blog, se é que existe, deve lembrar de meu trauma com a verdadeira mocinha do Oz], mas depois de tudo que aconteceu, se acontecesse algo um pouco mais dramático ali, ainda teria encaixado. Eu teria feito tudo igual, até a luta final. Aí criaria alguma situação para ela não só matar o rei, mas morrer salvando a princesa. O famoso "sacrifício final", "a maior prova de amor" e essas coisas. Claro, com um sorriso nos lábios de quem morre sabendo que fez um bom serviço.
E depois disso teríamos todas as cenas seguintes, com a narração, a coroação no mato, o príncipe, tudo igual, mas ao final, ao invés de termos a Angelina voando, veríamos (talvez imensa, digna de uma rainha, e no meio da floresta mágica) a lápide!
Trágico, mas de uma forma fofa. Mas ok, eu sei que minha mente é um pouco mais negra que o normal. Agora voltemos a nossa programação sem spoilers.
Ah, e claro, do meu jeito, um eventual bardo que ouvisse a história de terceiros, poderia perfeitamente criar a versão em que a bruxa má foi morta pelos valentes soldados que protegiam o rei e salvaram a princesa, sem precisar mentir descaradamente. E do ponto de vista de um soldado raso, teria sido exatamente o que aconteceu.
SPOILERS TERMINAM AQUI.
Outra coisa que eu talvez mudasse, e que não é spoiler, foi a tradução do nome do personagem Diaval. Se você não sabe inglês [ok, ok, hoje em dia "todo mundo" sabe, mas mesmo assim...] você pode deixar passar o trocadilho com a palavra devil (demônio), que por sua vez é uma adaptação do "nome original" (isto é: o nome Disney) do personagem, que era, "sutilmente", Diablo. Sei lá, em português o caminho diabo, diabal, Diaval não pareceu linear o suficiente. [estou agora curioso em saber como é o nome dele na dublagem] O trocadilho em si não faz falta, o que eu achei legal foi a referência ao original.
E o filme é cheio destas rápidas referências, como a terceira fada que não concede nada à garota, por exemplo. O filme ficou um revisionismo histórico bem legal. Só que a "bela adormecida" dormiu tão pouco no filme, que duvido que ela ficaria famosa por este motivo lá no reino.
ATUALIZAÇÃO: pouco depois de terminar a postagem descobri porque fica tão destacada a cena da fadinha não ter dado o 3º dom para a menina. O plano inicial do filme era mesmo ter seguido o enredo da Disney, de ser o presente dela que não faria a Aurora morrer ao espetar o dedo. Então, por mais que no filme tenha ficado estranho a fada verde não ter dado nada (que eu achei que era só uma piadinha à toa, ao invés de ter sido uma cena cortada), sinceramente, gostei mais da solução do filme.
Porque (um último spoiler antes de continuarmos) esse papo de "amor à primeira vista" ser amor verdadeiro é complicado. No desenho animado original era ainda mais bizarro, porque o cara só via a mulher dormindo. Gostei do beijo do príncipe não ter dado em nada e ele mesmo ter dito pras fadas "Mas, cacete, eu só vi a sujeita UMA única vez!". Se bem que, como a postagem acima diz, explicaria melhor a questão da... vamos dizer... "hora em que tem uma luta entre chamas verdes e amarelas" não ter dado em nada.
Bem... E é isso.
Ah, tá, a história.... Humm... Fadinha boazinha [e alguém me explica, porque diabos os PAIS da menina a batizariam de Malévola?? A Fada-Mãe morreu no parto e a Fada-Pai ficou com raiva da recém-nascida? Bem... pelo menos não darem explicação alguma foi melhor do que ela começar o filme se chamando Benévola e depois termos uma cena do tipo "A partir de agora... Meu nome é MALÉVOLA. HAHAHAHAH"] Mas voltando ao assunto... Fadinha boazinha [relendo a postagem, acho que a minha descrição é spoiler também, então vou esconder quase tudo. Veja o trailer no alto, escolhido propositalmente por ser o único que não estraga cenas do filme, e seja feliz] namora garoto pobre. E como todo garoto pobre medieval, ele quer ser um cavaleiro, um nobre... Rei então? Putz! Já é! E aí ele apronta feio com a Fadinha (agora já um mulherão). Ela fica puta e amaldiçoa a filha dele. E aí...
E aí é a graça do filme. Então eu paro de contar. Na verdade, o filme já estava bem legal desde o começo. Eu disse: é um filme todo fofo. Não sou fã de seres mágicos com cara de brinquedo, mas eles aparecem menos de 2 minutos em cena e estavam legais. Por falar nisso, adorei os bichos perto do final, que pareciam um misto de beija-flores gigantes e tatus (!?). Também não fiquei grande fã das 3 fadas madrinhas, mas elas não comprometem em nada. O príncipe então, teve sorte de ter falas no filme. Mas também ficou fofo. E o reis malignos (que não eram fofos) pouco aparecem, então só sobrou cena fofa, fofices e afins. São duas horas de fofura non-stop. Podem ver. [ok, tem 30 segundos de uma cena triste, mas é rápido e, logo depois, a Angelina é tão charmosa que até com raiva ela é uma graça]
E como eu sempre gosto de colocar opiniões contrárias (o que foi fácil de achar para Malévola, muita gente não gostou) [nem o Screen Rant, com quem eu costumo empatar], vamos lá. Achei duas, de um mesmo site, que achei interessantes. Fiquemos com elas:
Badass Digest (1): Maleficent will test the patience of all but the most stultified moviegoer. (esculhamba o filme de todas as formas, mas tem bons argumentos)
Badass Digest (2): (...) a good Maleficent movie would let Maleficent be wicked.
(que relembra algo que, durante o filme, eu também fiquei curioso: o que a Malévola fez para passar o tempo nos 16 anos entre a maldição e a espetada de dedo? Teria sido legal vê-la malevolizando por aí) [mas isso estragaria toda a missão da Disney de nos fazer gostar da personagem] [e na verdade, fora vestir preto, ter um trono, e a maldição em si, não a vemos sendo malévola]
PS: mas o Omelete (nem tanto) e o Rapadura gostaram. Acho que nós brasileiros somos um povo mais... fofo.
Duração: 1h37min -- Ano: 2014 -- Trailer
De: Robert Stromberg (primeiro filme que ele dirige)
Baseado em: A Bela Adormecida, da Disney
Com personagens +/- de: Charles Perrault e Irmãos Grimm.
Com: Isobelle Molloy [muito fofinha], Angelina Jolie (de Hackers - Piratas de Computador, O Colecionador de Ossos [é o filme que notei a existência dela], Tomb Raider e Sr. & Sra. Smith), Elle Fanning (de Compramos Um Zoológico e The Lost Room) [minissérie bem legal], Sharlto Copley (de Distrito 9, Esquadrão Classe A e Europa Report) e Sam Riley (de Na Estrada).
Eu sei que estou virando um velho sentimental e babão [mesmo continuando ranzinza], mas não aceito discussões neste caso: esse filme é uma das coisas mais fofas (se não for a mais) dos últimos tempos. E quem falar o contrário está errado. Sem papo que é tudo uma questão de opinião. Errado e ponto.
Não quero nem imaginar a quantidade de maquiagem ou efeitos especiais para deixar a Angelina com aquela cara lisinha e sem rugas, mas ela está fofíssima também. Até a Aurora, que é meio mongolzinha, não compromete em nada. É fofa. É tudo fofo! E eu sou o tipo do cara desalmado que não gostou nem de Goonies, nem daquele filme da Jennifer Connelly que tem gnomos e um cantor, e nem daquele filme que o garoto voa num cachorro com corpo de dragão chinês. Precisei ir no IMDb e jogar "dragon dog movie" no Google - os filmes são Labirinto e A História Sem Fim.
Eu só mudaria uma coisa... Que era para deixar a história um pouco mais paralela à "versão oficial dos fatos". E agora vem spoiler. Pule o bloco a seguir se não viu o filme.
SPOILERS COMEÇAM AQUI:
Eu teria matado a Angelina. Não a faria virar má de repente (até pensei que o filme faria isso) [e quem acompanha o blog, se é que existe, deve lembrar de meu trauma com a verdadeira mocinha do Oz], mas depois de tudo que aconteceu, se acontecesse algo um pouco mais dramático ali, ainda teria encaixado. Eu teria feito tudo igual, até a luta final. Aí criaria alguma situação para ela não só matar o rei, mas morrer salvando a princesa. O famoso "sacrifício final", "a maior prova de amor" e essas coisas. Claro, com um sorriso nos lábios de quem morre sabendo que fez um bom serviço.
E depois disso teríamos todas as cenas seguintes, com a narração, a coroação no mato, o príncipe, tudo igual, mas ao final, ao invés de termos a Angelina voando, veríamos (talvez imensa, digna de uma rainha, e no meio da floresta mágica) a lápide!
Trágico, mas de uma forma fofa. Mas ok, eu sei que minha mente é um pouco mais negra que o normal. Agora voltemos a nossa programação sem spoilers.
Ah, e claro, do meu jeito, um eventual bardo que ouvisse a história de terceiros, poderia perfeitamente criar a versão em que a bruxa má foi morta pelos valentes soldados que protegiam o rei e salvaram a princesa, sem precisar mentir descaradamente. E do ponto de vista de um soldado raso, teria sido exatamente o que aconteceu.
SPOILERS TERMINAM AQUI.
Outra coisa que eu talvez mudasse, e que não é spoiler, foi a tradução do nome do personagem Diaval. Se você não sabe inglês [ok, ok, hoje em dia "todo mundo" sabe, mas mesmo assim...] você pode deixar passar o trocadilho com a palavra devil (demônio), que por sua vez é uma adaptação do "nome original" (isto é: o nome Disney) do personagem, que era, "sutilmente", Diablo. Sei lá, em português o caminho diabo, diabal, Diaval não pareceu linear o suficiente. [estou agora curioso em saber como é o nome dele na dublagem] O trocadilho em si não faz falta, o que eu achei legal foi a referência ao original.
E o filme é cheio destas rápidas referências, como a terceira fada que não concede nada à garota, por exemplo. O filme ficou um revisionismo histórico bem legal. Só que a "bela adormecida" dormiu tão pouco no filme, que duvido que ela ficaria famosa por este motivo lá no reino.
ATUALIZAÇÃO: pouco depois de terminar a postagem descobri porque fica tão destacada a cena da fadinha não ter dado o 3º dom para a menina. O plano inicial do filme era mesmo ter seguido o enredo da Disney, de ser o presente dela que não faria a Aurora morrer ao espetar o dedo. Então, por mais que no filme tenha ficado estranho a fada verde não ter dado nada (que eu achei que era só uma piadinha à toa, ao invés de ter sido uma cena cortada), sinceramente, gostei mais da solução do filme.
Porque (um último spoiler antes de continuarmos) esse papo de "amor à primeira vista" ser amor verdadeiro é complicado. No desenho animado original era ainda mais bizarro, porque o cara só via a mulher dormindo. Gostei do beijo do príncipe não ter dado em nada e ele mesmo ter dito pras fadas "Mas, cacete, eu só vi a sujeita UMA única vez!". Se bem que, como a postagem acima diz, explicaria melhor a questão da... vamos dizer... "hora em que tem uma luta entre chamas verdes e amarelas" não ter dado em nada.
Bem... E é isso.
Ah, tá, a história.... Humm... Fadinha boazinha [e alguém me explica, porque diabos os PAIS da menina a batizariam de Malévola?? A Fada-Mãe morreu no parto e a Fada-Pai ficou com raiva da recém-nascida? Bem... pelo menos não darem explicação alguma foi melhor do que ela começar o filme se chamando Benévola e depois termos uma cena do tipo "A partir de agora... Meu nome é MALÉVOLA. HAHAHAHAH"] Mas voltando ao assunto... Fadinha boazinha [relendo a postagem, acho que a minha descrição é spoiler também, então vou esconder quase tudo. Veja o trailer no alto, escolhido propositalmente por ser o único que não estraga cenas do filme, e seja feliz] namora garoto pobre. E como todo garoto pobre medieval, ele quer ser um cavaleiro, um nobre... Rei então? Putz! Já é! E aí ele apronta feio com a Fadinha (agora já um mulherão). Ela fica puta e amaldiçoa a filha dele. E aí...
E aí é a graça do filme. Então eu paro de contar. Na verdade, o filme já estava bem legal desde o começo. Eu disse: é um filme todo fofo. Não sou fã de seres mágicos com cara de brinquedo, mas eles aparecem menos de 2 minutos em cena e estavam legais. Por falar nisso, adorei os bichos perto do final, que pareciam um misto de beija-flores gigantes e tatus (!?). Também não fiquei grande fã das 3 fadas madrinhas, mas elas não comprometem em nada. O príncipe então, teve sorte de ter falas no filme. Mas também ficou fofo. E o reis malignos (que não eram fofos) pouco aparecem, então só sobrou cena fofa, fofices e afins. São duas horas de fofura non-stop. Podem ver. [ok, tem 30 segundos de uma cena triste, mas é rápido e, logo depois, a Angelina é tão charmosa que até com raiva ela é uma graça]
E como eu sempre gosto de colocar opiniões contrárias (o que foi fácil de achar para Malévola, muita gente não gostou) [nem o Screen Rant, com quem eu costumo empatar], vamos lá. Achei duas, de um mesmo site, que achei interessantes. Fiquemos com elas:
Badass Digest (1): Maleficent will test the patience of all but the most stultified moviegoer. (esculhamba o filme de todas as formas, mas tem bons argumentos)
Badass Digest (2): (...) a good Maleficent movie would let Maleficent be wicked.
(que relembra algo que, durante o filme, eu também fiquei curioso: o que a Malévola fez para passar o tempo nos 16 anos entre a maldição e a espetada de dedo? Teria sido legal vê-la malevolizando por aí) [mas isso estragaria toda a missão da Disney de nos fazer gostar da personagem] [e na verdade, fora vestir preto, ter um trono, e a maldição em si, não a vemos sendo malévola]
PS: mas o Omelete (nem tanto) e o Rapadura gostaram. Acho que nós brasileiros somos um povo mais... fofo.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
All You Need Is Kill & No Limite do Amanhã
Filme do Tom Cruise chegando... E um bom tempo atrás eu já lera que era baseado num livro japonês. Pesquisei, achei interessante e ficou na minha cabeça de pensar melhor no assunto algum dia. Geralmente é sempre melhor ler o livro antes. Se é para um estragar as surpresas do outro, que seja o melhor estragando as do pior. [ou, pelo menos, mais longo, já que um livro demora mais que 2 horas] [esse talvez não, caso você leia rápido]
Se bem que eu não esperava grandes surpresas. Feitiço do Tempo + Tropas Estelares é como 90% da internet descreve o livro.
Mas sei lá, de repente haveria alguma reviravolta... [até tinha, mas o filme mudou isso, então não teria estragado] e com a data do filme já bem perto, resolvi decidir logo de uma vez por todas se leria ou não.
Fui no Skoob ver se tinha alguma opinião [além do Google, agora peguei esse hábito] e estava lá um cara dizendo que se você gostou de Tropas Estelares, Scalzi e Guerra Eterna, esse livro era para você. Só livro que gostei! Foi o suficiente. Comecei a ler o dito cujo 15 minutos depois.
Foi o tempo de comprar o livro [sim, eu COMPREI o livro em papel na mesma hora - eu REALMENTE gosto de ter os livros que eu leio na estante] e achar um epub dele para começar a leitura. [só acho um absurdo pagar duas vezes para ser dono de uma coisa, então não entrarei em detalhes sobre a origem da versão digital.] [que li em inglês, para não precisar confiar em tradução de fã brasileiro. As vezes é boa, as vezes... não.]
Título: All You Need Is Kill
Título original: オール ユー ニード イズ キル
Autor: Hiroshi Sakurazaka
Editora: Haikasoru -- Ano livro / história: 2014 / 2004
Tradução para o inglês: Joseph Reeder e Alexander Smith
Páginas: 202 -- ISBN: 978-1-4215-2761-1
A história: moleque entre exército para lutar contra alienígenas que estão dominando a Terra, mais como uma praga do que como uma força invasora; mas eles têm lá alguma inteligência. E aí morre na primeira batalha. E acorda deste sonho super-realista que teve. Fica com uma baita sensação de déjà-vu ao longo do dia, vai para uma batalha igualzinha, e morre. E de novo. E aí ele começa a ficar bolado.
Cedo ou tarde ele percebe em que merda se meteu (mas não como) e, eventualmente, uma outra militar percebe que está acontecendo com esse sujeito o que já acontecera com ela antes, e o ajuda a entender e, também, a planejar como ele pode tirar proveito disso na batalha (assim como ela fez, na vez dela).
Opinião: realmente, um excelente livro rasteiro. Ação e humor (várias passagens divertidas), personagens legais (até os de apoio, que não têm tanto espaço) e, ao mesmo tempo, todo um enredo militar e do treinamento do cara, que ficou legal.
Ah, e caso você não conheça [eu nunca ouvira falar] umeboshi é esse treco aqui. É um tipo de ameixa do capeta de sabor bem ácido. Perto do final do livro tem uma cena em que voce ficará curioso sobre o assunto. Dá para entender o contexto perfeitamente, mas saber o que é o treco é sempre melhor.
E a "viagem no tempo" até tem uma explicação questionável, mas que tem sua lógica. Dá sentido para o cara ficar entrando nesse loop. Isso leva depois à uma reviravolta no final da história que achei meio confusa, mas serviu para não acabar num mero "e viveram felizes para sempre, matando alienígenas ao pôr-do-sol" [mas eu até que estava torcendo exatamente para isso...]
Ótimo livro. Leiam sem medo se gostam de FC militar e com uma pegada mais leve. A opinião sobre o livro está curta, mas ele também é bem fino [li num final de semana], não dá para falar muito.
Agora falemos do filme também.
Título: No Limite do Amanhã
Título original: Edge of Tomorrow
Duração: 1h53min -- Ano: 2014 -- Trailer [com legendas de Portugal, porque "Procure-me quando acordares" é muito mais foda que "Me procure quando acordar" (sim, eu tenho uma queda por português correto mesmo em situações em que isso não ocorreria. rs!)]
De: Doug Liman (de Sr. e Sra. Smith, Jumper e episódios de Eu Só Quero Minhas Calças de Volta)
Com: Tom Cruise (que tu já conhece), Emily Blunt (de Os Agentes do Destino, Looper e Os Muppets), Brendan Gleeson (de Tróia e de 3 dos filmes Harry Potter) e Bill Paxton (de U-571 e Aliens, O Resgate) [ele é o cara do "Game over, man! Game over!"] [e por falar nisso, faz tempo que não sai um bom filme de submarino].
Então... Simplificação, seu nome é Hollywood! Mas... eu gostei. Menos papo e mais porrada. Até um pouco de humor também no meio. Tem uma mudança absurda no final. Duas na verdade. Isso ignorando o fato de que não tem um olho puxado sequer o filme inteiro. Mas estou ok com tudo, a gente releva. E para quem leu o livro, até foi legal ver esse "universo alternativo" do cinema, em que você tem um final fofinho e feliz. [mas não vou entregar como acaba o livro]
A história: é a mesma do livro. Mais ou menos. Eles estão na Inglaterra, não no Japão, a garota é loira ao invés de ruiva, praticamente não temos personagens secundários (tem, mas sem desenvolvimento algum), o herói é um quarentão covarde ao invés de um moleque voluntário, e o extra-terrestre que precisam matar para interromper os ciclos não é só um 'líder de pelotão' aleatório, é um super cérebro responsável, aparentemente, pela coordenação de *todos* os bichos no planeta. [backup que é bom, nada!]
E aí um monte de cena de batalha, troca de olhares, algumas piadas, alguns furos [porque fazer uma baita perseguição policial para espetar o treco na perna? espetava ali mesmo, no sofá do escritório!!! Depois dava um tiro na cabeça e contava para a mulher no ''dia seguinte'': "Opa! Eles estão na França."] Mas esse não foi um filme feito pra ser complexo, foi para ser divertido, então tudo bem. Foi.
Leitura recomendada: a resenha do Omelete [mesmo que eu não tenha visto nada de toda a crítica social à guerra que o cara percebeu...]
Quanto ao livro versus filme... Bem, mudou tanta coisa que o livro virou só uma inspiração. Dá nem para começar a comparar. Tem um monte de site por aí com listas tão grandes, que é mais fácil ler logo o livro. Eu não me incomodo com as adaptações de forma tão raivosa. Eu só teria feito a roupa da garota ser bem mais vermelha, ao invés de só um pedacinho. Pô, ela não venceu só uma batalha e ficou famosa, ela virou uma lutadora realmente absurda depois daquilo [Verdun! gostei!], então a roupa arrogantemente chamativa faria sentido. Se bem que no começo do filme ela morreu de bobeira, fazendo pose pra câmera. Vai entender...
E o filme tinha que dar jeito de ter, ainda que poucas, as explicações para o que estava acontecendo, para poder abrir caminho para a solução. O que estava no livro daria trabalho para colocar rapidamente em cena. Explicar a "reviravolta" do livro então, de forma corrida não ia dar certo (já ficou meio corrido no livro até).Então aceito de boa a quantidade absurda de adaptações e simplificações.
O filme até consegue dar boas soluções visuais para deixar o andamento corrido (como é no livro) e com várias "explicações" subentendidas. No livro, por ex., você precisa que alguém te diga que a Rita faz parte de um pelotão de elite. No filme: o pelotão tem caveiras desenhadas na roupa. Pronto. Em 1 décimo de segundo está perfeitamente explicado.
E o livro ainda tem todo um capítulo sobre a moça, para nos fazer gostar mais dela e deixar o final do livro mais interessante. No filme... Sem ter a luta final = sem infância da Rita menina indo comprar café.
Mas falando do final, eu só não teria dado uma solução tão simplista. Ou, se fosse para ser, que não fosse TÃO simplista.
Não vou dar spoiler abaixo, mas pode ficar meio estranho. Se preferir nem ter dica de como acaba o filme (como se num filme americano a fôssemos ter alguma dúvida), pule o parágrafo seguinte.
No filme, no final, do nada, pela primeira e única vez, algo é afetado fisicamente quando eles voltam no tempo (no filme, pelo que parece, eles realmente voltam no tempo). Pô, qual foi a lógica da almôndega gigante (o tal "Ômega") ter pifado no passado? Ok, o cara ter voltado ainda mais no tempo porque tinha muito mais sangue azul nele... Ou porque ganhou o "poder" *de novo*, mas num horário mais cedo... Solução safada, mas não foi ruim (deixaria sem explicação do porque a almôndega, que tem MUITO mais sangue não conseguir voltar então meses ou anos, mas não importa), o que eu teria achado melhor, já que ele não precisaria fazer todo aquele rolo de escapar do sargento e ainda seria um major respeitado, seria ele chegar para Rita, naquela última cena (com a guerra *ainda* rolando) e ao invés de só sorrir, mandar um: "Primeiro, eu gostaria de agradecer toda a sua ajuda e convidá-la para um café, com 3 cubos, assim que terminarmos essa guerra. Segundo, vem comigo. Estamos indo para Paris. Temos uma guerra para terminar." Minha idéia é CLICHÊ FEITO O CARALHO! [inspirada numa cena do Jet Li em The One, por falar nisso] (*) mas seria fofinha sem a almôndega ter misteriosamente pifado sem ter sido atacada (e ninguém vai saber que o cara que fez aquilo, ele continuará com a fama de babaca covarde). O final como foi, foi um final legal e divertido para um filme completamente descompromissado. Mas parafraseando as sábias palavras de Doc Brown, "Eles não estavam pensando quadridimensionalmente!"
(*) [essa postagem ficou em rascunho tanto tempo (hoje é 27/julho/2015), que fiquei com vontade de rever o The One só para relembrar de que cena estou falando... eu não lembro mais.]
E... safadeza final: minha cena permitiria continuações! :-D [nesse aspecto, é legal ter acabado como acabou, fica um filme chupeta ali, isolado, sem ser estragado com caça-níqueis posteriores] [mas que podem ser feitos... basta cair outro asteróide almôndegado. Ou... quem disse que já não caíram vários?]
No final, recomendo o filme também. Bem divertido, com alguns momentinhos chatos no meio, mas nada demais. E bem hollywoodiano, feito para entreter com explosões, romance e final feliz. Tem o Tom Cruise e uma loira no cartaz, usando armaduras. Ninguém esperava nada diferente mesmo.
Resenhas alternativas do livro:
Prose and Postulations: "Any story that includes oodles of killing, funny one-liners, giant alien frogs, and names like: Full Metal Bitch, will hold my attention any day."
[curta e divertida, e achei legal que também colocaram uma imagem do Bill Murray na mesma cena que eu usei. É uma boa cena.]
SF Signal: "I couldn’t put this fast-paced story down."
E essa aqui, que o cara deu nota 7 pro livro, mas achei divertida também:
The Crusades of a Critic: "It is far better written than you would imagine for a war novel about Mole Man aliens." [e gostei deste site, acabei de ler uma longa resenha deles sobre o Fallout 3 e já marquei aqui para voltar lá outras vezes]
E resenhas do filme são fáceis de achar, vou deixar vocês procurarem e ficar só com duas, dos meus sites-padrão: [e depois de mais de um ano em rascunho, quero terminar esta postagem logo. rs!]
Screen Rant: "In the end, Edge of Tomorrow is impressive enough for what it is, with trace hints that it could’ve been something a little bit greater."
Cinema com Rapadura: "outro exemplar digno do gênero, embora entregue um final covarde e artificial que não faz justiça ao restante da projeção"
E pronto! Levou só 15 meses, mas a postagem está no ar! :-D
Se bem que eu não esperava grandes surpresas. Feitiço do Tempo + Tropas Estelares é como 90% da internet descreve o livro.
"Veja, um alien! Vamos pegá-lo!"
Mas sei lá, de repente haveria alguma reviravolta... [até tinha, mas o filme mudou isso, então não teria estragado] e com a data do filme já bem perto, resolvi decidir logo de uma vez por todas se leria ou não.
Fui no Skoob ver se tinha alguma opinião [além do Google, agora peguei esse hábito] e estava lá um cara dizendo que se você gostou de Tropas Estelares, Scalzi e Guerra Eterna, esse livro era para você. Só livro que gostei! Foi o suficiente. Comecei a ler o dito cujo 15 minutos depois.
Foi o tempo de comprar o livro [sim, eu COMPREI o livro em papel na mesma hora - eu REALMENTE gosto de ter os livros que eu leio na estante] e achar um epub dele para começar a leitura. [só acho um absurdo pagar duas vezes para ser dono de uma coisa, então não entrarei em detalhes sobre a origem da versão digital.] [que li em inglês, para não precisar confiar em tradução de fã brasileiro. As vezes é boa, as vezes... não.]
Título: All You Need Is Kill
Título original: オール ユー ニード イズ キル
Autor: Hiroshi Sakurazaka
Editora: Haikasoru -- Ano livro / história: 2014 / 2004
Tradução para o inglês: Joseph Reeder e Alexander Smith
Páginas: 202 -- ISBN: 978-1-4215-2761-1
A história: moleque entre exército para lutar contra alienígenas que estão dominando a Terra, mais como uma praga do que como uma força invasora; mas eles têm lá alguma inteligência. E aí morre na primeira batalha. E acorda deste sonho super-realista que teve. Fica com uma baita sensação de déjà-vu ao longo do dia, vai para uma batalha igualzinha, e morre. E de novo. E aí ele começa a ficar bolado.
Cedo ou tarde ele percebe em que merda se meteu (mas não como) e, eventualmente, uma outra militar percebe que está acontecendo com esse sujeito o que já acontecera com ela antes, e o ajuda a entender e, também, a planejar como ele pode tirar proveito disso na batalha (assim como ela fez, na vez dela).
Opinião: realmente, um excelente livro rasteiro. Ação e humor (várias passagens divertidas), personagens legais (até os de apoio, que não têm tanto espaço) e, ao mesmo tempo, todo um enredo militar e do treinamento do cara, que ficou legal.
Ah, e caso você não conheça [eu nunca ouvira falar] umeboshi é esse treco aqui. É um tipo de ameixa do capeta de sabor bem ácido. Perto do final do livro tem uma cena em que voce ficará curioso sobre o assunto. Dá para entender o contexto perfeitamente, mas saber o que é o treco é sempre melhor.
E a "viagem no tempo" até tem uma explicação questionável, mas que tem sua lógica. Dá sentido para o cara ficar entrando nesse loop. Isso leva depois à uma reviravolta no final da história que achei meio confusa, mas serviu para não acabar num mero "e viveram felizes para sempre, matando alienígenas ao pôr-do-sol" [mas eu até que estava torcendo exatamente para isso...]
Ótimo livro. Leiam sem medo se gostam de FC militar e com uma pegada mais leve. A opinião sobre o livro está curta, mas ele também é bem fino [li num final de semana], não dá para falar muito.
Agora falemos do filme também.
Título: No Limite do Amanhã
Título original: Edge of Tomorrow
Duração: 1h53min -- Ano: 2014 -- Trailer [com legendas de Portugal, porque "Procure-me quando acordares" é muito mais foda que "Me procure quando acordar" (sim, eu tenho uma queda por português correto mesmo em situações em que isso não ocorreria. rs!)]
De: Doug Liman (de Sr. e Sra. Smith, Jumper e episódios de Eu Só Quero Minhas Calças de Volta)
Com: Tom Cruise (que tu já conhece), Emily Blunt (de Os Agentes do Destino, Looper e Os Muppets), Brendan Gleeson (de Tróia e de 3 dos filmes Harry Potter) e Bill Paxton (de U-571 e Aliens, O Resgate) [ele é o cara do "Game over, man! Game over!"] [e por falar nisso, faz tempo que não sai um bom filme de submarino].
Então... Simplificação, seu nome é Hollywood! Mas... eu gostei. Menos papo e mais porrada. Até um pouco de humor também no meio. Tem uma mudança absurda no final. Duas na verdade. Isso ignorando o fato de que não tem um olho puxado sequer o filme inteiro. Mas estou ok com tudo, a gente releva. E para quem leu o livro, até foi legal ver esse "universo alternativo" do cinema, em que você tem um final fofinho e feliz. [mas não vou entregar como acaba o livro]
A história: é a mesma do livro. Mais ou menos. Eles estão na Inglaterra, não no Japão, a garota é loira ao invés de ruiva, praticamente não temos personagens secundários (tem, mas sem desenvolvimento algum), o herói é um quarentão covarde ao invés de um moleque voluntário, e o extra-terrestre que precisam matar para interromper os ciclos não é só um 'líder de pelotão' aleatório, é um super cérebro responsável, aparentemente, pela coordenação de *todos* os bichos no planeta. [backup que é bom, nada!]
E aí um monte de cena de batalha, troca de olhares, algumas piadas, alguns furos [porque fazer uma baita perseguição policial para espetar o treco na perna? espetava ali mesmo, no sofá do escritório!!! Depois dava um tiro na cabeça e contava para a mulher no ''dia seguinte'': "Opa! Eles estão na França."] Mas esse não foi um filme feito pra ser complexo, foi para ser divertido, então tudo bem. Foi.
Leitura recomendada: a resenha do Omelete [mesmo que eu não tenha visto nada de toda a crítica social à guerra que o cara percebeu...]
Quanto ao livro versus filme... Bem, mudou tanta coisa que o livro virou só uma inspiração. Dá nem para começar a comparar. Tem um monte de site por aí com listas tão grandes, que é mais fácil ler logo o livro. Eu não me incomodo com as adaptações de forma tão raivosa. Eu só teria feito a roupa da garota ser bem mais vermelha, ao invés de só um pedacinho. Pô, ela não venceu só uma batalha e ficou famosa, ela virou uma lutadora realmente absurda depois daquilo [Verdun! gostei!], então a roupa arrogantemente chamativa faria sentido. Se bem que no começo do filme ela morreu de bobeira, fazendo pose pra câmera. Vai entender...
E o filme tinha que dar jeito de ter, ainda que poucas, as explicações para o que estava acontecendo, para poder abrir caminho para a solução. O que estava no livro daria trabalho para colocar rapidamente em cena. Explicar a "reviravolta" do livro então, de forma corrida não ia dar certo (já ficou meio corrido no livro até).Então aceito de boa a quantidade absurda de adaptações e simplificações.
O filme até consegue dar boas soluções visuais para deixar o andamento corrido (como é no livro) e com várias "explicações" subentendidas. No livro, por ex., você precisa que alguém te diga que a Rita faz parte de um pelotão de elite. No filme: o pelotão tem caveiras desenhadas na roupa. Pronto. Em 1 décimo de segundo está perfeitamente explicado.
E o livro ainda tem todo um capítulo sobre a moça, para nos fazer gostar mais dela e deixar o final do livro mais interessante. No filme... Sem ter a luta final = sem infância da Rita menina indo comprar café.
Mas falando do final, eu só não teria dado uma solução tão simplista. Ou, se fosse para ser, que não fosse TÃO simplista.
Não vou dar spoiler abaixo, mas pode ficar meio estranho. Se preferir nem ter dica de como acaba o filme (como se num filme americano a fôssemos ter alguma dúvida), pule o parágrafo seguinte.
No filme, no final, do nada, pela primeira e única vez, algo é afetado fisicamente quando eles voltam no tempo (no filme, pelo que parece, eles realmente voltam no tempo). Pô, qual foi a lógica da almôndega gigante (o tal "Ômega") ter pifado no passado? Ok, o cara ter voltado ainda mais no tempo porque tinha muito mais sangue azul nele... Ou porque ganhou o "poder" *de novo*, mas num horário mais cedo... Solução safada, mas não foi ruim (deixaria sem explicação do porque a almôndega, que tem MUITO mais sangue não conseguir voltar então meses ou anos, mas não importa), o que eu teria achado melhor, já que ele não precisaria fazer todo aquele rolo de escapar do sargento e ainda seria um major respeitado, seria ele chegar para Rita, naquela última cena (com a guerra *ainda* rolando) e ao invés de só sorrir, mandar um: "Primeiro, eu gostaria de agradecer toda a sua ajuda e convidá-la para um café, com 3 cubos, assim que terminarmos essa guerra. Segundo, vem comigo. Estamos indo para Paris. Temos uma guerra para terminar." Minha idéia é CLICHÊ FEITO O CARALHO! [inspirada numa cena do Jet Li em The One, por falar nisso] (*) mas seria fofinha sem a almôndega ter misteriosamente pifado sem ter sido atacada (e ninguém vai saber que o cara que fez aquilo, ele continuará com a fama de babaca covarde). O final como foi, foi um final legal e divertido para um filme completamente descompromissado. Mas parafraseando as sábias palavras de Doc Brown, "Eles não estavam pensando quadridimensionalmente!"
(*) [essa postagem ficou em rascunho tanto tempo (hoje é 27/julho/2015), que fiquei com vontade de rever o The One só para relembrar de que cena estou falando... eu não lembro mais.]
E... safadeza final: minha cena permitiria continuações! :-D [nesse aspecto, é legal ter acabado como acabou, fica um filme chupeta ali, isolado, sem ser estragado com caça-níqueis posteriores] [mas que podem ser feitos... basta cair outro asteróide almôndegado. Ou... quem disse que já não caíram vários?]
No final, recomendo o filme também. Bem divertido, com alguns momentinhos chatos no meio, mas nada demais. E bem hollywoodiano, feito para entreter com explosões, romance e final feliz. Tem o Tom Cruise e uma loira no cartaz, usando armaduras. Ninguém esperava nada diferente mesmo.
Resenhas alternativas do livro:
Prose and Postulations: "Any story that includes oodles of killing, funny one-liners, giant alien frogs, and names like: Full Metal Bitch, will hold my attention any day."
[curta e divertida, e achei legal que também colocaram uma imagem do Bill Murray na mesma cena que eu usei. É uma boa cena.]
SF Signal: "I couldn’t put this fast-paced story down."
E essa aqui, que o cara deu nota 7 pro livro, mas achei divertida também:
The Crusades of a Critic: "It is far better written than you would imagine for a war novel about Mole Man aliens." [e gostei deste site, acabei de ler uma longa resenha deles sobre o Fallout 3 e já marquei aqui para voltar lá outras vezes]
E resenhas do filme são fáceis de achar, vou deixar vocês procurarem e ficar só com duas, dos meus sites-padrão: [e depois de mais de um ano em rascunho, quero terminar esta postagem logo. rs!]
Screen Rant: "In the end, Edge of Tomorrow is impressive enough for what it is, with trace hints that it could’ve been something a little bit greater."
Cinema com Rapadura: "outro exemplar digno do gênero, embora entregue um final covarde e artificial que não faz justiça ao restante da projeção"
E pronto! Levou só 15 meses, mas a postagem está no ar! :-D
sexta-feira, 9 de maio de 2014
O Espetacular Homem-Aranha 2
Nome original: The Amazing Spider-Man 2
Subtítulo nacional retardado: A Ameaça de Electro
Duração: 2h22min -- Ano: 2014 -- Trailer 1 e 2. (recomendo não verem nenhum deles, mas se virem, saibam que várias cenas e tramas acabaram não sendo aproveitadas)
De: Marc Webb (de (500) Dias com Ela)
Com: Andrew Garfield (de Doctor Who) [pode checar!], Emma Stone (de Zumbilândia), Sally Field, o Django, mais algumas pessoas e o Paul Giamatti, que só está sendo mencionado porque... é o Paul Giamatti.
OBS: postagem sem spoilers descarados, mas tem.
A história: o Peter Parker não sabe se termina ou não com a namorada e tenta descobrir o que aconteceu com os pais. Um bilionário que parece o DiCaprio descobre que tem uma doença. E um sujeito mal amado ganha superpoderes. [mas como ia pegar mal dizer que nerds mal amados automaticamente viram vilões, esse cara não só parece sofrer de alguma demência, como ainda fica maligno meio que por acaso]
Resumo do filme: 1º ato: Vaio Vaio Vaio! Vaio? Vaio. Vaio, Vaio e Vaio! E como Vaio! [ok, claro que se os personagens usam notebooks, eles terão marcas! E pode ser que seja um Sony Vaio, mas no mundo real todos terem a mesma marca, cacete!? O merchandising deslavado ficou ridículo e tirando a atenção.] Ah, e um cara vira um homem elétrico depois de .... Ok, aranhas radioativas também não dão câncer dentro da Marvel, então que se dane a Biologia.
2º ato: "Sem o DNA de minha LINHAGEM essa experiência não pode seguir em frente. Então vou fugir e me esconder. Mas... vou deixar o meu FILHO (sabe, aquela criança indefesa que tem parte do meu DNA, já que é da minha LINHAGEM) na casa desses dois idosos, que são parentes meus, então não é nenhum segredo nem um bom esconderijo, a vista de todos. Ok?" Ok, é um ótimo plano!
3º ato: aconteceu aquilo que todo mundo (que sabe um pouco da história do Aranha) esperava desde o 1º filme. E também, graças à um trailer merda [um dos dois no alto, não vou dizer qual], é possível deduzir, com perfeita exatidão, a última cena do filme e o exato ponto em que a imagem apagará. Ah, e surge o vilão nº 2.
Falando nisso... Pessoal dos trailers perdeu a linha. Teria sido muito mais divertido saber que o filme teria 2 personagens clássicos e na hora surgir um 3º; do que sabermos o tempo todo que eram 3, ver o filme notando que o 3º ainda não apareceu (e você VIU a cena dele no trailer), e aí """adivinhar""" (com muitas aspas) qual será a última cena do filme. Para quê fazer questão de anunciar que são 3 vilões?! Como se isso tivesse dado muito certo no 3º filme... E ainda estragou a cena final.
Opinião: tem altos e baixos, e se eu fosse um cara mais técnico, estaria reclamando. Mas... não sou. Sou um nerd no sentido menos profissional do termo, e ainda por cima nunca fui marvete, então sei só o básico deles. E, sendo assim, eu gostei muito! A história é meio mal amarrada, mas não chega a ser ruim. Seria ruim se não fosse um filme de quadrinho. Mas como era, foi um bom gibi em movimento. Uma história aceitável, intercalada com muita ação e algumas cenas feitas propositalmente para serem belos quadros. Eu lembro que disse isso sobre o Homem-de-Ferro 3 até: o filme foi uma desculpa para, de tempos em tempos, o Tony fazer uma nova pose, ou surgir uma cena num ângulo legal que teria dado um ótimo quadradinho numa graphic novel.
Esse Aranha 2 fez isso também. E ainda colocou estas cenas em câmera lenta, permitindo fazer no cinema o que você varia com a revista: dar aquela parada na história para olhar melhor a arte de um quadrinho em específico. Perfeito! Talvez o filme como um todo não seja. Talvez até esteja longe disso. E ainda detesto a sub-trama dos pais dele [e o "ainda" significa que eu reclamei disso numa postagem sobre o primeiro filme que está em rascunho até hoje...], mas foi um ótimo passatempo. [e resumindo a postagem que nunca foi ao ar: além de reclamar dos pais, achei que o personagem já era muito malandro e bem resolvido desde antes de virar super-herói, mas gostei muito do 1º também]
Fechando: que venha o terceiro. Que terá que ser MUITO bom para suprir uma certa lacuna, mas a gente torce. Por enquanto está valendo o ingresso.
PS: tem uma cena em que o Aranha diz "eu detesto esta música". Ela soou familiar, mas não a reconheci na hora. Para pegarem a piada, a música é a The Itsy Bitsy Spider (A Dona Aranha).
Subtítulo nacional retardado: A Ameaça de Electro
Duração: 2h22min -- Ano: 2014 -- Trailer 1 e 2. (recomendo não verem nenhum deles, mas se virem, saibam que várias cenas e tramas acabaram não sendo aproveitadas)
De: Marc Webb (de (500) Dias com Ela)
Com: Andrew Garfield (de Doctor Who) [pode checar!], Emma Stone (de Zumbilândia), Sally Field, o Django, mais algumas pessoas e o Paul Giamatti, que só está sendo mencionado porque... é o Paul Giamatti.
OBS: postagem sem spoilers descarados, mas tem.
A história: o Peter Parker não sabe se termina ou não com a namorada e tenta descobrir o que aconteceu com os pais. Um bilionário que parece o DiCaprio descobre que tem uma doença. E um sujeito mal amado ganha superpoderes. [mas como ia pegar mal dizer que nerds mal amados automaticamente viram vilões, esse cara não só parece sofrer de alguma demência, como ainda fica maligno meio que por acaso]
Resumo do filme: 1º ato: Vaio Vaio Vaio! Vaio? Vaio. Vaio, Vaio e Vaio! E como Vaio! [ok, claro que se os personagens usam notebooks, eles terão marcas! E pode ser que seja um Sony Vaio, mas no mundo real todos terem a mesma marca, cacete!? O merchandising deslavado ficou ridículo e tirando a atenção.] Ah, e um cara vira um homem elétrico depois de .... Ok, aranhas radioativas também não dão câncer dentro da Marvel, então que se dane a Biologia.
2º ato: "Sem o DNA de minha LINHAGEM essa experiência não pode seguir em frente. Então vou fugir e me esconder. Mas... vou deixar o meu FILHO (sabe, aquela criança indefesa que tem parte do meu DNA, já que é da minha LINHAGEM) na casa desses dois idosos, que são parentes meus, então não é nenhum segredo nem um bom esconderijo, a vista de todos. Ok?" Ok, é um ótimo plano!
3º ato: aconteceu aquilo que todo mundo (que sabe um pouco da história do Aranha) esperava desde o 1º filme. E também, graças à um trailer merda [um dos dois no alto, não vou dizer qual], é possível deduzir, com perfeita exatidão, a última cena do filme e o exato ponto em que a imagem apagará. Ah, e surge o vilão nº 2.
Falando nisso... Pessoal dos trailers perdeu a linha. Teria sido muito mais divertido saber que o filme teria 2 personagens clássicos e na hora surgir um 3º; do que sabermos o tempo todo que eram 3, ver o filme notando que o 3º ainda não apareceu (e você VIU a cena dele no trailer), e aí """adivinhar""" (com muitas aspas) qual será a última cena do filme. Para quê fazer questão de anunciar que são 3 vilões?! Como se isso tivesse dado muito certo no 3º filme... E ainda estragou a cena final.
Opinião: tem altos e baixos, e se eu fosse um cara mais técnico, estaria reclamando. Mas... não sou. Sou um nerd no sentido menos profissional do termo, e ainda por cima nunca fui marvete, então sei só o básico deles. E, sendo assim, eu gostei muito! A história é meio mal amarrada, mas não chega a ser ruim. Seria ruim se não fosse um filme de quadrinho. Mas como era, foi um bom gibi em movimento. Uma história aceitável, intercalada com muita ação e algumas cenas feitas propositalmente para serem belos quadros. Eu lembro que disse isso sobre o Homem-de-Ferro 3 até: o filme foi uma desculpa para, de tempos em tempos, o Tony fazer uma nova pose, ou surgir uma cena num ângulo legal que teria dado um ótimo quadradinho numa graphic novel.
Esse Aranha 2 fez isso também. E ainda colocou estas cenas em câmera lenta, permitindo fazer no cinema o que você varia com a revista: dar aquela parada na história para olhar melhor a arte de um quadrinho em específico. Perfeito! Talvez o filme como um todo não seja. Talvez até esteja longe disso. E ainda detesto a sub-trama dos pais dele [e o "ainda" significa que eu reclamei disso numa postagem sobre o primeiro filme que está em rascunho até hoje...], mas foi um ótimo passatempo. [e resumindo a postagem que nunca foi ao ar: além de reclamar dos pais, achei que o personagem já era muito malandro e bem resolvido desde antes de virar super-herói, mas gostei muito do 1º também]
Fechando: que venha o terceiro. Que terá que ser MUITO bom para suprir uma certa lacuna, mas a gente torce. Por enquanto está valendo o ingresso.
PS: tem uma cena em que o Aranha diz "eu detesto esta música". Ela soou familiar, mas não a reconheci na hora. Para pegarem a piada, a música é a The Itsy Bitsy Spider (A Dona Aranha).
terça-feira, 15 de abril de 2014
Noé
Nome original: Noah
Duração: 2h18min -- Ano: 2014 -- Trailer
De: Darren Aronofsky (de Cisne Negro e Fonte da Vida)
Com: Russell Crowe (de Gladiador e Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo) [pena nunca terem feito as continuações, adorei este filme], Jennifer Connelly (de Labirinto, Rocketeer, Réquiem Para um Sonho e Cidade das Sombras), Ray Winstone (um dos anões no Branca de Neve e o Caçador e o Sweeney Todd na versão para TV), Anthony Hopkins (de Nunca Te Vi, Sempre Te Amei, mais conhecido atualmente como o Dr. Hannibal Lecter ou Odin), algumas crianças e suas versões adultas e Emma Watson (de Sete Dias com Marilyn e As Vantagens de Ser Invisível, ah, quem eu quero enganar, é a Hermione e pronto!). [e todos com nomes bíblicos muitos legais]
A história: homem traumatizado tem pesadelos e, após consultar-se com um eremita louco, resolve plantar feijões mágicos para, com ajuda de gigantes de pedra, três crianças, um bebê e sua esposa gata, construir um barco e fundar o Greenpeace.
[desculpe, mas se você não sabe quem é o Noé, veio ao lugar errado para aprender]
Agora, vamos ao que interessa: reclamar e elogiar. OBS: com spoilers, por assim dizer.
Ô gente chata! Não sei porque todo o mimimi com esse filme. Ateus babacas [obs: nem todo ateu é babaca, o que eu quero dizer é: "ateus, e dentre eles, os que são babacas"] que não querem ir porque é da Bíblia e eles não acreditam nela, eu até entendo (mas não concordo, porque isso não faz sentido algum) [nas sábias palavras do Rapaduracast: "O Aragorn também não é de verdade!"]. Mas até os religiosos? Ah, porra! Vão se catar! Tinham mais é que gostar de alguém estar fazendo filme bíblico (*) [acho que o últimos que vi foram "Príncipe do Egito" e "Moisés" com Charlton Heston] e não ficar tendo ataque de "Mas não ficou igual à Bíblia", "Mas não foi assim!"...
Galera, também NÃO FOI igual está na Bíblia. Na verdade, NEM FOI! Aceitem: a Bíblia é um apanhado de contos e parábolas, para passar lições de moral e religiosidade. Algumas das lições são bem duvidosas, mas não entrarei no mérito. Procurem algum estudioso do Cristianismo e eles te dirão isso! Não é chatice minha. Grande parte do que está na Bíblia são adaptações de outras lendas mais antigas, retiradas de ouras religiões, porque o Cristianismo, para crescer e difundir-se, também precisava de marketing! [e claro, tem aqueles outros estudiosos que dizem que 100% da Bíblia é isso, inclusive todos os personagens principais. Mas também não entrarei neste mérito.]
(*) OBS: na verdade, são feitos filmes sobre cristianismo num ritmo maior do que as produções baratas e ridículas do SyFy, mas, infelizmente, com a mesma qualidade. Quando eu digo que não fazem filmes bíblicos eu quero dizer filmes BONS! E sim, digo "infelizmente" porque mesmo achando que é tudo mitologia reciclada, ainda assim daria pra fazer bastante coisa legal com aqueles personagens e tramas. E querendo ou não, eu sou ocidental, então cresci com a influência destes personagens aqui e ali, em todo lugar. O problema é que todo mundo fica querendo fazer coisas adocicadas, maniqueístas e respeitosas, ao invés de lembrar que o marketing e estilos de narrativa que funcionavam no ano 1.000, lá no séc. X, não funciona mil anos depois! E nesse aspecto, o Noé do Aronofsky dá mais certo hoje do que ler o Noé como está nas, perdoem meu sarcasmo, "escrituras sagradas".
Ou, nas palavras de Neil Gaiman, que é muito mais conciso do que eu: “We have the right, and the obligation, to tell old stories in our own ways, because they are our stories.”
Mas e porque os religiosos mimimentos me irritam? Porque eu, que sou um cético de nascença, pagão por vocação, e implicante por natureza. Vi, gostei, e aí... Fiquei curioso em saber o que aconteceu com os personagens depois daquilo. E vocês sabem onde está a continuação da história? Vocês sabem? VOCÊS SABEM!? NA BÍBLIA, cacete!
O filme fez um herege ter vontade de ler a Bíblia! Se o diretor não merece um tipo de "Oscar do Vaticano" pelo filme, esse mundo está muito errado.
Claro, não vou fazer isso, porque entre ler a Bíblia ou mais uma ficção científica, eu prefiro a segunda. Outro dia li no Skoob, justamente na página da Bíblia, uma frase fenomenal em sua concisão sacana e humor ácido. Merecia virar adesivo para carros: "Ficção por Ficção, prefiro Harry Potter". HA! É por aí! Mas não tira o mérito do filme. Na verdade, o principal motivo de eu não ir na Bíblia e dar uma lida no que aconteceu com a família de Noé é só porque já fiquei sabendo que, na versão oficial, boa parte daquilo foi diferente e que todos os filhos tinham suas próprias esposas - e minha curiosidade principal foi saber se o filho careca tinha encontrado algo andando pelo mundo e se voltou depois e casou com alguma das sobrinhas.
Agora vamos à alguns comentários mais rápidos...
A cena da montanha, com as pessoas tentando escapar do dilúvio, ficou muito legal. Parecia um daqueles quadros religiosos mais antigos. Mas que não vou dar nenhum exemplo, porque não sei os nomes dos pintores dos quadros que estou lembrando. [e jogar "pintura religiosa" no Google seriam horas e horas de buscas infrutíferas]
O cão-pangolim no começo do filme ficou bem legal. Ao contrário da casquinha de cobra, que foi a única coisa que eu mudaria no filme. Qual era a utilidade do couro brilhante, por falar nisso? Aproveitando que estamos falando dos animais, o filme perdeu uma boa chance. Mas que ficaria meio humorístico se tivessem feito, então é óbvio que nunca ia rolar: na hora que o vilão mata um bicho na arca, para atrair o Noé para uma armadilha (bicho que a partir dali não teriam 2 e seria o fim daquela raça), o bicho podia ter sido um unicórnio!
Por falar nisso, uma implicância minha com o filme é uma certa lerdeza dos personagens. Eles ficam na arca uns nove meses [ou mais] confinados... eu, ali, por puro tédio, passaria o tempo andando por cada centímetro. Em suma: ninguém esbarrou num velho manco esse tempo todo?? E a Hermione, em terra, levou vários meses pra conseguir pensar no argumento de 3 linhas que tirou o Noé da fossa!
Ah, e uma outra reclamação das pessoas em geral são os "monstros de pedra" (anjos caídos, na verdade). Eu achei que ficou muito bom. Só achei que eles não precisavam ter expressões faciais tão claras e carinhosas (no caso do "monstro" principal), podiam ser ainda mais pedregosos e sem rosto mesmo. Mas a maneira do diretor de colocar anjos ajudando (que é algo que está na Biblia, pipocas!, mesmo que não seja na parte sobre Noé) achei muito boa. E ainda deu mais "realismo" na construção da Arca, porque, do jeito que a igreja conta, o sujeito nunca ia conseguir. Mas já... com gigantes mágicos de 3 braços e super-fortes dando ajuda... Aí, até eu!
O trailer (que acabei de rever) é bem pilantra quanto a isso até. Pelo jeito os produtores notaram que as pessoas implicariam com eles e, no trailer, eles NÃO aparecem. No filme, quando o Noé diz que não está sozinho, você é induzido a achar que o sentido é "Deus está comigo!". Mas no filme, nesta cena, os gigantes se levantam de forma ameaçadora! E na cena do Matusalém enfiando a espada no chão e jogando fogo na graminha (o que não faz nenhum sentido no trailer), no filme vemos a cena completa, com um exército correndo e atacando justamente os tais gigantes. Malandros.
Ah, e elogio final, para fechar a resenha em grande estilo: Jeniffer Conelly! E tenho dito!
Duração: 2h18min -- Ano: 2014 -- Trailer
De: Darren Aronofsky (de Cisne Negro e Fonte da Vida)
Com: Russell Crowe (de Gladiador e Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo) [pena nunca terem feito as continuações, adorei este filme], Jennifer Connelly (de Labirinto, Rocketeer, Réquiem Para um Sonho e Cidade das Sombras), Ray Winstone (um dos anões no Branca de Neve e o Caçador e o Sweeney Todd na versão para TV), Anthony Hopkins (de Nunca Te Vi, Sempre Te Amei, mais conhecido atualmente como o Dr. Hannibal Lecter ou Odin), algumas crianças e suas versões adultas e Emma Watson (de Sete Dias com Marilyn e As Vantagens de Ser Invisível, ah, quem eu quero enganar, é a Hermione e pronto!). [e todos com nomes bíblicos muitos legais]
A história: homem traumatizado tem pesadelos e, após consultar-se com um eremita louco, resolve plantar feijões mágicos para, com ajuda de gigantes de pedra, três crianças, um bebê e sua esposa gata, construir um barco e fundar o Greenpeace.
[desculpe, mas se você não sabe quem é o Noé, veio ao lugar errado para aprender]
Agora, vamos ao que interessa: reclamar e elogiar. OBS: com spoilers, por assim dizer.
Ô gente chata! Não sei porque todo o mimimi com esse filme. Ateus babacas [obs: nem todo ateu é babaca, o que eu quero dizer é: "ateus, e dentre eles, os que são babacas"] que não querem ir porque é da Bíblia e eles não acreditam nela, eu até entendo (mas não concordo, porque isso não faz sentido algum) [nas sábias palavras do Rapaduracast: "O Aragorn também não é de verdade!"]. Mas até os religiosos? Ah, porra! Vão se catar! Tinham mais é que gostar de alguém estar fazendo filme bíblico (*) [acho que o últimos que vi foram "Príncipe do Egito" e "Moisés" com Charlton Heston] e não ficar tendo ataque de "Mas não ficou igual à Bíblia", "Mas não foi assim!"...
Galera, também NÃO FOI igual está na Bíblia. Na verdade, NEM FOI! Aceitem: a Bíblia é um apanhado de contos e parábolas, para passar lições de moral e religiosidade. Algumas das lições são bem duvidosas, mas não entrarei no mérito. Procurem algum estudioso do Cristianismo e eles te dirão isso! Não é chatice minha. Grande parte do que está na Bíblia são adaptações de outras lendas mais antigas, retiradas de ouras religiões, porque o Cristianismo, para crescer e difundir-se, também precisava de marketing! [e claro, tem aqueles outros estudiosos que dizem que 100% da Bíblia é isso, inclusive todos os personagens principais. Mas também não entrarei neste mérito.]
(*) OBS: na verdade, são feitos filmes sobre cristianismo num ritmo maior do que as produções baratas e ridículas do SyFy, mas, infelizmente, com a mesma qualidade. Quando eu digo que não fazem filmes bíblicos eu quero dizer filmes BONS! E sim, digo "infelizmente" porque mesmo achando que é tudo mitologia reciclada, ainda assim daria pra fazer bastante coisa legal com aqueles personagens e tramas. E querendo ou não, eu sou ocidental, então cresci com a influência destes personagens aqui e ali, em todo lugar. O problema é que todo mundo fica querendo fazer coisas adocicadas, maniqueístas e respeitosas, ao invés de lembrar que o marketing e estilos de narrativa que funcionavam no ano 1.000, lá no séc. X, não funciona mil anos depois! E nesse aspecto, o Noé do Aronofsky dá mais certo hoje do que ler o Noé como está nas, perdoem meu sarcasmo, "escrituras sagradas".
Ou, nas palavras de Neil Gaiman, que é muito mais conciso do que eu: “We have the right, and the obligation, to tell old stories in our own ways, because they are our stories.”
Mas e porque os religiosos mimimentos me irritam? Porque eu, que sou um cético de nascença, pagão por vocação, e implicante por natureza. Vi, gostei, e aí... Fiquei curioso em saber o que aconteceu com os personagens depois daquilo. E vocês sabem onde está a continuação da história? Vocês sabem? VOCÊS SABEM!? NA BÍBLIA, cacete!
O filme fez um herege ter vontade de ler a Bíblia! Se o diretor não merece um tipo de "Oscar do Vaticano" pelo filme, esse mundo está muito errado.
Claro, não vou fazer isso, porque entre ler a Bíblia ou mais uma ficção científica, eu prefiro a segunda. Outro dia li no Skoob, justamente na página da Bíblia, uma frase fenomenal em sua concisão sacana e humor ácido. Merecia virar adesivo para carros: "Ficção por Ficção, prefiro Harry Potter". HA! É por aí! Mas não tira o mérito do filme. Na verdade, o principal motivo de eu não ir na Bíblia e dar uma lida no que aconteceu com a família de Noé é só porque já fiquei sabendo que, na versão oficial, boa parte daquilo foi diferente e que todos os filhos tinham suas próprias esposas - e minha curiosidade principal foi saber se o filho careca tinha encontrado algo andando pelo mundo e se voltou depois e casou com alguma das sobrinhas.
Agora vamos à alguns comentários mais rápidos...
A cena da montanha, com as pessoas tentando escapar do dilúvio, ficou muito legal. Parecia um daqueles quadros religiosos mais antigos. Mas que não vou dar nenhum exemplo, porque não sei os nomes dos pintores dos quadros que estou lembrando. [e jogar "pintura religiosa" no Google seriam horas e horas de buscas infrutíferas]
O cão-pangolim no começo do filme ficou bem legal. Ao contrário da casquinha de cobra, que foi a única coisa que eu mudaria no filme. Qual era a utilidade do couro brilhante, por falar nisso? Aproveitando que estamos falando dos animais, o filme perdeu uma boa chance. Mas que ficaria meio humorístico se tivessem feito, então é óbvio que nunca ia rolar: na hora que o vilão mata um bicho na arca, para atrair o Noé para uma armadilha (bicho que a partir dali não teriam 2 e seria o fim daquela raça), o bicho podia ter sido um unicórnio!
Por falar nisso, uma implicância minha com o filme é uma certa lerdeza dos personagens. Eles ficam na arca uns nove meses [ou mais] confinados... eu, ali, por puro tédio, passaria o tempo andando por cada centímetro. Em suma: ninguém esbarrou num velho manco esse tempo todo?? E a Hermione, em terra, levou vários meses pra conseguir pensar no argumento de 3 linhas que tirou o Noé da fossa!
Ah, e uma outra reclamação das pessoas em geral são os "monstros de pedra" (anjos caídos, na verdade). Eu achei que ficou muito bom. Só achei que eles não precisavam ter expressões faciais tão claras e carinhosas (no caso do "monstro" principal), podiam ser ainda mais pedregosos e sem rosto mesmo. Mas a maneira do diretor de colocar anjos ajudando (que é algo que está na Biblia, pipocas!, mesmo que não seja na parte sobre Noé) achei muito boa. E ainda deu mais "realismo" na construção da Arca, porque, do jeito que a igreja conta, o sujeito nunca ia conseguir. Mas já... com gigantes mágicos de 3 braços e super-fortes dando ajuda... Aí, até eu!
O trailer (que acabei de rever) é bem pilantra quanto a isso até. Pelo jeito os produtores notaram que as pessoas implicariam com eles e, no trailer, eles NÃO aparecem. No filme, quando o Noé diz que não está sozinho, você é induzido a achar que o sentido é "Deus está comigo!". Mas no filme, nesta cena, os gigantes se levantam de forma ameaçadora! E na cena do Matusalém enfiando a espada no chão e jogando fogo na graminha (o que não faz nenhum sentido no trailer), no filme vemos a cena completa, com um exército correndo e atacando justamente os tais gigantes. Malandros.
Ah, e elogio final, para fechar a resenha em grande estilo: Jeniffer Conelly! E tenho dito!
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Somos o que Somos
Pois é... Dilema! Já comentei aqui que não sei falar de filmes cabeça.
Eu até gosto deles, mas na hora de fazer elucubrações intelectuais ou
comentários profundos... Não rola. Não é assim que meu cérebro funciona.
[that's not how I roll, baby!] Mas fico postando sobre filme de quadrinho, livro de zumbi, jogos de tiro... Sóóóó besteira! [bem, tem uns mais cabeças aqui e ali, tipo Loup ou Dragon Head] [putz! acabei de lembrar: o Dragon Head também é "filme de quadrinho"]
E aí, quando eu finalmente vou num filme cabeça, não vou falar dele?!
Ah, não! Vi algo estranho, metido à cult, numa sessão vazia... Preciso
comentar também, para não ficar só no pop.
Nome original: We Are What We Are
Refilmagem de: Somos Lo Que Hay
Duração: 1h45min -- Ano: 2013 -- Trailer
De: Jim Mickle (de Infecção em Nova York) [um filme sobre pessoas que viram "ratos-mutantes sedentos por sangue", se o que eu li está correto]
Com: Ambyr Childers (de nada que eu conheça), Julia Garner (em breve, em Sin City: A Dame to Kill For), Bill Sage (de Boardwalk Empire), Michael Parks (de Twin Peaks e vários filmes do Tarantino), Wyatt Russell, Kelly McGillis (de Top Gun), Nick Damici e Jack Gore.
Frase fora de ordem: geralmente eu só digito essa listinha dos dados acima depois de toda a postagem escrita, e aí de vez em quando eu levo uns sustos... Mas putz! Kelly McGillis?!? A vizinha velha era a Kelly McGillis?! Ela não fazia assim o meu estilo, mas foi a musa mundial quando lançou Top Gun. Muito estranho vê-la assim, de repente, sem nenhuma imagem mental intermediária. A Cher, por exemplo, era engraçadinha, ficou linda, e depois disso a acompanho decaindo fisicamente ao longo dos anos... Foi gradual. A Liz Taylor também. Já essa agora foi um choque! De gostosona de um filme, à senhorinha gordinha de outro. Mas perdoem a interrupção, voltemos de onde eu estava...
// Na verdade, eu não resisti e, relendo a postagem, resolvi fazer uma imagem com imagens intermediárias. Cá está! Vejam se não é muito menos chocante do que pular da primeira para a última. Assim vocês não ficam chocados como eu. [e se você era fã dela na época do Top Gun, pare aqui, na net há fotos bem piores; eu fui legal na seleção] //
Aviso: eu comecei a postagem tentando evitar spoilers, mas tinha hora que não deu, então ficou um meio termo estranho... Resumindo: TEM SPOILERS! Se quer ver o filme sem saber nada, volte depois.
Vi esse filme após um comentário (não lembro onde) que dizia algo como "O final deste filme é o mais aterrorizante já visto em anos". Foi suficiente para ficar curioso. Vi sem nem ter visto o trailer até... Vi agora só [literalmente, foi depois de ter digitado as reticências] e, novamente, ainda bem que não vi. 1) O trailer é fraco [até aí tudo bem, mas poderia ter tirado a curiosidade de ver o filme], mas 2) O trailer entrega todo o mistério! PORRA, fazedores de trailer!! Tem gente que SABE o que é Kuru! Também conhecida como encefalopatia espongiforme ou Mal da Vaca Louca, que pode ser causada por: ....... [como diria a River Song: "Spoileerrss!"]
[e o cartaz nacional até não entrega, mas há uma versão dele que te induz um pouco a adivinhar o que está acontecendo]
Acabou que o filme não era de terror normal, apesar da "situação" acima, está mais para um filme policial com terror psicológico! Mas ótimo! Isso vale também! Depois de um certo ponto, era meio óbvio o que estava acontecendo, só não tanto a motivação por trás. Mas eu gostei da solução, teria ficado decepcionado se ao final do filme descobríssemos que eram todos vampiros (ou algo assim).
Mas... fico tentando imaginar como aquilo se manteve por pelo menos 300 anos sem uma seita por trás. Quando você tem um bando de malucos, isolados, com crianças que crescem com aquilo na cabeça, e aí depois namoram outras crianças que cresceram com aquilo, e aí têm filhos que crescerão aprendendo aquilo... Tudo fecha. Mas ali?! Como é que, ao longo de 300 anos (no mínimo), todas as namoradas ou namorados dos malucos aceitaram aquilo numa boa?
E o delegado ficou enrolando e depois sumiu boa parte do filme... Eu até achava que ao final fôssemos descobrir que ele também era um dos "seguidores" daquela tradição. E de repente mais gente ainda da cidade. [ok, seria meio manjado isso] Mas não... Era só pouco tempo de tela mesmo.
E apesar da catarse final que pode ter levado à última refeição vista em cena, depois de toda a opressão sentida pelas garotas (parabéns para a atriz mais nova até), ficou difícil aceitar que aquilo vá continuar. Todavia, essa é a interpretação mais fácil possível com a última cena do filme (a cena com o livro).
A 2ª mais fácil é: não irá, mas o diretor quis provocar e colocar uma cena de efeito vazia. E depois dessa, temos interpretações mais bobas, do tipo: não continuará, mas ela queria guardar o livro de recordação. (!?) Essa opção é tão tola, que está digitada só como um exemplo cretino. Então das duas uma: o diretor colocou uma cena inútil, ou, do nada, as personagens resolveram que eram a favor de tudo que eram contra até ali. Por mais que a filha mais velha tenha aceitado "numa boa" o que aconteceu na 'cena da pá', vai ter síndrome de Estocolmo assim no inferno! [leitores psiquiatras, eu sei que a síndrome não é essa, nem sei se existe um nome para algo assim, mas deve ter] A cena pareceu uma imitação da cena final em Deixe Ela Entra [o original, não vi o remake], mas estando lá só meramente para causar um rebuliçozinho. Acabei de ler uma resenha em outro site... Implausível é a palavra do dia.
A cena logo anterior, do jantar, ok, foi uma catarse maluca e exagerada, mas dane-se. A cena no carro eu achei muito menos crível.
Outra rápida reclamação, mas de repente eu que na hora não fiz alguma conexão (e nem agora estou conseguindo lembrar) é que não entendi como foi que a médico fez a ligação entre os ossos e a família. Só muito depois é que teve a cena em que os ossos aparecem no próprio quintal deles.
Ah, e se o "monstro" não era a mulher do carro... Qual foi a utilidade de todo este sub-enredo? Isso, na hora, deu força para a minha teoria do delegado também fazer parte da tradição, seita, ou seja lá o que era.
Não achei muitas resenhas sobre o filme (até achei, mas tem muita gente que chama de resenha só dar a sinopse, e vi muita gente esculachando o filme sem dar bons argumentos, então não as considero) [ou o argumento era até bom, mas a resenha era curta e sem graça], seguem só duas então. Nada mais justo, para a refilmagem de um filme mexicano, que uma resenha nativa. E a outra não entrega nenhum spoiler.
Cine PREMIERE: We Are What We Are es uno de los remakes hechos por Hollywood menos hollywoodenses y más de autor que se hayan hecho en los últimos años.
Quadro por Quadro: ... um filme que prende a sua atenção, apesar do ritmo lento.
E terminando, numa nota totalmente descorrelata [essa palavra existe??], descobri que DEAD SNOW terá continuação. Esbarrei nisso neste site lendo uma resenha do Somos o que Somos lá. Pelo que vi em outro, a história continuará exatamente onde o 1º parou, mas o link que acabei de dar fala sobre uma gang de matadores de zumbi... Em suma, não sei qual será o mote do filme, mas isso mal existia no primeiro mesmo, e filme de humor negro com zumbis é sempre bem-vindo.
Nome original: We Are What We AreRefilmagem de: Somos Lo Que Hay
Duração: 1h45min -- Ano: 2013 -- Trailer
De: Jim Mickle (de Infecção em Nova York) [um filme sobre pessoas que viram "ratos-mutantes sedentos por sangue", se o que eu li está correto]
Com: Ambyr Childers (de nada que eu conheça), Julia Garner (em breve, em Sin City: A Dame to Kill For), Bill Sage (de Boardwalk Empire), Michael Parks (de Twin Peaks e vários filmes do Tarantino), Wyatt Russell, Kelly McGillis (de Top Gun), Nick Damici e Jack Gore.
Frase fora de ordem: geralmente eu só digito essa listinha dos dados acima depois de toda a postagem escrita, e aí de vez em quando eu levo uns sustos... Mas putz! Kelly McGillis?!? A vizinha velha era a Kelly McGillis?! Ela não fazia assim o meu estilo, mas foi a musa mundial quando lançou Top Gun. Muito estranho vê-la assim, de repente, sem nenhuma imagem mental intermediária. A Cher, por exemplo, era engraçadinha, ficou linda, e depois disso a acompanho decaindo fisicamente ao longo dos anos... Foi gradual. A Liz Taylor também. Já essa agora foi um choque! De gostosona de um filme, à senhorinha gordinha de outro. Mas perdoem a interrupção, voltemos de onde eu estava...
// Na verdade, eu não resisti e, relendo a postagem, resolvi fazer uma imagem com imagens intermediárias. Cá está! Vejam se não é muito menos chocante do que pular da primeira para a última. Assim vocês não ficam chocados como eu. [e se você era fã dela na época do Top Gun, pare aqui, na net há fotos bem piores; eu fui legal na seleção] //
Aviso: eu comecei a postagem tentando evitar spoilers, mas tinha hora que não deu, então ficou um meio termo estranho... Resumindo: TEM SPOILERS! Se quer ver o filme sem saber nada, volte depois.
Vi esse filme após um comentário (não lembro onde) que dizia algo como "O final deste filme é o mais aterrorizante já visto em anos". Foi suficiente para ficar curioso. Vi sem nem ter visto o trailer até... Vi agora só [literalmente, foi depois de ter digitado as reticências] e, novamente, ainda bem que não vi. 1) O trailer é fraco [até aí tudo bem, mas poderia ter tirado a curiosidade de ver o filme], mas 2) O trailer entrega todo o mistério! PORRA, fazedores de trailer!! Tem gente que SABE o que é Kuru! Também conhecida como encefalopatia espongiforme ou Mal da Vaca Louca, que pode ser causada por: ....... [como diria a River Song: "Spoileerrss!"]
[e o cartaz nacional até não entrega, mas há uma versão dele que te induz um pouco a adivinhar o que está acontecendo]
Acabou que o filme não era de terror normal, apesar da "situação" acima, está mais para um filme policial com terror psicológico! Mas ótimo! Isso vale também! Depois de um certo ponto, era meio óbvio o que estava acontecendo, só não tanto a motivação por trás. Mas eu gostei da solução, teria ficado decepcionado se ao final do filme descobríssemos que eram todos vampiros (ou algo assim).
Mas... fico tentando imaginar como aquilo se manteve por pelo menos 300 anos sem uma seita por trás. Quando você tem um bando de malucos, isolados, com crianças que crescem com aquilo na cabeça, e aí depois namoram outras crianças que cresceram com aquilo, e aí têm filhos que crescerão aprendendo aquilo... Tudo fecha. Mas ali?! Como é que, ao longo de 300 anos (no mínimo), todas as namoradas ou namorados dos malucos aceitaram aquilo numa boa?
E o delegado ficou enrolando e depois sumiu boa parte do filme... Eu até achava que ao final fôssemos descobrir que ele também era um dos "seguidores" daquela tradição. E de repente mais gente ainda da cidade. [ok, seria meio manjado isso] Mas não... Era só pouco tempo de tela mesmo.
E apesar da catarse final que pode ter levado à última refeição vista em cena, depois de toda a opressão sentida pelas garotas (parabéns para a atriz mais nova até), ficou difícil aceitar que aquilo vá continuar. Todavia, essa é a interpretação mais fácil possível com a última cena do filme (a cena com o livro).
A 2ª mais fácil é: não irá, mas o diretor quis provocar e colocar uma cena de efeito vazia. E depois dessa, temos interpretações mais bobas, do tipo: não continuará, mas ela queria guardar o livro de recordação. (!?) Essa opção é tão tola, que está digitada só como um exemplo cretino. Então das duas uma: o diretor colocou uma cena inútil, ou, do nada, as personagens resolveram que eram a favor de tudo que eram contra até ali. Por mais que a filha mais velha tenha aceitado "numa boa" o que aconteceu na 'cena da pá', vai ter síndrome de Estocolmo assim no inferno! [leitores psiquiatras, eu sei que a síndrome não é essa, nem sei se existe um nome para algo assim, mas deve ter] A cena pareceu uma imitação da cena final em Deixe Ela Entra [o original, não vi o remake], mas estando lá só meramente para causar um rebuliçozinho. Acabei de ler uma resenha em outro site... Implausível é a palavra do dia.
A cena logo anterior, do jantar, ok, foi uma catarse maluca e exagerada, mas dane-se. A cena no carro eu achei muito menos crível.
Outra rápida reclamação, mas de repente eu que na hora não fiz alguma conexão (e nem agora estou conseguindo lembrar) é que não entendi como foi que a médico fez a ligação entre os ossos e a família. Só muito depois é que teve a cena em que os ossos aparecem no próprio quintal deles.
Ah, e se o "monstro" não era a mulher do carro... Qual foi a utilidade de todo este sub-enredo? Isso, na hora, deu força para a minha teoria do delegado também fazer parte da tradição, seita, ou seja lá o que era.
Não achei muitas resenhas sobre o filme (até achei, mas tem muita gente que chama de resenha só dar a sinopse, e vi muita gente esculachando o filme sem dar bons argumentos, então não as considero) [ou o argumento era até bom, mas a resenha era curta e sem graça], seguem só duas então. Nada mais justo, para a refilmagem de um filme mexicano, que uma resenha nativa. E a outra não entrega nenhum spoiler.
Cine PREMIERE: We Are What We Are es uno de los remakes hechos por Hollywood menos hollywoodenses y más de autor que se hayan hecho en los últimos años.
Quadro por Quadro: ... um filme que prende a sua atenção, apesar do ritmo lento.
E terminando, numa nota totalmente descorrelata [essa palavra existe??], descobri que DEAD SNOW terá continuação. Esbarrei nisso neste site lendo uma resenha do Somos o que Somos lá. Pelo que vi em outro, a história continuará exatamente onde o 1º parou, mas o link que acabei de dar fala sobre uma gang de matadores de zumbi... Em suma, não sei qual será o mote do filme, mas isso mal existia no primeiro mesmo, e filme de humor negro com zumbis é sempre bem-vindo.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Bitch Slap
Eu não vou resenhar este filme, já o vi faz muito tempo. Mas fica a sugestão como algo para verem sem absolutamente nenhuma expectativa (fora a de ser um filme extremamente cretino), quando você não tiver nenhuma idéia melhor e algo com mulheres peitudas e o Kevin Sorbo (você sabe quem é, assuma!) não soar uma sugestão ruim.
Eu lembro que me diverti. Lembrei deste filme agora pesquisando sobre a definição de dicionário da expressão e esbarrei no vídeo abaixo. Muito bom. Deu até vontade de rever o filme. Na pior hipótese, pelo menos vejam o vídeo, é divertido por si só.
E depois do vídeo abaixo, leiam as opiniões e resenhas dos usuários no IMDB (a maioria raivosa), e se depois disso tudo você não ficar curioso... [provavelmente significa que têm bom gosto para filmes ou mais o que fazer da vida, mas não isso vem ao caso]
Se preferirem o trailer de verdade, segue o link.
E alguns dados técnicos, só para manter a tradição das postagens cinematográficas:
Nome nacional [só descobri que tinha agora, na época que vi não existia]: Perigosas
O nome em Portugal é igualmente ruim: Mulheres Rebeldes
De: Rick Jacobson (de O Bebê Maldito 2 e Cleopatra 2525)
Com: Julia Voth (+/- de Resident Evil), Erin Cummings (+/- de Jornada nas Estrelas: Enterprise), America Olivo (de Sexta-Feira 13, parte 12: O Reboot e +/- de Homem de Ferro), Michael Hurst, Kevin Sorbo, Lucy Lawless e Renée O'Connor (todos de Hércules e/ou Xena), Zoë Bell (+/- de Django Livre e de Oblivion), Debbie Lee Carrington (+/- de Guerra nas Estrelas) e Minae Noji (do futuro As Tartarugas Ninjas 4).
Duração: 1h49min. -- Ano: 2009
Eu lembro que me diverti. Lembrei deste filme agora pesquisando sobre a definição de dicionário da expressão e esbarrei no vídeo abaixo. Muito bom. Deu até vontade de rever o filme. Na pior hipótese, pelo menos vejam o vídeo, é divertido por si só.
E depois do vídeo abaixo, leiam as opiniões e resenhas dos usuários no IMDB (a maioria raivosa), e se depois disso tudo você não ficar curioso... [provavelmente significa que têm bom gosto para filmes ou mais o que fazer da vida, mas não isso vem ao caso]
Se preferirem o trailer de verdade, segue o link.
E alguns dados técnicos, só para manter a tradição das postagens cinematográficas:
Nome nacional [só descobri que tinha agora, na época que vi não existia]: Perigosas
O nome em Portugal é igualmente ruim: Mulheres Rebeldes
De: Rick Jacobson (de O Bebê Maldito 2 e Cleopatra 2525)
Com: Julia Voth (+/- de Resident Evil), Erin Cummings (+/- de Jornada nas Estrelas: Enterprise), America Olivo (de Sexta-Feira 13, parte 12: O Reboot e +/- de Homem de Ferro), Michael Hurst, Kevin Sorbo, Lucy Lawless e Renée O'Connor (todos de Hércules e/ou Xena), Zoë Bell (+/- de Django Livre e de Oblivion), Debbie Lee Carrington (+/- de Guerra nas Estrelas) e Minae Noji (do futuro As Tartarugas Ninjas 4).
Duração: 1h49min. -- Ano: 2009
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Tai Chi 0 / Tai Chi Hero
Nomes originais: 太極之零開始 / 太極2 英雄崛起Duração: +/- 3h10min (somados) -- Ano: 2012 -- Trailer
De: Stephen Fung (de Kung-Fu Hustle)
Com: Yuan Xiaochao (o mocinho), Angelababy (o interesse romântico), Tony Leung Ka Fai (o pai dela), Eddie Peng (o vilão), Mandy Lieu (a vilã), Feng Shaofeng (o irmão da mocinha) e Nikki Hsieh (sua esposa muda).
Antes de mais nada, o 1º trailer do filme que eu vi foi enganoso. Esperava algo mais tradicional para um filme de kung-fu, ainda que um tanto escrachado - afinal, tinha um cara queimando o cosmos dele com olhos acessos à lá avatar Aang e tudo. Mas não lembro mais qual foi o trailer que vi muito tempo atrás (há vários trailers, só perde para a quantidade de cartazes diferentes) [tenho 12 aqui na pasta de rascunho], mas foi essa a impressão que eu tive na época. Agora, isso posto, ainda que não tenha sido uma grande comédia, nem um grande romance, e nem um grande filme de kung-fu [não lembro se tinha romance, mas nos outros 2 pontos, os filmes do Jet Li foram melhores], ainda que não tenha sido grande coisa, foi bem divertido e uma agradável surpresa. Ah, e o filme tem um quê de steampunk também.
Achava que o trailer americano, que linkei outro dia, era meio que zuação, mas não, o filme é mesmo daquele jeito. Um dos trailers do filme, que vi depois do filme em si, o anuncia como uma cruza de Kung-Fu Hustle (bem legal) com Scott Pilgrim (muito bom). Acho que é foi uma comparação merecida.
Vejam, mas sem esperar muitas risadas nem lutas fantásticas. Apenas uma boa diversão para a hora do jantar. Ah, e saiba desde já, o filme não é exatamente parte de uma duologia (?), Tai Chi 0 e Tai Chi Hero são um filme só quebrado em dois. Porque eu digo isso? Porque uma coisa é o filme terminar em aberto... De Volta Para o Futuro 2 obviamente era parte de uma história maior. Não teria como terminar ali (como poderia ter sido feito com o 1º), porque significaria que o personagem principal morreria de velhice em outro tempo sem nunca voltar para casa. Mas a história daquele filme, aquela aventura em específico, fechou. Essa não fecha. Na verdade, extrapolando essa minha lógica, Senhor dos Anéis não é uma trilogia também, é apenas UM filme de 10 horas. [ok, então não sei bem o que estou querendo dizer...] Mas resumindo: você terá que ver o segundo filme e pronto! O primeiro terminou vago demais, praticamente no meio de uma cena, com uma luta prestes a começar e a mocinha com cara de triste. Aceite: é um único filme de 3 horas de duração.
SE o filme terminasse com a mocinha feliz, e aí as pessoas que iriam lutar apenas aparecessem se aproximando, e surgindo a cena do navio... Aí sim, daria a sensação de que aquela história fechou MAS... há uma segunda história que começará logo depois, caso você esteja interessado (novamente, vide De Volta Para o Futuro 2). Esse não, esse terminou com cara de filme quebrado em 2 para caber numa sessão de cinema. Eles foram até filmados simultaneamente.
Falemos algo mais... Os efeitos são bons e as lutas são bem coreogradas. Mas sim, o nem tão bom e nem tão velho Wire-Fu (não conheço uma tradução oficial... Cabo-Fu?) esta lá. Ou seja, as pessoas não caem, elas levitam até o chão. Se bem que isto numa comédia de luta a gente perdoa, nojo deu ver isso de forma muito mal feita em X-Men 3, que já era um filme ruim por si só...Mas não falemos dele. Mas já que o assunto surgiu, para quem gosta de filme de luta oriental e não gosta de gente pendurada em cabos, vejam Chocolate, filme de luta tailandês com um pouquinho de comédia, e tudo ali segue as leis da inércia e gravitação terrestre.Já a trilha sonora... não se destaca, é boa, mas genérica de filme oriental. Chama só um pouco a atenção tocar tango em algumas cenas [ou é algo oriental que parece muito com tango] Ah, e destaque para o flashback da infância do herói, todo mudo.
A mocinha é bonitinha, mas também nada demais. Isso é legal, tiraria o clima bobinho se fosse algum mulherão (mas ela é modelo, e bem maquiada fica muito bem). Ela parece uma prima mais nova da Zhang Ziyi. A "vilã" é até bem mais bonita. Comentando logo até, ela (a vilã) é até responsável por uma cena que achei meio deslocada no climão comédia infantil quando estava vendo o filme, mas pelo menos deu uma boa motivação para o vilão. Bem, boa até certo ponto. O filme continua sendo só clichê e sem se incomodar com isso.
A história... Não falei da história. Molequinho nasce com o dom de aprender kung-fu só olhando os outros. E um chifre. Chifrinho. Mal aparece. Chamemos ele carinhosamente de... tumor. E quando batem nele, o cara luta muito melhor, mas o cara está gastando o dom dado pelo chifre (que no filme tem um nome pomposo, que já esqueci) [mas continue lendo, isso não faz sentido nenhum nem dentro do filme] e para não morrer, ele precisa aprender um Kung-Fu Interno [que de interno não tem nada, mas segue comigo] que só é ensinado no vilarejo de Chen. Ele vai para lá, e ninguém quer ensiná-lo. Nem é implicância, é que eles não ensinam para ninguém de fora e não se fala mais nisso. Mas o cara fica por lá, apanhando de todos de bom grado, esperando uma chance. Nisso ele acaba estando lá na hora certa, quando surge a chance de ajudar a cidade contra malignos ocidentais que querem passar um ferrovia pelo lugar. Comandados por ninguém menos... que o namorado da mocinha. É... Eu sei que você já sabe o que vai acontecer... [mas e quem disse que era um filme para termos surpresas?]
E aí tudo termina bem (na verdade, nem termina de fato, como disse) e eu só vou terminar essa resenha quando assistir o outro filme. E depois vou procurar o Detetive Dee, do mesmo pessoal, que acabei ficando curioso.
Uma resenha de outro site por enquanto, onde fiquei sabendo que o Shaolin Soccer, igualmente idiota porém legal, também é da mesma galera:
Tor.com: "popcorn fare without any pretentions - and that’s what makes it so much fun."
//* Fade-in, fade-out. Som de galo fazendo cocoricó e legenda "5 dias depois..." *//
Issaí, pessoal! Urrú! Estamos de volta! Vamos continuar de onde paramos? A galera está animada!!! [meu deus... como eu odeio apresentadores de merda. não se preocupem, nunca repetirei isso. Foi só a 1ª coisa que me veio a mente para recomeçar o texto.]Diga-se de passagem, talvez a melhor cena de O Cavaleiro Solitário seja o Tonto dizendo "Don't ever do that again!" (mas eu meio que gostei do filme, foi bem... beeeem... mediano, mas não me senti jogando fora 3 horas de vida).
Deixando o faroeste de lado, hora de falar da segunda parte do filme quebrado em dois. Mas temos um problema [bem, eu tenho, mas é você quem está lendo, então você se ferrou junto comigo]. Até a parte escrita "5 dias depois..." eu tinha escrito tudo ao final do 1º filme. Mas depois de começar a ver o 2º filme [que realmente foi 5 dias depois, eu sabia isto de antemão] eu tive que parar, depois fiquei enrolado no trabalho, aí saí de férias, voltei enrolado e, resumindo, hoje são na verdade 70 dias depois! [essa postagem iria entrar no ar em agosto...]
O que eu vi agora foi última hora do 2º filme, então não vou poder dizer muito e estou meio fora do clima. Essa segunda parte é um pouco mais focada na ação, porque a história precisa terminar e a vila onde a mocinha mora precisa ser salva pelo mocinho.
Dando uma olhada nas cenas iniciais agora consegui me localizar um pouco melhor. O sujeito que aparece no final do 1º filme acaba não sendo exatamente o que parecia ser na hora, mas fica sendo meio que um vilão intermediário nos primeiros 40 minutos até o vilão principal voltar para valer, com muito mais armas (e só não vemos uma carnificina em tela por causa do espírito de desenho animado do filme - mas não tem como muita gente não ter morrido ali); e enquanto isso o mocinho finalmente começa a aprender o estilo de luta que ninguém queria ensiná-lo (mas que ele estava aprendendo só de tanto apanhar); e somos apresentados à uma lenda envolvendo um sino que surge meio que do nada, só para dar assunto à primeira metade desta segunda metade da história.
Por falar nisso, acabei de descobrir que a idéia é (ou era) fazer uma trilogia [Ô, MANIA desgraçada!!!], o que pode explicar o final meio estranho que o vilão teve. Mas desta vez o filme termina, então se não tiver terceiro filme, fecha redondo. Tanto que eu vi o final do 2º sem saber disso e não senti falta de nada. Achei que o destino do vilão seria só uma forma mais escrachada de mostrar que ele não só se ferrou, mas se ferrou bonito! Já agora, acho que ele não se ferrou realmente, e está sendo preparado para voltar realmente à altura de encarar o mocinho no terceiro filme. [se houver]
O terceiro filme ainda não tem data mas, em tese, chamar-se-á Tai Chi Summit.
[depois de Tai Chi Zero e Hero, esperava mais um que rimasse]
Mas então, é isso. Temos menos humor e menos cenas com efeitos amalucados, mas temos mais romance e mais ação. E temos uma ótima luta dentro de uma cozinha. O final (?) é que pode soar meio abrupto, já que não teve nenhum sacrifício, nenhuma mega-luta entre o mocinho e seu antagonista, sem explosões à lá Michael Bay, nenhum giga-mecha-steampunk e nenhum beijo apaixonado... Na verdade, depois de tudo que aconteceu, o final foi bem rápido e "realista". Se você fizer muita questão de saber, foi isso: o príncipe é envolvido e acredita no mocinho após ter o caráter dele atestado por um homem de confiança, investiga o caso, liberta quem foi injustamente preso, a ferrovia passa por outro caminho e eles voltam para casa com a ficha limpa. Mas tudo acontece nos 3 minutos finais. Então você não se sentirá de repente assistindo a um episódio de Law & Order. [nunca vi essa joça, sou do tempo do Tiro Certo e Dama de Ouro]
E não lembro mais que fim levou a história do chifrinho mas, nesta 1 hora final que vi hoje, eu até tinha esquecido completamente que ele existia. Lembrei só quando revi os trailers e os cartazes para concluir a postagem.
O veredito final é que continuou sendo uma boa (mas não excelente) diversão descompromissada, que até pode não prender a atenção para quem estava atrás de só kung-fu, ou de um romance, ou comédia, ou steampunk, ou uma boa ambientação histórica... Falando assim, o filme não fez nada direito, mas é uma boa besteirinha (mesmo que tenha mais de 3 horas) para uma semana sem grandes planos cinematográficos. E se você não entrar muito no clima mas não desistir de cara, assista como se fosse uma minissérie de repente. Uns 40 minutos por dia, antes de ir dormir, durante uma ou duas semanas. [só não faça como eu, que levei 2 meses e meio]
E agora, mais três resenhas para vocês.
Uma sobre o segundo filme, onde o sujeito elogia bastante o desenvolvimento dos personagens, as interpretações, e etc:
Twitch: "Fung has certainly scored as many hits as he has misses, if he can somehow filter those out for round three, the final instalment of Tai Chi could still prove to be something special."
E duas que achei bem legais, de um mesmo site, onde o sujeito esculacha tudo o que a acima elogia. Mas eu gostei delas, são bem escritas, embasadas, tudo faz sentido e, por mais que eu tenha gostado dos filmes, tive que concordar com quase tudo dito:
The Galactic Pillow:
"The Taichi series was certainly ambitious but the results are oh so dire that there really isn’t much to recommend in either film and I seriously doubt the planned third film will somehow redeem the entire trilogy." -- Resenha do 1º filme -- E do 2º.
Agora é com vocês. Decidam aí. ["Porque o final... VOCÊ DECIDE!"] [ô, citação ridícula e fora de hora... mas não teve como não lembrar dela agora]
Ah, esbarrei nisso. Um tipo de clipe musical / vide promocional / bastidores. Interessante:
《太極1從零開始》中文宣傳曲"太極不急" Lollipop F熱血獻唱!
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