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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Anáguas vs Evil Dead and Morty

Duas [viraram 4] recomendações rápidas [que estou tentando* ressuscitar o blog e não posso (ainda) me dar ao luxo de perder 3 horas (ou mais) fazendo uma só postagem].
[* = fiz 4 postagens essa semana, mas 2 estão em rascunho ainda... isso que mata]


Título: Anáguas a Bordo (Operation Petticoat)
Duração:
2h04min  --  Ano: 1959  --   Em cores.
[sem link pra trailer, que trailer americano antigo é quase tão ruim quanto trailer brasileiro.]
De: Blake Edwards (de Um Convidado Bem Trapalhão, os filmes da Pantera Cor-de-Rosa e vários outros clássicos)
Com: Cary Grant, Tony Curtis, Joan O'Brien, Dina Merrill e Arthur O'Connell.

De bobeira no sofá pela manhã, sento para ler o jornal e ligo a TV para fazer trilha sonora - e de repente teria algo interessante passando [reprise de algum Trato Feito que eu não tivesse visto?] e eu leria o jornal durante os comerciais. Esbarro numa cena de filme velho, piadinha boba mas boa... sorrisinho nos lábios. Seguro o olhar mais um pouco, outra piadinha boba. E o sorrisinho besta continua. E parecia ser num submarino... e eu costumo gostar [e digo isso como margem de erro, porque não estou lembrando de nenhum que não tenha gostado] de filmes de submarino. Olho que horas começou o filme... menos de 10 minutos antes... resolvo segurar a atenção mais um pouco.

E puta que pariu! Gostei. E depois de ter visto o filme, fui pesquisar, e não é uma opinião desbocada exclusivamente minha. O filme fez tanto sucesso de público e crítica, que virou até série de TV - mas com menos sucesso neste caso, mesmo tendo no elenco o Gomez Addams, agora em cores.

A história: submarino precisando de consertos acaba tendo que levar, a tiracolo, um oficial almofadinha e trambiqueiro. Este por sua vez, na próxima parada, promete para 5 enfermeiras militares que o submarino as daria carona também. Dada a situação delas (únicas ocidentais na ilha), o capitão reclama, mas aceita. E daí em diante vemos a viagem do submarino problemático, com o capitão sério, o oficial engomadinho e uma tripulação de homens com 5 mulheres num espaço apertado.

E esta provavelmente é a descrição mais sem graça que já fiz de um filme. [mas não quero pensar muito nisso, para não perder muito tempo e não postar] Mas é uma comédia, podem acreditar. Tem até um porco a bordo uma hora. [não que eu tenha alguma predileção por piadas envolvendo porcos...] [por falar nisso, no dia seguinte estava passando os dois Babe - O Porquinho na TV também... filmes absurdamente bons! Coloquem suas crianças para ver!]

O Anáguas não é um filme maravilhoso, claro, mas não é como as merdas de comédias atuais, que tentam te fazer gargalhar com uma piada que fracassa absurdamente, e aí ficam sem assunto até a piada miserável seguinte. [mas existem comédias boas atualmente, claro, e ruins em todas as épocas também] Foram duas horas extremamente agradáveis, em que eu não queria perder nenhuma cena.

Nada no filme foi bombástico, divertidaço, nem nada estrondoso... Mas foram duas horas com um sorrisinho bobo na cara, despreocupado com o mundo, vendo um filme sem encheções de lingüiça. Só um monte de piadinhas bem comportadas (ok, um bem leve machismo em algumas, mas o filme é velho e os personagens estão em plena 2ª Guerra Mundial e numa força armada) sem parar por toda a duração. E, para melhorar, muita coisa ali foi baseada em fatos reais. Como o submarino ser pintado na cor que foi numa dada cena. Ou a cena em que o torpedo erra o alvo. Se bem que esta, no mundo real, o torpedo não subiu a areia. Mas um pouco de absurdo não afeta, é uma comédia. (quem quiser só ver esta cena para entender, está na abertura do seriado). E fica aqui a primeira recomendação, com um texto que ficou muito mais longo do que estava planejado. [putz, 40 minutos gastos até aqui - ok, com parada para salvar o cartaz, ver trailer no Youtube e etc, mas a idéia era levar tudo isso na postagem inteira... E enquanto digito isso, ainda nem coloquei os dados do filme (atores, ano, etc), então considera aí que só daqui para cima foi-se 1 hora de postagem...]

Por falar em cartaz... Tenho que comentar... Isso acima é a frente do DVD e cacetes voadores!!!, quem foi o estagiário de merda que fez aquela nuvem da direita? E quem foi o chefe duplamente fecal que aprovou?? Caso não tenha entendido, olhe melhor... A imagem está pequena mas o absurdo é gigante. Se continuou sem entender, olhe esta imagem aqui. O sujeito até conseguiu disfarçar bem recriando o topo do quepe do cara mais novo. Notei que era montagem só depois de ter visto e capa do DVD americano e visto que lá a imagem era cortada, aí voltei e prestei atenção - e a águia era idêntica, no brilho e tudo. E ficou ruim a nuvem de baixo, mas ela eu só reparei depois... Porque a nuvem de cima é tão absurdamente ruim, que abafa todo o resto. O cara só repetiu o pedaço e foda-se! Piorando... Existe a imagem completa, naturalmente mais larga. Se queriam mais espaço por algum motivo... Era só pegar a porcaria da imagem original, com o resto da nuvem! [ou fazer direito!] Mas ok, ok... Só queria desabafar. Passou. [e lá se foram mais 15 minutos...]

PS: não aparecem anáguas no filme.

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Título: Ash vs. Evil Dead
Duração: 10 episódios de 25 min (1ª temporada)
Ano: 2015  --   Trailer
Com: Bruce Campbell (de Bubba Ho-Tep, este comercial e My Name Is Bruce), Ray Santiago (de O Preço do Amanhã), Dana DeLorenzo (de nada que eu conheça), Jill Marie Jones (idem) e Lucy Lawless (de Xena, a Princesa Guerreira e Battlestar Galactica).

Lembram do meu desgosto pela porcaria de 2 anos atrás? Então... Usando uma falsa-expressão (porque não existe em português real, apenas em filmes mal dublados): "É disso que eu estava falando!" [muito pior que essa é quando dublam "no final do dia, o que importa etc, etc" sendo que em português a expressão é "no final das contas", nunca "do dia". Nenhum ser humano brasileiro jamais falou "no final do dia" neste sentido] [e se falou não é mais humano! pode matar e acabar com o sofrimento dele.]

Mas voltando ao assunto, Ash vs Evil Dead é uma seqüência à altura aos filmes originais! Eles tiveram que ignorar o 3º filme por alguma questão legal, mas se você considerar o final alternativo dele (o do mercadinho, do "Hail to the King, Baby!"), a série continua encaixando perfeitamente na trilogia. É a mesma quantidade de sangue e humor cretino que tanta falta fizeram no episódio final de Suburgatory. Aproveitando, para quem nunca viu, o Evil Dead 3 teve um outro final (que hoje chamam de alternativo, mas foi o primeiro que eu vi, não sei como) mais ao estilo "Seus maníacos!": final original.

A história... Bem, não precisa realmente. Se você viu os filme originais, já tem uma idéia. E se não viu, veja e depois se preocupe com a série. Mas digamos que você queira ver a séria e realmente não quer ver os filmes, se seu inglês estiver +/- em dia, tem um resumo dos 3 filmes aqui. Tem outros mais curtos, tem até feito em massinha com gatos... Mas ok, vamos lá: "certo alguém" cai na besteira de ler algumas passagens de um certo Necronomicon, e começa a ser visitado pelos nossos risonhos amigos das profundezas marmorizados do inferno! E ele agora precisa resolver a parada. Junta-se a ele o amigo "mexicano" e a colega gatinha (os três trabalham numa espécie de Casa & Vídeo). E atrás dele vão uma policial (que acha que ele é o culpado pelas mortes que acontecem) [bem... tecnicamente, é sim] e pela Xena por motivos só (não assim tão bem) explicados no final.

Não vou dizer que a série é de altos e baixos... Porque não teve baixos. Até as partes não tão boas, foram, na pior hipótese, medianas. Não sou grande fã do personagem da Lawless no seriado, e acho que no final da temporada deixaram um gancho grande demais. Mas a série foi renovada no meio (se bem que não sei se os episódios já estavam prontos ou não), então estou, tecnicamente, apreensivo sobre como eles vão seguir dali em diante. Mas na prática, como eles não me deixaram na mão nesta temporada, não espero ser decepcionado na próxima. E se o episódio final foi feito depois da renovação, eles têm um plano. [putz... que saudades de Galactica!] [e Babylon 5...] [saudades de ver uma série decente de FC que dure vários anos, na verdade...] [diga-se de passagem, eu não vi todos os episódios das primeiras temporadas de Stargate SG-1. Talvez seja uma idéia rever...]

Mas então, voltando às recomendações... Podem ver. Episódios rápidos e ligeiros de 25 minutos. Muito sangue e Bruce Campbell no alto de sua canastrice.

O que me lembra que acabei nunca fazendo a postagem (nem lembro se está em rascunho ou se não escrevi nada mesmo), mas fica a recomendação também pelo livro ao lado. "Make Love! The Bruce Campbell Way" é muito divertido e "todo baseado em fatos reais - exceto as partes que não são". Dele também tenho o "If Chins Could Kill: Confessions of a B Movie Actor", mas não li ainda. E parece ser mais focado no mundo real que o ao lado.

E fechando, só mais dois comentários adicionais. Um deles totalmente irrelevante. Algo que eu não entendi foi o cordão do Pablo (o latino), porque parecia que seria de alguma ajuda, e só ferrou o sujeito... E a menina, ela tem um sotaque parecido com a secretária do Brooklyn Nine-Nine (outra ótima série). Não consegui descobrir de onde é o tal sotaque, mas eu gosto dele. Sei lá.

Por falar nisso [que é só um jeito de começar a frase, porque não tem nenhuma relação com nada e não lembro o que estava pensando entre esses dois parágrafos], lembrei de algo agora... Cacete!! Cancelaram Gravity Falls! Ia até fazer uma postagem no dia que fiquei sabendo... Achei que o encerramento da temporada estava meio estranho, fui pesquisar e ao invés do gancho naquele episódio, terá mais um, fechando tudo. Descobri faz pouco tempo até que Phineas e Ferb também acabou (no começo do ano, até), mas pelo menos durou bastante. Gravity Falls merecia pelo menos mais um ano para fechar redondo a ainda ter alguma folga.

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Por falar nisso [AHA! agora faz sentido!], Rick and Morty é espetacular. Tive que me controlar para só ver no máximo 2 episódios por dia. E isso porque só fiquei sabendo que o desenho existia devido a uma abertura dos Simpsons e só lembrei de pesquisar o que era uns meses depois (isso faz uns 2 ou 3 meses). Legal também que comecei a assistir sem pesquisar nada e nem saber o nível de absurdo, FC, referências e até algum drama que a série teria.

E ele é também é uma fonte de boas músicas. Poderia ouvir o "For the Damaged Coda" em loop tranquilamente. [na verdade, ouvi algumas vezes seguidas já sim, inclusive a não-coda, que também toca no link]. E de vez em quando comentário do Youtube serve para alguma coisa... Tu achando "poxa, que legal, gente atual fazendo música de qualidade..." [exagero] e vem o sujeito lá e explica que a música tem 170 ANOS!! :-D
[a tal banda é boa sim, mas essa chupada do Chopin é a melhor deles mesmo]
Outros exemplos [na verdade, essas foram as 3 que me chamaram atenção, e a última eu já conhecia, mas é tudo questão de gosto, vocês podem encontrar outras que prefiram no desenho]: Mazzy Star - Look on Down from the Bridge [o link é para a 2ª melhor cena final do desenho, a primeira é da música acima, mas lá não linkei de propósito, para não entregar a surpresa, nesta aqui não entrega]; e DMX - X Gon Give It To Ya [esta também não entregaria nada, mas a cena com a música é curta].

E é isso, estou me alongando. O desenho tem duas temporadas até agora. Vejam. Vou parar por aqui. Fui! E feliz ano novo para vocês!
[perdi a conta do tempo, porque parei para jantar e ver TV... mas comecei 20:45 e agora são 02:25. "Vou só fazer uma postagem rapidinha..." ele disse. Desgraçado!]

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Transformers 4: A Era da Extinção

Eu nem ia fazer essa postagem. O filme não merece. Mas parece que ultimamente só tenho feito postagens longas e quando eu gosto de algo. Hora de voltar a fazer valer a parte ranzinza do título dessa bagaça.

E porra, que filme merda! [desculpem os termos, mas é a forma mais rápida de resumir toda a situação] Eu tinha esperanças. Achei que iam deixar de lado a parte mais infantilóide e dar um rumo decente. Não ia virar um drama oscarizável, claro, mas não ser vergonha alheia, do tipo que pré-adolescentes, depois de ver, renegariam, para não ficar mal entre os amiguinhos (mas todos teriam visto, claro) que foi esse.

Fiquei feliz só de pensar que os carros caipiras do 2º ou 3º filme estariam mortos nesse. E aí me colocam um robô usando saias! Outro samurai, com mais expressões faciais que os atores humanos! E o robô vilão tinha a cara do Esqueleto (vilão do He-Man)!

Tem horas que eu fico feliz em ver um filme sem história e muitas explosões. Mas precisa ser bem feito. Eu até me diverti com a porradaria do Líder Optimus no 3º filme. Ele puxando uma espada. Ele usando uma escopeta! Mas tudo tem limite... e esse filme não teve. Foi criado por uma criança sem noções de bom cinema. E eu não sabia que o filme tinha TRÊS HORAS!!

Bem, foi melhor que o segundo filme e sei que verei o quinto quando sair. Mas foi muito ruim. É até bom estar postando alguns dias depois de ter visto - no calor do momento eu teria muito mais reclamações, mas agora já estou de bom humor. [mas ficar relembrando o filme não está ajudando] Por falar nisso, cacete!, quer fazer a droga do robô vazar óleo para parecer sangue, OK!!!, mas não me faça a droga do ROBÔ tossir e babar!

Se der na telha depois eu coloco o cartaz na postagem, para manter a tradição. Talvez. Mas esse filme não merece nem uma postagem bem feita.

Um link para o Rapadura pelo menos, que também não gostou, mas sabe explicar que o filme é um fiasco com argumentos e boa educação: Tiro, porrada, bomba e tédio.

domingo, 20 de julho de 2014

Recomendações

Títulos alternativos: "Mid-Season Nerd" ou "I want to lie, shipwrecked and comatose..."

Pois é, o site está meio parado mas, na verdade, tem é um monte de postagens que ficaram no "agora só falta revisar" [a parte divertida é escrever besteira; revisar e formatar nem tanto] [e o bizarro é que em breve surgirão várias postagens ANTES desta]. E não entremos em detalhes, mas foi um mês complicado em que só estava com tempo (e ânimo) de ficar vendo TV [até minhas leituras estão devagar]. Mas...

O que diabos ver na TV entre o fim das temporadas americanas e a volta de Doctor Who? Um nerd precisa se virar!

Tenho que voltar a assistir aos episódios de Capitão Harlock por falar nisso (saiu até filme faz pouco tempo). Mas então, fora Falling Skies (que já era uma merda e agora piorou um pouco - mas eu assisto) [mas não falemos dela, é meu segredo sujo], eu acabei começando a ver duas coisas. [e que virou quatro, porque essa postagem também travou no rascunho]


Gravity Falls! (trailer / abertura)
Subtítulo nacional: Um Verão de Mistérios
Criado por: Alex Hirsch  --  Canal: Disney  --  Ano: 2012 em diante
Episódios: 20 até o momento + 17 curtas de 2 min.

Eu não tenho problema em ver desenho animado e assumir. Eu vejo Phineas & Pherb sempre que noto que é um episódio que eu não vi, o mesmo para Kung-Fu Panda e Os Pingüins de Madagascar, estou esperando a nova temporada de A Lenda de Korra (que parece que voltará um pouco ao estilo da primeira série, com viagens pelo globo - trailer), e não tenho nenhum problema em dizer que assistia Guerreiras Mágicas de Rayearth e Meninas Super-Poderosas quando já não era mais o público alvo disso (se é que fui algum dia). Isso posto... Assisto Gravity Falls. E é muito bom.

A história: dois irmão vão passar as férias com o tio-avô mutreteiro no interior, que tem um lojinha para vender tranqueira para turista. A menina é maluquete, cada episódio veste um casaco diferente e arranja um porco (num episódio muito bom, com viagens no tempo). Já ele usa sempre a mesma roupa, é mais interessado nos mistérios do local, que tenta desvendar com um livro doido que ele encontra no primeiro episódio, e é a fim da ruiva que trabalha para o tio. E o próprio tio, quando ninguém está olhando, é um cara misterioso. Bem, isso vai servir como sinopse.

Algo divertido no desenho é que todos os episódios tem alguma coisa em código para os fãs desvendarem, ou descaradamente (créditos finais) ou em cenas rápidas de páginas do livro (e aí, só pausando a imagem). E tem mais um monte de dicas malucas, referências escondidas e o diabo. A internet está cheia de teorias a respeito (eu na verdade não notei nada, esbarrei nisso por acaso no meio da temporada e perdi algumas boas horas naquele dia lendo a respeito). As teorias vão das completamente malucas (o famoso "esse personagem é o Diabo") até coisas envolvendo o resgate de um irmão perdido em outra dimensão (o pior é que essa faz muito sentido).

Claro, podem ser tudo só detalhes malucos para divertir ou erros de produção. Talvez a placa do carro pareça ser de Stanley (o mítico irmão) e não Stanford (o nome do tio-avô) porque o personagem pode ter mudado de nome durante a produção. Há uma cena em que o porco está vestido de médico numa cena e na cena seguinte a roupa dele sumiu. Seriam dois porcos, um deles sendo um doppelgänger místico do futuro? Mais provável é só que tenham esquecido de desenhar a roupa mesmo. E essa pode ser a explicação para muita coisa. Mas... Eu, de minha parte, quero saber quem é a lhama.

E todos os episódios, por mais isolados que sejam, têm uma história maior por trás a ponto do último da temporada ter terminado num baita gancho. Gravity Falls é o verdadeiro sucessor de Lost.

Volta agora em agosto, junto de Doctor Who.

Agosto será um bom mês.


De algo recente para uma velharia, comecei a ver, meio que por acidente (confundi com Blake's 7) a Red Dwarf! (não achei trailer, fiquem com a musiquinha). É um treco bem... ruim. Mas de repente é o sotaque britânico, não sei, tu assiste a piada tosca mas acha que na verdade ela tem um quê de Monty Python, mesmo que, lá no fundo, saiba que está mais para Chaves (que detesto).

Com: Craig Charles (putz, ele fez uma ponta em Lexx), Chris Barrie (o mordomo da Angelina Jolie em Tomb Raider 1 e 2), Danny John-Jules (fez uma ponta em Blade II), Norman Lovett, Robert Llewellyn e Hattie Hayridge  --  Criada por: Rob Grant e Doug Naylor
Canais: BBC 2 (até 1999) e Dave (2009 em diante).
Episódios até o momento: 61 (10 temporadas, a 11ª estréia em 2015)

Ok, ok... Não é assim, TOTALMENTE ruim. É ótimo para ver com sono e neurônios desligados. E revisando a história da Blake's 7, acho que no final era a Red Dwarf que eu pretendia ver mesmo. Eu sabia que uma das séries (ou a Blake's 7 ou a Red Dwarf) tinha uma premissa de gente que foi congelada por alguns milhões de anos na nave e, durante todo esse tempo, um dos gatos de estimação acabava ficando solto e dando origem a uma nova raça inteligente, que evoluiu no local ao longo deste tempo. Comecei a ver Red Dwarf sem saber direito qual era ela (na minha cabeça, as duas séries eram de comédia).

Mas resumindo a "história" rapidamente: temos dois técnicos da nave, do mais baixo escalão possível, um completamente desleixado, sujo e bagunceiro (Lister, o boa praça da dupla) e outro, todo metido a certinho e puxa-saco, mas igualmente incompetente (Arn, o babaca). Daí que o bagunceiro é punido e resolvem congelá-lo sem salário até chegarem na Terra. No meio tempo há um vazamento radioativo na nave e... todos morrem menos ele. O computador (Holly) resolve então esperar a radiação dissipar antes de acordá-lo. Isso leva 3 milhões de anos. Ao acordar, Lister descobre que as únicas companhias que ele têm são um homem-gato (chamado Cat), o antigo companheiro de quarto, agora revivido em forma de holograma, e o próprio Holly, o computador da nave, que aparece nas telas na forma de um cinquentão. E por algum motivo voltar para a Terra de forma rápida não é uma opção.

Sobre o gato, eu esperava alguém maquiado estilo uma peça de Cats com baixo orçamento. O que me surgiu foi uma versão magra do James Brown, com aqueles paletós coloridos, usando dentes de vampiro! E todos os trejeitos amalucados e exageradamente estereotipados da inspiração. Apavorem-se! Se o seriado fosse atual (ou americano), provavelmente chamariam de racista e seria cortado. Se bem que se o personagem continuar exatamente igual pelos 10 anos da série, talvez encha o saco. Todavia, cada temporada só teve 6 episódios. Se não fossem tão poucos, talvez nem começasse a ver.

E ficamos assim, 4 personagens sozinhos numa nave vivendo situações ridículas com efeitos especiais bem sofríveis.

Eu falei que a série é ruim, mas estou vendo... Porque isso? Estava pensando em como descrever a situação e ao mesmo tempo não parecer que ela é uma droga e eu sou masoquista. Cheguei numa boa solução: ela é hipnoticamente ruim! Bem, as duas primeiras temporadas pelo menos.

Na terceira temporada eles mudaram muita coisa. Começou aquele papo de monstro da semana, um personagem da 2ª temporada voltou como regular, mas com uma personalidade diferente (e meio irritante), e começaram aqueles famosos episódios "estamos sem grana, inventa uma desculpa e vamos filmar na Terra" (vide também toda a última temporada de Lexx). Aí eu comecei a temer que ela ficasse apenas ruim. Mas cheguei já no quarto episódio e ainda está no mesmo nível de diversão suficientemente aceitável. Estou evitando esbarrar com spoilers dos episódios futuros, mas pelo que li, só a oitava temporada é que é universalmente considerada ruim.

E eles arranjaram uma solução criativa (isto é: muito pilantra) para resolver os ganchos e alterações da segunda temporada para a terceira: eles colocaram um texto rolando, estilo Guerra nas Estrelas, em que eles explicam tudo o que aconteceu e como se resolveu depois e pronto!, aí eles podem continuar como se nada tivesse acontecido. E o letreiro passa tão rápido que eu tive que ir parando a imagem para ler. Muito safados.


Mas então... ficam as duas recomendações completamente opostas. Um seriado antigo perfeitamente aturável [principalmente para quem já passou por Lexx]. E um desenho moderno com zuações nerds e (talvez) mistérios mais elaborados que Lost (mas lembrando sempre que nerd é foda... bola teoria com qualquer coisa e vê detalhe onde nem o autor estava pensando nisso...).

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E aproveitando o tempo que essa postagem ficou esperando revisão, mais algumas recomendações:

The Last Ship (trailer) foi uma ruim boa surpresa. Pior que eu só não passei reto pela chamada porque vi que o Eric Bana estava no elenco, só já assistindo o episódio é que notei que eu li errado (era Eric Dane). A surpresa foi boa porque a série passa o tempo sem você se arrepender realmente. Os personagens são caricatos, mas os episódios são bem feitinhos. Dá para levar numa boa. Mas é ruim porque cada episódio são como pequenos filmes do Steven Seagal de 45 min. E não dá para chamar algo que seja descrito assim de "bom". Mas eu não esperava nada demais realmente, posso viver com isso. Tem até o Jayne, de Firefly, no elenco!

A história: navio fica no pólo por 4 meses, incomunicável, praticando exercícios militares. Ao mesmo tempo dão carona para uma cientista (a verdadeira razão deles estarem lá, mas eles não sabiam) que foi estudar uns passarinhos. Quando a missão finalmente termina eles são atacados por russos que querem a pesquisa - e descobrem que a Terra está sendo devastada por um vírus mortal. A cientista sabia disso, a pesquisa dela é justamente pela cura. Agora eles precisam se virar sozinhos, boiando por aí, evitando serem contaminados e fugindo dos russos, até terem uma vacina e salvarem o mundo.

O ruim é que mal cheguei no terceiro episódio (dos 4 ou 5 que existem por enquanto) e já fiquei sabendo que a série foi renovada para mais uma temporada. Ou seja, a cientista super-foda, que tem certeza que faz e acontece e mapeia DNAs em 15 minutos... vai ficar enrolando pelo menos 2 anos para descobrir uma cura. Os canais de TV deviam realmente voltar a pensar em fazer minisséries com início, meio e fim, em 1 ou 2 anos e pronto! Se ficar bom, OK, deixa saudades, mas pelo menos não ficam enrolando, enrolando, enrolando e aí cancelam sem conclusão. Pelo menos as temporadas serão curtas, de +/- 12 episódios. Bom seriado para hora do jantar, mas nada que você precise apresentar para a namorada ou discutir episódios com amigos.

[ATUALIZAÇÃO 25/AGOSTO: ok, minha previsão foi errada. Leve spoiler a seguir: a cura foi encontrada. Agora é esperar pelo 2ª temporada, que deve ser bem mais urbana...]

E no tempo que levou até eu revisar esta postagem, Korra voltou! [na verdade, não conferi a data, mas acho que já tinha voltado e eu que não notara]

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Mudando um pouco de assunto, quadrinhos rapidamente. Agora que as coisa acalmaram eu estou lendo um tal de Enigma (de Peter Milligan e Duncan Fegredo). Esbarrei numa dessas listas de "10 QUADRINHOS QUE MUDARAM O UNIVERSO!" e esse tipo de exagero, e junto do tradicional (Sandman e Y, The Last Man, por ex., apesar de eu ter achado Y só legalzinho), tinha esse lá, único da lista que eu nunca nem ouvira falar. Resolvi conferir. Ainda estou na segunda edição (de 8), mas prendeu a atenção. Outro que eu comecei faz tempo e parei no meio, mas quero voltar nele ainda é o Blue Estate (12 edições). Conheci esbarrando numa imagem de uma dançarina de cabelo chanel e fui pesquisar se aquele desenho era de algo ou algum devianart aleatório. E era a capa de um dos encadernados desta revista. Foi o que me bastou [eu realmente não sou exigente na hora de ficar curioso com algo]. Estava legal até onde parei, fica a recomendação também. E acabei de descobrir que virou até jogo: trailer da história / trailer de ação / resenha (mas aí eu não recomendo nem nada, não joguei).

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E terminando a postagem, procurando um trailer para Gravity Falls acabei perdendo um bom tempo no Youtube, ouvindo versões alternativas do tema de abertura (um dos mais legais dos últimos tempos). Seguem as melhores:

Piano  --  Rock  --  RAP  --  Rock outra vez  --  Dramático  --  Orquestra

domingo, 24 de novembro de 2013

The Day of the Doctor

Meninos, EU VI! [gente velha vai pegar a referência cretina, rs!] E não vou resenhar nem fazer uma postagem [acabou virando uma, porque ficou longo] só dizer que foi uma divertidíssima homenagem para os fãs.

De: Steven Moffat  --  Com: Matt Smith (o Doutor atual), David Tennant (o Doutor anterior), John Hurt (o Doutor retroativo), Jenna Coleman (a acompanhante), Billie Piper (o clipe falante), Joanna Page (a rainha), Jemma Redgrave (a chefe da UNIT) e Ingrid Oliver (a asmática).  --  Ano: 2013  --  Duração: 1h17min  --  País: Inglaterra

Pelos trailers (vide postagem anterior), eu esperava que fossem puxar para um lado mais dramático voltado para o canône, focado na história da Guerra em si - sim, ela é um dos fios condutores - mas o que fizeram foi juntar 2 dos doutores atuais (uma pena o Eccleston não ter aparecido), um terceiro +/- novo, uma ponta de um dos antigos, e uma micro-ponta do próximo [isso é spoiler, mas quem tinha essa preocupação, já viu o filme a essa hora], tudo isso misturado com MUITA piada interna e muita fofura e carinho com, e entre, os personagens (e atores).

A história em si não é muito profunda (*) (principalmente a trama de apoio, envolvendo a rainha e vilões com cara de monstros do Jaspion) [mas eles já tinham aparecido antes na série, então respeitaram a aparência] e foi um baita retcon de muita coisa, mas... Dane-se! Foi excelente, espetacular, e EU ESTAVA LÁ! Foi uma sessão super divertida e emocionante. [mas não a ponto de chorar, como alguns fãs]

(*) mas lembrem-se do que eu falei na outra postagem sobre isso, Doctor Who não é sobre criar enredos complicados e te fazer quebrar a cabeça para acompanhar. Doctor Who é sobre os personagens. O resto é pano de fundo.

Ah, e os fãs. Parte de toda diversão foi a sessão lotada, só com fãs igualmente malucos pela série, que reconheciam e entendiam cada zuação. [e se acabavam com elas] Eu até esperava gente um pouco mais esquisita, algum cosplay, mas até que se comportaram. Tinha um cara com um capa estilo Matrix [hein?], outro sujeito com marcações na pele [estilo os episódios do arco dos Silence] uma garota de chapéu e casaco marrom, ambos com detalhes em verde brilhante [não sei se aquilo era algum personagem das antigas de Doctor Who, dos atuais não pareceu], uma garota com uma TARDIS de papelão na cabeça, e uma adorável ruivinha [o cabelo parecia meio cor de rosa, na verdade] de terno laranja e gravata brilhante. [novamente, não sei se aquilo era cosplay de Doctor Who, ou de *qualquer* coisa]

No final da sessão, quando eu pude vê-la melhor, eu dei uma rápida geral de cima abaixo nela, e que ela rapidamente me viu fazer também, e se você [a maluquinha de cabelo ruivo/rosa] está aqui lendo isso, não se preocupe, não estava pensando mal de você, nem julgando nem nada, estava uma graça. Meu sorriso era de "Que fofo!" e não de "Só dá maluco..." [bem... essa barca já tinha partido de qualquer jeito].

Ah, e se a "fã que perdeu a chave-de-fenda sônica da River que comprou na Inglaterra" estiver por aqui, dá um Oi! e diz se achou, fiquei curioso.

E os miados... Ah, os miados. Muito divertido. Cada fofura, aparição, troca de olhares, piada, drama, etc... Metade das garotas da sala soltavam um mio, que eu não sei como elas fazem. Aquele som feminino, típico de adolescente, de quando o cantor andrógino da moda olha do palco na direção delas e dá uma piscada. Mas a sessão certamente não seria a mesma se não estivesse *lotada* dessa gente. Foi uma boa coisa só ter tido um único dia, nenhum fã ficou com vontade de esperar uma sessão melhor, num dia mais calmo, num outro horário, ou algum descrente resolveu ver só para fazer hora... Não! Todos os doidos tiveram que se reunir de uma vez só.

Resumindo em uma palavra, a sessão (filme e fãs) foi BRILHANTE!

sábado, 2 de novembro de 2013

Doctor Who no cinema!

Só digo uma coisa: The Day of the Doctor no cinema!
E repito em negrito: The Day of the Doctor no cinema!
E aumento: The Day of the Doctor NO CINEMA EM 3D!
[ok, mas ser 3D é só um bônus divertido, não tenho essa tara]
E melhor ainda, na cadeira do centro na fila do meio! [obrigado engarrafamento pré-feriado e site do Ingresso.com com problemas! (que ficou uma merda depois da reformulação) vocês impediram os outros fãs de comprarem antes de mim]

É agora, universo! Eu não devo estar vivo no próximo aniversário de 50 anos [de 100] de Doctor Who, então esta é chance única! Mostre que sua implicância comigo é coincidência: eu não ficarei doente neste dia, nem nenhum parente morrerá, nem nenhuma ex-namorada aparecerá na porta com um bebê, nem as chuvas pararão o Rio: neste dia eu vou ao cinema! [levei 1 minuto para escrever o texto acima e depois, quando fui pegar o link do trailer abaixo, mais duas horas assistindo trailers do especial de aniversário e mais outras coisas que o Youtube ia sugerindo, desde nerdices de fã até uma excelente chamada de episódio que eu não conhecia].





O legal de Doctor Who é que eu não era um fã antigo da série - eu simplesmente nunca a assistira antes do recomeço em 2005. Mas de tanto ouvir falar e ver ao longo dos anos o carinho com que era tratada (e aproveito aqui para encaixar mais uma lembrança ao saudoso TopTV), sempre tive um certo respeito pela dita cuja.

E aí a série recomeçou, com um enredo envolvendo manequins (aqueles, de loja de roupa mesmo) assassinos. E claro, temos os Daleks, que basicamente são uma raça de lixeiras antigas com uma lanterna na testa e dois braços: um é um pá de batedeira e outro um desentupidor de pia - e eles são o principal vilão do seriado. Mas eles fazem isso com tanta seriedade e drama, e com atores tão bons, e ao mesmo tempo com tanto humor deslavado, que Doctor Who É a melhor de todas as séries de tv. Você assiste todas essas coisas bizarras, algumas com enredos bem ruins, mas eles te levam sem você perceber por tudo isso com tanto carisma, dando tanta credibilidade aos personagens, que cada episódio ruim é um ótimo episódio, e cada episódio bom é épico.

A frase citada num dos trailers abaixo (e parcialmente reproduzida a seguir) é de um episódio recente que foi um dos 'não grande coisa', mas a frase é tão impactante, com tanta história subentendida ainda que não fale nada na verdade, e dita com tanta emoção, que soa espetacular (e melhor ainda fora de contexto).

And I watched universes freeze and creations burn, I have seen thing you wouldn't believe, I have lost things you will never understand and I know things; secrets that must never be told, knowledge that must never be spoken, knowledge that will make parasite gods blaze!

OBS: no trailer, a parte sobre "the Could-Have-Been King with his army of Meanwhiles and Never-weres" é de outro episódio.

A cena em que o atual Doutor apresenta-se pela primeira vez para o vilão-da-semana (que era um ridículo globo ocular gigante num disco voador com cara de estrelinha ninja) é dita com muito menos raiva, enquanto o sujeito ainda escolhia qual gravata usar, e no entanto, quando ele simplesmente termina a fala com um "Olá! Eu sou o Doutor!", com a trilha sonora (o seriado tem excelentes trilhas) crescendo junto cada vez mais, ao final você já está torcendo pelo sujeito e achando tudo o máximo, quase fazendo aquela pose de dobrar o braço com punho e gritar YES! [fuck yeah!]

Outro episódio com uma história rala é o com o Vincent Van Gogh, mas ao final dele você precisa ter a alma negra e fria para não estar com os olhos nem um pouco úmidos. Toda a trama envolvendo a Pandorica eu achei meio confusa (até hoje não sei se deram reboot no universo ou não) mas junta todas as falas badass e discursos, e você esquece disso.

Isso é bom frisar: Doctor Who é no espaço [nem sempre, e bem pouco hoje em dia] e com alienígenas, mas é mais sobre os personagens do que qualquer outra coisa. E os extraterrestres, contexto, histórias de planetas e civilizações vão só sendo jogados e você acompanha se for rápido - e você fica com vontade de saber mais daquilo (e provavelmente nunca saberá, como o exército mencionado alguns itálicos atrás). Eu gosto disso, já elogiei isso em Frank Herbert várias vezes: ele só joga coisas ali como se você soubesse do que ele está falando e segue em frente. Ele não explica. Ele tem mais o que fazer, que é contar uma boa história. [mas não se enganem, a mitologia da série é grande e complicada o suficiente para agradar fãs mais maníacos] O episódio com Van Gogh, por exemplo, o monstro foi derrotado e ainda mal era metade do episódio, porque a história na verdade, não era sobre isso. O mesmo vale para o episódio escrito por Neil Gaiman (o próprio), por exemplo, o enredo em si é bem bobo e os vilões parecem de um livro infantil [vindo do Gaiman, é até possível que sejam], mas a principal história sendo contada, da camaradagem entre o Doutor e sua nave, é tocante. [o pior é que não dá para explicar sem estragar a surpresa, e ver esse episódio solto sem já ser um fã também não deve ter o mesmo impacto]

O fato de eu adorar a série e até hoje não ter uma postagem sequer sobre ela é que acho impossível fazer jus à obra. Ainda mais sendo um novato, que perde uma porrada de referências. Então deixa eu parar de falar, repetir que é a minha série preferida [Firefly em segundo lugar], colocar mais dois trailers sobre The Day of the Doctor, e começar a contar os dias.

Trailer de cinema para o especial:



E um fantástico megatrailer (7 min) de fã, juntando alguns trailers da BBC e mais algumas cenas da série:

domingo, 29 de setembro de 2013

Agents of S.H.I.E.L.D

Ok, vi o piloto. É divertido, mas se não fosse no universo Marvel, eu consideraria só mais uma série bem meia-boca. No estilo - ainda que melhor - que coisas como Nikita ou Alias. Provavelmente eu veria, é só quebra galho mas não chega a ser ruim. Colocaria no nível de No Ordinary Family.
O mistério do retorno do Coulson, de quem são os pais do agente, do trabalho anterior da oriental de Stargate Universe, ou da identidade real da hacker... Não me atingiram. Não sei se eu que sou chato [é... não sei... tô sabendo...] ou se a culpa é deles de não conseguirem chamar realmente a minha atenção.

A melhor parte do episódio foi o "Desculpe, estava escuro naquele canto, não pude resistir! Acho que queimou uma lâmpada." (ou algo assim, segue a original: "Sorry, that corner was really dark and I couldn't help myself. I think there's a bulb out.")

Procurando a frase em inglês, bati nessa resenha aqui, de uma tal Flavorwire: Agentes da SHIELD não é o próximo grande show de Joss Whedon - Ainda!. Esse é o jeito - esperar. Nunca fui fã de Buffy, mas ele conseguiu muito crédito comigo com Firefly. E eu consegui ver Serenity no cinema, foi muito legal quando ele apareceu logo de cara, agradecendo os fãs. Eu gosto muito dele. Vamos torcer.

[ATUALIZAÇÃO EM JANEIRO/2014:]
Atenção, é SPOILER para quem não assistiu ao episódio 11 (The Magical Place).

Ok, a série se manteve naquele misto de bobinha com interessante o suficiente para assistir antes de dormir ou jantando. Continua não sendo grande coisa, mas não é ruim. Então vou vendo sem grandes expectativas ou torcida.

Mas eu tive que voltar aqui para fazer uma reclamação... Quer dizer então que, esse tempo todo, o grande mistério, a imensa mentira que a SHIELD contava para o Agente Coulson foi... Ele NÃO foi para o Taiti!! Uau! Que trágico!

Ah, e tem o detalhe de que ele não ficou morto por alguns segundos, foram dias. Grandes coisa! Maravilhas que a medicina faz por você! Antigamente, se você ficasse morto por 2 segundos sequer e o médico falasse que você voltou a vida, você seria apedrejado enquanto queimava vivo! "Isso é coisa do diabo!" e "Ele voltou com ajuda do capeta!" talvez fossem as coisas mais carinhosas que você ouviria ao acordar!

Então, o cara retornou a vida com ajuda da tecnologia médica avançada. [que é exatamente o que eu quero que façam se eu morrer e tiver alguma tecnologia de ressuscitação por perto!] E, durante o processo, por algum tipo de dor, confusão ou seqüela mental temporária!, o Coulson afirmava que queria morrer. Vamos combinar: ele não estava e em condições de fazer declaração alguma.

E aí, isso foi tão chocante psicologicamente para... Sei lá, os plantonistas do dia?, que eles acharam que quando o Coulson acordasse no hospital ele NÃO iria falar "Pô, galera! Obrigadão pelo esforço! Aquilo que eu disse, quando estava com o cérebro aberto e em dor, deixem para lá! Amo todos vocês!". Não... Eles acharam que o cara provavelmente iria querer morrer de novo, e aí hipnotizaram-no para ele achar que tirou férias!

Que monstros! Que gente horrível!

Não convenceu! Li por acaso, por aí e faz tempo, uma teoria que eu tinha gostado. De tanto o cara falar "É um lugar mágico!", a idéia é que ele teria sido trazido à vida por mágica, e seria a forma de introduzirem o Dr. Estranho no universo Marvel televisivo (e cinematográfico). E aí inventariam algum problema dramático para isso não poder ser revelado, de repente eles deram a alma do Coulson em troca, ou ao invés do Dr. Estranho, eles agora estivessem devendo um favor para algum vilão... Qualquer coisa que, dada a opção, o Coulson, em plenas faculdades mentais, diria "Assim não quero!", e não gritando durante uma operação com o cérebro aberto.

O pior é que até achei que o garçom do Taiti daria um ótimo ator para ser o Dr. Estranho, a cara dele ficou parecida. Na hora pensei que a tal teoria fosse estar certa. Não estava.

E agora teremos o trauma mais fajuto da história acompanhando a série: o cara está chateado porque foi ressuscitado pela tecnologia médica e o enganaram dizendo que ele foi pra praia!

Vou colocar na minha carteira, junto com o aviso de que sou doador, que se eu morrer e existir essa possibilidade, EU QUERO ESSE TRAUMA PARA MIM! :-D

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Vikings

Seriado do History Channel [eu nunca ligo para o canal, mas foi tão bizarro quando me toquei era que do History, e não da HBO, que eles merecem ser citados logo de cara]
Duração: 6h45min aprox. (em 9 episódios)
Ano: 2013  --  Trailer  --  Site oficial
De: Michael Hirst (de Os Tudors e Elizabeth: A Era de Ouro)
Com: Travis Fimmel (de nada interessante), Katheryn Winnick (idem) [achei-a mais bonita "sem maquiagem" como está na série que toda produzida], Nathan O'Toole (faz uma ponta no Os Bórgias), Clive Standen (fez uma ponta em Doctor Who), Gustaf Skarsgård (de Arn, o Cavaleiro), George Blagden (fez uma ponta no A Ira de Titãs), Gabriel Byrne [finalmente alguém famoso!] (de Stigmata e Fim dos Dias) [acho legal que esses 2 filmes são do mesmo ano e num ele salva uma garota do diabo, no outro ele é o próprio Cramunhão], Jessalyn Gilsig (de Heroes) e Ivan Kaye (de nada que eu reconheça).

Pois então... Nada para ver... sem novos episódios de South Park ou Doctor Who... [pelo menos agora começou a 2ª temporada d'A Lenda de Korra] Resolvi assistir a essa série de bobeira após uma recomendação no RapaduraCast. Seria algo para assistir na hora do jantar na falta de outra coisa qualquer.

Vi faz muito tempo atrás a Os Tudors mas, por mero acaso, não notei quando a temporada seguinte começou, e acabei nunca voltando nela - que eu estava achando muito boa - e depois disso parece que deu preguiça de ver esses seriados históricos todos, como Os Bórgias ou qualquer outro que não esteja lembrando.

Mas... Jantar vendo novela é que eu não ia. Comecei a ver e gostei, muito legal; a série pareceu mais um grande filme cortado, ou até mesmo uma daquelas antigas minisséries, feitas para durar só 4 ou 5 episódios e pronto. [a Globo passava umas minis assim muito boas a noite quando eu era jovem, três em especial ainda lembro: uma sobre a Florence Nightingale, outra sobre o Anwar Sadat e uma de FC bem vagabunda com um ator das antigas, que eu tentei de todos os jeitos, mas não consegui lembrar o nome. Vou ficar devendo. A série tinha uma nave em forma de donut.]

A história: acompanhamos um nórdico, chamado Ragnar, que não aguenta mais invadir a mesma galera vagabunda à leste deles e arranja um jeito de navegar para oeste, para saquear as desconhecidas terras de uma tal de Inglaterra e outros lugares para aquelas bandas - desobedecendo o líder local. Ele acaba indo, óbvio, e ele e sua turminha se metem em sangrentas confusões numa idade média muito louca. [muitas liberdades dramáticas - mas também, não daria para confiar muito, a série ser feita por um canal chamado HISTÓRIA não é garantia de chongas, já que eles só sabem falar de ETs e fantasmas] [acho que Trato Feito é o programa do History onde mais aprendo História. Isso... é... assustador!]

A propósito, o tal sujeito talvez tenha mesmo existido. Mas mesmo assim o History conseguiu zonear muita coisa. [e mesmo ignorando o cara, dizer que os vikings não sabiam que a Inglaterra existia foi sacanagem] Quem quiser, pode pesquisar o nome dele (Ragnar Lodbrok - ou Lothbrok, como na série), mas recomendo que não o façam. Logo de cara, no Wikipedia, vocês já tomam um baita spoiler do que deve acontecer no futuro da série. Isso caso não zoneiem mais ainda a lenda do sujeito.

Mas voltando a série... Estava tudo indo muito bem... aí... os dois últimos episódios derraparam legal. Eu me senti meio "enganado". Parece que foram 2 episódios inteiros (de um total de só 9) preparando terreno para a segunda temporada. O último na verdade, porque no penúltimo nada aconteceu. O pior é que não precisava disso...

Se de repente a série tivesse parado no 7º episódio, sem nenhum gancho nem nada [na verdade, o inglês jurando vingança na última cena serviria como tal], teria ficado ÓTIMO.

Eu não quis ver De Volta para o Futuro 2 por algum truque barato no final primeiro filme. Ou, para ficar num exemplo recente, não quis ver Além da Escuridão porque o Jornada nas Estrelas 2009 teve algum gancho de 20 minutos [seria a mesma proporção de dois nonos]. Eu quis continuar nas franquias porque elas foram boas o suficiente para eu querer mais dela. E seus realizadores conseguiram a minha confiança, mesmo que temporária, até o próximo filme, para "Se você fizer isso de novo, eu vejo".

Fraco. Foi como achei o final de uma série que me pegou de surpresa e estava gostando muito. E da forma como a 1ª temporada terminou, o começo da 2ª deve dar tanta merda, que era melhor terem cortado o 8º episódio, por exemplo, e terem usado o tempo adicional para terem feito um cliffhanger bem aos estilo Doctor Who, em que você solta um C*RALHO!, achando tudo muito foda ao mesmo tempo rindo e puto que terá que esperar 6 meses para saber como continua.

Mas não vou desmerecer a coitada por causa do final - que tiveram algumas coisas interessantes e outras que eram óbvias desde o primeiro episódio - e verei a segunda temporada feliz ainda. E será "ao vivo" [desde que não dublem] ao invés de na reprise. Mas perderam a mão um pouco ali.

Quem não viu e gosta de vikings [eu nem tanto, mas quando criança gostava mais deles do que de piratas ou ninjas] pode ver, que eu garanto. Mas podia ter terminado muito melhor. Putz... Acabei de lembrar, a última cena do Ragnar no 7º episódio era ele dando tchauzinho naquele jeito escroto e metido dele. Pô, perfeito! [e enquanto a próxima temporada não chega, fiquei com vontade de rever O 13º Guerreiro, ótimos filme e livro] [OBS: por favor, ignorem a música do trailer, ela meramente fazia sucesso na época mas não toca no filme, a trilha do filme é boa]

domingo, 24 de março de 2013

Battlestar Galactica: Blood & Chrome

Passaram-se quase 2 anos desde a postagem sobre Caprica. E hoje, finalmente, assisti a Blood & Chrome. Agora recompilada como telefilme. E... Não é tudo de bom, mas tinha potencial. Se Caprica durou 1 temporada inteira, esta podia também.

Se tivessem desde o começo planejado como uma história isolada, mostrando a primeira missão do Adama, também estaria bem, essa é a sinopse da minissérie. E depois do que vimos, não sei bem o que eles tinham em mente para a frente, já que o filme termina com o Adama, o Husker, finalmente ganhando o seu Viper (o avião de caça espacial do seriado). Só que o episódio inteiro foi focado na relação dele com o seu copiloto, num Raptor (um tipo de nave-transporte com o mínimo de armas, mas também usado para bombardeios).

Mas se ele termina o episódio trocando de turminha... Saindo da banda e indo para o time de futebol... Dali para frente a dinâmica seria outra. Talvez com o copiloto só servindo de mentor eventualmente. Mas bem pouco, porque, na teoria, o cara deixaria as forças armadas dali a poucas semanas. Ou seja, depois de nos mostrarem algo... Eles partiriam para algo, talvez, completamente diferente.
A série provavelmente iria para o lado Top Gun da coisa, bem mais militar que a horripilância que foi Caprica, e sem o lado místico/político da BSG.

Talvez se tornasse uma nova Space: Above & Beyond.

Mas então, o que temos: é uma versão Galactica do primeiro [o primeiro de verdade, o IV] Guerra nas Estrelas. Com a diferença que ao invés de salvar a mocinha do covil do vilão, eles têm que levá-la até lá. Temos um cadete novato, o Adama (o Luke da vez), levando uma mulher mandona que já estava participando da guerra faz tempo (a nossa Leia), e ambos sendo, a contra-gosto, ajudados por um veterano cínico, o co-piloto (assumindo o papel de Han Solo), numa nave que Adama acha uma banheira velha.

Belas batalhas espaciais, um monstro numa caverna de um planeta gelado (opa! O Impéria Contra-Ataca), efeitos ruins em algumas partes, algumas reviravoltas, novas naves, algumas antigas do seriado clássico.
E a Cylon-rascunho, de uma das imagens conceitos originais aparece. Mas não gostei muito do rosto dela, ficou boneca demais. E temos alguns cylons-robôs novos, mas também não gostei muito deles não.

Destaque para a nave base-cylon, em que tentaram um criativo meio-termo entre a clássica e a do seriado de 2003. [Putz, já tem 10 anos!! Putz duplos e triplos!]

Mas é isso. Caprica foram 18 horas de sofrimento. Blood & Chrome tem lá seus momentos ruins, mas foram 2 horas de diversão bem aproveitada. Não é nota 10. Mas para isso, teria que ir para um universo paralelo onde a nBSG não tivesse envolvido seres do além nem tornado metade dos personagens em cylons (sendo 2 deles novos na trama, ficou com muita cara de remendo). Se a nBSG foi nota 8,5 ou 9, e Caprica nota 2, B&C é um 6,5 bem justo, quase 7.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Shatnerquake

Autor e blog oficial: Jeff Burk
Artista da capa: Samuel Deats
Com personagens de: Jornada nas Estrelas, T.J. Hooker, Boston Legal, Além da Imaginação e comercias de TV.
Editora: Eraserhead Press
ISBN: 978-1-933929-82-8  --  Ano: 2009  --  Páginas: 84
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Já reparei que geralmente começo meus textos com alguma opinião fora de contexto sobre o livro ou filme, e só depois digo qual a história do dito cujo [mas bem, geralmente quem está lendo a postagem já a sabe].

Pois bem, vamos fazer algo mais tradicional agora, porque a história do livro em si já deve causar espanto suficiente:

O livro começa com William Shatner chegando na primeira Shatner-Con, com pensamentos de desdém quanto aos fãs, tanto enquanto chega na sua limusine como quando começa a sessão de autógrafos, cercado de fãs esquisitos - inclusive um, que será importante depois, que fez cirurgia plástica para ter o rosto e voz do ator.

Até aí, tudo muito mundo-real. Uma convenção inteira em homenagem ao Shatner e fãs malucos são coisas bem possíveis. [os fãs malucos já existem]

Até que temos um atentado. E somos apresentado à primeira loucura do livro [e começam as muitas mortes]: atrás das telas de cinema da convenção encontram uma "Bomba de Ficção", colocada lá por um campbelliano (fãs de Bruce Campbell, que consideram Shatner o falso profeta).
Como ela não funciona como deveria, não vou explicá-la. O que importa é o resultado. Ela explode e os personagens de William Shatner dão uma de Rosa Púrpura do Cairo (ou Último Grande Herói, se você for uns 15 anos mais novo): eles começam a sair das telas.

Aí você imaginaria: ok, legal, um mundo com um Capitão Kirk, um T.J. Hooker e o advogado chefão do Boston Legal não é um mundo tão ruim. E cada um vai para um lado, com todos os seus trejeitos e particularidades 

Mas enquanto alguns ficam apenas cantando para platéia, ou ficam perdidos falando esperanto [não sabia disso... o Shatner fez um filme de terror (Incubus) todo falado nesse idioma], outros saem meio errados da cabeça, sabendo que não deveriam estar ali e com uma raiva indefinida direcionadas ao Shatner verdadeiro.
Que por sua vez, tenta escapar de toda a confusão que se instaura no centro de convenções (que inclui uma mulher ser pisoteada até a morte por fãs obesos, o Capitão Kirk matar um fã fantasiado de klingon, e o Shatner real praticamente matar uma das versões dele mesmo, que tenta capturá-lo).

E pronto, acabei de descrever tudo que acontece até a páginas 41 de um livro de 83 páginas. Um pouco menos da metade, porque a história mesmo começa na página 11. [o legal é que essa postagem, mais as revisões de digitação e alterações do texto que eu sempre faço, formatação, figuras, links, e etc, no final terão tomado muito mais tempo do que ler o livro] O livro está mais para um conto do que uma novela. Recomendo que leiam em forma digital mesmo, aproveitando que temos Amazon por aqui agora (mas podia ser mais barato, no dia desta postagem está por R$ 10,32), mas até o momento, está bem divertido.

É, não terminei ainda, li até pouco depois do que descrevi apenas. Mas como é fino e só humor negro e correria, é de leitura rápida. Comecei a ler pouco antes do almoço e como teria que parar no meio mesmo [compromisso familiar... acontece] resolvi registrar minhas impressões iniciais antes de sair. Mais 1 hora na volta, e termino.

Achei esse livro via sugestão da Amazon. Queria lembrar a razão dessa sugestão. Muito bom. Como ele é considerado "bizarro fiction", eu devia estar pesquisando livros como o Satan's Glory Hole. Acho que foi isso até... Lembro que uma vez fui parar no site da editora Eraserhead Press, vi nomes como Unicorn Battle Squad, Barbarian Beast Bitches of the Badlands ou The Ass Goblins of Auschwitz [e tantos outros bizarros, que tive que me controlar agora para só citar 3. Clique aqui e se divirta]. Aí... fui na Amazon para ver a opinião das pessoas sobre essas maluquices... E voilá! A Amazon até hoje fica me sugerindo esses livros e outros parecidos (ela insiste em recomendar o Rico Slade Will Fucking Kill You, que vou acabar comprando). E assim surgiu a recomendação do Shatnerquake, que eu não vira no site da editora diretamente.

Não que eu esteja reclamando! As recomendações estranhas da Amazon e as loucas do Youtube já me deram muitas boas horas de diversão.

Acho que esse é um desses livros atuais, impressos sob demanda apenas, com editoras que surgiram só no mercado digital e, depois disso, como tinha gente que ainda prefere ler (ou pelo menos ter também) em papel, começaram lançar versões impressas. Tenho muitos outros livros assim, como o The Old Man and the Wasteland (muito bom). Excelente para os escritores não depender mais de editoras que só querem publicar coisas que acham que vão vender milhões e depois ainda render um filme.

Voltando ao livro em si, a premissa é tão insana, que faço questão de colocar a descrição oficial também:

It's Shatner VS Shatners!

William Shatner? William Shatner. WILLIAM SHATNER!!! It's the first ShatnerCon with William Shatner as the guest of honor! But after a failed terrorist attack by Campbellians, a crazy terrorist cult that worships Bruce Campbell, all of the characters ever played by William Shatner are suddenly sucked into our world. Their mission: hunt down and destroy the real William Shatner.

Featuring: Captain Kirk, TJ Hooker, Denny Crane, Rescue 911 Shatner, Singer Shatner, Shakespearean Shatner, Twilight Zone Shatner, Cartoon Kirk, Esperanto Shatner, Priceline Shatner, SNL Shatner, and - of course - William Shatner!

No costumed con-goer will be spared in their wave of destruction, no redshirt will make it out alive, and not even the Klingons will be able to stand up to a deranged Captain Kirk with a lightsaber. But these Shatner-clones are about to learn a hard lesson...that the real William Shatner doesn't take crap from anybody. Not even himself.

It's Shatnertastic!

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E pronto, cá estou de volta, missão familiar cumprida, final da tarde, e livro lido!
A correria e o humor continuam um pouco na segunda metade do livro, mas com quase todas as piadas já apresentadas, o que sobra é só a perseguição principal entre o Shatner real, Kirk com sabre de luz (se você não tinha visto ainda, clique na capa, no alto, para ampliar) e o fã freak com a cara do Shatner. A história cai um pouco sim (ou bastante até), mas como é um livro superfino, você sabe que já vai acabar. Não que tenha sido ruim, continua bom se você entrar no esquema maluco, mas já não é a mesma coisa. A dica é ler de uma vez só. Da forma como eu fiz acidentalmente, em metades, deu o azar de ter me divertido para cacete primeiro, e ter parado exatamente na parte em que a história começou a não ter muito mais o que fazer. Lendo num só susto pode ser que você não perceba.

E o final achei fraco. Meio Além da Imaginação demais [na verdade, a comparação ideal seria outra, mas seria tão perfeita, que arriscava entregar o final do livro] e isso na sequência de uma outra sequência completamente ilógica, quando os vilões finalmente são "vencidos" (leia, e você entenderá as aspas). Mas, como eu disse, o estilo do livro é chamado "ficção bizarra". Algo eles fizeram para merecer o nome.

Esperava um final mais normal, até mesmo feliz, com o Shatner resolvendo tudo (ou seja, se salvando e dane-se os fãs mortos) e soltando a clássica tirada "Eu sou William Shatner, posso fazer qualquer coisa."  [a fala no filme não é bem essa, e acho que o filme saiu depois do livro, mas isso é só um exemplo].

É como está em algumas resenhas: "o conceito é excelente, a execução nem tanto". Mas, concordo também com o que li em outro blog e dane-se a execução: "a sinopse é boa demais para não comprar o livro na mesma hora". Foi meu caso.

E apesar do final, foram 2 horas bem aproveitadas. [é chute, acho que foi menos].

Tem uma resenha curta e muita boa aqui: DeFlip Side, onde o tal Christopher DeFilippis diz que o livro falha miseravelmente em quase todos os aspectos, mas que você deve comprá-lo mesmo assim. Eu concordo plenamente. Eu poderia ter escrito os dois primeiros parágrafos da resenha dele sem mudar uma letra.

E sem muita relação, mas interessante, encontrei um video do Shatner onde ele brinca com o fato dele não ser o Kirk. "E nem... falar... desse jeito!" como ele é sacaneado no livro e por quase todos os fãs de Jornada: William Shatner - I Am Canadian

E falando de William Shatner, convenção e mortes... Acho que é uma boa deixa para eu finalmente ler o Night of the Living Trekkies. [estamos em janeiro e digo que penso em ler esse livro em breve... hummm... aguardem então a resenha para NOVEMBRO!]

domingo, 16 de setembro de 2012

Danger 5

Eu fui no XKCD ler tirinhas, uma linkava um vídeo sobre uma ave de rapina, passei para um vídeo de um gato encarando uma coruja, depois de um gato encarando uma águia, e... graças à magia das recomendações loucas do Youtube... DANGER 5!



O bizarro é que não é um trailer de zoação. Isso existe! (Wikipedia). É uma minissérie australiana, que passou de novembro de 2011 até abril de 2012. Os primeiros episódios podem ser vistos no próprio site oficial, os demais estão dando erro, mas podem ser todos achados no Youtube (por enquanto pelo menos).

Não assisti ainda, não sei se presta ou se é uma bomba (como parece ser o Italian Spiderman, outra minissérie da mesma equipe). Se alguém aí assistir antes de mim, comente. Mas eu *tinha* que difundir essa coisa.

PS: testei agora e joguei "Danger 5" Brasil no Google [e não, eu não estava procurando para baixar com legenda] [mesmo porque, eu sei onde achar quando preciso], e não é que achei a série sendo comentada em um site do Terra (#Pipoca Moderna) e num da Veja (Nova Temporada)! Aha! Não estou sozinho em minhas recomendações estranhas.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Oito Infinito / O Desaparecimento de Haruhi

Keep Calm and wait, Endless Eight is not endless
Eu acabei vendo a 2ª temporada d'A Melancolia de Haruhi Suzumiya em pouco tempo. Fiquei curioso.
E putz... Cacete! Hahahahah. Malditos. Eu pelo menos estava preparado. Eu já tinha visto a lista de episódios e antes disso já sabia que havia algum tipo de trauma coletivo sobre eles. Bem... Eu sabia da repetição. E depois da 5ª vez fui checar se a próxima seria a última... Fiquei rindo sozinho...
Para quem sabe do que eu estou falando, os vídeos abaixo devem ser conhecidos. Para quem não sabe, talvez fiquem incompreensíveis. Mas vou colocá-los logo mesmo assim.  Resto da resenha depois. [e sim, o meme ao lado é velho, mas depois dessa, não pude resistir.]

Endless Eight Finally Gets to Hitler
Endless Eight pisses Hitler off
[sim, os vídeos são aquelas relegendagens do filme A Queda]

Bem, eu pelo menos não precisei esperar 3 anos, na antecipação, para então assistir à essa pegadinha. Eu e meu senso de humor anômalo até conseguiram se divertir com a desgraça que foi feita... Mas PQP! Isso é trauma para uma vida. Eu não me alimento muito bem, então acho que dá para morrer em uns 40 anos... Aí eu esqueço. hahahahaha C*lho! O pior é que ainda estou me divertindo com "aquilo". :-D

Tem uma boa frase, roubada aqui desta review:
(...) it was a very unique approach to dealing with a time-loop storyline. What better way to show how drastic the situation really is than stick the audience in a similar situation, making them go through what the characters are going through?
Quem quiser entender logo de cara o trauma, spoilers nesta postagem.

Antes de continuar, algo sem relação com coisa alguma, mas ficou legal. Cenas do anime parodiando o trailer de Matrix:



Muito bem, voltando...
Duração: novamente, 14 episódios, uns 25 minutos cada um.
Da: Kyoto Animation  --  Ano: 2009  --  País: Japão
De: Nagaru Tanigawa (escr.) e Tatsuya Ishihara (dir.)

A temporada tem 3 partes: o 1º episódio; os oito martirizantes Endless; e cinco episódios que mostram a gravação do filme que eles fizeram (o episódio "00", da 1ª temporada). Estes últimos têm ótimos momentos. O gato (sim!) discutindo fenomenologia (talvez?) com os personagens é impagável.

Eu ia recomendar ver os episódios desta temporada no meio das da 1ª, na ordem cronológica, como passou no Japão. É que não existiu uma 2ª temporada na verdade... O que eles fizeram foi reprisar a série, desta vez na ordem cronológica, e inserir novos episódios entre os antigos. Mas aí aconteceu algo legal. Na 1ª temporada eu falei que o final do 6º episódio, que originalmente passou em último, daria um melhor final para a série, mas que era melhor não ver assim, para poder entender. Pois bem, o último desta temporada, que cronologicamente aconteceu depois (se é que não me enganaram), meio que reprisa a cena e vemos o que acontece logo em seguida. Então você "volta" ao que seria o melhor final, e o conclui. Ficou bom. Assistam então a 1ª temporada na ordem que eu sugeri, e depois assista os novos à parte.

Se bem que ainda não é a última vez que vou resenhar a Haruhi. Agora falta ver o filme, que me deixou curioso por mostrar a "et-andróide" (não é andróide, mas explicar direito ia ficar muito longo) agindo como humana. Clique no link abaixo para ver cenas do filme com a música tema (e o comportamento estranho da sujeita).

O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya
Música: "Yasashii Boukyaku", por Minori Chihara

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WASURENAIDE!

Demorei tanto para desrascunhar esta postagem, que acabei vendo o filme também. Ok, mesmo conhecendo o desenho faz poucos meses, tornei-me grande fã dele, então a opinião seguinte é de fã, não necessariamente isenta nem imparcial:

O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya foi FODA!

Muito bom mesmo. Tem seus momentos monólogos, mas ele faz menção à vários episódio passados, rouba algumas idéias aqui e ali, mostra a Nagato completamente fofa agindo como humana, termina com uma música excelente nos créditos (uma versão mais trista do trailer acima, à capella. Clique aqui), e uma cena pós-créditos extramente bem pensada. [obs: não, ela muito provavelmente não fez o que todo mundo acha que ela fez nesta cena, mas parece que fez, e isso que importa, até mesmo ser vago faz parte da beleza da cena.]

Nome original: 涼宮ハルヒの消失 (Suzumiya Haruhi no Shoshitsu)
Nome em inglês: The Disappearance of Haruhi Suzumiya [é bom dar o nome em inglês porque se você quiser comprar por aqui... Não tem. Não entendo porque o mercado de desenhos e séries japonesas no Brasil é tão baixo. Eu cresci vendo desenho japonês e Espectreman, minha mãe via National Kid e Fantomas, amigos mais novos cresceram vendo Jaspion, Pokemon e outros desenhos que nem conheço, de brinde até temos a maior colônia japonesa do planeta... Nós deveríamos ser o maior mercado disto tudo no mundo!! Mas na prática...]
Duração:
2h44min  --  Ano: 2010  --  País: Japão

É pena que até agora não há noticias de uma 3ª temporada ou novo filme. O Desaparecimento compensa completamente pelo Endless Eigth. Então quando eles querem, eles conseguem fazer algo não só bom, mas espetacular. O jeito será ver se traduziram os livros e mangás para inglês ou português... Ou aprender japonês.

Rapidamente resumindo a história: dia normal na escola, final de ano, e a Haruhi está bolando com os companheiros (ou seja, disparando ordens e definindo tudo sem margem para discussão) como será a festa de Natal do clube. Dia seguinte e... algo de muito errado aconteceu com o mundo. A Haruhi desapareceu. Não só sumiu, mas ninguém nem sabe quem ela é, nunca ouviram falar, e os antigos integrantes do clube - que não existe - não reconhecem o Kyon. E não só isso, como eles também são pessoas normais. Ninguém ali é viajante no tempo, paranormal ou andróides alienígenas (notem o plural - só para deixar o nosso herói ainda mais preocupado). E cabe ao nosso mocinho não só resolver o mistério, como também aceitar de uma vez por todas algo que ele veio a série toda reclamando.

O grande trunfo (e destaque) do desenho é justamente a nossa adorável andróide Nagato. Como todos os personagens tiveram que virar pessoas normais, a única realmente alterada é ela, já que todos os demais já eram humanos para começo de conversa. E como seria a "conversão" de um robô sem emoções, que passa o tempo todo lendo num prédio afastado e morando sem companhia: uma garota tímida e solitária que não sabe lidar muito bem com outros e, ha!, com meninos!

De novo: muito bom!
Se você for fã, pelo menos. Não sei se teria o mesmo impacto como um filme isolado.
O que é um bom gancho para recomendar novamente: veja a série toda!

E uma resenha alternativa, com mais elogios:
Anikenkai: "...incrível e altamente recomendado para todos os fãs de animação..."
(mas de novo, ressalva de que será melhor se você assistiu antes a série - e se você não quiser encarar os oito infinitos, assiste só o 1º, o 2º e o último deles de repente)

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E novamente, desrascunhar tudo acima demorou tanto (hoje é 7/dez/2013) [essa vida agitada de blogueiro ainda acaba comigo. rs!], que acabei lendo os 4 primeiros livros [com um bom intervalo entre eles] dos que deram origem a série. Li esta semana justamente o livro do Desaparecimento. [e por isso que lembrei de terminar essa postagem, que estava 90% pronta faz quase 1 ano e meio]. Devo dizer que foi uma surpresa. Todo o humor está lá intocado e foram grandes diversões mesmo sem imagens ajudando (há uma ou outra apenas). Ter visto o anime antes facilita, já que você lembra das cenas e expressões, mas foi uma leitura extremamente agradável e divertida.

Podia ter lido em inglês, mas li pela tradução nacional de fãs (mas eu tenho todos os livros da Little, Brown Books também). Não dou o link porque, tecnicamente, não podiam existir. rs!, mas vai no Google que você encontra. Agradecimentos ao sujeito com nome que é trocadilho de remédio e jardim e toda sua equipe.

Sobre os livros, o primeiro segue a história principal da 1ª temporada, os episódios chamados "A Melancolia de Haruri Suzumiya" (que é o nome do livro).
O 2º livro (Os Suspiros de Haruri Suzumiya) são os últimos 5 episódios desta 2ª temporada (os da gravação do filme).
OBS: lembrando, os livros vieram ANTES do anime - eles não são uma novelização do desenho, o desenho é que é a animação deles.
O restante das duas temporadas (episódios soltos e O Oito Infinito) são os livros 3 e 5 - respectivamente: O Tédio e A Fúria (todos, sempre, de Haruri Suzumiya).
O 4º livro é O Desaparecimento.
Voltando para o 5º livro, nele começam as histórias que NÃO viraram desenho. [ainda, pelo menos, temos que manter as esperanças] Há um conto no 5º que não virou episódio da série e no 6º livro (A Hesitação) apenas um deles virou.
E daí em diante nada virou desenho e cada livro é uma história completa, e não contos como alguns dos anteriores. A última das histórias (até o momento) foi lançada originalmente em 2 livros até, de tão longa. São eles: As Intrigas (7º livro), A Indignação (8º) Os Distúrbios (9º) e A Surpresa (10º e 11º).
OBS: em inglês o 10º e o 11º foram publicados em 1 livro apenas.
E há dois contos soltos: Rainy Day e Random Numbers.

Sobre um eventual 12º livro, nada certo ainda, mas em entrevistas o autor dá a entender que existirá - e sem planos de parar.

No próximo eu já começo a ler material "inédito", mas será só um conto, volto aqui só quando chegar no 6º. Falaremos de Haruhi novamente lá para 2015 então. :-)

domingo, 3 de junho de 2012

Mirabile Futurum

Pessoal fica divulgando clipe de música do Neymar fantasiado... Tentemos subir o nível um pouco. Ou pelo menos variar radicalmente. Hoje estou musical. Três clips para vocês.
E já peço desculpas se travar o navegador de alguém, postagens com muitos vídeos incorporados fazem isso às vezes.

Este post chamaria-se Músicas Infantis Russas, mas não são bem isso, e Músicas de Filmes Infantis Russos dos Anos 80 ficaria muito longo. E ninguém ia clicar.
Mirabile Futurum chama muito mais a atenção! O título fará sentido mais abaixo. [e eu já tenho uma postagem com título em latim, e outra em rascunho, de repente começa uma tradição]

Pois bem... Enquanto, nos anos 80, nós tínhamos aqui "Nós gatos, já nascemos pobres...", depois disso os filmes da Xuxa, Mara e Angélica [que queda de nível...], e hoje em dia... sei lá, acho que nem existem mais, a infância musical russa parece ter sido bem mais interessante. Esbarrei nos vídeos abaixo nos últimos 2 meses. Deus abençoe o YouTube. [eu sou um péssimo futurista: achei que o Google e sites Wiki não vingariam... mas o YouTube... eu sabia que ia dar merda.]

1) Мама - первое слово (Mama, pervaiê islôva / Mamãe, a primeira palavra)
    Filme: Мама / Rock 'n Roll Wolf (1976)

Histórico: estava eu procurando o clip do A-Moe - Mom Is Home (banda que também conheci por acidente, pesquisando sobre Bubblegum Dance), quando, no meio das recomendações, surge algo parecido com um cosplay de pobre do Kiss... E voilà, mais uma filme para minha lista pendências! Ainda estou tentando descobrir se existe alguma versão em DVD do filme com legendas (enquanto isso, dá para assisti-lo inteiro no Youtube, com ou sem legendas, e acho que em inglês também).

Sem mais delongas...


Se preferir, a mesma música em inglês, em outra cena do filme. E aqui a letra.
Tanto em inglês como em russo, cantado por Ludmila Gurchenko. Interessante isso sobre o filme até, ele foi gravado em 3 línguas. Eles faziam a cena em uma, depois regravavam a mesma cena em outro idioma, e depois de novo.
Há coisas que só a União Soviética fazia por você!
E se você realmente ficou interessado: versão em desenho animado (não-musical), de 1957, da história infantil original. [esse nem eu assisti ainda]

2) Жил да был брадобрей (Era uma vez um barbeiro).
    Filme: Мэри Поппинс, до свидания / Mary Poppins, Goodbye (1983)

Essa é a mais fraquinha do trio. Acho que a conheci pelas recomendações na lateral do link acima. E não, não é uma versão soviética do filme da Disney - "Camarada, não podemos mostrar um filme capitalista para nossas crianças. Façamos o nosso!", bem... de repente até aconteceu isso mesmo, mas o filme na verdade é baseado nos livros infantis, não no filme americano, e até onde eu li, apesar do filme se passar na Inglaterra, em momento algum tentam demonizar ocidentais nem nada. Ponto para os soviéticos.



A Maria é a atriz Natalia Andreichenko, mas a voz é da Tatiana Voronina.
Ou seja, tenho nada de interessante para falar do filme. Musiquinha legal e só.

3) Прекрасное далёко (Pricrasnaiê dalhôca / A beleza distante*)
    Mini-série: Гостья из будущего / Guest from the Future (1985)



* Na verdade, não consegui pensar numa boa tradução... Não é bem a beleza que está distante, é o distante que é belo. Em inglês costumam usar Futuro Glorioso porque a letra fala justamente das maravilhas por vir, tanto no futuro em si (o seriado envolve viagem no tempo) como na vida dos personagens... É subtexto demais para tentar enfiar em 2 só palavras!

Nesse outro link é a mesma música, mas com cenas mais variadas do filme, ao invés de focar só na menina. Dá para ver um pouco mais da história também. [aqui a música também está um pouco mais longa]
Gostya Iz Budushego - Prekrasnoe Daleko
Mas o vídeo incorporado mais acima me deu mais curiosidade de assistir do que o vídeo "detalhado". Eu podia ter ficado sem ver o robô digno de um filme dos Trapalhões.

E agora a música não é de filme, é uma mini-série em 5 partes (na verdade, o da Mary Poppins acima também foi, mas só 2 episódios).

E algo que eu achei legal, nada a ver com nada, é que a garota (Natália Guseva) não ficou feia depois de velha... Isso costuma acontecer toda vez que eu vejo um filme antigo com criança e depois checo o que aconteceu com a pessoa. [sejamos sinceros, com a menina! que eu não fico vendo se homem ficou bonito com a idade]
Neste site dá para ver a evolução dela desde miúda (bem miúda e vestida de pokémon) até a terceira idade. E ela esteve muito bem em todas as fases. Uma versão menos fatal da Michelle Pfeiffer (foto 1 e foto 2). Muito bom. Na verdade, acabei de descobrir que ela ainda não está na terceira idade, acabou de fazer 40. Bem... Então ela envelheceu um pouco mais rápido do que deveria (aqui ela com 33 e aqui com 36), mas ainda assim, está muito bem - vou considerar que nas fotos onde ela parece ter 50 ou 60 a culpa é do fotógrafo e pronto. Tem mais fotos aqui (algumas no trabalho dela até, biotecnologia envolvendo coisas complicadas com química e vacinas).

Mas voltemos às músicas... Finalmente explico o nome da postagem! É que a música fez tanto sucesso lá na época, que acabaram fazendo versão até em latim! Nesse link abaixo tem a letra em latim e botão para ouvi-la cantada (está no meio da página).
Marco Binetti - Russian songs translations into Latin

Quem quiser ouvir outra versão em latim, um pouco mais estranha (mas bem cantada ainda assim), segue ela ao vivo por um coro vestido de alunos de Hogwarts (Harry Potter). [pô, mataram logo a ruiva!]


E quem quiser baixar a mp3 ou algum dos vídeos, recomendo, antes de qualquer coisa, usar o Firefox. Depois disso, um dos 2 add-ins abaixo:

Esse é mais fácil de usar: Download YouTube Videos as MP4 and FLV
E esse para as horas que o acima não se aplica (como baixar a mp3 do Mirabile Futurum ou vídeos fora do Youtube): Video DownloadHelper.
Se preferir, pode ficar só com este, mas para vídeos no Youtube o primeiro é tão ridículo de usar, que eu sempre o uso.

E terminando, Desafio Musical: nesta postagem há mais de 10 musicas linkadas.
Ouviram todas?