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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Anáguas vs Evil Dead and Morty

Duas [viraram 4] recomendações rápidas [que estou tentando* ressuscitar o blog e não posso (ainda) me dar ao luxo de perder 3 horas (ou mais) fazendo uma só postagem].
[* = fiz 4 postagens essa semana, mas 2 estão em rascunho ainda... isso que mata]


Título: Anáguas a Bordo (Operation Petticoat)
Duração:
2h04min  --  Ano: 1959  --   Em cores.
[sem link pra trailer, que trailer americano antigo é quase tão ruim quanto trailer brasileiro.]
De: Blake Edwards (de Um Convidado Bem Trapalhão, os filmes da Pantera Cor-de-Rosa e vários outros clássicos)
Com: Cary Grant, Tony Curtis, Joan O'Brien, Dina Merrill e Arthur O'Connell.

De bobeira no sofá pela manhã, sento para ler o jornal e ligo a TV para fazer trilha sonora - e de repente teria algo interessante passando [reprise de algum Trato Feito que eu não tivesse visto?] e eu leria o jornal durante os comerciais. Esbarro numa cena de filme velho, piadinha boba mas boa... sorrisinho nos lábios. Seguro o olhar mais um pouco, outra piadinha boba. E o sorrisinho besta continua. E parecia ser num submarino... e eu costumo gostar [e digo isso como margem de erro, porque não estou lembrando de nenhum que não tenha gostado] de filmes de submarino. Olho que horas começou o filme... menos de 10 minutos antes... resolvo segurar a atenção mais um pouco.

E puta que pariu! Gostei. E depois de ter visto o filme, fui pesquisar, e não é uma opinião desbocada exclusivamente minha. O filme fez tanto sucesso de público e crítica, que virou até série de TV - mas com menos sucesso neste caso, mesmo tendo no elenco o Gomez Addams, agora em cores.

A história: submarino precisando de consertos acaba tendo que levar, a tiracolo, um oficial almofadinha e trambiqueiro. Este por sua vez, na próxima parada, promete para 5 enfermeiras militares que o submarino as daria carona também. Dada a situação delas (únicas ocidentais na ilha), o capitão reclama, mas aceita. E daí em diante vemos a viagem do submarino problemático, com o capitão sério, o oficial engomadinho e uma tripulação de homens com 5 mulheres num espaço apertado.

E esta provavelmente é a descrição mais sem graça que já fiz de um filme. [mas não quero pensar muito nisso, para não perder muito tempo e não postar] Mas é uma comédia, podem acreditar. Tem até um porco a bordo uma hora. [não que eu tenha alguma predileção por piadas envolvendo porcos...] [por falar nisso, no dia seguinte estava passando os dois Babe - O Porquinho na TV também... filmes absurdamente bons! Coloquem suas crianças para ver!]

O Anáguas não é um filme maravilhoso, claro, mas não é como as merdas de comédias atuais, que tentam te fazer gargalhar com uma piada que fracassa absurdamente, e aí ficam sem assunto até a piada miserável seguinte. [mas existem comédias boas atualmente, claro, e ruins em todas as épocas também] Foram duas horas extremamente agradáveis, em que eu não queria perder nenhuma cena.

Nada no filme foi bombástico, divertidaço, nem nada estrondoso... Mas foram duas horas com um sorrisinho bobo na cara, despreocupado com o mundo, vendo um filme sem encheções de lingüiça. Só um monte de piadinhas bem comportadas (ok, um bem leve machismo em algumas, mas o filme é velho e os personagens estão em plena 2ª Guerra Mundial e numa força armada) sem parar por toda a duração. E, para melhorar, muita coisa ali foi baseada em fatos reais. Como o submarino ser pintado na cor que foi numa dada cena. Ou a cena em que o torpedo erra o alvo. Se bem que esta, no mundo real, o torpedo não subiu a areia. Mas um pouco de absurdo não afeta, é uma comédia. (quem quiser só ver esta cena para entender, está na abertura do seriado). E fica aqui a primeira recomendação, com um texto que ficou muito mais longo do que estava planejado. [putz, 40 minutos gastos até aqui - ok, com parada para salvar o cartaz, ver trailer no Youtube e etc, mas a idéia era levar tudo isso na postagem inteira... E enquanto digito isso, ainda nem coloquei os dados do filme (atores, ano, etc), então considera aí que só daqui para cima foi-se 1 hora de postagem...]

Por falar em cartaz... Tenho que comentar... Isso acima é a frente do DVD e cacetes voadores!!!, quem foi o estagiário de merda que fez aquela nuvem da direita? E quem foi o chefe duplamente fecal que aprovou?? Caso não tenha entendido, olhe melhor... A imagem está pequena mas o absurdo é gigante. Se continuou sem entender, olhe esta imagem aqui. O sujeito até conseguiu disfarçar bem recriando o topo do quepe do cara mais novo. Notei que era montagem só depois de ter visto e capa do DVD americano e visto que lá a imagem era cortada, aí voltei e prestei atenção - e a águia era idêntica, no brilho e tudo. E ficou ruim a nuvem de baixo, mas ela eu só reparei depois... Porque a nuvem de cima é tão absurdamente ruim, que abafa todo o resto. O cara só repetiu o pedaço e foda-se! Piorando... Existe a imagem completa, naturalmente mais larga. Se queriam mais espaço por algum motivo... Era só pegar a porcaria da imagem original, com o resto da nuvem! [ou fazer direito!] Mas ok, ok... Só queria desabafar. Passou. [e lá se foram mais 15 minutos...]

PS: não aparecem anáguas no filme.

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Título: Ash vs. Evil Dead
Duração: 10 episódios de 25 min (1ª temporada)
Ano: 2015  --   Trailer
Com: Bruce Campbell (de Bubba Ho-Tep, este comercial e My Name Is Bruce), Ray Santiago (de O Preço do Amanhã), Dana DeLorenzo (de nada que eu conheça), Jill Marie Jones (idem) e Lucy Lawless (de Xena, a Princesa Guerreira e Battlestar Galactica).

Lembram do meu desgosto pela porcaria de 2 anos atrás? Então... Usando uma falsa-expressão (porque não existe em português real, apenas em filmes mal dublados): "É disso que eu estava falando!" [muito pior que essa é quando dublam "no final do dia, o que importa etc, etc" sendo que em português a expressão é "no final das contas", nunca "do dia". Nenhum ser humano brasileiro jamais falou "no final do dia" neste sentido] [e se falou não é mais humano! pode matar e acabar com o sofrimento dele.]

Mas voltando ao assunto, Ash vs Evil Dead é uma seqüência à altura aos filmes originais! Eles tiveram que ignorar o 3º filme por alguma questão legal, mas se você considerar o final alternativo dele (o do mercadinho, do "Hail to the King, Baby!"), a série continua encaixando perfeitamente na trilogia. É a mesma quantidade de sangue e humor cretino que tanta falta fizeram no episódio final de Suburgatory. Aproveitando, para quem nunca viu, o Evil Dead 3 teve um outro final (que hoje chamam de alternativo, mas foi o primeiro que eu vi, não sei como) mais ao estilo "Seus maníacos!": final original.

A história... Bem, não precisa realmente. Se você viu os filme originais, já tem uma idéia. E se não viu, veja e depois se preocupe com a série. Mas digamos que você queira ver a séria e realmente não quer ver os filmes, se seu inglês estiver +/- em dia, tem um resumo dos 3 filmes aqui. Tem outros mais curtos, tem até feito em massinha com gatos... Mas ok, vamos lá: "certo alguém" cai na besteira de ler algumas passagens de um certo Necronomicon, e começa a ser visitado pelos nossos risonhos amigos das profundezas marmorizados do inferno! E ele agora precisa resolver a parada. Junta-se a ele o amigo "mexicano" e a colega gatinha (os três trabalham numa espécie de Casa & Vídeo). E atrás dele vão uma policial (que acha que ele é o culpado pelas mortes que acontecem) [bem... tecnicamente, é sim] e pela Xena por motivos só (não assim tão bem) explicados no final.

Não vou dizer que a série é de altos e baixos... Porque não teve baixos. Até as partes não tão boas, foram, na pior hipótese, medianas. Não sou grande fã do personagem da Lawless no seriado, e acho que no final da temporada deixaram um gancho grande demais. Mas a série foi renovada no meio (se bem que não sei se os episódios já estavam prontos ou não), então estou, tecnicamente, apreensivo sobre como eles vão seguir dali em diante. Mas na prática, como eles não me deixaram na mão nesta temporada, não espero ser decepcionado na próxima. E se o episódio final foi feito depois da renovação, eles têm um plano. [putz... que saudades de Galactica!] [e Babylon 5...] [saudades de ver uma série decente de FC que dure vários anos, na verdade...] [diga-se de passagem, eu não vi todos os episódios das primeiras temporadas de Stargate SG-1. Talvez seja uma idéia rever...]

Mas então, voltando às recomendações... Podem ver. Episódios rápidos e ligeiros de 25 minutos. Muito sangue e Bruce Campbell no alto de sua canastrice.

O que me lembra que acabei nunca fazendo a postagem (nem lembro se está em rascunho ou se não escrevi nada mesmo), mas fica a recomendação também pelo livro ao lado. "Make Love! The Bruce Campbell Way" é muito divertido e "todo baseado em fatos reais - exceto as partes que não são". Dele também tenho o "If Chins Could Kill: Confessions of a B Movie Actor", mas não li ainda. E parece ser mais focado no mundo real que o ao lado.

E fechando, só mais dois comentários adicionais. Um deles totalmente irrelevante. Algo que eu não entendi foi o cordão do Pablo (o latino), porque parecia que seria de alguma ajuda, e só ferrou o sujeito... E a menina, ela tem um sotaque parecido com a secretária do Brooklyn Nine-Nine (outra ótima série). Não consegui descobrir de onde é o tal sotaque, mas eu gosto dele. Sei lá.

Por falar nisso [que é só um jeito de começar a frase, porque não tem nenhuma relação com nada e não lembro o que estava pensando entre esses dois parágrafos], lembrei de algo agora... Cacete!! Cancelaram Gravity Falls! Ia até fazer uma postagem no dia que fiquei sabendo... Achei que o encerramento da temporada estava meio estranho, fui pesquisar e ao invés do gancho naquele episódio, terá mais um, fechando tudo. Descobri faz pouco tempo até que Phineas e Ferb também acabou (no começo do ano, até), mas pelo menos durou bastante. Gravity Falls merecia pelo menos mais um ano para fechar redondo a ainda ter alguma folga.

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Por falar nisso [AHA! agora faz sentido!], Rick and Morty é espetacular. Tive que me controlar para só ver no máximo 2 episódios por dia. E isso porque só fiquei sabendo que o desenho existia devido a uma abertura dos Simpsons e só lembrei de pesquisar o que era uns meses depois (isso faz uns 2 ou 3 meses). Legal também que comecei a assistir sem pesquisar nada e nem saber o nível de absurdo, FC, referências e até algum drama que a série teria.

E ele é também é uma fonte de boas músicas. Poderia ouvir o "For the Damaged Coda" em loop tranquilamente. [na verdade, ouvi algumas vezes seguidas já sim, inclusive a não-coda, que também toca no link]. E de vez em quando comentário do Youtube serve para alguma coisa... Tu achando "poxa, que legal, gente atual fazendo música de qualidade..." [exagero] e vem o sujeito lá e explica que a música tem 170 ANOS!! :-D
[a tal banda é boa sim, mas essa chupada do Chopin é a melhor deles mesmo]
Outros exemplos [na verdade, essas foram as 3 que me chamaram atenção, e a última eu já conhecia, mas é tudo questão de gosto, vocês podem encontrar outras que prefiram no desenho]: Mazzy Star - Look on Down from the Bridge [o link é para a 2ª melhor cena final do desenho, a primeira é da música acima, mas lá não linkei de propósito, para não entregar a surpresa, nesta aqui não entrega]; e DMX - X Gon Give It To Ya [esta também não entregaria nada, mas a cena com a música é curta].

E é isso, estou me alongando. O desenho tem duas temporadas até agora. Vejam. Vou parar por aqui. Fui! E feliz ano novo para vocês!
[perdi a conta do tempo, porque parei para jantar e ver TV... mas comecei 20:45 e agora são 02:25. "Vou só fazer uma postagem rapidinha..." ele disse. Desgraçado!]

domingo, 20 de julho de 2014

Recomendações

Títulos alternativos: "Mid-Season Nerd" ou "I want to lie, shipwrecked and comatose..."

Pois é, o site está meio parado mas, na verdade, tem é um monte de postagens que ficaram no "agora só falta revisar" [a parte divertida é escrever besteira; revisar e formatar nem tanto] [e o bizarro é que em breve surgirão várias postagens ANTES desta]. E não entremos em detalhes, mas foi um mês complicado em que só estava com tempo (e ânimo) de ficar vendo TV [até minhas leituras estão devagar]. Mas...

O que diabos ver na TV entre o fim das temporadas americanas e a volta de Doctor Who? Um nerd precisa se virar!

Tenho que voltar a assistir aos episódios de Capitão Harlock por falar nisso (saiu até filme faz pouco tempo). Mas então, fora Falling Skies (que já era uma merda e agora piorou um pouco - mas eu assisto) [mas não falemos dela, é meu segredo sujo], eu acabei começando a ver duas coisas. [e que virou quatro, porque essa postagem também travou no rascunho]


Gravity Falls! (trailer / abertura)
Subtítulo nacional: Um Verão de Mistérios
Criado por: Alex Hirsch  --  Canal: Disney  --  Ano: 2012 em diante
Episódios: 20 até o momento + 17 curtas de 2 min.

Eu não tenho problema em ver desenho animado e assumir. Eu vejo Phineas & Pherb sempre que noto que é um episódio que eu não vi, o mesmo para Kung-Fu Panda e Os Pingüins de Madagascar, estou esperando a nova temporada de A Lenda de Korra (que parece que voltará um pouco ao estilo da primeira série, com viagens pelo globo - trailer), e não tenho nenhum problema em dizer que assistia Guerreiras Mágicas de Rayearth e Meninas Super-Poderosas quando já não era mais o público alvo disso (se é que fui algum dia). Isso posto... Assisto Gravity Falls. E é muito bom.

A história: dois irmão vão passar as férias com o tio-avô mutreteiro no interior, que tem um lojinha para vender tranqueira para turista. A menina é maluquete, cada episódio veste um casaco diferente e arranja um porco (num episódio muito bom, com viagens no tempo). Já ele usa sempre a mesma roupa, é mais interessado nos mistérios do local, que tenta desvendar com um livro doido que ele encontra no primeiro episódio, e é a fim da ruiva que trabalha para o tio. E o próprio tio, quando ninguém está olhando, é um cara misterioso. Bem, isso vai servir como sinopse.

Algo divertido no desenho é que todos os episódios tem alguma coisa em código para os fãs desvendarem, ou descaradamente (créditos finais) ou em cenas rápidas de páginas do livro (e aí, só pausando a imagem). E tem mais um monte de dicas malucas, referências escondidas e o diabo. A internet está cheia de teorias a respeito (eu na verdade não notei nada, esbarrei nisso por acaso no meio da temporada e perdi algumas boas horas naquele dia lendo a respeito). As teorias vão das completamente malucas (o famoso "esse personagem é o Diabo") até coisas envolvendo o resgate de um irmão perdido em outra dimensão (o pior é que essa faz muito sentido).

Claro, podem ser tudo só detalhes malucos para divertir ou erros de produção. Talvez a placa do carro pareça ser de Stanley (o mítico irmão) e não Stanford (o nome do tio-avô) porque o personagem pode ter mudado de nome durante a produção. Há uma cena em que o porco está vestido de médico numa cena e na cena seguinte a roupa dele sumiu. Seriam dois porcos, um deles sendo um doppelgänger místico do futuro? Mais provável é só que tenham esquecido de desenhar a roupa mesmo. E essa pode ser a explicação para muita coisa. Mas... Eu, de minha parte, quero saber quem é a lhama.

E todos os episódios, por mais isolados que sejam, têm uma história maior por trás a ponto do último da temporada ter terminado num baita gancho. Gravity Falls é o verdadeiro sucessor de Lost.

Volta agora em agosto, junto de Doctor Who.

Agosto será um bom mês.


De algo recente para uma velharia, comecei a ver, meio que por acidente (confundi com Blake's 7) a Red Dwarf! (não achei trailer, fiquem com a musiquinha). É um treco bem... ruim. Mas de repente é o sotaque britânico, não sei, tu assiste a piada tosca mas acha que na verdade ela tem um quê de Monty Python, mesmo que, lá no fundo, saiba que está mais para Chaves (que detesto).

Com: Craig Charles (putz, ele fez uma ponta em Lexx), Chris Barrie (o mordomo da Angelina Jolie em Tomb Raider 1 e 2), Danny John-Jules (fez uma ponta em Blade II), Norman Lovett, Robert Llewellyn e Hattie Hayridge  --  Criada por: Rob Grant e Doug Naylor
Canais: BBC 2 (até 1999) e Dave (2009 em diante).
Episódios até o momento: 61 (10 temporadas, a 11ª estréia em 2015)

Ok, ok... Não é assim, TOTALMENTE ruim. É ótimo para ver com sono e neurônios desligados. E revisando a história da Blake's 7, acho que no final era a Red Dwarf que eu pretendia ver mesmo. Eu sabia que uma das séries (ou a Blake's 7 ou a Red Dwarf) tinha uma premissa de gente que foi congelada por alguns milhões de anos na nave e, durante todo esse tempo, um dos gatos de estimação acabava ficando solto e dando origem a uma nova raça inteligente, que evoluiu no local ao longo deste tempo. Comecei a ver Red Dwarf sem saber direito qual era ela (na minha cabeça, as duas séries eram de comédia).

Mas resumindo a "história" rapidamente: temos dois técnicos da nave, do mais baixo escalão possível, um completamente desleixado, sujo e bagunceiro (Lister, o boa praça da dupla) e outro, todo metido a certinho e puxa-saco, mas igualmente incompetente (Arn, o babaca). Daí que o bagunceiro é punido e resolvem congelá-lo sem salário até chegarem na Terra. No meio tempo há um vazamento radioativo na nave e... todos morrem menos ele. O computador (Holly) resolve então esperar a radiação dissipar antes de acordá-lo. Isso leva 3 milhões de anos. Ao acordar, Lister descobre que as únicas companhias que ele têm são um homem-gato (chamado Cat), o antigo companheiro de quarto, agora revivido em forma de holograma, e o próprio Holly, o computador da nave, que aparece nas telas na forma de um cinquentão. E por algum motivo voltar para a Terra de forma rápida não é uma opção.

Sobre o gato, eu esperava alguém maquiado estilo uma peça de Cats com baixo orçamento. O que me surgiu foi uma versão magra do James Brown, com aqueles paletós coloridos, usando dentes de vampiro! E todos os trejeitos amalucados e exageradamente estereotipados da inspiração. Apavorem-se! Se o seriado fosse atual (ou americano), provavelmente chamariam de racista e seria cortado. Se bem que se o personagem continuar exatamente igual pelos 10 anos da série, talvez encha o saco. Todavia, cada temporada só teve 6 episódios. Se não fossem tão poucos, talvez nem começasse a ver.

E ficamos assim, 4 personagens sozinhos numa nave vivendo situações ridículas com efeitos especiais bem sofríveis.

Eu falei que a série é ruim, mas estou vendo... Porque isso? Estava pensando em como descrever a situação e ao mesmo tempo não parecer que ela é uma droga e eu sou masoquista. Cheguei numa boa solução: ela é hipnoticamente ruim! Bem, as duas primeiras temporadas pelo menos.

Na terceira temporada eles mudaram muita coisa. Começou aquele papo de monstro da semana, um personagem da 2ª temporada voltou como regular, mas com uma personalidade diferente (e meio irritante), e começaram aqueles famosos episódios "estamos sem grana, inventa uma desculpa e vamos filmar na Terra" (vide também toda a última temporada de Lexx). Aí eu comecei a temer que ela ficasse apenas ruim. Mas cheguei já no quarto episódio e ainda está no mesmo nível de diversão suficientemente aceitável. Estou evitando esbarrar com spoilers dos episódios futuros, mas pelo que li, só a oitava temporada é que é universalmente considerada ruim.

E eles arranjaram uma solução criativa (isto é: muito pilantra) para resolver os ganchos e alterações da segunda temporada para a terceira: eles colocaram um texto rolando, estilo Guerra nas Estrelas, em que eles explicam tudo o que aconteceu e como se resolveu depois e pronto!, aí eles podem continuar como se nada tivesse acontecido. E o letreiro passa tão rápido que eu tive que ir parando a imagem para ler. Muito safados.


Mas então... ficam as duas recomendações completamente opostas. Um seriado antigo perfeitamente aturável [principalmente para quem já passou por Lexx]. E um desenho moderno com zuações nerds e (talvez) mistérios mais elaborados que Lost (mas lembrando sempre que nerd é foda... bola teoria com qualquer coisa e vê detalhe onde nem o autor estava pensando nisso...).

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E aproveitando o tempo que essa postagem ficou esperando revisão, mais algumas recomendações:

The Last Ship (trailer) foi uma ruim boa surpresa. Pior que eu só não passei reto pela chamada porque vi que o Eric Bana estava no elenco, só já assistindo o episódio é que notei que eu li errado (era Eric Dane). A surpresa foi boa porque a série passa o tempo sem você se arrepender realmente. Os personagens são caricatos, mas os episódios são bem feitinhos. Dá para levar numa boa. Mas é ruim porque cada episódio são como pequenos filmes do Steven Seagal de 45 min. E não dá para chamar algo que seja descrito assim de "bom". Mas eu não esperava nada demais realmente, posso viver com isso. Tem até o Jayne, de Firefly, no elenco!

A história: navio fica no pólo por 4 meses, incomunicável, praticando exercícios militares. Ao mesmo tempo dão carona para uma cientista (a verdadeira razão deles estarem lá, mas eles não sabiam) que foi estudar uns passarinhos. Quando a missão finalmente termina eles são atacados por russos que querem a pesquisa - e descobrem que a Terra está sendo devastada por um vírus mortal. A cientista sabia disso, a pesquisa dela é justamente pela cura. Agora eles precisam se virar sozinhos, boiando por aí, evitando serem contaminados e fugindo dos russos, até terem uma vacina e salvarem o mundo.

O ruim é que mal cheguei no terceiro episódio (dos 4 ou 5 que existem por enquanto) e já fiquei sabendo que a série foi renovada para mais uma temporada. Ou seja, a cientista super-foda, que tem certeza que faz e acontece e mapeia DNAs em 15 minutos... vai ficar enrolando pelo menos 2 anos para descobrir uma cura. Os canais de TV deviam realmente voltar a pensar em fazer minisséries com início, meio e fim, em 1 ou 2 anos e pronto! Se ficar bom, OK, deixa saudades, mas pelo menos não ficam enrolando, enrolando, enrolando e aí cancelam sem conclusão. Pelo menos as temporadas serão curtas, de +/- 12 episódios. Bom seriado para hora do jantar, mas nada que você precise apresentar para a namorada ou discutir episódios com amigos.

[ATUALIZAÇÃO 25/AGOSTO: ok, minha previsão foi errada. Leve spoiler a seguir: a cura foi encontrada. Agora é esperar pelo 2ª temporada, que deve ser bem mais urbana...]

E no tempo que levou até eu revisar esta postagem, Korra voltou! [na verdade, não conferi a data, mas acho que já tinha voltado e eu que não notara]

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Mudando um pouco de assunto, quadrinhos rapidamente. Agora que as coisa acalmaram eu estou lendo um tal de Enigma (de Peter Milligan e Duncan Fegredo). Esbarrei numa dessas listas de "10 QUADRINHOS QUE MUDARAM O UNIVERSO!" e esse tipo de exagero, e junto do tradicional (Sandman e Y, The Last Man, por ex., apesar de eu ter achado Y só legalzinho), tinha esse lá, único da lista que eu nunca nem ouvira falar. Resolvi conferir. Ainda estou na segunda edição (de 8), mas prendeu a atenção. Outro que eu comecei faz tempo e parei no meio, mas quero voltar nele ainda é o Blue Estate (12 edições). Conheci esbarrando numa imagem de uma dançarina de cabelo chanel e fui pesquisar se aquele desenho era de algo ou algum devianart aleatório. E era a capa de um dos encadernados desta revista. Foi o que me bastou [eu realmente não sou exigente na hora de ficar curioso com algo]. Estava legal até onde parei, fica a recomendação também. E acabei de descobrir que virou até jogo: trailer da história / trailer de ação / resenha (mas aí eu não recomendo nem nada, não joguei).

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E terminando a postagem, procurando um trailer para Gravity Falls acabei perdendo um bom tempo no Youtube, ouvindo versões alternativas do tema de abertura (um dos mais legais dos últimos tempos). Seguem as melhores:

Piano  --  Rock  --  RAP  --  Rock outra vez  --  Dramático  --  Orquestra

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O mega plural de ninja!

Novo filme chegando aí... E sei que esta discussão surgirá novamente.
Hora de abrir a dúvida para o mundo! E não me venham com "no Japão não tem plural", que aqui não falamos japonês. Em italiano o plural de lasanha termina com "e", então eu tenho que dizer, em português, "Uma lasanha, duas lasanhe"? NÃO! Não tenho!
E, em japonês, não é só o ninja que não tem plural. E você também não vai falar "Um monstro gigante. Dois monstro gigante." só porque eles vieram de lá.
Quero argumentos decentes!

A dúvida é: onde está o erro?

Um cachorro judoca. ► Dois cachorros judocas.
Um gato boxeador. ► Dois gatos boxeadores.
Uma suricata enfermeira. ► Duas suricatas enfermeiras.
Uma lagartixa samurai. ► Duas lagartixas samurais.
Uma tartaruga ninja. ► Duas tartarugas ninjas.

Minha opinião: não há nada de errado. Se há, agradeceria uma explicação.
E algum exemplo que não envolva tartarugas!

Eu até tive uma idéia babaca agora. Uma pilantragem, que nunca vi ninguém tentar, seria associar o hipotético não-plural de ninja com a mesma regra de algumas cores:

Um carro rosa. ► Dois carros rosa.
Por quê? Porque você não viu, mas você falou...
Um carro (cor de) rosa. [a flor] ► Dois carros (cor de) rosa.

De novo:

Um urso laranja. ► Dois ursos laranja.
Por quê? Porque são...
Dois ursos (que têm a mesma cor daquela fruta que se chama) laranja.

Mas eu quero ver alguém tentar justificar dizendo que, esse tempo todo, era:
Uma tartaruga ninja. ► Duas tartarugas (que praticam a mesma coisa daquele tipo de pessoa que se chama) ninja.
Esta idéia de fezes vai para o buraco com o seguinte exemplo:
Uma tartaruga nadadora. ► Duas tartarugas (que praticam a mesma coisa daquele tipo de pessoa que se chama) nadadora.

Não. Não rolou.

E enquanto você pensa nisso... Diz aí, você vai ao açougue e compra "dois quilo de carne" ou "dois quilos de carne"? E essa palavra nada mais é que uma substituição por abreviação da palavra quilograma, certo?
Aaahhh... então, mesmo cortando a palavra ao meio e usando só o "prefixo" (sem ele estar prefixando nada), ela vai para o plural normalmente, certo?

Interessante isso.

Então... Se eu fizer uma substituição parecida, com uma palavra qualquer que siga a mesma construção prefixo grego + unidade de medida... digamos... assim... megabit!
Um megabit, um mega. Dez megabits...

Isso dói a vista!

PS: eu estou disposto a assumir a minha burrice perante o mundo! Sem grilo. Não sou professor de português e nem inventei o idioma. Ele não é meu. Mas eu quero argumentos decentes... ah, se quero!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

G.I. Joe: Retaliação

Nome original: G.I. Joe: Retaliation
Duração: 1h40min  --  Ano: 2013  -- Trailer
De: Jon M. Chu (de Justin Bieber: Never Say Never) e dos escritores de Zombieland.
Com: The Rock (também conhecido como Dwayne Johnson) (o Escorpião Rei), Adrianne Palicki (bonitinha, mas parecia uma versão genérica da Eva Mendes), um outro carinha entre os mocinhos, Byung-hun Lee (de Herói), Jonathan Pryce (de C&C:Red Alert 3 e Brazil, O Filme) e Bruce Willis (interpretando o mesmo papel já faz uns 10 filmes).

Se você estava numa sessão do Barra Shopping e de repente notou alguém puxando uma caneta do bolso e fazendo anotações num saquinho de pão-de-queijo... Prazer! Nerd Ranzinza a seu dispôr!
É que depois de alguns instantes de filme, cheguei a conclusão de que não teria absolutamente nada para falar dele. Então resolvi fazer igual fiz num dos filmes do Crepúsculo e anotar algumas maluquices que fui notando. Ignorando, claro, a maluquice mór: a existência do filme em si.

O filme é até bem divertido. Sem pé nem cabeça, mas passa-se o tempo sem traumas. Mas  também nunca brinquei de GI Joe [bonequinhos nunca foram meu forte. nem Thundercats, nem Falcon, nem nada disso. Os único bonecos que brinquei foram Playmobils] Então eles podem destruir toda a mitologia que não vou nem perceber ou saber o que mudou. Eu via o desenho e só.

Mas vamos lá...

Quer dizer, antes disso, um resumo da história desse Comandos em Ação 2 (o nome "verdadeiro" desse filme, odeio essa babaquice de que agora o Super-Homem é Superman...[como se alguém fosse confundi-lo com outro cara voador de azul com um pentágono nas cores do McDonald's no peito]). Mas bem... a história: o presidente dos EUA é um Cobra disfarçado, arma para cima dos "Joes", mata quase todos, e 3 sobreviventes, um ninja mudo, uma Elektra genérica, e o Bruce Willis, partem para cima para salvar o mundo no esquema de "É só sair atirando, que tudo se resolve." E não estou sendo maldoso. O filme é isso.

Agora comentemos besteiras aqui e ali...

1) Finalmente! O Comandante Cobra colocou uma máscara decente! Nunca entendi porque diabos no primeiro filme, na hora que ele resolve usar uma máscara, ele veste aquele treco que mais parecia uma Caveira de Cristal [Caveira de Cristal! Que me faz sonhar, Faz de mim estrela...] do que algo liso e prateado, que teria deixado a cena original muito mais interessante.

2) Mas não é Cobra sem a Baronesa! E a atriz do primeiro filme encaixou tão absurdamente bem, que foi pena não terem arranjado nada para ela fazer na seqüência. Ok, ela meio que virou mocinha no final do primeiro filme, mas eu teria aceitado ela numa boa no lugar do tal... sei lá, o cara era tão forçado que esqueci o nome do personagem... Estou tetando lembrar do cara que mete a porrada no The Rock e usa uma roupa estilo couro de cobra. Podiam ter colocado a Baronesa no lugar dele.

3) Começo do filme... 230 aviões chegando... turbinas gigantes... E aí um deles  pára no topo de um prediozinho xexelento de 3 andares... E ninguém na calçada ouve!!!! Não! Eu já falei isso outras vezes: eu aceito absurdos necessários à trama, como o Ciclope disparar raios "concussivos" pelos olhos (bibliografia recomendada), mas não aceito absurdos do nosso mundo real! Aquela porra de avião maldito faria um barulho dos infernos, e ia sacudir até a alma de toda aquela galera armada, doida para atirar em alguém! Eles nunca chegariam ali em silêncio daquele jeito!

4) Cadê todo mundo do 1º filme? Morreram todos na cena inicial? Estavam todos ali no acampamento na hora do massacre? (isso não é spoiler, o trailer já dizia) Morreu o negão piadista, a ruivinha fantástica, o cara do bigodinho? A própria produtora do filme já tinha dito que você não precisaria ver o 1º para entender esse. Acho que foi a forma disfarçada deles tentarem dizer "É até melhor vocês nem terem visto o 1º, porque não daremos nenhuma explicação na história para o corte de orçamento que foi a contratação dos atores no mundo real."

E se não morreram, as únicas pessoas que os 3 podiam confiar eram um general aposentado e seus 2 amigos geriátricos? Mesmo??

5) E quem é o programador idiota que o Cobra contratou? Imagine o seguinte: você manda copiar uns arquivos no computador. Aí você muda de idéia e cancela! E nessa hora seu HD inteiro é reformatado. Como se fosse o Windows dizendo "Ah, é? Já que você não me deixou copiar os arquivos dessa vez, nunca mais vai copiar nenhum!!! HAHAHAHAHA!"
Porque é isso que acontece no final, o cara resolve cancelar o disparo da super-arma do inimigo. E ao invés dela ficar lá... Esperando ser usada outra dia... Ela EXPLODE!

E tem algo divertido nisso... Eles destruíram Londres inteira numa cena bem legal [e sem nenhuma lógica física], porque uma das munições da super-arma simplesmente e, literalmente, caiu ali. Uma das munições. Ok... E o que vai acontecer com todas as outras, flutuando de forma balística no espaço? Eééé... se preparem que vem chuva aí!

6) Ah, e a tal prisão de segurança máxima? Era de segurança máxima só porque tinha... um elevador?!? Irrelevante se o elevador era para o subsolo. Eram meia dúzia de guardas mal-treinados protegendo uma cerquinha vagabunda e um... elevador!?!? É sério?
Beleza, você vai dizer que desde que ela continuasse em segredo, para prender só duas pessoas estava muito bom. Mas se eles estavam tão preocupados a ponto de esconderem os caras no centro da Terra, contratassem seguranças melhores e fizessem paredes mais grossas.

7) Para quem ficou curioso, a música do Jay-Z que eles citam é a "Don't Let Me Die" (mas não achei grande coisa não) e a que toca na cena da cozinha com as armas é a "Back In Business Again", do The Four Horsemen. Na verdade, depois de pesquisar baseado nas letras que ouvi, descobri que o IMDB listava tudo muito mais facilmente... Ok. Acontece. Esqueci que eles tinham isso lá.

8) Não vejam em 3D. Não há nada ali que justifique esse filme ser em 3D. Enfiaram duas cenas com estrelinhas ninjas voando na direção da platéia e pronto... acham que podem nos cobrar o dobro do preço! [eu não vi em 3D, que sou macaco velho já]

E é isso. É ruim, mas como eu disse: diverte. Vale para assistir jantando, quando passar na TV, sem grande compromisso em usar o cérebro. Num sábado, se estiver sozinho, sessão das 22hs no Telecine... Aquele horário que é cedo demais para ir dormir, mas tarde demais para começar algo complicado... Uma macarronada a bolonhesa com muito queijo ralado... Estas condições preenchidas, o filme encaixa bem.

sábado, 13 de outubro de 2012

Três Dedos: Um Escândalo Animado

Nome original: Three Fingers
Autor: Rich Koslowski
Editora: Gal Editora  --  Trailer
Ano original / no Brasil: 2002 / 2009
Páginas: 140  --  ISBN: 978-85-61780-02-9
Cores: P&B  --  Tamanho: A4 (1 cm a menos)

A história, bem, o trailer acima já (não) explica. Basicamente, é um mundo meio Uma Cilada Para Roger Rabbit (ou Quem Censurou Roger Rabbit?, se você for mais literário), onde desenhos animados vivem e interagem normalmente com as pessoas de carne e osso.
A revista conta o surgimento da amizade e das grandes produções animadas com Rickey Rat e seu amigo humano Dizzy Walters (paródias de Mickey Mouse e Walt Disney) e segue analisando o motivo por trás de outros personagens não terem feito o mesmo sucesso, e os sacrifícios que eles tiveram que fazer para conseguir um lugar ao sol.

A história é toda contada em formato de documentário, com entrevistas intercaladas, fotos e narrações. Tudo num estilo meio noir, já que estamos falando de coisas dos anos 30 aos 50 e a revista é toda em preto-e-branco. Mas já vi gente resumindo como só "é a história do porquê os personagens animados têm só 3 dedos", bem... dá para resumir assim mesmo. Mas soa um pouco de maldade, a história não é muito profunda nem nada, havia margem pouco aproveitada para englobarem muitos mais assuntos, mas dizer só isso parece pouco.

/* A propósito, Momento Biologia: sempre traduzimos fingers para dedos, e isso não está errado, mas há uma pegadinha... Em inglês não é errada a interpretação de que você tem "4 dedos e o polegar" (está assim no dicionário também, não é só opinião de um ou outro, sei lá, deve ser alguma forma mais antiga de falar) e se você quiser dizer que tem 5 'coisas' na mão, aí você diria "5 digits" [origem do verbo digitar?]. Não temos isso em português [que eu saiba]. É tudo dedo.

Lá também não é errado dizer que você tem 5 dedos/fingers. Se alguém te disser isso em inglês e você corrigir, provavelmente receberá o mesmo olhar de desdem que eu dava quando alguém me dizia que dedo do pé não era dedo, e sim artelho... ["Não, meu caro idiota pedante equivocado... É dedo também!", mas eu não podia dizer isso na cara, porque eu era criança e também não conhecia a palavra pedante]

Mas resumindo, isso é só para explicar porque a história toda fala sobre 3 dedos quando na verdade eles têm 4! É que o polegar não está contando. Na própria revista a editora fala que preferiu manter o nome americano, caso contrário teria que mexer muito no texto do autor, para adaptar.

Bem, esse comentário rápido se esticou em 3 parágrafos... voltemos! */

Não li o quadrinho de surpresa, eu já tinha alguma noção da história e o trailer acima já te coloca num pouco de suspense, mas como eu disse, eu esperava um pouco mais de profundidade. Não teria como fugir muito do humor negro, claro, são personagens de Disney e da Warner dando entrevistas!! Mas eles poderiam ter dado um tom mais sério ou se esticado em mais alguns assuntos. Ou simplesmente, se esticado.

O que me leva aos problemas: a revista teve só 2 na minha opinião, que não são grandes, mas poderiam ter transformando uma rápida e boa diversão em algo épico. [sim, eu exagero mesmo as coisas] Um dos problemas é que ela é curta. São 140 páginas, mas o desenho é muito espaçado. Quando eu comecei a ler achei que ia terminar a revista em 15 minutos, de tão pouco texto e figuras grandes em cada folha. Foi só um susto inicial, mas ainda assim, está longe de ser algo denso, literalmente. O texto não é compacto, há espaço de sobra nas páginas. Com mais texto (ou páginas), a história poderia ser esticada, detalhada, seguir outros caminhos ou focar em mais personagens. Da forma como ficou não está ruim, repito, mas queria mais. Terminei com a sensação de ter assistidos um daqueles mini-documentários de 30min do canal E!.

Ok, o problema acima é algo mais pessoal, quando eu gosto da história, quero que ela dure. O outro talvez possa dizer que é mais técnico. O texto todo, desde o começo, com o rato Rickey dizendo "Eu não sabia de nada... não tive culpa..." vai abrindo um certo suspense sobre porque alguns personagens conseguem sucesso e outros não, teorias de conspiração, menções à um certo ritual... (OBS: no link da editora, lá no alto, há essas primeiras páginas para leitura, e mais umas 2 ou 3 soltas do meio. Basta clicar na capa da revista. Não se preocupem, escolheram bem as páginas, você não ficará sabendo de nada de antemão). Mas aí quando finalmente é revelado para o leitor o que é que acontecia por trás dos panos... Ok, legal, mas pelo suspense que foi feito, eu esperava algo um pouco mais realista ou assustador.

Minha teoria inicial, antes de ler a revista, envolvia a Máfia. Achei que, para conseguir bons papéis no cinema, só através da benção dos chefões; e os personagens teriam que mostrar seu comprometimento dando um dedo. Após começar a ler, e a situação toda parecer mais terrível do que só algo meio yakuza de ser, e ainda usavam a palavra "ritual", comecei a achar que a reviravolta seria mais para o lado sobrenatural...
Não. Isso é tudo que entregarei da história, que já falo bem pouco: não envolve a Máfia nem Satã. [que pena, para ambos os casos!]

Mas ok, ficamos sabendo o que acontecia e vamos em frente. A história não fica ruim, mas perdeu toda aquela pegada inicial de você ficar doido querendo saber o que é que estava acontecendo. "Pronto, agora sabe, e vejamos mais entrevistas."

A revista não chega a ser fina mas, como eu disse, lê-se rápido, então não vou desrecomendá-la para ninguém. Não será cansativa nem exige muita atenção ou conhecimentos. Tendo a chance, podem pegar e ler. Dá para qualquer um se entreter e partir para a próxima. Não recomendo para criancinhas, mas a capa, com o "Mickey" fumando e bebendo tequila, já sugere isso.

Isso posto... Ao mesmo tempo, para curtir plenamente a revista, você precisa ter, sei lá, algo entre 25 e 35 anos. Pode ter mais, desde que você ainda assistisse desenhos animados até uns 10 anos atrás. Já sendo mais novo começa a perigar você não pegar as referências mais antigas. Com tanto Pokémon, Naruto e etc hoje em dia, se você tem 18 talvez não saiba quem foi 'Fritz, o Gato', Ligeirinho ou Frangolino. Eu mesmo, por ex., fiquei na dúvida se o macaco que aparece era paródia de algum personagem ou só um macaco qualquer. [nota: ao que parece, era paródia de um tal de Bosko, encontrei cada possível referência nesta página: Grand Comics Database - Three Fingers]

Já entre 25 e 35 de idade, fica mais fácil supor que você tenha assistido à todos aqueles desenhos antigos ainda, reprisados ad infinitum pela Globo e SBT [ou TVS! ha! seu velho!] ou até pela Cartoon Network, então deve ter crescido vendo Popeye, Pernalonga e Patolino, e até os menos pop, como os citados Frangolino ou Ligeirinho, ou ainda Droopy, Tartaruga Touché ou todos aqueles do Tex Avery; e, ao mesmo tempo, ainda ser novo o suficiente para ser da geração Animaniacs. E claro, sendo mais velho aumenta a chance de você reconhecer as várias paródias de fotos clássicas e saber quem foi Kennedy, Luther King ou até a Marylin Monroe [será um dia triste quando as pessoas perguntarem "Quem?", mas depois que vi gente confundir Lênin com Lenon, tudo é possível].

Na dúvida, para aproveitar bem a revista, é melhor ser mais velho do que mais novo.

Ah propósito, a César o que é de César. Como não dá para acompanhar tudo, quadrinhos nunca receberam muito minha atenção. Lia algo da DC, algum X-Men [xismêin!], Tio Patinhas e Recruta Zero, e depois de velho one-shots aqui e ali, ou séries como Planetary [ô, agonia entre as edições, 2 anos entre algumas] e Astro City [se não sabem o que é, descubram!, Planetary também.].
Três Dedos... nunca ouvira falar até 2 meses atrás. Conheci através do link abaixo:
matando-robos-gigantes/mrg-163-quadrinhos-virando-a-pagina-com-tres-dedos
Pela escolha do tema, ficam meus agradecimentos aos podcasteiros do MRG.
(quem for impaciente, sobre a revista é só dos 5 aos 22 min)

OBS: depois de terminar a postagem resolvi reouvir o programa. Só para vocês terem uma segunda opinião, não concordo com a parte de que a história tem que ser lida em partes ou cansa lendo de uma vez só. Você até pode ler em partes, se tiver autocontrole, mas só para fazê-la durar mais. Até mesmo por ter todo aquele jeitão de documentário televisivo, foi como assistir um Globo Repórter. Não li de uma vez só, mas só porque resolvi ler na hora de ir dormir e no meio bateu sono [mas não foi culpa da história, foi culpa de ser 2 da manhã], e no dia seguinte li o restante.

E para quem teve preguiça de clicar no trailer e ia acabar não assistindo, segue abaixo:

terça-feira, 24 de abril de 2012

Korra's Quantum Boogaloo

Não. Eu não estou velho demais para ver desenhos. Isso posto, vamos ao que interessa. Fiquei sabendo, meio que por acaso, que finalmente lançaram a continução do Avatar: The Last Airbender. Já não era sem tempo, nem lembro quanto tempo faz desde que vi o trailer. (eu acho que o trailer que eu vi não foi esse... mas não tenho certeza)

The Legend of Korra se passa 70 anos depois. Gira em torno da nova Avatar, uma dobradora de água chamada Korra, que após treinar Água, Terra e Fogo, vai treinar Ar e o seu lado espiritual junto do único Mestre do Ar, o filho do Aang com a Katara, na capital da república.

Mas é isso, os 2 primeiros episódios foram lançados oficialmente (não pirateados) na Internet. Acabei de assistir. Claro, só vou dizer se a série presta daqui a 26 episódios (quando acabar), mas vamos as impressões e comentários iniciais: eles vivem num tipo de Anos 20 que me lembrou um pouco o filme d'A Bússola Dourada. Um visual antiquado mas ligeiramente retrofuturista. Sei lá, eu teria gostado mais da história um pouco menos tecnológica. Eles não têm computadores nem nada, mas já têm motos e energia elétrica, por ex. E que talvez tivessem sido um pouco mais criativos na construção da cidade - o lugar nada mais é que Nova Iorque. Com direito à Ponte do Brooklin, Central Park e a Estátua da Liberdade.

Reclamações colocadas... foi um ótimo começo de série. A cena inicial, da Korra ainda fedelha mandando um "vocês vão ter que me engolir", foi muito boa. Acompanharia de qualquer jeito, mas sendo bom, melhor ainda. Só espero que eles não percam muito tempo fazendo enredos com quadrib... sei lá o nome daquele jogo. E há bastante humor, mesmo os personagens sendo adolescentes ao invés de crianças.

A história será fixa na cidade capital, sem a viagem (literal) que foi a série original. Mas torço para eles abrirem exceções aqui e ali. Seria legal ver como ficou o resto do planeta. A Terra do Fogo num ambiente mais tecnológico, por ex., seria interessante de ver, já que era o lugar mais avançado nesse aspecto na primeira série.

Agora é torcer. foram só 2 episodios. Tem muita coisa pela frente ainda. Thundercats teve bons episódios, mas não está indo por um bom caminho, será bom acompanhar algo que realmente valha a pena, ao invés de por mera nostalgia.

E agora, para algo completamente diferente...

Como já comentei em outras postagens, assisto Phineas & Ferb. Quero nem saber que já passei da idade. E também adoro histórias de viagens no tempo. Não deu para deixar passar quando soube que existia o episódio Phineas and Ferb's Quantum Boogaloo, com direito a paradoxos temporais e a Candance adulta. E agora que já vi, não dava para não recomendar rapidamente. Em português o episódio ficou com o nome de A Máquina do Tempo, é o 14º ou 15º da 2ª temporada. Está no Youtube em inglês, mas não vou linkar porque possivelmente não devia estar lá. Sei que já teve viagem no tempo na série, mas esse episódio foi muito bom. Tinha que falar algo dele.
Na pior hipótese, o episódio inteiro vale pela cena do "Or Ferb." Ri várias vezes revendo. [é, eu sei... mas lembrem, eu tenho uma teoria].
Muito bom.