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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Anáguas vs Evil Dead and Morty

Duas [viraram 4] recomendações rápidas [que estou tentando* ressuscitar o blog e não posso (ainda) me dar ao luxo de perder 3 horas (ou mais) fazendo uma só postagem].
[* = fiz 4 postagens essa semana, mas 2 estão em rascunho ainda... isso que mata]


Título: Anáguas a Bordo (Operation Petticoat)
Duração:
2h04min  --  Ano: 1959  --   Em cores.
[sem link pra trailer, que trailer americano antigo é quase tão ruim quanto trailer brasileiro.]
De: Blake Edwards (de Um Convidado Bem Trapalhão, os filmes da Pantera Cor-de-Rosa e vários outros clássicos)
Com: Cary Grant, Tony Curtis, Joan O'Brien, Dina Merrill e Arthur O'Connell.

De bobeira no sofá pela manhã, sento para ler o jornal e ligo a TV para fazer trilha sonora - e de repente teria algo interessante passando [reprise de algum Trato Feito que eu não tivesse visto?] e eu leria o jornal durante os comerciais. Esbarro numa cena de filme velho, piadinha boba mas boa... sorrisinho nos lábios. Seguro o olhar mais um pouco, outra piadinha boba. E o sorrisinho besta continua. E parecia ser num submarino... e eu costumo gostar [e digo isso como margem de erro, porque não estou lembrando de nenhum que não tenha gostado] de filmes de submarino. Olho que horas começou o filme... menos de 10 minutos antes... resolvo segurar a atenção mais um pouco.

E puta que pariu! Gostei. E depois de ter visto o filme, fui pesquisar, e não é uma opinião desbocada exclusivamente minha. O filme fez tanto sucesso de público e crítica, que virou até série de TV - mas com menos sucesso neste caso, mesmo tendo no elenco o Gomez Addams, agora em cores.

A história: submarino precisando de consertos acaba tendo que levar, a tiracolo, um oficial almofadinha e trambiqueiro. Este por sua vez, na próxima parada, promete para 5 enfermeiras militares que o submarino as daria carona também. Dada a situação delas (únicas ocidentais na ilha), o capitão reclama, mas aceita. E daí em diante vemos a viagem do submarino problemático, com o capitão sério, o oficial engomadinho e uma tripulação de homens com 5 mulheres num espaço apertado.

E esta provavelmente é a descrição mais sem graça que já fiz de um filme. [mas não quero pensar muito nisso, para não perder muito tempo e não postar] Mas é uma comédia, podem acreditar. Tem até um porco a bordo uma hora. [não que eu tenha alguma predileção por piadas envolvendo porcos...] [por falar nisso, no dia seguinte estava passando os dois Babe - O Porquinho na TV também... filmes absurdamente bons! Coloquem suas crianças para ver!]

O Anáguas não é um filme maravilhoso, claro, mas não é como as merdas de comédias atuais, que tentam te fazer gargalhar com uma piada que fracassa absurdamente, e aí ficam sem assunto até a piada miserável seguinte. [mas existem comédias boas atualmente, claro, e ruins em todas as épocas também] Foram duas horas extremamente agradáveis, em que eu não queria perder nenhuma cena.

Nada no filme foi bombástico, divertidaço, nem nada estrondoso... Mas foram duas horas com um sorrisinho bobo na cara, despreocupado com o mundo, vendo um filme sem encheções de lingüiça. Só um monte de piadinhas bem comportadas (ok, um bem leve machismo em algumas, mas o filme é velho e os personagens estão em plena 2ª Guerra Mundial e numa força armada) sem parar por toda a duração. E, para melhorar, muita coisa ali foi baseada em fatos reais. Como o submarino ser pintado na cor que foi numa dada cena. Ou a cena em que o torpedo erra o alvo. Se bem que esta, no mundo real, o torpedo não subiu a areia. Mas um pouco de absurdo não afeta, é uma comédia. (quem quiser só ver esta cena para entender, está na abertura do seriado). E fica aqui a primeira recomendação, com um texto que ficou muito mais longo do que estava planejado. [putz, 40 minutos gastos até aqui - ok, com parada para salvar o cartaz, ver trailer no Youtube e etc, mas a idéia era levar tudo isso na postagem inteira... E enquanto digito isso, ainda nem coloquei os dados do filme (atores, ano, etc), então considera aí que só daqui para cima foi-se 1 hora de postagem...]

Por falar em cartaz... Tenho que comentar... Isso acima é a frente do DVD e cacetes voadores!!!, quem foi o estagiário de merda que fez aquela nuvem da direita? E quem foi o chefe duplamente fecal que aprovou?? Caso não tenha entendido, olhe melhor... A imagem está pequena mas o absurdo é gigante. Se continuou sem entender, olhe esta imagem aqui. O sujeito até conseguiu disfarçar bem recriando o topo do quepe do cara mais novo. Notei que era montagem só depois de ter visto e capa do DVD americano e visto que lá a imagem era cortada, aí voltei e prestei atenção - e a águia era idêntica, no brilho e tudo. E ficou ruim a nuvem de baixo, mas ela eu só reparei depois... Porque a nuvem de cima é tão absurdamente ruim, que abafa todo o resto. O cara só repetiu o pedaço e foda-se! Piorando... Existe a imagem completa, naturalmente mais larga. Se queriam mais espaço por algum motivo... Era só pegar a porcaria da imagem original, com o resto da nuvem! [ou fazer direito!] Mas ok, ok... Só queria desabafar. Passou. [e lá se foram mais 15 minutos...]

PS: não aparecem anáguas no filme.

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Título: Ash vs. Evil Dead
Duração: 10 episódios de 25 min (1ª temporada)
Ano: 2015  --   Trailer
Com: Bruce Campbell (de Bubba Ho-Tep, este comercial e My Name Is Bruce), Ray Santiago (de O Preço do Amanhã), Dana DeLorenzo (de nada que eu conheça), Jill Marie Jones (idem) e Lucy Lawless (de Xena, a Princesa Guerreira e Battlestar Galactica).

Lembram do meu desgosto pela porcaria de 2 anos atrás? Então... Usando uma falsa-expressão (porque não existe em português real, apenas em filmes mal dublados): "É disso que eu estava falando!" [muito pior que essa é quando dublam "no final do dia, o que importa etc, etc" sendo que em português a expressão é "no final das contas", nunca "do dia". Nenhum ser humano brasileiro jamais falou "no final do dia" neste sentido] [e se falou não é mais humano! pode matar e acabar com o sofrimento dele.]

Mas voltando ao assunto, Ash vs Evil Dead é uma seqüência à altura aos filmes originais! Eles tiveram que ignorar o 3º filme por alguma questão legal, mas se você considerar o final alternativo dele (o do mercadinho, do "Hail to the King, Baby!"), a série continua encaixando perfeitamente na trilogia. É a mesma quantidade de sangue e humor cretino que tanta falta fizeram no episódio final de Suburgatory. Aproveitando, para quem nunca viu, o Evil Dead 3 teve um outro final (que hoje chamam de alternativo, mas foi o primeiro que eu vi, não sei como) mais ao estilo "Seus maníacos!": final original.

A história... Bem, não precisa realmente. Se você viu os filme originais, já tem uma idéia. E se não viu, veja e depois se preocupe com a série. Mas digamos que você queira ver a séria e realmente não quer ver os filmes, se seu inglês estiver +/- em dia, tem um resumo dos 3 filmes aqui. Tem outros mais curtos, tem até feito em massinha com gatos... Mas ok, vamos lá: "certo alguém" cai na besteira de ler algumas passagens de um certo Necronomicon, e começa a ser visitado pelos nossos risonhos amigos das profundezas marmorizados do inferno! E ele agora precisa resolver a parada. Junta-se a ele o amigo "mexicano" e a colega gatinha (os três trabalham numa espécie de Casa & Vídeo). E atrás dele vão uma policial (que acha que ele é o culpado pelas mortes que acontecem) [bem... tecnicamente, é sim] e pela Xena por motivos só (não assim tão bem) explicados no final.

Não vou dizer que a série é de altos e baixos... Porque não teve baixos. Até as partes não tão boas, foram, na pior hipótese, medianas. Não sou grande fã do personagem da Lawless no seriado, e acho que no final da temporada deixaram um gancho grande demais. Mas a série foi renovada no meio (se bem que não sei se os episódios já estavam prontos ou não), então estou, tecnicamente, apreensivo sobre como eles vão seguir dali em diante. Mas na prática, como eles não me deixaram na mão nesta temporada, não espero ser decepcionado na próxima. E se o episódio final foi feito depois da renovação, eles têm um plano. [putz... que saudades de Galactica!] [e Babylon 5...] [saudades de ver uma série decente de FC que dure vários anos, na verdade...] [diga-se de passagem, eu não vi todos os episódios das primeiras temporadas de Stargate SG-1. Talvez seja uma idéia rever...]

Mas então, voltando às recomendações... Podem ver. Episódios rápidos e ligeiros de 25 minutos. Muito sangue e Bruce Campbell no alto de sua canastrice.

O que me lembra que acabei nunca fazendo a postagem (nem lembro se está em rascunho ou se não escrevi nada mesmo), mas fica a recomendação também pelo livro ao lado. "Make Love! The Bruce Campbell Way" é muito divertido e "todo baseado em fatos reais - exceto as partes que não são". Dele também tenho o "If Chins Could Kill: Confessions of a B Movie Actor", mas não li ainda. E parece ser mais focado no mundo real que o ao lado.

E fechando, só mais dois comentários adicionais. Um deles totalmente irrelevante. Algo que eu não entendi foi o cordão do Pablo (o latino), porque parecia que seria de alguma ajuda, e só ferrou o sujeito... E a menina, ela tem um sotaque parecido com a secretária do Brooklyn Nine-Nine (outra ótima série). Não consegui descobrir de onde é o tal sotaque, mas eu gosto dele. Sei lá.

Por falar nisso [que é só um jeito de começar a frase, porque não tem nenhuma relação com nada e não lembro o que estava pensando entre esses dois parágrafos], lembrei de algo agora... Cacete!! Cancelaram Gravity Falls! Ia até fazer uma postagem no dia que fiquei sabendo... Achei que o encerramento da temporada estava meio estranho, fui pesquisar e ao invés do gancho naquele episódio, terá mais um, fechando tudo. Descobri faz pouco tempo até que Phineas e Ferb também acabou (no começo do ano, até), mas pelo menos durou bastante. Gravity Falls merecia pelo menos mais um ano para fechar redondo a ainda ter alguma folga.

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Por falar nisso [AHA! agora faz sentido!], Rick and Morty é espetacular. Tive que me controlar para só ver no máximo 2 episódios por dia. E isso porque só fiquei sabendo que o desenho existia devido a uma abertura dos Simpsons e só lembrei de pesquisar o que era uns meses depois (isso faz uns 2 ou 3 meses). Legal também que comecei a assistir sem pesquisar nada e nem saber o nível de absurdo, FC, referências e até algum drama que a série teria.

E ele é também é uma fonte de boas músicas. Poderia ouvir o "For the Damaged Coda" em loop tranquilamente. [na verdade, ouvi algumas vezes seguidas já sim, inclusive a não-coda, que também toca no link]. E de vez em quando comentário do Youtube serve para alguma coisa... Tu achando "poxa, que legal, gente atual fazendo música de qualidade..." [exagero] e vem o sujeito lá e explica que a música tem 170 ANOS!! :-D
[a tal banda é boa sim, mas essa chupada do Chopin é a melhor deles mesmo]
Outros exemplos [na verdade, essas foram as 3 que me chamaram atenção, e a última eu já conhecia, mas é tudo questão de gosto, vocês podem encontrar outras que prefiram no desenho]: Mazzy Star - Look on Down from the Bridge [o link é para a 2ª melhor cena final do desenho, a primeira é da música acima, mas lá não linkei de propósito, para não entregar a surpresa, nesta aqui não entrega]; e DMX - X Gon Give It To Ya [esta também não entregaria nada, mas a cena com a música é curta].

E é isso, estou me alongando. O desenho tem duas temporadas até agora. Vejam. Vou parar por aqui. Fui! E feliz ano novo para vocês!
[perdi a conta do tempo, porque parei para jantar e ver TV... mas comecei 20:45 e agora são 02:25. "Vou só fazer uma postagem rapidinha..." ele disse. Desgraçado!]

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Somos o que Somos

Pois é... Dilema! Já comentei aqui que não sei falar de filmes cabeça. Eu até gosto deles, mas na hora de fazer elucubrações intelectuais ou comentários profundos... Não rola. Não é assim que meu cérebro funciona. [that's not how I roll, baby!] Mas fico postando sobre filme de quadrinho, livro de zumbi, jogos de tiro... Sóóóó besteira! [bem, tem uns mais cabeças aqui e ali, tipo Loup ou Dragon Head] [putz! acabei de lembrar: o Dragon Head também é "filme de quadrinho"] E aí, quando eu finalmente vou num filme cabeça, não vou falar dele?! Ah, não! Vi algo estranho, metido à cult, numa sessão vazia... Preciso comentar também, para não ficar só no pop.

Nome original: We Are What We Are
Refilmagem de: Somos Lo Que Hay
Duração:
1h45min  --  Ano: 2013  --  Trailer
De: Jim Mickle (de Infecção em Nova York) [um filme sobre pessoas que viram "ratos-mutantes sedentos por sangue", se o que eu li está correto]
Com: Ambyr Childers (de nada que eu conheça), Julia Garner (em breve, em Sin City: A Dame to Kill For), Bill Sage (de Boardwalk Empire), Michael Parks (de Twin Peaks e vários filmes do Tarantino), Wyatt Russell, Kelly McGillis (de Top Gun), Nick Damici e Jack Gore.

Frase fora de ordem: geralmente eu só digito essa listinha dos dados acima depois de toda a postagem escrita, e aí de vez em quando eu levo uns sustos... Mas putz! Kelly McGillis?!? A vizinha velha era a Kelly McGillis?! Ela não fazia assim o meu estilo, mas foi a musa mundial quando lançou Top Gun. Muito estranho vê-la assim, de repente, sem nenhuma imagem mental intermediária. A Cher, por exemplo, era engraçadinha, ficou linda, e depois disso a acompanho decaindo fisicamente ao longo dos anos... Foi gradual. A Liz Taylor também. Já essa agora foi um choque! De gostosona de um filme, à senhorinha gordinha de outro. Mas perdoem a interrupção, voltemos de onde eu estava...

// Na verdade, eu não resisti e, relendo a postagem, resolvi fazer uma imagem com imagens intermediárias. Cá está! Vejam se não é muito menos chocante do que pular da primeira para a última. Assim vocês não ficam chocados como eu. [e se você era fã dela na época do Top Gun, pare aqui, na net há fotos bem piores; eu fui legal na seleção] //

Aviso: eu comecei a postagem tentando evitar spoilers, mas tinha hora que não deu, então ficou um meio termo estranho... Resumindo: TEM SPOILERS! Se quer ver o filme sem saber nada, volte depois.

Vi esse filme após um comentário (não lembro onde) que dizia algo como "O final deste filme é o mais aterrorizante já visto em anos". Foi suficiente para ficar curioso. Vi sem nem ter visto o trailer até... Vi agora só [literalmente, foi depois de ter digitado as reticências] e, novamente, ainda bem que não vi. 1) O trailer é fraco [até aí tudo bem, mas poderia ter tirado a curiosidade de ver o filme], mas 2) O trailer entrega todo o mistério! PORRA, fazedores de trailer!! Tem gente que SABE o que é Kuru! Também conhecida como encefalopatia espongiforme ou Mal da Vaca Louca, que pode ser causada por: ....... [como diria a River Song: "Spoileerrss!"]
[e o cartaz nacional até não entrega, mas há uma versão dele que te induz um pouco a adivinhar o que está acontecendo]

Acabou que o filme não era de terror normal, apesar da "situação" acima, está mais para um filme policial com terror psicológico! Mas ótimo! Isso vale também! Depois de um certo ponto, era meio óbvio o que estava acontecendo, só não tanto a motivação por trás. Mas eu gostei da solução, teria ficado decepcionado se ao final do filme descobríssemos que eram todos vampiros (ou algo assim).

Mas... fico tentando imaginar como aquilo se manteve por pelo menos 300 anos sem uma seita por trás. Quando você tem um bando de malucos, isolados, com crianças que crescem com aquilo na cabeça, e aí depois namoram outras crianças que cresceram com aquilo, e aí têm filhos que crescerão aprendendo aquilo... Tudo fecha. Mas ali?! Como é que, ao longo de 300 anos (no mínimo), todas as namoradas ou namorados dos malucos aceitaram aquilo numa boa?

E o delegado ficou enrolando e depois sumiu boa parte do filme... Eu até achava que ao final fôssemos descobrir que ele também era um dos "seguidores" daquela tradição. E de repente mais gente ainda da cidade. [ok, seria meio manjado isso] Mas não... Era só pouco tempo de tela mesmo.

E apesar da catarse final que pode ter levado à última refeição vista em cena, depois de toda a opressão sentida pelas garotas (parabéns para a atriz mais nova até), ficou difícil aceitar que aquilo vá continuar. Todavia, essa é a interpretação mais fácil possível com a última cena do filme (a cena com o livro).

A 2ª mais fácil é: não irá, mas o diretor quis provocar e colocar uma cena de efeito vazia. E depois dessa, temos interpretações mais bobas, do tipo: não continuará, mas ela queria guardar o livro de recordação. (!?) Essa opção é tão tola, que está digitada só como um exemplo cretino. Então das duas uma: o diretor colocou uma cena inútil, ou, do nada, as personagens resolveram que eram a favor de tudo que eram contra até ali. Por mais que a filha mais velha tenha aceitado "numa boa" o que aconteceu na 'cena da pá', vai ter síndrome de Estocolmo assim no inferno! [leitores psiquiatras, eu sei que a síndrome não é essa, nem sei se existe um nome para algo assim, mas deve ter] A cena pareceu uma imitação da cena final em Deixe Ela Entra [o original, não vi o remake], mas estando lá só meramente para causar um rebuliçozinho. Acabei de ler uma resenha em outro site... Implausível é a palavra do dia.
A cena logo anterior, do jantar, ok, foi uma catarse maluca e exagerada, mas dane-se. A cena no carro eu achei muito menos crível.

Outra rápida reclamação, mas de repente eu que na hora não fiz alguma conexão (e nem agora estou conseguindo lembrar) é que não entendi como foi que a médico fez a ligação entre os ossos e a família. Só muito depois é que teve a cena em que os ossos aparecem no próprio quintal deles.

Ah, e se o "monstro" não era a mulher do carro... Qual foi a utilidade de todo este sub-enredo? Isso, na hora, deu força para a minha teoria do delegado também fazer parte da tradição, seita, ou seja lá o que era.

Não achei muitas resenhas sobre o filme (até achei, mas tem muita gente que chama de resenha só dar a sinopse, e vi muita gente esculachando o filme sem dar bons argumentos, então não as considero) [ou o argumento era até bom, mas a resenha era curta e sem graça], seguem só duas então. Nada mais justo, para a refilmagem de um filme mexicano, que uma resenha nativa. E a outra não entrega nenhum spoiler.

Cine PREMIERE: We Are What We Are es uno de los remakes hechos por Hollywood menos hollywoodenses y más de autor que se hayan hecho en los últimos años.
Quadro por Quadro: ... um filme que prende a sua atenção, apesar do ritmo lento.

E terminando, numa nota totalmente descorrelata [essa palavra existe??], descobri que DEAD SNOW terá continuação. Esbarrei nisso neste site lendo uma resenha do Somos o que Somos lá. Pelo que vi em outro, a história continuará exatamente onde o 1º parou, mas o link que acabei de dar fala sobre uma gang de matadores de zumbi... Em suma, não sei qual será o mote do filme, mas isso mal existia no primeiro mesmo, e filme de humor negro com zumbis é sempre bem-vindo.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Walrus Tales - Table of Contents

I have all my books catalogued. [and I'm nerdly proud of that!]
When the book is an anthology of short-stories, they also get catalogued. Nothing fancy... all data are just an Excel file with four spreadsheets: one for books, one for the fiction inside of them (when it's a collection), a very smaller one for magazines I won't throw away [mostly old magazines about japanese animation, from the time before the Internet killed all the reasons for theirs existence], and a ridiculously small (about 15 lines) for ebooks (I do have more ebooks than that, but this spreadsheet is for ebooks I don't have the actual paper book - generally something old I got curious about, or something that probably will never appear in book form, or because it's just some short story I decided to read without buying a whole book I didn't want).

So... Although it took a bit of initial effort (the spreadsheets are just about 2 years old, and I had a lot of books already then), I will not have the trouble other people already had for me. That means: I just copied and pasted a lot of things already in The Internet Speculative Fiction Database (it's a lot easier just to adjuste the columns than to retype everything for every SF book in english I have). When I don't find it there, Google is my friend. And then... In some extremely rare cases, when no one bothered, not even the publishers' sites... Those ones I type myself. You can't win everytime [and most of my books are in portuguese anyway].

I will not start my own ISFDB nor will I post the contents of every one of that cases I discover... I just was astonished to discover no one posted the contents of Walrus Tales ANYWHERE! (they almost got it here, but you have to click for every author, and most of the tales names are missing). [and I can't accept an world wide net without the word "Illuminiwalri" in it! that's just too good a word and concept not to appear anyplace]

Ok, it's not Dickens. It's not Asimov. Heck!, for most of the human race it's probably not even a good book! But the table of contents alone is enough fun to not let it pass un-interneted. [true, I could just fill the data on it's own ISFDB page, but that place is not Wikipedia, they're a lot more serious about its editing] [and it's more fun to post it here!]

So, that's enough talk. I will stop abusing english language now. [sorry, my fellow Brazilians, but I do think you guys will be less likely to rummage the net for this book's contents] [and it was fun to write in english, I didn't do that for a long time]

Walrus Tales - Table of Contents:
Edited by Kevin L. Donihe / Eraserhead Press

The Illuminiwalri [*] --  Greg Beatty
We Are All Together  --  Bentley Little
Night of the Long Tusk  --  Paul A. Toth
The Rhinoceros and the Walrus  --  Dave Fischer [2]
Meet the Tuskersons  --  James Chambers
Naming Day  --  John Sunseri
Walrus Skin  --  Ekaterina Sedia [3]
Tattoo Burning Over Your Wasted Heart  --  Andersen Prunty
Deadtime for Bonzo  --  Violet LeVoit
Scapegoat  --  Alan M. Clark
Coloring Book Exegesis  --  Nicole Cushing
13 Ways of Looking at a Walrus  --  Nick Mamatas
Medicine Song  --  Mitch Maraude
The Legend of the Silver Tusk  --  Jeffrey A. Stadt
Girl Gone Gray  --  Gina Ranalli
The Walrus Master  --  Carlton Mellick III [4]
The Walrus-Carpenter Murders  --  R. Allen Leider
First Natural Bank  --  John Skipp
Sirens of New Brunswick  --  Mykle Hansen
The Walri Republic of Sea World [*] --  Bradley Sands
Gus  --  A. D. Dawson
Lovespoons in Peril  --  Rhys Hughes
Something Fishy  --  Mo Ali

[*] = I do think it sounds better, but... I have to say it: technically, walrus is not from latin, so the walri plural does not exist. Octopi also do not. [note: I just saw that in the book's introduction the author makes a similar statement]
[2] = Couldn't find anything about this guy.
[3] = I think she is the only one here that got published in Brazil.
[4] = Easily the most famous of the bunch, so I decide not to link him. I linked his favorite cover artist. If I were crazy enough, I'd buy all the books this guy covers. [and I will buy whatever book uses the picture Nerd Rage]

Now, go buy the book. And then return and tell me if you liked. I didn't read it yet. [and I have mixed feelings about bizarro fiction. Sometimes I love it, sometimes... I really don't.] [you can find both situations in Die You Doughnut Bastards]

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O Rei de Amarelo

Nome original: The King in Yellow
Autor: Robert Wilson Chambers
Páginas: 316  --  Ano: 1895

A história: na verdade, são vários contos sobrenaturais e de horror, e o tal Rei de Amarelo, que seria uma peça dentro do universo do livro, é a ligação entre algumas das histórias apresentadas. Vou manter a postagem curta, então para mais detalhes... a Wikipédia é sua amiga: The King in Yellow (ainda sem link em português lá. E aí, galera? Tão esperando o quê?) [eu já tenho um blog pra cuidar, não olhem pra mim não...]

Agora... A pura verdade, é que não li. Na verdade, nem sabia que este livro existia até outro dia, então nada mais justo que agora esperar. Como assim? É que o livro sairá em português, depois de "apenas" 120 anos! E reproduzo mais abaixo o email do cara que fez eu saber que o livro existia para começo de conversa. [mas eu não fiquei sabendo pelo email, eu votei lá no Facebook quando ele nos pediu para escolher qual seria o próximo lançamento, e pelas descrições e pesquisas que fiz em seguida, eu fui um dos que votou nesse do Rei. E nem precisava ter pesquisado muito, só de falar que foi influência PARA o Lovecraft, me convenceu]

O livro está agora em pré-lançamento (e põe PRÉ nisso) pela editora Clock Tower, do Denílson Ricci, uma espécie de OMAC editorial.

Deve demorar um pouco para sair (sem data ainda, mas eu chutaria de final de 2014 para meio de 2015), mas tenho mais de 200 livros na pendência, posso aguardar. Eu comprei o outro livro do Denílson, mas a verdade é que não só até hoje não li (com tanto livro na frente, acabei não furando a fila com ele), como não poderia aproveitá-lo 100% de qualquer jeito, porque já lera quase tudo do Lovecraft antes [olhei o índice lá agora, e devem ser umas 40 ou 50 páginas de material inédito para mim apenas]. Mas é um livro muito bom, de primeira! [a propósito, meu nome real está lá, nas páginas finais, com a galera que "crowdfundiou" o dito cujo] E esse é mais um motivo para não me apressar agora: por mais que eu tenha ficado curioso com as histórias do Chambers, o próximo livro eu vou aproveitar direito, lendo inteiro sem ter lido nada dele antes.

O livro ainda está com pouca divulgação, mas já achei pelo menos um outro blog comentando e tem o Facebook, linkado mais pra baixo.
Morte Súbita Inc.: O Rei de Amarelo finalmente em português

E agora, tal qual ao primeiro livro, vamos ao email original, que motivou a postagem:

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Amigos, estamos em desenvolvimento de um novo livro, nos moldes daquela antologia de Lovecraft, mas como muito mais qualidade e agilidade no processo de desenvolvimento, entre tantas outras melhorias... Esse novo livro tem tudo para ser muito melhor que o primeiro.

Este livro é 'O Rei de Amarelo' (The King in Yellow) – ainda inédito em nosso idioma, escrito em 1895 e de autoria do famoso, mas agora cult, escritor Robert W. Chambers. Esse livro foi um enorme sucesso no passado e até hoje considerado uma das maiores criações de literatura fantástica de todos os tempos. Recomendo fortemente aos amantes desse tipo de literatura que leiam essa nosso futura tradução. O próprio Lovecraft, fã de Chambers, usou esse livro como fonte de inspiração para o seu 'Necronomicon' e o tinha como uma obra de cabeceira. As influências desse livro estão em outras partes da obra de Lovecraft, como no conto 'A Sombra de Innsmouth', 'Um Sussurro na Escuridão', etc...

Convido a todos a conhecerem o projeto do livro no link abaixo.
https://www.facebook.com/oreideamarelo

O livro não está nem traduzido ainda e tudo está no começo. Mas será como no projeto anterior de edição fechada. Então se você tem interesse no livro ou aventa a possibilidade de um dia vir a adquirir o mesmo, manifeste esse interesse respondendo esse email e cadastrando assim seu email para o futuro livro, ok? Eventualmente lhe mandaremos informações sobre o andamento do livro.

Grande abç,
Denílson E. Ricci
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Ah, só para o caso de neste livro o pagamento também ser antecipado [não sei ainda como será], já fiquem sabendo que não há razão para medos ou suspeitas. No livro do Lovecraft eu paguei por ele acho que 1 ano antes [ou mais?] e em cada atraso [foram alguns, mas devem ser muito menos agora, que o cara já tem a manha] havia um email do Denílson pedindo desculpas e falando que quem quisesse desistir, ele devolvia o dinheiro na mesma hora [porque sempre surgia um babaca achando que era golpe...]. Podem confiar. E, novamente, não percam a chance. Não só é um livro que já nasce sendo edição de colecionador, como pode ser a única chance que vocês terão [para comparação, nunca vi 'O Mundo Fantástico de H. P. Lovecraft' no Estante Virtual. Quem tem não vende! Ha!].


Agora é sentar e esperar 1 ou 2 anos. Mas valerá a pena!



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[ATUALIZAÇÃO EM MARÇO/2014:]

MAS QUE SAFADOS!

MAS QUE COINCIDÊNCIA DESAFORTUNADA!

Ninguém falava deste livro até sei lá quando, quando o Denílson começou a pesquisar entre os leitores qual seria o 2º livro da recém criada editora Clock Tower, e aí... Acabei de levar um susto no Skoob vendo a capa de O Rei de Amarelo. Achei que já era o livro do Denílson (apesar da capa meio sem graça)... Mas não, não era!

Pior, tem dois!

Não só a Arte & Letra lançou uma versão parcial, como parece que a Intrínseca está para lançar a dela também [acho que não lançou ainda, porque o livro não consta no site deles]. Ok, o livro é antigo e os direitos expiraram, então até eu posso lançar uma versão se quiser. Mas porra, que <biiiip>!

Ok, podem não ser, mas sabem como é... Coincidência demais!

[comentário: a capa que eu vi primeiro, que achei muito sem graça, foi a da Intrínseca, que parece de livro infantil e completamente descuidada na escolha das fontes. A da Arte & Letras até que ficou bem legal.]

Se ainda estivesse para sair no cinema algum filme baseado na história, nessas horas todo mundo corre para lançar o livro. Mas não está! Falta de fair-play isso. Eu vou esperar. Se o Brasil esperou 100 anos para ter esse livro em português, eu posso esperar só mais 1. Enquanto isso, dei um pulo no Facebook do projeto e roubei o texto abaixo. Editei um pouco para ficar mais curto e deixo aqui para vocês [mesmo porque eu não sei linkar uma postagem específica do Facebook, se é que dá, parece que não]

[atualização da atualização:] Sobre as partes riscadas da postagem: e não é que saiu uma série de TV cheia de referências ao livro!? Putz! Não podia ter saído 1 ano depois e o Denílson ter feito rios de dinheiro com o livro dele já no prelo antes de todo mundo?! Pipocas! Retiro o <biiiip!> acima. Mas putz! Muitos putz!
Alguns links sobre o assunto: io9 e FastCompany.

E vamos ao texto:
[OBS: eu não tenho idéia se a versão do Denílson será mesmo melhor ou não que a tradicional, sou só fã do esforço dele. E vai que o Chambers não publicou a versão original porque era um rascunho que ele não gostou? Ou vai que ele a adorava mas o editor o forçou a mexer na história? Não sei de nada. Mas marketing é a alma do negócio e o Denílson está fazendo a parte dele. Já eu, se bobear vou acabar é comprando as duas para comparar depois. Ser nerd é um problema. rs!]

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O Rei de Amarelo
1 de março


O DIFERENCIAL DE NOSSA EDIÇÃO (com relação a ed. da Arte & Letra) E O PORQUE DELA SER ÚNICA (originais do prof. Trebor)!

Antes de começar esse livro eu fiz um grande estudo ao longo de vários meses e que me colocou em contato com os maiores especialistas na obra de Robert W. Chambers. Foram troca de emails, cartas e materiais diversos.

Uma dessas pessoas foi o professor e doutor Robert Wright Trebor (53) do 'The Department of Philosophy, History, Culture and Art Studies' da Universidade de Helsinki.

O doutor Trebor é, sem dúvida, o maior conhecedor da controversa obra do autor. Mas, o que isso interessa aqui?

É o seguinte: depois da morte e Chambers sua mansão foi praticamente abandonada e serviu de abrigo e local onde jovens se reuniam. Muitos dos escritos originais de Chambers foram perdidos aí, porque esses jovens utilizavam muito de seus papéis, móveis e livros para fazer fogueiras (pasmem). Um desses jovens foi o professor. Foi lá que ele descobriu os manuscritos originais do 'The King in Yellow' e resolveu guardá-los. O professor Trebor confessa que na época era usuário de drogas e delinquente juvenil, mas que mesmo assim guardava um gosto pelas artes e literatura.

Não vou estragar a surpresa pra vocês sobre o que aconteceu com esses originais, mas posso adiantar que a edição de 1895 é relativamente diferente do livro original que é o que vamos apresentar, por isso nossa edição é única até hoje.

Não é querer desmerecer, mas a edição da Arte & Letra só apresentará os 4 primeiros contos do livro e nem da edição de 1895 reproduz completamente.

Junto a esse material foram achados dados biográficos do autor (não é o diário) e que foram importantes para montarmos aqui nossa biografia.

Não vou revelar mais detalhes, uma vez que nossa ideia desse livro já está sendo meio que copiada. Deixarei outros pormenores para a introdução do livro.

Grande abraço a todos,
Denilson
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[ATUALIZAÇÃO EM OUTUBRO/2014:]

Rápida atualização, já que acima (e na resposta de um dos comentários) eu sacaneio uma das edições por ser parcial (apenas os contos principais, e não os 10 do livro original), mas... acabei de ficar sabendo, no novo site da editora, que a versão do Denílson também focará apenas nas histórias principais:

<< O verdadeiro livro “O Rei de Amarelo” é composto de quatro contos e um poema que de fato compõem a obra original (e não dez, como afirmam por aí). Apesar disso, os seis demais contos serão disponibilizados a todos os compradores no formato de ebook, a título de curiosidade. (...) o livro contará também (...) “A Máscara da Morte Rubra”, de Edgar Allan Poe, e “Um Habitante de Carcosa”, de Ambrose Bierce. >>

Pô, Denílson. Muitos elogios são merecidos, mas eu esperava os 10 contos originais. [sim, são 10!] Ok, iria dobrar o tamanho do livro... Mas que tu cobrasse ainda mais por ele então, pipocas!! Quem paga R$ 75 num livro, paga R$ 90! Os demais contos em "ebook a título de curiosidade" foi... eu tinha escrito "sacanagem", mas façamos o seguinte [em vista ao que eu vou escrever no parágrafo abaixo]: foi uma pena.

Menos mal que, pelo que pesquisei, os demais contos não são bons. Então... acho que tu escapou de eu ficar chateado com você. E, no geral, acho que você se redimiu bem incluindo o poema e outros autores. Mas... provavelmente... Lá vou eu ter que comprar a edição com a horrível capa da Intrínseca... Pô, Denílson! rs!!

[ou, pensando melhor... de repente eu compro a versão completa em inglês, que assim fico tendo o texto no idioma original também... gostei disso! Amazon, lá vou eu...]

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Morte do Demônio (2013)

Nome original: Evil Dead
Duração: 1h31min  --  Ano: 2013
De: Fede Alvarez (de Ataque de Pánico!) [que é bem legal, acima da média de curtas aleatórios feitos por aí, mas é... assim... bom "a nível de" Youtube, fora de lá, entre seus 20.000 vídeos engraçadinhos com gatos e hamsters bebês, não vejo razão nenhuma para o cara ser endeusado.]
Com: A garota do Suburgatory (Jane Levy) e uns desconhecidos. [o link deles é para o IMDb, caso você realmente queira nomes, não é para fazer suspense nem tem nenhuma gracinha, é só que, realmente, não senti que valia a pena... estou digitando agora mais do que todos os nomes deles juntos... mas não importa, é uma questão da princípio. Mas sim, eles até que não comprometeram nem nada].

Sinopse: 5 jovens, uma cabana isolada, um demônio a solta, 2.000 litros de sangue.

Super resumo:
fraco!

Um pouco mais de comentários:
parabéns para a ruivinha do Suburgatory, que quando eu reconheci no começo do filme achei que iria me tirar do "mundinho" e eu passaria o filme inteiro lembrando dela fazendo piada, mas não... esqueci completamente do seriado. E o resto fez o seu trabalho, nada de muito interessante para comentar.

O filme é ruim? Também não. O diretor trabalhou direitinho também. Mas... Não me serviu. Era gente fazendo cara de preocupado e assustado, sangue e algumas coisas mais gore (desse tipo aqui, e não o Al nem Vidal) [na verdade, o filme tenta ser um pouco mais "realista" nos sangues e cortes, mas eu realmente não quero demorar muito pesquisando para um resenha de um filme que não achei grande coisa]. O pior é que o cara fez o filme com apoio (e possivelmente alguma ajuda) do próprio Sam Raimi. Ok, deve ter gente que vai gostar (de repente o mesmo molequinho que citei no Oblivion), mas achei fraco e pronto. Não serão uns movimentos de câmera interessantes e algumas referências ao primeiro filme que vão me fazer feliz feito uma criancinha doida. [sim, é o bebê do Itaú, não pensei em nada melhor e não estou querendo me esforçar]

Acabei de lembrar de algo do nada... O filme começa mostrando uma outra galera resolvendo uma possessão anterior. Assunto resolvido. Corta a cena. O filme começa. Mas toda a galera desta primeira cena... super-preocupada com demônios e etc... LARGA A DROGA DO LIVRO NA MESA?
Ok, o livro era mágico, não dava para queimar... Dane-se, amarra numa pedra e joga na lagoa. Ou enterra. Mas tu não me larga isso sobre a mesa, em posição de destaque, com um post-it dizendo "Por favor, não leia." É sério?

De crédito [além do cartaz dizer "verá" ao invés de "vai ver"], pelo menos arranjaram uma boa desculpa (a garota em crise de abstinência) para ninguém levar a sério o que ela dizia. Ok, eu não levaria a sério ninguém me dizendo que tem um demônio no quarto, com ou sem drogas, mas sem a desculpa da crise eu a teria levado para casa (ou colocado em tratamento). Mas já isso de se isolar para se livrar do vício... Possivelmente não é a coisa mais recomendável a se fazer, mas tem base. [o link está correto, vai lendo que você acha]

E qual foi da cena do estupro? No filme original era algo... tão fora de propósito!, que você até levava um susto. Essa agora fez o cinema rir. E não sou eu sendo maldoso, é a descrição do que aconteceu na sessão em que eu estava. E o pior, nem foi no lançamento, com fãs mais ardorosos, foi numa sessão em pleno feriadão, cheio a casaizinhos que nem devem ter visto o primeiro filme.

E cadê o humor do original? Não precisavam chegar no nível do Uma Noite Alucinante (o Evil Dead II) ou do terceiro, que até avacalhou um pouco, mas o 1º também tinha algum humor. Pode até não ter sido sempre de propósito, mas esse filme agora não devia ter se levado tão a sério...

Ah, e qualé? O "filme mais apavaronte que verei na vida"? Tudo tem que ter limite, até marketing!! Depois dessa, termino por aqui, recomendando que você espere passar no Supercine. Ou veja feliz se tudo que te basta são lacerações e litros de sangue.


Pois é, eu tinha mesmo parado por aqui. Mas depois de publicar, fiquei lendo notícia no Omelete e lembrei que ainda não tinha lido nenhuma resenha do filme. E nem linkara nenhuma. Fiquei com a consciência pesada. Onde ficaria minha integridade bloglística? E para piorar, eu que adoro linkar o Screenrant... Eles lá gostaram do filme. Pois bem, para vocês terem uma segunda opinião, a resenha deles: The soul of Evil Dead is alive in this new version. O Omelete e o Cinema com Rapadura também gostaram.
Ok, então eu fui o único que achou que é só um passatempo vagamente interessante... Beleza. A gente concorda de novo num próximo filme.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

24 meses de jogos no PC

É isso aí... faz tanto tempo que não resenho jogo, que vou fazê-lo de uma só vez para tudo que joguei nos últimos 2 anos e que não tenha tido a própria postagem, como o Rage ou Duke Nukem Forever [que ainda está em rascunho]. OBS: tudo PC, não jogo video-game desde o Atari 2600.

Comentário making-off: comecei a postagem como "Doze meses de jogos", mas no meio vi que era muita coisa, e eu não jogo tanto assim (demoro bem para terminar cada um); chutei 2 anos então. Não tenho idéia do tempo real que levei.


The Walking Dead, Telltale
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: escapar vivo de um mundo dominado por zumbis e gente ruim. Importante: é jogo de aventura, você anda, conversa, resolve coisas, faz amizades (ou não). Não é só sair desmiolando mortos-vivos com sua bereta (mal tem isso no jogo).

Jogo ganhador de vários prêmios do tipo "o melhor do ano". E talvez tenham sido merecidos mesmo. É muito bom. Mesmo estilo do Sam & Max, mas com muito mais decisões morais. E todas tendo que ser tomadas sem tempo para pensar.
Só estejam com seu inglês em dia, por não ter percebido (na pressa) a nuance de uma frase no começo do jogo, escolhi uma opção que fez o cara de bigode me olhar torto metade do jogo. Pô, nem foi de propósito, e na hora não me ocorreu que eu podia ter voltado um pouco o jogo sem recomeçar a fase inteira. Mas atentem: não dá para ficar nessa de salvando, testando, voltando e refazendo não. O jogo salva quando ele quer e ponto final. Talvez para desmotivar esse tipo de malandragem.
Ótimo jogo, mesmo que você não seja fã de zumbis.
E joguem também Sam & Max!


The Elder Scrolls V: Skyrim, Bethesda
(wikipediatrailer) [sem link para o site oficial pq ele é muito ruim]

História: salvar o mundo de dragões homicidas e vencer uma guerra, tudo isso enquanto passeia pelo lugar explorando e fazendo dinheiro para comprar armas e roupas melhores.

Gigante! Cacete... É muito grande! [uia!] Vejam essa musiquinha e esqueçam do mundo por muitas horas. Muitas! E olha que meio que desisti de fazer tudo. Não sou muito fã de jogar várias vezes, cada uma com um alinhamento ("Sou bonzinho, e só farei coisas caridosas e limparei o mal do mundo"). Não... A velhinha me pede para salvar o gatinho... Eu mato 50 orcs piratas mágicos e salvo o gatinho. [isso é um exemplo, não aconteceu no jogo] Mas a Guilda dos Assassinos me pede para matar uma noiva inocente, no seu discurso de casamento [isso aconteceu]... "Missão dada é missão cumprida!" E não é que eu seja um cara mal... É que sei que nunca terei o saco de recomeçar o jogo todo de novo, mas agora sendo bandido... Depois recomeçar sendo ninja... Depois rejogar sendo uma margarida! Não, já que o jogo permite, faço tudo de uma vez e pronto.

Em Fallout não dava, então eu seguia minha consciência. Até comecei a rejogar uma vez, sendo o maior dos filhas da puta... Mas matar todo mundo de forma inconseqüente é divertido por alguns minutos, não para refazer o jogo inteiro. Pelo menos vi o que acontece se você NÃO desarmar o explosivo na cidadezinha com uma bomba atômica encravada no meio.

Voltando ao Skyrim, pelo menos posso me orgulhar de não ter feito nenhuma missão de cortar madeira. Nem me pediram. Mas putz... O que eu tive que fazer de cordãozinho e anel, só para botar feitiço e depois vender (ou jogar fora), só para aumentar meu % de Encantamento...rs!!! [em compensação, fiquei com um arco foda quando finalmente pude colocar 2 feitiços nele] [alguém, me mate... por favor!]

Falemos de problemas. Algo que poderia mudar nesta série no futuro (ou voltar, não sei como era isso antes do Oblivion) seria justamente criar um senso de responsabilidade ou de urgência. Se a mocinha na floresta pede minha ajuda para achar o marido, eu até tenho a opção de responder "Vai se catar que tenho coisas mais importantes para fazer."
Mas isso é mentira. A opção está lá só para se você quiser ser babaca. Agora... Se eu resolvesse ajudar a mocinha e a história do jogo NÃO PARASSE enquanto isso, minhas decisões teriam peso.
De repente, no tempo que eu levei até descobrir que o cara morreu no fundo de uma caverna, só para avisar a garota que ela agora é viúva... Uma cidade inteira poderia ter sido destruída. Ou não. Ou a mulher pode ficar grata pela ajuda desinteressada e me dar algum poder único no jogo. Ou não também, e só ficar lá chorando. As decisões tinham que ter alguma utilidade e conseqüência. E não apenas "Num momento X do jogo você pode entrar no exército A ou B." e daí em diante algumas missões serão diferentes.

OBS: não terminei o jogo ainda, acabei de passar dessa parte acima. Não podia continuar o jogo e organizar uma reunião entre os 2 lados em guerra sem me juntar à algum deles (os Imperiais ou os insurgentes). Eu não queria fazer inimizades, mas as missões paralelas estavam cansando (missões de ladrões, de assassinos, e as da mocinha lobisomem que só fica me pedindo para matar bicho).

Voltando ao problema do tempo, se alguém me pede para entregar uma carta para o filho no outro lado do continente, numa viagem de dias, eu deveria me sentir compelido a NÃO fazer aquilo instantaneamente, e me programar para entregar a carta só quando eu estivesse passando pela região. Como o jogo é agora, eu posso gastar 5 dias (de dentro do jogo) para entregar o papel, voltar (mais 5 dias), avisar o cara "Tudo certo, entreguei o cartão de Boas Festas para o seu filho" só para ganhar 10 moedinhas, e, nesses 10 dias... O MUNDO PAROU. A guerra NÃO seguiu em frente e dezenas de pessoas NÃO morreram porque eu fui relapso em evitar ataques de dragões. E nem em momento algum irá aparecer na tela "VOCÊ PERDEU! Sua incompetência generalizada em salvar o mundo causou a destruição do planeta" Ok, até chegar ao ponto de aparecer essa mensagem você teria que ser muito ruim e já estar andando num cenário de cinzas. Mas deveria existir a possibilidade. Não existe.

Outra coisa é que o jogo entrega as coisas muito facilmente, não te deixa parar para pensar "O que eu faço agora?". Tem uma parte do jogo que eu prendo um dragão e preciso descobrir um endereço com ele. Ele responde: "O único jeito de você chegar lá é voando. Solte-me, que te levo. Pode confiar."
Novamente, o jogo me dá opções de respostas como estas:
A) "Nunca! Maldito lagarto voador!"
B) "Mas como eu posso acreditar em você, dragão?"
C) "Sério? Sempre quis voar. Partiu!"

Só que o computador atualiza minha missão para "Monte o dragão e vá até o lugar". Putz... Então É ÓBVIO que eu posso confiar nele. E toda a conversa é irrelevante.

Minha missão tinha que ser "Chegue no lugar" e aí... na conversa acima as opções realmente teriam utilidade. Eu podia matar o bicho e me ferrar procurando o lugar a pé (mas ter como chegar lá assim). Poderia tentar entrar num acordo. Ou poderia acreditar nele, e, aleatoriamente, ou o bicho me levar lá mesmo... Ou me soltar numa cratera com 5 dragões e sair rindo (ou seja, eu não devia ter confiado nele).

Além do jogo entregar muito facilmente o que tenho que fazer e não me dar nenhuma senso de dever, há também problemas técnicos. Muitos bugs aqui e ali (que eu vejo soluções pela internet, como um cara que me manda entrar na sala dele, mas não abre a porta, ou o computador me mandar ir perguntar algo para um sujeito e a pergunta não aparecer nas opções) [obs: os patches corrigem boa parte dos problemas, mas como sempre criam novos, eu prefiro ficar com os antigos e arranjar soluções paralelas, via console], e alguns problemas de, digamos, planejamento: há horas ou muito difíceis, que você precisa ficar maceteando, ou você é bem mais poderoso e vai de peito aberto sem nem se preocupar. E seus companheiros são idiotas. São bons só para você carregar mais coisas e depois vender, mas agora que já tenho dinheiro para cacete no jogo, deixo eles em casa. Até casei com a mocinha de rosto pintado estilo Coração Valente, mas larguei ela em casa também (assim a Lydia tem com quem conversar).
Sobre a burrice e ficar maceteando... A programação dos inimigos chega a irritar. Vejam esse vídeo. Isso acontece! O cara pode ter uma flecha encravada na testa, mas se você se esconder, o sujeito fala "Ah, deve ter sido minha imaginação..." e volta aos seus afazeres. Porra! É uma FLECHA! ENCRAVADA! NA TESTA! O sujeito pode até não te achar (já que você está escondido), você pode até flechá-lo novamente com direito ao bônus de furtividade (porque você está escondido), mas o cara voltar à comer o café da manhã [aconteceu!] é demais!

Mas falemos de algo mais importante. Os ursos! Ah, os ursos! Minha diversão no jogo: me esgueirar perto dos que dormem em montanhas, e dar o "grito empurrador" neles abismo ou barranco abaixo! Muito bom. Sempre divertido. Com tigres não tem a mesma graça, ursos são gordinhos e fofos. E pelo jeito, não sou o único maluco: link e link (o 1º é melhor, e depois desses, achei vários outros).

Por falar em diversão, para verem como é a jogabilidade, seguem abaixo os episódios do Nerdplayer sobre o tema. Talvez sejam mais engraçados para quem jogou, mas são muito bons: Episódio 1  --  Ep.2  --  Ep.3  --  Ep.4  --  Ep.5  --  Ep.6


Limbo, Playdead
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: Chegue ao final do... hummm... limbo (?) para... eeerr... e aí... E tem uma aranha gigante e lesmas brilhantes... E aí você chega na...  onde tem água e engrenagens. O enredo oficial diz que você está em busca da sua irmã, mas nada no jogo te diz isso. Não importa. Quem aqui jogou Mario pensando no bem-estar da monarquia? Pois então...

Ouvi falar faz muito tempo do jogo. Lembro de Jovem Nerd falando disso em algum podcast, vi elogios por aí... Mas só fui jogar faz quase 1 ano. E levei uma eternidade (sei lá, meses), não por ser muito difícil, mas que estava tão bom, que não queria só acabar logo. Jogava. Resolvia um quebra cabeça, e parava ali. Ia dormir satisfeito, feliz com minha inteligência e com a sinistralidade do jogo.
Ou... Não resolvia o mistério, e ficava preso lá... Achando-me uma anta. Mas não vi nenhum solução via Youtube. Fiquei preso algumas semanas em algumas partes. (OBS: jogava só na hora de dormir e raramente mais de umas 2 vezes por semana). Olhando, olhando... E morrendo das mais dolorosas formas possíveis.

Jogo excelente. Lindo de ver. E com um final vago, mezzo-incompreensível mezzo-trágico, que pode deixar a história ainda mais bonita dependendo de como você o interprete.


Dishonored, Bethesda
(wikipedia / site oficial / trailer foda / trailer recente)

História: falsamente acusado de matar a imperatriz, você precisa escapar e resolver toda a situação. Ou matando todos em seu caminho, ou na moita, sem ninguém perceber. Isso tudo numa cidade steampunk, infestada de ratos, com pouca munição e alguns poderes mágicos.

Detalhe, quando vi o trailer acima (o com a música espetacular, e não o recente, adoro esses remixes macabros de temas infantis), achei que quem iria se vingar e matar todos fosse a garota, já adulta. Pô, "And up, SHE rises!", e encaixaria no tema e com a voz da cantora. Mas a verdade é que a canção já era com "she" muito antes do jogo. E eu sabia disso, mas teria ficado legal de qualquer jeito - e a vingança seria muito mais vingativa. Ao invés da história se passar toda em poucos dias e os poderes mágicos aparecerem do nada, teriam sido anos de treinamento, sacrifícios pessoais e acordos com o oculto para, só então, estar preparada.
Mas por falar nos remixes macabros, vale relembrar o antigo trailer do Dead Space. Se nunca conheceu ou esqueceu (faz 5 anos), veja.

Dishonored foi o último desta postagem que terminei [ontem]. Excelente! Joguei inteiro numa pausa do Skyrim. Tem lá suas falhas... Matei uma cortesã por acidente andando na direção dela. Eu só estava tentando fazê-la sair do caminho... E aí, sei lá... Acho que ela bateu com a cabeça na sacada ou tinha alguma condição cardíaca e infartou! Droga, quase consegui passar aquela fase inteira sem matar ninguém. Bug do jogo.
Mas muito legal. Para quem fica boa parte do tempo em Skyrim se encolhendo nos cantos, um jogo feito para - ou melhor, que dá a opção - de você passar o jogo inteiro assim... Pode parecer horripilante para quem quer ação... Mas eu me diverti bastante. Mas quem quiser só sair matando, o jogo oferece opções bem divertidas. Alguns exemplos aqui (veja o nº10 também) e tem muito mais no Youtube.

Claro, na fase dos assassinos no bairro alagado, bateu o Dia de Fúria... Pô, era eles ou eu! Soldados davam pena de matar... Eram só servidores públicos fazendo seu trabalho. Mas assassinos de uma gang... Quis nem saber que ia piorar meu % de caos... Mereciam. [e também era mais fácil] Matei a maior parte deles com flechas incendiárias por pura diversão. Burn, motherfucker, burn! Menos o chefe, esse eu não matei só para terminar a fase cumprindo a missão como Não-Letal. Mas isso deu trabalho.

Só foi pena que não vi como não matar a moça na festa... Se bem que pelo jeito ela não seria muito feliz da outra forma. (vi qual era a solução não-fatal no Youtube depois) Mas ok. Para quem matou uma mocinha no próprio casamento em Skyrim...

Ah, linkando o Nerdplayer no Skyrim, vi que tem um episódio desse aqui também lá. Não é tão bom, mas dei boas risadas. Tomem o link para vocês.


Call of Duty: World at War, Activision
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: mate soldados inimigos na Segunda Guerra Mundial.

Putz... Por duas vezes, ao entrar no jogo, descobri que todos os saves foram para o cacete! Na primeira eu vi um cheat na internet e voltei para onde estava. Na segunda... Estou nela até hoje, estou esperando ter saco de voltar no jogo. Nunca voltei porque ele é meio chatinho. Diverte, mas não dá aquele estalo de "putz, quero continuar jogando" que qualquer um dos jogos acima teve. Servia para entrar, dar uns tiros e matar alguns NPCs nazistas, e 30 minutos depois ir fazer algo útil. O mais fraco da série até o momento. Até o anterior (sei lá... sempre confundo esse com o Medal of Honor), que era guerra moderna foi melhor. O Airborne do MoH foi bem melhor.
OBS: sim, eu sei que estou desatualizado e que já estão no nono Call of Duty (esse aqui é o quinto), mas esse não me inspirou a experimentar os seguintes. Sei que vou jogá-los algum dia, mas não fiquei com pressa.


Project 6014, Cedric Horner e outros fãs
(wikipedia / site oficial / trailer / abertura)

História: salve a galáxia derrotando naves 2D, vendendo minérios e ouvindo muita zuação em conversas com aliens.

Eu amo esses caras! Uma continuação para um dos meus jogos preferidos e 17º melhor de todos os tempos pela IGN em 2005.
O Star Control foi um dos primeiros jogos que conheci no PC. Ele nem tinha uma história linear, lembro de várias pequenas missões em que você precisava escolher o melhor caminho, criar colônias para te ajudar, e então atacar. Resolvi jogar o Sins of a Solar Empire (jogo mais abaixo) justamente por ele me lembrar o 1º Star Control. E além disso, uma das opções do jogo era montar times rivais e partir logo para a porrada (na época eu tinha um esquema de cabeça, e sabia exatamente qual era a melhor nave para enfrentar qual).
Um tempo depois, em 1992, surgiu o Star Contro II, com uma liberdade de movimento e humor que não existiam em jogos da época. (ou nada que eu conhecesse pelo menos), e agora com uma história linear. Você simplesmente podia ir para onde quisesse. Claro, não chegava a ser um jogo de mundo aberto, e no final, se você não fizesse as coisas certas, perdia. Mas você podia fazer seu próprio caminho e... importante, com a história se desenrolando em paralelo. Nada de ficar passeando e o universo te esperar. [toma essa, Skyrim!] Numa das vezes que joguei, uma das raças foi aniquilada antes de eu conseguir falar com eles (e sobrou conversar com o parasita). Também perdi outra vez (ou seja, a Terra foi destruída) por não ter feito todos os contatos e descoberto tudo que precisava a tempo. E os contatos com os alienígenas era a melhor parte, era muita zueira dos criadores do jogo.

Bem, poderia ficar o dia todo tentando convencê-los da maravilha que o jogo é. Mas o jogo acabou deixando tantas viúvas além de mim, que 10 anos depois surgiu o The Ur-Quan Masters, que nada mais era que o mesmo jogo, refeito por fãs para rodar no Windows, que pode ser gratuitamente baixado. E acabaram de fazer uma nova versão deste, agora com gráficos de alta definição, gratuito também (site, trailer).

Isso tudo explicado, Project 6014 é a continuação, feitas por fãs, para Star Control II.
O jogo está sendo feito desde 2010 e até o momento só teve versões demo. Mas adorei a idéia. Já joguei a demo e gostei do que vi. Os gráficos estão melhores, mas nem tanto, então ainda tem o ar retrô do original. E tomara que permaneça na versão final, mas encontrei um planeta habitado por beholders de Doom. Pequenas coisas como essa aqui e ali são a graça da franquia. Esperarei ansioso pela conclusão do jogo.
Baixem gratuitamente no site oficial. E como o jogo mal existe e, dele mesmo, não tenho muito o que escrever, segue uma resenha de outro blog.

Ah, detalhe, até mesmo para vocês pegarem a piada no trailer. O Star Contro II *teve* uma continuação. Mas o Star Control 3 não foi criado pelos mesmos caras, e é simplesmente errado em tudo. É o Highlander 2 da série Star Control. Ignorem. É pior que isso até, porque Highlander 2 ainda dá para assistir. SC3 não deu para jogar.


Sins of a Solar Empire: Trinity, Stardock
(wikipedia / site oficial / cenas e review)

História: Minere, colonize, expanda sua esfera de influência, desenvolva tecnologias bélicas, sociais ou exploratórias, crie uma armada, e no final, através da força ou diplomacia, domine todos os planetas de um sistema solar.

Legal. Muito bonito. Interface boa e intuitiva. Mas depois de entender o esquema com algumas partidas experimentais [outra forma de dizer que fui massacrado por não ter lido o manual] e de umas três partidas decentes que levaram muitas horas para terminar... Não me interessei muito em jogar outras. O pecado do jogo foi as fases não irem se acumulando, com uma história que vá ficando cada vez mais difícil. Não. São todas fases soltas mas, diferente do Star Control 1 lá em cima, basicamente iguais e do mesmo nível de dificuldade. Acabou dando aquela sensação de "já joguei uma, agora daqui para frente é tudo igual". Pena.

O jogo tem até o momento 3 expansões: uma voltada mais para o lado diplomático, outra para a defesa, e a última para a guerra civil (o Trinity é o pacote com as duas primeiras embutidas). São várias raças com naves diferentes, cenários mais complicados e etc, há até modificações de fãs que permitem tudo ficar com cara de Guerra nas Estrelas, por ex., mas ainda assim, para mim, caiu no mesmo problema de rejogar Skyrim: não quero fazer a mesma coisa... de um jeito diferente, depois a mesma coisa outra vez de outro jeito, e entrar em loop. Voltarei a jogar Sins outras vezes ainda, mas esperarei mais alguns meses para a próxima partida. Mas não me entendam mal, recomendo. Tanto que ao invés do trailer lá em cima, coloquei um review apaixonado, que é para ver se não desanimava vocês.


Battle vs. Chess, TopWare Interactive
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: encurrale o rei inimigo.

Bonitinho para jogar xadrez padrão contra a máquina, e tinha uns quebra-cabeças de destruir pedrinhas coloridas em X movimentos que achei bem legais. Mas as animações, ainda que bem feitas, se levavam "a sério"; só que eu estava atrás de algo mais divertido, como o primeirão dos Battle Chess, lááááá da época do XT! Queria me divertir com as mortes, e não só ver bonecos genéricos à lá Diablo se matando de forma genérica. E simplesmente reinstalar o Battle Chess clássico ou o 4000 não teria nenhuma novidade.


Amnesia: The Dark Descent, Frictional Games
(wikipedia / site oficial e trailer)

História: você acorda numa masmorra, de um antigo casarão, descobre que não tem memória (e que foi você mesmo quem a apagou), e tem que se virar, porque... você... não está sozinho!

Não sei como defini-lo. Seria o jogo um FPH: First Person Horror? [na verdade, lendo os links, o estilo se chama Survival Horror]
Muito bom. Da mesma galera que fez o Penumbra. Mas dei uma parada e acabei esquecendo de voltar. Fica sendo meta para 2013 junto com Alice 2 e Farcry 3. Importante: influências lovecraftianas! E bom para jogar no escuro. Podem jogar o Penumbra também. É antigo e curto, mas bem interessante.


Ah, Angry Birds Star Wars e Piglantis foram só interessantes. Arremessar coisas é divertido (jogo isso desde Gorillas e Scorched Earth até o Camelot Smashalot), mas a empresa do Angry Birds está precisando inventar algo novo e bem diferente, senão, vai morrer estilo Arquivo X, com todo mundo cansado e desinteressado nas "novidades".

E o Bad Piggies, a não muito boa tentativa deles fazerem o que acabei de falar, com os porquinhos construtores, pecou por permitir todo tipo de solução "errada". Pô, eu nem me esforçava mais quando via que podia fazer algo errado, que explodiria ou simplesmente cairia, e faria eu chegar onde precisava. Eles tinham que ter nos forçado a bolar algo que funcionasse direito para cada desafio. Varias soluções possíveis, algumas melhores outras piores, claro, mas não ficar me despedaçando ou explodindo em diferentes ângulos (ou construindo a única coisa possível e acertando de primeira, sem nenhum esforço mental). Acabou que as melhores fases eram os desafios soltos, mas só pela zuação de ficar fazendo experiências, nem tanto pela solução do desafio.


E pronto! Deu mais trabalho do que pensei, mas terminei a postagem! Agora vou continuar jogando Skyrim (acho que levo mais uns 2 ou 3 meses nele) e arranjar algum outro menorzinho para jogar em paralelo. Alguma continuação de Luxor ou algo mais rápido e rasteiro no estilo. Talvez rejogar algum dos C&C de antes de estragarem a franquia no quarto jogo (muito, muito ruim). O Generals ou o terceiro de repente.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Branca dos Mortos e os 7 Zumbis

Nome completo: Branca dos Mortos e os Sete Zumbis e outros contos macabros
Autores: Abu Fobiya (Fábio Yabu)
Ilustrações de: Michel Borges
Editora: NerdBooks (o braço literário do Jovem Nerd)
Páginas: 240  --  Ano: 2012  --  Cores: P&B
Site oficial: link (imagens, audio dramas e 1 conto)
Acabamento: excelente. Capa dura e papel grosso e amarelado.  --  ISBN: 978-85-913277-1-3
Tamanho: 13,5 x 18,5 cm (+/- 1 pão de forma e meio)

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Eu gosto gosto de mistura de histórias. Vi muito tempo atrás o trailer de um Moby Dick com dragões (Age of Dragons, que acabei nunca assistindo depois da opinião ser unânime de que é uma merda) [e revendo agora o trailer, não sei onde eu estava com a cabeça de ter ficado curioso], e estou a meses [anos talvez?] esperando lançarem o Quando o Saci Encontra os Mestres do Terror (link). Olhei meio torto no começo, sei lá, achei a capa meio infantil na época. E ela brilha! Putz! Capa brilhante! Mas eu gostei do outro livro do Abu Fobia (o Independência ou Mortos, já resenhado) e o princípio da coisa era interessante. Não ia perder a chance. Olhei torto mas sabia que ia comprar.

OBS: Não recomendado para menores de 18 anos. [ok... menores de 15, criançada sabe coisa demais hoje em dia e nem o livro pega tão pesado assim]

O que é o livro? São contos de terror, que adaptam ou tomam como base contos populares "infantis" (eles não eram, mas como a maioria das pessoas só os conhece via Disney, passaram a ser). De cara, por exemplo, realmente há uma história em que a Branca de Neve encontra-se com sete zumbis. E não sei se é impressão minha, mas pareceu ter uma palhinha de inspiração com os anões de Moria, que cavaram demais e encontraram o que não deviam. 

E isso acontece por todo o livro. De cabeça agora lembro de pelo menos duas histórias puxadas para Lovecraft. Há uma excelente versão de O Corvo (minha história preferida do livro, gosto desse poema). Recomendo até que vocês comprem "O Corvo" e suas traduções. Tenho a vaga sensação de ter visto uma referência ao Os Pássaros [mas claro, sempre que alguém fala que algo tem referências, pessoal começa a achar de tudo, até uma mera parede branca passa a ser uma referência à Kurosawa ou Truffaut... E não a cor de parede mais popular do mundo] [sei lá, deve ser] e a introdução fala até de Gaiman, mas li muito pouco dele [falha grave] para identificar a referência (no chute, imagino que seja o conto do cemitério).

Há lá suas falhas, claro, os dois contos lovecraftianos começaram bem, mas não cumpriram a expectativa. Opinião minha, claro.

O conto da Bela Adormecida continua onde um dos contos mais famosos do Lovecraft termina, mas no final, depois de muita coisa e maquinações, nada acontece. Ficamos sabendo de um detalhe aterrorizante, que Lovecraft teria usado com maestria e fecharia com poucas palavras. Mas aqui... Sei lá, faltou algo que me me fizesse terminar o conto parando de ler e olhando para o vazio um instante. Ao invés disso terminei o conto com um "Ok, terrível. [para o personagem, não o conto] Próximo!"

E o penúltimo conto, baseado na Rapunzel, teve todo um início lovecraftiano; apesar de não se basear diretamente em nada dele que eu percebesse, por muito pouco não foi o conto mais longo do livro até, e no final... Sei lá, não ficou "Lovecraft o suficiente". E só no final fui descobrir que a história tinha um quê de brincadeira com o filme O Chamado. E eu não sou fã dessa porcaria. [talvez, se eu ver o original, mude de idéia, só vi o americano]. Tanto que nem notei que o nome Samara era daí.

E gostei das aparições da Chapeuzinho, mas justo ela, cuja história, mesmo a versão fofinha, envolve idosas solitárias, bestas antropomórficas, assassinato, homofagia, lacerações por machado e cross-dressing [é, estou forçando um pouco. rs!]... putz, prato cheio. E ela apenas faz uma ponta numa história e é o rápido tema de outra. [correção: folheando agora, achei-a em 4 histórias] É boa a história, só achei que justo a Chapéu merecia mais. No próximo livro, Chapeuzinho de Sangue e o Lobisomem Travesti, talvez?

Por falar nisso, assistam: RED, por Jorge Jaramillo e Carlo Guillot.

Mas agora falemos das coisas boas. O conto baseado no O Corvo, de Edgar Allan Poe. Esse eu não digo a qual história infantil faz referência, porque a graça do conto é descobrir ao final. E estou doido de vontade de dizer o que foi que passou pela minha cabeça na hora. Pensei em outro personagem... do mesmo tipo... vamos dizer assim.
Fiquei uns instantes pensando "Ok, gostei. Mas porque esculacharam tanto com ele?"... E aí me deu o estalo da minha absoluta incompetência mental:
"CARAMBOLAS! [a palavra real não foi essa], É O <nome suprimido>!!!"
Aí tudo fez sentido na mais absoluta graça e simplicidade. Genial. Se algum dia eu levar a cabo meu plano de saber de cabeça O Corvo, vou fazer questão de saber essa versão junto. Talvez, alguém mais esperto, que perceba logo ao que o conto referencia, não se divirta tanto. Mas se você der mole e só perceber alguns instantes depois da última frase... Não vou dizer que é diversão garantida, porque cada um tem o gosto torto que merece, mas eu me diverti.

Isso é algo legal que acontece em alguns contos também. Você não sabe de quem eles estão falando até o final.

O conto da Branca de Neve é bem legal. O da Cinderela é até bem tranquilo. Tem um banho de sangue, mas você já espera algo horrível, o destaque desse é não só a solução, mas como também, após a história basicamente terminar, ficamos sabendo o que aconteceu depois e aí entra uma grave implicação... De que a Cinderela deste conto é a mesma pessoa que aparece em outro conto do livro. Tâmia dramática!!

Isso é digno de nota. O entrelaçamento das histórias ficou muito divertido. Todas você pode ler soltas. Algumas são mesmo. Mas sempre há aquela coisa sobrando, que você nota e solta um "Ué!?" mental mas sabe que está ali por algum motivo e segue em frente. Depois em outra história, tu fica sabendo a razão daquilo. Ou as vezes não é nada que tenha uma razão. É só algo que reaparece, e fica legal.

Bem, mas refolheando o livro agora, não consigo pensar em mais muito o que dizer. Kudos para o conto final, que achei que era uma obra original, algum conto do autor, só para concluir... e PÁ! na tua cara, vem a zuada final na última frase! Mas realmente, a principal graça do livro não é um conto ou outro, é descobrir o que fizeram com eles e a ligação entre as adaptações. Recomendo.

E esse livro não tem um podcast oficial só para ele, mas tem esse aqui, que é o que chegou mais perto: Matando Robôs Gigantes Livros nº 9 - Ah, o horror!
Quem quiser ir direto para o assunto e pular as introduções, vá para 6 min e 30 seg., mas quem nunca ouviu o MRG, saiba que o papo furado é direto, então melhor ouvir logo tudo, para entrar no clima. E eles não falam só do livro de qualquer jeito. Nota: eles definiram bem, o entrelaçamento das histórias é tarantinesco!

Há outros podcasts (que não ouvi) e resenhas por aí, mas hoje vou deixá-los se virarem. Essa postagem ficou 5 meses quase pronta [estou em junho!] e quero finalmente publicá-la e partir para o próximo rascunho fazendo aniversário. Comprem o livro. E fui!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Night of the Living Trekkies (trailer)

Já tinha o 100 Gatos Que Mudaram o Mundo faz tempo, mas aí, só para "completar a coleção", ontem comprei o 100 Cães.... e bateu agora a curiosidade de saber se existia algum outro livro na série. Sei lá, 100 Aves seria possível (nunca se sabe, algum pato ou papagaio podem ter salvado a vida de alguém famoso). Pois bem, fui na Amazon, olhei a lista de livros do cara (Sam Stall), e encontro isso no meio:

[até quando a gente não está sendo nerd... a nerdice vai atrás...]



Infelizmente não é um filme, é um livro (não que seja ruim, mas se fossem os 2 seria muito melhor). Quem se interessar, saiba que na Amazon já não tem muitos em estoque. (link, obs: comprem o Bargain se ainda tiver, é a mesma coisa, no máximo com um carimbo quase invisível, e menos da metade do preço).
Detalhe importante para fãs de Duna: o co-autor do livro é Kevin D. Anderson - não é J. Anderson. Então menos mal.

Resenha do livro: Gil T.'s Pleasures - Night of the Living Trekkies
A única que eu li na verdade (fora algumas na Amazon depois). Achei legal que os trekkers/trekkies são bem tratados na história. E gostei até da capa meio ridícula, me lembrou a antiga série Mestres do Horror e da Fantasia, da Francisco Alves. Agora é esperar chegar. [já ler e resenhar, aí pode demorar]

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Tucker & Dale contra O Mal

Nome original: Tucker and Dale vs Evil
Duração: 1h25min  --  País: Canadá/EUA --  Ano: 2010
Trailer: aviso logo, o trailer entrega muita coisa. Eu assisti para decidir ver o filme... Se você confia em mim, veja o filme sem o trailer; caso não, duas opções: faça como eu e veja o Trailer e depois espere quase 2 meses antes de ver o filme [mas eu não planejei isso, foi mero acaso mesmo], que assim você esquece de boa parte dele e lembra só que quer ver o filme, ou faz o seguinte: assista ao trailer em alemão ou em russo, que você pega o espírito da coisa, entregando um pouco menos das cenas, e nada das falas.
De: Eli Craig e Morgan Jurgenson  --  Com: Tyler Labine (o melhor amigo do protagonista de Reaper [excelente série! merecia ter durado mais]), Alan Tudyk (o Wash de Firefly), Katrina Bowden (a loirinha assistente da Tina Fey em 30 Rock) e Jesse Moss (antigo dublador do Enzo Matrix).

A história... Bem, se você não resistiu e viu o trailer, está lá, até demais. Caso não, segue a sinopse oficial em Portugal (porque aqui em Pindorama... nada do filme ser lançado): « Tucker & Dale Contra o Mal é uma sangrenta e hilariante comédia de terror que conta a história de dois amigos, um par típico de campónios [caipiras] bem-intencionados e inofensivos que, devido a uma série de terríveis mal-entendidos, acabam por ser confundidos como sendo psicopatas homicidas por um grupo de estudantes universitários.»

E é isso. Postagem curta mesmo, era só para dar a recomendação. Não me acabei de rir como vi gente comentando por aí, mas foi uma ótima sessão-da-tarde [vi durante o café-da-manhã, que foi as 11:30 porque acordei tarde]. Os personagens funcionam, as piadas são idiotas mas não soam forçadas, é aquela coisa mais antiquada de te fazer rir com algo e seguir em frente como se nada tivesse acontecido -- ao invés das porcarias atuais em que você vê que o ator vai soltar uma gracinha, que o roteirista achou que seria super engraçada, aí a cena praticamente pára para você (teoricamente) rir, e só depois continua.

A parte final do filme dá uma acalmada, mas não chega a ser ruim. Vi crítica dizendo que o filme é uma mesma piada esticada por tempo demais. Bem, o filme é curto (nem chega em 80 minutos desconsiderando os créditos), e se a piada for divertida, ok... podem esticar. O fato é que está com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 8 no IMDb - isso é mais que Titanic e quase igual ao Avatar. [ok, sabemos que é porque o filme é desconhecido e só quem gostou foi lá votar, mas por um brevíssimo instante, você ficou impressionado!]

Agora é torcer para algum dia fazerem uma continuação. O filme já está "velho" e se até agora não falaram nada, não deve existir. Mas com esse título "X e Y contra Z", a primeira coisa que eu pensei é que os personagens Tucker e Dale fossem de alguma série de livros, quadrinhos, esquetes de televisão ou até mesmo de algum seriado antigo, só conhecido pelos canadenses. E a segunda coisa foi que um título com um "versus" no meio pedia uma série. "Tucker & Dale contra o Terror", "contra a Inglaterra", "contra o Diabo" até, qualquer coisa. Eu assistiria.

Bem, fico por aqui e seguem duas resenhas interessantes sobre o filme:
CineSnark: It was worth the wait
ScreenRant: (...) deliciously fun satire (...) delivering plenty of outrageous entertainment.