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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Anáguas vs Evil Dead and Morty

Duas [viraram 4] recomendações rápidas [que estou tentando* ressuscitar o blog e não posso (ainda) me dar ao luxo de perder 3 horas (ou mais) fazendo uma só postagem].
[* = fiz 4 postagens essa semana, mas 2 estão em rascunho ainda... isso que mata]


Título: Anáguas a Bordo (Operation Petticoat)
Duração:
2h04min  --  Ano: 1959  --   Em cores.
[sem link pra trailer, que trailer americano antigo é quase tão ruim quanto trailer brasileiro.]
De: Blake Edwards (de Um Convidado Bem Trapalhão, os filmes da Pantera Cor-de-Rosa e vários outros clássicos)
Com: Cary Grant, Tony Curtis, Joan O'Brien, Dina Merrill e Arthur O'Connell.

De bobeira no sofá pela manhã, sento para ler o jornal e ligo a TV para fazer trilha sonora - e de repente teria algo interessante passando [reprise de algum Trato Feito que eu não tivesse visto?] e eu leria o jornal durante os comerciais. Esbarro numa cena de filme velho, piadinha boba mas boa... sorrisinho nos lábios. Seguro o olhar mais um pouco, outra piadinha boba. E o sorrisinho besta continua. E parecia ser num submarino... e eu costumo gostar [e digo isso como margem de erro, porque não estou lembrando de nenhum que não tenha gostado] de filmes de submarino. Olho que horas começou o filme... menos de 10 minutos antes... resolvo segurar a atenção mais um pouco.

E puta que pariu! Gostei. E depois de ter visto o filme, fui pesquisar, e não é uma opinião desbocada exclusivamente minha. O filme fez tanto sucesso de público e crítica, que virou até série de TV - mas com menos sucesso neste caso, mesmo tendo no elenco o Gomez Addams, agora em cores.

A história: submarino precisando de consertos acaba tendo que levar, a tiracolo, um oficial almofadinha e trambiqueiro. Este por sua vez, na próxima parada, promete para 5 enfermeiras militares que o submarino as daria carona também. Dada a situação delas (únicas ocidentais na ilha), o capitão reclama, mas aceita. E daí em diante vemos a viagem do submarino problemático, com o capitão sério, o oficial engomadinho e uma tripulação de homens com 5 mulheres num espaço apertado.

E esta provavelmente é a descrição mais sem graça que já fiz de um filme. [mas não quero pensar muito nisso, para não perder muito tempo e não postar] Mas é uma comédia, podem acreditar. Tem até um porco a bordo uma hora. [não que eu tenha alguma predileção por piadas envolvendo porcos...] [por falar nisso, no dia seguinte estava passando os dois Babe - O Porquinho na TV também... filmes absurdamente bons! Coloquem suas crianças para ver!]

O Anáguas não é um filme maravilhoso, claro, mas não é como as merdas de comédias atuais, que tentam te fazer gargalhar com uma piada que fracassa absurdamente, e aí ficam sem assunto até a piada miserável seguinte. [mas existem comédias boas atualmente, claro, e ruins em todas as épocas também] Foram duas horas extremamente agradáveis, em que eu não queria perder nenhuma cena.

Nada no filme foi bombástico, divertidaço, nem nada estrondoso... Mas foram duas horas com um sorrisinho bobo na cara, despreocupado com o mundo, vendo um filme sem encheções de lingüiça. Só um monte de piadinhas bem comportadas (ok, um bem leve machismo em algumas, mas o filme é velho e os personagens estão em plena 2ª Guerra Mundial e numa força armada) sem parar por toda a duração. E, para melhorar, muita coisa ali foi baseada em fatos reais. Como o submarino ser pintado na cor que foi numa dada cena. Ou a cena em que o torpedo erra o alvo. Se bem que esta, no mundo real, o torpedo não subiu a areia. Mas um pouco de absurdo não afeta, é uma comédia. (quem quiser só ver esta cena para entender, está na abertura do seriado). E fica aqui a primeira recomendação, com um texto que ficou muito mais longo do que estava planejado. [putz, 40 minutos gastos até aqui - ok, com parada para salvar o cartaz, ver trailer no Youtube e etc, mas a idéia era levar tudo isso na postagem inteira... E enquanto digito isso, ainda nem coloquei os dados do filme (atores, ano, etc), então considera aí que só daqui para cima foi-se 1 hora de postagem...]

Por falar em cartaz... Tenho que comentar... Isso acima é a frente do DVD e cacetes voadores!!!, quem foi o estagiário de merda que fez aquela nuvem da direita? E quem foi o chefe duplamente fecal que aprovou?? Caso não tenha entendido, olhe melhor... A imagem está pequena mas o absurdo é gigante. Se continuou sem entender, olhe esta imagem aqui. O sujeito até conseguiu disfarçar bem recriando o topo do quepe do cara mais novo. Notei que era montagem só depois de ter visto e capa do DVD americano e visto que lá a imagem era cortada, aí voltei e prestei atenção - e a águia era idêntica, no brilho e tudo. E ficou ruim a nuvem de baixo, mas ela eu só reparei depois... Porque a nuvem de cima é tão absurdamente ruim, que abafa todo o resto. O cara só repetiu o pedaço e foda-se! Piorando... Existe a imagem completa, naturalmente mais larga. Se queriam mais espaço por algum motivo... Era só pegar a porcaria da imagem original, com o resto da nuvem! [ou fazer direito!] Mas ok, ok... Só queria desabafar. Passou. [e lá se foram mais 15 minutos...]

PS: não aparecem anáguas no filme.

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Título: Ash vs. Evil Dead
Duração: 10 episódios de 25 min (1ª temporada)
Ano: 2015  --   Trailer
Com: Bruce Campbell (de Bubba Ho-Tep, este comercial e My Name Is Bruce), Ray Santiago (de O Preço do Amanhã), Dana DeLorenzo (de nada que eu conheça), Jill Marie Jones (idem) e Lucy Lawless (de Xena, a Princesa Guerreira e Battlestar Galactica).

Lembram do meu desgosto pela porcaria de 2 anos atrás? Então... Usando uma falsa-expressão (porque não existe em português real, apenas em filmes mal dublados): "É disso que eu estava falando!" [muito pior que essa é quando dublam "no final do dia, o que importa etc, etc" sendo que em português a expressão é "no final das contas", nunca "do dia". Nenhum ser humano brasileiro jamais falou "no final do dia" neste sentido] [e se falou não é mais humano! pode matar e acabar com o sofrimento dele.]

Mas voltando ao assunto, Ash vs Evil Dead é uma seqüência à altura aos filmes originais! Eles tiveram que ignorar o 3º filme por alguma questão legal, mas se você considerar o final alternativo dele (o do mercadinho, do "Hail to the King, Baby!"), a série continua encaixando perfeitamente na trilogia. É a mesma quantidade de sangue e humor cretino que tanta falta fizeram no episódio final de Suburgatory. Aproveitando, para quem nunca viu, o Evil Dead 3 teve um outro final (que hoje chamam de alternativo, mas foi o primeiro que eu vi, não sei como) mais ao estilo "Seus maníacos!": final original.

A história... Bem, não precisa realmente. Se você viu os filme originais, já tem uma idéia. E se não viu, veja e depois se preocupe com a série. Mas digamos que você queira ver a séria e realmente não quer ver os filmes, se seu inglês estiver +/- em dia, tem um resumo dos 3 filmes aqui. Tem outros mais curtos, tem até feito em massinha com gatos... Mas ok, vamos lá: "certo alguém" cai na besteira de ler algumas passagens de um certo Necronomicon, e começa a ser visitado pelos nossos risonhos amigos das profundezas marmorizados do inferno! E ele agora precisa resolver a parada. Junta-se a ele o amigo "mexicano" e a colega gatinha (os três trabalham numa espécie de Casa & Vídeo). E atrás dele vão uma policial (que acha que ele é o culpado pelas mortes que acontecem) [bem... tecnicamente, é sim] e pela Xena por motivos só (não assim tão bem) explicados no final.

Não vou dizer que a série é de altos e baixos... Porque não teve baixos. Até as partes não tão boas, foram, na pior hipótese, medianas. Não sou grande fã do personagem da Lawless no seriado, e acho que no final da temporada deixaram um gancho grande demais. Mas a série foi renovada no meio (se bem que não sei se os episódios já estavam prontos ou não), então estou, tecnicamente, apreensivo sobre como eles vão seguir dali em diante. Mas na prática, como eles não me deixaram na mão nesta temporada, não espero ser decepcionado na próxima. E se o episódio final foi feito depois da renovação, eles têm um plano. [putz... que saudades de Galactica!] [e Babylon 5...] [saudades de ver uma série decente de FC que dure vários anos, na verdade...] [diga-se de passagem, eu não vi todos os episódios das primeiras temporadas de Stargate SG-1. Talvez seja uma idéia rever...]

Mas então, voltando às recomendações... Podem ver. Episódios rápidos e ligeiros de 25 minutos. Muito sangue e Bruce Campbell no alto de sua canastrice.

O que me lembra que acabei nunca fazendo a postagem (nem lembro se está em rascunho ou se não escrevi nada mesmo), mas fica a recomendação também pelo livro ao lado. "Make Love! The Bruce Campbell Way" é muito divertido e "todo baseado em fatos reais - exceto as partes que não são". Dele também tenho o "If Chins Could Kill: Confessions of a B Movie Actor", mas não li ainda. E parece ser mais focado no mundo real que o ao lado.

E fechando, só mais dois comentários adicionais. Um deles totalmente irrelevante. Algo que eu não entendi foi o cordão do Pablo (o latino), porque parecia que seria de alguma ajuda, e só ferrou o sujeito... E a menina, ela tem um sotaque parecido com a secretária do Brooklyn Nine-Nine (outra ótima série). Não consegui descobrir de onde é o tal sotaque, mas eu gosto dele. Sei lá.

Por falar nisso [que é só um jeito de começar a frase, porque não tem nenhuma relação com nada e não lembro o que estava pensando entre esses dois parágrafos], lembrei de algo agora... Cacete!! Cancelaram Gravity Falls! Ia até fazer uma postagem no dia que fiquei sabendo... Achei que o encerramento da temporada estava meio estranho, fui pesquisar e ao invés do gancho naquele episódio, terá mais um, fechando tudo. Descobri faz pouco tempo até que Phineas e Ferb também acabou (no começo do ano, até), mas pelo menos durou bastante. Gravity Falls merecia pelo menos mais um ano para fechar redondo a ainda ter alguma folga.

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Por falar nisso [AHA! agora faz sentido!], Rick and Morty é espetacular. Tive que me controlar para só ver no máximo 2 episódios por dia. E isso porque só fiquei sabendo que o desenho existia devido a uma abertura dos Simpsons e só lembrei de pesquisar o que era uns meses depois (isso faz uns 2 ou 3 meses). Legal também que comecei a assistir sem pesquisar nada e nem saber o nível de absurdo, FC, referências e até algum drama que a série teria.

E ele é também é uma fonte de boas músicas. Poderia ouvir o "For the Damaged Coda" em loop tranquilamente. [na verdade, ouvi algumas vezes seguidas já sim, inclusive a não-coda, que também toca no link]. E de vez em quando comentário do Youtube serve para alguma coisa... Tu achando "poxa, que legal, gente atual fazendo música de qualidade..." [exagero] e vem o sujeito lá e explica que a música tem 170 ANOS!! :-D
[a tal banda é boa sim, mas essa chupada do Chopin é a melhor deles mesmo]
Outros exemplos [na verdade, essas foram as 3 que me chamaram atenção, e a última eu já conhecia, mas é tudo questão de gosto, vocês podem encontrar outras que prefiram no desenho]: Mazzy Star - Look on Down from the Bridge [o link é para a 2ª melhor cena final do desenho, a primeira é da música acima, mas lá não linkei de propósito, para não entregar a surpresa, nesta aqui não entrega]; e DMX - X Gon Give It To Ya [esta também não entregaria nada, mas a cena com a música é curta].

E é isso, estou me alongando. O desenho tem duas temporadas até agora. Vejam. Vou parar por aqui. Fui! E feliz ano novo para vocês!
[perdi a conta do tempo, porque parei para jantar e ver TV... mas comecei 20:45 e agora são 02:25. "Vou só fazer uma postagem rapidinha..." ele disse. Desgraçado!]

domingo, 20 de julho de 2014

Recomendações

Títulos alternativos: "Mid-Season Nerd" ou "I want to lie, shipwrecked and comatose..."

Pois é, o site está meio parado mas, na verdade, tem é um monte de postagens que ficaram no "agora só falta revisar" [a parte divertida é escrever besteira; revisar e formatar nem tanto] [e o bizarro é que em breve surgirão várias postagens ANTES desta]. E não entremos em detalhes, mas foi um mês complicado em que só estava com tempo (e ânimo) de ficar vendo TV [até minhas leituras estão devagar]. Mas...

O que diabos ver na TV entre o fim das temporadas americanas e a volta de Doctor Who? Um nerd precisa se virar!

Tenho que voltar a assistir aos episódios de Capitão Harlock por falar nisso (saiu até filme faz pouco tempo). Mas então, fora Falling Skies (que já era uma merda e agora piorou um pouco - mas eu assisto) [mas não falemos dela, é meu segredo sujo], eu acabei começando a ver duas coisas. [e que virou quatro, porque essa postagem também travou no rascunho]


Gravity Falls! (trailer / abertura)
Subtítulo nacional: Um Verão de Mistérios
Criado por: Alex Hirsch  --  Canal: Disney  --  Ano: 2012 em diante
Episódios: 20 até o momento + 17 curtas de 2 min.

Eu não tenho problema em ver desenho animado e assumir. Eu vejo Phineas & Pherb sempre que noto que é um episódio que eu não vi, o mesmo para Kung-Fu Panda e Os Pingüins de Madagascar, estou esperando a nova temporada de A Lenda de Korra (que parece que voltará um pouco ao estilo da primeira série, com viagens pelo globo - trailer), e não tenho nenhum problema em dizer que assistia Guerreiras Mágicas de Rayearth e Meninas Super-Poderosas quando já não era mais o público alvo disso (se é que fui algum dia). Isso posto... Assisto Gravity Falls. E é muito bom.

A história: dois irmão vão passar as férias com o tio-avô mutreteiro no interior, que tem um lojinha para vender tranqueira para turista. A menina é maluquete, cada episódio veste um casaco diferente e arranja um porco (num episódio muito bom, com viagens no tempo). Já ele usa sempre a mesma roupa, é mais interessado nos mistérios do local, que tenta desvendar com um livro doido que ele encontra no primeiro episódio, e é a fim da ruiva que trabalha para o tio. E o próprio tio, quando ninguém está olhando, é um cara misterioso. Bem, isso vai servir como sinopse.

Algo divertido no desenho é que todos os episódios tem alguma coisa em código para os fãs desvendarem, ou descaradamente (créditos finais) ou em cenas rápidas de páginas do livro (e aí, só pausando a imagem). E tem mais um monte de dicas malucas, referências escondidas e o diabo. A internet está cheia de teorias a respeito (eu na verdade não notei nada, esbarrei nisso por acaso no meio da temporada e perdi algumas boas horas naquele dia lendo a respeito). As teorias vão das completamente malucas (o famoso "esse personagem é o Diabo") até coisas envolvendo o resgate de um irmão perdido em outra dimensão (o pior é que essa faz muito sentido).

Claro, podem ser tudo só detalhes malucos para divertir ou erros de produção. Talvez a placa do carro pareça ser de Stanley (o mítico irmão) e não Stanford (o nome do tio-avô) porque o personagem pode ter mudado de nome durante a produção. Há uma cena em que o porco está vestido de médico numa cena e na cena seguinte a roupa dele sumiu. Seriam dois porcos, um deles sendo um doppelgänger místico do futuro? Mais provável é só que tenham esquecido de desenhar a roupa mesmo. E essa pode ser a explicação para muita coisa. Mas... Eu, de minha parte, quero saber quem é a lhama.

E todos os episódios, por mais isolados que sejam, têm uma história maior por trás a ponto do último da temporada ter terminado num baita gancho. Gravity Falls é o verdadeiro sucessor de Lost.

Volta agora em agosto, junto de Doctor Who.

Agosto será um bom mês.


De algo recente para uma velharia, comecei a ver, meio que por acidente (confundi com Blake's 7) a Red Dwarf! (não achei trailer, fiquem com a musiquinha). É um treco bem... ruim. Mas de repente é o sotaque britânico, não sei, tu assiste a piada tosca mas acha que na verdade ela tem um quê de Monty Python, mesmo que, lá no fundo, saiba que está mais para Chaves (que detesto).

Com: Craig Charles (putz, ele fez uma ponta em Lexx), Chris Barrie (o mordomo da Angelina Jolie em Tomb Raider 1 e 2), Danny John-Jules (fez uma ponta em Blade II), Norman Lovett, Robert Llewellyn e Hattie Hayridge  --  Criada por: Rob Grant e Doug Naylor
Canais: BBC 2 (até 1999) e Dave (2009 em diante).
Episódios até o momento: 61 (10 temporadas, a 11ª estréia em 2015)

Ok, ok... Não é assim, TOTALMENTE ruim. É ótimo para ver com sono e neurônios desligados. E revisando a história da Blake's 7, acho que no final era a Red Dwarf que eu pretendia ver mesmo. Eu sabia que uma das séries (ou a Blake's 7 ou a Red Dwarf) tinha uma premissa de gente que foi congelada por alguns milhões de anos na nave e, durante todo esse tempo, um dos gatos de estimação acabava ficando solto e dando origem a uma nova raça inteligente, que evoluiu no local ao longo deste tempo. Comecei a ver Red Dwarf sem saber direito qual era ela (na minha cabeça, as duas séries eram de comédia).

Mas resumindo a "história" rapidamente: temos dois técnicos da nave, do mais baixo escalão possível, um completamente desleixado, sujo e bagunceiro (Lister, o boa praça da dupla) e outro, todo metido a certinho e puxa-saco, mas igualmente incompetente (Arn, o babaca). Daí que o bagunceiro é punido e resolvem congelá-lo sem salário até chegarem na Terra. No meio tempo há um vazamento radioativo na nave e... todos morrem menos ele. O computador (Holly) resolve então esperar a radiação dissipar antes de acordá-lo. Isso leva 3 milhões de anos. Ao acordar, Lister descobre que as únicas companhias que ele têm são um homem-gato (chamado Cat), o antigo companheiro de quarto, agora revivido em forma de holograma, e o próprio Holly, o computador da nave, que aparece nas telas na forma de um cinquentão. E por algum motivo voltar para a Terra de forma rápida não é uma opção.

Sobre o gato, eu esperava alguém maquiado estilo uma peça de Cats com baixo orçamento. O que me surgiu foi uma versão magra do James Brown, com aqueles paletós coloridos, usando dentes de vampiro! E todos os trejeitos amalucados e exageradamente estereotipados da inspiração. Apavorem-se! Se o seriado fosse atual (ou americano), provavelmente chamariam de racista e seria cortado. Se bem que se o personagem continuar exatamente igual pelos 10 anos da série, talvez encha o saco. Todavia, cada temporada só teve 6 episódios. Se não fossem tão poucos, talvez nem começasse a ver.

E ficamos assim, 4 personagens sozinhos numa nave vivendo situações ridículas com efeitos especiais bem sofríveis.

Eu falei que a série é ruim, mas estou vendo... Porque isso? Estava pensando em como descrever a situação e ao mesmo tempo não parecer que ela é uma droga e eu sou masoquista. Cheguei numa boa solução: ela é hipnoticamente ruim! Bem, as duas primeiras temporadas pelo menos.

Na terceira temporada eles mudaram muita coisa. Começou aquele papo de monstro da semana, um personagem da 2ª temporada voltou como regular, mas com uma personalidade diferente (e meio irritante), e começaram aqueles famosos episódios "estamos sem grana, inventa uma desculpa e vamos filmar na Terra" (vide também toda a última temporada de Lexx). Aí eu comecei a temer que ela ficasse apenas ruim. Mas cheguei já no quarto episódio e ainda está no mesmo nível de diversão suficientemente aceitável. Estou evitando esbarrar com spoilers dos episódios futuros, mas pelo que li, só a oitava temporada é que é universalmente considerada ruim.

E eles arranjaram uma solução criativa (isto é: muito pilantra) para resolver os ganchos e alterações da segunda temporada para a terceira: eles colocaram um texto rolando, estilo Guerra nas Estrelas, em que eles explicam tudo o que aconteceu e como se resolveu depois e pronto!, aí eles podem continuar como se nada tivesse acontecido. E o letreiro passa tão rápido que eu tive que ir parando a imagem para ler. Muito safados.


Mas então... ficam as duas recomendações completamente opostas. Um seriado antigo perfeitamente aturável [principalmente para quem já passou por Lexx]. E um desenho moderno com zuações nerds e (talvez) mistérios mais elaborados que Lost (mas lembrando sempre que nerd é foda... bola teoria com qualquer coisa e vê detalhe onde nem o autor estava pensando nisso...).

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E aproveitando o tempo que essa postagem ficou esperando revisão, mais algumas recomendações:

The Last Ship (trailer) foi uma ruim boa surpresa. Pior que eu só não passei reto pela chamada porque vi que o Eric Bana estava no elenco, só já assistindo o episódio é que notei que eu li errado (era Eric Dane). A surpresa foi boa porque a série passa o tempo sem você se arrepender realmente. Os personagens são caricatos, mas os episódios são bem feitinhos. Dá para levar numa boa. Mas é ruim porque cada episódio são como pequenos filmes do Steven Seagal de 45 min. E não dá para chamar algo que seja descrito assim de "bom". Mas eu não esperava nada demais realmente, posso viver com isso. Tem até o Jayne, de Firefly, no elenco!

A história: navio fica no pólo por 4 meses, incomunicável, praticando exercícios militares. Ao mesmo tempo dão carona para uma cientista (a verdadeira razão deles estarem lá, mas eles não sabiam) que foi estudar uns passarinhos. Quando a missão finalmente termina eles são atacados por russos que querem a pesquisa - e descobrem que a Terra está sendo devastada por um vírus mortal. A cientista sabia disso, a pesquisa dela é justamente pela cura. Agora eles precisam se virar sozinhos, boiando por aí, evitando serem contaminados e fugindo dos russos, até terem uma vacina e salvarem o mundo.

O ruim é que mal cheguei no terceiro episódio (dos 4 ou 5 que existem por enquanto) e já fiquei sabendo que a série foi renovada para mais uma temporada. Ou seja, a cientista super-foda, que tem certeza que faz e acontece e mapeia DNAs em 15 minutos... vai ficar enrolando pelo menos 2 anos para descobrir uma cura. Os canais de TV deviam realmente voltar a pensar em fazer minisséries com início, meio e fim, em 1 ou 2 anos e pronto! Se ficar bom, OK, deixa saudades, mas pelo menos não ficam enrolando, enrolando, enrolando e aí cancelam sem conclusão. Pelo menos as temporadas serão curtas, de +/- 12 episódios. Bom seriado para hora do jantar, mas nada que você precise apresentar para a namorada ou discutir episódios com amigos.

[ATUALIZAÇÃO 25/AGOSTO: ok, minha previsão foi errada. Leve spoiler a seguir: a cura foi encontrada. Agora é esperar pelo 2ª temporada, que deve ser bem mais urbana...]

E no tempo que levou até eu revisar esta postagem, Korra voltou! [na verdade, não conferi a data, mas acho que já tinha voltado e eu que não notara]

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Mudando um pouco de assunto, quadrinhos rapidamente. Agora que as coisa acalmaram eu estou lendo um tal de Enigma (de Peter Milligan e Duncan Fegredo). Esbarrei numa dessas listas de "10 QUADRINHOS QUE MUDARAM O UNIVERSO!" e esse tipo de exagero, e junto do tradicional (Sandman e Y, The Last Man, por ex., apesar de eu ter achado Y só legalzinho), tinha esse lá, único da lista que eu nunca nem ouvira falar. Resolvi conferir. Ainda estou na segunda edição (de 8), mas prendeu a atenção. Outro que eu comecei faz tempo e parei no meio, mas quero voltar nele ainda é o Blue Estate (12 edições). Conheci esbarrando numa imagem de uma dançarina de cabelo chanel e fui pesquisar se aquele desenho era de algo ou algum devianart aleatório. E era a capa de um dos encadernados desta revista. Foi o que me bastou [eu realmente não sou exigente na hora de ficar curioso com algo]. Estava legal até onde parei, fica a recomendação também. E acabei de descobrir que virou até jogo: trailer da história / trailer de ação / resenha (mas aí eu não recomendo nem nada, não joguei).

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E terminando a postagem, procurando um trailer para Gravity Falls acabei perdendo um bom tempo no Youtube, ouvindo versões alternativas do tema de abertura (um dos mais legais dos últimos tempos). Seguem as melhores:

Piano  --  Rock  --  RAP  --  Rock outra vez  --  Dramático  --  Orquestra

domingo, 24 de novembro de 2013

The Day of the Doctor

Meninos, EU VI! [gente velha vai pegar a referência cretina, rs!] E não vou resenhar nem fazer uma postagem [acabou virando uma, porque ficou longo] só dizer que foi uma divertidíssima homenagem para os fãs.

De: Steven Moffat  --  Com: Matt Smith (o Doutor atual), David Tennant (o Doutor anterior), John Hurt (o Doutor retroativo), Jenna Coleman (a acompanhante), Billie Piper (o clipe falante), Joanna Page (a rainha), Jemma Redgrave (a chefe da UNIT) e Ingrid Oliver (a asmática).  --  Ano: 2013  --  Duração: 1h17min  --  País: Inglaterra

Pelos trailers (vide postagem anterior), eu esperava que fossem puxar para um lado mais dramático voltado para o canône, focado na história da Guerra em si - sim, ela é um dos fios condutores - mas o que fizeram foi juntar 2 dos doutores atuais (uma pena o Eccleston não ter aparecido), um terceiro +/- novo, uma ponta de um dos antigos, e uma micro-ponta do próximo [isso é spoiler, mas quem tinha essa preocupação, já viu o filme a essa hora], tudo isso misturado com MUITA piada interna e muita fofura e carinho com, e entre, os personagens (e atores).

A história em si não é muito profunda (*) (principalmente a trama de apoio, envolvendo a rainha e vilões com cara de monstros do Jaspion) [mas eles já tinham aparecido antes na série, então respeitaram a aparência] e foi um baita retcon de muita coisa, mas... Dane-se! Foi excelente, espetacular, e EU ESTAVA LÁ! Foi uma sessão super divertida e emocionante. [mas não a ponto de chorar, como alguns fãs]

(*) mas lembrem-se do que eu falei na outra postagem sobre isso, Doctor Who não é sobre criar enredos complicados e te fazer quebrar a cabeça para acompanhar. Doctor Who é sobre os personagens. O resto é pano de fundo.

Ah, e os fãs. Parte de toda diversão foi a sessão lotada, só com fãs igualmente malucos pela série, que reconheciam e entendiam cada zuação. [e se acabavam com elas] Eu até esperava gente um pouco mais esquisita, algum cosplay, mas até que se comportaram. Tinha um cara com um capa estilo Matrix [hein?], outro sujeito com marcações na pele [estilo os episódios do arco dos Silence] uma garota de chapéu e casaco marrom, ambos com detalhes em verde brilhante [não sei se aquilo era algum personagem das antigas de Doctor Who, dos atuais não pareceu], uma garota com uma TARDIS de papelão na cabeça, e uma adorável ruivinha [o cabelo parecia meio cor de rosa, na verdade] de terno laranja e gravata brilhante. [novamente, não sei se aquilo era cosplay de Doctor Who, ou de *qualquer* coisa]

No final da sessão, quando eu pude vê-la melhor, eu dei uma rápida geral de cima abaixo nela, e que ela rapidamente me viu fazer também, e se você [a maluquinha de cabelo ruivo/rosa] está aqui lendo isso, não se preocupe, não estava pensando mal de você, nem julgando nem nada, estava uma graça. Meu sorriso era de "Que fofo!" e não de "Só dá maluco..." [bem... essa barca já tinha partido de qualquer jeito].

Ah, e se a "fã que perdeu a chave-de-fenda sônica da River que comprou na Inglaterra" estiver por aqui, dá um Oi! e diz se achou, fiquei curioso.

E os miados... Ah, os miados. Muito divertido. Cada fofura, aparição, troca de olhares, piada, drama, etc... Metade das garotas da sala soltavam um mio, que eu não sei como elas fazem. Aquele som feminino, típico de adolescente, de quando o cantor andrógino da moda olha do palco na direção delas e dá uma piscada. Mas a sessão certamente não seria a mesma se não estivesse *lotada* dessa gente. Foi uma boa coisa só ter tido um único dia, nenhum fã ficou com vontade de esperar uma sessão melhor, num dia mais calmo, num outro horário, ou algum descrente resolveu ver só para fazer hora... Não! Todos os doidos tiveram que se reunir de uma vez só.

Resumindo em uma palavra, a sessão (filme e fãs) foi BRILHANTE!

domingo, 10 de novembro de 2013

Rico Slade Will Fucking Kill You

Eu costumo colocar as capas de livro e cartazes sempre +/- no mesmo tamanho [217 de altura, sem margens, que fica bem no Firefox, mas depois descobri que nem tanto no Chrome, no IE e no Comodo Dragon, ou seja, em lugar nenhum quase], mas esse livro agora não só eu não quero falar muito, porque ele é fino e não quero estragar a história toda, como ele ainda tem um nome e capa tão escrotamente divertidos, que será com ela que vou gastar o espaço hoje:




Autor: Bradley Sands
Editora: Lazy Fascist Press / Eraserhead Press
Páginas: 114  --  Ano: 2011  --  ISBN: 978-1-936383-47-4
Tamanho: A5 (metade de uma folha de papel normal)

A história: ... Opa! Aqui já entra um aviso, eu darei a sinopse do livro sem nenhum tipo de spoiler real, mas... eu li o livro sem saber NADA dele fora a chamada oficial (em itálico ao final da postagem ou no link da Lazy Fascist logo acima). A sinopse em si entrega algo que você fica sabendo já na 1ª linha da 7ª página [acabei de contar], então não é nenhum tipo de surpresa ou reviravolta final, mas... como eu li o livro sem saber nem isso, caso vocês também prefiram desta forma, pulem para a linha pontilhada.

Então...

A história: temos um ator (era essa a "surpresa"), famoso pelo papel de personagem musculoso, cabeludo e brucutu em vários filmes, que luta contra vilões que querem dominar o mundo. Uma boa comparação talvez fosse uma junção de Comando para Matar com 007. E certo dia o cara surta! Começa a achar que ele é o personagem, se irrita com praticamente tudo e todos a sua volta, e sai degolando gargantas, chutando mulheres e explodindo lojinhas. Mas...

Agora, outro aviso, o que vou dizer abaixo sim, pode ser considerado spoiler mas, novamente, você fica sabendo tão cedo na história, que talvez não seja na verdade... Bem, não querendo saber, de novo, fica a dica de ir para a linha pontilhada.


... não é bem assim.

Na passagem da lojinha, por exemplo, o sujeito fica puto com a atendente, volta para sua Ferrari e a joga através da vitrine, daí sai andando em câmera lenta enquanto o lugar explode, e empregados e clientes queimam. No capítulo seguinte acompanhamos o psicólogo do sujeito, e num dado momento é anunciado na TV que um careca mal vestido jogou o carro dentro de uma loja, mas, felizmente, não houveram feridos. A parte de ser uma Ferrari era verdade pelo menos.

Então uma coisa é a história que o personagem acredita estar vivendo em seu ataque de fúria nem tão furioso quanto ele acha. Outra é a historia real, que mesmo não sendo devaneio, é bastante bizarra por si só.


• • • • • • • • • o "não-spoiler" e o "mais ou menos spoiler" terminam aqui • • • • • • • • •


É um livro bem engraçado. Tanto os capítulos do Rico Slade, como os do psicólogo, que na prática é o co-protagonista, já que eles revesam capítulos e metade do livro é com o sujeito. Assim, de cabeça, dele me recordo do capítulo envolvendo o golfista e "comentários culturalmente insensíveis", por ex.

O lado ruim é que o livro é fino. Assim como o Shatnerquake, o livro inteiro é na verdade um conto. E nem todos irão querer pagar R$ 25 para ter um livro de 90 páginas (em letras grandes, e há um capítulo inteiro que é uma única palavra) [lá no alto eu digo que são 114 páginas, e são mesmo, mas há 12 só com anúncios de outros livros da editora, mas que, diga-se de passagem, ler os títulos e suas descrições é outra diversão], ou R$ 11 para só ler sem nem ter o livro de verdade. Mas pense assim: um ingresso de cinema custa algo entre R$ 20 e R$ 40 e te diverte (ou não) por duas horas. Esse livro faz o mesmo, mas você ainda passará a ter na sua estante uma capa como a acima. É um plano perfeito.

E dá fácil para imaginar o livro como um filme ao lê-lo, por mais que a história não tenha sido feita pensando no Arnold, ele encaixou como uma luva. Eu li o livro em 3 sentadas e, antes a última, assisti uma reprise de O Sexto Dia [um filme bem idiota, mas uma boa e bem feita diversão] e novamente, o jeitão brucutu bem humorado dele pareceu encaixar feito uma luva. Na minha cabeça, bem melhor que The Rock, como numa entrevista dada pelo autor. Sei lá, o Dwayne é novo demais ainda a meu ver, e não tem o jeito bonachão do Arnold. OBS: a entrevista que mencionei dá os mesmos "spoilers" que comentei acima, então se você os pulou, não a leia. Caso contrário...
Bradley Sands – The Man Who Created Rico Slade.

E para fechar, a sinopse oficial (onde o título passa a fazer mais sentido):

What the crap is Arnold Schwarzenegger doing on the cover of Rico Slade's book? This is Rico Slade's goddamn book. Rico Slade is not a body builder, an actor, or a governor. Rico Slade is an action hero.

Rico Slade doesn't care about the political climate. Rico Slade has an advanced degree in badassery. Rico Slade's favorite food is the honey-roasted peanut. Rico Slade can rip out a throat with his bare hands.

But Rico Slade has a problem. His arch-nemesis, Baron Mayhem, is threatening to drop a bomb on the Earth that will kill every human being except himself while leaving the world's currency intact. To save the planet, Rico Slade must journey across Hollywood to find Baron Mayhem. Unfortunately, Rico Slade's crime fighting style involves ripping out the throat of anyone who gets in his way, including grandmothers and Midwestern tourists.

As Rico Slade leaves Hollywood in ruins, the only person who can stop him from destroying the city is his Jewish psychologist, Harold Schwartzman. Until he does, Rico Slade will kill as many people as it takes to thwart Baron Mayhem's evil scheme. Rico Slade will fucking kill everyone.

RICO SLADE WILL FUCKING KILL YOU.

E terminando, 3 rápidas resenhas. Todas com vários spoilers, estejam avisados:
Mythos flavored blog: "(...) so brilliant and so fun you will not be able to stop reading it."
Dangerous Dan's book blog: "(...) a hilarious tale (...) isn't for everyone, though."
Sheldon Nylander: "Hillarious! (...) an enjoyable and downright fun read (...)"

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Tai Chi 0 / Tai Chi Hero

Nomes originais: 太極之零開始 / 太極2 英雄崛起
Duração:
+/- 3h10min (somados)  --  Ano: 2012  --  Trailer
De: Stephen Fung (de Kung-Fu Hustle)
Com: Yuan Xiaochao (o mocinho), Angelababy (o interesse romântico), Tony Leung Ka Fai (o pai dela), Eddie Peng (o vilão), Mandy Lieu (a vilã), Feng Shaofeng (o irmão da mocinha) e Nikki Hsieh (sua esposa muda).

Antes de mais nada, o 1º trailer do filme que eu vi foi enganoso. Esperava algo mais tradicional para um filme de kung-fu, ainda que um tanto escrachado - afinal, tinha um cara queimando o cosmos dele com olhos acessos à lá avatar Aang e tudo. Mas não lembro mais qual foi o trailer que vi muito tempo atrás (há vários trailers, só perde para a quantidade de cartazes diferentes) [tenho 12 aqui na pasta de rascunho], mas foi essa a impressão que eu tive na época. Agora, isso posto, ainda que não tenha sido uma grande comédia, nem um grande romance, e nem um grande filme de kung-fu [não lembro se tinha romance, mas nos outros 2 pontos, os filmes do Jet Li foram melhores], ainda que não tenha sido grande coisa, foi bem divertido e uma agradável surpresa. Ah, e o filme tem um quê de steampunk também.

Achava que o trailer americano, que linkei outro dia, era meio que zuação, mas não, o filme é mesmo daquele jeito. Um dos trailers do filme, que vi depois do filme em si, o anuncia como uma cruza de Kung-Fu Hustle (bem legal) com Scott Pilgrim (muito bom). Acho que é foi uma comparação merecida.

Vejam, mas sem esperar muitas risadas nem lutas fantásticas. Apenas uma boa diversão para a hora do jantar. Ah, e saiba desde já, o filme não é exatamente parte de uma duologia (?), Tai Chi 0 e Tai Chi Hero são um filme só quebrado em dois. Porque eu digo isso? Porque uma coisa é o filme terminar em aberto... De Volta Para o Futuro 2 obviamente era parte de uma história maior. Não teria como terminar ali (como poderia ter sido feito com o 1º), porque significaria que o personagem principal morreria de velhice em outro tempo sem nunca voltar para casa. Mas a história daquele filme, aquela aventura em específico, fechou. Essa não fecha. Na verdade, extrapolando essa minha lógica, Senhor dos Anéis não é uma trilogia também, é apenas UM filme de 10 horas. [ok, então não sei bem o que estou querendo dizer...] Mas resumindo: você terá que ver o segundo filme e pronto! O primeiro terminou vago demais, praticamente no meio de uma cena, com uma luta prestes a começar e a mocinha com cara de triste. Aceite: é um único filme de 3 horas de duração.

SE o filme terminasse com a mocinha feliz, e aí as pessoas que iriam lutar apenas aparecessem se aproximando, e surgindo a cena do navio... Aí sim, daria a sensação de que aquela história fechou MAS... há uma segunda história que começará logo depois, caso você esteja interessado (novamente, vide De Volta Para o Futuro 2). Esse não, esse terminou com cara de filme quebrado em 2 para caber numa sessão de cinema. Eles foram até filmados simultaneamente.

Falemos algo mais... Os efeitos são bons e as lutas são bem coreogradas. Mas sim, o nem tão bom e nem tão velho Wire-Fu (não conheço uma tradução oficial... Cabo-Fu?) esta lá. Ou seja, as pessoas não caem, elas levitam até o chão. Se bem que isto numa comédia de luta a gente perdoa, nojo deu ver isso de forma muito mal feita em X-Men 3, que já era um filme ruim por si só...Mas não falemos dele. Mas já que o assunto surgiu, para quem gosta de filme de luta oriental e não gosta de gente pendurada em cabos, vejam Chocolate, filme de luta tailandês com um pouquinho de comédia, e tudo ali segue as leis da inércia e gravitação terrestre.

Já a trilha sonora... não se destaca, é boa, mas genérica de filme oriental. Chama só um pouco a atenção tocar tango em algumas cenas [ou é algo oriental que parece muito com tango] Ah, e destaque para o flashback da infância do herói, todo mudo.

A mocinha é bonitinha, mas também nada demais. Isso é legal, tiraria o clima bobinho se fosse algum mulherão (mas ela é modelo, e bem maquiada fica muito bem). Ela parece uma prima mais nova da Zhang Ziyi. A "vilã" é até bem mais bonita. Comentando logo até, ela (a vilã) é até responsável por uma cena que achei meio deslocada no climão comédia infantil quando estava vendo o filme, mas pelo menos deu uma boa motivação para o vilão. Bem, boa até certo ponto. O filme continua sendo só clichê e sem se incomodar com isso.

A história... Não falei da história. Molequinho nasce com o dom de aprender kung-fu só olhando os outros. E um chifre. Chifrinho. Mal aparece. Chamemos ele carinhosamente de... tumor. E quando batem nele, o cara luta muito melhor, mas o cara está gastando o dom dado pelo chifre (que no filme tem um nome pomposo, que já esqueci) [mas continue lendo, isso não faz sentido nenhum nem dentro do filme] e para não morrer, ele precisa aprender um Kung-Fu Interno [que de interno não tem nada, mas segue comigo] que só é ensinado no vilarejo de Chen. Ele vai para lá, e ninguém quer ensiná-lo. Nem é implicância, é que eles não ensinam para ninguém de fora e não se fala mais nisso. Mas o cara fica por lá, apanhando de todos de bom grado, esperando uma chance. Nisso ele acaba estando lá na hora certa, quando surge a chance de ajudar a cidade contra malignos ocidentais que querem passar um ferrovia pelo lugar. Comandados por ninguém menos... que o namorado da mocinha. É... Eu sei que você já sabe o que vai acontecer... [mas e quem disse que era um filme para termos surpresas?]

E aí tudo termina bem (na verdade, nem termina de fato, como disse) e eu só vou terminar essa resenha quando assistir o outro filme. E depois vou procurar o Detetive Dee, do mesmo pessoal, que acabei ficando curioso.

Uma resenha de outro site por enquanto, onde fiquei sabendo que o Shaolin Soccer, igualmente idiota porém legal, também é da mesma galera:
Tor.com: "popcorn fare without any pretentions - and that’s what makes it so much fun."


//*  Fade-in, fade-out. Som de galo fazendo cocoricó e legenda "5 dias depois..." *//


Issaí, pessoal! Urrú! Estamos de volta! Vamos continuar de onde paramos? A galera está animada!!! [meu deus... como eu odeio apresentadores de merda. não se preocupem, nunca repetirei isso. Foi só a 1ª coisa que me veio a mente para recomeçar o texto.]

Diga-se de passagem, talvez a melhor cena de O Cavaleiro Solitário seja o Tonto dizendo "Don't ever do that again!" (mas eu meio que gostei do filme, foi bem... beeeem... mediano, mas não me senti jogando fora 3 horas de vida).

Deixando o faroeste de lado, hora de falar da segunda parte do filme quebrado em dois. Mas temos um problema [bem, eu tenho, mas é você quem está lendo, então você se ferrou junto comigo]. Até a parte escrita "5 dias depois..." eu tinha escrito tudo ao final do 1º filme. Mas depois de começar a ver o 2º filme [que realmente foi 5 dias depois, eu sabia isto de antemão] eu tive que parar, depois fiquei enrolado no trabalho, aí saí de férias, voltei enrolado e, resumindo, hoje são na verdade 70 dias depois! [essa postagem iria entrar no ar em agosto...]

O que eu vi agora foi última hora do 2º filme, então não vou poder dizer muito e estou meio fora do clima. Essa segunda parte é um pouco mais focada na ação, porque a história precisa terminar e a vila onde a mocinha mora precisa ser salva pelo mocinho.

Dando uma olhada nas cenas iniciais agora consegui me localizar um pouco melhor. O sujeito que aparece no final do 1º filme acaba não sendo exatamente o que parecia ser na hora, mas fica sendo meio que um vilão intermediário nos primeiros 40 minutos até o vilão principal voltar para valer, com muito mais armas (e só não vemos uma carnificina em tela por causa do espírito de desenho animado do filme - mas não tem como muita gente não ter morrido ali); e enquanto isso o mocinho finalmente começa a aprender o estilo de luta que ninguém queria ensiná-lo (mas que ele estava aprendendo só de tanto apanhar); e somos apresentados à uma lenda envolvendo um sino que surge meio que do nada, só para dar assunto à primeira metade desta segunda metade da história.

Por falar nisso, acabei de descobrir que a idéia é (ou era) fazer uma trilogia [Ô, MANIA desgraçada!!!], o que pode explicar o final meio estranho que o vilão teve. Mas desta vez o filme termina, então se não tiver terceiro filme, fecha redondo. Tanto que eu vi o final do 2º sem saber disso e não senti falta de nada. Achei que o destino do vilão seria só uma forma mais escrachada de mostrar que ele não só se ferrou, mas se ferrou bonito! Já agora, acho que ele não se ferrou realmente, e está sendo preparado para voltar realmente à altura de encarar o mocinho no terceiro filme. [se houver]
O terceiro filme ainda não tem data mas, em tese, chamar-se-á Tai Chi Summit.
[depois de Tai Chi Zero e Hero, esperava mais um que rimasse]

Mas então, é isso. Temos menos humor e menos cenas com efeitos amalucados, mas temos mais romance e mais ação. E temos uma ótima luta dentro de uma cozinha. O final (?) é que pode soar meio abrupto, já que não teve nenhum sacrifício, nenhuma mega-luta entre o mocinho e seu antagonista, sem explosões à lá Michael Bay, nenhum giga-mecha-steampunk e nenhum beijo apaixonado... Na verdade, depois de tudo que aconteceu, o final foi bem rápido e "realista". Se você fizer muita questão de saber, foi isso: o príncipe é envolvido e acredita no mocinho após ter o caráter dele atestado por um homem de confiança, investiga o caso, liberta quem foi injustamente preso, a ferrovia passa por outro caminho e eles voltam para casa com a ficha limpa. Mas tudo acontece nos 3 minutos finais. Então você não se sentirá de repente assistindo a um episódio de Law & Order. [nunca vi essa joça, sou do tempo do Tiro Certo e Dama de Ouro]

E não lembro mais que fim levou a história do chifrinho mas, nesta 1 hora final que vi hoje, eu até tinha esquecido completamente que ele existia. Lembrei só quando revi os trailers e os cartazes para concluir a postagem.

O veredito final é que continuou sendo uma boa (mas não excelente) diversão descompromissada, que até pode não prender a atenção para quem estava atrás de só kung-fu, ou de um romance, ou comédia, ou steampunk, ou uma boa ambientação histórica... Falando assim, o filme não fez nada direito, mas é uma boa besteirinha (mesmo que tenha mais de 3 horas) para uma semana sem grandes planos cinematográficos.
E se você não entrar muito no clima mas não desistir de cara, assista como se fosse uma minissérie de repente. Uns 40 minutos por dia, antes de ir dormir, durante uma ou duas semanas. [só não faça como eu, que levei 2 meses e meio]

E agora, mais três resenhas para vocês.
Uma sobre o segundo filme, onde o sujeito elogia bastante o desenvolvimento dos personagens, as interpretações, e etc:

Twitch: "Fung has certainly scored as many hits as he has misses, if he can somehow filter those out for round three, the final instalment of Tai Chi could still prove to be something special."

E duas que achei bem legais, de um mesmo site, onde o sujeito esculacha tudo o que a acima elogia. Mas eu gostei delas, são bem escritas, embasadas, tudo faz sentido e, por mais que eu tenha gostado dos filmes, tive que concordar com quase tudo dito:

The Galactic Pillow:
"The Taichi series was certainly ambitious but the results are oh so dire that there really isn’t much to recommend in either film and I seriously doubt the planned third film will somehow redeem the entire trilogy."  --  Resenha do 1º filme  --  E do 2º.

Agora é com vocês. Decidam aí. ["Porque o final... VOCÊ DECIDE!"] [ô, citação ridícula e fora de hora... mas não teve como não lembrar dela agora]

Ah, esbarrei nisso. Um tipo de clipe musical / vide promocional / bastidores. Interessante:
《太極1從零開始》中文宣傳曲"太極不急" Lollipop F熱血獻唱!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

R.I.P.D. - Agentes do Além

Nome original: R.I.P.D.
Duração: 1h36min  --  Ano: 2013  --  Trailer
De: Robert Schwentke (de RED)
Com: Ryan Reynolds (de Arquivo-X) [é sério! que bizarro!], Jeff Bridges (de TronBravura Indômita), Kevin Bacon ("Please, Louise, pull me offa my knees..."), Mary-Louise Parker (de REDTomates Verdes Fritos), Stephanie Szostak (de Homem-de-Ferro 3), James Hong (de Os Aventureiros do Bairro Proibido) e Marisa Miller.

Já aviso logo, o filme é quase uma droga, eu esperava algo um pouco menos pastelão, mas... sabe aquela merda que você fica com a consciência pesada, mas gosta? Pois então... Mais uma.
O filme não te acrescenta nada aos neurônios. Quiçá, você perde alguns. Ainda assim, não consegui não gostar da porcaria. [deve ser magia de camponês] Colocaria lado a lado com Besouro Verde.

A Mary-Louise está fofa como sempre. O Reynolds interpreta o mesmo papel de sempre. O Bridges está ali só por diversão. O Kevin Bacon precisa pagar as contas e interpreta um vilão genérico de Sessão da Tarde. O chinês você pode até não associar o nome, mas você o reconhecerá. E a francesinha é a minha nova mulher mais bonita do mundo; até eu esquecer que dela em 2 dias - contando com hoje. [e são 23:18] Ninguém ganhará o Urso do Ouro mas tampouco comprometem. Tudo certo então.

Não vou dizer que o filme é um pipocão, mas... pipoquinha talvez? Vale se você pagar meia entrada ou se o cinema for barato na sua cidade. No Rio o cinema é caro para cacete, ainda mais que o filme é - desnecessariamente - em 3D.

A história. Manterei a postagem curta e vou só falar "tudo" que eu sabia antes de ver o filme: um policial morre e vira policial no além. E isso é baseado num quadrinho. [que nunca li, mas conhecia de nome] E pronto.
Ou seja, fora a parte do quadrinho, eu só sabia o que estava no trailer. [por falar nisso, a DC e a Marvel colocam os logotipos delas em tudo. Porque a Dark Horse não?]

[ATUALIZAÇÃO: resolvi checar a cara do quadrinho e achei que o Reynolds até que ficou parecido com o sujeito de lá. E sobre o pastelão... Saibam que cliquei numa página aleatória e o que vi foi um gremlin vestido de carteiro trucidando um cara ao ritmo de Farmyard Hokey. Ok então...]

E é só. Saibam que o filme é bem bobo e sejam felizes. E por falar em Besouro Verde, que eu lembro que recomendei as músicas que ouvi no carro depois e que mantiveram o clima alegre, vou recomendar uma também de novo. Mas só uma, que foi a que tocou assim que entrei nele - era a pasta de músicas russas e logo depois o clima já estava dramático [ô, povo dramático!]: Краски - Раз-два-три-четыре (Kraski - 1-2-3-4). Bem legal. Podem ouvir. Só é pena que não tenha um clipe oficial.

A música tema do Bridges no filme também é muito legal. Só que levei um susto ao ver o clipe. Com tanto duplo sentido na letra, esperava algo bem mais... ousado! Assustem-se vocês também: Robyn - Konichiwa Bitches (Trentemøller Remix).

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Chico Bento: Pavor Espaciar

Autor: Gustavo Duarte  --  Editora: Panini
Com personagens de: Maurício de Sousa
Páginas: 82  --  Ano: 2013
ISBN: 978-85-4260-018-6  --  Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.

A história: Chico Bento e o primo estão sozinhos em casa a noite quando, de repente, surge um ET na cozinha. O Chico tenta correr e descobre que o primo acabou de ser abduzido. Logo depois, ele, a galinha Giselda e o porco Torresmo acabam indo todos no mesmo embalo. Daí em diante a história segue na nave e mais não falo. Primeiro que é para não entregar muito, segundo porque a história é tão ligeira, que já contei 1/3 dela.

Vamos lá, novamente, mais um da série Graphic MSP. Eu nunca fui de ler Turma da Mônica, achava um pouco infantil demais mesmo quando era criança. Horácio eu gostava mais, ele era o mais "filosófico" deles. Mas, mesmo assim, sempre tive respeito pelos personagens e um certo carinho por eles... Pô, Mônica e Cebolinha são o Mickey nacional.

Chico Bento então, não sabia nada. E continuo sabendo pouco até. Ele é parente de algum dos personagens urbanos?, por exemplo, nem sei. Mas essa série em capa dura realmente foi uma ótima sacada, sempre uma agradável surpresa. E esse agora eu já li sabendo que não são exatamente quadrinhos adultos, como o Magnetar estava sendo induzido. São apenas quadrinhos excelentes, com histórias curtas, para crianças mais espertas. E claro, várias referências para os pais, saudosistas de plantão, ou gente como eu, que não sou nenhum dos dois mas fiquei interessado.

Lembram quando eu comentei que o Magnetar (já resenhado) lia-se muito rápido? HA! Pois Pavor Espaciar é quase um filme mudo. [ATUALIZAÇÃO: fui depois saber que isso é mesmo o estilo do autor] Muitos quadrinhos sem uma palavra sequer, feitos com maestria, mas ainda acho que as histórias podiam ser um pouquinho mais longas. Serem curtas te dá o gostinho de quero mais, como estou agora, e terminam ainda na curva ascendente, mas mesmo assim, se fossem o dobro do tamanho, ainda seriam tão curtas que terminariam do mesmo jeito.

E olha que eu li devagar porque foi tudo escrito em "caipirês" e ainda olhava com atenção cada quadrinho, não só porque eram super bem desenhados (como já dito), mas também para buscar as várias referências feitas a outros personagens do Maurício de Sousa, outras histórias de FC e miscelâneas aqui e ali.

Começou devagar, olhando a capa dos quadrinhos que o Chico e seu primo estavam lendo, mas aí, qual não foi minha surpresa ao notar um outro abduzido de peso! Mais a frente, vi algo que me lembrou muito o esqueleto das Meninas Superpoderosas (aqui) e de repente meu deu o estalo: "NÃO! É O <spoiler!>! Que maldade, rs!!!" Em outro momento apareceram uns aviões que eu já imaginei logo o que seriam (mas não tive o conhecimento para ter certeza, mas sim, acabei de confirmar que eram mesmo eles - spoiler aqui), e na seqüência, um navio, tornando a referência anterior ainda mais certa, mas que assim que eu vi o nome dele pensei, decepcionado, "Ah, tinha que ser o Cotopaxi..." (se você não conhece esse nome, veja o filme); mas quem é que me aparece na página seguinte? O próprio! :-D

Até referência à lendas urbanas da História mundial apareceram por lá. Não vou explicar, só dar a dica para quando aparecerem umas letras estranhas: usem a tabela aqui e rolem até a seção da Folha de São Paulo. E vão pesquisar sobre o nome que vocês acharem. [mas sim, preciso me gabar de que não precisei da tabela e - acho - entendi o chiste]

Uma das referências à FC eu só fui descobrir no texto ao final do livro e me senti uma besta por não ter olhado direito ali. Mas teve uma, ligada ao universo pop, que era tão manjada e usada à exaustão, que essa eu achei desnecessária. Foi fácil demais, vamos dizer assim. E não estou dizendo fácil reconhecer [eu teria que ser retardado para não fazê-lo], foi fácil demais o autor tê-la feito.

Mas pouco antes da história acabar, tive outro estalo de que um dos personagens não tinha recebido o foco em momento algum... Achei que a última cena seria esse personagem começando a cantar!! E, aí, a piada manjada teria tido uma baita utilidade. Passei perto. Acertei o foco da última cena, mas sem relação à tal referência - que ficou então só sendo clichê. Mas vão lá, tem muitas outras [por falar nisso... aquele asterico gigante tem algo de familiar] e a função aqui não é ficar contando.

[ATUALIZAÇÃO: lembrei de onde era o asterisco. Era daqui! Brincadeira, eu devia estar pensando neste aqui. Mas um asterisco não é exatamente algo raro ou único, pode ser referência à um milhão de outras coisas, ou à coisa nenhuma. É como dizer que as pirâmides são uma referência à bandeira de Minas Gerais...]

Nota 10 e que venha o próximo! [que será do Piteco, outro persnagem que eu acho que nunca li, mas sei que vou gostar da Graphic MSP dele] [na verdade, para mim o próximo será o Laços, que lerei esta semana ainda, resenha em breve]

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cavaleiros da Foditude

Ok, sei que essa acima não é a tradução oficial do título do Knights of Badassdom. Mas como parece ser o tipo de coisa que não lançará por aqui, vai acabar não tendo um nome traduzido oficial de qualquer jeito. E em português os equivalentes de "I'm a badass" e "Badass!" são "Sou foda" e "Muito foda!". Logo...

E traduzir o sufixo "dom" é problemático. Poderia ser "Fodalândia", mas o -dom também denota qualidade... então algo que ainda por cima remete à palavra 'atitude' me pareceu melhor. E o neologismo nem é meu, outros já usaram da mesma forma. [viram, criacinhas... o trabalho que tenho para fazer uma postagem! só o título tomou muitos minutos lendo sobre etimilogia inglesa! ah! porra! era só ter deixado o nome em inglês!]
Mas aprendi com o Kung-Fu Panda, que traduz "awesomeness" como "showdebolice".

Claro que esse nome em português jamais seria usado de qualquer jeito, porque badass em inglês nem sequer é um palavrão... Mas foi divertido "traduzir". rs!
Que fique "Loucademia de RPG" quando lançar por aqui. [taí... tenho real curiosidade de como fariam a tradução. "Cavaleiros da Aventura" seria algo bem ruim e perfeitamente possível...]

Li o Bleeding Cool News comentando que o trailer é de 2011 e ressurgiu agora, como se fosse alguma novidade. Ok, então não é... Mas se não fosse esta segunda vinda, não teria conhecido. Deus salve os blogs mal informados!

Site oficial: link  --  Lançamento: talvez, em algum momento de 2013.
De: Joe Lynch / Com: Peter Dinklage (o Tyrion Lannister de Game of Thrones), Summer Glau (a River Tam de Firefly), Steve Zahn (não consigo dizer nada dele, mas é conhecido), Danny Pudi (o indiano de Community), e mais uns que se bobear também são famosos, mas eu não conheço: Margarita Levieva, Jimmi Simpson e Ryan Kwanten.
História: veja o vídeo, é auto-explicativo.
Entrevista com o diretor e a Glau na Comic-Con: Youtube

[comentário pós postagem escrita: tenho o hábido de usar o Google.com ao invés do .br. Porque geralmente eu não quero "informações no meu país, mesmo que sejam ruins", eu quero é "as melhores informações sobre algo, dane-se o idioma". Pois bem, chequei agora no .br, e acabei de ver que eu não fui o único afetado pela segunda vinda por aqui. Omelete, Jovem Nerd, UOL e etc também anunciam o filme... Ok, se eu tivesse notado isso teria escrito menos e talvez nem tivesse postado. Mas agora é tarde. rs!]

Mas vamos ao trailer:



[ATUALIZAÇÃO 2017: pois então... lembrei dessa postagem e fui checar. O belíssimo título nacional é "Um Jogo Lendário". Quando você acha que não é possível piorar...
Por falar nisso, eu vi o filme muitos meses atrás, acho que nem rascunhei uma resenha nem nada. A premissa até que foi boa, mas podem deixar de lado. É bem ruinzinho. Procurem por "The Gamers" no lugar.]

domingo, 20 de janeiro de 2013

Shatnerquake

Autor e blog oficial: Jeff Burk
Artista da capa: Samuel Deats
Com personagens de: Jornada nas Estrelas, T.J. Hooker, Boston Legal, Além da Imaginação e comercias de TV.
Editora: Eraserhead Press
ISBN: 978-1-933929-82-8  --  Ano: 2009  --  Páginas: 84
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Já reparei que geralmente começo meus textos com alguma opinião fora de contexto sobre o livro ou filme, e só depois digo qual a história do dito cujo [mas bem, geralmente quem está lendo a postagem já a sabe].

Pois bem, vamos fazer algo mais tradicional agora, porque a história do livro em si já deve causar espanto suficiente:

O livro começa com William Shatner chegando na primeira Shatner-Con, com pensamentos de desdém quanto aos fãs, tanto enquanto chega na sua limusine como quando começa a sessão de autógrafos, cercado de fãs esquisitos - inclusive um, que será importante depois, que fez cirurgia plástica para ter o rosto e voz do ator.

Até aí, tudo muito mundo-real. Uma convenção inteira em homenagem ao Shatner e fãs malucos são coisas bem possíveis. [os fãs malucos já existem]

Até que temos um atentado. E somos apresentado à primeira loucura do livro [e começam as muitas mortes]: atrás das telas de cinema da convenção encontram uma "Bomba de Ficção", colocada lá por um campbelliano (fãs de Bruce Campbell, que consideram Shatner o falso profeta).
Como ela não funciona como deveria, não vou explicá-la. O que importa é o resultado. Ela explode e os personagens de William Shatner dão uma de Rosa Púrpura do Cairo (ou Último Grande Herói, se você for uns 15 anos mais novo): eles começam a sair das telas.

Aí você imaginaria: ok, legal, um mundo com um Capitão Kirk, um T.J. Hooker e o advogado chefão do Boston Legal não é um mundo tão ruim. E cada um vai para um lado, com todos os seus trejeitos e particularidades 

Mas enquanto alguns ficam apenas cantando para platéia, ou ficam perdidos falando esperanto [não sabia disso... o Shatner fez um filme de terror (Incubus) todo falado nesse idioma], outros saem meio errados da cabeça, sabendo que não deveriam estar ali e com uma raiva indefinida direcionadas ao Shatner verdadeiro.
Que por sua vez, tenta escapar de toda a confusão que se instaura no centro de convenções (que inclui uma mulher ser pisoteada até a morte por fãs obesos, o Capitão Kirk matar um fã fantasiado de klingon, e o Shatner real praticamente matar uma das versões dele mesmo, que tenta capturá-lo).

E pronto, acabei de descrever tudo que acontece até a páginas 41 de um livro de 83 páginas. Um pouco menos da metade, porque a história mesmo começa na página 11. [o legal é que essa postagem, mais as revisões de digitação e alterações do texto que eu sempre faço, formatação, figuras, links, e etc, no final terão tomado muito mais tempo do que ler o livro] O livro está mais para um conto do que uma novela. Recomendo que leiam em forma digital mesmo, aproveitando que temos Amazon por aqui agora (mas podia ser mais barato, no dia desta postagem está por R$ 10,32), mas até o momento, está bem divertido.

É, não terminei ainda, li até pouco depois do que descrevi apenas. Mas como é fino e só humor negro e correria, é de leitura rápida. Comecei a ler pouco antes do almoço e como teria que parar no meio mesmo [compromisso familiar... acontece] resolvi registrar minhas impressões iniciais antes de sair. Mais 1 hora na volta, e termino.

Achei esse livro via sugestão da Amazon. Queria lembrar a razão dessa sugestão. Muito bom. Como ele é considerado "bizarro fiction", eu devia estar pesquisando livros como o Satan's Glory Hole. Acho que foi isso até... Lembro que uma vez fui parar no site da editora Eraserhead Press, vi nomes como Unicorn Battle Squad, Barbarian Beast Bitches of the Badlands ou The Ass Goblins of Auschwitz [e tantos outros bizarros, que tive que me controlar agora para só citar 3. Clique aqui e se divirta]. Aí... fui na Amazon para ver a opinião das pessoas sobre essas maluquices... E voilá! A Amazon até hoje fica me sugerindo esses livros e outros parecidos (ela insiste em recomendar o Rico Slade Will Fucking Kill You, que vou acabar comprando). E assim surgiu a recomendação do Shatnerquake, que eu não vira no site da editora diretamente.

Não que eu esteja reclamando! As recomendações estranhas da Amazon e as loucas do Youtube já me deram muitas boas horas de diversão.

Acho que esse é um desses livros atuais, impressos sob demanda apenas, com editoras que surgiram só no mercado digital e, depois disso, como tinha gente que ainda prefere ler (ou pelo menos ter também) em papel, começaram lançar versões impressas. Tenho muitos outros livros assim, como o The Old Man and the Wasteland (muito bom). Excelente para os escritores não depender mais de editoras que só querem publicar coisas que acham que vão vender milhões e depois ainda render um filme.

Voltando ao livro em si, a premissa é tão insana, que faço questão de colocar a descrição oficial também:

It's Shatner VS Shatners!

William Shatner? William Shatner. WILLIAM SHATNER!!! It's the first ShatnerCon with William Shatner as the guest of honor! But after a failed terrorist attack by Campbellians, a crazy terrorist cult that worships Bruce Campbell, all of the characters ever played by William Shatner are suddenly sucked into our world. Their mission: hunt down and destroy the real William Shatner.

Featuring: Captain Kirk, TJ Hooker, Denny Crane, Rescue 911 Shatner, Singer Shatner, Shakespearean Shatner, Twilight Zone Shatner, Cartoon Kirk, Esperanto Shatner, Priceline Shatner, SNL Shatner, and - of course - William Shatner!

No costumed con-goer will be spared in their wave of destruction, no redshirt will make it out alive, and not even the Klingons will be able to stand up to a deranged Captain Kirk with a lightsaber. But these Shatner-clones are about to learn a hard lesson...that the real William Shatner doesn't take crap from anybody. Not even himself.

It's Shatnertastic!

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E pronto, cá estou de volta, missão familiar cumprida, final da tarde, e livro lido!
A correria e o humor continuam um pouco na segunda metade do livro, mas com quase todas as piadas já apresentadas, o que sobra é só a perseguição principal entre o Shatner real, Kirk com sabre de luz (se você não tinha visto ainda, clique na capa, no alto, para ampliar) e o fã freak com a cara do Shatner. A história cai um pouco sim (ou bastante até), mas como é um livro superfino, você sabe que já vai acabar. Não que tenha sido ruim, continua bom se você entrar no esquema maluco, mas já não é a mesma coisa. A dica é ler de uma vez só. Da forma como eu fiz acidentalmente, em metades, deu o azar de ter me divertido para cacete primeiro, e ter parado exatamente na parte em que a história começou a não ter muito mais o que fazer. Lendo num só susto pode ser que você não perceba.

E o final achei fraco. Meio Além da Imaginação demais [na verdade, a comparação ideal seria outra, mas seria tão perfeita, que arriscava entregar o final do livro] e isso na sequência de uma outra sequência completamente ilógica, quando os vilões finalmente são "vencidos" (leia, e você entenderá as aspas). Mas, como eu disse, o estilo do livro é chamado "ficção bizarra". Algo eles fizeram para merecer o nome.

Esperava um final mais normal, até mesmo feliz, com o Shatner resolvendo tudo (ou seja, se salvando e dane-se os fãs mortos) e soltando a clássica tirada "Eu sou William Shatner, posso fazer qualquer coisa."  [a fala no filme não é bem essa, e acho que o filme saiu depois do livro, mas isso é só um exemplo].

É como está em algumas resenhas: "o conceito é excelente, a execução nem tanto". Mas, concordo também com o que li em outro blog e dane-se a execução: "a sinopse é boa demais para não comprar o livro na mesma hora". Foi meu caso.

E apesar do final, foram 2 horas bem aproveitadas. [é chute, acho que foi menos].

Tem uma resenha curta e muita boa aqui: DeFlip Side, onde o tal Christopher DeFilippis diz que o livro falha miseravelmente em quase todos os aspectos, mas que você deve comprá-lo mesmo assim. Eu concordo plenamente. Eu poderia ter escrito os dois primeiros parágrafos da resenha dele sem mudar uma letra.

E sem muita relação, mas interessante, encontrei um video do Shatner onde ele brinca com o fato dele não ser o Kirk. "E nem... falar... desse jeito!" como ele é sacaneado no livro e por quase todos os fãs de Jornada: William Shatner - I Am Canadian

E falando de William Shatner, convenção e mortes... Acho que é uma boa deixa para eu finalmente ler o Night of the Living Trekkies. [estamos em janeiro e digo que penso em ler esse livro em breve... hummm... aguardem então a resenha para NOVEMBRO!]

domingo, 16 de setembro de 2012

Danger 5

Eu fui no XKCD ler tirinhas, uma linkava um vídeo sobre uma ave de rapina, passei para um vídeo de um gato encarando uma coruja, depois de um gato encarando uma águia, e... graças à magia das recomendações loucas do Youtube... DANGER 5!



O bizarro é que não é um trailer de zoação. Isso existe! (Wikipedia). É uma minissérie australiana, que passou de novembro de 2011 até abril de 2012. Os primeiros episódios podem ser vistos no próprio site oficial, os demais estão dando erro, mas podem ser todos achados no Youtube (por enquanto pelo menos).

Não assisti ainda, não sei se presta ou se é uma bomba (como parece ser o Italian Spiderman, outra minissérie da mesma equipe). Se alguém aí assistir antes de mim, comente. Mas eu *tinha* que difundir essa coisa.

PS: testei agora e joguei "Danger 5" Brasil no Google [e não, eu não estava procurando para baixar com legenda] [mesmo porque, eu sei onde achar quando preciso], e não é que achei a série sendo comentada em um site do Terra (#Pipoca Moderna) e num da Veja (Nova Temporada)! Aha! Não estou sozinho em minhas recomendações estranhas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Ditador

Nome original: The Dictator
Duração: 1h23min  --  Ano: 2012  --  Trailer 1 e Trailer 2
De: Larry Charles e Sacha Baron Cohen  --  Site oficial
Com: Sacha Baron Cohen (o/de Borat), Anna Faris (de Perguntas Frequentes Sobre Viagens no Tempo e Minha Super Ex-Namorada), Ben Kingsley (de Gandhi, a Lista de Schindler e Hugo) e Jason Mantzoukas (de nada que eu conheça).

Resumo relâmpago da história: veja o trailer 2 acima.
Resenha à jato: as tentativas do filme de fazer críticas a sociedade... não sei se funcionaram, mas não foram tantas. O discurso final foi legal, mas pareceu até meio forçado. Mas fora isso, no final das contas o filme foi uma comédia romântica divertida. Imprópria para menores (ainda mais que novamente o cara resolve mostrar o pênis em tela), mas apesar de algumas piadas ruins (ou explicadas demais, odeio quando "explicam" a piada) um passatempo bem aceitável. Eu cortaria algumas cenas, e focaria em algumas partes ao invés de outras, mas o filme é plenamente recomendável, bem longe do estilo de filme do Borat (mas ainda com o mesmo tipo de humor negro do estrangeiro racista e machista que faz tudo diferente) e, aparentemente (não vi), bem distante do Brüno.

E como sempre, para não privá-los de boas resenhas, links de outros sites:
Cinema com Rapadura  --  G1 Cinema (não é bem uma resenha)  --  E Pipoca Gigante, que eu não conhecia, mas foi de onde roubei o arquivo do cartaz. E concordo com eles, a Anna Faris é sempre uma graça. (mesmo estando meio irritante neste filme)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Tucker & Dale contra O Mal

Nome original: Tucker and Dale vs Evil
Duração: 1h25min  --  País: Canadá/EUA --  Ano: 2010
Trailer: aviso logo, o trailer entrega muita coisa. Eu assisti para decidir ver o filme... Se você confia em mim, veja o filme sem o trailer; caso não, duas opções: faça como eu e veja o Trailer e depois espere quase 2 meses antes de ver o filme [mas eu não planejei isso, foi mero acaso mesmo], que assim você esquece de boa parte dele e lembra só que quer ver o filme, ou faz o seguinte: assista ao trailer em alemão ou em russo, que você pega o espírito da coisa, entregando um pouco menos das cenas, e nada das falas.
De: Eli Craig e Morgan Jurgenson  --  Com: Tyler Labine (o melhor amigo do protagonista de Reaper [excelente série! merecia ter durado mais]), Alan Tudyk (o Wash de Firefly), Katrina Bowden (a loirinha assistente da Tina Fey em 30 Rock) e Jesse Moss (antigo dublador do Enzo Matrix).

A história... Bem, se você não resistiu e viu o trailer, está lá, até demais. Caso não, segue a sinopse oficial em Portugal (porque aqui em Pindorama... nada do filme ser lançado): « Tucker & Dale Contra o Mal é uma sangrenta e hilariante comédia de terror que conta a história de dois amigos, um par típico de campónios [caipiras] bem-intencionados e inofensivos que, devido a uma série de terríveis mal-entendidos, acabam por ser confundidos como sendo psicopatas homicidas por um grupo de estudantes universitários.»

E é isso. Postagem curta mesmo, era só para dar a recomendação. Não me acabei de rir como vi gente comentando por aí, mas foi uma ótima sessão-da-tarde [vi durante o café-da-manhã, que foi as 11:30 porque acordei tarde]. Os personagens funcionam, as piadas são idiotas mas não soam forçadas, é aquela coisa mais antiquada de te fazer rir com algo e seguir em frente como se nada tivesse acontecido -- ao invés das porcarias atuais em que você vê que o ator vai soltar uma gracinha, que o roteirista achou que seria super engraçada, aí a cena praticamente pára para você (teoricamente) rir, e só depois continua.

A parte final do filme dá uma acalmada, mas não chega a ser ruim. Vi crítica dizendo que o filme é uma mesma piada esticada por tempo demais. Bem, o filme é curto (nem chega em 80 minutos desconsiderando os créditos), e se a piada for divertida, ok... podem esticar. O fato é que está com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 8 no IMDb - isso é mais que Titanic e quase igual ao Avatar. [ok, sabemos que é porque o filme é desconhecido e só quem gostou foi lá votar, mas por um brevíssimo instante, você ficou impressionado!]

Agora é torcer para algum dia fazerem uma continuação. O filme já está "velho" e se até agora não falaram nada, não deve existir. Mas com esse título "X e Y contra Z", a primeira coisa que eu pensei é que os personagens Tucker e Dale fossem de alguma série de livros, quadrinhos, esquetes de televisão ou até mesmo de algum seriado antigo, só conhecido pelos canadenses. E a segunda coisa foi que um título com um "versus" no meio pedia uma série. "Tucker & Dale contra o Terror", "contra a Inglaterra", "contra o Diabo" até, qualquer coisa. Eu assistiria.

Bem, fico por aqui e seguem duas resenhas interessantes sobre o filme:
CineSnark: It was worth the wait
ScreenRant: (...) deliciously fun satire (...) delivering plenty of outrageous entertainment.