Título: Astronauta: Singularidade
Continuação de: Astronauta: Magnetar
Autor: Danilo Beyruth -- Editora: Panini
Com personagens de: Maurício de Sousa
Coleção: Graphic MSP (nº 6)
Páginas: 80 -- Ano: 2014
ISBN: 978-85-8368-087-1 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
Pô, entre a última postagem que fiz de uma Graphic MSP e essa, eu li o Lições, e as revistas do Penadinho e do Piteco. [e lembrei que li o Louco outro dia, mas vou aproveitar e tentar falar dele também ao final]. O primeiro é muito bom, o segundo é legal e o terceiro foi um passatempo ok - mesmo porque, não sabia absolutamente nada dos personagens pré-históricos do Maurício, só sabia que existia um casal de gordinhos da época das cavernas, e só.
Mas então, resolvi que ia terminar de ler todos esse ano ainda. São tão finos, que só não li ainda por falta de vergonha na cara. Não quer dizer que vou fazer postagens de todos [é só olhar pra barra lateral que vocês verão que o site tá, assim... como direi... meio parado], mas já que falei do 1º Astronauta, me senti na obrigação de falar do 2º.
E duas coisas que falei na época parece que se confirmaram. Na época, quando estavam saindo as primeiras MSPs, eu achei que cada personagem teria só UMA revista a pronto. Isso tornaria a revista especial. Ou sei lá, não tinha pensado então, mas se fosse o caso ter outra com o mesmo personagem, que fosse outro escritor e desenhista, e sem continuidade. Bem, eu falei lá que aquilo parecia uma "edição nº0", algo para introduzir uma nova revista. E cá estamos, essa é a nº 2 do personagem nesta versão ultimate dele e já sei que vai sair a nº 3. Putz, isso desmerece a coleção na minha cabeça.
De novo, se fossem 3 revistas, que fossem com 3 autores e 3 desenhistas e que não fossem seqüênciais.
Outra coisa, realmente, não são quadrinhos para adultos. Claro, "Pavor Espaciar" do Chico Bento não passa nem perto disso, mas nem deveria mesmo. Mas as do Astronauta tentam dar esse ar, sei lá, mas não cola. Confirmando, o Astronauta deste coleção é uma versão dele para pré-adolescentes. A história desse Singularidade eu achei muito fraquinha, sem nada demais para qualquer pessoa que já passou por algumas dezenas de filmes ou livros. [o que eu espero que já ter sido feito por pessoas dos 16 em diante]
A história: o Astronauta está passando por uma avaliação psicológica (devido ao que aconteceu na primeira revista) e a psicóloga está achando que o cara está beirando o colapso. Mas devido a necessidade do enredo o sujeito precisa decolar numa missão conjunta com um americano (o óbvio vilão) e a psicóloga a tiracolo (a óbvia futuro interesse romântico). Aí lá o vilão "descobre" que onde eles foram (pesquisar outra coisa, a tal singularidade do título) tinha uma nave abandonada que ele "por coincidência" resolve ficar estudando. E claro, sendo o vilão [e burro, num nível não esperado para um astronauta treinado - mas a história só tinha 80 páginas para terminar], resolve usar para o mal, com direito à uma armadura meio Doutor Octopus no processo. E depois de uma luta e um beijo, tudo termina bem.
Não é (muito) ruim, mas... Se você não está comprando a coleção inteira por algum tipo de TOC literário [culpado], pode comprar a primeira (que é cheia de clichês, mas bem legal) e pular esta (meramente passável, com clichês no mal sentido). Eles até tentam se redimir com o "discurso" final da doutora, mas meia dúzia de frases a mais não salvam a revista. Depois vou até reouvir o MRG sobre o assunto, que lembro ter ouvido na época, mas não lembro a opinião deles. [ouvi enquanto revisava o texto, eles gostaram.]
Não vou nem colocar links para resenhas externas. São fáceis de achar. O legal é que abri as primeiras 5 ou 6 que o Google me deu e só 1 deles gostou, dando nota máxima. Nas outras, uma diz que a qualidade da revista termina na arte, e outra diz que o que funcionou em Magnetar falhou miseravelmente nesta. Bem, leiam aí, e vejam o que vocês acham, mas achei que foi o ponto fraco de todas as MSPs até o momento. Não li ainda Caminho, Muralha e Lições, mas sei que estarão acima.
Título: Louco: Fuga
Autor: Rogério Coelho -- Editora: Panini
Com personagens de: Maurício de Sousa
Páginas: 80 -- Ano: 2015 -- Graphic MSP nº 10
ISBN: 978-85-4260-289-0
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Essa agora... Geralmente quando faço uma postagem falando bem pouco de algo no final, é que o algo é ruim. Desta vez a razão é outra. Fuga é muito bom. Mas eu sou incapaz de discorrer sobre ela. Está acima do meu nível. A história, como é explicada na introdução do Maurício, não é para ser muito bem explicada mesmo, e eles (felizmente) conseguiram. É algo simples, mas bem artístico e fofinho, cheio de metáforas e metalinguagem. Você sente todo um carinho com o personagem que você não sente (mesmo que tenha tido) na revista acima. Se tiverem que comprar apenas uma dessas duas, não pensem duas vezes e comprem Louco: Fuga em dobro.
A história: o sujeito, que circula entre o mundo "real" (do personagens da Turma da Mônica, eu quero dizer) e o mundo da fantasia (vamos dizer assim), precisa libertar um passarinho porque... bem, porque sim. [infelizmente, não estou com a revista por perto agora, mas acho que realmente não é explicado] O pássaro foi preso pelos Guardiões do Silêncio, que são algum tipo de inimigos da imaginação, criados por um autor qualquer anterior. No processo de fugir dos guardiões, saltando entre mundos imaginados, ele encontra a turminha e ainda presta homenagem a algumas outras versões. Isso tudo em meio a uma história que, quando não é composta apenas pelas belíssimas imagens, é basicamente um monólogo.
É uma história meio maluca (louca, se preferirem), mas combinou perfeitamente. Aquele tipo de coisa que você não precisa entender tudo, mas gosta de tudo que leu e termina feliz por tê-lo feito. A arte está maravilhosa e o enredo é de uma graça e delicadeza que, enquanto não lançarem uma MSP do Horácio (que eu torço que tenha algum dia e terei gigantescas expectativas caso aconteça), talvez seja o ponto alto da série.
[ATUALIZAÇÃO em 1/Jan/16]: Pronto! Li todas. Laços, Lições e Louco são as melhores realmente (ordem alfabética). E a Singularidade é mesmo a mais fraca. Com boa margem.
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domingo, 27 de dezembro de 2015
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Chico Bento: Pavor Espaciar
Autor: Gustavo Duarte -- Editora: Panini
Com personagens de: Maurício de Sousa
Páginas: 82 -- Ano: 2013
ISBN: 978-85-4260-018-6 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
A história: Chico Bento e o primo estão sozinhos em casa a noite quando, de repente, surge um ET na cozinha. O Chico tenta correr e descobre que o primo acabou de ser abduzido. Logo depois, ele, a galinha Giselda e o porco Torresmo acabam indo todos no mesmo embalo. Daí em diante a história segue na nave e mais não falo. Primeiro que é para não entregar muito, segundo porque a história é tão ligeira, que já contei 1/3 dela.
Vamos lá, novamente, mais um da série Graphic MSP. Eu nunca fui de ler Turma da Mônica, achava um pouco infantil demais mesmo quando era criança. Horácio eu gostava mais, ele era o mais "filosófico" deles. Mas, mesmo assim, sempre tive respeito pelos personagens e um certo carinho por eles... Pô, Mônica e Cebolinha são o Mickey nacional.
Chico Bento então, não sabia nada. E continuo sabendo pouco até. Ele é parente de algum dos personagens urbanos?, por exemplo, nem sei. Mas essa série em capa dura realmente foi uma ótima sacada, sempre uma agradável surpresa. E esse agora eu já li sabendo que não são exatamente quadrinhos adultos, como o Magnetar estava sendo induzido. São apenas quadrinhos excelentes, com histórias curtas, para crianças mais espertas. E claro, várias referências para os pais, saudosistas de plantão, ou gente como eu, que não sou nenhum dos dois mas fiquei interessado.
Lembram quando eu comentei que o Magnetar (já resenhado) lia-se muito rápido? HA! Pois Pavor Espaciar é quase um filme mudo. [ATUALIZAÇÃO: fui depois saber que isso é mesmo o estilo do autor] Muitos quadrinhos sem uma palavra sequer, feitos com maestria, mas ainda acho que as histórias podiam ser um pouquinho mais longas. Serem curtas te dá o gostinho de quero mais, como estou agora, e terminam ainda na curva ascendente, mas mesmo assim, se fossem o dobro do tamanho, ainda seriam tão curtas que terminariam do mesmo jeito.
E olha que eu li devagar porque foi tudo escrito em "caipirês" e ainda olhava com atenção cada quadrinho, não só porque eram super bem desenhados (como já dito), mas também para buscar as várias referências feitas a outros personagens do Maurício de Sousa, outras histórias de FC e miscelâneas aqui e ali.
Começou devagar, olhando a capa dos quadrinhos que o Chico e seu primo estavam lendo, mas aí, qual não foi minha surpresa ao notar um outro abduzido de peso! Mais a frente, vi algo que me lembrou muito o esqueleto das Meninas Superpoderosas (aqui) e de repente meu deu o estalo: "NÃO! É O <spoiler!>! Que maldade, rs!!!" Em outro momento apareceram uns aviões que eu já imaginei logo o que seriam (mas não tive o conhecimento para ter certeza, mas sim, acabei de confirmar que eram mesmo eles - spoiler aqui), e na seqüência, um navio, tornando a referência anterior ainda mais certa, mas que assim que eu vi o nome dele pensei, decepcionado, "Ah, tinha que ser o Cotopaxi..." (se você não conhece esse nome, veja o filme); mas quem é que me aparece na página seguinte? O próprio! :-D
Até referência à lendas urbanas da História mundial apareceram por lá. Não vou explicar, só dar a dica para quando aparecerem umas letras estranhas: usem a tabela aqui e rolem até a seção da Folha de São Paulo. E vão pesquisar sobre o nome que vocês acharem. [mas sim, preciso me gabar de que não precisei da tabela e - acho - entendi o chiste]
Uma das referências à FC eu só fui descobrir no texto ao final do livro e me senti uma besta por não ter olhado direito ali. Mas teve uma, ligada ao universo pop, que era tão manjada e usada à exaustão, que essa eu achei desnecessária. Foi fácil demais, vamos dizer assim. E não estou dizendo fácil reconhecer [eu teria que ser retardado para não fazê-lo], foi fácil demais o autor tê-la feito.
Mas pouco antes da história acabar, tive outro estalo de que um dos personagens não tinha recebido o foco em momento algum... Achei que a última cena seria esse personagem começando a cantar!! E, aí, a piada manjada teria tido uma baita utilidade. Passei perto. Acertei o foco da última cena, mas sem relação à tal referência - que ficou então só sendo clichê. Mas vão lá, tem muitas outras [por falar nisso... aquele asterico gigante tem algo de familiar] e a função aqui não é ficar contando.
[ATUALIZAÇÃO: lembrei de onde era o asterisco. Era daqui! Brincadeira, eu devia estar pensando neste aqui. Mas um asterisco não é exatamente algo raro ou único, pode ser referência à um milhão de outras coisas, ou à coisa nenhuma. É como dizer que as pirâmides são uma referência à bandeira de Minas Gerais...]
Nota 10 e que venha o próximo! [que será do Piteco, outro persnagem que eu acho que nunca li, mas sei que vou gostar da Graphic MSP dele] [na verdade, para mim o próximo será o Laços, que lerei esta semana ainda, resenha em breve]
Com personagens de: Maurício de Sousa
Páginas: 82 -- Ano: 2013
ISBN: 978-85-4260-018-6 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
A história: Chico Bento e o primo estão sozinhos em casa a noite quando, de repente, surge um ET na cozinha. O Chico tenta correr e descobre que o primo acabou de ser abduzido. Logo depois, ele, a galinha Giselda e o porco Torresmo acabam indo todos no mesmo embalo. Daí em diante a história segue na nave e mais não falo. Primeiro que é para não entregar muito, segundo porque a história é tão ligeira, que já contei 1/3 dela.
Vamos lá, novamente, mais um da série Graphic MSP. Eu nunca fui de ler Turma da Mônica, achava um pouco infantil demais mesmo quando era criança. Horácio eu gostava mais, ele era o mais "filosófico" deles. Mas, mesmo assim, sempre tive respeito pelos personagens e um certo carinho por eles... Pô, Mônica e Cebolinha são o Mickey nacional.
Chico Bento então, não sabia nada. E continuo sabendo pouco até. Ele é parente de algum dos personagens urbanos?, por exemplo, nem sei. Mas essa série em capa dura realmente foi uma ótima sacada, sempre uma agradável surpresa. E esse agora eu já li sabendo que não são exatamente quadrinhos adultos, como o Magnetar estava sendo induzido. São apenas quadrinhos excelentes, com histórias curtas, para crianças mais espertas. E claro, várias referências para os pais, saudosistas de plantão, ou gente como eu, que não sou nenhum dos dois mas fiquei interessado.
Lembram quando eu comentei que o Magnetar (já resenhado) lia-se muito rápido? HA! Pois Pavor Espaciar é quase um filme mudo. [ATUALIZAÇÃO: fui depois saber que isso é mesmo o estilo do autor] Muitos quadrinhos sem uma palavra sequer, feitos com maestria, mas ainda acho que as histórias podiam ser um pouquinho mais longas. Serem curtas te dá o gostinho de quero mais, como estou agora, e terminam ainda na curva ascendente, mas mesmo assim, se fossem o dobro do tamanho, ainda seriam tão curtas que terminariam do mesmo jeito.
E olha que eu li devagar porque foi tudo escrito em "caipirês" e ainda olhava com atenção cada quadrinho, não só porque eram super bem desenhados (como já dito), mas também para buscar as várias referências feitas a outros personagens do Maurício de Sousa, outras histórias de FC e miscelâneas aqui e ali.
Começou devagar, olhando a capa dos quadrinhos que o Chico e seu primo estavam lendo, mas aí, qual não foi minha surpresa ao notar um outro abduzido de peso! Mais a frente, vi algo que me lembrou muito o esqueleto das Meninas Superpoderosas (aqui) e de repente meu deu o estalo: "NÃO! É O <spoiler!>! Que maldade, rs!!!" Em outro momento apareceram uns aviões que eu já imaginei logo o que seriam (mas não tive o conhecimento para ter certeza, mas sim, acabei de confirmar que eram mesmo eles - spoiler aqui), e na seqüência, um navio, tornando a referência anterior ainda mais certa, mas que assim que eu vi o nome dele pensei, decepcionado, "Ah, tinha que ser o Cotopaxi..." (se você não conhece esse nome, veja o filme); mas quem é que me aparece na página seguinte? O próprio! :-D
Até referência à lendas urbanas da História mundial apareceram por lá. Não vou explicar, só dar a dica para quando aparecerem umas letras estranhas: usem a tabela aqui e rolem até a seção da Folha de São Paulo. E vão pesquisar sobre o nome que vocês acharem. [mas sim, preciso me gabar de que não precisei da tabela e - acho - entendi o chiste]
Uma das referências à FC eu só fui descobrir no texto ao final do livro e me senti uma besta por não ter olhado direito ali. Mas teve uma, ligada ao universo pop, que era tão manjada e usada à exaustão, que essa eu achei desnecessária. Foi fácil demais, vamos dizer assim. E não estou dizendo fácil reconhecer [eu teria que ser retardado para não fazê-lo], foi fácil demais o autor tê-la feito.
Mas pouco antes da história acabar, tive outro estalo de que um dos personagens não tinha recebido o foco em momento algum... Achei que a última cena seria esse personagem começando a cantar!! E, aí, a piada manjada teria tido uma baita utilidade. Passei perto. Acertei o foco da última cena, mas sem relação à tal referência - que ficou então só sendo clichê. Mas vão lá, tem muitas outras [por falar nisso... aquele asterico gigante tem algo de familiar] e a função aqui não é ficar contando.
[ATUALIZAÇÃO: lembrei de onde era o asterisco. Era daqui! Brincadeira, eu devia estar pensando neste aqui. Mas um asterisco não é exatamente algo raro ou único, pode ser referência à um milhão de outras coisas, ou à coisa nenhuma. É como dizer que as pirâmides são uma referência à bandeira de Minas Gerais...]
Nota 10 e que venha o próximo! [que será do Piteco, outro persnagem que eu acho que nunca li, mas sei que vou gostar da Graphic MSP dele] [na verdade, para mim o próximo será o Laços, que lerei esta semana ainda, resenha em breve]
domingo, 30 de dezembro de 2012
Astronauta: Magnetar
Autor: Danilo Beyruth -- Editora: Panini
Com personagem de: Maurício de Sousa
Páginas: 80 -- Ano: 2012
ISBN: 978-85-65484-41-1 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
Eu devo ter sido uma criança estranha. Ouço por aí toda a adoração que galera um pouco mais nova, da minha idade, ou um pouco acima tem pelos quadrinhos da Turma da Mônica... E eles, na verdade, nunca me disseram nada. Sei lá, Turma da Mônica, Luluzinha, Riquinho, Pateta ou Tom & Jerry eram quadrinhos que eu lia se caísse na minha frente, mas mera falta do que fazer... Ou lia nas tirinhas de jornal. Nesse caso, Horácio bem mais que os da turminha em si.
Astronauta então... Sabia quem era, mas acho que nunca lera antes alguma história dele. [bem, e de certa forma continuei sem ler] [a propósito, só para comentar, o que eu mais lia eram Recruta Zero e Tio Patinhas]
De cara então... sobre o personagem original mesmo... um choque! Ele é adulto! Ou isso ou a distorção temporal dele viajando no espaço fez com que ele ficasse ainda criança enquanto seus conhecidos cresceram. Digo isso porque a Ritinha, que era namorada dele na Terra... Casou! Putz! Não sabia nada mesmo sobre o personagem. A Ritinha é essa aqui (tem bom gosto esse rapaz). É adulta a garota! Eu a estava confundindo com alguma outra personagem pelo jeito. Achei que só tinha adulto nas histórias do Rolo.
Tem algo mal contado nisso... Ou o cara então é bem baixinho.
Mas falemos sobre o quadrinho sendo resenhado e não de minhas burrices.
A história: o Astronauta, numa versão adulta [apesar de ter descoberto agora que ele sempre foi adulto], está sozinho em sua nave, como ele gosta, indo pesquisar um magnetar (resumindo absurdamente, é um tipo de estrela ferrada, bem complicada de conseguir estudar). No caminho ele fica pensando na vida, lembrando dos bons tempos. Aí sai para instalar uns equipamentos, não recebe a tempo o alerta da nave de que algo estava errado, tudo explode, estraga a nave, e aí o cara fica preso lá, sem poder sair e sem poder pedir socorro. E aí ele continua pensando na vida, agora de forma mais deprê.
Opinião: No final da revista é mostrado rapidamente um pouco do processo criativo, desenhos e idéias não aproveitadas, e então é mostrada a tirinha original. A 1ª aparição do personagem, que apresentou o Astronauta aos leitores. Uma única folha, com uma micro historinha em quadrinhos dizendo "Esse sujeito estudou e virou astronauta. E aí a namorada casou. E uns ETs deram uma roupa para ele. E agora vamos acompanhá-lo em incríveis aventuras". Bem, lá não está escrito assim, mas a idéia é essa.
E esse é o problema dessa revista. Ela é ótima. Mas muito curta. Terminei com aquela sensação de que faltou uma página anunciando "Você gostou desta edição nº 0? Então em março, nas bancas, não deixe de acompanhar a nova revista mensal de etc, etc, onde nosso personagen os levará à todos os cantos da galáxias, etc, etc." Essa revista ficou com muita cara de uma Edição 00. Aquela coisa de 8 páginas que geralmente sai em outra revista só para você ter aquele gostinho inicial e uma introdução ao herói.
Muitos dos clichês do gênero estão lá. Há o tédio do cara sozinho. A perda da sanidade. A recordação dos que ficaram (e achei bem legal nessa parte a Ritinha não ter rosto). A alucinação/fantasma dando lição de moral. Tudo muito bem amarrado em pouco páginas...
Mas deviam ter sido mais. Olhei agora a quantidade de páginas do último quadrinho parecido que eu li (o Independência ou Mortos) e do Lúcifer (na minha estante, no aguardo). E ambos têm 160 páginas.
Pronto. Definido então, o Astronauta: Magnetar tinha que ter tido do dobro de páginas.
O problema de dobrar a quantidade de páginas, é que teria que dobrar a quantidade de texto. Vejam bem, o problema mesmo nem é a quantidade de páginas, é que a história em si você lê muito rápido. Mesmo parando para apreciar as imagens (bonitas!), você atravessa a revista tão rápido que termina com a sensação de "Porra! Já acabou?" [melhor isto do que "Porra... isso não acaba nunca...", mas vocês entenderam!]
De tanto que ouvi falar, comparando a revista até ao filme Lunar, esperava reflexões bem mais profundas, sei lá, algo até meio depressivo, com bastante texto. Uma graphic novel ADULTA. E aí talvez seja a razão da revista não ser longa... O que temos não é uma revista adulta de fato, é uma "graphic novel para adolescentes". (ou pré-adolescentes... sei lá, uns 14 anos é o quê?) Avançaram a faixa etária do leitor do Astronauta, mas não tanto quanto imaginei. [ou me levaram a imaginar] Nada da complicação, política, ou implicações secundárias de antigas graphic novels do Batman ou X-Men, nada da depressão ou a arte de uma graphic novel do Demolidor ou Monstro do Pântano. É uma boa história, só não traz nada de novo para quem já passou dos 17.
Olhei algumas resenhas por aí, e essa aqui diz que Mônica é para as crianças, a Turma da Mônica Jovem para os adolescentes e a Graphic MSP para os adultos. Desculpe discordar... Mas a Mônica é para crianças, a Turma Jovem para débeis (ok, para PRÉ-adolescentes talvez), e a MSP é para adolescentes. Quando eu era era criança (ou pré-adolescente, ou tween, ou qualquer nome idiota da moda) eu via desenhos japoneses muito mais depressivos, com morte e drama. E lia tranquilamente graphic novels de primos mais velhos. E eu não era anormal [nerd? sim! ok] Pessoal agora tem a mania de tratar qualquer um abaixo de 15 como um idiota completo. A garotada de hoje até "amadurece" mais cedo para algumas coisas (como sexualidade ou tecnologia), mas de resto, os pais estão ficando tão assustados, que exageram na direção oposta, e acham que eles não podem ter contato com nada mais complicado antes dos 20. Porra, pais! Galera de 13 já pode ver desenho com morte e ler Batman com violência.
Mas voltando, eu falei antes que a revista não era assim tão artística. Aproveitem para dar um pulo nesse último link que lá tem algumas boas amostras das páginas. Elas são bonitas. Mas... Talvez por eu ter esperado algo mais adulto, esperava algo mais rabiscado e sujo. Uma pintura mais "fora das linhas". Não consigo pensar em nenhum exemplo explicativo. Não precisava parecer um Marvels, mas imaginara algo puxado para Hellboy ou mesmo Sandman (que é bem colorido). [se bem que eu gosto das histórias, mas nem tanto assim dos desenhos do Sandman]
Arrependo-me ou desrecomendo a compra? Claro que não. É uma excelente história. Uma boa iniciativa. Desenhos muito bem feitos. E foram só 20 ou 30 minutos lendo... Mas foram bons 20 ou 30 minutos. Só não valeu foi toda a preparação de "não vou ler agora não... vou deixar para ler com calma, com tempo, numa cadeira confortável, etc". E vou comprar as demais revistas da linha Graphic MSP. Mesmo nunca tendo grande afinidade com a Turma da Mônica (e Chico Bento menos ainda, e Piteco menos ainda que o Chico Bento), como eu disse, a iniciativa é bem interessante.
E são revistas isoladas (one-shots), então você lê e pronto. Não tem aquela coisa de ter que continuar lendo depois. Essa primeira edição teve mesmo a sensação de uma revista introdutória, mas pode ser só comigo. Sei lá. Uma outra forma de analisar é só entender como um final aberto otimista "Puxa, consegui escapar! Mas não vejo a hora de voltar ao batente outra vez."
Bem, já falei demais. Recomendação final: uma boa compra para uma criança de 13 ou 14 (esqueça esse papo de revista "adulta"), boa compra para os nostálgicos que gostavam do personagem quando criança (isso eu falo com base em tudo que li por aí, já que eu mesmo não lia) e bem legal para quem só quer ler algo nacional diferente do comum (agora sim, meu caso).
E se ainda estiverem na dúvida, tomem algumas resenhas de outros:
RPGista -- Universo HQ -- Melhores do Mundo -- UOL Entretenimento
Com personagem de: Maurício de Sousa
Páginas: 80 -- Ano: 2012
ISBN: 978-85-65484-41-1 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
Eu devo ter sido uma criança estranha. Ouço por aí toda a adoração que galera um pouco mais nova, da minha idade, ou um pouco acima tem pelos quadrinhos da Turma da Mônica... E eles, na verdade, nunca me disseram nada. Sei lá, Turma da Mônica, Luluzinha, Riquinho, Pateta ou Tom & Jerry eram quadrinhos que eu lia se caísse na minha frente, mas mera falta do que fazer... Ou lia nas tirinhas de jornal. Nesse caso, Horácio bem mais que os da turminha em si.
Astronauta então... Sabia quem era, mas acho que nunca lera antes alguma história dele. [bem, e de certa forma continuei sem ler] [a propósito, só para comentar, o que eu mais lia eram Recruta Zero e Tio Patinhas]
De cara então... sobre o personagem original mesmo... um choque! Ele é adulto! Ou isso ou a distorção temporal dele viajando no espaço fez com que ele ficasse ainda criança enquanto seus conhecidos cresceram. Digo isso porque a Ritinha, que era namorada dele na Terra... Casou! Putz! Não sabia nada mesmo sobre o personagem. A Ritinha é essa aqui (tem bom gosto esse rapaz). É adulta a garota! Eu a estava confundindo com alguma outra personagem pelo jeito. Achei que só tinha adulto nas histórias do Rolo.
Tem algo mal contado nisso... Ou o cara então é bem baixinho.
Mas falemos sobre o quadrinho sendo resenhado e não de minhas burrices.
A história: o Astronauta, numa versão adulta [apesar de ter descoberto agora que ele sempre foi adulto], está sozinho em sua nave, como ele gosta, indo pesquisar um magnetar (resumindo absurdamente, é um tipo de estrela ferrada, bem complicada de conseguir estudar). No caminho ele fica pensando na vida, lembrando dos bons tempos. Aí sai para instalar uns equipamentos, não recebe a tempo o alerta da nave de que algo estava errado, tudo explode, estraga a nave, e aí o cara fica preso lá, sem poder sair e sem poder pedir socorro. E aí ele continua pensando na vida, agora de forma mais deprê.
Opinião: No final da revista é mostrado rapidamente um pouco do processo criativo, desenhos e idéias não aproveitadas, e então é mostrada a tirinha original. A 1ª aparição do personagem, que apresentou o Astronauta aos leitores. Uma única folha, com uma micro historinha em quadrinhos dizendo "Esse sujeito estudou e virou astronauta. E aí a namorada casou. E uns ETs deram uma roupa para ele. E agora vamos acompanhá-lo em incríveis aventuras". Bem, lá não está escrito assim, mas a idéia é essa.
E esse é o problema dessa revista. Ela é ótima. Mas muito curta. Terminei com aquela sensação de que faltou uma página anunciando "Você gostou desta edição nº 0? Então em março, nas bancas, não deixe de acompanhar a nova revista mensal de etc, etc, onde nosso personagen os levará à todos os cantos da galáxias, etc, etc." Essa revista ficou com muita cara de uma Edição 00. Aquela coisa de 8 páginas que geralmente sai em outra revista só para você ter aquele gostinho inicial e uma introdução ao herói.
Muitos dos clichês do gênero estão lá. Há o tédio do cara sozinho. A perda da sanidade. A recordação dos que ficaram (e achei bem legal nessa parte a Ritinha não ter rosto). A alucinação/fantasma dando lição de moral. Tudo muito bem amarrado em pouco páginas...
Mas deviam ter sido mais. Olhei agora a quantidade de páginas do último quadrinho parecido que eu li (o Independência ou Mortos) e do Lúcifer (na minha estante, no aguardo). E ambos têm 160 páginas.
Pronto. Definido então, o Astronauta: Magnetar tinha que ter tido do dobro de páginas.
O problema de dobrar a quantidade de páginas, é que teria que dobrar a quantidade de texto. Vejam bem, o problema mesmo nem é a quantidade de páginas, é que a história em si você lê muito rápido. Mesmo parando para apreciar as imagens (bonitas!), você atravessa a revista tão rápido que termina com a sensação de "Porra! Já acabou?" [melhor isto do que "Porra... isso não acaba nunca...", mas vocês entenderam!]
De tanto que ouvi falar, comparando a revista até ao filme Lunar, esperava reflexões bem mais profundas, sei lá, algo até meio depressivo, com bastante texto. Uma graphic novel ADULTA. E aí talvez seja a razão da revista não ser longa... O que temos não é uma revista adulta de fato, é uma "graphic novel para adolescentes". (ou pré-adolescentes... sei lá, uns 14 anos é o quê?) Avançaram a faixa etária do leitor do Astronauta, mas não tanto quanto imaginei. [ou me levaram a imaginar] Nada da complicação, política, ou implicações secundárias de antigas graphic novels do Batman ou X-Men, nada da depressão ou a arte de uma graphic novel do Demolidor ou Monstro do Pântano. É uma boa história, só não traz nada de novo para quem já passou dos 17.
Olhei algumas resenhas por aí, e essa aqui diz que Mônica é para as crianças, a Turma da Mônica Jovem para os adolescentes e a Graphic MSP para os adultos. Desculpe discordar... Mas a Mônica é para crianças, a Turma Jovem para débeis (ok, para PRÉ-adolescentes talvez), e a MSP é para adolescentes. Quando eu era era criança (ou pré-adolescente, ou tween, ou qualquer nome idiota da moda) eu via desenhos japoneses muito mais depressivos, com morte e drama. E lia tranquilamente graphic novels de primos mais velhos. E eu não era anormal [nerd? sim! ok] Pessoal agora tem a mania de tratar qualquer um abaixo de 15 como um idiota completo. A garotada de hoje até "amadurece" mais cedo para algumas coisas (como sexualidade ou tecnologia), mas de resto, os pais estão ficando tão assustados, que exageram na direção oposta, e acham que eles não podem ter contato com nada mais complicado antes dos 20. Porra, pais! Galera de 13 já pode ver desenho com morte e ler Batman com violência.
Mas voltando, eu falei antes que a revista não era assim tão artística. Aproveitem para dar um pulo nesse último link que lá tem algumas boas amostras das páginas. Elas são bonitas. Mas... Talvez por eu ter esperado algo mais adulto, esperava algo mais rabiscado e sujo. Uma pintura mais "fora das linhas". Não consigo pensar em nenhum exemplo explicativo. Não precisava parecer um Marvels, mas imaginara algo puxado para Hellboy ou mesmo Sandman (que é bem colorido). [se bem que eu gosto das histórias, mas nem tanto assim dos desenhos do Sandman]
Arrependo-me ou desrecomendo a compra? Claro que não. É uma excelente história. Uma boa iniciativa. Desenhos muito bem feitos. E foram só 20 ou 30 minutos lendo... Mas foram bons 20 ou 30 minutos. Só não valeu foi toda a preparação de "não vou ler agora não... vou deixar para ler com calma, com tempo, numa cadeira confortável, etc". E vou comprar as demais revistas da linha Graphic MSP. Mesmo nunca tendo grande afinidade com a Turma da Mônica (e Chico Bento menos ainda, e Piteco menos ainda que o Chico Bento), como eu disse, a iniciativa é bem interessante.
E são revistas isoladas (one-shots), então você lê e pronto. Não tem aquela coisa de ter que continuar lendo depois. Essa primeira edição teve mesmo a sensação de uma revista introdutória, mas pode ser só comigo. Sei lá. Uma outra forma de analisar é só entender como um final aberto otimista "Puxa, consegui escapar! Mas não vejo a hora de voltar ao batente outra vez."
Bem, já falei demais. Recomendação final: uma boa compra para uma criança de 13 ou 14 (esqueça esse papo de revista "adulta"), boa compra para os nostálgicos que gostavam do personagem quando criança (isso eu falo com base em tudo que li por aí, já que eu mesmo não lia) e bem legal para quem só quer ler algo nacional diferente do comum (agora sim, meu caso).
E se ainda estiverem na dúvida, tomem algumas resenhas de outros:
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