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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O Mundo Sombrio, de Robert E. Howard

Bem, como eu sempre tento dar uma força para os lançamentos da Clock Tower (o site completo está fora do ar, tem o Facebook enquanto isso) [que são caros, mas com pouca tiragem não tem muito jeito] então, cá estamos, com mais um [que já comprei]. Mas é tarde e quero dormir, então vou só copiar-e-colar o email deles! [não deu certo... tive que acertar a formatação na mão, ficou tudo ferrado só colando direto... tentei reproduzir o melhor que deu o email original]

Eu sempre fui meio purista. Jornada ou Guerra nas Estrelas só vale o que passou na TV ou cinema, por ex. Conan só vale o que o Howard escreveu. E... mitos de Cthulhu só vale o que o Lovecraft botou a mão! Mas... Junta dois caras que eu tenho respeito... [e ainda por cima vindo da Clock Tower] eu tenho que ter esse livro. Vai para pilha... Vou acabar lendo só daqui a 10 anos... Mas já foi! Já paguei. [e podem confiar neles vocês também.]

Então, sem mais delongas, comercial gratuito:
(dúvidas, erros de português, vírus, roubo do cartão de crédito, extração de rins e acordar numa banheira de gelo, ou qualquer coisa... falem com eles! tem o email no texto, minha participação termina neste parêntese aqui: --->)

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Olá! Tudo bem?

Ontem tive a oportunidade de fazer ao vivo, junto a alguns dos membros do time Clock Tower, o lançamento AO VIVO da nossa campanha do "O Mundo Sombrio" (você pode assistir aqui). Agora você já pode adquirir seus exemplares do livro!

Aproveite e garanta seu livro agora mesmo:

Garantir o meu "O Mundo Sombrio"!

Dentre os melhores de contos de Robert E. Howard sobre os Mitos de Cthulhu, esta é a lista de obras deste livro incrível (e inédito em português):

The Black Stone
The Children of the Night
The Haunter of the Ring
Arkham (poema)
Dig Me No Grave
The Fire of Asshurbanipal
The Thing on the Roof
"The Shadow Kingdom" (1929)
"The Gods of Bal-Sagoth" (1931)
"Worms of the Earth" (1936)
"People of the Dark" (1932)
Bell of Morni (poema)
The Little People
The Black Bear Bites

O livro contará ainda com uma série de EXTRAS, como é tradição nos livros produzidos pela Clock Tower. Dentre os principais, podemos citar:

  • Uma rica introdução de S.T. Joshi, considerado a maior autoridade hoje na obra de H. P. Lovecraft;
  • Prefácio de Rochett Tavares, escritor e estudioso brasileiro da obra de Robert E. Howard;
  • Biografia completa do Robert E. Howard escrita por Rusty Burke, principal biógrafo do autor;
  • Ilustrações internas de Leander Moura, autor da capa de O Rei de Amarelo e aclamado ilustrador de temas relacionados aos Mitos de Cthulhu;
  • Um raro texto do próprio H.P. Lovecraft em memória de Robert E. Howard;
  • Seu nome no livro, como colaborador;
  • E muito mais!

Então, NÃO PERCA TEMPO! Adquira o seu livro o quanto antes (CLIQUE AQUI).


A campanha se encerrá no dia 08 de novembro, mas o quanto antes você puder adquirir, melhor! Como você bem sabe, e como foi todos os projetos da Clock Tower até aqui, é o dinheiro arrecado na pré-venda que nos permite produzir os livros sob demanda para nossos leitores. Assim, quanto mais rápido atingirmos nossa meta (1.000 livros vendidos! o/ ), mais rápido poderemos terminar o livro, produzirmos e enviarmos para todos os colaboradores.

Vale lembrar que nós trabalhamos produzindo livros "de fãs para fãs", então a sua ajuda é muito importante. Ajude a compartilhar esta novidade entre seus amigos, em seus sites e blogs, e da forma que puder. Toda a ajuda é bem vinda e muito necessária para que possamos alcançar mais pessoas.

Assim, se você ainda não adquiriu seus exemplares (recomendamos seriamente adquirir mais de um, pois não há garantia de uma segunda edição), aproveite AGORA:
 
Quero meu "O Mundo Sombrio"!
Contamos com vocês!

Se tiverem qualquer dúvida ou qualquer problema, basta responder este e-mail, ok? [escreva para: editoraclocktower arroba gmail ponto com]

Grande abraço!
Edu Costa
Marketing - Editora Clock Tower

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terça-feira, 10 de junho de 2014

Malévola

Nome original: Maleficent
Duração:
1h37min  --  Ano: 2014  --  Trailer
De: Robert Stromberg (primeiro filme que ele dirige)
Baseado em: A Bela Adormecida, da Disney
Com personagens +/- de: Charles Perrault e Irmãos Grimm.
Com: Isobelle Molloy [muito fofinha], Angelina Jolie (de Hackers - Piratas de Computador, O Colecionador de Ossos [é o filme que notei a existência dela], Tomb Raider e Sr. & Sra. Smith), Elle Fanning (de Compramos Um Zoológico e The Lost Room) [minissérie bem legal], Sharlto Copley (de Distrito 9, Esquadrão Classe A e Europa Report) e Sam Riley (de Na Estrada).

Eu sei que estou virando um velho sentimental e babão [mesmo continuando ranzinza], mas não aceito discussões neste caso: esse filme é uma das coisas mais fofas (se não for a mais) dos últimos tempos. E quem falar o contrário está errado. Sem papo que é tudo uma questão de opinião. Errado e ponto.

Não quero nem imaginar a quantidade de maquiagem ou efeitos especiais para deixar a Angelina com aquela cara lisinha e sem rugas, mas ela está fofíssima também. Até a Aurora, que é meio mongolzinha, não compromete em nada. É fofa. É tudo fofo! E eu sou o tipo do cara desalmado que não gostou nem de Goonies, nem daquele filme da Jennifer Connelly que tem gnomos e um cantor, e nem daquele filme que o garoto voa num cachorro com corpo de dragão chinês. Precisei ir no IMDb e jogar "dragon dog movie" no Google - os filmes são Labirinto e A História Sem Fim.

Eu só mudaria uma coisa... Que era para deixar a história um pouco mais paralela à "versão oficial dos fatos". E agora vem spoiler. Pule o bloco a seguir se não viu o filme.


SPOILERS COMEÇAM AQUI:

Eu teria matado a Angelina. Não a faria virar má de repente (até pensei que o filme faria isso) [e quem acompanha o blog, se é que existe, deve lembrar de meu trauma com a verdadeira mocinha do Oz], mas depois de tudo que aconteceu, se acontecesse algo um pouco mais dramático ali, ainda teria encaixado. Eu teria feito tudo igual, até a luta final. Aí criaria alguma situação para ela não só matar o rei, mas morrer salvando a princesa. O famoso "sacrifício final", "a maior prova de amor" e essas coisas. Claro, com um sorriso nos lábios de quem morre sabendo que fez um bom serviço.
E depois disso teríamos todas as cenas seguintes, com a narração, a coroação no mato, o príncipe, tudo igual, mas ao final, ao invés de termos a Angelina voando, veríamos (talvez imensa, digna de uma rainha, e no meio da floresta mágica) a lápide!

Trágico, mas de uma forma fofa. Mas ok, eu sei que minha mente é um pouco mais negra que o normal. Agora voltemos a nossa programação sem spoilers.

Ah, e claro, do meu jeito, um eventual bardo que ouvisse a história de terceiros, poderia perfeitamente criar a versão em que a bruxa má foi morta pelos valentes soldados que protegiam o rei e salvaram a princesa, sem precisar mentir descaradamente. E do ponto de vista de um soldado raso, teria sido exatamente o que aconteceu.

SPOILERS TERMINAM AQUI.


Outra coisa que eu talvez mudasse, e que não é spoiler, foi a tradução do nome do personagem Diaval. Se você não sabe inglês [ok, ok, hoje em dia "todo mundo" sabe, mas mesmo assim...] você pode deixar passar o trocadilho com a palavra devil (demônio),  que por sua vez é uma adaptação do "nome original" (isto é: o nome Disney) do personagem, que era, "sutilmente", Diablo. Sei lá, em português o caminho diabo, diabal, Diaval não pareceu linear o suficiente. [estou agora curioso em saber como é o nome dele na dublagem] O trocadilho em si não faz falta, o que eu achei legal foi a referência ao original.

E o filme é cheio destas rápidas referências, como a terceira fada que não concede nada à garota, por exemplo. O filme ficou um revisionismo histórico bem legal. Só que a "bela adormecida" dormiu tão pouco no filme, que duvido que ela ficaria famosa por este motivo lá no reino.

ATUALIZAÇÃO: pouco depois de terminar a postagem descobri porque fica tão destacada a cena da fadinha não ter dado o 3º dom para a menina. O plano inicial do filme era mesmo ter seguido o enredo da Disney, de ser o presente dela que não faria a Aurora morrer ao espetar o dedo. Então, por mais que no filme tenha ficado estranho a fada verde não ter dado nada (que eu achei que era só uma piadinha à toa, ao invés de ter sido uma cena cortada), sinceramente, gostei mais da solução do filme.
Porque (um último spoiler antes de continuarmos) esse papo de "amor à primeira vista" ser amor verdadeiro é complicado. No desenho animado original era ainda mais bizarro, porque o cara só via a mulher dormindo. Gostei do beijo do príncipe não ter dado em nada e ele mesmo ter dito pras fadas "Mas, cacete, eu só vi a sujeita UMA única vez!". Se bem que, como a postagem acima diz, explicaria melhor a questão da... vamos dizer... "hora em que tem uma luta entre chamas verdes e amarelas" não ter dado em nada.

Bem... E é isso.

Ah, tá, a história.... Humm... Fadinha boazinha [e alguém me explica, porque diabos os PAIS da menina a batizariam de Malévola?? A Fada-Mãe morreu no parto e a Fada-Pai ficou com raiva da recém-nascida? Bem... pelo menos não darem explicação alguma foi melhor do que ela começar o filme se chamando Benévola e depois termos uma cena do tipo "A partir de agora... Meu nome é MALÉVOLA. HAHAHAHAH"] Mas voltando ao assunto... Fadinha boazinha [relendo a postagem, acho que a minha descrição é spoiler também, então vou esconder quase tudo. Veja o trailer no alto, escolhido propositalmente por ser o único que não estraga cenas do filme, e seja feliz] namora garoto pobre. E como todo garoto pobre medieval, ele quer ser um cavaleiro, um nobre... Rei então? Putz! Já é! E aí  ele apronta feio com a Fadinha (agora já um mulherão).  Ela fica puta e amaldiçoa a filha dele. E aí...

E aí é a graça do filme. Então eu paro de contar. Na verdade, o filme já estava bem legal desde o começo. Eu disse: é um filme todo fofo. Não sou fã de seres mágicos com cara de brinquedo, mas eles aparecem menos de 2 minutos em cena e estavam legais. Por falar nisso, adorei os bichos perto do final, que pareciam um misto de beija-flores gigantes e tatus (!?). Também não fiquei grande fã das 3 fadas madrinhas, mas elas não comprometem em nada. O príncipe então, teve sorte de ter falas no filme. Mas também ficou fofo. E o reis malignos (que não eram fofos) pouco aparecem, então só sobrou cena fofa, fofices e afins. São duas horas de fofura non-stop. Podem ver. [ok, tem 30 segundos de uma cena triste, mas é rápido e, logo depois, a Angelina é tão charmosa que até com raiva ela é uma graça]

E como eu sempre gosto de colocar opiniões contrárias (o que foi fácil de achar para Malévola, muita gente não gostou) [nem o Screen Rant, com quem eu costumo empatar], vamos lá. Achei duas, de um mesmo site, que achei interessantes. Fiquemos com elas:

Badass Digest (1): Maleficent will test the patience of all but the most stultified moviegoer. (esculhamba o filme de todas as formas, mas tem bons argumentos)

Badass Digest (2): (...) a good Maleficent movie would let Maleficent be wicked.
(que relembra algo que, durante o filme, eu também fiquei curioso: o que a Malévola fez para passar o tempo nos 16 anos entre a maldição e a espetada de dedo? Teria sido legal vê-la malevolizando por aí) [mas isso estragaria toda a missão da Disney de nos fazer gostar da personagem] [e na verdade, fora vestir preto, ter um trono, e a maldição em si, não a vemos sendo malévola]

PS: mas o Omelete (nem tanto) e o Rapadura gostaram. Acho que nós brasileiros somos um povo mais... fofo.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Noé

Nome original: Noah
Duração: 2h18min  --  Ano: 2014  --  Trailer
De: Darren Aronofsky (de Cisne Negro e Fonte da Vida)
Com: Russell Crowe (de Gladiador e Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo) [pena nunca terem feito as continuações, adorei este filme], Jennifer Connelly (de Labirinto, Rocketeer, Réquiem Para um Sonho e Cidade das Sombras), Ray Winstone (um dos anões no Branca de Neve e o Caçador e o Sweeney Todd na versão para TV), Anthony Hopkins (de Nunca Te Vi, Sempre Te Amei, mais conhecido atualmente como o Dr. Hannibal Lecter ou Odin), algumas crianças e suas versões adultas e Emma Watson (de Sete Dias com Marilyn e As Vantagens de Ser Invisível, ah, quem eu quero enganar, é a Hermione e pronto!). [e todos com nomes bíblicos muitos legais]

A história: homem traumatizado tem pesadelos e, após consultar-se com um eremita louco, resolve plantar feijões mágicos para, com ajuda de gigantes de pedra, três crianças, um bebê e sua esposa gata, construir um barco e fundar o Greenpeace.
[desculpe, mas se você não sabe quem é o Noé, veio ao lugar errado para aprender]

Agora, vamos ao que interessa: reclamar e elogiar. OBS: com spoilers, por assim dizer.

Ô gente chata! Não sei porque todo o mimimi com esse filme. Ateus babacas [obs: nem todo ateu é babaca, o que eu quero dizer é: "ateus, e dentre eles, os que são babacas"] que não querem ir porque é da Bíblia e eles não acreditam nela, eu até entendo (mas não concordo, porque isso não faz sentido algum) [nas sábias palavras do Rapaduracast: "O Aragorn também não é de verdade!"]. Mas até os religiosos? Ah, porra! Vão se catar! Tinham mais é que gostar de alguém estar fazendo filme bíblico (*) [acho que o últimos que vi foram "Príncipe do Egito" e "Moisés" com Charlton Heston] e não ficar tendo ataque de "Mas não ficou igual à Bíblia", "Mas não foi assim!"...

Galera, também NÃO FOI igual está na Bíblia. Na verdade, NEM FOI! Aceitem: a Bíblia é um apanhado de contos e parábolas, para passar lições de moral e religiosidade. Algumas das lições são bem duvidosas, mas não entrarei no mérito. Procurem algum estudioso do Cristianismo e eles te dirão isso! Não é chatice minha. Grande parte do que está na Bíblia são adaptações de outras lendas mais antigas, retiradas de ouras religiões, porque o Cristianismo, para crescer e difundir-se, também precisava de marketing! [e claro, tem aqueles outros estudiosos que dizem que 100% da Bíblia é isso, inclusive todos os personagens principais. Mas também não entrarei neste mérito.]

(*) OBS: na verdade, são feitos filmes sobre cristianismo num ritmo maior do que as produções baratas e ridículas do SyFy, mas, infelizmente, com a mesma qualidade. Quando eu digo que não fazem filmes bíblicos eu quero dizer filmes BONS! E sim, digo "infelizmente" porque mesmo achando que é tudo mitologia reciclada, ainda assim daria pra fazer bastante coisa legal com aqueles personagens e tramas. E querendo ou não, eu sou ocidental, então cresci com a influência destes personagens aqui e ali, em todo lugar. O problema é que todo mundo fica querendo fazer coisas adocicadas, maniqueístas e respeitosas, ao invés de lembrar que o marketing e estilos de narrativa que funcionavam no ano 1.000, lá no séc. X, não funciona mil anos depois! E nesse aspecto, o Noé do Aronofsky dá mais certo hoje do que ler o Noé como está nas, perdoem meu sarcasmo, "escrituras sagradas".

Ou, nas palavras de Neil Gaiman, que é muito mais conciso do que eu: “We have the right, and the obligation, to tell old stories in our own ways, because they are our stories.”

Mas e porque os religiosos mimimentos me irritam? Porque eu, que sou um cético de nascença, pagão por vocação, e implicante por natureza. Vi, gostei, e aí... Fiquei curioso em saber o que aconteceu com os personagens depois daquilo. E vocês sabem onde está a continuação da história? Vocês sabem? VOCÊS SABEM!? NA BÍBLIA, cacete!

O filme fez um herege ter vontade de ler a Bíblia! Se o diretor não merece um tipo de "Oscar do Vaticano" pelo filme, esse mundo está muito errado.

Claro, não vou fazer isso, porque entre ler a Bíblia ou mais uma ficção científica, eu prefiro a segunda. Outro dia li no Skoob, justamente na página da Bíblia, uma frase fenomenal em sua concisão sacana e humor ácido. Merecia virar adesivo para carros: "Ficção por Ficção, prefiro Harry Potter". HA! É por aí! Mas não tira o mérito do filme. Na verdade, o principal motivo de eu não ir na Bíblia e dar uma lida no que aconteceu com a família de Noé é só porque já fiquei sabendo que, na versão oficial, boa parte daquilo foi diferente e que todos os filhos tinham suas próprias esposas - e minha curiosidade principal foi saber se o filho careca tinha encontrado algo andando pelo mundo e se voltou depois e casou com alguma das sobrinhas.

Agora vamos à alguns comentários mais rápidos...

A cena da montanha, com as pessoas tentando escapar do dilúvio, ficou muito legal. Parecia um daqueles quadros religiosos mais antigos. Mas que não vou dar nenhum exemplo, porque não sei os nomes dos pintores dos quadros que estou lembrando. [e jogar "pintura religiosa" no Google seriam horas e horas de buscas infrutíferas]

O cão-pangolim no começo do filme ficou bem legal. Ao contrário da casquinha de cobra, que foi a única coisa que eu mudaria no filme. Qual era a utilidade do couro brilhante, por falar nisso? Aproveitando que estamos falando dos animais, o filme perdeu uma boa chance. Mas que ficaria meio humorístico se tivessem feito, então é óbvio que nunca ia rolar: na hora que o vilão mata um bicho na arca, para atrair o Noé para uma armadilha (bicho que a partir dali não teriam 2 e seria o fim daquela raça), o bicho podia ter sido um unicórnio!

Por falar nisso, uma implicância minha com o filme é uma certa lerdeza dos personagens. Eles ficam na arca uns nove meses [ou mais] confinados... eu, ali, por puro tédio, passaria o tempo andando por cada centímetro. Em suma: ninguém esbarrou num velho manco esse tempo todo?? E a Hermione, em terra, levou vários meses pra conseguir pensar no argumento de 3 linhas que tirou o Noé da fossa!

Ah, e uma outra reclamação das pessoas em geral são os "monstros de pedra" (anjos caídos, na verdade). Eu achei que ficou muito bom. Só achei que eles não precisavam ter expressões faciais tão claras e carinhosas (no caso do "monstro" principal), podiam ser ainda mais pedregosos e sem rosto mesmo. Mas a maneira do diretor de colocar anjos ajudando (que é algo que está na Biblia, pipocas!, mesmo que não seja na parte sobre Noé) achei muito boa. E ainda deu mais "realismo" na construção da Arca, porque, do jeito que a igreja conta, o sujeito nunca ia conseguir. Mas já... com gigantes mágicos de 3 braços e super-fortes dando ajuda... Aí, até eu!

O trailer (que acabei de rever) é bem pilantra quanto a isso até. Pelo jeito os produtores notaram que as pessoas implicariam com eles e, no trailer, eles NÃO aparecem. No filme, quando o Noé diz que não está sozinho, você é induzido a achar que o sentido é "Deus está comigo!". Mas no filme, nesta cena, os gigantes se levantam de forma ameaçadora! E na cena do Matusalém enfiando a espada no chão e jogando fogo na graminha (o que não faz nenhum sentido no trailer), no filme vemos a cena completa, com um exército correndo e atacando justamente os tais gigantes. Malandros.

Ah, e elogio final, para fechar a resenha em grande estilo: Jeniffer Conelly! E tenho dito!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Winkie

Título original: também Winkie [que poderia ser traduzido como Piscadinha ou Piscadela]
Autor: Clifford Chase
Editora: Bertrand Brasil --  Ano livro / história: 2011 / 2006
Tradução de: Bruna Hartstein  --  Páginas: 278
Tamanho: padrão, 14x21cm (+/- meia folha A4)
Acabamento: excelente, com direito a detalhes brilhantes e relevo na capa.  --  ISBN: 978-85-286-1474-9

Pois é. As vezes eu também leio livros que não são de ficção-cientifica! Com tanto livro interessante no mundo, e com tão pouco tempo até o dia da minha morte, é preciso ter foco. Mas... Quando eu vi a capa do livro, numa andança aleatória pela livraria, não deu para não pegar e olhar melhor. Depois vi a foto da contra-capa (muito boa, mas estou sem nenhum scanner por perto e não a encontrei na internet) [achei a americana, mas é diferente] e, finalmente, não deu para resistir à descrição oficial na orelha do livro:

   " Neste engraçadíssimo e surpreendente romance, um gentil ursinho de pelúcia ganha vida e vai parar no lado errado da guerra americana contra o terrorismo.

Após sofrer durante décadas a negligência das crianças que costumavam amá-lo, Winkie percebe que, para tomar as rédeas de seu destino, basta decidir fazê-lo. Então, atira-se da prateleira, pula a janela e segue para a floresta. Entretanto, tão logo começa a descobrir o prazer e as maravilhas da mobilidade, da autodeterminação e até mesmo do amor, sua sorte termina.

Pouco depois de encontrar a cabana de um professor solitário, o ursinho se vê cercado por um esquadrão da SWAT, que imediatamente conclui ser ele a mente maquiavélica por trás de dúzias de ataques terroristas rastreados até a floresta. Aterrorizado e confuso, Winkie é levado a julgamento, no qual a promotoria busca selar o destino do pequenino urso chamando para depor testemunhas dos julgamentos de Galileu, Sócrates, John Scopes, Oscar Wilde e das bruxas de Salém.

Com uma gama de personagens que varia de uma servente muçulmana lésbica a um advogado gago e uma filhote deurso que vive citando lacan, winkie apresenta uma crítica mordaz da paranoia em que vivemos atualmente. Num segundo plano, o romance de Chase é uma bela reflexão sobre as lembranças e o amor que nos remetem àquela época de nossa vida anterior à consciência, quando um brinquedo de pelúcia ou uma simples história podia nos garantir indiscútiveis consolo e sabedoria. "


E de novo, vocês viram a cara de maluco do urso? Eu tinha que ter esse livro. Ok, não li correndo logo em seguida, o livro ficou olhando para mim da estante por mais de 2 anos, mas uma hora todos serão lidos. Foi a vez dele.

Com uma descrição como a acima, apesar de soar bem poética em alguns pontos, eu esperava a história sendo mais corrida e humorística. Longe do escrachamento de um Ted, mas naquela linha. Uma espécie de Ted para quem passou dos 40 e lê a sessão de política internacional do jornal ou é capaz de reconhecer referências ao Julgamento do Macaco (pesquisem por O Vento Será Sua Herança). [claro, gente mais nova também pode entender tudo isso (e muito mais), mas era só para vocês entenderem o ponto.]

O que acabamos tendo é uma história muito mais lenta, com passagens para você se imaginar ali ou refletir nos pequenos detalhes que só um sujeito que acabou de aprender a andar e tem 40 cm de altura (na verdade, não sei a altura do personagem) prestaria atenção. Também são feitas muitas críticas sociais, chamando atenção para dezenas de hipocrisias ou insanidades com as quais convivemos. E claro, muitos momentos bem "viajantes", com passagens quase oníricas, ou outras dignas de Monty Python.

Mas também não pensem que o livro chega a ser psicodélico. Na verdade, o personagem começa o livro sendo preso e assim, num chutão, diria que metade dele são de flashbacks variados, e a outra metade é tomada pelo julgamento do urso, num tribunal.

O urso em si, principalmente no começo da história, nem sequer parecia ser o personagem principal. Como se ele estivesse ali apenas como um intermediário entre o leitor e os humanos com os quais ele convive. Cheguei a imaginar se o livro não seria um jeito disfarçado do autor escrever algum tipo de biografia familiar dele, ainda mais que num dado momento ele próprio é um personagem, mas perdi a impressão com o andamento da história.

Um detalhe, por exemplo, que me decepcionou no começo, mas que depois eu me acostumei, é que o urso praticamente não fala. Ele pensa muito, mas pouco fala com as pessoas e, quando o faz, normalmente não vemos. Há toda uma seqüência em que o urso relembra uma longa conversa que ele teve com o advogado, em que a cumplicidade entre ambos já estava tamanha, que um era capaz de completar as frases do outro... Mas vimos esta conversa? Não. Só o urso relembrando-a.

Cheguei a imaginar até se urso não era mudo, uma espécie de Haroldo (ou Hobbes, o tigre de pelúcia do Calvin) e que, com pessoas por perto, ele nunca se mexeria ou falaria [mas depois eu lembrei que a primeira "cena" do livro é dele sendo preso, andando e com as mãos erguidas]. Ficou só na impressão também, mas não esperem muitas conversas dele com as pessoas - o humor do livro está nas situações absurdas e no reconhecimento das piadas quando elas surgem [e certamente, eu perdi várias].


Na mesma semana em que terminei o livro, por acaso vi no cinema o Dr. Fantástico ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba e, apesar das histórias não terem nenhuma semelhança, durante o filme o livro me veio a mente. O esquema é parecido: as piadas vão sendo jogadas de qualquer jeito, algumas complexas e profundas, outras bem pastelão, e você vai pegando pelo caminho ou não, e não dá tempo de pensar muito no assunto porque a cena mudou. Aproveitando o Peter Sellers, se você for fã deste filme e também do Muito Além do Jardim, arrisco dizer que Winkie seja uma boa pedida.

Uma coisa também para vocês se prepararem é que o "vai dar merda" não é só extremamente demorado... Parece que o livro inteiro é feito para você ter essa sensação. São várias pequenas coisas ou acontecimentos, mas você *sempre* fica, o livro todo, com aquela sensação de crescendo [nerd musical!], de que a merda está se acumulando e uma hora a pilha vai virar.

E aí o livro termina e, se você começou a lê-lo com uma expectativa errada (meu caso), você fica com aquela sensação de que foi, de certa forma, enganado, de que a história foi por caminhos completamente diferentes do que a orelha me induziu [nem tanto, mas quando finalmente puxei o livro para ler mal lembrava mais da dela, lembrava só do terrorismo, da muçulmana lésbica e do advogado gago], mas, ao mesmo tempo, queria continuar ali, naquele mundo louco mais um pouco. Como se você juntasse as emoções conflitantes e, ao fechar o livro, as resumisse num lacônico: "Porra! Ué, acabou?" Ou, de forma melhor escrita, parafraseando [vulgo: roubando e alterando] uma moça ruiva [adoro ruivas!] que resenhou o livro no Skoob: "Eu não sei o que o autor quis dizer com o livro, mas eu gostei de ler".

Pois é. Foi isso. Mas não se preocupem, muita coisa lá dá sim para saber o que ele quis dizer, é só maneira de falar. É um livro estranho, esquisito, engraçado, e cheio de boas intenções. Uma boa leitura e dá um bom presente.

Agora, outras resenhas:
Começando pela ruiva: Nanie's World: "Ao mesmo tempo complexo e simples, cheio de significado e apenas mais um livro nonsense." [na foto dela no blog ela está loira, mas tudo bem... ruiva honorária, que seja!]
Paraíso em Papel: "Winkie é assim mesmo, doce, inocente, puro, intenso, tocante, irônico, malicioso e divertido. Como pode um livro ser tudo isso ao mesmo tempo?"
Cultivando a Leitura: "Recomendado a todos que gostam de uma história engraçada, diferente e comovente." [também gostei mais da capa nacional que da original]

E tá bom. Gostei dessas 3, são curtas e diretas. Achar outras resenhas é fácil. Procurem aí. [e, putz!, todas as resenhas que li foram feitas por garotas! será que nenhum blogueiro homem assume que gostou do livro? ou eu que sou muito menininha? rs!]

Numa nota solta, o livro virou até uma peça de teatro (mas, infelizmente, parece que não ficou boa) e, terminando, uma entrevista com o autor.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Walrus Tales - Table of Contents

I have all my books catalogued. [and I'm nerdly proud of that!]
When the book is an anthology of short-stories, they also get catalogued. Nothing fancy... all data are just an Excel file with four spreadsheets: one for books, one for the fiction inside of them (when it's a collection), a very smaller one for magazines I won't throw away [mostly old magazines about japanese animation, from the time before the Internet killed all the reasons for theirs existence], and a ridiculously small (about 15 lines) for ebooks (I do have more ebooks than that, but this spreadsheet is for ebooks I don't have the actual paper book - generally something old I got curious about, or something that probably will never appear in book form, or because it's just some short story I decided to read without buying a whole book I didn't want).

So... Although it took a bit of initial effort (the spreadsheets are just about 2 years old, and I had a lot of books already then), I will not have the trouble other people already had for me. That means: I just copied and pasted a lot of things already in The Internet Speculative Fiction Database (it's a lot easier just to adjuste the columns than to retype everything for every SF book in english I have). When I don't find it there, Google is my friend. And then... In some extremely rare cases, when no one bothered, not even the publishers' sites... Those ones I type myself. You can't win everytime [and most of my books are in portuguese anyway].

I will not start my own ISFDB nor will I post the contents of every one of that cases I discover... I just was astonished to discover no one posted the contents of Walrus Tales ANYWHERE! (they almost got it here, but you have to click for every author, and most of the tales names are missing). [and I can't accept an world wide net without the word "Illuminiwalri" in it! that's just too good a word and concept not to appear anyplace]

Ok, it's not Dickens. It's not Asimov. Heck!, for most of the human race it's probably not even a good book! But the table of contents alone is enough fun to not let it pass un-interneted. [true, I could just fill the data on it's own ISFDB page, but that place is not Wikipedia, they're a lot more serious about its editing] [and it's more fun to post it here!]

So, that's enough talk. I will stop abusing english language now. [sorry, my fellow Brazilians, but I do think you guys will be less likely to rummage the net for this book's contents] [and it was fun to write in english, I didn't do that for a long time]

Walrus Tales - Table of Contents:
Edited by Kevin L. Donihe / Eraserhead Press

The Illuminiwalri [*] --  Greg Beatty
We Are All Together  --  Bentley Little
Night of the Long Tusk  --  Paul A. Toth
The Rhinoceros and the Walrus  --  Dave Fischer [2]
Meet the Tuskersons  --  James Chambers
Naming Day  --  John Sunseri
Walrus Skin  --  Ekaterina Sedia [3]
Tattoo Burning Over Your Wasted Heart  --  Andersen Prunty
Deadtime for Bonzo  --  Violet LeVoit
Scapegoat  --  Alan M. Clark
Coloring Book Exegesis  --  Nicole Cushing
13 Ways of Looking at a Walrus  --  Nick Mamatas
Medicine Song  --  Mitch Maraude
The Legend of the Silver Tusk  --  Jeffrey A. Stadt
Girl Gone Gray  --  Gina Ranalli
The Walrus Master  --  Carlton Mellick III [4]
The Walrus-Carpenter Murders  --  R. Allen Leider
First Natural Bank  --  John Skipp
Sirens of New Brunswick  --  Mykle Hansen
The Walri Republic of Sea World [*] --  Bradley Sands
Gus  --  A. D. Dawson
Lovespoons in Peril  --  Rhys Hughes
Something Fishy  --  Mo Ali

[*] = I do think it sounds better, but... I have to say it: technically, walrus is not from latin, so the walri plural does not exist. Octopi also do not. [note: I just saw that in the book's introduction the author makes a similar statement]
[2] = Couldn't find anything about this guy.
[3] = I think she is the only one here that got published in Brazil.
[4] = Easily the most famous of the bunch, so I decide not to link him. I linked his favorite cover artist. If I were crazy enough, I'd buy all the books this guy covers. [and I will buy whatever book uses the picture Nerd Rage]

Now, go buy the book. And then return and tell me if you liked. I didn't read it yet. [and I have mixed feelings about bizarro fiction. Sometimes I love it, sometimes... I really don't.] [you can find both situations in Die You Doughnut Bastards]

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O Rei de Amarelo

Nome original: The King in Yellow
Autor: Robert Wilson Chambers
Páginas: 316  --  Ano: 1895

A história: na verdade, são vários contos sobrenaturais e de horror, e o tal Rei de Amarelo, que seria uma peça dentro do universo do livro, é a ligação entre algumas das histórias apresentadas. Vou manter a postagem curta, então para mais detalhes... a Wikipédia é sua amiga: The King in Yellow (ainda sem link em português lá. E aí, galera? Tão esperando o quê?) [eu já tenho um blog pra cuidar, não olhem pra mim não...]

Agora... A pura verdade, é que não li. Na verdade, nem sabia que este livro existia até outro dia, então nada mais justo que agora esperar. Como assim? É que o livro sairá em português, depois de "apenas" 120 anos! E reproduzo mais abaixo o email do cara que fez eu saber que o livro existia para começo de conversa. [mas eu não fiquei sabendo pelo email, eu votei lá no Facebook quando ele nos pediu para escolher qual seria o próximo lançamento, e pelas descrições e pesquisas que fiz em seguida, eu fui um dos que votou nesse do Rei. E nem precisava ter pesquisado muito, só de falar que foi influência PARA o Lovecraft, me convenceu]

O livro está agora em pré-lançamento (e põe PRÉ nisso) pela editora Clock Tower, do Denílson Ricci, uma espécie de OMAC editorial.

Deve demorar um pouco para sair (sem data ainda, mas eu chutaria de final de 2014 para meio de 2015), mas tenho mais de 200 livros na pendência, posso aguardar. Eu comprei o outro livro do Denílson, mas a verdade é que não só até hoje não li (com tanto livro na frente, acabei não furando a fila com ele), como não poderia aproveitá-lo 100% de qualquer jeito, porque já lera quase tudo do Lovecraft antes [olhei o índice lá agora, e devem ser umas 40 ou 50 páginas de material inédito para mim apenas]. Mas é um livro muito bom, de primeira! [a propósito, meu nome real está lá, nas páginas finais, com a galera que "crowdfundiou" o dito cujo] E esse é mais um motivo para não me apressar agora: por mais que eu tenha ficado curioso com as histórias do Chambers, o próximo livro eu vou aproveitar direito, lendo inteiro sem ter lido nada dele antes.

O livro ainda está com pouca divulgação, mas já achei pelo menos um outro blog comentando e tem o Facebook, linkado mais pra baixo.
Morte Súbita Inc.: O Rei de Amarelo finalmente em português

E agora, tal qual ao primeiro livro, vamos ao email original, que motivou a postagem:

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Amigos, estamos em desenvolvimento de um novo livro, nos moldes daquela antologia de Lovecraft, mas como muito mais qualidade e agilidade no processo de desenvolvimento, entre tantas outras melhorias... Esse novo livro tem tudo para ser muito melhor que o primeiro.

Este livro é 'O Rei de Amarelo' (The King in Yellow) – ainda inédito em nosso idioma, escrito em 1895 e de autoria do famoso, mas agora cult, escritor Robert W. Chambers. Esse livro foi um enorme sucesso no passado e até hoje considerado uma das maiores criações de literatura fantástica de todos os tempos. Recomendo fortemente aos amantes desse tipo de literatura que leiam essa nosso futura tradução. O próprio Lovecraft, fã de Chambers, usou esse livro como fonte de inspiração para o seu 'Necronomicon' e o tinha como uma obra de cabeceira. As influências desse livro estão em outras partes da obra de Lovecraft, como no conto 'A Sombra de Innsmouth', 'Um Sussurro na Escuridão', etc...

Convido a todos a conhecerem o projeto do livro no link abaixo.
https://www.facebook.com/oreideamarelo

O livro não está nem traduzido ainda e tudo está no começo. Mas será como no projeto anterior de edição fechada. Então se você tem interesse no livro ou aventa a possibilidade de um dia vir a adquirir o mesmo, manifeste esse interesse respondendo esse email e cadastrando assim seu email para o futuro livro, ok? Eventualmente lhe mandaremos informações sobre o andamento do livro.

Grande abç,
Denílson E. Ricci
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Ah, só para o caso de neste livro o pagamento também ser antecipado [não sei ainda como será], já fiquem sabendo que não há razão para medos ou suspeitas. No livro do Lovecraft eu paguei por ele acho que 1 ano antes [ou mais?] e em cada atraso [foram alguns, mas devem ser muito menos agora, que o cara já tem a manha] havia um email do Denílson pedindo desculpas e falando que quem quisesse desistir, ele devolvia o dinheiro na mesma hora [porque sempre surgia um babaca achando que era golpe...]. Podem confiar. E, novamente, não percam a chance. Não só é um livro que já nasce sendo edição de colecionador, como pode ser a única chance que vocês terão [para comparação, nunca vi 'O Mundo Fantástico de H. P. Lovecraft' no Estante Virtual. Quem tem não vende! Ha!].


Agora é sentar e esperar 1 ou 2 anos. Mas valerá a pena!



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[ATUALIZAÇÃO EM MARÇO/2014:]

MAS QUE SAFADOS!

MAS QUE COINCIDÊNCIA DESAFORTUNADA!

Ninguém falava deste livro até sei lá quando, quando o Denílson começou a pesquisar entre os leitores qual seria o 2º livro da recém criada editora Clock Tower, e aí... Acabei de levar um susto no Skoob vendo a capa de O Rei de Amarelo. Achei que já era o livro do Denílson (apesar da capa meio sem graça)... Mas não, não era!

Pior, tem dois!

Não só a Arte & Letra lançou uma versão parcial, como parece que a Intrínseca está para lançar a dela também [acho que não lançou ainda, porque o livro não consta no site deles]. Ok, o livro é antigo e os direitos expiraram, então até eu posso lançar uma versão se quiser. Mas porra, que <biiiip>!

Ok, podem não ser, mas sabem como é... Coincidência demais!

[comentário: a capa que eu vi primeiro, que achei muito sem graça, foi a da Intrínseca, que parece de livro infantil e completamente descuidada na escolha das fontes. A da Arte & Letras até que ficou bem legal.]

Se ainda estivesse para sair no cinema algum filme baseado na história, nessas horas todo mundo corre para lançar o livro. Mas não está! Falta de fair-play isso. Eu vou esperar. Se o Brasil esperou 100 anos para ter esse livro em português, eu posso esperar só mais 1. Enquanto isso, dei um pulo no Facebook do projeto e roubei o texto abaixo. Editei um pouco para ficar mais curto e deixo aqui para vocês [mesmo porque eu não sei linkar uma postagem específica do Facebook, se é que dá, parece que não]

[atualização da atualização:] Sobre as partes riscadas da postagem: e não é que saiu uma série de TV cheia de referências ao livro!? Putz! Não podia ter saído 1 ano depois e o Denílson ter feito rios de dinheiro com o livro dele já no prelo antes de todo mundo?! Pipocas! Retiro o <biiiip!> acima. Mas putz! Muitos putz!
Alguns links sobre o assunto: io9 e FastCompany.

E vamos ao texto:
[OBS: eu não tenho idéia se a versão do Denílson será mesmo melhor ou não que a tradicional, sou só fã do esforço dele. E vai que o Chambers não publicou a versão original porque era um rascunho que ele não gostou? Ou vai que ele a adorava mas o editor o forçou a mexer na história? Não sei de nada. Mas marketing é a alma do negócio e o Denílson está fazendo a parte dele. Já eu, se bobear vou acabar é comprando as duas para comparar depois. Ser nerd é um problema. rs!]

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O Rei de Amarelo
1 de março


O DIFERENCIAL DE NOSSA EDIÇÃO (com relação a ed. da Arte & Letra) E O PORQUE DELA SER ÚNICA (originais do prof. Trebor)!

Antes de começar esse livro eu fiz um grande estudo ao longo de vários meses e que me colocou em contato com os maiores especialistas na obra de Robert W. Chambers. Foram troca de emails, cartas e materiais diversos.

Uma dessas pessoas foi o professor e doutor Robert Wright Trebor (53) do 'The Department of Philosophy, History, Culture and Art Studies' da Universidade de Helsinki.

O doutor Trebor é, sem dúvida, o maior conhecedor da controversa obra do autor. Mas, o que isso interessa aqui?

É o seguinte: depois da morte e Chambers sua mansão foi praticamente abandonada e serviu de abrigo e local onde jovens se reuniam. Muitos dos escritos originais de Chambers foram perdidos aí, porque esses jovens utilizavam muito de seus papéis, móveis e livros para fazer fogueiras (pasmem). Um desses jovens foi o professor. Foi lá que ele descobriu os manuscritos originais do 'The King in Yellow' e resolveu guardá-los. O professor Trebor confessa que na época era usuário de drogas e delinquente juvenil, mas que mesmo assim guardava um gosto pelas artes e literatura.

Não vou estragar a surpresa pra vocês sobre o que aconteceu com esses originais, mas posso adiantar que a edição de 1895 é relativamente diferente do livro original que é o que vamos apresentar, por isso nossa edição é única até hoje.

Não é querer desmerecer, mas a edição da Arte & Letra só apresentará os 4 primeiros contos do livro e nem da edição de 1895 reproduz completamente.

Junto a esse material foram achados dados biográficos do autor (não é o diário) e que foram importantes para montarmos aqui nossa biografia.

Não vou revelar mais detalhes, uma vez que nossa ideia desse livro já está sendo meio que copiada. Deixarei outros pormenores para a introdução do livro.

Grande abraço a todos,
Denilson
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[ATUALIZAÇÃO EM OUTUBRO/2014:]

Rápida atualização, já que acima (e na resposta de um dos comentários) eu sacaneio uma das edições por ser parcial (apenas os contos principais, e não os 10 do livro original), mas... acabei de ficar sabendo, no novo site da editora, que a versão do Denílson também focará apenas nas histórias principais:

<< O verdadeiro livro “O Rei de Amarelo” é composto de quatro contos e um poema que de fato compõem a obra original (e não dez, como afirmam por aí). Apesar disso, os seis demais contos serão disponibilizados a todos os compradores no formato de ebook, a título de curiosidade. (...) o livro contará também (...) “A Máscara da Morte Rubra”, de Edgar Allan Poe, e “Um Habitante de Carcosa”, de Ambrose Bierce. >>

Pô, Denílson. Muitos elogios são merecidos, mas eu esperava os 10 contos originais. [sim, são 10!] Ok, iria dobrar o tamanho do livro... Mas que tu cobrasse ainda mais por ele então, pipocas!! Quem paga R$ 75 num livro, paga R$ 90! Os demais contos em "ebook a título de curiosidade" foi... eu tinha escrito "sacanagem", mas façamos o seguinte [em vista ao que eu vou escrever no parágrafo abaixo]: foi uma pena.

Menos mal que, pelo que pesquisei, os demais contos não são bons. Então... acho que tu escapou de eu ficar chateado com você. E, no geral, acho que você se redimiu bem incluindo o poema e outros autores. Mas... provavelmente... Lá vou eu ter que comprar a edição com a horrível capa da Intrínseca... Pô, Denílson! rs!!

[ou, pensando melhor... de repente eu compro a versão completa em inglês, que assim fico tendo o texto no idioma original também... gostei disso! Amazon, lá vou eu...]

domingo, 21 de abril de 2013

The Emerald Burrito of Oz

Autores: John Skipp (escritor de livros e roteiros de terror bizarro) e Marc Levinthal (autor do clássico Three Little Pigs).
Com personagens de: L. Frank Baum
Artista da capa: Samuel Deats [o mesmo do Shatnerquake]
Editora: Eraserhead Press [idem] 
Ano livro / história: 2012 / 2000  --  Páginas: 264
ISBN: 978-1-936383-12-2
Acabamento: a capa é um pouco mais molenga do que devia, mas fora isso, muito bem feito; com páginas amareladas, mais agradáveis. Tamanho padrão (14x22 cm).

◄ Clique na capa para ampliar.

Ok, depois de ver o Oz, Mágico e Poderoso, achei que era uma boa deixa para ler esse livro logo. Nem ficou muito tempo na espera não, comprei-o no começo do ano.

Contexto: O Mundo Mágico de Oz é real. Dorothy realmente foi lá e conheceu toda aquela galera que conhecemos. [e aí devem ter permitido que o filme fosse feito para disfarçar, aquela coisa meio Arquivo-X. Putz... Isso me faz lembrar da "Trilogia Martin" do Stargete SG-1. Muito bom!!] Mas depois de algum tempo, fazendeiros do Kansas começam a notar que algo de estranho acontecia por ali. O FBI foi chamado, mas, com Guerra Fria no auge e esse tipo de coisa, o governo fez segredo.

Por volta dos anos 80/90 a verdade foi contada para a população. Kennedy até pensara em fazer isso antes, e aí o mataram. [na verdade, parece ter algum problema com as datas, a garota principal parece ter uns 30 e poucos anos, e soube que Oz era real quando criança. Mas Michael Jackson criança já sabia disso também. E no livro eles estão em 2007. Sei lá, mas não é importante.]

Pois bem. Estamos em um mundo onde há turismo entre os dois lugares. Onde humanos podem ir para Oz e abrir negócios (bem, mais ou menos, pois em Oz não há dinheiro). E onde anões de Oz podem ir para a Terra e trabalhar em postos de gasolina.

E entre os 2 mundos há um portão mágico, com todo o aparato imigratório de se ir num aeroporto, burocracia, documentos, etc. Quer dizer, há isso no lado de cá. De lá para cá basta um "boa viagem!".

E claro, um novo mundo, com poderes loucos, recursos desconhecidos e leis da física bem diferentes das nossas...  Agentes da CIA, KGB e grandes corporações não iam deixar de visitar e ficar de olho. Sabe como é, segurança nacional e esse tipo de coisa. Você não pode deixar o inimigo levar vantagem.

Pulemos as introduções. Estamos agora em 2007.
A história: blogueiro conhece blogueira. Almas gêmeas. Ambos tem um caso. Mas ela vai morar em Oz. Algum tempo depois, ele vai visitá-la.

Mas sem que qualquer um deles soubesse, Oz está com problemas, um novo "ser" apareceu, já controla algumas partes, tem um exército decente, e não ficará parado até dominar todo o mundo mágico.

Daí que o blogueiro, assim que chega no outro lado, quase morre, salvam a vida dele e, sem que dêem a ele muita opção, acaba tendo que marchar contra o inimigo, recebendo ordens do Homem-de-Lata (o próprio!), que já é um tipo de veterano meio enlouquecido. E também é um monarca, que precisa defender suas terras.

Longe dali, no restaurante de comida mexicana O Burrito Esmeralda, na Cidade Esmeralda, a namorada dele está preocupada em servir boas refeições e contentíssima porque um outro amigo dela inventou caixas-de-som com "tecnologia" de Oz. (mais um pequeno contexto: aparelhos eletrônicos geralmente não sobrevivem à passagem para o mundo de Oz). Antes disso ela só podia ouvir suas músicas no discman (que sobreviveu), mas agora não só ela poderá ouvir em alto e bom som, mas também difundir seu gosto [que não é ruim não] para todos os seus convivas e clientes.

Mas ela já vive lá faz algum tempo, é bem safa, tem seus contatos, e não vai deixar barato quando souber onde o namorado foi parar. A propósito, é ela na capa do livro, literalmente, vestida para matar. [raramente isso acontece, mas achei essa nova capa do livro muito melhor que a original]

Isso posto... Queria contar mais, o livro é bem divertido, várias participações especiais, algumas reviravoltas, mas não posso entregar muito. E todo aquele papo que falei das conspirações do governo é importante para a história, mas não para o desenrolar dela em si; não se preocupem, não é um Dan Brown no mundo de Oz. E o livro é recente, não é como o Centúria 25, por exemplo, que eu entreguei inteiro. E o Centúria é o tipo de coisa que eu sei que vocês não irão atrás para ler. Este cá vocês deveriam.

Nem que seja para dar suporte. Novamente, esse é um daqueles casos de livros impressos sob demanda, de gente que as editoras nunca deram atenção. Muita coisa boa aparecendo desta forma.

Algo importante... Se você só viu o filme da Judy Garland, O Mágico de Oz, não leia esse livro ainda. Vá primeiro ler todos os 47 livros canônicos escritos no mundo de Oz! Não. Sacanagem. Nem eu fiz isso. Na verdade, eu não li nenhum deles e nem pretendo.
Mas eu li, sim, o resumo inteiro dos primeiros 14 livros (os escritos pelo autor original) no Wikipedia.

Demorou um pouco, mesmo porque não vale só ler o resumo. Quando surge um personagem importante é bom dar uma clicada no hiperlink e dar lida sobre eles também. Nem que seja só para ver a cara do personagem. Uma coisa é ler que Tik-Tok é um robô movido a vapor. Outra é ver que ele é redondo e parece um mexicano gordo. Mas o importante é que se você pegar o Burrito para ler e NÃO souber quem é Tik-Tok, quando ele fizer uma ponta você não entenderá a referência e nem imaginará corretamente o pelotão que o acompanha. Será só um personagem qualquer que apareceu ali e conversou rapidamente.

Então faça o dever de casa e reveja o filme [na verdade, isso eu não fiz. não gosto dele e acho o visual horrendo] ou pesquise um pouco antes, para ficar mais interessante a leitura. Se bobear, até assistir o atual Oz, Mágico e Poderoso já é alguma coisa, porque o filme pode até ter suas críticas, mas a direção de arte é espetacular, pelo menos você consegue ótimas referências visuais [na minha cabeça, eu fiz uma misturada entre aquilo, o estilo antiquado dos livros, e dei umas surtadas timburtonianas aqui e ali - mas do filme de 39, não usei nada, só o rosto da Dorothy]

Outro exemplo, em que a pesquisa ajudou: num certo momento do livro um cara acha um tipo de saleiro, escrito "Vida", e guarda no bolso. E esquecem disso por quase o livro inteiro. Mas eu sabia o que era que ele tinha achado naquela 'cena'. E fiquei no suspense de quando aquilo teria uso. Também consegui imaginar corretamente a cena quando Ozma (que vocês que só viram o filme, também não conhecem) resolve emprestar seu veloz (e bizarro) cavalo. [a Ozma eu sabia quem era, mas o cavalo eu também só conheci nessa sessão de leitura]

Esse é o tipo de livro que não basta ler, você tem que entender as piadas e referências para ficar ainda melhor. Pô, se eu vou ler os 2 livros de Alice no País das Maravilhas, só para aproveitar melhor o jogo Alice 2, vocês podem perder 1 ou 2 horas antes de ler o livro e se inteirar sobre o assunto, para curti-lo melhor.

Até o gordinho desse video aqui concorda comigo:
Just a Suggestion: The Emerald Burrito of Oz (fonte)

Aproveitando logo, mais duas resenhas:
David Barbee: "Emerald Burrito might be the tastiest (per)version of Oz you’ve ever seen."
Dangerous Dan's Book Blog: "I could go for two or three more Emerald Burritos of Oz."

Em suma, é um ótimo livro. Não é exatamente profundo, nem filosófico, não é um marco e nem vai mudar a sua vida... Mas é muito bem escrito, diversão de ponta a ponta, história muito bem amarrada, personagens interessantes, cada um com suas motivações, e capítulos que você termina com aquela vontade "ah, peraí... só mais um, que agora fiquei curioso". [ahã... sei... "agora", né? você pensou a mesma coisa 3 capítulos atrás].

O final tem alguns pequenos problemas, mas se você parar para lembrar como terminou o 1º livro (o filme), em que vencem a bruxa por acidente devido à um detalhe (a "alergia" a água) que ninguém sabia, então o livro até mantém o espírito original. Não é um deus ex machina tão chocante, mas... tem lá seu pezinho no conceito. E o livro tem algo que já está me irritando faz muito tempo, que é a existência de um "O Escolhido"... Mas ok, no livro eles fizeram isso para depois deixarem para lá. Então serviu só para fazer alguma graça num momento e pronto.

A propósito, comentário rápido sobre os capítulos: eles mudam o foco o tempo todo. Como se fosse o estilo do Guerra dos Tronos, mas só com 2 personagens. Toda hora mudamos de visão: as coisas do ponto de vista da moça do restaurante; e depois a visão (da mesma parte ou não) do amigo. Existem, as vezes, uma terceira "visão" das coisas: do computador do cara. Que infelizmente aparece bem menos e depois de um certo ponto pára de vez. E sim, você leu direito! O notebook do cara escreve alguns breves capítulos. E não vou explicar isso não.

Terminando o texto, na falta de frase de efeito melhor, vou citar o gordinho do link acima. "É um livro fantástico, um tipo de Oz para adultos.". E é isso. Talvez "fantástico" seja exagero, mas "muito bom" dá para dizer tranqüilamente.
E livro não paga imposto. Deixem de ser mãos-de-vaca e comprem! Há o digital dele na Amazon BR por R$ 16, [e converter arquivos do Kindle para outros formatos é simples, caso vocês tenham algum leitor decente (eu não gosto do Kindle)] mas eu prefiro pagar R$ 40 e ter o livro real, em papel (Book Depository, com envio gratuito).

terça-feira, 12 de março de 2013

Oz, Mágico e Poderoso

Nome original: Oz the Great and Powerful
Duração: 2hs10min  --  Ano: 2013  -- Trailer / Bruxas
De: Sam Raimi (de A Morte do Demônio)
Com personagens de: L. Frank Baum
Com: James Franco (o amigo do Peter Parker na "Trilogia Raimi" e o Tristão), Mila Kunis (de O Livro de Eli, Max Payne e Baywatch [vou decepcionar muita gente que irá correndo no Google]), Rachel Weisz (de Ágora, A Fonte de Vida, e A Múmia), Michelle Williams (de Dawnson's Creek, Sete Dias com Marilyn e Baywatch também), Zach Braff (Scrubs), Bill Cobbs (atualmente é o velho no Go On), Tony Cox (de comédias ruins e Guerra nas Estrelas) e Joey King.

Eu tenho que começar logo falando algo... Vai ficar longo [eu sei disso porque já escrevi! O texto das minhas postagens nunca é escrito seqüencialmente], mas eu tenho que expôr a minha... hummm... "tristeza".

O filme tem um problema sério: A Bruxa Má do Oeste!

Atenção: SPOILERS PESADOS daqui em diante! Se não viu, não leia.


Como assim? Assim que a história realmente começa, somos apresentados à personagem da Mila Kunis [linda como sempre] antes de qualquer coisa. Colocam-na logo bem no princípio e fazem com que criemos uma empatia por ela e vemos que ela é romântica e inocente. Você GOSTA dela. Você vê o cara torcendo o nariz, sabe que em algum momento ela ficará zangada com ele, mas você espera pela cena clichê dele provando a ela seu bom coração e ela o perdoando! Você depois a vê perdendo o controle um rápido momento, e você espera por ela superar esse seu lado negro! Macacos alados me mordam... Até o DARTH VADER triunfa sobre o seu lado negro!

E o que sai disso? Putz, é deprimente! Não encaixou no tom do filme.
E não é o deprimente-gíria: "Pô, cara, nada a ver, deprimente isso." Não. É o deprimente-triste mesmo. É trágico o que acontece à moça! Eu fiquei triste por ela! Talvez até um pouco menos trágico lá para os personagens do filme, mas quem viu O Mágico de Oz sabe que a história NÃO termina bem para a menina! É horrível! O que aconteceu à Rachel Weisz [linda como sempre] estava tudo certo, ela era a vilã.

Mas como esse filme é também baseado no livro original, que nunca li, eu não podia ter certeza de que tudo ali seria uma preparação para o filme antigo. Estava torcendo para à qualquer momento a Rachel (Evanora) resolvesse que não era forte o suficiente (ou qualquer desculpa assim) e sugasse o poder da Mila (Theodora), e aí sim, esta voltaria ao normal e a Rachel seria a bruxa verde. Muito manjado, mas tem horas que isso é bom. Mas não! Não rolou!

Tivemos foi que engolir um romance com a garotinha sem graça do Dawson's Creek. Ok, está fofa neste filme. Finalmente ela arranjou um papel em que não parece uma garota enjoada e depressiva. [escrevi a frase anterior sem me tocar que ela é a Marylin Monroe no filme recente] E a Mila estava realmente se atirando para o cara no começo da história, mas novamente: fofa, romântica e inocente!, e aí temos que engolir que o cara preferiu ficar com o clone da namoradinha do Kansas? [quem nasce no Kansas é o quê em português? Kansano? Kansense?] Que surgiu no meio de história, depois de já estarmos gostando da Kunis faz muito tempo!

Não adianta, só porque o pai dela morreu não é razão suficiente, era tarde demais para torcer por ela. Ela tem boas cenas, mas não tinha aquilo de "Vai loirinha! Agüente firme que tudo ficará bem!", Pelo contrário até, ela parecia ter o controle tão bem da situação, que eu nem me preocupei com ela em momento algum.

Por falar nisso, porque a Rachel queria matá-la? Putz, ela tinha controle total do reino, exceto por aquela BOLHA! Tudo ok então... tu fica AÍ, com a sua cidadezinha, que eu fico aqui... com o resto do MUNDO!

E voltando pra loirinha, alguém me explique a razão da atriz da namoradinha e da Bruxa Boa serem a mesma? Se não fosse a existência do filme original, eu teria saído do cinema com a séria interpretação de que o cara caiu do balão no deserto, e que o filme inteiro foi sua derradeira alucinação pré-morte! Ele não pôde ajudar a menina paralítica real --> ele resolveu facilmente a menina paralítica de porcelana; ele não conseguiu provar à namoradinha que era um bom moço --> provou à ela na imaginação; queria ser grandioso e não um pilantra de beira de estrada --> virou um gênio científico e o rei de um povo; tudo isso no "Reino de Oscar"; e provavelmente arranjaria mais exemplos para essa teoria, se a estivesse levando a sério. Só faltou a ajudante de palco no início do filme ter sido a Mila Kunis! Que aí eu colocaria mais uma setinha na frase acima.

Ok, no filme original era tudo um sonho da menina. Era? Não lembro se isso é fato ou uma interpretação possível. No livro é tudo real (para saberem, são 14 livros). E seria demais a menina sonhar com uma continuação do surto mortal de um sujeito. Então se não era, tudo passou a ser real e pronto.

Mas é isso. Fiquei chateado pela Mila Kunis ter terminado o filme desgraçada da vida e de coração partido, e sabendo que ela terá uma morte trágica, depois de muitos anos de sofrimento, pelas mãos de outra turista acidental do Kansas. Muito triste isso.

Sabe quem poderiam ter colocado? A Summer Glau! Ela já fez tanto papel de louca e homicida que de repente ela surtar, ficar verde, e resolver que ser má é mais divertido não teria me chocado tanto. Ela nem teria precisado da "Maçã Mágica do Mal".

E algo que eu não me toquei durante o filme, mas esbarrei agora na net [essa frase está sendo escrita no dia seguinte à tudo acima]: porque as lágrimas da Mila queimavam a pele? R: Porque ela estava sendo molhada!! Coitada... vai se ferrar bonito no futuro mesmo.

E é isso... Vamos falar agora de outras coisas do filme não relacionadas à desgraça de vida futura da ex-mocinha fofa e romântica que não merecia o que aconteceu à ela. Como, por exemplo, a história do filme...

A história: mágico de circo itinerante tem sonhos de grandeza e não quer se apegar e parar quieto, mas também não é celibatário e adora mandar sempre o mesmo lero nas mocinhas "Sinto que você é a que eu sempre procurei. Tome de presente a caixinha de música da minha avó." e aí come todas elas. [ô, tempos mais simples!] A única que parece que ele se apegou um pouco mais foi uma loirinha da cidade onde ele estava parado no começo do filme, mas ele não quer se assentar, e diz para ela ser feliz com um outro sujeito lá.

E termina a introdução do sujeito (chamado Oscar, apelidado de Oz). Aí o fortão do circo descobre que o mágico também carcou a namorada dele e parte pra porrada. O Mágico pega o balão para fugir, vai parar num furação igual à Dorotéia do 1º filme, e pimba!, cai na Terra de Oz.

Lá ele encontra uma moça que fala que ele faz parte de uma profecia, e que apareceu para livrar o reino mágico da terrível bruxa que matou o rei anterior. Ele acaba aceitando, inicialmente mais interessado em se tornar rei do que em ajudar de fato, mas no processo acaba descobrindo certas verdades, fazendo novos amigos, e participando de "incríveis aventuras com sua turminha da pesada". E aí o cara termina com a mocinha sem graça. E fim da história.

Destaque para a menininha de porcelana. Apenas US$ 9,5 na Disney Store! Garanta já sua! [aahh... o que eles farão de dinheiro com essa bonequinha... porque que eu não lanço um filme desses pra vender brinquedo?]

Pois bem... O que eu gostei é que ficou tudo perfeitamente arrumado para o filme original, que encaixa feito uma luva no terreno que este preparou. Exceto pelo fato do primeiro ter sido um sonho. E pelo fato de eu mal lembrar dele. [devia estar assistindo National Kid].

OBS: quando eu falo filme "original" ou "primeiro", quero sempre dizer o de 1939. Ninguém lembra, sabe que existe, ou ligam para os demais, anteriores ou posteriores. É aquele musical completamente brega [pode ser um clássico, mas é brega! aceite!] que 9 a cada 10 pessoas realmente pensam ao ouvir falar em Oz.
O 10º tem problemas, e pensa em outro Oz.

Algo que leio o tempo todo é que todos os atores estão ruins, canastrões, e um tanto plásticos... Quase verdade! A Rachel Weisz manda muito bem dada às limitações do papel. E a loirinha não reclamo não, ela parece ser boa atriz, mas o papel dela basicamente só precisava sorrir. Mas... Isso posto, num filme que é num mundo mágico [CGI muito bonito], com macaquinhos de pelúcia falantes e bonequinhas arretadas... Os humanos também se comportarem como brinquedos em momento algum me incomodou. Na primeira aparição da Mila Kunis, por exemplo, o rosto dela está tão, sei lá, aveludado (?), diria até irreal, que achei que naquele momento ela estava sendo feita em 3D, por captura de movimentos - não parecia humana. Mas passa logo depois. Foi algo na cena. De repente muita maquiagem. Sei lá.

E nada a ver com nada, mas lembrei disso agora: adorei as fadinhas-d'água (imagem ao lado). [eu ia escrever fadinhas-piranhas, mas vocês iriam pensar besteira!]

No final, é um bom filme. Se ficar analisando você acha problema, buraco, etc. Mas é um filme infantil que adultos veem de brinde, mas não foi feito para a gente.

Falei demais. Abaixo duas resenhas de outros sites, sem muito esforço de minha parte (os de sempre, CCR e SR), e paramos por aqui.

Cinema com Rapadura: "(...) razoavelmente competente (...)"
Screen Rant: "(...) a captivating take (...)"

Ah, e, como era óbvio, vem continuação aí. Provavelmente será uma trilogia. Tudo hoje em dia é uma trilogia! E nunca se sabe, de repente o terceiro filme é com a Dorothy e não matam a bruxa verde dessa vez. E a Kunis pode ter um final feliz! Terei esperança.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

24 meses de jogos no PC

É isso aí... faz tanto tempo que não resenho jogo, que vou fazê-lo de uma só vez para tudo que joguei nos últimos 2 anos e que não tenha tido a própria postagem, como o Rage ou Duke Nukem Forever [que ainda está em rascunho]. OBS: tudo PC, não jogo video-game desde o Atari 2600.

Comentário making-off: comecei a postagem como "Doze meses de jogos", mas no meio vi que era muita coisa, e eu não jogo tanto assim (demoro bem para terminar cada um); chutei 2 anos então. Não tenho idéia do tempo real que levei.


The Walking Dead, Telltale
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: escapar vivo de um mundo dominado por zumbis e gente ruim. Importante: é jogo de aventura, você anda, conversa, resolve coisas, faz amizades (ou não). Não é só sair desmiolando mortos-vivos com sua bereta (mal tem isso no jogo).

Jogo ganhador de vários prêmios do tipo "o melhor do ano". E talvez tenham sido merecidos mesmo. É muito bom. Mesmo estilo do Sam & Max, mas com muito mais decisões morais. E todas tendo que ser tomadas sem tempo para pensar.
Só estejam com seu inglês em dia, por não ter percebido (na pressa) a nuance de uma frase no começo do jogo, escolhi uma opção que fez o cara de bigode me olhar torto metade do jogo. Pô, nem foi de propósito, e na hora não me ocorreu que eu podia ter voltado um pouco o jogo sem recomeçar a fase inteira. Mas atentem: não dá para ficar nessa de salvando, testando, voltando e refazendo não. O jogo salva quando ele quer e ponto final. Talvez para desmotivar esse tipo de malandragem.
Ótimo jogo, mesmo que você não seja fã de zumbis.
E joguem também Sam & Max!


The Elder Scrolls V: Skyrim, Bethesda
(wikipediatrailer) [sem link para o site oficial pq ele é muito ruim]

História: salvar o mundo de dragões homicidas e vencer uma guerra, tudo isso enquanto passeia pelo lugar explorando e fazendo dinheiro para comprar armas e roupas melhores.

Gigante! Cacete... É muito grande! [uia!] Vejam essa musiquinha e esqueçam do mundo por muitas horas. Muitas! E olha que meio que desisti de fazer tudo. Não sou muito fã de jogar várias vezes, cada uma com um alinhamento ("Sou bonzinho, e só farei coisas caridosas e limparei o mal do mundo"). Não... A velhinha me pede para salvar o gatinho... Eu mato 50 orcs piratas mágicos e salvo o gatinho. [isso é um exemplo, não aconteceu no jogo] Mas a Guilda dos Assassinos me pede para matar uma noiva inocente, no seu discurso de casamento [isso aconteceu]... "Missão dada é missão cumprida!" E não é que eu seja um cara mal... É que sei que nunca terei o saco de recomeçar o jogo todo de novo, mas agora sendo bandido... Depois recomeçar sendo ninja... Depois rejogar sendo uma margarida! Não, já que o jogo permite, faço tudo de uma vez e pronto.

Em Fallout não dava, então eu seguia minha consciência. Até comecei a rejogar uma vez, sendo o maior dos filhas da puta... Mas matar todo mundo de forma inconseqüente é divertido por alguns minutos, não para refazer o jogo inteiro. Pelo menos vi o que acontece se você NÃO desarmar o explosivo na cidadezinha com uma bomba atômica encravada no meio.

Voltando ao Skyrim, pelo menos posso me orgulhar de não ter feito nenhuma missão de cortar madeira. Nem me pediram. Mas putz... O que eu tive que fazer de cordãozinho e anel, só para botar feitiço e depois vender (ou jogar fora), só para aumentar meu % de Encantamento...rs!!! [em compensação, fiquei com um arco foda quando finalmente pude colocar 2 feitiços nele] [alguém, me mate... por favor!]

Falemos de problemas. Algo que poderia mudar nesta série no futuro (ou voltar, não sei como era isso antes do Oblivion) seria justamente criar um senso de responsabilidade ou de urgência. Se a mocinha na floresta pede minha ajuda para achar o marido, eu até tenho a opção de responder "Vai se catar que tenho coisas mais importantes para fazer."
Mas isso é mentira. A opção está lá só para se você quiser ser babaca. Agora... Se eu resolvesse ajudar a mocinha e a história do jogo NÃO PARASSE enquanto isso, minhas decisões teriam peso.
De repente, no tempo que eu levei até descobrir que o cara morreu no fundo de uma caverna, só para avisar a garota que ela agora é viúva... Uma cidade inteira poderia ter sido destruída. Ou não. Ou a mulher pode ficar grata pela ajuda desinteressada e me dar algum poder único no jogo. Ou não também, e só ficar lá chorando. As decisões tinham que ter alguma utilidade e conseqüência. E não apenas "Num momento X do jogo você pode entrar no exército A ou B." e daí em diante algumas missões serão diferentes.

OBS: não terminei o jogo ainda, acabei de passar dessa parte acima. Não podia continuar o jogo e organizar uma reunião entre os 2 lados em guerra sem me juntar à algum deles (os Imperiais ou os insurgentes). Eu não queria fazer inimizades, mas as missões paralelas estavam cansando (missões de ladrões, de assassinos, e as da mocinha lobisomem que só fica me pedindo para matar bicho).

Voltando ao problema do tempo, se alguém me pede para entregar uma carta para o filho no outro lado do continente, numa viagem de dias, eu deveria me sentir compelido a NÃO fazer aquilo instantaneamente, e me programar para entregar a carta só quando eu estivesse passando pela região. Como o jogo é agora, eu posso gastar 5 dias (de dentro do jogo) para entregar o papel, voltar (mais 5 dias), avisar o cara "Tudo certo, entreguei o cartão de Boas Festas para o seu filho" só para ganhar 10 moedinhas, e, nesses 10 dias... O MUNDO PAROU. A guerra NÃO seguiu em frente e dezenas de pessoas NÃO morreram porque eu fui relapso em evitar ataques de dragões. E nem em momento algum irá aparecer na tela "VOCÊ PERDEU! Sua incompetência generalizada em salvar o mundo causou a destruição do planeta" Ok, até chegar ao ponto de aparecer essa mensagem você teria que ser muito ruim e já estar andando num cenário de cinzas. Mas deveria existir a possibilidade. Não existe.

Outra coisa é que o jogo entrega as coisas muito facilmente, não te deixa parar para pensar "O que eu faço agora?". Tem uma parte do jogo que eu prendo um dragão e preciso descobrir um endereço com ele. Ele responde: "O único jeito de você chegar lá é voando. Solte-me, que te levo. Pode confiar."
Novamente, o jogo me dá opções de respostas como estas:
A) "Nunca! Maldito lagarto voador!"
B) "Mas como eu posso acreditar em você, dragão?"
C) "Sério? Sempre quis voar. Partiu!"

Só que o computador atualiza minha missão para "Monte o dragão e vá até o lugar". Putz... Então É ÓBVIO que eu posso confiar nele. E toda a conversa é irrelevante.

Minha missão tinha que ser "Chegue no lugar" e aí... na conversa acima as opções realmente teriam utilidade. Eu podia matar o bicho e me ferrar procurando o lugar a pé (mas ter como chegar lá assim). Poderia tentar entrar num acordo. Ou poderia acreditar nele, e, aleatoriamente, ou o bicho me levar lá mesmo... Ou me soltar numa cratera com 5 dragões e sair rindo (ou seja, eu não devia ter confiado nele).

Além do jogo entregar muito facilmente o que tenho que fazer e não me dar nenhuma senso de dever, há também problemas técnicos. Muitos bugs aqui e ali (que eu vejo soluções pela internet, como um cara que me manda entrar na sala dele, mas não abre a porta, ou o computador me mandar ir perguntar algo para um sujeito e a pergunta não aparecer nas opções) [obs: os patches corrigem boa parte dos problemas, mas como sempre criam novos, eu prefiro ficar com os antigos e arranjar soluções paralelas, via console], e alguns problemas de, digamos, planejamento: há horas ou muito difíceis, que você precisa ficar maceteando, ou você é bem mais poderoso e vai de peito aberto sem nem se preocupar. E seus companheiros são idiotas. São bons só para você carregar mais coisas e depois vender, mas agora que já tenho dinheiro para cacete no jogo, deixo eles em casa. Até casei com a mocinha de rosto pintado estilo Coração Valente, mas larguei ela em casa também (assim a Lydia tem com quem conversar).
Sobre a burrice e ficar maceteando... A programação dos inimigos chega a irritar. Vejam esse vídeo. Isso acontece! O cara pode ter uma flecha encravada na testa, mas se você se esconder, o sujeito fala "Ah, deve ter sido minha imaginação..." e volta aos seus afazeres. Porra! É uma FLECHA! ENCRAVADA! NA TESTA! O sujeito pode até não te achar (já que você está escondido), você pode até flechá-lo novamente com direito ao bônus de furtividade (porque você está escondido), mas o cara voltar à comer o café da manhã [aconteceu!] é demais!

Mas falemos de algo mais importante. Os ursos! Ah, os ursos! Minha diversão no jogo: me esgueirar perto dos que dormem em montanhas, e dar o "grito empurrador" neles abismo ou barranco abaixo! Muito bom. Sempre divertido. Com tigres não tem a mesma graça, ursos são gordinhos e fofos. E pelo jeito, não sou o único maluco: link e link (o 1º é melhor, e depois desses, achei vários outros).

Por falar em diversão, para verem como é a jogabilidade, seguem abaixo os episódios do Nerdplayer sobre o tema. Talvez sejam mais engraçados para quem jogou, mas são muito bons: Episódio 1  --  Ep.2  --  Ep.3  --  Ep.4  --  Ep.5  --  Ep.6


Limbo, Playdead
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: Chegue ao final do... hummm... limbo (?) para... eeerr... e aí... E tem uma aranha gigante e lesmas brilhantes... E aí você chega na...  onde tem água e engrenagens. O enredo oficial diz que você está em busca da sua irmã, mas nada no jogo te diz isso. Não importa. Quem aqui jogou Mario pensando no bem-estar da monarquia? Pois então...

Ouvi falar faz muito tempo do jogo. Lembro de Jovem Nerd falando disso em algum podcast, vi elogios por aí... Mas só fui jogar faz quase 1 ano. E levei uma eternidade (sei lá, meses), não por ser muito difícil, mas que estava tão bom, que não queria só acabar logo. Jogava. Resolvia um quebra cabeça, e parava ali. Ia dormir satisfeito, feliz com minha inteligência e com a sinistralidade do jogo.
Ou... Não resolvia o mistério, e ficava preso lá... Achando-me uma anta. Mas não vi nenhum solução via Youtube. Fiquei preso algumas semanas em algumas partes. (OBS: jogava só na hora de dormir e raramente mais de umas 2 vezes por semana). Olhando, olhando... E morrendo das mais dolorosas formas possíveis.

Jogo excelente. Lindo de ver. E com um final vago, mezzo-incompreensível mezzo-trágico, que pode deixar a história ainda mais bonita dependendo de como você o interprete.


Dishonored, Bethesda
(wikipedia / site oficial / trailer foda / trailer recente)

História: falsamente acusado de matar a imperatriz, você precisa escapar e resolver toda a situação. Ou matando todos em seu caminho, ou na moita, sem ninguém perceber. Isso tudo numa cidade steampunk, infestada de ratos, com pouca munição e alguns poderes mágicos.

Detalhe, quando vi o trailer acima (o com a música espetacular, e não o recente, adoro esses remixes macabros de temas infantis), achei que quem iria se vingar e matar todos fosse a garota, já adulta. Pô, "And up, SHE rises!", e encaixaria no tema e com a voz da cantora. Mas a verdade é que a canção já era com "she" muito antes do jogo. E eu sabia disso, mas teria ficado legal de qualquer jeito - e a vingança seria muito mais vingativa. Ao invés da história se passar toda em poucos dias e os poderes mágicos aparecerem do nada, teriam sido anos de treinamento, sacrifícios pessoais e acordos com o oculto para, só então, estar preparada.
Mas por falar nos remixes macabros, vale relembrar o antigo trailer do Dead Space. Se nunca conheceu ou esqueceu (faz 5 anos), veja.

Dishonored foi o último desta postagem que terminei [ontem]. Excelente! Joguei inteiro numa pausa do Skyrim. Tem lá suas falhas... Matei uma cortesã por acidente andando na direção dela. Eu só estava tentando fazê-la sair do caminho... E aí, sei lá... Acho que ela bateu com a cabeça na sacada ou tinha alguma condição cardíaca e infartou! Droga, quase consegui passar aquela fase inteira sem matar ninguém. Bug do jogo.
Mas muito legal. Para quem fica boa parte do tempo em Skyrim se encolhendo nos cantos, um jogo feito para - ou melhor, que dá a opção - de você passar o jogo inteiro assim... Pode parecer horripilante para quem quer ação... Mas eu me diverti bastante. Mas quem quiser só sair matando, o jogo oferece opções bem divertidas. Alguns exemplos aqui (veja o nº10 também) e tem muito mais no Youtube.

Claro, na fase dos assassinos no bairro alagado, bateu o Dia de Fúria... Pô, era eles ou eu! Soldados davam pena de matar... Eram só servidores públicos fazendo seu trabalho. Mas assassinos de uma gang... Quis nem saber que ia piorar meu % de caos... Mereciam. [e também era mais fácil] Matei a maior parte deles com flechas incendiárias por pura diversão. Burn, motherfucker, burn! Menos o chefe, esse eu não matei só para terminar a fase cumprindo a missão como Não-Letal. Mas isso deu trabalho.

Só foi pena que não vi como não matar a moça na festa... Se bem que pelo jeito ela não seria muito feliz da outra forma. (vi qual era a solução não-fatal no Youtube depois) Mas ok. Para quem matou uma mocinha no próprio casamento em Skyrim...

Ah, linkando o Nerdplayer no Skyrim, vi que tem um episódio desse aqui também lá. Não é tão bom, mas dei boas risadas. Tomem o link para vocês.


Call of Duty: World at War, Activision
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: mate soldados inimigos na Segunda Guerra Mundial.

Putz... Por duas vezes, ao entrar no jogo, descobri que todos os saves foram para o cacete! Na primeira eu vi um cheat na internet e voltei para onde estava. Na segunda... Estou nela até hoje, estou esperando ter saco de voltar no jogo. Nunca voltei porque ele é meio chatinho. Diverte, mas não dá aquele estalo de "putz, quero continuar jogando" que qualquer um dos jogos acima teve. Servia para entrar, dar uns tiros e matar alguns NPCs nazistas, e 30 minutos depois ir fazer algo útil. O mais fraco da série até o momento. Até o anterior (sei lá... sempre confundo esse com o Medal of Honor), que era guerra moderna foi melhor. O Airborne do MoH foi bem melhor.
OBS: sim, eu sei que estou desatualizado e que já estão no nono Call of Duty (esse aqui é o quinto), mas esse não me inspirou a experimentar os seguintes. Sei que vou jogá-los algum dia, mas não fiquei com pressa.


Project 6014, Cedric Horner e outros fãs
(wikipedia / site oficial / trailer / abertura)

História: salve a galáxia derrotando naves 2D, vendendo minérios e ouvindo muita zuação em conversas com aliens.

Eu amo esses caras! Uma continuação para um dos meus jogos preferidos e 17º melhor de todos os tempos pela IGN em 2005.
O Star Control foi um dos primeiros jogos que conheci no PC. Ele nem tinha uma história linear, lembro de várias pequenas missões em que você precisava escolher o melhor caminho, criar colônias para te ajudar, e então atacar. Resolvi jogar o Sins of a Solar Empire (jogo mais abaixo) justamente por ele me lembrar o 1º Star Control. E além disso, uma das opções do jogo era montar times rivais e partir logo para a porrada (na época eu tinha um esquema de cabeça, e sabia exatamente qual era a melhor nave para enfrentar qual).
Um tempo depois, em 1992, surgiu o Star Contro II, com uma liberdade de movimento e humor que não existiam em jogos da época. (ou nada que eu conhecesse pelo menos), e agora com uma história linear. Você simplesmente podia ir para onde quisesse. Claro, não chegava a ser um jogo de mundo aberto, e no final, se você não fizesse as coisas certas, perdia. Mas você podia fazer seu próprio caminho e... importante, com a história se desenrolando em paralelo. Nada de ficar passeando e o universo te esperar. [toma essa, Skyrim!] Numa das vezes que joguei, uma das raças foi aniquilada antes de eu conseguir falar com eles (e sobrou conversar com o parasita). Também perdi outra vez (ou seja, a Terra foi destruída) por não ter feito todos os contatos e descoberto tudo que precisava a tempo. E os contatos com os alienígenas era a melhor parte, era muita zueira dos criadores do jogo.

Bem, poderia ficar o dia todo tentando convencê-los da maravilha que o jogo é. Mas o jogo acabou deixando tantas viúvas além de mim, que 10 anos depois surgiu o The Ur-Quan Masters, que nada mais era que o mesmo jogo, refeito por fãs para rodar no Windows, que pode ser gratuitamente baixado. E acabaram de fazer uma nova versão deste, agora com gráficos de alta definição, gratuito também (site, trailer).

Isso tudo explicado, Project 6014 é a continuação, feitas por fãs, para Star Control II.
O jogo está sendo feito desde 2010 e até o momento só teve versões demo. Mas adorei a idéia. Já joguei a demo e gostei do que vi. Os gráficos estão melhores, mas nem tanto, então ainda tem o ar retrô do original. E tomara que permaneça na versão final, mas encontrei um planeta habitado por beholders de Doom. Pequenas coisas como essa aqui e ali são a graça da franquia. Esperarei ansioso pela conclusão do jogo.
Baixem gratuitamente no site oficial. E como o jogo mal existe e, dele mesmo, não tenho muito o que escrever, segue uma resenha de outro blog.

Ah, detalhe, até mesmo para vocês pegarem a piada no trailer. O Star Contro II *teve* uma continuação. Mas o Star Control 3 não foi criado pelos mesmos caras, e é simplesmente errado em tudo. É o Highlander 2 da série Star Control. Ignorem. É pior que isso até, porque Highlander 2 ainda dá para assistir. SC3 não deu para jogar.


Sins of a Solar Empire: Trinity, Stardock
(wikipedia / site oficial / cenas e review)

História: Minere, colonize, expanda sua esfera de influência, desenvolva tecnologias bélicas, sociais ou exploratórias, crie uma armada, e no final, através da força ou diplomacia, domine todos os planetas de um sistema solar.

Legal. Muito bonito. Interface boa e intuitiva. Mas depois de entender o esquema com algumas partidas experimentais [outra forma de dizer que fui massacrado por não ter lido o manual] e de umas três partidas decentes que levaram muitas horas para terminar... Não me interessei muito em jogar outras. O pecado do jogo foi as fases não irem se acumulando, com uma história que vá ficando cada vez mais difícil. Não. São todas fases soltas mas, diferente do Star Control 1 lá em cima, basicamente iguais e do mesmo nível de dificuldade. Acabou dando aquela sensação de "já joguei uma, agora daqui para frente é tudo igual". Pena.

O jogo tem até o momento 3 expansões: uma voltada mais para o lado diplomático, outra para a defesa, e a última para a guerra civil (o Trinity é o pacote com as duas primeiras embutidas). São várias raças com naves diferentes, cenários mais complicados e etc, há até modificações de fãs que permitem tudo ficar com cara de Guerra nas Estrelas, por ex., mas ainda assim, para mim, caiu no mesmo problema de rejogar Skyrim: não quero fazer a mesma coisa... de um jeito diferente, depois a mesma coisa outra vez de outro jeito, e entrar em loop. Voltarei a jogar Sins outras vezes ainda, mas esperarei mais alguns meses para a próxima partida. Mas não me entendam mal, recomendo. Tanto que ao invés do trailer lá em cima, coloquei um review apaixonado, que é para ver se não desanimava vocês.


Battle vs. Chess, TopWare Interactive
(wikipedia / site oficial / trailer)

História: encurrale o rei inimigo.

Bonitinho para jogar xadrez padrão contra a máquina, e tinha uns quebra-cabeças de destruir pedrinhas coloridas em X movimentos que achei bem legais. Mas as animações, ainda que bem feitas, se levavam "a sério"; só que eu estava atrás de algo mais divertido, como o primeirão dos Battle Chess, lááááá da época do XT! Queria me divertir com as mortes, e não só ver bonecos genéricos à lá Diablo se matando de forma genérica. E simplesmente reinstalar o Battle Chess clássico ou o 4000 não teria nenhuma novidade.


Amnesia: The Dark Descent, Frictional Games
(wikipedia / site oficial e trailer)

História: você acorda numa masmorra, de um antigo casarão, descobre que não tem memória (e que foi você mesmo quem a apagou), e tem que se virar, porque... você... não está sozinho!

Não sei como defini-lo. Seria o jogo um FPH: First Person Horror? [na verdade, lendo os links, o estilo se chama Survival Horror]
Muito bom. Da mesma galera que fez o Penumbra. Mas dei uma parada e acabei esquecendo de voltar. Fica sendo meta para 2013 junto com Alice 2 e Farcry 3. Importante: influências lovecraftianas! E bom para jogar no escuro. Podem jogar o Penumbra também. É antigo e curto, mas bem interessante.


Ah, Angry Birds Star Wars e Piglantis foram só interessantes. Arremessar coisas é divertido (jogo isso desde Gorillas e Scorched Earth até o Camelot Smashalot), mas a empresa do Angry Birds está precisando inventar algo novo e bem diferente, senão, vai morrer estilo Arquivo X, com todo mundo cansado e desinteressado nas "novidades".

E o Bad Piggies, a não muito boa tentativa deles fazerem o que acabei de falar, com os porquinhos construtores, pecou por permitir todo tipo de solução "errada". Pô, eu nem me esforçava mais quando via que podia fazer algo errado, que explodiria ou simplesmente cairia, e faria eu chegar onde precisava. Eles tinham que ter nos forçado a bolar algo que funcionasse direito para cada desafio. Varias soluções possíveis, algumas melhores outras piores, claro, mas não ficar me despedaçando ou explodindo em diferentes ângulos (ou construindo a única coisa possível e acertando de primeira, sem nenhum esforço mental). Acabou que as melhores fases eram os desafios soltos, mas só pela zuação de ficar fazendo experiências, nem tanto pela solução do desafio.


E pronto! Deu mais trabalho do que pensei, mas terminei a postagem! Agora vou continuar jogando Skyrim (acho que levo mais uns 2 ou 3 meses nele) e arranjar algum outro menorzinho para jogar em paralelo. Alguma continuação de Luxor ou algo mais rápido e rasteiro no estilo. Talvez rejogar algum dos C&C de antes de estragarem a franquia no quarto jogo (muito, muito ruim). O Generals ou o terceiro de repente.