Título original: Monsters: Dark Continent
E só. Vai ter mais dados do que isso não.
'bora resumir logo? Que filme merda!
Eu ouvi as pessoas reclamaram... Vi gente falando mal... Vi as poucas estrelinhas em tudo que é site, mas... Nerd teimoso duma figa... Com tanto filme para ver, resolve ver justo esse. [Nausicaä, seu FDP! até hoje tu não viu Nausicaä!!!]
[ATUALIZAÇÃO: não confundir com Universidade Monstros (o "Monstros S.A 2"), outra coisa que teria sido melhor ver do que este.]
Aprendam com meus erros criancinhas. Vejam o 1º. NÃO VEJAM o 2º.
Parece que o cara queria fazer um filme cabeça sobre traumas de guerra (dessas modernas, no deserto e com gente de turbante), mas viu que não ia prestar. E aí pensou: "Putz! Já sei!! ET's gigantes ao fundo!!!" Mas... Não... Não deu certo.
O trailer com o poeminha foi bem legal, o poster é interessante... E eu NÃO esperava um filme de montros, porque o 1º filme não era isso. Mas... Não foi. Não sei o que poderiam ter feito, mas para fazer aquilo... Não.... Nã-nã-nã-não!
E vejam bem, parece que estou usando psicologia reversa ou fazendo suspense para deixar vocês curiosos. Mas não. É só sono mesmo. O filme realmente foi ruim no sentido de ruim, chato e desperdício de tempo.
Monstros legais. Adorei o "passarinho". Muito cut-cut. E os gigantões ficaram interessantes. Mas se é só para ver monstros legais por 30 segundos, vai no Devianart.
É isso. Esse filme não me motiva a fazer uma postagem melhor não. Com tanta postagem rascunhada pelo meio de coisa muito melhor... Eu devia estar colocando uma delas no ar. Mas eu achei o filme tão ruim, que tive que comentar. [parece, mas o site não morreu! eu que troquei de emprego e estou com menos tempo ainda! porque desgraça nunca vem sozinha... mudança... reforma que só deu problema... e deu cupim... e aí emprego novo que, só de sacanagem, ficou mais longe ainda agora. HA!]
[ah, e nos finais de semana, no tempo que sobra, fico com preguiça de viver e fico jogando Dying Light (que não é tão bom quanto dizem ou parece, mas é bem legal para jogar quando você está com preguiça de pensar e só quer ficar de bobeira batendo em zumbi com a chave inglesa ou vendo quantos tu consegue incendiar de uma só vez - e aí tu vai fazendo as missões só como desculpa para correr no meio dos zumbis e recomeçar) ou Divinity: Original Sin! (esse sim, bem legal, cheguei a perder 1 hora só para matar 3 flores. É sério. Mas tinha virado pessoal. rs!!!) Muito bons!] [E FALLOUT 4 ANUNCIADO! IÚ-RRÚ!!! Agora falta o S.T.A.L.K.E.R. 3 também!!] [Half-Life 2 Episódio 3 eu já desisti...Virou o novo Duke Nukem Forever.]
[ATUALIZAÇÃO: é S.T.A.L.K.E.R. 2, e não 3. Ou até 4, se numerássemos todos os originais. Eu esqueci que o Clear Sky existia, foi o mais fraquinho deles.]
Voltando ao filme, nem falei da história... Toma, tem uma breve resenha aqui. Não fala muito da história também, mas é que é pouca mesmo.
E para verem como o filme foi ruim, perdi mais tempo agora no Youtube vendo vídeos com as músicas do Nausicaä (muito bom, pena que não achei um bom vídeo com a original) e metade da postagem é falando sobre jogos de computador... Filme muito ruim.
E com esse eloqüente testemunho cinematográfico fechando o texto, vou dormir agora!
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terça-feira, 9 de junho de 2015
domingo, 24 de fevereiro de 2013
24 meses de jogos no PC
É isso aí... faz tanto tempo que não resenho jogo, que vou fazê-lo de uma só vez para tudo que joguei nos últimos 2 anos e que não tenha tido a própria postagem, como o Rage ou Duke Nukem Forever [que ainda está em rascunho]. OBS: tudo PC, não jogo video-game desde o Atari 2600.
Comentário making-off: comecei a postagem como "Doze meses de jogos", mas no meio vi que era muita coisa, e eu não jogo tanto assim (demoro bem para terminar cada um); chutei 2 anos então. Não tenho idéia do tempo real que levei.
The Walking Dead, Telltale
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: escapar vivo de um mundo dominado por zumbis e gente ruim. Importante: é jogo de aventura, você anda, conversa, resolve coisas, faz amizades (ou não). Não é só sair desmiolando mortos-vivos com sua bereta (mal tem isso no jogo).
Jogo ganhador de vários prêmios do tipo "o melhor do ano". E talvez tenham sido merecidos mesmo. É muito bom. Mesmo estilo do Sam & Max, mas com muito mais decisões morais. E todas tendo que ser tomadas sem tempo para pensar.
Só estejam com seu inglês em dia, por não ter percebido (na pressa) a nuance de uma frase no começo do jogo, escolhi uma opção que fez o cara de bigode me olhar torto metade do jogo. Pô, nem foi de propósito, e na hora não me ocorreu que eu podia ter voltado um pouco o jogo sem recomeçar a fase inteira. Mas atentem: não dá para ficar nessa de salvando, testando, voltando e refazendo não. O jogo salva quando ele quer e ponto final. Talvez para desmotivar esse tipo de malandragem.
Ótimo jogo, mesmo que você não seja fã de zumbis.
E joguem também Sam & Max!
The Elder Scrolls V: Skyrim, Bethesda
(wikipedia / trailer) [sem link para o site oficial pq ele é muito ruim]
História: salvar o mundo de dragões homicidas e vencer uma guerra, tudo isso enquanto passeia pelo lugar explorando e fazendo dinheiro para comprar armas e roupas melhores.
Gigante! Cacete... É muito grande! [uia!] Vejam essa musiquinha e esqueçam do mundo por muitas horas. Muitas! E olha que meio que desisti de fazer tudo. Não sou muito fã de jogar várias vezes, cada uma com um alinhamento ("Sou bonzinho, e só farei coisas caridosas e limparei o mal do mundo"). Não... A velhinha me pede para salvar o gatinho... Eu mato 50 orcs piratas mágicos e salvo o gatinho. [isso é um exemplo, não aconteceu no jogo] Mas a Guilda dos Assassinos me pede para matar uma noiva inocente, no seu discurso de casamento [isso aconteceu]... "Missão dada é missão cumprida!" E não é que eu seja um cara mal... É que sei que nunca terei o saco de recomeçar o jogo todo de novo, mas agora sendo bandido... Depois recomeçar sendo ninja... Depois rejogar sendo uma margarida! Não, já que o jogo permite, faço tudo de uma vez e pronto.
Em Fallout não dava, então eu seguia minha consciência. Até comecei a rejogar uma vez, sendo o maior dos filhas da puta... Mas matar todo mundo de forma inconseqüente é divertido por alguns minutos, não para refazer o jogo inteiro. Pelo menos vi o que acontece se você NÃO desarmar o explosivo na cidadezinha com uma bomba atômica encravada no meio.
Voltando ao Skyrim, pelo menos posso me orgulhar de não ter feito nenhuma missão de cortar madeira. Nem me pediram. Mas putz... O que eu tive que fazer de cordãozinho e anel, só para botar feitiço e depois vender (ou jogar fora), só para aumentar meu % de Encantamento...rs!!! [em compensação, fiquei com um arco foda quando finalmente pude colocar 2 feitiços nele] [alguém, me mate... por favor!]
Falemos de problemas. Algo que poderia mudar nesta série no futuro (ou voltar, não sei como era isso antes do Oblivion) seria justamente criar um senso de responsabilidade ou de urgência. Se a mocinha na floresta pede minha ajuda para achar o marido, eu até tenho a opção de responder "Vai se catar que tenho coisas mais importantes para fazer."
Mas isso é mentira. A opção está lá só para se você quiser ser babaca. Agora... Se eu resolvesse ajudar a mocinha e a história do jogo NÃO PARASSE enquanto isso, minhas decisões teriam peso.
De repente, no tempo que eu levei até descobrir que o cara morreu no fundo de uma caverna, só para avisar a garota que ela agora é viúva... Uma cidade inteira poderia ter sido destruída. Ou não. Ou a mulher pode ficar grata pela ajuda desinteressada e me dar algum poder único no jogo. Ou não também, e só ficar lá chorando. As decisões tinham que ter alguma utilidade e conseqüência. E não apenas "Num momento X do jogo você pode entrar no exército A ou B." e daí em diante algumas missões serão diferentes.
OBS: não terminei o jogo ainda, acabei de passar dessa parte acima. Não podia continuar o jogo e organizar uma reunião entre os 2 lados em guerra sem me juntar à algum deles (os Imperiais ou os insurgentes). Eu não queria fazer inimizades, mas as missões paralelas estavam cansando (missões de ladrões, de assassinos, e as da mocinha lobisomem que só fica me pedindo para matar bicho).
Voltando ao problema do tempo, se alguém me pede para entregar uma carta para o filho no outro lado do continente, numa viagem de dias, eu deveria me sentir compelido a NÃO fazer aquilo instantaneamente, e me programar para entregar a carta só quando eu estivesse passando pela região. Como o jogo é agora, eu posso gastar 5 dias (de dentro do jogo) para entregar o papel, voltar (mais 5 dias), avisar o cara "Tudo certo, entreguei o cartão de Boas Festas para o seu filho" só para ganhar 10 moedinhas, e, nesses 10 dias... O MUNDO PAROU. A guerra NÃO seguiu em frente e dezenas de pessoas NÃO morreram porque eu fui relapso em evitar ataques de dragões. E nem em momento algum irá aparecer na tela "VOCÊ PERDEU! Sua incompetência generalizada em salvar o mundo causou a destruição do planeta" Ok, até chegar ao ponto de aparecer essa mensagem você teria que ser muito ruim e já estar andando num cenário de cinzas. Mas deveria existir a possibilidade. Não existe.
Outra coisa é que o jogo entrega as coisas muito facilmente, não te deixa parar para pensar "O que eu faço agora?". Tem uma parte do jogo que eu prendo um dragão e preciso descobrir um endereço com ele. Ele responde: "O único jeito de você chegar lá é voando. Solte-me, que te levo. Pode confiar."
Novamente, o jogo me dá opções de respostas como estas:
A) "Nunca! Maldito lagarto voador!"
B) "Mas como eu posso acreditar em você, dragão?"
C) "Sério? Sempre quis voar. Partiu!"
Só que o computador atualiza minha missão para "Monte o dragão e vá até o lugar". Putz... Então É ÓBVIO que eu posso confiar nele. E toda a conversa é irrelevante.
Minha missão tinha que ser "Chegue no lugar" e aí... na conversa acima as opções realmente teriam utilidade. Eu podia matar o bicho e me ferrar procurando o lugar a pé (mas ter como chegar lá assim). Poderia tentar entrar num acordo. Ou poderia acreditar nele, e, aleatoriamente, ou o bicho me levar lá mesmo... Ou me soltar numa cratera com 5 dragões e sair rindo (ou seja, eu não devia ter confiado nele).
Além do jogo entregar muito facilmente o que tenho que fazer e não me dar nenhuma senso de dever, há também problemas técnicos. Muitos bugs aqui e ali (que eu vejo soluções pela internet, como um cara que me manda entrar na sala dele, mas não abre a porta, ou o computador me mandar ir perguntar algo para um sujeito e a pergunta não aparecer nas opções) [obs: os patches corrigem boa parte dos problemas, mas como sempre criam novos, eu prefiro ficar com os antigos e arranjar soluções paralelas, via console], e alguns problemas de, digamos, planejamento: há horas ou muito difíceis, que você precisa ficar maceteando, ou você é bem mais poderoso e vai de peito aberto sem nem se preocupar. E seus companheiros são idiotas. São bons só para você carregar mais coisas e depois vender, mas agora que já tenho dinheiro para cacete no jogo, deixo eles em casa. Até casei com a mocinha de rosto pintado estilo Coração Valente, mas larguei ela em casa também (assim a Lydia tem com quem conversar).
Sobre a burrice e ficar maceteando... A programação dos inimigos chega a irritar. Vejam esse vídeo. Isso acontece! O cara pode ter uma flecha encravada na testa, mas se você se esconder, o sujeito fala "Ah, deve ter sido minha imaginação..." e volta aos seus afazeres. Porra! É uma FLECHA! ENCRAVADA! NA TESTA! O sujeito pode até não te achar (já que você está escondido), você pode até flechá-lo novamente com direito ao bônus de furtividade (porque você está escondido), mas o cara voltar à comer o café da manhã [aconteceu!] é demais!
Mas falemos de algo mais importante. Os ursos! Ah, os ursos! Minha diversão no jogo: me esgueirar perto dos que dormem em montanhas, e dar o "grito empurrador" neles abismo ou barranco abaixo! Muito bom. Sempre divertido. Com tigres não tem a mesma graça, ursos são gordinhos e fofos. E pelo jeito, não sou o único maluco: link e link (o 1º é melhor, e depois desses, achei vários outros).
Por falar em diversão, para verem como é a jogabilidade, seguem abaixo os episódios do Nerdplayer sobre o tema. Talvez sejam mais engraçados para quem jogou, mas são muito bons: Episódio 1 -- Ep.2 -- Ep.3 -- Ep.4 -- Ep.5 -- Ep.6
Limbo, Playdead
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: Chegue ao final do... hummm... limbo (?) para... eeerr... e aí... E tem uma aranha gigante e lesmas brilhantes... E aí você chega na... onde tem água e engrenagens. O enredo oficial diz que você está em busca da sua irmã, mas nada no jogo te diz isso. Não importa. Quem aqui jogou Mario pensando no bem-estar da monarquia? Pois então...
Ouvi falar faz muito tempo do jogo. Lembro de Jovem Nerd falando disso em algum podcast, vi elogios por aí... Mas só fui jogar faz quase 1 ano. E levei uma eternidade (sei lá, meses), não por ser muito difícil, mas que estava tão bom, que não queria só acabar logo. Jogava. Resolvia um quebra cabeça, e parava ali. Ia dormir satisfeito, feliz com minha inteligência e com a sinistralidade do jogo.
Ou... Não resolvia o mistério, e ficava preso lá... Achando-me uma anta. Mas não vi nenhum solução via Youtube. Fiquei preso algumas semanas em algumas partes. (OBS: jogava só na hora de dormir e raramente mais de umas 2 vezes por semana). Olhando, olhando... E morrendo das mais dolorosas formas possíveis.
Jogo excelente. Lindo de ver. E com um final vago, mezzo-incompreensível mezzo-trágico, que pode deixar a história ainda mais bonita dependendo de como você o interprete.
Dishonored, Bethesda
(wikipedia / site oficial / trailer foda / trailer recente)
História: falsamente acusado de matar a imperatriz, você precisa escapar e resolver toda a situação. Ou matando todos em seu caminho, ou na moita, sem ninguém perceber. Isso tudo numa cidade steampunk, infestada de ratos, com pouca munição e alguns poderes mágicos.
Detalhe, quando vi o trailer acima (o com a música espetacular, e não o recente, adoro esses remixes macabros de temas infantis), achei que quem iria se vingar e matar todos fosse a garota, já adulta. Pô, "And up, SHE rises!", e encaixaria no tema e com a voz da cantora. Mas a verdade é que a canção já era com "she" muito antes do jogo. E eu sabia disso, mas teria ficado legal de qualquer jeito - e a vingança seria muito mais vingativa. Ao invés da história se passar toda em poucos dias e os poderes mágicos aparecerem do nada, teriam sido anos de treinamento, sacrifícios pessoais e acordos com o oculto para, só então, estar preparada.
Mas por falar nos remixes macabros, vale relembrar o antigo trailer do Dead Space. Se nunca conheceu ou esqueceu (faz 5 anos), veja.
Dishonored foi o último desta postagem que terminei [ontem]. Excelente! Joguei inteiro numa pausa do Skyrim. Tem lá suas falhas... Matei uma cortesã por acidente andando na direção dela. Eu só estava tentando fazê-la sair do caminho... E aí, sei lá... Acho que ela bateu com a cabeça na sacada ou tinha alguma condição cardíaca e infartou! Droga, quase consegui passar aquela fase inteira sem matar ninguém. Bug do jogo.
Mas muito legal. Para quem fica boa parte do tempo em Skyrim se encolhendo nos cantos, um jogo feito para - ou melhor, que dá a opção - de você passar o jogo inteiro assim... Pode parecer horripilante para quem quer ação... Mas eu me diverti bastante. Mas quem quiser só sair matando, o jogo oferece opções bem divertidas. Alguns exemplos aqui (veja o nº10 também) e tem muito mais no Youtube.
Claro, na fase dos assassinos no bairro alagado, bateu o Dia de Fúria... Pô, era eles ou eu! Soldados davam pena de matar... Eram só servidores públicos fazendo seu trabalho. Mas assassinos de uma gang... Quis nem saber que ia piorar meu % de caos... Mereciam. [e também era mais fácil] Matei a maior parte deles com flechas incendiárias por pura diversão. Burn, motherfucker, burn! Menos o chefe, esse eu não matei só para terminar a fase cumprindo a missão como Não-Letal. Mas isso deu trabalho.
Só foi pena que não vi como não matar a moça na festa... Se bem que pelo jeito ela não seria muito feliz da outra forma. (vi qual era a solução não-fatal no Youtube depois) Mas ok. Para quem matou uma mocinha no próprio casamento em Skyrim...
Ah, linkando o Nerdplayer no Skyrim, vi que tem um episódio desse aqui também lá. Não é tão bom, mas dei boas risadas. Tomem o link para vocês.
Call of Duty: World at War, Activision
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: mate soldados inimigos na Segunda Guerra Mundial.
Putz... Por duas vezes, ao entrar no jogo, descobri que todos os saves foram para o cacete! Na primeira eu vi um cheat na internet e voltei para onde estava. Na segunda... Estou nela até hoje, estou esperando ter saco de voltar no jogo. Nunca voltei porque ele é meio chatinho. Diverte, mas não dá aquele estalo de "putz, quero continuar jogando" que qualquer um dos jogos acima teve. Servia para entrar, dar uns tiros e matar alguns NPCs nazistas, e 30 minutos depois ir fazer algo útil. O mais fraco da série até o momento. Até o anterior (sei lá... sempre confundo esse com o Medal of Honor), que era guerra moderna foi melhor. O Airborne do MoH foi bem melhor.
OBS: sim, eu sei que estou desatualizado e que já estão no nono Call of Duty (esse aqui é o quinto), mas esse não me inspirou a experimentar os seguintes. Sei que vou jogá-los algum dia, mas não fiquei com pressa.
Project 6014, Cedric Horner e outros fãs
(wikipedia / site oficial / trailer / abertura)
História: salve a galáxia derrotando naves 2D, vendendo minérios e ouvindo muita zuação em conversas com aliens.
Eu amo esses caras! Uma continuação para um dos meus jogos preferidos e 17º melhor de todos os tempos pela IGN em 2005.
O Star Control foi um dos primeiros jogos que conheci no PC. Ele nem tinha uma história linear, lembro de várias pequenas missões em que você precisava escolher o melhor caminho, criar colônias para te ajudar, e então atacar. Resolvi jogar o Sins of a Solar Empire (jogo mais abaixo) justamente por ele me lembrar o 1º Star Control. E além disso, uma das opções do jogo era montar times rivais e partir logo para a porrada (na época eu tinha um esquema de cabeça, e sabia exatamente qual era a melhor nave para enfrentar qual).
Um tempo depois, em 1992, surgiu o Star Contro II, com uma liberdade de movimento e humor que não existiam em jogos da época. (ou nada que eu conhecesse pelo menos), e agora com uma história linear. Você simplesmente podia ir para onde quisesse. Claro, não chegava a ser um jogo de mundo aberto, e no final, se você não fizesse as coisas certas, perdia. Mas você podia fazer seu próprio caminho e... importante, com a história se desenrolando em paralelo. Nada de ficar passeando e o universo te esperar. [toma essa, Skyrim!] Numa das vezes que joguei, uma das raças foi aniquilada antes de eu conseguir falar com eles (e sobrou conversar com o parasita). Também perdi outra vez (ou seja, a Terra foi destruída) por não ter feito todos os contatos e descoberto tudo que precisava a tempo. E os contatos com os alienígenas era a melhor parte, era muita zueira dos criadores do jogo.
Bem, poderia ficar o dia todo tentando convencê-los da maravilha que o jogo é. Mas o jogo acabou deixando tantas viúvas além de mim, que 10 anos depois surgiu o The Ur-Quan Masters, que nada mais era que o mesmo jogo, refeito por fãs para rodar no Windows, que pode ser gratuitamente baixado. E acabaram de fazer uma nova versão deste, agora com gráficos de alta definição, gratuito também (site, trailer).
Isso tudo explicado, Project 6014 é a continuação, feitas por fãs, para Star Control II.
O jogo está sendo feito desde 2010 e até o momento só teve versões demo. Mas adorei a idéia. Já joguei a demo e gostei do que vi. Os gráficos estão melhores, mas nem tanto, então ainda tem o ar retrô do original. E tomara que permaneça na versão final, mas encontrei um planeta habitado por beholders de Doom. Pequenas coisas como essa aqui e ali são a graça da franquia. Esperarei ansioso pela conclusão do jogo.
Baixem gratuitamente no site oficial. E como o jogo mal existe e, dele mesmo, não tenho muito o que escrever, segue uma resenha de outro blog.
Ah, detalhe, até mesmo para vocês pegarem a piada no trailer. O Star Contro II *teve* uma continuação. Mas o Star Control 3 não foi criado pelos mesmos caras, e é simplesmente errado em tudo. É o Highlander 2 da série Star Control. Ignorem. É pior que isso até, porque Highlander 2 ainda dá para assistir. SC3 não deu para jogar.
Sins of a Solar Empire: Trinity, Stardock
(wikipedia / site oficial / cenas e review)
História: Minere, colonize, expanda sua esfera de influência, desenvolva tecnologias bélicas, sociais ou exploratórias, crie uma armada, e no final, através da força ou diplomacia, domine todos os planetas de um sistema solar.
Legal. Muito bonito. Interface boa e intuitiva. Mas depois de entender o esquema com algumas partidas experimentais [outra forma de dizer que fui massacrado por não ter lido o manual] e de umas três partidas decentes que levaram muitas horas para terminar... Não me interessei muito em jogar outras. O pecado do jogo foi as fases não irem se acumulando, com uma história que vá ficando cada vez mais difícil. Não. São todas fases soltas mas, diferente do Star Control 1 lá em cima, basicamente iguais e do mesmo nível de dificuldade. Acabou dando aquela sensação de "já joguei uma, agora daqui para frente é tudo igual". Pena.
O jogo tem até o momento 3 expansões: uma voltada mais para o lado diplomático, outra para a defesa, e a última para a guerra civil (o Trinity é o pacote com as duas primeiras embutidas). São várias raças com naves diferentes, cenários mais complicados e etc, há até modificações de fãs que permitem tudo ficar com cara de Guerra nas Estrelas, por ex., mas ainda assim, para mim, caiu no mesmo problema de rejogar Skyrim: não quero fazer a mesma coisa... de um jeito diferente, depois a mesma coisa outra vez de outro jeito, e entrar em loop. Voltarei a jogar Sins outras vezes ainda, mas esperarei mais alguns meses para a próxima partida. Mas não me entendam mal, recomendo. Tanto que ao invés do trailer lá em cima, coloquei um review apaixonado, que é para ver se não desanimava vocês.
Battle vs. Chess, TopWare Interactive
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: encurrale o rei inimigo.
Bonitinho para jogar xadrez padrão contra a máquina, e tinha uns quebra-cabeças de destruir pedrinhas coloridas em X movimentos que achei bem legais. Mas as animações, ainda que bem feitas, se levavam "a sério"; só que eu estava atrás de algo mais divertido, como o primeirão dos Battle Chess, lááááá da época do XT! Queria me divertir com as mortes, e não só ver bonecos genéricos à lá Diablo se matando de forma genérica. E simplesmente reinstalar o Battle Chess clássico ou o 4000 não teria nenhuma novidade.
Amnesia: The Dark Descent, Frictional Games
(wikipedia / site oficial e trailer)
História: você acorda numa masmorra, de um antigo casarão, descobre que não tem memória (e que foi você mesmo quem a apagou), e tem que se virar, porque... você... não está sozinho!
Não sei como defini-lo. Seria o jogo um FPH: First Person Horror? [na verdade, lendo os links, o estilo se chama Survival Horror]
Muito bom. Da mesma galera que fez o Penumbra. Mas dei uma parada e acabei esquecendo de voltar. Fica sendo meta para 2013 junto com Alice 2 e Farcry 3. Importante: influências lovecraftianas! E bom para jogar no escuro. Podem jogar o Penumbra também. É antigo e curto, mas bem interessante.
Ah, Angry Birds Star Wars e Piglantis foram só interessantes. Arremessar coisas é divertido (jogo isso desde Gorillas e Scorched Earth até o Camelot Smashalot), mas a empresa do Angry Birds está precisando inventar algo novo e bem diferente, senão, vai morrer estilo Arquivo X, com todo mundo cansado e desinteressado nas "novidades".
E o Bad Piggies, a não muito boa tentativa deles fazerem o que acabei de falar, com os porquinhos construtores, pecou por permitir todo tipo de solução "errada". Pô, eu nem me esforçava mais quando via que podia fazer algo errado, que explodiria ou simplesmente cairia, e faria eu chegar onde precisava. Eles tinham que ter nos forçado a bolar algo que funcionasse direito para cada desafio. Varias soluções possíveis, algumas melhores outras piores, claro, mas não ficar me despedaçando ou explodindo em diferentes ângulos (ou construindo a única coisa possível e acertando de primeira, sem nenhum esforço mental). Acabou que as melhores fases eram os desafios soltos, mas só pela zuação de ficar fazendo experiências, nem tanto pela solução do desafio.
E pronto! Deu mais trabalho do que pensei, mas terminei a postagem! Agora vou continuar jogando Skyrim (acho que levo mais uns 2 ou 3 meses nele) e arranjar algum outro menorzinho para jogar em paralelo. Alguma continuação de Luxor ou algo mais rápido e rasteiro no estilo. Talvez rejogar algum dos C&C de antes de estragarem a franquia no quarto jogo (muito, muito ruim). O Generals ou o terceiro de repente.
Comentário making-off: comecei a postagem como "Doze meses de jogos", mas no meio vi que era muita coisa, e eu não jogo tanto assim (demoro bem para terminar cada um); chutei 2 anos então. Não tenho idéia do tempo real que levei.
The Walking Dead, Telltale(wikipedia / site oficial / trailer)
História: escapar vivo de um mundo dominado por zumbis e gente ruim. Importante: é jogo de aventura, você anda, conversa, resolve coisas, faz amizades (ou não). Não é só sair desmiolando mortos-vivos com sua bereta (mal tem isso no jogo).
Jogo ganhador de vários prêmios do tipo "o melhor do ano". E talvez tenham sido merecidos mesmo. É muito bom. Mesmo estilo do Sam & Max, mas com muito mais decisões morais. E todas tendo que ser tomadas sem tempo para pensar.
Só estejam com seu inglês em dia, por não ter percebido (na pressa) a nuance de uma frase no começo do jogo, escolhi uma opção que fez o cara de bigode me olhar torto metade do jogo. Pô, nem foi de propósito, e na hora não me ocorreu que eu podia ter voltado um pouco o jogo sem recomeçar a fase inteira. Mas atentem: não dá para ficar nessa de salvando, testando, voltando e refazendo não. O jogo salva quando ele quer e ponto final. Talvez para desmotivar esse tipo de malandragem.
Ótimo jogo, mesmo que você não seja fã de zumbis.
E joguem também Sam & Max!
The Elder Scrolls V: Skyrim, Bethesda(wikipedia / trailer) [sem link para o site oficial pq ele é muito ruim]
História: salvar o mundo de dragões homicidas e vencer uma guerra, tudo isso enquanto passeia pelo lugar explorando e fazendo dinheiro para comprar armas e roupas melhores.
Gigante! Cacete... É muito grande! [uia!] Vejam essa musiquinha e esqueçam do mundo por muitas horas. Muitas! E olha que meio que desisti de fazer tudo. Não sou muito fã de jogar várias vezes, cada uma com um alinhamento ("Sou bonzinho, e só farei coisas caridosas e limparei o mal do mundo"). Não... A velhinha me pede para salvar o gatinho... Eu mato 50 orcs piratas mágicos e salvo o gatinho. [isso é um exemplo, não aconteceu no jogo] Mas a Guilda dos Assassinos me pede para matar uma noiva inocente, no seu discurso de casamento [isso aconteceu]... "Missão dada é missão cumprida!" E não é que eu seja um cara mal... É que sei que nunca terei o saco de recomeçar o jogo todo de novo, mas agora sendo bandido... Depois recomeçar sendo ninja... Depois rejogar sendo uma margarida! Não, já que o jogo permite, faço tudo de uma vez e pronto.
Em Fallout não dava, então eu seguia minha consciência. Até comecei a rejogar uma vez, sendo o maior dos filhas da puta... Mas matar todo mundo de forma inconseqüente é divertido por alguns minutos, não para refazer o jogo inteiro. Pelo menos vi o que acontece se você NÃO desarmar o explosivo na cidadezinha com uma bomba atômica encravada no meio.
Voltando ao Skyrim, pelo menos posso me orgulhar de não ter feito nenhuma missão de cortar madeira. Nem me pediram. Mas putz... O que eu tive que fazer de cordãozinho e anel, só para botar feitiço e depois vender (ou jogar fora), só para aumentar meu % de Encantamento...rs!!! [em compensação, fiquei com um arco foda quando finalmente pude colocar 2 feitiços nele] [alguém, me mate... por favor!]
Falemos de problemas. Algo que poderia mudar nesta série no futuro (ou voltar, não sei como era isso antes do Oblivion) seria justamente criar um senso de responsabilidade ou de urgência. Se a mocinha na floresta pede minha ajuda para achar o marido, eu até tenho a opção de responder "Vai se catar que tenho coisas mais importantes para fazer."
Mas isso é mentira. A opção está lá só para se você quiser ser babaca. Agora... Se eu resolvesse ajudar a mocinha e a história do jogo NÃO PARASSE enquanto isso, minhas decisões teriam peso.
De repente, no tempo que eu levei até descobrir que o cara morreu no fundo de uma caverna, só para avisar a garota que ela agora é viúva... Uma cidade inteira poderia ter sido destruída. Ou não. Ou a mulher pode ficar grata pela ajuda desinteressada e me dar algum poder único no jogo. Ou não também, e só ficar lá chorando. As decisões tinham que ter alguma utilidade e conseqüência. E não apenas "Num momento X do jogo você pode entrar no exército A ou B." e daí em diante algumas missões serão diferentes.
OBS: não terminei o jogo ainda, acabei de passar dessa parte acima. Não podia continuar o jogo e organizar uma reunião entre os 2 lados em guerra sem me juntar à algum deles (os Imperiais ou os insurgentes). Eu não queria fazer inimizades, mas as missões paralelas estavam cansando (missões de ladrões, de assassinos, e as da mocinha lobisomem que só fica me pedindo para matar bicho).
Voltando ao problema do tempo, se alguém me pede para entregar uma carta para o filho no outro lado do continente, numa viagem de dias, eu deveria me sentir compelido a NÃO fazer aquilo instantaneamente, e me programar para entregar a carta só quando eu estivesse passando pela região. Como o jogo é agora, eu posso gastar 5 dias (de dentro do jogo) para entregar o papel, voltar (mais 5 dias), avisar o cara "Tudo certo, entreguei o cartão de Boas Festas para o seu filho" só para ganhar 10 moedinhas, e, nesses 10 dias... O MUNDO PAROU. A guerra NÃO seguiu em frente e dezenas de pessoas NÃO morreram porque eu fui relapso em evitar ataques de dragões. E nem em momento algum irá aparecer na tela "VOCÊ PERDEU! Sua incompetência generalizada em salvar o mundo causou a destruição do planeta" Ok, até chegar ao ponto de aparecer essa mensagem você teria que ser muito ruim e já estar andando num cenário de cinzas. Mas deveria existir a possibilidade. Não existe.
Outra coisa é que o jogo entrega as coisas muito facilmente, não te deixa parar para pensar "O que eu faço agora?". Tem uma parte do jogo que eu prendo um dragão e preciso descobrir um endereço com ele. Ele responde: "O único jeito de você chegar lá é voando. Solte-me, que te levo. Pode confiar."
Novamente, o jogo me dá opções de respostas como estas:
A) "Nunca! Maldito lagarto voador!"
B) "Mas como eu posso acreditar em você, dragão?"
C) "Sério? Sempre quis voar. Partiu!"
Só que o computador atualiza minha missão para "Monte o dragão e vá até o lugar". Putz... Então É ÓBVIO que eu posso confiar nele. E toda a conversa é irrelevante.
Minha missão tinha que ser "Chegue no lugar" e aí... na conversa acima as opções realmente teriam utilidade. Eu podia matar o bicho e me ferrar procurando o lugar a pé (mas ter como chegar lá assim). Poderia tentar entrar num acordo. Ou poderia acreditar nele, e, aleatoriamente, ou o bicho me levar lá mesmo... Ou me soltar numa cratera com 5 dragões e sair rindo (ou seja, eu não devia ter confiado nele).
Além do jogo entregar muito facilmente o que tenho que fazer e não me dar nenhuma senso de dever, há também problemas técnicos. Muitos bugs aqui e ali (que eu vejo soluções pela internet, como um cara que me manda entrar na sala dele, mas não abre a porta, ou o computador me mandar ir perguntar algo para um sujeito e a pergunta não aparecer nas opções) [obs: os patches corrigem boa parte dos problemas, mas como sempre criam novos, eu prefiro ficar com os antigos e arranjar soluções paralelas, via console], e alguns problemas de, digamos, planejamento: há horas ou muito difíceis, que você precisa ficar maceteando, ou você é bem mais poderoso e vai de peito aberto sem nem se preocupar. E seus companheiros são idiotas. São bons só para você carregar mais coisas e depois vender, mas agora que já tenho dinheiro para cacete no jogo, deixo eles em casa. Até casei com a mocinha de rosto pintado estilo Coração Valente, mas larguei ela em casa também (assim a Lydia tem com quem conversar).
Sobre a burrice e ficar maceteando... A programação dos inimigos chega a irritar. Vejam esse vídeo. Isso acontece! O cara pode ter uma flecha encravada na testa, mas se você se esconder, o sujeito fala "Ah, deve ter sido minha imaginação..." e volta aos seus afazeres. Porra! É uma FLECHA! ENCRAVADA! NA TESTA! O sujeito pode até não te achar (já que você está escondido), você pode até flechá-lo novamente com direito ao bônus de furtividade (porque você está escondido), mas o cara voltar à comer o café da manhã [aconteceu!] é demais!
Mas falemos de algo mais importante. Os ursos! Ah, os ursos! Minha diversão no jogo: me esgueirar perto dos que dormem em montanhas, e dar o "grito empurrador" neles abismo ou barranco abaixo! Muito bom. Sempre divertido. Com tigres não tem a mesma graça, ursos são gordinhos e fofos. E pelo jeito, não sou o único maluco: link e link (o 1º é melhor, e depois desses, achei vários outros).
Por falar em diversão, para verem como é a jogabilidade, seguem abaixo os episódios do Nerdplayer sobre o tema. Talvez sejam mais engraçados para quem jogou, mas são muito bons: Episódio 1 -- Ep.2 -- Ep.3 -- Ep.4 -- Ep.5 -- Ep.6
Limbo, Playdead(wikipedia / site oficial / trailer)
História: Chegue ao final do... hummm... limbo (?) para... eeerr... e aí... E tem uma aranha gigante e lesmas brilhantes... E aí você chega na... onde tem água e engrenagens. O enredo oficial diz que você está em busca da sua irmã, mas nada no jogo te diz isso. Não importa. Quem aqui jogou Mario pensando no bem-estar da monarquia? Pois então...
Ouvi falar faz muito tempo do jogo. Lembro de Jovem Nerd falando disso em algum podcast, vi elogios por aí... Mas só fui jogar faz quase 1 ano. E levei uma eternidade (sei lá, meses), não por ser muito difícil, mas que estava tão bom, que não queria só acabar logo. Jogava. Resolvia um quebra cabeça, e parava ali. Ia dormir satisfeito, feliz com minha inteligência e com a sinistralidade do jogo.
Ou... Não resolvia o mistério, e ficava preso lá... Achando-me uma anta. Mas não vi nenhum solução via Youtube. Fiquei preso algumas semanas em algumas partes. (OBS: jogava só na hora de dormir e raramente mais de umas 2 vezes por semana). Olhando, olhando... E morrendo das mais dolorosas formas possíveis.
Jogo excelente. Lindo de ver. E com um final vago, mezzo-incompreensível mezzo-trágico, que pode deixar a história ainda mais bonita dependendo de como você o interprete.
Dishonored, Bethesda(wikipedia / site oficial / trailer foda / trailer recente)
História: falsamente acusado de matar a imperatriz, você precisa escapar e resolver toda a situação. Ou matando todos em seu caminho, ou na moita, sem ninguém perceber. Isso tudo numa cidade steampunk, infestada de ratos, com pouca munição e alguns poderes mágicos.
Detalhe, quando vi o trailer acima (o com a música espetacular, e não o recente, adoro esses remixes macabros de temas infantis), achei que quem iria se vingar e matar todos fosse a garota, já adulta. Pô, "And up, SHE rises!", e encaixaria no tema e com a voz da cantora. Mas a verdade é que a canção já era com "she" muito antes do jogo. E eu sabia disso, mas teria ficado legal de qualquer jeito - e a vingança seria muito mais vingativa. Ao invés da história se passar toda em poucos dias e os poderes mágicos aparecerem do nada, teriam sido anos de treinamento, sacrifícios pessoais e acordos com o oculto para, só então, estar preparada.
Mas por falar nos remixes macabros, vale relembrar o antigo trailer do Dead Space. Se nunca conheceu ou esqueceu (faz 5 anos), veja.
Dishonored foi o último desta postagem que terminei [ontem]. Excelente! Joguei inteiro numa pausa do Skyrim. Tem lá suas falhas... Matei uma cortesã por acidente andando na direção dela. Eu só estava tentando fazê-la sair do caminho... E aí, sei lá... Acho que ela bateu com a cabeça na sacada ou tinha alguma condição cardíaca e infartou! Droga, quase consegui passar aquela fase inteira sem matar ninguém. Bug do jogo.
Mas muito legal. Para quem fica boa parte do tempo em Skyrim se encolhendo nos cantos, um jogo feito para - ou melhor, que dá a opção - de você passar o jogo inteiro assim... Pode parecer horripilante para quem quer ação... Mas eu me diverti bastante. Mas quem quiser só sair matando, o jogo oferece opções bem divertidas. Alguns exemplos aqui (veja o nº10 também) e tem muito mais no Youtube.
Claro, na fase dos assassinos no bairro alagado, bateu o Dia de Fúria... Pô, era eles ou eu! Soldados davam pena de matar... Eram só servidores públicos fazendo seu trabalho. Mas assassinos de uma gang... Quis nem saber que ia piorar meu % de caos... Mereciam. [e também era mais fácil] Matei a maior parte deles com flechas incendiárias por pura diversão. Burn, motherfucker, burn! Menos o chefe, esse eu não matei só para terminar a fase cumprindo a missão como Não-Letal. Mas isso deu trabalho.
Só foi pena que não vi como não matar a moça na festa... Se bem que pelo jeito ela não seria muito feliz da outra forma. (vi qual era a solução não-fatal no Youtube depois) Mas ok. Para quem matou uma mocinha no próprio casamento em Skyrim...
Ah, linkando o Nerdplayer no Skyrim, vi que tem um episódio desse aqui também lá. Não é tão bom, mas dei boas risadas. Tomem o link para vocês.
Call of Duty: World at War, Activision(wikipedia / site oficial / trailer)
História: mate soldados inimigos na Segunda Guerra Mundial.
Putz... Por duas vezes, ao entrar no jogo, descobri que todos os saves foram para o cacete! Na primeira eu vi um cheat na internet e voltei para onde estava. Na segunda... Estou nela até hoje, estou esperando ter saco de voltar no jogo. Nunca voltei porque ele é meio chatinho. Diverte, mas não dá aquele estalo de "putz, quero continuar jogando" que qualquer um dos jogos acima teve. Servia para entrar, dar uns tiros e matar alguns NPCs nazistas, e 30 minutos depois ir fazer algo útil. O mais fraco da série até o momento. Até o anterior (sei lá... sempre confundo esse com o Medal of Honor), que era guerra moderna foi melhor. O Airborne do MoH foi bem melhor.
OBS: sim, eu sei que estou desatualizado e que já estão no nono Call of Duty (esse aqui é o quinto), mas esse não me inspirou a experimentar os seguintes. Sei que vou jogá-los algum dia, mas não fiquei com pressa.
Project 6014, Cedric Horner e outros fãs(wikipedia / site oficial / trailer / abertura)
História: salve a galáxia derrotando naves 2D, vendendo minérios e ouvindo muita zuação em conversas com aliens.
Eu amo esses caras! Uma continuação para um dos meus jogos preferidos e 17º melhor de todos os tempos pela IGN em 2005.
O Star Control foi um dos primeiros jogos que conheci no PC. Ele nem tinha uma história linear, lembro de várias pequenas missões em que você precisava escolher o melhor caminho, criar colônias para te ajudar, e então atacar. Resolvi jogar o Sins of a Solar Empire (jogo mais abaixo) justamente por ele me lembrar o 1º Star Control. E além disso, uma das opções do jogo era montar times rivais e partir logo para a porrada (na época eu tinha um esquema de cabeça, e sabia exatamente qual era a melhor nave para enfrentar qual).
Um tempo depois, em 1992, surgiu o Star Contro II, com uma liberdade de movimento e humor que não existiam em jogos da época. (ou nada que eu conhecesse pelo menos), e agora com uma história linear. Você simplesmente podia ir para onde quisesse. Claro, não chegava a ser um jogo de mundo aberto, e no final, se você não fizesse as coisas certas, perdia. Mas você podia fazer seu próprio caminho e... importante, com a história se desenrolando em paralelo. Nada de ficar passeando e o universo te esperar. [toma essa, Skyrim!] Numa das vezes que joguei, uma das raças foi aniquilada antes de eu conseguir falar com eles (e sobrou conversar com o parasita). Também perdi outra vez (ou seja, a Terra foi destruída) por não ter feito todos os contatos e descoberto tudo que precisava a tempo. E os contatos com os alienígenas era a melhor parte, era muita zueira dos criadores do jogo.
Bem, poderia ficar o dia todo tentando convencê-los da maravilha que o jogo é. Mas o jogo acabou deixando tantas viúvas além de mim, que 10 anos depois surgiu o The Ur-Quan Masters, que nada mais era que o mesmo jogo, refeito por fãs para rodar no Windows, que pode ser gratuitamente baixado. E acabaram de fazer uma nova versão deste, agora com gráficos de alta definição, gratuito também (site, trailer).
Isso tudo explicado, Project 6014 é a continuação, feitas por fãs, para Star Control II.
O jogo está sendo feito desde 2010 e até o momento só teve versões demo. Mas adorei a idéia. Já joguei a demo e gostei do que vi. Os gráficos estão melhores, mas nem tanto, então ainda tem o ar retrô do original. E tomara que permaneça na versão final, mas encontrei um planeta habitado por beholders de Doom. Pequenas coisas como essa aqui e ali são a graça da franquia. Esperarei ansioso pela conclusão do jogo.
Baixem gratuitamente no site oficial. E como o jogo mal existe e, dele mesmo, não tenho muito o que escrever, segue uma resenha de outro blog.
Ah, detalhe, até mesmo para vocês pegarem a piada no trailer. O Star Contro II *teve* uma continuação. Mas o Star Control 3 não foi criado pelos mesmos caras, e é simplesmente errado em tudo. É o Highlander 2 da série Star Control. Ignorem. É pior que isso até, porque Highlander 2 ainda dá para assistir. SC3 não deu para jogar.
Sins of a Solar Empire: Trinity, Stardock(wikipedia / site oficial / cenas e review)
História: Minere, colonize, expanda sua esfera de influência, desenvolva tecnologias bélicas, sociais ou exploratórias, crie uma armada, e no final, através da força ou diplomacia, domine todos os planetas de um sistema solar.
Legal. Muito bonito. Interface boa e intuitiva. Mas depois de entender o esquema com algumas partidas experimentais [outra forma de dizer que fui massacrado por não ter lido o manual] e de umas três partidas decentes que levaram muitas horas para terminar... Não me interessei muito em jogar outras. O pecado do jogo foi as fases não irem se acumulando, com uma história que vá ficando cada vez mais difícil. Não. São todas fases soltas mas, diferente do Star Control 1 lá em cima, basicamente iguais e do mesmo nível de dificuldade. Acabou dando aquela sensação de "já joguei uma, agora daqui para frente é tudo igual". Pena.
O jogo tem até o momento 3 expansões: uma voltada mais para o lado diplomático, outra para a defesa, e a última para a guerra civil (o Trinity é o pacote com as duas primeiras embutidas). São várias raças com naves diferentes, cenários mais complicados e etc, há até modificações de fãs que permitem tudo ficar com cara de Guerra nas Estrelas, por ex., mas ainda assim, para mim, caiu no mesmo problema de rejogar Skyrim: não quero fazer a mesma coisa... de um jeito diferente, depois a mesma coisa outra vez de outro jeito, e entrar em loop. Voltarei a jogar Sins outras vezes ainda, mas esperarei mais alguns meses para a próxima partida. Mas não me entendam mal, recomendo. Tanto que ao invés do trailer lá em cima, coloquei um review apaixonado, que é para ver se não desanimava vocês.
Battle vs. Chess, TopWare Interactive(wikipedia / site oficial / trailer)
História: encurrale o rei inimigo.
Bonitinho para jogar xadrez padrão contra a máquina, e tinha uns quebra-cabeças de destruir pedrinhas coloridas em X movimentos que achei bem legais. Mas as animações, ainda que bem feitas, se levavam "a sério"; só que eu estava atrás de algo mais divertido, como o primeirão dos Battle Chess, lááááá da época do XT! Queria me divertir com as mortes, e não só ver bonecos genéricos à lá Diablo se matando de forma genérica. E simplesmente reinstalar o Battle Chess clássico ou o 4000 não teria nenhuma novidade.
Amnesia: The Dark Descent, Frictional Games(wikipedia / site oficial e trailer)
História: você acorda numa masmorra, de um antigo casarão, descobre que não tem memória (e que foi você mesmo quem a apagou), e tem que se virar, porque... você... não está sozinho!
Não sei como defini-lo. Seria o jogo um FPH: First Person Horror? [na verdade, lendo os links, o estilo se chama Survival Horror]
Muito bom. Da mesma galera que fez o Penumbra. Mas dei uma parada e acabei esquecendo de voltar. Fica sendo meta para 2013 junto com Alice 2 e Farcry 3. Importante: influências lovecraftianas! E bom para jogar no escuro. Podem jogar o Penumbra também. É antigo e curto, mas bem interessante.
Ah, Angry Birds Star Wars e Piglantis foram só interessantes. Arremessar coisas é divertido (jogo isso desde Gorillas e Scorched Earth até o Camelot Smashalot), mas a empresa do Angry Birds está precisando inventar algo novo e bem diferente, senão, vai morrer estilo Arquivo X, com todo mundo cansado e desinteressado nas "novidades".
E o Bad Piggies, a não muito boa tentativa deles fazerem o que acabei de falar, com os porquinhos construtores, pecou por permitir todo tipo de solução "errada". Pô, eu nem me esforçava mais quando via que podia fazer algo errado, que explodiria ou simplesmente cairia, e faria eu chegar onde precisava. Eles tinham que ter nos forçado a bolar algo que funcionasse direito para cada desafio. Varias soluções possíveis, algumas melhores outras piores, claro, mas não ficar me despedaçando ou explodindo em diferentes ângulos (ou construindo a única coisa possível e acertando de primeira, sem nenhum esforço mental). Acabou que as melhores fases eram os desafios soltos, mas só pela zuação de ficar fazendo experiências, nem tanto pela solução do desafio.
E pronto! Deu mais trabalho do que pensei, mas terminei a postagem! Agora vou continuar jogando Skyrim (acho que levo mais uns 2 ou 3 meses nele) e arranjar algum outro menorzinho para jogar em paralelo. Alguma continuação de Luxor ou algo mais rápido e rasteiro no estilo. Talvez rejogar algum dos C&C de antes de estragarem a franquia no quarto jogo (muito, muito ruim). O Generals ou o terceiro de repente.
às
19:46
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Rage
Site oficial: RAGE (mas achei ele fraquinho, o RAGE Wiki é mais interessante), mas no oficial recomendo irem em VIDEOS e assistirem "The Sound and Art". E no Youtube acham-se outros sobre a produção também.
Duração: aprox. 20 horas -- Ano: 2011
Trailers: Mamãe eu sou Fallout (o jogo foi distribuído pela Bethesda, isso deve explicar) -- Comercial de TV (ficou bom, mas esse trecho de música conseguiu deixar legal até o teaser original do Quarteto Fantástico) -- Gameplay / Resenha (da IGN) -- E trailer final (parece pelo menos; tem a data real de lançamento, e não as datas otimistas).
Produtora: id Software (que nos trouxe Wolfenstein 3D e Doom!) (e Quake também, mas Quake não importa)
Plataformas: Windows [roda no XP!!], Mac, PS 3 e XBox 360.
Multiplayer: sim, mas nem toquei nessa parte, não falarei nada sobre ela.
Vamos lá, fazia tempo que não falava de jogo. Este me deu a curiosidade muito tempo atrás, quando saiu o chamariz conceitual [aha! inventei uma tradução para Teaser], mas esqueci dele. Outro dia vi algo sobre o jogo em algum lugar, e fui atrás.
O preço podia ter sido um pouco menor, não que a qualidade do jogo deixe a desejar, achei-a bem boa (apesar de não conseguir ligar o anti-alias sem o jogo travar), o problema é que achei o jogo curto. Terminei em 3 ou 4 finais de semana [de segunda a sexta só tenho tempo para joguinhos rápidos tipo o Limbo ou Luxor]. O jogo marca o tempo que você ficou nele e eu o completei em 22 horas nem um pouco corridas, passeando* pelo lugar. [*mais sobre isso daqui a pouco]
Voltando ao trailer, o legal é que fui procurar o tal original que eu vi... E acho que nem era desse jogo, não encontrei nada parecido. Achei um que deve ter sido o que eu vi (lá no alto, o "trailer Fallout"), pois eu lembrava claramente do "A" tomando uma porrada. (e devo ter visto este aqui também, pois lembrava de uma presença forte da cor amarela).
Mas voltemos ao jogo. Antes de mais nada, o jogo tem vários easter eggs (aparições e homenagens rápidas) de outros jogos da Id (e também de Fallout e até do último Duke Nukem), até aí tudo bem, mas estou avisando logo porque a sala secreta do Wolfenstein é logo no começo do jogo e se você a não a achar na sua primeira missão, não terá mais a chance. Achar as salas por si só é praticamente impossível, o ideal é procurar na internet como achar as salas só em texto, e se virar procurando você mesmo tendo as dicas (assim você não se sente um safado que leu o walktrough). Mas quem já perdeu essa sala, como eu, tá aqui o vídeo.
A história: um cometão se chocará contra a Terra e congelam e enterram um monte de gente, para que suas Arcas (o nome que dão para cada um desses recipientes com gente congelada) ergam-se do chão depois que a desgraça passar, e possam repovoar/dar jeito no mundo que sobrou. Mas... Nem todo mundo morreu com o impacto, e um general maligno arranjou que a arca dele, e de seus simpatizantes, saísse do chão antes, para dominar o mundo e governá-lo a seu jeito - e impedindo também que outras arcas saíssem do chão, com gente que poderia se opôr. Daí que você, o protagonista, saí do chão numa delas, encontra um mundo meio Mad Max, é salvo por um cara, e todo mundo começa a pedir sua ajuda porque você é "O" cara. [e porque tem um corpo cheio de nano-robôs, que é a explicação do jogo para você ficar tomando tiro e não morrer - ah, e você ainda carrega um desfibrilador interno, que serviu várias vezes como arma em situações desesperadas, eu ia correndo para o meio da bagunça e deixava me matarem, só para eletrocutar todos eles com a minha ressurreição.]
Bem, toda a parte do General e etc é inútil para o desenrolar do jogo. As críticas que dizem que a história é fraca e os personagens rasos... São todas verdades. Mas se a idéia foi só fazer um jogo divertido para você não ter que pensar muito, e só um fiapo de história para você não ficar matando gente aleatoriamente... Conseguiram.
E se esse fiapo de história te interessou, saiba que existe um livro baseado no jogo.
O jogo é principalmente um FPS (um jogo de tiro em primeira pessoa) mas tem seus momentos de jogo de corrida, em que você pode ficar em pistas disputando pontos, tempo, ou a colocação (tanto em corridas puras, como com armas para explodir os oponentes). Durante o jogo eu achei que as corridas seriam mais importantes para o desenrolar da aventura, mas no final, são só um divertimento à parte. Há uma pesquisa no RAGE Wiki (link lá no alto) sobre o tempo que o pessoal levou, e tem gente que terminou o jogo em menos de 4 horas. Essas, com certeza, ficaram só na parte de tiro, e só na da história principal.
Falando nisso, o jogo segue um esquema meio Fallout neste aspecto. Existem as missões principais, que te levam para lutar na resistência (novamente, detalhe só para dar um charme, as história do jogo é, sim, muito rasa) e vencer o cara mau, e existem missões que o pessoal te pede por aí, e você pode fazer ou não.
Fazê-las serve para ganhar dinheiro que serve para comprar munição, mas não para ganhar pontos de experiência ou subir de nível.
Mas você pode também construir coisas, então fica a teu critério decidir fazer os aumentadores de dano, por exemplo (tipo as bolas vermelhas do Doom), ou construir robôzinhos ou torres de tiro para te ajudar (eu gostava delas, ajudavam bastante nas piores partes, já que joguei no nível mais difícil).
De resto, o jogo é bem simples, sem ter que ficar abrindo gavetas (Fallout), lendo livros (Oblivion) ou tomar cuidado com o que você fala, para não chatear facções (New Vegas). É só atirar, manusear alguma alavanca ou botão, e roubar coisas úteis dos corpos (Bioshock).
Sobre as corridas de carro, eu achei que em algum momento eu precisaria dos carros mais completos e resistentes, para alguma fase específica, mas não... Então se vocês não gostam de corrida, podem até ignorar completamente isso. Numa parte do jogo você tem que vencer algumas, porque o Xerife te "força" a isso, mas de resto, você pode ignorá-las e, quando for atacado na estrada, só fugir.
Quanto aos demais joguinhos internos, o de carta é bem interessante, jogava de vez em quando mesmo sem precisar fazer dinheiro. E é um passatempo interno do jogo também achar as 54 cartas espalhadas por todo o cenário. O esquema é tipo Trunfo ou aquelas coisas do The Big Bang Theory; mas muito mais simplificado. É divertido. Outro joguinho interno legal é arrebentar os "semáforos" jogando o carro sobre eles. E lembro de pelo menos outros 3, mas não tão interessantes (o holográfico, o da faca, e o das notas).

Uma figura no meio, só para quebrar o texto gigante.
Armas: a variedade é divertida, sem armas malucas nem nada, mas consegui arranjar momentos para me divertir com cada uma e suas munições alternativas. E sem aquela chateação de só poder carregar duas. Não, você tem todas o tempo todo. Deviam ser 300 quilos de armamento e munição enfiados no rabo, mas estavam sempre lá a disposição, como era no Doom. Ótimo. Deixem a preocupação com peso de munição e do salame para o S.T.A.L.K.E.R. [sim, neste tinham horas que eu tinha que comer o salame só para esvaziar a mochila] Mas, no final, acabava no clássico: escopeta para lugares fechados, sniper para os abertos. E o revolvinho que você começa o jogo, que vem junto com uma luneta, é uma boa arma. Fiquei matando gente com ela até bem no final do jogo. Pensando agora, acho que faltou um lança chamas... E além das armas, tem as tradicionais granadas, os mini-robôs e torres, e bumeranguinhos afiados.
Algo importante: salve sempre. Não porque você pode morrer, mas porque trava muito. O quicksave é bem rápido (3 segundos), então use-o sem parcimônia. Em todas as fases, em algum momento a máquina congelava. E mais para o final, na segunda leva de corridas, uma delas devia exigir tanto da placa de vídeo, que não só travava, mas desligava o computador. Isso é outro detalhe, li muito rapidamente por aí que o jogo é problemático com NVidias. A minha é uma, talvez seja a razão dos meus problemas.
Sobre o vídeo, algo que não atrapalhava, mas irritava de leve, era o carregamento das texturas. Elas estavam sempre perfeitas olhando em linha reta, mas era só virar a cabeça pro lado, que eu via o mundo rapidamente ganhando cores e formas, e aí eu olhava de volta para o mesmo lugar de antes, e ele era novamente retexturizado. Não acredito que seja por falta de memória da minha máquina [já me gabei dela em alguma postagem anterior], então a culpa é do jogo. Mas esse carregamento era até rápido, só te incomodará se você for chato, mas já fiquem sabendo.
Falando nos gráficos e o visual, é unânime que ele parece uma cruza de Fallout e Boderlands. Eu nunca joguei o segundo, mas já vi que ele tem um estilo mais 'desenhado'. Não sei se concordo muito, mas ele me pareceu foi um Fallout feito pela equipe gráfica do Bioshock. Aquele visual de mundo acabado do primeiro, mas tudo bem colorido, suave e arredondado tipo o segundo (mesmo o anti-alias ficando desligado), até o sangue do jogo tinha aquele jeitão gelatinoso.
Algo legal, geralmente ignorado nos jogos, foi o efeito do local do tiro. Em jogos antigos, se um inimigo perdesse 10% da "energia vital" por tiro, você precisaria de 10 tiros para matá-lo e ponto final. Podiam ser tiros a queima roupa na testa!! Mas teriam que ser 10. Depois o local passou a fazer diferença (na cabeça perdia mais energia do que no dedo mindinho). E neste (não lembro se foi o primeiro assim que joguei, mas não deixa de ser digno de nota), se o tiro era na perna, o mutante vinha capengando na sua direção.
Ah, e só terminando, que isso está ficando longo, lá no alto eu falei sobre ficar passeando no lugar. Sinto muito, galera, mas o jogo é bem linear. Explico: você pode ir e vir a vontade, pode não fazer algumas coisas antes de outras (as tais missões paralelas), mas quando você começa a fazer, não existe muito para onde ir. Você entra num prédio para fazer o caminho X, e fará aquele caminho. Chega àquelas situações ridículas de ter uma cadeira em frente a uma passagem, e você não poder seguir por ali. Putz... Colocassem alguma coisa decente impedindo a passagem, mas a famosa "parede invisível" é ridícula. No mundo real eu consigo passar por cima de um banquinho.
E mesmo a parte do "ir e vir a vontade", quando você pega o carro e sai passeando, não tem nada para visitar nem cidades mortas para explorar. E fora um eventual esgoto (que você entra para matar mutantes a esmo), nada interessante para encontrar. Uma das coisas que me fez achar que o jogo seria mais longo é que, no mapa, são indicadas várias áreas azuis, ou seja, amigáveis (?) e habitadas (?); e achei que cedo ou tarde eu iria em todas. Não aconteceu. Ou é preparação para DLCs (fases e missões adicionais) futuras, ou foi só para dar um colorido no mapa, mostrando que existem mais pessoas por aí do que só as que você conheceu.
Na verdade, acho que foi uma jogada muito boa deles. Não do ponto de vista do usuário, mas de marketing mesmo. Vejam bem... Eu terminei o jogo achando que estava no meio dele, então parei com aquela sensação de que faltava mais... doido para continuar. Eu achei que em algum momento eu iria parar de ganhar armas novas, ou não teria mais como incrementar o carango, e teria aquele momento do "agora se vira", em que eu já teria todos os tipos de armamento e munição (que foram surgindo novos até bem pro final do jogo) e eu faria do meu jeito, sem o jogo dar as dicas (quando você ganha uma arma nova antes de entrar num lugar, obviamente ela será importante ali). Até algo que eu li por aí, de que uma das vendedoras do jogo era "a única vendedora mulher no jogo inteiro". Lendo isso achei que encontraria ainda muitos vendedores, todos homens, em muitas cidades... Ha! Foram TRÊS vendedores no jogo inteiro. Um na casa do cara que te salva e um em cada cidade. Ora! Mutantes me mordam! Assim é mole ela ter destaque sendo a única mulher. Se tivessem duas, o destaque seria o cara ser o único vendedor homem!
E falando de mulher, e já que a última postagem terminei falando de mulher também... mantenhamos a tradição (ainda que estas sejam virtuais). Qualé gente desocupada na internet? « Despite her small role in the game, Loosum, much like Ginny and Jani, is considered one of the RAGE sexiest women. » Comparar a Loosum (espetacular) com a Ginny (ok, gracinha) e a Jani (sai capeta!) é sacanagem. Até a Olive/Destinee (que são a mesma "pessoa" e parecem ter algum distúrbio alimentar) é melhor que a Jani. E a do boné parece ter uns 13. Até a médica da Resistência barra as duas. Ouçam a voz da razão, as babes do jogo são a Loosum (que parece brasileira) e a Mel (dublada pela Claudia Black, de Farscape e Stargate e gata no mundo real).
PS: mas galera, controlem-se... Acabei de esbarrar num Flickr da Loosum com a única aparição dela praticamente quadro a quadro. Vão arranjar uma namorada... Ou paguem alguém... Ou vão ler um livro no tempo livre caso ainda sejam muito jovens para pensar nessas coisas. Mas fazer um Flickr foi flórida...
PS 2: o RAGE tem uma quantidade imensa de resenhas por aí, vale nem a pena eu procurar as melhores para linkar, mas esbarrei um duas que, se você ainda está aguentando ler, podem valer a pena. Uma bem mais otimista sobre o jogo (mas admito, não li toda, são 7 postagens de tamanho mediano em seqüência) e uma outra que praticamente o esculhamba. Assim vocês ficam com opiniões de todos os lados.
JoeGameSaga: (...) give this a miss and replay Borderlands.
Espaço Games: Rage tem tudo para agradar quem curte um bom FPS.
PS 3: música dos créditos: Burning Jacob's Ladder, de Mark Lanegan.
[ATUALIZAÇÃO 11/SET]: Li o quadrinho. O livro eu vou passar, parece ser basicamente uma descrição de uma partida do início ao fim, com algumas falas a mais. Mas o gibi é tão curto (3 edições, da Dark Horse), que resolvi conferir. Mas... não é bom. Pena, eu até coloquei ao lado a melhor das capas, para dar uma impressionada, mas a história deixou a desejar.
A trama gira em torno da médica da resistência; indo desde sua saída da arca em que estava, a rápida época em que ela trabalhou para A Autoridade (a organização vilã do jogo), e sua fuga, juntando-se a resistência. Sem surpresa alguma para quem jogou: ela comenta isso tudo em 2 frases numa conversa qualquer. Também ficamos sabendo um pouco (bem pouco) mais sobre o velhote cientista, que você encontra no jogo, e sobre seu 'bichinho' de estimação, que você mata no jogo.
Perderam uma chance excelente de ambientar algo novo no mesmo universo; que não foi muito explorado. Ou então se arriscar e fazer uma história mais longa, realmente desenvolvendo algum personagem. Acabei de ter uma idéia até... Teve um personagem, importante no começo do jogo, que depois simplesmente some! Algum NPC falou algo sobre ele ter ido fazer alguma coisa e o cara não volta mais. Fizessem a história com ele, mostrando o que ele estava fazendo em paralelo ao seu andar pela história. De repente, sem você saber, ações dele te ajudaram... Manjado? Sim. Mas e daí? Vão fazer uma trilogia inteira agora sobre O Hobbit e um dos filme será mostrando o que o Gandalf estava fazendo quando sumiu da história principal. Longe de mim comparar O Senhor dos Anéis com Rage. Mas o princípio da coisa é o mesmo.
Mas não, foi uma historinha meio sem graça com um gancho final bem fraco: a última cena do gibi tem aquela coisa de "veja, aquilo que você encontrou naquela parte do jogo... estava lá por causa disso!!!! UAU!". Mas sem UAU algum... É uma coisa sem graça de uma das missões menos interessantes. Mas é isso, valeu a tentativa, mas não deu certo. Fica para o próximo jogo.
Duração: aprox. 20 horas -- Ano: 2011
Trailers: Mamãe eu sou Fallout (o jogo foi distribuído pela Bethesda, isso deve explicar) -- Comercial de TV (ficou bom, mas esse trecho de música conseguiu deixar legal até o teaser original do Quarteto Fantástico) -- Gameplay / Resenha (da IGN) -- E trailer final (parece pelo menos; tem a data real de lançamento, e não as datas otimistas).
Produtora: id Software (que nos trouxe Wolfenstein 3D e Doom!) (e Quake também, mas Quake não importa)
Plataformas: Windows [roda no XP!!], Mac, PS 3 e XBox 360.
Multiplayer: sim, mas nem toquei nessa parte, não falarei nada sobre ela.
Vamos lá, fazia tempo que não falava de jogo. Este me deu a curiosidade muito tempo atrás, quando saiu o chamariz conceitual [aha! inventei uma tradução para Teaser], mas esqueci dele. Outro dia vi algo sobre o jogo em algum lugar, e fui atrás.
O preço podia ter sido um pouco menor, não que a qualidade do jogo deixe a desejar, achei-a bem boa (apesar de não conseguir ligar o anti-alias sem o jogo travar), o problema é que achei o jogo curto. Terminei em 3 ou 4 finais de semana [de segunda a sexta só tenho tempo para joguinhos rápidos tipo o Limbo ou Luxor]. O jogo marca o tempo que você ficou nele e eu o completei em 22 horas nem um pouco corridas, passeando* pelo lugar. [*mais sobre isso daqui a pouco]
Voltando ao trailer, o legal é que fui procurar o tal original que eu vi... E acho que nem era desse jogo, não encontrei nada parecido. Achei um que deve ter sido o que eu vi (lá no alto, o "trailer Fallout"), pois eu lembrava claramente do "A" tomando uma porrada. (e devo ter visto este aqui também, pois lembrava de uma presença forte da cor amarela).
Mas voltemos ao jogo. Antes de mais nada, o jogo tem vários easter eggs (aparições e homenagens rápidas) de outros jogos da Id (e também de Fallout e até do último Duke Nukem), até aí tudo bem, mas estou avisando logo porque a sala secreta do Wolfenstein é logo no começo do jogo e se você a não a achar na sua primeira missão, não terá mais a chance. Achar as salas por si só é praticamente impossível, o ideal é procurar na internet como achar as salas só em texto, e se virar procurando você mesmo tendo as dicas (assim você não se sente um safado que leu o walktrough). Mas quem já perdeu essa sala, como eu, tá aqui o vídeo.
A história: um cometão se chocará contra a Terra e congelam e enterram um monte de gente, para que suas Arcas (o nome que dão para cada um desses recipientes com gente congelada) ergam-se do chão depois que a desgraça passar, e possam repovoar/dar jeito no mundo que sobrou. Mas... Nem todo mundo morreu com o impacto, e um general maligno arranjou que a arca dele, e de seus simpatizantes, saísse do chão antes, para dominar o mundo e governá-lo a seu jeito - e impedindo também que outras arcas saíssem do chão, com gente que poderia se opôr. Daí que você, o protagonista, saí do chão numa delas, encontra um mundo meio Mad Max, é salvo por um cara, e todo mundo começa a pedir sua ajuda porque você é "O" cara. [e porque tem um corpo cheio de nano-robôs, que é a explicação do jogo para você ficar tomando tiro e não morrer - ah, e você ainda carrega um desfibrilador interno, que serviu várias vezes como arma em situações desesperadas, eu ia correndo para o meio da bagunça e deixava me matarem, só para eletrocutar todos eles com a minha ressurreição.]
Bem, toda a parte do General e etc é inútil para o desenrolar do jogo. As críticas que dizem que a história é fraca e os personagens rasos... São todas verdades. Mas se a idéia foi só fazer um jogo divertido para você não ter que pensar muito, e só um fiapo de história para você não ficar matando gente aleatoriamente... Conseguiram.
E se esse fiapo de história te interessou, saiba que existe um livro baseado no jogo.
O jogo é principalmente um FPS (um jogo de tiro em primeira pessoa) mas tem seus momentos de jogo de corrida, em que você pode ficar em pistas disputando pontos, tempo, ou a colocação (tanto em corridas puras, como com armas para explodir os oponentes). Durante o jogo eu achei que as corridas seriam mais importantes para o desenrolar da aventura, mas no final, são só um divertimento à parte. Há uma pesquisa no RAGE Wiki (link lá no alto) sobre o tempo que o pessoal levou, e tem gente que terminou o jogo em menos de 4 horas. Essas, com certeza, ficaram só na parte de tiro, e só na da história principal.
Falando nisso, o jogo segue um esquema meio Fallout neste aspecto. Existem as missões principais, que te levam para lutar na resistência (novamente, detalhe só para dar um charme, as história do jogo é, sim, muito rasa) e vencer o cara mau, e existem missões que o pessoal te pede por aí, e você pode fazer ou não.
Fazê-las serve para ganhar dinheiro que serve para comprar munição, mas não para ganhar pontos de experiência ou subir de nível.
Mas você pode também construir coisas, então fica a teu critério decidir fazer os aumentadores de dano, por exemplo (tipo as bolas vermelhas do Doom), ou construir robôzinhos ou torres de tiro para te ajudar (eu gostava delas, ajudavam bastante nas piores partes, já que joguei no nível mais difícil).
De resto, o jogo é bem simples, sem ter que ficar abrindo gavetas (Fallout), lendo livros (Oblivion) ou tomar cuidado com o que você fala, para não chatear facções (New Vegas). É só atirar, manusear alguma alavanca ou botão, e roubar coisas úteis dos corpos (Bioshock).
Sobre as corridas de carro, eu achei que em algum momento eu precisaria dos carros mais completos e resistentes, para alguma fase específica, mas não... Então se vocês não gostam de corrida, podem até ignorar completamente isso. Numa parte do jogo você tem que vencer algumas, porque o Xerife te "força" a isso, mas de resto, você pode ignorá-las e, quando for atacado na estrada, só fugir.
Quanto aos demais joguinhos internos, o de carta é bem interessante, jogava de vez em quando mesmo sem precisar fazer dinheiro. E é um passatempo interno do jogo também achar as 54 cartas espalhadas por todo o cenário. O esquema é tipo Trunfo ou aquelas coisas do The Big Bang Theory; mas muito mais simplificado. É divertido. Outro joguinho interno legal é arrebentar os "semáforos" jogando o carro sobre eles. E lembro de pelo menos outros 3, mas não tão interessantes (o holográfico, o da faca, e o das notas).

Uma figura no meio, só para quebrar o texto gigante.
Armas: a variedade é divertida, sem armas malucas nem nada, mas consegui arranjar momentos para me divertir com cada uma e suas munições alternativas. E sem aquela chateação de só poder carregar duas. Não, você tem todas o tempo todo. Deviam ser 300 quilos de armamento e munição enfiados no rabo, mas estavam sempre lá a disposição, como era no Doom. Ótimo. Deixem a preocupação com peso de munição e do salame para o S.T.A.L.K.E.R. [sim, neste tinham horas que eu tinha que comer o salame só para esvaziar a mochila] Mas, no final, acabava no clássico: escopeta para lugares fechados, sniper para os abertos. E o revolvinho que você começa o jogo, que vem junto com uma luneta, é uma boa arma. Fiquei matando gente com ela até bem no final do jogo. Pensando agora, acho que faltou um lança chamas... E além das armas, tem as tradicionais granadas, os mini-robôs e torres, e bumeranguinhos afiados.
Algo importante: salve sempre. Não porque você pode morrer, mas porque trava muito. O quicksave é bem rápido (3 segundos), então use-o sem parcimônia. Em todas as fases, em algum momento a máquina congelava. E mais para o final, na segunda leva de corridas, uma delas devia exigir tanto da placa de vídeo, que não só travava, mas desligava o computador. Isso é outro detalhe, li muito rapidamente por aí que o jogo é problemático com NVidias. A minha é uma, talvez seja a razão dos meus problemas.
Sobre o vídeo, algo que não atrapalhava, mas irritava de leve, era o carregamento das texturas. Elas estavam sempre perfeitas olhando em linha reta, mas era só virar a cabeça pro lado, que eu via o mundo rapidamente ganhando cores e formas, e aí eu olhava de volta para o mesmo lugar de antes, e ele era novamente retexturizado. Não acredito que seja por falta de memória da minha máquina [já me gabei dela em alguma postagem anterior], então a culpa é do jogo. Mas esse carregamento era até rápido, só te incomodará se você for chato, mas já fiquem sabendo.
Falando nos gráficos e o visual, é unânime que ele parece uma cruza de Fallout e Boderlands. Eu nunca joguei o segundo, mas já vi que ele tem um estilo mais 'desenhado'. Não sei se concordo muito, mas ele me pareceu foi um Fallout feito pela equipe gráfica do Bioshock. Aquele visual de mundo acabado do primeiro, mas tudo bem colorido, suave e arredondado tipo o segundo (mesmo o anti-alias ficando desligado), até o sangue do jogo tinha aquele jeitão gelatinoso.
Algo legal, geralmente ignorado nos jogos, foi o efeito do local do tiro. Em jogos antigos, se um inimigo perdesse 10% da "energia vital" por tiro, você precisaria de 10 tiros para matá-lo e ponto final. Podiam ser tiros a queima roupa na testa!! Mas teriam que ser 10. Depois o local passou a fazer diferença (na cabeça perdia mais energia do que no dedo mindinho). E neste (não lembro se foi o primeiro assim que joguei, mas não deixa de ser digno de nota), se o tiro era na perna, o mutante vinha capengando na sua direção.
Ah, e só terminando, que isso está ficando longo, lá no alto eu falei sobre ficar passeando no lugar. Sinto muito, galera, mas o jogo é bem linear. Explico: você pode ir e vir a vontade, pode não fazer algumas coisas antes de outras (as tais missões paralelas), mas quando você começa a fazer, não existe muito para onde ir. Você entra num prédio para fazer o caminho X, e fará aquele caminho. Chega àquelas situações ridículas de ter uma cadeira em frente a uma passagem, e você não poder seguir por ali. Putz... Colocassem alguma coisa decente impedindo a passagem, mas a famosa "parede invisível" é ridícula. No mundo real eu consigo passar por cima de um banquinho.
E mesmo a parte do "ir e vir a vontade", quando você pega o carro e sai passeando, não tem nada para visitar nem cidades mortas para explorar. E fora um eventual esgoto (que você entra para matar mutantes a esmo), nada interessante para encontrar. Uma das coisas que me fez achar que o jogo seria mais longo é que, no mapa, são indicadas várias áreas azuis, ou seja, amigáveis (?) e habitadas (?); e achei que cedo ou tarde eu iria em todas. Não aconteceu. Ou é preparação para DLCs (fases e missões adicionais) futuras, ou foi só para dar um colorido no mapa, mostrando que existem mais pessoas por aí do que só as que você conheceu.
Na verdade, acho que foi uma jogada muito boa deles. Não do ponto de vista do usuário, mas de marketing mesmo. Vejam bem... Eu terminei o jogo achando que estava no meio dele, então parei com aquela sensação de que faltava mais... doido para continuar. Eu achei que em algum momento eu iria parar de ganhar armas novas, ou não teria mais como incrementar o carango, e teria aquele momento do "agora se vira", em que eu já teria todos os tipos de armamento e munição (que foram surgindo novos até bem pro final do jogo) e eu faria do meu jeito, sem o jogo dar as dicas (quando você ganha uma arma nova antes de entrar num lugar, obviamente ela será importante ali). Até algo que eu li por aí, de que uma das vendedoras do jogo era "a única vendedora mulher no jogo inteiro". Lendo isso achei que encontraria ainda muitos vendedores, todos homens, em muitas cidades... Ha! Foram TRÊS vendedores no jogo inteiro. Um na casa do cara que te salva e um em cada cidade. Ora! Mutantes me mordam! Assim é mole ela ter destaque sendo a única mulher. Se tivessem duas, o destaque seria o cara ser o único vendedor homem!
E falando de mulher, e já que a última postagem terminei falando de mulher também... mantenhamos a tradição (ainda que estas sejam virtuais). Qualé gente desocupada na internet? « Despite her small role in the game, Loosum, much like Ginny and Jani, is considered one of the RAGE sexiest women. » Comparar a Loosum (espetacular) com a Ginny (ok, gracinha) e a Jani (sai capeta!) é sacanagem. Até a Olive/Destinee (que são a mesma "pessoa" e parecem ter algum distúrbio alimentar) é melhor que a Jani. E a do boné parece ter uns 13. Até a médica da Resistência barra as duas. Ouçam a voz da razão, as babes do jogo são a Loosum (que parece brasileira) e a Mel (dublada pela Claudia Black, de Farscape e Stargate e gata no mundo real).
PS: mas galera, controlem-se... Acabei de esbarrar num Flickr da Loosum com a única aparição dela praticamente quadro a quadro. Vão arranjar uma namorada... Ou paguem alguém... Ou vão ler um livro no tempo livre caso ainda sejam muito jovens para pensar nessas coisas. Mas fazer um Flickr foi flórida...
PS 2: o RAGE tem uma quantidade imensa de resenhas por aí, vale nem a pena eu procurar as melhores para linkar, mas esbarrei um duas que, se você ainda está aguentando ler, podem valer a pena. Uma bem mais otimista sobre o jogo (mas admito, não li toda, são 7 postagens de tamanho mediano em seqüência) e uma outra que praticamente o esculhamba. Assim vocês ficam com opiniões de todos os lados.
JoeGameSaga: (...) give this a miss and replay Borderlands.
Espaço Games: Rage tem tudo para agradar quem curte um bom FPS.
PS 3: música dos créditos: Burning Jacob's Ladder, de Mark Lanegan.
[ATUALIZAÇÃO 11/SET]: Li o quadrinho. O livro eu vou passar, parece ser basicamente uma descrição de uma partida do início ao fim, com algumas falas a mais. Mas o gibi é tão curto (3 edições, da Dark Horse), que resolvi conferir. Mas... não é bom. Pena, eu até coloquei ao lado a melhor das capas, para dar uma impressionada, mas a história deixou a desejar.
A trama gira em torno da médica da resistência; indo desde sua saída da arca em que estava, a rápida época em que ela trabalhou para A Autoridade (a organização vilã do jogo), e sua fuga, juntando-se a resistência. Sem surpresa alguma para quem jogou: ela comenta isso tudo em 2 frases numa conversa qualquer. Também ficamos sabendo um pouco (bem pouco) mais sobre o velhote cientista, que você encontra no jogo, e sobre seu 'bichinho' de estimação, que você mata no jogo.
Perderam uma chance excelente de ambientar algo novo no mesmo universo; que não foi muito explorado. Ou então se arriscar e fazer uma história mais longa, realmente desenvolvendo algum personagem. Acabei de ter uma idéia até... Teve um personagem, importante no começo do jogo, que depois simplesmente some! Algum NPC falou algo sobre ele ter ido fazer alguma coisa e o cara não volta mais. Fizessem a história com ele, mostrando o que ele estava fazendo em paralelo ao seu andar pela história. De repente, sem você saber, ações dele te ajudaram... Manjado? Sim. Mas e daí? Vão fazer uma trilogia inteira agora sobre O Hobbit e um dos filme será mostrando o que o Gandalf estava fazendo quando sumiu da história principal. Longe de mim comparar O Senhor dos Anéis com Rage. Mas o princípio da coisa é o mesmo.
Mas não, foi uma historinha meio sem graça com um gancho final bem fraco: a última cena do gibi tem aquela coisa de "veja, aquilo que você encontrou naquela parte do jogo... estava lá por causa disso!!!! UAU!". Mas sem UAU algum... É uma coisa sem graça de uma das missões menos interessantes. Mas é isso, valeu a tentativa, mas não deu certo. Fica para o próximo jogo.
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