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terça-feira, 15 de abril de 2014

Noé

Nome original: Noah
Duração: 2h18min  --  Ano: 2014  --  Trailer
De: Darren Aronofsky (de Cisne Negro e Fonte da Vida)
Com: Russell Crowe (de Gladiador e Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo) [pena nunca terem feito as continuações, adorei este filme], Jennifer Connelly (de Labirinto, Rocketeer, Réquiem Para um Sonho e Cidade das Sombras), Ray Winstone (um dos anões no Branca de Neve e o Caçador e o Sweeney Todd na versão para TV), Anthony Hopkins (de Nunca Te Vi, Sempre Te Amei, mais conhecido atualmente como o Dr. Hannibal Lecter ou Odin), algumas crianças e suas versões adultas e Emma Watson (de Sete Dias com Marilyn e As Vantagens de Ser Invisível, ah, quem eu quero enganar, é a Hermione e pronto!). [e todos com nomes bíblicos muitos legais]

A história: homem traumatizado tem pesadelos e, após consultar-se com um eremita louco, resolve plantar feijões mágicos para, com ajuda de gigantes de pedra, três crianças, um bebê e sua esposa gata, construir um barco e fundar o Greenpeace.
[desculpe, mas se você não sabe quem é o Noé, veio ao lugar errado para aprender]

Agora, vamos ao que interessa: reclamar e elogiar. OBS: com spoilers, por assim dizer.

Ô gente chata! Não sei porque todo o mimimi com esse filme. Ateus babacas [obs: nem todo ateu é babaca, o que eu quero dizer é: "ateus, e dentre eles, os que são babacas"] que não querem ir porque é da Bíblia e eles não acreditam nela, eu até entendo (mas não concordo, porque isso não faz sentido algum) [nas sábias palavras do Rapaduracast: "O Aragorn também não é de verdade!"]. Mas até os religiosos? Ah, porra! Vão se catar! Tinham mais é que gostar de alguém estar fazendo filme bíblico (*) [acho que o últimos que vi foram "Príncipe do Egito" e "Moisés" com Charlton Heston] e não ficar tendo ataque de "Mas não ficou igual à Bíblia", "Mas não foi assim!"...

Galera, também NÃO FOI igual está na Bíblia. Na verdade, NEM FOI! Aceitem: a Bíblia é um apanhado de contos e parábolas, para passar lições de moral e religiosidade. Algumas das lições são bem duvidosas, mas não entrarei no mérito. Procurem algum estudioso do Cristianismo e eles te dirão isso! Não é chatice minha. Grande parte do que está na Bíblia são adaptações de outras lendas mais antigas, retiradas de ouras religiões, porque o Cristianismo, para crescer e difundir-se, também precisava de marketing! [e claro, tem aqueles outros estudiosos que dizem que 100% da Bíblia é isso, inclusive todos os personagens principais. Mas também não entrarei neste mérito.]

(*) OBS: na verdade, são feitos filmes sobre cristianismo num ritmo maior do que as produções baratas e ridículas do SyFy, mas, infelizmente, com a mesma qualidade. Quando eu digo que não fazem filmes bíblicos eu quero dizer filmes BONS! E sim, digo "infelizmente" porque mesmo achando que é tudo mitologia reciclada, ainda assim daria pra fazer bastante coisa legal com aqueles personagens e tramas. E querendo ou não, eu sou ocidental, então cresci com a influência destes personagens aqui e ali, em todo lugar. O problema é que todo mundo fica querendo fazer coisas adocicadas, maniqueístas e respeitosas, ao invés de lembrar que o marketing e estilos de narrativa que funcionavam no ano 1.000, lá no séc. X, não funciona mil anos depois! E nesse aspecto, o Noé do Aronofsky dá mais certo hoje do que ler o Noé como está nas, perdoem meu sarcasmo, "escrituras sagradas".

Ou, nas palavras de Neil Gaiman, que é muito mais conciso do que eu: “We have the right, and the obligation, to tell old stories in our own ways, because they are our stories.”

Mas e porque os religiosos mimimentos me irritam? Porque eu, que sou um cético de nascença, pagão por vocação, e implicante por natureza. Vi, gostei, e aí... Fiquei curioso em saber o que aconteceu com os personagens depois daquilo. E vocês sabem onde está a continuação da história? Vocês sabem? VOCÊS SABEM!? NA BÍBLIA, cacete!

O filme fez um herege ter vontade de ler a Bíblia! Se o diretor não merece um tipo de "Oscar do Vaticano" pelo filme, esse mundo está muito errado.

Claro, não vou fazer isso, porque entre ler a Bíblia ou mais uma ficção científica, eu prefiro a segunda. Outro dia li no Skoob, justamente na página da Bíblia, uma frase fenomenal em sua concisão sacana e humor ácido. Merecia virar adesivo para carros: "Ficção por Ficção, prefiro Harry Potter". HA! É por aí! Mas não tira o mérito do filme. Na verdade, o principal motivo de eu não ir na Bíblia e dar uma lida no que aconteceu com a família de Noé é só porque já fiquei sabendo que, na versão oficial, boa parte daquilo foi diferente e que todos os filhos tinham suas próprias esposas - e minha curiosidade principal foi saber se o filho careca tinha encontrado algo andando pelo mundo e se voltou depois e casou com alguma das sobrinhas.

Agora vamos à alguns comentários mais rápidos...

A cena da montanha, com as pessoas tentando escapar do dilúvio, ficou muito legal. Parecia um daqueles quadros religiosos mais antigos. Mas que não vou dar nenhum exemplo, porque não sei os nomes dos pintores dos quadros que estou lembrando. [e jogar "pintura religiosa" no Google seriam horas e horas de buscas infrutíferas]

O cão-pangolim no começo do filme ficou bem legal. Ao contrário da casquinha de cobra, que foi a única coisa que eu mudaria no filme. Qual era a utilidade do couro brilhante, por falar nisso? Aproveitando que estamos falando dos animais, o filme perdeu uma boa chance. Mas que ficaria meio humorístico se tivessem feito, então é óbvio que nunca ia rolar: na hora que o vilão mata um bicho na arca, para atrair o Noé para uma armadilha (bicho que a partir dali não teriam 2 e seria o fim daquela raça), o bicho podia ter sido um unicórnio!

Por falar nisso, uma implicância minha com o filme é uma certa lerdeza dos personagens. Eles ficam na arca uns nove meses [ou mais] confinados... eu, ali, por puro tédio, passaria o tempo andando por cada centímetro. Em suma: ninguém esbarrou num velho manco esse tempo todo?? E a Hermione, em terra, levou vários meses pra conseguir pensar no argumento de 3 linhas que tirou o Noé da fossa!

Ah, e uma outra reclamação das pessoas em geral são os "monstros de pedra" (anjos caídos, na verdade). Eu achei que ficou muito bom. Só achei que eles não precisavam ter expressões faciais tão claras e carinhosas (no caso do "monstro" principal), podiam ser ainda mais pedregosos e sem rosto mesmo. Mas a maneira do diretor de colocar anjos ajudando (que é algo que está na Biblia, pipocas!, mesmo que não seja na parte sobre Noé) achei muito boa. E ainda deu mais "realismo" na construção da Arca, porque, do jeito que a igreja conta, o sujeito nunca ia conseguir. Mas já... com gigantes mágicos de 3 braços e super-fortes dando ajuda... Aí, até eu!

O trailer (que acabei de rever) é bem pilantra quanto a isso até. Pelo jeito os produtores notaram que as pessoas implicariam com eles e, no trailer, eles NÃO aparecem. No filme, quando o Noé diz que não está sozinho, você é induzido a achar que o sentido é "Deus está comigo!". Mas no filme, nesta cena, os gigantes se levantam de forma ameaçadora! E na cena do Matusalém enfiando a espada no chão e jogando fogo na graminha (o que não faz nenhum sentido no trailer), no filme vemos a cena completa, com um exército correndo e atacando justamente os tais gigantes. Malandros.

Ah, e elogio final, para fechar a resenha em grande estilo: Jeniffer Conelly! E tenho dito!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

R.I.P.D. - Agentes do Além

Nome original: R.I.P.D.
Duração: 1h36min  --  Ano: 2013  --  Trailer
De: Robert Schwentke (de RED)
Com: Ryan Reynolds (de Arquivo-X) [é sério! que bizarro!], Jeff Bridges (de TronBravura Indômita), Kevin Bacon ("Please, Louise, pull me offa my knees..."), Mary-Louise Parker (de REDTomates Verdes Fritos), Stephanie Szostak (de Homem-de-Ferro 3), James Hong (de Os Aventureiros do Bairro Proibido) e Marisa Miller.

Já aviso logo, o filme é quase uma droga, eu esperava algo um pouco menos pastelão, mas... sabe aquela merda que você fica com a consciência pesada, mas gosta? Pois então... Mais uma.
O filme não te acrescenta nada aos neurônios. Quiçá, você perde alguns. Ainda assim, não consegui não gostar da porcaria. [deve ser magia de camponês] Colocaria lado a lado com Besouro Verde.

A Mary-Louise está fofa como sempre. O Reynolds interpreta o mesmo papel de sempre. O Bridges está ali só por diversão. O Kevin Bacon precisa pagar as contas e interpreta um vilão genérico de Sessão da Tarde. O chinês você pode até não associar o nome, mas você o reconhecerá. E a francesinha é a minha nova mulher mais bonita do mundo; até eu esquecer que dela em 2 dias - contando com hoje. [e são 23:18] Ninguém ganhará o Urso do Ouro mas tampouco comprometem. Tudo certo então.

Não vou dizer que o filme é um pipocão, mas... pipoquinha talvez? Vale se você pagar meia entrada ou se o cinema for barato na sua cidade. No Rio o cinema é caro para cacete, ainda mais que o filme é - desnecessariamente - em 3D.

A história. Manterei a postagem curta e vou só falar "tudo" que eu sabia antes de ver o filme: um policial morre e vira policial no além. E isso é baseado num quadrinho. [que nunca li, mas conhecia de nome] E pronto.
Ou seja, fora a parte do quadrinho, eu só sabia o que estava no trailer. [por falar nisso, a DC e a Marvel colocam os logotipos delas em tudo. Porque a Dark Horse não?]

[ATUALIZAÇÃO: resolvi checar a cara do quadrinho e achei que o Reynolds até que ficou parecido com o sujeito de lá. E sobre o pastelão... Saibam que cliquei numa página aleatória e o que vi foi um gremlin vestido de carteiro trucidando um cara ao ritmo de Farmyard Hokey. Ok então...]

E é só. Saibam que o filme é bem bobo e sejam felizes. E por falar em Besouro Verde, que eu lembro que recomendei as músicas que ouvi no carro depois e que mantiveram o clima alegre, vou recomendar uma também de novo. Mas só uma, que foi a que tocou assim que entrei nele - era a pasta de músicas russas e logo depois o clima já estava dramático [ô, povo dramático!]: Краски - Раз-два-три-четыре (Kraski - 1-2-3-4). Bem legal. Podem ouvir. Só é pena que não tenha um clipe oficial.

A música tema do Bridges no filme também é muito legal. Só que levei um susto ao ver o clipe. Com tanto duplo sentido na letra, esperava algo bem mais... ousado! Assustem-se vocês também: Robyn - Konichiwa Bitches (Trentemøller Remix).

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Morte do Demônio (2013)

Nome original: Evil Dead
Duração: 1h31min  --  Ano: 2013
De: Fede Alvarez (de Ataque de Pánico!) [que é bem legal, acima da média de curtas aleatórios feitos por aí, mas é... assim... bom "a nível de" Youtube, fora de lá, entre seus 20.000 vídeos engraçadinhos com gatos e hamsters bebês, não vejo razão nenhuma para o cara ser endeusado.]
Com: A garota do Suburgatory (Jane Levy) e uns desconhecidos. [o link deles é para o IMDb, caso você realmente queira nomes, não é para fazer suspense nem tem nenhuma gracinha, é só que, realmente, não senti que valia a pena... estou digitando agora mais do que todos os nomes deles juntos... mas não importa, é uma questão da princípio. Mas sim, eles até que não comprometeram nem nada].

Sinopse: 5 jovens, uma cabana isolada, um demônio a solta, 2.000 litros de sangue.

Super resumo:
fraco!

Um pouco mais de comentários:
parabéns para a ruivinha do Suburgatory, que quando eu reconheci no começo do filme achei que iria me tirar do "mundinho" e eu passaria o filme inteiro lembrando dela fazendo piada, mas não... esqueci completamente do seriado. E o resto fez o seu trabalho, nada de muito interessante para comentar.

O filme é ruim? Também não. O diretor trabalhou direitinho também. Mas... Não me serviu. Era gente fazendo cara de preocupado e assustado, sangue e algumas coisas mais gore (desse tipo aqui, e não o Al nem Vidal) [na verdade, o filme tenta ser um pouco mais "realista" nos sangues e cortes, mas eu realmente não quero demorar muito pesquisando para um resenha de um filme que não achei grande coisa]. O pior é que o cara fez o filme com apoio (e possivelmente alguma ajuda) do próprio Sam Raimi. Ok, deve ter gente que vai gostar (de repente o mesmo molequinho que citei no Oblivion), mas achei fraco e pronto. Não serão uns movimentos de câmera interessantes e algumas referências ao primeiro filme que vão me fazer feliz feito uma criancinha doida. [sim, é o bebê do Itaú, não pensei em nada melhor e não estou querendo me esforçar]

Acabei de lembrar de algo do nada... O filme começa mostrando uma outra galera resolvendo uma possessão anterior. Assunto resolvido. Corta a cena. O filme começa. Mas toda a galera desta primeira cena... super-preocupada com demônios e etc... LARGA A DROGA DO LIVRO NA MESA?
Ok, o livro era mágico, não dava para queimar... Dane-se, amarra numa pedra e joga na lagoa. Ou enterra. Mas tu não me larga isso sobre a mesa, em posição de destaque, com um post-it dizendo "Por favor, não leia." É sério?

De crédito [além do cartaz dizer "verá" ao invés de "vai ver"], pelo menos arranjaram uma boa desculpa (a garota em crise de abstinência) para ninguém levar a sério o que ela dizia. Ok, eu não levaria a sério ninguém me dizendo que tem um demônio no quarto, com ou sem drogas, mas sem a desculpa da crise eu a teria levado para casa (ou colocado em tratamento). Mas já isso de se isolar para se livrar do vício... Possivelmente não é a coisa mais recomendável a se fazer, mas tem base. [o link está correto, vai lendo que você acha]

E qual foi da cena do estupro? No filme original era algo... tão fora de propósito!, que você até levava um susto. Essa agora fez o cinema rir. E não sou eu sendo maldoso, é a descrição do que aconteceu na sessão em que eu estava. E o pior, nem foi no lançamento, com fãs mais ardorosos, foi numa sessão em pleno feriadão, cheio a casaizinhos que nem devem ter visto o primeiro filme.

E cadê o humor do original? Não precisavam chegar no nível do Uma Noite Alucinante (o Evil Dead II) ou do terceiro, que até avacalhou um pouco, mas o 1º também tinha algum humor. Pode até não ter sido sempre de propósito, mas esse filme agora não devia ter se levado tão a sério...

Ah, e qualé? O "filme mais apavaronte que verei na vida"? Tudo tem que ter limite, até marketing!! Depois dessa, termino por aqui, recomendando que você espere passar no Supercine. Ou veja feliz se tudo que te basta são lacerações e litros de sangue.


Pois é, eu tinha mesmo parado por aqui. Mas depois de publicar, fiquei lendo notícia no Omelete e lembrei que ainda não tinha lido nenhuma resenha do filme. E nem linkara nenhuma. Fiquei com a consciência pesada. Onde ficaria minha integridade bloglística? E para piorar, eu que adoro linkar o Screenrant... Eles lá gostaram do filme. Pois bem, para vocês terem uma segunda opinião, a resenha deles: The soul of Evil Dead is alive in this new version. O Omelete e o Cinema com Rapadura também gostaram.
Ok, então eu fui o único que achou que é só um passatempo vagamente interessante... Beleza. A gente concorda de novo num próximo filme.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Belas Maldições

Ou, Os Mochileiros Americanos do Apocalipse!

Ok, isso é mais uma comparação ilógica, mas quando comecei a ler o livro, talvez por ser do Gailman e começar com algumas figuras mitológicas conversando, pensei logo em Deuses Americanos. Como eram anjos e demônios, veio a mente o A Batalha do Apocalipse, do Eduardo Spohr. E logo de cara, o estilo de humor me lembrou do O Guia do Mochileiro das Galáxias, do Douglas Adams (possivelmente pelos 2 escritores serem ingleses). Então desculpem os autores envolvidos... Mas o apelido acima me veio logo nas primeiras páginas.  Podia ter sido A Batalha dos Deuses Mochileiros também... Mas não foi isso que me veio a cabeça na hora. [sabe como é... ler livro no ônibus, o cérebro vai chacoalhando... não dá certo.]

Detalhes ténicos:
Título: Belas Maldições: as belas e precisas profecias de Agnes Nutter, bruxa.
Original: Good Omens: The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch
De: Terry Pratchett (da série Discworld) & Neil Gaiman (Sandman!!)
Reino Unido  --  1990  --  Editora nacional: Bertrand Brasil

No começo algumas pequenas coisas incomodaram aqui e ali... Num dado momento no início do livro há uma frase em inglês, mas o asterisco apontando a nota de rodapé está algumas páginas depois, no que só pode ter sido um engano. E algumas coisas eu teria traduzido de forma diferente. Ou traduzido, ponto. Mas ok, aí entra o detalhe de que não sou tradutor profissional e o cara que traduziu o livro, sim [espero]. Então podem confiar. Foi só uma questão de gosto pessoal.

Mas uma coisa é certa, não por culpa da tradução, mas fazia tempo que eu não tinha vontade de ler um livro no original ao invés de em português. Eu gosto de ler livros traduzidos porque leio mais rápido e em inglês sempre surge uma palavra nova - em português isso é raro e eu consigo aproveitar melhor (e novamente, mais rápido) o texto. No caso de Belas Maldições, mesmo em português eu notava as vezes "aqui teve um trocadilho" (ex.: quando usam a palavra padrinho). E se eu notei alguns... imagine quantos não! Muitas piadas devem ter se perdido. Algumas partes eu não resisti e reli em inglês num PDF do livro que arranjei nos cantos (não-)obscuros da internet. Mas claro, aí novamente vi várias partes onde eu não teria idéia do que estavam dizendo. É o mesmo dilema do dublado/legendado ou ler o livro antes/depois do filme.

Agora... Este é um daqueles posts atrasados, que eu começo numa época e depois me lembro que nunca terminei. Os parágrafos acima eu escrevi quando ainda lia o livro, só para lembrar de comentar a questão das traduções. Mas nestes últimos 2 meses [estou sem setembro]... Fez "puf!" tudo o mais que eu pensara em falar sobre o livro. Então daqui para baixo minha resenha será tão boa quanto a de alguém que leu um resumo do livro na internet [coisa que eu farei para reativar a memória] para apresentar em sala de aula como se tivesse lido.

Uma coisa que eu lembro é que eu realmente gostei do começo do livro. Nos primeiros capítulos somos apresentados e acompanhamos 2 personagens: o anjo Azirafale e o demônio Crowley (do inglês crawly, rastejante. O sujeito era a cobra do Paraíso). A "química" entre os dois personagens é excelente. São dois sujeitos que vivem na Terra a milhares de anos. E ao mesmo tempo que são inimigos, por assim dizer, são praticamente os únicos amigos um do outro. Nenhum deles concorda com o "lado" do outro, mas eles gostam da vida aqui e não estão muito contentes com esse papo de Armagedon se aproximando.
Não consigo pensar numa boa comparação para o anjo, mas o Crowley me lembrou o "O Contador" do Fúria Sobre Rodas (resenhado aqui). Ambos até dirigem carros antigos.
Mas porque estou falando de ter gostado tanto do começo? Porque pouco depois o livro muda de rumo, e foca em crianças. Crianças! Pô, trocamos de 2 seres mitológicos sacanas e imortais para... crianças. Na hora foi um choque. Aquela coisa de "Ah, não... PQP! O que é isso?" Os dois voltam, mas demora um pouco. Mas fiquei "olhando torto" para as crianças um bom tempo, pelo disparate delas terem roubado o foco.

Estou falando de Armagedon, crianças, e nada faz sentido porque não resumi o fio condutor da história (o "plot"). Pois bem, o mundo vai acabar. E como todo mundo que viu A Profecia (ou leu O Escolhido) sabe, isso começa com o nascimento do Anti-Cristo. Com direito a freiras malignas trocando o bebê e tudo. Só que há uma confusão e a criança trocada é re-trocada. O tempo passa e só depois os encarregados de ficarem de olho no moleque (o anjo e a cobra) percebem que o perderam de vista, não têm idéia de onde a criança foi parar e nem como foi criada, e precisam localizá-la antes que o Fim do Mundo não tenha mais volta.
Na verdade, seria função deles que o Fim corresse bem, mas eles gostam daqui. Querem que as coisas continuem como estão, mas não sabem muito bem como resolver isso e não querem encrenca com os seus respectivos "chefes". E eles só têm 4 dias.

Nisso a história muda de foco, e mostra justamente o anti-cristo de 11 anos de idade, que não tem idéia disto, e seus amigos; que formam uma pequena gangue de crianças arteiras e traquinas das redondezas da cidadezinha em que vivem. Em paralelo, acompanhamos também a reunião d'Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse; um caçador de bruxas e seu pupilo; e a descendente da bruxa no título do livro. No final todos se encontram e todas as histórias se entrelaçam. Tudo com muito humor britânico, referências pop, piadas cínicas, e, para não ficar só na palhaçada, muitas indiretas sobre filosofia e a natureza humana.

É um ótimo livro. Se eu não consegui convencer ninguém com este protótipo de resenha, ignorem-me. Achei algumas resenhas um pouco melhores para vocês lerem:

Resenha curta: Mar de Histórias
Média: R.izze.nhas
Omelete: O apocalipse nunca foi tão divertido
Em inglês: Wonderful Comics
E mais duas: Meia Palavra e Fala Livros [porque não consegui decidir direito quais linkar]

terça-feira, 5 de abril de 2011

Fúria Sobre Rodas

Título original: Drive Angry  --  Trailer
De: Patrick Lussier e Todd Farmer -- Duração: 1h44min
Com: Nicolas Cage, Amber Heard e William Fichtner

Resumo da história: o sujeito foge do inferno para evitar que a neta seja sacrificada por um culto satânico. O inferno manda um capanga atrás dele. Em 3D!

Eu não gosto de filmes 3D, é como ir ao cinema de óculos escuros assistir um filme que já é mais escuro que os normais. E eu USO ÓCULOS! Colocar óculos sobre óculos é uma droga. Já desenvolvi a técnica de pôr o óculos 3d em cerca de 45º em relação ao "de verdade", e consigo viver assim. Fica melhor do que tentar colocá-los bem pertinhos e emparelhados. Mas fui ver 3D porque falaram que a graça deste filme era o 3D.... Nhééé....Tem uma ceninhas de coisas sendo jogadas na tela. Mas acho que não compensa todas as outras cenas em que eu perdi detalhes pelo fato de estar com DOIS óculos. Mas ok, não estragou a "experiência cinematográfica".

O filme... Nicolas Cage fazendo o mesmo papel de sempre, só rindo menos. A loirinha é divertida. E William Fichtner...ah, esse rouba todas as cenas em que aparece. O cara achou o papel da vida dele. Tinha um seriado de ETs num pântano em que ele era o bom moço... Não encaixava. Já ser um enviado do Inferno, de fala mansa e sacana... Não tenho palavras. É ele!!

De resto... Nada muito além do resumo acima. Frases cretinas, tiroteiro, correria, tiroteio durante o sexto, cenas cretinas e tiroteiro. Em outras palavras... É uma obra-prima! Só 1 coisa que foi uma pena... No trailer o Capanga dos Infernos (que na verdade tem o burocrático título de "O Contador") [pessoal que fez Contabilidade, regojizem-se, será a única vez que alguém falar que é contador soará bem!] faz um gesto com a mão ["esses não são os dróides que você procura"] e surge do nada um rabo-de-peixe preto impecável (quem tiver curiosidade, é um Chevy 210 1957)... Achei que teríamos mais cenas com o Carango dos Infernos... Mas pô, foi só no finalzinho que ele apareceu. Mas ainda assim, foi a graça do filme. Destaque para a cena do caminhão.

É isso. Nada de resenha longa. Não tem história realmente para se comentar.
Comentário nerd final, eu fiquei com a impressão de ter ouvido o Wilhelm Scream pelo menos 2 vezes. Mais alguém ouviu? (ou contou? rs!). E esta rápida pesquisa cretina por sua vez me levou a estes 3 links. Divirtam-se.

Wilhelm Scream: http://www.youtube.com/watch?v=cdbYsoEasio
Man Screams n.3: http://www.youtube.com/watch?v=hf6_hok4-lo
Tie-Fighter Scream: http://www.youtube.com/watch?v=XkHdgMOuuBs
(depois de assistir os 3 na ordem, nunca mais verei a cena no último sem rir)