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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Oh, yeaahh!


via: Fukung

O bizarro é que esses comerciais nunca passaram no Brasil e acho que nem a bebida existiu por aqui. Mas de tanto haver piadas com o jarro (o Kool-Aid Man), principalmente no Uma Família da Pesada, que já entrou para a família. E não há como não achar graça em cretinices como a acima. [que já estava aqui na pasta faz tempo, esperando dar na telha de colocar, e tinha texto demais agora na tela]

sábado, 7 de setembro de 2013

Nerds ranzinzas também fazem regime

Índice de Massa Corporal (IMC) alto (29,6, quase obesidade, calcule o seu aqui) e uma certa convexidade infratoráxica... Pois é... BARRIGUINHA! Mas não é nenhuma surpresa, ela vendo sendo gestada faz uns 10 anos. Acontece com os melhores.

E aí? Qual é a grande auto-ajuda que vou dar para vocês, a dieta-milagre, e o cacete? Nada disso. Vou só mencionar o que eu estou fazendo e esperançar algum eventual nerd que aqui venha.

Então... Férias! Longe de colegas de trabalho querendo ir almoçar em lugares que não são a quilo. Ou querendo ir em lugares que são a quilo. A verdade é que os dois são um problema. Num você não pode escolher a porção, no outro você quer colocar um pouco... de cada! Trabalhar é chato, comer é gostoso, então a hora do almoço é a hora de se "divertir", prazer em forma sólida e líquida. Mas aí... vem a banha.

Então... Férias. Resolvi que ia emagrecer e ponto. Eu lembro de um amigo que sempre foi quase gordinho, desde criança, e uma vez o encontrei e ele parecia um maratonista. Atentei e questionei [sei lá... ele podia estar com câncer...] e ele disse que só fechou a boca. Interessante.

Isso faz muitos anos já. Eu comecei as férias com 87 quilos e acho isso muito. Dane-se o IMC, danem-se os triglicerídeos... Eu sempre achei que uma pessoa de 80 quilos era uma pessoa pesada. Sei lá, 80 é um número "gordo". [todo redondinho] Chegar então em quase 90, é um absurdo.

Ok, tem gente que é alta ou musculosa e têm 80 superbem distribuídos. Não é o meu caso. Basicamente, eu tenho o físico do Dilbert.

E nem sou dos piores peguiçosos. Sou do tipo "sedentário ativo". Ou seja, não pratico esportes e nem faço exercícios, mas acho um absurdo ir de carro almoçar se o lugar fica apenas a 15 minutos de caminhada, ou se um amigo me chama para ir caminhar no mato com um grupo, vou sem me preocupar de ficar cansadinho ou qualquer nhé-nhé-nhém semelhante. História verídica: já fui numa caminhada no mato usando calça jeans. Todo mundo com calor [gente fresca, nem parecem que nasceram no Rio, como se aqui fosse frio] e quando perguntavam o motivo da "maluquice", eu dizia que ficar me coçando por causa de mosquitos ou mato roçando em mim era muito pior. E os shortinhos deles é que eram ridículos. Bem, isso não tem muita relação com perder peso, mas lembrei disso agora. E é bom para vocês terem uma noção dos meus hábitos, assim se você for como eu, essa postagem pode servir como um "Vai lá! Não desiste!" [putz... devia mudar o nome da postagem para "Nerd ranzinzas também são auto-ajuda"]

Voltemos ao assunto.

Antes de resolver cortar meus pratos pela metade (ou menos), resolvi passar um último dia normal e ver quantas calorias isso dava. Não comi mais como despedida, mas também não fiquei me segurando. Veredicto: 3480 calorias.
Estar na casa dos meus pais no dia deve ter ajudado o valor ser alto. Mas nem fiquei comendo besteira durante o dia, 3 refeições mais café com torradas no fim da tarde.

Repetindo, não vou dizer o que vocês devem comer nem nada nessa postagem, será só para compartilhar algumas coisas que eu achei interessantes.

No mesmo dia já montei uma planilha com algumas coisas que costumo comer, deixei pronto o gráfico e tudo. Isso é bom, para dar um valor. De certa forma, o que eu fiz foi a boa e velha contagem de calorias/pontos. O que NÃO é a melhor das coisas a se fazer. Mas... Quando você come quase 3500 calorias e devia estar comendo menos de 2000, é bom ficar de olho nesse somatório. E, principalmente, é bom para notar quando você fugiu da meta. Nada como uma boa consciência pesada para você voltar a linha.

Para pegar as calorias, usei basicamente 2 sites. Que não vou linkar, para ninguém achar que isso é postagem paga! [HA! algum dia eu chego lá...] Quando neles eu não acho, vou no Google mesmo, pego a informação de uns dois sites e tiro a média. E depois eu ajusto no olho, porque eu não tenho idéia do que é uma maçã média para eles. Exemplo real: bolinho de bacalhau médio. Achei dois valores e um era quase o dobro do outro. Eu tirei a média e aumentei um pouco, porque sei que isso é gordice então é bom deixar o valor mais alto para desmotivar.

E assim vai, critérios extremamente científicos. Mas ainda que a planilha esteja toda errada [na pior hipótese, não estará TÃO errada assim, e provavelmente será para cima], é bom. Façam.

Uma dica idiota agora. Coisas que nossos pais nos ensinam a não fazer e que não é para ninguém fazer em público mesmo. Mas, misture tudo no prato. Acho que a bagunça aumenta o volume. E aí você pensa "Cacete! Achei que tinha colocado menos."

Caso real: acabei de jantar. 4 colheres-de-sopa de feijão, 3 de arroz, uma pegada gorda de couve à mineira e 2 colheres de farofa. Praticamente uma feijoada, mas sem aquelas carnes típicas ou torresmo. [e sem laranja, que eu acho estranho comer junto]

Eu estava com fome, mas como sabia o que seria o jantar e sabia o quanto eu tinha já comido em calorias o resto do dia, tinha já planejado na planilha as quantidades - sem dispensar a farofa. Mas quando eu coloquei 2 colheres de feijão e uma de arroz, e olhei para aquele prato ridículo... Eu botei mais.

Resultado, depois de devidamente servido e misturado, o prato parecia imenso. Na metade dele eu já estava satisfeito. Não a ponto de fazer cara de baiacu sorridente, mas eu podia ter parado. [mas não parei e também não vou me flagelar por isso]



E para saberem, eu como em pratos Duralex (mas dos antigos, com borda reta, ao invés dos com dobrinha), que são menores, porém mais altos, que os pratos de um típico comida a quilo atual (que têm o tamanho de uma pizza média, para você sempre achar que está botando pouco).

Outra coisa, mais uma das minhas lógicas baseadas em anos de... humm... chute. Argumentação minha feita em vários almoços com colegas: você está menos errado (não vou dizer CERTO, porque sei que quantidade não é qualidade), quando sai do almoço COM FOME do que satisfeito.

Minha teoria é a seguinte: o ideal seria você comer exatamente o necessário (de coisas saudáveis, claro) e sair do almoço naquele exato ponto em que não se sinta um baiacu safado nem um etíope. Mas isso é como mirar numa régua de 30 cm e acertar exatamente no 15. A chance é muito maior de que você comer mais ou menos, nunca aquele ponto perfeito. Então... Se é para errar, melhor errar para baixo.

Agora a coisa interessante... No começo, eu não senti fome. Pela teoria acima, eu devia começar a me arrepender da dieta já no segundo ou, se muito, terceiro dia. Depois que tivesse consumido todo o excedente da "despedida". Nada. Achei que estava fazendo alguma coisa errada e comendo ainda mais do que devia [mesmo servindo porções bem menores]. O que significaria perder o foco, porque comer muito menos seria complicado. [um pouco menos, ainda daria para forçar]

Ou então eu era algum tipo de organismo super adaptável e já estava acostumado [o que faria de mim um x-man quase, eu sei que não é assim que a biologia funciona]. Mas então, ontem, finalmente aconteceu... Depois de 18 dias... FOME!

Hahahahaha! Consegui! Estou com fome!! Ontem e hoje, passei os dias com fome. Não passando mal nem nada, mas aquela vontadinha de dar uma beliscada. Alguns pães-de-queijo, um copão cheio de Sucrilhos, um pão-francês com fatias gordas de goiabada... Claro, a vontade passa depois das refeições, mas ao invés delas me sustentarem o dia inteiro, eu fico com fome algumas horas depois. [jantei cedo hoje, já se passaram quase 3 horas, e ficar escrevendo sobre comida não ajuda, rs!] Mesmo sendo as mesmas porções a quase 3 semanas.

Se muito, fora as "4" refeições diárias, dou-me o direito de 1 ou 2 biscoitos de maisena [com S], só para calar a boca da barriga; as vezes uma banana ou uma maçã, mas é só. Então saibam, se não for alguma dieta maluca da moda, o seu corpo (provavelmente) não reclamará muito rápido mesmo.

[E agora sim, vai acostumar, seu organismo safado, pilantra, com cérebro de gordo! De ontem em diante é que vamos testar a sua fé! Tá com fome? Vá consumir essa banha!]

Na verdade, a postagem inteira começou com essa "descoberta", e sei lá, achei interessante compartilhar.

E a quantas anda o resultado até o momento? Eu perdi um quilo em duas semanas. Não é nada chocante e, na minha opinião, nem visível, mas é algo. Sinto até que poderia ter sido mais, estou comendo menos mas, nos 14 dias até ter me pesado outra vez, minha média ficou em 2070 calorias [assumindo que a minha planilha esteja majoritariamente correta] e deveria estar no máximo em 1800. E geralmente me peso indo ou voltando do banho, então sei que não tem roupa afetando - e nunca vale uma pesada apenas.

Mas o que eu realmente achei interessante foi o tempo até a pança finalmente notar que estava faltando comida e reclamar. Então fiquem firmes e esperem.

Ah, e em nenhum dos dias nenhuma das refeições foi de salada com frango. [mas teve um dia que jantei 3 maçãs pequenas, porque era tudo que eu tinha em casa] Teve até ovo frito no meio [5 ovos em 3 semanas, entre fritos, mexidos e omelete]

E o peso, mesmo não tendo baixado muito, mantendo o ritmo significa que em menos de 6 meses dá para perder o equivalente a um engradado de açúcar União. [meu cérebro não funciona em medidas internacionais, líquidos são medidos em "copos de geléia" e "copos de requeijão", e peso e volume são medido em sacos de açúcar]. Para quem só engordava, 2 quilos em um mês é excelente.

E só fechando a boca. [nerds sedentários, regozijem-se!]

[agora é esperar duas semanas e descobrir se estou com 85, mantendo o ritmo, ou se estará marcando 87 de volta, e aí e vou ficar chateado - eu volto aqui e falo]

[ATUALIZAÇÃO: hoje é dia 13, estou pesando 85! Só tenho uma coisa a dizer!]

[ATUALIZAÇÃO: um amigo me relembrou de uma questão que rondou a mídia faz algum tempo. Basicamente, esta matéria aqui. Eu lembro dela. E lembrava antes disso tudo. Eu falei acima que isso NÃO é a melhor coisa a se fazer. Mas deixem-me responder essa falta de fé em 2 rápidos pontos:

1) contar calorias não é a solução dos problemas, é para você ter um acompanhamento e ter para onde olhar quando ficar na dúvida se está se mantendo na linha. Óbvio, e você teria que ser um idiota pensando de outra forma, que comer 1.500 calorias no McDonald's as 9:30 da manhã e ficar de jejum o resto do dia não é a mesma coisa que comer 1.500 calorias bem espaçadas ao longo do dia, divididas entre sucos, legumes, e duas fatias de pizza, que gordice é bom e todos nós gostamos. Matematicamente dá no mesmo, mas, infelizmente, não é assim que nosso corpo funciona.

2) 25/setembro: 84 quilos! Tomem essa, seus propontos!

PS: mas sendo sincero, só não fiz a minha planilha contando os pontos ao invés de calorias porque achar as calorias é muito mais fácil, já os pontos... Se der na telha, algum dia ajusto e vejo que bicho sai.]

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nerds ranzinzas também descansam

Dicas e comentários de viagens de alguém sem nenhuma experiência no ramo (fazia tempo que não viajava):

■ Não desdenhem do verão europeu dizendo "Ah, mas o verão deles não é como o nosso...". É sim. E sei lá, deve ter algo no ar deles... de repente é mais puro, com mais oxigênio, porque a desgraça parece que queima mais que o nosso. E não estou falando de bronzeamento [deus me livre], estou falando de sensação ao andar na rua mesmo. Pode ter sido também a falta de brisa, quase não ventava.

■ Em compensação, está explicado o hábito deles usarem pouca roupa. Aquilo de "Ah, eles estão acostumados com o frio" ou a versão inversa de "Lá é tão frio que qualquer solzinho eles morrem de calor"... tudo balela. O fato é que eles não sabem usar o ar-condicionado.
Vôo de ida: calor dos infernos. Hotel: na posição de frio máximo, o lugar ficava morno. [ok, sejamos sinceros, fiquei em 4 hotéis, e isso era ruim em 2] Restaurantes: quentes. Aeroporto: sauna. Bebidas: quase quentes. Ou seja, o pessoal não anda com pouca roupa porque está acostumado, é que é um alívio tão grande ir para rua, e sentir o vendo gélido (ou qualquer brisa morna mesmo), que até eu ficava com vontade de ter meu momento Hulk e rasgar minhas roupas ali mesmo.
Pessoal deve ser tão traumatizado com a época fria, que deixa tudo sempre quente. Gente doida. Nunca imaginei ter que dormir sem camisa, com ar-condicionado no máximo!, em pleno miolo da Europa. [eu podia ter tentado reclamar com a recepção, mas todo bom brasileiro sabe deixar de frescura e dormir em pleno verão durante um apagão. o que matava mesmo era não ter um ventilador]

Ruivas! Muitas ruivas! Era tanta ruiva, que eles se davam ao luxo de até terem ruivas feias. Mas estava adorando aquilo.

Nova Zembla (filme holandês) é um bom filme, apesar de toda a crítica ruim e erros históricos (trailer legendado em inglês, com alguns erros, mas é melhor que tentar entender holandês). E Anjos da Lei (vi no avião) é bem e melhor do que eu esperava, mas ainda não é isso tudo. E sabia que teria participação especial do Johnny Depp, mas não do Peter DeLuise (o Doug). Gostei. Só não gostei deles morrerem no filme. Sim, é spoiler, mas dane-se, o filme já até saiu de cartaz.

■ Lembre sempre de checar antes o valor da taxa de saque internacional do seu banco. [eu não fiz. rs!!!] Tem horas que não tem solução, você precisa de dinheiro vivo (cash, como é dito pelas crianças iletradas) e essa é a forma mais prática de ter moeda local (tem lugar que não usa o Euro), mas se esse não for o caso, pode acontecer que pagar os 6% de impostos no cartão ser muito melhor do que tirar dinheiro do banco.

■ Se passarem por Berlim, cuidado com a loja Dussmann das KulturKaufhaus. É MUITO CD! Você fica com vontade de comprar metade do lugar. Ok, exagero... no meu caso, a vontade foi só comprar um dos andares. São 4: um de música clássica, outro normal, o último eu não vi do que eram e o terceiro (que deu vontade de ficar o dia inteiro olhando) era só de músicas internacionais... país por país, tanto os pops locais, como músicas tradicionais, folclóricas, militares ou o que mais coubesse ali. Muita coisa.
Livro tem muito também, mas como a maioria é em alemão, a tentação nem foi grande. Depois descobri onde era a sessão de livros em inglês deles (uma segunda livraria inteira em separado nos fundos), mas felizmente a sessão de FC e Fantasia deles era de respeito, mas não muito grande, então comprei só 3.

■ Nunca vi tanta pizzaria na minha vida. Em todo lugar que eu ia a comida tradicional era porco de um jeito ou outro, mas a cada 2 passos era uma pizzaria e a cada 3 uma "kebaberia". [ou ambos no mesmo lugar] O bom disso é que nome de pizza é igual em todo o planeta. Eles podem não ter pepperoni (isso é invenção americana), mas você reconhecerá mais da metade delas, e arranjar uma que goste. Fatias grandes e baratas.
A propósito, para pedir café, basta pedir um "espresso", que todos entendem também. [iêi! idioma italiano reconquistando o mundo!] E você não corre o risco de beber o café deles, que é sempre ruim. O melhor café que bebi na Europa foi num posto de gasolina na Áustria. Mas se entendi corretamente a placa, era grão brasileiro - isso explicaria.

Por falar em posto de gasolina, se quiser comprar balinha e não souber qual escolher, Ricola é boa. Achei em todos os países e lembra a nossa Vita-C. Eles também têm Halls, mas vi muito menos.

■ Vá com o tênis mais confortável que tiver, daqueles de malhação se possível. Para passear durante o dia inteiro fará grande diferença. E se for mulher, compre um preto, para poder usar com seus vestidinhos a noite. Pode não ficar chique, mas é muito paralelepípedo. Nem tente usar salto alto (agulha menos ainda) em Praga.

É sério? Eu reparei isso lá, mas achei que era só para dar mais sobriedade à logomarca chamativa. O McDonald's realmente acha que as pessoas o acharão mais ecológico só porque o logo está com a cor verde no fundo? Eu sei que a humanidade é composta principalmente de gente burra, mas isso é querer demais.

■ Dica: KLM (volta) teve um serviço (opção de filmes, comida e temperatura do ar-condicionado) bem melhor que a Air France (ida). Como as duas são +/- a mesma empresa já faz algum tempo, esperava serviços parecidos. Será que foi porque daqui-para-lá eles assumem que é mais brasileiro do que estrangeiro no avião, e assim podem tratar pior, e no sentido de-lá-para-cá eles imaginam o inverso e tratam bem? Ou de repente a KLM é só melhor mesmo. Sempre confio um pouco mais em algo com "Real" no nome. A monarquia sempre é mais paparicada.

■ Se sua mala não estiver muito pesada, leve um ferro-de-passar-roupa. Já vi vários hotéis no Brasil com uma ferro e tábua no quarto, mas lá não vi isso em nenhum. Para não torrar fortunas com estética, eu fazia duas coisas: deixava a roupa no banheiro durante o banho (para o vapor dar uma desamassada) e deixava de frescura (ficava amassado mesmo!). [ou vista-se de lã, que não amarrota]

■ Ah, se você coleciona moedas, prepare-se para "gastar dinheiro" com isso. Eu guardei uma de cada valor de cada país que estive (mas limitado ao que aparecia em trocos, não corri atrás de ter realmente uma de cada valor). Guardei várias de países fora do Euro (e até algumas notas) mas o Euro, mesmo sendo a moeda mais usada, muda a traseira conforme o país e nada impede de você receber num país moedas cunhadas em outro... E aí você começa a guardar 1 de cada desenho diferente... No final das contas, a minha coleção, praticamente parada desde o colégio, aumentou em umas 50 moedas num golpe só. O que reconvertendo em R$ daria cerca de R$ 100. Ok, perto de uma passagem de avião, gastar mais R$ 100 é até pouco... Mas pô... 100 é 100... dá pena.

Garrafinhas de água: tampa rosa é água sem gás, tampas azuis são com gás. Não vi nenhum lugar que não seguisse essa "regra". Não sei se foi coincidência ou se é alguma norma européia, mas tá valendo.

■ Acorde cedo. Talvez também por trauma dos invernos, que ninguém deve gostar de sair a noite, tem lugar que o comércio/bares/etc fecha na hora que carioca está pensando em sair. E aceite que você irá para a noitada com sol na cara ainda, demora para ele se pôr no verão (o que eu acho excelente, é como um horário-de-verão mega plus extended!).

■ Máquina fotográfica: se for um dia claro, faça fotos em ISO 100 sem flash. Ficam melhores. Flash só quando realmente necessário e ISOs menores granulam menos (a imagem fica com menos pontinhos). Eu bati mais de 1000 fotos, sendo a maioria no esquema ninja de "ih, legal aquilo" seguido de tirar do bolso, ligar, meio que mirar, clicar, guardar. E a maioria ficou muito boa. E é uma dessas Sony de bolso, antiga já. Nada muito moderno. [DSC-W70] Até a noite as vezes, se o lugar for iluminado, é melhor ter uma foto com a pessoa um pouco mais escura, mas com todo o fundo aparecendo, do que a pessoa bem iluminada (pelo flash) e o fundo quase negro. Mas nesse caso você precisa manter a mão bem mais firme e o pessoal parado - a dica é não dizer para eles que você bateu a foto. Ajuda desligar os sonzinhos da máquina.

E é isso, se eu pensar em mais alguma sandice para comentar, volto aqui.

Voltei. Última coisa. ■ Tampas de bueiro: é a minha sugestão para se você quiser registrar em foto a cidade onde você estava. Fotografar uma placa com o nome do lugar é sempre melhor, claro, mas se você quiser algo diferente e não tiver nenhuma placa a mão... Coincidência ou não, todos os bueiros que vi eram bem específicos, isso quando não davam logo o nome do lugar ou alto-relevo de algum ponto turístico local.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

National Lampoon's Doon

De: Ellis Weiner
Ano: 1984  -- Páginas: 222
Editora: Pocket Books  --  ISBN: 0-671-54144-7
(clique na capa para ampliar.)

Eu comecei esse livro muito receoso... Estava enrolando faz anos. Não posso criticar totalmente o senso de humor americano porque cresci com ele em filmes e seriados, e como o livro é antigo, ele estaria livre de ser parecido com as ridículas coisas que eles chamam de paródia hoje em dia. [bons tempos do ZAZ...  e outros, porque ZAZ mesmo, foram bem poucos filmes, e um deles eu nem gosto]
E sobre paródias ruins, dica: nunca assistam Liga da Injustiça. Existem paródias ruins, MUITO ruins, mas você até dá um meio-sorriso a cada 45 minutos (Espartalhões, por ex.), mas esse filme não... nada... NADA!

Voltando ao livro, mesmo o National Lampoons's sendo a galera que nos trouxe Clube dos Cafajestes (nome original: National Lampoon's Animal House), eu ainda olhava para capa um tanto forçada e pensava.... "Isso será uma MUITO ruim. Uma decepção." Ainda mais zuando um dos meus livros preferidos... "Será epic win! Ou um martírio sem tamanho!" É, envolvou Duna, eu sou dramático! A capa britânica é um pouco menos forçada, mas não sei se teria me deixado mais confiante.

A história segue bem próxima a história original. Para quem está lendo isso completamente perdido, significa DUNA, de Frank Herbert. Isso foi uma boa surpresa. Mas claro, segue próximo até onde é possível. O enredo básico é o mesmo: uma Grande Família assume o controle de um planeta desértico, fonte de uma droga essencial para o Império, e é atacada por outra Família com a ajuda do Imperador. E os 2 sobreviventes (o filho e a mãe) planejam retomar o que é de direito com ajuda dos nativos. [isso é um péssimo resumo, muito ruim mesmo, mas vai servir.] A desgraça começa com o fato de que ao invés de areia, o deserto é feito de açúcar. Ao invés de vermes gigantes, são... bem, são vermes gigantes... mas em forma de pretzel (o da capa do livro não é gigante, no livro eles são muito maiores). E a especiaria nada mais é que... cerveja! E tem outras maluquices, como lutas de ofensa [saca aquelas cenas de filme: "Sua mãe é tão gorda..." e o outro rebate com uma ofensa maior? Por aí.] e o poder das grandes casas ser derivado de suas exclusivas receitas de sobremesas. Pelo menos ninguém usa os chapéus de cozinheiro que aparecem na capa.

Mas depois de começar a ler... Até que a desgraça é divertida. O legal é que o livro foi lançado um pouco antes que a versão de cinema, mas eu li achando que eles estavam aproveitando o jeitão exagerado do filme para estereotipar mais ainda em cima ainda. Mas não, foi uma zuação 'autônoma' por assim dizer.
Claro, o enredo envolvendo culinária e fabricação de cerveja é sem pé nem cabeça. Os nome de vários personagens é ridículo. Grande exceção para o Yueh, que virou Oyeah (para quem não leu, o Yueh é o traidor da história). Mas o nonsense das falas é muito bom. E a "realização" das profecias idem.

Isso sem falar de piadas soltas sem relação com nada ou trocadilhos infames, como a rápida menção ao Zé Colméia ou o jogador de basquete Kareem Abdul-Jabbar. O fiapo de história não é um grande condutor da trama, mas essas gags soltas aqui e ali são a graça do livro. E mesmo quando não é nada sutil, como o caixa de dor (?) ter virado um Cubo de Rubik (Cubo Mágico para alguns), a surpresa da idiotice te faz achar graça na hora. Não se sustenta muito tempo, mas aí a cena já mudou.
É como se Duna tivesse se transformado numa seqüência de esquetes do Saturday Night Live. Com aquelas piadas meio termo entre o "só americano ri disso" e "essa foi boa! gostei". Rir mesmo, ainda não aconteceu, mas é engraçado.

A National Lampoon também parodiou em livro O Senhor dos Anéis (Bored of the Rings), e este talvez seja de compreensão mais fácil. Mesmo sem conhecer os livros de Tolkien (o que obviamente seria melhor) todo mundo está acostumado com histórias de anões, magos e espadachins num mundo medieval. Mas já nesse, não sei... Acho que ser fã de Duna é essencial. Com Duna não dá para dizer "todo mundo está acostumado com história de ET, disco voador e príncipes espaciais". Ter visto o filme de 1984 ajuda bastante. Talvez sejam requisitos para poder gostar o livro, que por ora, está legal. É um senso de humor bem cretino. Você encontrará coisas como:

_ Você chamará o Duque de Sir, Sua Alteza, ou De Nobre Origem, mas nunca... que isso fique bem marcado... de Tony!
_ Porque?
_ Porque esse não é o nome dele. Nem Steve.
_ E posso chamá-lo de Grande Dave?
_ Também não.

E assim que a conversa termina, o personagem fica resmungando sozinho sobre "esses estrangeiros, chegam se achando, dizendo quem eu posso ou não chamar de Tony."

Sim, é idiota. Escrevendo agora fica pior ainda. Mas como eu disse, na hora isso te pega de surpresa. Falas idiotas no universo de Duna (bem, exceto os livros do Brian) ficam tão deslocadas, e eu lembro do filme e imagino cada um dos atores ao ler o livro, que fica absurdo. Sinto como se estivesse assistindo as antigas dublagens do Top TV ("Eu quero macarrão") ou, num exemplo mais atual, "Cadê meu headphone?" Talvez ler o livro sem lembrar do filme de trás pra frente e imaginar aqueles atores em cada cena não seja tão engraçado quanto só imaginar os personagens por si só

E aproveitando que estou dando falas do livro, seguem abaixo a realização de duas das "profecias" que mencionei acima. Sim, também são idiotas. Mas faz seguinte, se você conseguir sorrir com isso, já é algum caminho andado para ler o livro. Há piadas melhores, mas que eu não conseguiria reproduzir sem colocar muito mais texto ou preparar o terreno. [a reprodução abaixo por si só já deve ser ilegal, não sei se existe o Fair Use na lei brasileira...]

Quando a Shadout Mapes apresenta-se a Jessica:
"I'm called the Shutout Mopes," the old woman said. "I'm at yer service, Mum."
"I'm delighted to meet you, Mopes," Jazzica said. "But you must call me My Lady. I'm not your mother."
The woman stared wide-eyed at her, took an apprehensive step back, and in a frightened whisper quoted, " 'And she shall be delighted to meet you, and not be your mother.' " The red of her eyes glowed hot. "The legend is true!"

Na cena em que Keynes espanta-se por Paul ter vestido corretamente o traje do deserto:
"You've worn sweatsuits before?"
"This is the first time," Pall said.
"Then someone showed you how to tie the drawstring...?"
"No, I just took a wild guess."
"And he shall tie the drawstring right the first time, and his guess shall be wild." Keynes mulled.

/* 2 semanas depois... */

Pronto, demorei mas terminei [o livro é quase fino, foi só falta de tempo mesmo].

A parte acima foi quase toda escrita mal tendo lido 50 páginas. Queria registrar as minhas primeiras impressões. Vamos agora ao veredicto final:

Sim! A idiotice perdura. Até piora de leve. Sobre as "piadas que só americano riem disso", sim, estão lá, mas existe um segundo tipo delas até, que "pioraram" um pouco, que são piadas referenciais de coisas que ninguém mais vai lembrar hoje em dia, ou nem ter tido conhecimento, para começo de conversa.
Teve um personagem que eu tive que ir no Google, porque senti que havia alguma zuação lá, e fui descobrir que era uma referência à um arquiteto famoso na época nos EUA. Não posso criticar, estrangeiros não entenderiam piadas nossas envolvendo o Niemeyer, mas também não posso dizer que foi engraçado, já que não entendi a piada. A propósito, algo que eu só fui descobrir depois, é que Serutan, a versão no livro para a Princesa Irulan, é uma antiga marca de laxantes. E essas são as referências que peguei depois, devem ter outras que eu posso ter achado que era uma mera piada ou palavra solta, mas de repente eram baita zuação com algo que só sendo americano, e tendo lido isso no início dos ano 80, que eu iria entender.

Mas falando assim parece que depois das 50 páginas iniciais, o livro ficou ruim. Ficou não, manteve o nível igual, mas há um limite de tempo em que você é pegue de surpresa pelas insanidades que acontecem. Depois de um tempo, algumas piadas se repetem, ou você já fica contando com a aleatoriedade. Mas como eu disse, geralmente o ritmo é ligeiro e quando você quase cansa, troca o esquete. Não foi epic win, mas deu para entreter satisfatoriamente. Sorri bastante. Já rir... aí não lembro, acho que não. Recomendável para fãs de Duna apenas. Ganha ponto na recomendação caso tenha gostado do filme. E ajuda se você já tiver passado dos 30, pois pode entender (ou pelo menos reconhecer) algumas das piadas e trocadilhos.
Já houve uma época que todos saberiam quem era o Kareem Abdul-Jabbar, mencionado acima (já gente nova de hoje, talvez só as fãs de basquete). Noam Chomsky, por ex., só reconheci o nome, acho que nunca soube quem era (pelo menos peguei parte da piada).

Ah, uma coisa. Quando estiver lá pelo meio de livro, pare para ler o glossário ao final. Não de uma vez, um pouco aqui, outro ali. Porque? Porque ler o Glossário ao final, de uma vez só, depois de ter terminado o livro, é chato. O Glossário em si é uma zuação com o que existe no Duna original, mas da mesma forma que alguns trocadilhos e piadas funcionam ao longo do livro, outros são só piadas que você passa e nem presta atenção. Ler o Glossário de uma só vez é como se fossem todas jogadas na tua cara ao mesmo tempo (obs: mas boa parte dos termos no glossário nem aparecem na história em momento algum).
Eu não vi que o livro tinha um glossário-paródia também, então, quando terminei de ler, lê-lo em separado foi cansativo. No glossário a quantidade de piadas incompreensíveis aumenta consideravelmente.

Então faça assim, lá pelo meio do livro, entre capítulos, leia 1 página do glossário. De repente você verá algum trocadilho antes dele aparecer na história (por isso que estou chutando para só começar a lê-lo lá pelo meio do livro), mas será melhor do que ler 16 páginas de definições-piadas (nem todas boas) num só susto.

E nada a ver com nada, mas quando fui pegar o link do headphone, re-esbarrei com isso:
FEAR - 1º Stage - Fala do Protagonista

Dane-se que não tem nada a ver com Duna, é sempre bem-vindo reassistir.
Saudades do Esquadrão Força Total dublado. (em inglês ele não é tão engraçado).

E terminando, recomendação final... leiam Duna.
Eu prefiro um pouco mais a tradução da Nova Fronteira, mas a nova versão está valendo também. Gostei da resenha acima, é legal ver gente nova descobrindo a série.