Título original: Monsters: Dark Continent
E só. Vai ter mais dados do que isso não.
'bora resumir logo? Que filme merda!
Eu ouvi as pessoas reclamaram... Vi gente falando mal... Vi as poucas estrelinhas em tudo que é site, mas... Nerd teimoso duma figa... Com tanto filme para ver, resolve ver justo esse. [Nausicaä, seu FDP! até hoje tu não viu Nausicaä!!!]
[ATUALIZAÇÃO: não confundir com Universidade Monstros (o "Monstros S.A 2"), outra coisa que teria sido melhor ver do que este.]
Aprendam com meus erros criancinhas. Vejam o 1º. NÃO VEJAM o 2º.
Parece que o cara queria fazer um filme cabeça sobre traumas de guerra (dessas modernas, no deserto e com gente de turbante), mas viu que não ia prestar. E aí pensou: "Putz! Já sei!! ET's gigantes ao fundo!!!" Mas... Não... Não deu certo.
O trailer com o poeminha foi bem legal, o poster é interessante... E eu NÃO esperava um filme de montros, porque o 1º filme não era isso. Mas... Não foi. Não sei o que poderiam ter feito, mas para fazer aquilo... Não.... Nã-nã-nã-não!
E vejam bem, parece que estou usando psicologia reversa ou fazendo suspense para deixar vocês curiosos. Mas não. É só sono mesmo. O filme realmente foi ruim no sentido de ruim, chato e desperdício de tempo.
Monstros legais. Adorei o "passarinho". Muito cut-cut. E os gigantões ficaram interessantes. Mas se é só para ver monstros legais por 30 segundos, vai no Devianart.
É isso. Esse filme não me motiva a fazer uma postagem melhor não. Com tanta postagem rascunhada pelo meio de coisa muito melhor... Eu devia estar colocando uma delas no ar. Mas eu achei o filme tão ruim, que tive que comentar. [parece, mas o site não morreu! eu que troquei de emprego e estou com menos tempo ainda! porque desgraça nunca vem sozinha... mudança... reforma que só deu problema... e deu cupim... e aí emprego novo que, só de sacanagem, ficou mais longe ainda agora. HA!]
[ah, e nos finais de semana, no tempo que sobra, fico com preguiça de viver e fico jogando Dying Light (que não é tão bom quanto dizem ou parece, mas é bem legal para jogar quando você está com preguiça de pensar e só quer ficar de bobeira batendo em zumbi com a chave inglesa ou vendo quantos tu consegue incendiar de uma só vez - e aí tu vai fazendo as missões só como desculpa para correr no meio dos zumbis e recomeçar) ou Divinity: Original Sin! (esse sim, bem legal, cheguei a perder 1 hora só para matar 3 flores. É sério. Mas tinha virado pessoal. rs!!!) Muito bons!] [E FALLOUT 4 ANUNCIADO! IÚ-RRÚ!!! Agora falta o S.T.A.L.K.E.R. 3 também!!] [Half-Life 2 Episódio 3 eu já desisti...Virou o novo Duke Nukem Forever.]
[ATUALIZAÇÃO: é S.T.A.L.K.E.R. 2, e não 3. Ou até 4, se numerássemos todos os originais. Eu esqueci que o Clear Sky existia, foi o mais fraquinho deles.]
Voltando ao filme, nem falei da história... Toma, tem uma breve resenha aqui. Não fala muito da história também, mas é que é pouca mesmo.
E para verem como o filme foi ruim, perdi mais tempo agora no Youtube vendo vídeos com as músicas do Nausicaä (muito bom, pena que não achei um bom vídeo com a original) e metade da postagem é falando sobre jogos de computador... Filme muito ruim.
E com esse eloqüente testemunho cinematográfico fechando o texto, vou dormir agora!
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terça-feira, 9 de junho de 2015
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Pillow Castle's First Person Puzzler
Muito maneiro!
Nem sei se vai sair um jogo decente disso, mas a idéia por si só já achei do cacete!
Será um jogo baseado em brincar com as perspectivas forçadas.
Sabe aquelas fotos em que você está segurando o Sol com as mãos como se fosse uma bola de basquete ou dando um "High 5!" na Estátua da Liberdade? O jogo parte do princípio que se você pegar algo que parece pequeno porque está longe, ele vem para sua mão daquele tamanho mesmo. Ou se você pegar algo pequeno, segurar como se estivesse longe, e soltar, ele passa mesmo a ter o tamanho necessário para ter aquele tamanho que você estava vendo. E ainda lembra o Portal!
Estranho explicar... Assistam o vídeo. Tudo fará sentido. Não consegui nem bolar um nome para esta postagem. E agradecimentos à Popular Science pela dica!
Tech Demo for Pillow Castle's First Person Puzzler:
via: This Game Makes Surreal Puzzles With Forced Perspective
Nem sei se vai sair um jogo decente disso, mas a idéia por si só já achei do cacete!
Será um jogo baseado em brincar com as perspectivas forçadas.
Sabe aquelas fotos em que você está segurando o Sol com as mãos como se fosse uma bola de basquete ou dando um "High 5!" na Estátua da Liberdade? O jogo parte do princípio que se você pegar algo que parece pequeno porque está longe, ele vem para sua mão daquele tamanho mesmo. Ou se você pegar algo pequeno, segurar como se estivesse longe, e soltar, ele passa mesmo a ter o tamanho necessário para ter aquele tamanho que você estava vendo. E ainda lembra o Portal!
Estranho explicar... Assistam o vídeo. Tudo fará sentido. Não consegui nem bolar um nome para esta postagem. E agradecimentos à Popular Science pela dica!
Tech Demo for Pillow Castle's First Person Puzzler:
via: This Game Makes Surreal Puzzles With Forced Perspective
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Luxor, Zuma e Civilization
Ok, fiz uma postagem faz algum tempo falando de tudo que eu joguei nos últimos 2 anos... Façamos então uma atualização agora, sobre os últimos 6 meses.
Quase nada na verdade, continuei no Skyrim um bom tempo. Mesmo depois de ter terminado tudo que dava para fazer no jogo e suas missões adicionais (as DLCs), eu ainda ficava por lá, zanzando e arranjando coisa para fazer com alguns passantes que eu nunca tinha visto. Depois peguei alguns mapas e missões de fãs. Curtas, mas algumas muito boas.
Foi numa delas que finalmente parei de jogar (era a Agent of Righteous Might), estava tudo indo muito bem, o criador da modificação fez algo muito bem feito, bem legal. Fora o tamanho absurdo da base inimiga, que toda hora você precisa atravessar quase que inteira, procurando alguém, isso era muito chato - ah, mas algo que atrapalhava dentro da base inimiga, que fora dela foi algo legal: nada de setinha indicando cada mísera localização de tudo, é no esquema de "você tem que fazer isso, agora se vira". Só que no meio da brincadeira, acho que por algum bug, o bonequinho não recebe a missão seguinte. Tentei forçar via console e nada feito... Pena, mas foi um sinal do Além para parar de jogar.
Para saberem, além da mod acima, foram essas as outras que joguei:
▪ Hanging Gardens
▪ Helgen Reborn
▪ Moonpath to Elsweyr
▪ The Frontier to Cyrodiil
▪ Wyrmstooth
Algumas, como a Frontier, são bem curtas (foi só uma base inimiga para matar todo mundo), a Moonpath achei meio chatinha de tanto ter que andar só para um sujeito me dar os parabéns e mandar voltar tudo, mas gostei dos conceitos. E na verdade, acabei de me lembrar que a Helgen Reborn eu não joguei. Ok, talvez eu jogue Skyrim de novo um pouco mais. Mas no estilo, o que eu queria mesmo era mais um Fallout [sempre fui mais FC do que fantasia]. Ou até mesmo, com menos história, um novo S.T.A.L.K.E.R. (mas estilo o primeiro, de preferência, que era menos focado em tiroteios).
E também peguei uma mod para trocar a cara de uma das acompanhantes pela Jessica Alba. Só de curtição. Ela é muito bonitinha. Dica: ela fica muito bem com a roupa dos Dawnguard - deve ser a única armadura feminina do jogo inteiro em que a mulher não fica com seios de melancia. Mas depois a enxotei, isso de levar bonequinho de acompanhante só tem utilidade quando você ainda é pobre no jogo e precisa de alguém como mula de carga.
Depois disso... Acho que resolvi descansar o cérebro. Eu (re)terminei o Luxor 1 (era o Luxor HD agora, que estava aqui instalado quando precisava de algo para passar alguns minutos esperando alguma coisa) e aí, na falta de um Luxor de verdade (absurdo dos absurdos!) comecei a jogar o Zuma!
Zuma Deluxe, Oberon Media
(wikipedia / site oficial / sem trailer)
Eu sempre olhei torto para ele. Achava até o Pirate Poppers melhor (que nada mais é que um Luxor de pobre, com visual pirata ao invés de egípcio), porque eu não aceitava a idéia do lançador ficar parado. Mas até que acostumei. Bem legal. E sem definição de dificuldade. Eu gosto disso. O jogo vai ficando pior e é problema seu, não dá para facilitar (essa safadeza o Luxor tinha).
Ainda não terminei na verdade. Depois da "última" fase ele repete os últimos cenários uma outra vez, só que com mais dificuldade. E estou preso aí (que eu sempre morro e tenho que recomeçar desde a primeira).
Aí fomos para o Zuma's Revenge!, PopCap Games.
(wikipedia / site oficial / trailer)
Fora o visual melhorado (quem é das antigas vai entender o comentário, mas o primeiro Zuma parecia feito para EGA e não VGA), algumas novidades bem vindas, como o sapo nem sempre ser fixo (em algumas fases ele se mexe lateralmente, como no Luxor, ou verticalmente até) e, finalmente, algo que não fazia sentido no primeiro mas nem pensei nisso até ver no segundo: agora, em algumas fases, o sapo PULA!
Mas nem tudo é maravilha. O Zuma 2 é, no geral, muito mais fácil que o 1º. E quando não é mais fácil, achei mais difícil por uma certa injustiça: há fases em que as bolas novas tapam "a visão de tiro" das que estão para entrar na caveira (o equivalente no Zuma à pirâmide do Luxor), então você não tem como ficar no desespero, impedindo a desgraça ali, na cara do gol. Dá para passar, claro, já que passei e milhões de outros antes de mim, mas eu me sentia trapaceado nessas horas.
Achei uma boa resenha sobre ele aqui:
Game informer: Zuma's Revenge - Revenge Made Easy
Mas aí... veio a boa notícia. Eu não sei como não tinha notado isso antes, mas TINHA uma continuação do Luxor. E nem estou falando do Luxor HD 2 (que eu também não tinha notado, mas é o jogo antigo embelezado, não conta muito). O que eu descobri foi o...
Cara, muito bom! Pena que é curto, mas achei fantástico. Tudo muito colorido, musiquinhas e visual retrô-PC-anos-90 com cara de neon anos 70 e fliperama. Tinha horas que eu nem entendia o que estava acontecendo, mas estava tudo explodindo num arco-irís psicodélico de figuras não renderizadas (o jogo é todo só as linhas). Para quem gosta de joguinhos marble poppers ou marble shooters (os melhores termos para pesquisar por eles) e é da minha geração, esse Luxor Evolved é obrigatório.
Luxor Evolved, Oberon Media
(wikipedia / site oficial / trailer)
Ele é muito corrido, beirando o frenético em alguns momentos. Mas é o mesmo esquema de sempre, com alguns dos power-ups clássicos (como o escorpião ou a bomba de cor) e alguns novos, como a doença e o congelamento (quase iguais na prática) ou a chuva de meteoros (tipo a chuva de raios, que também tem ainda, mas muito mais explosiva). Ah, e agora tem um tipo de raio que você pode lançar, mas que você pode andar para o lado enquanto lança, é uma carnificina-neon pura. Estava me sentindo uma lagosta-boxeadora. [entenda a piada aqui]
Muito bom. Algo legal são as homenagens aqui e ali à alguns jogos clássicos de fliperama. Algo que eu não gostei é de não poder começar jogando direto no nível mais difícil. Pô, eu já jogo Luxor faz quase 10 anos (o 1º é de 2005), jogar em níveis fáceis não dá mais barato. Mas como o jogo é curto, não chegou a chatear jogar tudo de novo depois ter ter concluído o nível dificil - e só então podido escolher o Elite.
Outra resenha:
Gamezebo: Luxor Evolved lives up to its name despite its charming retro makeover
Mas depois de tanto Luxor/Zuma, estava querendo algum jogo mais cerebral, mas nem tanto, algo só para sair da mesmice de FPS (com ou sem elementos de RPG). Pensei em rejogar o C&C3, mas deu preguiça. Pensei em finalmente jogar o Neverwinter Nights 2 ou o The 11th Hour [será que roda no Windows 7?], ambos na estante até hoje, mas tinham que ficar lendo ou ouvindo muita conversa... Aí me lembrei do excelente Caesar IV, que era uma diversão de primeira, mas entre jogar algo que já joguei para cacete, ou algo novo... Recordei-me de: CIVILIZATION!
Sid Meier's Civilization V, Oberon Media
(wikipedia / site oficial / teaser)
Curiosidade: eu não joguei os do meio. O último que joguei foi o 1º Civilization. O II, o III e o IV eu nunca nem vi a cara.
E aí, talvez por causa disso, eu não sei como é que eram os anteriores, e na verdade nem lembro direito do primeiro. Mas de cara não gostei das fases serem sempre aletaórias e não ter uma campanha para seguir. O gerador aleatório é sempre legal, mas eu gosto de ir avançando aos poucos e ir levando o jogo por vários meses. Vide o Caesar acima, que primeiro te fazia criar uma cidade com 100 habitantes, depois 1.000 e comida, depois etc, até que no final, várias fases depois, você tem que gerenciar uma porrada de detalhes de cabeça.
Então comecei o jogo (sem ler o manual, claro) achando que seria uma partidinha de 15 minutos. E depois outra. E assim vai... Essa primeirinha partida levou 24 horas - com paradas para almoçar e etc, claro, que maluquice tem limite e eu não sou coreano. [e só fiz isso porque estou de férias] No final, acabei ficando sem vontade de jogá-lo novamente por umas duas semanas. Claro, isso não durou muito, e no dia seguinte fui dormir ainda mais tarde. Mas estou conseguindo controlar o vício, e não fico mais do que 1h30min jogando, porque eu também quero pôr a leitura e o cinema em dias nas férias.
É aquela desgraça de "só mais esse bonequinho...", e o relógio marcando 00:15, "só fundar mais essa cidade, para depois não esquecer qual era meu plano", e o relógio informa 1:30, "droga, mataram meu soldado, deixa só eu resolver isso", e aí... você olha de novo para o relógio, e são 4 da manhã. Ou nem olha, mas percebe que o céu está ficando claro outra vez...
Acho que vou segurar até as férias do ano que vem para comprar as expansões. Mesmo porque, tenho medo do que seja vencer o jogo usando Carnaval como arma cultural... [não estou zoando, está numa das expansões com o D. Pedro II]
O jogo, para quem não ouviu falar dele nos últimos 25 anos, é um jogo de estratégia por turnos. Você não fica no desespero tendo que correr, porque o computador está fazendo isso em paralelo, e vence quem correr mais rápido com a sua estratégia sem tempo para pensar porque o jogo está rolando - isso é um RTS, um Real Time Strategy, que são os jogos estilo Duna 2000 ou Command & Conquer [ou Futebol, se formos ficar num exemplo fora do computador]. O Civilization seria um TBS (se é que existe a sigla), um Turn-Based Strategy. Querem o exemplo mais famoso desse tipo de jogo: o Xadrez. Claro, com muito mais complicação do que só andar as peças.
No Civilization, quando é a sua vez você tem todo o tempo do mundo para pensar no que fazer e gerenciar tudo que você quiser, andar com suas peças (até um certo limite, claro), atacar, definir as políticas, o que suas cidades fabricarão, se você prefere minerar ouro ao invés de produzir ostras, se vai subornar um país para ele atacar outro, e tudo o mais, e o jogo fica parado enquanto você faz tudo isso. Em compensação, quando é a vez dos outros jogadores, você não pode fazer nada.
Claro, se te atacam, o computador calcula a vitória com bases nos pontos de cada envolvido (e um tiquinho de aleatoriedade). Então você também não precisa se preocupar se um selvagem vier atacar seu helicóptero com uma clava. VOCÊ não vai poder fazer nada, você só vai poder mexer quando for a sua vez, mas, nesse caso, o computador vai calcular que o bonequinho do oponente será massacrado e a sua unidade mal será arranhada. Isso tudo com animaçõeszinhas do massacre, que isso aqui não é Elifoot.
E a medida que o jogo avança, a História mundial avança junto. Se no começo você só tem uns brutos e uns arqueiros para brincar, no final você já pode lançar mísseis atômicos de porta-aviões. Se fazer vinho já é um baita avanço no começo, no final do jogo você já está destruindo cidades com o o B-2 para roubar as reservas de urânio deles. E nem há como ficar parado. "Ah, mas eu queria jogar só na idade média..." De tempos em tempos você é obrigado a escolher o que você pesquisará. De repente você prefere dar ênfase a cultura, ou prefere desenvolver armas de fogo logo, é com você. Mas se você não morrer antes (ou perder por algum outro motivo), todos chegarão até a tecnologia especial, tendo que ter desenvolvido tudo no caminho.
Você também pode escolher que governante você quer ser, cada um alguma vantagem. O tanque dos alemães é melhor, os navios da Inglaterra andam mais, os árabes lucram mais com rotas comerciais, e o Brasil tem o samba!! [é o telecoteco, é o balacobaco...] E assim vai.
Isso tudo estou só explicando o jogo. Opinião sobre ele... Eu adorei o maldito. É jogo para quem já tem a bunda reta e paciência de Jó. Acho que só tenho duas reclamações. Uma eu já disse, que é não ter nenhuma campanha gradativa. A outra é que jogar em modo arquipélago não tem graça, fica muito fácil. O computador nunca tem a manhã de sair criando colônias e partir para a porrada marítima. ele fica preso na sua ilha, soltando bravatas de que vai me atacar... Mas sou em quem tenho 5 ou 6 ilhas, produzindo de tudo, domínio dos mares e o escambau. E ele fica lá, fabricando soldadinhos...
Tentei algumas vezes, numa delas defini um mapa grande, de 6 ou 8 jogadores (podia ter sido ainda maior, mas eu também não queria uma partida monstruosa) mas só deixei 2 oponentes. E mesmo assim... Eles ficaram lá, literalmente, ilhados. Vou fazer uma última tentativa depois, definindo dificuldade máxima. Tenho a impressão de que vou perder sendo atacado por selvagens, mas não pelos outros países.
Jogar no mapa 'modo Pangea' acaba sendo mais interessante, porque fica "fácil" para todos e fácil de te olharem torto (minha tática de sufocar os outros geograficamente sempre causa raiva nos outros bonequinhos). E há outros modos também e várias configurações possíveis. O mais legal visualmente é jogar com o mapa da Terra, que assim você fica parecendo War.
Taí, algo que não fiz, pois só joguei contra o computador. Mas colocar 4 pessoas numa mesa, jogando em rede, cada uma sem olhar o monitor do outro, deve ficar divertido. Nada de "negociar" com o computador calculando valores, você poderá pedir ajuda diretamente, ou gritar com o cara se ele romper um tratado ou estiver cobrando caro demais para negociar alumínio, por exemplo. [o problema é que se uma partida de War já demora mais do que devia...]
Mas é isso, falei tanto que quase quase virou uma postagem só sobre o Civilization.
Terminando de vez, como eu realmente gosto de ficar explodindo bolinha, agora estou jogando Sparkle, da 10tons (trailer) Obs.: o trailer mostra o jogo num telefone, mas tem para PC também.
Ele é o mesmo esquema do Zuma (lançador parado). É estranho um jogo nesse estilo que não marca os pontos (você ganha vidas em momentos certos). Ele não é tão difícil e os cenários são bem pobrinhos (parece coisa da época do 386). Mas... É divertido.
A física dele é legal (dependendo de como você exploda, as bolas são "arremessadas" longe). Não tem aquela moleza das bolinhas entrarem rápido e diminuírem em seguida (elas continuam no mesmo ritmo). O power-up dos vagalumes (ou seja lá o que forem) é legal (dá uma ajuda, sem facilitar demais). A trilha sonora parece Danny Elfman. E nele surgiu com uma inovação interessante: você escolhe um "amuleto" que te dará algum tipo de facilidade, e aquela é a única vantagem que você terá. Se você prefere lançar as bolas rapidamente, coloca o amuleto disso (antes da partida começar, claro, você não pode trocar no meio), mas se prefere dar ênfase a pegar os poderes, aí tem outro amuleto (mas usando ele, aí suas bolinhas voltam a ser lentas), e assim por diante. Uma inovação que complica é ele mostrar as DUAS bolinhas seguintes que virão, mas você só pode trocar por 1, como sempre, só que ficar vendo a outra dá um nó na cabeça e sempre acho que é aquela a seguinte e faço besteira. Mas acostuma-se.
Nada que um pouco de prática não resolva. Ao contrário do I Wanna Be the Guy, que eu nunca nem passei da segunda tela...
Quase nada na verdade, continuei no Skyrim um bom tempo. Mesmo depois de ter terminado tudo que dava para fazer no jogo e suas missões adicionais (as DLCs), eu ainda ficava por lá, zanzando e arranjando coisa para fazer com alguns passantes que eu nunca tinha visto. Depois peguei alguns mapas e missões de fãs. Curtas, mas algumas muito boas.
Foi numa delas que finalmente parei de jogar (era a Agent of Righteous Might), estava tudo indo muito bem, o criador da modificação fez algo muito bem feito, bem legal. Fora o tamanho absurdo da base inimiga, que toda hora você precisa atravessar quase que inteira, procurando alguém, isso era muito chato - ah, mas algo que atrapalhava dentro da base inimiga, que fora dela foi algo legal: nada de setinha indicando cada mísera localização de tudo, é no esquema de "você tem que fazer isso, agora se vira". Só que no meio da brincadeira, acho que por algum bug, o bonequinho não recebe a missão seguinte. Tentei forçar via console e nada feito... Pena, mas foi um sinal do Além para parar de jogar.
Para saberem, além da mod acima, foram essas as outras que joguei:
▪ Hanging Gardens
▪ Helgen Reborn
▪ Moonpath to Elsweyr
▪ The Frontier to Cyrodiil
▪ Wyrmstooth
Algumas, como a Frontier, são bem curtas (foi só uma base inimiga para matar todo mundo), a Moonpath achei meio chatinha de tanto ter que andar só para um sujeito me dar os parabéns e mandar voltar tudo, mas gostei dos conceitos. E na verdade, acabei de me lembrar que a Helgen Reborn eu não joguei. Ok, talvez eu jogue Skyrim de novo um pouco mais. Mas no estilo, o que eu queria mesmo era mais um Fallout [sempre fui mais FC do que fantasia]. Ou até mesmo, com menos história, um novo S.T.A.L.K.E.R. (mas estilo o primeiro, de preferência, que era menos focado em tiroteios).
E também peguei uma mod para trocar a cara de uma das acompanhantes pela Jessica Alba. Só de curtição. Ela é muito bonitinha. Dica: ela fica muito bem com a roupa dos Dawnguard - deve ser a única armadura feminina do jogo inteiro em que a mulher não fica com seios de melancia. Mas depois a enxotei, isso de levar bonequinho de acompanhante só tem utilidade quando você ainda é pobre no jogo e precisa de alguém como mula de carga.
Depois disso... Acho que resolvi descansar o cérebro. Eu (re)terminei o Luxor 1 (era o Luxor HD agora, que estava aqui instalado quando precisava de algo para passar alguns minutos esperando alguma coisa) e aí, na falta de um Luxor de verdade (absurdo dos absurdos!) comecei a jogar o Zuma!
Zuma Deluxe, Oberon Media(wikipedia / site oficial / sem trailer)
Eu sempre olhei torto para ele. Achava até o Pirate Poppers melhor (que nada mais é que um Luxor de pobre, com visual pirata ao invés de egípcio), porque eu não aceitava a idéia do lançador ficar parado. Mas até que acostumei. Bem legal. E sem definição de dificuldade. Eu gosto disso. O jogo vai ficando pior e é problema seu, não dá para facilitar (essa safadeza o Luxor tinha).
Ainda não terminei na verdade. Depois da "última" fase ele repete os últimos cenários uma outra vez, só que com mais dificuldade. E estou preso aí (que eu sempre morro e tenho que recomeçar desde a primeira).
Aí fomos para o Zuma's Revenge!, PopCap Games. (wikipedia / site oficial / trailer)
Fora o visual melhorado (quem é das antigas vai entender o comentário, mas o primeiro Zuma parecia feito para EGA e não VGA), algumas novidades bem vindas, como o sapo nem sempre ser fixo (em algumas fases ele se mexe lateralmente, como no Luxor, ou verticalmente até) e, finalmente, algo que não fazia sentido no primeiro mas nem pensei nisso até ver no segundo: agora, em algumas fases, o sapo PULA!
Mas nem tudo é maravilha. O Zuma 2 é, no geral, muito mais fácil que o 1º. E quando não é mais fácil, achei mais difícil por uma certa injustiça: há fases em que as bolas novas tapam "a visão de tiro" das que estão para entrar na caveira (o equivalente no Zuma à pirâmide do Luxor), então você não tem como ficar no desespero, impedindo a desgraça ali, na cara do gol. Dá para passar, claro, já que passei e milhões de outros antes de mim, mas eu me sentia trapaceado nessas horas.
Achei uma boa resenha sobre ele aqui:
Game informer: Zuma's Revenge - Revenge Made Easy
Mas aí... veio a boa notícia. Eu não sei como não tinha notado isso antes, mas TINHA uma continuação do Luxor. E nem estou falando do Luxor HD 2 (que eu também não tinha notado, mas é o jogo antigo embelezado, não conta muito). O que eu descobri foi o...
Cara, muito bom! Pena que é curto, mas achei fantástico. Tudo muito colorido, musiquinhas e visual retrô-PC-anos-90 com cara de neon anos 70 e fliperama. Tinha horas que eu nem entendia o que estava acontecendo, mas estava tudo explodindo num arco-irís psicodélico de figuras não renderizadas (o jogo é todo só as linhas). Para quem gosta de joguinhos marble poppers ou marble shooters (os melhores termos para pesquisar por eles) e é da minha geração, esse Luxor Evolved é obrigatório.
Luxor Evolved, Oberon Media(wikipedia / site oficial / trailer)
Ele é muito corrido, beirando o frenético em alguns momentos. Mas é o mesmo esquema de sempre, com alguns dos power-ups clássicos (como o escorpião ou a bomba de cor) e alguns novos, como a doença e o congelamento (quase iguais na prática) ou a chuva de meteoros (tipo a chuva de raios, que também tem ainda, mas muito mais explosiva). Ah, e agora tem um tipo de raio que você pode lançar, mas que você pode andar para o lado enquanto lança, é uma carnificina-neon pura. Estava me sentindo uma lagosta-boxeadora. [entenda a piada aqui]
Muito bom. Algo legal são as homenagens aqui e ali à alguns jogos clássicos de fliperama. Algo que eu não gostei é de não poder começar jogando direto no nível mais difícil. Pô, eu já jogo Luxor faz quase 10 anos (o 1º é de 2005), jogar em níveis fáceis não dá mais barato. Mas como o jogo é curto, não chegou a chatear jogar tudo de novo depois ter ter concluído o nível dificil - e só então podido escolher o Elite.
Outra resenha:
Gamezebo: Luxor Evolved lives up to its name despite its charming retro makeover
Mas depois de tanto Luxor/Zuma, estava querendo algum jogo mais cerebral, mas nem tanto, algo só para sair da mesmice de FPS (com ou sem elementos de RPG). Pensei em rejogar o C&C3, mas deu preguiça. Pensei em finalmente jogar o Neverwinter Nights 2 ou o The 11th Hour [será que roda no Windows 7?], ambos na estante até hoje, mas tinham que ficar lendo ou ouvindo muita conversa... Aí me lembrei do excelente Caesar IV, que era uma diversão de primeira, mas entre jogar algo que já joguei para cacete, ou algo novo... Recordei-me de: CIVILIZATION!
Sid Meier's Civilization V, Oberon Media(wikipedia / site oficial / teaser)
Curiosidade: eu não joguei os do meio. O último que joguei foi o 1º Civilization. O II, o III e o IV eu nunca nem vi a cara.
E aí, talvez por causa disso, eu não sei como é que eram os anteriores, e na verdade nem lembro direito do primeiro. Mas de cara não gostei das fases serem sempre aletaórias e não ter uma campanha para seguir. O gerador aleatório é sempre legal, mas eu gosto de ir avançando aos poucos e ir levando o jogo por vários meses. Vide o Caesar acima, que primeiro te fazia criar uma cidade com 100 habitantes, depois 1.000 e comida, depois etc, até que no final, várias fases depois, você tem que gerenciar uma porrada de detalhes de cabeça.
Então comecei o jogo (sem ler o manual, claro) achando que seria uma partidinha de 15 minutos. E depois outra. E assim vai... Essa primeirinha partida levou 24 horas - com paradas para almoçar e etc, claro, que maluquice tem limite e eu não sou coreano. [e só fiz isso porque estou de férias] No final, acabei ficando sem vontade de jogá-lo novamente por umas duas semanas. Claro, isso não durou muito, e no dia seguinte fui dormir ainda mais tarde. Mas estou conseguindo controlar o vício, e não fico mais do que 1h30min jogando, porque eu também quero pôr a leitura e o cinema em dias nas férias.
É aquela desgraça de "só mais esse bonequinho...", e o relógio marcando 00:15, "só fundar mais essa cidade, para depois não esquecer qual era meu plano", e o relógio informa 1:30, "droga, mataram meu soldado, deixa só eu resolver isso", e aí... você olha de novo para o relógio, e são 4 da manhã. Ou nem olha, mas percebe que o céu está ficando claro outra vez...
Acho que vou segurar até as férias do ano que vem para comprar as expansões. Mesmo porque, tenho medo do que seja vencer o jogo usando Carnaval como arma cultural... [não estou zoando, está numa das expansões com o D. Pedro II]
O jogo, para quem não ouviu falar dele nos últimos 25 anos, é um jogo de estratégia por turnos. Você não fica no desespero tendo que correr, porque o computador está fazendo isso em paralelo, e vence quem correr mais rápido com a sua estratégia sem tempo para pensar porque o jogo está rolando - isso é um RTS, um Real Time Strategy, que são os jogos estilo Duna 2000 ou Command & Conquer [ou Futebol, se formos ficar num exemplo fora do computador]. O Civilization seria um TBS (se é que existe a sigla), um Turn-Based Strategy. Querem o exemplo mais famoso desse tipo de jogo: o Xadrez. Claro, com muito mais complicação do que só andar as peças.
No Civilization, quando é a sua vez você tem todo o tempo do mundo para pensar no que fazer e gerenciar tudo que você quiser, andar com suas peças (até um certo limite, claro), atacar, definir as políticas, o que suas cidades fabricarão, se você prefere minerar ouro ao invés de produzir ostras, se vai subornar um país para ele atacar outro, e tudo o mais, e o jogo fica parado enquanto você faz tudo isso. Em compensação, quando é a vez dos outros jogadores, você não pode fazer nada.
Claro, se te atacam, o computador calcula a vitória com bases nos pontos de cada envolvido (e um tiquinho de aleatoriedade). Então você também não precisa se preocupar se um selvagem vier atacar seu helicóptero com uma clava. VOCÊ não vai poder fazer nada, você só vai poder mexer quando for a sua vez, mas, nesse caso, o computador vai calcular que o bonequinho do oponente será massacrado e a sua unidade mal será arranhada. Isso tudo com animaçõeszinhas do massacre, que isso aqui não é Elifoot.
E a medida que o jogo avança, a História mundial avança junto. Se no começo você só tem uns brutos e uns arqueiros para brincar, no final você já pode lançar mísseis atômicos de porta-aviões. Se fazer vinho já é um baita avanço no começo, no final do jogo você já está destruindo cidades com o o B-2 para roubar as reservas de urânio deles. E nem há como ficar parado. "Ah, mas eu queria jogar só na idade média..." De tempos em tempos você é obrigado a escolher o que você pesquisará. De repente você prefere dar ênfase a cultura, ou prefere desenvolver armas de fogo logo, é com você. Mas se você não morrer antes (ou perder por algum outro motivo), todos chegarão até a tecnologia especial, tendo que ter desenvolvido tudo no caminho.
Você também pode escolher que governante você quer ser, cada um alguma vantagem. O tanque dos alemães é melhor, os navios da Inglaterra andam mais, os árabes lucram mais com rotas comerciais, e o Brasil tem o samba!! [é o telecoteco, é o balacobaco...] E assim vai.
Isso tudo estou só explicando o jogo. Opinião sobre ele... Eu adorei o maldito. É jogo para quem já tem a bunda reta e paciência de Jó. Acho que só tenho duas reclamações. Uma eu já disse, que é não ter nenhuma campanha gradativa. A outra é que jogar em modo arquipélago não tem graça, fica muito fácil. O computador nunca tem a manhã de sair criando colônias e partir para a porrada marítima. ele fica preso na sua ilha, soltando bravatas de que vai me atacar... Mas sou em quem tenho 5 ou 6 ilhas, produzindo de tudo, domínio dos mares e o escambau. E ele fica lá, fabricando soldadinhos...
Tentei algumas vezes, numa delas defini um mapa grande, de 6 ou 8 jogadores (podia ter sido ainda maior, mas eu também não queria uma partida monstruosa) mas só deixei 2 oponentes. E mesmo assim... Eles ficaram lá, literalmente, ilhados. Vou fazer uma última tentativa depois, definindo dificuldade máxima. Tenho a impressão de que vou perder sendo atacado por selvagens, mas não pelos outros países.
Jogar no mapa 'modo Pangea' acaba sendo mais interessante, porque fica "fácil" para todos e fácil de te olharem torto (minha tática de sufocar os outros geograficamente sempre causa raiva nos outros bonequinhos). E há outros modos também e várias configurações possíveis. O mais legal visualmente é jogar com o mapa da Terra, que assim você fica parecendo War.
Taí, algo que não fiz, pois só joguei contra o computador. Mas colocar 4 pessoas numa mesa, jogando em rede, cada uma sem olhar o monitor do outro, deve ficar divertido. Nada de "negociar" com o computador calculando valores, você poderá pedir ajuda diretamente, ou gritar com o cara se ele romper um tratado ou estiver cobrando caro demais para negociar alumínio, por exemplo. [o problema é que se uma partida de War já demora mais do que devia...]
Mas é isso, falei tanto que quase quase virou uma postagem só sobre o Civilization.
Terminando de vez, como eu realmente gosto de ficar explodindo bolinha, agora estou jogando Sparkle, da 10tons (trailer) Obs.: o trailer mostra o jogo num telefone, mas tem para PC também.
Ele é o mesmo esquema do Zuma (lançador parado). É estranho um jogo nesse estilo que não marca os pontos (você ganha vidas em momentos certos). Ele não é tão difícil e os cenários são bem pobrinhos (parece coisa da época do 386). Mas... É divertido.
A física dele é legal (dependendo de como você exploda, as bolas são "arremessadas" longe). Não tem aquela moleza das bolinhas entrarem rápido e diminuírem em seguida (elas continuam no mesmo ritmo). O power-up dos vagalumes (ou seja lá o que forem) é legal (dá uma ajuda, sem facilitar demais). A trilha sonora parece Danny Elfman. E nele surgiu com uma inovação interessante: você escolhe um "amuleto" que te dará algum tipo de facilidade, e aquela é a única vantagem que você terá. Se você prefere lançar as bolas rapidamente, coloca o amuleto disso (antes da partida começar, claro, você não pode trocar no meio), mas se prefere dar ênfase a pegar os poderes, aí tem outro amuleto (mas usando ele, aí suas bolinhas voltam a ser lentas), e assim por diante. Uma inovação que complica é ele mostrar as DUAS bolinhas seguintes que virão, mas você só pode trocar por 1, como sempre, só que ficar vendo a outra dá um nó na cabeça e sempre acho que é aquela a seguinte e faço besteira. Mas acostuma-se.
Nada que um pouco de prática não resolva. Ao contrário do I Wanna Be the Guy, que eu nunca nem passei da segunda tela...
domingo, 24 de fevereiro de 2013
24 meses de jogos no PC
É isso aí... faz tanto tempo que não resenho jogo, que vou fazê-lo de uma só vez para tudo que joguei nos últimos 2 anos e que não tenha tido a própria postagem, como o Rage ou Duke Nukem Forever [que ainda está em rascunho]. OBS: tudo PC, não jogo video-game desde o Atari 2600.
Comentário making-off: comecei a postagem como "Doze meses de jogos", mas no meio vi que era muita coisa, e eu não jogo tanto assim (demoro bem para terminar cada um); chutei 2 anos então. Não tenho idéia do tempo real que levei.
The Walking Dead, Telltale
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: escapar vivo de um mundo dominado por zumbis e gente ruim. Importante: é jogo de aventura, você anda, conversa, resolve coisas, faz amizades (ou não). Não é só sair desmiolando mortos-vivos com sua bereta (mal tem isso no jogo).
Jogo ganhador de vários prêmios do tipo "o melhor do ano". E talvez tenham sido merecidos mesmo. É muito bom. Mesmo estilo do Sam & Max, mas com muito mais decisões morais. E todas tendo que ser tomadas sem tempo para pensar.
Só estejam com seu inglês em dia, por não ter percebido (na pressa) a nuance de uma frase no começo do jogo, escolhi uma opção que fez o cara de bigode me olhar torto metade do jogo. Pô, nem foi de propósito, e na hora não me ocorreu que eu podia ter voltado um pouco o jogo sem recomeçar a fase inteira. Mas atentem: não dá para ficar nessa de salvando, testando, voltando e refazendo não. O jogo salva quando ele quer e ponto final. Talvez para desmotivar esse tipo de malandragem.
Ótimo jogo, mesmo que você não seja fã de zumbis.
E joguem também Sam & Max!
The Elder Scrolls V: Skyrim, Bethesda
(wikipedia / trailer) [sem link para o site oficial pq ele é muito ruim]
História: salvar o mundo de dragões homicidas e vencer uma guerra, tudo isso enquanto passeia pelo lugar explorando e fazendo dinheiro para comprar armas e roupas melhores.
Gigante! Cacete... É muito grande! [uia!] Vejam essa musiquinha e esqueçam do mundo por muitas horas. Muitas! E olha que meio que desisti de fazer tudo. Não sou muito fã de jogar várias vezes, cada uma com um alinhamento ("Sou bonzinho, e só farei coisas caridosas e limparei o mal do mundo"). Não... A velhinha me pede para salvar o gatinho... Eu mato 50 orcs piratas mágicos e salvo o gatinho. [isso é um exemplo, não aconteceu no jogo] Mas a Guilda dos Assassinos me pede para matar uma noiva inocente, no seu discurso de casamento [isso aconteceu]... "Missão dada é missão cumprida!" E não é que eu seja um cara mal... É que sei que nunca terei o saco de recomeçar o jogo todo de novo, mas agora sendo bandido... Depois recomeçar sendo ninja... Depois rejogar sendo uma margarida! Não, já que o jogo permite, faço tudo de uma vez e pronto.
Em Fallout não dava, então eu seguia minha consciência. Até comecei a rejogar uma vez, sendo o maior dos filhas da puta... Mas matar todo mundo de forma inconseqüente é divertido por alguns minutos, não para refazer o jogo inteiro. Pelo menos vi o que acontece se você NÃO desarmar o explosivo na cidadezinha com uma bomba atômica encravada no meio.
Voltando ao Skyrim, pelo menos posso me orgulhar de não ter feito nenhuma missão de cortar madeira. Nem me pediram. Mas putz... O que eu tive que fazer de cordãozinho e anel, só para botar feitiço e depois vender (ou jogar fora), só para aumentar meu % de Encantamento...rs!!! [em compensação, fiquei com um arco foda quando finalmente pude colocar 2 feitiços nele] [alguém, me mate... por favor!]
Falemos de problemas. Algo que poderia mudar nesta série no futuro (ou voltar, não sei como era isso antes do Oblivion) seria justamente criar um senso de responsabilidade ou de urgência. Se a mocinha na floresta pede minha ajuda para achar o marido, eu até tenho a opção de responder "Vai se catar que tenho coisas mais importantes para fazer."
Mas isso é mentira. A opção está lá só para se você quiser ser babaca. Agora... Se eu resolvesse ajudar a mocinha e a história do jogo NÃO PARASSE enquanto isso, minhas decisões teriam peso.
De repente, no tempo que eu levei até descobrir que o cara morreu no fundo de uma caverna, só para avisar a garota que ela agora é viúva... Uma cidade inteira poderia ter sido destruída. Ou não. Ou a mulher pode ficar grata pela ajuda desinteressada e me dar algum poder único no jogo. Ou não também, e só ficar lá chorando. As decisões tinham que ter alguma utilidade e conseqüência. E não apenas "Num momento X do jogo você pode entrar no exército A ou B." e daí em diante algumas missões serão diferentes.
OBS: não terminei o jogo ainda, acabei de passar dessa parte acima. Não podia continuar o jogo e organizar uma reunião entre os 2 lados em guerra sem me juntar à algum deles (os Imperiais ou os insurgentes). Eu não queria fazer inimizades, mas as missões paralelas estavam cansando (missões de ladrões, de assassinos, e as da mocinha lobisomem que só fica me pedindo para matar bicho).
Voltando ao problema do tempo, se alguém me pede para entregar uma carta para o filho no outro lado do continente, numa viagem de dias, eu deveria me sentir compelido a NÃO fazer aquilo instantaneamente, e me programar para entregar a carta só quando eu estivesse passando pela região. Como o jogo é agora, eu posso gastar 5 dias (de dentro do jogo) para entregar o papel, voltar (mais 5 dias), avisar o cara "Tudo certo, entreguei o cartão de Boas Festas para o seu filho" só para ganhar 10 moedinhas, e, nesses 10 dias... O MUNDO PAROU. A guerra NÃO seguiu em frente e dezenas de pessoas NÃO morreram porque eu fui relapso em evitar ataques de dragões. E nem em momento algum irá aparecer na tela "VOCÊ PERDEU! Sua incompetência generalizada em salvar o mundo causou a destruição do planeta" Ok, até chegar ao ponto de aparecer essa mensagem você teria que ser muito ruim e já estar andando num cenário de cinzas. Mas deveria existir a possibilidade. Não existe.
Outra coisa é que o jogo entrega as coisas muito facilmente, não te deixa parar para pensar "O que eu faço agora?". Tem uma parte do jogo que eu prendo um dragão e preciso descobrir um endereço com ele. Ele responde: "O único jeito de você chegar lá é voando. Solte-me, que te levo. Pode confiar."
Novamente, o jogo me dá opções de respostas como estas:
A) "Nunca! Maldito lagarto voador!"
B) "Mas como eu posso acreditar em você, dragão?"
C) "Sério? Sempre quis voar. Partiu!"
Só que o computador atualiza minha missão para "Monte o dragão e vá até o lugar". Putz... Então É ÓBVIO que eu posso confiar nele. E toda a conversa é irrelevante.
Minha missão tinha que ser "Chegue no lugar" e aí... na conversa acima as opções realmente teriam utilidade. Eu podia matar o bicho e me ferrar procurando o lugar a pé (mas ter como chegar lá assim). Poderia tentar entrar num acordo. Ou poderia acreditar nele, e, aleatoriamente, ou o bicho me levar lá mesmo... Ou me soltar numa cratera com 5 dragões e sair rindo (ou seja, eu não devia ter confiado nele).
Além do jogo entregar muito facilmente o que tenho que fazer e não me dar nenhuma senso de dever, há também problemas técnicos. Muitos bugs aqui e ali (que eu vejo soluções pela internet, como um cara que me manda entrar na sala dele, mas não abre a porta, ou o computador me mandar ir perguntar algo para um sujeito e a pergunta não aparecer nas opções) [obs: os patches corrigem boa parte dos problemas, mas como sempre criam novos, eu prefiro ficar com os antigos e arranjar soluções paralelas, via console], e alguns problemas de, digamos, planejamento: há horas ou muito difíceis, que você precisa ficar maceteando, ou você é bem mais poderoso e vai de peito aberto sem nem se preocupar. E seus companheiros são idiotas. São bons só para você carregar mais coisas e depois vender, mas agora que já tenho dinheiro para cacete no jogo, deixo eles em casa. Até casei com a mocinha de rosto pintado estilo Coração Valente, mas larguei ela em casa também (assim a Lydia tem com quem conversar).
Sobre a burrice e ficar maceteando... A programação dos inimigos chega a irritar. Vejam esse vídeo. Isso acontece! O cara pode ter uma flecha encravada na testa, mas se você se esconder, o sujeito fala "Ah, deve ter sido minha imaginação..." e volta aos seus afazeres. Porra! É uma FLECHA! ENCRAVADA! NA TESTA! O sujeito pode até não te achar (já que você está escondido), você pode até flechá-lo novamente com direito ao bônus de furtividade (porque você está escondido), mas o cara voltar à comer o café da manhã [aconteceu!] é demais!
Mas falemos de algo mais importante. Os ursos! Ah, os ursos! Minha diversão no jogo: me esgueirar perto dos que dormem em montanhas, e dar o "grito empurrador" neles abismo ou barranco abaixo! Muito bom. Sempre divertido. Com tigres não tem a mesma graça, ursos são gordinhos e fofos. E pelo jeito, não sou o único maluco: link e link (o 1º é melhor, e depois desses, achei vários outros).
Por falar em diversão, para verem como é a jogabilidade, seguem abaixo os episódios do Nerdplayer sobre o tema. Talvez sejam mais engraçados para quem jogou, mas são muito bons: Episódio 1 -- Ep.2 -- Ep.3 -- Ep.4 -- Ep.5 -- Ep.6
Limbo, Playdead
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: Chegue ao final do... hummm... limbo (?) para... eeerr... e aí... E tem uma aranha gigante e lesmas brilhantes... E aí você chega na... onde tem água e engrenagens. O enredo oficial diz que você está em busca da sua irmã, mas nada no jogo te diz isso. Não importa. Quem aqui jogou Mario pensando no bem-estar da monarquia? Pois então...
Ouvi falar faz muito tempo do jogo. Lembro de Jovem Nerd falando disso em algum podcast, vi elogios por aí... Mas só fui jogar faz quase 1 ano. E levei uma eternidade (sei lá, meses), não por ser muito difícil, mas que estava tão bom, que não queria só acabar logo. Jogava. Resolvia um quebra cabeça, e parava ali. Ia dormir satisfeito, feliz com minha inteligência e com a sinistralidade do jogo.
Ou... Não resolvia o mistério, e ficava preso lá... Achando-me uma anta. Mas não vi nenhum solução via Youtube. Fiquei preso algumas semanas em algumas partes. (OBS: jogava só na hora de dormir e raramente mais de umas 2 vezes por semana). Olhando, olhando... E morrendo das mais dolorosas formas possíveis.
Jogo excelente. Lindo de ver. E com um final vago, mezzo-incompreensível mezzo-trágico, que pode deixar a história ainda mais bonita dependendo de como você o interprete.
Dishonored, Bethesda
(wikipedia / site oficial / trailer foda / trailer recente)
História: falsamente acusado de matar a imperatriz, você precisa escapar e resolver toda a situação. Ou matando todos em seu caminho, ou na moita, sem ninguém perceber. Isso tudo numa cidade steampunk, infestada de ratos, com pouca munição e alguns poderes mágicos.
Detalhe, quando vi o trailer acima (o com a música espetacular, e não o recente, adoro esses remixes macabros de temas infantis), achei que quem iria se vingar e matar todos fosse a garota, já adulta. Pô, "And up, SHE rises!", e encaixaria no tema e com a voz da cantora. Mas a verdade é que a canção já era com "she" muito antes do jogo. E eu sabia disso, mas teria ficado legal de qualquer jeito - e a vingança seria muito mais vingativa. Ao invés da história se passar toda em poucos dias e os poderes mágicos aparecerem do nada, teriam sido anos de treinamento, sacrifícios pessoais e acordos com o oculto para, só então, estar preparada.
Mas por falar nos remixes macabros, vale relembrar o antigo trailer do Dead Space. Se nunca conheceu ou esqueceu (faz 5 anos), veja.
Dishonored foi o último desta postagem que terminei [ontem]. Excelente! Joguei inteiro numa pausa do Skyrim. Tem lá suas falhas... Matei uma cortesã por acidente andando na direção dela. Eu só estava tentando fazê-la sair do caminho... E aí, sei lá... Acho que ela bateu com a cabeça na sacada ou tinha alguma condição cardíaca e infartou! Droga, quase consegui passar aquela fase inteira sem matar ninguém. Bug do jogo.
Mas muito legal. Para quem fica boa parte do tempo em Skyrim se encolhendo nos cantos, um jogo feito para - ou melhor, que dá a opção - de você passar o jogo inteiro assim... Pode parecer horripilante para quem quer ação... Mas eu me diverti bastante. Mas quem quiser só sair matando, o jogo oferece opções bem divertidas. Alguns exemplos aqui (veja o nº10 também) e tem muito mais no Youtube.
Claro, na fase dos assassinos no bairro alagado, bateu o Dia de Fúria... Pô, era eles ou eu! Soldados davam pena de matar... Eram só servidores públicos fazendo seu trabalho. Mas assassinos de uma gang... Quis nem saber que ia piorar meu % de caos... Mereciam. [e também era mais fácil] Matei a maior parte deles com flechas incendiárias por pura diversão. Burn, motherfucker, burn! Menos o chefe, esse eu não matei só para terminar a fase cumprindo a missão como Não-Letal. Mas isso deu trabalho.
Só foi pena que não vi como não matar a moça na festa... Se bem que pelo jeito ela não seria muito feliz da outra forma. (vi qual era a solução não-fatal no Youtube depois) Mas ok. Para quem matou uma mocinha no próprio casamento em Skyrim...
Ah, linkando o Nerdplayer no Skyrim, vi que tem um episódio desse aqui também lá. Não é tão bom, mas dei boas risadas. Tomem o link para vocês.
Call of Duty: World at War, Activision
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: mate soldados inimigos na Segunda Guerra Mundial.
Putz... Por duas vezes, ao entrar no jogo, descobri que todos os saves foram para o cacete! Na primeira eu vi um cheat na internet e voltei para onde estava. Na segunda... Estou nela até hoje, estou esperando ter saco de voltar no jogo. Nunca voltei porque ele é meio chatinho. Diverte, mas não dá aquele estalo de "putz, quero continuar jogando" que qualquer um dos jogos acima teve. Servia para entrar, dar uns tiros e matar alguns NPCs nazistas, e 30 minutos depois ir fazer algo útil. O mais fraco da série até o momento. Até o anterior (sei lá... sempre confundo esse com o Medal of Honor), que era guerra moderna foi melhor. O Airborne do MoH foi bem melhor.
OBS: sim, eu sei que estou desatualizado e que já estão no nono Call of Duty (esse aqui é o quinto), mas esse não me inspirou a experimentar os seguintes. Sei que vou jogá-los algum dia, mas não fiquei com pressa.
Project 6014, Cedric Horner e outros fãs
(wikipedia / site oficial / trailer / abertura)
História: salve a galáxia derrotando naves 2D, vendendo minérios e ouvindo muita zuação em conversas com aliens.
Eu amo esses caras! Uma continuação para um dos meus jogos preferidos e 17º melhor de todos os tempos pela IGN em 2005.
O Star Control foi um dos primeiros jogos que conheci no PC. Ele nem tinha uma história linear, lembro de várias pequenas missões em que você precisava escolher o melhor caminho, criar colônias para te ajudar, e então atacar. Resolvi jogar o Sins of a Solar Empire (jogo mais abaixo) justamente por ele me lembrar o 1º Star Control. E além disso, uma das opções do jogo era montar times rivais e partir logo para a porrada (na época eu tinha um esquema de cabeça, e sabia exatamente qual era a melhor nave para enfrentar qual).
Um tempo depois, em 1992, surgiu o Star Contro II, com uma liberdade de movimento e humor que não existiam em jogos da época. (ou nada que eu conhecesse pelo menos), e agora com uma história linear. Você simplesmente podia ir para onde quisesse. Claro, não chegava a ser um jogo de mundo aberto, e no final, se você não fizesse as coisas certas, perdia. Mas você podia fazer seu próprio caminho e... importante, com a história se desenrolando em paralelo. Nada de ficar passeando e o universo te esperar. [toma essa, Skyrim!] Numa das vezes que joguei, uma das raças foi aniquilada antes de eu conseguir falar com eles (e sobrou conversar com o parasita). Também perdi outra vez (ou seja, a Terra foi destruída) por não ter feito todos os contatos e descoberto tudo que precisava a tempo. E os contatos com os alienígenas era a melhor parte, era muita zueira dos criadores do jogo.
Bem, poderia ficar o dia todo tentando convencê-los da maravilha que o jogo é. Mas o jogo acabou deixando tantas viúvas além de mim, que 10 anos depois surgiu o The Ur-Quan Masters, que nada mais era que o mesmo jogo, refeito por fãs para rodar no Windows, que pode ser gratuitamente baixado. E acabaram de fazer uma nova versão deste, agora com gráficos de alta definição, gratuito também (site, trailer).
Isso tudo explicado, Project 6014 é a continuação, feitas por fãs, para Star Control II.
O jogo está sendo feito desde 2010 e até o momento só teve versões demo. Mas adorei a idéia. Já joguei a demo e gostei do que vi. Os gráficos estão melhores, mas nem tanto, então ainda tem o ar retrô do original. E tomara que permaneça na versão final, mas encontrei um planeta habitado por beholders de Doom. Pequenas coisas como essa aqui e ali são a graça da franquia. Esperarei ansioso pela conclusão do jogo.
Baixem gratuitamente no site oficial. E como o jogo mal existe e, dele mesmo, não tenho muito o que escrever, segue uma resenha de outro blog.
Ah, detalhe, até mesmo para vocês pegarem a piada no trailer. O Star Contro II *teve* uma continuação. Mas o Star Control 3 não foi criado pelos mesmos caras, e é simplesmente errado em tudo. É o Highlander 2 da série Star Control. Ignorem. É pior que isso até, porque Highlander 2 ainda dá para assistir. SC3 não deu para jogar.
Sins of a Solar Empire: Trinity, Stardock
(wikipedia / site oficial / cenas e review)
História: Minere, colonize, expanda sua esfera de influência, desenvolva tecnologias bélicas, sociais ou exploratórias, crie uma armada, e no final, através da força ou diplomacia, domine todos os planetas de um sistema solar.
Legal. Muito bonito. Interface boa e intuitiva. Mas depois de entender o esquema com algumas partidas experimentais [outra forma de dizer que fui massacrado por não ter lido o manual] e de umas três partidas decentes que levaram muitas horas para terminar... Não me interessei muito em jogar outras. O pecado do jogo foi as fases não irem se acumulando, com uma história que vá ficando cada vez mais difícil. Não. São todas fases soltas mas, diferente do Star Control 1 lá em cima, basicamente iguais e do mesmo nível de dificuldade. Acabou dando aquela sensação de "já joguei uma, agora daqui para frente é tudo igual". Pena.
O jogo tem até o momento 3 expansões: uma voltada mais para o lado diplomático, outra para a defesa, e a última para a guerra civil (o Trinity é o pacote com as duas primeiras embutidas). São várias raças com naves diferentes, cenários mais complicados e etc, há até modificações de fãs que permitem tudo ficar com cara de Guerra nas Estrelas, por ex., mas ainda assim, para mim, caiu no mesmo problema de rejogar Skyrim: não quero fazer a mesma coisa... de um jeito diferente, depois a mesma coisa outra vez de outro jeito, e entrar em loop. Voltarei a jogar Sins outras vezes ainda, mas esperarei mais alguns meses para a próxima partida. Mas não me entendam mal, recomendo. Tanto que ao invés do trailer lá em cima, coloquei um review apaixonado, que é para ver se não desanimava vocês.
Battle vs. Chess, TopWare Interactive
(wikipedia / site oficial / trailer)
História: encurrale o rei inimigo.
Bonitinho para jogar xadrez padrão contra a máquina, e tinha uns quebra-cabeças de destruir pedrinhas coloridas em X movimentos que achei bem legais. Mas as animações, ainda que bem feitas, se levavam "a sério"; só que eu estava atrás de algo mais divertido, como o primeirão dos Battle Chess, lááááá da época do XT! Queria me divertir com as mortes, e não só ver bonecos genéricos à lá Diablo se matando de forma genérica. E simplesmente reinstalar o Battle Chess clássico ou o 4000 não teria nenhuma novidade.
Amnesia: The Dark Descent, Frictional Games
(wikipedia / site oficial e trailer)
História: você acorda numa masmorra, de um antigo casarão, descobre que não tem memória (e que foi você mesmo quem a apagou), e tem que se virar, porque... você... não está sozinho!
Não sei como defini-lo. Seria o jogo um FPH: First Person Horror? [na verdade, lendo os links, o estilo se chama Survival Horror]
Muito bom. Da mesma galera que fez o Penumbra. Mas dei uma parada e acabei esquecendo de voltar. Fica sendo meta para 2013 junto com Alice 2 e Farcry 3. Importante: influências lovecraftianas! E bom para jogar no escuro. Podem jogar o Penumbra também. É antigo e curto, mas bem interessante.
Ah, Angry Birds Star Wars e Piglantis foram só interessantes. Arremessar coisas é divertido (jogo isso desde Gorillas e Scorched Earth até o Camelot Smashalot), mas a empresa do Angry Birds está precisando inventar algo novo e bem diferente, senão, vai morrer estilo Arquivo X, com todo mundo cansado e desinteressado nas "novidades".
E o Bad Piggies, a não muito boa tentativa deles fazerem o que acabei de falar, com os porquinhos construtores, pecou por permitir todo tipo de solução "errada". Pô, eu nem me esforçava mais quando via que podia fazer algo errado, que explodiria ou simplesmente cairia, e faria eu chegar onde precisava. Eles tinham que ter nos forçado a bolar algo que funcionasse direito para cada desafio. Varias soluções possíveis, algumas melhores outras piores, claro, mas não ficar me despedaçando ou explodindo em diferentes ângulos (ou construindo a única coisa possível e acertando de primeira, sem nenhum esforço mental). Acabou que as melhores fases eram os desafios soltos, mas só pela zuação de ficar fazendo experiências, nem tanto pela solução do desafio.
E pronto! Deu mais trabalho do que pensei, mas terminei a postagem! Agora vou continuar jogando Skyrim (acho que levo mais uns 2 ou 3 meses nele) e arranjar algum outro menorzinho para jogar em paralelo. Alguma continuação de Luxor ou algo mais rápido e rasteiro no estilo. Talvez rejogar algum dos C&C de antes de estragarem a franquia no quarto jogo (muito, muito ruim). O Generals ou o terceiro de repente.
Comentário making-off: comecei a postagem como "Doze meses de jogos", mas no meio vi que era muita coisa, e eu não jogo tanto assim (demoro bem para terminar cada um); chutei 2 anos então. Não tenho idéia do tempo real que levei.
The Walking Dead, Telltale(wikipedia / site oficial / trailer)
História: escapar vivo de um mundo dominado por zumbis e gente ruim. Importante: é jogo de aventura, você anda, conversa, resolve coisas, faz amizades (ou não). Não é só sair desmiolando mortos-vivos com sua bereta (mal tem isso no jogo).
Jogo ganhador de vários prêmios do tipo "o melhor do ano". E talvez tenham sido merecidos mesmo. É muito bom. Mesmo estilo do Sam & Max, mas com muito mais decisões morais. E todas tendo que ser tomadas sem tempo para pensar.
Só estejam com seu inglês em dia, por não ter percebido (na pressa) a nuance de uma frase no começo do jogo, escolhi uma opção que fez o cara de bigode me olhar torto metade do jogo. Pô, nem foi de propósito, e na hora não me ocorreu que eu podia ter voltado um pouco o jogo sem recomeçar a fase inteira. Mas atentem: não dá para ficar nessa de salvando, testando, voltando e refazendo não. O jogo salva quando ele quer e ponto final. Talvez para desmotivar esse tipo de malandragem.
Ótimo jogo, mesmo que você não seja fã de zumbis.
E joguem também Sam & Max!
The Elder Scrolls V: Skyrim, Bethesda(wikipedia / trailer) [sem link para o site oficial pq ele é muito ruim]
História: salvar o mundo de dragões homicidas e vencer uma guerra, tudo isso enquanto passeia pelo lugar explorando e fazendo dinheiro para comprar armas e roupas melhores.
Gigante! Cacete... É muito grande! [uia!] Vejam essa musiquinha e esqueçam do mundo por muitas horas. Muitas! E olha que meio que desisti de fazer tudo. Não sou muito fã de jogar várias vezes, cada uma com um alinhamento ("Sou bonzinho, e só farei coisas caridosas e limparei o mal do mundo"). Não... A velhinha me pede para salvar o gatinho... Eu mato 50 orcs piratas mágicos e salvo o gatinho. [isso é um exemplo, não aconteceu no jogo] Mas a Guilda dos Assassinos me pede para matar uma noiva inocente, no seu discurso de casamento [isso aconteceu]... "Missão dada é missão cumprida!" E não é que eu seja um cara mal... É que sei que nunca terei o saco de recomeçar o jogo todo de novo, mas agora sendo bandido... Depois recomeçar sendo ninja... Depois rejogar sendo uma margarida! Não, já que o jogo permite, faço tudo de uma vez e pronto.
Em Fallout não dava, então eu seguia minha consciência. Até comecei a rejogar uma vez, sendo o maior dos filhas da puta... Mas matar todo mundo de forma inconseqüente é divertido por alguns minutos, não para refazer o jogo inteiro. Pelo menos vi o que acontece se você NÃO desarmar o explosivo na cidadezinha com uma bomba atômica encravada no meio.
Voltando ao Skyrim, pelo menos posso me orgulhar de não ter feito nenhuma missão de cortar madeira. Nem me pediram. Mas putz... O que eu tive que fazer de cordãozinho e anel, só para botar feitiço e depois vender (ou jogar fora), só para aumentar meu % de Encantamento...rs!!! [em compensação, fiquei com um arco foda quando finalmente pude colocar 2 feitiços nele] [alguém, me mate... por favor!]
Falemos de problemas. Algo que poderia mudar nesta série no futuro (ou voltar, não sei como era isso antes do Oblivion) seria justamente criar um senso de responsabilidade ou de urgência. Se a mocinha na floresta pede minha ajuda para achar o marido, eu até tenho a opção de responder "Vai se catar que tenho coisas mais importantes para fazer."
Mas isso é mentira. A opção está lá só para se você quiser ser babaca. Agora... Se eu resolvesse ajudar a mocinha e a história do jogo NÃO PARASSE enquanto isso, minhas decisões teriam peso.
De repente, no tempo que eu levei até descobrir que o cara morreu no fundo de uma caverna, só para avisar a garota que ela agora é viúva... Uma cidade inteira poderia ter sido destruída. Ou não. Ou a mulher pode ficar grata pela ajuda desinteressada e me dar algum poder único no jogo. Ou não também, e só ficar lá chorando. As decisões tinham que ter alguma utilidade e conseqüência. E não apenas "Num momento X do jogo você pode entrar no exército A ou B." e daí em diante algumas missões serão diferentes.
OBS: não terminei o jogo ainda, acabei de passar dessa parte acima. Não podia continuar o jogo e organizar uma reunião entre os 2 lados em guerra sem me juntar à algum deles (os Imperiais ou os insurgentes). Eu não queria fazer inimizades, mas as missões paralelas estavam cansando (missões de ladrões, de assassinos, e as da mocinha lobisomem que só fica me pedindo para matar bicho).
Voltando ao problema do tempo, se alguém me pede para entregar uma carta para o filho no outro lado do continente, numa viagem de dias, eu deveria me sentir compelido a NÃO fazer aquilo instantaneamente, e me programar para entregar a carta só quando eu estivesse passando pela região. Como o jogo é agora, eu posso gastar 5 dias (de dentro do jogo) para entregar o papel, voltar (mais 5 dias), avisar o cara "Tudo certo, entreguei o cartão de Boas Festas para o seu filho" só para ganhar 10 moedinhas, e, nesses 10 dias... O MUNDO PAROU. A guerra NÃO seguiu em frente e dezenas de pessoas NÃO morreram porque eu fui relapso em evitar ataques de dragões. E nem em momento algum irá aparecer na tela "VOCÊ PERDEU! Sua incompetência generalizada em salvar o mundo causou a destruição do planeta" Ok, até chegar ao ponto de aparecer essa mensagem você teria que ser muito ruim e já estar andando num cenário de cinzas. Mas deveria existir a possibilidade. Não existe.
Outra coisa é que o jogo entrega as coisas muito facilmente, não te deixa parar para pensar "O que eu faço agora?". Tem uma parte do jogo que eu prendo um dragão e preciso descobrir um endereço com ele. Ele responde: "O único jeito de você chegar lá é voando. Solte-me, que te levo. Pode confiar."
Novamente, o jogo me dá opções de respostas como estas:
A) "Nunca! Maldito lagarto voador!"
B) "Mas como eu posso acreditar em você, dragão?"
C) "Sério? Sempre quis voar. Partiu!"
Só que o computador atualiza minha missão para "Monte o dragão e vá até o lugar". Putz... Então É ÓBVIO que eu posso confiar nele. E toda a conversa é irrelevante.
Minha missão tinha que ser "Chegue no lugar" e aí... na conversa acima as opções realmente teriam utilidade. Eu podia matar o bicho e me ferrar procurando o lugar a pé (mas ter como chegar lá assim). Poderia tentar entrar num acordo. Ou poderia acreditar nele, e, aleatoriamente, ou o bicho me levar lá mesmo... Ou me soltar numa cratera com 5 dragões e sair rindo (ou seja, eu não devia ter confiado nele).
Além do jogo entregar muito facilmente o que tenho que fazer e não me dar nenhuma senso de dever, há também problemas técnicos. Muitos bugs aqui e ali (que eu vejo soluções pela internet, como um cara que me manda entrar na sala dele, mas não abre a porta, ou o computador me mandar ir perguntar algo para um sujeito e a pergunta não aparecer nas opções) [obs: os patches corrigem boa parte dos problemas, mas como sempre criam novos, eu prefiro ficar com os antigos e arranjar soluções paralelas, via console], e alguns problemas de, digamos, planejamento: há horas ou muito difíceis, que você precisa ficar maceteando, ou você é bem mais poderoso e vai de peito aberto sem nem se preocupar. E seus companheiros são idiotas. São bons só para você carregar mais coisas e depois vender, mas agora que já tenho dinheiro para cacete no jogo, deixo eles em casa. Até casei com a mocinha de rosto pintado estilo Coração Valente, mas larguei ela em casa também (assim a Lydia tem com quem conversar).
Sobre a burrice e ficar maceteando... A programação dos inimigos chega a irritar. Vejam esse vídeo. Isso acontece! O cara pode ter uma flecha encravada na testa, mas se você se esconder, o sujeito fala "Ah, deve ter sido minha imaginação..." e volta aos seus afazeres. Porra! É uma FLECHA! ENCRAVADA! NA TESTA! O sujeito pode até não te achar (já que você está escondido), você pode até flechá-lo novamente com direito ao bônus de furtividade (porque você está escondido), mas o cara voltar à comer o café da manhã [aconteceu!] é demais!
Mas falemos de algo mais importante. Os ursos! Ah, os ursos! Minha diversão no jogo: me esgueirar perto dos que dormem em montanhas, e dar o "grito empurrador" neles abismo ou barranco abaixo! Muito bom. Sempre divertido. Com tigres não tem a mesma graça, ursos são gordinhos e fofos. E pelo jeito, não sou o único maluco: link e link (o 1º é melhor, e depois desses, achei vários outros).
Por falar em diversão, para verem como é a jogabilidade, seguem abaixo os episódios do Nerdplayer sobre o tema. Talvez sejam mais engraçados para quem jogou, mas são muito bons: Episódio 1 -- Ep.2 -- Ep.3 -- Ep.4 -- Ep.5 -- Ep.6
Limbo, Playdead(wikipedia / site oficial / trailer)
História: Chegue ao final do... hummm... limbo (?) para... eeerr... e aí... E tem uma aranha gigante e lesmas brilhantes... E aí você chega na... onde tem água e engrenagens. O enredo oficial diz que você está em busca da sua irmã, mas nada no jogo te diz isso. Não importa. Quem aqui jogou Mario pensando no bem-estar da monarquia? Pois então...
Ouvi falar faz muito tempo do jogo. Lembro de Jovem Nerd falando disso em algum podcast, vi elogios por aí... Mas só fui jogar faz quase 1 ano. E levei uma eternidade (sei lá, meses), não por ser muito difícil, mas que estava tão bom, que não queria só acabar logo. Jogava. Resolvia um quebra cabeça, e parava ali. Ia dormir satisfeito, feliz com minha inteligência e com a sinistralidade do jogo.
Ou... Não resolvia o mistério, e ficava preso lá... Achando-me uma anta. Mas não vi nenhum solução via Youtube. Fiquei preso algumas semanas em algumas partes. (OBS: jogava só na hora de dormir e raramente mais de umas 2 vezes por semana). Olhando, olhando... E morrendo das mais dolorosas formas possíveis.
Jogo excelente. Lindo de ver. E com um final vago, mezzo-incompreensível mezzo-trágico, que pode deixar a história ainda mais bonita dependendo de como você o interprete.
Dishonored, Bethesda(wikipedia / site oficial / trailer foda / trailer recente)
História: falsamente acusado de matar a imperatriz, você precisa escapar e resolver toda a situação. Ou matando todos em seu caminho, ou na moita, sem ninguém perceber. Isso tudo numa cidade steampunk, infestada de ratos, com pouca munição e alguns poderes mágicos.
Detalhe, quando vi o trailer acima (o com a música espetacular, e não o recente, adoro esses remixes macabros de temas infantis), achei que quem iria se vingar e matar todos fosse a garota, já adulta. Pô, "And up, SHE rises!", e encaixaria no tema e com a voz da cantora. Mas a verdade é que a canção já era com "she" muito antes do jogo. E eu sabia disso, mas teria ficado legal de qualquer jeito - e a vingança seria muito mais vingativa. Ao invés da história se passar toda em poucos dias e os poderes mágicos aparecerem do nada, teriam sido anos de treinamento, sacrifícios pessoais e acordos com o oculto para, só então, estar preparada.
Mas por falar nos remixes macabros, vale relembrar o antigo trailer do Dead Space. Se nunca conheceu ou esqueceu (faz 5 anos), veja.
Dishonored foi o último desta postagem que terminei [ontem]. Excelente! Joguei inteiro numa pausa do Skyrim. Tem lá suas falhas... Matei uma cortesã por acidente andando na direção dela. Eu só estava tentando fazê-la sair do caminho... E aí, sei lá... Acho que ela bateu com a cabeça na sacada ou tinha alguma condição cardíaca e infartou! Droga, quase consegui passar aquela fase inteira sem matar ninguém. Bug do jogo.
Mas muito legal. Para quem fica boa parte do tempo em Skyrim se encolhendo nos cantos, um jogo feito para - ou melhor, que dá a opção - de você passar o jogo inteiro assim... Pode parecer horripilante para quem quer ação... Mas eu me diverti bastante. Mas quem quiser só sair matando, o jogo oferece opções bem divertidas. Alguns exemplos aqui (veja o nº10 também) e tem muito mais no Youtube.
Claro, na fase dos assassinos no bairro alagado, bateu o Dia de Fúria... Pô, era eles ou eu! Soldados davam pena de matar... Eram só servidores públicos fazendo seu trabalho. Mas assassinos de uma gang... Quis nem saber que ia piorar meu % de caos... Mereciam. [e também era mais fácil] Matei a maior parte deles com flechas incendiárias por pura diversão. Burn, motherfucker, burn! Menos o chefe, esse eu não matei só para terminar a fase cumprindo a missão como Não-Letal. Mas isso deu trabalho.
Só foi pena que não vi como não matar a moça na festa... Se bem que pelo jeito ela não seria muito feliz da outra forma. (vi qual era a solução não-fatal no Youtube depois) Mas ok. Para quem matou uma mocinha no próprio casamento em Skyrim...
Ah, linkando o Nerdplayer no Skyrim, vi que tem um episódio desse aqui também lá. Não é tão bom, mas dei boas risadas. Tomem o link para vocês.
Call of Duty: World at War, Activision(wikipedia / site oficial / trailer)
História: mate soldados inimigos na Segunda Guerra Mundial.
Putz... Por duas vezes, ao entrar no jogo, descobri que todos os saves foram para o cacete! Na primeira eu vi um cheat na internet e voltei para onde estava. Na segunda... Estou nela até hoje, estou esperando ter saco de voltar no jogo. Nunca voltei porque ele é meio chatinho. Diverte, mas não dá aquele estalo de "putz, quero continuar jogando" que qualquer um dos jogos acima teve. Servia para entrar, dar uns tiros e matar alguns NPCs nazistas, e 30 minutos depois ir fazer algo útil. O mais fraco da série até o momento. Até o anterior (sei lá... sempre confundo esse com o Medal of Honor), que era guerra moderna foi melhor. O Airborne do MoH foi bem melhor.
OBS: sim, eu sei que estou desatualizado e que já estão no nono Call of Duty (esse aqui é o quinto), mas esse não me inspirou a experimentar os seguintes. Sei que vou jogá-los algum dia, mas não fiquei com pressa.
Project 6014, Cedric Horner e outros fãs(wikipedia / site oficial / trailer / abertura)
História: salve a galáxia derrotando naves 2D, vendendo minérios e ouvindo muita zuação em conversas com aliens.
Eu amo esses caras! Uma continuação para um dos meus jogos preferidos e 17º melhor de todos os tempos pela IGN em 2005.
O Star Control foi um dos primeiros jogos que conheci no PC. Ele nem tinha uma história linear, lembro de várias pequenas missões em que você precisava escolher o melhor caminho, criar colônias para te ajudar, e então atacar. Resolvi jogar o Sins of a Solar Empire (jogo mais abaixo) justamente por ele me lembrar o 1º Star Control. E além disso, uma das opções do jogo era montar times rivais e partir logo para a porrada (na época eu tinha um esquema de cabeça, e sabia exatamente qual era a melhor nave para enfrentar qual).
Um tempo depois, em 1992, surgiu o Star Contro II, com uma liberdade de movimento e humor que não existiam em jogos da época. (ou nada que eu conhecesse pelo menos), e agora com uma história linear. Você simplesmente podia ir para onde quisesse. Claro, não chegava a ser um jogo de mundo aberto, e no final, se você não fizesse as coisas certas, perdia. Mas você podia fazer seu próprio caminho e... importante, com a história se desenrolando em paralelo. Nada de ficar passeando e o universo te esperar. [toma essa, Skyrim!] Numa das vezes que joguei, uma das raças foi aniquilada antes de eu conseguir falar com eles (e sobrou conversar com o parasita). Também perdi outra vez (ou seja, a Terra foi destruída) por não ter feito todos os contatos e descoberto tudo que precisava a tempo. E os contatos com os alienígenas era a melhor parte, era muita zueira dos criadores do jogo.
Bem, poderia ficar o dia todo tentando convencê-los da maravilha que o jogo é. Mas o jogo acabou deixando tantas viúvas além de mim, que 10 anos depois surgiu o The Ur-Quan Masters, que nada mais era que o mesmo jogo, refeito por fãs para rodar no Windows, que pode ser gratuitamente baixado. E acabaram de fazer uma nova versão deste, agora com gráficos de alta definição, gratuito também (site, trailer).
Isso tudo explicado, Project 6014 é a continuação, feitas por fãs, para Star Control II.
O jogo está sendo feito desde 2010 e até o momento só teve versões demo. Mas adorei a idéia. Já joguei a demo e gostei do que vi. Os gráficos estão melhores, mas nem tanto, então ainda tem o ar retrô do original. E tomara que permaneça na versão final, mas encontrei um planeta habitado por beholders de Doom. Pequenas coisas como essa aqui e ali são a graça da franquia. Esperarei ansioso pela conclusão do jogo.
Baixem gratuitamente no site oficial. E como o jogo mal existe e, dele mesmo, não tenho muito o que escrever, segue uma resenha de outro blog.
Ah, detalhe, até mesmo para vocês pegarem a piada no trailer. O Star Contro II *teve* uma continuação. Mas o Star Control 3 não foi criado pelos mesmos caras, e é simplesmente errado em tudo. É o Highlander 2 da série Star Control. Ignorem. É pior que isso até, porque Highlander 2 ainda dá para assistir. SC3 não deu para jogar.
Sins of a Solar Empire: Trinity, Stardock(wikipedia / site oficial / cenas e review)
História: Minere, colonize, expanda sua esfera de influência, desenvolva tecnologias bélicas, sociais ou exploratórias, crie uma armada, e no final, através da força ou diplomacia, domine todos os planetas de um sistema solar.
Legal. Muito bonito. Interface boa e intuitiva. Mas depois de entender o esquema com algumas partidas experimentais [outra forma de dizer que fui massacrado por não ter lido o manual] e de umas três partidas decentes que levaram muitas horas para terminar... Não me interessei muito em jogar outras. O pecado do jogo foi as fases não irem se acumulando, com uma história que vá ficando cada vez mais difícil. Não. São todas fases soltas mas, diferente do Star Control 1 lá em cima, basicamente iguais e do mesmo nível de dificuldade. Acabou dando aquela sensação de "já joguei uma, agora daqui para frente é tudo igual". Pena.
O jogo tem até o momento 3 expansões: uma voltada mais para o lado diplomático, outra para a defesa, e a última para a guerra civil (o Trinity é o pacote com as duas primeiras embutidas). São várias raças com naves diferentes, cenários mais complicados e etc, há até modificações de fãs que permitem tudo ficar com cara de Guerra nas Estrelas, por ex., mas ainda assim, para mim, caiu no mesmo problema de rejogar Skyrim: não quero fazer a mesma coisa... de um jeito diferente, depois a mesma coisa outra vez de outro jeito, e entrar em loop. Voltarei a jogar Sins outras vezes ainda, mas esperarei mais alguns meses para a próxima partida. Mas não me entendam mal, recomendo. Tanto que ao invés do trailer lá em cima, coloquei um review apaixonado, que é para ver se não desanimava vocês.
Battle vs. Chess, TopWare Interactive(wikipedia / site oficial / trailer)
História: encurrale o rei inimigo.
Bonitinho para jogar xadrez padrão contra a máquina, e tinha uns quebra-cabeças de destruir pedrinhas coloridas em X movimentos que achei bem legais. Mas as animações, ainda que bem feitas, se levavam "a sério"; só que eu estava atrás de algo mais divertido, como o primeirão dos Battle Chess, lááááá da época do XT! Queria me divertir com as mortes, e não só ver bonecos genéricos à lá Diablo se matando de forma genérica. E simplesmente reinstalar o Battle Chess clássico ou o 4000 não teria nenhuma novidade.
Amnesia: The Dark Descent, Frictional Games(wikipedia / site oficial e trailer)
História: você acorda numa masmorra, de um antigo casarão, descobre que não tem memória (e que foi você mesmo quem a apagou), e tem que se virar, porque... você... não está sozinho!
Não sei como defini-lo. Seria o jogo um FPH: First Person Horror? [na verdade, lendo os links, o estilo se chama Survival Horror]
Muito bom. Da mesma galera que fez o Penumbra. Mas dei uma parada e acabei esquecendo de voltar. Fica sendo meta para 2013 junto com Alice 2 e Farcry 3. Importante: influências lovecraftianas! E bom para jogar no escuro. Podem jogar o Penumbra também. É antigo e curto, mas bem interessante.
Ah, Angry Birds Star Wars e Piglantis foram só interessantes. Arremessar coisas é divertido (jogo isso desde Gorillas e Scorched Earth até o Camelot Smashalot), mas a empresa do Angry Birds está precisando inventar algo novo e bem diferente, senão, vai morrer estilo Arquivo X, com todo mundo cansado e desinteressado nas "novidades".
E o Bad Piggies, a não muito boa tentativa deles fazerem o que acabei de falar, com os porquinhos construtores, pecou por permitir todo tipo de solução "errada". Pô, eu nem me esforçava mais quando via que podia fazer algo errado, que explodiria ou simplesmente cairia, e faria eu chegar onde precisava. Eles tinham que ter nos forçado a bolar algo que funcionasse direito para cada desafio. Varias soluções possíveis, algumas melhores outras piores, claro, mas não ficar me despedaçando ou explodindo em diferentes ângulos (ou construindo a única coisa possível e acertando de primeira, sem nenhum esforço mental). Acabou que as melhores fases eram os desafios soltos, mas só pela zuação de ficar fazendo experiências, nem tanto pela solução do desafio.
E pronto! Deu mais trabalho do que pensei, mas terminei a postagem! Agora vou continuar jogando Skyrim (acho que levo mais uns 2 ou 3 meses nele) e arranjar algum outro menorzinho para jogar em paralelo. Alguma continuação de Luxor ou algo mais rápido e rasteiro no estilo. Talvez rejogar algum dos C&C de antes de estragarem a franquia no quarto jogo (muito, muito ruim). O Generals ou o terceiro de repente.
às
19:46
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Rage
Site oficial: RAGE (mas achei ele fraquinho, o RAGE Wiki é mais interessante), mas no oficial recomendo irem em VIDEOS e assistirem "The Sound and Art". E no Youtube acham-se outros sobre a produção também.
Duração: aprox. 20 horas -- Ano: 2011
Trailers: Mamãe eu sou Fallout (o jogo foi distribuído pela Bethesda, isso deve explicar) -- Comercial de TV (ficou bom, mas esse trecho de música conseguiu deixar legal até o teaser original do Quarteto Fantástico) -- Gameplay / Resenha (da IGN) -- E trailer final (parece pelo menos; tem a data real de lançamento, e não as datas otimistas).
Produtora: id Software (que nos trouxe Wolfenstein 3D e Doom!) (e Quake também, mas Quake não importa)
Plataformas: Windows [roda no XP!!], Mac, PS 3 e XBox 360.
Multiplayer: sim, mas nem toquei nessa parte, não falarei nada sobre ela.
Vamos lá, fazia tempo que não falava de jogo. Este me deu a curiosidade muito tempo atrás, quando saiu o chamariz conceitual [aha! inventei uma tradução para Teaser], mas esqueci dele. Outro dia vi algo sobre o jogo em algum lugar, e fui atrás.
O preço podia ter sido um pouco menor, não que a qualidade do jogo deixe a desejar, achei-a bem boa (apesar de não conseguir ligar o anti-alias sem o jogo travar), o problema é que achei o jogo curto. Terminei em 3 ou 4 finais de semana [de segunda a sexta só tenho tempo para joguinhos rápidos tipo o Limbo ou Luxor]. O jogo marca o tempo que você ficou nele e eu o completei em 22 horas nem um pouco corridas, passeando* pelo lugar. [*mais sobre isso daqui a pouco]
Voltando ao trailer, o legal é que fui procurar o tal original que eu vi... E acho que nem era desse jogo, não encontrei nada parecido. Achei um que deve ter sido o que eu vi (lá no alto, o "trailer Fallout"), pois eu lembrava claramente do "A" tomando uma porrada. (e devo ter visto este aqui também, pois lembrava de uma presença forte da cor amarela).
Mas voltemos ao jogo. Antes de mais nada, o jogo tem vários easter eggs (aparições e homenagens rápidas) de outros jogos da Id (e também de Fallout e até do último Duke Nukem), até aí tudo bem, mas estou avisando logo porque a sala secreta do Wolfenstein é logo no começo do jogo e se você a não a achar na sua primeira missão, não terá mais a chance. Achar as salas por si só é praticamente impossível, o ideal é procurar na internet como achar as salas só em texto, e se virar procurando você mesmo tendo as dicas (assim você não se sente um safado que leu o walktrough). Mas quem já perdeu essa sala, como eu, tá aqui o vídeo.
A história: um cometão se chocará contra a Terra e congelam e enterram um monte de gente, para que suas Arcas (o nome que dão para cada um desses recipientes com gente congelada) ergam-se do chão depois que a desgraça passar, e possam repovoar/dar jeito no mundo que sobrou. Mas... Nem todo mundo morreu com o impacto, e um general maligno arranjou que a arca dele, e de seus simpatizantes, saísse do chão antes, para dominar o mundo e governá-lo a seu jeito - e impedindo também que outras arcas saíssem do chão, com gente que poderia se opôr. Daí que você, o protagonista, saí do chão numa delas, encontra um mundo meio Mad Max, é salvo por um cara, e todo mundo começa a pedir sua ajuda porque você é "O" cara. [e porque tem um corpo cheio de nano-robôs, que é a explicação do jogo para você ficar tomando tiro e não morrer - ah, e você ainda carrega um desfibrilador interno, que serviu várias vezes como arma em situações desesperadas, eu ia correndo para o meio da bagunça e deixava me matarem, só para eletrocutar todos eles com a minha ressurreição.]
Bem, toda a parte do General e etc é inútil para o desenrolar do jogo. As críticas que dizem que a história é fraca e os personagens rasos... São todas verdades. Mas se a idéia foi só fazer um jogo divertido para você não ter que pensar muito, e só um fiapo de história para você não ficar matando gente aleatoriamente... Conseguiram.
E se esse fiapo de história te interessou, saiba que existe um livro baseado no jogo.
O jogo é principalmente um FPS (um jogo de tiro em primeira pessoa) mas tem seus momentos de jogo de corrida, em que você pode ficar em pistas disputando pontos, tempo, ou a colocação (tanto em corridas puras, como com armas para explodir os oponentes). Durante o jogo eu achei que as corridas seriam mais importantes para o desenrolar da aventura, mas no final, são só um divertimento à parte. Há uma pesquisa no RAGE Wiki (link lá no alto) sobre o tempo que o pessoal levou, e tem gente que terminou o jogo em menos de 4 horas. Essas, com certeza, ficaram só na parte de tiro, e só na da história principal.
Falando nisso, o jogo segue um esquema meio Fallout neste aspecto. Existem as missões principais, que te levam para lutar na resistência (novamente, detalhe só para dar um charme, as história do jogo é, sim, muito rasa) e vencer o cara mau, e existem missões que o pessoal te pede por aí, e você pode fazer ou não.
Fazê-las serve para ganhar dinheiro que serve para comprar munição, mas não para ganhar pontos de experiência ou subir de nível.
Mas você pode também construir coisas, então fica a teu critério decidir fazer os aumentadores de dano, por exemplo (tipo as bolas vermelhas do Doom), ou construir robôzinhos ou torres de tiro para te ajudar (eu gostava delas, ajudavam bastante nas piores partes, já que joguei no nível mais difícil).
De resto, o jogo é bem simples, sem ter que ficar abrindo gavetas (Fallout), lendo livros (Oblivion) ou tomar cuidado com o que você fala, para não chatear facções (New Vegas). É só atirar, manusear alguma alavanca ou botão, e roubar coisas úteis dos corpos (Bioshock).
Sobre as corridas de carro, eu achei que em algum momento eu precisaria dos carros mais completos e resistentes, para alguma fase específica, mas não... Então se vocês não gostam de corrida, podem até ignorar completamente isso. Numa parte do jogo você tem que vencer algumas, porque o Xerife te "força" a isso, mas de resto, você pode ignorá-las e, quando for atacado na estrada, só fugir.
Quanto aos demais joguinhos internos, o de carta é bem interessante, jogava de vez em quando mesmo sem precisar fazer dinheiro. E é um passatempo interno do jogo também achar as 54 cartas espalhadas por todo o cenário. O esquema é tipo Trunfo ou aquelas coisas do The Big Bang Theory; mas muito mais simplificado. É divertido. Outro joguinho interno legal é arrebentar os "semáforos" jogando o carro sobre eles. E lembro de pelo menos outros 3, mas não tão interessantes (o holográfico, o da faca, e o das notas).

Uma figura no meio, só para quebrar o texto gigante.
Armas: a variedade é divertida, sem armas malucas nem nada, mas consegui arranjar momentos para me divertir com cada uma e suas munições alternativas. E sem aquela chateação de só poder carregar duas. Não, você tem todas o tempo todo. Deviam ser 300 quilos de armamento e munição enfiados no rabo, mas estavam sempre lá a disposição, como era no Doom. Ótimo. Deixem a preocupação com peso de munição e do salame para o S.T.A.L.K.E.R. [sim, neste tinham horas que eu tinha que comer o salame só para esvaziar a mochila] Mas, no final, acabava no clássico: escopeta para lugares fechados, sniper para os abertos. E o revolvinho que você começa o jogo, que vem junto com uma luneta, é uma boa arma. Fiquei matando gente com ela até bem no final do jogo. Pensando agora, acho que faltou um lança chamas... E além das armas, tem as tradicionais granadas, os mini-robôs e torres, e bumeranguinhos afiados.
Algo importante: salve sempre. Não porque você pode morrer, mas porque trava muito. O quicksave é bem rápido (3 segundos), então use-o sem parcimônia. Em todas as fases, em algum momento a máquina congelava. E mais para o final, na segunda leva de corridas, uma delas devia exigir tanto da placa de vídeo, que não só travava, mas desligava o computador. Isso é outro detalhe, li muito rapidamente por aí que o jogo é problemático com NVidias. A minha é uma, talvez seja a razão dos meus problemas.
Sobre o vídeo, algo que não atrapalhava, mas irritava de leve, era o carregamento das texturas. Elas estavam sempre perfeitas olhando em linha reta, mas era só virar a cabeça pro lado, que eu via o mundo rapidamente ganhando cores e formas, e aí eu olhava de volta para o mesmo lugar de antes, e ele era novamente retexturizado. Não acredito que seja por falta de memória da minha máquina [já me gabei dela em alguma postagem anterior], então a culpa é do jogo. Mas esse carregamento era até rápido, só te incomodará se você for chato, mas já fiquem sabendo.
Falando nos gráficos e o visual, é unânime que ele parece uma cruza de Fallout e Boderlands. Eu nunca joguei o segundo, mas já vi que ele tem um estilo mais 'desenhado'. Não sei se concordo muito, mas ele me pareceu foi um Fallout feito pela equipe gráfica do Bioshock. Aquele visual de mundo acabado do primeiro, mas tudo bem colorido, suave e arredondado tipo o segundo (mesmo o anti-alias ficando desligado), até o sangue do jogo tinha aquele jeitão gelatinoso.
Algo legal, geralmente ignorado nos jogos, foi o efeito do local do tiro. Em jogos antigos, se um inimigo perdesse 10% da "energia vital" por tiro, você precisaria de 10 tiros para matá-lo e ponto final. Podiam ser tiros a queima roupa na testa!! Mas teriam que ser 10. Depois o local passou a fazer diferença (na cabeça perdia mais energia do que no dedo mindinho). E neste (não lembro se foi o primeiro assim que joguei, mas não deixa de ser digno de nota), se o tiro era na perna, o mutante vinha capengando na sua direção.
Ah, e só terminando, que isso está ficando longo, lá no alto eu falei sobre ficar passeando no lugar. Sinto muito, galera, mas o jogo é bem linear. Explico: você pode ir e vir a vontade, pode não fazer algumas coisas antes de outras (as tais missões paralelas), mas quando você começa a fazer, não existe muito para onde ir. Você entra num prédio para fazer o caminho X, e fará aquele caminho. Chega àquelas situações ridículas de ter uma cadeira em frente a uma passagem, e você não poder seguir por ali. Putz... Colocassem alguma coisa decente impedindo a passagem, mas a famosa "parede invisível" é ridícula. No mundo real eu consigo passar por cima de um banquinho.
E mesmo a parte do "ir e vir a vontade", quando você pega o carro e sai passeando, não tem nada para visitar nem cidades mortas para explorar. E fora um eventual esgoto (que você entra para matar mutantes a esmo), nada interessante para encontrar. Uma das coisas que me fez achar que o jogo seria mais longo é que, no mapa, são indicadas várias áreas azuis, ou seja, amigáveis (?) e habitadas (?); e achei que cedo ou tarde eu iria em todas. Não aconteceu. Ou é preparação para DLCs (fases e missões adicionais) futuras, ou foi só para dar um colorido no mapa, mostrando que existem mais pessoas por aí do que só as que você conheceu.
Na verdade, acho que foi uma jogada muito boa deles. Não do ponto de vista do usuário, mas de marketing mesmo. Vejam bem... Eu terminei o jogo achando que estava no meio dele, então parei com aquela sensação de que faltava mais... doido para continuar. Eu achei que em algum momento eu iria parar de ganhar armas novas, ou não teria mais como incrementar o carango, e teria aquele momento do "agora se vira", em que eu já teria todos os tipos de armamento e munição (que foram surgindo novos até bem pro final do jogo) e eu faria do meu jeito, sem o jogo dar as dicas (quando você ganha uma arma nova antes de entrar num lugar, obviamente ela será importante ali). Até algo que eu li por aí, de que uma das vendedoras do jogo era "a única vendedora mulher no jogo inteiro". Lendo isso achei que encontraria ainda muitos vendedores, todos homens, em muitas cidades... Ha! Foram TRÊS vendedores no jogo inteiro. Um na casa do cara que te salva e um em cada cidade. Ora! Mutantes me mordam! Assim é mole ela ter destaque sendo a única mulher. Se tivessem duas, o destaque seria o cara ser o único vendedor homem!
E falando de mulher, e já que a última postagem terminei falando de mulher também... mantenhamos a tradição (ainda que estas sejam virtuais). Qualé gente desocupada na internet? « Despite her small role in the game, Loosum, much like Ginny and Jani, is considered one of the RAGE sexiest women. » Comparar a Loosum (espetacular) com a Ginny (ok, gracinha) e a Jani (sai capeta!) é sacanagem. Até a Olive/Destinee (que são a mesma "pessoa" e parecem ter algum distúrbio alimentar) é melhor que a Jani. E a do boné parece ter uns 13. Até a médica da Resistência barra as duas. Ouçam a voz da razão, as babes do jogo são a Loosum (que parece brasileira) e a Mel (dublada pela Claudia Black, de Farscape e Stargate e gata no mundo real).
PS: mas galera, controlem-se... Acabei de esbarrar num Flickr da Loosum com a única aparição dela praticamente quadro a quadro. Vão arranjar uma namorada... Ou paguem alguém... Ou vão ler um livro no tempo livre caso ainda sejam muito jovens para pensar nessas coisas. Mas fazer um Flickr foi flórida...
PS 2: o RAGE tem uma quantidade imensa de resenhas por aí, vale nem a pena eu procurar as melhores para linkar, mas esbarrei um duas que, se você ainda está aguentando ler, podem valer a pena. Uma bem mais otimista sobre o jogo (mas admito, não li toda, são 7 postagens de tamanho mediano em seqüência) e uma outra que praticamente o esculhamba. Assim vocês ficam com opiniões de todos os lados.
JoeGameSaga: (...) give this a miss and replay Borderlands.
Espaço Games: Rage tem tudo para agradar quem curte um bom FPS.
PS 3: música dos créditos: Burning Jacob's Ladder, de Mark Lanegan.
[ATUALIZAÇÃO 11/SET]: Li o quadrinho. O livro eu vou passar, parece ser basicamente uma descrição de uma partida do início ao fim, com algumas falas a mais. Mas o gibi é tão curto (3 edições, da Dark Horse), que resolvi conferir. Mas... não é bom. Pena, eu até coloquei ao lado a melhor das capas, para dar uma impressionada, mas a história deixou a desejar.
A trama gira em torno da médica da resistência; indo desde sua saída da arca em que estava, a rápida época em que ela trabalhou para A Autoridade (a organização vilã do jogo), e sua fuga, juntando-se a resistência. Sem surpresa alguma para quem jogou: ela comenta isso tudo em 2 frases numa conversa qualquer. Também ficamos sabendo um pouco (bem pouco) mais sobre o velhote cientista, que você encontra no jogo, e sobre seu 'bichinho' de estimação, que você mata no jogo.
Perderam uma chance excelente de ambientar algo novo no mesmo universo; que não foi muito explorado. Ou então se arriscar e fazer uma história mais longa, realmente desenvolvendo algum personagem. Acabei de ter uma idéia até... Teve um personagem, importante no começo do jogo, que depois simplesmente some! Algum NPC falou algo sobre ele ter ido fazer alguma coisa e o cara não volta mais. Fizessem a história com ele, mostrando o que ele estava fazendo em paralelo ao seu andar pela história. De repente, sem você saber, ações dele te ajudaram... Manjado? Sim. Mas e daí? Vão fazer uma trilogia inteira agora sobre O Hobbit e um dos filme será mostrando o que o Gandalf estava fazendo quando sumiu da história principal. Longe de mim comparar O Senhor dos Anéis com Rage. Mas o princípio da coisa é o mesmo.
Mas não, foi uma historinha meio sem graça com um gancho final bem fraco: a última cena do gibi tem aquela coisa de "veja, aquilo que você encontrou naquela parte do jogo... estava lá por causa disso!!!! UAU!". Mas sem UAU algum... É uma coisa sem graça de uma das missões menos interessantes. Mas é isso, valeu a tentativa, mas não deu certo. Fica para o próximo jogo.
Duração: aprox. 20 horas -- Ano: 2011
Trailers: Mamãe eu sou Fallout (o jogo foi distribuído pela Bethesda, isso deve explicar) -- Comercial de TV (ficou bom, mas esse trecho de música conseguiu deixar legal até o teaser original do Quarteto Fantástico) -- Gameplay / Resenha (da IGN) -- E trailer final (parece pelo menos; tem a data real de lançamento, e não as datas otimistas).
Produtora: id Software (que nos trouxe Wolfenstein 3D e Doom!) (e Quake também, mas Quake não importa)
Plataformas: Windows [roda no XP!!], Mac, PS 3 e XBox 360.
Multiplayer: sim, mas nem toquei nessa parte, não falarei nada sobre ela.
Vamos lá, fazia tempo que não falava de jogo. Este me deu a curiosidade muito tempo atrás, quando saiu o chamariz conceitual [aha! inventei uma tradução para Teaser], mas esqueci dele. Outro dia vi algo sobre o jogo em algum lugar, e fui atrás.
O preço podia ter sido um pouco menor, não que a qualidade do jogo deixe a desejar, achei-a bem boa (apesar de não conseguir ligar o anti-alias sem o jogo travar), o problema é que achei o jogo curto. Terminei em 3 ou 4 finais de semana [de segunda a sexta só tenho tempo para joguinhos rápidos tipo o Limbo ou Luxor]. O jogo marca o tempo que você ficou nele e eu o completei em 22 horas nem um pouco corridas, passeando* pelo lugar. [*mais sobre isso daqui a pouco]
Voltando ao trailer, o legal é que fui procurar o tal original que eu vi... E acho que nem era desse jogo, não encontrei nada parecido. Achei um que deve ter sido o que eu vi (lá no alto, o "trailer Fallout"), pois eu lembrava claramente do "A" tomando uma porrada. (e devo ter visto este aqui também, pois lembrava de uma presença forte da cor amarela).
Mas voltemos ao jogo. Antes de mais nada, o jogo tem vários easter eggs (aparições e homenagens rápidas) de outros jogos da Id (e também de Fallout e até do último Duke Nukem), até aí tudo bem, mas estou avisando logo porque a sala secreta do Wolfenstein é logo no começo do jogo e se você a não a achar na sua primeira missão, não terá mais a chance. Achar as salas por si só é praticamente impossível, o ideal é procurar na internet como achar as salas só em texto, e se virar procurando você mesmo tendo as dicas (assim você não se sente um safado que leu o walktrough). Mas quem já perdeu essa sala, como eu, tá aqui o vídeo.
A história: um cometão se chocará contra a Terra e congelam e enterram um monte de gente, para que suas Arcas (o nome que dão para cada um desses recipientes com gente congelada) ergam-se do chão depois que a desgraça passar, e possam repovoar/dar jeito no mundo que sobrou. Mas... Nem todo mundo morreu com o impacto, e um general maligno arranjou que a arca dele, e de seus simpatizantes, saísse do chão antes, para dominar o mundo e governá-lo a seu jeito - e impedindo também que outras arcas saíssem do chão, com gente que poderia se opôr. Daí que você, o protagonista, saí do chão numa delas, encontra um mundo meio Mad Max, é salvo por um cara, e todo mundo começa a pedir sua ajuda porque você é "O" cara. [e porque tem um corpo cheio de nano-robôs, que é a explicação do jogo para você ficar tomando tiro e não morrer - ah, e você ainda carrega um desfibrilador interno, que serviu várias vezes como arma em situações desesperadas, eu ia correndo para o meio da bagunça e deixava me matarem, só para eletrocutar todos eles com a minha ressurreição.]
Bem, toda a parte do General e etc é inútil para o desenrolar do jogo. As críticas que dizem que a história é fraca e os personagens rasos... São todas verdades. Mas se a idéia foi só fazer um jogo divertido para você não ter que pensar muito, e só um fiapo de história para você não ficar matando gente aleatoriamente... Conseguiram.
E se esse fiapo de história te interessou, saiba que existe um livro baseado no jogo.
O jogo é principalmente um FPS (um jogo de tiro em primeira pessoa) mas tem seus momentos de jogo de corrida, em que você pode ficar em pistas disputando pontos, tempo, ou a colocação (tanto em corridas puras, como com armas para explodir os oponentes). Durante o jogo eu achei que as corridas seriam mais importantes para o desenrolar da aventura, mas no final, são só um divertimento à parte. Há uma pesquisa no RAGE Wiki (link lá no alto) sobre o tempo que o pessoal levou, e tem gente que terminou o jogo em menos de 4 horas. Essas, com certeza, ficaram só na parte de tiro, e só na da história principal.
Falando nisso, o jogo segue um esquema meio Fallout neste aspecto. Existem as missões principais, que te levam para lutar na resistência (novamente, detalhe só para dar um charme, as história do jogo é, sim, muito rasa) e vencer o cara mau, e existem missões que o pessoal te pede por aí, e você pode fazer ou não.
Fazê-las serve para ganhar dinheiro que serve para comprar munição, mas não para ganhar pontos de experiência ou subir de nível.
Mas você pode também construir coisas, então fica a teu critério decidir fazer os aumentadores de dano, por exemplo (tipo as bolas vermelhas do Doom), ou construir robôzinhos ou torres de tiro para te ajudar (eu gostava delas, ajudavam bastante nas piores partes, já que joguei no nível mais difícil).
De resto, o jogo é bem simples, sem ter que ficar abrindo gavetas (Fallout), lendo livros (Oblivion) ou tomar cuidado com o que você fala, para não chatear facções (New Vegas). É só atirar, manusear alguma alavanca ou botão, e roubar coisas úteis dos corpos (Bioshock).
Sobre as corridas de carro, eu achei que em algum momento eu precisaria dos carros mais completos e resistentes, para alguma fase específica, mas não... Então se vocês não gostam de corrida, podem até ignorar completamente isso. Numa parte do jogo você tem que vencer algumas, porque o Xerife te "força" a isso, mas de resto, você pode ignorá-las e, quando for atacado na estrada, só fugir.
Quanto aos demais joguinhos internos, o de carta é bem interessante, jogava de vez em quando mesmo sem precisar fazer dinheiro. E é um passatempo interno do jogo também achar as 54 cartas espalhadas por todo o cenário. O esquema é tipo Trunfo ou aquelas coisas do The Big Bang Theory; mas muito mais simplificado. É divertido. Outro joguinho interno legal é arrebentar os "semáforos" jogando o carro sobre eles. E lembro de pelo menos outros 3, mas não tão interessantes (o holográfico, o da faca, e o das notas).

Uma figura no meio, só para quebrar o texto gigante.
Armas: a variedade é divertida, sem armas malucas nem nada, mas consegui arranjar momentos para me divertir com cada uma e suas munições alternativas. E sem aquela chateação de só poder carregar duas. Não, você tem todas o tempo todo. Deviam ser 300 quilos de armamento e munição enfiados no rabo, mas estavam sempre lá a disposição, como era no Doom. Ótimo. Deixem a preocupação com peso de munição e do salame para o S.T.A.L.K.E.R. [sim, neste tinham horas que eu tinha que comer o salame só para esvaziar a mochila] Mas, no final, acabava no clássico: escopeta para lugares fechados, sniper para os abertos. E o revolvinho que você começa o jogo, que vem junto com uma luneta, é uma boa arma. Fiquei matando gente com ela até bem no final do jogo. Pensando agora, acho que faltou um lança chamas... E além das armas, tem as tradicionais granadas, os mini-robôs e torres, e bumeranguinhos afiados.
Algo importante: salve sempre. Não porque você pode morrer, mas porque trava muito. O quicksave é bem rápido (3 segundos), então use-o sem parcimônia. Em todas as fases, em algum momento a máquina congelava. E mais para o final, na segunda leva de corridas, uma delas devia exigir tanto da placa de vídeo, que não só travava, mas desligava o computador. Isso é outro detalhe, li muito rapidamente por aí que o jogo é problemático com NVidias. A minha é uma, talvez seja a razão dos meus problemas.
Sobre o vídeo, algo que não atrapalhava, mas irritava de leve, era o carregamento das texturas. Elas estavam sempre perfeitas olhando em linha reta, mas era só virar a cabeça pro lado, que eu via o mundo rapidamente ganhando cores e formas, e aí eu olhava de volta para o mesmo lugar de antes, e ele era novamente retexturizado. Não acredito que seja por falta de memória da minha máquina [já me gabei dela em alguma postagem anterior], então a culpa é do jogo. Mas esse carregamento era até rápido, só te incomodará se você for chato, mas já fiquem sabendo.
Falando nos gráficos e o visual, é unânime que ele parece uma cruza de Fallout e Boderlands. Eu nunca joguei o segundo, mas já vi que ele tem um estilo mais 'desenhado'. Não sei se concordo muito, mas ele me pareceu foi um Fallout feito pela equipe gráfica do Bioshock. Aquele visual de mundo acabado do primeiro, mas tudo bem colorido, suave e arredondado tipo o segundo (mesmo o anti-alias ficando desligado), até o sangue do jogo tinha aquele jeitão gelatinoso.
Algo legal, geralmente ignorado nos jogos, foi o efeito do local do tiro. Em jogos antigos, se um inimigo perdesse 10% da "energia vital" por tiro, você precisaria de 10 tiros para matá-lo e ponto final. Podiam ser tiros a queima roupa na testa!! Mas teriam que ser 10. Depois o local passou a fazer diferença (na cabeça perdia mais energia do que no dedo mindinho). E neste (não lembro se foi o primeiro assim que joguei, mas não deixa de ser digno de nota), se o tiro era na perna, o mutante vinha capengando na sua direção.
Ah, e só terminando, que isso está ficando longo, lá no alto eu falei sobre ficar passeando no lugar. Sinto muito, galera, mas o jogo é bem linear. Explico: você pode ir e vir a vontade, pode não fazer algumas coisas antes de outras (as tais missões paralelas), mas quando você começa a fazer, não existe muito para onde ir. Você entra num prédio para fazer o caminho X, e fará aquele caminho. Chega àquelas situações ridículas de ter uma cadeira em frente a uma passagem, e você não poder seguir por ali. Putz... Colocassem alguma coisa decente impedindo a passagem, mas a famosa "parede invisível" é ridícula. No mundo real eu consigo passar por cima de um banquinho.
E mesmo a parte do "ir e vir a vontade", quando você pega o carro e sai passeando, não tem nada para visitar nem cidades mortas para explorar. E fora um eventual esgoto (que você entra para matar mutantes a esmo), nada interessante para encontrar. Uma das coisas que me fez achar que o jogo seria mais longo é que, no mapa, são indicadas várias áreas azuis, ou seja, amigáveis (?) e habitadas (?); e achei que cedo ou tarde eu iria em todas. Não aconteceu. Ou é preparação para DLCs (fases e missões adicionais) futuras, ou foi só para dar um colorido no mapa, mostrando que existem mais pessoas por aí do que só as que você conheceu.
Na verdade, acho que foi uma jogada muito boa deles. Não do ponto de vista do usuário, mas de marketing mesmo. Vejam bem... Eu terminei o jogo achando que estava no meio dele, então parei com aquela sensação de que faltava mais... doido para continuar. Eu achei que em algum momento eu iria parar de ganhar armas novas, ou não teria mais como incrementar o carango, e teria aquele momento do "agora se vira", em que eu já teria todos os tipos de armamento e munição (que foram surgindo novos até bem pro final do jogo) e eu faria do meu jeito, sem o jogo dar as dicas (quando você ganha uma arma nova antes de entrar num lugar, obviamente ela será importante ali). Até algo que eu li por aí, de que uma das vendedoras do jogo era "a única vendedora mulher no jogo inteiro". Lendo isso achei que encontraria ainda muitos vendedores, todos homens, em muitas cidades... Ha! Foram TRÊS vendedores no jogo inteiro. Um na casa do cara que te salva e um em cada cidade. Ora! Mutantes me mordam! Assim é mole ela ter destaque sendo a única mulher. Se tivessem duas, o destaque seria o cara ser o único vendedor homem!
E falando de mulher, e já que a última postagem terminei falando de mulher também... mantenhamos a tradição (ainda que estas sejam virtuais). Qualé gente desocupada na internet? « Despite her small role in the game, Loosum, much like Ginny and Jani, is considered one of the RAGE sexiest women. » Comparar a Loosum (espetacular) com a Ginny (ok, gracinha) e a Jani (sai capeta!) é sacanagem. Até a Olive/Destinee (que são a mesma "pessoa" e parecem ter algum distúrbio alimentar) é melhor que a Jani. E a do boné parece ter uns 13. Até a médica da Resistência barra as duas. Ouçam a voz da razão, as babes do jogo são a Loosum (que parece brasileira) e a Mel (dublada pela Claudia Black, de Farscape e Stargate e gata no mundo real).
PS: mas galera, controlem-se... Acabei de esbarrar num Flickr da Loosum com a única aparição dela praticamente quadro a quadro. Vão arranjar uma namorada... Ou paguem alguém... Ou vão ler um livro no tempo livre caso ainda sejam muito jovens para pensar nessas coisas. Mas fazer um Flickr foi flórida...
PS 2: o RAGE tem uma quantidade imensa de resenhas por aí, vale nem a pena eu procurar as melhores para linkar, mas esbarrei um duas que, se você ainda está aguentando ler, podem valer a pena. Uma bem mais otimista sobre o jogo (mas admito, não li toda, são 7 postagens de tamanho mediano em seqüência) e uma outra que praticamente o esculhamba. Assim vocês ficam com opiniões de todos os lados.
JoeGameSaga: (...) give this a miss and replay Borderlands.
Espaço Games: Rage tem tudo para agradar quem curte um bom FPS.
PS 3: música dos créditos: Burning Jacob's Ladder, de Mark Lanegan.
[ATUALIZAÇÃO 11/SET]: Li o quadrinho. O livro eu vou passar, parece ser basicamente uma descrição de uma partida do início ao fim, com algumas falas a mais. Mas o gibi é tão curto (3 edições, da Dark Horse), que resolvi conferir. Mas... não é bom. Pena, eu até coloquei ao lado a melhor das capas, para dar uma impressionada, mas a história deixou a desejar.
A trama gira em torno da médica da resistência; indo desde sua saída da arca em que estava, a rápida época em que ela trabalhou para A Autoridade (a organização vilã do jogo), e sua fuga, juntando-se a resistência. Sem surpresa alguma para quem jogou: ela comenta isso tudo em 2 frases numa conversa qualquer. Também ficamos sabendo um pouco (bem pouco) mais sobre o velhote cientista, que você encontra no jogo, e sobre seu 'bichinho' de estimação, que você mata no jogo.
Perderam uma chance excelente de ambientar algo novo no mesmo universo; que não foi muito explorado. Ou então se arriscar e fazer uma história mais longa, realmente desenvolvendo algum personagem. Acabei de ter uma idéia até... Teve um personagem, importante no começo do jogo, que depois simplesmente some! Algum NPC falou algo sobre ele ter ido fazer alguma coisa e o cara não volta mais. Fizessem a história com ele, mostrando o que ele estava fazendo em paralelo ao seu andar pela história. De repente, sem você saber, ações dele te ajudaram... Manjado? Sim. Mas e daí? Vão fazer uma trilogia inteira agora sobre O Hobbit e um dos filme será mostrando o que o Gandalf estava fazendo quando sumiu da história principal. Longe de mim comparar O Senhor dos Anéis com Rage. Mas o princípio da coisa é o mesmo.
Mas não, foi uma historinha meio sem graça com um gancho final bem fraco: a última cena do gibi tem aquela coisa de "veja, aquilo que você encontrou naquela parte do jogo... estava lá por causa disso!!!! UAU!". Mas sem UAU algum... É uma coisa sem graça de uma das missões menos interessantes. Mas é isso, valeu a tentativa, mas não deu certo. Fica para o próximo jogo.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Metro 2033 (o jogo)
Bojiei materi! Mãe do céu... é bug atrás de bug!
Lembro que o S.T.A.L.K.E.R. teve essa fama de bugado, mas comigo nunca deu problema. E um ou outro jogo, ter um pedaço mais ferrado aqui ou ali, que você tem que baixar a resolução, ou andar olhando pro chão, ou fazer algo... Isso acontece. Mas acabei de passar 1 hora no Metro 2033 para fazer um percurso de 5 minutos. Quando desisti e resolvi voltar, mais uns 15 reinícios só para passar por cima de uma poça d'água. E nem dá para pular os logotipos, que sou obrigado a ver todas as vezes. Para piorar, ao rejogar toda a fase, descobri que o caminho a fazer é o que eu estava mesmo fazendo quando desisti de ir por ali.
A única coisa que o jogo pode reclamar é do meu Windows (XP 64 bits), de resto... Permitam-me disparar siglas e numerozinhos: 890FX Deluxe 4 + MSI N460GTX 1GB + 8GB Kingston HyperX + AMD Phenom II X6 1090T BE. Em suma, um bom brinquedo.
E... o... jogo... maldito... só... dá... pane! Instalei o patch e nada. Baixei até o pirata, porque já vi jogo crackeado ser mais estável. Necas! No feriadão da semana que vem vou reinstalar tudo e tentar achar mais dicas de como resolver (não sou o único pelo menos. tem gente com erro que eu nem vi ainda). Mas acho que não faltou testar nada... O jogo parece ser realmente injogável! O jeito é esperar um Patch 2 e torcer pelo melhor.
Mas tinha que reclamar logo.
Mas para não ficar só na reclamação, esse monte de bug me fez lembrar de uma musiquinha dos tempos da computação lascada. Divirtam-se! [e vejam se já estão velhos, reconhecendo todas as referências da letra]
[e eu também queria ver como esse editorzinho do Blogger se entenderia com HTML de tabela... digamos que foi uma experiência que nunca se repetirá.]
PS: acabei de ter uma idéia, instalar o Vista (o horror!) numa máquina virtual e ver se nele funciona. Semana que vem eu volto aqui e digo o que aconteceu.
[ATUALIZAÇÃO 2/JULHO]
Terminei o jogo. [E nem precisei instalar o Vista!] Depois de um certo ponto, parece que ele dá menos problema. A desgraça foi mesmo a parte acima. Para saber, caso mais alguém tenha problema na mesma parte: eu estava na primeira missão com o Bourbon na superfície, ele pede para eu segui-lo passando por cima de uns carros abandonados, mas um dos carros cai no esgoto radioativo (?) e ele manda eu achar outro caminho. O outro caminho é passando por cima de uma porta caída que serve de ponte sobre o esgoto. Quase sempre que eu tentava passar por ali, dava pane. E quando eu vi que o caminho era mesmo ali e tentava voltar... o "quase" virou "sempre". Solução: há um poste caído dentro do esgoto... jogue-se lá e suba por ele. Depois de muito penar foi o que consegui fazer. Se não fosse este poste, talvez ainda estivesse travado no mesmo local.
E na mesma fase, ao sair do prédio pelo buracão no corredor, eu só consegui passar sem dar pane ladeando a parede. Ir para direita ou descer em linha reta era volta imediata ao Windows. Virei a esquerda e fui andando junto ao muro e à parede sem pressa. Desenhei o contorno do lugar com a minha bunda (estava de costas, pro caso de aparecer algum bicho). Deu certo.
Sobre o jogo, achei bem legal, mas queria ter mais liberdade de movimento. Joguei no modo mais difícil, então não dava para abusar, já que a munição acabava fácil e os monstros não eram bolinhos, mas mesmo assim, eu não teria muita opção de para onde passear. Ou, para compensar a falta de liberdade, achei que ele podia ser mais longo. O mapa do metrô é imenso... E mal passamos por 1/4 das estações. Ok, talvez seja assim no livro. E ok, talvez as outras estações sejam usadas em futuras continuações. Mas ainda assim... Mais uns 2 ou 3 finais de semana jogando seriam bem vindos. O jogo estava legal. Ah, e quem jogar no modo mais difícil, saiba que antes de você conseguir juntar "dinheiro" (munição boa) suficiente, o jogo terminará, então não precisa ser econômico nos disparos. Nas últimas fases eu estava tentando até matar monstro a facada, para poder juntar grana, mas nem voltei mais à nenhuma estação de metrô antes do fim. Consegui no meio do jogo comprar um revólver com silenciador. Foi uma boa aquisição. Fora isso, não usei as lojinhas para nada. Só para munição e kit médico.
Ah, e o jogo tem 2 finais, mas achei que seria mais complicado vê-los. Parece que se você for maligno durante o jogo você nem tem como ver o "final bonzinho". Então lembrem de, lá no meio da história, quando uma moradora vier te dar munição de presente, diga "Não, minha senhora. Eu agradeço, mas você precisa mais do que eu.". Verdade seja dita, eu só não aceitei porque era tão pouca munição que não faria diferença. E já estava acostumado com Fallout, onde ser bonzinho dava ponto.
Lembro que o S.T.A.L.K.E.R. teve essa fama de bugado, mas comigo nunca deu problema. E um ou outro jogo, ter um pedaço mais ferrado aqui ou ali, que você tem que baixar a resolução, ou andar olhando pro chão, ou fazer algo... Isso acontece. Mas acabei de passar 1 hora no Metro 2033 para fazer um percurso de 5 minutos. Quando desisti e resolvi voltar, mais uns 15 reinícios só para passar por cima de uma poça d'água. E nem dá para pular os logotipos, que sou obrigado a ver todas as vezes. Para piorar, ao rejogar toda a fase, descobri que o caminho a fazer é o que eu estava mesmo fazendo quando desisti de ir por ali.
A única coisa que o jogo pode reclamar é do meu Windows (XP 64 bits), de resto... Permitam-me disparar siglas e numerozinhos: 890FX Deluxe 4 + MSI N460GTX 1GB + 8GB Kingston HyperX + AMD Phenom II X6 1090T BE. Em suma, um bom brinquedo.
E... o... jogo... maldito... só... dá... pane! Instalei o patch e nada. Baixei até o pirata, porque já vi jogo crackeado ser mais estável. Necas! No feriadão da semana que vem vou reinstalar tudo e tentar achar mais dicas de como resolver (não sou o único pelo menos. tem gente com erro que eu nem vi ainda). Mas acho que não faltou testar nada... O jogo parece ser realmente injogável! O jeito é esperar um Patch 2 e torcer pelo melhor.
Mas tinha que reclamar logo.
Mas para não ficar só na reclamação, esse monte de bug me fez lembrar de uma musiquinha dos tempos da computação lascada. Divirtam-se! [e vejam se já estão velhos, reconhecendo todas as referências da letra]
É o fim do programa É erro fatal O começo do drama É turbo Pascal Diz que falta um begin Não me mostra onde é É capota no fim É dois, é três É quatro oito meia Instrução ilegal QEMM bloqueia É erro no boot É um disco mordido Hard disk estragado Aí meu Deus tô fudido São as barras de espaço Exibindo um borrão É a promessa de video Se espalhando no chão | Me fazendo de otário Não compila o programa Salva só o comentário É ping, é pong O meu micro reboota O scan não remove Vírus filho da puta O Windows não entra E nem volta pro DOS Não funciona o reset Me detona o CMOS É abort, é retry Disco mal formatado PCTools não resolve Norton trava o teclado É impressora sem fita Engolindo o papel Meu trabalho de dias Foi cuspido pro céu.... |
[e eu também queria ver como esse editorzinho do Blogger se entenderia com HTML de tabela... digamos que foi uma experiência que nunca se repetirá.]
PS: acabei de ter uma idéia, instalar o Vista (o horror!) numa máquina virtual e ver se nele funciona. Semana que vem eu volto aqui e digo o que aconteceu.
[ATUALIZAÇÃO 2/JULHO]
Terminei o jogo. [E nem precisei instalar o Vista!] Depois de um certo ponto, parece que ele dá menos problema. A desgraça foi mesmo a parte acima. Para saber, caso mais alguém tenha problema na mesma parte: eu estava na primeira missão com o Bourbon na superfície, ele pede para eu segui-lo passando por cima de uns carros abandonados, mas um dos carros cai no esgoto radioativo (?) e ele manda eu achar outro caminho. O outro caminho é passando por cima de uma porta caída que serve de ponte sobre o esgoto. Quase sempre que eu tentava passar por ali, dava pane. E quando eu vi que o caminho era mesmo ali e tentava voltar... o "quase" virou "sempre". Solução: há um poste caído dentro do esgoto... jogue-se lá e suba por ele. Depois de muito penar foi o que consegui fazer. Se não fosse este poste, talvez ainda estivesse travado no mesmo local.
E na mesma fase, ao sair do prédio pelo buracão no corredor, eu só consegui passar sem dar pane ladeando a parede. Ir para direita ou descer em linha reta era volta imediata ao Windows. Virei a esquerda e fui andando junto ao muro e à parede sem pressa. Desenhei o contorno do lugar com a minha bunda (estava de costas, pro caso de aparecer algum bicho). Deu certo.
Sobre o jogo, achei bem legal, mas queria ter mais liberdade de movimento. Joguei no modo mais difícil, então não dava para abusar, já que a munição acabava fácil e os monstros não eram bolinhos, mas mesmo assim, eu não teria muita opção de para onde passear. Ou, para compensar a falta de liberdade, achei que ele podia ser mais longo. O mapa do metrô é imenso... E mal passamos por 1/4 das estações. Ok, talvez seja assim no livro. E ok, talvez as outras estações sejam usadas em futuras continuações. Mas ainda assim... Mais uns 2 ou 3 finais de semana jogando seriam bem vindos. O jogo estava legal. Ah, e quem jogar no modo mais difícil, saiba que antes de você conseguir juntar "dinheiro" (munição boa) suficiente, o jogo terminará, então não precisa ser econômico nos disparos. Nas últimas fases eu estava tentando até matar monstro a facada, para poder juntar grana, mas nem voltei mais à nenhuma estação de metrô antes do fim. Consegui no meio do jogo comprar um revólver com silenciador. Foi uma boa aquisição. Fora isso, não usei as lojinhas para nada. Só para munição e kit médico.
Ah, e o jogo tem 2 finais, mas achei que seria mais complicado vê-los. Parece que se você for maligno durante o jogo você nem tem como ver o "final bonzinho". Então lembrem de, lá no meio da história, quando uma moradora vier te dar munição de presente, diga "Não, minha senhora. Eu agradeço, mas você precisa mais do que eu.". Verdade seja dita, eu só não aceitei porque era tão pouca munição que não faria diferença. E já estava acostumado com Fallout, onde ser bonzinho dava ponto.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Portal 2
Curto! Ok, não se mata num susto só, mas eu não forcei os neurônios. Com 6 GB de tamanho, achei que ficaria jogando isso por várias semanas ainda. Dezenas e dezenas de fases, cada vez mais difíceis.
Levei 3 dias.
E fazendo outras coisas, nada de ficar 14 horas em frente ao micro... Instalei num sábado a noite, joguei no domingo e terminei no sábado seguinte (e não joguei de 2ª à 6ª) [e ainda faço curso sábado toda a manhã]. Muito bom. Claro. Gostei. Mas... Curto! E nas fases que eu demorava um pouco mais, era desatenção. Tentava resolver o quebra-cabeça sem todas as peças. Aí olhava pra cima e "cacete... que falta de atenção. não vi aquilo. agora ficou óbvio o que fazer!"
Aí você dirá que isso é parte do quebra cabeça... Errr... Uns 10%, talvez. Quebra-cabeça quebra a cabeça quando você tem tudo em mãos e ainda assim fica bolado. Mas repito: não estou reclamando do jogo, é muito bom. Vindo do cara que jogou todas as versões de Luxor mais de uma vez cada uma, eu também não sou de exigir variedade.
De qualquer jeito, o humor ainda está lá e bem legal. A robôzinha indo pro incinerador (salvem-na)... a batata... muito bons! A musiquinha final é boa, mas sou mais a primeira. "Maybe Black Mesa? Haha, fat chance." Ainda é muito maneiro. Mas o coro dos robôs ficou ótimo também.
Senti falta também daquelas bolinhas de energia. Mas só por bobeira minha. E senti falta de mais salas escondidas com pixações nas paredes. Acho que só vi 1 ou 2 neste jogo. Se bem que o problema é que agora elas estão bem mais escondidas. Há alguns easter eggs no jogo que só fui ver no Youtube depois.
Algo que me incomodou na hora mas, novamente, coisa minha, é que num dado momento você vai parar nas instalações antigas do local, tudo com um ambiente anos 50... Aí não só me veio aquela sensação injusta com o jogo de "mais um querendo ir no embalo Bioshock/Fallout com esse visual" como foi só neste momento que eu notei a semelhança entre as palavras Aperture e Rapture. Isso me incomodou uns bons minutos.
É isso. Nota 10, mas curto. Pena, mas é a verdade. Diversão de primeira, mas... já comentei que achei curto?
Leitura recomendada:
Musiquinha do primeiro: Still Alive (não é o vídeo ao final do jogo. que é este, mas não dá para ler)
O que é Portal 2 e porque você deveria se importar?: Metagamer (em inglês)
Levei 3 dias.
E fazendo outras coisas, nada de ficar 14 horas em frente ao micro... Instalei num sábado a noite, joguei no domingo e terminei no sábado seguinte (e não joguei de 2ª à 6ª) [e ainda faço curso sábado toda a manhã]. Muito bom. Claro. Gostei. Mas... Curto! E nas fases que eu demorava um pouco mais, era desatenção. Tentava resolver o quebra-cabeça sem todas as peças. Aí olhava pra cima e "cacete... que falta de atenção. não vi aquilo. agora ficou óbvio o que fazer!"
Aí você dirá que isso é parte do quebra cabeça... Errr... Uns 10%, talvez. Quebra-cabeça quebra a cabeça quando você tem tudo em mãos e ainda assim fica bolado. Mas repito: não estou reclamando do jogo, é muito bom. Vindo do cara que jogou todas as versões de Luxor mais de uma vez cada uma, eu também não sou de exigir variedade.
De qualquer jeito, o humor ainda está lá e bem legal. A robôzinha indo pro incinerador (salvem-na)... a batata... muito bons! A musiquinha final é boa, mas sou mais a primeira. "Maybe Black Mesa? Haha, fat chance." Ainda é muito maneiro. Mas o coro dos robôs ficou ótimo também.
Senti falta também daquelas bolinhas de energia. Mas só por bobeira minha. E senti falta de mais salas escondidas com pixações nas paredes. Acho que só vi 1 ou 2 neste jogo. Se bem que o problema é que agora elas estão bem mais escondidas. Há alguns easter eggs no jogo que só fui ver no Youtube depois.
Algo que me incomodou na hora mas, novamente, coisa minha, é que num dado momento você vai parar nas instalações antigas do local, tudo com um ambiente anos 50... Aí não só me veio aquela sensação injusta com o jogo de "mais um querendo ir no embalo Bioshock/Fallout com esse visual" como foi só neste momento que eu notei a semelhança entre as palavras Aperture e Rapture. Isso me incomodou uns bons minutos.
É isso. Nota 10, mas curto. Pena, mas é a verdade. Diversão de primeira, mas... já comentei que achei curto?
Leitura recomendada:
Musiquinha do primeiro: Still Alive (não é o vídeo ao final do jogo. que é este, mas não dá para ler)
O que é Portal 2 e porque você deveria se importar?: Metagamer (em inglês)
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Braid
Joguei. Com 3 anos de atraso, mas tudo bem. Tinha esquecido que lera sobre ele na época e ficado naquela de "vou jogar isso algum dia". Esqueci mesmo. O que me lembrou do jogo foi justamente o HAWP do post anterior, que tem um episódio sobre ele. [detalhe: esta postagem esta sendoi/foi colocada antes da postagem anterior. ótima organização...]
Mas sabem de uma coisa... Meus posts estão ficando cada vez mais longos e demorados para escrever. E aí vou adiando, adiando... Então não vou escrever dessa vez. Vou sair linkando post dos outros.
Minha opinião resumidamente: JOGUEM. Por trás do jogo há uma historinha meio filosófica/dramática envolvendo o personagem que eu achei interessante e torna o final melhor, mas se não faz o seu estilo, vai na fé e jogue só pelo jogo, que ele em si é bem legal. Levei 3 dias jogando para (quase) terminar (jogando aqui e ali, quem quiser matar numa sentada só, é possível). E depois levei 2 dias até desistir de descobrir como pegar a última pecinha que faltava e ir no Youtube ver a solução. rs! (Recomendação: o jogo já é curto, a graça dele é justamente as epifânias de como solucionar os quebra-cabeças, então NÃO veja as soluções. Eu fiz isso porque só faltava 1 mesmo... rs!)
Mas vamos às opinões de terceiros:
Resumo e opinião não passional: Leprechaun de Kilt
Já esse aqui adorou: Continue
E esse aqui já critica um pouco: Final Secreto
Mas este entra também na discussão de jogo ser arte ou não. Não vou concordar nem discordar. Minha única ressalva ao texto é que ele compara a música do jogo à Enya. Adorei a música do jogo e sou grande fã da Enya; e não vi semelhanças.
Site oficial: http://www.braid-game.com/
Achei até um episódio do Now Loading só sobre o jogo (não ouvi ainda): Round 45
(mas no momento em que escrevo isto, a mp3 está fora do ar)
E aproveitando, no 2º link acima há a dica para o mini-joguinho Passage, bem legal. Recomendo que percam 10 minutos com ele também. O jogo em si não tem muito a ver, mas me fez relembrar o Last Rose in a Desert Garden que também gostei (o jogo em si não é muito bom, mas foi marcante porque acho que foi o 1º que conheci neste esquema de ser curto, triste e com uma musiquinha melancólica onipresente - e tem um nome que até hoje acho muito maneiro).
[PS: post "curto e rápido" FAIL! Levei 1h15min neste post entre digitar, achar resenhas, colocar figura, tirar figura, tentar colocar figura menor, desistir da figura, tentar achar midi do Last Rose, mexer, revisar, olhar a hora e resolver dormir.]
Mas sabem de uma coisa... Meus posts estão ficando cada vez mais longos e demorados para escrever. E aí vou adiando, adiando... Então não vou escrever dessa vez. Vou sair linkando post dos outros.
Minha opinião resumidamente: JOGUEM. Por trás do jogo há uma historinha meio filosófica/dramática envolvendo o personagem que eu achei interessante e torna o final melhor, mas se não faz o seu estilo, vai na fé e jogue só pelo jogo, que ele em si é bem legal. Levei 3 dias jogando para (quase) terminar (jogando aqui e ali, quem quiser matar numa sentada só, é possível). E depois levei 2 dias até desistir de descobrir como pegar a última pecinha que faltava e ir no Youtube ver a solução. rs! (Recomendação: o jogo já é curto, a graça dele é justamente as epifânias de como solucionar os quebra-cabeças, então NÃO veja as soluções. Eu fiz isso porque só faltava 1 mesmo... rs!)
Mas vamos às opinões de terceiros:
Resumo e opinião não passional: Leprechaun de Kilt
Já esse aqui adorou: Continue
E esse aqui já critica um pouco: Final Secreto
Mas este entra também na discussão de jogo ser arte ou não. Não vou concordar nem discordar. Minha única ressalva ao texto é que ele compara a música do jogo à Enya. Adorei a música do jogo e sou grande fã da Enya; e não vi semelhanças.
Site oficial: http://www.braid-game.com/
Achei até um episódio do Now Loading só sobre o jogo (não ouvi ainda): Round 45
(mas no momento em que escrevo isto, a mp3 está fora do ar)
E aproveitando, no 2º link acima há a dica para o mini-joguinho Passage, bem legal. Recomendo que percam 10 minutos com ele também. O jogo em si não tem muito a ver, mas me fez relembrar o Last Rose in a Desert Garden que também gostei (o jogo em si não é muito bom, mas foi marcante porque acho que foi o 1º que conheci neste esquema de ser curto, triste e com uma musiquinha melancólica onipresente - e tem um nome que até hoje acho muito maneiro).
[PS: post "curto e rápido" FAIL! Levei 1h15min neste post entre digitar, achar resenhas, colocar figura, tirar figura, tentar colocar figura menor, desistir da figura, tentar achar midi do Last Rose, mexer, revisar, olhar a hora e resolver dormir.]
sexta-feira, 25 de março de 2011
Frases
Na falta do que postar...
Frases que todo nerd deveria reconhecer:
(a 1ª e a última são as menos famosas, mas igualmente marcantes)
Frases que todo nerd deveria reconhecer:
(a 1ª e a última são as menos famosas, mas igualmente marcantes)
"You crack me up, little buddy."
"What do you hear? Nothing but the rain."
"What do you hear? Nothing but the rain."
"Burn the land and boil the sea..."
"The cake is a lie!"
"Hail to the king, baby!"
"We are going to have to act, if we want to live in a different world."
domingo, 13 de março de 2011
Angry Birds
Comentei outro dia ao passar um link para um joguinho do Monty Python que ele era estilo o Angry Birds. Na verdade, o Angry Birds é que é estilo muitos outros mais antigos, mas o usei de exemplo por ser o mais famoso e atual. Ainda que eu mesmo nunca tivesse jogado (não tenho iPhone e nenhuma intenção de ter um).
Resolvi jogar. E só tenho algo a perguntar agora: onde foi que meus pais erraram?
O que leva um ser-humano a perder tanto tempo atirando passarinhos em porquinhos?
Novamente, outra prova que para se divertir em computadores não sao necessários gráficos 3D, super-micros, ou video-games importados. Perdi mais tempo absorto em fases do Angry Birds do que no FEAR 2. Mais tempo jogando direto o primeiro do que os 15 minutos por vez para fazer hora do segundo.
E depois ainda quero ir na internet para entender porque eu não achei todos os ovos dourados (rs!). Já FEAR 2 foi desinstalado assim que terminei. [estou pegando no pé do FEAR só porque foi o jogo anterior que eu terminei, e não foi grande coisa].
Não sei como é jogar isso numa telinha de celular, mas para quem prefere no computador mesmo, fica a recomendação.
E para quem não tem idéia do que seja, visite o site oficial e veja os vídeos. O primeiro é uma introdução à história (porcos roubaram os ovos, aves querem vingança) e o vídeo seguinte mostra rapidamente como é o jogo em si. É algo bem bobinho mesmo, mas bem viciante. Se não fosse, não teria feito o sucesso que fez, não mudaria de plataforma, não venderia camisas, bonequinhos e assim vai.
Site oficial: http://www.rovio.com/index.php?page=angry-birds
Matéria interessante sobre o desenvolvimento do jogo: The Telegraph
E não deixem de checar o cretiníssimo falso trailer: Angry Birds: The Movie
Resolvi jogar. E só tenho algo a perguntar agora: onde foi que meus pais erraram?
O que leva um ser-humano a perder tanto tempo atirando passarinhos em porquinhos?
Novamente, outra prova que para se divertir em computadores não sao necessários gráficos 3D, super-micros, ou video-games importados. Perdi mais tempo absorto em fases do Angry Birds do que no FEAR 2. Mais tempo jogando direto o primeiro do que os 15 minutos por vez para fazer hora do segundo.
E depois ainda quero ir na internet para entender porque eu não achei todos os ovos dourados (rs!). Já FEAR 2 foi desinstalado assim que terminei. [estou pegando no pé do FEAR só porque foi o jogo anterior que eu terminei, e não foi grande coisa].
Não sei como é jogar isso numa telinha de celular, mas para quem prefere no computador mesmo, fica a recomendação.
E para quem não tem idéia do que seja, visite o site oficial e veja os vídeos. O primeiro é uma introdução à história (porcos roubaram os ovos, aves querem vingança) e o vídeo seguinte mostra rapidamente como é o jogo em si. É algo bem bobinho mesmo, mas bem viciante. Se não fosse, não teria feito o sucesso que fez, não mudaria de plataforma, não venderia camisas, bonequinhos e assim vai.
Site oficial: http://www.rovio.com/index.php?page=angry-birds
Matéria interessante sobre o desenvolvimento do jogo: The Telegraph
E não deixem de checar o cretiníssimo falso trailer: Angry Birds: The Movie
terça-feira, 8 de março de 2011
Dark Corners of the Earth
Por falar em clima assustador, algo que acho que não fez sucesso, mas achei muito bom foi o Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth. Ele é todo baseado em contos do Lovecraft, mas o invés de ser o tradicional aponte-e-clique em jogos assim, ele é em primeira pessoa. Só que não chega a ser um jogo de tiro também - na primeira hora de jogo você nem tem uma arma. Você até conversa um pouco com alguns personagens, mas nada de importante, então dá para ser jogado até por quem não quer ficar de papo com os bonequinhos.
A graça desse jogo é o clima, a tensão, só lembro de 2 jogos em que tinha horas em que eu abaixava o personagem num canto, encolhido, e preocupado de levantar dali, porque ali estava seguro. rs! Esse foi um deles. Quem é fã do escritor e jogos em 1ª pessoa, e adora um climão assustador, recomendo muito mais que o FEAR. Os gráficos já estão um pouco datados, mas nada comprometedor (o jogo é de 2006), dá para jogar sem incômodo. De preferência com as luzes apagadas. :-D
Falemos um pouco: bem, faz tanto tempo que tentar falar do jogo não ia dar muito certo, eu teria que agora ler o resumo em uns 2 ou 3 sites e digitar algo misturando os 3 fingindo que minha memória é boa. (rs!) Então... links: Wikipedia ; IGN e GameSpot. Mas basicamente, um detetive particular precisa desvendar um crime e vai parar numa cidadezinha bizarra, começa a ser perseguido, e a trama vai correndo envolvendo seres monstruosos, aliens do passado, e coisas bizarras, tudo num clima de terror sobrenatural e psicológico.
O jogo é principalmente baseado no conto "A sombra sobre Innsmouth", que pode ser lido em português no livro Dagon, de contos do H.P. Lovecraft, da editora Iluminuras. Há outros também, estão meio caros, mas nesta coleção a Iluminuras publicou quase tudo que o Lovecraft escreveu, então eles têm meu agradecimento. Links: editora e a relação de contos.
Mas atenção: NÃO é necessário ter lido o conto ou nada do escrito para jogar.
O jogo recebeu ótima críticas e saiu para XBox também, para aqueles que preferem.
Ah, pesquisando o jogo agora, vi que fizeram um add-in para ele (versão PC) para traduzir para o português, caso inglês seja um problema: Gamevicio (o link ainda funciona, é preciso se cadastrar, mas o cadastro é inofensivo).
Outra coisa interessante do jogo, é que não há nada em tela (o famoso "HUD"). Nenhum indicador de saúde, munição, mapa, nem coisa alguma. Você sabe que a munição acabou quando tenta atirar e não sai bala. Você sabe que está ferido quando começa a mancar, arfar e ver sangue, e tu sabe que está ficando louco se começa a tremer, alucinar e pensar em suicídio.
Haviam duas continuações previstas, mas apesar da Bethesda estar aí até hoje, firme e forte, a Headfirst Productions, desenvolvedora do jogo, foi a falência pouco depois do lançamento. Então, nada feito. Mas tá tranquilo; o jogo fecha legal. [não é como o Beyond Good & Evil outro excelente jogo que até teve um fim, mas com uma reviravolta que nunca deu em nada, porque as continuações também não saíram.]
Fãs de jogos em primeira pessoa que não fazem questão de sair metralhando ou fãs do Lovecraft precisam conhecer esse jogo. Muito bom mesmo.
Site oficial: http://www.callofcthulhu.com/home.html
E achei agora uma outra opinião em português: Superando o Superlativo
(se eu não te convenci a experimentar o jogo, favor ler o link acima antes de desistir, está mais bem escrito e num tom bem mais passional).
Texto completo e gratuito do conto (em inglês): The Shadow Over Innsmouth
Atualização: outras opiniões em português: Gizmodo - in4tek- Clube do Hardware
A graça desse jogo é o clima, a tensão, só lembro de 2 jogos em que tinha horas em que eu abaixava o personagem num canto, encolhido, e preocupado de levantar dali, porque ali estava seguro. rs! Esse foi um deles. Quem é fã do escritor e jogos em 1ª pessoa, e adora um climão assustador, recomendo muito mais que o FEAR. Os gráficos já estão um pouco datados, mas nada comprometedor (o jogo é de 2006), dá para jogar sem incômodo. De preferência com as luzes apagadas. :-D
Falemos um pouco: bem, faz tanto tempo que tentar falar do jogo não ia dar muito certo, eu teria que agora ler o resumo em uns 2 ou 3 sites e digitar algo misturando os 3 fingindo que minha memória é boa. (rs!) Então... links: Wikipedia ; IGN e GameSpot. Mas basicamente, um detetive particular precisa desvendar um crime e vai parar numa cidadezinha bizarra, começa a ser perseguido, e a trama vai correndo envolvendo seres monstruosos, aliens do passado, e coisas bizarras, tudo num clima de terror sobrenatural e psicológico.
O jogo é principalmente baseado no conto "A sombra sobre Innsmouth", que pode ser lido em português no livro Dagon, de contos do H.P. Lovecraft, da editora Iluminuras. Há outros também, estão meio caros, mas nesta coleção a Iluminuras publicou quase tudo que o Lovecraft escreveu, então eles têm meu agradecimento. Links: editora e a relação de contos.
Mas atenção: NÃO é necessário ter lido o conto ou nada do escrito para jogar.
O jogo recebeu ótima críticas e saiu para XBox também, para aqueles que preferem.
Ah, pesquisando o jogo agora, vi que fizeram um add-in para ele (versão PC) para traduzir para o português, caso inglês seja um problema: Gamevicio (o link ainda funciona, é preciso se cadastrar, mas o cadastro é inofensivo).
Outra coisa interessante do jogo, é que não há nada em tela (o famoso "HUD"). Nenhum indicador de saúde, munição, mapa, nem coisa alguma. Você sabe que a munição acabou quando tenta atirar e não sai bala. Você sabe que está ferido quando começa a mancar, arfar e ver sangue, e tu sabe que está ficando louco se começa a tremer, alucinar e pensar em suicídio.
Haviam duas continuações previstas, mas apesar da Bethesda estar aí até hoje, firme e forte, a Headfirst Productions, desenvolvedora do jogo, foi a falência pouco depois do lançamento. Então, nada feito. Mas tá tranquilo; o jogo fecha legal. [não é como o Beyond Good & Evil outro excelente jogo que até teve um fim, mas com uma reviravolta que nunca deu em nada, porque as continuações também não saíram.]
Fãs de jogos em primeira pessoa que não fazem questão de sair metralhando ou fãs do Lovecraft precisam conhecer esse jogo. Muito bom mesmo.
Site oficial: http://www.callofcthulhu.com/home.html
E achei agora uma outra opinião em português: Superando o Superlativo
(se eu não te convenci a experimentar o jogo, favor ler o link acima antes de desistir, está mais bem escrito e num tom bem mais passional).
Texto completo e gratuito do conto (em inglês): The Shadow Over Innsmouth
Atualização: outras opiniões em português: Gizmodo - in4tek- Clube do Hardware
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