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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Assassination Classroom

Eu adoro os japoneses! Sempre falo isso.
Não importa o quão bizarro soe, ou tão merda que pareça, eles fazem e que se dane!
E pelo que entendi o filme abaixo já tem até a continuação garantida.



Mas ok, assumo, não fui parar no trailer totalmente por acidente sem saber o que é isso... [mas o fato de ter um trailer live-action foi um susto, sim] Eu estou lendo o quadrinho [mangá, se preferirem. mas se reclamarem eu chamo de gibi] e está bem legal. O anime também, mas depois de testar com os primeiros episódios, resolvi que prefiro fazer o certo: primeiro o original, depois a adaptação. Então fico atrasando assistir porque já sei o que vai acontecer. Todavia... Foi ter visto o 1º episódio que me deu aquele estalo de "Ok... Fiquei intrigado... vou ler essa porra." [comercial gratuito para a Comix.com.br porque eles enviam muito bem embalado] [já a Panini... não sei, porque eles tiveram a idéia idiota de só poder assinar essa revista assinando outra junto...]

Ah, a história... Resumindo bem: o bicho amarelo acima destrói a Lua e fala que a Terra será a próxima em 1 ano. A não ser que consigam matá-lo. E aí ele resolve ser professor de uma turma de colégio onde, além de carinhosamente ensinar matemática, literatura, etc, para um bando de adolescentes problemáticos (que ele matará em 1 ano...) e "junto a essa turminha do barulho, se meter em incríveis confusões", ele também as ensina técnicas de assassinato, para que elas melhor tentem matá-lo (daí o nome da franquia).

Faz todo sentido do mundo.

OBS: o filme já foi até lançado, faz mais de mês! [eu tô virando um nerd de meia tijela... já não sei de nada que acontece]

E para dar créditos a quem é devido: Matando Robôs Gigantes nº 233 onde ouvi falar disto a primeira vez. Mas foi só pelo embalo de ouvir na seqüência, tanto que só este ano que resolvi dar uma olhada - e só lembrei porque estava no embalo de crianças assassinas após ter assistido o Angel Beats [que tem uma postagem curta ainda em rascunho...]. Podem assistir esse também, já fechou. Início, meio e fim em 13 episódios. Este não lembro onde conheci. Acho que foi no AMV Hell igual a Haruhi.

E é isso. Recomendações rápidas só para aproveitar o embalo do susto que levei com o trailer acima. Bom divertimento.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Ninji'n loves you, yeah!

Mil cacetes voadores!!

Eu já tinha ficado chocado outra vez, em descobrir que algumas músicas eram versões (postagem "Cacete!", em  Outubro de 2013), mas agora foi demais!

Estava a esmo no Youtube, depois de ver o tal fanime do Tie Figther (link) que foi assunto umas semanas atrás (que por sua vez é a versão longa de um que foi assunto uns anos atrás) [comentário: gostei mais da música da versão curta], fiquei rolando entre sugestões, apareceu Macross, resolvi reouvir a musiquinha da cenoura (o título desta postagem e primeiro vídeo abaixo) [e que vocês podem imaginar, com razão, que eu gosto, pois é a terceira vez que ela aparece no blog]; e aí resolvi clicar numa versão ao vivo dela (segundo vídeo); e por absoluta falta do que fazer numa Páscoa modorrenta... Resolvi ler os comentários!

<< Interrupção explicativa: "ニンジーン Loves you yeah!" ('a cenoura ama você!') é uma musiquinha que toca no desenho Macross Frontier, quando a personagem principal - que sonha ser cantora - só consegue emprego cantando o jingle de um horti-fruti. Macross Frontier é uma (a melhor) das continuações do Macross original, que é mais conhecido por aqui pela versão-crioulo-doido "Robotech". E voltando na musiquinha, todo mundo que gosta do desenha gosta dela. Eu adoro. Nas palavras de uma fã exagerada "Megumi singing Ninjin loves you ya! gave me diabetes XD" >>  Continuando com a postagem original agora...

Ainda estou chocado com o terceiro vídeo!

Parei tudo na hora para vir postar. [por "tudo" entendam "assistir Youtube sonolentamente"] Pior que eu conhecia a France Gall, já ouvi muita coisa dela, mas não essa! [hora de ouvir mais.] [e pensando agora, ela tem a maior cara de anime também.]

CHOCADO!

Seguem os vídeos. Primeiro os "originais" e depois a "revelação"!

1) Versão "comercial de TV" (curta):


Versão "ao vivo" no desenho (longa): link (letra e tradução aqui)

2) Versão ao vivo de verdade:
    (não consegui achar o link do show em Budokan, mas a versão abaixo é boa também)




3) France Gall, "Poupée de cire, poupée de son":


(curiosidade: essa música foi a campeã do Eurovision de 1965)


Ok... Mas aí, depois de ter feito a postagem e perdido um bom tempo procurando versões melhores dos vídeos - e aí vendo outros num ciclo quase sem fim [e feito umas experiências com o HTML da postagem que não deram certo também], é que eu descubro que a canção acima é baseada numa sonata de Beethoven, que talvez seja de onde realmente veio a idéia para a musiquinha da cenoura. A Yoko Kanno (responsável pela trilha de Macross) é pianista (dentre outros instrumentos, ela toca até acordeon) e deve ter uma excelente formação clássica.

Bem... Não sei e não achei nada conclusivo [e já perdi tempo demais nisso. rs!!!]. Mas ser inspirado por Beethoven é menos chocante do que ter tirado idéia de uma cantora francesa... (por mais que goste de ambos)

De qualquer jeito, ouvindo a sonata inteira enquanto terminava a postagem... Acho que ela pegou inspiração da France Gall mesmo, porque o máximo de vagamente parecido que achei foram rapidos pedacinhos entre 15 e 16 minutos e no começo do 18º.

Mas não deixa de ter sido interessante. E eu conheci novas músicas. E vocês ganharam uma postagem com 5 links musicais. [mais um de brinde] E um desenho de Guerra nas Estrelas. Nada mal. Todo mundo saiu lucrando.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

All You Need Is Kill & No Limite do Amanhã

Filme do Tom Cruise chegando... E um bom tempo atrás eu já lera que era baseado num livro japonês. Pesquisei, achei interessante e ficou na minha cabeça de pensar melhor no assunto algum dia. Geralmente é sempre melhor ler o livro antes. Se é para um estragar as surpresas do outro, que seja o melhor estragando as do pior. [ou, pelo menos, mais longo, já que um livro demora mais que 2 horas] [esse talvez não, caso você leia rápido]

Se bem que eu não esperava grandes surpresas. Feitiço do Tempo + Tropas Estelares é como 90% da internet descreve o livro.

"Veja, um alien! Vamos pegá-lo!"

Mas sei lá, de repente haveria alguma reviravolta... [até tinha, mas o filme mudou isso, então não teria estragado] e com a data do filme já bem perto, resolvi decidir logo de uma vez por todas se leria ou não.

Fui no Skoob ver se tinha alguma opinião [além do Google, agora peguei esse hábito] e estava lá um cara dizendo que se você gostou de Tropas Estelares, Scalzi e Guerra Eterna, esse livro era para você. Só livro que gostei! Foi o suficiente. Comecei a ler o dito cujo 15 minutos depois.

Foi o tempo de comprar o livro [sim, eu COMPREI o livro em papel na mesma hora - eu REALMENTE gosto de ter os livros que eu leio na estante] e achar um epub dele para começar a leitura. [só acho um absurdo pagar duas vezes para ser dono de uma coisa, então não entrarei em detalhes sobre a origem da versão digital.] [que li em inglês, para não precisar confiar em tradução de fã brasileiro. As vezes é boa, as vezes... não.]


Título: All You Need Is Kill
Título original: オール ユー ニード イズ キル
Autor: Hiroshi Sakurazaka
Editora: Haikasoru  --  Ano livro / história: 2014 / 2004
Tradução para o inglês: Joseph Reeder e Alexander Smith
Páginas: 202  --  ISBN: 978-1-4215-2761-1

A história: moleque entre exército para lutar contra alienígenas que estão dominando a Terra, mais como uma praga do que como uma força invasora; mas eles têm lá alguma inteligência. E aí morre na primeira batalha. E acorda deste sonho super-realista que teve. Fica com uma baita sensação de déjà-vu ao longo do dia, vai para uma batalha igualzinha, e morre. E de novo. E aí ele começa a ficar bolado.

Cedo ou tarde ele percebe em que merda se meteu (mas não como) e, eventualmente, uma outra militar percebe que está acontecendo com esse sujeito o que já acontecera com ela antes, e o ajuda a entender e, também, a planejar como ele pode tirar proveito disso na batalha (assim como ela fez, na vez dela).

Opinião: realmente, um excelente livro rasteiro. Ação e humor (várias passagens divertidas), personagens legais (até os de apoio, que não têm tanto espaço) e, ao mesmo tempo, todo um enredo militar e do treinamento do cara, que ficou legal.

Ah, e caso você não conheça [eu nunca ouvira falar] umeboshi é esse treco aqui. É um tipo de ameixa do capeta de sabor bem ácido. Perto do final do livro tem uma cena em que voce ficará curioso sobre o assunto. Dá para entender o contexto perfeitamente, mas saber o que é o treco é sempre melhor.

E a "viagem no tempo" até tem uma explicação questionável, mas que tem sua lógica. Dá sentido para o cara ficar entrando nesse loop. Isso leva depois à uma reviravolta no final da história que achei meio confusa, mas serviu para não acabar num mero "e viveram felizes para sempre, matando alienígenas ao pôr-do-sol" [mas eu até que estava torcendo exatamente para isso...]

Ótimo livro. Leiam sem medo se gostam de FC militar e com uma pegada mais leve. A opinião sobre o livro está curta, mas ele também é bem fino [li num final de semana], não dá para falar muito.

Agora falemos do filme também.


Título: No Limite do Amanhã
Título original: Edge of Tomorrow
Duração: 1h53min  --  Ano: 2014  --   Trailer [com legendas de Portugal, porque "Procure-me quando acordares" é muito mais foda que "Me procure quando acordar" (sim, eu tenho uma queda por português correto mesmo em situações em que isso não ocorreria. rs!)]
De: Doug Liman (de Sr. e Sra. Smith, Jumper e episódios de Eu Só Quero Minhas Calças de Volta)
Com: Tom Cruise  (que tu já conhece), Emily Blunt (de Os Agentes do Destino, Looper e Os Muppets), Brendan Gleeson (de Tróia e de 3 dos filmes Harry Potter) e Bill Paxton (de U-571 e Aliens, O Resgate) [ele é o cara do "Game over, man! Game over!"] [e por falar nisso, faz tempo que não sai um bom filme de submarino].

Então... Simplificação, seu nome é Hollywood! Mas... eu gostei. Menos papo e mais porrada. Até um pouco de humor também no meio. Tem uma mudança absurda no final. Duas na verdade. Isso ignorando o fato de que não tem um olho puxado sequer o filme inteiro. Mas estou ok com tudo, a gente releva. E para quem leu o livro, até foi legal ver esse "universo alternativo" do cinema, em que você tem um final fofinho e feliz. [mas não vou entregar como acaba o livro]

A história: é a mesma do livro. Mais ou menos. Eles estão na Inglaterra, não no Japão, a garota é loira ao invés de ruiva, praticamente não temos personagens secundários (tem, mas sem desenvolvimento algum), o herói é um quarentão covarde ao invés de um moleque voluntário, e o extra-terrestre que precisam matar para interromper os ciclos não é só um 'líder de pelotão' aleatório, é um super cérebro responsável, aparentemente, pela coordenação de *todos* os bichos no planeta. [backup que é bom, nada!]

E aí um monte de cena de batalha, troca de olhares, algumas piadas, alguns furos [porque fazer uma baita perseguição policial para espetar o treco na perna? espetava ali mesmo, no sofá do escritório!!! Depois dava um tiro na cabeça e contava para a mulher no ''dia seguinte'': "Opa! Eles estão na França."] Mas esse não foi um filme feito pra ser complexo, foi para ser divertido, então tudo bem. Foi.

Leitura recomendada: a resenha do Omelete [mesmo que eu não tenha visto nada de toda a crítica social à guerra que o cara percebeu...]

Quanto ao livro versus filme... Bem, mudou tanta coisa que o livro virou só uma inspiração. Dá nem para começar a comparar. Tem um monte de site por aí com listas tão grandes, que é mais fácil ler logo o livro. Eu não me incomodo com as adaptações de forma tão raivosa. Eu só teria feito a roupa da garota ser bem mais vermelha, ao invés de só um pedacinho. Pô, ela não venceu só uma batalha e ficou famosa, ela virou uma lutadora realmente absurda depois daquilo [Verdun! gostei!], então a roupa arrogantemente chamativa faria sentido. Se bem que no começo do filme ela morreu de bobeira, fazendo pose pra câmera. Vai entender...

E o filme tinha que dar jeito de ter, ainda que poucas, as explicações para o que estava acontecendo, para poder abrir caminho para a solução. O que estava no livro daria trabalho para colocar rapidamente em cena. Explicar a "reviravolta" do livro então, de forma corrida não ia dar certo (já ficou meio corrido no livro até).Então aceito de boa a quantidade absurda de adaptações e simplificações.

O filme até consegue dar boas soluções visuais para deixar o andamento corrido (como é no livro) e com várias "explicações" subentendidas. No livro, por ex., você precisa que alguém te diga que a Rita faz parte de um pelotão de elite. No filme: o pelotão tem caveiras desenhadas na roupa. Pronto. Em 1 décimo de segundo está perfeitamente explicado.

E o livro ainda tem todo um capítulo sobre a moça, para nos fazer gostar mais dela e deixar o final do livro mais interessante. No filme... Sem ter a luta final = sem infância da Rita menina indo comprar café.

Mas falando do final, eu só não teria dado uma solução tão simplista. Ou, se fosse para ser, que não fosse TÃO simplista.

Não vou dar spoiler abaixo, mas pode ficar meio estranho. Se preferir nem ter dica de como acaba o filme (como se num filme americano a fôssemos ter alguma dúvida), pule o parágrafo seguinte.

No filme, no final, do nada, pela primeira e única vez, algo é afetado fisicamente quando eles voltam no tempo (no filme, pelo que parece, eles realmente voltam no tempo). Pô, qual foi a lógica da almôndega gigante (o tal "Ômega") ter pifado no passado? Ok, o cara ter voltado ainda mais no tempo porque tinha muito mais sangue azul nele... Ou porque ganhou o "poder" *de novo*, mas num horário mais cedo... Solução safada, mas não foi ruim (deixaria sem explicação do porque a almôndega, que tem MUITO mais sangue não conseguir voltar então meses ou anos, mas não importa), o que eu teria achado melhor, já que ele não precisaria fazer todo aquele rolo de escapar do sargento e ainda seria um major respeitado, seria ele chegar para Rita, naquela última cena (com a guerra *ainda* rolando) e ao invés de só sorrir, mandar um: "Primeiro, eu gostaria de agradecer toda a sua ajuda e convidá-la para um café, com 3 cubos, assim que terminarmos essa guerra. Segundo, vem comigo. Estamos indo para Paris. Temos uma guerra para terminar." Minha idéia é CLICHÊ FEITO O CARALHO! [inspirada numa cena do Jet Li em The One, por falar nisso] (*) mas seria fofinha sem a almôndega ter misteriosamente pifado sem ter sido atacada (e ninguém vai saber que o cara que fez aquilo, ele continuará com a fama de babaca covarde). O final como foi, foi um final legal e divertido para um filme completamente descompromissado. Mas parafraseando as sábias palavras de Doc Brown, "Eles não estavam pensando quadridimensionalmente!"

(*) [essa postagem ficou em rascunho tanto tempo (hoje é 27/julho/2015), que fiquei com vontade de rever o The One só para relembrar de que cena estou falando... eu não lembro mais.]

E... safadeza final: minha cena permitiria continuações! :-D  [nesse aspecto, é legal ter acabado como acabou, fica um filme chupeta ali, isolado, sem ser estragado com caça-níqueis posteriores] [mas que podem ser feitos... basta cair outro asteróide almôndegado. Ou... quem disse que já não caíram vários?]

No final, recomendo o filme também. Bem divertido, com alguns momentinhos chatos no meio, mas nada demais. E bem hollywoodiano, feito para entreter com explosões, romance e final feliz. Tem o Tom Cruise e uma loira no cartaz, usando armaduras. Ninguém esperava nada diferente mesmo.

Resenhas alternativas do livro:
Prose and Postulations: "Any story that includes oodles of killing, funny one-liners, giant alien frogs, and names like: Full Metal Bitch, will hold my attention any day."
[curta e divertida, e achei legal que também colocaram uma imagem do Bill Murray na mesma cena que eu usei. É uma boa cena.]
SF Signal:  "I couldn’t put this fast-paced story down."
E essa aqui, que o cara deu nota 7 pro livro, mas achei divertida também:
The Crusades of a Critic: "It is far better written than you would imagine for a war novel about Mole Man aliens." [e gostei deste site, acabei de ler uma longa resenha deles sobre o Fallout 3 e já marquei aqui para voltar lá outras vezes]

E resenhas do filme são fáceis de achar, vou deixar vocês procurarem e ficar só com duas, dos meus sites-padrão: [e depois de mais de um ano em rascunho, quero terminar esta postagem logo. rs!]
Screen Rant: "In the end, Edge of Tomorrow is impressive enough for what it is, with trace hints that it could’ve been something a little bit greater."
Cinema com Rapadura: "outro exemplar digno do gênero, embora entregue um final covarde e artificial que não faz justiça ao restante da projeção"

E pronto! Levou só 15 meses, mas a postagem está no ar! :-D

domingo, 16 de março de 2014

Recruta Zero x Frank Miller


Bons tempos os anos 80, quando a imagem acima era perfeitamente válida numa revista direcionada à crianças de 6 à 12 anos [não sei a faixa oficial, mas era +/- nessa aí que eu lia Recruta Zero com regularidade]. OBS: cliquem nela para ampliar.

E para saberem, depois que a espada sai voando ela cai no peito do Sargento Tainha, que explode em sangue. [o peito, mas se tivesse sido o sargento inteiro também teria sido impressionante!]

A história acima é a Zeronin, "por Frank Milho", e está na edição nº1 do Almanaque do Recruta Zero, de novembro de 1989, pela Editora Globo. Encontrei-a hoje, fazendo uma limpeza de umas partes mais antigas e inóspitas da estante. Eu nunca fui de guardar revistinhas, mas esta mereceu. [outra, devidamente guardada junto, é a história onde o Homen-Animal encontra-se com o coiote das histórias do Papa-Léguas - aqui em inglês]

E para quem é ruim da cabeça e não pescou, o título e o autor são paródias com Ronin, de Frank Miller. Também está na edição outra história (apenas poucas páginas, na verdade, como a acima) parodiando a O Cavaleiro das Trevas ("O Sargento das Trevas"), mas onde o Tainha veste-se de Super-Homem ao invés de Batman. [também tem sangue, mas bem menos] E tem outra que é como seria se o Recruta Zero fosse desenhado pelo Maurício de Sousa. Para saberem, o mote da revista é que o desenhista do Zero sumiu e os editores estão tentando arranjar outro. E o detalhe interessante é que isso nunca apareceu em nenhuma revista americana do Beetle Bailey (o nome original do Recruta Zero), foi tudo idéia e desenhos de brasileiros, ambos devidamente aprovados pelo Mort Walker (o criador do personagem).

Fui procurar agora uma imagem da capa [preguiça de scannear eu mesmo novamente] e acabei de notar que até que essa revista não foi esquecida, encontrei uma postagem sobre ela de 2008 e saiu uma matéria na Universo HQ mal tem duas semanas até. [e mesmo correndo o risco de acharem que essa postagem aqui é imitação e não uma baita coincidência, não quero saber, a imagem no alto merece] Inclusive, cliquem lá para verem mais imagens da revista. Tem o Tainha de Super.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Oito Infinito / O Desaparecimento de Haruhi

Keep Calm and wait, Endless Eight is not endless
Eu acabei vendo a 2ª temporada d'A Melancolia de Haruhi Suzumiya em pouco tempo. Fiquei curioso.
E putz... Cacete! Hahahahah. Malditos. Eu pelo menos estava preparado. Eu já tinha visto a lista de episódios e antes disso já sabia que havia algum tipo de trauma coletivo sobre eles. Bem... Eu sabia da repetição. E depois da 5ª vez fui checar se a próxima seria a última... Fiquei rindo sozinho...
Para quem sabe do que eu estou falando, os vídeos abaixo devem ser conhecidos. Para quem não sabe, talvez fiquem incompreensíveis. Mas vou colocá-los logo mesmo assim.  Resto da resenha depois. [e sim, o meme ao lado é velho, mas depois dessa, não pude resistir.]

Endless Eight Finally Gets to Hitler
Endless Eight pisses Hitler off
[sim, os vídeos são aquelas relegendagens do filme A Queda]

Bem, eu pelo menos não precisei esperar 3 anos, na antecipação, para então assistir à essa pegadinha. Eu e meu senso de humor anômalo até conseguiram se divertir com a desgraça que foi feita... Mas PQP! Isso é trauma para uma vida. Eu não me alimento muito bem, então acho que dá para morrer em uns 40 anos... Aí eu esqueço. hahahahaha C*lho! O pior é que ainda estou me divertindo com "aquilo". :-D

Tem uma boa frase, roubada aqui desta review:
(...) it was a very unique approach to dealing with a time-loop storyline. What better way to show how drastic the situation really is than stick the audience in a similar situation, making them go through what the characters are going through?
Quem quiser entender logo de cara o trauma, spoilers nesta postagem.

Antes de continuar, algo sem relação com coisa alguma, mas ficou legal. Cenas do anime parodiando o trailer de Matrix:



Muito bem, voltando...
Duração: novamente, 14 episódios, uns 25 minutos cada um.
Da: Kyoto Animation  --  Ano: 2009  --  País: Japão
De: Nagaru Tanigawa (escr.) e Tatsuya Ishihara (dir.)

A temporada tem 3 partes: o 1º episódio; os oito martirizantes Endless; e cinco episódios que mostram a gravação do filme que eles fizeram (o episódio "00", da 1ª temporada). Estes últimos têm ótimos momentos. O gato (sim!) discutindo fenomenologia (talvez?) com os personagens é impagável.

Eu ia recomendar ver os episódios desta temporada no meio das da 1ª, na ordem cronológica, como passou no Japão. É que não existiu uma 2ª temporada na verdade... O que eles fizeram foi reprisar a série, desta vez na ordem cronológica, e inserir novos episódios entre os antigos. Mas aí aconteceu algo legal. Na 1ª temporada eu falei que o final do 6º episódio, que originalmente passou em último, daria um melhor final para a série, mas que era melhor não ver assim, para poder entender. Pois bem, o último desta temporada, que cronologicamente aconteceu depois (se é que não me enganaram), meio que reprisa a cena e vemos o que acontece logo em seguida. Então você "volta" ao que seria o melhor final, e o conclui. Ficou bom. Assistam então a 1ª temporada na ordem que eu sugeri, e depois assista os novos à parte.

Se bem que ainda não é a última vez que vou resenhar a Haruhi. Agora falta ver o filme, que me deixou curioso por mostrar a "et-andróide" (não é andróide, mas explicar direito ia ficar muito longo) agindo como humana. Clique no link abaixo para ver cenas do filme com a música tema (e o comportamento estranho da sujeita).

O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya
Música: "Yasashii Boukyaku", por Minori Chihara

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WASURENAIDE!

Demorei tanto para desrascunhar esta postagem, que acabei vendo o filme também. Ok, mesmo conhecendo o desenho faz poucos meses, tornei-me grande fã dele, então a opinião seguinte é de fã, não necessariamente isenta nem imparcial:

O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya foi FODA!

Muito bom mesmo. Tem seus momentos monólogos, mas ele faz menção à vários episódio passados, rouba algumas idéias aqui e ali, mostra a Nagato completamente fofa agindo como humana, termina com uma música excelente nos créditos (uma versão mais trista do trailer acima, à capella. Clique aqui), e uma cena pós-créditos extramente bem pensada. [obs: não, ela muito provavelmente não fez o que todo mundo acha que ela fez nesta cena, mas parece que fez, e isso que importa, até mesmo ser vago faz parte da beleza da cena.]

Nome original: 涼宮ハルヒの消失 (Suzumiya Haruhi no Shoshitsu)
Nome em inglês: The Disappearance of Haruhi Suzumiya [é bom dar o nome em inglês porque se você quiser comprar por aqui... Não tem. Não entendo porque o mercado de desenhos e séries japonesas no Brasil é tão baixo. Eu cresci vendo desenho japonês e Espectreman, minha mãe via National Kid e Fantomas, amigos mais novos cresceram vendo Jaspion, Pokemon e outros desenhos que nem conheço, de brinde até temos a maior colônia japonesa do planeta... Nós deveríamos ser o maior mercado disto tudo no mundo!! Mas na prática...]
Duração:
2h44min  --  Ano: 2010  --  País: Japão

É pena que até agora não há noticias de uma 3ª temporada ou novo filme. O Desaparecimento compensa completamente pelo Endless Eigth. Então quando eles querem, eles conseguem fazer algo não só bom, mas espetacular. O jeito será ver se traduziram os livros e mangás para inglês ou português... Ou aprender japonês.

Rapidamente resumindo a história: dia normal na escola, final de ano, e a Haruhi está bolando com os companheiros (ou seja, disparando ordens e definindo tudo sem margem para discussão) como será a festa de Natal do clube. Dia seguinte e... algo de muito errado aconteceu com o mundo. A Haruhi desapareceu. Não só sumiu, mas ninguém nem sabe quem ela é, nunca ouviram falar, e os antigos integrantes do clube - que não existe - não reconhecem o Kyon. E não só isso, como eles também são pessoas normais. Ninguém ali é viajante no tempo, paranormal ou andróides alienígenas (notem o plural - só para deixar o nosso herói ainda mais preocupado). E cabe ao nosso mocinho não só resolver o mistério, como também aceitar de uma vez por todas algo que ele veio a série toda reclamando.

O grande trunfo (e destaque) do desenho é justamente a nossa adorável andróide Nagato. Como todos os personagens tiveram que virar pessoas normais, a única realmente alterada é ela, já que todos os demais já eram humanos para começo de conversa. E como seria a "conversão" de um robô sem emoções, que passa o tempo todo lendo num prédio afastado e morando sem companhia: uma garota tímida e solitária que não sabe lidar muito bem com outros e, ha!, com meninos!

De novo: muito bom!
Se você for fã, pelo menos. Não sei se teria o mesmo impacto como um filme isolado.
O que é um bom gancho para recomendar novamente: veja a série toda!

E uma resenha alternativa, com mais elogios:
Anikenkai: "...incrível e altamente recomendado para todos os fãs de animação..."
(mas de novo, ressalva de que será melhor se você assistiu antes a série - e se você não quiser encarar os oito infinitos, assiste só o 1º, o 2º e o último deles de repente)

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E novamente, desrascunhar tudo acima demorou tanto (hoje é 7/dez/2013) [essa vida agitada de blogueiro ainda acaba comigo. rs!], que acabei lendo os 4 primeiros livros [com um bom intervalo entre eles] dos que deram origem a série. Li esta semana justamente o livro do Desaparecimento. [e por isso que lembrei de terminar essa postagem, que estava 90% pronta faz quase 1 ano e meio]. Devo dizer que foi uma surpresa. Todo o humor está lá intocado e foram grandes diversões mesmo sem imagens ajudando (há uma ou outra apenas). Ter visto o anime antes facilita, já que você lembra das cenas e expressões, mas foi uma leitura extremamente agradável e divertida.

Podia ter lido em inglês, mas li pela tradução nacional de fãs (mas eu tenho todos os livros da Little, Brown Books também). Não dou o link porque, tecnicamente, não podiam existir. rs!, mas vai no Google que você encontra. Agradecimentos ao sujeito com nome que é trocadilho de remédio e jardim e toda sua equipe.

Sobre os livros, o primeiro segue a história principal da 1ª temporada, os episódios chamados "A Melancolia de Haruri Suzumiya" (que é o nome do livro).
O 2º livro (Os Suspiros de Haruri Suzumiya) são os últimos 5 episódios desta 2ª temporada (os da gravação do filme).
OBS: lembrando, os livros vieram ANTES do anime - eles não são uma novelização do desenho, o desenho é que é a animação deles.
O restante das duas temporadas (episódios soltos e O Oito Infinito) são os livros 3 e 5 - respectivamente: O Tédio e A Fúria (todos, sempre, de Haruri Suzumiya).
O 4º livro é O Desaparecimento.
Voltando para o 5º livro, nele começam as histórias que NÃO viraram desenho. [ainda, pelo menos, temos que manter as esperanças] Há um conto no 5º que não virou episódio da série e no 6º livro (A Hesitação) apenas um deles virou.
E daí em diante nada virou desenho e cada livro é uma história completa, e não contos como alguns dos anteriores. A última das histórias (até o momento) foi lançada originalmente em 2 livros até, de tão longa. São eles: As Intrigas (7º livro), A Indignação (8º) Os Distúrbios (9º) e A Surpresa (10º e 11º).
OBS: em inglês o 10º e o 11º foram publicados em 1 livro apenas.
E há dois contos soltos: Rainy Day e Random Numbers.

Sobre um eventual 12º livro, nada certo ainda, mas em entrevistas o autor dá a entender que existirá - e sem planos de parar.

No próximo eu já começo a ler material "inédito", mas será só um conto, volto aqui só quando chegar no 6º. Falaremos de Haruhi novamente lá para 2015 então. :-)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Melancolia de Haruhi Suzumiya

No original: 涼宮ハルヒの憂鬱, Suzumiya Haruhi no Yuutsu
Duração: aprox. 5h30min (14 episódios)
Da: Kyoto Animation  --  Ano: 2006  --  País: Japão
De: Nagaru Tanigawa (escr.) e Tatsuya Ishihara (dir.)
Site oficial e trailer: não achei...façam o seguinte: montagem de fã (a letra da música não tem nada a ver com a trama, mas é um bom jeito de ver muitas cenas de uma só vez e captou bem o clima hiperativo da protagonista) e God Knows (a 2ª música mais famosa do desenho; este link tem "só" meio milhão de visitas, gosto dele porque tem o som do desenho, não só da música, mas há no Youtube esta mesma cena com mais de 10 milhões de visualizações).

Como quase todos os animes que vi ultimamente, resolvi dar uma olhada neste baseado em praticamente nada: eu vi cenas dele no AMV HELL 5 e achei o nome interessante. [e sobre os AMV Hell, se você gosta de anime, amv's e não sabe do que estou falando... pare tudo e vai . há versão em DVD para download também]
Mas não foi nenhuma montagem em específico que me fez ficar curioso, foi só o fato deste desenho ter aparecido tantas vezes no pacote e parecer comédia com um título falando de tristeza profunda. Tive que anotar o nome para conferir do que se tratava.
E para quem não sabe o que são os AMV (Anime Music Video), a "montagem de fã" que eu linkei lá no alto é um exemplo. São vídeos com cenas de anime com música por cima. Geralmente músicas que não são do desenho, mas encaixam com a trama, cenas, ou de alguma forma. Os AMV Hell são AMVs bem curtos (alguns de meros segundos), em sua imensa maioria fazendo paródia.

Achei 2 exemplos envolvendo a Haruhi. Não são dos melhores, mas dá para ter uma idéia do que estou falando: Haruhi Suzumiya vs Dragonforce  e  Haruhi - Time Warp
OBS: tem o link para o 'clip' original do Time Warp na postagem sobre Mongrels.

Pois bem... começar a ver sem saber nada sobre o desenho é sempre divertido. O primeiro episódio desta série é tão bizarro, que eu tive que ir bolando teorias sobre o que era aquilo já nos primeiros segundos. Já começa tudo errado, que o primeiro episódio entra anunciado como Episódio 00: As Aventuras de Mikuru Asahina com uma musiquinha bizarra, que parece cantada num estilo meio rouco... mas depois você percebe: é só mal cantada mesmo.
E assim que o desenho começa, somos apresentados à personagem principal pelo narrador, que diz ser ela uma garçonete combatente do futuro! ["Garçonetes... Atacar!!" adoraria ver isso!], ah, e ela começa o desenho vestida de coelhinha da Playboy e vendendo vegetais. Mas o narrador não soa como um narrador... Nada de voz cavernosa dizendo "In a world where bunny dressed waitresses must fight...", o que o narrador faz logo de cara é dizer que ela ser do futuro ou ser garçonete são detalhes menores de um enredo estranho que foi jogado no nosso colo. Logo depois somos apresentados a outros personagens, como o par romântico dela, um sujeito com poderes ainda desconhecidos, e a vilã: uma maligna feiticeira alienígena!

E a história vai seguindo, com o narrador avacalhando a trama e os erros de continuidade; temos saltos temporais mostrando as várias lutas e "armas" especiais das inimigas; "explicações" sobre a mudança de tática da vilã e o enredo ter mudado para uma comédia envolvendo um triângulo amoroso; e coisas do gênero.

De repente, depois de uns 5/10 minutos de completo abobalhamento mental e pensando em negrito "o quê está acontecendo?", TUDO fez sentido: as cenas mal "filmadas" (obviamente, como é um desenho, foram feitas assim de propósito), a música mal cantada, o nome da personagem principal ser diferente, o fato do desenho mostrar partes da trama que deveriam acontecer mais para frente, e até comentários do tipo "essa cena, por exemplo, se fosse produzida como planejado...".
Como diria nosso amigo Neo: "UÔU!"

Ora, foi genial! Esse episódio 0 nada mais é que o "rascunho" da série. Algo que o criador fez para apresentar a idéia dele. Mas tudo com muito humor, como se fosse problema de baixo orçamento. Achei isso fantástico. O narrador funciona não só como o alter ego do criador, vendendo o peixe, mostrando os personagens ainda mal desenvolvidos, sem bons efeitos, e delineando algumas evoluções futuras da trama; mas também como produtor, citando os problemas técnicos, e também um telespectador, brincando e implicando com todos os muitos clichês apresentados, típicos do gênero.
E depois do cara ter conseguido o financiamento e ido em frente com a série - onde ele mostraria toda essa trama novamente, só que bem feita - não só ele entrou na curtição e resolveu não esconder isso, como foi macho suficiente para torná-lo o primeiro episódio, e não só um extra do DVD. UAU! Muito bom.

Mas... completamente errado. Foi uma boa teoria. Teria sido muito maneiro, mas não foi nada disso que aconteceu. Na última cena tive um daqueles momentos "Ih, cacete... errei tudo!". Aparece uma outra personagem, que não aparecera em momento algum antes e... Que audácia! Na verdade ela é a personagem principal da série! Como assim? Depois de 30 minutos nos acostumando com a menina ruiva como protagonista, vem outra e metaforicamente diz "Não! Sou eu!". E mostra ela desligando o projetor e falando que o filme que ela e os amigos fizeram será um sucesso durantes a feira do colégio.

Mesmo assim, um episódio excelente e ótima introdução à série. Ri e me diverti bastante tanto antes quanto depois de tê-lo (erroneamente) entendido.

O problema é que, mesmo com a tal cena final, o segundo episódio ainda foi um choque. É que mudou tudo e nenhuma menção é feita a coisa alguma do episódio acima. Cadê as "atrizes" da desajeitada garçonete do futuro e sua arqui-inimiga mágica? Ou, pelo menos... cadê a tal feira estudantil e a exibição do filme?
Pokémons me mordam! No 2º episódio os personagens ainda nem se conhecem!

Foi como se eu tivesse assistido o piloto de uma série, e depois descobrisse que ela mudou toda e eu ficasse pensando... "Pô, mas cadê aquela série?" O que nunca aconteceu antes, mas teria acontecido, por exemplo, se eu tive assistido The Cage antes de TOS ou o piloto original do The Big Bang Theory (que não ficou ruim não...).

/* comentário nada a ver com nada... tudo acima teve que ser reescrito... não entendi... o Blogger salva o rascunho a cada poucos segundos enquanto digito... aí a máquina travou, volto, e descubro que perdi uns 40 minutos de texto...e parece sacanagem, mas assim que eu escrevi a palavra "texto", essa logo aí, antes das reticências, o Firefox deu pane e fechou! e quando voltou, não perdi uma vírgula! mas na primeira travada (uma tela azul), nada! nada do que eu fiz voltou! 40 minutos e cadê? Não voltou sozinho ao abrir o navegador, não estava no cache em disco do Firefox, e não estava no rascunho do Blogger... Desgraça. Aí tento refazer tudo rápido, para reescrever antes de esquecer... Mas nunca fica igual e nem fica melhor. É, Ellen Feis... Sei como você se sentiu! */

Mas voltando... O que temos a partir do 2º episódio (o episódio 1)?

Na verdade, histórico rápido antes: esse anime [desenho animado japonês], como quase todos, é baseado em um mangá [gibi japonês], mas ao invés de parar aí... O mangá por sua vez é baseado numa série de "livros leves", como eles chamam, que são livros finos, direcionados para leitores mais jovens, mas não tanto (público Seinen, galera dos 18 aos 35 anos mais ou menos - se bem que o desenho é muito mais light do que um seinen permitiria ser, não há sexo, por ex.). Existem atualmente 11 livros e o anime é baseado em aprox. 5 deles (é baseado nos 4 primeiros livros e aproveita depois partes do 5º e do 6º). Alguns dos livros são uma só história longa, outros são de contos menores, e nos últimos a história ocupa mais de um livro. Infelizmente, até onde pesquisei, não foram publicados em português nem os livros nem os quadrinhos. Um bom lugar para ficar de olho, caso surjam novidades, é o S.O.S Dan Brasil, site nacional de fãs.
O desenho teve 2 temporadas, ainda sem notícias sobre uma eventual terceira, mas material para aproveitar é o que não falta.

Voltando à história... O que temos: uma garota ranzinza, hiper-ativa e com idéias incomuns começando em um novo colégio, e que, ao se apresentar para turma, basicamente diz que todos a sua volta são um tédio e que se você não for alienígena, viajante do tempo, de outra dimensão ou paranormal, melhor nem puxar assunto. Na verdade, "basicamente diz" não... Ela fala isso com todass as letras, raiva no coração e sangue nos olhos, já esperando que ninguém se manifestasse mesmo... Ô racinha tediosa. Humanos! Onde já se viu!?

Já não lembro bem como se desenrola, mas depois de alguns dias ela começa a conversar com o carinha que senta na frente dela na turma (acho que ele quem puxa o assunto, falando sobre o penteado dela, que muda o tempo todo), mesmo com os outros alunos desrecomendando a socialização. E depois dela ter tentado fazer parte de todos os clubes do colégio (Clube de Xadrez, atletismo, essas coisas) ela resolve formar o próprio clube. Batizado de Brigada SOS. "SOS Dan" em "japonês", de: Sekai wo Oini Moriagerutame no Suzumiya Haruhi no Dan - Grupo de Haruhi Suzumiya com o propósito de sobrecarregar o mundo com diversão (ou algo assim).
Aí ela arrasta o carinha para ser membro, rouba a sala do Clube de Literatura (tornando a única participante dele uma membro do novo clube), praticamente seqüestra uma aluna mais nova para ser membro também (ela precisava de alguém para ser o mascote e chamar a atenção pelo atributos físicos) e surge um outro cara (não lembro mais como).
O grupo não tem um propósito específico. A menina quer conhecer gente do tipo que ela já falou, resolver mistérios, descobrir coisas... Nem ela sabe muito bem o que farão. Basicamente, a função da "brigada" é ela matar o tédio e se divertir no processo.

OBS: como eu disse, vi o desenho sem saber nada... nem o básico do básico, que todo mundo já devia estar sabendo antes de começar a assistir mesmo sem ter lido o mangá ou os contos. Eu não vi trailers, não vi comercial de TV, cartazes ou anúncios de revista... Nunca ouvira falar da série e tudo que eu "sabia" do desenho foram paródias redubladas do AMV Hell! Então fui pego de surpresa pelo que vou contar a seguir. Se você prefere ver no susto também, pule o parágrafo seguinte. Será mais divertido.

--- MINI-SPOILERS COMEÇAM AQUI ---

No final, acabam fazendo parte do clube, sem que ela saiba, uma viajante no tempo (que teve um motivo específico para estar lá, mas não lembro), um tipo de paranormal (que tem a teoria de que a Haruhi criou o universo faz pouco tempo antes, e todos eles podem ser refeitos a qualquer momento) e um tipo de andróide (não é isso não, mas complicaria explicar) alienígena. E o que parecia que seria um desenho perfeitamente normal, com o dia a dia engraçado da 'turminha', acaba envolvendo seres interdimensionais, loops temporais, a reprogramação temporária das leis da física e a possibilidade do mundo acabar. Uma agradável surpresa!
Se quiserem, um pouco mais de detalhes.

--- E TERMINAM AQUI ---

A série intercala episódios completamente calmos (não veja Someday in the Rain com sono, você vai dormir) e bucólicos, com outros completamente malucos, envolvendo... (já disse acima, dentro dos SPOILERS). E o humor do "piloto", mesmo menos absurdo (agora não há mais erros de filmagem), continua lá, já que acompanhamos os pensamentos do Kyon (o verdadeiro protagonista da série), enquanto ele é abusado e arrastado para todos os cantos pelas idéias loucas da Haruhi.

Sobre os episódios, há os "principais" (as 6 partes chamadas The Melancholy of Haruhi Suzumiya), que giram em torno da trama mais doida, mas os demais... Você nem lembra que essa loucura toda está acontecendo por trás. Ou a loucura é pouca, e você consegue acompanhar. Nas loucuras maiores, até há algumas menções e flashbacks, mas você fica tão perdido com eles, que abstrai. Importante até... Como assim ficar perdido com os flashbacks? Eles não estão ali para te lembrar de algo que você já viu?

Pois bem, algo importante para saber: a série teve 3 ordens diferentes de episódios:

■ há a ordem original, como passou na TV. Que foi a que eu assisti. Idéia ruim. Ok se eu tivesse visto tudo rápido, mas lento como eu fiz, só servia para eu ficar perdido com partes importantes da trama. Em mais de um episódio eles fizeram menção ao que chamaram de "espaço fechado" (closed space). Fui entender o que era isso no penúltimo episódio só. Que teria sido o 6º episódio na ordem ideal, sem que ninguém tivesse mencionado o assunto antes. Veja bem... A ordem original não foi algo como os flashfowards de Lost: planejados [não vem ao caso se a série foi boa ou ruim]. Simplesmente passaram numa ordem louca e ponto final. Agora que vi tudo, não entendi o porquê. Nem foi assim no quadrinho nem nada!

Até achei em alguns momentos que ver nessa ordem, com flashbacks de coisa que eu não sabia ainda, ia servir para depois ter aquela coisa de "ah... então foi por isso..." mas não foi assim que eles fizeram. Não era uma dica de algo que aconteceu antes mas você só verá depois, para te deixar curioso... Você ficava era perdido mesmo, por não saber do quê diabos eles estavam falando. Eles jogavam essas referências e elas eram importantes para você acompanhar partes da trama. Ordem de bêbado... Muito errado. Ou de repente ficou confuso pela legendagem. Ou de repente japonês é muito mais esperto que eu e era capaz de lembrar tudo que aconteceu em 10 episódios anteriores e ter a tal sensação de "ah, agora entendi". Bem, não sou o Rain Man, só vou entender parte dos episódios passados reassistindo-os. O que não farei. Apesar disso, deram para divertir. E nem são todos que tiveram desse problema. Alguns ignoraram completamente as partes estranha da trama e foram só um desenho normal.

■ há a ordem cronológica. Ignorem-na. O motivo é a ordem a seguir.

■ e há ordem do DVD, que é igual a cronológica, com uma grande exceção: o primeiro episódio, que eu descrevi lá no alto, continua sendo o 1º episódio. Na ordem cronológica ele é o 11º, e isso tira todo o impacto do susto que ele causa. E como ele é mencionado no 12º, é mais interessante relembrar dele depois de vários episódios, de que ver uma referência a ele logo na sequência dele mesmo.

Vendo pela ordem original, a cena final do último episódio fica um bom final para a série. Mas você é obrigado a ficar meio perdido em outros episódios. A cena final do último na ordem do DVD já não é a mesma coisa, mas também não chega a ser ruim como fim. Se eu tivesse tempo [mais, pelo menos, já que estou aqui, marmanjo, escrevendo sobre desenho... ok, né?!] ia checar quais episódios te deixam perdido, e montar uma ordem alternativa...

Mas ainda tenho a 2ª temporada inteira para assistir e eu já levei uma eternidade para terminar a 1ª (12 episódios em 6 meses). [comecei essa postagem em 22/fev!] E tem também o anime do Black Rock Shooter para terminar... (depois do OVA, vi 2 episódios e esqueci do resto).

Sei lá, na dúvida, vejam na ordem do DVD. Melhor entender a história direito, do que ver uma ordem louca só para ter um episódio final melhor. E tem a 2ª temporada também... Então o episódio final nem será a última vez que você verá o desenho mesmo.

[ATUALIZAÇÃO: dei uma olhada agora neles... e do 5º para o 6º Melancolia [bom filme], a seqüência não é direta. Não é aquela coisa de um começar na cena seguinte ao final do outro. Na verdade, no início do 6º há até uma rápida recapitulação de quem são os personagens. Então, vocês podem fazer o seguinte:

- comecem a assistir na ordem do DVD: episódio 00 primeiro;
- depois os 5 primeiros Melancholy. Não vejam a sexta e última parte (detalhe, é o único episódio com epílogo, a ordem é maluca, mas realmente quiseram que este fosse o último a ser visto)
- assistam os seguintes... na ordem que quiserem.
- e finalmente assistam ao sexto The Melancholy of Haruhi Suzumiya. Pronto. Vocês terão uma boa conclusão e sem ficarem perdidos no meio da série.]


Então vou parar por aqui, essa é a resenha da 1ª temporada. Lá pro Natal eu falo da 2ª. Que não é bem a segunda... os episódios são cronologicamente misturados com os da 1ª... Argh! Que zona. Mas vale a pena assistir. De repente vejam logo a 1ª e a 2ª juntas, com todos os episódios na ordem cronológica e pronto. Vão lá no Wikipedia para ver a ordem "correta", lembrando que o episódio The Adventures of Mikuru Asahina deve ser visto primeiro, e sabendo que após o fim da série, há também o OVA The Disappearance of Haruhi Suzumiya (cronologicamente após as duas temporadas mesmo).

Bem, para terminar a postagem... O tema principal da série. Na verdade, é o tema de encerramento... mas é a música mais famosa do desenho. Sucesso absurdo no Japão, com talvez centenas de milhares de gente louca que sabem fazer a coreografia completa... [eu adoro os japoneses! já falei isso!]

Link para versão normal, com créditos, letra e tradução.
E abaixo a versão especial, sem texto e só com a dança:




E caso não tenham acreditado em mim antes... Toma!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Black Rock Shooter

Mais uma mini-resenha de Carnaval. [afinal, algo de bom eu tinha que fazer nesse período... pelo menos não tem a Simone cantando "Então é Natal..."]

Nome original: ブラック★ロックシューター (com estrelinha)
Duração: 52min  --  Ano: 2010  --  País: Japão
De: Huke (idéia original), Nagaru Tanigawa (o mesmo da Haruhi) e Shinobu Yoshioka / Ordet
Site oficial e Trailer (clique em Movie para o trailer) [que na verdade não é o trailer, mas eu gostei mais deste do que dos oficiais, o desenho não tem nem um poster! esse que eu peguei é de uma edição especial do DVD]

Bem, o Planzet da postagem anterior eu resolvi ver só porque tinha mecha no trailer. Esse eu resolvi ver depois de ver um clipe com a personagem e gostado da música.

O que temos? O desenho começa com uma luta amalucada entre duas garotas, com a aparente morte de uma delas. Corta a cena e estamos num típico subúrbio japonês, primeiro dia de aula (aquela coisa bem bucólica, tipo A Garota Que Conquistou o Tempo ou A Melancolia de Haruhi Suzumiya [que resenharei em breve]), e aí a garota vê uma aluna nova, que acabou de se mudar, e puxa assunto... Troca a cena e vemos a garota que parecia ter morrido na primeira cena andando no que parece um mundo pós-apolíptico-místico. Troca a cena, acompanhamos o crescimento da amizade entre as duas, a mais espevitada (a principal) e a mais retraída (a aluna nova). Troca a cena, e tem mais porrada amalucada com a garota que acende um dos olhos e outra com correntes e crânios voadores... E assim vai, o desenho inteiro. Sem você entender o que é aquilo.

É um futuro distópico? É uma espevitada-alternativa de um universo paralelo / reino espiritual? É uma outra encarnação dela? Ou aquilo tudo não passa de uma representação alucinada da psiquê da sujeita?

Bem, não vou dizer qual foi a conclusão ao final do OVA. E para quem gostar, saiba que acabou de virar anime. Lançou agora em fevereiro. Eu gostei, e vou ver o anime depois, mas sendo um pouco mais criterioso, daria para dizer até que o desenho foi uma fraude. Parece que resolveram juntar enredo colegial, com lutas malucas, correntes e armas gigantes, empurraram tudo junto, meio sem sentido, para agradar otakus babões e aí é só lucrar em cima. A propósito, o final é meio em aberto, mas de uma forma meio forçada do tipo"faz o seguinte... deixa assim, pára aí, que vai terminar em algo que vai gerar discussão". Novamente, eu gostei, mas eu queria mesmo diversão ligeira, assumo minha falta de critério e de exigências elaboradas.

E lembram quando eu disse que resolvi assistir do nada, porque vi um clip? O pior é que os criadores do desenho fizeram algo parecido.

Como ele surgiu? Um cara, de uma banda, antes de fazer parte dela, tinha feito uns desenhos de uma menina de preto com chamas azuis em um dos olhos (exemplo 1, exemplo 2), aí, algum tempo depois, um membro da banda viu, gostou, e resolveram transformar aquilo num clipe. A banda (supercell) já era especializada em usar a Miku Hatsune do Vocaloid (e acredito que o MikuMikuDance), então... de usarem a mocinha de cabelos verdes [já teve até uma mini-matéria no Fantástico sobre ela] para criarem um novo modelo de uma garota de aparência quase-gótica, um pulo!
[cacete, tá complicando essa explicação, nunca botei tanto link de nome estranho de uma vez só... o pior é que faz 1 semana atrás, isso tudo era grego para mim]
Vamos tentar de novo como se vocês fossem criança: um cara de uma banda fez desenhos de uma garota. Um amigo da banda gostou e eles fizeram um clipe com ela. Mas para o clip não ser paradão (e mudo) eles usaram um programa feito só para isso: que faz desenho dançar E cantar.

No final saiu isto: clipe original, e depois surgiu outro, de um fã, que também ajudou no sucesso inicial: clipe do Anomaro-P (OBS: a história neste clipe não tem relação com a história no desenho).
Sinceramente, se eu tivesse visto esses 2 clipes primeiro talvez não tivesse ficado curioso. O que eu vi foi ESSE!: "No Scared", da banda One Ok Rock (responsável pela trilha sonora do video-game pelo que entendi). [e olhando direito agora, acho que o clipe original foi desenhado mesmo, e não "mikudançado"]

Aproveitando tanta recomendação de clipe, o que começou tudo comigo, que me fez saber que isso existia, na verdade foi este: "Matryoshka",  GLaDOS and Chell.
Eu fui no Youtube seguindo algum link sobre easter-eggs do Portal 2, um link leva a outro e parei em algo que pareciam personagens de algum anime baseado no jogo. Fora ter adorado a musiquinha, fui pesquisar para saber se Portal tinha mesmo virado anime [Não!], e link vai, link vem, aprendi sobre Vocaloid, MikuMiku e todo o diabo acima.
E fui parar no No Scared por algum resultado de busca do Google.
Se bem que ainda estou curioso para saber de onde surgiram as versões anime da GlaDOS e da Chell. [ok, algum fã que deve ter criado e largou o mesh pro mundo, mas eu gosto de saber a origem das coisas]

E para terminar a postagem: cosplay!
[o pior é que eu nem estava procurando... pois é... Regra 34]

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Planzet

Nome original: プランゼット (Puranzetto, se eu confiar na transliteração do IMDb)
Duração: 53min  --  Ano: 2010  --  País: Japão
De: Jun Awazu / CoMix Wave Films
Trailer 1  --  Trailer 2  --  Site oficial: planzet.jp
[quem foi o bebum que aprovou um trailer em que a voz do narrador fica por cima de cenas com garotas mexendo a boca? Por um breve instante parecem que são ELAS falando... bizarro]

53 minutos, aí você desconta 5 dos créditos... o treco tem o tamanho de um episódio de Friends. Dá para ver tranqüilo mesmo não esperando grande coisa. Pô, eu decidi ver o filme só porque tinham mechas no trailer. Então dane-se.

OBS para os leigos: "mechas", tomando como base desenhos japoneses, são basicamente aquelas armaduras-robóticas-gigantes, como se fosse um Transformer mas com uma pessoa dentro, pilotando. Ex.: os Valquírias de Macross (e esses ainda viravam aviões para completar).

Mas vamos lá... Melodramas (sim, mais de 1) típicos de desenhos japoneses, as obrigatórias cenas de sacríficio, uma desculpa vagabunda para luta com os mechas (ahã! sei... nada pode impedir os ETs exceto a mais nova e moderna arma que são: metralhadoras de 15 metros e uma pistola gigante!), um baita deus ex machina no final, tudo isso em um enredo e cenas que pareciam a mistura de Macross (Robotech), Independence Day e filmes de invasão dos anos 50. Ah, e um 3D excelente mas ao mesmo tempo canastrão. Aquela coisa tipo o filme do Final Fantasy, em que todos tinham cabelos sedosos que não saíam do lugar; e quando as naves apareciam para dar um tiro... eu não sei o que faltava ali, mas faltava alguma coisa para eles parecerem mais 'vivas'... não sei explicar... mas elas pareciam de plástico em stop-motion nesses momentos. Mas... convenhamos, era exatamente como seria se os desenhos japoneses fossem filmes.

Canastrice e clichês sem limites, mas diversão quase garantida. E tudo em um tom quase sépia.

Ah, o enredo: a Terra foi atacada e quase destruída e, apesar do planeta estar agora protegido por um gigantesco escudo de energia, passam os anos e ninguém tem uma idéia de como acabar com o inimigo. Mas eis surge uma super-arma, a última chance de vencer os alienígenas, e cabe a um garoto salvar o mundo.

Eu até podia reclamar, porque queria ver mais cenas com mechas em 3D realista e eles apareceram bem pouco, mas em compensação... Filme americano sempre mostra a Estátua da Liberdade ou a Casa Branca se ferrando... Japonês faz isso com o Monte Fuji. E eu cresci vendo desenhos japoneses... Então ver o bom e velho Fujiyama revidando... Cena B-zaça de primeira qualidade!
No final das contas, foi uma hora bem gasta.

domingo, 10 de julho de 2011

Highschool of the Dead

Título original: 学園黙示録, Gakuen Mokushiroku (Academia Apocalipse)  --  Trailer  --  Abertura
De: Daisuke Sato (mangá) e Tetsuro Araki  --  Ano: 2010
Duração: aprox. 4h (12 episódios) --  Madhouse Studios

Essa postagem é sobre o anime. Assista-o apenas SE:
1) Você é grande fã de histórias envolvendo zumbis; e/ou
2) Você é um entusiasta por peitos gigantes, calcinhas e bundas em desenhos japoneses. [seu punheteiro!]

Eu me encaixo só na primeira opção. Não sou um cara pudico nem nada, mas quando quero ver peito prefiro vê-los em humanas, ao vivo se possível, não em desenhos caricatos e atrapalhando o desenrolar da história. Mas se você gosta de desenho japonês, ainda que só se encaixe na primeira opção também, é um divertimento leve que não causa arrependimento.
Irrita imensamente ter uma personagem que não vê problema algum em passar o dia inteiro apenas vestindo botas de cano alto e um avental de cozinha, mas não a ponto de desistir. Re-atentem para o negrito lá na condição nº 1. E depois ela arruma roupa melhor. [ou seja, veste-se novamente como uma colegial, como se essa fosse a melhor roupa para se vestir em qualquer situação possível, ainda mais durante combates armados durante o apocalipse.]

A história: dia normal num colégio japonês, até que um professor vai tirar satisfação com um passante, incomodando junto ao portão. Era um zumbi. Ele é infectado. A desgraça se espalha rápido. E ficamos apenas com nossos personagens principais. O garoto com pinta de bad boy, mas de bom coração, secretamente [como sempre em animes] apaixonado pela melhor amiga. A melhor amiga. O melhor amigo, atual namorado da melhor amiga. A médica tapadinha (única adulta entre eles) com seios maiores que a cabeça. [todas tem seios imensos, mas exageram nesta] A riquinha (amiga de infância do cara, inteligente mas mimada e arrogante). O gordinho nerd apaixonado pela riquinha. E a aluna mais velha, exímia espadachin. Depois surgem mais alguns personagens e um dos acima morre.

Quando a galera acima percebe que ficar na escola, esperando socorro, não dará muito certo, eles resolvem ir atrás de seus pais. Então precisam enfrentar a cidade e se virar com o que surgir no caminho, tanto zumbis como humanos não-amigáveis.

São só 12 episódios de 20 minutos. Então juntando tudo, dá apenas um filme longo. Começar a detalhar mais a história começa a cair na descrição de cada episódio. Então vão ver. Ou não.

Coisas importantes para saber:

■ O episódio 6 e o 9 beiram a total inutilidade de tanto tempo perdido com peitos, bundas, camisetas molhadas, etc. O ep.6 tem uns 5 minutos aproveitáveis, o resto é ocupado pelo banho das 4 personagens principais. É sério. Veja este episódio com tempo, para que você veja o seguinte em seqüência e consiga esquecê-lo o quanto antes. (ou não, caso você tenha preenchido o 2º requisito).
O episódio 9 você quase esquece que é quase tão ruim - perto do final há uma revelação psicológica seguida de uma ótima luta, mas aí... a garota solta uma frase tão ridícula que te faz lembrar que o episódio foi uma bosta também. Ah, o "discurso motivador" do cara também não fica atrás.

■ Há cenas depois dos créditos. Só descobri isso após assistir metade dos episódios. As cenas não são "cenas dos próximos capítulos" (as vezes tem isso *também*). As cenas geralmente duram 2 minutos e não são tão importantes inicialmente, mas depois fazem falta (só as descobri por isso; achei que entre o fim de um episódio e o início do outro tinha faltado alguma coisa, e no rápido flashback do episódio anterior tinha uma cena que eu não vira).

■ E se você é meramente um onanista, que não liga para zumbis, veja outra coisa. É só peito, bunda e calcinha, não há sexo. É mais que mero fan-service, mas não chega a ser um hentai.

■ Ah, o OVA, de apenas 16 minutos, é uma merda. Fica entre o episódio 6 e o 9 em ruindade. Faz o seguinte, após ver o episódio do banho, veja-o também, que assim você resolve o assunto num sacrifício apenas e termina a série com uma boa impressão. Ver o OVA ao final é uma péssima última(*) lembrança para ter. Já se você for um descabelador do palhaço pode vê-lo em primeiro. Mas continua sem sexo. Ele até começa bem, com um super-rápido resumo dos 12 episódios (sem spoilers) em que até eles sacaneiam o episódio do banho, mas depois se perde.

(*) aparentemente haverá uma 2ª temporada, mas nada confirmado que eu tenho achado ainda.

E para quem quiser ler o mangá, saiba que a Panini o publica.

sábado, 16 de abril de 2011

Hoshi no Koe

Falemos do anime (que eu revi agora até). Ele ficou famoso (e foi por isso que ouvi falar dele a primeira vez até) por ter sido todo feito por 1 único cara. Bolou, desenhou, pintou, redenrizou e o cacete. Sem ter sido feito por ele só a dublagem da garota (feita pela namorada) e a trilha sonora (um amigo). A história é a troca de mensagens por celular por um casal de amigos-quase-namorados (típicos de desenhos japoneses), mas qual a jogada? É que ela foi pilotar uma nave de combate espacial e o cara continuou no colégio mas... (um grande MAS)... a história leva em conta a dilatação do tempo em viagens espaciais, não é aquela moleza tipo Jornada nas Estrelas de conversas instântaneas. Então no começo da história os 2 tem 13 anos (ou por aí), alguns dias depois (do ponto de vista dela) ela ainda tem '13+alguns dias' e o cara já tem quase 14... E assim vai indo, ela viajando pelo espaço, mandando torpedos sempre que dá, com 13/14 anos ainda, e o amigo respondendo da Terra, sempre que recebe as mensagens, com intervalos cada vez maiores e ficando mais velho.

Se você entendeu o pedaço em que eu falei "dilatação do tempo em viagens espaciais" não precisa de explicação. Se você não entendeu, explicar vai levar mais tempo que o desenho inteiro (é um curta, de 25 minutos). Então vá na sua convenção de anime, site importador de preferência, arranje uma cópia e veja! O desenho está quase fazendo 10 anos, mas não é mais como 1990 x 1980, onde 10 anos era algo brutal num desenho... A qualidade gráfica ainda é excepcional.

Título original: ほしのこえ (Hoshi no Koe)
De: Makoto Shinkai -- Duração: 25min -- Ano: 2002

Agora... Falemos do mangá. Eu já dei uma reclamada do título em inglês antes, pulemos esta parte. Este foi o primeiro mangá que eu li. A parte de ler de trás para frente causou confusão durante 3 ou 4 páginas, mas depois disso você nem nota mais que está virando a revista ao contrário. A figura aí no alto, por exemplo, está na frente da revista, mas na verdade é a contra-capa.

Mas porque ler o mangá? É que vi que a Panini lançou a revista, bateu a nostalgia, fui no Google ler um pouco sobre o desenho e esbarro no Wikipedia com a seguinte frase: "The story of the manga begins at the same point as the start of the anime and carries the story a little bit beyond the anime itself.". Em bom português: no gibi ainda tem história depois da parte que o desenho termina! Quando li isso... como diria o Jovem Nerd... minha cabeça explodiu!


[desculpem a imagem nojenta acima, não resisti. Bons tempos em que a gente podia ver isso na Sessão da Tarde] Por acaso 2 semanas depois eu estava em SP, onde é muito mais fácil de achar mangás e comprei na primeira banca de jornal que entrei.

Falemos do mangá de volta... Eu tive um sério problema com ele, tinha horas que eu não sabia quem era quem e não sabia se algo era lembrança [flashback em português] ou estava acontecendo. Algumas páginas depois meus neurônios conseguiam colocar aquilo em ordem e eu entendia tudo. Em alguns casos nem sei se isto foi acidental ou não, mas acredito que tenha sido mesmo minha falta de hábito com nomes japoneses e mangás (japonês não é tudo igual, mas personagem de mangá é tudo parecido, eu acabo distinguindo as pessoas pelo penteado e cor de cabelo - o que já complica numa revista em P&B).

/* montagem musical */
[eu gostei desse filme...]

Pois bem... Minha internet tem estado tão ruim, que comecei a digitar isso faz 1 mês e meio atrás e agora não lembro bem o que eu ia escrever. Hoje é 25 de maio. Inventemos algo novo porque lembrar o que eu ia escrever... Xiii! Enquanto eu penso em algo, vai o mesmo link que eu já passei: link. [tenho que aproveitar que a internet está boa, não dá tempo de arranjar links novos.]

Quem nunca leu mangá e gosta da FC, é uma boa pedida. Mas tem que gostar também dessa coisa fofinha de desenho japonês de amigos que querem se pegar e não se pegam. Não espere ação desenfreada. A história é meio confusa em algumas partes, mas talvez seja incopetência minha, como já disse. Revendo o desenho depois de ler, ao invés de apenas tentar recordar de algo de anos antes, deu para ver bem a diferença entre ambos. No desenho só há 2 personagens praticamente. (ou realmente... faz 1 mês e meio agora), mas no mangá os personagens extras ajudam a entender melhor um pouco do que acontece, ou pelo menos dão a chance dos personagens falarem algo. E ajuda a desenrolar a história. Se o anime fosse quadrinizado (mangalizado?) da forma que ele é, seria um panfleto. Ou seriam dezenas de página sem nada escrito.
Se bem que o mangá tem várias páginas onde pouco se fala.

Agora... a ordem. Que ordem ver/ler? Ver depois tem a vantagem de que fica uma recapitulação em movimento. É como ter lido o livro e depois ver o filme (o 'curta' na verdade). E 20 minutos de desenho é menos tempo que ler o mangá, mal dará para ter aquela sensação de "já sei o que vai acontecer... anda logo... que tédio." [não que eu tenho tido isso]
Já o inverso... Bem, meu cérebro trata a opção acima como blasfêmia. As coisas tem que ser lidas na ordem que vieram ao mundo.
Crônicas de Nárnia, por exemplo. Quem sou eu para achar melhor que o autor e decidir ler a história de como surgiu o armário antes do armário surgir? E mesmo que o autor tenha pensado "Putz... devia ter contado antes." Eu quero passar pela mesma experiência dos milhões de fãs que ficaram anos ou décadas sem saber. Pô, eu já estou na vantagem de poder lê-los com minutos de diferença, sem esperar os tais anos e anos...

Asimov, Frank Herbert, Nárnia, Lovecraft, Guerras nas Estrelas... li/vi tudo na ordem de lançamento. [se bem que no caso deste último, vi quando não existia esta discussão. Mas imagine ver o Império sabendo da relação familiar?]

Só faço na ordem contrária se realmente ler o livro antes não me apetecer. Aí... neste caso... talvez ver o filme me deixei curioso. [aconteceu isso comigo no A Reconquista / Campo de Batalha Terra, que é um filme xexelento, mas que o livro me divertiu. ok, ok... eu assumo... o filme é xexelento E me divertiu também]
E se você está na dúvida... O que prefere? Perder 1 hora lendo de trás pra frente tentando saber quem é quem, e depois ficar curioso de ver a versão-animada-compacta cuja vantagem talvez seja só os efeitos especiais? Ou perder 20 minutos e, se gostar, querendo saber mais, ler a versão-detalhada-ampliada?

E ok, não ia dizer nada... Mas o final do desenho te deixa com uma dúvida que você só vai resolver lendo o mangá. Então ver o desenho e no final já saber não é a mesma coisa de terminar e dizer "Mas hein!? E aí? Como assim?". Se bem que algumas coisas você não vai entender mesmo. Não é um final tão doido quanto Evangelion, mas ficam coisas em aberto não importa a ordem.

E é isso... 6 semanas para uma postagem deve ser algum tipo de recorde. Melhor postar logo e ver que outros posts atrasados eu consigo desovar neste embalo.

domingo, 3 de abril de 2011

A Garota Que Conquistou o Tempo

Ok, desta vez não foi cinema, mas resolvi comentar rapidamente.
A Garota Que Conquistou o Tempo estava na minha lista de 'ver algum dia' faz tempo. Finalmente vi. Fantástico.
É bobinho, tranquilo, nada de profundo ou chocante, com longas cenas mudas, de paisagem, mas a idéia é essa mesmo. Não é um filme para quando você quer ver mechas se esbudegando em meio a uma batalha brutal. É um filme para você assistir e se divertir.

Claro, japonês não é como americano que se o filme é bobinho, ele é todo bobinho, e se for drama, é só drama. No final do desenho há uma cena que eu tive que ter aquela sensação de "não... eles NÃO fizeram isso...". Obviamente não vou contar se SIM, fizeram, ou se a situação se resolveu, claro. Assistam. Mas ficou registrado na minha mente como um dos gritos mais tristes e desesperados da ficção.

A história (de forma bem rápida) gira em torno de um trio de amigos (a tal garota do título e mais dois, sendo que um dos caras tem uma queda por ela, mas ela acha que isso pode estragar a amizade) e um certo dia ela descobre que consegue voltar no tempo. Primeiro ela começa a usar o poder só para ter tempo de estudar para prova ou comer a sobremesa antes da irmã, depois ela começa a tentar ajudar os amigos e a ter alguns problemas com isso. Não dá para explicar muito.

Mas prova de que a história é legal e tem apelo é que o desenho foi baseado em um livro de quase 50 anos atrás, e o mesmo livro já deu origem à 3 filmes, um seriado de TV, um curta e um mangá. Repito: assistam. O anime pelo menos, o filme eu aviso vocês depois. Pretendo assistir pelo menos os 2 últimos. E eles são baseados no livro, não no desenho, a história deve ter algumas diferenças.

Título original: 時をかける少女 Toki o Kakeru Shojo
De: Mamoru Hosoda -- Duração: 1h38min -- Ano: 2006

Trailers legendados em inglês:
Do desenho: http://www.youtube.com/watch?v=Xk9SAmD00Iw
Do último filme: http://www.imdb.com/video/wab/vi346424857/

E resenha de outro site: http://faru.wordpress.com/

[Agora falta é lembrar de algum dia finalmente assistir Nausicaä.... e Paprika... e Grave of the Fireflies... e Millennium Actress...Totoro... Mononoke... ... putz! é filme demais pra tempo de menos!]

quinta-feira, 31 de março de 2011

Últimas Compras - Março

:: CDs

ABBA Gold: Greatest Hits
Só repondo, eu tinha esse CD mas perdi. Não posso me considerar fã do Abba já que tenho só 2 discos (este e o More Abba Gold), mas considero estes dois uma obrigação que toda casa tenha, são clássicos.
Comprei num sebo de discos em SP (Augusta Discos, na rua de mesmo nome na Consolação). Muito bons (o disco e o sebo).

Songs from 'My Country' - Folk songs from Yugoslavia
Bom. Mas esperava mais. Você ouve o CD inteiro e tem a quase impressão de que foi uma única longa música. Menos mal que a música podia ser ruim, mas preferia 15 músicas ruins e 15 boas, diferentes entre si, do que "uma só" de 60 minutos.

The Definitive Collection: 50 Million Sellers
Pena, depois de ouvir tanta musica legal dos anos 30/40 nas trilhas de Fallout, Bioshock, e vasculhando a internet, comprei um disco dos grande sucessos de antanho... Frank Sinatra, Peggy Lee, Ella Fitzgerald, Ella Mae, Bing Crosby... 50 músicas em 2 CDs.... e nada realmente marcante.
Sorte que comprei no mesmo sebo do Abba, saiu por R$ 10.
Mas para não dizer que foi uma perda total (que exagero), a versão americana de McNamara's Band, por Bing Crosby foi um achado.

The Definitive Collection: Patsy Cline
Agora... Esse eu quase não comprei. Peguei, recoloquei, mas só para não perder a viagem, tava barato mesmo, levei. E para quem só conhecia Patsy Cline da trilha sonora de Space: Above & Beyond e Obrigado por Fumar... Esse disco compensou o fiasco do anterior. Gostei muito. Patsy Cline tem voz de cantora country que largou o estilo mas mantém ainda aquela sensualidade roceira, sei lá. [quando escrevi a frase não sabia que ela fora mesmo uma cantora country] Peguem uns MP3 por aí e vão ouvir. Estou com preguiça de escolher uma preferida e achar um link do Youtube.


:: LIVROS

The Rediscovery of Man
: The Complete Short Science Fiction of Cordwainer Smith
Eu sabia, não tinha jeito... Vou dar muito dinheiro ainda pra NESFA com eles publicando os grandes mestres dos contos de FC da Era de Ouro. Mifu.

The Savage Tales of Solomon Kane, de Robert E. Howard
Estava conversando no trabalho sobre a bosta que foi o Van Helsing e que o Solomon Kane era o que primeiro deveria ter sido... Aí lembrei que gostei muito dos contos do Conan do Howard, e que Solomon Kane não tinha tantos contos assim, e que talvez estivessem todos num mesmo livro... Rodei a cadeira, Firefox, Amazon, Search, Buy! Maldita tecnologia e isenção de impostos... rs!

Armas, Germes e Aço - Os Destinos das Sociedades Humanas (Guns, Germs, and Steel: The Fates of Human Societies), de Jared Diamond - Ed. Record
Comprado após ouvir o Nerdcast 249 – Evolução artificial da Seleção Natural.

O Horror Sobrenatural em Literatura, de H.P. Lovecraft - Ed. Iluminuras
Quando fiz a postagem sobre o Dark Corners of Earth eu fui na internet para ver ao certo em que livro estava o conto que queria mencionar... E dei de cara com o site de Iluminuras e este livro. Como assim?! Eu achei que tinha comprado tudo do Lovecraft deles! Bizarro. Anos sem perceber isso. O livro não tem contos, são ensaios do autor sobre a literatura de horror, origens e estilos. Longa resenha no Rascunho.

Hoshi no Koe - Vozes de uma estrela distante, de Makoto Shinkai - Panini
Reclamação: porque colocar o título em inglês na capa? É para ficar chique? Português é lingua de pobre? Quem é fã vai reconhecer pelo nome em JAPONÊS logo de cara. Quem não é e não sabe ingles, não vai ficar curioso com o titulo. Pior pra vocês. Bem, como esse eu quero ler logo não vou escrever nada meu sobre o assunto (resenha em breve), e para os preguiçosos que não lerão o link dado, vou roubar logo a frase. Saca a opinião do Mangás da Panini - Fansite: « (...) eu recomendo a qualquer um que compre esse mangá, é raro ver um one-shot que realmente valha a pena comprar, mas The Voices of a distant star é um mangá lindo, poético, profundo. »  Sentiram, né? Já vi o desenho, mas tenho que ler logo.

O Início e o Fim (The beginning and the end), de Isaac Asimov - Ed. Círculo do Livro
Ensaios do Asimov sobre vários assuntos. Comprei por acaso passeando no sebo. Asimov é sempre bem-vindo. Ok, tem coisa ruim, mas o dia que eu não tiver um Asimov pendente de leitura, será um dia triste. [mas fico tranqüilo porque o Asimov escreveu tanta coisa, que vou morrer sem ler tudo dele.]
Resenha do Enigma de Jade.

O Homem que Vendeu a Lua (The Man Who Sold the Moon), de Robert A. Heinlein - Francisco Alves
Vários contos. O principal é sobre um empresário que sonha ir à Lua e controlá-la. Falando assim parece algo bem tosco dos anos 50, mas putz... É um Heinlein. Não achei nenhuma resenha decente em português, vão na Amazon ou na Wikipedia.

Tono-Bungay, de H. G. Wells  - Francisco Alves
Crítica social com sarcasmo, típico do Wells. Rápido resumo aqui. Ou uma versão de outro site, traduzida pelo Google para ficar divertido:
" A história de um aprendiz de farmácia, cujo tio medicina inúteis se torna um sucesso de marketing espetacular, 'Tono-Bungay' ganhou aclamação HG Wells imediata quando apareceu em 1909. Resta uma crônica espumantes da chicana e da credulidade humana, e é hoje considerado por muitos como o maior romance de Wells.

["
crônicas espumantes!", muito bom! Fica a dica, isso daria um bom nome para um blog e a expressão dá zero resultados no Google. rs!]

Ficção Científica: Ficção, Ciência ou uma Épica da Época?, de Raul Fiker - L&PM
Um estudo sobre a ficção científica escrito por um brasileiro. Ou seja, achar uma resenha disto é impossível.
O mais próximo que consegui foi num site de Jornada nas Estrelas (Star Trek é o cacete!). Mas reparem só, procurando isso no Google o que mais aparece é este livro na bibliografia de estudos e outros textos sobre FC. Pode-se dizer então que seja leitura obrigatória para um fã.

Nós, Os Marcianos (The Martian Way), de Isaac Asimov - Hemus
Comprado no mesmo embalo do O Início e o Fim acima. São 4 contos. A capa da Hemus é meio assustadora mas depois de ler a resenha do Outro Universo, eu fiquei curioso. Deve subir alguns degraus na pilha de leitura.

Os Melhores Contos Fantásticos, org. por Flávio Moreira da Costa - Ed. Nova Fronteira
Olhei o índice apesar de não reconhecer quase nada (se reconhecesse, já tinha lido, se lido já tivera, não comprá-lo-ia [bizarro será se esta frase não contiver nenhum erro]) gostei a variedade apresentada. O ruim é que é tijolo, não dá pra carregar por aí. Mas são contos relativamente curtos, irão para a classificação mental de 'livros de cabeceira'. Gostei que antes dos contos há uma apresentação rápida dos autores. E gostei também (mais uma curiosidade divertida e que foi primeira coisa que me chamou a atenção), é que o livro, de CONTOS FANTÁSTICOS, começa com A BÍBLIA! [Toma essa, cristão xiita! Toma-te, to-to-ma!] Mas a introdução do conto é o autor jogando panos quentes, falando que "veja bem, ficção não quer dizer mentira, por favor, não queime meu livro". Ah... Covarde! Pense, irmão, WWJD? Ok, brincadeirinha. O cara parece ter feito um trabalho de primeira no livro. Precisamos de mais desses. Daqui a alguns anos, quando ler, digo o que achei.

Vaporpunk: Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades,
org. por Gerson Lodi-Ribeiro e Luis Filipe Silva - Ed. Draco
Longa resenha do livro aqui (explica também um pouco o que é steampunk) e (que legal!) achei até uma resenha em inglês no site da TOR. Agora, steampunk nunca foi meu forte... A estética da coisa é divertida, mas ficava por isso mesmo. Já lera sobre o livro até bem antes do lançamento e era só mais um livro que ia passar reto. Todavia... esbarrei com ele ao vivo. Não ia comprar. Mas bate aquela coisa de querer incentivar autores de FC nacionais... e vi o título de um dos contos: "Os primeiros astecas na Lua". Tava caro, pensei um pouco, fiz que não ia comprar... Mas a verdade é que a decisão já estava tomada.


E agora não tive escapatória... Escrever este post me fez relembrar (li num dos links acima) de um outro mais antigo sobre o tema. É.... Comprei. Vai aparecer na próxima lista de compras. rs!

As Crônicas de Gelo e Fogo - A Fúria dos Reis (A Song of Ice and Fire - A Clash of Kings), de George R.R. Martin - Ed. LeYa
Segundo livro na série (de sete) no universo fantástico-medieval do Martin. Uma coisa meio Senhor dos Anéis Reloaded (menos juvenil, já que quase todos os personagens são meio fdp em algum momento). Resenha do Cabaré das Ideias [ainda acho esquisito olhar "ideias" sem o acento]. E outra resenha do primeiro.
Agora, vou nem falar nada de que ao invés de Fúria eu teria usado Embate... Deixei este livro por último na postagem para poder soltar um palavrão. Porra! Como assim os livros têm tamanhos diferentes?!? Este livro é mais alto que o Livro Um. Virou bagunça? Se tu vai lançar uma série de livros... Eles têm que ter o mesmo tamanho, arte e impressão; eles precisam manter uma unidade. A LeYa feito um bom serviço em manter o mesmo tipo de papel na capa e folhas, seguir o mesmo estilo artístico, tanto nos desenhos de capa, grafismos e fonte, etc. Os livros podem ser mais gordos, claro, mas têm que ter a mesma altura. Ao completar a série e todos estiverem lado a lado na estante vai ficar estranho. Duna, por exemplo, dos 6 livros, 5 tem um estilo de capa e o outro tem uma fotografia. 5 tem lombadas brancas e 1 tem lombada preta. Mas você nem sente, a fonte das lombadas é a mesma e... todos tem a mesma altura. [e eu gosto do último ser preto, ficou legal]
Mas ok, não dá pra fazer nada. Só se eu serrar um pedaço do livro novo, o que não vai acontecer. Faltam 5 livros. Veremos o que acontece.
Como diria o Fantástico: "Estamos de olho."
[não poderemos fazer absolutamente nada se cada livro tiver um tamanho diferente, mas... pelo menos podemos reclamar.]

[ATUALIZAÇÃO SETEMBRO: o livro 3 tem *quase* o mesmo tamanho que o dois, mas ainda é maior que o 1. e detalhe, já vi a venda o 2 com a altura do 1... que zona!!!]