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terça-feira, 9 de junho de 2015

Monstros 2

Título original: Monsters: Dark Continent
E só. Vai ter mais dados do que isso não.
'bora resumir logo? Que filme merda!

Eu ouvi as pessoas reclamaram... Vi gente falando mal... Vi as poucas estrelinhas em tudo que é site, mas... Nerd teimoso duma figa... Com tanto filme para ver, resolve ver justo esse. [Nausicaä, seu FDP! até hoje tu não viu Nausicaä!!!]

[ATUALIZAÇÃO: não confundir com Universidade Monstros (o "Monstros S.A 2"), outra coisa que teria sido melhor ver do que este.]

Aprendam com meus erros criancinhas. Vejam o 1º. NÃO VEJAM o 2º.
Parece que o cara queria fazer um filme cabeça sobre traumas de guerra (dessas modernas, no deserto e com gente de turbante), mas viu que não ia prestar. E aí pensou: "Putz! Já sei!! ET's gigantes ao fundo!!!" Mas... Não... Não deu certo.
O trailer com o poeminha foi bem legal, o poster é interessante... E eu NÃO esperava um filme de montros, porque o 1º filme não era isso. Mas... Não foi. Não sei o que poderiam ter feito, mas para fazer aquilo... Não.... Nã-nã-nã-não!

E vejam bem, parece que estou usando psicologia reversa ou fazendo suspense para deixar vocês curiosos. Mas não. É só sono mesmo. O filme realmente foi ruim no sentido de ruim, chato e desperdício de tempo.

Monstros legais. Adorei o "passarinho". Muito cut-cut. E os gigantões ficaram interessantes. Mas se é só para ver monstros legais por 30 segundos, vai no Devianart.

É isso. Esse filme não me motiva a fazer uma postagem melhor não. Com tanta postagem rascunhada pelo meio de coisa muito melhor... Eu devia estar colocando uma delas no ar. Mas eu achei o filme tão ruim, que tive que comentar. [parece, mas o site não morreu! eu que troquei de emprego e estou com menos tempo ainda! porque desgraça nunca vem sozinha... mudança... reforma que só deu problema... e deu cupim... e aí emprego novo que, só de sacanagem, ficou mais longe ainda agora. HA!]

[ah, e nos finais de semana, no tempo que sobra, fico com preguiça de viver e fico jogando Dying Light (que não é tão bom quanto dizem ou parece, mas é bem legal para jogar quando você está com preguiça de pensar e só quer ficar de bobeira batendo em zumbi com a chave inglesa ou vendo quantos tu consegue incendiar de uma só vez - e aí tu vai fazendo as missões só como desculpa para correr no meio dos zumbis e recomeçar) ou Divinity: Original Sin! (esse sim, bem legal, cheguei a perder 1 hora só para matar 3 flores. É sério. Mas tinha virado pessoal. rs!!!) Muito bons!] [E FALLOUT 4 ANUNCIADO! IÚ-RRÚ!!! Agora falta o S.T.A.L.K.E.R. 3 também!!] [Half-Life 2 Episódio 3 eu já desisti...Virou o novo Duke Nukem Forever.]

[ATUALIZAÇÃO: é S.T.A.L.K.E.R. 2, e não 3. Ou até 4, se numerássemos todos os originais. Eu esqueci que o Clear Sky existia, foi o mais fraquinho deles.]

Voltando ao filme, nem falei da história... Toma, tem uma breve resenha aqui. Não fala muito da história também, mas é que é pouca mesmo.

E para verem como o filme foi ruim, perdi mais tempo agora no Youtube vendo vídeos com as músicas do Nausicaä (muito bom, pena que não achei um bom vídeo com a original) e metade da postagem é falando sobre jogos de computador... Filme muito ruim.
E com esse eloqüente testemunho cinematográfico fechando o texto, vou dormir agora!

sábado, 14 de junho de 2014

Godzilla (2014) & Gojira

Nome original: Godzilla
Duração:
2h03min  --  Ano: 2014  --  Teaser / Trailer
[citação legendada do Oppenheimer aqui]
De: Gareth Edwards (de Monstros)
Com: Aaron Taylor-Johnson (o Kick-Ass), Ken Watanabe (de Cartas de Iwo Jima e O Último Samurai) [totalmente sub-aproveitado neste filme], Bryan Cranston (de Malcolm in the Middle, Breaking Bad, e Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira), Elizabeth Olsen (de Três é Demais [fico feliz de nunca ter assistido isso] e Os Vingadores 2) e uma rápida participação de Juliette Binoche (A Liberdade É Azul).


Uma porrada de postagem por aí falando sobre Godzilla...Por mais que eu faça um monte de postagem sobre coisa pop também (vide Malévola e Homem Aranha logo abaixo), eu sempre fico naquela de que não vou ter nada a adicionar [e geralmente não tenho mesmo]. Então pensei em algo... Eu estou devendo a mim mesmo ver o Godzilla original faz muito tempo (vi alguns aqui e ali, mas nunca o primeirão). Vou dar só uma palhinha sobre o novo, e vou falar do velho!

Vamos lá... O novo... Vou separar o filme em dois: o lado humano e o lado monstro.

O lado humano. Eu, sinceramente, acreditei quando falaram lá atrás que no filme teríamos o drama humano durante uma ataque de monstro. Beleza, o monstro está atacando. Mas o que isso significa para as pessoas que estão desviando dos destroços? Seria uma espécie de Marvels kaiju? E eu vi o outro filme do cara, o Monstros (já resenhado) onde, realmente, os monstros eram secundários. E eu adorei aquele filme. Por falar nisso, já saiu o trailer longo da continuação.

Aí veio o "lado humano" desse, na forma do pai do Malcolm in the Middle com aquele drama clichê de "Foi um alien/vampiro/monstro/fantasma/dingo/pé-grande/bruxa que <verbo> a <pessoa>!! Porque ninguém acredita em mim???" Mas ok, o cara é um bom ator, todos gostamos dele. E aí ele morre no começo. E o foco passa a ser o filho militar sem graça e a esposa mais ainda. Porém... Na verdade, acho que o cara (o pai) não teria mesmo muita utilidade dali em diante da forma com que o filme foi feito, então dane-se. Parece que tivemos essa amostra grátis de drama "e agora voltemos à nossa programação normal!". Mas pô... Foi promessa não cumprida. Até Cloverfield focou mais no lado humano. Mas eu não liguei muito para as pessoas. Nem o filme me fez ligar para elas. Podia falar várias páginas sobre a irrelevância deles. Falemos da parte boa.

O lado monstro. Mas para andar logo, só tenho 3 coisas para dizer.

1) Cacete!? Ninguém aprendeu nada em Transformers 2? NINGUÉM quer ver órgãos reprodutores gigantes. Mesmo que seja só algo que pareça um saco de água cheio de girinos. Aquela imagem mudou o clima da cena de monstrão bizarro "realista" para "Go, go, go, Power Rangeeeeeeeeeerrrss!"

Peraí até, aproveitando que estamos falando de anatomia, como assim o monstro fêmea cresceu numa base militar, naquela salinha, até aquele tamanho?? E apesar da referência óbvia dos nomes MUTO x Mothra, o bicho voador estava muito mais para o... [momento de ir no Google, porque fora o Mothra, Rodan e Guidora eu nunca sei o nome deles...] Megaguirus!, até mesmo pelos bracinhos de louva-deus na frente. Então a referência podia muito bem não ter sido feita (e ainda vai tirar o peso se depois realmente usarem a Mothra). E lendo mais sobre eles agora, aquela cabeça chata pode ter sido inspirada num tal de Gyaos (esse eu não conhecia).

2) O Godzilla desviando do navio... Pô... Ok, ele tinha que ser o herói e amigo da criançada, mas algo legal sobre o Godzilla é que, originalmente pelo menos, ele está pouco se ferrando para as pessoas. [originalmente MESMO ele está contra elas, mas falaremos sobre isso mais abaixo.] Eu aceito o Godzilla lutar contra os monstros no filme e nos salvar no processo, mas isso seria um mero acaso. Ele tinha que estar pouco se lixando para aquelas baratinhas humanas em volta dele. Ou se a idéia era essa, que tivesse ficado bem claro.

Eu até gostei da motivação que deram para ele nesta nova versão (onde nós somos irrelevantes). E provavelmente centenas de milhares de pessoas morreram enquanto ele lutava contra os carrapatões, mas no filme inteiro, à mostra, acho que não há nenhuma morte causada (indiretamente ou não) pelo Gojira Amigo-da-vizinhaça. [não lembro mas, se bobear, nem havia sangue no filme] E na única cena em que ele teria dado uma mera ombrada no navio, em linha reta, ele desvia! No Godzilla 2000 (+/- resenhado aqui), ele vai lá na cidade, luta contra o monstro da vez e, no final, só de sacanagem, começa a destruir tudo no caminho de volta. Se ele falasse, poderia muito bem ter dito "I saved your tiny asses! Your asses ARE MINE! HAHAHA! Vuuuuuuuuuuuuuushh! Onde está seu deus agora!?." [obs: "vuush" foi a primeira coisa que eu consegui pensar como sonoplastia do bafo atômico]. Eu preferia que o Godzilla atual, no mínimo, tivesse sido completamente indiferente às baratinhas correndo pelo chão.

Passeando pelo Wikizilla, eu esbarrei numa frase que eu gostei: "(...) Godzilla (...) in the Heisei series of films is depicted as a force of nature, neither good nor evil (...)" E é assim que tem que ser.

[cacete, eu não sei ser sucinto...]

3) BAFO ATÔMICO! Ha! Eu passei o filme todo imaginando "será que vai ter?". Muito maneiro. Eu sei que um filme tem que ser muito mais do que isso, e etc, e etc. Mas dane-se! Eu queria ver um Godzilla bem feito (por falar nisso, adorei o novo tamanho absurdo dele). Eu queria ver briga de monstro (que nem foi tanta, mas acho que foi na medida para você sair do cinema querendo ter visto mais - ao invés de reclamando do excesso). E queria um Godzilla que soltasse raios! MUITO BOM! E depois ainda faz de novo, num fatality que provavelmente levará anos até ser superado. "Tu aí, monstro! Eu... cansei... desta PORRA! KAVUUUUUUUUSSSSHHHHHHH!!!" Lindo!

E só terminando, espero que aproveitem na continuação aqueles buracões que estavam usando nos virais do filme. Seria interessante ver algo saindo de lá, eles são legais. Há outros virais envolvendo outros buracos também. Acabei de lembrar até, podiam sair deles o bicho do 1º trailer, que era a versão inicial do monstro vilão e que acabou não sendo aproveitada.

Agora deixa eu ver o filme antigo (acabou de sair em blu-ray) e depois eu volto.

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Nome original: ゴジラ (Gojira)
Duração: 1h36min  --  Ano: 1954  --  Trailer  --  País: Japão
De: Ishiro Honda  --  Com: Takashi Shimura, Akira Takarada, Momoko Kochi, Akihiko Hirata e Haruo Nakajima.
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De cara, uma surpresa interessante... Filme antigo costuma dar uma enrolada e ter cortes lentos. Todo aquele esquema de mostrar 'todo o caminho do personagem' ao invés de apenas mostrá-lo logo 'lá'. Aparentemente, o cinema japonês não recebeu esse memorando. São cortes bem rápidos, sem enrolação, correndo para contar a história.

Na verdade, o filme soa tão "atual" em seu estilo, que eu tive que ser trazido de volta à realidade quando uma personagem de uns 20 anos comenta sobre Nagasaki com a mesma naturalidade e proximidade com que americanos falam hoje em dia sobre o 11/9. É até uma boa lição de história, porque nos faz lembrar que duas cidades foram destruídas, mas todo o resto do país ainda estava intacto e funcionando. E fazendo filmes.

Algo que o contexto histórico deve ter influenciado é a cena da primeira perseguição. A trilha sonora na cena é legal [eu gosto de marchas militares, hinos e essas coisas], mas é completamente contrária ao que se esperaria da cena. Talvez aquilo seja alguma marcha real dos militares da época.

Todo o resto da trilha sonora de ação é meio bizarra também. Soa como um anime dos anos 70 [ou, novamente, uma marchinha militar animada]. Mas quando eles soltam o drama, fica muito bom. O coral das meninas perto do fim é espetacular (e tem uma lá que é a cara da Lucy Liu) e o tema final também é de deixar qualquer fã de raio atômico triste.

Por falar nisso, eles fizeram efeito especial para a "crina" [espigões ósseos? eu não sei como chamar aqueles trecos nas costas] do Godzilla acender, mas o raio em si... parecia gás saindo de um extintor com problema. Eu esperava algo um pouco mais mal feito, porém brilhante e espalhafatoso (tipo o que está no cartaz, por ex.).

A história: barcos começam a ser atacados e o único sobrevivente faz um relato estranho. Depois um velho pescador surge com uma lenda sobre um monstro marinho chamado Gojira. E o tal lagartão resolve dar as caras pouco após, em plena luz do dia. Mas só para dar um "oi". A destruição mesmo ele deixou para depois, em Tóquio. Antes disso um cientista explica que ele provavelmente vivia em uma caverna submarina desde tempos pré-históricos; e testes com bombas atômicas perturbaram o ecossistema do bicho. E aí temos este cientista, o casal de mocinhos e um "cientista maluco" (mas do bem também) tentando salvar o dia; enquanto repórteres, militares e passantes vão descobrindo se existe vida após a morte.

Depois da animação inicial e correria para chegarmos logo no monstro, o filme parece um pouco mais devagar. Mas ainda foi bem animadinho em comparação com outros filmes antigos que eu me lembre. Americanos pelo menos. Acho que esse foi o primeiro filme oriental em P&B que eu vi. [o que me faz lembrar que também estou me devendo assistir Os Sete Samurais.]

Alguns comentários soltos:

- o trio jovem do filme... Não são bons atores. A garota principalmente. Mas nada que perturbe. Perturba mais é o tapa olho do cientista jovem. E todo o drama exagerado em tudo que ele fala.

- A primeira aparição do Godzilla foi bizarra. No mal sentido mesmo. Parecia um boneco de meia. Com direito a olhos que pareciam bolotas de isopor e tudo. Não sei porque ficou tão ruim (vejam!). As demais aparições dele até que foram bem legais. Ah, mas o rugido! Muito bom! E não é ironia.

- Por falar nisso... Maquetes sendo pisoteadas! Senti saudades! Desde os anos 80 que não via uma.

Bem, mas aí depois de muito grito e maquete posta abaixo, eles fazem amizade com o monstro. Não acredita? Clica aqui. Tá, ok, não fazem. Na verdade o Godzilla morre. Eu até pesquisei depois e ao longo dos demais filmes acho que ele morre mais uma ou duas vezes. Uma delas acho que até foi salvando a vida do Godzuki. Ok, não era ele, mas tinha um Godzilla bebê (chamado Minizilla, é sério) que surgiu depois e foi crescendo ao longo dos filmes até virar o Godzilla principal.

E para quem ainda não tivesse entendido toda a indireta anti-horror atômico do filme, ele termina com o pai da mocinha dizendo: Eu não acredito que Gojira seja o último de sua espécie. Se os testes nucleares continuarem... Então, algum dia, em algum outro lugar do mundo, outro Godzilla pode aparecer.

Eu gostei bastante. Apesar de estar bem fora de época, foi um bom filme. Deu até saudades dos tempos toscos de ver Gorgo na TV e gostar! [é por isso que nem reclamo da criançada vendo Sharknado hoje em dia... Toda geração tem a sua tranqueira.]

E segue outra resenha interessante, que fala também um pouco sobre a história por trás do filme: Bad Movie Planet: Gojira. Apesar do nome do site, eles gostaram. A nota do filme foi "1 cerveja", ou seja, dá para ver sóbrio - e nesse site, isso é a nota máxima!

Mas é isso. Excelente sessão dupla (mesmo não tendo sido no mesmo dia). E apesar dos pesares, recomendo que vejam ambos.

domingo, 6 de outubro de 2013

Monstros

Bem, como muitos na semana passada, eu também "parei tudo e vi agora o trailer de Godzilla" (via JovemNerd). Trailer muito bom. Depois resolvi ver de novo... mas tinha saído do ar. Fui no Google e 15 segundos depois eu o revia. Nessa, acabei abrindo alguns sites para ler sobre o filme... Se eu nem sabia que o trailer tinha "vazado" (claro, claro... "vazamentos" e "correria" para tirar do ar.. a gente finge que acredita se vocês continuarem "vazando") é porque eu não estava prestando atenção e estava na hora de saber o que andava rolando. Aí... num dos sites, vejo alguém falar "Fiquei otimista ao saber que o filme estaria na mão do diretor tal depois do que ele fez com Monstros". Nessa hora dei aquela congelada no lugar... "Mas hein? Cuma?" Quem é esse cara e, mais importante: O QUE ERA "MONSTROS"? (obviamente não eram os da sociedade anônima nem os que lutam contra alienígenas).

Pesquisei e... Caraca! Tenho ficado ocupado demais para continuar me considerando um nerd de respeito... Eu lembrava daquele trailer. Eu lembrava de ter lido sobre o filme antes de ver o trailer. Eu lembrei que estava doido para ver o filme quando saísse... E aí eu esqueci dele. Só agora, três anos depois, é que vi o sujeito. Lamentável.

Mas agora é minha fez de falar: estou otimista ao saber que Godzilla está nas mãos do Gareth Edwards depois do que ele fez com Monstros.

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Nome original: 
Monsters
Duração: 1h34min  --  Ano: 2010  --  País: Inglaterra
Não vejam, entregam muitas cenas: trailer legendadooutro em inglês / e em espanhol
De: Gareth Edwards (do novo Godzilla)
Com: Scoot McNairy (de My Name Is Earl e O Homem da Máfia) e Whitney Able (de nada interessante) [putz, ela tem até filme com Kevin Sorbo no currículo] Mas até onde vai minha falta de critério, os dois fizeram um bom serviço. Ele conseguiu me convencer como um sujeito ferrado forçado a ser legal e ela como uma menina rica bem intencionada e sem frescura, com leves dramas não tão dramáticos assim na vida.

Resumo povão: uma sonda é enviada ao espaço para pesquisar vida alienígena e cai na Terra na volta. Na região onde ela caiu novos bichos começam a surgir. A área é interditada e 6 anos depois metade do México já faz parte desta zona. Isso tudo você fica sabendo nos primeiros 30 segundos. E aí começa o filme. Há um ataque de monstro numa cidade e um ricaço americano pede para um empregado dele na região verificar se a filha, que estava lá também, está legal. E depois pede para que ele a coloque no caminho de casa de volta. De má vontade, ele topa. Só que para ferrar, quando finalmente eles chegam no barco para os EUA, dá rolo, e eles precisam fazer outro caminho, atravessando.... a ZONA PROIBIDA! [tchã-tchã-TCHAMMMM]

Avisos importantes: esse NÃO é um filme de terror e não é no esquema "gravação encontrada" (aquela coisa Bruxa de Blair).

Resumo nerd: achei o filme uma versão latina do Piquenique a Beira da Estrada (do livro ou do filme, não do jogo). Há muitas diferenças, a comparação é meio exagerada, mas me lembrou. Temos uma região interditada e ETs que não são bem invasores, eles apenas estão aqui e pronto. [no caso do Stalker, eles nem estão mais, mas o lugar também ficou 'estranho' depois da passagem deles] e temos pessoas já acostumadas com a situação, vivendo ali, na fronteira da merda, e ganhando a vida assim. E temos personagens atravessando o lugar. E aí você coloca um pouquinho bem poquito de Cloverfield e temos um filme. [numa das matérias que li comparavam com Distrito 9... aí não... não vi semelhança alguma, só um pouco do visual sujo e olhe lá]

Opinião: é um dos melhores filmes de monstros que já vi [e já vi muita coisa] e tudo que aparece em tela são alguns tentáculos e cogumelos. Ok, no final você tem uma boa visão de dois monstros - que são basicamente lulas. E aí elas se abraçam. Mas sinceramente, nem foi o ápice do filme nem nada. Acho que foi só para não terminar o filme de forma ainda mais abrupta. Se quiser, você até pode ter o pensamento piegas nessa de hora de "Afinal, quem são os monstros?" [são eles!]

O filme é bem devagar, mas tem um bom andamento e mantém o interesse. Lá no alto, por exemplo, quando dei uma introduzida e disse que aquela minha primeira frase era explicado no filme em 30 segundos... O que eu não disse é que a minha segunda parte do resumo leva 40 minutos! Quase metade do filme antes de qualquer personagem correr qualquer tipo de perigo. No máximo, o cara pode ter pegado uma doença venérea. Mas mesmo assim, comecei a ver o filme as 00:15 por falta de sono, apaguei a luz, assisti na cama, e estava quase que contando que o filme não conseguiria me manter acordado, e cá estou, as 3:10 da madrugada blogando sobre ele.

Não é um filme para quem quer ver sangue ou ação - para isso vejam Cloverfiled, Curtindo Godzilla Adoidado ou Círculo de Fogo (todos bons a seu modo). Monstros é quase uma aventura romântica. Diria até que é um bom filme de monstro para você ver com a namorada - serve até para apresentar o estilo.

Ou pode ver mesmo se você só ficou curioso em saber qualé a desse diretor e como é que ele gosta dos seus bichos gigantes. Na pior hipótese, você pode colocar o monóculo [ouvintes do Rapadura entenderão a referência] e tirar onda de "Porque eu já vi o filme de monstros anterior deste diretor menino, e tenho boas expectativas para a nova película do rapaz." [ele é novo mesmo, tem nem 40]

Outras resenhas para vocês:
Omelete, que achou mediano:
Filme de amor pode enganar quem espera um Cloverfield ou um Distrito 9
O ScreenRant gostou:
... this is one of those cinematic experiences that I feel is well worth the time invested.
E uma rápida resenha em espanhol, de um cara que detestou profundamente o filme:
Como en boticaNo sirve ni para dormir. Es un truñazo. Los actores ni fu ni fa.

Ele diz algo certo (que o Omelete também cita) alguns diálogos são uma droga. O exemplo do sujeito é excelente: quando o cara vê que sua escolta está armada, escolta essa que o levará por uma zona de quarentena infectada com alienígenas assassinos, ele pergunta "Para quê as armas?" É sério, meu filho? Sério mesmo?

E já que estamos sacaneando, pergunta do milhão: porque a pressa?
Os personagens perderam o barco que seria o ideal... ok, mas se eles tinham dinheiro no bolso para subornar o sujeito, eles tinham dinheiro para ir na direção CONTRÁRIA. Ir até o Panamá, por exemplo, ligar pro papai milionário e pedir para ele mandar o jatinho. Ou qualquer coisa... Mas não atravessar uma zona de guerra infestada de monstros do espaço. Claro, sem isso não haveria filme... Mas faltou criarem uma *boa* desculpa para eles resolverem correr esse risco.

Mas agora, algo legal do filme, uma sacada interessante que eu não notei na hora. Só agora, no dia seguinte, revisando o texto, me deu o estalo. Esconderei o bloco porque é um BAITA spoiler, mas eu tinha que comentar. Só leia depois de ver o filme (marcando o texto), porque você pode ter uma baita surpresa. [ou não, se você não for lento como eu] Se por acaso a marcação não estiver funcionando, e você está conseguindo ler o texto, pule todo esse bloco até o seguinte, que começa com "Outra coisa".
No final, quando chega o soldado cantarolando Wagner, eu notei que era o mesmo sujeito do início do filme e pensei "legal, ele sobreviveu àquela cena" e me deu o estalo de que aquela cena no começo não era relativa ao prédio caído na cena seguinte do filme, e sim na recente invasão à fronteira, coisa que ficamos sabendo no final do filme. Isso por si seria legal: a surpresa no final na verdade tinha sido entregue no começo.
Daí
que agora, quase 24 horas depois, a jurupoca mental piou: E SE aquilo não era a cena *anterior* e sim o que aconteceu depois e o filme era ele inteiro um flashback?
Revi
a cena. PORRA! É isso mesmo. Estavam lá, quase descaradamente, os 2 personagens principais. E revi a cena mais uma vez, e os notei de novo, antes e ainda mais descaradamente. Você fica tão preocupado procurando o monstro (porque é o tipo de cena que você *sabe* que vai aparecer um), que você nem presta atenção nos coadjuvantes. Que triste... o filme então NÃO teve um final feliz. Ok, pode ter tido, não se sabe se eles escaparam ou não... mas... sejamos sinceros, diretores alternativos são bem mais propensos a criar finais infelizes e esse é um filme indie... 2+2...


Outra coisa que só descobri agora lendo o Wikipedia: já começaram a filmar a continuação [precisava mesmo?] que, pelo teaser (aqueles trailers de muito antes do filme lançar, que mostram muito pouco ou nada) pode parecer que envolverá muito mais ação militar do que este mas, felizmente, pelo enredo liberado, parece que não. Mas o diretor deste Monsters: Dark Continent já não será o mesmo cara, por exemplo. É esperar para ver.

E esperar o novo Godzilla também. O trailer ficou muito bom mesmo, e o que eu tinha lido já faz tempo - de que o filme terá aquele jeitão japonês de que o monstro é secundário - agora ficou com mais crédito na minha mente. Sete meses e contando....

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

13 Assassinos

E Godzilla 2000 também.

Nome original: 十三人の刺客 / Jusan-nin no Shikaku
Duração: 2h6min (ou 2h21min, não sei qual versão eu vi)
País: Japão/Inglaterra  --  Ano: 2010  --  Trailer
De: Takashi Miike  --  Com: Koji Yakusho, Takayuki Yamada, Yusuke Iseya, Masachika Ichimura e Goro Inagaki.

Esse é um daqueles filmes que eu queria conseguir descrever direito ou falar demoradamente. Parece que meu cérebro é mais pop do que eu gostaria. Bem, na falta da capacidade de fazer referências e alusões à grandes clássicos de samurais em P&B, contexto histórico e etc... falemos rapidamente.

Importante: o filme começa devagar e de forma meio confusa. Até você se acostumar com quem é quem, e do que eles estão falando... eu levei algum tempo. E não ajuda todos terem o mesmo penteado e usarem roupas iguais na mesma cor. Mas eu também não me esforcei muito, sabia que o filme tinha mais de 2 horas e que talvez (talvez!) se eu deixasse passar algo logo nas primeiras conversas do filme, provavelmente não faria falta ou eu pegaria depois. Foi arriscado, mas deu certo. Mas evite ir ao cinema com sono (eu fui). Depois de 40 minutos o olho começou a pesar. Nem foi culpa do filme, mas ficar numa sala escura, com ar-condicionado, e com um filme ainda meio devagar, não ajudou. Só para saberem.

Mas se vocês não forem com sono nem se chatearem de não entender logo de cara as conversas, fiquem tranqüilos: tudo vai dar certo. Eu vi esse filme sem nem ter visto o trailer. Nem sabia que existia, aí li a vaga resenha do Bonequinho do O Globo e pensei "Ih, samurais. Legal! Vou ver." [meu cérebro é bem prático]

A história: o irmão do xogum (Lorde Naritsugu) anda por aí matando, estuprando e mutilando quando dá na telha. Sabe como é... tá um tédio... vamos amarrar e flechar algumas pessoas para passar o tempo. Sem conseguir uma solução dentro da lei e dos bons costumes, só sobra ao governante local (Doi Toshitsura) pedir a um amigo, samurai aposentado, que uma solução "paralela" seja tomada - simplificando: matar o filha-da-puta. Mas não é só de raivinha, eles sabem que se o sujeito algum dia chegar ao poder, ou simplesmente continuar agindo do jeito que age, em algum momento isso dará em guerra. O samurai (Shinzaemon) então pede ajuda a outros amigos, clãs, e subordinados, para formarem um grupo pequeno e elimarem o dondoco o quanto antes. No final, fica um grupo de... adivinhem quantos?! Ahá, erraram. De 12.
O 13º aparece depois, meio que por acaso, e se une ao grupo.

O filme leva cerca de 1 hora ambientando e na preparação, uns 30 minutos de "chegou a hora", e depois 40 minutos de luta sem parar. Parece muito, mas é muita gente para matar. Na hora você nem sente. É nessa parte do filme que alguns personagens meio mudos arranjam algo para falar até. E até a parte da preparação, por mais que pareça longo 1 hora e meia de planos e convites, passa rápido. O diretor desse filme é daqueles que fazem filmes sem parar, uns 3 ou 4 por ano (tenho que ver mais filmes dele por falar nisso), então o cara já deve ter a manha de como não te cansar.

E é isso, seguem resenhas dos outros, que sabem escrever melhor do que eu:
Café e Conversa - Crítica Daquele Filme - Adoro Cinema - PlayTV - Cinema na Rede

E uma entrevista rápida mas interessante com o diretor:
Eastern Kicks - Takashi Miike interview for 13 Assassins


E aproveitando a postagem sobre filme oriental, numa nota quase totalmente descorrelata, vi Godzilla 2000 no dia seguinte. Estava procurando uma cena de um filme no Youtube e, não achando, lembrei de um site anunciado no Jovem Nerd: o Crackle. Até vi depois que eles agora têm comercial na TV, mas na hora tive que ir no Google para lembrar o nome. Então, comentários rápidos sobre ambos:

- o site:
achei legal, não tem muitos filmes ainda, mas é extremamente prático de usar, sem nenhum tipo de cadastro ou anúncios. [como este site ganha dinheiro!?] É clicar e começar a ver. E vi o filme inteiro sem tremeliques na imagem nem paradas para carregamento fora de hora (o site tem algumas paradas programadas, mas foram tão rápidas que nem faziam diferença), e vi o filme assim não numa conexão absurda de 10 ou 20 megas [com S!!! o substituto segue a regra dos substituídos!] mas sim numa de 1 MB e, para piorar, numa conexão sem fio a 20 metros do transmissor capenga. Ainda não substitui uma TV a cabo, locadora ou cinema, mas é uma opção de passatempo.

- o filme:
sinceramente, é ruim. Pode ver você para checar. Comecei a ver achando que era o filme em que o Godzila japonês enfia a porrada no Godzila americano, mas logo no começo parei para pesquisar e esse seria o Godzilla Final Wars (e a tal cena nem é grande coisa, vejam aqui). Mas mesmo sendo ruim... sei lá... é o Godzila! Fazia tempo que não via um filme dele. Vi tranquilamente até o final sem sentir que estava fazendo um esforço. E a dublagem americana deu um certo humor ao filme também (geralmente involuntário, mas duvido que no original o editor do jornal tenha exclamando "Great Caesar's ghost!"). A história é a seguinte: tem um cientista que quer matar o Godzila e outro quer estudá-lo; mas, em paralelo, eles acham um antigo meteoro no fundo do mar que descobrem ser uma nave espacial. A nave obviamente é maligna e acaba gerando um monstro. E quem poderá nos salvar?! Espectr... Godzila!! (o fato dele, depois de salvar o mundo, destruir meia Tóquio só para mostrar "Eu sou O Cara!", é irrelevante)

Para quem se interessar, achei uma análise detalhada do filme aqui:
Toho Kingdom - Godzilla 2000: Millennium