Nome completo: Branca dos Mortos e os Sete Zumbis e outros contos macabros
Autores: Abu Fobiya (Fábio Yabu)
Ilustrações de: Michel Borges
Editora: NerdBooks (o braço literário do Jovem Nerd)
Páginas: 240 -- Ano: 2012 -- Cores: P&B
Site oficial: link (imagens, audio dramas e 1 conto)
Acabamento:
excelente. Capa dura e papel grosso e amarelado. -- ISBN: 978-85-913277-1-3
Tamanho: 13,5 x 18,5 cm (+/- 1 pão de forma e meio)
◄ Clique na capa para vê-la em todo seu brilho (literalmente)
Eu gosto gosto de mistura de histórias. Vi muito tempo atrás o trailer de um Moby Dick com dragões (Age of Dragons, que acabei nunca assistindo depois da opinião ser unânime de que é uma merda) [e revendo agora o trailer, não sei onde eu estava com a cabeça de ter ficado curioso], e estou a meses [anos talvez?] esperando lançarem o Quando o Saci Encontra os Mestres do Terror (link). Olhei meio torto no começo, sei lá, achei a capa meio infantil na época. E ela brilha! Putz! Capa brilhante! Mas eu gostei do outro livro do Abu Fobia (o Independência ou Mortos, já resenhado) e o princípio da coisa era interessante. Não ia perder a chance. Olhei torto mas sabia que ia comprar.
OBS: Não recomendado para menores de 18 anos. [ok... menores de 15, criançada sabe coisa demais hoje em dia e nem o livro pega tão pesado assim]
O que é o livro? São contos de terror, que adaptam ou tomam como base contos populares "infantis" (eles não eram, mas como a maioria das pessoas só os conhece via Disney, passaram a ser). De cara, por exemplo, realmente há uma história em que a Branca de Neve encontra-se com sete zumbis. E não sei se é impressão minha, mas pareceu ter uma palhinha de inspiração com os anões de Moria, que cavaram demais e encontraram o que não deviam.
E isso acontece por todo o livro. De cabeça agora lembro de pelo menos duas histórias puxadas para Lovecraft. Há uma excelente versão de O Corvo (minha história preferida do livro, gosto desse poema). Recomendo até que vocês comprem "O Corvo" e suas traduções. Tenho a vaga sensação de ter visto uma referência ao Os Pássaros [mas claro, sempre que alguém fala que algo tem referências, pessoal começa a achar de tudo, até uma mera parede branca passa a ser uma referência à Kurosawa ou Truffaut... E não a cor de parede mais popular do mundo] [sei lá, deve ser] e a introdução fala até de Gaiman, mas li muito pouco dele [falha grave] para identificar a referência (no chute, imagino que seja o conto do cemitério).
Há lá suas falhas, claro, os dois contos lovecraftianos começaram bem, mas não cumpriram a expectativa. Opinião minha, claro.
O conto da Bela Adormecida continua onde um dos contos mais famosos do Lovecraft termina, mas no final, depois de muita coisa e maquinações, nada acontece. Ficamos sabendo de um detalhe aterrorizante, que Lovecraft teria usado com maestria e fecharia com poucas palavras. Mas aqui... Sei lá, faltou algo que me me fizesse terminar o conto parando de ler e olhando para o vazio um instante. Ao invés disso terminei o conto com um "Ok, terrível. [para o personagem, não o conto] Próximo!"
E o penúltimo conto, baseado na Rapunzel, teve todo um início lovecraftiano; apesar de não se basear diretamente em nada dele que eu percebesse, por muito pouco não foi o conto mais longo do livro até, e no final... Sei lá, não ficou "Lovecraft o suficiente". E só no final fui descobrir que a história tinha um quê de brincadeira com o filme O Chamado. E eu não sou fã dessa porcaria. [talvez, se eu ver o original, mude de idéia, só vi o americano]. Tanto que nem notei que o nome Samara era daí.
E gostei das aparições da Chapeuzinho, mas justo ela, cuja história, mesmo a versão fofinha, envolve idosas solitárias, bestas antropomórficas, assassinato, homofagia, lacerações por machado e cross-dressing [é, estou forçando um pouco. rs!]... putz, prato cheio. E ela apenas faz uma ponta numa história e é o rápido tema de outra. [correção: folheando agora, achei-a em 4 histórias] É boa a história, só achei que justo a Chapéu merecia mais. No próximo livro, Chapeuzinho de Sangue e o Lobisomem Travesti, talvez?
Por falar nisso, assistam: RED, por Jorge Jaramillo e Carlo Guillot.
Mas agora falemos das coisas boas. O conto baseado no O Corvo, de Edgar Allan Poe. Esse eu não digo a qual história infantil faz referência, porque a graça do conto é descobrir ao final. E estou doido de vontade de dizer o que foi que passou pela minha cabeça na hora. Pensei em outro personagem... do mesmo tipo... vamos dizer assim.
Fiquei uns instantes pensando "Ok, gostei. Mas porque esculacharam tanto com ele?"... E aí me deu o estalo da minha absoluta incompetência mental:
"CARAMBOLAS! [a palavra real não foi essa], É O <nome suprimido>!!!"
Aí tudo fez sentido na mais absoluta graça e simplicidade. Genial. Se algum dia eu levar a cabo meu plano de saber de cabeça O Corvo, vou fazer questão de saber essa versão junto. Talvez, alguém mais esperto, que perceba logo ao que o conto referencia, não se divirta tanto. Mas se você der mole e só perceber alguns instantes depois da última frase... Não vou dizer que é diversão garantida, porque cada um tem o gosto torto que merece, mas eu me diverti.
Isso é algo legal que acontece em alguns contos também. Você não sabe de quem eles estão falando até o final.
O conto da Branca de Neve é bem legal. O da Cinderela é até bem tranquilo. Tem um banho de sangue, mas você já espera algo horrível, o destaque desse é não só a solução, mas como também, após a história basicamente terminar, ficamos sabendo o que aconteceu depois e aí entra uma grave implicação... De que a Cinderela deste conto é a mesma pessoa que aparece em outro conto do livro. Tâmia dramática!!
Isso é digno de nota. O entrelaçamento das histórias ficou muito divertido. Todas você pode ler soltas. Algumas são mesmo. Mas sempre há aquela coisa sobrando, que você nota e solta um "Ué!?" mental mas sabe que está ali por algum motivo e segue em frente. Depois em outra história, tu fica sabendo a razão daquilo. Ou as vezes não é nada que tenha uma razão. É só algo que reaparece, e fica legal.
Bem, mas refolheando o livro agora, não consigo pensar em mais muito o que dizer. Kudos para o conto final, que achei que era uma obra original, algum conto do autor, só para concluir... e PÁ! na tua cara, vem a zuada final na última frase! Mas realmente, a principal graça do livro não é um conto ou outro, é descobrir o que fizeram com eles e a ligação entre as adaptações. Recomendo.
E esse livro não tem um podcast oficial só para ele, mas tem esse aqui, que é o que chegou mais perto: Matando Robôs Gigantes Livros nº 9 - Ah, o horror!
Quem quiser ir direto para o assunto e pular as introduções, vá para 6 min e 30 seg., mas quem nunca ouviu o MRG, saiba que o papo furado é direto, então melhor ouvir logo tudo, para entrar no clima. E eles não falam só do livro de qualquer jeito. Nota: eles definiram bem, o entrelaçamento das histórias é tarantinesco!
Há outros podcasts (que não ouvi) e resenhas por aí, mas hoje vou deixá-los se virarem. Essa postagem ficou 5 meses quase pronta [estou em junho!] e quero finalmente publicá-la e partir para o próximo rascunho fazendo aniversário. Comprem o livro. E fui!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
Thuvia, Maid of Mars
Autor: Edgar Rice BurroughsArte da capa: Michael Whelan [adoro as capas dele, depois desta série descobri outros meus com capas do sujeito]
Editora: Del Rey Books
Ano livro / história: 1985 / 1914
Páginas: 128 -- ISBN: 0-345-32898-1 -- Tamanho: de bolso
Tradução para o português: não existe [e aí, Aleph?!]
◄ Clique na capa para ver a arte completa (e maior).
Aha! Mais um livro para cumprir a meta de ler todos os 11. Vamos lá!
A história: No final do terceiro livro eu disse que o filho do John Carter (o Carthoris) arranja uma namorada (a Thuvia). Na verdade... Não arranjou não. Ele até que insiste, mas ela foi prometida à outro príncipe e se mantém fiel aos votos, mesmo não tendo interesse no outro sujeito que ela mal conhece. Em paralelo, outro príncipe de outra grande cidade marciana (Dusar) também está tentando conquistá-la. Mas ao contrário do Carthoris, que é meio metido mas é um bom sujeito e respeita a moça, o tal príncipe (Astok) tenta convencê-la pelos motivos e das formas erradas. O principal argumento dele é que ele a ama, é bonito, rico, um príncipe de uma cidade poderosa, e ela tem mais é que amá-lo por causa disso, e basicamente é uma idiota se não concordar. [e eu achava que eu era ruim de galanteios...]
Em paralelo, o Carthoris inventou o piloto automático. Ele está lá mostrando para uns sujeitos que inventou um treco que basta dizer para onde quer ir, e a nave vai sozinha, ele pode até cochilar no caminho. Aí perguntam para ele o que acontece se outro sujeito tiver a mesma idéia, no caminho inverso. Aí ele explica que também inventou (não com esse nome) o transponder (aquele aparelho que ficou famoso quando dois aviões se esbarraram sobre a floresta amazônica): se vier uma outra nave fazendo o oposto, tem um esquemete lá e elas se desviam sozinhas. Ponto para o Burroughs, que pensou nisso 99 anos atrás. E durante toda a explicação, um sujeito ouve com sombria atenção.
Até um detalhe que é sempre bom recapitular, a história é cheia de clichês, mas... Lembrem: esse livro é da época que os clichês ainda não existiam, estavam sendo inventados. Muitos pelo próprio Burroughs. Então boa parte das coisas manjadas, do ponto de vista atual, na época ainda eram mérito da história.
E começa a ação e o plano nefasto. O atencioso acima era um capanga do príncipe maligno, que adultera o piloto automático para mandar o Carthoris para uma cidade abandonada no meio do nada. Assim que ele deixa a cidade a Thuvia é seqüestrada por soldados do vilão, disfarçados como se fossem de Helium (a cidade do Carthoris). [ou algo assim]
E aí uns boatos bem colocados são feitos. Testemunhas contam para o pai da Thuvia o que viram. Ninguém encontra o Carthoris para perguntar qualé a dele e se ele seqüestrou a garota. E a cidade de Dusar vai colocando lenha na fogueira, querendo colocar cidades amigas em guerra e depois conquistar os destroços.
E corta. Temos um pouco de ação na tal cidade abandonada. Não lembro bem a lógica, mas mandam a nave do Carthoris se perder no mesmo lugar onde resolvem esconder a mocinha. Acho que foi só pela comodidade. "Soldados malignos, fiquem aí tomando conta da seqüestrada, mas quando chegar uma nave perdida, matem o piloto. E continuem o bom serviço. Boa tarde." Não lembro. Mas isso não dá muito certo, aparecem os macacos albinos do primeiro livro, e nem os vilões sabiam que a cidade estava cheia de marcianos verdes. No final, a Thuvia muda de seqüestrador, e é levada agora por um dos verdes.
E lá vai o Carthoris atrás, sem nem saber que o resto do planeta está quase em guerra mundial, achando que ele é o culpado por toda a confusão. E ele encontra a Thuvia num acampamentos dos verdes, que estão para atacar uma cidade desconhecida, habitada por marcianos brancos, mas de um outro tipo, sem serem os do 2º livro [os carecas do filme, mas não lembro se eram carecas no livro também]. Esses tem como traço característico o cabelo castanho-arruivado. E eles não sabem que o resto de Marte ainda existe, estão isolados e acham que todos já morreram e eles são a última cidade em pé.
Enquanto ele pensa em como salvar a moça, um exército de arqueiros sai da cidade e ataca os verdes. Mortos e sangue para todos os lados, e no meio da batalha ele salva a Thuvia. Aí eles notam algo estranho. Todos os mortos são dos verdes, e não há sangue, nem flechas, e nenhum corpo do exército da cidade.
Não vou explicar não. Leia o livro. Mas fica mais um ponto para o Burroughs, que teve, 100 anos atrás, outra idéia que foi ficar conhecida bem depois, em Matrix, a de que basta o cérebro acreditar que você se ferrou e deveria morrer, para morrer de verdade. [meio que entreguei a solução, mas há toda uma seqüência na cidade que podemos pular, na verdade, estou me empolgando e contando quase o livro inteiro]
No final, tudo parecia bem, mas mocinho e mocinha se separam, e lá vamos nós de novo... a Thuvia é re-seqüestrada pelo vilão. Aí tem mais alguns rolos, o Carthoris faz um amigo entre os castanhos-arruivados, finge-se de soldado do exército inimigo, muitas coincidências fortuitas, o cara é um bom espadachim, e fim!
Opinião: Li a primeira metade do livro bem aos poucos, não muito animado. De repente o ritmo melhora e li todo o resto quase num golpe só. Acima eu já comecei a esquecer algumas coisas, mas é que estou escrevendo isso duas semanas depois de ter terminado.
No começo há duas partes bem cansativas. Num dado momento o vilão chega na cidade de Helium; e a descrição do local, do comércio, barraquinhas e o cacete, parece que não termina. Não sei se foi má vontade minha na hora, mas deu uma canseira. Isso se repetiu na descrição da cidade abandonada um pouco depois. A teoria da má vontade até pode ser real, porque a história desse livro é: outra princesa marciana é raptada, e outro humano (meio-humano, mas ok) precisa salvá-la.
Já comecei o livro naquela de "De novo? Quantas vezes princesas serão seqüestradas em Marte?" mas pretendo ler todos os livros marcianos do Burroughs até 2014 [tem que dar um tempo entre eles, e estou também intercalando os livros da série Torre Negra, bem mais grossos], e apesar de eventuais pesares, eu gosto deles. Então tudo bem.
Outro problema é a cidade perdida ter continuado perdida. O resto de Marte não conhecê-la, ok. Eles nunca foram lá e olharam, e os marcianos verdes não se dão bem entre si, então não devem ficar trocando informações geopolíticas entre eles. Mas não vi nenhuma explicação decente para ELES, da cidade perdida, não saírem dali para explorar.
Agora, apesar de retomada do interesse, o livro teve um problema no final... Bem, não estarei entregando nada se disser que o filho do John Carter salva a princesa, e termina com ela. Isso é minimamente óbvio. Mas no processo temos uma baita guerra sendo preparada, imensos exércitos voadores [já falo deles] prontos para se chacinarem, um governante que descreveu todos os horrores que aconteceriam à sua cidade se algum dia descobrissem que o idiota do filho dele foi o sequestrador, ah, e o filho escapa, mas com todo o seu exército pronto para ir atrás - o Carthoris tinha uma nave mais rápida, mas dane-se, o cara iria atrás com certeza - e aí, quando você espera que algo aconteça, que os mocinhos encontrem seus reis e anunciem "Vejam, estamos vivos e não foi culpa de filho do Carter", e talvez até tenhamos alguma rápida batalha terminada de forma honrosa, para terminar logo a história, aquela coisa de "Nobre rei inimigo, reconheço que seu filho é um babaca e que você não é totalmente santo, mas nada vale todo o sangue que derramaríamos, uma vez que a mocinha foi salva. Baixemos nossas armas."... Ou uma descrição ainda que rápida da batalha, terminando com papai e filhinho vilão mortos, e corta a cena para um casamento.
Não! Nada disso acontece. A Thuvia passou boa parte do livro apaixonada pelo mocinho mas, honrada por ter sua mão prometida, sem declarar seu amor a ele e nem dando esperança pro rapaz. Desmotivando-o sempre que possível. Aí finalmente essa situação se resolve (surpreendentemente sem a morte do cara que tinha a mão dela em promessa) e aí... Não, o livro não termina com eles se beijando. Mas termina aí.
Temos todo uma situação política insustentável que já deu merda, amigos desfazendo amizades, exércitos batendo no peito, nações estrangeiras ao resgate, vilões NÃO derrotados, doidos para continuar (ao que parece) com seus planos malignos, e... nada disso se resolve no livro. Talvez o livro seguinte faça alguma menção, alguém converse com alguma princesa dizendo "Veja se não vá ser sequestrada você também, hein! Já tivemos duas e da última vez aconteceu X, Y e Z... Menina, foi um problemão que só vendo!". Mas sei lá, não tenho grandes esperanças não.
Confirmando... Acabei de olhar o texto do livro e, nele inteiro, o nome Thuvia só é mencionado 1 única vez, e Dusar (a cidade vilã do livro atual), é mencionada 2 vezes. Não li o livro, isso não é garantia de nada... Mas ainda mais agora, eu confio no meu chute de que toda a parte acima ficou mesmo sem resolução. Fica subentendido que os vilões foram devidamente castigados e tudo acabou bem sem muito sofrimento. E pronto!
Ah, mas algo de bom no final. Falei acima dos exércitos. Ok, sei que é exagero meu, mas a rápida descrição dos exércitos voadores no final ficou bem legal... Peguei um pouco do visual do filme (o John Carter of Mars, que não é de todo o mal, acabei não resenhando até hoje, mas eu gostei), juntei com o que eu já tinha imaginado ou visto de outras imagens por aí, e ficou muito bonito! Teria sido uma cena espetacular. E não só por isso, grande coisa as naves voando... Mas é que nessa parte do livro, de surpresa, o Burroughs traz os marcianos amarelos e os marcianos negros! Dane-se! Entreguei! Mas esse livro tem 99 anos. Porra! Já posso contar spoiler. Eles haviam sido completamente ignorados o livro inteiro. E aí... É descrito que naves deles também se ergueram e estão indo pela batalha, ajudar John Carter, o cara mais cativante e carismático do Sistema Solar pelo jeito.
Não quero saber, foi só meia página de texto, mas a surpresa valeu a "cena". Foi como num filme em que a direção propositalmente te faz esquecer de um personagem, só para fazê-lo chegar no final, correndo com um exército atrás! Muito bom.
Ah, isso acontece nesse livro no final também. Todo aquela história da cidade perdida, ignorada depois, é usada no final, para ajudar a resolver uma situação.
Mas é isso. Começa devagar, fica interessante, e termina meio abruptamente. Agora é esperar mais alguns meses e ver qual a próxima princesa que será seqüestrada.
Dica: a mocinha do próximo livro é a irmã do Carthoris!
Clique no marcador John Carter abaixo para resenhas dos demais livros da série.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Astronauta: Magnetar
Autor: Danilo Beyruth -- Editora: Panini
Com personagem de: Maurício de Sousa
Páginas: 80 -- Ano: 2012
ISBN: 978-85-65484-41-1 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
Eu devo ter sido uma criança estranha. Ouço por aí toda a adoração que galera um pouco mais nova, da minha idade, ou um pouco acima tem pelos quadrinhos da Turma da Mônica... E eles, na verdade, nunca me disseram nada. Sei lá, Turma da Mônica, Luluzinha, Riquinho, Pateta ou Tom & Jerry eram quadrinhos que eu lia se caísse na minha frente, mas mera falta do que fazer... Ou lia nas tirinhas de jornal. Nesse caso, Horácio bem mais que os da turminha em si.
Astronauta então... Sabia quem era, mas acho que nunca lera antes alguma história dele. [bem, e de certa forma continuei sem ler] [a propósito, só para comentar, o que eu mais lia eram Recruta Zero e Tio Patinhas]
De cara então... sobre o personagem original mesmo... um choque! Ele é adulto! Ou isso ou a distorção temporal dele viajando no espaço fez com que ele ficasse ainda criança enquanto seus conhecidos cresceram. Digo isso porque a Ritinha, que era namorada dele na Terra... Casou! Putz! Não sabia nada mesmo sobre o personagem. A Ritinha é essa aqui (tem bom gosto esse rapaz). É adulta a garota! Eu a estava confundindo com alguma outra personagem pelo jeito. Achei que só tinha adulto nas histórias do Rolo.
Tem algo mal contado nisso... Ou o cara então é bem baixinho.
Mas falemos sobre o quadrinho sendo resenhado e não de minhas burrices.
A história: o Astronauta, numa versão adulta [apesar de ter descoberto agora que ele sempre foi adulto], está sozinho em sua nave, como ele gosta, indo pesquisar um magnetar (resumindo absurdamente, é um tipo de estrela ferrada, bem complicada de conseguir estudar). No caminho ele fica pensando na vida, lembrando dos bons tempos. Aí sai para instalar uns equipamentos, não recebe a tempo o alerta da nave de que algo estava errado, tudo explode, estraga a nave, e aí o cara fica preso lá, sem poder sair e sem poder pedir socorro. E aí ele continua pensando na vida, agora de forma mais deprê.
Opinião: No final da revista é mostrado rapidamente um pouco do processo criativo, desenhos e idéias não aproveitadas, e então é mostrada a tirinha original. A 1ª aparição do personagem, que apresentou o Astronauta aos leitores. Uma única folha, com uma micro historinha em quadrinhos dizendo "Esse sujeito estudou e virou astronauta. E aí a namorada casou. E uns ETs deram uma roupa para ele. E agora vamos acompanhá-lo em incríveis aventuras". Bem, lá não está escrito assim, mas a idéia é essa.
E esse é o problema dessa revista. Ela é ótima. Mas muito curta. Terminei com aquela sensação de que faltou uma página anunciando "Você gostou desta edição nº 0? Então em março, nas bancas, não deixe de acompanhar a nova revista mensal de etc, etc, onde nosso personagen os levará à todos os cantos da galáxias, etc, etc." Essa revista ficou com muita cara de uma Edição 00. Aquela coisa de 8 páginas que geralmente sai em outra revista só para você ter aquele gostinho inicial e uma introdução ao herói.
Muitos dos clichês do gênero estão lá. Há o tédio do cara sozinho. A perda da sanidade. A recordação dos que ficaram (e achei bem legal nessa parte a Ritinha não ter rosto). A alucinação/fantasma dando lição de moral. Tudo muito bem amarrado em pouco páginas...
Mas deviam ter sido mais. Olhei agora a quantidade de páginas do último quadrinho parecido que eu li (o Independência ou Mortos) e do Lúcifer (na minha estante, no aguardo). E ambos têm 160 páginas.
Pronto. Definido então, o Astronauta: Magnetar tinha que ter tido do dobro de páginas.
O problema de dobrar a quantidade de páginas, é que teria que dobrar a quantidade de texto. Vejam bem, o problema mesmo nem é a quantidade de páginas, é que a história em si você lê muito rápido. Mesmo parando para apreciar as imagens (bonitas!), você atravessa a revista tão rápido que termina com a sensação de "Porra! Já acabou?" [melhor isto do que "Porra... isso não acaba nunca...", mas vocês entenderam!]
De tanto que ouvi falar, comparando a revista até ao filme Lunar, esperava reflexões bem mais profundas, sei lá, algo até meio depressivo, com bastante texto. Uma graphic novel ADULTA. E aí talvez seja a razão da revista não ser longa... O que temos não é uma revista adulta de fato, é uma "graphic novel para adolescentes". (ou pré-adolescentes... sei lá, uns 14 anos é o quê?) Avançaram a faixa etária do leitor do Astronauta, mas não tanto quanto imaginei. [ou me levaram a imaginar] Nada da complicação, política, ou implicações secundárias de antigas graphic novels do Batman ou X-Men, nada da depressão ou a arte de uma graphic novel do Demolidor ou Monstro do Pântano. É uma boa história, só não traz nada de novo para quem já passou dos 17.
Olhei algumas resenhas por aí, e essa aqui diz que Mônica é para as crianças, a Turma da Mônica Jovem para os adolescentes e a Graphic MSP para os adultos. Desculpe discordar... Mas a Mônica é para crianças, a Turma Jovem para débeis (ok, para PRÉ-adolescentes talvez), e a MSP é para adolescentes. Quando eu era era criança (ou pré-adolescente, ou tween, ou qualquer nome idiota da moda) eu via desenhos japoneses muito mais depressivos, com morte e drama. E lia tranquilamente graphic novels de primos mais velhos. E eu não era anormal [nerd? sim! ok] Pessoal agora tem a mania de tratar qualquer um abaixo de 15 como um idiota completo. A garotada de hoje até "amadurece" mais cedo para algumas coisas (como sexualidade ou tecnologia), mas de resto, os pais estão ficando tão assustados, que exageram na direção oposta, e acham que eles não podem ter contato com nada mais complicado antes dos 20. Porra, pais! Galera de 13 já pode ver desenho com morte e ler Batman com violência.
Mas voltando, eu falei antes que a revista não era assim tão artística. Aproveitem para dar um pulo nesse último link que lá tem algumas boas amostras das páginas. Elas são bonitas. Mas... Talvez por eu ter esperado algo mais adulto, esperava algo mais rabiscado e sujo. Uma pintura mais "fora das linhas". Não consigo pensar em nenhum exemplo explicativo. Não precisava parecer um Marvels, mas imaginara algo puxado para Hellboy ou mesmo Sandman (que é bem colorido). [se bem que eu gosto das histórias, mas nem tanto assim dos desenhos do Sandman]
Arrependo-me ou desrecomendo a compra? Claro que não. É uma excelente história. Uma boa iniciativa. Desenhos muito bem feitos. E foram só 20 ou 30 minutos lendo... Mas foram bons 20 ou 30 minutos. Só não valeu foi toda a preparação de "não vou ler agora não... vou deixar para ler com calma, com tempo, numa cadeira confortável, etc". E vou comprar as demais revistas da linha Graphic MSP. Mesmo nunca tendo grande afinidade com a Turma da Mônica (e Chico Bento menos ainda, e Piteco menos ainda que o Chico Bento), como eu disse, a iniciativa é bem interessante.
E são revistas isoladas (one-shots), então você lê e pronto. Não tem aquela coisa de ter que continuar lendo depois. Essa primeira edição teve mesmo a sensação de uma revista introdutória, mas pode ser só comigo. Sei lá. Uma outra forma de analisar é só entender como um final aberto otimista "Puxa, consegui escapar! Mas não vejo a hora de voltar ao batente outra vez."
Bem, já falei demais. Recomendação final: uma boa compra para uma criança de 13 ou 14 (esqueça esse papo de revista "adulta"), boa compra para os nostálgicos que gostavam do personagem quando criança (isso eu falo com base em tudo que li por aí, já que eu mesmo não lia) e bem legal para quem só quer ler algo nacional diferente do comum (agora sim, meu caso).
E se ainda estiverem na dúvida, tomem algumas resenhas de outros:
RPGista -- Universo HQ -- Melhores do Mundo -- UOL Entretenimento
Com personagem de: Maurício de Sousa
Páginas: 80 -- Ano: 2012
ISBN: 978-85-65484-41-1 -- Tamanho: +/- uma folha A4.
Em versões capa dura e mole. Páginas coloridas.
Eu devo ter sido uma criança estranha. Ouço por aí toda a adoração que galera um pouco mais nova, da minha idade, ou um pouco acima tem pelos quadrinhos da Turma da Mônica... E eles, na verdade, nunca me disseram nada. Sei lá, Turma da Mônica, Luluzinha, Riquinho, Pateta ou Tom & Jerry eram quadrinhos que eu lia se caísse na minha frente, mas mera falta do que fazer... Ou lia nas tirinhas de jornal. Nesse caso, Horácio bem mais que os da turminha em si.
Astronauta então... Sabia quem era, mas acho que nunca lera antes alguma história dele. [bem, e de certa forma continuei sem ler] [a propósito, só para comentar, o que eu mais lia eram Recruta Zero e Tio Patinhas]
De cara então... sobre o personagem original mesmo... um choque! Ele é adulto! Ou isso ou a distorção temporal dele viajando no espaço fez com que ele ficasse ainda criança enquanto seus conhecidos cresceram. Digo isso porque a Ritinha, que era namorada dele na Terra... Casou! Putz! Não sabia nada mesmo sobre o personagem. A Ritinha é essa aqui (tem bom gosto esse rapaz). É adulta a garota! Eu a estava confundindo com alguma outra personagem pelo jeito. Achei que só tinha adulto nas histórias do Rolo.
Tem algo mal contado nisso... Ou o cara então é bem baixinho.
Mas falemos sobre o quadrinho sendo resenhado e não de minhas burrices.
A história: o Astronauta, numa versão adulta [apesar de ter descoberto agora que ele sempre foi adulto], está sozinho em sua nave, como ele gosta, indo pesquisar um magnetar (resumindo absurdamente, é um tipo de estrela ferrada, bem complicada de conseguir estudar). No caminho ele fica pensando na vida, lembrando dos bons tempos. Aí sai para instalar uns equipamentos, não recebe a tempo o alerta da nave de que algo estava errado, tudo explode, estraga a nave, e aí o cara fica preso lá, sem poder sair e sem poder pedir socorro. E aí ele continua pensando na vida, agora de forma mais deprê.
Opinião: No final da revista é mostrado rapidamente um pouco do processo criativo, desenhos e idéias não aproveitadas, e então é mostrada a tirinha original. A 1ª aparição do personagem, que apresentou o Astronauta aos leitores. Uma única folha, com uma micro historinha em quadrinhos dizendo "Esse sujeito estudou e virou astronauta. E aí a namorada casou. E uns ETs deram uma roupa para ele. E agora vamos acompanhá-lo em incríveis aventuras". Bem, lá não está escrito assim, mas a idéia é essa.
E esse é o problema dessa revista. Ela é ótima. Mas muito curta. Terminei com aquela sensação de que faltou uma página anunciando "Você gostou desta edição nº 0? Então em março, nas bancas, não deixe de acompanhar a nova revista mensal de etc, etc, onde nosso personagen os levará à todos os cantos da galáxias, etc, etc." Essa revista ficou com muita cara de uma Edição 00. Aquela coisa de 8 páginas que geralmente sai em outra revista só para você ter aquele gostinho inicial e uma introdução ao herói.
Muitos dos clichês do gênero estão lá. Há o tédio do cara sozinho. A perda da sanidade. A recordação dos que ficaram (e achei bem legal nessa parte a Ritinha não ter rosto). A alucinação/fantasma dando lição de moral. Tudo muito bem amarrado em pouco páginas...
Mas deviam ter sido mais. Olhei agora a quantidade de páginas do último quadrinho parecido que eu li (o Independência ou Mortos) e do Lúcifer (na minha estante, no aguardo). E ambos têm 160 páginas.
Pronto. Definido então, o Astronauta: Magnetar tinha que ter tido do dobro de páginas.
O problema de dobrar a quantidade de páginas, é que teria que dobrar a quantidade de texto. Vejam bem, o problema mesmo nem é a quantidade de páginas, é que a história em si você lê muito rápido. Mesmo parando para apreciar as imagens (bonitas!), você atravessa a revista tão rápido que termina com a sensação de "Porra! Já acabou?" [melhor isto do que "Porra... isso não acaba nunca...", mas vocês entenderam!]
De tanto que ouvi falar, comparando a revista até ao filme Lunar, esperava reflexões bem mais profundas, sei lá, algo até meio depressivo, com bastante texto. Uma graphic novel ADULTA. E aí talvez seja a razão da revista não ser longa... O que temos não é uma revista adulta de fato, é uma "graphic novel para adolescentes". (ou pré-adolescentes... sei lá, uns 14 anos é o quê?) Avançaram a faixa etária do leitor do Astronauta, mas não tanto quanto imaginei. [ou me levaram a imaginar] Nada da complicação, política, ou implicações secundárias de antigas graphic novels do Batman ou X-Men, nada da depressão ou a arte de uma graphic novel do Demolidor ou Monstro do Pântano. É uma boa história, só não traz nada de novo para quem já passou dos 17.
Olhei algumas resenhas por aí, e essa aqui diz que Mônica é para as crianças, a Turma da Mônica Jovem para os adolescentes e a Graphic MSP para os adultos. Desculpe discordar... Mas a Mônica é para crianças, a Turma Jovem para débeis (ok, para PRÉ-adolescentes talvez), e a MSP é para adolescentes. Quando eu era era criança (ou pré-adolescente, ou tween, ou qualquer nome idiota da moda) eu via desenhos japoneses muito mais depressivos, com morte e drama. E lia tranquilamente graphic novels de primos mais velhos. E eu não era anormal [nerd? sim! ok] Pessoal agora tem a mania de tratar qualquer um abaixo de 15 como um idiota completo. A garotada de hoje até "amadurece" mais cedo para algumas coisas (como sexualidade ou tecnologia), mas de resto, os pais estão ficando tão assustados, que exageram na direção oposta, e acham que eles não podem ter contato com nada mais complicado antes dos 20. Porra, pais! Galera de 13 já pode ver desenho com morte e ler Batman com violência.
Mas voltando, eu falei antes que a revista não era assim tão artística. Aproveitem para dar um pulo nesse último link que lá tem algumas boas amostras das páginas. Elas são bonitas. Mas... Talvez por eu ter esperado algo mais adulto, esperava algo mais rabiscado e sujo. Uma pintura mais "fora das linhas". Não consigo pensar em nenhum exemplo explicativo. Não precisava parecer um Marvels, mas imaginara algo puxado para Hellboy ou mesmo Sandman (que é bem colorido). [se bem que eu gosto das histórias, mas nem tanto assim dos desenhos do Sandman]
Arrependo-me ou desrecomendo a compra? Claro que não. É uma excelente história. Uma boa iniciativa. Desenhos muito bem feitos. E foram só 20 ou 30 minutos lendo... Mas foram bons 20 ou 30 minutos. Só não valeu foi toda a preparação de "não vou ler agora não... vou deixar para ler com calma, com tempo, numa cadeira confortável, etc". E vou comprar as demais revistas da linha Graphic MSP. Mesmo nunca tendo grande afinidade com a Turma da Mônica (e Chico Bento menos ainda, e Piteco menos ainda que o Chico Bento), como eu disse, a iniciativa é bem interessante.
E são revistas isoladas (one-shots), então você lê e pronto. Não tem aquela coisa de ter que continuar lendo depois. Essa primeira edição teve mesmo a sensação de uma revista introdutória, mas pode ser só comigo. Sei lá. Uma outra forma de analisar é só entender como um final aberto otimista "Puxa, consegui escapar! Mas não vejo a hora de voltar ao batente outra vez."
Bem, já falei demais. Recomendação final: uma boa compra para uma criança de 13 ou 14 (esqueça esse papo de revista "adulta"), boa compra para os nostálgicos que gostavam do personagem quando criança (isso eu falo com base em tudo que li por aí, já que eu mesmo não lia) e bem legal para quem só quer ler algo nacional diferente do comum (agora sim, meu caso).
E se ainda estiverem na dúvida, tomem algumas resenhas de outros:
RPGista -- Universo HQ -- Melhores do Mundo -- UOL Entretenimento
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Crepúsculo 5
Nome orig.: The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2
Nacional: Amanhecer - Parte 2, O Final
Duração: 1h55min -- Ano: 2012 -- Trailer
De: Bill Condon (de Candyman 2 - A Vingança)
Com personagens de: Stephenie Meyer
Com: as mesmas pessoas que listei na postagem anterior.
Fim do martírio. Segunda e última postagem sobre a "saga" e nunca mais quero olhar para isso. Agora é esperar alguns anos e começar a me divertir com as pessoas dizendo "Putz... Eu revi aquele filme... Menina, eu amava aquilo! Onde é que eu estava com a cabeça?"
Deixem eu já reclamar da conclusão do filme. Qualquer pessoa que já jogou um jogo de tiro em 1ª pessoa (FPS) já passou pela seguinte situação: esta lá você caminhando, aí abre a porta, surge um monstro, tu leva um susto e antes de reagir ele te mata.
Aí a fase recomeça, tu já abre a porta já de bazuca na mão... E mata o monstro. E aí você entra e descobre que atrás do monstrão, tinham 5 monstrinhos. Você tenta correr, trocar de arma. Eles te matam.
Aí lá vai você de novo, entra de bazuca na mão, mata o monstro, e antes de aparecerem os monstrinhos, já tá soltando o dedo na metralhadora. E aí você passa.
Clássico.
Pois bem... Temos o filme. Temos um vilão que JÁ não queria mesmo fazer as coisas pelas regras, ele só queria matar todos ali [e alguém me explica como ele convenceria a vidente a ficar amiga dele depois que ele matasse toda a família dela], e mostram para ele a cara de cada membro do "exército" oponente, assim como cada golpe especial e arma secreta.
Convenhamos... 30 segundos depois daquele cena o cara deveria virar para o seu vice-vampirão e dizer "Agora que sabemos quem são e o poder de cada um dali, quero o nome e endereço de todos, e quero-os mortos em 1 semana. Leve tantos quantos necessários. No 8º dia estamos aqui de volta."
Ok, a bonitinha poderia ter uma visão disso tudo. Mas cacete! Se ele resolvesse reunir 500 ao invés de 30, ela só ia poder sentar e chorar. Qual a base do poder (governamental, quero dizer) dele? A Dakota Faning, alguns membros da Família Hanson, o figurante do Harry Potter e um cara que parecia o vampirão-chefe do Anjos da Noite? Só porque eles matam de forma diferente? Nada que munição explosiva na cabeça não resolvesse. Para o cara ficar no poder ele deve ter muito mais vassalos do que aquilo. Mal explicado, muito mal explicado.
Por falar nisso, qual a utilidade do vampiro-loiro-anti-social? Ficou lá na casa dos mocinhos, dando uma de "sou o fodão eremita", ficou olhando do alto da árvore, depois saiu do filme sem nenhuma utilidade.
Dica para quem fizer a refilmagem no futuro: esse tipo de coisa você pode cortar! Tem gente que vai ver o filme sem ter lido o livro, essas pessoas não fazem questão de que apareça na tela cada personagem, só para constar que apareceu.
Estava passando Homem-de-Ferro na TV agora... Começo do filme. Deixei ligado por alguns instantes só para rever a explosão da montanha. Aí o Stark entra no carro... Tem uma explosão... E ele está na caverna! Notaram a falta de algo? Cortaram toda a conversa dentro do carro com o figurante batendo foto e depois da explosão cortaram toda a parte dos figurantes morrendo em batalha.
É isso que se faz quando você tem algo para contar e não tem tempo. Você corta os figurantes! [ok, nesse caso foi só porque a Globo queria acabar o filme logo. Mas a idéia é a mesma]
Imagina se cada filme adaptado fosse colocar cada pessoinha do livro em tela... Watchmen, por exemplo, MUDOU O FINAL da história, e fez isso tão bem feito, que fico na dúvida se não foi uma solução melhor que a do quadrinho até. Humm... Melhor não. Não sei. Mas certamente mais redonda.
Mas divago...
Pensando bem, voltemos a divagação, porque acabei de lembrar das duas....eeerr... digamos... como direi?.... BRASILEIRAS do filme! Que porra era aquela?
Pareciam figurantes de algum filme pornô asteca! Podia ser pior, mas nem indígena elas pareciam. A do final, que foi levar o filho mestiço até podia enganar muito vagamente, mas as duas principais não. Vejam o filme (ou rapidamente a foto aqui), voltem e cliquem neste link, neste, neste ou neste vídeo. Essas são mulheres ticunas.
Ok, a Zafrina [deu um baita trabalho agora descobrir o nome da personagem] era gata [ela na verdade é inglesa com sangue africano e espanhol], mas CACETE!, de indígena brasileiro não tinha nada ali! Só faltou o poder dela ser a lambada ["A Dança Proibida"]. A outra você nem percebe que existe, mas de índia também não tinha nada.
Mas a propósito, gente de Hollywood, quando resolverem rebootar os filmes do X-Men, a Judith Shekoni daria uma excelente Ororo. Teria que checar como ela fica de cabelo branco... Mas sabe de uma coisa? Mutante ou não, num eventual futuro filme, tinham que sumir com isso. A Lola/Yuki/Nova do Patrulha Estelar não era loira na versão com humanos e foi uma decisão correta. Ficaria bizarro uma japonesa loira no meio da história e ainda tentar levar o filme a sério.
Ah, outra coisa... Baita batalha... E aí no meio dela... O Grito Wilhelm!!
Putz! Foi pedir para sair do clima. Mesmo que isso não seja conhecido pelas garotas que leem Crepúsculo, ficou um gritinho... me perdoem a incorreção política... mas ficou um gritinho "afeminado" no meio da ação! Não combinou.
Mas é isso! Notaram que vocês leram até aqui e ainda mal falei do filme? Pois é... Filmaço, hein! Supimpa! Ô! Eu não tenho palavras... é Oscar na certa!
Nacional: Amanhecer - Parte 2, O Final
Duração: 1h55min -- Ano: 2012 -- Trailer
De: Bill Condon (de Candyman 2 - A Vingança)
Com personagens de: Stephenie Meyer
Com: as mesmas pessoas que listei na postagem anterior.
Fim do martírio. Segunda e última postagem sobre a "saga" e nunca mais quero olhar para isso. Agora é esperar alguns anos e começar a me divertir com as pessoas dizendo "Putz... Eu revi aquele filme... Menina, eu amava aquilo! Onde é que eu estava com a cabeça?"
Deixem eu já reclamar da conclusão do filme. Qualquer pessoa que já jogou um jogo de tiro em 1ª pessoa (FPS) já passou pela seguinte situação: esta lá você caminhando, aí abre a porta, surge um monstro, tu leva um susto e antes de reagir ele te mata.
Aí a fase recomeça, tu já abre a porta já de bazuca na mão... E mata o monstro. E aí você entra e descobre que atrás do monstrão, tinham 5 monstrinhos. Você tenta correr, trocar de arma. Eles te matam.
Aí lá vai você de novo, entra de bazuca na mão, mata o monstro, e antes de aparecerem os monstrinhos, já tá soltando o dedo na metralhadora. E aí você passa.
Clássico.
Pois bem... Temos o filme. Temos um vilão que JÁ não queria mesmo fazer as coisas pelas regras, ele só queria matar todos ali [e alguém me explica como ele convenceria a vidente a ficar amiga dele depois que ele matasse toda a família dela], e mostram para ele a cara de cada membro do "exército" oponente, assim como cada golpe especial e arma secreta.
Convenhamos... 30 segundos depois daquele cena o cara deveria virar para o seu vice-vampirão e dizer "Agora que sabemos quem são e o poder de cada um dali, quero o nome e endereço de todos, e quero-os mortos em 1 semana. Leve tantos quantos necessários. No 8º dia estamos aqui de volta."
Ok, a bonitinha poderia ter uma visão disso tudo. Mas cacete! Se ele resolvesse reunir 500 ao invés de 30, ela só ia poder sentar e chorar. Qual a base do poder (governamental, quero dizer) dele? A Dakota Faning, alguns membros da Família Hanson, o figurante do Harry Potter e um cara que parecia o vampirão-chefe do Anjos da Noite? Só porque eles matam de forma diferente? Nada que munição explosiva na cabeça não resolvesse. Para o cara ficar no poder ele deve ter muito mais vassalos do que aquilo. Mal explicado, muito mal explicado.
Por falar nisso, qual a utilidade do vampiro-loiro-anti-social? Ficou lá na casa dos mocinhos, dando uma de "sou o fodão eremita", ficou olhando do alto da árvore, depois saiu do filme sem nenhuma utilidade.
Dica para quem fizer a refilmagem no futuro: esse tipo de coisa você pode cortar! Tem gente que vai ver o filme sem ter lido o livro, essas pessoas não fazem questão de que apareça na tela cada personagem, só para constar que apareceu.
Estava passando Homem-de-Ferro na TV agora... Começo do filme. Deixei ligado por alguns instantes só para rever a explosão da montanha. Aí o Stark entra no carro... Tem uma explosão... E ele está na caverna! Notaram a falta de algo? Cortaram toda a conversa dentro do carro com o figurante batendo foto e depois da explosão cortaram toda a parte dos figurantes morrendo em batalha.
É isso que se faz quando você tem algo para contar e não tem tempo. Você corta os figurantes! [ok, nesse caso foi só porque a Globo queria acabar o filme logo. Mas a idéia é a mesma]
Imagina se cada filme adaptado fosse colocar cada pessoinha do livro em tela... Watchmen, por exemplo, MUDOU O FINAL da história, e fez isso tão bem feito, que fico na dúvida se não foi uma solução melhor que a do quadrinho até. Humm... Melhor não. Não sei. Mas certamente mais redonda.
Mas divago...
Pensando bem, voltemos a divagação, porque acabei de lembrar das duas....eeerr... digamos... como direi?.... BRASILEIRAS do filme! Que porra era aquela?
Pareciam figurantes de algum filme pornô asteca! Podia ser pior, mas nem indígena elas pareciam. A do final, que foi levar o filho mestiço até podia enganar muito vagamente, mas as duas principais não. Vejam o filme (ou rapidamente a foto aqui), voltem e cliquem neste link, neste, neste ou neste vídeo. Essas são mulheres ticunas.
Ok, a Zafrina [deu um baita trabalho agora descobrir o nome da personagem] era gata [ela na verdade é inglesa com sangue africano e espanhol], mas CACETE!, de indígena brasileiro não tinha nada ali! Só faltou o poder dela ser a lambada ["A Dança Proibida"]. A outra você nem percebe que existe, mas de índia também não tinha nada.
Mas a propósito, gente de Hollywood, quando resolverem rebootar os filmes do X-Men, a Judith Shekoni daria uma excelente Ororo. Teria que checar como ela fica de cabelo branco... Mas sabe de uma coisa? Mutante ou não, num eventual futuro filme, tinham que sumir com isso. A Lola/Yuki/Nova do Patrulha Estelar não era loira na versão com humanos e foi uma decisão correta. Ficaria bizarro uma japonesa loira no meio da história e ainda tentar levar o filme a sério.
Ah, outra coisa... Baita batalha... E aí no meio dela... O Grito Wilhelm!!
Putz! Foi pedir para sair do clima. Mesmo que isso não seja conhecido pelas garotas que leem Crepúsculo, ficou um gritinho... me perdoem a incorreção política... mas ficou um gritinho "afeminado" no meio da ação! Não combinou.
Mas é isso! Notaram que vocês leram até aqui e ainda mal falei do filme? Pois é... Filmaço, hein! Supimpa! Ô! Eu não tenho palavras... é Oscar na certa!
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Argo
Resenha rápida, para tirar o blog do marasmo.
Nome original: Argo
Duração: 2hs -- Ano: 2012 -- Trailer (OBS: não veja! droga de trailers atuais, que entregam cenas chaves ao invés de só te deixaram no suspense)
De: Ben Affleck (de Atração Perigosa)
Com: Ben Affleck (de Barrados no Shopping e Demolidor), Bryan Cranston (o pai da família em Malcolm in the Middle), Alan Arkin (de Pequena Miss Sunshine), John Goodman (de A Vingança dos Nerds e o Fred Flintstone do 1º filme), Victor Garber (de Legalmente Loira e Titanic, um daqueles caras que você sempre vê por aí, mas parece que nunca é o principal), os 6 reféns (Tate Donovan, Clea DuVall, Scoot McNairy, Rory Cochrane, Christopher Denham e Kerry Bishé) e Sheila Vand (papel pequeno mas importante, e eu sempre gosto de citar as mulheres bonitas).
Resumindo: ótimo filme. Queria poder fazer elogios à direção, fotografia, e todas essas coisas mais técnicas. Mas não entendo nada do babado. E também não sou tão velho a ponto de ter lembranças "ao vivo" da crise dos reféns, então não há do que reclamar de "Isso não foi assim!!!". Não sei. Até onde sei, foi tudo igual. [mas não foi, hein! no mínimo do mínimo, leiam o artigo da Wikipedia] Boa parte do que lembro devem ter sido de retrospectivas televisivas de alguns (ou mais) anos depois, e só lembrava dos que ficaram presos na embaixada americana, não dos que "escaparam". Mas eu lembro do Aiatolá Khomeini! Isso é da minha geração ainda. Tínhamos ditadores bem mais interessantes na minha época. O Ahmadinejad e o Assad até que tentam, mas nunca terão o "charme vilanesco" do Kadafi nos seus bons tempos, por ex..
Ok, mas vamos ao filme. Para quem é muito novo para lembrar, existiu uma Crise dos Reféns no Irã, em que empregados da embaixada norte-americana ficaram na mão de militantes por quase 2 anos. Mas meia dúzia conseguiu escapar a tempo e ficaram escondidos na embaixada canadense. O filme é sobre o que foi feito para tentar tirar esses 6 de lá em segurança. O trailer e todo o marketing do filme já diz o que foi feito. Mas se puder, veja sem saber, só pela surpresa [e na hora lembre: fatos reais!]
E é isso. Belas cenas [por falar nisso, a Torre Azadi é muito maneira. No filme ela pareceu ser maior do que realmente é, e ela seria extramente foda se tivesse o dobro ou triplo da altura, mas ainda assim, muito bonita], tensão sem parar, e nenhuma cena é desperdiçada. Nada ali pareceu estar em cena só para dramatizar, dar um charme ou encher película. E eu não lembrava que na crise tinham esses 6 em paralelo (se bem que por mais que eles temessem por suas vidas, o "cativeiro" deles foi bem mais aprazível que dos demais) e, para assistir ao filme, não lembrar de nada do que aconteceu é bom. Como é baseado em fatos reais, eu vi o filme esperando qualquer tipo de final. Até onde eu sabia, tanto podia metade deles ter morrido, como ter dado tudo certo, ou terem sido todos fuzilados.
Filme altamente recomendável para galera jovem que quer ver um bom trhiller de tensão ou que seja fã do Ben Affleck (sim, existe!); para os medianos como eu, que sabem quem eram os ditadores da época e tem boas noções do contexto; e até para quem lembra de tudo aquilo. Depois de ver o filme eu liguei para os meus pais e o recomendei para a minha mãe, falei até que ela podia falar para o meu pai que ele também gostará [ele sofre quando minha mãe o leva para ver filmes como "O Gato do Rabino" ou "Babel"]
Tudo bem que já "enganei" minha mãe [não foi de propósito] e a fiz ver Distrito 9, falando que era um filme sobre racismo e segregação. :-D [pô, mas é!]
Como já disse numa das primeiras postagens do blog (e acima), não sei comentar muito quando é para elogiar. Mas para não terminar outra postagem dizendo que alguma das atrizes do filme é uma graça (Kerry Bishé [olhei o imdb e não concluí de onde a conheço. Acho que de Scrubs mesmo]), e eu tenho tão pouco para ranzinzar em cima do filme [vide nome do blog], que vou comentar a cena mais inútil de ser comentada. Aquela que fará você terminar essa postagem pensando "ah, peraí... filmaço sobre política, CIA e crise no oriente... e o cara vem me falar DISSO?!". Pois... Vide novamente o nome do blog, a parte antes do Ranzinza.
Não sei se foi um "erro proposital", para dar realismo cenográfico (afinal, era um quarto de criança - se bem que até por isso mesmo, talvez fosse menos provável de estar errado), mas mais alguém teve a cretinice de reparar que erraram a posição dos bonequinhos? Colocaram o jawa no lugar de um dos sujeitos do povo da areia e vice-versa. [não falei? pior fim de postagem sobre o filme Argo possível!]
Ah, pensei em algo útil: para quem quiser se aprofundar, foi lançado no Brasil o livro Argo, escrito pelo agente que é o Ben Affleck no filme. Detestável a capa ser o cartaz do filme, mas editora brasileira tem essa mania ofensiva... Obrigado, editoras. Muito gentil da parte de vocês. A capa americana nem é tão melhor assim, e ainda parece o cartaz de 11 Homens e Um Segredo, mas passa.
Ah, e resenhas dos meus 2 sites preferidos para linkar resenhas:
Cinema com Rapadura: consagração como cineasta / poderoso thriller político
Screen Rant: a tense and captivating ride
E alguns comentários mais longos sobre fatos x ficção no filme, também do Screen Rant.
Nome original: Argo
Duração: 2hs -- Ano: 2012 -- Trailer (OBS: não veja! droga de trailers atuais, que entregam cenas chaves ao invés de só te deixaram no suspense)
De: Ben Affleck (de Atração Perigosa)
Com: Ben Affleck (de Barrados no Shopping e Demolidor), Bryan Cranston (o pai da família em Malcolm in the Middle), Alan Arkin (de Pequena Miss Sunshine), John Goodman (de A Vingança dos Nerds e o Fred Flintstone do 1º filme), Victor Garber (de Legalmente Loira e Titanic, um daqueles caras que você sempre vê por aí, mas parece que nunca é o principal), os 6 reféns (Tate Donovan, Clea DuVall, Scoot McNairy, Rory Cochrane, Christopher Denham e Kerry Bishé) e Sheila Vand (papel pequeno mas importante, e eu sempre gosto de citar as mulheres bonitas).
Resumindo: ótimo filme. Queria poder fazer elogios à direção, fotografia, e todas essas coisas mais técnicas. Mas não entendo nada do babado. E também não sou tão velho a ponto de ter lembranças "ao vivo" da crise dos reféns, então não há do que reclamar de "Isso não foi assim!!!". Não sei. Até onde sei, foi tudo igual. [mas não foi, hein! no mínimo do mínimo, leiam o artigo da Wikipedia] Boa parte do que lembro devem ter sido de retrospectivas televisivas de alguns (ou mais) anos depois, e só lembrava dos que ficaram presos na embaixada americana, não dos que "escaparam". Mas eu lembro do Aiatolá Khomeini! Isso é da minha geração ainda. Tínhamos ditadores bem mais interessantes na minha época. O Ahmadinejad e o Assad até que tentam, mas nunca terão o "charme vilanesco" do Kadafi nos seus bons tempos, por ex..
Ok, mas vamos ao filme. Para quem é muito novo para lembrar, existiu uma Crise dos Reféns no Irã, em que empregados da embaixada norte-americana ficaram na mão de militantes por quase 2 anos. Mas meia dúzia conseguiu escapar a tempo e ficaram escondidos na embaixada canadense. O filme é sobre o que foi feito para tentar tirar esses 6 de lá em segurança. O trailer e todo o marketing do filme já diz o que foi feito. Mas se puder, veja sem saber, só pela surpresa [e na hora lembre: fatos reais!]
E é isso. Belas cenas [por falar nisso, a Torre Azadi é muito maneira. No filme ela pareceu ser maior do que realmente é, e ela seria extramente foda se tivesse o dobro ou triplo da altura, mas ainda assim, muito bonita], tensão sem parar, e nenhuma cena é desperdiçada. Nada ali pareceu estar em cena só para dramatizar, dar um charme ou encher película. E eu não lembrava que na crise tinham esses 6 em paralelo (se bem que por mais que eles temessem por suas vidas, o "cativeiro" deles foi bem mais aprazível que dos demais) e, para assistir ao filme, não lembrar de nada do que aconteceu é bom. Como é baseado em fatos reais, eu vi o filme esperando qualquer tipo de final. Até onde eu sabia, tanto podia metade deles ter morrido, como ter dado tudo certo, ou terem sido todos fuzilados.
Filme altamente recomendável para galera jovem que quer ver um bom trhiller de tensão ou que seja fã do Ben Affleck (sim, existe!); para os medianos como eu, que sabem quem eram os ditadores da época e tem boas noções do contexto; e até para quem lembra de tudo aquilo. Depois de ver o filme eu liguei para os meus pais e o recomendei para a minha mãe, falei até que ela podia falar para o meu pai que ele também gostará [ele sofre quando minha mãe o leva para ver filmes como "O Gato do Rabino" ou "Babel"]
Tudo bem que já "enganei" minha mãe [não foi de propósito] e a fiz ver Distrito 9, falando que era um filme sobre racismo e segregação. :-D [pô, mas é!]
Como já disse numa das primeiras postagens do blog (e acima), não sei comentar muito quando é para elogiar. Mas para não terminar outra postagem dizendo que alguma das atrizes do filme é uma graça (Kerry Bishé [olhei o imdb e não concluí de onde a conheço. Acho que de Scrubs mesmo]), e eu tenho tão pouco para ranzinzar em cima do filme [vide nome do blog], que vou comentar a cena mais inútil de ser comentada. Aquela que fará você terminar essa postagem pensando "ah, peraí... filmaço sobre política, CIA e crise no oriente... e o cara vem me falar DISSO?!". Pois... Vide novamente o nome do blog, a parte antes do Ranzinza.
Não sei se foi um "erro proposital", para dar realismo cenográfico (afinal, era um quarto de criança - se bem que até por isso mesmo, talvez fosse menos provável de estar errado), mas mais alguém teve a cretinice de reparar que erraram a posição dos bonequinhos? Colocaram o jawa no lugar de um dos sujeitos do povo da areia e vice-versa. [não falei? pior fim de postagem sobre o filme Argo possível!]
Ah, pensei em algo útil: para quem quiser se aprofundar, foi lançado no Brasil o livro Argo, escrito pelo agente que é o Ben Affleck no filme. Detestável a capa ser o cartaz do filme, mas editora brasileira tem essa mania ofensiva... Obrigado, editoras. Muito gentil da parte de vocês. A capa americana nem é tão melhor assim, e ainda parece o cartaz de 11 Homens e Um Segredo, mas passa.
Ah, e resenhas dos meus 2 sites preferidos para linkar resenhas:
Cinema com Rapadura: consagração como cineasta / poderoso thriller político
Screen Rant: a tense and captivating ride
E alguns comentários mais longos sobre fatos x ficção no filme, também do Screen Rant.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Assistindo Crepúsculo
Resolvi ver o último dos filmes do Vampiro Perolado no cinema. É, vai ser uma merda, mas no cinema tudo fica melhor. O problema é que eu nunca tive coragem de ver o resto... Decidi então fazer uma semi-maratona Crepúsculo ("semi" porque o meu limite é 1 filme por semana, macacos me matem se eu ver mais que isso).
Pois bem, o primeiro não vou rever. Li o resumo no Wikipédia e vi cenas soltas para relembrar as partes finais e a cara deles. E a resenha do último fica para daqui 1 mês.
Então cá estamos... Meus comentários sobre o trilogia do meio!
■ LUA NOVA ■ (15/nov)
Meu deus, não... não... é muito ruim! E estou escrevendo essa postagem ainda no meio do filme. Na verdade antes do meio. Já estava desesperado e resolvi ver se faltava muito... "AAAHH!!! Nem deu metade ainda!" Tive que descansar um pouco da joça. Pelo menos o Vampiro Purpurina praticamente não aparece o filme inteiro! [ah, não! lembrei que ele fica dando uma de Gasparzinho... já tinha esquecido!]
E, qualé! Tom Cruise, Banderas, Brad Pitt, todos os personagens de Forever Knight, a versão jovem do Drácula no filme do Coppola, todos os Garotos Perdidos e o Blade!! Todos eles foram vampiros decentes [ou quase, admito que Forever Knight era meio "kitsch"] e nenhum fica andando por aí com aquela cara de pó-de-arroz!
Gnomos me protejam! O "pai" dele é até meio esquisito também, mas todo o resto da família é normal [a irmã vidente é gatíssima], e o cara fica com aquela cara de maquiagem de palhaço, de batom, fazendo biquinho, e aquele olhar avermelhado de quem chorou mordendo a fronha a noite toda... E ele é o gato-sexy-de-ar-misterioso da região? Pô, vou eu pra tal cidade de Forks. Vão achar que minha barriguinha sedentária é músculo! Não vai ter lobisomem sarado que me segure!
E as falas... não... as falas! Não me façam lembrar das falas!
Bem... parei com o Bicudo tendo um Pon Farr Lupino [é... tá virando hominho-lobinho!], hora de voltar e terminar. Que ainda faltam 2 filmes e meio até terminar essa postagem!
/* sei lá quanto tempo e 2 fatias de pizza depois... */
Pronto. Terminei esse filme. Um ponto a favor: a transformação dos lobisomens é tão rápida, que não dá para ficar ridícula, com você vendo nariz se esticando e esse tipo de coisa. Gostei. Até os lobos gigantes digitais ficaram bem feitos. Diga-se de passagem, quando eu leio os livros das Canções de Gelo e Fogo, e alguém fala de lobo gigante, eles são muito parecidos com esses do filme [só um pouco menores]. Por mais que "lobo gigante" tenha sido uma adaptação de "direwolf", não quero saber, se é para impressionar pelo tamanho... o tamanho tem que ser impressionante!
Agora, aproveitando o papo de lobo... Ô trilha sonora ruim! A cena da floresta, envolvendo uma perseguição, uma ruiva, e lobos gigantes... 3 coisas que juntas não podiam dar errado! Mas colocaram uma musiquinha de cena romântica de novela ruim, que carácoles! Não!
E comentário final, antes de eu assistir Robot Chicken ou Phineas & Ferb como antídoto! Pior... adaptação... de Romeu & Julieta... da História! Não há interjeições de espanto e asco bem-humorado suficientes para esta frase, então vou para a moral da história logo: na época de Romeu & Julieta, não existiam celulares!! Pronto! Ele resolve se matar porque, até onde ele sabe, o pai de garota pode ter ido no enterro do padeiro!?!
Comentário pós-final: sim, se você leu o livro e está pensando que eu sou um babaca, que não entendi nada, que no livro explica melhor ou qualquer coisa assim... Que bom. Fico feliz. Mas eu sou espectador do filme, não leitor do livro. E se isso aconteceu, apenas torna o filme pior ainda, que além de todos os defeitos, ainda foi uma péssima adaptação!
■ ECLIPSE ■ (28/nov)
Foi complicado... Achei que não teria coragem de continuar. Enrolei bastante. Mas comecei a ficar curioso com o filme que está no cinema, e quero tentar vê-lo antes de O Hobbit estrear.
Foi hora de ver o 3º filme.
Ao contrário do anterior, resolvi ir escrevendo durante o filme (ao invés de uma parada forçada no meio e ao final), então o texto deve estar menos linear. Problema seu. Você assistiu ou está pensando em assistir A Saga Crepúsculo, certo? Então exigir qualidade não é seu forte. [desculpe! você é meu leitor, então gosto de você. rs!] Mas obviamente ajustarei o texto um pouco depois.
E não sei se foi trauma da ruindade do filme anterior... Mas até que não achei esse detestável não. O melhor dos 3 até o momento. Bem divertido em algumas partes. Mas vamos aos comentário soltos.
A maquiagem de palhaço ainda está foda, mas menos horrível. A do mocinho pelo menos, o pai ainda parece um manequim de plástico.
Do que a Bella estava reclamando quando sacaneou a festa anterior da Vidente? A reunião familiar do 2º filme? (ou teve alguma festa no 1º? esqueci esse filme inteiro já). Sei lá, na hora pareceu algo do livro que quem não os leu não entenderia. Tiveram outras conversas no filme que eu não consegui acompanhar direito também, e nem foi má vontade. Para compensar o filme, estava comendo gordices saborosas, então estava de bom humor.
Por falar em humor, o filme está bem mais engraçado. E nem foi acidental. As implicâncias entre o Lobo e o Vampiro eram bem divertidas. Até a conversa sobre camisinha ficou engraçada.
Outra coisa que deixou o filme um pouco melhor (ou pensando agora de outra forma: fez o filme ficar mais curto, enchendo lingüiça com outros assuntos) foram os vários flashbacks mostrando as vidas anteriores da galera. Não que fossem realmente interessantes (e muito menos úteis para o enredo), mas deu um ar de Highlander ao filme. Não ficou de todo o mal.
E depois algum fã me tira uma dúvida: porque porras os vilões implicam pela mocinha ter parido uma vampirinha, se a Dakota Fanning existe no filme? Ok, não é mais bebê, mas não parece ter mais de 15. Por falar nisso, cacete! Pessoal não tem criatividade! Na verdade, o problema nem é criatividade, é ofender a inteligência do leitor/platéia. Notei no filme anterior mas esqueci de comentar... Sério que os vilões se chamam Volturi? Que nada mais é que uma pronúncia muito próxima de vulture? (vulture=abutre). Detesto essas ofensas indiretas. Sim, eu sei que eles são os vilões. Não precisa que o nome do personagem seja Eusoumal Léfico. Pelo menos no Os Mercenários 2 o vilão se chamar Vilain tem lá sua graça, pois o filme é zuação.
Ah, na cena da Vampirolescente Dolorosa em Seattle, um dos vampiros coadjuvantes é a cara do Justin Bieber!! [tão parecido, que fui checar se não era mesmo uma ponta dele]
Ok... o Lobo quer o que é melhor para a garota. E ela corria o risco de sofrer amputação dos membros por congelamento... Aí ele, imbuído do seu melhor espírito altruísta resolve... TIRAR UMA CASQUINHA! Virar um casaco de pele gigante, muito mais aquecido, nem pensar, né? Para que parecer um cachorro enroscado no dono, se ele podia ficar vagamente encostado na garota quase moribunda, só para irritar o Morcego. [tã-nãnã-nãnã-nãnã... Batman!!]
Trilha sonora: ainda cheio de músicas de novela, mas melhorou consideravelmente. Acho que foi na cena da montanha que até tocou uma legal, orquestrada com cornetas (ou qualquer outra coisa que assopre, sei lá... podem ser oboés até onde eu sei). Gosto de temas com esse instrumento (seja lá qual for).
E porque diabos vampiro morre virando "gesso"? Foi só para o filme ter censura infantil? (igual ao sangue rosa dos klingons?) Ou essa coisa besta está nos livros?
E aí... perto do final. O filme volta ao seu padrão de falas horríveis. Não que antes tenham sido boas, mas piora. O discurso da garota explicando porque quer ser vampira pode até ter soado bem no livro, mas a mocinha não ganhará o Oscar tão cedo. A conversa com o Lobo antes também. O mérito pro final do filme é que parece que esqueceram o pó-de-arroz, o vampiro parecia quase normal.
Por falar nisso... Todo o trauma da garota de "quando virar vampiro, nunca mais vou ver minha família..." Porque? Ela tem uns 17. Ela conseguiria muito bem viver mais uns 10 anos lá na cidade, e, se muito, pessoal ia dizer "Poxa Bella! Conta aí o segredo! Tá inteirona ainda, hein!" Na verdade, aos 27 ninguém perguntaria uma coisas dessas. Ou seja, ninguém nem suspeitaria de nada. E aquela galera é rica, vive a gerações enganando o governo, são safos para cacete... Eles não sabem fazer uma maquiagenzinha envelhecedora não? Eles não têm nenhum amigo vampiro em Hollywood que pudesse ensinar para eles?
E também, né... Muito simples: conta pra droga dos pais! Ela descobriu que o sobrancelhão era vampiro em alguns minutos numa cidade nova. Nesse rítmo, no planeta Terra dentro do filme, devem ter algumas centenas de milhares de humanos que sabem que vampiros existem. Só mais 2 agora. Resolvido!
Todo o drama da garota, que já era mal interpretado, vira lixo com isso.
Mas vá lá... No geral, foi um passatempo quase agradável. Não foi bom, mas também não me senti forçado a assistir. É um filme ruim, claro! Mas ser ruim não quer dizer que não se veja. Indo nesse embalo, é até capaz de achar o próximo decente e dizer que o último é bonzinho!
Ah, outra coisa boa do filme. Trocaram a atriz da ruiva pela Gwen Stacy! (não que a anterior fosse ruim, mas essa é mais bonita).
■ AMANHECER, Parte 1 ■ (6/dez)
Desta vez não parei o filme no meio para escrever, nem fui escrevendo enquanto via...
O filme deu tão pouco trabalho pensar no que digitar (e não falo isso em nenhum bom sentido) que fui meramente rabiscando alguns comentários para fazer, tão poucos que os fiz na traseira de uma nota fiscal. É sério. [era de um dos livros da Haruhi até]
Passemos a limpo os garranchos.
O filme não tem história. Pois é. Achei que seriam 2 filmes para fechar porque era muita história para ser contada. Pois então... Não é. Não que fosse ficar melhor fazer corrido. Eu ainda acho que ter transformado O Senhor dos Anéis numa trilogia foi pouco. Seis filmes estariam legais. Talvez até desse para encaixar o Tom Bombadil! ["DJ Bombadil, o nº 2 do Brasil!"] De repente com mais filmes até daria para as histórias dos filmes ficarem quase +/-. Claro... teria que tirar a maquiagem ridícula dos vampiros.
A propósito, nesse filme o Ed [depois de tantos filmes, já posso chamá-lo assim!], mas então... Edinho... até parecia um ser-humano! Quase sem a maquiagem ridícula do 2º filme [não lembro da cara dele no 1º]. Mas o pai... putz, tá cada vez pior. E já que estamos falando de estética e moda, achei que Irmã Vidente no começo meio estranha, mas depois ficou melhor com cabelo mais comprido (relativamente falando). Até uma curiosidade técnica minha... As cenas do início foram gravadas depois de todo o resto? Os atores pareciam bem mais velhos e magros no começo do filme do que no resto dele.
Voltemos aos garranchos.
Ah, sim! Eles não têm química. Tem muito casal por aí, famosos, ou amigos, ou parentes, que tu olha e, se fosse um filme, você não teria escalado os 2 ao mesmo tempo. Mas o namoro ou casamento deles vai firme e forte. Então isso nem me incomoda tanto. Dá até um certo realismo. Nem todo casal tem cara de eles-foram-feitos-um-para-o-outro. Mas é um filme de vampiros, então dane-se isso. Podiam ter escalado 2 atores melhorzinhos. Quando eles estão rindo, implicando um com outro, ou coisas assim, eles convencem bem como casal. Mas quando começa a troca de olhares ou momentos mais picantes... Falta muita faísca ali!
Por falar em momentos mais picantes... Pô, ela veio pro Brasil, podia ter comprado um biquíni decente.
Ah, outra cena legal na floresta. Gostei da parte da reunião dos lobos. Não quando eles começam a "falar". Se bem que isso me incomodou muito menos do que eu esperava. Ouvira falar muito mal dessa cena (acho que foi num dos episódios do Rapadura Cast). Mas então, antes de começar a conversa, a cena deles uivando, correndo, aí mostra outro lobo, e sai correndo... Lembrou-me, por um bem breve instante, a cena dos faróis de fogo d' O Senhor dos Anéis, talvez a melhor cena dos 3 filmes. [se bem que revendo-a agora... a grandiosidade da cena faz parecer que são muitos mais faróis, para uma distância muito maior! e assim, nunca que a ajuda chegaria a tempo. Não importa e nem vem ao caso.]
O filme tem tão pouca história correndo, que anotei no papel uma segunda vez "Nada acontece!". O filme quase tem um enredo depois que acaba a lua-de-mel, mas até isso acontecer, foi quase 1/3 do filme. Muito, muito lento.
E última anotação no papel: a melhor cena do filme foi ela contando os nomes de bebê que ela estava querendo.
E que coincidência cretina... O médico da família ficou fora o tempo suficiente para os mocinhos terem que fazer o parto sozinhos. 1) porque eles não criam bezerros? 2) só tem caça na reserva indígena? e 3), ok, eu não entendo nada de biologia de vampiros, não conheço as necessidades alimentícias e de vitaminas deles, mas cacete! Estômago tem limite de espaço. Então 1 ou 2 porcos deveriam resolver. Talvez um urso para 2, ou uma dúzia de pombos para cada um. Em suma, que trabalho dá arranjar o que comer??
Outra coisa, muito mal explicada a raivinha dos lobos pelo bebê. Ok, mais 1 vampiro no mundo. Grandes merda. Mas de repente, do nada, era algo gravíssimo, só para fingir alguma tensão e o filme não terminar sem nenhum conflito. Fraco, fraco.
Bem, é isso...Se você queria saber a opinião de um não fã e ter uma noção do que esperar... Imagino que não, mas espero ter ajudado. Agora é ver o último dos filmes semana que vem e descobrir quem é que morre.
-------
E já faz um bom tempo, que sempre que eu vejo um filme, eu ponho os dados técnicos no começo. Bem, esses vão aqui no final. Só para não ficar sem:
Nomes originais: New Moon, Eclipse e Breaking Dawn - Part 1
Duração total: 6h10min -- Anos: 2009, 2010 e 2011
De: Chris Weitz (A Bússola Dourada [gostei dos livros, mas o filme falhou um pouco mesmo]), David Slade (30 Dias de Noite) e Bill Condon (Candyman 2).
Com: Kristen Stewart (Quarto do Pânico e Flintstones 2), Robert Pattinson (Harry Potter e o Cálice de Fogo), Taylor Lautner (As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl [ele é o Garoto Tubarão]), Ashley Greene (Radio Free Albemuth e do seriado Pan Am), Billy Burke (Fúria Sobre Rodas), Peter Facinelli (O Escorpião Rei), Michael Sheen (Anjos da Noite), Anna Kendrick (Scott Pilgrim Contra O Mundo) e Dakota Fanning (A Menina e o Porquinho, Guerra dos Mundos, Garotas do Rock e do seriado Taken).
E para também não ficar sem, e a postagem ser completa, recapitulemos o 1º filme:
■ CREPÚSCULO ■
Pois bem, o primeiro não vou rever. Li o resumo no Wikipédia e vi cenas soltas para relembrar as partes finais e a cara deles. E a resenha do último fica para daqui 1 mês.
Então cá estamos... Meus comentários sobre o trilogia do meio!
■ LUA NOVA ■ (15/nov)
Meu deus, não... não... é muito ruim! E estou escrevendo essa postagem ainda no meio do filme. Na verdade antes do meio. Já estava desesperado e resolvi ver se faltava muito... "AAAHH!!! Nem deu metade ainda!" Tive que descansar um pouco da joça. Pelo menos o Vampiro Purpurina praticamente não aparece o filme inteiro! [ah, não! lembrei que ele fica dando uma de Gasparzinho... já tinha esquecido!]
E, qualé! Tom Cruise, Banderas, Brad Pitt, todos os personagens de Forever Knight, a versão jovem do Drácula no filme do Coppola, todos os Garotos Perdidos e o Blade!! Todos eles foram vampiros decentes [ou quase, admito que Forever Knight era meio "kitsch"] e nenhum fica andando por aí com aquela cara de pó-de-arroz!
Gnomos me protejam! O "pai" dele é até meio esquisito também, mas todo o resto da família é normal [a irmã vidente é gatíssima], e o cara fica com aquela cara de maquiagem de palhaço, de batom, fazendo biquinho, e aquele olhar avermelhado de quem chorou mordendo a fronha a noite toda... E ele é o gato-sexy-de-ar-misterioso da região? Pô, vou eu pra tal cidade de Forks. Vão achar que minha barriguinha sedentária é músculo! Não vai ter lobisomem sarado que me segure!
E as falas... não... as falas! Não me façam lembrar das falas!
Bem... parei com o Bicudo tendo um Pon Farr Lupino [é... tá virando hominho-lobinho!], hora de voltar e terminar. Que ainda faltam 2 filmes e meio até terminar essa postagem!
/* sei lá quanto tempo e 2 fatias de pizza depois... */
Pronto. Terminei esse filme. Um ponto a favor: a transformação dos lobisomens é tão rápida, que não dá para ficar ridícula, com você vendo nariz se esticando e esse tipo de coisa. Gostei. Até os lobos gigantes digitais ficaram bem feitos. Diga-se de passagem, quando eu leio os livros das Canções de Gelo e Fogo, e alguém fala de lobo gigante, eles são muito parecidos com esses do filme [só um pouco menores]. Por mais que "lobo gigante" tenha sido uma adaptação de "direwolf", não quero saber, se é para impressionar pelo tamanho... o tamanho tem que ser impressionante!
Agora, aproveitando o papo de lobo... Ô trilha sonora ruim! A cena da floresta, envolvendo uma perseguição, uma ruiva, e lobos gigantes... 3 coisas que juntas não podiam dar errado! Mas colocaram uma musiquinha de cena romântica de novela ruim, que carácoles! Não!
E comentário final, antes de eu assistir Robot Chicken ou Phineas & Ferb como antídoto! Pior... adaptação... de Romeu & Julieta... da História! Não há interjeições de espanto e asco bem-humorado suficientes para esta frase, então vou para a moral da história logo: na época de Romeu & Julieta, não existiam celulares!! Pronto! Ele resolve se matar porque, até onde ele sabe, o pai de garota pode ter ido no enterro do padeiro!?!
Comentário pós-final: sim, se você leu o livro e está pensando que eu sou um babaca, que não entendi nada, que no livro explica melhor ou qualquer coisa assim... Que bom. Fico feliz. Mas eu sou espectador do filme, não leitor do livro. E se isso aconteceu, apenas torna o filme pior ainda, que além de todos os defeitos, ainda foi uma péssima adaptação!
■ ECLIPSE ■ (28/nov)
Foi complicado... Achei que não teria coragem de continuar. Enrolei bastante. Mas comecei a ficar curioso com o filme que está no cinema, e quero tentar vê-lo antes de O Hobbit estrear. Foi hora de ver o 3º filme.
Ao contrário do anterior, resolvi ir escrevendo durante o filme (ao invés de uma parada forçada no meio e ao final), então o texto deve estar menos linear. Problema seu. Você assistiu ou está pensando em assistir A Saga Crepúsculo, certo? Então exigir qualidade não é seu forte. [desculpe! você é meu leitor, então gosto de você. rs!] Mas obviamente ajustarei o texto um pouco depois.
E não sei se foi trauma da ruindade do filme anterior... Mas até que não achei esse detestável não. O melhor dos 3 até o momento. Bem divertido em algumas partes. Mas vamos aos comentário soltos.
A maquiagem de palhaço ainda está foda, mas menos horrível. A do mocinho pelo menos, o pai ainda parece um manequim de plástico.
Do que a Bella estava reclamando quando sacaneou a festa anterior da Vidente? A reunião familiar do 2º filme? (ou teve alguma festa no 1º? esqueci esse filme inteiro já). Sei lá, na hora pareceu algo do livro que quem não os leu não entenderia. Tiveram outras conversas no filme que eu não consegui acompanhar direito também, e nem foi má vontade. Para compensar o filme, estava comendo gordices saborosas, então estava de bom humor.
Por falar em humor, o filme está bem mais engraçado. E nem foi acidental. As implicâncias entre o Lobo e o Vampiro eram bem divertidas. Até a conversa sobre camisinha ficou engraçada.
Outra coisa que deixou o filme um pouco melhor (ou pensando agora de outra forma: fez o filme ficar mais curto, enchendo lingüiça com outros assuntos) foram os vários flashbacks mostrando as vidas anteriores da galera. Não que fossem realmente interessantes (e muito menos úteis para o enredo), mas deu um ar de Highlander ao filme. Não ficou de todo o mal.
E depois algum fã me tira uma dúvida: porque porras os vilões implicam pela mocinha ter parido uma vampirinha, se a Dakota Fanning existe no filme? Ok, não é mais bebê, mas não parece ter mais de 15. Por falar nisso, cacete! Pessoal não tem criatividade! Na verdade, o problema nem é criatividade, é ofender a inteligência do leitor/platéia. Notei no filme anterior mas esqueci de comentar... Sério que os vilões se chamam Volturi? Que nada mais é que uma pronúncia muito próxima de vulture? (vulture=abutre). Detesto essas ofensas indiretas. Sim, eu sei que eles são os vilões. Não precisa que o nome do personagem seja Eusoumal Léfico. Pelo menos no Os Mercenários 2 o vilão se chamar Vilain tem lá sua graça, pois o filme é zuação.
Ah, na cena da Vampirolescente Dolorosa em Seattle, um dos vampiros coadjuvantes é a cara do Justin Bieber!! [tão parecido, que fui checar se não era mesmo uma ponta dele]
Ok... o Lobo quer o que é melhor para a garota. E ela corria o risco de sofrer amputação dos membros por congelamento... Aí ele, imbuído do seu melhor espírito altruísta resolve... TIRAR UMA CASQUINHA! Virar um casaco de pele gigante, muito mais aquecido, nem pensar, né? Para que parecer um cachorro enroscado no dono, se ele podia ficar vagamente encostado na garota quase moribunda, só para irritar o Morcego. [tã-nãnã-nãnã-nãnã... Batman!!]
Trilha sonora: ainda cheio de músicas de novela, mas melhorou consideravelmente. Acho que foi na cena da montanha que até tocou uma legal, orquestrada com cornetas (ou qualquer outra coisa que assopre, sei lá... podem ser oboés até onde eu sei). Gosto de temas com esse instrumento (seja lá qual for).
E porque diabos vampiro morre virando "gesso"? Foi só para o filme ter censura infantil? (igual ao sangue rosa dos klingons?) Ou essa coisa besta está nos livros?
E aí... perto do final. O filme volta ao seu padrão de falas horríveis. Não que antes tenham sido boas, mas piora. O discurso da garota explicando porque quer ser vampira pode até ter soado bem no livro, mas a mocinha não ganhará o Oscar tão cedo. A conversa com o Lobo antes também. O mérito pro final do filme é que parece que esqueceram o pó-de-arroz, o vampiro parecia quase normal.
Por falar nisso... Todo o trauma da garota de "quando virar vampiro, nunca mais vou ver minha família..." Porque? Ela tem uns 17. Ela conseguiria muito bem viver mais uns 10 anos lá na cidade, e, se muito, pessoal ia dizer "Poxa Bella! Conta aí o segredo! Tá inteirona ainda, hein!" Na verdade, aos 27 ninguém perguntaria uma coisas dessas. Ou seja, ninguém nem suspeitaria de nada. E aquela galera é rica, vive a gerações enganando o governo, são safos para cacete... Eles não sabem fazer uma maquiagenzinha envelhecedora não? Eles não têm nenhum amigo vampiro em Hollywood que pudesse ensinar para eles?
E também, né... Muito simples: conta pra droga dos pais! Ela descobriu que o sobrancelhão era vampiro em alguns minutos numa cidade nova. Nesse rítmo, no planeta Terra dentro do filme, devem ter algumas centenas de milhares de humanos que sabem que vampiros existem. Só mais 2 agora. Resolvido!
Todo o drama da garota, que já era mal interpretado, vira lixo com isso.
Mas vá lá... No geral, foi um passatempo quase agradável. Não foi bom, mas também não me senti forçado a assistir. É um filme ruim, claro! Mas ser ruim não quer dizer que não se veja. Indo nesse embalo, é até capaz de achar o próximo decente e dizer que o último é bonzinho!
Ah, outra coisa boa do filme. Trocaram a atriz da ruiva pela Gwen Stacy! (não que a anterior fosse ruim, mas essa é mais bonita).
■ AMANHECER, Parte 1 ■ (6/dez)
Desta vez não parei o filme no meio para escrever, nem fui escrevendo enquanto via...O filme deu tão pouco trabalho pensar no que digitar (e não falo isso em nenhum bom sentido) que fui meramente rabiscando alguns comentários para fazer, tão poucos que os fiz na traseira de uma nota fiscal. É sério. [era de um dos livros da Haruhi até]
Passemos a limpo os garranchos.
O filme não tem história. Pois é. Achei que seriam 2 filmes para fechar porque era muita história para ser contada. Pois então... Não é. Não que fosse ficar melhor fazer corrido. Eu ainda acho que ter transformado O Senhor dos Anéis numa trilogia foi pouco. Seis filmes estariam legais. Talvez até desse para encaixar o Tom Bombadil! ["DJ Bombadil, o nº 2 do Brasil!"] De repente com mais filmes até daria para as histórias dos filmes ficarem quase +/-. Claro... teria que tirar a maquiagem ridícula dos vampiros.
A propósito, nesse filme o Ed [depois de tantos filmes, já posso chamá-lo assim!], mas então... Edinho... até parecia um ser-humano! Quase sem a maquiagem ridícula do 2º filme [não lembro da cara dele no 1º]. Mas o pai... putz, tá cada vez pior. E já que estamos falando de estética e moda, achei que Irmã Vidente no começo meio estranha, mas depois ficou melhor com cabelo mais comprido (relativamente falando). Até uma curiosidade técnica minha... As cenas do início foram gravadas depois de todo o resto? Os atores pareciam bem mais velhos e magros no começo do filme do que no resto dele.
Voltemos aos garranchos.
Ah, sim! Eles não têm química. Tem muito casal por aí, famosos, ou amigos, ou parentes, que tu olha e, se fosse um filme, você não teria escalado os 2 ao mesmo tempo. Mas o namoro ou casamento deles vai firme e forte. Então isso nem me incomoda tanto. Dá até um certo realismo. Nem todo casal tem cara de eles-foram-feitos-um-para-o-outro. Mas é um filme de vampiros, então dane-se isso. Podiam ter escalado 2 atores melhorzinhos. Quando eles estão rindo, implicando um com outro, ou coisas assim, eles convencem bem como casal. Mas quando começa a troca de olhares ou momentos mais picantes... Falta muita faísca ali!
Por falar em momentos mais picantes... Pô, ela veio pro Brasil, podia ter comprado um biquíni decente.
Ah, outra cena legal na floresta. Gostei da parte da reunião dos lobos. Não quando eles começam a "falar". Se bem que isso me incomodou muito menos do que eu esperava. Ouvira falar muito mal dessa cena (acho que foi num dos episódios do Rapadura Cast). Mas então, antes de começar a conversa, a cena deles uivando, correndo, aí mostra outro lobo, e sai correndo... Lembrou-me, por um bem breve instante, a cena dos faróis de fogo d' O Senhor dos Anéis, talvez a melhor cena dos 3 filmes. [se bem que revendo-a agora... a grandiosidade da cena faz parecer que são muitos mais faróis, para uma distância muito maior! e assim, nunca que a ajuda chegaria a tempo. Não importa e nem vem ao caso.]
O filme tem tão pouca história correndo, que anotei no papel uma segunda vez "Nada acontece!". O filme quase tem um enredo depois que acaba a lua-de-mel, mas até isso acontecer, foi quase 1/3 do filme. Muito, muito lento.
E última anotação no papel: a melhor cena do filme foi ela contando os nomes de bebê que ela estava querendo.
E que coincidência cretina... O médico da família ficou fora o tempo suficiente para os mocinhos terem que fazer o parto sozinhos. 1) porque eles não criam bezerros? 2) só tem caça na reserva indígena? e 3), ok, eu não entendo nada de biologia de vampiros, não conheço as necessidades alimentícias e de vitaminas deles, mas cacete! Estômago tem limite de espaço. Então 1 ou 2 porcos deveriam resolver. Talvez um urso para 2, ou uma dúzia de pombos para cada um. Em suma, que trabalho dá arranjar o que comer??
Outra coisa, muito mal explicada a raivinha dos lobos pelo bebê. Ok, mais 1 vampiro no mundo. Grandes merda. Mas de repente, do nada, era algo gravíssimo, só para fingir alguma tensão e o filme não terminar sem nenhum conflito. Fraco, fraco.
Bem, é isso...Se você queria saber a opinião de um não fã e ter uma noção do que esperar... Imagino que não, mas espero ter ajudado. Agora é ver o último dos filmes semana que vem e descobrir quem é que morre.
-------
E já faz um bom tempo, que sempre que eu vejo um filme, eu ponho os dados técnicos no começo. Bem, esses vão aqui no final. Só para não ficar sem:
Nomes originais: New Moon, Eclipse e Breaking Dawn - Part 1
Duração total: 6h10min -- Anos: 2009, 2010 e 2011
De: Chris Weitz (A Bússola Dourada [gostei dos livros, mas o filme falhou um pouco mesmo]), David Slade (30 Dias de Noite) e Bill Condon (Candyman 2).
Com: Kristen Stewart (Quarto do Pânico e Flintstones 2), Robert Pattinson (Harry Potter e o Cálice de Fogo), Taylor Lautner (As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl [ele é o Garoto Tubarão]), Ashley Greene (Radio Free Albemuth e do seriado Pan Am), Billy Burke (Fúria Sobre Rodas), Peter Facinelli (O Escorpião Rei), Michael Sheen (Anjos da Noite), Anna Kendrick (Scott Pilgrim Contra O Mundo) e Dakota Fanning (A Menina e o Porquinho, Guerra dos Mundos, Garotas do Rock e do seriado Taken).
E para também não ficar sem, e a postagem ser completa, recapitulemos o 1º filme:
■ CREPÚSCULO ■
sábado, 13 de outubro de 2012
Três Dedos: Um Escândalo Animado
Nome original: Three Fingers
Autor: Rich Koslowski
Editora: Gal Editora -- Trailer
Ano original / no Brasil: 2002 / 2009
Páginas: 140 -- ISBN: 978-85-61780-02-9
Cores: P&B -- Tamanho: A4 (1 cm a menos)
A história, bem, o trailer acima já (não) explica. Basicamente, é um mundo meio Uma Cilada Para Roger Rabbit (ou Quem Censurou Roger Rabbit?, se você for mais literário), onde desenhos animados vivem e interagem normalmente com as pessoas de carne e osso.
A revista conta o surgimento da amizade e das grandes produções animadas com Rickey Rat e seu amigo humano Dizzy Walters (paródias de Mickey Mouse e Walt Disney) e segue analisando o motivo por trás de outros personagens não terem feito o mesmo sucesso, e os sacrifícios que eles tiveram que fazer para conseguir um lugar ao sol.
A história é toda contada em formato de documentário, com entrevistas intercaladas, fotos e narrações. Tudo num estilo meio noir, já que estamos falando de coisas dos anos 30 aos 50 e a revista é toda em preto-e-branco. Mas já vi gente resumindo como só "é a história do porquê os personagens animados têm só 3 dedos", bem... dá para resumir assim mesmo. Mas soa um pouco de maldade, a história não é muito profunda nem nada, havia margem pouco aproveitada para englobarem muitos mais assuntos, mas dizer só isso parece pouco.
/* A propósito, Momento Biologia: sempre traduzimos fingers para dedos, e isso não está errado, mas há uma pegadinha... Em inglês não é errada a interpretação de que você tem "4 dedos e o polegar" (está assim no dicionário também, não é só opinião de um ou outro, sei lá, deve ser alguma forma mais antiga de falar) e se você quiser dizer que tem 5 'coisas' na mão, aí você diria "5 digits" [origem do verbo digitar?]. Não temos isso em português [que eu saiba]. É tudo dedo.
Lá também não é errado dizer que você tem 5 dedos/fingers. Se alguém te disser isso em inglês e você corrigir, provavelmente receberá o mesmo olhar de desdem que eu dava quando alguém me dizia que dedo do pé não era dedo, e sim artelho... ["Não, meu caro idiota pedante equivocado... É dedo também!", mas eu não podia dizer isso na cara, porque eu era criança e também não conhecia a palavra pedante]
Mas resumindo, isso é só para explicar porque a história toda fala sobre 3 dedos quando na verdade eles têm 4! É que o polegar não está contando. Na própria revista a editora fala que preferiu manter o nome americano, caso contrário teria que mexer muito no texto do autor, para adaptar.
Bem, esse comentário rápido se esticou em 3 parágrafos... voltemos! */
Não li o quadrinho de surpresa, eu já tinha alguma noção da história e o trailer acima já te coloca num pouco de suspense, mas como eu disse, eu esperava um pouco mais de profundidade. Não teria como fugir muito do humor negro, claro, são personagens de Disney e da Warner dando entrevistas!! Mas eles poderiam ter dado um tom mais sério ou se esticado em mais alguns assuntos. Ou simplesmente, se esticado.
O que me leva aos problemas: a revista teve só 2 na minha opinião, que não são grandes, mas poderiam ter transformando uma rápida e boa diversão em algo épico. [sim, eu exagero mesmo as coisas] Um dos problemas é que ela é curta. São 140 páginas, mas o desenho é muito espaçado. Quando eu comecei a ler achei que ia terminar a revista em 15 minutos, de tão pouco texto e figuras grandes em cada folha. Foi só um susto inicial, mas ainda assim, está longe de ser algo denso, literalmente. O texto não é compacto, há espaço de sobra nas páginas. Com mais texto (ou páginas), a história poderia ser esticada, detalhada, seguir outros caminhos ou focar em mais personagens. Da forma como ficou não está ruim, repito, mas queria mais. Terminei com a sensação de ter assistidos um daqueles mini-documentários de 30min do canal E!.
Ok, o problema acima é algo mais pessoal, quando eu gosto da história, quero que ela dure. O outro talvez possa dizer que é mais técnico. O texto todo, desde o começo, com o rato Rickey dizendo "Eu não sabia de nada... não tive culpa..." vai abrindo um certo suspense sobre porque alguns personagens conseguem sucesso e outros não, teorias de conspiração, menções à um certo ritual... (OBS: no link da editora, lá no alto, há essas primeiras páginas para leitura, e mais umas 2 ou 3 soltas do meio. Basta clicar na capa da revista. Não se preocupem, escolheram bem as páginas, você não ficará sabendo de nada de antemão). Mas aí quando finalmente é revelado para o leitor o que é que acontecia por trás dos panos... Ok, legal, mas pelo suspense que foi feito, eu esperava algo um pouco mais realista ou assustador.
Minha teoria inicial, antes de ler a revista, envolvia a Máfia. Achei que, para conseguir bons papéis no cinema, só através da benção dos chefões; e os personagens teriam que mostrar seu comprometimento dando um dedo. Após começar a ler, e a situação toda parecer mais terrível do que só algo meio yakuza de ser, e ainda usavam a palavra "ritual", comecei a achar que a reviravolta seria mais para o lado sobrenatural...
Não. Isso é tudo que entregarei da história, que já falo bem pouco: não envolve a Máfia nem Satã. [que pena, para ambos os casos!]
Mas ok, ficamos sabendo o que acontecia e vamos em frente. A história não fica ruim, mas perdeu toda aquela pegada inicial de você ficar doido querendo saber o que é que estava acontecendo. "Pronto, agora sabe, e vejamos mais entrevistas."
A revista não chega a ser fina mas, como eu disse, lê-se rápido, então não vou desrecomendá-la para ninguém. Não será cansativa nem exige muita atenção ou conhecimentos. Tendo a chance, podem pegar e ler. Dá para qualquer um se entreter e partir para a próxima. Não recomendo para criancinhas, mas a capa, com o "Mickey" fumando e bebendo tequila, já sugere isso.
Isso posto... Ao mesmo tempo, para curtir plenamente a revista, você precisa ter, sei lá, algo entre 25 e 35 anos. Pode ter mais, desde que você ainda assistisse desenhos animados até uns 10 anos atrás. Já sendo mais novo começa a perigar você não pegar as referências mais antigas. Com tanto Pokémon, Naruto e etc hoje em dia, se você tem 18 talvez não saiba quem foi 'Fritz, o Gato', Ligeirinho ou Frangolino. Eu mesmo, por ex., fiquei na dúvida se o macaco que aparece era paródia de algum personagem ou só um macaco qualquer. [nota: ao que parece, era paródia de um tal de Bosko, encontrei cada possível referência nesta página: Grand Comics Database - Three Fingers]
Já entre 25 e 35 de idade, fica mais fácil supor que você tenha assistido à todos aqueles desenhos antigos ainda, reprisados ad infinitum pela Globo e SBT [ou TVS! ha! seu velho!] ou até pela Cartoon Network, então deve ter crescido vendo Popeye, Pernalonga e Patolino, e até os menos pop, como os citados Frangolino ou Ligeirinho, ou ainda Droopy, Tartaruga Touché ou todos aqueles do Tex Avery; e, ao mesmo tempo, ainda ser novo o suficiente para ser da geração Animaniacs. E claro, sendo mais velho aumenta a chance de você reconhecer as várias paródias de fotos clássicas e saber quem foi Kennedy, Luther King ou até a Marylin Monroe [será um dia triste quando as pessoas perguntarem "Quem?", mas depois que vi gente confundir Lênin com Lenon, tudo é possível].
Na dúvida, para aproveitar bem a revista, é melhor ser mais velho do que mais novo.
Ah propósito, a César o que é de César. Como não dá para acompanhar tudo, quadrinhos nunca receberam muito minha atenção. Lia algo da DC, algum X-Men [xismêin!], Tio Patinhas e Recruta Zero, e depois de velho one-shots aqui e ali, ou séries como Planetary [ô, agonia entre as edições, 2 anos entre algumas] e Astro City [se não sabem o que é, descubram!, Planetary também.].
Já Três Dedos... nunca ouvira falar até 2 meses atrás. Conheci através do link abaixo:
matando-robos-gigantes/mrg-163-quadrinhos-virando-a-pagina-com-tres-dedos
Pela escolha do tema, ficam meus agradecimentos aos podcasteiros do MRG.
(quem for impaciente, sobre a revista é só dos 5 aos 22 min)
OBS: depois de terminar a postagem resolvi reouvir o programa. Só para vocês terem uma segunda opinião, não concordo com a parte de que a história tem que ser lida em partes ou cansa lendo de uma vez só. Você até pode ler em partes, se tiver autocontrole, mas só para fazê-la durar mais. Até mesmo por ter todo aquele jeitão de documentário televisivo, foi como assistir um Globo Repórter. Não li de uma vez só, mas só porque resolvi ler na hora de ir dormir e no meio bateu sono [mas não foi culpa da história, foi culpa de ser 2 da manhã], e no dia seguinte li o restante.
E para quem teve preguiça de clicar no trailer e ia acabar não assistindo, segue abaixo:
Autor: Rich Koslowski
Editora: Gal Editora -- Trailer
Ano original / no Brasil: 2002 / 2009
Páginas: 140 -- ISBN: 978-85-61780-02-9
Cores: P&B -- Tamanho: A4 (1 cm a menos)
A história, bem, o trailer acima já (não) explica. Basicamente, é um mundo meio Uma Cilada Para Roger Rabbit (ou Quem Censurou Roger Rabbit?, se você for mais literário), onde desenhos animados vivem e interagem normalmente com as pessoas de carne e osso.
A revista conta o surgimento da amizade e das grandes produções animadas com Rickey Rat e seu amigo humano Dizzy Walters (paródias de Mickey Mouse e Walt Disney) e segue analisando o motivo por trás de outros personagens não terem feito o mesmo sucesso, e os sacrifícios que eles tiveram que fazer para conseguir um lugar ao sol.
A história é toda contada em formato de documentário, com entrevistas intercaladas, fotos e narrações. Tudo num estilo meio noir, já que estamos falando de coisas dos anos 30 aos 50 e a revista é toda em preto-e-branco. Mas já vi gente resumindo como só "é a história do porquê os personagens animados têm só 3 dedos", bem... dá para resumir assim mesmo. Mas soa um pouco de maldade, a história não é muito profunda nem nada, havia margem pouco aproveitada para englobarem muitos mais assuntos, mas dizer só isso parece pouco.
/* A propósito, Momento Biologia: sempre traduzimos fingers para dedos, e isso não está errado, mas há uma pegadinha... Em inglês não é errada a interpretação de que você tem "4 dedos e o polegar" (está assim no dicionário também, não é só opinião de um ou outro, sei lá, deve ser alguma forma mais antiga de falar) e se você quiser dizer que tem 5 'coisas' na mão, aí você diria "5 digits" [origem do verbo digitar?]. Não temos isso em português [que eu saiba]. É tudo dedo.
Lá também não é errado dizer que você tem 5 dedos/fingers. Se alguém te disser isso em inglês e você corrigir, provavelmente receberá o mesmo olhar de desdem que eu dava quando alguém me dizia que dedo do pé não era dedo, e sim artelho... ["Não, meu caro idiota pedante equivocado... É dedo também!", mas eu não podia dizer isso na cara, porque eu era criança e também não conhecia a palavra pedante]
Mas resumindo, isso é só para explicar porque a história toda fala sobre 3 dedos quando na verdade eles têm 4! É que o polegar não está contando. Na própria revista a editora fala que preferiu manter o nome americano, caso contrário teria que mexer muito no texto do autor, para adaptar.
Bem, esse comentário rápido se esticou em 3 parágrafos... voltemos! */
Não li o quadrinho de surpresa, eu já tinha alguma noção da história e o trailer acima já te coloca num pouco de suspense, mas como eu disse, eu esperava um pouco mais de profundidade. Não teria como fugir muito do humor negro, claro, são personagens de Disney e da Warner dando entrevistas!! Mas eles poderiam ter dado um tom mais sério ou se esticado em mais alguns assuntos. Ou simplesmente, se esticado.
O que me leva aos problemas: a revista teve só 2 na minha opinião, que não são grandes, mas poderiam ter transformando uma rápida e boa diversão em algo épico. [sim, eu exagero mesmo as coisas] Um dos problemas é que ela é curta. São 140 páginas, mas o desenho é muito espaçado. Quando eu comecei a ler achei que ia terminar a revista em 15 minutos, de tão pouco texto e figuras grandes em cada folha. Foi só um susto inicial, mas ainda assim, está longe de ser algo denso, literalmente. O texto não é compacto, há espaço de sobra nas páginas. Com mais texto (ou páginas), a história poderia ser esticada, detalhada, seguir outros caminhos ou focar em mais personagens. Da forma como ficou não está ruim, repito, mas queria mais. Terminei com a sensação de ter assistidos um daqueles mini-documentários de 30min do canal E!.
Ok, o problema acima é algo mais pessoal, quando eu gosto da história, quero que ela dure. O outro talvez possa dizer que é mais técnico. O texto todo, desde o começo, com o rato Rickey dizendo "Eu não sabia de nada... não tive culpa..." vai abrindo um certo suspense sobre porque alguns personagens conseguem sucesso e outros não, teorias de conspiração, menções à um certo ritual... (OBS: no link da editora, lá no alto, há essas primeiras páginas para leitura, e mais umas 2 ou 3 soltas do meio. Basta clicar na capa da revista. Não se preocupem, escolheram bem as páginas, você não ficará sabendo de nada de antemão). Mas aí quando finalmente é revelado para o leitor o que é que acontecia por trás dos panos... Ok, legal, mas pelo suspense que foi feito, eu esperava algo um pouco mais realista ou assustador.
Minha teoria inicial, antes de ler a revista, envolvia a Máfia. Achei que, para conseguir bons papéis no cinema, só através da benção dos chefões; e os personagens teriam que mostrar seu comprometimento dando um dedo. Após começar a ler, e a situação toda parecer mais terrível do que só algo meio yakuza de ser, e ainda usavam a palavra "ritual", comecei a achar que a reviravolta seria mais para o lado sobrenatural...
Não. Isso é tudo que entregarei da história, que já falo bem pouco: não envolve a Máfia nem Satã. [que pena, para ambos os casos!]
Mas ok, ficamos sabendo o que acontecia e vamos em frente. A história não fica ruim, mas perdeu toda aquela pegada inicial de você ficar doido querendo saber o que é que estava acontecendo. "Pronto, agora sabe, e vejamos mais entrevistas."
A revista não chega a ser fina mas, como eu disse, lê-se rápido, então não vou desrecomendá-la para ninguém. Não será cansativa nem exige muita atenção ou conhecimentos. Tendo a chance, podem pegar e ler. Dá para qualquer um se entreter e partir para a próxima. Não recomendo para criancinhas, mas a capa, com o "Mickey" fumando e bebendo tequila, já sugere isso.
Isso posto... Ao mesmo tempo, para curtir plenamente a revista, você precisa ter, sei lá, algo entre 25 e 35 anos. Pode ter mais, desde que você ainda assistisse desenhos animados até uns 10 anos atrás. Já sendo mais novo começa a perigar você não pegar as referências mais antigas. Com tanto Pokémon, Naruto e etc hoje em dia, se você tem 18 talvez não saiba quem foi 'Fritz, o Gato', Ligeirinho ou Frangolino. Eu mesmo, por ex., fiquei na dúvida se o macaco que aparece era paródia de algum personagem ou só um macaco qualquer. [nota: ao que parece, era paródia de um tal de Bosko, encontrei cada possível referência nesta página: Grand Comics Database - Three Fingers]
Já entre 25 e 35 de idade, fica mais fácil supor que você tenha assistido à todos aqueles desenhos antigos ainda, reprisados ad infinitum pela Globo e SBT [ou TVS! ha! seu velho!] ou até pela Cartoon Network, então deve ter crescido vendo Popeye, Pernalonga e Patolino, e até os menos pop, como os citados Frangolino ou Ligeirinho, ou ainda Droopy, Tartaruga Touché ou todos aqueles do Tex Avery; e, ao mesmo tempo, ainda ser novo o suficiente para ser da geração Animaniacs. E claro, sendo mais velho aumenta a chance de você reconhecer as várias paródias de fotos clássicas e saber quem foi Kennedy, Luther King ou até a Marylin Monroe [será um dia triste quando as pessoas perguntarem "Quem?", mas depois que vi gente confundir Lênin com Lenon, tudo é possível].
Na dúvida, para aproveitar bem a revista, é melhor ser mais velho do que mais novo.
Ah propósito, a César o que é de César. Como não dá para acompanhar tudo, quadrinhos nunca receberam muito minha atenção. Lia algo da DC, algum X-Men [xismêin!], Tio Patinhas e Recruta Zero, e depois de velho one-shots aqui e ali, ou séries como Planetary [ô, agonia entre as edições, 2 anos entre algumas] e Astro City [se não sabem o que é, descubram!, Planetary também.].
Já Três Dedos... nunca ouvira falar até 2 meses atrás. Conheci através do link abaixo:
matando-robos-gigantes/mrg-163-quadrinhos-virando-a-pagina-com-tres-dedos
Pela escolha do tema, ficam meus agradecimentos aos podcasteiros do MRG.
(quem for impaciente, sobre a revista é só dos 5 aos 22 min)
OBS: depois de terminar a postagem resolvi reouvir o programa. Só para vocês terem uma segunda opinião, não concordo com a parte de que a história tem que ser lida em partes ou cansa lendo de uma vez só. Você até pode ler em partes, se tiver autocontrole, mas só para fazê-la durar mais. Até mesmo por ter todo aquele jeitão de documentário televisivo, foi como assistir um Globo Repórter. Não li de uma vez só, mas só porque resolvi ler na hora de ir dormir e no meio bateu sono [mas não foi culpa da história, foi culpa de ser 2 da manhã], e no dia seguinte li o restante.
E para quem teve preguiça de clicar no trailer e ia acabar não assistindo, segue abaixo:
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Independência ou Mortos
Autores: Abu Fobiya (Fábio Yabu) e Harald Stricker
Editora: NerdBooks (o braço literário do Jovem Nerd)
Páginas: 160 -- Ano: 2012 -- Cores: P&B
Site oficial: link (imagens e primeiras páginas para leitura)
Acabamento: excelente. Capa dura e papel couché. Ainda vieram umas folhas plásticas por dentro que eu não entendi bem o que eram... [Proteção anti-traça, talvez? Ela começa a comer a capa, aí bate no plástico e volta, sem atravessar o livro? Não sei, foi pro lixo.] -- ISBN: 978-85-913277-2-0
Tamanho: um pouco menor que uma folha A4.
◄ Clique na capa para ampliar e expandir.
Ok, eu queria mais zumbis! [KZMB, a rádio zumbi! Miôôôlos!]. Mas, isso de lado, gostei bastante da história. Achei pena alguns personagens morrerem quando já nem tinha mais muita página para a morte ter algum uso [até teve, mas um final feliz também era bem-vindo] ainda mais que a história é principalmente de humor, mas está tudo bem. Mas que seja mencionado, nem todas as mortes foram em vão. Uma delas levou à uma excelente cena de desmiolação que eu tiro meu chapéu.
Ouvira o podcast-jabá do JN sobre o tema (Nerdcast 327: Making of Independência ou Mortos, início em 18min,50seg) e esta cena foi alardeada como "A" cena. Ok, Senhor da Oceania [no meu tempo eu usava mais Oceânia - mas as duas formas estão certas], a expectativa não foi em vão. Ficou muito bom!
[eu só não teria escrito "por ora" naquela parte. "Por ora" significa que pode voltar a ser como era ou mudar, o que na situação é uma baita dupla maldade. Não posso explicar sem dar spoilers... fica a sugestão, para a 2ª edição, de trocarem por "doravante"] [hei!, não reclama de eu ser chato não, você viu o nome do blog quando entrou aqui. rs!]
A propósito, ouvir o podcast não é obrigatório, mas é interessante mesmo assim. Independentemente dos autores serem amigos dos donos do site e ser um baita papo de bar, é uma entrevista cheia de curiosidades sobre como foi o processo de criação e desenho. Vale a pena mesmo para quem não já é fã do site.
Se bem que sem ouvir o podcast acima eu talvez não tivesse entendido a cena do bigode logo de cara. Na hora pareceu que ele estava só retesando o maxilar (!?). Fica a dica para prestarem atenção quem for ler depois de passar por aqui [HA! Ninguém! rs! façamos o seguinte, na impossível situação de você ficar conhecendo o quadrinho por ESTE blog... deixe um comentário. Eu não vou dar prêmio algum, mas faz o seguinte, escolha um tema qualquer que farei uma postagem sobre ele. De repente só dizendo que não tenho nada para falar sobre o assunto, caso realmente não tenha, mas prometo que o pesquisarei por uns 15 minutos. Ou, nunca se sabe, talvez o tema me interesse...]
Voltemos ao quadrinho, que é o que importa. Ah, antes disso, para quem for ouvir o podcast indicado acima, de repente é legal também ouvir antes o Nerdcast 172: Histórias do Brasil Império. Onde vários personagens são criados, por assim dizer.
Voltemos novamente ao quadrinho, e acabei de notar que estou com o péssimo hábito de sair falando o que achei antes mesmo de dizer qual a história.
A história: Dom João VI, fugindo de Portugal durante a era Napoleão, vem para o Brasil. Até aí, igual à História com H. O detalhe é que sua mãe, Dona Maria, a Louca, ao invés de doente mental, era na verdade um zumbi. E daí em diante a história oficial sofre um processo de quentintarantinização e despiroca tudo.
Aproveitando, o Wolverine-jovem aparece na história? Vi um cara com o que pareciam 3 garras e aquele penteado meio esquisito. [eu podia dizer a página, mas não vou não]
Como eu disse, queria zumbis mais presentes, mas a história é muito bem desenhada e o enredo é interessante e fácil de acompanhar. Bem, interessante 90% do tempo. Algumas coisas foram mais infantis do que eu gostaria, mas, convenhamos, você pode chamar de Graphic Novel se quiser, mas é um gibi sobre Dom Pedro I matando mortos-vivos. Então vale. Mas só comentando, as partes que menos gostei foram as envolvendo a Carlota Joaquina e o médico. E por falar em infantil, há algumas cenas de sexo, então talvez não seja a revista mais indicada para vocês comprarem para os miúdos no Dia das Crianças. [em que mundo vivemos... eu falo que a revista não é para crianças por causa de peitos e insinuações... não por causa da violência e carnificina].
E novamente voltando, é tudo divertido e levado com muito humor, na cara de pau. Há uma cena rápida onde aparecem catapultas na história, por ex., eu tive que rir ao ver que o som delas era "TOIM!". [ok, pode ser um exemplo cretino, mas meu senso de humor é cretino. tem muito mais piadas do que essa, não se preocupem] Destaque também para referências históricas, ainda que bem embaralhadas, e o discurso inspirador final, com partes de vários hinos, que ficou muito legal.
E tem zumbis! É mais uma chance de, nas palavras dos autores, "... saborear o doce gosto que só a matança amoral de zumbis proporciona."
E é isso. Esse é um daqueles casos com tanto site falando, que posso parar por aqui. Fica a recomendação. E não sou daqueles que recomendam e compram tudo que Jovem Nerd anuncia. Realmente ficou bom. MUITO bom!
Editora: NerdBooks (o braço literário do Jovem Nerd)
Páginas: 160 -- Ano: 2012 -- Cores: P&B
Site oficial: link (imagens e primeiras páginas para leitura)
Acabamento: excelente. Capa dura e papel couché. Ainda vieram umas folhas plásticas por dentro que eu não entendi bem o que eram... [Proteção anti-traça, talvez? Ela começa a comer a capa, aí bate no plástico e volta, sem atravessar o livro? Não sei, foi pro lixo.] -- ISBN: 978-85-913277-2-0
Tamanho: um pouco menor que uma folha A4.
◄ Clique na capa para ampliar e expandir.
Ok, eu queria mais zumbis! [KZMB, a rádio zumbi! Miôôôlos!]. Mas, isso de lado, gostei bastante da história. Achei pena alguns personagens morrerem quando já nem tinha mais muita página para a morte ter algum uso [até teve, mas um final feliz também era bem-vindo] ainda mais que a história é principalmente de humor, mas está tudo bem. Mas que seja mencionado, nem todas as mortes foram em vão. Uma delas levou à uma excelente cena de desmiolação que eu tiro meu chapéu.
Ouvira o podcast-jabá do JN sobre o tema (Nerdcast 327: Making of Independência ou Mortos, início em 18min,50seg) e esta cena foi alardeada como "A" cena. Ok, Senhor da Oceania [no meu tempo eu usava mais Oceânia - mas as duas formas estão certas], a expectativa não foi em vão. Ficou muito bom!
[eu só não teria escrito "por ora" naquela parte. "Por ora" significa que pode voltar a ser como era ou mudar, o que na situação é uma baita dupla maldade. Não posso explicar sem dar spoilers... fica a sugestão, para a 2ª edição, de trocarem por "doravante"] [hei!, não reclama de eu ser chato não, você viu o nome do blog quando entrou aqui. rs!]
A propósito, ouvir o podcast não é obrigatório, mas é interessante mesmo assim. Independentemente dos autores serem amigos dos donos do site e ser um baita papo de bar, é uma entrevista cheia de curiosidades sobre como foi o processo de criação e desenho. Vale a pena mesmo para quem não já é fã do site.
Se bem que sem ouvir o podcast acima eu talvez não tivesse entendido a cena do bigode logo de cara. Na hora pareceu que ele estava só retesando o maxilar (!?). Fica a dica para prestarem atenção quem for ler depois de passar por aqui [HA! Ninguém! rs! façamos o seguinte, na impossível situação de você ficar conhecendo o quadrinho por ESTE blog... deixe um comentário. Eu não vou dar prêmio algum, mas faz o seguinte, escolha um tema qualquer que farei uma postagem sobre ele. De repente só dizendo que não tenho nada para falar sobre o assunto, caso realmente não tenha, mas prometo que o pesquisarei por uns 15 minutos. Ou, nunca se sabe, talvez o tema me interesse...]
Voltemos ao quadrinho, que é o que importa. Ah, antes disso, para quem for ouvir o podcast indicado acima, de repente é legal também ouvir antes o Nerdcast 172: Histórias do Brasil Império. Onde vários personagens são criados, por assim dizer.
Voltemos novamente ao quadrinho, e acabei de notar que estou com o péssimo hábito de sair falando o que achei antes mesmo de dizer qual a história.
A história: Dom João VI, fugindo de Portugal durante a era Napoleão, vem para o Brasil. Até aí, igual à História com H. O detalhe é que sua mãe, Dona Maria, a Louca, ao invés de doente mental, era na verdade um zumbi. E daí em diante a história oficial sofre um processo de quentintarantinização e despiroca tudo.
Aproveitando, o Wolverine-jovem aparece na história? Vi um cara com o que pareciam 3 garras e aquele penteado meio esquisito. [eu podia dizer a página, mas não vou não]
Como eu disse, queria zumbis mais presentes, mas a história é muito bem desenhada e o enredo é interessante e fácil de acompanhar. Bem, interessante 90% do tempo. Algumas coisas foram mais infantis do que eu gostaria, mas, convenhamos, você pode chamar de Graphic Novel se quiser, mas é um gibi sobre Dom Pedro I matando mortos-vivos. Então vale. Mas só comentando, as partes que menos gostei foram as envolvendo a Carlota Joaquina e o médico. E por falar em infantil, há algumas cenas de sexo, então talvez não seja a revista mais indicada para vocês comprarem para os miúdos no Dia das Crianças. [em que mundo vivemos... eu falo que a revista não é para crianças por causa de peitos e insinuações... não por causa da violência e carnificina].
E novamente voltando, é tudo divertido e levado com muito humor, na cara de pau. Há uma cena rápida onde aparecem catapultas na história, por ex., eu tive que rir ao ver que o som delas era "TOIM!". [ok, pode ser um exemplo cretino, mas meu senso de humor é cretino. tem muito mais piadas do que essa, não se preocupem] Destaque também para referências históricas, ainda que bem embaralhadas, e o discurso inspirador final, com partes de vários hinos, que ficou muito legal.
E tem zumbis! É mais uma chance de, nas palavras dos autores, "... saborear o doce gosto que só a matança amoral de zumbis proporciona."
E é isso. Esse é um daqueles casos com tanto site falando, que posso parar por aqui. Fica a recomendação. E não sou daqueles que recomendam e compram tudo que Jovem Nerd anuncia. Realmente ficou bom. MUITO bom!
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