Faz alguns meses [o que na minha memória vaga pode significar até uns 2 anos atrás] esbarrei numa música legal, fui procurar o clipe no Youtube e descobri esse negócio (todo ano o logotipo muda, esse ao lado é o meu preferido).
O que é: é um concurso anual onde os países europeus (e mais alguns ali perto) escolhem 1 música do próprio país e todas concorrem entre si para ser a campeã do ano.
Agora, o que ele é na prática: é uma fonte inesgotável de boas músicas! [êêê!!!] E em uma penca de idiomas diferentes! [êêêêêê!!!]
E vejam bem... Com o Youtube em mãos não só conseguimos ver as músicas que entraram na final do concurso, como também uma porrada de outras músicas que nem passaram na seleção interna do próprio país. E a que ficou em 2º no concurso interno, ainda é a 2ª MELHOR música de um país inteiro [dentre só as que entraram na seleção, claro... mas não me deixem desmerecer meu próprio argumento] Tem música ruim, sim, mas tem coisa boa. E as vezes até a ruim é auditivamente divertida - desde que você não veja a tradução da letra (como a música austríaca sobre sacudir o popozão). Só é pena que com tanto idioma diferente, boa parte dos concorrentes acabe cantando em inglês mesmo, mas ainda assim sai coisa muito boa de países que mal temos contato.
Bem, eu tenho o plano de ouvir o máximo que conseguir destes concursos.
Outro plano, que comecei a fazer hoje, era de ir no Youtube e assistir os clipes das minhas preferidas. O da primeira música abaixo eu achei tão legal e ufanista que deu até vontade de ir para Moldávia. Como isso não vai rolar [nesse feriadão pelo menos, quem sabe algum dia...] resolvi que teria que postar. E se era para fazer isso, ia colocar uma trinca de clipes como tem virado "tradição" nas minhas postagens musicais.
Então, criançada, mais uma aula de educação musical com o Tio Ranzinza! E deu um trabalho escolher só 3... Acabei optando por só escolher dentre as mais alegres e que não fossem em inglês (foi mal, Inglaterra), e depois disso, as com melhores clipes.
1) Nelly Ciobanu - Hora din Moldova (Dança de Moldova)
Participante do Eurovision de 2009. Tem uma tradução da letra aqui.
Tem outra versão do clipe, com menos cenas familiares e mais ênfase na cantora: link.
Ou caso vocês queiram praticar para a próxima festa em família, aprenda os passos.
E se vocês ainda estiverem no clima de ouvir mais música ufanista da Nelly Ciobanu sobre a Moldávia: Moldova Mea (essa não tem o clima de festa da acima, mas é boa também) [e não sei se é dela ou ela estava apenas cantando]
E sem nenhuma relação com ela, mas só com o país, isso aqui também é bem legal: apresentação do grupo de danças populares Joc.
2) Серебро - Песня №1 (Pesnia nâmeradín) / Serebro - Song #1
Essa foi a 3ª colocada no Eurovision de 2007.
Curiosidade: o título original da música é Бляди (prostitutas), mas pegava mal.
Tem uma versão com legendas em espanhol aqui (mas o som está um pouco pior e cortaram a parte à lá Michael Jackson). E, na verdade, a que participou da Eurovision foi a versão em inglês da música, mas dane-se, eu acho a versão russa melhor. Por falar em russo, o nome da banda não é Cérebro, "Siribró" significa Prata.
[ATUALIZAÇÃO: faz 3 meses que esta postagem está no ar e só hoje notei uma coisa... A versão do clipe acima também foi censurada! Achei que tinha sido só o nome. Entre 1:00 e 1:05 elas rimam "zad" com "cochk" (gatas). Notaram, né? Não rima. A versão original era "zad" e "bliad" (prostitutas), muito melhor. E lá em 3:24 ao invés de "bliad" colocaram um gemido no lugar. Quem quiser ouvir a original, está aqui. Mas vou deixar a acima mesmo, porque a imagem está muito melhor. Continuando a postagem agora...]
Essa eu nem precisei pensar para selecionar também, estava ouvindo-a outro dia no carro (a versão em inglês), crente que era uma Britney Spears
qualquer, mas não reconhecia qual era a música [eu
não tenho preconceitos... ouço Karen Elson e Selena Gomez na mesma seqüência]. Fui olhar o nome e
aí... ha! era uma banda russa! Muito legal. Prova de que essas coisas só não fazem sucesso por aqui porque não tocam, não há diferença alguma delas para uma música pop qualquer americana.
Mas se vocês quiserem perder a boa impressão [ou vê-las de biquíni, que é sempre uma motivação válida], recomendo esta outra música delas: Mi Mi Mi [o pior é que eu gostei, rs!, mas é irritante. Essa só faria sucesso aqui se fosse por alguma versão do Latino]
3) Jessy Matador - Alllez Olla Olé
Participante do Eurovision de 2010. Essa é para tirar a impressão de gente chata
dos franceses. E reparem a camisa que ele use no meio do clipe!
OBS: pule os primeiros 40 segundos.
4) Kuunkuiskaajat - Työlki ellääa
Ok, eu disse que seriam 3 músicas, mas serão 4. Tradução da letra aqui.
Eu gosto de várias músicas finlandesas (ex.: Anssi Kela) e fiquei com a consciência pesada de não ter lembrado desta antes. Mas aí também não queria tirar nenhuma das três acima (que, digamos, têm mais apelo comercial). O clipe nem é isso tudo, mas adorei as moças. Uma delas ainda toca acordeom. E acabei de descobrir que elas já foram membros do Värttinä (banda de lá que eu tenho alguns CDs e que já veio até no Rock in Rio) e a música ainda é num dialeto da Carélia, que não é bem um país, mas cujo hino nacional é um dos meus preferidos. Depois de tanta coisa legal (além da música, claro), eu quis colocar o clipe e não só na relação abaixo.
Menções honrosas (outras boas músicas que conheci pela Eurovision):
[eu ia só recomendar 3 mesmo, mas olhei todas aquelas outras excelentes que ficariam de fora... deu muita pena. E aí... essa postagem levou 4 dias sendo feita, porque eu parava para ver mais clipes, e versões variadas, outras músicas do mesmo cantor, etc.]
Anmary - Beautiful Song, da Letônia. Esta, a da Nelly mais acima e a Ruslana abaixo são as minhas preferidas do que eu já ouvi dos concursos até agora. [e a da dupla acima também] Divertido é que essa música foi escrita
tão especificamente para concorrer, que faz até menção ao próprio concurso
na letra. Infelizmente, apesar de eu adorá-la e todo o
clima fofinho dela [e o jeito do bonequinha da cantora], ela apanhou de lavada no concurso de 2012. A letra cretina não ajudou, mas pô, a letra é muito bonitinha.
Ruslana - Дикі танці, campeã de 2004. Na verdade, a campeã foi a versão em inglês da música (Wild Dances), que também é ótima, mas eu prefiro em ucraniano [entenda a letra aqui]. Fiquei num dilema de colocar esta no lugar das Serebro acima, mas achei o clipe desta mais fraco. E não queria duas musicas "em russo" na seleção. Já se a música dela no concurso fosse a Давай, Грай! (Vamos, jogue!), aí as prostitutas perdiam o destaque. Eu adoro músicas feitas para terem esse jeitão de canção de torcida (essa foi usada na Eurocopa de 2012, que foi na terra da cantora).
Sieneke - Ik Ben Verliefd (Sha-la-lie), essa é em holandês [que eu considero um alemão que não é feio] e adoro a entradinha estilo música de circo. Não entrou acima porque não tem clipe oficial. E acho legal que ela fala algo que parece luftballons no meio. [isso sou eu, entregando a idade...]
Flor-de-lis - Todas as Ruas do Amor, de Portugal. Vou assumir: a primeira vez que ouvi essa música achei que era chinês ou algo para aqueles lados! Só quando ela falou "estrela" é que me deu o estalo de que era na minha língua! E assumo mais, ainda tem frases que eu não tenho idéia o que ela está falando. [depois de visitar a Moldávia, preciso passar em Portugal e me acostumar com o sotaque deles] Aproveitando, outra concorrente de lá muito boa: Vânia Fernandes - Senhora do Mar (Negras Aguas).
Can Bonomo - Love Me Back,
participante da Turquia em 2012. Divertida. Eu só tiraria o Slash do
clipe. E gostei dos casacos do cara. Taí, eu tenho que ouvir mais música
pop turca algum dia. Essa não é a primeira música turca legal que eu ouço.
Buranovskiye Babushki (As vovós de Buranovo) - Party for Everybody
Eu achava que era só um nome engraçadinho... mas não, SÃO VELHINHAS CANTANDO! Ha! Que maneiro! Trilegal! Muito massa! Ou qualquer expressão que vocês usem nos seus estados! Tem uma apresentação em melhor qualidade aqui, mas na do link acima a menorzinha está muito fofa. Elas ficaram em 2º lugar no concurso de 2012 e vão usar o dinheiro para construir uma igreja na cidade delas. [e juro que a quantidade de músicas em russo na minha seleção é coincidência]
Les Fatals Picards - L'amour à la française, é boa, mas não tão alegre quanto à do Matador, que também tem um clipe melhor. E pô, música francesa, falando sobre a França e nostalgicamente sobre uma garota linda e... não aparece Paris e nem mulher!
Guri Schanke - Ven a Bailar Conmigo, música finlandesa com título em espanhol cantada em inglês. Como quase todas as recomendadas, é animada e bem legal.
Lena - Satellite, campeã de 2010. Música alemã cantada em inglês. Eu imaginava a cantora com uma cara bem mais madura, putz, é uma pirralha! [ela tinha 18 quando a música foi escolhida para participar] Eu estava ouvindo música teen esse tempo todo e não sabia. Deu toda uma nova interpretação mais light para a música: é só uma aborrecente reclamando do ficante da vez!
Engelbert Humperdinck - Love Will Set You Free, da Inglaterra. Essa é para não ficar só com músicas alegres e dançantes. Esta é romântica e meio dramática (acho que o personagem da letra se ferrou com a garota que ele gostava). E diga-se de passagem, essa expressão "o amor te libertará" nunca fez sentido na minha cabeça. [e não me venham com interpretações poéticas malucas, porque elas também não fazem sentido.]
Andrea Demirović - Just Get Out Of My Life, de Montenegro. Dançante, mas em inglês e com clipe ruim. E a gente vai ficando velho e perde um pouco o bom gosto, porque eu achei legal o visual anos 80 das roupas dela. [ela até lembrou um pouco a Jennifer Beals, acho que por causa do cabelo]
OBS: todas as músicas que eu linkei nessa postagem não encheriam nem metade de um único dos concursos (cerca de 45 músicas), e acho que todas as acima abrangem só uns 4 ou 5 concursos diferentes. Tem muito mais coisa neles que eu nem ouvi ainda. De repente todas as minhas preferidas acima são pinto em comparação com as que ainda não conheço... [pouco provável, mas sempre possível] Então, vão atrás!
E mais algumas, que eu não resisto, e mesmo assim, ainda cortei várias, que se eu fosse ficar falando de todas que eu gosto, a postagem nunca terminava.
Charlotte Perrelli - Hero e Malena Ernman - La Voix, ambas da Suécia (que faz bom pop desde o Abba). Kaliopi - Crno i belo (Црно и бело), da Macedônia (drama com violinos e guitarras). Aisha - What For, da Letônia (o clipe é ruim e a música é meio deprimente, mas é boa). Eleftheria Eleftheriou - Aphrodisiac, da Grécia. Elena Gheorghe - The Balkan Girls, Romênia (com provavelmente a letra mais fútil de toda essa postagem). Eva Boto - Verjamem, da Eslovênia (música bem bonita). Ivi Adamou - La La Love, Chipre [ela parece uma versão mais carnudinha da Liv Tyler]. Joan Franka - You and Me, do Países Baixos (romântica e fofinha, com jeitão de anos 70). Marko Kon & Milan Nikolić - Cipela, da Sérvia. Outro sérvio, agora com cara de vilão de anime: Milan Stankovic - Ovo je Balkan. Pirates of the Sea - Wolves of the Sea, da Letônia (muita coisa legal vindo de lá também).
E para terminarmos onde começamos... Moldóvia: Pasha Parfeny - Lăutar [putz! é o Justin Timberlake!] [e adorei as backing-vocals, divertidas]
sábado, 21 de dezembro de 2013
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Somos o que Somos
Pois é... Dilema! Já comentei aqui que não sei falar de filmes cabeça.
Eu até gosto deles, mas na hora de fazer elucubrações intelectuais ou
comentários profundos... Não rola. Não é assim que meu cérebro funciona.
[that's not how I roll, baby!] Mas fico postando sobre filme de quadrinho, livro de zumbi, jogos de tiro... Sóóóó besteira! [bem, tem uns mais cabeças aqui e ali, tipo Loup ou Dragon Head] [putz! acabei de lembrar: o Dragon Head também é "filme de quadrinho"]
E aí, quando eu finalmente vou num filme cabeça, não vou falar dele?!
Ah, não! Vi algo estranho, metido à cult, numa sessão vazia... Preciso
comentar também, para não ficar só no pop.
Nome original: We Are What We Are
Refilmagem de: Somos Lo Que Hay
Duração: 1h45min -- Ano: 2013 -- Trailer
De: Jim Mickle (de Infecção em Nova York) [um filme sobre pessoas que viram "ratos-mutantes sedentos por sangue", se o que eu li está correto]
Com: Ambyr Childers (de nada que eu conheça), Julia Garner (em breve, em Sin City: A Dame to Kill For), Bill Sage (de Boardwalk Empire), Michael Parks (de Twin Peaks e vários filmes do Tarantino), Wyatt Russell, Kelly McGillis (de Top Gun), Nick Damici e Jack Gore.
Frase fora de ordem: geralmente eu só digito essa listinha dos dados acima depois de toda a postagem escrita, e aí de vez em quando eu levo uns sustos... Mas putz! Kelly McGillis?!? A vizinha velha era a Kelly McGillis?! Ela não fazia assim o meu estilo, mas foi a musa mundial quando lançou Top Gun. Muito estranho vê-la assim, de repente, sem nenhuma imagem mental intermediária. A Cher, por exemplo, era engraçadinha, ficou linda, e depois disso a acompanho decaindo fisicamente ao longo dos anos... Foi gradual. A Liz Taylor também. Já essa agora foi um choque! De gostosona de um filme, à senhorinha gordinha de outro. Mas perdoem a interrupção, voltemos de onde eu estava...
// Na verdade, eu não resisti e, relendo a postagem, resolvi fazer uma imagem com imagens intermediárias. Cá está! Vejam se não é muito menos chocante do que pular da primeira para a última. Assim vocês não ficam chocados como eu. [e se você era fã dela na época do Top Gun, pare aqui, na net há fotos bem piores; eu fui legal na seleção] //
Aviso: eu comecei a postagem tentando evitar spoilers, mas tinha hora que não deu, então ficou um meio termo estranho... Resumindo: TEM SPOILERS! Se quer ver o filme sem saber nada, volte depois.
Vi esse filme após um comentário (não lembro onde) que dizia algo como "O final deste filme é o mais aterrorizante já visto em anos". Foi suficiente para ficar curioso. Vi sem nem ter visto o trailer até... Vi agora só [literalmente, foi depois de ter digitado as reticências] e, novamente, ainda bem que não vi. 1) O trailer é fraco [até aí tudo bem, mas poderia ter tirado a curiosidade de ver o filme], mas 2) O trailer entrega todo o mistério! PORRA, fazedores de trailer!! Tem gente que SABE o que é Kuru! Também conhecida como encefalopatia espongiforme ou Mal da Vaca Louca, que pode ser causada por: ....... [como diria a River Song: "Spoileerrss!"]
[e o cartaz nacional até não entrega, mas há uma versão dele que te induz um pouco a adivinhar o que está acontecendo]
Acabou que o filme não era de terror normal, apesar da "situação" acima, está mais para um filme policial com terror psicológico! Mas ótimo! Isso vale também! Depois de um certo ponto, era meio óbvio o que estava acontecendo, só não tanto a motivação por trás. Mas eu gostei da solução, teria ficado decepcionado se ao final do filme descobríssemos que eram todos vampiros (ou algo assim).
Mas... fico tentando imaginar como aquilo se manteve por pelo menos 300 anos sem uma seita por trás. Quando você tem um bando de malucos, isolados, com crianças que crescem com aquilo na cabeça, e aí depois namoram outras crianças que cresceram com aquilo, e aí têm filhos que crescerão aprendendo aquilo... Tudo fecha. Mas ali?! Como é que, ao longo de 300 anos (no mínimo), todas as namoradas ou namorados dos malucos aceitaram aquilo numa boa?
E o delegado ficou enrolando e depois sumiu boa parte do filme... Eu até achava que ao final fôssemos descobrir que ele também era um dos "seguidores" daquela tradição. E de repente mais gente ainda da cidade. [ok, seria meio manjado isso] Mas não... Era só pouco tempo de tela mesmo.
E apesar da catarse final que pode ter levado à última refeição vista em cena, depois de toda a opressão sentida pelas garotas (parabéns para a atriz mais nova até), ficou difícil aceitar que aquilo vá continuar. Todavia, essa é a interpretação mais fácil possível com a última cena do filme (a cena com o livro).
A 2ª mais fácil é: não irá, mas o diretor quis provocar e colocar uma cena de efeito vazia. E depois dessa, temos interpretações mais bobas, do tipo: não continuará, mas ela queria guardar o livro de recordação. (!?) Essa opção é tão tola, que está digitada só como um exemplo cretino. Então das duas uma: o diretor colocou uma cena inútil, ou, do nada, as personagens resolveram que eram a favor de tudo que eram contra até ali. Por mais que a filha mais velha tenha aceitado "numa boa" o que aconteceu na 'cena da pá', vai ter síndrome de Estocolmo assim no inferno! [leitores psiquiatras, eu sei que a síndrome não é essa, nem sei se existe um nome para algo assim, mas deve ter] A cena pareceu uma imitação da cena final em Deixe Ela Entra [o original, não vi o remake], mas estando lá só meramente para causar um rebuliçozinho. Acabei de ler uma resenha em outro site... Implausível é a palavra do dia.
A cena logo anterior, do jantar, ok, foi uma catarse maluca e exagerada, mas dane-se. A cena no carro eu achei muito menos crível.
Outra rápida reclamação, mas de repente eu que na hora não fiz alguma conexão (e nem agora estou conseguindo lembrar) é que não entendi como foi que a médico fez a ligação entre os ossos e a família. Só muito depois é que teve a cena em que os ossos aparecem no próprio quintal deles.
Ah, e se o "monstro" não era a mulher do carro... Qual foi a utilidade de todo este sub-enredo? Isso, na hora, deu força para a minha teoria do delegado também fazer parte da tradição, seita, ou seja lá o que era.
Não achei muitas resenhas sobre o filme (até achei, mas tem muita gente que chama de resenha só dar a sinopse, e vi muita gente esculachando o filme sem dar bons argumentos, então não as considero) [ou o argumento era até bom, mas a resenha era curta e sem graça], seguem só duas então. Nada mais justo, para a refilmagem de um filme mexicano, que uma resenha nativa. E a outra não entrega nenhum spoiler.
Cine PREMIERE: We Are What We Are es uno de los remakes hechos por Hollywood menos hollywoodenses y más de autor que se hayan hecho en los últimos años.
Quadro por Quadro: ... um filme que prende a sua atenção, apesar do ritmo lento.
E terminando, numa nota totalmente descorrelata [essa palavra existe??], descobri que DEAD SNOW terá continuação. Esbarrei nisso neste site lendo uma resenha do Somos o que Somos lá. Pelo que vi em outro, a história continuará exatamente onde o 1º parou, mas o link que acabei de dar fala sobre uma gang de matadores de zumbi... Em suma, não sei qual será o mote do filme, mas isso mal existia no primeiro mesmo, e filme de humor negro com zumbis é sempre bem-vindo.
Nome original: We Are What We AreRefilmagem de: Somos Lo Que Hay
Duração: 1h45min -- Ano: 2013 -- Trailer
De: Jim Mickle (de Infecção em Nova York) [um filme sobre pessoas que viram "ratos-mutantes sedentos por sangue", se o que eu li está correto]
Com: Ambyr Childers (de nada que eu conheça), Julia Garner (em breve, em Sin City: A Dame to Kill For), Bill Sage (de Boardwalk Empire), Michael Parks (de Twin Peaks e vários filmes do Tarantino), Wyatt Russell, Kelly McGillis (de Top Gun), Nick Damici e Jack Gore.
Frase fora de ordem: geralmente eu só digito essa listinha dos dados acima depois de toda a postagem escrita, e aí de vez em quando eu levo uns sustos... Mas putz! Kelly McGillis?!? A vizinha velha era a Kelly McGillis?! Ela não fazia assim o meu estilo, mas foi a musa mundial quando lançou Top Gun. Muito estranho vê-la assim, de repente, sem nenhuma imagem mental intermediária. A Cher, por exemplo, era engraçadinha, ficou linda, e depois disso a acompanho decaindo fisicamente ao longo dos anos... Foi gradual. A Liz Taylor também. Já essa agora foi um choque! De gostosona de um filme, à senhorinha gordinha de outro. Mas perdoem a interrupção, voltemos de onde eu estava...
// Na verdade, eu não resisti e, relendo a postagem, resolvi fazer uma imagem com imagens intermediárias. Cá está! Vejam se não é muito menos chocante do que pular da primeira para a última. Assim vocês não ficam chocados como eu. [e se você era fã dela na época do Top Gun, pare aqui, na net há fotos bem piores; eu fui legal na seleção] //
Aviso: eu comecei a postagem tentando evitar spoilers, mas tinha hora que não deu, então ficou um meio termo estranho... Resumindo: TEM SPOILERS! Se quer ver o filme sem saber nada, volte depois.
Vi esse filme após um comentário (não lembro onde) que dizia algo como "O final deste filme é o mais aterrorizante já visto em anos". Foi suficiente para ficar curioso. Vi sem nem ter visto o trailer até... Vi agora só [literalmente, foi depois de ter digitado as reticências] e, novamente, ainda bem que não vi. 1) O trailer é fraco [até aí tudo bem, mas poderia ter tirado a curiosidade de ver o filme], mas 2) O trailer entrega todo o mistério! PORRA, fazedores de trailer!! Tem gente que SABE o que é Kuru! Também conhecida como encefalopatia espongiforme ou Mal da Vaca Louca, que pode ser causada por: ....... [como diria a River Song: "Spoileerrss!"]
[e o cartaz nacional até não entrega, mas há uma versão dele que te induz um pouco a adivinhar o que está acontecendo]
Acabou que o filme não era de terror normal, apesar da "situação" acima, está mais para um filme policial com terror psicológico! Mas ótimo! Isso vale também! Depois de um certo ponto, era meio óbvio o que estava acontecendo, só não tanto a motivação por trás. Mas eu gostei da solução, teria ficado decepcionado se ao final do filme descobríssemos que eram todos vampiros (ou algo assim).
Mas... fico tentando imaginar como aquilo se manteve por pelo menos 300 anos sem uma seita por trás. Quando você tem um bando de malucos, isolados, com crianças que crescem com aquilo na cabeça, e aí depois namoram outras crianças que cresceram com aquilo, e aí têm filhos que crescerão aprendendo aquilo... Tudo fecha. Mas ali?! Como é que, ao longo de 300 anos (no mínimo), todas as namoradas ou namorados dos malucos aceitaram aquilo numa boa?
E o delegado ficou enrolando e depois sumiu boa parte do filme... Eu até achava que ao final fôssemos descobrir que ele também era um dos "seguidores" daquela tradição. E de repente mais gente ainda da cidade. [ok, seria meio manjado isso] Mas não... Era só pouco tempo de tela mesmo.
E apesar da catarse final que pode ter levado à última refeição vista em cena, depois de toda a opressão sentida pelas garotas (parabéns para a atriz mais nova até), ficou difícil aceitar que aquilo vá continuar. Todavia, essa é a interpretação mais fácil possível com a última cena do filme (a cena com o livro).
A 2ª mais fácil é: não irá, mas o diretor quis provocar e colocar uma cena de efeito vazia. E depois dessa, temos interpretações mais bobas, do tipo: não continuará, mas ela queria guardar o livro de recordação. (!?) Essa opção é tão tola, que está digitada só como um exemplo cretino. Então das duas uma: o diretor colocou uma cena inútil, ou, do nada, as personagens resolveram que eram a favor de tudo que eram contra até ali. Por mais que a filha mais velha tenha aceitado "numa boa" o que aconteceu na 'cena da pá', vai ter síndrome de Estocolmo assim no inferno! [leitores psiquiatras, eu sei que a síndrome não é essa, nem sei se existe um nome para algo assim, mas deve ter] A cena pareceu uma imitação da cena final em Deixe Ela Entra [o original, não vi o remake], mas estando lá só meramente para causar um rebuliçozinho. Acabei de ler uma resenha em outro site... Implausível é a palavra do dia.
A cena logo anterior, do jantar, ok, foi uma catarse maluca e exagerada, mas dane-se. A cena no carro eu achei muito menos crível.
Outra rápida reclamação, mas de repente eu que na hora não fiz alguma conexão (e nem agora estou conseguindo lembrar) é que não entendi como foi que a médico fez a ligação entre os ossos e a família. Só muito depois é que teve a cena em que os ossos aparecem no próprio quintal deles.
Ah, e se o "monstro" não era a mulher do carro... Qual foi a utilidade de todo este sub-enredo? Isso, na hora, deu força para a minha teoria do delegado também fazer parte da tradição, seita, ou seja lá o que era.
Não achei muitas resenhas sobre o filme (até achei, mas tem muita gente que chama de resenha só dar a sinopse, e vi muita gente esculachando o filme sem dar bons argumentos, então não as considero) [ou o argumento era até bom, mas a resenha era curta e sem graça], seguem só duas então. Nada mais justo, para a refilmagem de um filme mexicano, que uma resenha nativa. E a outra não entrega nenhum spoiler.
Cine PREMIERE: We Are What We Are es uno de los remakes hechos por Hollywood menos hollywoodenses y más de autor que se hayan hecho en los últimos años.
Quadro por Quadro: ... um filme que prende a sua atenção, apesar do ritmo lento.
E terminando, numa nota totalmente descorrelata [essa palavra existe??], descobri que DEAD SNOW terá continuação. Esbarrei nisso neste site lendo uma resenha do Somos o que Somos lá. Pelo que vi em outro, a história continuará exatamente onde o 1º parou, mas o link que acabei de dar fala sobre uma gang de matadores de zumbi... Em suma, não sei qual será o mote do filme, mas isso mal existia no primeiro mesmo, e filme de humor negro com zumbis é sempre bem-vindo.
domingo, 15 de dezembro de 2013
O Desfile da Extinção
E agora, para algo nem um pouco totalmente diferente...
Estava no clima de zumbis ao terminar o livro da postagem anterior e queria algo mais curto para a próxima leitura. E foi desse sujeito que eu lembrei.
Nome: O Desfile da Extinção e outras histórias de zumbis
Nome original: Closure, Limited and other zombie tales
Autor: Max Brooks (de Guerra Mundial Z e filho do Mel)
Editora: Rocco -- Páginas: 128 -- Ano: 2012
Tamanho: 11 x 18 cm (um pouco maior que uma foto) [se é que alguém ainda sabe o que é uma foto em papel]
ISBN: 978-85-325-2797-4
Zumbis + Max Brooks = Compra obrigatória. [livros pelo menos, não tive interesse pela graphic novel Ataques Registrados]
Eu não esperava ser arrebatado nem nada, é um livrinho fino que acho que custou uns R$ 12. Mas apesar do O Guia de Sobrevivência aos Zumbis (o primeiro livro de zumbis dele) não ser lá grandes coisas, o Guerra Mundial Z é um excelente livro. Alguns capítulos não são isso tudo, mas outros são até tocantes.
Então... Temos um livretinho com 4 contos. Se fossem 4 contos com a mesma qualidade de 4 bons capítulos do GMZ, seria uma excelente adição à biblioteca. Poderia até virar uma filão para o cara: de tempos em tempos lançar outro livretinho com "relatos orais adicionais da guerra contra os zumbis". Ao invés de precisar juntar um monte de idéias e lançar um livro com 60 pequenos capítulos, lançaria esses mini-complementos de tempos em tempos, se pensasse em algo interessante - e se ele ficasse sem idéias, era só parar, ou esperar ter outras, ao invés de precisar acumular um monte de antemão.
Mas se não temos isso acima, o que temos? Os contos Conclusão Ltda e A Grande Muralha parecem capítulos descartados do livro original (e provavelmente são mesmo). Ambas as histórias têm bem o clima de alguns dos contos do livro. Na primeira pessoas arranjam forma de fazer dinheiro com a desgraça. Mas apesar de não ser ruim, não é tudo isso. E a segunda também não é ruim, mas tem aquele ar de que faltou algo. Eu não senti toda essa pena assim de ninguém ali. Faltou algo para me conectar.
Os outros dois contos já não parecem ser capítulos descartados, mas apenas porque os contos do Guerra Mundial Z são relatos da guerra, coletados pelo mundo através dos sobreviventes. E, nos dois contos abaixo, num não sobra ninguém para relatar e no outro o sobrevivente provavelmente preferirá manter segredo.
O conto Steve e Fred não leva nada a lugar nenhum - e quando a gente já está ficando com raiva da ruindade do conto, descobrimos que não era bem aquilo; mas não quer dizer que fique bom. [spoiler: é só um cara preso no banheiro]
E aí temos o principal conto do livro, que ocupa mais de metade das páginas: O Desfile da Extinção. Vou dizer algo que pode parecer spoiler, mas você tem que ser muito ruim da cabeça para não entender isso logo de cara no conto. O que temos é uma história de sobrevivência à infestação zumbi do ponto de vista de... vampiros! Não ficou de todo o mal, mas depois de 3 histórias que poderiam facilmente ter feito parte do livro original, ficou estranho ter uma que não encaixaria.
Nada contra algum dia ler um livro que envolva zumbis, lobisomens, vampiros e múmias. Talvez até fantasmas e alienígenas. E lulas gigantes. E o Godzilla!! [e um tornado de tubarões!] Mas como no livro original nada parecido foi nem mencionado, não dá para forçar isso agora. E lendo como um conto solto apenas... De novo, apesar da idéia por trás não ter sido ruim (gostei bastante até, e até virou uma revista em quadrinhos), o resultado final também não ficou grande coisa. Até a idéia do personagem, ao final da história, já foi usada tantas outras vezes, que nem deu o impacto de "puxa! olha só a idéia do cara...".
Ah, e tudo é ainda mais curto do que vocês devem estar imaginando, entre os capítulos há páginas à toa (silhuetas, estilo a da capa), as margens são largas e a fonte é grande. Ao todo, de texto são apenas 101 páginas e a versão americana do livro nem a isso chega (são 96). E lembrando, é um livro de bolso. Dá para ler inteiro no trânsito e ainda tirar um cochilo antes de chegar.
No geral, o livretinho pareceu uma coletânea de "boas idéias que eu tive mas não consegui desenvolver, mas vou lançar assim mesmo para não esquecerem de mim". Compre apenas se você não resiste a curiosidade ou quer "completar a coleção", mas não espere grande coisa. Claro, como sempre, opinião minha. Vi resenhas mais favoráveis por aí, mas também vi outras muito piores.
Não vou recomendar que passem longe, mas... sugerir que peguem emprestado com um amigo e usem os R$ 12 para ir ao cinema.
Estava no clima de zumbis ao terminar o livro da postagem anterior e queria algo mais curto para a próxima leitura. E foi desse sujeito que eu lembrei.
Nome: O Desfile da Extinção e outras histórias de zumbis
Nome original: Closure, Limited and other zombie tales
Autor: Max Brooks (de Guerra Mundial Z e filho do Mel)
Editora: Rocco -- Páginas: 128 -- Ano: 2012
Tamanho: 11 x 18 cm (um pouco maior que uma foto) [se é que alguém ainda sabe o que é uma foto em papel]
ISBN: 978-85-325-2797-4
Zumbis + Max Brooks = Compra obrigatória. [livros pelo menos, não tive interesse pela graphic novel Ataques Registrados]
Eu não esperava ser arrebatado nem nada, é um livrinho fino que acho que custou uns R$ 12. Mas apesar do O Guia de Sobrevivência aos Zumbis (o primeiro livro de zumbis dele) não ser lá grandes coisas, o Guerra Mundial Z é um excelente livro. Alguns capítulos não são isso tudo, mas outros são até tocantes.
Então... Temos um livretinho com 4 contos. Se fossem 4 contos com a mesma qualidade de 4 bons capítulos do GMZ, seria uma excelente adição à biblioteca. Poderia até virar uma filão para o cara: de tempos em tempos lançar outro livretinho com "relatos orais adicionais da guerra contra os zumbis". Ao invés de precisar juntar um monte de idéias e lançar um livro com 60 pequenos capítulos, lançaria esses mini-complementos de tempos em tempos, se pensasse em algo interessante - e se ele ficasse sem idéias, era só parar, ou esperar ter outras, ao invés de precisar acumular um monte de antemão.
Mas se não temos isso acima, o que temos? Os contos Conclusão Ltda e A Grande Muralha parecem capítulos descartados do livro original (e provavelmente são mesmo). Ambas as histórias têm bem o clima de alguns dos contos do livro. Na primeira pessoas arranjam forma de fazer dinheiro com a desgraça. Mas apesar de não ser ruim, não é tudo isso. E a segunda também não é ruim, mas tem aquele ar de que faltou algo. Eu não senti toda essa pena assim de ninguém ali. Faltou algo para me conectar.
Os outros dois contos já não parecem ser capítulos descartados, mas apenas porque os contos do Guerra Mundial Z são relatos da guerra, coletados pelo mundo através dos sobreviventes. E, nos dois contos abaixo, num não sobra ninguém para relatar e no outro o sobrevivente provavelmente preferirá manter segredo.
O conto Steve e Fred não leva nada a lugar nenhum - e quando a gente já está ficando com raiva da ruindade do conto, descobrimos que não era bem aquilo; mas não quer dizer que fique bom. [spoiler: é só um cara preso no banheiro]
E aí temos o principal conto do livro, que ocupa mais de metade das páginas: O Desfile da Extinção. Vou dizer algo que pode parecer spoiler, mas você tem que ser muito ruim da cabeça para não entender isso logo de cara no conto. O que temos é uma história de sobrevivência à infestação zumbi do ponto de vista de... vampiros! Não ficou de todo o mal, mas depois de 3 histórias que poderiam facilmente ter feito parte do livro original, ficou estranho ter uma que não encaixaria.
Nada contra algum dia ler um livro que envolva zumbis, lobisomens, vampiros e múmias. Talvez até fantasmas e alienígenas. E lulas gigantes. E o Godzilla!! [e um tornado de tubarões!] Mas como no livro original nada parecido foi nem mencionado, não dá para forçar isso agora. E lendo como um conto solto apenas... De novo, apesar da idéia por trás não ter sido ruim (gostei bastante até, e até virou uma revista em quadrinhos), o resultado final também não ficou grande coisa. Até a idéia do personagem, ao final da história, já foi usada tantas outras vezes, que nem deu o impacto de "puxa! olha só a idéia do cara...".
Ah, e tudo é ainda mais curto do que vocês devem estar imaginando, entre os capítulos há páginas à toa (silhuetas, estilo a da capa), as margens são largas e a fonte é grande. Ao todo, de texto são apenas 101 páginas e a versão americana do livro nem a isso chega (são 96). E lembrando, é um livro de bolso. Dá para ler inteiro no trânsito e ainda tirar um cochilo antes de chegar.
No geral, o livretinho pareceu uma coletânea de "boas idéias que eu tive mas não consegui desenvolver, mas vou lançar assim mesmo para não esquecerem de mim". Compre apenas se você não resiste a curiosidade ou quer "completar a coleção", mas não espere grande coisa. Claro, como sempre, opinião minha. Vi resenhas mais favoráveis por aí, mas também vi outras muito piores.
Não vou recomendar que passem longe, mas... sugerir que peguem emprestado com um amigo e usem os R$ 12 para ir ao cinema.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Day by Day Armageddon: Shattered Hourglass
Autor: J. L. Bourne
Editora: Permuted Press / Gallery Books
Páginas: 328 -- Ano: 2012 -- ISBN: 978-1-4516-2881-4
Tamanho: padrão (+/- meia folha A4)
É isso aí, criançada, mais uma trilogia que chega ao fim.
[+/- na verdade, mais a respeito depois]
Para quem não leu a postagem original, onde falei rapidamente sobre os dois primeiros, o que tínhamos era: um militar desertou quando a praga zumbi ferrou o mundo e, ao mesmo tempo, começou a anotar tudo que acontecia.
Os dois primeiros livros foram inteiros através da visão exclusivamente dele do que acontecia a volta, através das páginas do seu diário. No primeiro livro ele se ferra sozinho boa parte do tempo e termina relativamente protegido junto com uma patotinha. No 2º ficamos sabendo que há algum tipo de organização monitorando os zumbis e os sobreviventes, nosso herói se encontra com o que sobrou do exército americano, e temos uma rápida reviravolta sobre a origem da infecção zumbi. [pode ser chamada de 'reviravolta' se antes não tínhamos NENHUMA explicação para ela?]
Nesse livro... tudo muda. Com o exército de volta à ativa (alguns poucos navios e bases, mas ok, está de volta), missões paralelas e uma penca de personagens, o autor teve que optar por fazer o livro em formato convencional, como um livro comum [não sei como se chama esse estilo narrativo, mas é o padrão, como a maioria dos livros]. Mas há algumas poucas e rápidas partes ainda em forma de diário.
Isso é legal, porque temos uma visão muito mais ampla das coisas, mas ao mesmo tempo, matou o maior charme dos 2 primeiros (e também dos 3 Zomblog), que era ser em 1ª pessoa. E causou um outro problema... Depois de pouquíssimo capítulos, eu já tinha a sensação de que a história não estava andando.
Eu fiquei sabendo que seria o fim da série apenas ao ler isso na Introdução do livro. E no final do 2º livro o cara estava indo para a China. Imaginei então: já que acaba agora, o livro deve começar com ele já chegando na China, e seguir daí.
O livro é o mais grosso dos três, então até daria para contar mais e esticar mais o andamento. Mas em bem pouco tempo somos apresentados à vários núcleos de personagens: o herói e a equipe militar do submarino que o levará à China; os amigos dele que estão no porta-aviões; o que sobrou da equipe de uma estação de pesquisa no Ártico; algumas passagens menores com outros militares; uma equipe de fuzileiros; e até a tal organização secreta tem capítulos só para ela. Falando assim, nem parece tanto, mas na hora, era *muita* gente. E vamos sabendo da vida de todos, e mais, e mais... Tudo perfeitamente encadeado, mantendo o interesse e bem escrito, porém... numa história cuja conclusão envolvia chegar na China... A cada página que eu virava e eles NÃO chegavam lá, eu ia ficando com a sensação de que o final seria corrido e apressado. [ou daria uma baita merda e todos morreriam!] Putz, há capítulos inteiros para uma parada no Havaí, e nada deles chegarem na Ásia. Quando o livro começa eles nem estavam à caminho ainda. Bem, eles chegam na China só na página 275 (de um total de 326) mas chegam. E todas as desmiolações, correrias, idéias ruins e azares aconteceram em outros lugares. Ok. Só queria desabafar a preocupação que eu tive e vocês podem ficar tranquilos ao ler.
A grande perda foi realmente o estilo diário. E, talvez, se tivesse sido algo solto, escrito já nesse estilo, não sei se o autor entraria na minha lista de "vou ficar de olho no que ele lançar". Mas para fechar a série, serviu. Para quem é fã de uma ação um pouco mais militar, e até algumas maquinações, talvez até vá gostar mais deste do que os anteriores. [e como o autor é militar, o livro é CHEIO de siglas militares que eu nem entendia] Tem até bem menos zumbis.
Resumindo brevemente a história: o sujeito parte para a China para tentarem achar o paciente zero, torcendo para que isso ajude-os de alguma forma a combater (ou curar) a zumbilândia. Eles precisam parar no Havaí também, para algo que nem eu e nem o personagem principal entendemos direito [por mais que eu tenha gostado do livro, nesta parte eu me senti sendo enrolado]. Sua namorada fica no porta-aviões onde depois descobrem que, para o caso da missão China não der certo, há alguns zumbis sendo perigosamente estudados. [e o porta-aviões é responsável por uma cena que ficaria bem divertida no cinema, não só pela cena em si, digna de um Roland Emmerich, mas como pela tática usada contra os zumbis (isso não é spoiler, é óbvio que daria merda no navio) conhecida por todos que já andaram de ônibus no Rio.] Enquanto isso... Uma outra equipe chega ao Hotel 23 (local onde o pessoal conseguiu refúgio do final do 1º livro até o final do 2º), que nada mais é que um daqueles silos de lançamento de mísseis nucleares (aqueles que ficam no meio do deserto), com um míssil ainda em condições de ser lançado (daí o interesse em retomar a base) que pode ser necessário para o caso da missão na China der MUITO errado e tentando também descobrir mais sobre os equipamentos e a organização secreta em si. [eu tinha que ter relido o 2º livro antes de ler esse, não lembrava das partes maléficas da organização] E também em paralelo a tudo isso, temos 4 pesquisadores numa instalação no Ártico, tentando viver do que jeito que der, e que depois, por uma feliz coincidência, conseguirão ajudar nossos amigos. E também ficamos sabendo um pouco mais sobre a Dharma do Mal, sua origem, intenções e como ela tem mais tecnologia do que o pessoal normal. [se bem que se eu sou uma organização secreta do mal, com acesso à tecnologia mais avançada, uma coisa que eu teria seriam os meus PRÓPRIOS mísseis nucleares... mas ok.]
Bem, isso não foi bem um resumo, é mais uma ambientação e contando o que vocês irão encontrar. Se fosse um resumo eu teria que dizer o que acontece... Para isso, basta pegar cada um dos núcleos acima e escrever "e aí chegam os zumbis!" (num deles não, na verdade). É um livro de zumbi, pô, vocês sabem o que esperar e quais são os finais possíveis. E ou tu gosta e não quer que eu conte quem morre e quem não ou se salvam a humanidade ou não, ou não gosta e nem leu até aqui.
Agora... A reviravolta ao final do 2º livro. Não era bem o que parecia. Vejam bem... Ela não "desreviravoltou", mas o cara conseguiu dar um toque bem mais sci-fi complicando ela um pouco mais ainda e, ao mesmo tempo, enquanto lia, eu fiquei com a sensação de que ele talvez tivesse se arrependido, porque o assunto era bem pouco tocado e como eles nunca chegavam ao destino, na hora tive a impressão de que o autor queria adiar ao máximo o assunto - e encerrá-lo de forma rápida quando surgisse.
Vendo o que ele tinha em mente [que não vou explicar, evitei spoilers a postagem inteira], não o culpo muito. Se tivesse ficado muito tempo no assunto, ele precisaria começar inventar o que falar sobre aquilo (quebrando completamente o ritmo), e seria uma perda de foco do bom e velho "humanos vs zumbis" [que já perdeu um pouquinho nesse livro, já que o que era para ter de correria foi nos outros, e agora era hora de fechar tudo]. E ele ainda conseguiu deixar em aberto uma *possível* cura tirada da cartola para o problema da infestação. Ele não o faz. Ainda podemos ter mais livros. Mas foi um bom toque de esperança ao final. Ah... Mas o livro termina (foi um pouco antes, na verdade) com outro "Hein!?" ["WTF!?", se preferirem] talvez só para dar uma zoada final.
Bom livro e bom final para a série. Mas não é tão bom quanto os dois anteriores. Mas eu realmente gostei do autor (apesar do exagero de siglas militares no texto). E ele pareceu ser um fã de FC além de zumbis - ele pegou rapidamente muitas idéias de outros estilos e jogou na história, para dar um tempero a mais (até Heinlein é mencionado e tem uma passagem que daria um excelente filme de terror barato).
Agora, sobre isso de "final" para a série... Tentando achar pela net o conto adicional (If You Can Read This...), lançado como extra no "livro combo" do 1º+2º (o Day by Day Armageddon: Origin to Exile) [que eu não vou comprar, porque já tenho os 2 livros e não vou pagar R$ 40 para ler apenas um conto de 10 páginas, e que ainda por cima era gratuito faz 2 anos], eu esbarrei na notícia de que ele lançou por agora um conto (esse sim, vendido separadamente), chamado Day by Day Armageddon: Grey Fox (malandramente anunciando como Livro 4, mas é apenas um conto, coisa de 40 páginas). Já comprei, já vi que ele volta a alguns dos personagens da trilogia, já vi que a tal possível cura é mencionada e foi +/- usada (não vou explicar o que significa o "+/-"), mas não li além da 1ª página ainda. Depois eu leio e volto aqui.
ATUALIZAÇÃO: li e é bem legal. O cara passa a maior parte da história sozinho, indo em partes ainda infectadas, e ficamos sabendo como é o mundo alguns anos depois do final do livro. Está bem mais para o jeitão introspectivo do 1º livro. Mas não dá para ler solto, porque você precisa entender um pouco do que ele está falando e a tal "cura" talvez não seja entendida por quem não leu o 3º. É mais do que um mero epílogo pelo menos. Só deram foi uma forçada no final, mas não explico que é para não dar spoiler.
E uma velha curiosidade minha, que sempre deixou a porta aberta para mais um livro... Pesquisei o assunto agora.
No final do 1º livro, na segunda edição (a versão de capa bege - não sei se isso tinha na original, de capa preta, e aparentemente não tem na atual, de capa laranja; são as 3 acima), pois bem... No final da minha edição havia algo que parecia uma prévia do 2º livro, chamada Day by Day Armageddon: The Fall. Essa amostra envolvia um tipo de sociedade fechada, criada para preservar a humanidade caso desse algum problema absurdo no mundo exterior. Como se fosse uma versão muito mais científica do livro A Cidade das Sombras ou, melhor, uma espécia de Projeto Biosfera 2 x o filme A Ilha (antes deles descobrirem as intenções maléficas da instalação). Devem haver exemplos melhores. Até mesmo as "Vaults" da série Fallout serveriam para comparação.
Pouco tempo depois de ler o 1º livro vi na net o autor dizendo que aquilo ali era outra coisa, e não o que seria a continuação. A tal organização secreta que aparece no final do 2º livro e é o principal vilão deste agora até guarda algumas semelhanças, mas até mesmo por onde ficam suas bases e pelo fato da organização do The Fall não ter parecido maléfica, não devem ser a mesma coisa com nomes diferentes mesmo não. Infelizmente, a notícia mais recente que achei sobre o assunto é do autor, em 2010, dizendo que estava muito enrolado com o 3º livro para pensar nisso por enquanto.
Mas pelo menos o cara ainda tem uma idéia na manga que pode dar em algo no mesmo universo algum dia. É esperar para ver.
Editora: Permuted Press / Gallery Books
Páginas: 328 -- Ano: 2012 -- ISBN: 978-1-4516-2881-4
Tamanho: padrão (+/- meia folha A4)
É isso aí, criançada, mais uma trilogia que chega ao fim.
[+/- na verdade, mais a respeito depois]
Para quem não leu a postagem original, onde falei rapidamente sobre os dois primeiros, o que tínhamos era: um militar desertou quando a praga zumbi ferrou o mundo e, ao mesmo tempo, começou a anotar tudo que acontecia.
Os dois primeiros livros foram inteiros através da visão exclusivamente dele do que acontecia a volta, através das páginas do seu diário. No primeiro livro ele se ferra sozinho boa parte do tempo e termina relativamente protegido junto com uma patotinha. No 2º ficamos sabendo que há algum tipo de organização monitorando os zumbis e os sobreviventes, nosso herói se encontra com o que sobrou do exército americano, e temos uma rápida reviravolta sobre a origem da infecção zumbi. [pode ser chamada de 'reviravolta' se antes não tínhamos NENHUMA explicação para ela?]
Nesse livro... tudo muda. Com o exército de volta à ativa (alguns poucos navios e bases, mas ok, está de volta), missões paralelas e uma penca de personagens, o autor teve que optar por fazer o livro em formato convencional, como um livro comum [não sei como se chama esse estilo narrativo, mas é o padrão, como a maioria dos livros]. Mas há algumas poucas e rápidas partes ainda em forma de diário.
Isso é legal, porque temos uma visão muito mais ampla das coisas, mas ao mesmo tempo, matou o maior charme dos 2 primeiros (e também dos 3 Zomblog), que era ser em 1ª pessoa. E causou um outro problema... Depois de pouquíssimo capítulos, eu já tinha a sensação de que a história não estava andando.
Eu fiquei sabendo que seria o fim da série apenas ao ler isso na Introdução do livro. E no final do 2º livro o cara estava indo para a China. Imaginei então: já que acaba agora, o livro deve começar com ele já chegando na China, e seguir daí.
O livro é o mais grosso dos três, então até daria para contar mais e esticar mais o andamento. Mas em bem pouco tempo somos apresentados à vários núcleos de personagens: o herói e a equipe militar do submarino que o levará à China; os amigos dele que estão no porta-aviões; o que sobrou da equipe de uma estação de pesquisa no Ártico; algumas passagens menores com outros militares; uma equipe de fuzileiros; e até a tal organização secreta tem capítulos só para ela. Falando assim, nem parece tanto, mas na hora, era *muita* gente. E vamos sabendo da vida de todos, e mais, e mais... Tudo perfeitamente encadeado, mantendo o interesse e bem escrito, porém... numa história cuja conclusão envolvia chegar na China... A cada página que eu virava e eles NÃO chegavam lá, eu ia ficando com a sensação de que o final seria corrido e apressado. [ou daria uma baita merda e todos morreriam!] Putz, há capítulos inteiros para uma parada no Havaí, e nada deles chegarem na Ásia. Quando o livro começa eles nem estavam à caminho ainda. Bem, eles chegam na China só na página 275 (de um total de 326) mas chegam. E todas as desmiolações, correrias, idéias ruins e azares aconteceram em outros lugares. Ok. Só queria desabafar a preocupação que eu tive e vocês podem ficar tranquilos ao ler.
A grande perda foi realmente o estilo diário. E, talvez, se tivesse sido algo solto, escrito já nesse estilo, não sei se o autor entraria na minha lista de "vou ficar de olho no que ele lançar". Mas para fechar a série, serviu. Para quem é fã de uma ação um pouco mais militar, e até algumas maquinações, talvez até vá gostar mais deste do que os anteriores. [e como o autor é militar, o livro é CHEIO de siglas militares que eu nem entendia] Tem até bem menos zumbis.
Resumindo brevemente a história: o sujeito parte para a China para tentarem achar o paciente zero, torcendo para que isso ajude-os de alguma forma a combater (ou curar) a zumbilândia. Eles precisam parar no Havaí também, para algo que nem eu e nem o personagem principal entendemos direito [por mais que eu tenha gostado do livro, nesta parte eu me senti sendo enrolado]. Sua namorada fica no porta-aviões onde depois descobrem que, para o caso da missão China não der certo, há alguns zumbis sendo perigosamente estudados. [e o porta-aviões é responsável por uma cena que ficaria bem divertida no cinema, não só pela cena em si, digna de um Roland Emmerich, mas como pela tática usada contra os zumbis (isso não é spoiler, é óbvio que daria merda no navio) conhecida por todos que já andaram de ônibus no Rio.] Enquanto isso... Uma outra equipe chega ao Hotel 23 (local onde o pessoal conseguiu refúgio do final do 1º livro até o final do 2º), que nada mais é que um daqueles silos de lançamento de mísseis nucleares (aqueles que ficam no meio do deserto), com um míssil ainda em condições de ser lançado (daí o interesse em retomar a base) que pode ser necessário para o caso da missão na China der MUITO errado e tentando também descobrir mais sobre os equipamentos e a organização secreta em si. [eu tinha que ter relido o 2º livro antes de ler esse, não lembrava das partes maléficas da organização] E também em paralelo a tudo isso, temos 4 pesquisadores numa instalação no Ártico, tentando viver do que jeito que der, e que depois, por uma feliz coincidência, conseguirão ajudar nossos amigos. E também ficamos sabendo um pouco mais sobre a Dharma do Mal, sua origem, intenções e como ela tem mais tecnologia do que o pessoal normal. [se bem que se eu sou uma organização secreta do mal, com acesso à tecnologia mais avançada, uma coisa que eu teria seriam os meus PRÓPRIOS mísseis nucleares... mas ok.]
Bem, isso não foi bem um resumo, é mais uma ambientação e contando o que vocês irão encontrar. Se fosse um resumo eu teria que dizer o que acontece... Para isso, basta pegar cada um dos núcleos acima e escrever "e aí chegam os zumbis!" (num deles não, na verdade). É um livro de zumbi, pô, vocês sabem o que esperar e quais são os finais possíveis. E ou tu gosta e não quer que eu conte quem morre e quem não ou se salvam a humanidade ou não, ou não gosta e nem leu até aqui.
Agora... A reviravolta ao final do 2º livro. Não era bem o que parecia. Vejam bem... Ela não "desreviravoltou", mas o cara conseguiu dar um toque bem mais sci-fi complicando ela um pouco mais ainda e, ao mesmo tempo, enquanto lia, eu fiquei com a sensação de que ele talvez tivesse se arrependido, porque o assunto era bem pouco tocado e como eles nunca chegavam ao destino, na hora tive a impressão de que o autor queria adiar ao máximo o assunto - e encerrá-lo de forma rápida quando surgisse.
Vendo o que ele tinha em mente [que não vou explicar, evitei spoilers a postagem inteira], não o culpo muito. Se tivesse ficado muito tempo no assunto, ele precisaria começar inventar o que falar sobre aquilo (quebrando completamente o ritmo), e seria uma perda de foco do bom e velho "humanos vs zumbis" [que já perdeu um pouquinho nesse livro, já que o que era para ter de correria foi nos outros, e agora era hora de fechar tudo]. E ele ainda conseguiu deixar em aberto uma *possível* cura tirada da cartola para o problema da infestação. Ele não o faz. Ainda podemos ter mais livros. Mas foi um bom toque de esperança ao final. Ah... Mas o livro termina (foi um pouco antes, na verdade) com outro "Hein!?" ["WTF!?", se preferirem] talvez só para dar uma zoada final.
Bom livro e bom final para a série. Mas não é tão bom quanto os dois anteriores. Mas eu realmente gostei do autor (apesar do exagero de siglas militares no texto). E ele pareceu ser um fã de FC além de zumbis - ele pegou rapidamente muitas idéias de outros estilos e jogou na história, para dar um tempero a mais (até Heinlein é mencionado e tem uma passagem que daria um excelente filme de terror barato).
Agora, sobre isso de "final" para a série... Tentando achar pela net o conto adicional (If You Can Read This...), lançado como extra no "livro combo" do 1º+2º (o Day by Day Armageddon: Origin to Exile) [que eu não vou comprar, porque já tenho os 2 livros e não vou pagar R$ 40 para ler apenas um conto de 10 páginas, e que ainda por cima era gratuito faz 2 anos], eu esbarrei na notícia de que ele lançou por agora um conto (esse sim, vendido separadamente), chamado Day by Day Armageddon: Grey Fox (malandramente anunciando como Livro 4, mas é apenas um conto, coisa de 40 páginas). Já comprei, já vi que ele volta a alguns dos personagens da trilogia, já vi que a tal possível cura é mencionada e foi +/- usada (não vou explicar o que significa o "+/-"), mas não li além da 1ª página ainda. Depois eu leio e volto aqui.
ATUALIZAÇÃO: li e é bem legal. O cara passa a maior parte da história sozinho, indo em partes ainda infectadas, e ficamos sabendo como é o mundo alguns anos depois do final do livro. Está bem mais para o jeitão introspectivo do 1º livro. Mas não dá para ler solto, porque você precisa entender um pouco do que ele está falando e a tal "cura" talvez não seja entendida por quem não leu o 3º. É mais do que um mero epílogo pelo menos. Só deram foi uma forçada no final, mas não explico que é para não dar spoiler.E uma velha curiosidade minha, que sempre deixou a porta aberta para mais um livro... Pesquisei o assunto agora.
Pouco tempo depois de ler o 1º livro vi na net o autor dizendo que aquilo ali era outra coisa, e não o que seria a continuação. A tal organização secreta que aparece no final do 2º livro e é o principal vilão deste agora até guarda algumas semelhanças, mas até mesmo por onde ficam suas bases e pelo fato da organização do The Fall não ter parecido maléfica, não devem ser a mesma coisa com nomes diferentes mesmo não. Infelizmente, a notícia mais recente que achei sobre o assunto é do autor, em 2010, dizendo que estava muito enrolado com o 3º livro para pensar nisso por enquanto.
Mas pelo menos o cara ainda tem uma idéia na manga que pode dar em algo no mesmo universo algum dia. É esperar para ver.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
The Ballad of Beta-2
Autor: Samuel R. Delany -- Editora: Ace
Páginas: 124 -- Ano livro / história: 1971 / 1965
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Contexto: a humanidade lançou uma esquadra de 10 naves geracionais para colonizar o espaço mas, logo depois, descobre como viajar acima da velocidade da luz e coloniza o cosmos. Enquanto isso, as 10 naves fazem o percurso da forma mais longa possível. Muito tempo depois, quando elas finalmente chegam ao planeta inóspito que deveriam colonizar (na verdade, duas delas nunca chegaram), a humanidade já está lá faz tempo e olha torto para aquele povinho primitivo (o "povo das estrelas"), que praticamente voltou ao barbarismo durante o trajeto, e os deixam orbitando um planetinha qualquer, para que vivam lá sem incomodar e sejam esquecidos. Que é o que eles queriam também. Nem sair das naves eles saíram.
A história: um aluno de antropologia, à contragosto, é incumbido pelo professor de uma atividade um tanto banal, mas o professor insiste justamente por ser algo que nunca foi dada a devida atenção: pesquisar os tais "star folk". O aluno protesta, alegando que o povinho é tão vagabundo, que mesmo passando tanto tempo isolado, nunca criou nada de diferente nem deu nenhuma contribuição às artes, poesia, música, etc. E o professor resolve fazer o aluno pesquisar justamente seguindo esta linha. E lá vai o sujeito, de cara amarrada, fazer o trabalho de campo.
Opinião: essa conversa entre os dois ocupa o 1º capítulo inteiro, que são só 5 páginas. E foi o suficiente para me deixar bem curioso. [mas eu sou suspeito, porque quase fui professor de História] [e pena que seria crime eu colocar isso no ar, mas fica a recomendação de vocês irem atrás. Dá para achar o livro em forma digital sem dificuldade na net. E aí depois de lerem as 5 primeiras páginas e ficarem curiosos, comprem e leiam o livro.]
No começo do capítulo seguinte temos o aluno lendo o principal poema deste povo, do pouco que já foi pesquisado. E em seguida fazendo suas análises iniciais de partes que obviamente foram transcritas com erro, e rearrumando alguns termos. E finalmente, ele vai até o tal povinho para melhor pesquisar. Segue a parte principal do poema:
She walked through the gates and the children cried,
She walked through the Market and the voices died,
She walked past the court house and the judge so still,
She walked to the bottom of Death's Head hill...
O legal é que só vamos descobrindo a forma correta do poema a medida que o aluno vai também entendendo melhor o contexto e as analogias. No começo o aluno crê que o povo só fazia canções repetindo temas de quando moravam na Terra, como cidades, desertos e areia, mesmo quando nada disso mais existia para eles. Mas vamos aos poucos, junto ao protagonista, descobrindo o que queriam dizer esses termos para eles.
E vamos também resolvendo o mistério do que aconteceu com a nave Beta-2 e o que diabos aconteceu com elas no caminho.
Fazia tempo que eu não pegava um livro e ficava com vontade de terminá-lo numa única sentada (o livo é fino, até dá para fazer). Eu realmente fiquei curioso em saber o que deu errado, entender do que os personagens e suas gírias antigas (no universo do livro) falavam e, assim como o protagonista, tirar sentido da balada.
Uma coisa legal é que a narração as vezes dizia coisas como "E Joneny, em seu medo e preocupação, não percebeu naquela resposta, a dica para outras respostas que ele buscava." Ou seja, o autor descaradamente nos avisando (os leitores) de que ali foi dito algo importante, e não só o protagonista, mas nós também não percebemos. Uma outra passagem divertida é quando o protagonista entende, complemente errado, palavras normais para nós, mas antigas e desconhecidas para ele. [e eu preciso descobrir mais livros de FC com situações lingüísticas como tema, foi um enredo bem interessante]
Claro, nem tudo são flores no livro. O protagonista em si começa a fazer as suas pesquisas nas naves abandonadas em órbita, começando pelas vazias, justamente para tentar ter o menos contato possível com o tal povo que saiu delas; e, no final, é só até onde ele chega mesmo. Eu fiquei curioso em saber em que estado estava a população e a cultura dos sobreviventes.
Boa parte da história é contada através de gravações antigas da nave, mas a nave ainda ficou muito tempo no espaço depois daquilo e antes de chegar ao destino, então, de certa forma, não ficamos sabendo no que deu, socialmente falando, os acontecimentos que acompanhamos. O livro dá uma rápida mostra, mas eu queria mais.
E, claro, tem a "criança mágica". Além do pesquisador (e do professor, mas só nas primeiras páginas), e dos personagens que conhecemos através das gravações (mortos faz muito tempo), só há um outro: uma misteriosa criança que vive nas carcaças das naves, sem nem precisar de oxigênio e comida (ou a devida pressão atmosférica). Você acostuma-se a ela, mas na hora, como eu estava interessado mais na parte de pesquisa histórica/linguística (e detetivesca) da trama, ter uma criança alienígena de olhos verdes voando em volta do personagem deu um certo choque e uma incomodada.
Perdeu um pouco do charme, mas ainda foi um livro cuja premissa inicial foi interessante o suficiente para prender a atenção (com ou sem criança, e apesar da capa horrenda). Há também alguns tons religiosos na história, mas nada que chame a atenção se você não estiver preocupado com isso.
E um detalhe bobo, rapidamente citado no texto, mas achei uma tecnologia interessante no universo do livro. O protagonista, para não perder muito tempo na pesquisa que ele achava que seria desinteressante, utiliza um recurso de ajuste temporal: ele passará uma semana pesquisando o povo, mas apenas 24 horas passarão para as outras pessoas. Não lembro agora se isso significava uma viagem no tempo ou se ele estaria "acelerado", mas chamou a atenção.
Terminando, três resenhas para vocês. Todas com spoilers.
Republibot.com: The novel is enjoyable, brief, and worth reading, just not as powerful as Delany’s later works.
O legal desta resenha é que o cara também comenta sobre o autor zuando o personagem, dele não ter prestado a devida atenção ao que foi dito a ele naquele momento. Realmente, foi uma passagem divertida. Se isso for uma marca do autor, preciso ler mais Samuel Delany.
Omphalos' SF Book Reviews: My recommendation is that you read every word Delany ever wrote, but if you do decide to pick and choose, this one should be on your list.
For the birds: Delany is a transcendental writer in the best sense of the word.
OBS: achei o texto desta resenha legal, mas note que a frase que virou link nem é sobre o livro em si. Acho que o texto foi escrito por um professor de literatura. É meio viajante. Mas achei interessante, então cá está.
[ATUALIZAÇÃO]: algo que só descobri bem depois de ter lido o livro e feito a postagem, e esqueci de voltar para comentar... O livro existe em português. Saiu pela Edições de Ouro (futura Ediouro) no final dos anos 70, devidamente traduzido - "A Balada de Beta-2". É um daqueles brancos, com FANTASTIC escrito na capa. É tanta coisa na capa que fica complicado dizer qual a série, coleção, ou sei lá. A Traça descreveu como "Coleção: Infinitus - Fantastic, F37 - Categoria Copa, nº 587" e ainda tem um "Alto Nível" escrito no canto... seja lá o que isso for. Quem não sabe inglês, não tem desculpa agora!]
Páginas: 124 -- Ano livro / história: 1971 / 1965
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Contexto: a humanidade lançou uma esquadra de 10 naves geracionais para colonizar o espaço mas, logo depois, descobre como viajar acima da velocidade da luz e coloniza o cosmos. Enquanto isso, as 10 naves fazem o percurso da forma mais longa possível. Muito tempo depois, quando elas finalmente chegam ao planeta inóspito que deveriam colonizar (na verdade, duas delas nunca chegaram), a humanidade já está lá faz tempo e olha torto para aquele povinho primitivo (o "povo das estrelas"), que praticamente voltou ao barbarismo durante o trajeto, e os deixam orbitando um planetinha qualquer, para que vivam lá sem incomodar e sejam esquecidos. Que é o que eles queriam também. Nem sair das naves eles saíram.
A história: um aluno de antropologia, à contragosto, é incumbido pelo professor de uma atividade um tanto banal, mas o professor insiste justamente por ser algo que nunca foi dada a devida atenção: pesquisar os tais "star folk". O aluno protesta, alegando que o povinho é tão vagabundo, que mesmo passando tanto tempo isolado, nunca criou nada de diferente nem deu nenhuma contribuição às artes, poesia, música, etc. E o professor resolve fazer o aluno pesquisar justamente seguindo esta linha. E lá vai o sujeito, de cara amarrada, fazer o trabalho de campo.
Opinião: essa conversa entre os dois ocupa o 1º capítulo inteiro, que são só 5 páginas. E foi o suficiente para me deixar bem curioso. [mas eu sou suspeito, porque quase fui professor de História] [e pena que seria crime eu colocar isso no ar, mas fica a recomendação de vocês irem atrás. Dá para achar o livro em forma digital sem dificuldade na net. E aí depois de lerem as 5 primeiras páginas e ficarem curiosos, comprem e leiam o livro.]
No começo do capítulo seguinte temos o aluno lendo o principal poema deste povo, do pouco que já foi pesquisado. E em seguida fazendo suas análises iniciais de partes que obviamente foram transcritas com erro, e rearrumando alguns termos. E finalmente, ele vai até o tal povinho para melhor pesquisar. Segue a parte principal do poema:
She walked through the gates and the children cried,
She walked through the Market and the voices died,
She walked past the court house and the judge so still,
She walked to the bottom of Death's Head hill...
O legal é que só vamos descobrindo a forma correta do poema a medida que o aluno vai também entendendo melhor o contexto e as analogias. No começo o aluno crê que o povo só fazia canções repetindo temas de quando moravam na Terra, como cidades, desertos e areia, mesmo quando nada disso mais existia para eles. Mas vamos aos poucos, junto ao protagonista, descobrindo o que queriam dizer esses termos para eles.
E vamos também resolvendo o mistério do que aconteceu com a nave Beta-2 e o que diabos aconteceu com elas no caminho.
Fazia tempo que eu não pegava um livro e ficava com vontade de terminá-lo numa única sentada (o livo é fino, até dá para fazer). Eu realmente fiquei curioso em saber o que deu errado, entender do que os personagens e suas gírias antigas (no universo do livro) falavam e, assim como o protagonista, tirar sentido da balada.
Uma coisa legal é que a narração as vezes dizia coisas como "E Joneny, em seu medo e preocupação, não percebeu naquela resposta, a dica para outras respostas que ele buscava." Ou seja, o autor descaradamente nos avisando (os leitores) de que ali foi dito algo importante, e não só o protagonista, mas nós também não percebemos. Uma outra passagem divertida é quando o protagonista entende, complemente errado, palavras normais para nós, mas antigas e desconhecidas para ele. [e eu preciso descobrir mais livros de FC com situações lingüísticas como tema, foi um enredo bem interessante]
Claro, nem tudo são flores no livro. O protagonista em si começa a fazer as suas pesquisas nas naves abandonadas em órbita, começando pelas vazias, justamente para tentar ter o menos contato possível com o tal povo que saiu delas; e, no final, é só até onde ele chega mesmo. Eu fiquei curioso em saber em que estado estava a população e a cultura dos sobreviventes.
Boa parte da história é contada através de gravações antigas da nave, mas a nave ainda ficou muito tempo no espaço depois daquilo e antes de chegar ao destino, então, de certa forma, não ficamos sabendo no que deu, socialmente falando, os acontecimentos que acompanhamos. O livro dá uma rápida mostra, mas eu queria mais.
E, claro, tem a "criança mágica". Além do pesquisador (e do professor, mas só nas primeiras páginas), e dos personagens que conhecemos através das gravações (mortos faz muito tempo), só há um outro: uma misteriosa criança que vive nas carcaças das naves, sem nem precisar de oxigênio e comida (ou a devida pressão atmosférica). Você acostuma-se a ela, mas na hora, como eu estava interessado mais na parte de pesquisa histórica/linguística (e detetivesca) da trama, ter uma criança alienígena de olhos verdes voando em volta do personagem deu um certo choque e uma incomodada.
Perdeu um pouco do charme, mas ainda foi um livro cuja premissa inicial foi interessante o suficiente para prender a atenção (com ou sem criança, e apesar da capa horrenda). Há também alguns tons religiosos na história, mas nada que chame a atenção se você não estiver preocupado com isso.
E um detalhe bobo, rapidamente citado no texto, mas achei uma tecnologia interessante no universo do livro. O protagonista, para não perder muito tempo na pesquisa que ele achava que seria desinteressante, utiliza um recurso de ajuste temporal: ele passará uma semana pesquisando o povo, mas apenas 24 horas passarão para as outras pessoas. Não lembro agora se isso significava uma viagem no tempo ou se ele estaria "acelerado", mas chamou a atenção.
Terminando, três resenhas para vocês. Todas com spoilers.
Republibot.com: The novel is enjoyable, brief, and worth reading, just not as powerful as Delany’s later works.
O legal desta resenha é que o cara também comenta sobre o autor zuando o personagem, dele não ter prestado a devida atenção ao que foi dito a ele naquele momento. Realmente, foi uma passagem divertida. Se isso for uma marca do autor, preciso ler mais Samuel Delany.
Omphalos' SF Book Reviews: My recommendation is that you read every word Delany ever wrote, but if you do decide to pick and choose, this one should be on your list.
For the birds: Delany is a transcendental writer in the best sense of the word.
OBS: achei o texto desta resenha legal, mas note que a frase que virou link nem é sobre o livro em si. Acho que o texto foi escrito por um professor de literatura. É meio viajante. Mas achei interessante, então cá está.
[ATUALIZAÇÃO]: algo que só descobri bem depois de ter lido o livro e feito a postagem, e esqueci de voltar para comentar... O livro existe em português. Saiu pela Edições de Ouro (futura Ediouro) no final dos anos 70, devidamente traduzido - "A Balada de Beta-2". É um daqueles brancos, com FANTASTIC escrito na capa. É tanta coisa na capa que fica complicado dizer qual a série, coleção, ou sei lá. A Traça descreveu como "Coleção: Infinitus - Fantastic, F37 - Categoria Copa, nº 587" e ainda tem um "Alto Nível" escrito no canto... seja lá o que isso for. Quem não sabe inglês, não tem desculpa agora!]
domingo, 24 de novembro de 2013
The Day of the Doctor
Meninos, EU VI! [gente velha vai pegar a referência cretina, rs!] E não vou resenhar nem fazer uma postagem [acabou virando uma, porque ficou longo] só dizer que foi uma divertidíssima homenagem para os fãs.
De: Steven Moffat -- Com: Matt Smith (o Doutor atual), David Tennant (o Doutor anterior), John Hurt (o Doutor retroativo), Jenna Coleman (a acompanhante), Billie Piper (o clipe falante), Joanna Page (a rainha), Jemma Redgrave (a chefe da UNIT) e Ingrid Oliver (a asmática). -- Ano: 2013 -- Duração: 1h17min -- País: Inglaterra
Pelos trailers (vide postagem anterior), eu esperava que fossem puxar para um lado mais dramático voltado para o canône, focado na história da Guerra em si - sim, ela é um dos fios condutores - mas o que fizeram foi juntar 2 dos doutores atuais (uma pena o Eccleston não ter aparecido), um terceiro +/- novo, uma ponta de um dos antigos, e uma micro-ponta do próximo [isso é spoiler, mas quem tinha essa preocupação, já viu o filme a essa hora], tudo isso misturado com MUITA piada interna e muita fofura e carinho com, e entre, os personagens (e atores).
A história em si não é muito profunda (*) (principalmente a trama de apoio, envolvendo a rainha e vilões com cara de monstros do Jaspion) [mas eles já tinham aparecido antes na série, então respeitaram a aparência] e foi um baita retcon de muita coisa, mas... Dane-se! Foi excelente, espetacular, e EU ESTAVA LÁ! Foi uma sessão super divertida e emocionante. [mas não a ponto de chorar, como alguns fãs]
(*) mas lembrem-se do que eu falei na outra postagem sobre isso, Doctor Who não é sobre criar enredos complicados e te fazer quebrar a cabeça para acompanhar. Doctor Who é sobre os personagens. O resto é pano de fundo.
Ah, e os fãs. Parte de toda diversão foi a sessão lotada, só com fãs igualmente malucos pela série, que reconheciam e entendiam cada zuação. [e se acabavam com elas] Eu até esperava gente um pouco mais esquisita, algum cosplay, mas até que se comportaram. Tinha um cara com um capa estilo Matrix [hein?], outro sujeito com marcações na pele [estilo os episódios do arco dos Silence] uma garota de chapéu e casaco marrom, ambos com detalhes em verde brilhante [não sei se aquilo era algum personagem das antigas de Doctor Who, dos atuais não pareceu], uma garota com uma TARDIS de papelão na cabeça, e uma adorável ruivinha [o cabelo parecia meio cor de rosa, na verdade] de terno laranja e gravata brilhante. [novamente, não sei se aquilo era cosplay de Doctor Who, ou de *qualquer* coisa]
No final da sessão, quando eu pude vê-la melhor, eu dei uma rápida geral de cima abaixo nela, e que ela rapidamente me viu fazer também, e se você [a maluquinha de cabelo ruivo/rosa] está aqui lendo isso, não se preocupe, não estava pensando mal de você, nem julgando nem nada, estava uma graça. Meu sorriso era de "Que fofo!" e não de "Só dá maluco..." [bem... essa barca já tinha partido de qualquer jeito].
Ah, e se a "fã que perdeu a chave-de-fenda sônica da River que comprou na Inglaterra" estiver por aqui, dá um Oi! e diz se achou, fiquei curioso.
E os miados... Ah, os miados. Muito divertido. Cada fofura, aparição, troca de olhares, piada, drama, etc... Metade das garotas da sala soltavam um mio, que eu não sei como elas fazem. Aquele som feminino, típico de adolescente, de quando o cantor andrógino da moda olha do palco na direção delas e dá uma piscada. Mas a sessão certamente não seria a mesma se não estivesse *lotada* dessa gente. Foi uma boa coisa só ter tido um único dia, nenhum fã ficou com vontade de esperar uma sessão melhor, num dia mais calmo, num outro horário, ou algum descrente resolveu ver só para fazer hora... Não! Todos os doidos tiveram que se reunir de uma vez só.
Resumindo em uma palavra, a sessão (filme e fãs) foi BRILHANTE!
De: Steven Moffat -- Com: Matt Smith (o Doutor atual), David Tennant (o Doutor anterior), John Hurt (o Doutor retroativo), Jenna Coleman (a acompanhante), Billie Piper (o clipe falante), Joanna Page (a rainha), Jemma Redgrave (a chefe da UNIT) e Ingrid Oliver (a asmática). -- Ano: 2013 -- Duração: 1h17min -- País: Inglaterra
Pelos trailers (vide postagem anterior), eu esperava que fossem puxar para um lado mais dramático voltado para o canône, focado na história da Guerra em si - sim, ela é um dos fios condutores - mas o que fizeram foi juntar 2 dos doutores atuais (uma pena o Eccleston não ter aparecido), um terceiro +/- novo, uma ponta de um dos antigos, e uma micro-ponta do próximo [isso é spoiler, mas quem tinha essa preocupação, já viu o filme a essa hora], tudo isso misturado com MUITA piada interna e muita fofura e carinho com, e entre, os personagens (e atores).
A história em si não é muito profunda (*) (principalmente a trama de apoio, envolvendo a rainha e vilões com cara de monstros do Jaspion) [mas eles já tinham aparecido antes na série, então respeitaram a aparência] e foi um baita retcon de muita coisa, mas... Dane-se! Foi excelente, espetacular, e EU ESTAVA LÁ! Foi uma sessão super divertida e emocionante. [mas não a ponto de chorar, como alguns fãs]
(*) mas lembrem-se do que eu falei na outra postagem sobre isso, Doctor Who não é sobre criar enredos complicados e te fazer quebrar a cabeça para acompanhar. Doctor Who é sobre os personagens. O resto é pano de fundo.
Ah, e os fãs. Parte de toda diversão foi a sessão lotada, só com fãs igualmente malucos pela série, que reconheciam e entendiam cada zuação. [e se acabavam com elas] Eu até esperava gente um pouco mais esquisita, algum cosplay, mas até que se comportaram. Tinha um cara com um capa estilo Matrix [hein?], outro sujeito com marcações na pele [estilo os episódios do arco dos Silence] uma garota de chapéu e casaco marrom, ambos com detalhes em verde brilhante [não sei se aquilo era algum personagem das antigas de Doctor Who, dos atuais não pareceu], uma garota com uma TARDIS de papelão na cabeça, e uma adorável ruivinha [o cabelo parecia meio cor de rosa, na verdade] de terno laranja e gravata brilhante. [novamente, não sei se aquilo era cosplay de Doctor Who, ou de *qualquer* coisa]
No final da sessão, quando eu pude vê-la melhor, eu dei uma rápida geral de cima abaixo nela, e que ela rapidamente me viu fazer também, e se você [a maluquinha de cabelo ruivo/rosa] está aqui lendo isso, não se preocupe, não estava pensando mal de você, nem julgando nem nada, estava uma graça. Meu sorriso era de "Que fofo!" e não de "Só dá maluco..." [bem... essa barca já tinha partido de qualquer jeito].
Ah, e se a "fã que perdeu a chave-de-fenda sônica da River que comprou na Inglaterra" estiver por aqui, dá um Oi! e diz se achou, fiquei curioso.
E os miados... Ah, os miados. Muito divertido. Cada fofura, aparição, troca de olhares, piada, drama, etc... Metade das garotas da sala soltavam um mio, que eu não sei como elas fazem. Aquele som feminino, típico de adolescente, de quando o cantor andrógino da moda olha do palco na direção delas e dá uma piscada. Mas a sessão certamente não seria a mesma se não estivesse *lotada* dessa gente. Foi uma boa coisa só ter tido um único dia, nenhum fã ficou com vontade de esperar uma sessão melhor, num dia mais calmo, num outro horário, ou algum descrente resolveu ver só para fazer hora... Não! Todos os doidos tiveram que se reunir de uma vez só.
Resumindo em uma palavra, a sessão (filme e fãs) foi BRILHANTE!
domingo, 10 de novembro de 2013
Rico Slade Will Fucking Kill You
Eu costumo colocar as capas de livro e cartazes sempre +/- no mesmo tamanho [217 de altura, sem margens, que fica bem no Firefox, mas depois descobri que nem tanto no Chrome, no IE e no Comodo Dragon, ou seja, em lugar nenhum quase], mas esse livro agora não só eu não quero falar muito, porque ele é fino e não quero estragar a história toda, como ele ainda tem um nome e capa tão escrotamente divertidos, que será com ela que vou gastar o espaço hoje:
Autor: Bradley Sands
Editora: Lazy Fascist Press / Eraserhead Press
Páginas: 114 -- Ano: 2011 -- ISBN: 978-1-936383-47-4
Tamanho: A5 (metade de uma folha de papel normal)
A história: ... Opa! Aqui já entra um aviso, eu darei a sinopse do livro sem nenhum tipo de spoiler real, mas... eu li o livro sem saber NADA dele fora a chamada oficial (em itálico ao final da postagem ou no link da Lazy Fascist logo acima). A sinopse em si entrega algo que você fica sabendo já na 1ª linha da 7ª página [acabei de contar], então não é nenhum tipo de surpresa ou reviravolta final, mas... como eu li o livro sem saber nem isso, caso vocês também prefiram desta forma, pulem para a linha pontilhada.
Então...
A história: temos um ator (era essa a "surpresa"), famoso pelo papel de personagem musculoso, cabeludo e brucutu em vários filmes, que luta contra vilões que querem dominar o mundo. Uma boa comparação talvez fosse uma junção de Comando para Matar com 007. E certo dia o cara surta! Começa a achar que ele é o personagem, se irrita com praticamente tudo e todos a sua volta, e sai degolando gargantas, chutando mulheres e explodindo lojinhas. Mas...
Agora, outro aviso, o que vou dizer abaixo sim, pode ser considerado spoiler mas, novamente, você fica sabendo tão cedo na história, que talvez não seja na verdade... Bem, não querendo saber, de novo, fica a dica de ir para a linha pontilhada.
... não é bem assim.
Na passagem da lojinha, por exemplo, o sujeito fica puto com a atendente, volta para sua Ferrari e a joga através da vitrine, daí sai andando em câmera lenta enquanto o lugar explode, e empregados e clientes queimam. No capítulo seguinte acompanhamos o psicólogo do sujeito, e num dado momento é anunciado na TV que um careca mal vestido jogou o carro dentro de uma loja, mas, felizmente, não houveram feridos. A parte de ser uma Ferrari era verdade pelo menos.
Então uma coisa é a história que o personagem acredita estar vivendo em seu ataque de fúria nem tão furioso quanto ele acha. Outra é a historia real, que mesmo não sendo devaneio, é bastante bizarra por si só.
• • • • • • • • • o "não-spoiler" e o "mais ou menos spoiler" terminam aqui • • • • • • • • •
É um livro bem engraçado. Tanto os capítulos do Rico Slade, como os do psicólogo, que na prática é o co-protagonista, já que eles revesam capítulos e metade do livro é com o sujeito. Assim, de cabeça, dele me recordo do capítulo envolvendo o golfista e "comentários culturalmente insensíveis", por ex.
O lado ruim é que o livro é fino. Assim como o Shatnerquake, o livro inteiro é na verdade um conto. E nem todos irão querer pagar R$ 25 para ter um livro de 90 páginas (em letras grandes, e há um capítulo inteiro que é uma única palavra) [lá no alto eu digo que são 114 páginas, e são mesmo, mas há 12 só com anúncios de outros livros da editora, mas que, diga-se de passagem, ler os títulos e suas descrições é outra diversão], ou R$ 11 para só ler sem nem ter o livro de verdade. Mas pense assim: um ingresso de cinema custa algo entre R$ 20 e R$ 40 e te diverte (ou não) por duas horas. Esse livro faz o mesmo, mas você ainda passará a ter na sua estante uma capa como a acima. É um plano perfeito.
E dá fácil para imaginar o livro como um filme ao lê-lo, por mais que a história não tenha sido feita pensando no Arnold, ele encaixou como uma luva. Eu li o livro em 3 sentadas e, antes a última, assisti uma reprise de O Sexto Dia [um filme bem idiota, mas uma boa e bem feita diversão] e novamente, o jeitão brucutu bem humorado dele pareceu encaixar feito uma luva. Na minha cabeça, bem melhor que The Rock, como numa entrevista dada pelo autor. Sei lá, o Dwayne é novo demais ainda a meu ver, e não tem o jeito bonachão do Arnold. OBS: a entrevista que mencionei dá os mesmos "spoilers" que comentei acima, então se você os pulou, não a leia. Caso contrário...
Bradley Sands – The Man Who Created Rico Slade.
E para fechar, a sinopse oficial (onde o título passa a fazer mais sentido):
What the crap is Arnold Schwarzenegger doing on the cover of Rico Slade's book? This is Rico Slade's goddamn book. Rico Slade is not a body builder, an actor, or a governor. Rico Slade is an action hero.
Rico Slade doesn't care about the political climate. Rico Slade has an advanced degree in badassery. Rico Slade's favorite food is the honey-roasted peanut. Rico Slade can rip out a throat with his bare hands.
But Rico Slade has a problem. His arch-nemesis, Baron Mayhem, is threatening to drop a bomb on the Earth that will kill every human being except himself while leaving the world's currency intact. To save the planet, Rico Slade must journey across Hollywood to find Baron Mayhem. Unfortunately, Rico Slade's crime fighting style involves ripping out the throat of anyone who gets in his way, including grandmothers and Midwestern tourists.
As Rico Slade leaves Hollywood in ruins, the only person who can stop him from destroying the city is his Jewish psychologist, Harold Schwartzman. Until he does, Rico Slade will kill as many people as it takes to thwart Baron Mayhem's evil scheme. Rico Slade will fucking kill everyone.
RICO SLADE WILL FUCKING KILL YOU.
E terminando, 3 rápidas resenhas. Todas com vários spoilers, estejam avisados:
Mythos flavored blog: "(...) so brilliant and so fun you will not be able to stop reading it."
Dangerous Dan's book blog: "(...) a hilarious tale (...) isn't for everyone, though."
Sheldon Nylander: "Hillarious! (...) an enjoyable and downright fun read (...)"
Autor: Bradley Sands
Editora: Lazy Fascist Press / Eraserhead Press
Páginas: 114 -- Ano: 2011 -- ISBN: 978-1-936383-47-4
Tamanho: A5 (metade de uma folha de papel normal)
A história: ... Opa! Aqui já entra um aviso, eu darei a sinopse do livro sem nenhum tipo de spoiler real, mas... eu li o livro sem saber NADA dele fora a chamada oficial (em itálico ao final da postagem ou no link da Lazy Fascist logo acima). A sinopse em si entrega algo que você fica sabendo já na 1ª linha da 7ª página [acabei de contar], então não é nenhum tipo de surpresa ou reviravolta final, mas... como eu li o livro sem saber nem isso, caso vocês também prefiram desta forma, pulem para a linha pontilhada.
Então...
A história: temos um ator (era essa a "surpresa"), famoso pelo papel de personagem musculoso, cabeludo e brucutu em vários filmes, que luta contra vilões que querem dominar o mundo. Uma boa comparação talvez fosse uma junção de Comando para Matar com 007. E certo dia o cara surta! Começa a achar que ele é o personagem, se irrita com praticamente tudo e todos a sua volta, e sai degolando gargantas, chutando mulheres e explodindo lojinhas. Mas...
Agora, outro aviso, o que vou dizer abaixo sim, pode ser considerado spoiler mas, novamente, você fica sabendo tão cedo na história, que talvez não seja na verdade... Bem, não querendo saber, de novo, fica a dica de ir para a linha pontilhada.
... não é bem assim.
Na passagem da lojinha, por exemplo, o sujeito fica puto com a atendente, volta para sua Ferrari e a joga através da vitrine, daí sai andando em câmera lenta enquanto o lugar explode, e empregados e clientes queimam. No capítulo seguinte acompanhamos o psicólogo do sujeito, e num dado momento é anunciado na TV que um careca mal vestido jogou o carro dentro de uma loja, mas, felizmente, não houveram feridos. A parte de ser uma Ferrari era verdade pelo menos.
Então uma coisa é a história que o personagem acredita estar vivendo em seu ataque de fúria nem tão furioso quanto ele acha. Outra é a historia real, que mesmo não sendo devaneio, é bastante bizarra por si só.
• • • • • • • • • o "não-spoiler" e o "mais ou menos spoiler" terminam aqui • • • • • • • • •
É um livro bem engraçado. Tanto os capítulos do Rico Slade, como os do psicólogo, que na prática é o co-protagonista, já que eles revesam capítulos e metade do livro é com o sujeito. Assim, de cabeça, dele me recordo do capítulo envolvendo o golfista e "comentários culturalmente insensíveis", por ex.
O lado ruim é que o livro é fino. Assim como o Shatnerquake, o livro inteiro é na verdade um conto. E nem todos irão querer pagar R$ 25 para ter um livro de 90 páginas (em letras grandes, e há um capítulo inteiro que é uma única palavra) [lá no alto eu digo que são 114 páginas, e são mesmo, mas há 12 só com anúncios de outros livros da editora, mas que, diga-se de passagem, ler os títulos e suas descrições é outra diversão], ou R$ 11 para só ler sem nem ter o livro de verdade. Mas pense assim: um ingresso de cinema custa algo entre R$ 20 e R$ 40 e te diverte (ou não) por duas horas. Esse livro faz o mesmo, mas você ainda passará a ter na sua estante uma capa como a acima. É um plano perfeito.
E dá fácil para imaginar o livro como um filme ao lê-lo, por mais que a história não tenha sido feita pensando no Arnold, ele encaixou como uma luva. Eu li o livro em 3 sentadas e, antes a última, assisti uma reprise de O Sexto Dia [um filme bem idiota, mas uma boa e bem feita diversão] e novamente, o jeitão brucutu bem humorado dele pareceu encaixar feito uma luva. Na minha cabeça, bem melhor que The Rock, como numa entrevista dada pelo autor. Sei lá, o Dwayne é novo demais ainda a meu ver, e não tem o jeito bonachão do Arnold. OBS: a entrevista que mencionei dá os mesmos "spoilers" que comentei acima, então se você os pulou, não a leia. Caso contrário...
Bradley Sands – The Man Who Created Rico Slade.
E para fechar, a sinopse oficial (onde o título passa a fazer mais sentido):
What the crap is Arnold Schwarzenegger doing on the cover of Rico Slade's book? This is Rico Slade's goddamn book. Rico Slade is not a body builder, an actor, or a governor. Rico Slade is an action hero.
Rico Slade doesn't care about the political climate. Rico Slade has an advanced degree in badassery. Rico Slade's favorite food is the honey-roasted peanut. Rico Slade can rip out a throat with his bare hands.
But Rico Slade has a problem. His arch-nemesis, Baron Mayhem, is threatening to drop a bomb on the Earth that will kill every human being except himself while leaving the world's currency intact. To save the planet, Rico Slade must journey across Hollywood to find Baron Mayhem. Unfortunately, Rico Slade's crime fighting style involves ripping out the throat of anyone who gets in his way, including grandmothers and Midwestern tourists.
As Rico Slade leaves Hollywood in ruins, the only person who can stop him from destroying the city is his Jewish psychologist, Harold Schwartzman. Until he does, Rico Slade will kill as many people as it takes to thwart Baron Mayhem's evil scheme. Rico Slade will fucking kill everyone.
RICO SLADE WILL FUCKING KILL YOU.
E terminando, 3 rápidas resenhas. Todas com vários spoilers, estejam avisados:
Mythos flavored blog: "(...) so brilliant and so fun you will not be able to stop reading it."
Dangerous Dan's book blog: "(...) a hilarious tale (...) isn't for everyone, though."
Sheldon Nylander: "Hillarious! (...) an enjoyable and downright fun read (...)"
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Bitch Slap
Eu não vou resenhar este filme, já o vi faz muito tempo. Mas fica a sugestão como algo para verem sem absolutamente nenhuma expectativa (fora a de ser um filme extremamente cretino), quando você não tiver nenhuma idéia melhor e algo com mulheres peitudas e o Kevin Sorbo (você sabe quem é, assuma!) não soar uma sugestão ruim.
Eu lembro que me diverti. Lembrei deste filme agora pesquisando sobre a definição de dicionário da expressão e esbarrei no vídeo abaixo. Muito bom. Deu até vontade de rever o filme. Na pior hipótese, pelo menos vejam o vídeo, é divertido por si só.
E depois do vídeo abaixo, leiam as opiniões e resenhas dos usuários no IMDB (a maioria raivosa), e se depois disso tudo você não ficar curioso... [provavelmente significa que têm bom gosto para filmes ou mais o que fazer da vida, mas não isso vem ao caso]
Se preferirem o trailer de verdade, segue o link.
E alguns dados técnicos, só para manter a tradição das postagens cinematográficas:
Nome nacional [só descobri que tinha agora, na época que vi não existia]: Perigosas
O nome em Portugal é igualmente ruim: Mulheres Rebeldes
De: Rick Jacobson (de O Bebê Maldito 2 e Cleopatra 2525)
Com: Julia Voth (+/- de Resident Evil), Erin Cummings (+/- de Jornada nas Estrelas: Enterprise), America Olivo (de Sexta-Feira 13, parte 12: O Reboot e +/- de Homem de Ferro), Michael Hurst, Kevin Sorbo, Lucy Lawless e Renée O'Connor (todos de Hércules e/ou Xena), Zoë Bell (+/- de Django Livre e de Oblivion), Debbie Lee Carrington (+/- de Guerra nas Estrelas) e Minae Noji (do futuro As Tartarugas Ninjas 4).
Duração: 1h49min. -- Ano: 2009
Eu lembro que me diverti. Lembrei deste filme agora pesquisando sobre a definição de dicionário da expressão e esbarrei no vídeo abaixo. Muito bom. Deu até vontade de rever o filme. Na pior hipótese, pelo menos vejam o vídeo, é divertido por si só.
E depois do vídeo abaixo, leiam as opiniões e resenhas dos usuários no IMDB (a maioria raivosa), e se depois disso tudo você não ficar curioso... [provavelmente significa que têm bom gosto para filmes ou mais o que fazer da vida, mas não isso vem ao caso]
Se preferirem o trailer de verdade, segue o link.
E alguns dados técnicos, só para manter a tradição das postagens cinematográficas:
Nome nacional [só descobri que tinha agora, na época que vi não existia]: Perigosas
O nome em Portugal é igualmente ruim: Mulheres Rebeldes
De: Rick Jacobson (de O Bebê Maldito 2 e Cleopatra 2525)
Com: Julia Voth (+/- de Resident Evil), Erin Cummings (+/- de Jornada nas Estrelas: Enterprise), America Olivo (de Sexta-Feira 13, parte 12: O Reboot e +/- de Homem de Ferro), Michael Hurst, Kevin Sorbo, Lucy Lawless e Renée O'Connor (todos de Hércules e/ou Xena), Zoë Bell (+/- de Django Livre e de Oblivion), Debbie Lee Carrington (+/- de Guerra nas Estrelas) e Minae Noji (do futuro As Tartarugas Ninjas 4).
Duração: 1h49min. -- Ano: 2009
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