terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ted

Nome original: Ted
Duração: 1h46min  --  Ano: 2012  -- Trailer 1 e Trailer 2
De: Seth MacFarlane (dentre outras coisas, criador do Frango Robô) [Burro pra cacete! Esse é o Seth Green! E para piorar, estava confundindo o Green com o Seth Rogen! Ok, agora vai certo:] (criador de Uma Família da Pesada) [obs: mas o link que coloquei no Frango ainda vale a visita]
Com: Mark Wahlberg (o ex-rapper Marky Mark do Marky Mark And The Funky Bunch) [se você é novinho e não sabia, isso é real], Mila Kunis (para quem viu o filme e ficou curioso, a ascendência dela é ucraniana - Мілена Куніс, Mila é apelido de Milena) [achava ela muito esquisita no That 70's Show, mas ficou muito gata depois de velha], Seth MacFarlane (além de diretor, ele é a voz do urso), Joel McHale (o cara de Community, que acabei de descobrir que NÃO ERA o Titus) [putz, são muito iguais], Giovanni Ribisi (de muitos seriados e filmes; ele fez o irmão da Phoebe em Friends, por exemplo), Jessica Barth (a namorada do urso, não conheço de nenhum lugar), Laura Vandervoort (a alien, filha da Morena Baccarin em V, que faz uma ponta mínima, mas ela é muito bonitinha, merecia ser citada) e mais alguns famosos em rápidas aparições (e a narração) que não vou entregar para não tirar as surpresas.

Vamos lá, primeiro o óbvio: quem gosta da Uma Família da Pesada (Family Guy) gostará do filme. Talvez não, nunca se sabe, mas a chance é muito grande. O senso de humor idiota e surreal está lá. O Ted é um misto do Stewie Griffin, do Brian e até do Roger (American Dad!, do mesmo criador). O que convenhamos, é uma comparação muito fácil de fazer. Mas está lá. Algo que eu não lembrei na hora, ainda bem, é que a Mila Kunis é a dubladora da Meg. Mas ela fala tão pouco nos episódios, que a voz não ficou na cabeça. Teria sido estranho imaginar a Meg ali.

A história: um garotinho sem amigos pede, para uma estrela cadente no Natal, um amigo para sempre. Na verdade, acho que ele pede especificamente para o ursinho de pelúcia que ele ganhou (e que só fala algumas frases gravadas) ser de verdade [não lembro bem, esse é o mal de escrever isso 2 semanas depois de ter visto o filme...]. A estrela (ou Deus, ou Gnomos do Além, não importa) atende o pedido. E o ursinho ganha vida. Depois disso o filme pula 20 anos e acompanhamos o sujeito tentando se acertar com a namorada e ainda vivendo com o ursinho como colega de quarto.

Comentário solto, se esse filme tivesse sido feito nos anos 80, imaginaria fácil o urso sendo substituído pelo Danny DeVito (só espero que não vestido de urso...). O urso me lembrou muito o tipo de papel que o DeVito costumava fazer.

Algo que eu achei legal é que, quando ele surge, quando o Ted ganha vida, as pessoas NÃO levam numa boa um urso de brinquedo falante, como se fosse corriqueiro e como ocorre nos desenhos (com animais). Os primeiros minutos do filme mostram justamente o espanto que ele causa no mundo; mas aí o tempo passa, a novidade passa, e ele leva uma vida normal na medida do possível.

Outra coisa interessante do filme é que ele realmente tem uma história. Surtada e cheia de piadas vulgares e drogas, mas tem. Não é só uma seqüência de piadas mal costuradas como eu imaginei. Tem momentos tristes até.
Já as piadas, atentem que a grande maioria são referenciais, só terão graça se você souber do que eles estão falando ou, quando não são, um senso de humor ruim da idéia é bem-vindo. É um filme adulto, e mesmo assim não é para todos. Mas como eu disse... agradará aos fãs de Uma Família da Pesada. [claro, há piadas ruins, eu, por exemplo, nunca ri de uma piada de gases ... não é nenhum trauma nem nada, mas flatulência é o tipo de humor que eu considero "coisa de americano" e espero a piada seguinte]

Há referências que só um americano para entender melhor, mas dá para se divertir bastante. Mas não sei qual seria o nível de divertimento de uma pessoa "comum", que não reconhecesse Flash Gordon logo de cara, por exemplo.

Bem, qualquer coisa deve ser melhor que o deputado [termo auto-censurado para eu não ser processado] que, depois de levar o filho de 11 anos para ver um filme com censura 16, resolveu que a opinião [censurado] dele é a única que importa e quis proibir o filme. [Censurado]! O mundo está cheio deles. Ele desistiu de tentar proibir o filme (adoraria tê-lo visto tentar, e ser avacalhado nacional e mundialmente), mas esse tipo de [censurado] não some só porque o cara viu que não conseguiria nada. A [censurado] dele está lá ainda, só esperando a chance. Guardem o nome (outro link), para nunca votar num sujeito com esse tipo de mentalidade.

Sim, é um filme agressivo... Mas também o são todas as piadas de humor negro do planeta. Seria meio difícil censurar todas elas.

Bem, não consigo imaginar muito o que escrever, e como estamos falando de um urso de pelúcia falante e desbocado, não dá para ficar filosofando ou buscando buracos no roteiro... Bem, uma falha do roteiro, sendo chato, é que no final, o cara deveria ser preso sim. Passaram-se 20 anos e o urso nunca exigiu reconhecimento de sua sapiência/senciência? Ok, ele não tem impressões digitais... Mas deveria ter sua cidadania já reconhecida. Mas esse tipo de coisa é complicar demais a lógica do filme, que é só uma excelente comédia cretina. Pode ver, mas não levem seus filhos pequenos.

E agora, como quase sempre, resenha dos outros: [sim, só boas. deu algum trabalho achar críticas ruins e, as que vi, não achei interessantes]
ScoreTrackNews: "(...) uma das mais agradáveis e inventivas comédias do ano."
Omelete: "Ted consegue arrancar do público boas gargalhadas."
CBS News: não é uma resenha, são várias rápidas críticas.
Daily Mail UK: "one-joke movie, but the joke is funny (...)"
Estação Geek: "(...) a melhor comédia do ano até o momento."

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Guerra nas Estrelas - A Ordem Machete

Momento mega-nerd... Mas esbarrei nisso agora (indiretamente, via xkcd) e tenho que admitir, o cara é um gênio (e um grande desocupado).

É um dilema nerd responder: Em que ordem eu devo ver Guerra nas Estrelas?
A tentação de dizer "Veja os 3 originais e pare" é grande. Há muitos artigos sobre o tema (exemplo). Mas acabarão vendo os novos também e a última lembrança deles serão 3 filmes merdas. E ver os 3 novos antes estraga muita coisa dos clássicos (e não falo só da surpresa no final do O Império Contra-Ataca, falo de todos os personagens mesmo. Que merda seria saber que dentro da armadura do Darth Vader estava um sujeito emo de 40 anos, e não um guerreiro corrompido de bem mais idade, por exemplo)

Pois bem, um sujeito bolou uma alternativa - e a explica tim-tim por tim-tim.
A ordem é: IV - V - II - III - VI
Sim, sem o I, e FEZ um sentido absurdo.
O filme não está sendo cortado só de birra. Vejam a postagem original:
www.nomachetejuggling.com/2011/11/11/the-star-wars-saga-suggested-viewing-order

O único problema de ver nessa ordem é que, qualquer pessoa interessada em ver os 5 filmes, saberá que existe mais um. E aí a última lembrança da série para ela não será só um filme ruim, será o pior de todos.

Mas pensei na solução, você explica que existe também uma versão mais infantil de Guerra nas Estrelas e a coloca para ver o 1º filme, os desenhos, Caravana da Coragem (mas só o 1º, não conte que existe o 2º, que a sensação de avacalhação volta) e até o malfadado Especial de Natal. Ah, e o especial dos Muppets também.

PS: Muito maneiro... Cérebros nerds funcionam parecido. Estava no meio do texto original quando vim  fazer a postagem, aí voltei lá e terminei de ler. O que eu acabei de escrever acima em "Mas pensei na solução... ", o cara fala no final do texto dele também.

OBS: não se assustem com o tamanho da barra de rolagem. Metade da altura da página é devido aos longuíssimos comentários. [SW tem fãs muito passionais...]

E se ainda estiverem no clima, dois artigos (aqui e aqui) comentando e defendendo a nova ordem sugerida. E achei um em português, no site da Superinteressante.

E finalmente, para termos os 2 maiores clãs nerd numa mesma postagem, achei outro artigo interessante no site do cara (que é sobre programação!): ele, que nunca se interessou por Jornada nas Estrelas, assiste e dá a sua opinião sobre os 10 primeiros filmes, um por um. (texto curto, não se preocupem).
www.nomachetejuggling.com/2009/07/22/star-trek-1-10-an-outsiders-perspective

Tenho que admitir, ele tem bons pontos. Não tenho como ter essa visão porque vi tudo na ordem, e vi os filmes já sabendo muito mais do que gostaria sobre cada personagem e o universo deles. Ele, um "de fora", teve que se arranjar só com o que foi mostrado nos filmes [mas pô, não gostar do Jornada 4 é sacanagem... tão legal].

domingo, 16 de setembro de 2012

Danger 5

Eu fui no XKCD ler tirinhas, uma linkava um vídeo sobre uma ave de rapina, passei para um vídeo de um gato encarando uma coruja, depois de um gato encarando uma águia, e... graças à magia das recomendações loucas do Youtube... DANGER 5!



O bizarro é que não é um trailer de zoação. Isso existe! (Wikipedia). É uma minissérie australiana, que passou de novembro de 2011 até abril de 2012. Os primeiros episódios podem ser vistos no próprio site oficial, os demais estão dando erro, mas podem ser todos achados no Youtube (por enquanto pelo menos).

Não assisti ainda, não sei se presta ou se é uma bomba (como parece ser o Italian Spiderman, outra minissérie da mesma equipe). Se alguém aí assistir antes de mim, comente. Mas eu *tinha* que difundir essa coisa.

PS: testei agora e joguei "Danger 5" Brasil no Google [e não, eu não estava procurando para baixar com legenda] [mesmo porque, eu sei onde achar quando preciso], e não é que achei a série sendo comentada em um site do Terra (#Pipoca Moderna) e num da Veja (Nova Temporada)! Aha! Não estou sozinho em minhas recomendações estranhas.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Enquanto Houver Natal...

Nome completo: Enquanto Houver Natal... (oito estórias de ficção científica)  --  Editora: GRD
Organização: Gumercindo Rocha Dorea
Contos de: Álvaro Malheiros, Dinah Silveira de Queiroz, Frederico Branco, Henrique Flory, Ivan Carlos Regina, Jorge Luiz Calife, José dos Santos Fernandes e Marien Calixte.
Ano: 1989  --  Páginas: 88

Livro fino, resenha rápida. Contos nacionais de FC envolvendo o Natal de alguma forma. Alguns interessantes, alguns só passáveis; mas não lembro de nenhum que tivesse achado particularmente ruim. Não achei resenhas em outros blogs (uma bem rápida, do Braulio Tavares, aqui) e como o livro não foi marcante, não serei o primeiro. Fiquei sabendo que ele existia lendo aquela típica lista de "já publicados pela gente", comum em vários livros, do "Só a Terra Permanece", edição da GRD. Aí vi na lista o "Só Sei Que Não Vou por Aí!", que eu já ouvira falar. E já que entrei na mesma hora no Estante Virtual para comprar... E esse do Natal também estava na lista... E a GRD é uma lenda entre os fãs nacionais de FC... Porque não comprá-lo? Comprei-o.
Fica a dica se verem em algum sebo por aí por um bom preço. Mas não é nada que vocês tenham que ter. E só interessante.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Rage

Site oficial: RAGE (mas achei ele fraquinho, o RAGE Wiki é mais interessante), mas no oficial recomendo irem em VIDEOS e assistirem "The Sound and Art". E no Youtube acham-se outros sobre a produção também.
Duração: aprox. 20 horas  --  Ano: 2011
Trailers: Mamãe eu sou Fallout (o jogo foi distribuído pela Bethesda, isso deve explicar) --  Comercial de TV (ficou bom, mas esse trecho de música conseguiu deixar legal até o teaser original do Quarteto Fantástico)  --  Gameplay / Resenha (da IGN)  --  E trailer final (parece pelo menos; tem a data real de lançamento, e não as datas otimistas).
Produtora: id Software (que nos trouxe Wolfenstein 3D e Doom!) (e Quake também, mas Quake não importa)
Plataformas: Windows [roda no XP!!], Mac, PS 3 e XBox 360.
Multiplayer: sim, mas nem toquei nessa parte, não falarei nada sobre ela.

Vamos lá, fazia tempo que não falava de jogo. Este me deu a curiosidade muito tempo atrás, quando saiu o chamariz conceitual [aha! inventei uma tradução para Teaser], mas esqueci dele. Outro dia vi algo sobre o jogo em algum lugar, e fui atrás.

O preço podia ter sido um pouco menor, não que a qualidade do jogo deixe a desejar, achei-a bem boa (apesar de não conseguir ligar o anti-alias sem o jogo travar), o problema é que achei o jogo curto. Terminei em 3 ou 4 finais de semana [de segunda a sexta só tenho tempo para joguinhos rápidos tipo o Limbo ou Luxor]. O jogo marca o tempo que você ficou nele e eu o completei em 22 horas nem um pouco corridas, passeando* pelo lugar. [*mais sobre isso daqui a pouco]

Voltando ao trailer, o legal é que fui procurar o tal original que eu vi... E acho que nem era desse jogo, não encontrei nada parecido. Achei um que deve ter sido o que eu vi (lá no alto, o "trailer Fallout"), pois eu lembrava claramente do "A" tomando uma porrada. (e devo ter visto este aqui também, pois lembrava de uma presença forte da cor amarela).

Mas voltemos ao jogo. Antes de mais nada, o jogo tem vários easter eggs (aparições e homenagens rápidas) de outros jogos da Id (e também de Fallout e até do último Duke Nukem), até aí tudo bem, mas estou avisando logo porque a sala secreta do Wolfenstein é logo no começo do jogo e se você a não a achar na sua primeira missão, não terá mais a chance. Achar as salas por si só é praticamente impossível, o ideal é procurar na internet como achar as salas só em texto, e se virar procurando você mesmo tendo as dicas (assim você não se sente um safado que leu o walktrough). Mas quem já perdeu essa sala, como eu, tá aqui o vídeo.

A história: um cometão se chocará contra a Terra e congelam e enterram um monte de gente, para que suas Arcas (o nome que dão para cada um desses recipientes com gente congelada) ergam-se do chão depois que a desgraça passar, e possam repovoar/dar jeito no mundo que sobrou. Mas... Nem todo mundo morreu com o impacto, e um general maligno arranjou que a arca dele, e de seus simpatizantes, saísse do chão antes, para dominar o mundo e governá-lo a seu jeito - e impedindo também que outras arcas saíssem do chão, com gente que poderia se opôr. Daí que você, o protagonista, saí do chão numa delas, encontra um mundo meio Mad Max, é salvo por um cara, e todo mundo começa a pedir sua ajuda porque você é "O" cara. [e porque tem um corpo cheio de nano-robôs, que é a explicação do jogo para você ficar tomando tiro e não morrer - ah, e você ainda carrega um desfibrilador interno, que serviu várias vezes como arma em situações desesperadas, eu ia correndo para o meio da bagunça e deixava me matarem, só para eletrocutar todos eles com a minha ressurreição.]

Bem, toda a parte do General e etc é inútil para o desenrolar do jogo. As críticas que dizem que a história é fraca e os personagens rasos... São todas verdades. Mas se a idéia foi só fazer um jogo divertido para você não ter que pensar muito, e só um fiapo de história para você não ficar matando gente aleatoriamente... Conseguiram.
E se esse fiapo de história te interessou, saiba que existe um livro baseado no jogo.

O jogo é principalmente um FPS (um jogo de tiro em primeira pessoa) mas tem seus momentos de jogo de corrida, em que você pode ficar em pistas disputando pontos, tempo, ou a colocação (tanto em corridas puras, como com armas para explodir os oponentes). Durante o jogo eu achei que as corridas seriam mais importantes para o desenrolar da aventura, mas no final, são só um divertimento à parte. Há uma pesquisa no RAGE Wiki (link lá no alto) sobre o tempo que o pessoal levou, e tem gente que terminou o jogo em menos de 4 horas. Essas, com certeza, ficaram só na parte de tiro, e só na da história principal.

Falando nisso, o jogo segue um esquema meio Fallout neste aspecto. Existem as missões principais, que te levam para lutar na resistência (novamente, detalhe só para dar um charme, as história do jogo é, sim, muito rasa) e vencer o cara mau, e existem missões que o pessoal te pede por aí, e você pode fazer ou não.
Fazê-las serve para ganhar dinheiro que serve para comprar munição, mas não para ganhar pontos de experiência ou subir de nível.
Mas você pode também construir coisas, então fica a teu critério decidir fazer os aumentadores de dano, por exemplo (tipo as bolas vermelhas do Doom), ou construir robôzinhos ou torres de tiro para te ajudar (eu gostava delas, ajudavam bastante nas piores partes, já que joguei no nível mais difícil).
De resto, o jogo é bem simples, sem ter que ficar abrindo gavetas (Fallout), lendo livros (Oblivion) ou tomar cuidado com o que você fala, para não chatear facções (New Vegas). É só atirar, manusear alguma alavanca ou botão, e roubar coisas úteis dos corpos (Bioshock).

Sobre as corridas de carro, eu achei que em algum momento eu precisaria dos carros mais completos e resistentes, para alguma fase específica, mas não... Então se vocês não gostam de corrida, podem até ignorar completamente isso. Numa parte do jogo você tem que vencer algumas, porque o Xerife te "força" a isso, mas de resto, você pode ignorá-las e, quando for atacado na estrada, só fugir.

Quanto aos demais joguinhos internos, o de carta é bem interessante, jogava de vez em quando mesmo sem precisar fazer dinheiro. E é um passatempo interno do jogo também achar as 54 cartas espalhadas por todo o cenário. O esquema é tipo Trunfo ou aquelas coisas do The Big Bang Theory; mas muito mais simplificado. É divertido. Outro joguinho interno legal é arrebentar os "semáforos" jogando o carro sobre eles. E lembro de pelo menos outros 3, mas não tão interessantes (o holográfico, o da faca, e o das notas).


Uma figura no meio, só para quebrar o texto gigante.

Armas: a variedade é divertida, sem armas malucas nem nada, mas consegui arranjar momentos para me divertir com cada uma e suas munições alternativas. E sem aquela chateação de só poder carregar duas. Não, você tem todas o tempo todo. Deviam ser 300 quilos de armamento e munição enfiados no rabo, mas estavam sempre lá a disposição, como era no Doom. Ótimo. Deixem a preocupação com peso de munição e do salame para o S.T.A.L.K.E.R. [sim, neste tinham horas que eu tinha que comer o salame só para esvaziar a mochila] Mas, no final, acabava no clássico: escopeta para lugares fechados, sniper para os abertos. E o revolvinho que você começa o jogo, que vem junto com uma luneta, é uma boa arma. Fiquei matando gente com ela até bem no final do jogo. Pensando agora, acho que faltou um lança chamas... E além das armas, tem as tradicionais granadas, os mini-robôs e torres, e bumeranguinhos afiados.

Algo importante: salve sempre. Não porque você pode morrer, mas porque trava muito. O quicksave é bem rápido (3 segundos), então use-o sem parcimônia. Em todas as fases, em algum momento a máquina congelava. E mais para o final, na segunda leva de corridas, uma delas devia exigir tanto da placa de vídeo, que não só travava, mas desligava o computador. Isso é outro detalhe, li muito rapidamente por aí que o jogo é problemático com NVidias. A minha é uma, talvez seja a razão dos meus problemas.
Sobre o vídeo, algo que não atrapalhava, mas irritava de leve, era o carregamento das texturas. Elas estavam sempre perfeitas olhando em linha reta, mas era só virar a cabeça pro lado, que eu via o mundo rapidamente ganhando cores e formas, e aí eu olhava de volta para o mesmo lugar de antes, e ele era novamente retexturizado. Não acredito que seja por falta de memória da minha máquina [já me gabei dela em alguma postagem anterior], então a culpa é do jogo. Mas esse carregamento era até rápido, só te incomodará se você for chato, mas já fiquem sabendo.

Falando nos gráficos e o visual, é unânime que ele parece uma cruza de Fallout e Boderlands. Eu nunca joguei o segundo, mas já vi que ele tem um estilo mais 'desenhado'. Não sei se concordo muito, mas ele me pareceu foi um Fallout feito pela equipe gráfica do Bioshock. Aquele visual de mundo acabado do primeiro, mas tudo bem colorido, suave e arredondado tipo o segundo (mesmo o anti-alias ficando desligado), até o sangue do jogo tinha aquele jeitão gelatinoso.

Algo legal, geralmente ignorado nos jogos, foi o efeito do local do tiro. Em jogos antigos, se um inimigo perdesse 10% da "energia vital" por tiro, você precisaria de 10 tiros para matá-lo e ponto final. Podiam ser tiros a queima roupa na testa!! Mas teriam que ser 10. Depois o local passou a fazer diferença (na cabeça perdia mais energia do que no dedo mindinho). E neste (não lembro se foi o primeiro assim que joguei, mas não deixa de ser digno de nota), se o tiro era na perna, o mutante vinha capengando na sua direção.

Ah, e só terminando, que isso está ficando longo, lá no alto eu falei sobre ficar passeando no lugar. Sinto muito, galera, mas o jogo é bem linear. Explico: você pode ir e vir a vontade, pode não fazer algumas coisas antes de outras (as tais missões paralelas), mas quando você começa a fazer, não existe muito para onde ir. Você entra num prédio para fazer o caminho X, e fará aquele caminho. Chega àquelas situações ridículas de ter uma cadeira em frente a uma passagem, e você não poder seguir por ali. Putz... Colocassem alguma coisa decente impedindo a passagem, mas a famosa "parede invisível" é ridícula. No mundo real eu consigo passar por cima de um banquinho.
E mesmo a parte do "ir e vir a vontade", quando você pega o carro e sai passeando, não tem nada para visitar nem cidades mortas para explorar. E fora um eventual esgoto (que você entra para matar mutantes a esmo), nada interessante para encontrar. Uma das coisas que me fez achar que o jogo seria mais longo é que, no mapa, são indicadas várias áreas azuis, ou seja, amigáveis (?) e habitadas (?); e achei que cedo ou tarde eu iria em todas. Não aconteceu. Ou é preparação para DLCs (fases e missões adicionais) futuras, ou foi só para dar um colorido no mapa, mostrando que existem mais pessoas por aí do que só as que você conheceu.

Na verdade, acho que foi uma jogada muito boa deles. Não do ponto de vista do usuário, mas de marketing mesmo. Vejam bem... Eu terminei o jogo achando que estava no meio dele, então parei com aquela sensação de que faltava mais... doido para continuar. Eu achei que em algum momento eu iria parar de ganhar armas novas, ou não teria mais como incrementar o carango, e teria aquele momento do "agora se vira", em que eu já teria todos os tipos de armamento e munição (que foram surgindo novos até bem pro final do jogo) e eu faria do meu jeito, sem o jogo dar as dicas (quando você ganha uma arma nova antes de entrar num lugar, obviamente ela será importante ali). Até algo que eu li por aí, de que uma das vendedoras do jogo era "a única vendedora mulher no jogo inteiro". Lendo isso achei que encontraria ainda muitos vendedores, todos homens, em muitas cidades... Ha! Foram TRÊS vendedores no jogo inteiro. Um na casa do cara que te salva e um em cada cidade. Ora! Mutantes me mordam! Assim é mole ela ter destaque sendo a única mulher. Se tivessem duas, o destaque seria o cara ser o único vendedor homem!

E falando de mulher, e já que a última postagem terminei falando de mulher também... mantenhamos a tradição (ainda que estas sejam virtuais). Qualé gente desocupada na internet? « Despite her small role in the game, Loosum, much like Ginny and Jani, is considered one of the RAGE sexiest women. »  Comparar a Loosum (espetacular) com a Ginny (ok, gracinha) e a Jani (sai capeta!) é sacanagem. Até a Olive/Destinee (que são a mesma "pessoa" e parecem ter algum distúrbio alimentar) é melhor que a Jani. E a do boné parece ter uns 13. Até a médica da Resistência barra as duas. Ouçam a voz da razão, as babes do jogo são a Loosum (que parece brasileira) e a Mel (dublada pela Claudia Black, de Farscape e Stargate e gata no mundo real).

PS: mas galera, controlem-se... Acabei de esbarrar num Flickr da Loosum com a única aparição dela praticamente quadro a quadro. Vão arranjar uma namorada... Ou paguem alguém... Ou vão ler um livro no tempo livre caso ainda sejam muito jovens para pensar nessas coisas. Mas fazer um Flickr foi flórida...

PS 2: o RAGE tem uma quantidade imensa de resenhas por aí, vale nem a pena eu procurar as melhores para linkar, mas esbarrei um duas que, se você ainda está aguentando ler, podem valer a pena. Uma bem mais otimista sobre o jogo (mas admito, não li toda, são 7 postagens de tamanho mediano em seqüência) e uma outra que praticamente o esculhamba. Assim vocês ficam com opiniões de todos os lados.

JoeGameSaga: (...) give this a miss and replay Borderlands.
Espaço Games: Rage tem tudo para agradar quem curte um bom FPS.

PS 3: música dos créditos: Burning Jacob's Ladder, de Mark Lanegan.


[ATUALIZAÇÃO 11/SET]: Li o quadrinho. O livro eu vou passar, parece ser basicamente uma descrição de uma partida do início ao fim, com algumas falas a mais. Mas o gibi é tão curto (3 edições, da Dark Horse), que resolvi conferir. Mas... não é bom. Pena, eu até coloquei ao lado a melhor das capas, para dar uma impressionada, mas a história deixou a desejar.

A trama gira em torno da médica da resistência; indo desde sua saída da arca em que estava, a rápida época em que ela trabalhou para A Autoridade (a organização vilã do jogo), e sua fuga, juntando-se a resistência. Sem surpresa alguma para quem jogou: ela comenta isso tudo em 2 frases numa conversa qualquer. Também ficamos sabendo um pouco (bem pouco) mais sobre o velhote cientista, que você encontra no jogo, e sobre seu 'bichinho' de estimação, que você mata no jogo.

Perderam uma chance excelente de ambientar algo novo no mesmo universo; que não foi muito explorado. Ou então se arriscar e fazer uma história mais longa, realmente desenvolvendo algum personagem. Acabei de ter uma idéia até... Teve um personagem, importante no começo do jogo, que depois simplesmente some! Algum NPC falou algo sobre ele ter ido fazer alguma coisa e o cara não volta mais. Fizessem a história com ele, mostrando o que ele estava fazendo em paralelo ao seu andar pela história. De repente, sem você saber, ações dele te ajudaram... Manjado? Sim. Mas e daí? Vão fazer uma trilogia inteira agora sobre O Hobbit e um dos filme será mostrando o que o Gandalf estava fazendo quando sumiu da história principal. Longe de mim comparar O Senhor dos Anéis com Rage. Mas o princípio da coisa é o mesmo.

Mas não, foi uma historinha meio sem graça com um gancho final bem fraco: a última cena do gibi tem aquela coisa de "veja, aquilo que você encontrou naquela parte do jogo... estava lá por causa disso!!!! UAU!". Mas sem UAU algum... É uma coisa sem graça de uma das missões menos interessantes. Mas é isso, valeu a tentativa, mas não deu certo. Fica para o próximo jogo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Ditador

Nome original: The Dictator
Duração: 1h23min  --  Ano: 2012  --  Trailer 1 e Trailer 2
De: Larry Charles e Sacha Baron Cohen  --  Site oficial
Com: Sacha Baron Cohen (o/de Borat), Anna Faris (de Perguntas Frequentes Sobre Viagens no Tempo e Minha Super Ex-Namorada), Ben Kingsley (de Gandhi, a Lista de Schindler e Hugo) e Jason Mantzoukas (de nada que eu conheça).

Resumo relâmpago da história: veja o trailer 2 acima.
Resenha à jato: as tentativas do filme de fazer críticas a sociedade... não sei se funcionaram, mas não foram tantas. O discurso final foi legal, mas pareceu até meio forçado. Mas fora isso, no final das contas o filme foi uma comédia romântica divertida. Imprópria para menores (ainda mais que novamente o cara resolve mostrar o pênis em tela), mas apesar de algumas piadas ruins (ou explicadas demais, odeio quando "explicam" a piada) um passatempo bem aceitável. Eu cortaria algumas cenas, e focaria em algumas partes ao invés de outras, mas o filme é plenamente recomendável, bem longe do estilo de filme do Borat (mas ainda com o mesmo tipo de humor negro do estrangeiro racista e machista que faz tudo diferente) e, aparentemente (não vi), bem distante do Brüno.

E como sempre, para não privá-los de boas resenhas, links de outros sites:
Cinema com Rapadura  --  G1 Cinema (não é bem uma resenha)  --  E Pipoca Gigante, que eu não conhecia, mas foi de onde roubei o arquivo do cartaz. E concordo com eles, a Anna Faris é sempre uma graça. (mesmo estando meio irritante neste filme)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nerds ranzinzas também descansam

Dicas e comentários de viagens de alguém sem nenhuma experiência no ramo (fazia tempo que não viajava):

■ Não desdenhem do verão europeu dizendo "Ah, mas o verão deles não é como o nosso...". É sim. E sei lá, deve ter algo no ar deles... de repente é mais puro, com mais oxigênio, porque a desgraça parece que queima mais que o nosso. E não estou falando de bronzeamento [deus me livre], estou falando de sensação ao andar na rua mesmo. Pode ter sido também a falta de brisa, quase não ventava.

■ Em compensação, está explicado o hábito deles usarem pouca roupa. Aquilo de "Ah, eles estão acostumados com o frio" ou a versão inversa de "Lá é tão frio que qualquer solzinho eles morrem de calor"... tudo balela. O fato é que eles não sabem usar o ar-condicionado.
Vôo de ida: calor dos infernos. Hotel: na posição de frio máximo, o lugar ficava morno. [ok, sejamos sinceros, fiquei em 4 hotéis, e isso era ruim em 2] Restaurantes: quentes. Aeroporto: sauna. Bebidas: quase quentes. Ou seja, o pessoal não anda com pouca roupa porque está acostumado, é que é um alívio tão grande ir para rua, e sentir o vendo gélido (ou qualquer brisa morna mesmo), que até eu ficava com vontade de ter meu momento Hulk e rasgar minhas roupas ali mesmo.
Pessoal deve ser tão traumatizado com a época fria, que deixa tudo sempre quente. Gente doida. Nunca imaginei ter que dormir sem camisa, com ar-condicionado no máximo!, em pleno miolo da Europa. [eu podia ter tentado reclamar com a recepção, mas todo bom brasileiro sabe deixar de frescura e dormir em pleno verão durante um apagão. o que matava mesmo era não ter um ventilador]

Ruivas! Muitas ruivas! Era tanta ruiva, que eles se davam ao luxo de até terem ruivas feias. Mas estava adorando aquilo.

Nova Zembla (filme holandês) é um bom filme, apesar de toda a crítica ruim e erros históricos (trailer legendado em inglês, com alguns erros, mas é melhor que tentar entender holandês). E Anjos da Lei (vi no avião) é bem e melhor do que eu esperava, mas ainda não é isso tudo. E sabia que teria participação especial do Johnny Depp, mas não do Peter DeLuise (o Doug). Gostei. Só não gostei deles morrerem no filme. Sim, é spoiler, mas dane-se, o filme já até saiu de cartaz.

■ Lembre sempre de checar antes o valor da taxa de saque internacional do seu banco. [eu não fiz. rs!!!] Tem horas que não tem solução, você precisa de dinheiro vivo (cash, como é dito pelas crianças iletradas) e essa é a forma mais prática de ter moeda local (tem lugar que não usa o Euro), mas se esse não for o caso, pode acontecer que pagar os 6% de impostos no cartão ser muito melhor do que tirar dinheiro do banco.

■ Se passarem por Berlim, cuidado com a loja Dussmann das KulturKaufhaus. É MUITO CD! Você fica com vontade de comprar metade do lugar. Ok, exagero... no meu caso, a vontade foi só comprar um dos andares. São 4: um de música clássica, outro normal, o último eu não vi do que eram e o terceiro (que deu vontade de ficar o dia inteiro olhando) era só de músicas internacionais... país por país, tanto os pops locais, como músicas tradicionais, folclóricas, militares ou o que mais coubesse ali. Muita coisa.
Livro tem muito também, mas como a maioria é em alemão, a tentação nem foi grande. Depois descobri onde era a sessão de livros em inglês deles (uma segunda livraria inteira em separado nos fundos), mas felizmente a sessão de FC e Fantasia deles era de respeito, mas não muito grande, então comprei só 3.

■ Nunca vi tanta pizzaria na minha vida. Em todo lugar que eu ia a comida tradicional era porco de um jeito ou outro, mas a cada 2 passos era uma pizzaria e a cada 3 uma "kebaberia". [ou ambos no mesmo lugar] O bom disso é que nome de pizza é igual em todo o planeta. Eles podem não ter pepperoni (isso é invenção americana), mas você reconhecerá mais da metade delas, e arranjar uma que goste. Fatias grandes e baratas.
A propósito, para pedir café, basta pedir um "espresso", que todos entendem também. [iêi! idioma italiano reconquistando o mundo!] E você não corre o risco de beber o café deles, que é sempre ruim. O melhor café que bebi na Europa foi num posto de gasolina na Áustria. Mas se entendi corretamente a placa, era grão brasileiro - isso explicaria.

Por falar em posto de gasolina, se quiser comprar balinha e não souber qual escolher, Ricola é boa. Achei em todos os países e lembra a nossa Vita-C. Eles também têm Halls, mas vi muito menos.

■ Vá com o tênis mais confortável que tiver, daqueles de malhação se possível. Para passear durante o dia inteiro fará grande diferença. E se for mulher, compre um preto, para poder usar com seus vestidinhos a noite. Pode não ficar chique, mas é muito paralelepípedo. Nem tente usar salto alto (agulha menos ainda) em Praga.

É sério? Eu reparei isso lá, mas achei que era só para dar mais sobriedade à logomarca chamativa. O McDonald's realmente acha que as pessoas o acharão mais ecológico só porque o logo está com a cor verde no fundo? Eu sei que a humanidade é composta principalmente de gente burra, mas isso é querer demais.

■ Dica: KLM (volta) teve um serviço (opção de filmes, comida e temperatura do ar-condicionado) bem melhor que a Air France (ida). Como as duas são +/- a mesma empresa já faz algum tempo, esperava serviços parecidos. Será que foi porque daqui-para-lá eles assumem que é mais brasileiro do que estrangeiro no avião, e assim podem tratar pior, e no sentido de-lá-para-cá eles imaginam o inverso e tratam bem? Ou de repente a KLM é só melhor mesmo. Sempre confio um pouco mais em algo com "Real" no nome. A monarquia sempre é mais paparicada.

■ Se sua mala não estiver muito pesada, leve um ferro-de-passar-roupa. Já vi vários hotéis no Brasil com uma ferro e tábua no quarto, mas lá não vi isso em nenhum. Para não torrar fortunas com estética, eu fazia duas coisas: deixava a roupa no banheiro durante o banho (para o vapor dar uma desamassada) e deixava de frescura (ficava amassado mesmo!). [ou vista-se de lã, que não amarrota]

■ Ah, se você coleciona moedas, prepare-se para "gastar dinheiro" com isso. Eu guardei uma de cada valor de cada país que estive (mas limitado ao que aparecia em trocos, não corri atrás de ter realmente uma de cada valor). Guardei várias de países fora do Euro (e até algumas notas) mas o Euro, mesmo sendo a moeda mais usada, muda a traseira conforme o país e nada impede de você receber num país moedas cunhadas em outro... E aí você começa a guardar 1 de cada desenho diferente... No final das contas, a minha coleção, praticamente parada desde o colégio, aumentou em umas 50 moedas num golpe só. O que reconvertendo em R$ daria cerca de R$ 100. Ok, perto de uma passagem de avião, gastar mais R$ 100 é até pouco... Mas pô... 100 é 100... dá pena.

Garrafinhas de água: tampa rosa é água sem gás, tampas azuis são com gás. Não vi nenhum lugar que não seguisse essa "regra". Não sei se foi coincidência ou se é alguma norma européia, mas tá valendo.

■ Acorde cedo. Talvez também por trauma dos invernos, que ninguém deve gostar de sair a noite, tem lugar que o comércio/bares/etc fecha na hora que carioca está pensando em sair. E aceite que você irá para a noitada com sol na cara ainda, demora para ele se pôr no verão (o que eu acho excelente, é como um horário-de-verão mega plus extended!).

■ Máquina fotográfica: se for um dia claro, faça fotos em ISO 100 sem flash. Ficam melhores. Flash só quando realmente necessário e ISOs menores granulam menos (a imagem fica com menos pontinhos). Eu bati mais de 1000 fotos, sendo a maioria no esquema ninja de "ih, legal aquilo" seguido de tirar do bolso, ligar, meio que mirar, clicar, guardar. E a maioria ficou muito boa. E é uma dessas Sony de bolso, antiga já. Nada muito moderno. [DSC-W70] Até a noite as vezes, se o lugar for iluminado, é melhor ter uma foto com a pessoa um pouco mais escura, mas com todo o fundo aparecendo, do que a pessoa bem iluminada (pelo flash) e o fundo quase negro. Mas nesse caso você precisa manter a mão bem mais firme e o pessoal parado - a dica é não dizer para eles que você bateu a foto. Ajuda desligar os sonzinhos da máquina.

E é isso, se eu pensar em mais alguma sandice para comentar, volto aqui.

Voltei. Última coisa. ■ Tampas de bueiro: é a minha sugestão para se você quiser registrar em foto a cidade onde você estava. Fotografar uma placa com o nome do lugar é sempre melhor, claro, mas se você quiser algo diferente e não tiver nenhuma placa a mão... Coincidência ou não, todos os bueiros que vi eram bem específicos, isso quando não davam logo o nome do lugar ou alto-relevo de algum ponto turístico local.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O Vingador do Futuro (2012)

Nome original: Total Recall
Duração: 1h58min  --  Ano: 2012  --  Trailer (há outro trailer, mas estraga mais cenas do que esse, que já entrega demais) [e não tinha visto trailer nenhum até agora. putz, que chamada mal feita: "O que é real... O que é Recall..." Claro, faz muito sentido para quem não fala inglês! Pelo menos tivessem colocado com K, para fazer sentido com o nome da empresa fictícia, mencionada antes no próprio trailer!]
De: Len Wiseman (de Anjos da Noite)
Com: Colin Farrell (de Demolidor e Miami Vice), Kate Beckinsale (de Anjos da Noite, Van Helsing e Click) [essa moça precisa variar mais os papéis, ela fez até a Alice uma vez e coisas como isso, mas ficou famosa fazendo beicinho e metendo a porrada, e não parou mais], Jessica Biel (de Blade: TrinityAmeça Invisível e O Ilusionista) e vários outros atores, com personagens completamente irrelevantes.
Baseado no conto: Podemos Recordar Para Você Por um Preço Razoável (We Can Remember It for You Wholesale), de Philip K. Dick.

OBS: conto já publicado pela Record quando lançaram o Minority Report (livro de mesmo nome), e novamente agora no livro Realidades Adaptadas. Mas note que se você já tem livros anteriores do PKD em português, este é meio desnecessário. De novo, só as traduções do Adjustment Team e do The Golden Man (veja a relação dos contos aqui). Caso não, é uma introdução interessante, pois são todos contos que viraram filmes - o mal nisso é que de repente você não terá grandes surpresas (uma ou outra, em contos como o deste filme, muito diferente da versão filmada, mas o final em si, você já saberá).

Voltando ao filme, tenho feito tão poucas postagens, que não quero desperdiçar uma longa com essa coisa. Numa palavra: chato.

Não sei se serviu para atualizar a história para aqueles que não conheciam o filme original. E tanto esse e o do Schwarzenegger fugiram tanto do conto, que de repente você pode ver os dois sem se sentir vendo uma refilmagem - o que na verdade este não é, só bebeu da mesma fonte e fez algumas rápidas homenagens ao outro filme. Diga-se de passagem, a melhor parte foi quando apareceu a gordinha na cena da alfândega. Todos que viram o original devem ter pensado "ih, a gordinha cuja cabeça explode" e ficaram na expectativa. [mas duvido que alguém tenha usado a palavra "cuja"] Ah, e por falar no filme original, sim, há uma mulher de 3 peitos nesse também.

É um bom filme de ação, visuais impressionantes, e achei interessante a disputa Terra-Marte ter virado algo Norte-Sul [não se preocupem, sem relação com a Guerra da Secessão], até o absurdo modo de transporte teve lá sua graça, pela "coragem" de mostrar algo tão ridículo em tela. Mas o filme deu sono algumas vezes. Fazer barulho (literalmente) não é o que me mantêm acordado.

Ah, e 2 comentários meio spoiler: porra, o cara precisava de espaço vital... mas achei a região dele extremamente espaçosa. Havia um metrô inteiro podendo abrigar gente para começo de conversa. Espaços abertos e arborizados... Tinha que ter mostrado as duas cidades sem espaço algum. Só quem parecia não ter espaço era a galera do sul, da tal Colônia, e não da Federação. A propósito... Colônia do quê?

Outra coisa irritante, para um mundo precisando de espaço... a zona contaminada, onde ninguém pode viver... me pareceu bem inofensiva. Qualquer prédio velho ou uma máscara meia-boca que nem tapa a pele resolve. Logo: espaço de sobra para abrigar a humanidade! É só fechar direito a janela e só sair pra soltar pião no carpete do vizinho, porque não terá pracinha (bem, pode ter, desde que seja coberta).

Ah, outra coisa que irritou, o cara que fez esse script é o mesmo que fez o do Eu, Robô? Veja bem, porque diabos você gravaria um holograma para você mesmo, para te contar o que você precisa saber, e o diabo só te fala o que você perguntar, e ainda repetindo uma frase quase igual ao do outro filme "Esse holograma tem uma programação limitada, refaça a pergunta". Lá, no Eu, Robô, ainda tinha toda a jogada do "ESSA é a pergunta certa!" do velhinho... Aqui não. O cara correu um sério risco de ter cometido "suicídio" por não ter feito uma gravação simples e direta, do tipo "aperte play e ouça". (porque vai que o 'outro eu' dele não fizesse a pergunta certa...)

Última coisa, no original, a sensação de "Isso está acontecendo mesmo ou é tudo imaginação?" ficou muito mais bem feita. Até hoje ainda seria uma discussão válida. Neste... em momento algum achei que ele poderia acordar ou ter esse tipo de reviravolta. Tentaram empurrar isso numa cena bem forçada, mas não colou.

Última coisa mesmo agora, para não dizerem que só reclamo: gostei da cena de porrada entre a vampira e o Bull's Eye. Foi divertida, lembrou-me Sr. e Sra. Smith (ótimo filme).

E três resenhas dos outros, só para não ficar sem:
Omelete, que concorda comigo de forma mais sucinta e bem escrita.
O ScreenRant até que elogia bem, mas concorda que é um filme raso.
E o Daily Mail joga a pá de cal.

E pronto. Escrevi demais.

PS: demorei tanto com isso no rascunho, que saiu um podcast do MRG e outro do Cinema com Rapadura sobre o tema. Bem divertidos.