quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Morte do Demônio (2013)

Nome original: Evil Dead
Duração: 1h31min  --  Ano: 2013
De: Fede Alvarez (de Ataque de Pánico!) [que é bem legal, acima da média de curtas aleatórios feitos por aí, mas é... assim... bom "a nível de" Youtube, fora de lá, entre seus 20.000 vídeos engraçadinhos com gatos e hamsters bebês, não vejo razão nenhuma para o cara ser endeusado.]
Com: A garota do Suburgatory (Jane Levy) e uns desconhecidos. [o link deles é para o IMDb, caso você realmente queira nomes, não é para fazer suspense nem tem nenhuma gracinha, é só que, realmente, não senti que valia a pena... estou digitando agora mais do que todos os nomes deles juntos... mas não importa, é uma questão da princípio. Mas sim, eles até que não comprometeram nem nada].

Sinopse: 5 jovens, uma cabana isolada, um demônio a solta, 2.000 litros de sangue.

Super resumo:
fraco!

Um pouco mais de comentários:
parabéns para a ruivinha do Suburgatory, que quando eu reconheci no começo do filme achei que iria me tirar do "mundinho" e eu passaria o filme inteiro lembrando dela fazendo piada, mas não... esqueci completamente do seriado. E o resto fez o seu trabalho, nada de muito interessante para comentar.

O filme é ruim? Também não. O diretor trabalhou direitinho também. Mas... Não me serviu. Era gente fazendo cara de preocupado e assustado, sangue e algumas coisas mais gore (desse tipo aqui, e não o Al nem Vidal) [na verdade, o filme tenta ser um pouco mais "realista" nos sangues e cortes, mas eu realmente não quero demorar muito pesquisando para um resenha de um filme que não achei grande coisa]. O pior é que o cara fez o filme com apoio (e possivelmente alguma ajuda) do próprio Sam Raimi. Ok, deve ter gente que vai gostar (de repente o mesmo molequinho que citei no Oblivion), mas achei fraco e pronto. Não serão uns movimentos de câmera interessantes e algumas referências ao primeiro filme que vão me fazer feliz feito uma criancinha doida. [sim, é o bebê do Itaú, não pensei em nada melhor e não estou querendo me esforçar]

Acabei de lembrar de algo do nada... O filme começa mostrando uma outra galera resolvendo uma possessão anterior. Assunto resolvido. Corta a cena. O filme começa. Mas toda a galera desta primeira cena... super-preocupada com demônios e etc... LARGA A DROGA DO LIVRO NA MESA?
Ok, o livro era mágico, não dava para queimar... Dane-se, amarra numa pedra e joga na lagoa. Ou enterra. Mas tu não me larga isso sobre a mesa, em posição de destaque, com um post-it dizendo "Por favor, não leia." É sério?

De crédito [além do cartaz dizer "verá" ao invés de "vai ver"], pelo menos arranjaram uma boa desculpa (a garota em crise de abstinência) para ninguém levar a sério o que ela dizia. Ok, eu não levaria a sério ninguém me dizendo que tem um demônio no quarto, com ou sem drogas, mas sem a desculpa da crise eu a teria levado para casa (ou colocado em tratamento). Mas já isso de se isolar para se livrar do vício... Possivelmente não é a coisa mais recomendável a se fazer, mas tem base. [o link está correto, vai lendo que você acha]

E qual foi da cena do estupro? No filme original era algo... tão fora de propósito!, que você até levava um susto. Essa agora fez o cinema rir. E não sou eu sendo maldoso, é a descrição do que aconteceu na sessão em que eu estava. E o pior, nem foi no lançamento, com fãs mais ardorosos, foi numa sessão em pleno feriadão, cheio a casaizinhos que nem devem ter visto o primeiro filme.

E cadê o humor do original? Não precisavam chegar no nível do Uma Noite Alucinante (o Evil Dead II) ou do terceiro, que até avacalhou um pouco, mas o 1º também tinha algum humor. Pode até não ter sido sempre de propósito, mas esse filme agora não devia ter se levado tão a sério...

Ah, e qualé? O "filme mais apavaronte que verei na vida"? Tudo tem que ter limite, até marketing!! Depois dessa, termino por aqui, recomendando que você espere passar no Supercine. Ou veja feliz se tudo que te basta são lacerações e litros de sangue.


Pois é, eu tinha mesmo parado por aqui. Mas depois de publicar, fiquei lendo notícia no Omelete e lembrei que ainda não tinha lido nenhuma resenha do filme. E nem linkara nenhuma. Fiquei com a consciência pesada. Onde ficaria minha integridade bloglística? E para piorar, eu que adoro linkar o Screenrant... Eles lá gostaram do filme. Pois bem, para vocês terem uma segunda opinião, a resenha deles: The soul of Evil Dead is alive in this new version. O Omelete e o Cinema com Rapadura também gostaram.
Ok, então eu fui o único que achou que é só um passatempo vagamente interessante... Beleza. A gente concorda de novo num próximo filme.

domingo, 21 de abril de 2013

The Emerald Burrito of Oz

Autores: John Skipp (escritor de livros e roteiros de terror bizarro) e Marc Levinthal (autor do clássico Three Little Pigs).
Com personagens de: L. Frank Baum
Artista da capa: Samuel Deats [o mesmo do Shatnerquake]
Editora: Eraserhead Press [idem] 
Ano livro / história: 2012 / 2000  --  Páginas: 264
ISBN: 978-1-936383-12-2
Acabamento: a capa é um pouco mais molenga do que devia, mas fora isso, muito bem feito; com páginas amareladas, mais agradáveis. Tamanho padrão (14x22 cm).

◄ Clique na capa para ampliar.

Ok, depois de ver o Oz, Mágico e Poderoso, achei que era uma boa deixa para ler esse livro logo. Nem ficou muito tempo na espera não, comprei-o no começo do ano.

Contexto: O Mundo Mágico de Oz é real. Dorothy realmente foi lá e conheceu toda aquela galera que conhecemos. [e aí devem ter permitido que o filme fosse feito para disfarçar, aquela coisa meio Arquivo-X. Putz... Isso me faz lembrar da "Trilogia Martin" do Stargete SG-1. Muito bom!!] Mas depois de algum tempo, fazendeiros do Kansas começam a notar que algo de estranho acontecia por ali. O FBI foi chamado, mas, com Guerra Fria no auge e esse tipo de coisa, o governo fez segredo.

Por volta dos anos 80/90 a verdade foi contada para a população. Kennedy até pensara em fazer isso antes, e aí o mataram. [na verdade, parece ter algum problema com as datas, a garota principal parece ter uns 30 e poucos anos, e soube que Oz era real quando criança. Mas Michael Jackson criança já sabia disso também. E no livro eles estão em 2007. Sei lá, mas não é importante.]

Pois bem. Estamos em um mundo onde há turismo entre os dois lugares. Onde humanos podem ir para Oz e abrir negócios (bem, mais ou menos, pois em Oz não há dinheiro). E onde anões de Oz podem ir para a Terra e trabalhar em postos de gasolina.

E entre os 2 mundos há um portão mágico, com todo o aparato imigratório de se ir num aeroporto, burocracia, documentos, etc. Quer dizer, há isso no lado de cá. De lá para cá basta um "boa viagem!".

E claro, um novo mundo, com poderes loucos, recursos desconhecidos e leis da física bem diferentes das nossas...  Agentes da CIA, KGB e grandes corporações não iam deixar de visitar e ficar de olho. Sabe como é, segurança nacional e esse tipo de coisa. Você não pode deixar o inimigo levar vantagem.

Pulemos as introduções. Estamos agora em 2007.
A história: blogueiro conhece blogueira. Almas gêmeas. Ambos tem um caso. Mas ela vai morar em Oz. Algum tempo depois, ele vai visitá-la.

Mas sem que qualquer um deles soubesse, Oz está com problemas, um novo "ser" apareceu, já controla algumas partes, tem um exército decente, e não ficará parado até dominar todo o mundo mágico.

Daí que o blogueiro, assim que chega no outro lado, quase morre, salvam a vida dele e, sem que dêem a ele muita opção, acaba tendo que marchar contra o inimigo, recebendo ordens do Homem-de-Lata (o próprio!), que já é um tipo de veterano meio enlouquecido. E também é um monarca, que precisa defender suas terras.

Longe dali, no restaurante de comida mexicana O Burrito Esmeralda, na Cidade Esmeralda, a namorada dele está preocupada em servir boas refeições e contentíssima porque um outro amigo dela inventou caixas-de-som com "tecnologia" de Oz. (mais um pequeno contexto: aparelhos eletrônicos geralmente não sobrevivem à passagem para o mundo de Oz). Antes disso ela só podia ouvir suas músicas no discman (que sobreviveu), mas agora não só ela poderá ouvir em alto e bom som, mas também difundir seu gosto [que não é ruim não] para todos os seus convivas e clientes.

Mas ela já vive lá faz algum tempo, é bem safa, tem seus contatos, e não vai deixar barato quando souber onde o namorado foi parar. A propósito, é ela na capa do livro, literalmente, vestida para matar. [raramente isso acontece, mas achei essa nova capa do livro muito melhor que a original]

Isso posto... Queria contar mais, o livro é bem divertido, várias participações especiais, algumas reviravoltas, mas não posso entregar muito. E todo aquele papo que falei das conspirações do governo é importante para a história, mas não para o desenrolar dela em si; não se preocupem, não é um Dan Brown no mundo de Oz. E o livro é recente, não é como o Centúria 25, por exemplo, que eu entreguei inteiro. E o Centúria é o tipo de coisa que eu sei que vocês não irão atrás para ler. Este cá vocês deveriam.

Nem que seja para dar suporte. Novamente, esse é um daqueles casos de livros impressos sob demanda, de gente que as editoras nunca deram atenção. Muita coisa boa aparecendo desta forma.

Algo importante... Se você só viu o filme da Judy Garland, O Mágico de Oz, não leia esse livro ainda. Vá primeiro ler todos os 47 livros canônicos escritos no mundo de Oz! Não. Sacanagem. Nem eu fiz isso. Na verdade, eu não li nenhum deles e nem pretendo.
Mas eu li, sim, o resumo inteiro dos primeiros 14 livros (os escritos pelo autor original) no Wikipedia.

Demorou um pouco, mesmo porque não vale só ler o resumo. Quando surge um personagem importante é bom dar uma clicada no hiperlink e dar lida sobre eles também. Nem que seja só para ver a cara do personagem. Uma coisa é ler que Tik-Tok é um robô movido a vapor. Outra é ver que ele é redondo e parece um mexicano gordo. Mas o importante é que se você pegar o Burrito para ler e NÃO souber quem é Tik-Tok, quando ele fizer uma ponta você não entenderá a referência e nem imaginará corretamente o pelotão que o acompanha. Será só um personagem qualquer que apareceu ali e conversou rapidamente.

Então faça o dever de casa e reveja o filme [na verdade, isso eu não fiz. não gosto dele e acho o visual horrendo] ou pesquise um pouco antes, para ficar mais interessante a leitura. Se bobear, até assistir o atual Oz, Mágico e Poderoso já é alguma coisa, porque o filme pode até ter suas críticas, mas a direção de arte é espetacular, pelo menos você consegue ótimas referências visuais [na minha cabeça, eu fiz uma misturada entre aquilo, o estilo antiquado dos livros, e dei umas surtadas timburtonianas aqui e ali - mas do filme de 39, não usei nada, só o rosto da Dorothy]

Outro exemplo, em que a pesquisa ajudou: num certo momento do livro um cara acha um tipo de saleiro, escrito "Vida", e guarda no bolso. E esquecem disso por quase o livro inteiro. Mas eu sabia o que era que ele tinha achado naquela 'cena'. E fiquei no suspense de quando aquilo teria uso. Também consegui imaginar corretamente a cena quando Ozma (que vocês que só viram o filme, também não conhecem) resolve emprestar seu veloz (e bizarro) cavalo. [a Ozma eu sabia quem era, mas o cavalo eu também só conheci nessa sessão de leitura]

Esse é o tipo de livro que não basta ler, você tem que entender as piadas e referências para ficar ainda melhor. Pô, se eu vou ler os 2 livros de Alice no País das Maravilhas, só para aproveitar melhor o jogo Alice 2, vocês podem perder 1 ou 2 horas antes de ler o livro e se inteirar sobre o assunto, para curti-lo melhor.

Até o gordinho desse video aqui concorda comigo:
Just a Suggestion: The Emerald Burrito of Oz (fonte)

Aproveitando logo, mais duas resenhas:
David Barbee: "Emerald Burrito might be the tastiest (per)version of Oz you’ve ever seen."
Dangerous Dan's Book Blog: "I could go for two or three more Emerald Burritos of Oz."

Em suma, é um ótimo livro. Não é exatamente profundo, nem filosófico, não é um marco e nem vai mudar a sua vida... Mas é muito bem escrito, diversão de ponta a ponta, história muito bem amarrada, personagens interessantes, cada um com suas motivações, e capítulos que você termina com aquela vontade "ah, peraí... só mais um, que agora fiquei curioso". [ahã... sei... "agora", né? você pensou a mesma coisa 3 capítulos atrás].

O final tem alguns pequenos problemas, mas se você parar para lembrar como terminou o 1º livro (o filme), em que vencem a bruxa por acidente devido à um detalhe (a "alergia" a água) que ninguém sabia, então o livro até mantém o espírito original. Não é um deus ex machina tão chocante, mas... tem lá seu pezinho no conceito. E o livro tem algo que já está me irritando faz muito tempo, que é a existência de um "O Escolhido"... Mas ok, no livro eles fizeram isso para depois deixarem para lá. Então serviu só para fazer alguma graça num momento e pronto.

A propósito, comentário rápido sobre os capítulos: eles mudam o foco o tempo todo. Como se fosse o estilo do Guerra dos Tronos, mas só com 2 personagens. Toda hora mudamos de visão: as coisas do ponto de vista da moça do restaurante; e depois a visão (da mesma parte ou não) do amigo. Existem, as vezes, uma terceira "visão" das coisas: do computador do cara. Que infelizmente aparece bem menos e depois de um certo ponto pára de vez. E sim, você leu direito! O notebook do cara escreve alguns breves capítulos. E não vou explicar isso não.

Terminando o texto, na falta de frase de efeito melhor, vou citar o gordinho do link acima. "É um livro fantástico, um tipo de Oz para adultos.". E é isso. Talvez "fantástico" seja exagero, mas "muito bom" dá para dizer tranqüilamente.
E livro não paga imposto. Deixem de ser mãos-de-vaca e comprem! Há o digital dele na Amazon BR por R$ 16, [e converter arquivos do Kindle para outros formatos é simples, caso vocês tenham algum leitor decente (eu não gosto do Kindle)] mas eu prefiro pagar R$ 40 e ter o livro real, em papel (Book Depository, com envio gratuito).

terça-feira, 16 de abril de 2013

Oblivion

Nome original: Oblivion [detalhe curioso, "oblívio" existe em português]  --  Trailer [mas prefiro que não vejam]
Duração: 2h06min  --  Ano: 2013
De: Joseph Kosinski (de Tron 2: O Legado)
Com: Tom Cruise (de Negócio Arriscado e muitos outros), Morgan Freeman (de Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões), Olga Kurylenko (de 007: Quantum of Solace e Sete Psicopatas e um Shih Tzu) [e parecendo muito com a Zeta Jones nesse filme], Andrea Riseborough (de, e a própria, The Devil's Whore) [eu vi esse seriado, muito bom], Nikolaj Coster-Waldau (o Jaime Lannister e de Virtuality) e Melissa Leo (de Verônica Decide Morrer).

Sinopse: a Terra foi atacada por ETs faz uns 60 anos, os humanos venceram, mas o lugar ficou tão acabado que todo mundo que sobrou precisa se mudar para uma lua de Júpiter. Na Terra ficaram alguns técnicos e suas esposas, responsáveis por fazer a manutenção de robôs sentinelas, que protegem grandes geradores de energia (?) necessários para a colonização do satélite. Geradores que por sua vez precisam ser protegidos de alguns dos ETs que acabaram sobrando no planeta. Até que... o mocinho descobre que tem coisa mal contado. E o trailer já te estraga uma das principais.

OBS: daqui para baixo dou poucos spoilers, mas dou. Estejam avisados.

Opinião: vou logo assumir: eu queria não ter gostado.
Putz, é Tom Cruise [o retardado mór da Cientologia], metido numa FC bem pretensiosa, e onde metade do filme é o rosto dele em close. [obs: achei que ele estaria mais acabado até] Mas... Gostei. De repente estou virando um velho babão e sentimental, ou de repente foi só porque fui com expectativas tão baixas, que qualquer coisa era lucro, sei lá.

O filme é uma chupinhação tremenda de várias idéias antigas e recentes... Contudo... as referências ficaram naquele nível de forçada que você não sente sutileza, mas não sentia que eles estava sacudindo na sua cara "Vejam, estou fazendo uma referência! Referência! Lálálá!". Então tudo bem.
A propósito, aquele papo de que "Baseado numa graphic-novel" até onde vi, é balela. Primeiro, se nunca publicaram, nunca passou de uma idéia. E "Baseado numa idéia" é... digamos... tudo. [exceto documentários?] E ao que tudo indica, nem tinham mesmo a intenção de publicar. Mas nesse link dá para ler o texto e artes conceituais. Interessantes.

Mas voltando ao papo de chupinhação... Para quem já é fã de ficção-científica muitas coisas devem ter ficado óbvias, ou foram ficando em seqüência durante o filme, antes deles próprios fazerem cada revelação.
Poxa, na hora que ouvi alguém dizer pela 1ª vez "zona proibida", a primeira coisa que eu pensei foi "ho, ho, ho... tem coisa escondida lá". Muito, muito, manjado. Só faltou um orangotango dizendo "Você pode não gostar do que encontrará."

Mas o filme fez tudo isso tão calma e vagarosamente, que sei que depois de escrever a minha resenha e começar a ler a dos outros, verei gente reclamando da lentidão. Juventude alucinada, que não consegue desviar os olhos do celular por 15 minutos! Pô, vocês podem ter detestado o filme, mas não reclamem dele ser lento! Vão ver "2001", cacete! [vi pelo menos meia-dúzia de vezes e certamente muitos nerds viram mais]

Mas além de Planeta dos Macacos, senti ali - não posso afirmar que foram referencias diretas, porque é tanta gente se inspirando em tanta coisa, ou até fazendo igual de forma independente, que a inspiração deles pode ter sido algo mais antigo, ou mais recente, ou terem criado parecido por coincidência mesmo - mas senti no filme referencias à Jornada nas Estrelas: O Filme (a seqüência da entrada na V'Ger), Lunar (clones em estações diferentes), 2001 (as naves bolotas e o olho do Hal) e lembrei muito de algo que, na verdade, não é de filme nenhum, e sim uma zuação com vários - e a tal zuação ficou mais parecida com este filme que os zuados especificamente... Vou colocar no final da postagem. Ah, e claro, muito vagamente lembrei de Stargate. Coisas em forma de triângulo não são exclusividade humana, mas ter logo um nome (Tet) que parece egípcio (Set, Djet, Tausret, Sejemjet...)?! [mas ok, pode ter sido o ET escolhendo um nome marketeiro melhor do que, sei lá, Mxyplyzyk.]
Aproveitando, gostei muito da buzina de alerta dos drones. Lembrou-me bastante o som que faziam os marcianos no Guerra dos Mundos, quando queriam colocar todo mundo para correr só por diversão.

Acho que no futuro este filme terá mais reconhecimento do que ele deve estar tendo agora. Novamente, ainda não li opinião alguma a respeito, mas esse filme tem muita cara de que a maioria dos críticos vai reclamar. E boa parte das pessoas também. Até eu queria estar esculhambando... Mas... é, né? Cheio de buraco, mas gostei. Igual queijo suíço. [na verdade, eu não gosto de queijo suíço, mas não quis perder a piadinha ruim]

Na pior hipótese, o filme deve ser apreciado por um detalhe horrível... Nossa memória curta e o fato que é impossível saber tudo sobre tudo. Muitos marcos da minha infância foram filmes dentre os anos 50 e 70. Mas muitos desses filmes são inspirados em outros mais antigos, ou livros, ou as mesmas idéias foram aproveitadas antes em outros filmes. Mas eu não conheço esses. Eu mesmo sacaneei as versões anteriores de O Mágico de Oz algumas postagens atrás, dizendo que ninguém lembra ou liga para elas.

Para muitos, de hoje em dia, a TET foi a primeira vez que viram um computador maligno com um único olho vermelho. Alguns deles descobrirão, muito depois de agora, um tal de HAL, que apareceu num outro filme, um aí, pré-histórico, com uma nave em forma de cotonete. Acontece. Nem posso culpá-los.
Kurosawas me mordam!, eu vi Mercenários das Galáxias muito antes de Os Sete Samurais. Adivinhem qual deles é um marco para mim?

MUITO
(mas muito!) longe de mim querer induzir minimamente que esse filme seja o 2001 da geração atual. [mesmo porque a história está mais para A Ilha ou, até, Matrix, do que 2001] Mas já sei de pelo menos um sujeitinho de uns 13 anos que achou esse filme um dos melhores filmes que já viu (se não o melhor). Pobres diabos ignorantes... Mas novamente, acontece com todos nós.
Eu conheci primeiro A Hazy Shade of Winter pela versão das The Bangles, e não a original de Simon & Garfunkel. Adivinhem qual é minha preferida? Pois é... Acontece!

Agora, voltando ao filme, uma dúvida importante (um dos muitos buracos, mas esse foi o que me incomodou realmente): qual a necessidade de humanos nas estações de controle? Essa pirâmide espacial dos infernos não sobreviveria muito tempo sem outras naves que pudessem fazer sua manutenção. A porcaria sabe criar clones, mas não sabe criar um braço mecânico? Que consertasse ou rebocasse as naves para desmanche?
E com tantos drones no espaço, não poderia mandar mais alguns para Terra? Ou fabricar mais, já que tem, literalmente, um planeta inteiro de recursos à disposição?

Eu gostei do filme, mas esse é um daqueles "detalhezinhos" mal explicados que invalidam todo o enredo, mas você tem que aceitar, porque sem essa "pequena forçadinha" de barra... o filme nem existe.
E sejamos francos, a droga da nave devia estar se divertindo, porque para matar os humanos era só espalhar algum veneno na atmosfera. Ou ao invés de tirar água do mar logo ali, na praia, tirar no meio do Oceano Índico. Queria ver algum rebelde chegar lá remando...

Ah, e os outros (pelo menos, e sendo humilde) cinqüenta Jacks? Estão sendo avisados de tudo que aconteceu e sendo resgatados ou morrerão todos de fome em suas casinhas high-tech? E a Olga passará o resto da vida se escondendo deles?

E está aqui o que esse filme me lembrou:



E resenhas alheias:

Super Hero Hype: nota 7 (que lembra algo: o filme é bem bonito. Podendo, veja no IMAX)
The Verge: "Oblivion aspires to what sci-fi does best"
Cinema com Rapadura: "empolgante nos efeitos, mas maçante na história"
Omelete: "sem a capacidade de ir além dos filmes que o inspiraram."
Dimensão Cinema
: "uma declaração de amor à ficção científica. Contudo, isso não o isenta de falhas"

quarta-feira, 10 de abril de 2013

G.I. Joe: Retaliação

Nome original: G.I. Joe: Retaliation
Duração: 1h40min  --  Ano: 2013  -- Trailer
De: Jon M. Chu (de Justin Bieber: Never Say Never) e dos escritores de Zombieland.
Com: The Rock (também conhecido como Dwayne Johnson) (o Escorpião Rei), Adrianne Palicki (bonitinha, mas parecia uma versão genérica da Eva Mendes), um outro carinha entre os mocinhos, Byung-hun Lee (de Herói), Jonathan Pryce (de C&C:Red Alert 3 e Brazil, O Filme) e Bruce Willis (interpretando o mesmo papel já faz uns 10 filmes).

Se você estava numa sessão do Barra Shopping e de repente notou alguém puxando uma caneta do bolso e fazendo anotações num saquinho de pão-de-queijo... Prazer! Nerd Ranzinza a seu dispôr!
É que depois de alguns instantes de filme, cheguei a conclusão de que não teria absolutamente nada para falar dele. Então resolvi fazer igual fiz num dos filmes do Crepúsculo e anotar algumas maluquices que fui notando. Ignorando, claro, a maluquice mór: a existência do filme em si.

O filme é até bem divertido. Sem pé nem cabeça, mas passa-se o tempo sem traumas. Mas  também nunca brinquei de GI Joe [bonequinhos nunca foram meu forte. nem Thundercats, nem Falcon, nem nada disso. Os único bonecos que brinquei foram Playmobils] Então eles podem destruir toda a mitologia que não vou nem perceber ou saber o que mudou. Eu via o desenho e só.

Mas vamos lá...

Quer dizer, antes disso, um resumo da história desse Comandos em Ação 2 (o nome "verdadeiro" desse filme, odeio essa babaquice de que agora o Super-Homem é Superman...[como se alguém fosse confundi-lo com outro cara voador de azul com um pentágono nas cores do McDonald's no peito]). Mas bem... a história: o presidente dos EUA é um Cobra disfarçado, arma para cima dos "Joes", mata quase todos, e 3 sobreviventes, um ninja mudo, uma Elektra genérica, e o Bruce Willis, partem para cima para salvar o mundo no esquema de "É só sair atirando, que tudo se resolve." E não estou sendo maldoso. O filme é isso.

Agora comentemos besteiras aqui e ali...

1) Finalmente! O Comandante Cobra colocou uma máscara decente! Nunca entendi porque diabos no primeiro filme, na hora que ele resolve usar uma máscara, ele veste aquele treco que mais parecia uma Caveira de Cristal [Caveira de Cristal! Que me faz sonhar, Faz de mim estrela...] do que algo liso e prateado, que teria deixado a cena original muito mais interessante.

2) Mas não é Cobra sem a Baronesa! E a atriz do primeiro filme encaixou tão absurdamente bem, que foi pena não terem arranjado nada para ela fazer na seqüência. Ok, ela meio que virou mocinha no final do primeiro filme, mas eu teria aceitado ela numa boa no lugar do tal... sei lá, o cara era tão forçado que esqueci o nome do personagem... Estou tetando lembrar do cara que mete a porrada no The Rock e usa uma roupa estilo couro de cobra. Podiam ter colocado a Baronesa no lugar dele.

3) Começo do filme... 230 aviões chegando... turbinas gigantes... E aí um deles  pára no topo de um prediozinho xexelento de 3 andares... E ninguém na calçada ouve!!!! Não! Eu já falei isso outras vezes: eu aceito absurdos necessários à trama, como o Ciclope disparar raios "concussivos" pelos olhos (bibliografia recomendada), mas não aceito absurdos do nosso mundo real! Aquela porra de avião maldito faria um barulho dos infernos, e ia sacudir até a alma de toda aquela galera armada, doida para atirar em alguém! Eles nunca chegariam ali em silêncio daquele jeito!

4) Cadê todo mundo do 1º filme? Morreram todos na cena inicial? Estavam todos ali no acampamento na hora do massacre? (isso não é spoiler, o trailer já dizia) Morreu o negão piadista, a ruivinha fantástica, o cara do bigodinho? A própria produtora do filme já tinha dito que você não precisaria ver o 1º para entender esse. Acho que foi a forma disfarçada deles tentarem dizer "É até melhor vocês nem terem visto o 1º, porque não daremos nenhuma explicação na história para o corte de orçamento que foi a contratação dos atores no mundo real."

E se não morreram, as únicas pessoas que os 3 podiam confiar eram um general aposentado e seus 2 amigos geriátricos? Mesmo??

5) E quem é o programador idiota que o Cobra contratou? Imagine o seguinte: você manda copiar uns arquivos no computador. Aí você muda de idéia e cancela! E nessa hora seu HD inteiro é reformatado. Como se fosse o Windows dizendo "Ah, é? Já que você não me deixou copiar os arquivos dessa vez, nunca mais vai copiar nenhum!!! HAHAHAHAHA!"
Porque é isso que acontece no final, o cara resolve cancelar o disparo da super-arma do inimigo. E ao invés dela ficar lá... Esperando ser usada outra dia... Ela EXPLODE!

E tem algo divertido nisso... Eles destruíram Londres inteira numa cena bem legal [e sem nenhuma lógica física], porque uma das munições da super-arma simplesmente e, literalmente, caiu ali. Uma das munições. Ok... E o que vai acontecer com todas as outras, flutuando de forma balística no espaço? Eééé... se preparem que vem chuva aí!

6) Ah, e a tal prisão de segurança máxima? Era de segurança máxima só porque tinha... um elevador?!? Irrelevante se o elevador era para o subsolo. Eram meia dúzia de guardas mal-treinados protegendo uma cerquinha vagabunda e um... elevador!?!? É sério?
Beleza, você vai dizer que desde que ela continuasse em segredo, para prender só duas pessoas estava muito bom. Mas se eles estavam tão preocupados a ponto de esconderem os caras no centro da Terra, contratassem seguranças melhores e fizessem paredes mais grossas.

7) Para quem ficou curioso, a música do Jay-Z que eles citam é a "Don't Let Me Die" (mas não achei grande coisa não) e a que toca na cena da cozinha com as armas é a "Back In Business Again", do The Four Horsemen. Na verdade, depois de pesquisar baseado nas letras que ouvi, descobri que o IMDB listava tudo muito mais facilmente... Ok. Acontece. Esqueci que eles tinham isso lá.

8) Não vejam em 3D. Não há nada ali que justifique esse filme ser em 3D. Enfiaram duas cenas com estrelinhas ninjas voando na direção da platéia e pronto... acham que podem nos cobrar o dobro do preço! [eu não vi em 3D, que sou macaco velho já]

E é isso. É ruim, mas como eu disse: diverte. Vale para assistir jantando, quando passar na TV, sem grande compromisso em usar o cérebro. Num sábado, se estiver sozinho, sessão das 22hs no Telecine... Aquele horário que é cedo demais para ir dormir, mas tarde demais para começar algo complicado... Uma macarronada a bolonhesa com muito queijo ralado... Estas condições preenchidas, o filme encaixa bem.

domingo, 24 de março de 2013

Battlestar Galactica: Blood & Chrome

Passaram-se quase 2 anos desde a postagem sobre Caprica. E hoje, finalmente, assisti a Blood & Chrome. Agora recompilada como telefilme. E... Não é tudo de bom, mas tinha potencial. Se Caprica durou 1 temporada inteira, esta podia também.

Se tivessem desde o começo planejado como uma história isolada, mostrando a primeira missão do Adama, também estaria bem, essa é a sinopse da minissérie. E depois do que vimos, não sei bem o que eles tinham em mente para a frente, já que o filme termina com o Adama, o Husker, finalmente ganhando o seu Viper (o avião de caça espacial do seriado). Só que o episódio inteiro foi focado na relação dele com o seu copiloto, num Raptor (um tipo de nave-transporte com o mínimo de armas, mas também usado para bombardeios).

Mas se ele termina o episódio trocando de turminha... Saindo da banda e indo para o time de futebol... Dali para frente a dinâmica seria outra. Talvez com o copiloto só servindo de mentor eventualmente. Mas bem pouco, porque, na teoria, o cara deixaria as forças armadas dali a poucas semanas. Ou seja, depois de nos mostrarem algo... Eles partiriam para algo, talvez, completamente diferente.
A série provavelmente iria para o lado Top Gun da coisa, bem mais militar que a horripilância que foi Caprica, e sem o lado místico/político da BSG.

Talvez se tornasse uma nova Space: Above & Beyond.

Mas então, o que temos: é uma versão Galactica do primeiro [o primeiro de verdade, o IV] Guerra nas Estrelas. Com a diferença que ao invés de salvar a mocinha do covil do vilão, eles têm que levá-la até lá. Temos um cadete novato, o Adama (o Luke da vez), levando uma mulher mandona que já estava participando da guerra faz tempo (a nossa Leia), e ambos sendo, a contra-gosto, ajudados por um veterano cínico, o co-piloto (assumindo o papel de Han Solo), numa nave que Adama acha uma banheira velha.

Belas batalhas espaciais, um monstro numa caverna de um planeta gelado (opa! O Impéria Contra-Ataca), efeitos ruins em algumas partes, algumas reviravoltas, novas naves, algumas antigas do seriado clássico.
E a Cylon-rascunho, de uma das imagens conceitos originais aparece. Mas não gostei muito do rosto dela, ficou boneca demais. E temos alguns cylons-robôs novos, mas também não gostei muito deles não.

Destaque para a nave base-cylon, em que tentaram um criativo meio-termo entre a clássica e a do seriado de 2003. [Putz, já tem 10 anos!! Putz duplos e triplos!]

Mas é isso. Caprica foram 18 horas de sofrimento. Blood & Chrome tem lá seus momentos ruins, mas foram 2 horas de diversão bem aproveitada. Não é nota 10. Mas para isso, teria que ir para um universo paralelo onde a nBSG não tivesse envolvido seres do além nem tornado metade dos personagens em cylons (sendo 2 deles novos na trama, ficou com muita cara de remendo). Se a nBSG foi nota 8,5 ou 9, e Caprica nota 2, B&C é um 6,5 bem justo, quase 7.

terça-feira, 12 de março de 2013

Oz, Mágico e Poderoso

Nome original: Oz the Great and Powerful
Duração: 2hs10min  --  Ano: 2013  -- Trailer / Bruxas
De: Sam Raimi (de A Morte do Demônio)
Com personagens de: L. Frank Baum
Com: James Franco (o amigo do Peter Parker na "Trilogia Raimi" e o Tristão), Mila Kunis (de O Livro de Eli, Max Payne e Baywatch [vou decepcionar muita gente que irá correndo no Google]), Rachel Weisz (de Ágora, A Fonte de Vida, e A Múmia), Michelle Williams (de Dawnson's Creek, Sete Dias com Marilyn e Baywatch também), Zach Braff (Scrubs), Bill Cobbs (atualmente é o velho no Go On), Tony Cox (de comédias ruins e Guerra nas Estrelas) e Joey King.

Eu tenho que começar logo falando algo... Vai ficar longo [eu sei disso porque já escrevi! O texto das minhas postagens nunca é escrito seqüencialmente], mas eu tenho que expôr a minha... hummm... "tristeza".

O filme tem um problema sério: A Bruxa Má do Oeste!

Atenção: SPOILERS PESADOS daqui em diante! Se não viu, não leia.


Como assim? Assim que a história realmente começa, somos apresentados à personagem da Mila Kunis [linda como sempre] antes de qualquer coisa. Colocam-na logo bem no princípio e fazem com que criemos uma empatia por ela e vemos que ela é romântica e inocente. Você GOSTA dela. Você vê o cara torcendo o nariz, sabe que em algum momento ela ficará zangada com ele, mas você espera pela cena clichê dele provando a ela seu bom coração e ela o perdoando! Você depois a vê perdendo o controle um rápido momento, e você espera por ela superar esse seu lado negro! Macacos alados me mordam... Até o DARTH VADER triunfa sobre o seu lado negro!

E o que sai disso? Putz, é deprimente! Não encaixou no tom do filme.
E não é o deprimente-gíria: "Pô, cara, nada a ver, deprimente isso." Não. É o deprimente-triste mesmo. É trágico o que acontece à moça! Eu fiquei triste por ela! Talvez até um pouco menos trágico lá para os personagens do filme, mas quem viu O Mágico de Oz sabe que a história NÃO termina bem para a menina! É horrível! O que aconteceu à Rachel Weisz [linda como sempre] estava tudo certo, ela era a vilã.

Mas como esse filme é também baseado no livro original, que nunca li, eu não podia ter certeza de que tudo ali seria uma preparação para o filme antigo. Estava torcendo para à qualquer momento a Rachel (Evanora) resolvesse que não era forte o suficiente (ou qualquer desculpa assim) e sugasse o poder da Mila (Theodora), e aí sim, esta voltaria ao normal e a Rachel seria a bruxa verde. Muito manjado, mas tem horas que isso é bom. Mas não! Não rolou!

Tivemos foi que engolir um romance com a garotinha sem graça do Dawson's Creek. Ok, está fofa neste filme. Finalmente ela arranjou um papel em que não parece uma garota enjoada e depressiva. [escrevi a frase anterior sem me tocar que ela é a Marylin Monroe no filme recente] E a Mila estava realmente se atirando para o cara no começo da história, mas novamente: fofa, romântica e inocente!, e aí temos que engolir que o cara preferiu ficar com o clone da namoradinha do Kansas? [quem nasce no Kansas é o quê em português? Kansano? Kansense?] Que surgiu no meio de história, depois de já estarmos gostando da Kunis faz muito tempo!

Não adianta, só porque o pai dela morreu não é razão suficiente, era tarde demais para torcer por ela. Ela tem boas cenas, mas não tinha aquilo de "Vai loirinha! Agüente firme que tudo ficará bem!", Pelo contrário até, ela parecia ter o controle tão bem da situação, que eu nem me preocupei com ela em momento algum.

Por falar nisso, porque a Rachel queria matá-la? Putz, ela tinha controle total do reino, exceto por aquela BOLHA! Tudo ok então... tu fica AÍ, com a sua cidadezinha, que eu fico aqui... com o resto do MUNDO!

E voltando pra loirinha, alguém me explique a razão da atriz da namoradinha e da Bruxa Boa serem a mesma? Se não fosse a existência do filme original, eu teria saído do cinema com a séria interpretação de que o cara caiu do balão no deserto, e que o filme inteiro foi sua derradeira alucinação pré-morte! Ele não pôde ajudar a menina paralítica real --> ele resolveu facilmente a menina paralítica de porcelana; ele não conseguiu provar à namoradinha que era um bom moço --> provou à ela na imaginação; queria ser grandioso e não um pilantra de beira de estrada --> virou um gênio científico e o rei de um povo; tudo isso no "Reino de Oscar"; e provavelmente arranjaria mais exemplos para essa teoria, se a estivesse levando a sério. Só faltou a ajudante de palco no início do filme ter sido a Mila Kunis! Que aí eu colocaria mais uma setinha na frase acima.

Ok, no filme original era tudo um sonho da menina. Era? Não lembro se isso é fato ou uma interpretação possível. No livro é tudo real (para saberem, são 14 livros). E seria demais a menina sonhar com uma continuação do surto mortal de um sujeito. Então se não era, tudo passou a ser real e pronto.

Mas é isso. Fiquei chateado pela Mila Kunis ter terminado o filme desgraçada da vida e de coração partido, e sabendo que ela terá uma morte trágica, depois de muitos anos de sofrimento, pelas mãos de outra turista acidental do Kansas. Muito triste isso.

Sabe quem poderiam ter colocado? A Summer Glau! Ela já fez tanto papel de louca e homicida que de repente ela surtar, ficar verde, e resolver que ser má é mais divertido não teria me chocado tanto. Ela nem teria precisado da "Maçã Mágica do Mal".

E algo que eu não me toquei durante o filme, mas esbarrei agora na net [essa frase está sendo escrita no dia seguinte à tudo acima]: porque as lágrimas da Mila queimavam a pele? R: Porque ela estava sendo molhada!! Coitada... vai se ferrar bonito no futuro mesmo.

E é isso... Vamos falar agora de outras coisas do filme não relacionadas à desgraça de vida futura da ex-mocinha fofa e romântica que não merecia o que aconteceu à ela. Como, por exemplo, a história do filme...

A história: mágico de circo itinerante tem sonhos de grandeza e não quer se apegar e parar quieto, mas também não é celibatário e adora mandar sempre o mesmo lero nas mocinhas "Sinto que você é a que eu sempre procurei. Tome de presente a caixinha de música da minha avó." e aí come todas elas. [ô, tempos mais simples!] A única que parece que ele se apegou um pouco mais foi uma loirinha da cidade onde ele estava parado no começo do filme, mas ele não quer se assentar, e diz para ela ser feliz com um outro sujeito lá.

E termina a introdução do sujeito (chamado Oscar, apelidado de Oz). Aí o fortão do circo descobre que o mágico também carcou a namorada dele e parte pra porrada. O Mágico pega o balão para fugir, vai parar num furação igual à Dorotéia do 1º filme, e pimba!, cai na Terra de Oz.

Lá ele encontra uma moça que fala que ele faz parte de uma profecia, e que apareceu para livrar o reino mágico da terrível bruxa que matou o rei anterior. Ele acaba aceitando, inicialmente mais interessado em se tornar rei do que em ajudar de fato, mas no processo acaba descobrindo certas verdades, fazendo novos amigos, e participando de "incríveis aventuras com sua turminha da pesada". E aí o cara termina com a mocinha sem graça. E fim da história.

Destaque para a menininha de porcelana. Apenas US$ 9,5 na Disney Store! Garanta já sua! [aahh... o que eles farão de dinheiro com essa bonequinha... porque que eu não lanço um filme desses pra vender brinquedo?]

Pois bem... O que eu gostei é que ficou tudo perfeitamente arrumado para o filme original, que encaixa feito uma luva no terreno que este preparou. Exceto pelo fato do primeiro ter sido um sonho. E pelo fato de eu mal lembrar dele. [devia estar assistindo National Kid].

OBS: quando eu falo filme "original" ou "primeiro", quero sempre dizer o de 1939. Ninguém lembra, sabe que existe, ou ligam para os demais, anteriores ou posteriores. É aquele musical completamente brega [pode ser um clássico, mas é brega! aceite!] que 9 a cada 10 pessoas realmente pensam ao ouvir falar em Oz.
O 10º tem problemas, e pensa em outro Oz.

Algo que leio o tempo todo é que todos os atores estão ruins, canastrões, e um tanto plásticos... Quase verdade! A Rachel Weisz manda muito bem dada às limitações do papel. E a loirinha não reclamo não, ela parece ser boa atriz, mas o papel dela basicamente só precisava sorrir. Mas... Isso posto, num filme que é num mundo mágico [CGI muito bonito], com macaquinhos de pelúcia falantes e bonequinhas arretadas... Os humanos também se comportarem como brinquedos em momento algum me incomodou. Na primeira aparição da Mila Kunis, por exemplo, o rosto dela está tão, sei lá, aveludado (?), diria até irreal, que achei que naquele momento ela estava sendo feita em 3D, por captura de movimentos - não parecia humana. Mas passa logo depois. Foi algo na cena. De repente muita maquiagem. Sei lá.

E nada a ver com nada, mas lembrei disso agora: adorei as fadinhas-d'água (imagem ao lado). [eu ia escrever fadinhas-piranhas, mas vocês iriam pensar besteira!]

No final, é um bom filme. Se ficar analisando você acha problema, buraco, etc. Mas é um filme infantil que adultos veem de brinde, mas não foi feito para a gente.

Falei demais. Abaixo duas resenhas de outros sites, sem muito esforço de minha parte (os de sempre, CCR e SR), e paramos por aqui.

Cinema com Rapadura: "(...) razoavelmente competente (...)"
Screen Rant: "(...) a captivating take (...)"

Ah, e, como era óbvio, vem continuação aí. Provavelmente será uma trilogia. Tudo hoje em dia é uma trilogia! E nunca se sabe, de repente o terceiro filme é com a Dorothy e não matam a bruxa verde dessa vez. E a Kunis pode ter um final feliz! Terei esperança.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Últimas Compras - as primeiras de 2013

Essa série de postagens "Últimas Compras", que também poderia ser chamada de "Não sei quando vou ler e se algum dia vou resenhar, isso se o blog ainda existir até lá. Então deixem eu comentar umas besteiras logo!" estava parada faz muito tempo. Tenho várias postagens em rascunho pelo meio... Mas vou tentar ressuscitar isso em 2013.

Então vamos nessa! Janeiro e Fevereiro:

:: LIVROS

Coleção SOS Ficção Científica, de vários autores - Cedibra
Essa já teve uma postagem-introdução, uma postagem-ócio e em breve [sabe deus quando] uma postagem-homenagem. Então não falarei dela. Mas a busca continua! Faltam poucos livros para completar os 87!

Trilhas do Tempo, de Jorge Luiz Calife - Devir
Eu li os 2 primeiros livros da Trilogia Padrões de Contato. Nunca li o terceiro porque não vi por acaso em nenhum sebo, e também acabei não indo atrás. Não lembro muito do segundo, mas o primeiro foi só legal. Gostei dos saltos temporais da história. Mas como também não foram ruins, então estava no plano terminar de lê-los algum dia. Quando saiu a trilogia pela Devir, comprei. E quando saiu o Ângela Entre Dois Mundos, comprei também. Não li ainda, mas algo que me chateou no Ângela é que o visual puramente sci-fi da primeira capa, ficou com um jeitão de quadrinho, com a menina desenhada. Não me entendam mal, super bem desenhado, gostei da nave e a Ângela é bonitinha!, mas sei lá... não sou muito fã de capas de FC com rostos. E se é para ser desenhado, prefiro algo mais rabiscado ou num estilo mais Alex Ross.

Tudo isso foi para dizer que... Se não fosse do Calife... "O Clarke brasileiro"... Eu talvez não comprasse um livro com a capa deste Trilhas. Foi mal Vargas! (o desenhista)
São a Trinity, a Buffy e a Bloodrayne [estou zuando, mas lembrou] naquela tradicional pose de "Quero mostrar o rosto, mas saca só a minha bunda!", as três esperando por um gigantesco pênis voador.

DEPOIS... descobri que foi proposital (Diário do Vale). Ok... Então... Bom trabalho! rs!
Então, galerinha, desabafo posto, se você também olhou torto pra capa erótica/juvenil, saibam que não foi por apelação pura! E, ora!, é o Calife, cacetes siderais! Isso é o suficiente para validar a compra.

A propósito, depois do escrito acima li esse link no Europa SF. Texto do Roberto de Sousa Causo. Fui parar num site europeu para ler algo de um brasileiro, mas ok, tá valendo. Talvez até valendo mais do que se fosse de um europeu que eu não tenha motivos para respeitar. O Causo tem moral. E ele acabou confirmando a razão do por que eu gosto do Calife mas nem tanto das histórias dele: o cara parece mesmo o Clarke! Não era só impressão minha. E eu não sou muito fã do Clarke. Gostava do cara... Mas as histórias dele nunca deram aquele tcham no meu cérebro que o Asimov, Brown ou Lovecraft conseguiram com certa facilidade. Mas que venham mais. [e eu tenho que achar o Sereias para comprar]

Mutts, os Vira-Latas, de Patrick Mcdonnell - Devir
Porque nem só de tirinhas do Dilbert, Garfield, Calvin, Get Fuzzy, Lenore, XKCD ou Dork Tower vive um homem.
O problema é só que a Devir nunca lançou o resto da coleção. Só esse primeiro. São tirinhas mostrando o dia-a-dia de um cão normal (Duque) e um gato sacana (Chuchu). O humor das tirinhas é bem... clássico! Old School, se preferir. Não sei como chamar de antiquado sem parecer uma reclamação. Entre ter começado essa postagem e a revisão do texto [que estou fazendo agora, aumentando várias coisas também], já li. E é bom. Não tem o cinismo ou a nerdice das outras tirinhas que citei, mas é bem legal, só podia ser mais grosso também. [o "também" fará sentido lendo o livro seguinte]

Níquel Náusea: Com Mil Demônios, de Fernando Gonsales - Devir
Adoro essas tirinhas. Estava lá na Devir, comprando o Calife... E além do Mutts comprei a 1ª coletânea delas. O problema: eu sempre achei elas meio caras... Então fiquei enrolando até agora para comprar. E agora que comprei... Putz! É muito fina! Míseras 48 páginas. Colorido, de excelente qualidade, mas são cerca de 230 tirinhas por R$ 24. Um livro do Dilbert, que só muda que o papel é fosco ao invés de brilhante (mas dane-se), sai por US$ 11, com 50% mais tirinhas. Ou o "Custo Brasil" pegou pesado... Ou o bateu olho grande por lucro forte! Na mesma Devir, Sin City ou Astro City [foda! e mega-foda!] custam menos que o dobro. Tem algo errado nessa matemática.
Acho que vou esperar o Gonsales morrer e comprar o capa-dura, com a obra completa.
Dica para a Devir: impressão colorida sim, mas não precisa ser papel-couchê.

Ficção de Polpa: Aventura!, org. por Samir Machado - Não Editora
Acabei nunca voltando na série (e também nunca terminei as Imaginários), mas mesmo não tendo ficado muito fã dos livros do Samir [bem, só li 1 até agora], e mesmo aventura não sendo muito meu estilo... Eu detesto não ter a série completa. Deve ser algum tipo de TOC. [eu prefiro o termo "colecionador"] E nunca se sabe, pode ser bom.
Parafraseando o comercial... "FC não tem. Tem aventura. Pode ser?" [mas nesse caso em específico... se só tiver Pepsi, eu peço uma Soda] [até Simba seria melhor]

O Cordeiro - O Evangelho Segundo Biff, o Brother de Infância de Cristo
(Lamb: The Gospel According to Biff, Christ's Childhood Pal), de Christopher Moore - Bertrand Brasil
Não sei o que esperar desse livro. Estava na dúvida sobre comprá-lo faz muito tempo. Zuações com o Cristianismo são sempre bem-vindas (e com outras religiões também) [pô, eu respeito todas, mas não quer dizer que não ache graça de quando sacaneiam suas falhas e dogmas mal-explicados], mas as vezes as piadas são complexas demais, feitas para pessoas que passaram anos estudando teologia [e só serão entendidas por cátedras religiosos]; ou dignas de um Zorra Total [tão ruins que você se arrepende de ter televisão em casa]. Minha esperança é que o livro fique num meio-termo decente.
O título do livro é tudo que sei da história dele.

Alice - Edição Comentada (The Annotated Alice: The Definitive Edition), de Lewis Carroll, comentado por Martin Gardner - Ed. Zahar
Esse ano vou jogar o American McGee's Alice 2: Madness Returns... Mas resolvi que vou ler o livro antes. Não só para finalmente pegar todas as referências à história original, como também para tomar vergonha na cara, porque eu já devia ter lido isso. Achei o livro meio caro e, sendo da Zahar, esperava que fosse capa dura, mas é a minha velha lógica para esses casos: "Já gastei mais que isso para coisas que valiam menos!". E com todas as vantagens dessa edição (comentários, ilustrações, etc - exceto a capa, que é muito feia), eu me recusaria a comprar qualquer outra versão agora de qualquer jeito.
A história... Pô, me recuso. Fica só o comentário de que além do "As Aventuras de Alice no País das Maravilhas" o livro também inclui o "Alice Através do Espelho e O Que Ela Encontrou Por Lá".

14, de Peter Clines - Permuted Press
O enredo me fez pensar rapidamente no Delicatessen, mas acho que só porque é um prédio com gente esquisita em algo pós-apocalíptico. Acho que o que me convenceu a ler foi a parte da chamada que fala em baratas mutantes! Você precisa de mais do que isso? São baratas! Mutantes!
Vamos ver no que dá.

Pesadelos e Paisagens Noturnas (Nightmares & Dreamscapes), de Stephen King - Objetiva
Nunca me interessei muito em ler Stephen King. Mas milhões de pessoas não podem estar assim tão erradas. E até que a série Torre Negra (que ainda não terminei) é bem interessante. Então resolvi comprar esse, que saiu em 2 volumes, que são vários contos curtos do cara. Se a maioria me agradar, de repente começo a comprar mais livros dele.

Third Shift: Pact, de Hugh Howey
Ainda nem comecei a ler Wool, mas o que li sobre os livros até o momento me convenceu. Estou comprando todos os livros desse cara no mesmo universo. Quatro até o momento (8, se levar com conta que o meu 1º é na verdade a coletâneas dos 5 primeiros originais) e ainda faltam mais 3 para o cara completar. Torcer para eu gostar da bagaça depois. Mas até que tenho me dado bem com essa galera que começou só fazendo os livros digitalmente e agora imprime por demanda. Muita coisa boa.
A história da série gira em torno de uma galera que vivo em silos sob a terra (imagino que o nome silo seja mais um apelido do que uma descrição exata, senão seria muita pouca gente), numa Terra destruída. Os 3 livros da série Shift passam-se antes da série Wool. E depois virão mais 3, da série Dust, unindo as duas.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Duro de Matar 5: Um Bom Dia para Morrer

Nome original: A Good Day to Die Hard
Duração: 1h38min  --  Ano: 2013  --  Trailer
De: John Moore (Max Payne) e Skip Woods (Wolverine)
Com: Bruce Willis (de A Gata e o Rato [adorava essa série]), Jai Courtney (de Espártaco: Sangue e Areia [sim, eu traduzi o nome do cara! é babaquice não fazê-lo]), Sebastian Koch, Rasha Bukvic, Sergei Kolesnikov (os três de nada que eu conheça), Yuliya Snigir (Юлия Снигирь) (de Prisioneiros do Poder) e Mary Elizabeth Winstead (de Scott Pilgrim Contra O Mundo e Super Escola de Heróis).

Resumindo: é divertido. Podia ser melhor, mas não chegou a ser tempo desperdiçado. Mas até concordo com todos que dizem que o filme podia muito bem NÃO ter se chamado Duro de Matar. Chamassem só de "Um bom dia para morrer", "Inferno Vermelho 2", ou qualquer coisa, que continuaria sendo um filme divertido, mas sem precisar associá-lo à série. Mas fazê-lo também não me traumatizou.

Todo mundo reclama que nesse o McLane virou um super-herói mega-confiante, que metralha tudo e todos sem se preocupar em ser atingido, munição, e a certeza absoluta de que vai resolver. Complemente contrário ao policial todo ferrado que, se pudesse, não estava resolvendo nada no Nakatomi do 1º filme. Só teve que resolver a situação por que era ele ou ninguém, e ainda por cima a vida da esposa estava em risco.

Mas vejamos... Deixem-me dar uma idéia. E eu não gosto de ser do tipo que inventa uma explicação do tipo "isso aconteceu fora das telas" e pronto, buraco resolvido! Mas... Neste filme a filha dele é adulta, o filho um marmanjo meio Jason Bourne [sinceramente, nunca soube pelos outros filmes que ele tinha dois filhos. Foi dito e eu não percebi ou inventaram isso agora para esse?], e ele está careca e velho. Então é válido supor que esse filme NÃO se passa alguns meses depois do primeiro.
Na verdade, acabei de vasculhar a rede lendo várias irrelevâncias sobre os personagens, atrás das datas. Se concluí corretamente, passaram-se 24 anos entre o 1º filme e o último [e o filho aparentemente apareceu no 1º filme sim, ainda criança].

No segundo filme ele e a esposa brincam por terem se enfiado numa rabuda daquelas pela 2ª vez. E ele ainda se enfia em mais duas depois disso. Quem nos garante então... que aquilo não virou rotina pro cara? Quem nos diz que nos 20 anos entre o 1º e o último filme ele não se meteu em OUTRAS "incríveis aventuras com uma polícia da pesada"?

No primeiro filme ele estava na polícia faz uns 10 anos. Ele agora está na polícia a mais de 30! Até onde sabemos o cara pode muito bem ter passado anos pegando cada vez mais experiência naquele tipo de situação doida, de repente ele virou o cara da NYPD que sempre era chamado para os pepinos daquele calibre.
Sentado ou cuidando de travessia de crianças em frente ao colégio é que não foi.

Não lembro agora se foi no CCR ou no MRG que alguém comenta sobre, no 4º filme, ele não ter lançado um carro no helicóptero no desespero... ele fez aquilo com a certeza absoluta de que daria certo.

Poxa! Se eu tivesse a experiência que esse cara (hipoteticamente) teve, eu não ia chegar naquele ponto lançando carros em helicópteros... Eu ia me sentir o próprio Riddick! Eu ia parar na frente da aeronave, tirar uma caneca do bolso, apoiá-la do meu lado e dizer para o piloto "Está vendo isso? Eu vou te derrubar usando só esta caneca!" e ainda faria aquele movimento de mãos "vem nessa" à lá Bruce Lee.

Sim, eu sei, mandei para o cacete qualquer chance de realismo. Mas é por isso que eu concordo com todas as críticas. Esse 5º capítulo chutou o balde legal. Só de exemplo, por duas vezes no filme o McLane pula para a morte. Ele escapa vivo, claro, mas ele não tinha nenhuma noção do que aconteceria do outro lado do vidro da janela. Apenas resolve pular, para fugir. Vocês conseguem imaginar o personagem, lá no Nakatomi do filme 1, pulando da janela? É... e aqui ele faz isso duas vezes. E nem quebra nenhum osso. Só faltou estar passando na hora um caminhão aberto transportando travesseiros de penas.

Mudando de assunto, lindíssima vilã. Pior que eu já a conhecia mas não reconheci. Ela é a namoradinha do cara no The Inhabited Island (Обитаемый остров), que só hoje descobri que tem um nome em português (ok, é igual ao livro, então foi fácil batizar, mas nem sabia que já fora lançado oficialmente por aqui).

Mas é isso. Tenho nada para falar não. Só queria palpitar sobre o fato do McLane ter virado Super-Mega-McLane não ter me incomodado tanto. Pô, igual Pokémon: ele evoluiu!


Mas como sempre, fico com pena de quem veio aqui e descobriu que a postagem não ajudou muito, então tomem uma resenha alternativa para vocês. Sem ser dos sites de sempre, para variar um pouco. A resenha é meio pessimista, mas não há muito o que discordar não. Twitchfilm.com: A GOOD DAY TO DIE HARD is Dead on Arrival