Nome original: The Adventures of Tintin
Duração: 1h47min -- Trailer 1 -- Trailer 2 -- Ano: 2011
De: Steven Spielberg e Hergé, com Steven Moffat (de Doctor Who) entre os roteiristas.
Com vozes de: Jamie Bell (o saltador coadjuvante no Jumper), Andy Serkis (Gollum), Daniel Craig (o 007 da vez) e outros.
Hummm... Fora saber que existia, nunca soube nada sobre o Tintim. Lembro da polêmica quando ficaram reclamando que uma das histórias do personagem devia ser banida ou modificada por ser racista... Algo parecido com a celeuma recente com o Monteiro Lobato por aqui. Babaquices de gente ignorante. Ignoremo-los. O desenho animado então, descobri só agora que existia e passava na TV Cultura nos anos 90. [mas já era velho nessa época e acho que no Rio ainda não existia esse canal]
O filme é bom. Divertido. 3D excelente. Correção... CGI excelente. Falar 3D como sinônimo caiu em desuso... As imagens feitas em 3d [aha!] estão excepcionais. A pele dos personagens está quase humana. Muito bom. Mas aproveitando o embalo... o 3D-de-colocação-de-óculozinhos... Tá muito bem feito, claro, mas não sei se vale a pena fazer questão de vê-lo desta forma. Havia cenas, principalmente as no mar, durante o dia, com um incrível céu azul, que eu preferia tirá-los da cara por alguns momentos e curtir a paisagem. Projeção de filmes em 3D precisam seriamente bolar um jeito da imagem com óculos ter as cores originais. Não sei se bastaria projetar de forma mais iluminado (forçar que a imagem seja mais brilhante), ajudaria, mas você continuaria estando de óculos escuros, então o céu azul continuaria não sendo muito bem azul... E em cenas escuras (o que não foi o caso deste filme) estar de óculos escuros não ajuda nem diverte mais em nada (na batalha final do último Harry Potter tinham horas que eu não entendia nada do que estava acontecendo, só via as explosões).
Voltemos ao filme. O humor é meio antiquado. Diverte, mas possivelmente agradará mais aos miúdos. Não que o filme seja de humor, então não posso reclamar, mas já que eles resolveram fazer piadas aqui e ali, eu esperava ter rido um pouco mais. A história é simples e interessante, boa para uma aventura que parece uma mistura de de Lois Lane com Jack Sparrow. Vamos a ela resumidamente: ... sabem duma coisa? acabei de apagar o resumo que eu estava escrevendo. Além de não estar muito resumido, você fica sabendo bastante coisa pelo trailer já. E é o tipo de filme que não vale contar a história. Não deixa de ser uma aventura investigativa, não posso sair dizendo que o mordomo é o assassino.
O filme merece uma nota 9. Podem ver sem medo. As locações (ainda que fabricadas no computador) são belíssimas, há ótimas cenas de ação e a história não é exatamente complexa, mas consegue ter suas surpresas. Interessante que há morte no filme. Ok, não tem uma gota de sangue no corpo (só no chão depois), mas a gente deixa passar. Assim como o fato do Tintim usar arma mas não atirar em ninguém. Já deve ter sido uma decisão difícil (nesses tempos de walkie-talkies em E.T. O Extraterrestre) permanecer fiel aos quadrinho antigo. Então tá tudo bem. E sobre as cenas de ação, destaque para a batalha naval. Extremamente divertida; sem respeitar algumas leis da física, mas eu nunca fiz questão disso. E destaque menor, mas ainda destaque, a briga dos guindastes. Estranhamente, acho que nunca pensaram nisso antes. Não lembro de ter visto.
Algo que incomoda na versão legendada é que o filme é americano, e os nomes foram adaptados para lá. Incomoda bastante ver o Dupont sendo chamado de Thompson. Dá uma certa confusão. Mas gostei de não terem "acertado" isso. O nome original e o nome usado no Brasil foram esse, então tem mesmo que manter. Até mesmo o bizarríssimo "Licorne" do título. Licorne é unicórnio em francês. Simples assim. [eles também tem a palavra unicorne, mas é menos usada] Mas na época do quadrinho não traduziram... Então, tarde demais! Estão certos de não fazerem isso agora. E isso não afeta em nada a história, verdade seja dita.
Mudando do filme para a sessão em si, se você não quiser impressionar (ou abraçar melhor) a namorada, não imagino motivo para quererem ver no tal UCI Delux. Resolvi testar. De cara... bancos de couro no verão não são uma boa idéia. A sala devia estar bem mais fria no começo da sesssão, e não ir melhorando as poucos. Ter uma entrada bonitinha, com cara de sala vip... Agradar o cliente é obrigação, é não um serviço - então não me cobrem a mais por isso. E a cadeira é mesmo confortável, dá pra se esticar ou cruzar as pernas sem medo de chutar ninguém. E tem um treco para apoiar as pernas, mas não usei. Ah, mas ela é tão fofa que afunda um pouco demais, então baixinhos correm o risco de terem que sentar com a coluna mais ereta que o normal para o banco da frente não tapar o fundo da tela [é sério, eu fiquei na raspa. devia sentar com uma postura melhor, eu sei, mas sentei da forma 'normal' que se senta num cinema]. Mas daí a cobrarem o *dobro* por uma cadeira melhorzinha? Não!
Fiquei com a impressão que como cortaram metade dos lugares, resolveram cobrar o dobro e pronto. Para darem uma de chiques sem perder dinheiro. Que é o que interessa eu sei, mas mesmo assim... Em suma: é uma sala de cinema para quem tem dinheiro para gastar (e aí, gastar R$ 9 ou R$ 50 tanto faz) mas ainda prefere ir ao cinema ao invés de assistir no telão da sua cobertura [no dia que eu for rico, serei assim, eu não abro mão de cinemas!], não é uma sala em que você paga um pouco a mais para ter algo mais - você paga MUITO mais só para esticar as pernas e não disputar apoio de braço (e ter uma mesinha na sua frente, mas o banco afunda tanto, que apoiar uma Coca ali corre o risco de ficar na frente do filme. acho que ainda prefiro o esquema de um buraco na frente do apoio de braço).
E é isso. Postagem fazendo jus ao título do blog, porque falei muito sem falar nada.
Resenhas decentes: Judão e Cinema com Rapadura
Críticas curtas variadas: também no CCR
E para não ficar só no elogio: Screen Rant (em inglês)
Ah, e para os que ficaram curiosos como eu, o cachorro é um Fox Terrier e não Schnauzer branco - que foi minha teoria durante o filme, sem nem saber que eles existiam de verdade.
domingo, 22 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A Hora da Escuridão
Nome original: The Darkest Hour / Фантом
Duração: 1h29min -- Trailer -- Ano: 2011
De: Leslie Bohem (desconheço), Chris Gorak (desconheço mais) e Timur Bekmambetov (que foi "O" nome que me fez ir ver o filme, mas eu não tinha reparado que ele era só o produtor, ou seja, nada! mas sempre falavam dele para chamar a atenção, já que o cara é o responsável pelos Guardiões da Noite e Guardiões do Dia) [se estiver sem tempo, prefira ver os trailers destes 2 do que do Hora] [também fiquei curioso quando falaram das tomadas alternativas de câmera... tem nada. tudo padrão!]
Com: Emile Hirsch (o Speed Racer, que neste filme parece aquele garoto que tinha poderes, num seriado dos ano 80), Max Minghella, Olivia Thirlby (que fica melhor de cabelo curto, estará no próximo filme do Juiz Dredd e [não lembro dela] esteve no Juno), Rachael Taylor (uma das Panteras no seriado que acabou de fracassar), Joel Kinnaman (coadjuvante principal 1, o personagem detestável padrão) e Veronika Ozerova (coadjuvante principal 2, a nativa [linda!]).
A história... Bem, veja o trailer acima. Ele conta até bem mais, com umas narrativas jornalísticas que não estão no filme e ficam explicando a história. Basicamente, é o enredo padrão do invasão. Falta-me um bom exemplo agora, mas ao ver o filme vocês verão que é 'o de sempre'. Cenas de paisagem, uma rápido draminha para ficarmos com pena e gostarmos dos mocinhos; um rápido antagonismo com o personagem escroto, que não afeta em nada a história, mas precisam nos fazer não gostar dele; e mocinhas saltitantes e sorridentes que os mocinhos conhecerão no bar.
Aí, quase que literalmente, começa a chover et. Morre o primeiro dos coadjuvantes genéricos (o policial que vira purpurina no trailer). E começa a correria.
O filme tem seus momentos de suspense e personagens coadjuvantes até interessantes (os principais são bem genéricos). O filme faz até parecer que é baseado num livro e que aquela gente toda teria mais participação, mais background e bem mais história não contada. Mas não tem não. Ponto para o filme. Mas é meio lento em alguns momentos.
O fim é fraco. Mas nesse tipo de filme não tem muito como terminar diferente. Ou eles morrem, ou eles fogem, ou eles soltam uma frase de efeito e matam todos os ETs. Como os personagens são basicamente turistas, já podem esquecer a última opção. Mas o final do filme teve um mérito e uma desgraceira... Alerta de Spoiler. PARE DE LER se não quiser saber duas cenas meio óbvias do final.
Mas então... o legal do final é que na hora que a mocinha e o mocinho darão o tão esperado beijo, a nativa olha para eles e faz aquela cara de "ah, me poupem", quase que sacaneando esse tipo de cena final. Muito bom. Aí a tela apaga e... TEM OUTRA CENA. O filme teria terminado [eeerr....] bem se parasse ali. Fiquei com a impressão de que essa outra cena não existia, que foi colocada lá porque americano gosta de final feliz e explicadinho... Nessa outra cena solta e desnecessária, os personagens ouvem o rádio e ficam sabendo que a humanidade começou a revidar, etc, e que a mãe da mocinha está viva! Êêêêê! Minha vez de pensar "me poupem". Deixassem o final em aberto. Como o filme terminaria numa cena engraçadinha, ninguém ia pensar o pior mesmo, não precisam esfregar na minha cara que "o final foi feliz sim, para o caso de você não ter entendido".
Dúvida: nesta cena final idiota eles falam "Legal! Derrubaram uma das torre dos ets". Só que no filme não é mostrada torre alguma! (Ou eu não vi?) Além de colocarem uma cena ruim, colocam uma cena ruim que faz menção à uma cena cortada? (lembrei disso vendo a arte conceitual do filme, onde a tal torre aparece)
Ah, outra reclamação. Putz, são aliens invisíveis, de uma forma de vida maluca que o gordo conjectura uma hora no filme, e aí finalmente vemos a cara deles e... tem olhinhos e nariz e ainda por cima lembram o vilão do Monstros vs Alienígenas (o Gallaxhar)? Se víssemos só os tentáculos (?) sacudindo e pronto, legal... Precisava mesmo carinha de zangado dando olhar malévolo para o protagonista?
Ah, mais uma: ok, o diretor quer um momento dramático, matando um dos personagens... Mas precisa torná-lo um retardado de uma hora para outra? Você corre para salvar outro personagem e aí, na hora de fugir, você calmamente fica parado dizendo "Desce aqui, ó, cuidado hein... olha o pezinho. Assim. Isso. Tá tudo bem aí em baixo? Que bom. Acho que vou descer agora também..." Isso tudo com um ET assassino a 5 metros de você. P*! Tu joga a pessoa que você salvou e pula atrás! Machucou o ombrinho? Ok, pelo menos ninguém morreu!
Sugestão: veja o filme quando passar na Tela Quente. (nem precisa fazer questão de ouvir as falas originais, não há nada realmente inspirado ou que você perca a piada).
Dica musical: a música no começo, que canta I like the Gucci Gucci, I love the dollar bill é a "I Like That" dos Static Revenger & Richard Vission (ft. Luciana).
Clip e letra aqui.
Resenhas de outros:
Box Office Prophets: "The movie is flat and stupid."
Cinema com Rapadura: "Invasão alienígena resulta em suspense sem sal"
E dúvida final: o que aconteceu com o gato?
Duração: 1h29min -- Trailer -- Ano: 2011
De: Leslie Bohem (desconheço), Chris Gorak (desconheço mais) e Timur Bekmambetov (que foi "O" nome que me fez ir ver o filme, mas eu não tinha reparado que ele era só o produtor, ou seja, nada! mas sempre falavam dele para chamar a atenção, já que o cara é o responsável pelos Guardiões da Noite e Guardiões do Dia) [se estiver sem tempo, prefira ver os trailers destes 2 do que do Hora] [também fiquei curioso quando falaram das tomadas alternativas de câmera... tem nada. tudo padrão!]
Com: Emile Hirsch (o Speed Racer, que neste filme parece aquele garoto que tinha poderes, num seriado dos ano 80), Max Minghella, Olivia Thirlby (que fica melhor de cabelo curto, estará no próximo filme do Juiz Dredd e [não lembro dela] esteve no Juno), Rachael Taylor (uma das Panteras no seriado que acabou de fracassar), Joel Kinnaman (coadjuvante principal 1, o personagem detestável padrão) e Veronika Ozerova (coadjuvante principal 2, a nativa [linda!]).
A história... Bem, veja o trailer acima. Ele conta até bem mais, com umas narrativas jornalísticas que não estão no filme e ficam explicando a história. Basicamente, é o enredo padrão do invasão. Falta-me um bom exemplo agora, mas ao ver o filme vocês verão que é 'o de sempre'. Cenas de paisagem, uma rápido draminha para ficarmos com pena e gostarmos dos mocinhos; um rápido antagonismo com o personagem escroto, que não afeta em nada a história, mas precisam nos fazer não gostar dele; e mocinhas saltitantes e sorridentes que os mocinhos conhecerão no bar.
Aí, quase que literalmente, começa a chover et. Morre o primeiro dos coadjuvantes genéricos (o policial que vira purpurina no trailer). E começa a correria.
O filme tem seus momentos de suspense e personagens coadjuvantes até interessantes (os principais são bem genéricos). O filme faz até parecer que é baseado num livro e que aquela gente toda teria mais participação, mais background e bem mais história não contada. Mas não tem não. Ponto para o filme. Mas é meio lento em alguns momentos.
O fim é fraco. Mas nesse tipo de filme não tem muito como terminar diferente. Ou eles morrem, ou eles fogem, ou eles soltam uma frase de efeito e matam todos os ETs. Como os personagens são basicamente turistas, já podem esquecer a última opção. Mas o final do filme teve um mérito e uma desgraceira... Alerta de Spoiler. PARE DE LER se não quiser saber duas cenas meio óbvias do final.
Mas então... o legal do final é que na hora que a mocinha e o mocinho darão o tão esperado beijo, a nativa olha para eles e faz aquela cara de "ah, me poupem", quase que sacaneando esse tipo de cena final. Muito bom. Aí a tela apaga e... TEM OUTRA CENA. O filme teria terminado [eeerr....] bem se parasse ali. Fiquei com a impressão de que essa outra cena não existia, que foi colocada lá porque americano gosta de final feliz e explicadinho... Nessa outra cena solta e desnecessária, os personagens ouvem o rádio e ficam sabendo que a humanidade começou a revidar, etc, e que a mãe da mocinha está viva! Êêêêê! Minha vez de pensar "me poupem". Deixassem o final em aberto. Como o filme terminaria numa cena engraçadinha, ninguém ia pensar o pior mesmo, não precisam esfregar na minha cara que "o final foi feliz sim, para o caso de você não ter entendido".
Dúvida: nesta cena final idiota eles falam "Legal! Derrubaram uma das torre dos ets". Só que no filme não é mostrada torre alguma! (Ou eu não vi?) Além de colocarem uma cena ruim, colocam uma cena ruim que faz menção à uma cena cortada? (lembrei disso vendo a arte conceitual do filme, onde a tal torre aparece)
Ah, outra reclamação. Putz, são aliens invisíveis, de uma forma de vida maluca que o gordo conjectura uma hora no filme, e aí finalmente vemos a cara deles e... tem olhinhos e nariz e ainda por cima lembram o vilão do Monstros vs Alienígenas (o Gallaxhar)? Se víssemos só os tentáculos (?) sacudindo e pronto, legal... Precisava mesmo carinha de zangado dando olhar malévolo para o protagonista?
Ah, mais uma: ok, o diretor quer um momento dramático, matando um dos personagens... Mas precisa torná-lo um retardado de uma hora para outra? Você corre para salvar outro personagem e aí, na hora de fugir, você calmamente fica parado dizendo "Desce aqui, ó, cuidado hein... olha o pezinho. Assim. Isso. Tá tudo bem aí em baixo? Que bom. Acho que vou descer agora também..." Isso tudo com um ET assassino a 5 metros de você. P*! Tu joga a pessoa que você salvou e pula atrás! Machucou o ombrinho? Ok, pelo menos ninguém morreu!
Sugestão: veja o filme quando passar na Tela Quente. (nem precisa fazer questão de ouvir as falas originais, não há nada realmente inspirado ou que você perca a piada).
Dica musical: a música no começo, que canta I like the Gucci Gucci, I love the dollar bill é a "I Like That" dos Static Revenger & Richard Vission (ft. Luciana).
Clip e letra aqui.
Resenhas de outros:
Box Office Prophets: "The movie is flat and stupid."
Cinema com Rapadura: "Invasão alienígena resulta em suspense sem sal"
E dúvida final: o que aconteceu com o gato?
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O Efeito Lázaro
Título original: The Lazarus EffectDe: Frank Herbert e Bill Ramsom
Ano original / edição: 1983 / 1990
Páginas: aprox. 185 por volume
Editora: Europa-América
Tradução: Francisco Faia
ISBN: 9721031410 (vol.1) e 9721031585 (vol.2)
Este livro é a segunda continuação do Destination: Void. [*]
A história original foi bem estranha, mas era interessante. Tínhamos uma nave com uma tripulação de clones, cada um com uma especialidade, mas apenas uns 5 acordados. O resto congelado para ser serem acordados só conforme a necessidade ou quando a nave atingir seu objetivo. Acontece que a viagem era uma armação. Os responsáveis por ela (que seria mais uma de várias destas falsas viagens) já haviam programado a nave para falhar num certo ponto, de forma que a única escapatória possível para a tripulação fosse criar uma inteligência artificial consciente para resolver o problema - e a criação dessa inteligência é que era a verdadeira intenção.
Isso explica também o nome do livro: como a nave não tinha um destino de verdade, iria parar no meio do caminho, o destino deles era justamente o nada interestelar, daí... "Destino: O Vazio"
Não lembro exatamente que rolo foi esse para precisarem de uma solução tão sofisticada, mas eles terminam. E a nave sai muito mais esperta do que deveria...
E doida.
Tampouco lembro como termina. Mas foi um bom livro.
[* = o nome e as cores entre o meu blog e esse linkado foram uma divertida coincidência, e nós dois ainda adoramos Frank Herbert, muito maneiro. Dei um "Oi" lá para ele até, em outra postagem sobre o FH]
Aí veio a continuação amalucada ("O Incidente Jesus", que não resenharei, porque já li anos atrás), envolvendo engenharia genética, algas inteligentes, uma viagem no tempo para ver Jesus, e "A Nave" por trás disso tudo. Porque depois do primeiro livro ela resolveu que era Deus e povoou um planeta (Pandora) com alguns dos clones congelados. Bizarro. Muito bizarro. Li até o fim, claro, mas acho que o estado de choque ajudou um pouco. Isso faz alguns anos... Estava enrolando para ler as continuações desde então. Não é um livro que dê para ler num momento light qualquer, "ah, hoje acho que vou ler isso aqui para me divertir". Não, para isso vá ler livros de zumbi, se você vai ler a "Tetralogia Void", principalmente as continuações, você tem que estar no clima de ler algo meio confuso, que segue uma história meio doida. Os neurônios terão que se esforçar.
Há um bom parágrafo sobre os livros neste link: É Difícil Ser um Clássico, no site Vimana. O texto é sobre Duna, o parágrafo que eu falo é o primeiro depois da capa do Herdeiras de Duna.
E depois do choque que foi o 1º livro (o 2º na verdade, mas é a primeira continuação), bateu aquela falta de paciência com a continuação seguinte. Depois de 3 páginas confusas você já fica naquele de "onde foi que me enfiei?", mas como o Herbert é um dos meus escritores preferido, resolvi que ia ter que engolir. Claro, como o livro é feito a duas mãos, sempre posso imaginar que as partes ruins não são do Frank. :-)
Em que ponto estamos na história no Lázaro? Mini-recapitulação do primeiro: no primeiro livro a Nave-deus está presente, é um personagem, tem contato com os habitantes do seu planeta e fica fazendo experiências com a humanidade como um todo, dá até a entender que aprontou algo com a História da Terra (pois é, ela consegue). E essa sobra de humanidade está tentando se virar em viver na porcaria de planeta que Nave arranjou, praticamente sem ter onde morar e colonizar (é quase tudo oceano), tendo que criar clones mais adaptáveis, com animais marinhos violentos, e uma alga consciente que na verdade compartilha sua mente com o planeta inteiro, e os clones querendo se rebelar [Planeta Pandora... flora e fauna com mente coletiva... Povo adaptado x Humanos normais.... hummmm... Avatar??]... É, deu merda! Maior matança no final e destruíram a alga. [o que me faz lembrar de outro livro do Herbert, onde matam todos os insetos e depois descobrem que não foi uma boa idéia]
Pois bem, livro seguinte: A desgraça no final do Jesus já faz alguns séculos. A Nave está fora também, a alga-consciente está morta, e os mares subiram e não há mais terra habitável. Estamos num mundo que parece o Waterworld do Kevin Costner. Mas sem os jet-skis. Mentira, no livro até que eles têm bastante coisa, não estão numa espécie de Mad Max marinho não. A humanidade está dividida em duas. Temos as pessoas quase normais, mas que são praticamente sereios (são os "maromens" na tradução portuguesa de Portugal), que vivem no fundo do mar, em cidades meio SeaQuest, com tecnologia mais parecida com a nossa (coisas de metal); e temos os descendentes dos experimentos genéticos criados no 2º livro - temos aí gente com braços gigantes, mulheres de 3 seios, cabeças imensas com olhos laterais, super-visão... todo tipo de anomalia sai desta segunda parcela da humanidade, menos desenvolvida em muitas aspectos, e que vivem em ilhas (eles são os "ilhéus"), com casas criadas organicamente, que precisam ser "alimentadas" (daí ter ressaltado acima que os maromens têm "coisas de metal", a tecnologia deles é "normal", a dos ilhéus é genética - as próprias ilhas estão vivas!).
Os dois lados vivem uma harmonia torta. Há relação política, trocas comerciais, etc, mas os maromens têm um certo desdém dos primitivos e religiosos ilhéus, além de um sentimento meio ariano contra a diversidade física caótica deles; os ilhéus por sua vez invejam as capacidades técnicas dos primeiros, mas não são fãs de sua arrogância e de sua falta de fé. Se bem que os maromens *têm* seus motivos para não terem muita fé na divindade da Nave; mas eles também não querem que todos os ilhéus se explodam (bem, alguns sim), pois eles têm interesse em repopular os mares com a barrilha (alga), mesmo sabendo que esta não será tão consciente como a original, o que permitirá que o planeta volte a ter terra habitável.
No livro, temos vários dos temas preferidos do Herbert: sociedades diferentes da nossa; questões religiosas/messiânicas; e ecologia.
Algo que fiquei com a impressão em algumas partes, não sei se justa, é que os personagens principais não são atores da trama, eles estão praticamente "Forrest Gumpeando" na História. Ok, eles são presos, fogem, matam um aqui outro ali, mas eles pareciam que estavam sendo empurrados de um lado para o outro, sem nenhum poder de interferir ou mudar nada que esteja acontecendo. Mas não é mal, depois que você se acostuma com todos os personagens, e o estilo pesado do Herbert se reentranha, a história flui suave, quase que uma aventura romântica (tem um casalzinho apaixonado entre os "gumps").
O que temos?
Personagens ilhéus: um pescador experiente e seu ajudante, um Juiz (esqueci exatamente o cargo, mas ele é de uma comissão genética, que decide quando fetos mal-formados precisam ser abortados), uma Capelã-Psiquiatra (responsável por tomar conta do híbrido alga-humano que surgiu no final da 1ª continuação), e um historiador que trabalha com alguns maromens.
Personagens maromens: um cientista do bem (que cuida das plantações de algas), a embaixadora maromen entre os ilhéus, uma jovem 'instrutora de algas', e um cientista do mal. [atente: estas são descrições extremamente resumidas e toscas]
O maromen do mal quer acabar com os grotescos ilhéus, assumir o governo da sociedade, ter controle sobre as algas, que por sua vez o permitirá recriar áreas de terra sobre o mar, onde a população poderá voltar a habitar deixando o fundo do mar. Para isso ele precisa da ajuda da embaixadora (não lembro bem porque) e do cientista do bem (para controlar as algas). Os pescadores, o historiador e a instrutora entraram de gaiatos no rolo. O Juiz um pouco também. E a Capelã aparece aqui e ali, principalmente quando temos que ver o que se passa com a híbrida alga-humano, e um agregado que ela tem. Mas não pensem que são personagens inúteis, sem eles não teria história e com eles podemos ter o ponto de vista de boa parte das diferentes sociedades pandoranas. O que eles não afetam muito é a História com H maiúsculo. Ah, e o cientista do mal quer ir em órbita pegar os clones humanos congelados que Nave deixou ainda no espaço. Ninguém sabe bem o que está lá, congelado há séculos, mas ele tem certeza que isso o ajudará em seus planos. ["Cérebro, o que você quer fazer esta noite?"]
Importante, eu não percebi problemas com a tradução portuguesa, há aquelas frases de efeitos frankherbertianas aqui e ali que você fica na dúvida se não fez sentido porque traduziram mal ou se é porque a frase é estranha mesmo, então você fica com a segunda opção (realmente a mais provável) e segue em frente; mas por acaso eu tenho esse livro em inglês também e resolvi ler o capítulo final nele, de bobeira... E não é que eu pego algo que talvez seja um problema sério de tradução? E logo na frase que fecha o livro?
Ou talvez em PT-PT o verbo gostar tenha usos que o PT-BR desconheça... Deixo essa questão para vocês, saquem só:
Contexto:
- personagem X está tentando convencer o Z de que os sonhos dele para o futuro dos povos é o ideal.
- Z não concorda.
- X se espanta e comenta com Y
- E Y, que já tinha sofrido a influência de X antes, não concorda nem discorda, mas responde.
Resposta traduzida: Vês? Gostamos de quem nos força a ter os nossos sonhos.
Resposta original: You see? We care who forces our dreams onto us!
No meu entendimento, Y deu uma bela sacaneada em X, e a frase tem sentido de "Nós nos importamos com quem força sonhos na gente" (porque X já tinha forçado seus sonhos no Y), completamente diferente do que pareceu quase que um agradecimento da versão portuguesa. Preocupante. Faz-me temer pela tradução de outras conversas importantes ao longo do livro. Ou então eu preciso melhorar meu conhecimento verbal do português europeu.
Por falar nisso, quem nunca leu em PT-PT ficam duas dicas: ecrán = monitor; e o pretérito imperfeito deles parece o nosso perfeito: "eu gostava de ir" significa (não sei se sempre) "eu gostaria de ir".
No final, um bom Herbert, não tão estranho como a 1ª continuação, e, como eu disse, depois que se entra no embalo é quase que uma curta aventura - com "planos dentro de planos", tiradas políticas, antropológicas e ecológicas, mas ainda assim, uma aventura. Ao ler O Incidente Jesus eu fiquei reticente de ler as continuações. Ao ler este... eu fiquei curioso como a tetralogia termina. Ao invés de esperar alguns anos, já está na fila para os próximos meses.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Ficção de Polpa - Volume 1
Organizado por: Samir Machado de Machado
Editora: Não Editora -- umas 130 páginas -- Ano: 2007
17 contos -- ISBN: 978-85-61249-02-1
Primeiro, a triste verdade: as histórias não são necessariamente boas. Criativas [grande parte] não há como negar, mas um tanto alternativas demais [para o MEU gosto]. Sei lá, seria isso o chamado New Weird? Porque as histórias são estranhas. Mas são curtas, isso é bom. Mesmo que de repente você tenha um estalo de "Que porra! Este conto é uma merda!" você já leu 2 páginas curtas e agora só falta mais 1 para terminar. Então você termina. [O autor que me perdoe, mas escrevo isso lembrando especificamente do conto da velhinha com o fantasma francês (?), um marido lobisomem (?) e um quadro de olhar maligno, no meio de um furacão - nada fez sentido e o conto termina fazendo menos].
Mas, como a própria introdução do livro fala, não tivemos por aqui muito desta cultura, de contos fantásticos, ficção científica ou aventureiros - putz, o mais próximo que me vem a cabeça que tivemos parecido é a literatura de cordel, com seus cachorros, cangaceiros e fantasmas - então qualquer iniciativa no estilo é bem-vinda. Ok, os contos não me agradaram tanto assim, achei que o estilo deles na verdade é bem mais moderno do que seriam na época das pulp fictions originais; mas... até onde entendi, a proposta não era mesmo emular o estilo. Então está valendo. E para não ficar na reclamação, gostei bastante do conto em que o cara dá carona para uma garota na estrada. Várias divertidas reviravoltas. [Edição: o conto é o: O Desvio, de Antônio Xerxenesky.] Ia citar outro agora também, mas folheei o livreto duas vezes procurando o conto... e aí me toquei: ele é do Volume 2! É... mas o Volume 1 valeu pela curiosidade e para ter a coleção completa [o que me faz lembrar... tenho que ver se já saiu a nova Imaginários. [ih! saiu!] Essa é outra coleção no mesmo estilo, com contos variados de terror, fantasia e fc, que eu compro todos os que saem - apesar de ainda não ter lido nenhum.]
Algo legal: há um rápido making-of da capa.
Outra coisa legal: conto do Lovecraft ao final. Eles estão fazendo isso, colocando uma "faixa bônus" no fim, com algum grande clássico do gênero pulp. E no volume 2 já vi que o conto é do Weinbaum, de quem sou grande fã. Isso aumenta bastante a expectativa sobre o conto bônus do 3º livro, que é de um cara que eu não conheço. E nos 2 primeiros eles colocaram 2 de meus escritores preferidos... Só isso já me dá vontade de ler logo todos, para chegar no conto. [sim, eu podia lê-lo agora. mas gosto de ler na ordem.]
// E interrompo a narrativa para colocar aspas gigantes, porque eu realmente sou fã do Weinbaum e gosto de puxar a sardinha do cara sempre que possível. Mal comecei o Volume 2 ainda, mas já saibam vocês que a compra talvez já valha só de poder conhecer a obra mais famosa do sujeito. « "Uma Odisséia Marciana" teve, no campo, o efeito de uma granada explodindo. Com apenas esta história Weinbaum foi instantâneamente reconhecido como o melhor escrito vivo de ficção-científica, e ao mesmo tempo quase todo escritor no campo tentou imitá-lo. » Não são minhas palavras, são do bom doutor Isaac Asimov. O cara foi elogiado até pelo Lovecraft. Não é bolinho, não. //
Voltando ao Polpa, leituras recomendadas: rock loco: Raízes da Cultura Pop
(fala da série e explica um pouco o que é a 'ficção de polpa')
A introdução do livro aqui: coluna do Roberto Sousa Causo, no Terra Magazine
E uma breve resenha conto a conto: de novo, via o Roberto Sousa Causo
[eu vivo indo parar nas colunas dele sempre que pesquiso algo sobre FC... nem é proposital]
Não gostei muito deste primeiro volume e, pelo tamaninho que é, talvez pudesse custar uns R$ 9 ao invés de R$ 15, mas não des-recomendo a leitura. É interessante, é legal ler sabendo que os escritores são nacionais, e tem coisa diferente para quem está começando a ler o estilo agora. Só atentem que as histórias são principalmente de suspense, há pouca ficção-científica *clássica* mesmo quando o conto é do gênero, e o terror não te deixa tenso. Sinto que é obrigatório na estante de um fã, mas não consigo terminar a postagem num enfático "Leiam!". Fiquem com o seguinte: Experimentem!
(e depois eu volto quando ler os demais da coleção, atualmente em 4 volumes)
[ATUALIZAÇÃO: na introdução do Volume 2 é explicado que o primeiro volume pendeu mais para o terror e que o segundo focará na ficção-científica. Não sei se foi proposital, ou se acidental e estão remediando, mas para quem curte mais FC, não desistam da série!]
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Dragon Head
Post curto, é só para constar e ter mais um lugar em português falando sobre o filme.
Nome original: ドラゴンヘッド / Doragon Heddo
Trailer (não vejam ainda, continuem lendo)
Duração: 2h02min -- Ano: 2003 -- País: Japão
De: Joji Iida (飯田譲治) -- Com: Satoshi Tsumabuki (妻夫木聡) e Sayaka Kanda (神田沙也加). E outros, mas você não vai nem lembrar o nome dos 2 principais mesmo...
Viu? Já esqueceu!
A propósito, a Sakaya é a cantora. A vivo aqui e aqui. [alguém aí que seja nerd de j-pop... me explica aí a outra cantora chorando no primeiro vídeo, e o que diabos é o segundo? super-fofo. rs!]
Resolvi ver o filme após esta postagem aqui: Cinema ao Sol Nascente: Doragon heddo [mas não lembro como fui parar lá...] Não li a resenha toda antes de ver o filme, para não estragar nenhuma surpresa, mas já fica aqui a recomendação que está lá: não veja o trailer. Parece feito por um brasileiro, a porcaria do trailer conta o filme todo, praticamente na mesma ordem. Só não parece totalmente um trailer brasileiro pois é curto. Mas fora isso...
Se querem entender o que eu digo, vejam o trailer do Vôo da Fênix. Não é um trailer, é um resumo do filme. [por mais que o próprio nome do filme já entregue o final, o trailer podia ter sido melhor] Na verdade, até o poster do Dragon Head é meio 'spoilerento', mas não queria deixar a postagem sem o poster... É bom pra chamar a atenção! E aí você lê a opinião do cara acima (em português), e resolve assistir o filme. Missão cumprida. [a propósito, caso alguém note, a imagem não é mesmo do poster, não achei uma boa imagem (só essa), então editei a capa do DVD para ficar parecido]
Comentários rápidos: Sim, é longo. Sim, é lento. Mas prende a atenção se você não for nenhum maníaco hiperativo. Vendo as imagens na postagem acima eu sabia que o filme teria cenas externas. Mas no começo do filme, com 40 minutos deles presos num túnel, eu achei que o filme inteiro se passaria ali... e estava tudo bem por mim. Cogitei que as cenas externas seriam ao final... aquela coisa meio final de episódio de Além da Imaginação: " Veja, surgiu uma abertura. Vamos sair. ESTAMOS SALVOS! Estamos salv..... Oh-oh, o mundo acabou. "
Outra coisa interessante de se saber: o filme é baseado num quadrinho [ok, ok... num seinen mangá!, melhorou?] de mesmo nome (link). Que tem início, meio e fim, então pode dar seu jeito de ler também se você gostar muito da história. Mas já aviso que lá você não saberá muita coisa mais do que já soube no filme. Uma ou outra sobre a geopolítica, mas não sobre os personagens, e menos ainda sobre o final. [eu chequei! rs.] E ser baseado em quadrinho explica o estilo meio episódico da história.
Ah, resumo relâmpago da história: bando de alunos num trem e, ao passarem por um túnel, alguma desgraça acontece. O filme começa com o túnel desabado e 3 sobreviventes acordando: um casal e outro moleque que fica meio surtado. Depois de um tempo presos lá eles escapam para a superfície e descobrem que, seja lá o que aconteceu, não apenas derrubou o túnel onde passavam, mas destruiu boa parte do Japão (e talvez do mundo). Daí em diante eles precisam se virar para chegar a Tóquio, onde imaginam que a situação seja um pouco melhor, através de um ambiente apocalíptico e uma sociedade que rapidamente descambou.
Podem ler também a resenha que linkei no alto, concordo com quase tudo lá e fala um pouco mais sem entregar quase nada.
Vale o passatempo se estiverem no clima. Mas caso não, guardem o nome para depois.
Nome original: ドラゴンヘッド / Doragon Heddo
Trailer (não vejam ainda, continuem lendo)
Duração: 2h02min -- Ano: 2003 -- País: Japão
De: Joji Iida (飯田譲治) -- Com: Satoshi Tsumabuki (妻夫木聡) e Sayaka Kanda (神田沙也加). E outros, mas você não vai nem lembrar o nome dos 2 principais mesmo...
Viu? Já esqueceu!
A propósito, a Sakaya é a cantora. A vivo aqui e aqui. [alguém aí que seja nerd de j-pop... me explica aí a outra cantora chorando no primeiro vídeo, e o que diabos é o segundo? super-fofo. rs!]
Resolvi ver o filme após esta postagem aqui: Cinema ao Sol Nascente: Doragon heddo [mas não lembro como fui parar lá...] Não li a resenha toda antes de ver o filme, para não estragar nenhuma surpresa, mas já fica aqui a recomendação que está lá: não veja o trailer. Parece feito por um brasileiro, a porcaria do trailer conta o filme todo, praticamente na mesma ordem. Só não parece totalmente um trailer brasileiro pois é curto. Mas fora isso...
Se querem entender o que eu digo, vejam o trailer do Vôo da Fênix. Não é um trailer, é um resumo do filme. [por mais que o próprio nome do filme já entregue o final, o trailer podia ter sido melhor] Na verdade, até o poster do Dragon Head é meio 'spoilerento', mas não queria deixar a postagem sem o poster... É bom pra chamar a atenção! E aí você lê a opinião do cara acima (em português), e resolve assistir o filme. Missão cumprida. [a propósito, caso alguém note, a imagem não é mesmo do poster, não achei uma boa imagem (só essa), então editei a capa do DVD para ficar parecido]
Comentários rápidos: Sim, é longo. Sim, é lento. Mas prende a atenção se você não for nenhum maníaco hiperativo. Vendo as imagens na postagem acima eu sabia que o filme teria cenas externas. Mas no começo do filme, com 40 minutos deles presos num túnel, eu achei que o filme inteiro se passaria ali... e estava tudo bem por mim. Cogitei que as cenas externas seriam ao final... aquela coisa meio final de episódio de Além da Imaginação: " Veja, surgiu uma abertura. Vamos sair. ESTAMOS SALVOS! Estamos salv..... Oh-oh, o mundo acabou. "
Outra coisa interessante de se saber: o filme é baseado num quadrinho [ok, ok... num seinen mangá!, melhorou?] de mesmo nome (link). Que tem início, meio e fim, então pode dar seu jeito de ler também se você gostar muito da história. Mas já aviso que lá você não saberá muita coisa mais do que já soube no filme. Uma ou outra sobre a geopolítica, mas não sobre os personagens, e menos ainda sobre o final. [eu chequei! rs.] E ser baseado em quadrinho explica o estilo meio episódico da história.
Ah, resumo relâmpago da história: bando de alunos num trem e, ao passarem por um túnel, alguma desgraça acontece. O filme começa com o túnel desabado e 3 sobreviventes acordando: um casal e outro moleque que fica meio surtado. Depois de um tempo presos lá eles escapam para a superfície e descobrem que, seja lá o que aconteceu, não apenas derrubou o túnel onde passavam, mas destruiu boa parte do Japão (e talvez do mundo). Daí em diante eles precisam se virar para chegar a Tóquio, onde imaginam que a situação seja um pouco melhor, através de um ambiente apocalíptico e uma sociedade que rapidamente descambou.
Podem ler também a resenha que linkei no alto, concordo com quase tudo lá e fala um pouco mais sem entregar quase nada.
Vale o passatempo se estiverem no clima. Mas caso não, guardem o nome para depois.
sábado, 24 de dezembro de 2011
I have a dream today, my friends!
Em homenagem a data, com vocês, minha canção natalina preferida. [é sério!]
Max Headroom cantando Merry Christmas Santa Claus (You're a Lovely Guy).
Putz!... O clip ficou lá anos e aí chega época de Natal e o Youtube tira do ar o único link do vídeo. Não vou recolocar eu mesmo porque:
1) vão tirar; e 2) mal entrei no Youtube, não quero já ser expulso. rs!
ATUALIZAÇÃO JAN/2013: o link abaixo não abre mais, achei de novo no Youtube, qualidade ruim, estou quase entrando em contato com o cara para mandar a minha cópia, mas por enquanto, mais um link:
www.youtube.com/watch?v=X8lA4csneMo
ATUALIZAÇÃO: é sempre bom ter amigos que conhecem mais sites que você.
Link alternativo: http://www.tudou.com/v/hKyqd-6noYc/ (ou link tela cheia)
[Mas não consegui descobrir como fazer embbed... deve estar escrito em algum lugar...e o site é lento feito o inferno... e ainda tem que assistir uns comerciais estranhos antes]
Quem preferir Youtube sobraram Outras 2 opções:
Para ver pedaços do clip original (mas mal ouvir a musica):
www.youtube.com/watch?v=ePwsivCdSlU
(tirado de um episódio de Beavies & Butt-Head)
Ou ouvir a música, sem clip e com uma qualidade bem ruim:
www.youtube.com/watch?v=BEX-igaJUVY
E para vocês cantarem juntos, a letra:
(daria os créditos, mas desconheço-os)
[falando]
There's an old man on a sleigh
Who's like me-me-me-me for just one day
When he bestrides the world like a huge co-co-co-colostomy
He gets no presents, he gets no fun
And he's forgotten when he's done
So here's a little gift
A song to him, from me:
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas,
You are one love-love-lovely guy.
So let us recall what started it all
On that Bethlehem night so long ago
When people gazed from afar
Upon a giant star
Which reminds me of someone you all know (hehe!)
Jesus in that manger lay
While the sheep and donkeys sway
And the wise men and shepherds bowed their heads
Jesus heard the lullaby so he opened up his eyes
And looked up at his mummy, and said...
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, you're a lovely guy
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, you're a lovely guy
[falando]
Dear, dear Santa... You know... Words don't come easily to me...
I just wanna say -- I love you. From the top of your Christmas stocking
To the bottom of your Christmas bot-bot-bottom!
I have a dream today, my friends!
That before this Christmas ends
A big Santa’s sack of love I’ll bring
And we'll unite the whole world throug,
Yes, even Belgians too!
And we'll all stand together and sing:
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, you're a lovely guy
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, you're a lovely guy
[meio falando, meio cantando]
Merry Christmas, Santa Claus!
Merry Christmas, Santa Claus!
Merry Christmas! You are such a lovely guy!
Merry Christmas, Santa Claus!
Merry Christmas, just because!
Merry Christmas, You are a lovely, fat, but nice and lovely guy.
Merry Christmas, ...
E se você chegou até aqui... Revelação bombástica:
Max Headroom NÃO ERA FEITO POR COMPUTAÇÃO!
Foi um choque quando descobri isso!
Max Headroom cantando Merry Christmas Santa Claus (You're a Lovely Guy).

Putz!... O clip ficou lá anos e aí chega época de Natal e o Youtube tira do ar o único link do vídeo. Não vou recolocar eu mesmo porque:
1) vão tirar; e 2) mal entrei no Youtube, não quero já ser expulso. rs!
ATUALIZAÇÃO JAN/2013: o link abaixo não abre mais, achei de novo no Youtube, qualidade ruim, estou quase entrando em contato com o cara para mandar a minha cópia, mas por enquanto, mais um link:
www.youtube.com/watch?v=X8lA4csneMo
Para ver pedaços do clip original (mas mal ouvir a musica):
www.youtube.com/watch?v=ePwsivCdSlU
(tirado de um episódio de Beavies & Butt-Head)
Ou ouvir a música, sem clip e com uma qualidade bem ruim:
www.youtube.com/watch?v=BEX-igaJUVY
------------------
E para vocês cantarem juntos, a letra:
(daria os créditos, mas desconheço-os)
[falando]
There's an old man on a sleigh
Who's like me-me-me-me for just one day
When he bestrides the world like a huge co-co-co-colostomy
He gets no presents, he gets no fun
And he's forgotten when he's done
So here's a little gift
A song to him, from me:
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas,
You are one love-love-lovely guy.
So let us recall what started it all
On that Bethlehem night so long ago
When people gazed from afar
Upon a giant star
Which reminds me of someone you all know (hehe!)
Jesus in that manger lay
While the sheep and donkeys sway
And the wise men and shepherds bowed their heads
Jesus heard the lullaby so he opened up his eyes
And looked up at his mummy, and said...
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, you're a lovely guy
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, you're a lovely guy
[falando]
Dear, dear Santa... You know... Words don't come easily to me...
I just wanna say -- I love you. From the top of your Christmas stocking
To the bottom of your Christmas bot-bot-bottom!
I have a dream today, my friends!
That before this Christmas ends
A big Santa’s sack of love I’ll bring
And we'll unite the whole world throug,
Yes, even Belgians too!
And we'll all stand together and sing:
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, you're a lovely guy
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, Santa Claus
Merry Christmas, you're a lovely guy
[meio falando, meio cantando]
Merry Christmas, Santa Claus!
Merry Christmas, Santa Claus!
Merry Christmas! You are such a lovely guy!
Merry Christmas, Santa Claus!
Merry Christmas, just because!
Merry Christmas, You are a lovely, fat, but nice and lovely guy.
Merry Christmas, ...
E se você chegou até aqui... Revelação bombástica:
Max Headroom NÃO ERA FEITO POR COMPUTAÇÃO!
Foi um choque quando descobri isso!
terça-feira, 15 de novembro de 2011
And the Prince of Tuvalu... I love you all!
Este resumo não está disponível.
Clique aqui para ver a postagem.
sábado, 12 de novembro de 2011
Visitas
É divertido ver como as pessoas vieram parar aqui no blog. Acompanhava antes pelas estatísticas do Blogger e faz algum tempo pelo Google Analytics. [isso quando há tempo, mal tenho postado por este motivo]
Minhas primeiras visitas foram gente procurando a tradução de uma frase em latim deste post. Ao que parece, na internet toda só existem 2 sites com a frase, e eu sou o único que aparece no Google. É que no primeiro ela está escrita numa figura... e assim o Google não entende. O pior é que a tradução está no site da escritora também, mas você precisa colocar o mouse sobre o texto. Acho que todo mundo que vai lá fica curioso tão rápido que nem pensa em clicar sobre a imagem (que dá erro, mas implicaria em colocar o mouse sobre o texto). Eu fiz a mesma coisa na minha vez.
Nem escrevi a frase aqui de novo para que o Google continue indo direto para o post original. É que eu ia resenhar o livro (vou ainda!) e enquanto não resenhava, queria fazer com que algum leitor acidental ficasse curioso com o post, visse o link para o site e conhecesse os livros. São super divertidos. Feitos para fãs de Jornada nas Estrelas e Tropas Estelares.
Mas falando dos demais... Meu grande sucesso é o Escaduxe!
Das 140 visitas que eu tenho mapeadas, metade disso são miscelâneas - coisas como procurar "girias californianas", "ratbert", "tudo relacionado a supergirl" [putz, eu mal a mencionei 1 única vez] ou "cantos melanésios".
Do que sobra, divagar sobre a "tradução" de Skadoosh me rendeu umas 30 visitas. O que me deixa feliz e espantado. Feliz por não ter sido o único a se incomodar (?) com o termo sendo usado em 'português', ou pelo menos não ser o único com a curiosidade. Espantado por mais ninguém divagar sobre o tema! (eu não achei...). E se eu multiplicar a qtd de visitas pela média de paginas visitadas, este primeiro lugar fica ainda mais distante de todo o resto.
Curiosidade tecnológica: foram minhas únicas visitas pelo Android. Deve ter sido molecada conversando no meio da aula "Ei, naquela cena... Que porra foi aquela que ele disse?" "Sei lá, joga aí na internet". Ah, essas crianças... O mundo tá perdido.
Depois disso, meu segundo maior "sucesso", com 12 visitas, é gente procurando a frase do Hemingway no filme Predadores. Pior que em metade das visitas eu nem a dava. Coloquei depois, após o aclame popular pela dita cuja.
E o terceiro colocado das bizarrices... É gente procurando pelo Mestre Shifu. Na verdade, acho que foi a mesma pessoa varias vezes. Foram 12 consultas exatamente iguais "mestre shifu lemur". NÃO, ele não é um lêmure! [ou de repente o cara gostou do site mas não guardou o link, então sempre jogava a mesma busca para achá-lo novamente... é meu maior fã e eu aqui implicando com ele...]
Daí em diante, algumas visitas de gente que também jogou Metro 2033, procurando legenda para Loup, opinião sobre A Garota Que Conquistou o Tempo, e querendo saber sobre "bons livros de zumbi" ou especificamente os "Zomblogs".
Talvez tenha sido meu post mais "útil"... Se consegui fazer alguém ler algum livro que eu tenha gostado, o blog serviu seu propósito. Fico feliz. Talvez mude o nome do site para Comentários Aleatórios de um Zumbi Escaduxe! Vou bombar! [rs!!!]
Terminando o post...
Prêmio Visitante Esforçado: alguém tentou ler o blog com Google Translator... da Finlândia!
Prêmio Visitante Distante: um russo procurando pela frase "que foi anteontem que eu". Nunca entendi o interesse... Deve ser de alguma letra de música.
Prêmio Visitante Pornográfico: É empate! Procuraram por "gatas molhadas" e "kung fu panda tigresa hentai"
MEGA COMBO! É o Prêmio Visitante Fashion + Prêmio Origem Mais Bizarra + Prêmio Visitante Interessado! Vai tudo para uma pessoa só que procurou por "cabelos curtos micro braid" no Google Imagens, achou a figura do Woola e depois ficou no site por 32 minutos! [minha segunda visita mais longa, 25min, pesquisava o Smurf Audaz...]
Minhas primeiras visitas foram gente procurando a tradução de uma frase em latim deste post. Ao que parece, na internet toda só existem 2 sites com a frase, e eu sou o único que aparece no Google. É que no primeiro ela está escrita numa figura... e assim o Google não entende. O pior é que a tradução está no site da escritora também, mas você precisa colocar o mouse sobre o texto. Acho que todo mundo que vai lá fica curioso tão rápido que nem pensa em clicar sobre a imagem (que dá erro, mas implicaria em colocar o mouse sobre o texto). Eu fiz a mesma coisa na minha vez.
Nem escrevi a frase aqui de novo para que o Google continue indo direto para o post original. É que eu ia resenhar o livro (vou ainda!) e enquanto não resenhava, queria fazer com que algum leitor acidental ficasse curioso com o post, visse o link para o site e conhecesse os livros. São super divertidos. Feitos para fãs de Jornada nas Estrelas e Tropas Estelares.
Mas falando dos demais... Meu grande sucesso é o Escaduxe!
Das 140 visitas que eu tenho mapeadas, metade disso são miscelâneas - coisas como procurar "girias californianas", "ratbert", "tudo relacionado a supergirl" [putz, eu mal a mencionei 1 única vez] ou "cantos melanésios".
Do que sobra, divagar sobre a "tradução" de Skadoosh me rendeu umas 30 visitas. O que me deixa feliz e espantado. Feliz por não ter sido o único a se incomodar (?) com o termo sendo usado em 'português', ou pelo menos não ser o único com a curiosidade. Espantado por mais ninguém divagar sobre o tema! (eu não achei...). E se eu multiplicar a qtd de visitas pela média de paginas visitadas, este primeiro lugar fica ainda mais distante de todo o resto.
Curiosidade tecnológica: foram minhas únicas visitas pelo Android. Deve ter sido molecada conversando no meio da aula "Ei, naquela cena... Que porra foi aquela que ele disse?" "Sei lá, joga aí na internet". Ah, essas crianças... O mundo tá perdido.
Depois disso, meu segundo maior "sucesso", com 12 visitas, é gente procurando a frase do Hemingway no filme Predadores. Pior que em metade das visitas eu nem a dava. Coloquei depois, após o aclame popular pela dita cuja.
E o terceiro colocado das bizarrices... É gente procurando pelo Mestre Shifu. Na verdade, acho que foi a mesma pessoa varias vezes. Foram 12 consultas exatamente iguais "mestre shifu lemur". NÃO, ele não é um lêmure! [ou de repente o cara gostou do site mas não guardou o link, então sempre jogava a mesma busca para achá-lo novamente... é meu maior fã e eu aqui implicando com ele...]
Daí em diante, algumas visitas de gente que também jogou Metro 2033, procurando legenda para Loup, opinião sobre A Garota Que Conquistou o Tempo, e querendo saber sobre "bons livros de zumbi" ou especificamente os "Zomblogs".
Talvez tenha sido meu post mais "útil"... Se consegui fazer alguém ler algum livro que eu tenha gostado, o blog serviu seu propósito. Fico feliz. Talvez mude o nome do site para Comentários Aleatórios de um Zumbi Escaduxe! Vou bombar! [rs!!!]
Terminando o post...
Prêmio Visitante Esforçado: alguém tentou ler o blog com Google Translator... da Finlândia!
Prêmio Visitante Distante: um russo procurando pela frase "que foi anteontem que eu". Nunca entendi o interesse... Deve ser de alguma letra de música.
Prêmio Visitante Pornográfico: É empate! Procuraram por "gatas molhadas" e "kung fu panda tigresa hentai"
MEGA COMBO! É o Prêmio Visitante Fashion + Prêmio Origem Mais Bizarra + Prêmio Visitante Interessado! Vai tudo para uma pessoa só que procurou por "cabelos curtos micro braid" no Google Imagens, achou a figura do Woola e depois ficou no site por 32 minutos! [minha segunda visita mais longa, 25min, pesquisava o Smurf Audaz...]
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